Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

GUIA ESTRATÉGICO PARA O SUCESSO EM 
DIREITO EMPRESARIAL NA OAB
Bem-vindos, futuros advogados! Este guia foi desenvolvido para 
otimizar sua preparação em Direito Empresarial, visando um 
desempenho eficaz e estratégico na prova da OAB. Nosso objetivo é 
apresentar um método focado nos temas mais relevantes, nas 
nuances da FGV e em técnicas de resolução rápida. Vamos 
desvendar os segredos para dominar a disciplina, garantindo que 
vocês não apenas respondam às questões, mas que as 
conquistem com confiança e precisão. Preparados para 
transformar o desafio em aprovação?
DECIFRANDO A PRESENÇA DO DIREITO EMPRESARIAL 
NA OAB
Na prova da OAB, o Direito Empresarial se manifesta por meio de 4 questões por 
exame, cada uma projetada para avaliar sua capacidade de aplicar a lei a situações 
concretas. A FGV, banca examinadora, valoriza a aplicação direta da legislação, 
transformando cada questão em um caso prático que exige um raciocínio jurídico 
preciso.
Para ter sucesso, é crucial compreender não apenas a teoria, mas também a prática 
empresarial, identificando os elementos chave que podem influenciar a resposta 
correta. Prepare-se para interpretar cenários e encontrar as soluções nas 
entrelinhas da lei.
Quantidade
4 questões por exame.
Formato
Casos práticos.
Exigência
Aplicação direta da lei.
PRIORIZANDO SEUS ESTUDOS: OS TEMAS ESSENCIAIS 
DE EMPRESARIAL
Para otimizar seus estudos, é essencial focar nos temas com maior incidência na 
prova da OAB, com base no histórico da FGV. Comece pela Parte Geral, 
compreendendo o conceito de empresário e o processo de registro. A Lei de 
Falência e Recuperação Judicial (Lei 11.101/2005) é um pilar fundamental. 
Domine as nuances das Sociedades , além do Estabelecimento Empresarial.
Não negligencie os Contratos Empresariais, como Franquia, Fomento Mercantil e 
Representação Comercial, bem como os Títulos de Crédito.
Parte Geral e 
Estabelecimento
Sociedades Falência e 
Recuperação
Contratos e Títulos 
de Crédito
REGRAS DO CHAT
Dúvidas
Você pode tirar suas 
dúvidas sobre o conteúdo 
da aula.
Respeito
Mantenha um ambiente 
cordial e respeitoso com 
todos.
Atenção
Minimize distrações para 
melhor aprendizado.
Instagram
Para mais dúvidas, siga e 
pergunte no 
@thaisaragone.
https://instagram.com/thaisaragone
PARTE GERAL
ARTIGO 966 DO CÓDIGO CIVIL: 
O Coração do Empresário
O Art. 966 do Código Civil define quem é considerado empresário: aquele que exerce 
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens 
ou de serviços. O parágrafo único exclui os profissionais intelectuais, a menos que o exercício 
da profissão constitua um elemento de empresa. Os elementos essenciais são: 
profissionalismo, economicidade, organização e produção/circulação. Atenção aos 
detalhes, pois a FGV adora explorar as nuances desse artigo!
Art. 966, CC: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
§único: Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária 
ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão 
constituir elemento de empresa.
PROFISSÃO INTELECTUAL VS. EMPRESÁRIO
A regra geral é que profissionais liberais como advogados, médicos e arquitetos não 
são empresários. A exceção surge quando há uma estrutura empresarial que se torna 
um elemento de empresa, como um hospital com vários médicos contratados.
Regra Geral
Profissionais liberais não 
são empresários.
Exceção
Estrutura empresarial como 
elemento de empresa.
AUXILIARES
PROFISSIONAL(IS)
CONSUMIDOR
CONSUMIDOR
SERVIÇO 1
SERVIÇO 2
SERVIÇO 3
PROTEÇÃO AO CREDOR NO DIREITO 
EMPRESARIAL
Regulação das Relações
O Direito Empresarial 
disciplina a interação entre 
empresários e credores.
Bancos
Instituições financeiras 
credoras recebem 
tratamento diferenciado.
Dívidas
Obrigações empresariais 
possuem mecanismos 
específicos de proteção.
