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GUIA ESTRATÉGICO PARA O SUCESSO EM DIREITO EMPRESARIAL NA OAB Bem-vindos, futuros advogados! Este guia foi desenvolvido para otimizar sua preparação em Direito Empresarial, visando um desempenho eficaz e estratégico na prova da OAB. Nosso objetivo é apresentar um método focado nos temas mais relevantes, nas nuances da FGV e em técnicas de resolução rápida. Vamos desvendar os segredos para dominar a disciplina, garantindo que vocês não apenas respondam às questões, mas que as conquistem com confiança e precisão. Preparados para transformar o desafio em aprovação? DECIFRANDO A PRESENÇA DO DIREITO EMPRESARIAL NA OAB Na prova da OAB, o Direito Empresarial se manifesta por meio de 4 questões por exame, cada uma projetada para avaliar sua capacidade de aplicar a lei a situações concretas. A FGV, banca examinadora, valoriza a aplicação direta da legislação, transformando cada questão em um caso prático que exige um raciocínio jurídico preciso. Para ter sucesso, é crucial compreender não apenas a teoria, mas também a prática empresarial, identificando os elementos chave que podem influenciar a resposta correta. Prepare-se para interpretar cenários e encontrar as soluções nas entrelinhas da lei. Quantidade 4 questões por exame. Formato Casos práticos. Exigência Aplicação direta da lei. PRIORIZANDO SEUS ESTUDOS: OS TEMAS ESSENCIAIS DE EMPRESARIAL Para otimizar seus estudos, é essencial focar nos temas com maior incidência na prova da OAB, com base no histórico da FGV. Comece pela Parte Geral, compreendendo o conceito de empresário e o processo de registro. A Lei de Falência e Recuperação Judicial (Lei 11.101/2005) é um pilar fundamental. Domine as nuances das Sociedades , além do Estabelecimento Empresarial. Não negligencie os Contratos Empresariais, como Franquia, Fomento Mercantil e Representação Comercial, bem como os Títulos de Crédito. Parte Geral e Estabelecimento Sociedades Falência e Recuperação Contratos e Títulos de Crédito REGRAS DO CHAT Dúvidas Você pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo da aula. Respeito Mantenha um ambiente cordial e respeitoso com todos. Atenção Minimize distrações para melhor aprendizado. Instagram Para mais dúvidas, siga e pergunte no @thaisaragone. https://instagram.com/thaisaragone PARTE GERAL ARTIGO 966 DO CÓDIGO CIVIL: O Coração do Empresário O Art. 966 do Código Civil define quem é considerado empresário: aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. O parágrafo único exclui os profissionais intelectuais, a menos que o exercício da profissão constitua um elemento de empresa. Os elementos essenciais são: profissionalismo, economicidade, organização e produção/circulação. Atenção aos detalhes, pois a FGV adora explorar as nuances desse artigo! Art. 966, CC: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. §único: Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. PROFISSÃO INTELECTUAL VS. EMPRESÁRIO A regra geral é que profissionais liberais como advogados, médicos e arquitetos não são empresários. A exceção surge quando há uma estrutura empresarial que se torna um elemento de empresa, como um hospital com vários médicos contratados. Regra Geral Profissionais liberais não são empresários. Exceção Estrutura empresarial como elemento de empresa. AUXILIARES PROFISSIONAL(IS) CONSUMIDOR CONSUMIDOR SERVIÇO 1 SERVIÇO 2 SERVIÇO 3 PROTEÇÃO AO CREDOR NO DIREITO EMPRESARIAL Regulação das Relações O Direito Empresarial disciplina a interação entre empresários e credores. Bancos Instituições financeiras credoras recebem tratamento diferenciado. Dívidas Obrigações empresariais possuem mecanismos específicos de proteção. REGISTRO E REGULARIDADE O registro é obrigatório para empresários e deve ser feito na Junta Comercial. O empresário que atua sem registro é considerado irregular, respondendo ilimitadamente pelos débitos e sujeito a penalidades. A FGV pode cobrar sobre empresas rurais, então lembre-se: elas podem optar pelo registro para obter os mesmos benefícios dos empresários urbanos, conforme o Art. 971 do Código Civil. Empresário