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NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 1 CONCEITOS BÁSICOS Tracto: conjunto de fibras nervosas que têm em comum origem, destino e função; ex: tracto espino- talamico lateral – origem na medula, destino tálamo e função que é conduzir impulsos relativos a temperatura e dor. Fascículo: determinados tratos que, por tradição, são assim chamados; conjunto de fibras nervosas que têm em comum origem, destino e função. Lemnisco: tratos sensitivos que têm como destino o tálamo. Alguns tratos se agrupam para compor lemniscos e finalmente chegar no tálamo, que é um intermediário das funções sensitivas, por meio dos lemniscos. Funículo: subst. Branca, uma porção da seação transversal da medula espinal. Subst. Cinzenta: cornos: ME. Decussação: troca de lado de um trato longo. Comissura: feixe de fibras que conecta os dois lados do sistema nervoso. Núcleos: aglomerados de neurônios dentro do SNC. Localizados profundamente a subst. Branca dos hemisférios cerebrais. TRONCO ENCEFÁLICO Tronco encefálico: bulbo, ponte, mesencéfalo e formação reticular. Localização: Superiormente a medula espinal. Anteriormente ao cerebelo e ao IV ventrículo. Inferiormente ao diencéfalo. Posteriormente ao osso esfenoide. Funções: via de passagem de informações motoras e sensitivas. Emergência de 10 dos 12 pares de nervos cranianos, intimamente associado com a cabeça e pescoço, pois a maior parte dos nervos cranianos relacionam com a inervação superior. Formação reticular: Rede de fibras e corpos de neurônios, que preenche o espaço situado entre os núcleos e tratos mais compactos. Uma de suas funções é conter pequenos núcleos controladores de funções vitais. Ex: mastigação, deglutição, centro vasomotor, centro respiratório. Em alguns casos, a hipertensão pode ser causada por centros reguladores do bulbo. Núcleos e cornos são semelhantes: Núcleo - TE; Corno – ME. Os núcleos tem substancia cinzenta homóloga a da medula, pois formam nervos periféricos. Mas também tem a substância cinzenta própria do tronco encefálico. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 2 Sentido dos tratos e fascículos na medula: longitudinal. Axônios no sentido transverso e fibras longitudinais e transversais. Assim os tratos e núcleos formam relevos visíveis, como as olivas que são formadas pelo núcleo olivar inferior. O tracto córtico-espinal responsável pela motricidade voluntária, tem fibras no bulbo que se destaca, formando as pirâmides. BULBO Bulbo ou medula oblongua. É considerado uma continuação da medula. LIMITES: Inferior: forame magno. Superior: sulco bulbo-pontino. Anteriormente: cerebelo e IV ventrículo. Repousa sobre o osso occipital. Estrutura no formato de losango pega a maior parte do bulbo e a maior parte posterior da ponte é o assoalho do IV ventrículo que possui vários relevos e depressões, observa-se um sulco mediano do IV ventrículo que seria a projeção do sulco mediano posterior, eminencia medial, colículos faciais (local onde tem fibras do nervo facial envolvendo núcleos do nervo abducente). Questão de prova: paciente acordou com hipotonia da face direita (esquerda que puxa) e estrabismo convergente no olho direito. Se tem associação de abducente com facial, e é agudo, o problema aconteceu no colículo, pois há fibras do facial envolvidas pelo abducente, e a destruição do colículo gera paralisia facial e estrabismo convergente. O sulco limitante limita a eminencia medial que é sensitivo e motor. Trígono do hipoglosso: motricidade da língua. Trígono do vago: inervação parassimpática dos órgãos. Nos recessos laterais há os forames de luschka nas laterais por onde o líquor sai do IV ventrículo para ir para o espaço subaraquinoideo e no meio passam pelo forame de mangedie. Área vestibular (núcleos): informações do circuito do equilíbrio. Estrias medulares: associados ao circuito da audição. Locus ceruleus: escuro. Tronco encefálico é de coloração azul por conter neuromelanina e é o principal produtor de noradrenalina. FUNÇÕES: NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 3 Ativação do sistema nervoso