Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

@medjuana_
resumo HAM III
adulto
3º PERÍODO
@medjuana_ 
 
Métodos clínicos 
Conceitos e objetivos 
Anamnese, derivada do grego "aná" 
(trazer de novo) e "mnesis" (memória), é o 
processo de relembrar e registrar todos os 
fatos relacionados à doença e ao paciente. 
Uma anamnese bem feita é essencial para 
decisões diagnósticas e terapêuticas 
corretas, enquanto uma anamnese malfeita 
pode levar a consequ 
Anamnese-soap 
O soap é um método de 
documentação em medicina que é 
frequentemente usado para organizar 
informações clínicas de uma maneira lógica 
e estruturada. "soap" é um acrônimo que 
representa: 
1. S (subjective) - assunto: esta seção 
inclui informações subjetivas 
fornecidas pelo paciente ou 
observações relatadas por outras 
fontes, como familiares ou 
acompanhantes. Geralmente, inclui 
queixas principais, histórico médico 
pregresso, medicamentos em uso, 
alergias, história familiar relevante e 
outros detalhes relatados pelo 
paciente. 
2. O (objetive) - objetivo: esta seção 
contém informações objetivas 
obtidas pelo profissional de saúde 
durante o exame físico, testes 
diagnósticos, resultados de exames 
laboratoriais, imagens médicas, etc. 
É onde são registradas as 
observações tangíveis e 
mensuráveis. 
3. A (assessment) - avaliação: aqui, o 
profissional de saúde elabora uma 
avaliação ou diagnóstico médico 
com base nas informações 
subjetivas e objetivas coletadas. 
Pode incluir uma lista de problemas 
médicos, diagnósticos diferenciais, 
impressões diagnósticas, etc. 
4. P (plan) - plano: nesta seção, são 
delineados os planos de tratamento e 
gestão para cada problema 
identificado na avaliação. Isso pode 
incluir prescrições de 
medicamentos, encaminhamentos 
para outros especialistas, exames 
adicionais, intervenções 
terapêuticas, orientações de estilo de 
vida, acompanhamento futuro, entre 
outros. 
A anamnese faz parte da seção 
"subjective" (s) do soap. Ela é a parte da 
consulta na qual o profissional de saúde 
@medjuana_ 
 
obtém informações sobre a história médica, 
sintomas atuais, histórico familiar, 
medicamentos em uso, alergias, estilo de 
vida e outras informações relevantes do 
paciente. Esses detalhes são fundamentais 
para entender o quadro clínico do paciente e 
ajudam a orientar o diagnóstico e o plano de 
tratamento. 
Mccp 
Motivo de consulta, condição 
principal na anamnese médica. Essa 
abordagem é utilizada para registrar a razão 
pela qual o paciente está procurando 
assistência médica, bem como a condição 
principal que está sendo investigada ou 
tratada. Aqui está uma explicação mais 
detalhada: 
 Motivo de consulta: refere-se à 
queixa principal do paciente, ou 
seja, a razão específica pela qual ele 
está buscando atendimento médico. 
Pode ser um sintoma, como dor de 
cabeça, febre, dor no peito, ou uma 
preocupação de saúde, como um 
resultado anormal de um exame de 
rotina. 
 Condição principal: é a condição 
médica que está sendo avaliada 
como a causa principal do problema 
ou sintoma que levou o paciente à 
consulta. Por exemplo, se um 
paciente relata dor no peito e é 
diagnosticado com angina, a angina 
seria considerada a condição 
principal. 
Registrar o mccp é fundamental para 
iniciar o processo de avaliação clínica e 
guiar na coleta de informações durante a 
anamnese, exame físico e avaliação 
diagnóstica subsequente. Essa prática ajuda 
a garantir que as preocupações do paciente 
sejam abordadas de maneira eficaz e que a 
atenção médica seja direcionada 
adequadamente para a condição de saúde 
subjacente. 
Escala de dor 
Existem várias escalas de avaliação 
da dor que são comumente utilizadas 
durante a anamnese para ajudar os 
profissionais de saúde a entender a 
intensidade e a natureza da dor relatada pelo 
paciente. Aqui estão algumas das escalas de 
dor mais utilizadas: 
1. Escala numérica da dor (end): 
nesta escala, o paciente é solicitado 
a atribuir um valor numérico à sua 
dor, geralmente de 0 a 10, onde 0 
representa ausência de dor e 10 
representa a pior dor possível. 
2. Escala visual analógica (eva): na 
eva, o paciente é apresentado a uma 
linha horizontal de 
aproximadamente 10 centímetros de 
comprimento, com uma 
@medjuana_ 
 
extremidade representando "sem 
dor" e a outra "pior dor possível". O 
paciente é solicitado a fazer uma 
marca na linha para indicar a 
intensidade da sua dor. 
3. Escala verbal descritiva (evd): 
nesta escala, o paciente seleciona 
uma palavra ou frase que melhor 
descreve sua dor entre opções como 
"sem dor", "dor leve", "dor 
moderada", "dor intensa" e "pior dor 
imaginável". 
4. Escala de faces de wong-baker: 
esta escala é frequentemente usada 
em crianças e adultos incapazes de 
comunicar a dor verbalmente. 
Apresenta uma série de faces que 
variam de "sem dor" a "dor 
insuportável", e o paciente seleciona 
a face que melhor representa sua 
dor. 
5. Escala de mcgill: esta é uma escala 
mais detalhada que captura aspectos 
multidimensionais da dor, incluindo 
sua intensidade sensorial e 
emocional, bem como sua natureza 
e localização. 
Essas escalas são úteis para 
padronizar a avaliação da dor e ajudar os 
profissionais de saúde a entenderem a 
experiência do paciente com relação à dor. 
A escolha da escala depende das 
preferências do paciente, idade, capacidade 
de comunicação e do contexto clínico 
específico. 
Anamnese 
A ordem da anamnese, embora 
possa variar dependendo do profissional de 
saúde e da situação clínica específica, 
geralmente segue uma sequência lógica 
para garantir que todas as informações 
necessárias sejam coletadas de maneira 
eficaz. Aqui está uma ordem comum para a 
anamnese: 
1. Identificação do paciente: nome, 
idade, sexo, estado civil, profissão e 
outras informações demográficas 
relevantes. 
2. Motivo da consulta: o paciente é 
questionado sobre o motivo que o 
levou a procurar atendimento 
médico. Esta é a oportunidade para 
o paciente expressar suas queixas 
principais e preocupações de saúde. 
3. História da doença atual (hda): o 
profissional de saúde questiona o 
paciente sobre os sintomas atuais, 
incluindo sua duração, gravidade, 
fatores desencadeantes e atenuantes, 
características da dor (se aplicável), 
progressão dos sintomas e qualquer 
tratamento prévio realizado. 
@medjuana_ 
 
4. História médica pregressa: esta 
seção inclui perguntas sobre 
condições médicas passadas, 
cirurgias anteriores, hospitalizações, 
alergias conhecidas, medicamentos 
em uso (incluindo prescrição, over-
the-counter e suplementos), história 
de doenças crônicas, entre outros. 
5. História familiar: o paciente é 
questionado sobre condições 
médicas presentes em membros da 
família, incluindo pais, irmãos e 
filhos, que possam ter relevância 
para a saúde atual do paciente. 
6. História social: questões 
relacionadas ao estilo de vida, 
hábitos de saúde, consumo de 
álcool, tabagismo, uso de drogas, 
atividade física, dieta, 
relacionamentos familiares e apoio 
social são abordadas nesta seção. 
7. História do desenvolvimento: em 
pacientes pediátricos, a história do 
desenvolvimento é importante e 
inclui perguntas sobre marcos do 
desenvolvimento físico, cognitivo e 
social. 
8. Revisão de sistemas: o profissional 
de saúde realiza uma revisão 
sistemática de diferentes sistemas 
do corpo, incluindo cardiovascular, 
respiratório, gastrointestinal, 
geniturinário, neurológico, 
dermatológico, musculoesquelético, 
entre outros, para identificar 
sintomas adicionais que possam não 
ter sido mencionados anteriormente. 
Essa ordem proporciona uma 
estrutura abrangente para coletar 
informações relevantes para a avaliação e o 
tratamento adequados do paciente. No 
entanto, a ordem pode ser ajustada de 
acordo com a necessidade clínica e a 
preferência do profissional de saúde. 
Obs: importante ver linguagem 
verbal(pleurodese ou ressecção de bolhas). 
Anamnese e Exame Físico (Para Pleurite, 
Derrame Pleural e Pneumotórax) 
Anamnese 
História de sintomas (dor torácica, dispneia, 
tosse). 
Fatores de risco (tabagismo, doenças 
subjacentes, trauma). 
Histórico de exposições ambientais e 
ocupacionais. 
Histórico familiar. 
Exame Físico 
Inspeção: Padrão respiratório, uso de 
músculos acessórios, assimetria torácica. 
Palpação: Redução da expansão torácica. 
Percussão: Macicez (derrame pleural), 
hiper-ressonância (pneumotórax). 
Ausculta 
Pleurite: Atrito pleural. 
Derrame Pleural: Diminuição ou ausência 
de sons respiratórios. 
Pneumotórax: Diminuição ou ausência de 
sons respiratórios no lado afetado. 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Síndromes Pulmonares 
Síndrome de Consolidação Pulmonar 
Ocorre quando os alvéolos 
pulmonares são preenchidos por líquido, 
exsudato, sangue, células ou outros 
materiais, levando a uma perda da aeração 
normal. 
Fatores de Risco 
Pneumonia 
Edema pulmonar 
Hemorragia pulmonar 
Neoplasias pulmonares 
Manifestações Clínicas 
Tosse produtiva 
Febre 
Dispneia 
Dor torácica pleurítica 
Diagnóstico 
Radiografia de Tórax: Opacificação 
homogênea. 
Tomografia Computadorizada (TC): 
Melhor detalhamento da área consolidada. 
Exame Físico 
Inspeção: Padrão respiratório anormal. 
Palpação: Aumento do frêmito 
toracovocal. 
Percussão: Submacicez ou macicez na área 
afetada. 
Ausculta: Estertores finos (crepitantes), 
broncofonia, pectorilóquia afônica. 
Tratamento 
Depende da causa subjacente (ex.: 
antibióticos para pneumonia, diuréticos 
para edema pulmonar). 
2. Síndrome de Atelectasia 
Colapso parcial ou completo do 
pulmão ou lobo pulmonar devido à 
obstrução das vias aéreas ou pressão externa 
sobre o pulmão. 
Fatores de Risco 
Cirurgia torácica ou abdominal 
Obstrução brônquica (tumor, corpo 
estranho) 
Efusão pleural 
Pneumotórax 
Manifestações Clínicas 
Dispneia 
Dor torácica 
Taquipneia 
Hipoxemia 
Diagnóstico 
Radiografia de Tórax: Desvio da traqueia 
para o lado afetado, elevação do diafragma. 
@medjuana_ 
 
Tomografia Computadorizada (TC): 
Confirmação da área colapsada e avaliação 
da causa subjacente. 
Exame Físico 
Inspeção: Redução da expansão torácica. 
Palpação: Diminuição do frêmito 
toracovocal. 
Percussão: Macicez sobre a área colapsada. 
Ausculta: Diminuição ou ausência de 
murmúrio vesicular. 
Tratamento 
Tratamento da causa subjacente. 
Fisioterapia respiratória. 
Broncodilatadores. 
Aspiração do muco ou remoção do 
corpo estranho. 
3. Síndrome de Derrame Pleural 
Acúmulo de líquido no espaço 
pleural, limitando a expansão pulmonar. 
Fatores de Risco 
Insuficiência cardíaca 
Pneumonia 
Tuberculose 
Neoplasias 
Cirrose 
Manifestações Clínicas 
Dispneia 
Dor torácica pleurítica 
Tosse seca 
Diagnóstico 
Radiografia de Tórax: Opacificação do 
hemitórax afetado, com menisco pleural. 
Ultrassonografia: Avaliação da quantidade 
de líquido e guia para toracocentese. 
Tomografia Computadorizada (TC): 
Avaliação detalhada do espaço pleural. 
Exame Físico 
Inspeção: Redução da expansão torácica. 
Palpação: Diminuição ou ausência de 
frêmito toracovocal. 
Percussão: Macicez na área afetada. 
Ausculta: Diminuição ou ausência de 
murmúrio vesicular. 
Tratamento 
Tratamento da causa subjacente. 
Toracocentese para drenagem do 
líquido. 
Pleurodese em casos recorrentes. 
Síndromes Brônquicas 
1. Síndrome Brônquica Aguda 
Inflamação aguda dos brônquios, 
geralmente causada por infecções virais ou 
bacterianas. 
@medjuana_ 
 