Urbano Regular Realizou o registro obrigatório na Junta Comercial ANTES do início das atividades. Empresário Urbano irregular Não realizou o registro na Junta Comercial. Sofrerá consequências Empresas Rurais Registro opcional: não existe irregularidade, existe escolha. QUESTÃO OAB ADAPTADA Pedro, psicólogo autônomo, abre uma clínica com exames de tomografia e outros profissionais sob sua coordenação. Pedro deve ser considerado empresário? A) Sim, pela estrutura organizada além dos serviços pessoais. B) Não, pois a psicologia é profissão intelectual. C) Sim, se registrar como sociedade empresária. D) Não, pois contratar funcionários não transforma profissão intelectual em atividade empresarial. QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO A resposta correta é a alternativa A, pois Pedro explora uma estrutura organizada além da prestação de serviços pessoais. O Art. 966 do Código Civil, em seu parágrafo único, estabelece a distinção entre atividade intelectual e elemento de empresa. Se Pedro oferecesse apenas consultas psicológicas, seria uma sociedade simples, não empresária. Fique atento às nuances e armadilhas da FGV! EMPRESÁRIO INDIVIDUAL VS. SOCIEDADE: O Empresário Individual é a pessoa física que exerce atividade econômica em nome próprio, assumindo riscos ilimitados. Já a Sociedade Empresária é formada por duas ou mais pessoas, com responsabilidade limitada ou ilimitada, dependendo do tipo societário. Essa distinção é crucial para entender a responsabilidade em caso de dívidas e obrigações. Na prova, identifique se a questão se refere a uma pessoa física atuando sozinha ou a uma entidade com sócios. Empresário Individual Pessoa física, riscos ilimitados. Sociedade Empresária Duas ou mais pessoas, responsabilidade limitada ou ilimitada. ADMINISTRADOR DA SOCIEDADE: REGRAS ESSENCIAIS Quem é o administrador? • Espécie de procurador da sociedade, responsável pela gestão dos interesses sociais. • Seus poderes são limitados pela outorga, ou seja, pelo que foi concedido no contrato social ou por ato específico. • Registro obrigatório na Junta Comercial para ter validade perante terceiros. Deveres do administrador ✔ Deve prestar contas regularmente aos sócios. ✔ Pode substabelecer poderes (delegar atribuições), se permitido no contrato social. ✔ Atua sempre em nome da sociedade, respeitando os limites do seu mandato. PODERES E LIMITAÇÕES DO ADMINISTRADOR Limitações • Não pode vender imóveis (salvo se for a atividade). • Não pode exceder os poderes concedidos. Revogação • Não sócio: destituição a qualquer momento. • Sócio nomeado em contrato: só judicialmente. ● O administrador deve conhecer seus limites. Ultrapassar os poderes pode gerar responsabilidade pessoal. ● Sua nomeação pode se dar em Contrato Social OU em documento apartado. QUESTÃO FGV A empresária individual Marília da Rocha, inscrita há mais de dez anos na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sempre exerceu empresa sem designação de prepostos. Todavia, em razão do aumento de trabalho e necessidades de múltiplas viagens, tornou-se necessário nomear Jandira Franco como gerente na sede de sua empresa. Antes de efetuar a nomeação, Marília da Rocha consulta seu advogado para que este lhe esclareça sobre as prerrogativas do gerente e sua atuação como preposto. Assinale a opção que está de acordo com a disposição legal e pode ser dada como orientação a Marília da Rocha. A) O gerente não está autorizado a praticar os atos necessários ao exercício dos poderesque lhe foram outorgados, pois tais atos sempre exigem poderes especiais. B) Se o empresário nomear dois ou mais gerentes, na falta de estipulação diversa, os poderes conferidos a eles presumem-se para atuação individual, sem solidariedade. C) O gerente nunca poderá estar em juízo em nome do preponente pelas obrigações resultantes do exercício da sua função porque tal prerrogativa é exclusiva do administrador. D) A alteração ou revogação do mandato conferido pelo empresário ao gerente, para ser oposta a terceiros, deve ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis. QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO Gabarito: D a)Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados (art. 1.173 do CC) b) Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes (parágrafo único do art. 1.173 do CC) c)O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações resultantes do exercício da sua função (art. 1.176 do CC). d)De acordo com o art. 1.174 do CC, as limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gerente. IMPEDIMENTOS LEGAIS AO EMPRESÁRIO Servidores públicos Restrições para evitar conflito de interesses. Magistrados e membros do MP Incompatibilidade com a função. Militares da ativa Regras específicas da carreira militar. Falidos não reabilitados Até a reabilitação financeira. A lei impõe restrições para proteger o interesse público. O impedido responderá por todas as obrigações contraídas como PF. CAPACIDADE DO EMPRESÁRIO Pleno gozo da capacidade civil Maior de 18 anos ou emancipado. Incapaz pode continuar empresa CAPITAL SOCIAL ESTEJA INTEGRALIZADO; HAJA RESPONSÁVEL LEGAL (REPRESENTANTE/ASSISTENTE) NÃO PODE O INCAPAZ ADMINISTRAR; HAJA O REGISTRO DA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. OBS: RESPONSÁVEL IMPEDIDO OBRIGA A PRESENÇA DE GERENTE - NA NULIDADE, RESPONDE PELO D. CIVIL. REGIME DE BENS E SOCIEDADE Comunhão parcial Pode ser sócio. Separação total Pode ser sócio. Comunhão universal Não pode ser sócio. Separação obrigatória Não pode ser sócio. O regime de bens influencia a possibilidade de cônjuges serem sócios. Comunhão universal e separação obrigatória impedem. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL O estabelecimento é mais que o ponto comercial. É o conjunto de bens que viabiliza a atividade empresarial. Não tem personalidade jurídica. 📜 Art. 1.142 do Código Civil "Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário ou sociedade empresária." Conjunto de bens Materiais e imateriais. Organizado Para atividade empresarial. Inclui Máquinas, marca, ponto. Patrimônio Estabelecimento Ponto de negócio TRESPASSE: VENDA DO ESTABELECIMENTO Venda Do estabelecimento como um todo. Inclui Clientela, marca, contratos. Permite Continuidade da atividade. O trespasse transfere a operação. As dívidas acompanham, com autorização do credor. RESPONSABILIDADE NO TRESPASSE Responsabilidade Alienante (Vendedor) Adquirente (Comprador) Dívidas Solidária por 1 ano A PARTIR DO REGISTRO TODAS as dívidas contabilizadas O alienante responde solidariamente por um ano A PARTIR DO REGISTRO. O adquirente pelas dívidas conhecidas e registradas. PRAZOS E NOTIFICAÇÃO NO TRESPASSE 30 Dias para credores se oporem. O trespasse deve ser registrado, além de ser publicado (exceto para ME e EPP) para ciência dos credores. Prazo de 30 dias para oposição. Ou paga ou não faz o trespasse. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma NOME EMPRESARIAL VS. MARCA Nome Empresarial ● Identidade legal na Junta Comercial (estadual). ● Novidade e exclusividade. ● Veracidade e inalienabilidade. Marca ● Distintivo de produtos/serviços no INPI. ● Novidade e exclusividade. ● Transferível e licenciável. Nome empresarial identifica a empresa. Marca distingue produtos e serviços. Uma empresa pode ter vários de cada. SOCIEDADES SOCIEDADES 1 REUNIÃO DE PESSOAS Exceção para a Sociedade Limitada Unipessoal. Estabelecido pelo Contrato ou Estatuto Social. 2 CAPITAL SOCIAL Subscrição no Contrato Social para posterior integralização. Sócio remisso é aquele que não entrega tudo que prometeu. 3 REGISTRO Autonomia patrimonial - a desconsideração da personalidade retira isso para certos atos (confusão patrimonial ou ilicitude). SOCIEDADES DESPERSONIFICADAS (SEM PERSONALIDADE JURÍDICA) ● Sociedade em Comum: Sem registro, responsabilidade ilimitada dos sócios. ● Sociedade em Conta de Participação (SCP): Sócio ostensivo e sócios ocultos; os ocultos não respondem perante terceiros. QUESTÃO FGV Lauro e Moysés constituem, por contrato escrito, uma sociedade para prestação de serviços de informática, mas não levam o contrato a arquivamento na Junta Comercial e iniciam a atividade econômica em comum. Lauro, em seu nome, mas