simpático: por causa da noradrenalina. Participam ativamente do circuito do sono. Associado ao estresse, pânico e desenvolvimento de doenças psicomotoras como síndrome do pânico, na qual ele está danificado e produz mais nora. ANATOMIA DO BULBO: Região anterior: Cerca de 75 a 90% das fibras do tracto córtico- espinal se cruzam na decussação das pirâmides, depois que se cruzam, são chamadas de córtico- espinal lateral, e as que não cruzam são as córtico- espinal anterior, que cruzam na medula. Esses dois cruzamentos definem que o lado direito é comandado pelo lado motor esquerdo do cérebro e vice-versa. Lesões da via piramidal depois que passou a decussação das pirâmides, ou seja, na medula, o comprometimento é ipsilateral, pois, as fibras que cruzam na medula são 10%, ou seja, imperceptível. Lesão antes da decussação das pirâmides há comprometimento contra-lateral. Oliva: recebem informações do córtex da medula e do núcleo rubro e encaminham as informações para o cerebelo através do pedúnculo cerebelar médio que carreiam as fibras das vias espinocerebelar posterior e olivocerebelares que estão relacionados ao aprendizado motor, como aprendizado e aprimoramento da escrita. Região posterior: Sulco mediano posterior: não se prolonga até o final do bulbo, ele se abre lateralmente nos lábios laterais e do assoalho do IV ventrículo. Continua tendo sulco intermédio posterior que divide os fascículos em grácil e cuneiforme. Fascículo grácil e cuneiforme: terminam no bulbo fazendo conexões com corpos de neurônios que NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 4 cruzam seus axônios e vão até o tálamo. Terminam no tubérculo grácil, onde começa mais uma rede de neurônios que é o tubérculo cuneiforme, onde começa outra rede de neurônios que se cruzam e a nova continuação dos dois tubérculos é o lemnisco medial. Nervos cranianos com emergência no bulbo: glossofaríngeo (IX), vago (X), acessório (XI) e hipoglosso (XII). Do sulco lateral posterior saem em sequência o glossofaríngeo, vago e acessório. Do sulco lateral anterior sai o hipoglosso entre a pirâmide e a oliva. Principais funções: GLOSSOFARÍNGEO (IX): Trajeto: até o forame jugular. Inerva a região da língua (sensibilidade geral e gustativa do terço superior), faringe, úvula, tuba auditiva. Sensibilidade e motricidades dos órgãos da cavidade bucal e a faringe. A ordem sairá do núcleo ambíguo relacionado a função da deglutição. Musculo estilo-faríngeo. Inervação autônoma parassimpática da glândula parótida contribui para a salivação. Participa do trato solitário que envia vias sensitivas da gustação, respiração, então ajuda a carrear informações referentes a alteração de CO2. Nervo misto. NERVO VAGO (X): Núcleo: bulbo, existe o núcleo dorsal do vago, mas também haverá fibras do núcleo ambíguo, contribuindo para o nervo vago, principalmente para inervação motora da faringe e da laringe no que se refere ao ato de deglutir. Trajeto: até o forame jugular. Inervação motora e sensitiva da faringe e da laringe. Inervação parassimpática de órgãos localizados no pescoço, tórax (coração, brônquios) e parte do abdômen (peristaltismo). Inervação sensitiva no ouvido, couro cabeludo e dura-máter. Ação do vago: fabricação de suco gástrico. O uso de estimuladores do nervo vago paracombater epilepsia refratária, de difícil controle que não cederam ao tratamento medicamentoso. Coloca-se um estimulador do nervo vago com bateria implantada. NERVO ACESSÓRIO (XI) : Núcleo: bulbo e medula. Trajeto: até o forame jugular. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 5 Inervação da faringe, e um pouco da laringe. Inervação somática de alguns músculos do pescoço, principalmente esternocleidomastóideo e trapézio. Se um paciente tiver secção ou lesão do acessório, a repercussão desse paciente vai ser ombro caído por perder sustentação desses músculos. Raiz craniana: motor. Raiz espinal: acompanha o nervo vago. NERVO HIPOGLOSSO (XI I): Núcleo: bulbo. Trajeto: até o canal do hipoglosso. Função: motricidade da língua. NÚCLEOS DO BULBO: Substância cinzenta homóloga à medula – relacionada com formação dos nervos cranianos. Núcleo ambíguo: emite fibras eferentes relacionadas a formação do nervo glossofaríngeo, vago e acessório. Relacionado a inervação do palato e da faríngeo, intimamente associado com a função de deglutição. Núcleo do hipoglosso: formação de fibras eferentes do nervo hipoglosso, relacionado a movimentação da língua. Núcleo dorsal do vago: emite fibras eferentes do nervo vago, relacionado a inervação pneumogástrica, do coração, inervação parassimpática dos órgãos. Núcleo salivatório inferior: fibras eferentes que vão formar o glossofaríngeo e vai inervar a glândula parótida, ajudando na salivação. Núcleo vestibular (bulbo e ponte): aferência do vestíbulo-coclear e participa do circuito do equilíbrio. Núcleo do trato solitário: fibras aferentes do glossofaríngeo e do vago, relacionado a gustação. Núcleo do trato espinal do trigêmeo: espinal porque tem semelhança anatômica com uma substancia gelatinosa da medula. Recebe fibras do trigêmeo que é sensibilidade geral da face e fibras do fácil, glossofaríngeo e vago, relacionando-se com a sensibilidade do pavilhão auditivo. A literatura dá um exemplo de uma pessoa que está tomando um sorvete de morango. 1. Indivíduo na sorveteria, conversando, de pé, e pede o sorvete. Está mantendo a postura em pé, eu estou com manutenção de equilibro e postura, usa circuito/núcleo vestibular. 2. Indivíduo falando com a atendente que quer um sorvete de morango, precisa movimentar a língua. Qual núcleo está acionado? O hipoglosso. 3. Colocou a língua para fora: hipoglosso. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 6 4. Encostou no sorvete percebi que ele tá gelado: trato espinal do trigêmeo, porque é sensibilidade térmica. 5. Sentiu gosto de morango: núcleo do trato solitário. 6. Salivou por causa da atividade: núcleo salivatório inferior. 7. Engoliu o sorvete: núcleo ambíguo. 8. Está vivendo, tendo reações simpáticas e parassimpáticas: núcleo dorsal do vago. Substância cinzenta própria: núcleos isolados do bulbo. São tubérculo grácil e cuneiforme que se continua, com o lemnisco medial. Núcleo olivar superior: aprendizado e aprimoramento de técnicas motoras. Colocar o restante, referente aos da medula. Substância Branca: Principais fibras ascendentes posteriores ou laterais. Fascículo grácil e cuneiforme: propriocepção consciente (refere-se a capacidade que o corpo tem para avaliar qual posição se encontra para ter o melhor equilíbrio, tanto quando está parado quanto quando faz movimentos ou realiza grandes esforços), tato discriminativo (tamanho, textura dos objetos, e dois pontos), sensibilidade vibratória (sensibilidade é a capacidade de reconhecer as vibrações de um diapasão aplicado ao osso ou de uma corrente farádica à pele) e estereognosia (capacidade de reconhecer, pela percepção táctil, a natureza, forma e propriedades físicas dos objetos). Tracto espino-talâmico anterior: tato protopático (grosseiro, lento e impreciso) e pressão. Tracto espino-talâmico lateral: temperatura e dor aguda. Tracto espino-cerebelar anterior: propriocepção inconsciente, modular o trato córtico-espinal. Tracto espino-cerebelar posterior: propriocepção inconsciente (mov. repetitivos). Exceção: as fibras olivo-cerebelares e espino- cerebelar posterior sobem no pedúnculo cerebelar inferior e entram nele, carregam informações proprioceptivas, mas tem relação com a atividade motora, então também tem trajetos com as fibras motoras. As principais descendentes: Tracto córtico-espinal: anterior e lateral. Tracto córtico-nuclear: sai de áreas motoras do córtex fazendo conexões com núcleos motores dos pares cranianos (glossofaríngeo, vago, acessório e NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 7 hipoglosso). Função depende da conexão que faz com núcleo motor de nervo. Trato tecto-espinal: Tracto rubro-espinal: Tracto vestíbulo-espinal: Tracto retículo-espinal: Tracto solitário: tem via descendente, mas é totalmente sensitivo, chaga no tronco encefálico e faz trajeto descendente, está relacionado com gustação. Tracto espinal do trigêmeo (sensitivo): relacionado com sensibilidade geral da face, dor, temperatura, etc. Fibras