REGISTRO E REGULARIDADE
O registro é obrigatório para empresários e deve ser feito na Junta Comercial. O 
empresário que atua sem registro é considerado irregular, respondendo 
ilimitadamente pelos débitos e sujeito a penalidades. A FGV pode cobrar sobre 
empresas rurais, então lembre-se: elas podem optar pelo registro para obter os 
mesmos benefícios dos empresários urbanos, conforme o Art. 971 do Código Civil.
Empresário Urbano Regular
Realizou o registro obrigatório na Junta Comercial ANTES 
do início das atividades.
Empresário Urbano irregular
Não realizou o registro na Junta Comercial. Sofrerá 
consequências
Empresas Rurais
Registro opcional: não existe irregularidade, existe escolha.
QUESTÃO OAB ADAPTADA
Pedro, psicólogo autônomo, abre uma clínica com exames de tomografia e 
outros profissionais sob sua coordenação. Pedro deve ser considerado 
empresário?
A) Sim, pela estrutura organizada além dos serviços pessoais. 
B) Não, pois a psicologia é profissão intelectual. 
C) Sim, se registrar como sociedade empresária. 
D) Não, pois contratar funcionários não transforma profissão intelectual em 
atividade empresarial.
QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO 
A resposta correta é a alternativa A, pois Pedro explora uma estrutura 
organizada além da prestação de serviços pessoais. O Art. 966 do 
Código Civil, em seu parágrafo único, estabelece a distinção entre 
atividade intelectual e elemento de empresa.
Se Pedro oferecesse apenas consultas psicológicas, seria uma 
sociedade simples, não empresária. Fique atento às nuances e 
armadilhas da FGV!
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL VS. SOCIEDADE:
O Empresário Individual é a pessoa física que exerce atividade econômica em 
nome próprio, assumindo riscos ilimitados. Já a Sociedade Empresária é formada 
por duas ou mais pessoas, com responsabilidade limitada ou ilimitada, 
dependendo do tipo societário. Essa distinção é crucial para entender a 
responsabilidade em caso de dívidas e obrigações. Na prova, identifique se a 
questão se refere a uma pessoa física atuando sozinha ou a uma entidade com 
sócios.
Empresário Individual
Pessoa física, riscos ilimitados.
Sociedade Empresária
Duas ou mais pessoas, responsabilidade limitada ou 
ilimitada.
ADMINISTRADOR DA SOCIEDADE: REGRAS 
ESSENCIAIS
Quem é o administrador?
• Espécie de procurador da sociedade, responsável pela gestão dos 
interesses sociais.
• Seus poderes são limitados pela outorga, ou seja, pelo que foi concedido no 
contrato social ou por ato específico.
• Registro obrigatório na Junta Comercial para ter validade perante terceiros.
Deveres do administrador
✔ Deve prestar contas regularmente aos sócios.
✔ Pode substabelecer poderes (delegar atribuições), se permitido no contrato 
social.
✔ Atua sempre em nome da sociedade, respeitando os limites do seu mandato.
PODERES E LIMITAÇÕES DO ADMINISTRADOR
Limitações
• Não pode vender imóveis (salvo 
se for a atividade).
• Não pode exceder os poderes 
concedidos.
Revogação
• Não sócio: destituição a qualquer 
momento.
• Sócio nomeado em contrato: 
só judicialmente.
● O administrador deve conhecer seus limites. Ultrapassar os 
poderes pode gerar responsabilidade pessoal.
● Sua nomeação pode se dar em Contrato Social OU em 
documento apartado.
QUESTÃO FGV
A empresária individual Marília da Rocha, inscrita há mais de 
dez anos na Junta Comercial do Estado de São Paulo, 
sempre exerceu empresa sem designação de prepostos. 
Todavia, em razão do aumento de trabalho e necessidades 
de múltiplas viagens, tornou-se necessário nomear Jandira 
Franco como gerente na sede de sua empresa. Antes de 
efetuar a nomeação, Marília da Rocha consulta seu 
advogado para que este lhe esclareça sobre as 
prerrogativas do gerente e sua atuação como preposto. 
Assinale a opção que está de acordo com a disposição legal 
e pode ser dada como orientação a Marília da Rocha. 
A) O gerente não está autorizado a praticar os atos necessários 
ao exercício dos poderesque lhe foram outorgados, pois tais 
atos sempre exigem poderes especiais.