agindo no interesse dele e de Moysés, celebra contrato com Agnes para instalação e manutenção de rede sem fio. Agnes desconhecia a existência da sociedade. Inadimplido o contrato, Agnes tomou conhecimento da existência de sociedade por confissão de Lauro na ação de cobrança que ela intentou em face dele. Com base nessas informações, Agnes poderá ter seu crédito satisfeito com o produto da alienação judicial dos: A) bens sociais de titularidade comum dos sócios Lauro e Moysés e de seus bens particulares, devendo exaurir primeiro os bens sociais para, posteriormente e se necessário, atingir os bens dos sócios, sendo que Lauro está excluído do benefício de ordem por ter contratado no interesse da sociedade. B) bens particulares de Lauro, por desconhecer a existência da sociedade, sem possibilidade de excussão dos bens sociais ou os de Moysés, por esse não ter contratado no interesse da sociedade. C) bens sociais de titularidade comum dos sócios Lauro e Moysés e dos bens particulares de Lauro, mas não há possibilidade de atingir os bens particulares de Moysés, já que este não contratou no interesse da sociedade. D) bens sociais de titularidade comum dos sócios Lauro e Moysés, considerando a existência de autonomia patrimonial da sociedade, sem possibilidade de excussão dos bens particulares dos sócios Lauro e Moysés. QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO ● Gabarito: A ● Empresários não inscritos os atos constitutivos (contrato social, por exemplo), a sociedade é tratada como uma “sociedade em comum” ou “de fato” – com exceção da S.A. (art. 986 do CC). ● Os bens e dívidas desse tipo de sociedade constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum (art. 988 do CC). ● Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente (inclui bens particulares) pelas obrigações nessa sociedade, excluído do benefício de ordem (previsto no art. 1.024 do CC) aquele que contratou pela sociedade – no caso, Lauro (art. 990). RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO: UM GUIA PRÁTICO Retirada (Art. 1.029, CC) Em sociedades por prazo indeterminado, o sócio pode se retirar mediante notificação com 60 dias de antecedência. Já em sociedades por prazo determinado, é necessária justa causa e requerimento judicial. Exclusão Extrajudicial (Art. 1.085, CC) Um sócio pode ser excluído se praticar faltas graves , desde que haja previsão no contrato social e aprovação de sócios com mais da metade do capital social. A responsabilidade solidária do sócio retirante/excluído/falecido tem um prazo de 2 anos APÓS O REGISTRO Do sócio cuja quota tenha sido liquidada ou falido. Pleno direito (Art. 1.026, CC) RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO: UM GUIA PRÁTICO Exclusão Judicial (Art. 1.030, CC) Qualquer sócio pode pedir judicialmente a exclusão de outro por incapacidade superveniente ou descumprimento de suasobrigações. Morte do Sócio (Art. 1.028, CC) As regras incluem dissolução parcial com apuração de haveres (REGRA GERAL), continuidade da sociedade com ingresso dos herdeiros ou dissolução total. SOCIEDADE SIMPLES: CARACTERÍSTICAS E PARTICULARIDADES Em regra, a responsabilidade é subsidiária e ilimitada. Isso significa que os sócios respondem pelas dívidas da sociedade de forma ilimitada, mas apenas se o patrimônio da sociedade for insuficiente. A sociedade simples não é empresária. Ela é constituída para o exercício de atividades intelectuais, de natureza científica, literária ou artística. Contribuições O sócio que não contribui com o capital social, contribui com serviços, geralmente com exclusividade. Essa é uma característica marcante desse tipo de sociedade. A divisão de lucros é proporcional à participação de cada sócio. SOCIEDADE LIMITADA: RESPONSABILIDADE E CAPITAL SOCIAL Responsabilidade Limitada A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor das cotas que cada um titulariza, desde que o capital social esteja totalmente integralizado. Capital Social O capital social pode ser dividido em cotas iguais ou desiguais e integralizado com dinheiro ou bens. A integralização do capital é fundamental para a proteção da responsabilidade limitada dos sócios. Fique atento: o prazo de 5 anos após o registro para a responsabilidade solidária só ocorre se houver inexatidão no valor de bens dados como capital. Esteja ciente das obrigações e responsabilidades para evitar problemas futuros. SOCIEDADE LIMITADA: QUERIDINHA FGV Unipessoalidade A Sociedade Limitada pode ser unipessoal, ou seja, constituída por apenas um sócio. Regras Aplicáveis Na omissão, a Sociedade Limitada rege-se pelas regras da Sociedade Simples, exceto se o contrato estipular que é pela Lei das Sociedades Anônimas (LSA). Deliberação A deliberação entre os sócios é proporcional ao tamanho da quota titularizada (número absoluto). O peso do voto é fundamental nas decisões da sociedade. SOCIEDADE LIMITADA: QUÓRUM PARA DELIBERAÇÕES Regra Geral A regra geral da lei exige mais da metade do capital social (maioria absoluta) para as deliberações. Designação de Não Sócios A designação de não sócios em capital social não integralizado requer 2/3 do capital social (maioria absoluta). Hipóteses Não Listadas A maioria de votos dos presentes é suficiente para aprovação de contas dos administradores, nomeação e destituição de liquidantes e julgamento de suas contas. Transformação A transformação da sociedade requer o consentimento de todos os sócios, se não estiver previsto no contrato. O quórum é um aspecto crucial para a validade das deliberações. Certifique-se de que as decisões são tomadas com o quórum correto para evitar questionamentos futuros. S/A X LTDA: UMA COMPARAÇÃO ESSENCIAL Característica Limitada (LTDA) Anônima (S/A) Espécie Empresária ou Simples Empresária Capital Cotas Ações Responsabilidade Limitada ao capital integralizado Limitada ao valor das ações Administração Deliberação proporcional ao capital Assembleia Geral, Conselho de Administração Transferência de participação Restrita Livre circulação Pequenas empresas optam pela LTDA, enquanto grandes corporações preferem a S/A. A escolha depende das necessidades e objetivos de cada negócio. QUESTÃO FGV Quanto às regras aplicáveis ao Direito Empresarial, é correto afirmar que: A) dissolve-se a sociedade simples quando ocorrer a deliberação dos sócios, por maioria simples, se a sociedade for de prazo indeterminado; B)sendo simples a sociedade, o empresário casado não pode, sem a outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real; C) além dos casos previstos na lei ou no contrato, qualquer sócio na sociedade simples pode retirar-se da sociedade; se de prazo indeterminado, mediante notificação aos demais sócios, com antecedência mínima de trinta dias; se de prazo determinado, provando judicialmente justa causa; D) na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Havendo casos omissos quanto às regras aplicadas à sociedade limitada, aplicar-se-ão as regras concernentes à sociedade simples. Gabarito: D A)Art. 1.033: A dissolução ocorre por maioria absoluta, não simples. B) Art. 978: Não é necessária outorga conjugal. C) Art. 1.029: A antecedência mínima é de 60 dias. D) Art. 1.052 e 1.053: A responsabilidade é restrita ao valor das quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Nas omissões, aplicam-se as regras da sociedade simples. Art. 1.035: O contrato pode prever outras causas de dissolução, a serem verificadas judicialmente quando contestadas. FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO NOÇÕES BÁSICAS PROCESSUAIS Elegibilidade do Empresário Empresário regular há 2 anos, EXCETO rural. Não ter requerido recuperação nos últimos 5 anos (judicial) ou 2 anos (extrajudicial). Competência Local do principal estabelecimento (conceito econômico), não é pela sede. Suspensão de Ações Suspensão da prescrição e execução, exceto Fisco e ações ilíquidas. Não pode antecipar pagamento ou tratar desfavoravelmente credor (INTENÇÃO DE FRAUDAR). PLANO DE RECUPERAÇÃO Renegociação pelo PLANO: não só as dívidas, envolvendo questões como a administração da empresa. NÃO se aplica a: Créditos Tributários Fisco, Fazenda, Tributo. Adiantamento a contrato de câmbio para exportação NÃO CAI! Garantia real OU cláusula de irrevogabilidade OU irretratabilidade OU reserva de domínio Quando a propriedade é dividida em duas. Pode ser móvel ou imóvel. RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL 1 Natureza Facultativa ou obrigatória, pode se converter em judicial. 