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Bioquímica
do Metabolismo
2. Metabolismo 
de Glúcidos
DARIO LOUREIRO DOS 
SANTOS
UTAD
2024-2025
MESTRADO INTEGRADO EM 
MEDICINA VETERINÁRIA
Digestão de glúcidos
Polissacáridos e dissacáridos :
convertidos em monossacáridos
absorvidos nos enterócitos (células intestinais)
Hidrólise em monossacáridos: 
amilases (salivar-ptialina/pancreática)
dissacaridases e glicosidases (sacarase, 
trealase, isomaltase, lactase, maltase)
…
Digestão de glúcidos
Digestão de glúcidos 
Absorção intestinal de glúcidos: 
Absorção intestinal de glúcidos: 
- Compostos de origem vegetal 
(Florizina/Floritina e derivados)
- Redução de absorção de glúcidos (glicose, 
galactose….) 
PESQUISA: Fármacos inibidores dos SGLT (Ronner, 2018, pg 198)
sistema vascular porta-hepático: 
transporte de sangue enriquecido em 
nutrientes do intestino  fígado
Transporte sanguíneo dos glúcidos: 
Captação/entrada de glicose no organismo e células
Transportadores de glicose (glucose transporter – GLUT)
Captação/entrada de glicose no organismo e células
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Visão Geral
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
GLICÓLISE (ou via de Embden-Meyerhof):
•citoplasmática;
•ubíqua (animais, vegetais, microrganismos, com raras 
excepções…)
Caracterizada por:
•oxidação de glicose (C6) em piruvato (2x C3)
•síntese de ATP e NADH
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
Glicólise: visão geral (fases)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
 10 reações (com 10 enzimas)
 Duas fases:
• 1ª fase - 5 reacções/5 enzimas
glicose  gliceraldeído-3- fosfato 
– fase de INVESTIMENTO ENERGÉTICO
• 2ª fase - 5 reacções/5 enzimas
gliceraldeído-3- fosfato  piruvato
– fase de RENTABILIZAÇÃO DO INVESTIMENTO ENERGÉTICO
Glicólise: reações Fase 1 (investimento energético)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
REACÇÃO 4 – enzima: aldolase A
REACÇÃO 5 – enzima: triose fosfato isomerase
REACÇÃO 1 – enzima: hexocinase/glucocinase
REACÇÃO 2 – enzima: fosfohexose isomerase
REACÇÃO 3 – enzima: fosfofrutocinase 1
INIBIDA POR Mercúrio:
Arsénio (arsenato)
Glicólise: reações Fase 2 (rentabilização do investimento energético)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
REACÇÃO 7 – enzima: fosfoglicerato cinase
REACÇÃO 9 – enzima: enolase
INIBIDA POR  Fluoreto (F-)
REACÇÃO 10 – enzima: piruvato cinase
REACÇÃO 8 – enzima: fosfoglicerato mutase
REACÇÃO 6 – enzima: gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase
Hexocinase (reacção 1)
Fosfofrutocinase (reacção 3)
Piruvato cinase (reacção 10)
catalisam reacções exergônicas
(reacções termodinamicamente irreversíveis)
Glicólise: reacções irreversíveis
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
PESQUISA: Anemia hemolítica (Panini, 2005, pg 124)
Hexocinase (reação 1)
Glicose-6-P (-)
Fosfofrutocinase (reação 3)
AMP/ADP (+)
ATP/Citrato (-)
Piruvato Cinase (reação 10)
Frutose-1,6-P (+)
ATP/acetil-CoA (-)
Glicólise: Controlo
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
Equação global da GLICÓLISE
Oxidação de 1 mole de glicose na glicólise origina: 
• 2 moles de piruvato
• 2 moles de ATP
• 2 moles de NADH
Glicólise: balanço energético
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
glicose + 2Pi + 2NAD+ + 2ADP 2 piruvato + 2ATP + 2NADH + 2H+ + H2O
Frutose
Galactose
Manose
oxidados recorrendo a 
enzimas/reacções da glicólise 
Utilização glicolítica de:
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
Destino do PIRUVATO:
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Glicólise
 CITOPLASMA
• Na ausência de oxigénio
• Redução
• Glicólise anaeróbia = FERMENTAÇÃO LÁCTICA
MITOCÔNDRIA
• Na presença de oxigénio
• Oxidação
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
destino do piruvato
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
fermentação láctica
Tecidos/células em que ocorrem 
fermentação láctica
Lactato desidrogenase (LDH):
• NADH como co-enzima
• Regeneração do NAD+ (NADH NAD+ ) !!!