B) Se o empresário nomear dois ou mais gerentes, na falta de 
estipulação diversa, os poderes conferidos a eles 
presumem-se para atuação individual, sem solidariedade.
C) O gerente nunca poderá estar em juízo em nome do 
preponente pelas obrigações resultantes do exercício da sua 
função porque tal prerrogativa é exclusiva do administrador.
D) A alteração ou revogação do mandato conferido pelo 
empresário ao gerente, para ser oposta a terceiros, deve ser 
arquivada e averbada no Registro Público de Empresas 
Mercantis.
QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO
Gabarito: D
a)Quando a lei não exigir poderes especiais, 
considera-se o gerente autorizado a praticar todos os 
atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram 
outorgados (art. 1.173 do CC)
b) Na falta de estipulação diversa, consideram-se 
solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes 
(parágrafo único do art. 1.173 do CC)
c)O gerente pode estar em juízo em nome do 
preponente, pelas obrigações resultantes do exercício 
da sua função (art. 1.176 do CC).
d)De acordo com o art. 1.174 do CC, as limitações 
contidas na outorga de poderes, para serem opostas a 
terceiros, dependem do arquivamento e averbação do 
instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis, 
salvo se provado serem conhecidas da pessoa que 
tratou com o gerente.
IMPEDIMENTOS LEGAIS AO EMPRESÁRIO
Servidores públicos
Restrições para evitar conflito de 
interesses.
Magistrados e 
membros do MP
Incompatibilidade com a função.
Militares da ativa
Regras específicas da carreira militar.
Falidos não reabilitados
Até a reabilitação financeira.
A lei impõe restrições para proteger o interesse público. 
O impedido responderá por todas as obrigações contraídas como PF.
CAPACIDADE DO EMPRESÁRIO
Pleno gozo da capacidade civil
Maior de 18 anos ou emancipado.
Incapaz pode continuar empresa
CAPITAL SOCIAL ESTEJA INTEGRALIZADO;
HAJA RESPONSÁVEL LEGAL (REPRESENTANTE/ASSISTENTE)
NÃO PODE O INCAPAZ ADMINISTRAR;
HAJA O REGISTRO DA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.
OBS: RESPONSÁVEL IMPEDIDO OBRIGA A PRESENÇA DE GERENTE - NA NULIDADE, 
RESPONDE PELO D. CIVIL.
REGIME DE BENS E SOCIEDADE
Comunhão parcial
Pode ser sócio.
Separação total
Pode ser sócio.
Comunhão universal
Não pode ser sócio.
Separação obrigatória
Não pode ser sócio.
O regime de bens influencia a possibilidade de cônjuges serem sócios. Comunhão 
universal e separação obrigatória impedem.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
O estabelecimento é mais que o ponto 
comercial. É o conjunto de bens que viabiliza a 
atividade empresarial. Não tem personalidade 
jurídica.
 
📜 Art. 1.142 do Código Civil
"Considera-se estabelecimento todo complexo 
de bens organizado, para exercício da empresa, 
por empresário ou sociedade empresária."
Conjunto de bens
Materiais e imateriais.
Organizado
Para atividade empresarial.
Inclui
Máquinas, marca, ponto.
Patrimônio
Estabelecimento
Ponto de 
negócio
TRESPASSE: 
VENDA DO ESTABELECIMENTO
Venda
Do estabelecimento 
como um todo.
Inclui
Clientela, marca, 
contratos.
Permite
Continuidade da 
atividade.
O trespasse transfere a operação. As dívidas acompanham, 
com autorização do credor.
RESPONSABILIDADE NO TRESPASSE
Responsabilidade Alienante 
(Vendedor)
Adquirente 
(Comprador)
Dívidas Solidária por 1 ano A 
PARTIR DO REGISTRO
TODAS as dívidas 
contabilizadas
O alienante responde solidariamente por um ano A 
PARTIR DO REGISTRO. O adquirente pelas dívidas 
conhecidas e registradas.
PRAZOS E NOTIFICAÇÃO NO TRESPASSE
30
Dias para credores se oporem.
O trespasse deve ser registrado, além de ser 
publicado (exceto para ME e EPP) para ciência 
dos credores. Prazo de 30 dias para oposição. 
Ou paga ou não faz o trespasse.
https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma
NOME EMPRESARIAL VS. MARCA
Nome Empresarial
● Identidade legal na Junta 
Comercial (estadual).
