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Processo inflamatório 
1. Fase Inflamatória (ou Exsudativa) – 1º ao 4º dia
Objetivo: conter o dano e iniciar o processo de reparo.
A fase inflamatória começa imediatamente após a lesão e tem duração de alguns dias. Os principais eventos 
são:
Eventos principais:
Hemostasia (estancamento do sangramento)
Ocorre vasoconstrição temporária, reduzindo a perda de sangue.
As plaquetas se agregam na área da lesão e formam um tampão plaquetário.
A coagulação sanguínea é ativada, formando uma rede de fibrina que estabiliza o coágulo e 
impede o sangramento.
Resposta inflamatória
Após a hemostasia, ocorre vasodilatação mediada por histamina, prostaglandinas e outros 
mediadores inflamatórios.
Aumento da permeabilidade vascular, permitindo a saída de células e proteínas para o local da 
lesão.
Neutrófilos chegam primeiro e realizam fagocitose, removendo microrganismos e detritos 
celulares.
Macrófagos substituem os neutrófilos após 48 horas e continuam a fagocitose. Além disso, 
liberam fatores de crescimento que estimulam a fase proliferativa.
Sinais clínicos (sinais de inflamação)
Rubor (vermelhidão) – devido ao aumento do fluxo sanguíneo.
Calor – pelo aumento da vascularização e metabolismo celular.
Edema – pelo extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos.
Dor – causada pela liberação de substâncias inflamatórias, como prostaglandinas.
Perda de função – devido ao edema e dor.
Se a inflamação for eficiente, a lesão entra na próxima fase de reparo. Caso contrário, pode evoluir para 
inflamação crônica, retardando a cicatrização.
2. Fase Proliferativa (ou Fibroblástica) – 4º ao 21º dia
Objetivo: reconstrução do tecido lesado.
Nesta fase, as células começam a reconstruir o tecido. Os principais processos são:
Proliferação de fibroblastos
Os fibroblastos migram para a área da lesão e começam a produzir colágeno tipo III, uma 
proteína essencial para a sustentação do novo tecido.
Angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos)
Fatores de crescimento (como VEGF) estimulam a formação de novos vasos sanguíneos, 
garantindo oxigênio e nutrientes para a regeneração.
Reepitelização
Queratinócitos da borda da lesão migram para o local e começam a se multiplicar, cobrindo a 
área danificada.
Formação do tecido de granulação
O tecido de granulação é um tecido novo, altamente vascularizado e rico em fibroblastos e 
macrófagos, que auxilia na cicatrização.
Resultado: ao final da fase proliferativa, a lesão está preenchida com tecido de granulação e coberta por 
epitélio, mas ainda frágil e sujeito a rupturas.
3. Fase de Remodelação (ou Maturação) – 21º dia até meses/anos
Objetivo: fortalecer e reorganizar o tecido cicatricial.
Nesta fase, ocorre o amadurecimento da cicatriz, tornando-a mais resistente. Os principais processos são:
Substituição do colágeno
O colágeno tipo III (mais frágil) produzido na fase proliferativa é substituído pelo colágeno tipo 
I, que confere maior resistência ao tecido.
A organização das fibras colágenas ocorre ao longo das linhas de tensão da pele.
Diminuição da vascularização
Os vasos sanguíneos em excesso são reabsorvidos, deixando a cicatriz mais pálida.
Contração da ferida
Os fibroblastos se diferenciam em miofibroblastos, que promovem a contração da cicatriz, 
diminuindo o tamanho da ferida.
Resultado final:
Se a regeneração for eficiente → pele restaurada sem cicatriz aparente.
Se a destruição tecidual for intensa → formação de cicatriz fibrótica, com possível perda funcional.
A resistência final da pele pode levar meses ou até anos para ser completamente restaurada.
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Tipos de Cicatrização
Cicatrização por primeira intenção
Ocorre quando as bordas da ferida estão bem aproximadas e suturadas.
Pouca formação de tecido de granulação e menor risco de fibrose.
Exemplo: cortes cirúrgicos fechados por sutura.
Cicatrização por segunda intenção
Ocorre em feridas abertas ou extensas, onde as bordas não podem ser unidas.
Maior formação de tecido de granulação e risco de fibrose.
Exemplo: queimaduras profundas, feridas infectadas.
Cicatrização por terceira intenção
Ocorre quando a ferida não pode ser fechada imediatamente devido à infecção ou grande perda 
de tecido.
Após controle da infecção, a ferida pode ser fechada cirurgicamente.
Exemplo: feridas traumáticas contaminadas.
Fatores que Influenciam a Cicatrização
Fatores que Favorecem:
✔
 Boa nutrição (proteínas, vitamina C, zinco).
✔
 Boa circulação sanguínea e oxigenação.
✔
 Controle adequado do açúcar no sangue (em diabéticos).
Fatores que Atrapalham:
❌
 Infecção no local da lesão.
❌
 Doenças crônicas (diabetes, insuficiência vascular).
❌
 Deficiência nutricional (falta de proteínas, vitamina C ou zinco).
❌
 Uso de corticosteroides (retardam a cicatrização).
Tipos de inflamação 
1. Quanto à Duração
Inflamação Aguda
Resposta rápida e de curta duração (horas a dias).
Caracteriza-se por vasodilatação, edema e infiltração de neutrófilos.
Exemplo: apendicite aguda, reação alérgica imediata.
Inflamação Crônica
Duração prolongada (semanas a anos).
Caracteriza-se por infiltrado de macrófagos, linfócitos e plasmócitos, além de fibrose e destruição 
tecidual.
Exemplo: tuberculose, artrite reumatoide.
