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AESHA KARAJEH - XLV NEUROANATOMIA - MEDULA ESPINHAL ANATOMIA GERAL DA MEDULA A medula espinhal é uma estrutura de tecido nervoso que está situada dentro do canal vertebral, sem ocupá-lo por completo. Limites anatômicos: A referência superior é o forame magno, sendo que acima dele passa a ser bulbo, enquanto o limite inferior está na região da cisterna lombar à nível de L1 e L2. ○ Abaixo de L1 e L2 contém apenas as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, que constituem a cauda equina A medula termina afinando-se formando o cone medular, que continua como um filamento delgado chamado de filamento (filo) terminal. O calibre medular não é uniforme, apresenta dilatações à nível cervical e lombar denominadas de intumescência cervical e intumescência lombar. ○ Esses alargamentos correspondem a áreas em que ocorre conexão com grossas raízes nervosas que formam os plexos braquial e o lombosacral. A medula é envolvida pelas mesmas membranas que envolvem o encéfalo: - Dura-máter: ○ É a meninge mais espessa, pois é formada por fibras colágenas ○ Envolve toda a medula, é contínua a dura-máter craniana e no nível caudal termina em um fundo de saco na vértebra S2 - Aracnóide-máter: ○ Entre a dura-máter e a pia-máter ○ Termina a nível de S2 - Pia-máter ○ Aderida intimamente ao tecido nervoso ○ A pia máter forma de cada lado da medula o ligamento denticulado que tem função de fixar lateralmente a medula ao saco dural, mantendo-a centralizada e estável ○ Quando a medula termina no cone medular, a pia-máter se estende e forma o filamento terminal que perfura o fundo do saco dural e continua até o hiato sacral ○ Ao atravessar o saco dural, o filo terminal recebe prolongamentos da dura, que ao inserir-se no periósteo da superfície dorsal do cóccix constitui o ligamento coccígeo AESHA KARAJEH - XLV Entre as meninges existem espaços meníngeos que são de extrema importância: - Espaço Epidural: entre a dura-máter e o osso ○ Repleto de tecido adiposo e plexos venosos - Espaço Subaracnóideo: entre a aracnóide e a pia máter ○ Onde se encontra o Liquor ○ Se estende até o nível de S2, como a medula termina em L2, não há perigo de realizar punção entre esses espaços, pois há apenas a presença do filamento terminal e da cauda equina. SEGMENTO MEDULAR Um segmento medular é uma porção da medula espinhal que dá origem a um par de nervos espinhais. Cada segmento está associado a: - Raiz anterior (ventral): motora - Raiz posterior (dorsal): sensitiva ○ Possui o gânglio espinhal (corpos de neurônios sensitivos) Quando essas duas raízes se unem, formam um nervo espinhal misto (com fibras motoras e sensitivas). São 31 pares de nervos espinhais: - Cervicais: 8 (C1–C8) - Torácicos: 12 (T1–T12) - Lombares: 5 (L1–L5) - Sacrais: 5 (S1–S5) - Coccígeo: 1 (Co1) Na região cervical: Os nervos espinhais saem acima da vértebra correspondente. - Nervo C1 sai acima da vértebra C1. - Isso vai até o nervo C7, que sai acima da vértebra C7. - O nervo C8, no entanto, sai entre C7 e T1 (mesmo sem existir vértebra C8). A partir de T1: todos os nervos espinhais saem abaixo da vértebra de mesmo número. - Nervo T1 sai abaixo da vértebra T1, e assim por diante. A medula espinhal termina em L1–L2 nos adultos, mas as raízes continuam descendo dentro do canal vertebral até seus respectivos forames intervertebrais (cauda equina). Ou seja, os segmentos lombares, sacrais e coccígeos estão mais acima do que as vértebras correspondentes. Radículas (ou filamentos radiculares): Pequenos fascículos que emergem da medula, juntando-se para formar a raiz nervosa anterior ou posterior. AESHA KARAJEH - XLV ANATOMIA INTERNA A medula espinhal possui sulcos e fissuras que são importantes na divisão de áreas funcionais: - Fissura Mediana Anterior - Sulco Mediano Posterior - Sulco Lateral Anterior: onde as raízes motoras (ventrais) se conectam - Sulco Lateral Posterior: onde as raízes sensitivas (dorsais) se conectam - Sulco Intermédio Posterior: vai dividir o Funículo Posterior em Fascículo Grácil e Fascículo Cuneiforme A medula espinhal é composta por duas porções: a substância cinzenta e a substância branca. Entre a medula e a região cerebral há diferença pois na medula, a região central é composta por substância cinzenta enquanto a porção mais externa é composta por substância branca. Substância cinzenta: é o tecido nervoso constituído de neuroglia, corpos celulares de neurônios