● Novidade e exclusividade.
● Veracidade e 
inalienabilidade.
Marca
● Distintivo de 
produtos/serviços no INPI.
● Novidade e exclusividade.
● Transferível e licenciável.
Nome empresarial identifica a empresa. Marca distingue produtos e serviços. Uma 
empresa pode ter vários de cada.
SOCIEDADES
SOCIEDADES
1
REUNIÃO DE PESSOAS
Exceção para a Sociedade Limitada Unipessoal. Estabelecido pelo Contrato ou 
Estatuto Social.
2
CAPITAL SOCIAL
Subscrição no Contrato Social para posterior integralização. 
Sócio remisso é aquele que não entrega tudo que prometeu.
3
REGISTRO
Autonomia patrimonial - a desconsideração da personalidade 
retira isso para certos atos (confusão patrimonial ou ilicitude).
SOCIEDADES DESPERSONIFICADAS
(SEM PERSONALIDADE JURÍDICA)
● Sociedade em Comum: Sem registro, 
responsabilidade ilimitada dos sócios.
● Sociedade em Conta de Participação (SCP): Sócio 
ostensivo e sócios ocultos; os ocultos não 
respondem perante terceiros.
QUESTÃO FGV
Lauro e Moysés constituem, por contrato escrito, uma sociedade 
para prestação de serviços de informática, mas não levam o 
contrato a arquivamento na Junta Comercial e iniciam a 
atividade econômica em comum. Lauro, em seu nome, mas 
agindo no interesse dele e de Moysés, celebra contrato com 
Agnes para instalação e manutenção de rede sem fio. Agnes 
desconhecia a existência da sociedade. Inadimplido o contrato, 
Agnes tomou conhecimento da existência de sociedade por 
confissão de Lauro na ação de cobrança que ela intentou em 
face dele. Com base nessas informações, Agnes poderá ter seu 
crédito satisfeito com o produto da alienação judicial dos:
A) bens sociais de titularidade comum dos sócios Lauro e Moysés e de seus 
bens particulares, devendo exaurir primeiro os bens sociais para, 
posteriormente e se necessário, atingir os bens dos sócios, sendo que Lauro 
está excluído do benefício de ordem por ter contratado no interesse da 
sociedade. 
B) bens particulares de Lauro, por desconhecer a existência da sociedade, sem 
possibilidade de excussão dos bens sociais ou os de Moysés, por esse não ter 
contratado no interesse da sociedade. 
C) bens sociais de titularidade comum dos sócios Lauro e Moysés e dos bens 
particulares de Lauro, mas não há possibilidade de atingir os bens 
particulares de Moysés, já que este não contratou no interesse da sociedade. 
D) bens sociais de titularidade comum dos sócios Lauro e Moysés, considerando 
a existência de autonomia patrimonial da sociedade, sem possibilidade de 
excussão dos bens particulares dos sócios Lauro e Moysés.
QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO 
● Gabarito: A
● Empresários não inscritos os atos constitutivos (contrato social, 
por exemplo), a sociedade é tratada como uma “sociedade em 
comum” ou “de fato” – com exceção da S.A. (art. 986 do CC). 
● Os bens e dívidas desse tipo de sociedade constituem 
patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum 
(art. 988 do CC).
● Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente (inclui 
bens particulares) pelas obrigações nessa sociedade, excluído 
do benefício de ordem (previsto no art. 1.024 do CC) aquele que 
contratou pela sociedade – no caso, Lauro (art. 990).
RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM 
SÓCIO: UM GUIA PRÁTICO
Retirada (Art. 1.029, CC)
Em sociedades por prazo indeterminado, o sócio pode se retirar mediante notificação com 
60 dias de antecedência. Já em sociedades por prazo determinado, é necessária justa 
causa e requerimento judicial.
Exclusão Extrajudicial (Art. 1.085, CC)
Um sócio pode ser excluído se praticar faltas graves , desde que haja previsão no 
contrato social e aprovação de sócios com mais da metade do capital social.
A responsabilidade solidária do sócio retirante/excluído/falecido 
tem um prazo de 2 anos APÓS O REGISTRO
Do sócio cuja quota tenha sido liquidada ou falido.