2. Quanto ao Tipo de Exsudato (Natureza do Processo Inflamatório)
Inflamação Serosa
Exsudato líquido claro e pobre em células (semelhante ao plasma).
Exemplo: queimaduras leves, derrame pleural viral.
Inflamação Fibrinosa
Exsudato rico em fibrina, formando depósitos no tecido.
Ocorre em superfícies serosas, podendo levar à aderência entre órgãos.
Exemplo: pericardite fibrinosa.
Inflamação Supurativa (Purulenta)
Caracterizada por formação de pus (neutrófilos, restos celulares e microrganismos).
Exemplo: abscessos, meningite bacteriana.
Inflamação Hemorrágica
Presença de hemácias no exsudato, indicando dano vascular intenso.
Exemplo: febre amarela, peste bubônica.
Inflamação Ulcerativa
Perda de tecido na superfície, formando úlceras.
Exemplo: úlceras gástricas e duodenais.
Inflamação Granulomatosa
Formação de granulomas (aglomerados de macrófagos ativados).
Ocorre em infecções crônicas e doenças autoimunes.
Exemplo: tuberculose, hanseníase.
Inflamação aguda e crônica 
1. Inflamação Aguda
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A inflamação aguda é uma resposta rápida e de curta duração (horas a dias), cujo objetivo é eliminar o 
agente agressor e reparar os tecidos.
Principais Características:
Predomínio de neutrófilos no infiltrado inflamatório.
Alterações vasculares e aumento da permeabilidade capilar.
Formação de exsudato (líquido rico em proteínas e células inflamatórias).
Sinais Clínicos Clássicos (Sinais de Celsus):
Rubor (vermelhidão) – devido à vasodilatação.
Calor – resultado do aumento do fluxo sanguíneo na região.
Edema (inchaço) – causado pelo extravasamento de plasma para os tecidos.
Dor – pela ativação de receptores de dor por mediadores inflamatórios.
Perda de função – pode ocorrer em casos mais intensos.
Principais Causas:
Infecções (bacterianas, virais, fúngicas).
Traumas físicos (cortes, queimaduras).
Reações alérgicas.
Substâncias químicas irritantes.
Evolução da Inflamação Aguda:
Resolução completa (com regeneração tecidual).
Cicatrização (com formação de fibrose).
Evolução para inflamação crônica (se o agente agressor não for eliminado).
2. Inflamação Crônica
A inflamação crônica ocorre quando a resposta inflamatória persiste por semanas, meses ou anos, devido à 
falha na eliminação do agente agressor ou resposta imune desregulada.
Principais Características:
Predomínio de macrófagos, linfócitos e plasmócitos.
Formação de tecido de granulação e fibrose.
Pode levar à destruição tecidual progressiva.
Principais Causas:
Infecções persistentes (como tuberculose e hepatite crônica).
Doenças autoimunes (como artrite reumatoide e lúpus).
Exposiçãoprolongada a substâncias tóxicas (como sílica na pneumoconiose).
Consequências:
Formação de granulomas (como na tuberculose).
Fibrose e perda da função tecidual.
Desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e aterosclerose.
função da pele 
1. Proteção
Atua como barreira física contra agentes externos, como microrganismos, substâncias químicas e 
radiação ultravioleta (UV).
A queratina na epiderme confere resistência e impermeabilidade.
A melanina protege contra os efeitos nocivos da radiação UV.
2. Termorregulação
Regula a temperatura corporal por meio da sudorese (eliminação de suor pelas glândulas sudoríparas) 
e da vasodilatação (perda de calor pelo aumento do fluxo sanguíneo na pele).
Em temperaturas frias, a vasoconstrição reduz a perda de calor, e a contração dos músculos eretores 
dos pelos causa a piloereção ("arrepio"), ajudando a manter o calor.
3. Sensibilidade
Contém terminações nervosas especializadas que captam estímulos como toque, pressão, dor, calor e 
frio.
Atua na interação com o ambiente, permitindo respostas adequadas a estímulos externos.
4. Síntese de Vitamina D
A exposição ao sol estimula a produção de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e fósforo, 
fundamentais para a saúde óssea.
5. Excreção e Eliminação de Toxinas
A pele auxilia na eliminação de substâncias pelo suor, removendo toxinas, sais e pequenas quantidades 
de ureia.
6. Armazenamento de Energia e Reserva de Nutrientes
A hipoderme armazena gordura (tecido adiposo), que funciona como reserva energética e isolamento 
térmico.
7. Comunicação e Expressão
A pele reflete estados emocionais (como palidez, rubor e arrepios) e desempenha um papel na 
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comunicação não verbal.
2. Órgãos Anexos da Pele
Glândulas Sebáceas
Produzem sebo, que lubrifica e impermeabiliza a pele e os pelos.
São glândulas exócrinas de secreção holócrina e estão associadas aos folículos pilosos.
Glândulas Sudoríparas
Responsáveis pela produção do suor, atuando na termorregulação e na eliminação de toxinas.
Tipos:
Écrinas – presentes em quase todo o corpo, especialmente na palma das mãos e na planta dos 
pés.
Apócrinas – localizadas em áreas como axilas e região genital, começam a funcionar na 
puberdade e estão associadas ao odor corporal.
Folículos Pilosos e Pelos
Os folículos pilosos são estruturas dérmicas que originam os pelos, responsáveis por proteção e 
sensibilidade.
Cada pelo é formado por três camadas: medula, córtex e cutícula.
Músculos eretores do pelo (músculo liso) podem se contrair, causando a piloereção ("arrepio").
Unhas
Estruturas formadas por células epiteliais queratinizadas.
Compostas por leito ungueal, matriz ungueal e lâmina ungueal.
Protegem as extremidades dos dedos e auxiliam no tato e na manipulação de objetos.
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