↓↓
↓↓
• Importante para que a glicólise não pare.
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
fermentação láctica
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Oxidação do piruvato
Oxidação de piruvato em acetil-CoA
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Oxidação do piruvato
 Piruvato desidrogenase
 (complexo multienzimático)
Oxidação de piruvato em acetil-CoA
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Oxidação do piruvato
3 Enzimas:
E1 – descarboxila o piruvato, formando acetaldeido-
TPP
E2 – oxida o acetaldeido,originando acetato, primeiro 
associado à lipoamida e seguidamente transfere o 
grupo acetil para a CoA (acetil-CoA)
E3 – participa na transferência dos electrões 
provenientes da oxidação do acetaldeido, para o 
NAD (participando FAD)
5 Coenzimas:
TPP
Lipoamida
CoA
FADH2
NADH
Oxidação de piruvato em acetil-CoA
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Oxidação do piruvato
Oxidação de piruvato em acetil-CoA
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Oxidação do piruvato
Regulação:
Oxidação de piruvato em acetil-CoA
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Oxidação do piruvato
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Oxidação Acetil-CoA: Ciclo de Krebs
 Ciclo de Krebs
 Ciclo do Ácido Cítrico
 Ciclo do Citrato
 Ciclo dos Ácidos Tricarboxílicos (TCA)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA
(Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Localização (Mapa Metabólico):
Ciclo de Krebs
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Ciclo de Krebs
- Características Gerais
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Acetil-Coa + Pi + 3NAD+ + GDP + FAD+ 2CO2 + GTP + 3NADH + 3H+ + FADH2 + CoA
GTP + 3NADH + 3H+ + FADH2 + P 12 ATP + 3NAD+ + GDP + FAD+
oxidação de acetil-CoA origina 12 ATP 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
 Ciclo de Krebs – balanço energético
• Citrato sintase
• Isocitrato desidrogenase
• -cetoglutarato desidrogenase
(malato desidrogenase)
Ciclo de Krebs – controlo
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
PESQUISA: Tumorogênese associada às enzimas do Ciclo de Krebs (Ronner, 2018, pg 240)
PESQUISA: Veneno de ratos e Ciclo dos ácidos tricarboxílicos (Panini, 2005, pg 133)
Ciclo de Krebs – via (ciclo) anfibólica
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Ciclo de Krebs – reacções 
anapleróticas
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Fosforilação oxidativa mitocondrial e sistema de transporte de electrões 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Fosforilação oxidativa mitocondrial
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Fosforilação oxidativa mitocondrial e sistema de transporte de electrões 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Fosforilação oxidativa mitocondrial 
e sistema de transporte de electrões 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
 Complexo V (ATP sintetase) elemento da membrana mitocondrial interna
que directamente participa na síntese de ATP
Fosforilação oxidativa mitocondrial
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
NADH (10 H+) 
= 3 ATP (2,5)
FADH2 (6 H+)
= 2 ATP (1,5)
Fosforilação oxidativa mitocondrial – balanço energético 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA(Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Lançadeiras (“shuttle”) do glicerol-3-fosfato
Distribuição:
Cérebro
Músculo Esquelético
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Transferência de NADH: citoplasma → matriz mitocondrial
Transferência de NADH: citoplasma → matriz mitocondrial
Lançadeiras (“shuttle”) do aspartato-malato
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Distribuição:
Fígado
Rim
Músculo Cardíaco
1 mole glicose permite sintetizar:
36 moles ATP (neurónios, 
miócitos…)
38 moles ATP (hepatócitos, 
cardiomiócitos…)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
 Oxidação (total) de glicose: 
balanço energético
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
Fosforilação oxidativa mitocondrial –
importância de outras proteínas 
mitocondriais
Proteinas desacopladoras
(uncoupling proteins – UCP)
UCP1 (termogenina)
– utilização alternativa do gradiente 
electroquímico 
UCP2 - UCP5 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
oxidação do acetil-CoA (Ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa)
PESQUISA: Toxicidade de rotenona, amital, cianeto e CO nos Complexos Respiratórios Mitocondriais (Panini, 2005, pg 144)
PESQUISA: Overdose de aspirina (Panini, 2005, pg 145)
Fosforilação oxidativa mitocondrial – toxicidade mitocondrial
 Oxidação (total) de glicose: pontos de controlo
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Via das Pentoses Fosfato (ou via das hexoses fosfato)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Via das Pentoses Fosfato – visão global
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Via das Pentoses Fosfato – relevância (função) biológica em animais
Síntese de:
Ribose
NADPH
ATP
a) Síntese NO
Via das Pentoses Fosfato –
Importância biológica do NADPH
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
b) Metabolismo hepático de xenobióticos
Via das Pentoses Fosfato –
Importância biológica do NADPH
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
c) Mecanismos de defesa contra bactérias
Via das Pentoses Fosfato –
Importância biológica do NADPH
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
d) Defesas celulares contra espécies reactivas de 
oxigénio (e radicais livres)
Via das Pentoses Fosfato –
Importância biológica do NADPH
Dois blocos de reacções:
Reacções da fase oxidativa
Reacções da fase não oxidativa
Via das Pentoses Fosfato
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Reacções de descarboxilação
oxidativa
Enzima controladora da via: 
glicose-6-fosfato 
desidrogenase
Via das Pentoses Fosfato - Reacções da fase oxidativa
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Formam dióxido de carbono e NADPH
Via das Pentoses Fosfato
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Animais com deficiências na enzima :
• redução ou incapacidade de síntese de NADPH (eritrócitos)
• eritrócitos necessitam de NADPH para eliminar espécies reactivas de oxigénio -
ERO (eritrócitos com reduzida capacidade destoxificante)
• ERO reagem com componentes celulares: proteínas (hemoglobina, Banda 3…) e
lípidos, - degradação/desnaturação, envelhecimento e hemólise das células
Via das Pentoses Fosfato –
alteração da actividade da glicose-6-fosfato desidrogenase
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Via das Pentoses Fosfato - redução de actividade da transcetolase
- Patologias animais caracterizadas por
inflamação do epitélio intestinal
- Redução da actividade transcetolase
devido a carência em tiamina (não se
verifica absorção intestinal da vitamina).
- Animais apresentam alterações motoras e comportamentais.
PESQUISA: Beriberi e Sindrome de Wernicke-Korsakoff (Panini, 2005, pg 129)
Metabolismo de Glúcidos: via do ácido (gluc)urónico
Metabolismo de Glúcidos: via do ácido (gluc)urónico
Síntese de UDP-Glucuronato
Metabolismo de Glúcidos: via do ácido (gluc)urónico
UDP-Glucuronato:
Síntese de glicoproteínas
Síntese de heparina/heparano
Reacções de conjugação (bilirrubina/hormonas esteróides)
Destoxificação hepática de xenobióticos
Metabolismo de Glúcidos: via do ácido (gluc)urónico
UDP-Glucuronato:
Síntese de ascorbato (vitamina C)
Metabolismo de Glúcidos: via do ácido (gluc)urónico
UDP-Glucuronato:
Síntese de pentoses (xilulose) → via das pentoses fosfato (hexoses monofosfato)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Metabolismo do glicogénio - Glicogénese
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Metabolismo do glicogénio - Glicogenólise
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Estrutura e características químicas do glicogénio
Glicogénio:
•polímero ramificado de D-glicose
•ligações glicosídicas - -1,4, e -1,6
- terminal redutor: liga-se à proteína GLICOGENINA
- terminal não redutor: participam na 
adição (glicogénese) ou remoção de 
resíduos (glicogenólise)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Estrutura e características químicas do glicogénio
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Importância do glicogénio no controlo da glicemia animal
Pâncreas:
Insulina (células beta)
Glucagon (células alfa)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Regulação do metabolismo do glicogénio 
Glicogénio hepático - utilizado em situação de jejum
Glicogénio do músculo – utilizado unicamente para 
as necessidades deste tecido (em situação de jejum 
ou de actividade muscular intensa)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Importância do glicogénio no controlo da glicemia animal
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Síntese (glicogénese) e degradação (glicogenólise) do glicogénio
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Síntese de glicogénio (glicogénese)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Síntese de glicogénio (glicogénese)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Degradação de glicogénio (glicogenólise)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Degradação de glicogénio (glicogenólise)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Degradação de glicogénio (glicogenólise)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Regulação do metabolismo do glicogénio 
glicogenoses do tipo I - doença de von Gierke
•deficiência na glicose-6-fosfatase no fígado
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Anomalias associadas ao metabolismo do glicogénio: Glicogenoses
glicogenoses do tipo I - doença de von Gierke
•Alterações metabólicas em várias vias
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Anomalias associadas ao metabolismo do glicogénio: Glicogenoses
• Hipoglicemia
• Hiperlactemia
• Hiperlipemia
• Hiperuricemia
• Gota
• Hepatomegalia (glicogénio ↑)
• Depósitos lipídicos cutâneos.
glicogenoses do tipo II - doença de Pompe
•deficiência na glicosidase ácida lisosomal
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Anomalias associadas ao metabolismo do glicogénio: Glicogenoses
Caracterizada por:
• Cardiomegalia
• Fraqueza muscular
glicogenoses do tipo III - doença de Cori
•deficiência na enzima desramificadora
Caracterizada por:
• Hipoglicemia
• Hepatomegalia
Metabolismo de monossacáridos (Glicose)
Anomalias associadas ao metabolismo do glicogénio: Glicogenoses
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Gliconeogénese: 
 tecidos e orgãos em que ocorre: Fígado e Rim (córtex)
 localização no mapa metabólico: central
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Gliconeogénese:
- Reversão (aparente) da glicólise
- Substituição das enzimas ao nível das 
reacções irreversíveis 
glicose-6-fosfatase
frutose bifosfatase
PEP carboxicinase
piruvato carboxilase
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
glicose-6-fosfatase 
(retículo endoplasmático)
frutose bisfosfatase
(citoplasma) 
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
piruvato carboxilase
(mitocôndria)
PEP carboxicinase
(mitocôndria/citoplasma)
Metabolismo de monossacáridos(Glicose):
Gliconeogénese
PESQUISA: Deficiência na piruvato carboxilase (Panini, 2005, pg 134)
PESQUISA: Deficiência na fosfoenolpiruvato carboxicinase (Panini, 2005, pg 177)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Gliconeogénese: reacções
Lactato
Aminoácidos (alanina) 
Propionato
Glicerol
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Vários compostos na gliconeogénese:
Gliconeogénese: síntese de glicose a partir de lactato (Ciclo de Cori) ou de alanina 
(Ciclo da glicose-alanina)
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Gliconeogénese - balanço energético 
Síntese de glicose a partir de piruvato consome:
4 ATP
2GTP
2 NADH
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Gliconeogénese: controlo da via
Glicólise: controlo da via
Metabolismo de monossacáridos (Glicose):
Gliconeogénese
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de frutose
Frutose (origem):
a) Exógena (dieta)
Frutose livre
Sacarose (frutose + glicose)
Metabolismo de frutose
b) Endógena –
sintetizada a partir da glicose (via dos polióis)
via dos polióis - fígado, ovários, vesículas
seminais
Frutose (origem):
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
PESQUISA: Retinopatia diabética e a via dos polióis (Panini, 2005, pg 190; Ronner 2018, pg 216)
PESQUISA: Redução na motilidade de espermatozóides e a via dos polióis (Panini, 2005, pg 190)
Metabolismo de frutose
Músculo:
Frutose frutose-6-fosfato
enzima: hexocinae - via glicolítica
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de frutose
Fígado:
a) Frutose frutose-1-fosfato
enzima: frutocinase
b)frutose-1-fosfato di-hidroxicetona fosfato
+ D-gliceraldeído
enzima: aldolase B (= frutose-1-fosfato aldolase),
c)D-gliceraldeído gliceraldeído 3-fosfato
enzima: triose cinase
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de frutose - Anomalias enzimáticas (enzimopatias)
Intolerância à frutose 
frutocinase -
frutosuria
essencial 
aldolase B –
intolerância 
hereditária à 
frutose
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de galactose
Galactose (origem):
a) Exógena (dieta) –
lactose (galactose + glicose)
b) Endógena –
degradação lisossomal de glicoproteínas/glicolípidos
(constituintes membrana plasmática)
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de galactose
quatro reacções:
a) Galactose galactose 1-fosfato 
- ATP dador de fosfato inorgânico 
– enzima: galactocinase
b) galactose 1-fosfato + UDP-glicose
UDP-galactose + glicose 1-fosfato
- enzima: galactose 1-fosfato 
uridiltransferase
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de galactose
c) UDP-galactose UDP-glicose
- enzima: UDP-galactose epimerase
- repetição das três reacções convertem a 
galactose original em glicose-1-fosfato
d) glicose-1-fosfato glicose-6-fosfato 
- enzima: fosfoglucomutase.
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Metabolismo de galactose
Glicose-6-fosfato (em qualquer tecido):
- via glicolítica
- via das pentoses fosfato
Glicose-6-fosfato (no fígado) :
Glicose-6-fosfato glicose
- enzima: glicose-6-fosfatase (reticulo endoplasmático)
- glicose hepática libertada na sanguínea
(controlo da glicemia)
- glicogênese (glicose-1-fosfato)
UDP- galactose:
- síntese de glicoproteínas, glicolípidos, proteoglicanos
e lactose (na glândula mamária)
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Galactosemia:
• alteração do metabolismo da galactose
• deficiência nas enzimas:
a). galactocinase
b). galactose-1-fosfato uridiltransferase
(galactosemia clássica)
• níveis circulantes elevados de galactose (e seus
derivados)
• acumulação de galactose (e seus derivados) nos
tecidos provocando acção tóxica em vários órgãos.
Metabolismo de galactose:
anomalias enzimáticas (enzimopatia)
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Galactosemia - anomalia na enzima galactocinase:
• menos severa (não há distúrbios hepáticos)
• galactose e galactitol na urina
Metabolismo de galactose:
anomalias enzimáticas (enzimopatia)
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
Galactosemia anomalia na galactose-1-fosfato
uridiltransferase (galactosemia clássica):
• mais severa: cataratas, distúrbios digestivos,
hepáticos e nervosos
• ↑↑ galactose-1-fosfato (inibição glicogenólise e
da gliconeogênese) - hipoglicemia
Metabolismo de galactose:
anomalias enzimáticas (enzimopatia)
Metabolismo de Glúcidos: frutose e galactose
o Engelking, L. R. (2014) Textbook of Veterinary Physiological 
Chemistry. 3rd edition, Academic Press-Elsevier, Amsterdam.
o Ferrier, D. R. (2013) Biochemistry. 6th edition, Lippincott Williams 
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o Lieberman, M., Marks, A.D., Peet, A. (2013) Basic Medical 
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o Salway, J.G. (2012) Medical Biochemistry at a Glance, 3rd edition, 
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o Ronner, P. (2018) Netter’s Essential Biochemistry. Elsevier,
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Bibliografia:

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