Pleno direito (Art. 1.026, CC)
RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM 
SÓCIO: UM GUIA PRÁTICO
Exclusão Judicial (Art. 1.030, CC)
Qualquer sócio pode pedir judicialmente a exclusão de outro 
por incapacidade superveniente ou descumprimento de suasobrigações.
Morte do Sócio (Art. 1.028, CC)
As regras incluem dissolução parcial com apuração de 
haveres (REGRA GERAL), continuidade da sociedade com 
ingresso dos herdeiros ou dissolução total.
SOCIEDADE SIMPLES: CARACTERÍSTICAS E 
PARTICULARIDADES
Em regra, a responsabilidade 
é subsidiária e ilimitada. Isso 
significa que os sócios 
respondem pelas dívidas da 
sociedade de forma ilimitada, 
mas apenas se o patrimônio 
da sociedade for insuficiente.
A sociedade simples não é 
empresária. Ela é 
constituída para o 
exercício de atividades 
intelectuais, de natureza 
científica, literária ou 
artística.
Contribuições
O sócio que não contribui com 
o capital social, contribui com 
serviços, geralmente com 
exclusividade. Essa é uma 
característica marcante desse 
tipo de sociedade.
A divisão de lucros é proporcional à participação de cada sócio. 
SOCIEDADE LIMITADA: RESPONSABILIDADE E 
CAPITAL SOCIAL
Responsabilidade Limitada
A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor das cotas que cada um titulariza, desde 
que o capital social esteja totalmente integralizado.
Capital Social
O capital social pode ser dividido em cotas iguais ou desiguais e integralizado 
com dinheiro ou bens. A integralização do capital é fundamental para a proteção 
da responsabilidade limitada dos sócios.
Fique atento: o prazo de 5 anos após o registro para a responsabilidade solidária só ocorre se houver 
inexatidão no valor de bens dados como capital. Esteja ciente das obrigações e responsabilidades 
para evitar problemas futuros.
SOCIEDADE LIMITADA: QUERIDINHA FGV
Unipessoalidade
A Sociedade Limitada 
pode ser unipessoal, ou 
seja, constituída por 
apenas um sócio.
Regras Aplicáveis
Na omissão, a Sociedade 
Limitada rege-se pelas 
regras da Sociedade 
Simples, exceto se o 
contrato estipular que é 
pela Lei das Sociedades 
Anônimas (LSA).
Deliberação
A deliberação entre os 
sócios é proporcional ao 
tamanho da quota 
titularizada (número 
absoluto). O peso do voto 
é fundamental nas 
decisões da sociedade.
SOCIEDADE LIMITADA: QUÓRUM PARA DELIBERAÇÕES
Regra Geral
A regra geral da lei exige mais da metade do capital social (maioria absoluta) para as deliberações.
Designação de Não Sócios
A designação de não sócios em capital social não integralizado requer 2/3 do capital social (maioria absoluta).
Hipóteses Não Listadas
A maioria de votos dos presentes é suficiente para aprovação de contas dos 
administradores, nomeação e destituição de liquidantes e julgamento de suas contas.
Transformação
A transformação da sociedade requer o consentimento de todos os sócios, se não 
estiver previsto no contrato.
O quórum é um aspecto crucial para a validade das deliberações. Certifique-se de 
que as decisões são tomadas com o quórum correto para evitar questionamentos 
futuros.
S/A X LTDA: UMA COMPARAÇÃO ESSENCIAL
Característica Limitada (LTDA) Anônima (S/A)
Espécie Empresária ou Simples Empresária
Capital Cotas Ações
Responsabilidade Limitada ao capital integralizado Limitada ao valor das ações
Administração Deliberação proporcional ao 
capital
Assembleia Geral, Conselho 
de Administração
Transferência de participação Restrita Livre circulação
Pequenas empresas optam pela LTDA, enquanto grandes corporações 
preferem a S/A. A escolha depende das necessidades e objetivos de cada 
negócio.
QUESTÃO FGV
Quanto às regras aplicáveis ao Direito Empresarial, é correto afirmar que:
A) dissolve-se a sociedade simples quando ocorrer 
a deliberação dos sócios, por maioria simples, se a 
sociedade for de prazo indeterminado;
B)sendo simples a sociedade, o empresário casado 
não pode, sem a outorga conjugal, qualquer que 
seja o regime de bens, alienar os imóveis que 
integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de 
ônus real;
C) além dos casos previstos na lei ou no contrato, 
qualquer sócio na sociedade simples pode retirar-se da 
sociedade; se de prazo indeterminado, mediante 
notificação aos demais sócios, com antecedência 
mínima de trinta dias; se de prazo determinado, 
provando judicialmente justa causa;
D) na sociedade limitada, a responsabilidade de cada 
sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos 
respondem solidariamente pela integralização do 
capital social. Havendo casos omissos quanto às regras 
aplicadas à sociedade limitada, aplicar-se-ão as regras 
concernentes à sociedade simples.