Fatores de Risco 
Infecções virais (gripe, resfriado) 
Infecções bacterianas (Mycoplasma 
pneumoniae, Bordetella pertussis) 
Exposição a irritantes (fumaça, 
poluentes) 
Manifestações Clínicas 
Tosse produtiva ou seca 
Febre 
Mal-estar geral 
Sibilos e roncos 
Diagnóstico 
História clínica e exame físico: Tosse 
persistente, sibilos e roncos à ausculta. 
Radiografia de Tórax: Geralmente normal 
ou com sinais de inflamação brônquica. 
Tratamento 
Repouso e hidratação. 
Antibióticos (se suspeita de infecção 
bacteriana). 
Broncodilatadores (se houver 
broncoespasmo). 
2. Síndrome Brônquica Crônica 
Inflamação crônica dos brônquios, 
com aumento da produção de muco e 
obstrução das vias aéreas. 
Fatores de Risco 
Tabagismo 
Exposição a poluentes e irritantes 
Infecções respiratórias recorrentes 
Manifestações Clínicas 
Tosse crônica produtiva (pelo 
menos 3 meses por ano, em 2 anos 
consecutivos) 
Dispneia 
Sibilos e roncos 
Diagnóstico 
História clínica: Tosse crônica com 
produção de muco. 
Espirometria: Obstrução das vias aéreas. 
Radiografia de Tórax: Podem mostrar 
sinais de hiperinflamação ou aumento das 
sombras brônquicas. 
Tratamento: 
Cessação do tabagismo. 
Broncodilatadores. 
Corticosteroides inalatórios. 
Reabilitação pulmonar. 
Vacinação contra gripe e 
pneumonia. 
Anamnese 
Histórico de sintomas (tosse, 
dispneia, dor torácica). 
@medjuana_ 
 
Fatores de risco (tabagismo, 
exposições ocupacionais, histórico de 
infecções). 
Histórico familiar de doenças 
pulmonares. 
Padrão dos sintomas (agudo vs. 
crônico). 
Exame Físico 
Inspeção: Padrão respiratório, uso de 
músculos acessórios, cianose, 
baqueteamento digital. 
Palpação: Expansão torácica, frêmito 
toracovocal. 
Percussão: Som timpânico, hiper-
ressonância ou macicez. 
Ausculta: Murmúrios vesiculares, sibilos, 
roncos, estertores crepitantes ou estertores 
finos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Anemias 
Anemia Ferropriva 
A anemia ferropriva é causada pela 
deficiência de ferro, levando à diminuição 
da síntese de hemoglobina e resultando em 
eritrócitos microcíticos e hipocrômicos. 
Fatores de Risco 
Dieta pobre em ferro 
Perdas sanguíneas crônicas (menstruação, 
úlceras gástricas, câncer gastrointestinal) 
Má absorção de ferro (doenças intestinais, 
gastrectomia) 
Necessidades aumentadas (gravidez, 
lactação, crescimento rápido em crianças) 
Manifestações Clínicas 
Fadiga 
Palidez 
Dispneia aos esforços 
Tontura 
Palpitações 
Glossite 
Quelite angular 
Pica (desejo de comer substâncias 
não alimentares) 
Diagnóstico 
Hemograma 
Hemoglobina (Hb) baixa 
Hematócrito (Ht) baixo 
Volume Corpuscular Médio (VCM) 
baixo 
Hemoglobina Corpuscular Média 
(HCM) baixa 
Concentração de Hemoglobina 
Corpuscular Média (CHCM) baixa 
Índice de Red Cell Distribution 
Width (RDW) elevado 
Exames de Ferro 
Ferritina sérica baixa 
Ferro sérico baixo 
Capacidade Total de Ligação do 
Ferro (TIBC) elevada 
Saturação de transferrina baixa 
Tratamento 
Suplementação de ferro oral ou 
intravenosa 
Tratamento da causa subjacente de 
perda de ferro ou má absorção 
Dieta rica em ferro (carnes, feijão, 
vegetais verdes) 
Anemia Megaloblástica 
Anemia causada pela deficiência de 
vitamina B12 ou folato, levando à produção 
@medjuana_ 
 
de eritrócitos grandes (macrocíticos) e 
disfuncionais. 
Fatores de Risco 
Dieta pobre em vitamina B12 ou folato 
Má absorção de vitamina B12 (anemia 
perniciosa, doença de Crohn, gastrectomia) 
Aumento das necessidades de folato 
(gravidez, doenças hemolíticas) 
Consumo excessivo de álcool 
Manifestações Clínicas: 
Fadiga 
Palidez 
Dispneia aos esforços 
Tontura 
Palpitações 
Glossite 
Perda de peso 
Sintomas neurológicos (parestesias, 
neuropatia periférica, demência em 
casos graves) 
Diagnóstico 
Hemograma 
Hemoglobina (Hb) baixa 
Hematócrito (Ht) baixo 
Volume Corpuscular Médio (VCM) 
elevado 
Neutrófilos hipersegmentados 
Exames de Vitamina B12 e Folato 
Vitamina B12 sérica baixa 
Folato sérico baixo 
Outros Exames 
Ácido metilmalônico elevado 
(deficiência de B12) 
Homocisteína elevada (deficiência 
de B12 ou folato) 
Tratamento 
Suplementação de vitamina B12 ou 
folato 
Tratamento da causa subjacentede 
má absorção 
Dieta rica em vitamina B12 (carnes, 
ovos, laticínios) e folato (vegetais verdes, 
frutas) 
Anemia de Doença Crônica (Anemia de 
Inflamação) 
Anemia associada a doenças 
crônicas inflamatórias, infecciosas ou 
malignas, resultando na produção 
inadequada de eritrócitos e na alteração do 
metabolismo do ferro. 
Fatores de Risco 
Doenças inflamatórias crônicas (artrite 
reumatoide, lúpus) 
@medjuana_ 
 
Doenças infecciosas crônicas (tuberculose, 
HIV) 
Neoplasias 
Manifestações Clínicas 
Fadiga 
Palidez 
Dispneia aos esforços 
Sintomas da doença subjacente 
Diagnóstico 
Hemograma 
Hemoglobina (Hb) baixa 
Hematócrito (Ht) baixo 
Volume Corpuscular Médio (VCM) 
normal ou levemente baixo 
Exames de Ferro 
Ferritina sérica normal ou elevada 
Ferro sérico baixo 
Capacidade Total de Ligação do 
Ferro (TIBC) baixa ou normal 
Saturação de transferrina baixa 
Marcadores Inflamatórios 
Proteína C-reativa (PCR) elevada 
Taxa de sedimentação de eritrócitos 
(VHS) elevada 
Tratamento 
Tratamento da doença subjacente 
Suplementação de ferro pode ser útil 
em alguns casos 
Eritropoetina recombinante em 
casos selecionados 
Anemia Hemolítica 
Anemia resultante da destruição 
prematura dos eritrócitos, que pode ser 
intravascular ou extravascular. 
Fatores de Risco 
Doenças autoimunes (anemia hemolítica 
autoimune) 
Doenças hereditárias (esferocitose 
hereditária, deficiência de G6PD, 
talassemia) 
Infecções (malária) 
Fármacos e toxinas 
Manifestações Clínicas 
Fadiga 
Palidez 
Icterícia 
Esplenomegalia 
Urina escura 
Dor abdominal 
Diagnóstico 
Hemograma 
Hemoglobina (Hb) baixa 
@medjuana_ 
 
Hematócrito (Ht) baixo 
Reticulócitos elevados 
VCM normal ou levemente elevado 
Marcadores de Hemólise 
Bilirrubina indireta elevada 
Lactato desidrogenase (LDH) 
elevada 
Haptoglobina sérica baixa 
Exames Específicos 
Teste de Coombs direto positivo 
(anemia hemolítica autoimune) 
Eletroforese de hemoglobina 
(talassemia, anemia falciforme) 
Teste de fragilidade osmótica 
(esferocitose hereditária) 
Tratamento 
Tratamento da causa subjacente 
Corticosteroides ou imunossupressores 
(anemia hemolítica autoimune) 
Transfusões sanguíneas em casos graves 
Esplenectomia em casos selecionados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Hepatoesplenomegalia 
A hepatoesplenomegalia resulta de 
processos patológicos que afetam tanto o 
fígado quanto o baço. Esses processos 
podem incluir inflamação, infiltração, 
congestão ou aumento da produção celular. 
No fígado, a resposta inflamatória ou o 
acúmulo de substâncias anormais pode 
causar hepatomegalia. No baço, a 
hiperplasia dos elementos celulares, 
aumento da destruição de células 
sanguíneas ou acúmulo de material estranho 
pode levar à esplenomegalia. 
Fatores de Risco 
Infecciosos: Exposição a patógenos (vírus, 
bactérias, parasitas) 
Hematológicos: Histórico familiar de 
doenças hematológicas 
Hepáticos: Consumo excessivo de álcool, 
hepatite crônica 
Genéticos: História familiar de doenças de 
depósito 
Manifestações Clínicas 
Fadiga 
Febre 
Icterícia 
Dor abdominal (particularmente no 
quadrante superior direito) 
Perda de peso 
Mal-estar 
Plenitude ou desconforto abdominal 
Diagnóstico 
História Clínica 
Identificação de sintomas 
Histórico de infecções recentes 
Histórico familiar de doenças hepáticas ou 
hematológicas 
Uso de medicamentos e consumo de álcool 
Exame Físico 
Inspeção 
1. Observar o abdômen do paciente, 
que deve estar deitado em posição 
supina (de barriga para cima), com a 
cabeça e o tórax levemente elevados 
e os braços relaxados ao lado do 
corpo. 
2. Observar a presença de icterícia, 
ascite ou circulação colateral. 
Palpação 
1. Palpação do Fígado 
Iniciar a palpação suave no quadrante 
inferior direito, subindo em direção ao 
quadrante superior direito. 
@medjuana_ 
 
Normalmente, a borda inferior do fígado 
pode ser palpada 1-2 cm abaixo da margem 
costal no adulto. 
Sentir o bordo hepático ao nível da margem 
costal. 
Palpação do Baço 
O paciente deve estar em posição supina ou 
em decúbito lateral direito (de lado). 
Iniciar a palpação no quadrante inferior 
esquerdo e avançar para o superior 
esquerdo. 
Normalmente, o baço não é palpável, mas 
em algumas condições pode ser sentido 
abaixo da margem costal. 
Percussão 
Percutir o abdômen para definir a extensão 
da hepatoesplenomegalia. 
Identificar a borda superior do fígado ao 
percutir abaixo do rebordo costal direito. 
Percutir a região esplênica para detectar 
esplenomegalia. 
Ausculta 
Auscultar sobre o fígado e o baço para 
detectar sopros vasculares, que podem 
indicar aumento do fluxo sanguíneo. 
Exames Complementares 
Exames Laboratoriais 
Hemograma Completo 
Leucocitose ou leucopenia 
Anemia 
Trombocitopenia 
Função Hepática 
ALT e AST elevadas 
Bilirrubina total e frações 
elevadas 
Fosfatase alcalina elevada 
Albumina sérica baixa 
Marcadores de Doenças 
Infecciosas: 
Sorologias para hepatites 
virais, HIV, Epstein-Barr 
Teste de malária 
Marcadores de Doenças 
Hematológicas: 
Eletroforese de hemoglobina 
Biópsia de medula óssea 
Exames de Imagem 
Ultrassonografia Abdominal 
Avaliação do tamanho do 
fígado e do baço 
Detecção de lesões focais 
hepáticas 
Avaliação da presença de 
ascite 
@medjuana_ 
 