e fibras amielínicas, na medula forma o que chamamos de “H medular” e se divide em: - Corno Anterior: tem controle motor somático voluntário, ou seja, movimentos conscientes - Corno Posterior: tem função sensitiva - Corno Lateral: não aparece em toda a extensão da medula e abriga neurônios do sistema nervoso autônomo (SNA) O canal central da medula é o resquício da luz do tubo neural do embrião Substância Branca: tecido nervoso constituído de neuroglia e axônios (fibras mielínicas) e pode ser dividida em: - Funículo Posterior: entre o sulco mediano posterior e o sulco lateral posterior - Funículo Lateral: entre o sulco lateral posterior e o sulco lateral anterior - Funículo Anterior: entre o sulco lateral anterior e a fissura mediana anterior Na parte do funículo posterior, a partir do nível cervical é dividido em fascículo de grácil e fascículo cuneiforme que se estendem até o bulbo e tem importante função. AESHA KARAJEH - XLV VIA ASCENDENTE (AFERENTE) A visa ascendente capta estímulos periféricos e leva a informação ao córtex cerebral, após passar pela medula espinhal (podendo fazer sinapse ou não), para gerar uma resposta As fibras sensoriais entram na medula espinhal pela raiz dorsal do nervo espinal. A partir disso, elas seguem dois caminhos principais: Fibras do grupo medial (mais grossas) - São fibras que transmitem tato fino, propriocepção consciente, vibração. - Entram retas na medula e sobem direto até o bulbo (sem fazer sinapse na medula). - Formam dois fascículos nos funículos posteriores: ○ Fascículo grácil ○ Fascículo cuneiforme - Esses fascículos terminam no bulbo, nos núcleos grácil e cuneiforme, onde fazem sinapse pela primeira vez Fibras do grupo lateral (mais finas) - São responsáveis por transmitir dor, temperatura e tato grosso. - Entram na medula, fazem sinapse logo na substância cinzenta (na coluna posterior). - Depois o segundo neurônio cruza para o lado oposto da medula (comissura branca anterior). - E sobe até o tálamo pelos tratos espinotalâmicos. Além dessas vias principais, os colaterais das fibras da raiz dorsal também podem: - Fazer reflexos simples (monossinápticos) — como o reflexo patelar. - Fazer reflexos mais complexos (polissinápticos) — como o reflexo de retirada. - Ativar vias viscerais reflexas (como sudorese, vasodilatação).. Ou seja: uma mesma fibra sensorial pode participar de várias vias ao mesmo tempo TRATOS DA VIA ASCENDENTE Tratos ascendentes: - Modalidade: dor, tato, temperatura e cinestesia. - Receptor: exteroceptor, interoceptor, proprioceptor - Neurônio primário: gânglio da raiz dorsal (gânglio espinal) - Neurônio secundário: medula espinal ou tronco cerebral - Neurônio terciário: tálamo (complexo nuclear ventrobasal). - Término: córtex cerebral, córtex cerebelar ou tronco cerebral. 1. Trato Espinotalâmico (Lateral e Anterior) - Se divide em Lateral e Anterior. - Recebe estímulos de: ○ Dor e Temperatura (Lateral) ○ Pressão e Tato (Anterior) - 1º neurônio: gânglio espinhal. - 2º neurônio: corno posterior da medula. - Decussação: na comissura anterior da medula. - 3º neurônio: tálamo. - Destino final: córtex somatossensorial. 2. Trato Lemniscal Medial - Conduz informações de: ○ Propriocepção Consciente - permitesituar uma parte do corpo ou perceber seu movimento sem a visão ○ Tato Discriminativo (fino) ○ Vibração ○ Estereognosia - capacidade de perceber com as mãos um objeto sem usar a visão - 1º neurônio: gânglio espinhal. - Sobe ipsilateral pela coluna dorsal: ○ Fascículo grácil: estímulo dos membros inferiores e parte inferior do tronco. ○ Fascículo cuneiforme: estímulo dos membros superiores, parte superior do tronco e parte cervical. AESHA KARAJEH - XLV - 2º neurônio: bulbo (núcleo grácil ou cuneiforme). - Decussação: no bulbo, formando o lemnisco medial (via sensitiva ascendente). - 3º neurônio: tálamo. - Destino final: córtex somatossensorial. 3. Tratos Espinocerebelares Conduzem informação proprioceptiva inconsciente para o cerebelo, por meio dos receptores do fuso muscular e órgão tendinoso de golgi. a) Trato espinocerebelar posterior - Informações: propriocepção inconsciente - As fibras deste trato penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior. - Sobe ipsilateral até o cerebelo, ou seja, sem decussação. b) Trato espinocerebelar anterior - Informações: propriocepção inconsciente (com feedback motor). - As fibras deste trato penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior. - Decussam duas vezes: primeiro na medula, depois novamente antes de entrar no cerebelo → termina ipsilateralmente. VIA DESCENDENTE (EFERENTE) As vias descendentes são feixes de fibras nervosas responsáveis por conduzir comandos motores do encéfalo até a medula espinhal, de onde sairão os nervos periféricos que ativam os músculos esqueléticos. Elas se dividem em dois grandes sistemas funcionais: - Vias piramidais: envolvidas no controle voluntário, consciente e preciso da musculatura esquelética. - Vias extrapiramidais: que regulam movimentos automáticos, postura, equilíbrio e o tônus muscular, funcionando de forma integrada ao controle motor inconsciente. VIAS PIRAMIDAIS - As vias piramidais se originam principalmente no córtex motor primário, mas também recebem contribuições do córtex pré-motor e da área motora suplementar. - Sua principal função é o controle voluntário, fino e preciso da musculatura, especialmente dos músculos distais dos membros. 1. Trato corticoespinal - É a via mais importante do sistema piramidal. - As fibras motoras descem pela cápsula interna, atravessam o pedúnculo cerebral no mesencéfalo, passam pela ponte e chegam até o bulbo, onde formam as pirâmides bulbares. - Na decussação das pirâmides, cerca de 90% das fibras cruzam para o lado oposto, formando o trato corticoespinal lateral. Os 10% restantes seguem ipsilateralmente como trato corticoespinal anterior, cruzando apenas ao nível da medula espinhal, antes de inervar os motoneurônios. Funções específicas: - Trato corticoespinal lateral: controla a musculatura fina e distal, como das mãos e pés. - Trato corticoespinal anterior: atua na musculatura axial e proximal, como do tronco e cintura escapular/pélvica. VIAS EXTRAPIRAMIDAIS - As vias extrapiramidais não passam pelas pirâmides bulbares e se originam em núcleos subcorticais, como o núcleo rubro, os núcleos vestibulares, o colículo superior e a formação reticular. - São responsáveis pelo ajuste do tônus muscular, manutenção da postura, equilíbrio e AESHA KARAJEH - XLV coordenação de movimentos automáticos e reflexos. 1. Trato Rubroespinal: - Origina-se no núcleo rubro do mesencéfalo. - Participa da motricidade voluntária, mas no sentido de modular e coordenar os movimentos, já que seu núcleo tem ligação próxima com o cérebro. 2. Trato Tetoespinal: - Nasce no colículo superior do mesencéfalo e se projeta até os segmentos cervicais da medula. - Atua em reflexos motores de proteção da cabeça e do pescoço diante de estímulos visuais e auditivos. 3. Trato Vestibuloespinal: - Mantém o tônus muscular, equilíbrio corporal e o ajuste postural 4. Trato Reticuloespinal: - Essencial para os movimentos automáticos voluntários (ex: caminhar), além de auxiliar nos movimentos orientados por estímulos visuais e sonoros. INTEGRAÇÃO FUNCIONAL - O movimento voluntário resulta da integração entre vias piramidais e extrapiramidas. As vias piramidais iniciam e comandam o movimento, enquanto as extrapiramidas ajustam esse movimento. - Essas vias atuam em conjunto com estruturas moduladoras, como o cerebelo e os núcleos da base (gânglios da base), para garantir precisão e fluidez dos movimentos. LESÕES MEDULARES 1. Lesões no Nervo Periférico - O nervo periférico é misto, traz informações sensitivas para o H medular, por meio das radículas, e leva informações motoras para os músculos. - Lesões nesses nervos provocam: - Alterações motoras: perda da função motora, atrofia muscular, arreflexia, hipotonia/flacidez. - Alterações sensitivas: distúrbio da sensibilidade superficial (dor, temperatura), distúrbio da sensibilidade profunda (propriocepção e vibratória) e tátil ipsilateral. - 2. Lesão na Raiz Sensitiva - Distúrbio na sensibilidade superficial e profunda - Há preservação da função motora 3. Lesão na Raiz Motora - Perde-se as funções motoras e leva à atrofia muscular e arreflexia - Função sensitiva é preservada AESHA KARAJEH - XLV 4. Síndrome CentroMedular (Schneider) - Lesão da porção central da substância cinzenta da medula. - Estruturas afetadas: ○ Decussação das fibras do trato espinotalâmico lateral (dor e temperatura). ○ Fibras corticoespinais mais mediais. - Manifestações clínicas: ○ Fraqueza nos membros superiores, com preservação relativa dos membros inferiores. ○ Disestesia e Hipersestia nos membros superiores - sensibilidade excessiva. ○ Preservação da propriocepção e do tato fino (colunas posteriores intactas). - Explicação: ○ Fibras que vêm de regiões mais altas do corpo (como braços e pescoço) ficam mais medialmente . ○ Fibras dos membros inferiores ficam mais laterais. ○ Geralmente é uma lesão parcial, como se gera uma disfunção da via, ela não é destruída totalmente, mas sim irritada ou desorganizada. ○ Isso faz com que os estímulos sejam transmitidos de forma caótica ou exagerada ao cérebro. 