Gabarito: D
A)Art. 1.033: A dissolução ocorre por maioria absoluta, 
não simples.
B) Art. 978: Não é necessária outorga conjugal.
C) Art. 1.029: A antecedência mínima é de 60 dias.
D) Art. 1.052 e 1.053: A responsabilidade é restrita ao valor 
das quotas, mas todos respondem solidariamente pela 
integralização do capital social. Nas omissões, 
aplicam-se as regras da sociedade simples.
Art. 1.035: O contrato pode prever outras causas de 
dissolução, a serem verificadas judicialmente quando 
contestadas.
FALÊNCIA E 
RECUPERAÇÃO
NOÇÕES BÁSICAS PROCESSUAIS
Elegibilidade do Empresário
Empresário regular há 2 anos, EXCETO rural. Não ter requerido recuperação nos 
últimos 5 anos (judicial) ou 2 anos (extrajudicial).
Competência
Local do principal estabelecimento (conceito econômico), não é pela sede.
Suspensão de Ações
Suspensão da prescrição e execução, exceto Fisco e ações ilíquidas.
Não pode antecipar pagamento ou tratar desfavoravelmente credor (INTENÇÃO DE FRAUDAR).
PLANO DE RECUPERAÇÃO
Renegociação pelo PLANO: não só as dívidas, envolvendo questões como a 
administração da empresa.
NÃO se aplica a:
Créditos Tributários
Fisco, Fazenda, Tributo.
Adiantamento a contrato de câmbio para exportação
NÃO CAI!
Garantia real OU cláusula de irrevogabilidade OU irretratabilidade OU 
reserva de domínio
Quando a propriedade é dividida em duas. Pode ser móvel ou imóvel.
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
1
Natureza
Facultativa ou obrigatória, pode se converter em judicial. 
 
2
Adesão
Mais da metade dos créditos de cada espécie.
Pode iniciar com um terço dos créditos, concedendo prazo de 90 dias. 
3
Abrangência
Diferentemente da judicial, só inclui os 
créditos negociados.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL: PROCESSO DETALHADO
1 Pedido Inicial
Pedido ao juiz com documentos 
contábeis. 2 Deferimento
Nomeação do administrador 
judicial.3Suspensão
Ações e execuções suspensas (exceto 
fisco e ilíquidas). 4 Plano
Apresentação em até 60 dias.
5Assembleia
Aprovação ou rejeição do plano. - os 
credores podem apresentar um nvo 
em 30 dias. O juiz pode não acatar a 
rejeição.
6 Consequências
Cumprimento do plano ou convolação em 
falência em 2 anos.
A recuperação judicial inclui todos os créditos, mesmo os não vencidos, EXCETO: tributários, de 
divisão da propriedade e de ACC (o último não cai).
FALÊNCIA: PROCESSO
1 Pedido
Inadimplência injustificada (CABE DEPÓSITO ELISIVO - protesto 
de 40 salários mínimos OU execução frustrada em qualquer 
valor) ou atos falimentares. Cabe contestação ou pedido de 
recuperação judicial.
2 Administração e Arrecadação
Nomeação do administrador judicial para iniciar a 
venda dos bens da massa falida o mais rápido 
possível.
4
FALÊNCIA: PROCESSO
3 Decretação da falência
Inicia o processo de habilitação e classificação dos 
créditos.
4
4
Pagamento
Ordem de prioridade dos credores até esgotar os 
recursos. Encerramento da falência (independentemente 
do pagamento de todos) com extinção das obrigações do 
falido.
Efeitos da Decretação da Falência
Vencimento das Dívidas
Habilita todos os 
CRÉDITOS, exceto 
restituição de BENS.
Inabilitação
Inabilitação empresarial do 
falido através da 
constituição da Massa 
Falida (fixação até antes de 
90 dias contados do pedido 
de falência)
Stay Period
Ações e execuções 
contra o falido, exceto 
Fisco e ilíquidas.
