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• Atribuições legais de ações 
remontam ao século XlX. 
• Ações foram institucionalizadas 
no Brasil a mais de 50 anos. 
Qual o papel da Extensão Rural? 
• Estender o conhecimento 
acadêmico ao campo. 
• Estabelecer ligação entre 
situação-problema e 
• solução técnico-científica. 
• Difundir conhecimentos e 
tecnologias. 
• Promover a evolução 
socioeconômica dos públicos 
• rurais. 
▪ Fase Imperial (1850 à 1888) 
▪ Primeira República (1889 à 
1930) 
▪ Fase de “Bem Estar Social” 
(1931 à 1955) 
▪ Revolução Verde (1956 à 1991) 
▪ República Contemporânea 
(1991 à 2003) 
▪ Renascimento da ATER (2003 à 
2015) 
▪ Fase atual (2016 aos dias atuais) 
 
Processo- Ato de estender, levar ou 
transmitir conhecimentos de sua fonte 
geradora ao receptor final, público rural. 
Podem ser conhecimentos técnicos ou 
não. 
A extensão rural difere da assistência 
técnica pelo fato de que esta não tem, 
necessariamente, um caráter educativo, 
pois visa somente resolver problemas 
específicos, pontuais, sem capacitar o 
produtor rural. Porém, dificilmente a 
extensão rural deixará de abranger 
ações de assistência técnica. 
Instituição-Instituição, entidade ou 
organização pública prestadora de 
serviços de Ater nos estados. 
É por ter um caráter educativo que que 
o serviço de extensão rural é 
normalmente desempenhado pelas 
instituições públicas da Ater. 
Política- Referimos as políticas de 
extensão rural, traçadas pelos governos 
(federal, estaduais ou municipais) ao 
longo do tempo, através de dispositivos 
legais ou programáticos, mas que 
podem ser executados por 
organizações públicas ou privadas. 
 
Empresas prestam 
seus serviços através de atividades de 
vendas, pós vendas ou compras. 
Portanto, seu público rural é composto 
por médio a grandes produtores rurais, 
mais tecnificados e especializados. 
Para essa categoria não se justifica a 
intervenção pública de extensão rural 
como meio de redistribuição de renda. 
Há a hipótese de instituição públicas 
fomentar e difundir novas técnicas 
produtivas, geradoras de externalidades 
produtivas para toda a população. 
Como: barateamento de alimentos, 
aumento do salário comercial do país 
como impacto positivo sobre toda a 
economia. 
MODELOS DE EXTENSÃO RURAL 
• Público e gratuito. 
• Público e pago. 
• Privado e gratuito. 
Extensão Rural: 
Processo, instituição e 
política 
• Privado e pago. 
Entre 1859 e 1860, foram criados 
4 institutos imperiais de 
agricultura: 
 
• Imperial instituto Baiano de 
Agricultura. 
• Imperial instituto de Agricultura 
Sergipano. 
• Imperial instituto Fluminense de 
Agricultura. 
→Os estatutos eram quase idênticos e 
previam a realização de exposições, 
concursos e a publicação de resultados 
de pesquisa, que são ainda hoje 
métodos de extensão e meio de 
comunicação. 
 
→Eles previam a atuação de Comissões 
Municipais de Agricultura, com a 
responsabilidade de realizar 
levantamentos estatísticos rurais e 
estudar as necessidades das lavouras 
nos respectivos municípios. 
IIBA- Imperial Instituto Baiano de 
Agricultura 
➢ Foi implantado em sede 
definitiva com laboratórios e 
campos experimentais, em São 
Bento das Lages. 
➢ Foi a 1 Instituição stricto sensu, 
de pesquisa e ensino superior 
agropecuário no Brasil. 
➢ Recriou o Ministério de Negócios 
da Agricultura, Indústria e 
Comercio. 
➢ Estudo e despacho de assuntos 
relativos à agricultura e indústria 
animal 
➢ Criou e regulamentou nos níveis 
básico, médio e superior o 
Ensino Agronômico. 
➢ Nesse decreto 8.319, de 20 de 
outubro de 1910, a agricultura e 
as indústrias correlativas 
compreendem o ensino agrícola, 
de medicina veterinária, 
zootecnia e industrias rurais. 
➢ Escola instalada no Distrito 
Federal, (Então, Rio de Janeiro). 
➢ Diversos capítulos tratam de 
atribuições relacionadas a 
assistência técnica e extensão 
rural a produtores rurais. 
➢ Houve posteriormente decretos 
presidenciais para criação de 
campos de demonstração e 
fazendas modelo. 
 
Primeira ação institucionalizada de 
Extensão Rural no Brasil: 
Foi a Semana do Fazendeiro, realizada 
em 1929 pela Escola Superior de 
Agricultura de Viçosa (Universidade 
Federal de Viçosa), com diversos cursos 
de extensão e palestras. 
SÉCULO XlX- LEGISLAÇÃO 
➢ Decreto- Lei 7.449, de 9 de abril 
de 1945, que dispôs sobre a 
organização da vida rural. 
➢ Foi uma tentativa de tutela pelo 
Estado, do processo de 
organização dos produtores 
rurais, ao obrigar cada município 
a possuir uma associação rural, 
composta de proprietários de 
estabelecimentos rurais. Se não 
houvesse, caberia ao prefeito 
promover sua criação. 
➢ As associações municipais se 
organizariam uma a uma em 
cada estado e estas na União 
Rural Brasileira. 
 
A maior parte das associações rurais 
se concentravam em: Minas Gerais, 
São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul. 
Missões rurais de educação- Eram 
pela filosofia do desenvolvimento da 
comunidade, duraram pouco. 1 foi bem 
sucedida e implantada no RJ, (CNER) 
Campanha Nacional de Educação 
Rural. A qual foi extinta 1963 por não ser 
suficiente para promover o 
desenvolvimento rural. 
 
ACAR- Associações de crédito e de 
assistência rural. Décadas de 50 e 60. 
ABCAR – Associação Brasileira de 
Crédito e Assistência rural. 21/06/1956. 
Eram entidades civis, sem fins 
lucrativos, que prestavam serviços 
de extensão rural e elaboração de 
projetos técnicos para obtenção de 
crédito junto aos agentes 
financeiros. 
• Foram criadas a partir dos 
incentivos da (AIA)- Associação 
Internacional Americana para o 
Desenvolvimento Social e 
Econômico, entidade filantrópica 
ligada a família Rockfeller. 
A primeira ACAR foi criada em Minas 
Gerais. 
Assinou em 1954 um acordo com o 
governo norte-americano e criou o: 
ETA- Projeto Técnico de Agricultura, 
visando uma cooperação técnico 
financeira, para execução de projetos 
de desenvolvimento rural, entre os quais 
se destacava a coordenação nacional 
das ações de extensão rural. 
 
Os estudos partem desse marco 
histórico: a criação da ACAR- MG, 
porem ações de Assistência Técnica 
e Extensão Rural já existiam como 
atributos legalmente conhecidos. 
 
 
Sistema Brasileiro de Extensão Rural 
• Paralelamente a evolução do 
SIBER, o Governo Federal 
promulgou uma lei 2.613 de 23 
de setembro de 1955, que 
autorizou a União a criar no 
âmbito do Ministério da 
Agricultura, a exemplo do já 
existente (SESI)- Serviço Social 
da Indústria, uma fundação 
denominada: 
• SSR – Serviço Social Rural, que 
era uma sociedade autárquica, 
com personalidade jurídica, e 
patrimônio próprio, sede e foro 
do Distrito Federal e jurisdição 
em todo território nacional. 
• SSR teria por fim: 
→ A alimentação, vestuário e a 
habitação. 
→A saúde, educação e assistência 
sanitária. 
→Ao incentivo a atividade produtora 
e quaisquer empreendimentos de 
molde a valorizar o ruralista e fixa-lo 
a terra. 
→Promover a aprendizagem e 
aperfeiçoamento das técnicas de 
trabalho adequadas ao meio rural. 
→Fomentar no meio rural a economia 
das pequenas propriedades e as 
atividades domésticas. 
→Incentivar a criação de 
comunidades, cooperativas ou 
associações rurais. 
→Realizar inquéritos e estudos para 
conhecimento e divulgação das 
necessidades essenciais 
econômicas do homem no campo. 
Conforme o decreto, o SRR poderia ter 
contratações somente através de 
concursos públicos. 
SSR teve vida curta. 
 
Foi criado a (SUPRA) – 
Superintendência de política agrária. A 
qual incorporou SSR e outros órgãos. 
➢ Compete a SUPRA, colaborar 
na formação de política agrária 
no país, planejar, promover e 
executar a reforma agrária, as 
medidas complementares de 
assistência técnica, financeira, 
educacional e sanitária. 
➢ 
Uma lei extinguiu SUPRA e criou o 
INDA- Instituto Nacional de 
Desenvolvimento Agrárioe IBRA- 
Instituto Brasileiro de Reforma Agrária. 
INCRA- Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária, 
extinguiu o Inda, Ibra e o Grupo 
Executivo da Reforma Agrária (GERA). 
Para garantir a articulação em ações 
de assistência técnica e pesquisa 
agropecuária foi criada a: 
 
COMPATER, que teve vida curta, e foi 
extinta e transferidas as suas 
atribuições para a Secretaria Nacional 
de Produção Agropecuária no 
Ministério. 
➢ Em consequências de 
dificuldade de coordenação pelo 
Incra, O sistema Brasileiro de 
Extensão Rural foi estatalizado, 
que autorizou o Poder Executivo 
a instituir a Empresa Brasileira 
de Assistência Técnica e 
Extensão Rural (EMBRATER) , 
empresa pública, vinculada ao 
Ministério da Agricultura, como 
personalidade jurídica de direito 
privado e patrimônio próprio. 
➢ Houve uma lei que estabeleceu 
ainda os objetivos, as fontes de 
recursos da EMBRATER, e 
promovia sua integração com a 
Empresa Brasileira de Pesquisa 
Agropecuária (EMBRAPA), 
autorizando a dar apoio a 
instituições financeiras 
estaduais oficiais que atuassem 
em ATER e pesquisa 
agropecuária. 
SIBRATER- Passou também a agregar 
nas organizações não estatais de ATER. 
Participou na década de 50 a 70, da 
promoção da transição do país, que com 
a economia baseada principalmente na 
exportação de café, passou a industrial. 
A modernização foi caracterizada pelo 
consumo de insumos e equipamentos 
industrializados. A mecanização rural 
liberou mão de obra para a indústria e 
construção civil. 
Orgânica, natural, biológica e 
biodinâmica. 
FASER- Trabalhadores na Assistência 
Técnica e Extensão rural e Serviço 
Público do País. 
A EMBRATER optou por apoiar um 
modelo de desenvolvimento rural, 
ecologicamente correto, 
economicamente viável e socialmente 
justo, e por estimular dentro da Sibrater, 
ações voltadas para os pequenos 
produtores. 
➢ A EMBRATER foi extinta pelo 
governo Sarney ,e 
posteriormente pelo governo 
Collor. 
➢ Dessa forma foi criado a 
ASBRAER- Associação 
Brasileira das Entidades 
Estaduais de Assistência 
Técnica e Extensão Rural. 
➢ Foi desorganização todo o 
sistema de ATER e criado o 
MARA ( Ministerio da Agricultura 
e Reforma Agrária) , que excluiu 
das competências técnicas a 
ATER, o que posteriormente foi 
reeestabelecido. 
 
A assistência técnica e extensão rural 
visa resolver problemas enfrentados 
por produtores rurais, suas famílias e 
organizações, abrangendo desde 
produção e gerência até preservação 
ambiental. O Poder Público deve 
manter um serviço oficial de assistência 
técnica e extensão rural, gratuito para 
pequenos produtores, com os 
seguintes objetivos: 
➢ Difundir tecnologias para 
melhorar a economia agrícola, 
conservar recursos naturais e 
melhorar as condições de vida 
no campo. 
➢ Estimular a participação e 
organização da população rural, 
respeitando a estrutura familiar 
e as entidades representativas 
dos produtores. 
➢ Identificar tecnologias 
alternativas em parceria com 
instituições de pesquisa e 
produtores. 
➢ Disseminar informações sobre 
produção agrícola, 
comercialização, abastecimento 
e agroindústria. 
Na década de 90, a estrutura e a 
competência da assistência técnica e 
extensão rural (ATER) no Brasil 
passaram por várias mudanças 
significativas: 
1. Após a Constituição de 1988 
e a Lei Agrícola de 1991, o 
Decreto nº 599 de 1992 
manteve a ATER como uma 
das competências do Ministério 
da Agricultura (Mara), mas não 
especificou responsabilidades 
para ATER nos departamentos 
existentes. 
2. A Lei nº 8.490 de 1992 
transformou o Mara no 
Ministério da Agricultura, do 
Abastecimento e da Reforma 
Agrária (MAARA), continuando 
a incluir a ATER entre suas 
competências. 
3. No governo de Itamar Franco, 
o Decreto nº 769 de 1993 criou 
a Secretaria de 
Desenvolvimento Rural (SDR) 
no MAARA e estabeleceu um 
prazo para submeter novas 
propostas de estruturação para 
o Ministério. 
4. Em 1993, o Decreto nº 936 
transferiu a coordenação do 
Sistema Brasileiro de ATER 
(Sibrater) para a SDR, 
anteriormente sob a Embrapa. 
5. Em 1994, o Decreto nº 1.261 
criou o Departamento de 
Assistência Técnica e Extensão 
Rural (DATER) dentro da SDR. 
Contudo, o DATER enfrentou 
dificuldades devido a falta de 
recursos financeiros e baixa 
influência política, o que limitou 
sua eficácia comparada ao 
papel desempenhado pela 
antiga Embrater, prolongando a 
crise do Sibrater. 
Na década de 90, o cenário neoliberal 
e a contenção de gastos públicos 
impactaram negativamente a 
assistência técnica e extensão rural 
(ATER) estatal no Brasil. As principais 
mudanças e eventos foram: 
1. Contexto Econômico e 
Político: 
o O ideário neoliberal e a 
contenção de gastos 
levaram a um cenário 
onde os serviços 
estatais de extensão 
rural foram considerados 
supérfluos. Isso fez com 
que as Emater 
(Empresas de 
Assistência Técnica e 
Extensão Rural) 
dependessem quase 
exclusivamente de 
recursos federais. 
o O Terceiro Setor, 
composto por ONGs, 
sindicatos e 
associações, também 
enfrentou dificuldades 
devido à mudança nas 
prioridades das agências 
internacionais, que 
passaram a focar em 
países com renda per 
capita mais baixa. 
2. Políticas e Programas: 
o O Programa Nacional 
de Fortalecimento da 
Agricultura Familiar 
(PRONAF), criado pelo 
Decreto nº 1.946 de 
1996, forneceu crédito 
para agricultores 
familiares, 
impulsionando o 
conceito de agricultura 
familiar. 
o O Projeto Lumiar foi 
lançado pelo INCRA em 
1997 para terceirizar a 
ATER em 
assentamentos rurais. 
Com 1.392 técnicos e 
atendimento a 1.300 
assentamentos, foi 
extinto no início de 2000 
devido a denúncias de 
desvios de recursos. 
3. Mudanças Ministeriais: 
o O Gabinete do Ministro 
de Estado 
Extraordinário de 
Política Fundiária foi 
criado pelo Decreto nº 
1.888 de 1996, 
removendo a reforma 
agrária do MAARA 
(Ministério da 
Agricultura, da Reforma 
Agrária e do 
Abastecimento). Em 
1999, o nome do 
ministério mudou para 
Ministério do 
Desenvolvimento 
Agrário (MDA). 
o Em 1999, o Conselho 
Nacional de 
Desenvolvimento Rural 
(CNDR) foi criado e 
posteriormente 
transformado em 
Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Rural 
Sustentável (CNDRS) 
em 2000, incorporando o 
conceito de 
sustentabilidade. 
4. Reestruturação da ATER: 
o O Departamento de 
Assistência Técnica e 
Extensão Rural 
(DATER), criado em 
1994, foi substituído pelo 
Departamento de 
Infraestrutura e 
Extensão Rural (DIER) 
pelo Decreto nº 3.527 de 
2000, que passou a 
coordenar o SIBRATER 
(Sistema Brasileiro de 
Assistência Técnica e 
Extensão Rural). 
o O MDA e o Ministério da 
Agricultura e do 
Abastecimento (MAA) 
continuaram a 
compartilhar as 
atribuições relacionadas 
à ATER. A criação de 
novas estruturas, como a 
Secretaria de 
Agricultura Familiar e a 
Secretaria de Reforma 
Agrária, manteve o foco 
em assistência técnica e 
extensão rural, mas com 
recursos e eficácia 
limitados. 
5. Desafios e Resultados: 
o Estudos mostraram que 
a ATER pública sofreu 
com a extinção da 
Embrater e a redução de 
orçamentos, levando a 
uma cobertura desigual 
entre agricultores 
familiares e patronais. A 
assistência técnica para 
agricultores familiares 
era escassa, variando 
significativamente entre 
regiões. 
 
Marcos Legais e Políticos da 
Assistência Técnica e Extensão Rural 
(Ater) no Brasil 
1. Resolução nº 26, de 28 de 
novembro de 2001 
• Aprovação da Política Nacional 
de Assistência Técnica e 
Extensão Rural para a 
Agricultura Familiar. 
• Elaborada pela Câmara Técnica 
de Assistência Técnica, 
Extensão Rural, Pesquisa e 
Capacitação do CNDRS. 
• Atribuição à Câmara de 
Fortalecimento da Agricultura 
Familiar para elaboração de 
propostas de implantação. 
2. Decreto nº 4.629, de 21 de março de 
2003 
• Revogação do Decreto nº 3.527, 
de 28 de junho de 2000, e 
extinção do DIER. 
• Manutenção das atribuições do 
MAPA relacionadas à Ater. 
3. Pesquisa sobre Ater em 2002• Realizada pela Secretaria de 
Agricultura Familiar (SAF) com o 
apoio do MDA e FAO. 
• Objetivo: identificar instituições, 
métodos, recursos e limitações 
da Ater no Brasil. 
• Identificação de diversas 
instituições e sua distribuição 
nacional. 
4. Decreto nº 4.854, de 8 de outubro 
de 2003 
• Alteração do Conselho Nacional 
de Desenvolvimento Rural 
Sustentável (CNDRS) para 
CONDRAF. 
5. Decreto nº 4.739, de 13 de junho de 
2003 
• Transferência da competência 
de Ater do MAPA para o MDA. 
• Atribuição de regulação e 
fomento das ações de Ater ao 
MDA. 
6. Decreto nº 5.033, de 5 de abril de 
2004 
• Criação do Departamento de 
Assistência Técnica e Extensão 
Rural (DATER) no MDA. 
• Definição das atribuições do 
DATER, incluindo formulação e 
coordenação das políticas de 
Ater. 
7. Política Nacional de Assistência 
Técnica e Extensão Rural (PNATER) 
de 2004 
• Lançamento em maio de 2004. 
• Definição de diretrizes para o 
Programa Nacional de 
Assistência Técnica e Extensão 
Rural (PRONATER). 
• Promoção de um Sistema 
Nacional Descentralizado de 
Ater Pública. 
8. Programa Nacional de Assistência 
Técnica e Extensão Rural 
(PRONATER) 
• Primeira versão publicada em 1º 
de março de 2005. 
• Estímulo à elaboração de 
programas estaduais de Ater. 
9. Decreto nº 5.351, de 21 de janeiro 
de 2005 
• Modificação da estrutura do 
MAPA, retirando a competência 
específica de Ater do 
Departamento de Infra-Estrutura 
e Extensão Rural (DIER). 
10. Serviço de Assessoria Técnica, 
Social e Ambiental à Reforma Agrária 
(ATES) de 2004 
• Criado pelo Incra para fornecer 
assessoria técnica semelhante 
ao extinto Projeto Lumiar. 
11. Manual de Crédito Rural (MCR) 
• Normas do Conselho Monetário 
Nacional (CMN) sobre 
assistência técnica e extensão 
rural. 
• Requisitos e proibições para os 
serviços de Ater no contexto do 
crédito rural. 
• Inclusão de assistência técnica 
como obrigatória em 
determinados programas de 
crédito, como o PROAGRO. 
12. Recursos e Expansão 
• Aumento significativo dos 
recursos orçamentários para 
Ater de 2001 a 2007. 
• Ampliação do número de 
técnicos e agricultores familiares 
atendidos. 
Esses tópicos cobrem as principais 
mudanças e eventos relacionados à 
política de Ater no Brasil desde o início 
dos anos 2000 até meados da década de 
2000. 
Os atuais públicos da ER no Brasil, na 
atualidade: agricultores familiares 
quilombolas, ribeirinhos, indígenas, 
extrativistas, povos e comunidades 
tradicionais e associações e cooperativas 
familiares . 
 
 
Assistência Rural técnica, online. 
Eventos online. 
 
Diagnóstico Rural Participativo, 
Desenvolvimento sustentável e 
Planejamento da ação 
extensionista junto às 
comunidades rurais 
O que é a Extensão Rural? 
Assistência Técnica e Extensão Rural - 
ATER: serviço de educação não formal, 
de caráter continuado, no meio rural, 
que promove processos de gestão, 
produção, beneficiamento e 
comercialização das atividades e dos 
serviços agropecuários e não 
agropecuários ,inclusive das atividades 
agroextrativistas, florestais e artesanais. 
DIAGNOSTICAR 
• Obter informações que podem 
ser utilizadas para uma 
finalidade específica... 
• Categorizar dados oriundos de 
um sistema, de maneira a 
compreender sua dinâmica, 
limitações e potencialidades... 
• Realizar uma breve descrição 
científica ou empírica de fatos, 
fenômenos ou dinâmicas ligadas 
a sistemas que interagem com o 
ser humano... 
DIAGNÓSTICO RURAL 
PARTICIPATIVO 
O Diagnóstico Rural Participativo (DRP) 
é um conjunto de técnicas e ferramentas 
que permite que as 
comunidades façam o seu próprio 
diagnóstico e a partir daí comecem a 
autogerenciar o seu planejamento e 
desenvolvimento. 
PREMISSAS TEÓRICAS 
John Dewey e a capacidade humana 
de refletir sobre si e sobre o meio; 
Jean Piaget e a relação entre a 
inquietação humana e a necessidade 
pelo saber; 
Paulo Freire e os princípios de 
educação popular. 
PRINCIPIOS BÁSICOS DO DRP 
• Respeitar a sabedoria e cultura 
do grupo; 
• Analisar e Entender as 
diferentes percepções; 
• Escutar todos da comunidade; 
• Permitir a visualização do objeto 
cognoscível por diferentes 
estratégias; 
• Triangular as fontes de 
informações; 
• Tornar preciso o uso das 
informações (ignorância ótima); 
• Apresentar o resultado do DRP 
junto à comunidade. 
PASSOS PARA REALIZAÇÃO: 
1. Fixar o objetivo do diagnóstico. 
2. Selecionar e preparar a equipe 
mediadora. 
3. Identificar participantes potenciais. 
4. Identificar as expectativas dos/as 
participantes no DRP. 
5. Discutir as necessidades de 
informação. 
6. Selecionar as ferramentas de 
diagnóstico. 
7. Desenhar o processo do diagnóstico. 
 
AS CAIXAS FERRAMENTAS DO DRP 
• Observação participante 
• Entrevistas semiestruturadas 
• Mapas e Maquetes 
• Travessia 
• Calendários 
• Diagramas 
• Matrizes 
• Análises de Gênero 
 
AS DIFERENTES PERSPECTIVAS DA 
SUSTENTABILIDADE 
Visão antropocêntrica 
“A sustentabilidade, representada pelo 
desenvolvimento sustentável, é aquela 
que aborda o atendimento das 
necessidades das gerações atuais sem 
comprometer a capacidade das 
gerações futuras de atenderem às 
suasnecessidades e aspirações” (ONU, 
1987, adaptado). 
Visão conceitual 
“Sustentabilidade é toda ação destinada 
a manter as condições energéticas, 
informacionais, físico-químicas que 
sustentam todos os seres, 
especialmente a Terra viva, a 
comunidade de vida e a vidahumana, 
visando a sua continuidade e ainda a 
atender asnecessidades da geração 
presente e das futuras de tal forma que 
o capital natural seja mantido e 
enriquecido em sua capacidade 
deregeneração, reprodução, e 
coevolução.” 
 
 
 
REDFEIRA 
Problemas ligados à padronização: 
• Adoção de uniformes por parte 
dos feirantes; 
• Padronização de Barracas; 
• Placas padronizadas para a 
colocação de preços. 
Outros: 
• Falta de observação em relação 
ao conforto dos consumidores 
no que diz respeito ao espaço de 
corredor por onde os mesmos 
transitam, principalmente nos 
casos de Marialva e Sarandi; 
• Problemas quanto à 
regularidade de oferta de 
produtos e da manutenção e/ou 
criação de variabilidade nesta 
oferta deprodutos; 
• Problemas quanto à oferta de 
produtos orgânicos; 
NECESSIDADES 
Necessidade de aplicação dos 
princípios de dinamização de 
vendas no que se refere aos 
seguintes aspectos: 
• Higiene; 
• Vestimentas; 
• Veículos de transporte; 
• Disposição dos produtos nas 
barracas; 
• Necessidade de aplicação dos 
princípios de dinamização de 
vendas no que se refere aos 
seguintes aspectos: 
• Bom atendimento; 
• Trabalhar pela imagem da feira; 
e,Ter ousadia para inovar 
(promoções, aumento de 
variedadedos produtos e 
inserção de produtos 
“diferentes”). 
 
• Insegurança na aplicação de 
meios específicos para 
aumentar o público das Feiras 
de Produtores nos municípios; 
 
• Desconhecimento sobre os 
pontos positivos e o potencial 
que as feiras de Produtores 
possuem para se desenvolver; 
 
• Desconhecimento sobre custos 
de produção e margem de lucro, 
oque impede uma melhor 
negociação de preços por parte 
do feirante; 
 
 
Problemas de infraestrutura: 
 
• Ausência de lavatórios; 
 
• Ausência de lixeiras; 
 
• Ausência de locais de 
convivência (mesas, cadeiras 
e/ou 
• bancos); 
 
• Problemas de acessibilidade 
para consumidores com algum 
• tipo de limitação física 
executarem suas compras com 
• segurança; 
 
• Ausência de um espírito de 
integração entre os feirantes o 
que os tornam muito vulneráveis 
e sem poder de decisão para 
reivindicar melhorias asua 
categoria; 
 
• Ausência de um elemento gestor 
com características de animador 
dos processos; e, apatia por 
parte dos consumidores e risco 
de desvio dos mesmos a outras 
vias de comercialização. 
 
 
• Tendência de diminuição de 
feirantes e feiras, principalmente 
nospequenos municípios; 
 
• Necessidade de fomento público 
e/ou privado voltado aos 
• processos de capacitação e 
investimentos em modernização 
• da infraestrutura de 
comercialização; 
 
• Necessidade de integração 
entre os diversos atores sociais 
• nos municípios; 
 
Conclusões e Recomendações 
 
• Institucionalização das Feiras de 
Ppodutores e mistas nas 
agendas locais e regionais de 
desenvolvimento, dado seu 
potencial de geração 
deempregos e renda; 
 
• Utilização da capacidade 
empreendedora dos atores 
sociais envolvidos para o 
aproveitamento do “evento 
social” chamado Feira.

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