5. Síndrome Medular Anterior (Khan) - Lesão da porção anterior da medula. - Estruturas afetadas: ○ Trato corticoespinal anterior → motor. ○ Trato espinotalâmico anterior → dor e temperatura. - Manifestações clínicas: ○ Perda da força bilateral abaixo da lesão (trato corticoespinal). ○ Perda da sensibilidade térmica e dolorosa bilateral abaixo da lesão (trato espinotalâmico). ○ Preservação do tato fino, vibratório e propriocepção (colunas posteriores intactas). 6. Síndrome Cordonal Posterior - Lesão das colunas posteriores da medula. - Estruturas afetadas: ○ Fascículo grácil e cuneiforme (colunas posteriores). - Manifestações clínicas: ○ Perda da propriocepção consciente, vibração e tato discriminativo. ○ Marcha atáxica (instabilidade ao andar). ○ Preservação da sensibilidade superficial e da função motora AESHA KARAJEH - XLV ○ Teste de Romberg positivo (perda de equilíbrio com olhos fechados). - Explicação: ○ A coluna posterior conduz informações proprioceptivas dos músculos e articulações → sem esse feedback, o paciente não consegue ajustar a postura e os movimentos com precisão. ○ O sistema motor pode estar preservado, mas os movimentos se tornam incoordenados por ausência de orientação sensorial. 7. Lesão do Corno Anterior - Lesão motora na porção ventral (anterior) da substância cinzenta da medula. - Estrutura Afetada: ○ Nele estão localizados os neurônios motores inferiores (α-motoneurônios - 2° neurônio motor), que saem pela raiz ventral e inervam diretamente os músculos esqueléticos. - Manifestações Clínicas: ○ Perda da força muscular ○ Arreflexiae Atrofia ○ Hipotonia ○ Sindrome do 2° neurônio 8. Síndrome da Hemissecção Medular (Brown-Séquard) - Lesão de metade da medula espinhal (direita ou esquerda), geralmente por trauma penetrante (ex: faca). - Estruturas afetadas: ○ Lado da lesão (Ipsilateral): → Trato corticoespinal lateral (motor). → Colunas posteriores (propriocepção, tato fino). ○ Lado oposto à lesão (Contralateral): → Trato espinotalâmico lateral (dor e temperatura). - Manifestações clínicas: ○ Ipsilateralmente: → Paralisia espástica abaixo da lesão (lesão do trato corticoespinal). → Perda de propriocepção, vibração e tato fino (lesão da coluna posterior). ○ Contralateralmente: → Perda de dor e temperatura. - Explicação: ○ As fibras do trato espinotalâmico cruzam logo ao entrar na medula, então a perda de dor e temperatura é do lado oposto. ○ Já o trato corticoespinal e as colunas posteriores não cruzam na medula, por isso os déficits motores e de propriocepção são do mesmo lado da lesão. AESHA KARAJEH - XLV 9. Síndrome Secção Medular Completa - Lesão de toda a medula espinhal transversalmente, geralmente em um segmento específico. - Perda de todas as vias de condução — motoras, sensitivas e autonômicas — são interrompidas simultaneamente. Na região cervical: Os nervos espinhais saem acima da vértebra correspondente. A partir de T1: todos os nervos espinhais saem abaixo da vértebra de mesmo número. Fibras do grupo medial (mais grossas) Fibras do grupo lateral (mais finas) 1. Trato Espinotalâmico (Lateral e Anterior) 2. Trato Lemniscal Medial a) Trato espinocerebelar posterior b) Trato espinocerebelar anterior VIAS PIRAMIDAIS 1. Trato corticoespinal Funções específicas: VIAS EXTRAPIRAMIDAIS INTEGRAÇÃO FUNCIONAL 1.Lesões no Nervo Periférico -O nervo periférico é misto, traz informações sensitivas para o H medular, por meio das radículas, e leva informações motoras para os músculos. -Lesões nesses nervos provocam: -Alterações motoras: perda da função motora, atrofia muscular, arreflexia, hipotonia/flacidez. -Alterações sensitivas: distúrbio da sensibilidade superficial (dor, temperatura), distúrbio da sensibilidade profunda (propriocepção e vibratória) e tátil ipsilateral. 2.Lesão na Raiz Sensitiva -Distúrbio na sensibilidade superficial e profunda 4.Síndrome CentroMedular (Schneider) -Manifestações clínicas: -Estruturas afetadas: -Explicação: 7.Lesão do Corno Anterior 8.Síndrome da Hemissecção Medular (Brown-Séquard) -Estruturas afetadas: -Manifestações clínicas: -Explicação: 9.Síndrome Secção Medular Completa