de associação: axônios que não ultrapassam o órgão, ou seja, não ultrapassam o tronco encefálico. Fascículo longitudinal medial é um tracto localizado dentro do tronco encefálico e faz conexão com alguns núcleos, como o oculomotor, troclear, abducente e acessório, dessa forma tem intima relação com o tecto-espinal, pois, em suas conexões ajudam comandar os movimentos dos olhos em relação aos movimentos da cabeça e vice-versa. Ex: paciente com desvio da face direita e lado esquerdo hipotônico, é lesão de tronco encefálico. Lesões de tronco encefálico geralmente tem como causas: vasculares (trombos dentro de artérias), estenose, tumores, pancadas/traumas e lesões degenerativas. SÍNDROME DE DÉJÉRINE: Possível causa: trombose da artéria espinal anterior que contribui para irrigação anterior do bulbo. Oclusão de ramos paramedianos das artérias vertebral e basilar. Pequenos ramos da região anterior sofrem obstrução, essa síndrome começa a lesionar a área das pirâmides bulbares (tracto cortico-espinal lateral ou tracto piramidal responsável pela motricidade), o núcleo do hipoglosso (lesado pq a artéria espinal anterior é responsável pela irrigação da parte anterior, se prolongando para parte medial, além disso, as fibras do hipoglosso se projetam anteriormente, entrando na zona de irrigação da artéria espinal anterior), lemnisco medial (junção dos fascículos grácil e cuneiforme, portanto, propriocepção consciente, tato discriminativo, sensibilidade vibratória e estereognosia) e o núcleo olivar inferior. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 8 Paciente cursa com hemiparesia esquerda e hipotonia da língua no lado direito. Déficit motor abaixo do pescoço, contra-lateral, por lesão da pirâmide bulbar, antes que haja o cruzamento na decussação da pirâmide. Déficit motor da língua, ipsilateral, pois via de regra, lesão de NC é do mesmo lado. Déficit de propriocepção e tato epicrítico, contralateral pela lesão no lemnisco medial. Lesão bulbar anterior PACIENTE QUE SOFREU AVE com padrão hemiparético, sem conseguir movimentar aquele membro, utiliza-se o sinal de babinski – lesão no neurônio motor superior. SÍNDROME DE WALLEMBERG: Possível causa: trombose da PICA (artéria cerebelar póstero-inferior) que nutre o pedúnculo cerebelar inferior (liga cerebelo ao bulbo, então terá algum prejuízo da coordenação domovimento), tracto espinal do trigêmeo e seu núcleo(sensibilidade), tracto espino-talâmico lateral (sensações de temp. e dor), núcleo ambíguo(deglutição). Quadro clínico: incoordenação ipsilateral (lesão do pedúnculo cerebelar inferior – vão ter fibras espino-cerebelar posterior e olivocerebelar, cruzamento duplo no tracto córtico-espinal). Déficit sensibilidade térmica e dolorosa da face, ipsilateral (lesão do tracto espinal do trigêmeo). Déficit sensibilidade térmica e dolorosa do corpo, contralateral (tracto espino-talâmico lateral). Dificuldade para deglutição e fonação. Horner (prejuízo do sistema simpático que tem elementos na região dorsolateral do bulbo, problemas na inervação simpática do globo ocular, então terá queda da pálpebra, miose e enoftalmia – globo ocular retraído para dentro). PICA é um ramo importante que nasce antes da artéria vertebral se uma a outra artéria vertebral para compor a artéria basilar. PONTE: Anatomia: NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 9 Inferiormente ao mesencéfalo. Superiormente ao bulbo. Anteriormente ao cerebelo. Posteriormente ao osso esfenoide. LIMITES: Limite inferior: sulco bulbopontino. Limite superior: sulco pontomensencefálico. Na ponte os axônios tem sentido transversal, estrias transversais da ponte. Em conjunto recebem o nome de estrias transversais com poucas fibras longitudinais que vão para o cerebelo. Tem 3 partes distintas, a base que é anterior, o centro que é o tegmento e a parte de trás aplanaida é assoalho do IV ventrículo. Essa sequencia se refere a anterior para posterior. O sulco basilar é um acidente anatômico pelo qual passar a artéria basilar. Nervos relacionados ao V, VI, VII e VIII emergem da ponte. NERVO TRIGÊMEO (V): Núcleo: ponte (principal) – sensitivo. Núcleo motor. Extensão do nervo superior: núcleo mesencefálico, do trigêmeo e extensão do núcleo inferior: núcleo espinal do trigêmeo. Origem aparente: entre a ponte e o pedúnculo cerebelar médio. Trajeto: ângulo ponto-cerebelar – gânglio de gasser (gânglio antes dele bifurcar em 3) – trifurcação. Forame: fissura orbitária superior (oftálmico), forame redondo (maxilar), forame oval (mandibular). Se divide em três partes: oftálmica, maxilar e mandibular. Carreia informações de sensibilidade geral da face e cavidades, e realiza inervação motora dos quatro músculos da mastigação: temporal, masseter e pterigoides lateral e medial, além de alguns supra-hioideos: milo-hióideo e ventre anterior do digástrico. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 10 Sensibilidade da face(cefaleia), dentes, meninges, córneas e sensibilidade dos 2/3 superiores da língua. Do sulco bulbopontino temos 3 nervos: abducente (mais medial), facial e vestíbulo-coclear. Dois desses, emergem no ângulo pontino-cerebelar (ângulo entre ponte e cerebelo). SÍNDROME DO ÂNGULO PONTO-CEREBELAR: tumor nesse ângulo que comprime o vestíbulo-coclear (VIII) e facial (VII). Os sintomas são: alteração do equilíbrio (como se estivesse com labirintite), audição(chiado) e paralisia facial. NERVO ABDUCENTE (VI): Forma o conjunto com o III nervo do oculomotor e IV nervo troclear, porque esses 3 nervos atuam na motricidade ocular extrínseca, movimentando o globo ocular para que possamos realizar miradas nos órgãos dos sentidos. Oculomotor: olhar para cima, para baixo e medialmente. Troclear: para dentro e para baixo Abducente: para lateral. Origem aparente: aspecto mais medial do sulco bulbo-pontino. Trajeto: seio cavernoso (interior). Forame pelo qual ele deixa a cavidade craniana e adentra a órbita para inervar o músculo reto lateral é a fissura orbitária superior. Alvo: músculo reto lateral. Prática: se uma pessoa tem uma lesão de abducente, ela fica com um olho para frente e o outro com estrabismo convergente e uma diplopia, ou seja, a pessoa vai enxergar o mesmo objeto 2 vezes. Tumor na fossa posterior, comprimindo o assoalho do IV ventrículo, próximo ao núcleo do nervo abducente capaz de provocar a lesão como anterior. - Motor somático NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 11 NERVO FACIAL (VII): Sensitiva, motora e autônoma. Origem aparente: sulco bulbo-pontino (lateral VI). Trajeto: ângulo ponto-cerebelar. Entra pelo meato acústico interno e sair pelo forame estilomastoideo e a partir disso, atravessa a glândula parótida e se divide para inervar a musculatura da face e promover a motricidade da face e mimica facial. Função: mímica facial e sensibilidade do pavilhão auditivo e gustativa 2/3 anteriores da língua. Eferente visceral geral e especial e aferente visceral especial. Núcleo do facial vão para atrás, circundam o núcleo do abducente e se dirigem anteriormente para ter sua origem aparente no sulco bulbo- pontino. Autônoma: vai para as glândulas como lacrimais, nasais e salivares (submandibular e sublingual), está relacionada com a produção e secreção. PARALISIA FACIAL Central: acometida a área motora da frace no córtex cerebral, é mais grave, apesar da manifestação clínica ser mais leve. Paralisia da parte inferior da face, desvio de comissura da boca, mas consegue enrugar a testa e até fechar os olhos. NERVO VESTÍBULO-COCLEAR (VIII): Origem aparente: sulco bulbo-pontino lateral ao VII. Acompanha o nervo facial no seu trajeto no ângulo ponto cerebelar e penetra no meato acústico interno, só que ele permanece no osso temporal. Forame: meato acustivo interno. Função equilíbrio (vestíbulo) e audição (cóclea). SCHWANNOMA VESTIBULAR: natureza dele vem das células de schwann e ele afeta a divisão vestibular do nervo vestíbulo- coclear. Ele adentra o meato acústico interno acompanhando o tumor/ nervo no ângulo ponto- cerebelar. Vias descendentes: Tracto córtico-espinal: fibras originadas no córtex cerebral que passam no bulbo em trânsito para medula, ocupando as pirâmides bulbares. Ao nível da decussação das pirâmides, uma parte das fibras se cruzam e constitui o tracto córtico-espinal lateral. Na base da ponte o tracto córtico-espinal forma vários feixes dissociados, não tendo a estrutura compacta que apresenta nas pirâmides do bulbo. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 12 Tracto córtico-espinal lateral: até a medula sacral. Tracto córtico-espinal anterior: pouco antes de terminar, cruzam o plano mediano e terminam em neurônios motores situados do lado oposto aquele no qual entram na medula. Suas fibras penetram na coluna anterior e termina mais ou menos ao nível da medula torácica. Os 2 tractos controlam a motricidade de forma voluntária. Tracto córtico-nuclear: constituído por fibras originadas no córtex cerebral e que terminam em núcleos motores do tronco encefálico. No caso do bulbo estas fibras terminam nos núcleos ambíguo e do hipoglosso, permitindo o controle voluntário dos músculos da laringe, da faringe e da língua. No caso da ponte, os núcleos do facial, trigêmeo e abducente. As fibras destacam-se do tracto á medida que se aproximam de cada núcelo motor, podendo terminar em núcleos do mesmo lado e do lado oposto. Tracto córtico-pontino: ajuda a formar a via ponto- cerebelar – relacionada com a intenção dos movimentos. NÚCLEOS: Homólogos: Cocleares: recebem aferencia do nervo vestíbulo- coclear – participam do circuito da audição. Vestibulares: superior e dorsal – circuito do equilíbrio. Núcleos do nervo facial: vai para os músculosda mimica facial. Núcleo salivatório superior e lacrimal: emite aferencia autônoma que vai inervar glândula lacrimal, nasal, submandibular e sublingual. DOENÇA DE SJOGREN: pode ser causado por lesão facial e a pessoa tem xeroftalmia (ressecamento do globo ocular) e xerostomia (boca seca), núcleos do nervo trigêmeo relacionado com a sensibilidade da face e núcleo motor relacionado a mastigação. Lesão de par de nervo craniano, a paralisia facial é periférica e ipsilateral. Paralisia central é contralateral. MILLARD-GUBLER: acomete a região da base da ponte, e lesa principalmente o tracto corticoespinal e a região onde emerge o nervo abducente. Sintomas: hemiparesia contralateral e alterações do nervo abducente ipsilateral, ou seja, terá estrabismo convergente e diplopia. Síndrome do terço médio da base da ponte: acomete o tracto corticoespinal e o trigêmeo. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 13 Sintomas: hemiparesia contralateral e alteração da sensibilidade ipsilateralmente. MESENCÉFALO: Constituído de 3 partes: base, tegmento e tecto (de anterior para posterior). LOCALIZAÇÃO: Superiormente a ponte. Inferiormente ao diencéfalo. LIMITES ANATÔMICOS: Inferior: sulco ponto mesencefalico. Superior: não existe limite definido, então tracejam uma linha imaginária dos corpos mamilares até a comissura posterior. Região da frente é a base do mesencéfalo também chamada de pedúnculo cerebral. É constituído por fibras motoras: tracto córtico- espinal, córtico-nuclear com pedúnculo cerebelar. Aqueduto cerebral: é um tubo que faz conexão do III com IV ventrículo, permitindo a passagem de líquor. SÍNDROME DE WILSON: as 3 estruturas ficam evidenciadas, sendo perceptível na tomografia. DOENÇA DE PARKISON: A substancia negra faz conexões muito importantes com o circuito do movimento, então principalmente os núcleos do cérebro chamados em conjunto de triátlon. Além de conter dopamina. E participam do circuito nigroestrial. Perca de cerca de 50 a 70 % da substancia negra, ou seja, tem diminuição significativa da dopamina, principalmente no circuito nigroestrial. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 14 Sintomas: bradicinesia (lentidão dos movimentos), tremor de repouso e rigidez muscular. O medicamento utilizado é a L-dopa (precursor de dopamina que passa na barreira hematoencefálica), é ministrada para retardar a doença. Reflexo mentual. Pedúnculos – fossa interpeduncular. Laterais dos pedúnculos – sulco lateral do mesencéfalo e na parte medial o sulco medial do pedúnculo, é dele que emerge o III par de nervo craniano, oculomotor. Na fossa interpedúncular: substancia perfurada posterior (é posterior porque existe a substância perfurada anterior, localizada no cérebro). As 2 são reponsaveis pela passagem de veias e artérias. Colículo superior: envolvido com visão e consequente conexões com o nervo oculomotor (contrição da pupila) e tracto tecto-espinal e que começa na cabeça e ajuda a controlar os movimentos da cabeça em relação ao globo ocular. Colículo inferior: relacionado com o circuito auditivo, ou seja, informação chegando no vestíbulo-coclear, dos núcleos cocleares, sobem pelas estrias transversas do assoalho do IV ventrículo faz conexão com o colículo inferior, parte cruza, parte não cruza e joga para o tálamo que encaminha para o lobo temporal (área de processamento). Nervo vestíbulo-coclear, faz conexões com os núcleos cocleares, passando por estrias que cruzam, parte não, do colículo inferior vai subir para o tálamo e jogar para o lobo temporal, até virar som. A INFORMAÇÃO AUDITIVA PASSA ASSIM: Colículo inferior -> braço do colículo inferior -> corpo geniculado medial do tálamo. O colículo inferior recebe informações das fibras auditivas que sobem pelo lemnisco medial, ele manda fibras para o tálamo, através do seu corpo geniculado medial, braço do colículo inferior e subir para a região temporal. No ouvido interno recebe informações da audição que sobe pelo nervo vestíbulo-coclear, faz conexão com os núcleos cocleares no assoalho do IV ventrículo. Passa através das estrias medulares fazendo conexões com outra região, informações sobem pelo lemnisco lateral e medial, que é a contrição dos tubérculos. O lemnisco lateral leva informações para o colículo inferior, parte dessas fibras fazem conexão ipsilateral e outra contralateral, depois sobe para o braço do colículo inferior até chegar no corpo geniculado medial para o tálamo, e finalmente para o lobo temporal. INFORMAÇÕES VISUAIS: NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 15 Colículo superior (formado por substância cinzenta e branca – núcleos mesclam as fibras – recebem fibras vindas da retina) -> braço do colículo superior (passando pelo tracto óptico) -> corpo geniculado lateral do tálamo. Informações voltam para o cérebro pelo trato geniculocalcarino, então forma a visão. Recebe informações de volta pelo córtex occipital, através do tracto tectoespinal que ajuda a controlar os movimentos do globo ocular com movimentação da cabeça. Circuito visual: captei a luminosidade com a retina que tem células nervosas do nervo óptico. O nervo óptico cruza parcialmente uma região chamada de quiasma óptico, informação segue pelo trato óptico que é a continuação até chegar no tálamo, onde se encontra o corpo geniculado lateral, parte dessas informações podem subir de novo, quando desce através do braço do colículo superior, para o colículo superior que vai fazer conexões com o oculomotor (III) e formar o trato tectoespinal que vai controlar movimentos de cabeça em relação a estímulos visuais. Através do tracto geniculocalcarino envio a informação adquirida no olho para virar imagem no lobo occipital. Através da imagem pode retornar essa informação até chegar no colículo superior e virar tectoespinal que controla movimentos da cabeça em relação aos estímulos visuais. Imagem temporal contralateralmente. Imagem nasal ipsilateralmente. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 16 SE UM PACIENTE LESAR O NERVO ÓPTICO DO LADO DIREITO: não vai captar informação temporal e nassal do lado direito. SE TENHO LESÃO DEGENERATIVA QUE PEGOU APENAS O QUIASMA ÓPTICO: não vai conseguir processar as informações do campo temporal, mas o nasal vai passar porque ela segue direto. SE TIVER SECÇÃO DO TRATO ÓPTICO: não conseguirá enxergar a visão temporal de um lado e nem a visão nasal do outro, fica borrado. As fibras que ligam o mesencéfalo ao cerebelo passam através do pedúnculo cerebelar superior, unindo o pedúnculo cerebelar superior de lado do outro. Todas essas estruturas ajudam a formar o teto do IV ventrículo. O véu medular superior é uma membrana que recobre os 2 pedúnculos cerebelares superiores. NERVO OCULOMOTOR (II I): Origem: sulco medial do pedúnculo cerebral na fossa