Tomografia Computadorizada 
(TC) Abdominal 
Avaliação detalhada da estrutura 
hepática e esplênica 
Identificação de massas ou lesões 
Ressonância Magnética (RM) 
Detecção de lesões hepáticas e 
esplênicas com maior definição 
Avaliação de depósitos de ferro 
(hemossiderose) 
Biopsia Hepática (se indicado) 
Avaliação histopatológica do tecido 
hepático 
Diagnóstico de doenças 
inflamatórias, infecciosas ou infiltrativas 
Tratamento 
Doenças Infecciosas: Antibióticos, 
antivirais, antiparasitários conforme 
necessário. 
Doenças Hematológicas: 
Quimioterapia, transplante de medula 
óssea, suporte transfusional. 
Doenças Hepáticas: Tratamento da 
doença subjacente, suporte nutricional, 
controle de complicações. 
Insuficiência Cardíaca 
Congestiva: Diuréticos, inibidores da ECA, 
beta-bloqueadores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
ARBOVIROSES 
Dengue 
Causada pelo vírus da dengue 
(DENV), transmitido pelo mosquito Aedes 
aegypti. Após a picada do mosquito, o vírus 
se replica nos linfonodos e se dissemina 
pelo corpo. Provoca uma resposta imune 
que pode levar a inflamação e vazamento 
capilar. 
Fatores de Risco 
Áreas endêmicas com alta densidade do 
mosquito vetor. 
Exposição frequente a picadas de mosquito. 
Infecções prévias por outros sorotipos do 
vírus da dengue. 
Manifestações Clínicas 
Febre alta e súbita 
Cefaleia 
Dor retro-orbital 
Mialgia e artralgia 
Exantema 
Sangramentos leves (petéquias, 
epistaxe) 
Nos casos graves: choque, 
hemorragia grave, falência de 
órgãos 
Diagnóstico 
Clínico: Baseado em sintomas e histórico 
epidemiológico. 
Laboratorial 
Hemograma: Leucopenia, 
trombocitopenia, hematócrito elevado. 
Sorologia (IgM e IgG): Detecção de 
anticorpos. 
RT-PCR: Identificação do RNA 
viral. 
Tratamento 
Suporte sintomático: Hidratação 
oral ou intravenosa, antitérmicos 
(paracetamol). 
Evitar anti-inflamatórios não 
esteroidais (AINEs) e aspirina devido ao 
risco de hemorragia. 
Monitoramento hospitalar nos casos 
graves. 
 
@medjuana_ 
 
 
Zika 
Causada pelo vírus Zika (ZIKV), 
transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. O 
vírus se replica no sistema imunológico, 
causando uma resposta inflamatória. 
Fatores de Risco 
Áreas endêmicas com alta densidade 
do mosquito vetor. 
Exposição frequente a picadas de 
mosquito. 
Transmissão sexual e perinatal 
também são possíveis. 
Manifestações Clínicas 
Febre baixa 
Exantema maculopapular 
pruriginoso 
Conjuntivite não purulentaMialgia e artralgia 
Cefaleia 
Em casos raros: microcefalia 
congênita, síndrome de Guillain-
Barré 
Diagnóstico 
Clínico: Baseado em sintomas e histórico 
epidemiológico. 
Laboratorial 
Sorologia (IgM e IgG): Detecção de 
anticorpos. 
RT-PCR: Identificação do RNA 
viral. 
Tratamento 
Suporte sintomático: Hidratação, 
antitérmicos (paracetamol), anti-
histamínicos para prurido. 
Evitar AINEs e aspirina. 
Chikungunya 
Causada pelo vírus Chikungunya 
(CHIKV), transmitido pelos mosquitos 
Aedes aegypti e Aedes albopictus. O vírus 
causa inflamação aguda das articulações e 
tecidos circundantes. 
Fatores de Risco 
Áreas endêmicas com alta densidade 
dos mosquitos vetores. 
Exposição frequente a picadas de 
mosquito. 
Manifestações Clínicas 
Febre alta e súbita 
Artralgia intensa (principalmente 
em mãos, pés, pulsos e tornozelos) 
@medjuana_ 
 
Mialgia 
Cefaleia 
Exantema maculopapular 
Em casos crônicos: artralgia 
persistente por meses a anos 
Diagnóstico: 
Clínico: Baseado em sintomas e histórico 
epidemiológico. 
Laboratorial 
Sorologia (IgM e IgG): Detecção de 
anticorpos. 
RT-PCR: Identificação do RNA viral. 
Tratamento 
Suporte sintomático: Hidratação, 
antitérmicos (paracetamol), analgésicos. 
Fisioterapia para artralgia persistente. 
Evitar AINEs e aspirina. 
Febre Amarela 
Causada pelo vírus da febre amarela 
(YFV), transmitido pelos mosquitos Aedes 
aegypti e Haemagogus spp. O vírus infecta 
o fígado, causando necrose hepatocelular e 
disfunção hepática. 
Fatores de Risco 
Áreas endêmicas com alta densidade dos 
mosquitos vetores. 
Exposição frequente a picadas de mosquito. 
Falta de vacinação. 
Manifestações Clínicas: 
Fase inicial (fase aguda): febre, cefaleia, 
mialgia, náusea, vômito. 
Fase tóxica: icterícia, hemorragias 
(gengival, gastrointestinal), insuficiência 
hepática e renal, choque. 
Diagnóstico 
Clínico: Baseado em sintomas e histórico 
epidemiológico. 
Laboratorial 
Hemograma: Leucopenia, trombocitopenia. 
Função hepática: Aumento de ALT e AST, 
bilirrubinas elevadas. 
Sorologia (IgM): Detecção de anticorpos. 
RT-PCR: Identificação do RNA viral. 
Tratamento 
Suporte sintomático: Hidratação, 
antitérmicos (paracetamol). 
Cuidados intensivos nos casos graves: 
suporte hepático e renal. 
Prevenção com vacina contra febre amarela. 
Exame Físico 
Preparação do Paciente 
O paciente deve estar deitado em posição 
supina (de barriga para cima), com a cabeça 
@medjuana_ 
 
e o tórax levemente elevados e os braços 
relaxados ao lado do corpo. 
Inspeção 
Observar sinais de icterícia, 
exantema, petéquias ou outros 
sangramentos cutâneos. 
Observar a presença de 
linfadenopatia, edemas ou alterações 
visíveis nas articulações. 
Palpação 
Palpar o abdômen para detectar 
hepatomegalia ou esplenomegalia. 
Palpar articulações doloridas (no 
caso de Chikungunya). 
Percussão 
Percutir o abdômen para definir a 
extensão de qualquer 
hepatoesplenomegalia. 
Ausculta 
1. Auscultar o abdômen para 
identificar quaisquer sopros 
vasculares. 
2. Auscultar o tórax para verificar a 
presença de roncos ou crepitações, 
que podem indicar envolvimento 
pulmonar. 
Exames Complementares 
Hemograma Completo 
Leucopenia ou leucocitose. 
Trombocitopenia. 
Hematócrito elevado ou 
normal (em casos de 
dengue). 
Função Hepática 
ALT e AST elevadas. 
Bilirrubinas totais e frações 
elevadas. 
Fosfatase alcalina elevada. 
Sorologia 
IgM e IgG específicos para 
dengue, Zika, Chikungunya 
e febre amarela. 
RT-PCR 
Identificação do RNA viral 
nos primeiros dias de 
infecção. 
Testes Específicos 
Exame de sangue para 
detecção de microcefalia 
congênita (Zika). 
Exames de imagem 
(ultrassonografia, 
tomografia) para avaliar o 
fígado e outros órgãos em 
casos graves de febre 
amarela. 
@medjuana_ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Dicromias Cutâneas da 
A hanseníase, também conhecida 
como lepra, é causada pelo Mycobacterium 
leprae, um bacilo ácido-alcool resistente. A 
infecção afeta a pele, nervos periféricos, 
mucosas e olhos, levando a uma resposta 
inflamatória crônica. O bacilo invade 
células do sistema imunológico, 
especialmente macrófagos, e se multiplica 
preferencialmente em tecidos com baixa 
temperatura, como a pele e nervos 
periféricos. 
Tipos de Hanseníase 
1. Forma Tuberculóide 
(paucibacilar): Caracterizada por 
poucas lesões, geralmente com uma 
resposta imunológica eficiente que 
limita a proliferação do bacilo. 
2. Forma Lepromatosa 
(multibacilar): Caracterizada por 
muitas lesões, com uma resposta 
imunológica inadequada que 
permite ampla disseminação do 
bacilo. 
Dicromias Cutâneas 
São as alterações na coloração da pele 
associadas à hanseníase. Elas são 
classificadas em diferentes fases, 
dependendo da forma e estágio da doença. 
1. Lesões Hipocrômicas 
Fase: Inicial. 
Descrição: Manchas ou áreas da 
pele que se tornam mais claras do que a pele 
ao redor. Estas áreas têm menor 
pigmentação devido à destruição dos 
melanócitos e à alteração da função dos 
nervos periféricos. 
Características: Áreas planas, mal 
delimitadas, que podem estar associadas a 
perda de sensibilidade. 
2. Lesões Eritematosas: 
Fase: Aguda, geralmente em 
hanseníase lepromatosa. 
Descrição: Manchas avermelhadas 
ou rosadas na pele. Associadas a inflamação 
e proliferação bacteriana. 
Características: Essas lesões 
podem evoluir para nódulos ou placas. 
3. Lesões Nodulares 
Fase: Avançada, especialmente na 
hanseníase lepromatosa. 
Descrição: Nódulos ou placas de 
cor marrom-avermelhada, com contornos 
bem definidos. 
Características: Podem ulcerar e 
levar a deformidades. 
4. Lesões Ulceradas 
Fase: Crônica. 
@medjuana_ 
 
Descrição: Áreas de pele com 
úlceras abertas, geralmente devido a 
infecção secundária ou trauma. 
Características: Pode ocorrer em 
regiões de lesões pré-existentes que não 
cicatrizaram adequadamente. 
Método de Exame Físico 
1. Inspeção 
Procedimento: O paciente deve estar em 
posição confortável, geralmente sentado ou 
deitado. Inspecione a pele em busca de 
alterações de cor, como manchas 
hipocrômicas, eritematosas ou nodulares. 
Observações: Verifique a presença de 
lesões, sua localização, forma e tamanho. 
Avalie a simetria e o padrão das lesões. 
2. Palpação 
Procedimento: Palpe as áreas afetadas para 
verificar a textura, a consistência e a 
sensibilidade das lesões. 
Observações: Lesões lepromatosas 
geralmente são nódulos suaves e não 
dolorosos ao toque. Lesões tuberculóides 
podem ser endurecidas. 
3. Ausculta 
Procedimento: Normalmente, a ausculta 
não é diretamente utilizada para examinar a 
pele em hanseníase, mas pode ser 
importante para avaliar o envolvimento de 
áreas como a laringe se houver sintomas 
respiratórios. 
Observações: Avalie a presença de 
qualquer alteração respiratória ou sistêmica 
associada. 
4. Percussão 
Procedimento: Percorra a pele sobre as 
lesões para avaliar alterações na densidade 
da pele. 
Observações: Embora a percussão não seja 
geralmente utilizada para lesões cutâneas, 
pode ser útil para investigar possíveis 
envolvimentos de estruturas subjacentes. 
5. Teste de Estesiometria 
 
Procedimento: Utilize um estesiômetro (ou 
compasso de estesiometria) para testar a 
sensibilidade em áreas afetadas. 
Observações: Teste a capacidade do 
paciente de sentir estímulos táteis e 
térmicos. A hanseníase pode levar a perda 
de sensibilidade nas áreas afetadas devido 
ao envolvimento dos nervos periféricos. 
Fases da Dicromia e Lesão da Pele da 
Hanseníase 
@medjuana_ 
 
Fase Inicial 
Lesões Hipocrômicas: Manchas claras e 
planas. A perda de pigmentação é um sinal 
precoce da hanseníase tuberculóide. 
Fase Aguda 
Lesões Eritematosas: Manchas 
avermelhadas ou rosadas que podem setransformar em nódulos. 
Fase Avançada 
Lesões Nodulares: Nódulos grandes e 
visíveis, com possíveis alterações 
ulcerativas e deformidades. 
Fase Crônica 
Lesões Ulceradas: Úlceras abertas, 
frequentemente associadas a complicações 
secundárias.e não verbal, medicação, exames 
complementares e encaminhamento ências 
negativas irreparáveis, mesmo com exames 
complementares sofisticados. 
Modelo de observação clínica 
Roteiro para anamnese 
1. Identificação 
Nome, idade, sexo, cor (raça), 
estado civil, nacionalidade, naturalidade, 
profissão atual e anterior, ocupação, 
religião, residência atual (tempo de 
permanência na mesma), residências 
anteriores 
2.queixa principal - motivo ou 
motivos principais pelos quais o doente 
procura o médico. Deve ser anotada com as 
próprias palavras do doente entre aspas. 
Registrar no máximo 3 queixas 
@medjuana_ 
 
3.história do doença atual - nesta 
fase as informações prestadas devem ser 
transcritas em termos técnicos, 
ordenadamente, guiadas pelas queixas 
principais 
a. Época de início - assinalar o 
ano e, se possível, mês e dia em que se 
iniciaram os sintomas/sinais 
b. Modo de evolução da doença 
(aguda, crônica ou crônica agudizada) e 
tratamentos efetuados em decorrência da 
mesma 
c. Detalhar cada sintoma e sinal 
individualmente 
d. Intercorrência de outros 
sintomas relacionados ao aparelho/sistema 
das queixas principais 
 
Qualquer queixa deverá ser 
analisada com profundidade. Podemos usar 
o seguinte roteiro: 
 Época de aparecimento e duração 
total 
 Modo de aparecimento - súbito ou 
gradual 
 Fatores desencadeantes, agravantes 
ou atenuantes 
 No caso de dor: localização, 
irradiação, intensidade, 
características (contínua, 
paroxística, surda, rítmica) 
 Curso do sintoma - evolução com 
episódio único, ataques recorrentes 
agudos, ocorrência diária, 
ocorrência periódica (semanal, 
mensal, etc) 
 Tipo de terapêutica e efeitos 
 Medicações atuais em uso 
 Análise atual - melhora, piora, 
estacionário 
 
Parte mais importante da anamnese. 
Guiada pela qp. Descrição cronológica e 
organizada das alterações observadas na 
saúde do paciente. Identificar qual órgão ou 
sistema afetado. Cada sintoma deve ser 
checado de maneira quase linear. 
Caracterizar duração, forma de início, 
fatores desencadeantes, atenuantes, 
agravantes, sintomas associados à qp e 
características clínicas (cor, volume, 
aspecto, dor- intensidade, localização, 
irradiação, tipo etc). 
 
Ex: começar a história da seguinte 
maneira: paciente relata que há cerca de 
(anos, meses, dias, horas) iniciou quadro de 
... (descrever todas as características de 
todos os sintomas em ordem cronológica). 
Evoluiu com .... Até o dia atual. Atualmente, 
@medjuana_ 
 
apresentando melhora do quadro após início 
de (descrever as medicações e intervenções 
clínico-cirúrgicas realizadas). 
4. Interrogatório 
complementar relativo a órgãos e 
aparelhos 
Nesta fase procuramos obter 
informações omitidas pelo paciente durante 
a história da doença atual (ou por 
esquecimento ou por não dar a devida 
importância) e que ocorreram após o início 
da mesma. 
 Cabeça – cefaléia, tonturas 
 Olhos – alterações recentes da 
acuidade visual, fotofobia, 
escotomas, dor, inflamação, 
lacrimejamento 
 Ouvidos – defeitos da audição, 
supuração, zumbidos e otalgias 
 Nariz – distúrbios do olfato, defeitos 
da respiração, epistaxe, coriza, 
espirros 
 Boca – alterações das gengivas e da 
salivação, lesões dos lábios, aftas, 
sangramentos e alterações de 
sensibilidade 
 Língua – distúrbios da gustação, 
lesões locais e dor 
 Dentes – estado de conservação, 
próteses, odontalgias, e extrações 
recentes 
 Garganta – dor, lesões locais 
amigdalianas e faringeanas, dor à 
deglutição 
 Pescoço – tumorações, dor e 
limitação de movimentos 
 Mamas – dor, nódulos, secreções, 
aumento de volume, lesões dos 
mamilos, alterações da pele 
 Aparelho respiratório e circulatório 
– dor torácica, dispnéia, tosse, 
expectoração, hemoptise, 
palpitações, cianose. Radiografias 
de tórax (resultados) 
 Aparelho digestivo – anorexia, 
disfagia, azia, pirose, náuseas, 
vômitos, dores abdominais, 
hematêmese, melena, enterorragia, 
aerofagia, alterações do 
funcionamento intestinal, plenitude 
pós-prandial, distensão abdominal, 
hemorróidas, icterícia, prurido anal, 
tenesmo, intolerância alimentar 
(quais) e soluço 
 Aparelho genito-urinário – disúria, 
alterações da diurese, secreção 
uretral, alterações testiculares, 
lesões locais, dor lombar, 
corrimento vaginal, alterações 
@medjuana_ 
 
menstruais, mudança da cor da urina 
e transtornos da micção (freqüência, 
incontinência, oligúria, poliúria, 
nictúria, polaciúria, tenesmo 
vesical) 
 Aparelho locomotor – dores 
articulares e ósseas, inflamação e 
impotência funcional, rigidez 
matinal 
 Pele – lesões cutâneas, pruridos, 
alterações de sensibilidade, umidade 
e pigmentação 
 Sistema hematopoético – 
sangramento, anemia 
 Sistema endócrino – alterações da 
pele e fâneros, alterações da fome 
(apetite), mudanças no peso e 
composição corporal, alteração dos 
caracteres sexuais secundários, 
polidipsia, alterações da 
sensibilidade ao calor e frio 
 Sistema nervoso e muscular – 
lipotímias, síncopes, convulsões, 
espasmos, contraturas musculares, 
paralisias, parestesias, dores 
musculares, alterações da marcha, 
condições do sono, medo e 
depressão 
 Sintomas gerais – adinamia, mal-
estar, febre, suores, calafrios 
5. História fisiológica 
 Condições de nascimento - parto 
eutócico, distócico, uso de fórceps, 
assistência médica ou outra, 
acidentes 
 Condições de desenvolvimento - 
início da marcha, fala, dentição, 
aproveitamento escolar 
 Aparecimento da puberdade, 
menarca, catamênios posteriores 
(freqüência, fluxo, alterações). 
Libido. Época do aparecimento do 
climatério. Gestações (número, 
evolução, complicações, tipo de 
partos, assistência médica e outra), 
abortos (número, espontâneos ou 
provocados, complicações, 
assistência médica ou outra) 
6. História patológica 
pregressa 
 Vacinações efetuadas - bcg, 
antipólio, tríplice, dtpa, mmr 
(sarampo, rubéola e caxumba), 
covid-19 
 Doenças comuns na infância - 
sarampo, varicela, coqueluche, 
caxumba, outras febres eruptivas - 
como evoluíram 
 Doenças infecciosas e parasitárias - 
difteria, amigdalite, febre tifóide, 
pneumonia, tuberculose, doenças 
sexualmente transmissíveis (sífilis, 
@medjuana_ 
 
cancro mole, lifogranuloma 
venéreo, blenorragia, hiv, hepatite 
b), malária, verminose, 
esquistossomose, amebíase, 
giardíase. 
 Doenças mentais, neoplasias, 
doenças degenerativas (hipertensão 
arterial, diabetes, doenças 
cardiovasculares), doenças alérgicas 
(asma, rinite, eczemas, angioedema, 
urticária, doença do soro, alergia a 
drogas). Poderá ser necessário maior 
detalhamento do diagnóstico, 
evolução, tratamento e 
complicações infecciosas da doença 
citada na hda (indagar sobre 
internações anteriores pela mesma 
doença - data, tratamentos, 
condições de alta) 
 Intoxicações - acidentais, 
profissionais e medicamentosas 
 Cirurgias - tipo, data, anestesia, 
transfusões, complicações e 
resultados 
 Hospitalizações - data, motivos, 
tratamentos, condições de alta 
7. História familiar 
Refere - se às pessoas da mesma 
árvore genealógica do doente (parentes de 
primeiro e segundo graus). Heredograma 
poderá ser construído na evolução de 
doenças hereditárias se tentando definir o 
tipo de herança. 
8. História social 
 Condições de habitação e higiene 
(tipo de moradia e de instalações 
sanitárias). Definir com quem vive 
o doente, quantos e quem são os 
indivíduos que dividem a mesma 
moradia. 
 Banhos de rio, açudes e lagoas. 
 Contato com animais domésticos. 
Definir se há animais no convívio 
doméstico. 
 Alimentação - descrever os 
alimentos habitualmente usados, 
tipo e quantidade 
 Tipo de trabalho atual e anterior e 
salário. Grau de instrução 
 Tabagismo e alcoolismo - tipo, 
tempo de utilização e quantidade 
 Utilizaçãode entorpecentes ou 
medicamentos que formam hábitos 
 Procedência da água e tratamento 
domiciliar 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Protocolo SPIKES 
Ao nos depararmos com a morte e 
com enfermidades diversas vezes, é crucial 
saber como transmitir notícias ruins aos 
pacientes e aos seus familiares. Embora esse 
tema nem sempre seja abordado 
adequadamente durante a formação 
acadêmica, o protocolo SPIKES foi criado 
para ajudar os médicos a lidarem com essas 
situações de forma mais eficaz. 
O protocolo SPIKES é composto por 
seis etapas, com o objetivo de auxiliar os 
médicos a alcançarem quatro objetivos 
principais durante a comunicação de más 
notícias: 
1. Coletar informações dos pacientes. 
2. Transmitir as informações médicas 
de maneira clara. 
3. Proporcionar suporte emocional ao 
paciente. 
4. Estimular a colaboração do paciente 
no desenvolvimento de um plano de 
tratamento para o futuro. 
Etapa 1 – S (Setting up the 
Interview) 
Preparação da Entrevista Antes de 
iniciar a conversa, planeje mentalmente o 
que será dito, considerando o estresse 
envolvido na situação. Escolha um local que 
ofereça privacidade, inclua pessoas 
importantes para o paciente, se ele assim 
desejar, como familiares. Sente-se ao lado 
do paciente para transmitir calma e evitar a 
impressão de pressa. Mantenha contato 
visual e, se apropriado, toque no paciente 
para oferecer acolhimento. 
Etapa 2 – P (Perception) 
Avaliação da Percepção do 
Paciente Antes de abordar a doença, 
pergunte ao paciente o que ele já sabe sobre 
sua condição e quais são suas expectativas. 
Isso ajuda a corrigir possíveis equívocos e a 
adaptar a comunicação de acordo com a 
compreensão do paciente. 
Etapa 3 – I (Invitation) 
Convite para a Informação 
Pergunte ao paciente sobre o quanto ele 
deseja saber acerca de sua condição. Se ele 
quiser saber todos os detalhes, o médico tem 
"carta verde" para proceder. Caso contrário, 
ofereça-se para responder a perguntas 
futuras ou para falar com um parente ou 
amigo. 
Etapa 4 – K (Knowledge) 
Fornecimento de Informação 
Prepare o paciente para a má notícia 
avisando que tem informações difíceis para 
compartilhar. Utilize uma linguagem 
simples e compassiva, evitando termos 
técnicos. Passe as informações 
@medjuana_ 
 
gradualmente e verifique o entendimento do 
paciente ao longo da conversa. 
Etapa 5 – E (Emotions) 
Abordagem das Emoções Mostre 
compaixão e responda às emoções do 
paciente. As reações comuns incluem 
choque, isolamento e dor. Ofereça apoio 
emocional identificando e validando os 
sentimentos do paciente. Pergunte o que ele 
entende sobre a situação e demonstre 
respeito e apoio, explorando estratégias de 
enfrentamento e próximos passos. 
Etapa 6 – S (Strategy and 
Summary) 
Estratégia e Resumo Se o paciente 
estiver pronto, apresente as opções de 
tratamento e compartilhe a responsabilidade 
das decisões. Use uma comunicação 
acessível e, se o prognóstico for reservado, 
ofereça conforto e deixe claro que sempre 
há algo a ser feito, mesmo que não seja a 
cura. Em casos sem tratamento curativo, o 
foco deve ser o conforto e a qualidade de 
vida do paciente. 
Obs: Este protocolo não é uma 
fórmula mágica, mas uma ferramenta para 
melhorar a comunicação em situações 
delicadas, assegurando que os pacientes 
sejam tratados com dignidade e empatia 
durante momentos difíceis. 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Estratificação de 
Risco Cardiovascular 
A Estratificação do Risco 
Cardiovascular (RVC) é essencial para 
identificar e classificar o risco e a 
vulnerabilidade dos indivíduos com base 
em suas necessidades. Isso permite 
organizar as ações de saúde tanto 
individuais quanto coletivas que a equipe 
médica pode oferecer. A Doença 
Cardiovascular (DCV) é uma condição 
multifatorial influenciada por diversos 
fatores de risco (FR), sendo um deles a 
hipertensão arterial (PA elevada). Quanto 
maior o número de FR, maior o risco de 
DCV. A classificação do risco 
cardiovascular depende dos níveis de PA, 
dos fatores de risco cardiovascular (FRCV) 
associados e da presença de lesões em 
órgãos-alvo (LOA), que são lesões 
funcionais e/ou estruturais resultantes da 
hipertensão arterial em vasos, coração, rins, 
cérebro e retina, além de doenças 
cardiovasculares ou renais já existentes. 
Fatores de Risco 
Não Modificáveis 
1. História familiar 
2. Sexo 
3. Idade avançada (>60 anos) 
4. Etnia afrodescendente 
5. Fatores genéticos 
Modificáveis 
1. Tabagismo 
2. Dislipidemia 
3. Diabetes 
4. Sedentarismo 
5. Hipertensão 
6. Sobrepeso e obesidade 
Avaliação do Risco 
Cardiovascular Global 
A estratificação do risco 
cardiovascular global determina o risco de 
um indivíduo, entre 30 e 34 anos, de 
desenvolver DCV nos próximos 10 anos. 
Embora não seja específica para pacientes 
com hipertensão arterial (HA), a HA é um 
dos FRCV com maior influência, presente 
em todos os cálculos de avaliação do risco 
cardiovascular global. Para diminuir 
efetivamente o risco cardiovascular, é 
necessário considerar todos os elementos 
que influenciam o indivíduo hipertenso. 
 
Dietas para Redução do Risco 
Cardiovascular 
Recomendações Alimentares 
@medjuana_ 
 
Consumo de frutas, verduras, 
legumes, peixes, gorduras ricas em ácidos 
graxos mono e poliinsaturados e grãos 
integrais. 
Redução da ingestão de gordura 
saturada, carne vermelha, alimentos 
processados e embutidos. 
Sedentarismo 
Prevalência e Recomendação: 
O sedentarismo é um fator de risco 
prevalente. 
Atividade regular recomendada: 30 
minutos diários, pelo menos 5 vezes por 
semana (totalizando 150 minutos por 
semana). 
Benefícios da Atividade Física 
1. Aumento do HDL (colesterol 
bom). 
2. Redução da pressão arterial 
(PA) e perda de peso. 
3. Redução da resistência 
insulínica. 
Hipertensão Arterial 
A hipertensão arterial é uma 
condição clínica multifatorial caracterizada 
por níveis elevados e sustentados de pressão 
arterial (PA) ≥ 140 x 90 mmHg. 
Fatores de Risco para Hipertensão 
Arterial 
Genéticos e Biológicos: Idade, sexo 
e raça. 
Ambientais e Estilo de Vida: 
Sobrepeso e obesidade, consumo excessivo 
de sódio, ingestão inadequada de potássio, 
dieta não saudável, atividade física 
insuficiente, consumo de álcool e apneia 
obstrutiva do sono. 
Classificação da Hipertensão 
Arterial (HA) 
A classificação da HA é baseada na 
medição da PA no consultório e fora dele 
(MAPA: Monitorização Ambulatorial da 
PA; MRPA: Monitorização Residencial da 
PA). 
Hipertensão do Jaleco Branco e 
Hipertensão Mascarada 
No diagnóstico da HA, os fenótipos 
possíveis são: 
Normotensão Verdadeira (NV): 
Medidas normais da PA no consultório e 
fora dele. 
Hipertensão Sustentada (HS): 
Medidas da PA anormais tanto no 
consultório quanto fora dele. 
Hipertensão do Jaleco Branco 
(HAB): PA elevada no consultório, mas 
normal fora dele. 
@medjuana_ 
 
Hipertensão Mascarada (HM): PA 
normal no consultório, mas elevada fora 
dele. 
 
Diagnóstico da Hipertensão 
Arterial 
Os fatores de risco, lesões de órgãos-
alvo e doenças associadas devem ser 
considerados. Os objetivos da investigação 
clínico-laboratorial são: 
1. Confirmar a elevação da PA e firmar 
o diagnóstico de hipertensão. 
2. Identificar os fatores de risco para 
doença cardiovascular. 
3. Diagnosticar doenças associadas à 
hipertensão. 
4. Estratificar o risco cardiovascular 
do paciente. 
5. Diagnosticar hipertensão 
secundária. 
Etapas da Avaliação 
História Clínica: 
Identificação: Gênero, idade, cor da 
pele, profissão e condição socioeconômica. 
História Atual: Duração conhecida da 
hipertensão arterial, níveis de PA de 
consultório e domiciliar, adesão e reações 
adversas aos tratamentos prévios. 
Sintomas de Doenças Associadas: 
Doença arterial coronária, insuficiência 
cardíaca, doença vascular encefálica, 
insuficiênciavascular de extremidades, 
doença renal, diabetes mellitus, indícios de 
hipertensão secundária. 
Fatores de Risco Modificáveis: 
Dislipidemias, tabagismo, sobrepeso e 
obesidade, sedentarismo, etilismo e hábitos 
alimentares pouco saudáveis. 
Avaliação Dietética: Consumo de sal, 
bebidas alcoólicas, gordura saturada e 
cafeína e ingestão de fibras, frutas e 
verduras. 
Consumo de Medicamentos ou 
Drogas: Que podem elevar a PA ou 
interferir em seu tratamento. 
Grau de Atividade Física. 
História Atual ou Pregressa de Outras 
Condições: Gota, doença arterial coronária, 
insuficiência cardíaca, pré-
eclâmpsia/eclâmpsia, doença renal, doença 
pulmonar obstrutiva crônica, disfunção 
sexual e apneia do sono. 
Perfil Psicossocial: Fatores ambientais e 
psicossociais, sintomas de depressão, 
ansiedade e pânico, situação familiar, 
condições de trabalho e grau de 
escolaridade. 
@medjuana_ 
 
História Familiar: Diabetes mellitus, 
dislipidemias, doença renal, acidente 
vascular encefálico, doença arterial 
coronária prematura ou morte súbita 
prematura em familiares próximos (homens 
inspeção é a primeira etapa do 
exame físico e envolve a observação 
cuidadosa do paciente para detectar sinais 
visíveis de insuficiência cardíaca. 
Dispneia e ortopneia 
Edema periférico 
Cianose 
Ascite 
Hepatomegalia e esplenomegalia 
Palpação 
A palpação envolve tocar e 
pressionar levemente várias áreas do corpo 
para avaliar o estado físico dos tecidos e 
órgãos internos. 
Pulso periférico 
Ictus cordis 
Edema 
 
Hepatomegalia 
Refluxo hepatojugular 
Ausculta 
A ausculta envolve o uso de um 
estetoscópio para ouvir os sons produzidos 
pelo coração e pelos pulmões. 
Ausculta cardíaca: 
S3 (terceira bulha cardíaca): Som de baixa 
frequência ouvido logo após a segunda 
bulha cardíaca (S2), indicando sobrecarga 
de volume e disfunção ventricular esquerda. 
S4 (quarta bulha cardíaca): Som de baixa 
frequência ouvido imediatamente antes da 
primeira bulha cardíaca (S1), indicando 
disfunção diastólica e hipertrofia 
ventricular. 
@medjuana_ 
 
Sopros cardíacos: Podem indicar doença 
valvar, como insuficiência mitral ou 
estenose aórtica. 
Ausculta pulmonar: 
Estertores crepitantes 
Sibilos. 
Exames Laboratoriais 
Glicemia de Jejum: Detecção de diabetes 
mellitus. 
Perfil Lipídico: Colesterol total, HDL, 
LDL e triglicerídeos. 
Creatinina Sérica e TFG: Avaliação da 
função renal. 
Potássio Sérico: Monitoramento de 
desequilíbrios eletrolíticos. 
Ácido Úrico: Associações com gota e 
hipertensão. 
Exame de Urina: Detectar proteinúria ou 
microalbuminúria. 
Exames Complementares 
Eletrocardiograma (ECG): Avaliação de 
hipertrofia ventricular esquerda (HVE), 
arritmias. 
Ecocardiograma: Avaliação detalhada da 
estrutura e função cardíaca, fração de 
ejeção. 
Monitorização Ambulatorial da Pressão 
Arterial (MAPA): Identificação de 
hipertensão do jaleco branco e hipertensão 
mascarada. 
Monitorização Residencial da Pressão 
Arterial (MRPA): Registros domiciliares 
da PA. 
Exames de Imagem (Ultrassonografia, 
TC, RM): Avaliação de doenças renais, 
estenose da artéria renal e causas 
secundárias de hipertensão. 
Classificação e Critérios 
NYHA (New York Heart 
Association): 
Classe I: Sem limitação da atividade física 
Classe II: Limitação leve 
Classe III: Limitação acentuada 
Classe IV: Incapacidade de realizar 
qualquer atividade física sem desconforto 
(AHA)American Heart 
Association 
Estágio A: Alto risco de desenvolver 
insuficiência cardíaca, mas sem doença 
cardíaca estrutural e sem sintomas de IC. 
Estágio B: Doença cardíaca estrutural 
presente, mas sem sintomas de IC 
(assintomático). 
Estágio C: Doença cardíaca estrutural com 
sintomas atuais ou prévios de IC. 
Estágio D: Insuficiência cardíaca refratária 
que requer intervenções especializadas. 
@medjuana_ 
 
 
Achados Radiológicos 
Cardiomegalia: Aumento do tamanho do 
coração. 
 
Edema Pulmonar: Líquido nos pulmões, 
evidenciado por opacidades nas bases 
pulmonares. 
 
ECG na Insuficiência Cardíaca 
Sistólica: Baixa voltagem, complexos QRS 
alargados, sinais de HVE. 
Diastólica: Sinais de HVE, anormalidades 
do relaxamento. 
1. Alterações na Onda P 
P mitrale: Pode indicar hipertrofia atrial 
esquerda. 
P pulmonale: Pode indicar hipertrofia atrial 
direita. 
2. Alterações no Complexo QRS 
Bloqueio de ramo esquerdo (BRE): O 
alargamento do QRS (>120 ms) e a 
morfologia característica do BRE são 
comuns na IC, especialmente na 
insuficiência cardíaca com fração de ejeção 
reduzida (ICFER). 
Bloqueio de ramo direito (BRD): Pode 
estar presente, embora seja menos comum 
que o BRE. 
Hipertrofia ventricular esquerda (HVE): 
Sinais de HVE, como a amplitude 
aumentada das ondas R em V5 e V6 e das 
ondas S em V1 e V2, são comuns na IC, 
especialmente em pacientes com 
hipertensão arterial. 
3. Alterações no Segmento ST e na Onda 
T 
Isquemia ou Infarto do Miocárdio: 
Elevações ou depressões do segmento ST e 
inversões de onda T podem indicar 
isquemia miocárdica ou infarto prévio. 
Sobrecarga ventricular: A sobrecarga 
ventricular pode levar a alterações no 
segmento ST e na onda T, como depressão 
do ST e inversão da onda T em várias 
derivações. 
@medjuana_ 
 
4. Alterações na Onda Q 
Onda Q patológica: Presença de ondas Q 
patológicas pode indicar infarto do 
miocárdio anterior. 
5. Arritmias 
Fibrilação atrial (FA): É uma arritmia 
comum em pacientes com IC e pode ser 
tanto uma causa quanto uma consequência 
da IC. 
Flutter atrial: Menos comum que a FA, 
mas pode ocorrer. 
Taquicardia ventricular e extrassístoles 
ventriculares: Podem estar presentes e são 
sinais de gravidade. 
6. Alterações Específicas da Insuficiência 
Cardíaca 
Taquicardia sinusal: Pode ser observada 
devido à resposta compensatória à baixa 
saída cardíaca. 
Intervalo PR prolongado: Pode indicar 
disfunção do nó AV, frequentemente 
observada em IC. 
 
Lei de Frank-Starling 
Aumenta o retorno venoso, aumenta 
a pré-carga e, até certo ponto, aumenta o 
débito cardíaco. Em IC, este mecanismo é 
compensatório, mas limitado. 
Perfusão e Congestão 
Perfusão: Avaliada pela perfusão 
periférica (pele fria, enchimento capilar 
lento), hipotensão, oligúria. 
Congestão: Edema periférico, 
turgência jugular, hepatomegalia, ascite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
MÉTODOS DE 
REFERENCIA E 
CONTRARREFERÊNCIA; 
TELESSAÚDE 
Referência 
É o processo pelo qual um 
profissional de saúde encaminha um 
paciente para outro profissional ou serviço 
especializado, quando o tratamento ou 
diagnóstico necessário está além da sua 
capacidade ou competência. 
Tem como objetivo garantir que o 
paciente receba a avaliação, tratamento ou 
serviço especializado necessário e facilitar 
o acesso a cuidados que não estão 
disponíveis no nível primário de atenção. 
Exemplo: Um clínico geral pode 
referenciar um paciente para um 
cardiologista se o paciente apresentar 
sintomas de uma condição cardíaca 
complexa. 
Contrarreferência 
A contrarreferência é o processo 
pelo qual o profissional de saúde 
especializado retorna o paciente ao serviço 
ou profissional de origem, após a conclusão 
do tratamento ou diagnóstico especializado. 
Tem como objetivo garantir a 
continuidade do cuidado, proporcionando 
ao profissional de origem as informações 
necessárias para o acompanhamento do 
paciente e encerrar o ciclo de atendimento, 
fornecendo recomendações para o 
tratamento ou manejo contínuo. 
Exemplo: Após o tratamento de um 
infarto agudo do miocárdio por um 
cardiologista, o paciente é contrarreferido 
ao clínico geral para monitoramento e 
controle contínuo da condição. 
Telessaúde 
Telessaúde é o uso de tecnologias de 
informação e comunicação para fornecer 
cuidados de saúde à distância. Inclui 
consultas, diagnósticos, monitoramento e 
educação em saúde realizados 
remotamente. 
Tipos de Telessaúde: 
Telemedicina: Consultas e diagnósticos 
médicos realizados via videoconferência ou 
outros meios digitais. 
Telemonitoramento: Monitoramento 
remoto de sinais vitais e parâmetros de 
saúde dos pacientes, frequentemente usado 
para condições crônicas. 
Teleeducação: Programas educativos para 
profissionais de saúde e pacientes, 
realizados online. 
Benefícios da Telessaúde para 
Referência e Contrarreferência 
@medjuana_ 
 
 Facilita a Comunicação 
 Acesso a Especialistas 
 Reduz Deslocamentos 
 Acompanhamento Contínuo 
3. Implementação e Práticas: 
 Ferramentas e Plataformas: 
Utilização de plataformas de 
videoconferência, sistemas de prontuários 
eletrônicos e aplicativos de monitoramento. 
 Integração com Serviços de 
Saúde: 
A telessaúde deve ser integrada aos 
serviços de saúde existentes para garantir 
uma abordagem coordenada e contínua. 
 Privacidade e Segurança: 
Garantir a proteção de dados e a 
privacidade do paciente é essencial, 
seguindo regulamentações e boas práticas 
de segurança da informação. 
4.Desafios e Considerações: 
 Desigualdade de Acesso 
 Qualidade da Comunicação 
 Capacitação dos Profissionais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
DOR PRECORDIAL 
Dor localizada na região do peito, 
que pode ter várias origens, não 
necessariamente cardíacas. É importante 
diferenciá-la da angina e do infarto agudo 
do miocárdio. 
Tipos de Dor Precordial 
Dor Típica: Geralmente associada a 
problemas cardíacos como angina ou infarto 
do miocárdio. Caracteriza-se por um aperto 
ou opressão no peito, frequentemente 
irradiando para o pescoço, ombros, e 
braços, especialmente o esquerdo. Pode 
durar mais de 10 minutos e está 
frequentemente associada a angina estável 
ou instável, e infarto agudo do miocárdio. 
Dor Atípica: Associada a causas não 
cardíacas, como gases, alterações posturais, 
ou problemas gastrointestinais. Pode ser 
descrita como queimação ou azia e 
geralmente é de curta duração, melhorando 
com medicamentos. 
Qualidade da Dor 
Cardíaca: Sensação de peso ou opressão. 
Aneurisma Dissecante de Aorta: Dor que 
"rasga por dentro". 
Cálculo Biliar: Dor "em cólica". 
Intensidade e Modo de Aparecimento 
Intensidade: Varia conforme a causa e a 
sensibilidade do paciente. Diabetes mellitus 
pode reduzir a percepção da dor devido à 
desnervação. 
Modo de Aparecimento: Dor pós-trauma 
ou atividade física intensa pode sugerir 
origem musculoesquelética. A dor 
isquêmica geralmente inicia-se 
gradualmente e dura alguns minutos. 
Localização e Irradiação 
Localização: Dores cardíacas 
frequentemente ocorrem na região 
precordial, mas podem se manifestar em 
áreas como epigástricas e retroesternais. 
Irradiação: Pode irradiar para ambos os 
braços, mandíbula, garganta, pescoço ou 
ombros. A dissecção aguda da aorta pode 
irradiar para a região interescapular, e a 
pericardite aguda pode irradiar para os 
trapézios. 
Fatores Desencadeantes e de Alívio 
Desencadeantes: Exercício físico e estresse 
emocional são comuns em dores anginosas. 
Dores relacionadas à alimentação podem ter 
causas gastrointestinais. 
Alívio: Nitratos aliviam a dor anginosa, 
enquanto antiácidos podem ajudar em dores 
gastrointestinais. A dor da pericardite aguda 
pode ser aliviada com a inclinação anterior 
do tórax. 
Sintomas Associados 
@medjuana_ 
 
Náuseas, vômitos, suores e palidez são 
comuns em síndromes coronarianas agudas. 
Outros sintomas incluem tosse, dispneia, 
síncope, palpitações e alterações no nível de 
consciência. 
Angina e Infarto Agudo do Miocárdio 
Angina: Sensação de dor ou 
desconforto no peito devido à isquemia 
cardíaca, causada por uma redução 
temporária no fluxo sanguíneo para o 
coração. Pode ser classificada em: 
Angina Estável: Ocorre com 
esforços previsíveis e é aliviada com 
repouso ou nitratos. Caracteriza-se por dor 
retroesternal, desencadeada por esforço 
físico e aliviada rapidamente com descanso. 
Angina Instável: Ocorre 
inesperadamente, pode ser mais severa e 
frequente, e não melhora com repouso ou 
nitratos. Está associada a um aumento do 
risco de infarto agudo do miocárdio. 
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM): 
Ocorre quando há uma interrupção 
prolongada do fluxo sanguíneo para uma 
parte do coração, resultando na morte do 
músculo cardíaco. Caracteriza-se por dor 
intensa e persistente no peito, que pode 
irradiar para o braço esquerdo, mandíbula e 
costas, frequentemente acompanhada por 
suores, falta de ar e náuseas. 
Características da Dor Cardíaca 
Indicativas de Isquemia 
1. Sensação de Aperto: Dor descrita 
como peso ou aperto no peito. 
2. Desencadeada por Esforço: 
Normalmente associada a atividade 
física ou estresse emocional. 
3. Irradiação: Pode irradiar para 
braço esquerdo, costas e pescoço. 
4. Sintomas Associados: Suores, falta 
de ar, palidez e hipotensão. 
5. Duração: Dura vários minutos e não 
cede com analgésicos comuns. 
6. Gravidade: Perda de consciência 
após o início da dor é um sinal 
grave. 
 
 
@medjuana_ 
 
VALVAS 
As doenças das válvulas cardíacas 
afetam a função de uma ou mais das quatro 
válvulas do coração, que regulam o fluxo de 
sangue através das câmaras cardíacas e para 
fora do coração. Essas condições podem 
levar a problemas no fluxo sanguíneo, como 
estenose (estreitamento) ou insuficiência 
(vazamento). 
Doenças na Válvula Mitral 
Válvula Mitral: A válvula mitral 
está localizada entre o átrio esquerdo e o 
ventrículo esquerdo do coração. Sua função 
é permitir o fluxo de sangue do átrio para o 
ventrículo e impedir o refluxo para o átrio 
quando o ventrículo se contrai. 
Estenose Mitral 
Causa: A estenose mitral ocorre 
quando a válvula mitral não se abre 
completamente, restringindo o fluxo de 
sangue do átrio esquerdo para o ventrículo 
esquerdo. 
Etiologia: 
Doença Reumática: Causa calcificação e 
cicatrização das válvulas. 
Congênita: Estenose presente desde o 
nascimento. 
Mixoma Atrial: Tumor benigno no átrio 
pode causar obstrução. 
Vegetação Bacteriana ou Fúngica: 
Infecção que afeta a válvula. 
Trombo “em Bola”: Coágulo que obstrui a 
válvula. 
Achados Patológicos: 
1. Espessamento das válvulas. 
2. Calcificação dos folhetos. 
3. Fusão comissural. 
4. Fusão das cordas. 
Severidade: 
Leve: Área valvar > 1,5 cm². 
Moderada: Entre 1,0 e 1,4 cm². 
Severa: Área valvar 1,5 cm². 
Moderada: Entre 1,0 e 1,4 cm². 
Severa: Área valvar em torno de 0,5cm². 
Exame Físico 
Pulso parvus et tardus (pulso fraco e 
atrasado). 
Hipofonese de B1 e desdobramento 
paradoxal de B2. 
Sopro sistólico rude, em diamante, com 
irradiação para as carótidas e fúrculas. 
Fenômeno de Gallavardin: Sopro irradiado 
para o foco mitral. 
Insuficiência Aórtica: 
Causa: A insuficiência aórtica 
ocorre quando a válvula aórtica não fecha 
adequadamente, permitindo o refluxo de 
sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. 
Etiologia 
Anomalia da Cúspide Aórtica: Válvula 
aórtica bicúspide. 
Reumática. 
Endocardite. 
Congênita: Síndrome de Marfan. 
Degenerativa. 
Lúpus Eritematoso Sistêmico. 
Trauma ou Valvoplastia Aórtica. 
Apresentação Clínica 
Aguda: Insuficiência ventricular esquerda 
aguda e edema agudo de pulmão. 
Crônica: Sintomas tardios de insuficiência 
ventricular esquerda, como dispneia e 
ortopneia. 
Exame Físico 
Pulso em martelo-d'água (Corrigan). 
Sopro diastólico aspirativo e decrescente, 
melhor audível no foco aórtico acessório. 
Sinal de Musset (oscilações da cabeça). 
@medjuana_ 
 
Sinal de Quincke (pulso capilar visível). 
Sinal de Austin-Flint (sopro diastólico 
devido ao fechamento funcional da válvula 
mitral). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
TROMBOEMBOLISMO 
PULMONAR (TEP) 
O tromboembolismo pulmonar 
ocorre quando uma substância transportada 
pelo sangue bloqueia uma artéria pulmonar, 
interrompendo o fluxo sanguíneo. A 
embolia pode ser causada por trombos 
(coágulos), ar injetado acidentalmente, 
gordura mobilizada de fraturas, ou líquido 
amniótico. A maioria dos casos resulta de 
trombos originados de trombose venosa 
profunda (TVP) nos membros inferiores ou 
superiores. 
Os efeitos dependem da obstrução 
mecânica e das reações neuro-humorais, 
levando a vasoconstrição e 
comprometimento da circulação pulmonar. 
Manifestações Clínicas 
Sintomas frequentes: 
Dor no tórax 
Dispneia (dificuldade para respirar) 
Aumento da frequência respiratória 
Hipoxemia moderada sem retenção de 
dióxido de carbono 
Sintomas de embolia moderada: 
Dificuldade respiratória com dor pleurítica 
Apreensão e febre baixa 
Tosse produtiva com expectoração 
sanguinolenta 
Taquicardia e respiração rápida e superficial 
Sintomas de embolia maciça: 
Colapso súbito 
Dor subesternal, choque, e perda de 
consciência 
Pulso rápido e fraco, pressão arterial baixa, 
veias do pescoço distendidas 
Falência aguda do ventrículo direito (cor 
pulmonale agudo) e infarto pulmonar 
Diagnóstico 
Exames e Testes 
Eletrocardiograma (ECG): Detecta sinais 
de tensão cardíaca direita, como taquicardia 
sinusal e bloqueio do ramo direito. 
Ecocardiograma: Avalia hipocinesia e 
dilatação do ventrículo direito. 
Ultrassonografia com Doppler: Identifica 
trombose venosa profunda, principal causa 
de TEP. 
Dímero D: Medida de produtos de 
degradação da fibrina; útil, mas não 
específico para TEP. 
Radiografia de Tórax: Pode mostrar sinais 
como oligoemia focal e sinal de Hampton. 
@medjuana_ 
 
Cintilografia de Ventilação/Perfusão: 
Avalia o fluxo sanguíneo e ventilação 
pulmonar. 
Angiotomografia Computadorizada 
(TC): Sensível para detectar êmbolos nas 
artérias pulmonares proximais. 
Angiografia Pulmonar: Padrão ouro, 
envolvendo cateterização da artéria 
pulmonar. 
 
 
 
TROMBOSE VENOSA 
PROFUNDA 
A trombose venosa profunda é a 
formação de um coágulo dentro das veias 
profundas, geralmente nas pernas, que 
dificulta o retorno do sangue ao coração. 
Pode levar a complicações graves, como 
insuficiência venosa crônica e embolia 
pulmonar. 
Fatores de Risco 
1. Hipercoagulabilidade 
2. Estase sanguínea 
3. Lesão endotelial 
Manifestações Clínicas 
Sintomas: 
Dor 
Edema unilateral 
Eritema e cianose 
Dilatação do sistema venoso superficial 
Aumento de temperatura 
Sensação de formigamento ou câimbras 
Sinais Clínicos 
Sinal de Bancroft: Dor ao apertar a 
musculatura da perna contra a tíbia. 
Sinal de Homans: Dor na dorsiflexão do 
pé. 
@medjuana_ 
 
Sinal da Bandeira: Diminuição da 
mobilidade da panturrilha devido a edema. 
Flegmasia Alba Dolens: Inflamação 
dolorosa com dor, edema e palidez cutânea. 
Fatores de Risco 
1. Obesidade 
2. Idade avançada 
3. Varizes 
4. Uso de estrogênio 
5. Câncer 
6. Histórico familiar de trombose 
7. Gestação 
Diagnóstico 
Exames e Testes 
Ultrassonografia com Doppler: Exame 
não invasivo de escolha, baseado na 
compressão das veias. 
Flebografia: Padrão-ouro, mas não 
recomendado como exame inicial. 
Dímero D: Teste sensível, mas pouco 
específico; níveis elevados indicam 
possível trombose. 
Escore de Wells: Usado para estimar a 
probabilidade de TVP e TEP com base em 
sinais, sintomas, fatores de risco e 
diagnósticos alternativos. 
 
Insuficiência Venosa 
Definição: A insuficiência venosa ocorre 
quando as veias não conseguem retornar o 
sangue de maneira eficiente ao coração, 
resultando em acúmulo de sangue nas veias 
das pernas. Esse problema pode levar a 
sintomas desconfortáveis e complicações a 
longo prazo. 
Causas: 
1. Disfunção das Válvulas Venosas: 
As válvulas nas veias podem não 
fechar corretamente, permitindo o 
refluxo de sangue. 
2. Estase Sanguínea: Redução do 
fluxo sanguíneo devido a 
permanência prolongada em pé ou 
sentado. 
3. Lesões Venosas: Danos às veias, 
geralmente causados por traumas ou 
cirurgia. 
4. Trombose Venosa Profunda 
(TVP): Formação de coágulos que 
danificam as válvulas venosas. 
Manifestações Clínicas: 
Sensação de peso ou cansaço nas pernas 
Dor que melhora ao elevar as pernas 
Edema (inchaço) nos tornozelos e pernas 
Prurido (coceira) na pele das pernas 
Alterações na Pele: 
@medjuana_ 
 
Alterações na pigmentação da pele 
(hiperpigmentação) 
Ulcerações venosas (feridas crônicas, 
geralmente ao redor do tornozelo) 
Dermatitis (inflamação da pele) 
Complicações: 
Úlceras Venosas: Feridas crônicas que são 
difíceis de cicatrizar, geralmente na parte 
inferior da perna. 
Flebite: Inflamação das veias, 
frequentemente acompanhada de dor e 
vermelhidão. 
Insuficiência Venosa Crônica: Condição a 
longo prazo caracterizada por dor 
persistente, inchaço e alterações na pele. 
Diagnóstico 
Exames e Testes 
Ultrassonografia com Doppler: Avalia o 
fluxo sanguíneo e identifica refluxo nas 
veias. 
Exame Clínico: Avaliação dos sintomas e 
inspeção das pernas para verificar sinais de 
edema e alterações na pele. 
Pletismografia: Mede o volume das pernas 
e a capacidade das veias de retornar sangue 
ao coração. 
Escleroterapia e Testes de Pressão 
Venosa: Avaliam a funcionalidade das veias 
e ajudam a determinar o tratamento. 
Tratamento 
Medidas Conservadoras: 
Uso de Meias de Compressão: Auxiliam 
na melhora do fluxo sanguíneo e na redução 
do edema. 
Exercício Físico: Atividade regular para 
estimular a circulação nas pernas. 
Controle de Peso: Reduz o estresse sobre 
as veias. 
Tratamento Medicamentoso 
Fármacos Anticoagulantes: Para prevenir 
a formação de coágulos. 
Medicamentos Venotônicos: Para 
melhorar o tônus das veias e aliviar 
sintomas. 
Tratamentos Intervencionistas 
Escleroterapia: Injeção de uma solução 
nas veias para fechar e reabsorver varizes. 
Laserterapia: Tratamento com laser para 
tratar veias varicosas superficiais. 
Cirurgia: Em casos graves, pode ser 
necessário procedimento cirúrgico para 
remover veias danificadas ou reparar 
válvulas venosas. 
Prevenção 
Estilo de Vida Ativo: Manter-se ativo para 
melhorar a circulação sanguínea. 
@medjuana_ 
 
Evitar Permanência Prolongada em Pé 
ou Sentado: Alterar a posição e fazer 
pausas para movimentar as pernas. 
Uso de Meias de Compressão: Para 
indivíduos com predisposição à 
insuficiência venosa. 
Exame Físico em Trombose Venosa 
Profunda (TVP) e Insuficiência Venosa 
PeriféricaInspeção 
Trombose Venosa Profunda (TVP) 
Edema: Observar inchaço unilateral e 
assimétrico na região afetada. 
Cianose: Verificar coloração azulada da 
pele, especialmente nas áreas distais. 
Eritema: Notar vermelhidão na pele ao 
redor da área afetada. 
Dilatação do sistema venoso superficial: 
Presença de veias superficiais dilatadas, 
visíveis na superfície da pele. 
Insuficiência Venosa Periférica 
Edema Crônico: Observa-se inchaço 
persistente, geralmente mais pronunciado 
nas extremidades inferiores. 
Alterações na Pigmentação: Presença de 
manchas marrons ou hiperpigmentação na 
pele devido ao acúmulo de hemossiderina. 
Úlceras Venosas: Presença de úlceras na 
área do tornozelo, muitas vezes com bordas 
irregulares e exudato. 
 Palpação 
Trombose Venosa Profunda (TVP): 
Sensibilidade: Palpar a área para identificar 
dor ou sensibilidade, especialmente na 
região do membro afetado. 
Empastamento Muscular: Verificar a 
presença de dureza ou sensação de massa na 
área palpada. 
Insuficiência Venosa Periférica: 
Sensibilidade: Identificar dor à palpação, 
especialmente nas áreas de edema. 
Temperatura da Pele: Notar alterações na 
temperatura, com a pele podendo estar mais 
quente na área afetada. 
Percussão 
Trombose Venosa Profunda 
(TVP) 
Geralmente, a percussão não é tão útil no 
diagnóstico direto de TVP, mas pode ajudar 
a identificar áreas de edema. 
Insuficiência Venosa Periférica 
Sensibilidade ao Tocar: Percussão suave 
para identificar áreas de sensibilidade 
aumentada, embora este método não seja o 
principal para insuficiência venosa. 
 Ausculta 
@medjuana_ 
 
Trombose Venosa Profunda 
(TVP): 
Não é tipicamente usada para TVP, pois os 
achados são geralmente avaliados por 
inspeção e palpação. 
Insuficiência Venosa Periférica: 
Ausculta de Fluxo Venoso: Raramente 
utilizada para avaliar insuficiência venosa, 
pois a presença de estase venosa pode ser 
mais palpável e visível. 
Sinais Clínicos 
Sinal de Bancroft: Dor ao pressionar o 
músculo da perna contra a tíbia. 
Sinal de Homans: Dor ao dorsiflexionar o 
pé. 
Sinal de Bandeira: Diminuição da 
mobilidade da panturrilha devido a edema. 
Flegmasia Alba Dolens: Dor, edema e 
palidez cutânea na área afetada. 
 Fatores de Risco 
Obesidade 
Idade Avançada 
Cirurgia Recentemente 
Uso de Hormônios (como pílulas 
anticoncepcionais) 
Histórico Familiar de Trombose 
Imobilização Prolongada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
TUBERCULOSE (TB) 
A tuberculose (TB) é causada pelo 
Mycobacterium tuberculosis. A infecção 
ocorre através da inalação de gotículas 
contendo bacilos tuberculosos, que são 
transportados até os alvéolos pulmonares. A 
resposta imunológica do hospedeiro 
determina se a infecção será contida ou se 
evoluirá para a doença ativa. A TB primária 
ocorre logo após a infecção inicial, 
enquanto a TB secundária (ou reativação) 
surge quando uma infecção latente é 
reativada, geralmente em condições de 
imunossupressCaracterísticas Clínicas 
TB Primária: Muitas vezes assintomática 
ou com sintomas inespecíficos como febre, 
mal-estar, suores noturnos e perda de peso. 
Pode haver linfadenopatia hilar e 
paratraqueal visível em radiografias. 
TB Secundária: Mais comum em adultos, 
geralmente apresenta tosse persistente (com 
ou sem escarro hemoptoico), febre, perda de 
peso, suores noturnos e dor torácica. A 
reativação ocorre geralmente nos ápices 
pulmonares. 
Manifestações Clínicas 
TB Primária: Sintomas sistêmicos leves, 
febre baixa, suores noturnos e 
linfadenopatia. Pode evoluir para uma 
tuberculose miliar ou meningite tuberculosa 
em casos raros. 
TB Secundária: Sintomas mais 
pronunciados, incluindo tosse crônica com 
escarro, hemoptise, febre alta, sudorese 
noturna intensa e perda de peso 
significativa. 
Tuberculose Miliar 
A TB miliar é uma forma disseminada da 
doença, caracterizada pela disseminação 
hematogênica dos bacilos tuberculosos, 
resultando em pequenas lesões 
granulomatosas em múltiplos órgãos. 
Apresenta-se com sintomas como febre alta, 
sudorese noturna, perda de peso, anorexia e 
sinais de falência de múltiplos órgãos. 
Diagnóstico 
Exames Laboratoriais 
Teste tuberculínico (PPD). 
Teste IGRA (Interferon-Gamma Release 
Assays). 
Cultura de escarro (padrão-ouro). 
Teste molecular (GeneXpert MTB/RIF). 
Exames de Imagem: 
Radiografia de Tórax: Infiltrados 
pulmonares, cavitações, adenopatia hilar. 
Tomografia Computadorizada (TC) de 
Tórax: Detalha lesões cavitárias, 
linfadenopatia e padrão miliar. 
Exame Físico 
@medjuana_ 
 
Inspeção: Pode revelar emagrecimento, 
palidez e linfadenopatia. 
Palpação: Linfonodos aumentados e 
dolorosos, principalmente cervicais. 
Percussão: Áreas de macicez ou 
submacicez devido a consolidações. 
Ausculta Pulmonar: Estertores finos 
(roncos) e sibilos, especialmente nas áreas 
afetadas. 
Tratamento 
Tratamento de Primeira Linha (TB 
Sensível): 
Esquema RIPE: Rifampicina, Isoniazida, 
Pirazinamida e Etambutol por 2 meses, 
seguido por Rifampicina e Isoniazida por 
mais 4 meses. 
Tratamento de TB Multirresistente 
(MDR-TB): 
Uso de medicamentos de segunda linha por 
um período prolongado (18-24 meses), 
incluindo fluoroquinolonas e agentes 
injetáveis como Amicacina ou 
Capreomicina. 
Tratamento de TB Extensivamente 
Resistente (XDR-TB): 
Inclui medicamentos como Bedaquilina e 
Linezolida, com monitoramento rigoroso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Doença Pulmonar 
Obstrutiva Crônica 
(DPOC) 
A DPOC é caracterizada por uma 
obstrução crônica e progressiva do fluxo 
aéreo, que não é completamente reversível. 
Resulta de uma resposta inflamatória 
anormal dos pulmões a partículas nocivas 
ou gases. A DPOC inclui duas condições 
principais: bronquite crônica e enfisema, 
que frequentemente coexistem. 
Fatores de Risco 
Tabagismo: Principal fator de risco, 
responsável por até 90% dos casos. 
Exposição Ocupacional: Poeiras, produtos 
químicos e vapores. 
Poluição do Ar: Exposição prolongada à 
poluição ambiental e ao fumo passivo. 
História Familiar: Predisposição genética, 
incluindo deficiência de alfa-1 antitripsina. 
Infecções Respiratórias: Infecções graves 
na infância podem aumentar o risco. 
Etiologia e Patogênese 
Tabagismo e Exposição Ambiental: 
Causam inflamação crônica nas vias aéreas 
e destruição do parênquima pulmonar. 
Deficiência de Alfa-1 Antitripsina: Uma 
condição genética que pode levar ao 
enfisema precoce. 
Enfisema 
Fatores de Risco: Tabagismo, 
exposição a poluentes, deficiência 
de alfa-1 antitripsina. 
Patologia: Destruição dos alvéolos 
e perda da elasticidade pulmonar, 
levando à hiperinflação e redução da 
troca gasosa. 
Tratamento 
Cessação do tabagismo. 
Broncodilatadores (β2-agonistas, 
anticolinérgicos). 
Corticosteroides inalatórios. 
Oxigenoterapia. 
Reabilitação pulmonar. 
Em casos graves, cirurgia (bullectomia, 
transplante pulmonar). 
Bronquite Crônica 
Fatores de Risco: Tabagismo, exposição a 
irritantes respiratórios, infecções 
frequentes. 
Patologia: Inflamação crônica das vias 
aéreas, hiperplasia das glândulas mucosas e 
aumento da produção de muco, resultando 
em obstrução do fluxo aéreo. 
@medjuana_ 
 
Tratamento 
Cessação do tabagismo 
Broncodilatadores 
Corticosteroides inalatórios 
Antibióticos para exacerbações infecciosas 
Mucolíticos e expectorantes 
Reabilitação pulmonar 
Manifestações Clínicas 
Sintomas: Tosse crônica, produção de 
escarro, dispneia (falta de ar), sibilos, 
opressão torácica. 
Exacerbações: Episódios de piora aguda 
dos sintomas, frequentemente 
desencadeados por infecções ou exposição 
a irritantes. 
Diagnóstico 
Espirometria: Teste essencial para 
diagnóstico, demonstrando uma relação 
VEF1/CVF (volume expiratório forçado no 
primeiro segundo/capacidade vital forçada) 
inferiora 0,7 após uso de broncodilatador. 
Radiografia de Tórax: Pode mostrar 
hiperinflação, achatamento do diafragma e 
aumento dos espaços aéreos retroesternal e 
retrocardíaco. 
Tomografia Computadorizada (TC) de 
Tórax: Detalha melhor as alterações 
enfisematosas e bronquiectasias. 
Tratamento 
Cessação do tabagismo 
Vacinação contra gripe e pneumococo 
Reabilitação pulmonar 
Medicamentos 
Broncodilatadores: β2-agonistas de curta e 
longa ação, anticolinérgicos. 
Corticosteroides Inalatórios: Para 
pacientes com exacerbações frequentes. 
Antibióticos: Durante exacerbações 
infecciosas. 
Oxigenoterapia: Para pacientes com 
hipoxemia crônica. 
Tratamentos Avançados: 
Ventilação não invasiva (VNI) em casos de 
insuficiência respiratória. 
Cirurgia de redução de volume pulmonar ou 
transplante pulmonar em casos 
selecionados. 
Anamnese e Exame Físico 
Anamnese 
Histórico de tabagismo e exposição a 
irritantes respiratórios. 
Frequência e características da tosse e 
produção de escarro. 
História de exacerbações e hospitalizações. 
Exame Físico 
@medjuana_ 
 
Inspeção: Sinais de esforço respiratório, 
uso de músculos acessórios, tórax em barril. 
Palpação: Diminuição da expansão 
torácica. 
Percussão: Hiper-ressonância devido à 
hiperinflação. 
Ausculta: Sibilos, roncos e diminuição do 
murmúrio vesicular. 
Fibrose Pulmonar 
A fibrose pulmonar é caracterizada pelo 
espessamento e cicatrização do tecido 
pulmonar devido à inflamação crônica e à 
deposição excessiva de colágeno, 
resultando em perda de elasticidade e 
função pulmonar. A forma mais comum é a 
fibrose pulmonar idiopática (FPI), cuja 
causa é desconhecida. 
Fatores de Risco 
Idade: Geralmente afeta pessoas com mais 
de 50 anos. 
Sexo: Mais comum em homens. 
Tabagismo: Maior risco em fumantes e ex-
fumantes. 
Exposições Ocupacionais: Poeira de 
metal, madeira, sílica e amianto. 
Doenças Autoimunes: Artrite reumatoide, 
esclerodermia. 
História Familiar: Predisposição genética. 
Etiologia e Patogênese 
Idiopática: Causa desconhecida. 
Ambiental e Ocupacional: Exposição a 
poeiras inorgânicas e orgânicas. 
Doenças Autoimunes: Inflamação crônica 
e autoimune. 
Genética: Mutações em genes como TERT, 
TERC, SFTPC e SFTPA2. 
Manifestações Clínicas 
Sintomas: Tosse seca e persistente, 
dispneia progressiva, fadiga, perda de peso. 
Exame Físico: Estertores crepitantes em 
bases pulmonares, baqueteamento digital 
(hipocratismo digital). 
Diagnóstico 
Espirometria: Redução da capacidade vital 
forçada (CVF) e da capacidade pulmonar 
total (CPT). 
Teste de Difusão Pulmonar: Redução da 
capacidade de difusão do monóxido de 
carbono (DLCO). 
Radiografia de Tórax: Opacidades 
reticulares, principalmente nas bases 
pulmonares. 
Tomografia Computadorizada (TC) de 
Alta Resolução: Padrão-ouro, mostrando 
áreas de "favo de mel" e reticulações 
subpleurais. 
Tratamento 
@medjuana_ 
 
Medicamentos 
Antifibróticos: Pirfenidona e nintedanibe. 
Imunossupressores: Em casos 
relacionados a doenças autoimunes (ex.: 
corticoides, azatioprina). 
Oxigenoterapia: Para pacientes com 
hipoxemia. 
Reabilitação Pulmonar: Exercícios 
supervisionados para melhorar a capacidade 
funcional e a qualidade de vida. 
Transplante Pulmonar: Em casos graves e 
refratários ao tratamento. 
Anamnese 
História de exposições ocupacionais e 
ambientais. 
Sintomas de tosse seca, dispneia 
progressiva. 
História familiar de doenças pulmonares. 
Exame Físico 
Inspeção: Padrão respiratório e presença de 
baqueteamento digital. 
Palpação: Redução da expansão torácica. 
Percussão: Normal ou levemente 
hiporressonante. 
Ausculta: Estertores crepitantes bibasais, 
às vezes descritos como "estertores em 
velcro". 
Achados Radiológicos 
Radiografia de Tórax: Opacidades 
reticulares nas bases pulmonares. 
TC de Alta Resolução 
Reticulações subpleurais 
Áreas de "favo de mel" (cistos pequenos e 
uniformes) 
Bronquiectasias de tração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
@medjuana_ 
 
Pleurite, Derrame 
Pleural e Pneumotórax 
Pleurite (Pleurisia) 
A pleurite é a inflamação da pleura, 
a membrana dupla que envolve os pulmões 
e reveste a cavidade torácica. Pode resultar 
de infecções, doenças autoimunes, 
neoplasias, traumas ou outras condições 
inflamatórias. 
Fatores de Risco 
Infecções respiratórias (pneumonia, 
tuberculose) 
Doenças autoimunes (lúpus, artrite 
reumatoide) 
Traumas torácicos 
Neoplasias pulmonares ou pleurais 
Cirurgia torácica recente 
Etiologia e Patogênese 
Infecciosa: Bacteriana, viral, fúngica ou 
tuberculosa. 
Autoimune: Lúpus eritematoso sistêmico, 
artrite reumatoide. 
Neoplásica: Metástases pleurais ou 
mesotelioma. 
Traumática: Lesões por contusão ou 
fratura de costela. 
Iatrogênica: Pós-procedimentos torácicos. 
Manifestações Clínicas 
Dor torácica pleurítica (intensa, piora com a 
respiração ou tosse) 
Dispneia 
Tosse seca 
Diagnóstico 
História clínica e exame físico: Dor 
característica e fricção pleural à ausculta. 
Imagem: Radiografia de tórax pode ser 
normal ou mostrar sinais indiretos da causa 
subjacente. 
Exames laboratoriais: Exames de sangue, 
cultura de escarro, teste de tuberculose, 
autoanticorpos. 
Tratamento 
Tratamento da causa subjacente: 
Antibióticos para infecções, anti-
inflamatórios para doenças autoimunes. 
Analgésicos e anti-inflamatórios: Alívio 
da dor pleurítica. 
Corticosteroides: Em casos de pleurite 
autoimune. 
Derrame Pleural 
Acúmulo excessivo de líquido no 
espaço pleural. Pode ser transudativo 
(devido a aumento da pressão hidrostática 
ou diminuição da pressão oncótica) ou 
exsudativo (devido a inflamação ou 
aumento da permeabilidade capilar). 
@medjuana_ 
 
Fatores de Risco 
Insuficiência cardíaca congestiva 
Cirrose hepática 
Síndrome nefrótica 
Pneumonia 
Tuberculose 
Neoplasias 
Etiologia e Patogênese 
Transudativo: Insuficiência cardíaca, 
cirrose, síndrome nefrótica. 
Exsudativo: Pneumonia, tuberculose, 
neoplasias, doenças autoimunes, embolia 
pulmonar. 
Manifestações Clínicas 
Dispneia 
Dor torácica pleurítica 
Tosse seca 
Redução dos sons respiratórios no lado 
afetado 
Diagnóstico 
Radiografia de Tórax: Mostra 
opacificação do hemitórax afetado. 
Ultrassonografia: Avaliação da quantidade 
de líquido e guia para toracocentese. 
Tomografia Computadorizada (TC): 
Avaliação detalhada do espaço pleural e da 
patologia subjacente. 
Toracocentese: Análise do líquido pleural 
para determinar a causa (transudativo vs. 
exsudativo). 
Tratamento 
Tratamento da causa subjacente: Ex.: 
diuréticos para insuficiência cardíaca, 
antibióticos para pneumonia. 
Drenagem do líquido pleural: 
Toracocentese ou inserção de dreno 
torácico. 
Pleurodese: Para pacientes com derrames 
recorrentes. 
Pneumotórax 
Presença de ar no espaço pleural, 
causando colapso pulmonar. Pode ser 
espontâneo (primário ou secundário) ou 
traumático. 
Fatores de Risco 
Primário: Sem doença pulmonar 
subjacente, mais comum em jovens magros 
e altos, fumantes. 
Secundário: Doença pulmonar subjacente 
(DPOC, fibrose cística, infecções 
pulmonares). 
Traumático: Traumas torácicos, 
procedimentos médicos (biópsia, ventilação 
mecânica). 
Etiologia e Patogênese 
@medjuana_ 
 
Espontâneo Primário: Ruptura de bolhas 
subpleurais. 
Espontâneo Secundário: Complicação de 
doenças pulmonares preexistentes. 
Traumático: Lesões penetrantes ou 
contusas no tórax. 
Manifestações Clínicas 
Dor torácica súbita e intensa 
Dispneia 
Taquicardia 
Hipóxia 
Diagnóstico 
Radiografia de Tórax: Mostra o colapso 
pulmonar e a linha pleural visível. 
Tomografia Computadorizada (TC): 
Avaliação detalhada, especialmente em 
casos complexos. 
Tratamento 
Pequenos Pneumotórax: Observação e 
oxigenoterapia. 
Grandes Pneumotórax: Aspiração com 
agulha ou inserção de dreno torácico. 
Pneumotórax Recorrente: Cirurgia

Mais conteúdos dessa disciplina