Proibição
Qualquer ato de disposição ou 
oneração de bens do falido.
Suspensão
Retenção sobre os bens sujeitos à 
arrecadação e da retirada ou de 
recebimento do valor de suas quotas ou 
ações dos sócios.
AÇÃO REVOCATÓRIA E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
Revocatória
Ineficácia dos atos: não precisa deuma 
ação para as hipóteses previstas (objetiva 
é declarada de ofício), só para a subjetiva 
(conluio).
Restituição
Bens de terceiros que não pertencem ao 
falido e foram arrecadados indevidamente 
ou mercadorias entregues 15 dias antes da 
decretação.
A revocatória visa revogar atos ineficazes que precisam de 
investigação. 
O pedido de restituição cabe para bens que não pertencem ao falido.
QUESTÃO FGV
A empresa de viagens Balneário Gaivota Ltda. teve sua 
falência decretada com fundamento na impontualidade no 
pagamento de crédito no valor de R$ 610.000,00 (seiscentos e 
dez mil reais). Na relação de credores apresentada pela 
falida para efeito de publicação consta o crédito em favor do 
Banco Princesa S/A. no valor, atualizado até a data da 
falência, de R$ 90.002, 50 (noventa mil e dois reais e 
cinquenta centavos), garantido por constituição de 
propriedade fiduciária. Ao ler a relação de credores e 
constatar tal crédito, é correto afirmar que:
A)O crédito do Banco Princesa S/A. não se submeterá aos 
efeitos da falência, e prevalecerão as condições contratuais 
originais assumidas pela devedora antes da falência perante 
o fiduciário.
B)o crédito do Banco Princesa S/A. submeter-se-á aos efeitos 
da falência, porém o bem garantido pela propriedade 
fiduciária será alienado de imediato para pagamento aos 
credores extraconcursais.
C) o crédito do Banco Princesa S/A. não se submeterá aos 
efeitos da falência, permitindo ao falido permanecer na 
posse do imóvel até o encerramento da falência.
D) o crédito do Banco Princesa S/A. submeter-se-á aos 
efeitos da falência e será pago na ordem dos créditos 
concursais, ressalvado o direito de o credor pleitear a 
restituição do bem.
Gabarito: D
UM CRÉDITO ORIUNDO DE UMA RELAÇÃO COMERCIAL OU É UM 
BEM/VALOR QUE NUNCA PERTENCEU À EMPRESA? É CRÉDITO = 
HABILITA.
SÓ É EXTRACONCURSAL O CRÉDITO ORIUNDO DO PRÓPRIO 
PROCESSO DE RECUPERAÇÃO/FALÊNCIA.
HÁ DIREITO DE RESTITUIÇÃO? “ART. 85, § ÚNICO: Também pode ser 
pedida a restituição de coisa vendida a crédito e entregue ao 
devedor nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento de sua 
falência, se ainda não alienada”. PODE SER QUE HAJA. NÃO EXISTE 
CRÉDITO EXCLUÍDO NA FALÊNCIA!
TÍTULOS DE 
CRÉDITO
TÍTULOS DE CRÉDITO - CONCEITO E 
PRINCÍPIOS
Cartularidade
Documento 
necessário: 
deve-se 
apresentar o título 
para exercer o 
direito.
Literalidade
Só vale o que está 
escrito no título.
Autonomia
O título contém a 
obrigação de PAGAR, 
independente de qualquer 
outra.
Exceções pessoais são 
inoponíveis a terceiros de 
boa-fé e deve haver 
abstração do direito 
obrigacional que o 
originou.
Representa obrigação de pagar quantia em dinheiro CERTA, LÍQUIDA E EXIGÍVEL.
CLÁUSULAS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
Endosso
Transmite o título COM garantia de coobrigado se houver protesto.
Não existe endosso parcial.
Aval
Garantia que pode ser total ou parcial.
Não é acessória.
Aceite
Só existe na letra de câmbio.
CLÁUSULAS ESPECIAIS
Endosso-Mandato
Endossatário é procurador do título. Não é terceiro, mas representante dos 
interesses do endossante.
Proibição de Novo Endosso
Retira a garantia de coobrigado. Limita a garantia de quem estiver à frente do 
endossatário.