interpedúncular. Trajeto: fossa interpeduncular – seio cavernoso. Forame: fissura orbitária superior. Função: inerva o globo ocular, tem inervação somática e autônoma. Somática vai para os músculos: reto superior, reto inferior, reto medial e obliquo inferior do olho. Faz movimento para cima, para baixo e para medial. Outras fibras somáticas vão para o levantador da pálpebra. Parte autônoma inerva músculo ciliar e esfíncter da pupila, que faz miose. Clínica: pálpebra caída e a outra normal, pode ser lesão em parte do abducente que gera ptose palpebral.Para avaliar morte cerebral, existe um protocolo, por exemplo, 2 neurologistas avaliam o paciente de 6 em 6 horas, sem ter contato um com o outro, durante 3 vezes. Uma das principais avaliações é o reflexo córneo-palpebral – fechamento pelo orbicular do olho (aferência V e eferência VII), NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 17 porque é referente ao tronco encefálico, que é um dos últimos a apagar, no mesencéfalo está o centro de consciência. NERVO TROCLEAR (IV): ajudante do oculomotor. Origem aparente: véu medular superior. Trajeto: circunda o pedúnculo cerebral – seio cavernoso. Forame: fissura orbitaria superior. Alvo: músculo oblíquo superior, ajudando da movimentação dos olhos para baixo e para medial. Moto somático. Sinais de lesão do oculomotor: estrabismo divergente e vertical.; midríase fixa (pupila dilatada); ptose palpebral (lesão direta no músculo, se for causa do nervo é abducente VI) por causa do estrabismo e diplopia. Na frente do tecto tem uma área de conexão com o oculomotor responsável por realizar miose. PEDÚNCULO CEREBRAL É FORMADO POR 3 TRATOS MOTORES: Tracto cortico-espinal lateral: Tracto córtico-espinal anterior: Tracto córtico-nuclear: vai para os núcleos motores dos nervos cranianos. Tracto córtico-contínuo: sai da área motora e faz conexão com núcleos da ponte. NÚCLEOS HOMÓLOGOS: Núcleo do nervo troclear: relacionado a função do nervo troclear que é a movimentação do nervo ocular para baixo e para medial. Núcleo do nervo oculomotor: parte somático para cima, para baixo e para medial, eleva a pálpebra e faz reflexo de miose. Núcleo mesencefálico do trigêmeo: sensibilidade da face. VIAS: Tracto corticoespinal Tracto cortico nuclear Tracto corticocontínuo Tracto tectoespinal Tracto rubroespinal VIAS ASCENDENTES: Lemnisco medial: todas as movimentações relacionadas ao fascículo grácil e cuneiforme. Lemnisco lateral: participa do circuito Lemnisco trigemial: sensibilidade da face. o pedúnculo cerebelar anterior vai receber principalmente vias do tracto espinocerebelar anterior. NEUROANATOMIA – MEDICINA UNEC BRUNELE ALVES 18 Via de associação. Fascículo longitudinal medial. SINDROME DE WEBBER: lesão vascular, tumoral ou inflamatórias que causa degeneração da parte anterior da base do mesencéfalo, onde passam os tractos motores, principalmente o cortico-espinal. Sintomas: hemiparesia contralateral (pq o tracto cortico- espinal cruza na decussação das pirâmides), alteração do oculomotor – estrabismo vertical ou divergente, diplopia, ptose palpebral e midríase fixa. Sindrome piramidal cruzada pq a hemiparesia é cruzada e a lesão do oculomotor é ipsilateral. SÍNDROME DE BENEDIKT: lesão do nervo rubroespinal com alteração de movimentação distal, por causa desse tracto, e lesão do tracto corticoespinal, portanto com hemiparesia contralateral. CONCEITOS BÁSICOS Tronco encefálico BULBO Limites: Funções: Anatomia do bulbo: Glossofaríngeo (IX): Nervo vago (X): Nervo acessório (XI): Nervo hipoglosso (XII): Núcleos do bulbo: Síndrome de Déjérine: Síndrome de wallemberg: PONTE: Limites: Nervo trigêmeo (V): Nervo abducente (VI): Nervo facial (VII): Paralisia facial Nervo vestíbulo-coclear (VIII): Schwannoma vestibular: Núcleos: Doença de Sjogren: Millard-Gubler: Mesencéfalo: Localização: Limites anatômicos: Síndrome de Wilson: Doença de parkison: A informação auditiva passa assim: Informações visuais: Nervo oculomotor (III): Nervo troclear (IV): Pedúnculo cerebral é formado por 3 tratos motores: Núcleos homólogos: Vias: Vias ascendentes: Sindrome de webber: Síndrome de Benedikt: