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EPISTEMOLOGIA 
GENÉTICA EM JEAN 
PIAGET
Prof.ª Vivianne Mendonça de 
Lima
vimelima3@gmail.com
CURSO: PSICOLOGIA
Disciplina: Desenvolvimento Infantil
Carga Horária: 40h
JEAN PIAGET (1896-1980)
 DESENVOLVIMENTO PSICOGENÉTICO - 
Epistemologia Genética ou Teoria Psicogenética
 
 Objeto de estudo – A Inteligência (Estudo do 
conhecimento do homem até seu período formal, 
ou seja, pensamento racional ou ainda raciocínio 
lógico-matemático);
 Desenvolvimento Aprendizagem;
 
SUJEITO PIAGETIANA É CONTEXTUALIZADO, ATIVO, 
CAPACIDADE DE TRANSFORMAR O MEIO AGINDO 
SOBRE ELE.
SUJEITO OBJETO
 Forma de adaptação humana, admitindo-
se paralelismo entre processos 
intelectuais e biológicos, realizada 
através da criação continua de estruturas 
mentais cada vez mais complexas e em 
progressivo equilíbrio com o meio.
INTELIGÊNCIA
 No livro: "O Nascimento da Inteligência na 
Criança” (1982), Piaget coloca a 
inteligência:
- Como um fator de conservação da vida;
- Essencialmente uma organização;
Responsável em promover a estruturação do 
universo, através de trocas, de adaptação 
que provoca um acréscimo no organismo, 
que se transforma em função do meio, tendo 
como meta a conservação do organismo. 
INTELIGÊNCIA
s
A INTELIGÊNCIA se constrói com a participação 
ativa do sujeito, a partir da interação do indivíduo 
com o meio. 
SUJEITO E MEIO – EXPERIÊNCIA SENSORIAL E 
RAZÃO JUNTAS
 ENFOQUE EM CRIANÇAS “NORMAIS”
 UNIVERSALIDADE PARA ORDEM DOS ESTÁGIOS
 CONTÍNUO/DESCONTÍNUO
 CUMULATIVO/CONSTANTE
 GRADATIVO/PROCESSUAL
 IRREVERSÍVEL
 EGOCENTRISMO REVERSIBILIDADE
CARACTERÍSTICAS DO 
DESENVOLVIMENTO
 Na teoria de Piaget, o egocentrismo refere-se 
à dificuldade que a criança tem em compreender 
que outras pessoas não pensam e sentem como 
ela.
 É a incapacidade de se colocar no lugar do outro, 
levando a criança a acreditar que o mundo é visto 
da mesma forma que ela o percebe.
 Este conceito é fundamental para entender o 
desenvolvimento cognitivo nas primeiras fases da 
infância.
EGOCENTRISMO
 Ela assume que a sua própria perspectiva é a única 
e que os outros compartilham seus pensamentos e 
sentimentos - traço marcante do estágio pré-
operacional (aproximadamente dos 2 aos 7 anos).
 Nesse período, a criança ainda não consegue 
realizar operações mentais abstratas, como a 
tomada de perspectiva, tornando difícil a 
compreensão de que os outros podem ter visões 
diferentes da sua.
EGOCENTRISMO
 Exemplo: a dificuldade em entender que a outra pessoa 
não consegue ver o que ela está vendo, como no 
experimento das montanhas - a criança pode acreditar 
que o outro também vê a cena do mesmo ângulo que 
ela, mesmo que estejam em posições diferentes.
 À medida que a criança interage com o mundo e com 
outras pessoas, começa a perceber que existem 
diferentes perspectivas e, gradualmente, desenvolve a 
capacidade de tomar a perspectiva do outro.
 A superação do egocentrismo é fundamental para o 
desenvolvimento da empatia e da comunicação eficaz.
EGOCENTRISMO
 [...] A capacidade de executar a mesma 
ação nos dois sentidos de percurso, mas 
tendo a consciência de que se trata da 
mesma ação”. (PIAGET, 1957).
 Se o pensamento de uma criança é reversível, 
ela pode seguir a linha de raciocínio de volta 
ao ponto de partida – Inicia aproximadamente 
aos 7 anos de idade. 
REVERSIBILIDADE
 A reversibilidade, na Teoria de Piaget, é a 
capacidade de uma pessoa compreender que 
uma ação pode ser desfeita e que o estado 
inicial pode ser restaurado.
 É um conceito fundamental no 
desenvolvimento cognitivo, indicando que a 
criança já consegue pensar e realizar 
operações mentais reversíveis, como somar 
e subtrair, ou mudar a forma de um objeto e 
voltar ao seu estado original.
ASSIM, A REVERSIBILIDADE
 A reversibilidade assegura o 
equilíbrio por que ela consiste em 
compor uma operação, ou a 
representação de uma 
transformação, com uma operação 
ou uma transformação inversa que 
a compensa.
REVERSIBILIDADE
FATORES QUE INFLUENCIAM O 
DESENVOLVIMENTO 
 MATURAÇÃO 
ORGÂNICA
 EXERCÍCIO/ 
EXPERIÊNCIA 
(COM OS OBJETOS 
FÍSICOS E INTERAÇÃO 
COM OUTRAS PESSOAS) 
 TRANSMISSÃO 
EDUCATIVA
 EQUILIBRAÇÃO
(COORDENA E 
ORGANIZA OS DEMAIS 
FATORES)
O DESENVOLVIMENTO HUMANO É 
COMPOSTO DE 
EQUILIBRIO 
/DESEQUILIBRIO/REEQUILIBRIO/ 
PERTURBAÇÕES E 
COMPENSAÇÕES
A Aprendizagem é um processo que inicia no 
nascimento e acaba com a morte do sujeito. 
 DESAFIO DESEQUILÍBRIO =
 
 ASSIMILAÇÃO/ACOMODAÇÃO
 ADAPTAÇÃO
 EQUILÍBRIO
EPISTEMOLOGIA GENÉTICA
❖É, reconhecer alguma coisa 
como diferente do que eu já 
conheço. 
❖É transformar o meio, 
o sujeito age sobre o objeto.
ASSIMILAÇÃO
 É o Processo cognitivo pelo qual uma pessoa 
integra (classifica) um novo dado perceptual, motor 
ou conceitual às estruturas cognitivas prévias.
 Quando a criança tem novas experiências (vendo 
coisas novas, ou, ouvindo coisas novas) ela tenta 
adaptar esses novos estímulos às estruturas 
cognitivas que já possui até aquele momento – 
moldar novas informações para encaixar nos 
esquemas existentes.
ASSIMILAÇÃO
❖Aquilo que define um conhecimento 
aprendido, incorporado, introjetado.
 
❖O objeto age sobre o sujeito.
ACOMODAÇÃO
 Mudanças nos esquemas existentes pela alteração 
de antigas formas de pensar ou de agir.
 Acontece quando a criança não consegue assimilar 
um novo estímulo, ou seja, não existe uma estrutura 
cognitiva que assimile a nova informação em função 
das particularidades desse novo estímulo.
 
 Diante desse impasse, restam apenas duas saídas: 
criar um novo esquema ou modificar um 
esquema existente.
ACOMODAÇÃO
 Os esquemas são ações do sujeito 
sobre o meio ambiente. 
 A partir dessa interação a pessoa 
constrói ou transforma estruturas 
mentais (esquemas) adquirindo 
maneiras de fazê-las funcionar.
ESQUEMAS
 Conceito que explica a existência de uma 
orientação biológica que busca manter o 
equilíbrio entre os esquemas e o ambiente no 
qual o indivíduo está inserido.
 Equilíbrio entre a acomodação e assimilação, 
sendo assim um mecanismo autorregulador, 
necessário para assegurar a criança uma 
interação eficiente com o meio-ambiente.
EQUILIBRAÇÃO
É com base nessa lógica que Piaget define os 
esquemas e as estruturas em dois processos: 
Esses processos são permanentes 
e acontecem o tempo todo. 
 SENSORIO-MOTOR (APROXIMADAMENTE DO 0 AOS 
2 ANOS)
 PRÉ-OPERATÓRIO (APROXIMADAMENTE DOS 2 AOS 
6 ANOS)
- SIMBÓLICO (APROXIMADAMENTE DOS 2 A 4 ANOS)
- INTUITIVO (APROXIMADAMENTE DOS 4 A 6 ANOS)
 OPERATÓRIO CONCRETO (APROXIMADAMENTE 
DOS 6/7 AOS 10/11 ANOS)
 OPERATÓRIO FORMAL (APROXIMADAMENTE DOS 
11/12 AOS 16/17 ANOS)
PERÍODOS/ESTÁGIOS DO 
DESENVOLVIMENTO EM JEAN PIAGET
❖O desenvolvimento cognitivo, como postulado por Jean 
Piaget, inicia-se com o estágio sensório-motor, uma 
fase que se estende do nascimento até 
aproximadamente os 2 anos de idade. 
❖É um período marcado por descobertas intensas, onde 
o bebê começa a compreender o mundo ao seu redor 
através das sensações e movimentos.
❖Nesta fase, o mundo é percebido principalmente 
através dos sentidos e das ações.
PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR 
(0 A 2 ANOS)
❖Permanência do Objeto:
 A compreensão de que um objeto continua a existir, 
mesmo quando não está visível. 
 Aos 8 meses, a criança começa a buscar objetos que 
desapareceram de sua vista, indicando uma noção da 
continuidade da existência desses objetos.
❖Autorreconhecimento:
O entendimento de que eles são seres independentes e 
que outras pessoas são separadas deles.
AO MOVER-SE E EXPLORAR O AMBIENTE, O 
BEBÊ ADQUIRE UMA SÉRIE DE HABILIDADES 
COGNITIVAS:
❖ Imitação Diferida e Jogo Representacional:
 O início da capacidade de representar o mundo 
mentalmente, onde a criança demonstra, em seu jogo, a 
habilidade de usar um objetocomo símbolo para outro.
 Este é o início do surgimento da função simbólica geral.
❖Emergência da Função Simbólica Geral: 
 Durante o final deste estágio, a linguagem começa a 
surgir, refletindo a compreensão da criança de que as 
palavras podem representar objetos e sentimentos. 
 Com isso, a criança começa a armazenar informações 
sobre o mundo, recuperá-las e rotulá-las.
 Ausência da função semiótica (não evoca 
mentalmente os objetos);
 Ação direta sobre os objetos;
 Inteligência trabalha com as percepções 
(sensório) ação (motor) = inteligência prática;
 Assimilação acontece a partir da ação da 
criança sobre o meio;
PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR 
(0 A 2 ANOS)
 Linguagem = monólogo;
 Organização social = individual;
 Representação gráfica = rabiscação
 Representação corporal = imitação com 
modelo
PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR 
(0 A 2 ANOS)
❑Os bebês em seu 1º ano de vida estão restritos 
aos reflexos inatos. 
❑Piaget destaca os reflexos de sucção, visão, 
audição, preensão e fonação.
AS SEIS SUBFASES DO 
PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR
1ª Subfase - Reflexo de Moro 
 O bebê joga a cabeça para trás, estica as 
pernas, abre os braços e os fecha depois.
 Surge quando o recém nascido sente-se 
desequilibrado ou assustado.
 Some por volta do segundo ou terceiro mês.
2ª SUBFASE 
REAÇÕES CIRCULARES PRIMÁRIAS -1 A 4 MESES
 
(Ligadas às sensações e ações motoras)
 Esse evento é chamado primário porque 
envolve o corpo do bebê. Repete o ato até que 
seja aprendido até que torne-se habitual. 
INÍCIO COORDENAÇÃO
 Age sobre objetos. 
 Desenvolvimento progride além do aprendizado 
voltado ao próprio corpo. 
 Nessa fase pode-se oferecer ao bebê objetos 
de fácil manipulação.
 
 MANIPULAÇÃO
3ª SUBFASE 
AÇÃO SOBRE OS OBJETOS - 4 A 8 MESES
4ª subfase - 8 A 12 meses
REAÇÕES DOS ESQUEMAS 
SECUNDÁRIOS 
É um tempo para consolidar e 
 validar as realizações do passado 
e estendê-las de modo a aplicá-las 
a novas e diferentes situações. 
 COORDENAÇÃO
5ª subfase – 12 A 18 meses
REAÇÕES CIRCULARES TERCIÁRIAS
Crianças em torno de um ano e meio, embora 
ainda não falem, expressam-se por meio de 
movimentos, sons e ritmos.
 
 
 
 
 EXPERIMENTAÇÃO
6ª subfase – 18 a 24 meses
❑ Invenção de novos meios através da combinação 
mental. 
❑O bebê demonstra intencionalidade em suas ações. 
(Intencionalidade, critério que Piaget estabelece para 
reconhecer a inteligência propriamente dita.)
REPRESENTAÇÃO 
 
REPRESENTAÇÃO
Esse subestágio ou subfase, marca a transição 
da inteligência sensório-motora para a 
inteligência simbólica, isto é, quando a criança 
dispõe de uma representação do objeto e de 
suas relações espaciais e causais com outros 
objetos, é capaz de reconstruir, mentalmente, 
deslocamentos que não tenha visto. 
Dessa forma, a função simbólica culmina e 
resume a evolução da inteligência sensório-
motora.
 Idade da Fantasia = “faz de conta”;
 Brinca e conversa sozinha;
 Assimilação a nível simbólico;
 Fase da: Imitação sem modelo, dramatizações, 
desenhos, pinturas, historinhas...;
 Linguagem = Monólogo coletivo;
 Organização social = pares móveis (não 
compreendem regras sociais e os conflitos são 
frequentes);
PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO SIMBÓLICO
(2 A 4 ANOS)
 Intuitivo - o pensamento da criança é 
predominantemente influenciado pela aparência das 
coisas, não pela lógica.
 Egocentrismo (reconhece, assume e percebe apenas 
o seu ponto de vista);
 Finalismo - Não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter 
uma explicação.
 
 Animismo – a criança acredita que objetos 
inanimados, como brinquedos, possuem sentimentos 
e vida, semelhantes aos seres humanos.
 Realismo – Materializar suas fantasias.
 Função Simbólica 
- A habilidade de pensar simbolicamente emerge. 
- A criança começa a usar a linguagem e a imaginação 
para representar o mundo, fazendo com que uma 
palavra ou objeto represente algo além de si mesmo.
- A criança começa a evocar mentalmente os objetos;
 Conservação 
- A criança neste estágio tem dificuldade em 
compreender a conservação.
- Ou seja, não entende que a quantidade permanece 
constante mesmo quando sua aparência muda.
SEM REVERSIBILIDADE, 
CONSERVAÇÃO DAS MASSAS - Exemplos:
Mostram-se para a criança, duas bolinhas de 
massa iguais e dá-se a uma delas a forma de 
salsicha. A criança nega que a quantidade de 
massa continue igual, pois as formas são 
diferentes. Não relaciona as situações.
 Interesse pelas causa dos fenômenos;
 Idade dos por quês;
 Artificialismo – explicar fenômenos da natureza 
através de atitudes humanas;
 Distingue a fantasia da realidade.
PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO INTUITIVO
(4 A 6 ANOS)
 Extremamente centrada em seu próprio ponto de 
vista;
 Jogos com algumas regras;
 Reconta histórias, descreve cenas...;
 Socialização = Pares fixos (já sabe o que é seu 
e o que é do outro);
PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO INTUITIVO
(4 A 6 ANOS)
 É capaz de ver uma situação por diferentes 
ângulos;
 Organiza o mundo de forma lógica;
 Capaz de concentrar-se por longos períodos;
 Executam tarefas que envolvam sequências e 
regras;
 Jogos mais complexos: xadrez, futebol...;
 Adivinhações, enigmas, charadas...;
 Mantém diálogo mas não é capaz de discutir 
diferentes pontos de vista;
 Organização social = bandos;
PERÍODO OPERATÓRIO CONCRETO
(6/7 A 10/11 ANOS)
 Reorganiza, interioriza, antecipa ações.
 Criam histórias com enredos;
 Dramatização. Reproduz textos e representa-os a 
partir de situações vividas.
 Diferencia real e fantasia.
 Estabelece relações e admite diferentes pontos de 
vista.
 Tem noções de tempo, velocidade, espaço, 
causalidade.
Exemplos:
Despeja-se a água de dois copos em outros, de 
formatos diferentes, para que a criança diga se 
as quantidades continuam iguais. A resposta é 
afirmativa uma vez que a criança já diferencia 
aspectos e é capaz de "refazer" a ação.
 Uma das conquistas mais notáveis é a 
capacidade de conservação. 
 As crianças compreendem que, embora a 
aparência de um objeto possa mudar, suas 
propriedades fundamentais permanecem 
constantes. 
 Elas demonstram a capacidade de conservar 
número (aos 6 anos), massa (aos 7 anos) e peso 
(aos 9 anos).
A Conservação
Reversibilidade Mental:
 As crianças nesse estágio são capazes de reverter 
mentalmente ações, visualizando, por exemplo, uma 
bola de massinha retornando à sua forma original.
Decentração:
 O egocentrismo, tão presente no estágio anterior, 
começa a diminuir, permitindo que a criança 
compreenda que as pessoas veem o mundo de 
maneiras diferentes.
CARACTERÍSTICAS E 
MUDANÇAS
 Inclusão de Classes:
A criança pode classificar objetos, mas ainda não 
consegue incluir objetos em subconjuntos, ou seja, 
classificar um objeto em várias categorias 
simultaneamente.
 Desenvolvimento Social:
- Com a progressiva redução do egocentrismo, as 
crianças começam a apreciar a participação de outros 
em seus jogos, e o jogo simbólico, como se fantasiar e 
ter amigos imaginários, torna-se mais prevalente.
TEMOS ainda:
❑Processa informações de uma maneira mais 
estruturada e lógica, porém ainda fortemente 
atrelada ao concreto.
Pensamento Lógico:
 Durante esse estágio, as crianças começam a 
raciocinar logicamente sobre eventos concretos, 
superando muitas das limitações cognitivas 
anteriores.
ASSIM, A CRIANÇA...
Limitação no Pensamento Abstrato:
 Apesar dos avanços, as crianças ainda 
enfrentam dificuldades com o pensamento 
abstrato. 
 O raciocínio lógico é eficaz quando ancorado em 
materiais fisicamente presentes, mas torna-se 
desafiador em cenários hipotéticos ou abstratos.
ASSIM, A CRIANÇA...
PERÍODO OPERATÓRIO FORMAL
(11/12 A 16/17 ANOS)
 Marca a transição da infância para a 
adolescência no contexto do 
desenvolvimento cognitivo propostopor 
Piaget. 
 Esta fase é caracterizada por um salto 
qualitativo na capacidade de raciocínio, 
permitindo ao adolescente operar de forma 
abstrata e especulativa.
 A criança libera-se inteiramente do objeto;
 Liberta-se do concreto;
 Pensamento hipotético-dedutivo;
 Interesse pelas transformações sociais;
 Mantém diálogos;
 Cooperação...
PERÍODO OPERATÓRIO FORMAL
(11/12 A 16/17 ANOS)
 Linguagem: discussão, debate temas, considera 
pontos de vista e chega a conclusões;
 Socialização = grupos (leis discutíveis, e 
transformáveis. Moral de cooperação);
 Representação corporal e gráfica mais 
complexa: profundidade, proporções, 
personagens , vozes...
PERÍODO OPERATÓRIO FORMAL
(11/12 A 15/16 ANOS)
 Esquemas conceituais abstratos.
Valores pessoais.
Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio 
como "de grão em grão, a galinha enche o 
papo", o adolescente, trabalha com a lógica 
da ideia (metáfora) e não com a imagem de 
uma galinha comendo grãos.
Operações Formais e Abstração:
 Neste estágio, a operação concreta, que atua sobre 
coisas tangíveis, é substituída pela operação formal, que 
atua sobre ideias. 
 Os adolescentes não mais dependem de estímulos 
físicos concretos para processar informações.
Raciocínio Hipotético e Especulativo:
 Uma marca distintiva deste estágio é a capacidade de 
lidar com problemas hipotéticos, como refletir sobre as 
consequências de um mundo sem dinheiro.
Características e Mudanças
Independência de Conteúdo:
 A partir dos 12 anos, os indivíduos conseguem seguir o 
formato lógico de um argumento, independentemente de 
seu conteúdo específico.
Emergência do Pensamento Científico:
 Os adolescentes começam a formular teorias e 
hipóteses abstratas quando confrontados com 
problemas, demonstrando a habilidade de pensar 
cientificamente.
Capacidade de Processar Conceitos Abstratos:
 Os adolescentes podem compreender conceitos como 
frações e divisão sem a necessidade de representações 
físicas concretas.
Características e Mudanças
Cultura e Pensamento Abstrato:
 Dependendo das ênfases culturais, diferentes formas 
de raciocínio lógico ou abstrato podem ser priorizadas. 
 Em sociedades com forte tradição oral, por exemplo, a 
capacidade de reter narrativas complexas pode ser 
especialmente valorizada.
Gênero e Ética:
 A maneira como os adolescentes discutem ética e 
moralidade pode ser moldada por normas de gênero. 
 Em algumas culturas, pode haver uma inclinação para 
que as meninas valorizem a harmonia comunitária, 
enquanto os meninos podem ser encorajados a 
priorizar os direitos individuais.
DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
“UM ATO DE CONHECIMENTO SÓ 
PODE SER CONSIDERADO 
INTELIGENTE SE ASSIMILAÇÃO E 
ACOMODAÇÃO ESTIVEREM 
EQUILIBRADOS.” (JEAN PIAGET) 
“PARA CONHECER O OBJETO, O 
SUJEITO NECESSITA ORGANIZÁ-
LOS (ASSIMILAÇÃO), AO MESMO 
TEMPO QUE É ORGANIZADO 
(ACOMODAÇÃO) 
COGNITIVAMENTE POR ELE.” 
(JEAN PIAGET) 
Em síntese....
	Slide 1: EPISTEMOLOGIA GENÉTICA EM JEAN PIAGET 
	Slide 2
	Slide 3: INTELIGÊNCIA
	Slide 4: INTELIGÊNCIA
	Slide 5
	Slide 6: CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO
	Slide 7: EGOCENTRISMO 
	Slide 8: EGOCENTRISMO 
	Slide 9: EGOCENTRISMO 
	Slide 10: REVERSIBILIDADE
	Slide 11: ASSIM, A REVERSIBILIDADE
	Slide 12: REVERSIBILIDADE
	Slide 13: FATORES QUE INFLUENCIAM O DESENVOLVIMENTO 
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16: ASSIMILAÇÃO
	Slide 17: ASSIMILAÇÃO
	Slide 18: ACOMODAÇÃO
	Slide 19: ACOMODAÇÃO
	Slide 20: ESQUEMAS
	Slide 21: EQUILIBRAÇÃO
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24: PERÍODOS/ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO EM JEAN PIAGET
	Slide 25: PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR (0 A 2 ANOS)
	Slide 26: AO MOVER-SE E EXPLORAR O AMBIENTE, O BEBÊ ADQUIRE UMA SÉRIE DE HABILIDADES COGNITIVAS:
	Slide 27
	Slide 28: PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR (0 A 2 ANOS)
	Slide 29: PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR (0 A 2 ANOS)
	Slide 30
	Slide 31: AS SEIS SUBFASES DO PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR
	Slide 32: 1ª Subfase - Reflexo de Moro 
	Slide 33: 2ª SUBFASE REAÇÕES CIRCULARES PRIMÁRIAS -1 A 4 MESES 
	Slide 34: 
	Slide 35: 4ª subfase - 8 A 12 meses REAÇÕES DOS ESQUEMAS SECUNDÁRIOS 
	Slide 36: 5ª subfase – 12 A 18 meses REAÇÕES CIRCULARES TERCIÁRIAS
	Slide 37: 6ª subfase – 18 a 24 meses 
	Slide 38: REPRESENTAÇÃO
	Slide 39
	Slide 40: PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO SIMBÓLICO (2 A 4 ANOS)
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44: PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO INTUITIVO (4 A 6 ANOS)
	Slide 45: PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO INTUITIVO (4 A 6 ANOS)
	Slide 46: PERÍODO OPERATÓRIO CONCRETO (6/7 A 10/11 ANOS)
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49: A Conservação 
	Slide 50: CARACTERÍSTICAS E MUDANÇAS
	Slide 51: TEMOS ainda:
	Slide 52: ASSIM, A CRIANÇA...
	Slide 53: ASSIM, A CRIANÇA...
	Slide 54: PERÍODO OPERATÓRIO FORMAL (11/12 A 16/17 ANOS)
	Slide 55: PERÍODO OPERATÓRIO FORMAL (11/12 A 16/17 ANOS)
	Slide 56: PERÍODO OPERATÓRIO FORMAL (11/12 A 15/16 ANOS)
	Slide 57: 
	Slide 58: Características e Mudanças
	Slide 59: Características e Mudanças
	Slide 60: DIFERENÇAS INDIVIDUAIS 
	Slide 61
	Slide 62
	Slide 63