Sem Despesas
Dispensa a necessidade de protesto para a solidariedade cambial.
QUESTÃO FGV
Luiz emitiu uma nota promissória em favor de Jerônimo. No 
momento da emissão, ele não inseriu a quantia nem o lugar de 
pagamento. Na data do vencimento, o subscritor foi procurado por 
um procurador do beneficiário, que lhe exibiu a cártula com 
endosso-mandato e exigiu o pagamento. Luiz verificou, então, que 
o título havia sido preenchido abusivamente, pois constava o valor 
de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), quando o correto seria R$ 1.500,00 
(mil e quinhentos reais), e o lugar de pagamento era diverso de seu 
domicílio, em Cachoeiro de Itapemirim, ES. Procurado pelo devedor 
para analisar o caso e ciente de que o pagamento não foi realizado 
por ele, você, como advogado(a), responde que:
A) é possível alegar em juízo, com êxito, a nulidade do 
título, em razão de o lugar de pagamento ser domicílio 
diverso do subscritor, caracterizando má-fé do 
portador atual.
B) não é possível ao subscritor se recusar validamente 
ao pagamento diante da autonomia das obrigações 
cambiárias e do endosso-mandato realizado na 
cártula.
C)é possível ao subscritor da nota promissória opor 
exceção pessoal ao beneficiário Jerônimo quanto ao 
conteúdo literal do título, diante do preenchimento 
abusivo.
D)não é possível a oposição de exceção ao 
pagamento, porque o subscritor da nota promissória 
é equiparado ao aceitante da letra de câmbio e, 
como tal, obriga-se a pagar na data do vencimento.
QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO
Princípio da Autonomia
Inoponibilidade a terceiros de boa-fé.
Procurador
Não é terceiro, mas representante.
QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO
Confusão entre Partes
Possível opor exceções pessoais.
Má-fé
Subscritor pode opor exceção pessoal ao 
beneficiário.
Gabarito: C
CONTRATOS
QUADRO COMPARATIVO DOS CONTRATOS 
EMPRESARIAIS
Contrato Conceito Características principais
Franquia Licenciamento de marca e 
know-how mediante 
pagamento
Necessidade de COF; 
franqueado não tem vínculo 
empregatício com franqueador.
Representação 
Comercial
Atividade autônoma de 
intermediação de negócios
Representante recebe comissões, 
tem direito a indenização por 
rescisão sem justa causa.
Distribuição Empresa compra produtos do 
fabricante e revende
Distribuidor assume riscos; pode 
ter exclusividade territorial.
Comissão Mercantil Intermediário vende produtos 
em nome do comitente
Comissão somente se houver 
sucesso na venda; risco do 
negócio é do comitente
QUESTÃO FGV
Pastifício Ponte Serrada S/A celebrou contrato de 
comissão com Eloi Mendes para aquisição de cereais. O 
negócio foi efetuado pelo comissário conforme as 
instruções recebidas, mas a vendedora, Cerealista 
Campos Novos Ltda., ficou inadimplente na entrega do 
produto.
Considerando-se que o contrato de comissão 
celebrado entre Pastifício Ponte Serrada S/A e Eloi 
Mendes não contém cláusula del credere, assinale a 
afirmativa correta:
A) O comissário não responde perante o comitente pelo 
inadimplemento do vendedor Cerealista Campos Novos Ltda., 
devendo o segundo suportar os prejuízos advindos.
B) Tanto o comissário quanto o vendedor Cerealista Campos 
Novos Ltda. respondem solidariamente perante o comitente 
pelos prejuízos advindos.
C) Apenas o comissário responde perante o comitente pelos 
prejuízos advindos do inadimplemento do vendedor Cerealista 
Campos Novos Ltda.
D) O comissário e o vendedor Cerealista Campos Novos Ltda. 
respondem solidariamente perante o comitente pelos prejuízos 
advindos, mas o primeiro apenas em caráter subsidiário.
QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO
Gabarito: A
Comissão é o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) 
adquire ou vende bens, em seu próprio nome e 
responsabilidade, mas por ordem e por conta de outrem 
(comitente), em troca de certa remuneração, obrigando-se 
para com terceiros com quem contrata (CC, art. 693).
A cláusula del credere, prevista no art. 697 do Código Civil, 
torna-o responsável perante o comitente do cumprimento 
da obrigação assumida e descumprida pelo terceiro.