2 Adesão Mais da metade dos créditos de cada espécie. Pode iniciar com um terço dos créditos, concedendo prazo de 90 dias. 3 Abrangência Diferentemente da judicial, só inclui os créditos negociados. RECUPERAÇÃO JUDICIAL: PROCESSO DETALHADO 1 Pedido Inicial Pedido ao juiz com documentos contábeis. 2 Deferimento Nomeação do administrador judicial.3Suspensão Ações e execuções suspensas (exceto fisco e ilíquidas). 4 Plano Apresentação em até 60 dias. 5Assembleia Aprovação ou rejeição do plano. - os credores podem apresentar um nvo em 30 dias. O juiz pode não acatar a rejeição. 6 Consequências Cumprimento do plano ou convolação em falência em 2 anos. A recuperação judicial inclui todos os créditos, mesmo os não vencidos, EXCETO: tributários, de divisão da propriedade e de ACC (o último não cai). FALÊNCIA: PROCESSO 1 Pedido Inadimplência injustificada (CABE DEPÓSITO ELISIVO - protesto de 40 salários mínimos OU execução frustrada em qualquer valor) ou atos falimentares. Cabe contestação ou pedido de recuperação judicial. 2 Administração e Arrecadação Nomeação do administrador judicial para iniciar a venda dos bens da massa falida o mais rápido possível. 4 FALÊNCIA: PROCESSO 3 Decretação da falência Inicia o processo de habilitação e classificação dos créditos. 4 4 Pagamento Ordem de prioridade dos credores até esgotar os recursos. Encerramento da falência (independentemente do pagamento de todos) com extinção das obrigações do falido. Efeitos da Decretação da Falência Vencimento das Dívidas Habilita todos os CRÉDITOS, exceto restituição de BENS. Inabilitação Inabilitação empresarial do falido através da constituição da Massa Falida (fixação até antes de 90 dias contados do pedido de falência) Stay Period Ações e execuções contra o falido, exceto Fisco e ilíquidas. Proibição Qualquer ato de disposição ou oneração de bens do falido. Suspensão Retenção sobre os bens sujeitos à arrecadação e da retirada ou de recebimento do valor de suas quotas ou ações dos sócios. AÇÃO REVOCATÓRIA E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Revocatória Ineficácia dos atos: não precisa deuma ação para as hipóteses previstas (objetiva é declarada de ofício), só para a subjetiva (conluio). Restituição Bens de terceiros que não pertencem ao falido e foram arrecadados indevidamente ou mercadorias entregues 15 dias antes da decretação. A revocatória visa revogar atos ineficazes que precisam de investigação. O pedido de restituição cabe para bens que não pertencem ao falido. QUESTÃO FGV A empresa de viagens Balneário Gaivota Ltda. teve sua falência decretada com fundamento na impontualidade no pagamento de crédito no valor de R$ 610.000,00 (seiscentos e dez mil reais). Na relação de credores apresentada pela falida para efeito de publicação consta o crédito em favor do Banco Princesa S/A. no valor, atualizado até a data da falência, de R$ 90.002, 50 (noventa mil e dois reais e cinquenta centavos), garantido por constituição de propriedade fiduciária. Ao ler a relação de credores e constatar tal crédito, é correto afirmar que: A)O crédito do Banco Princesa S/A. não se submeterá aos efeitos da falência, e prevalecerão as condições contratuais originais assumidas pela devedora antes da falência perante o fiduciário. B)o crédito do Banco Princesa S/A. submeter-se-á aos efeitos da falência, porém o bem garantido pela propriedade fiduciária será alienado de imediato para pagamento aos credores extraconcursais. C) o crédito do Banco Princesa S/A. não se submeterá aos efeitos da falência, permitindo ao falido permanecer na posse do imóvel até o encerramento da falência. D) o crédito do Banco Princesa S/A. submeter-se-á aos efeitos da falência e será pago na ordem dos créditos concursais, ressalvado o direito de o credor pleitear a restituição do bem. Gabarito: D UM CRÉDITO ORIUNDO DE UMA RELAÇÃO COMERCIAL OU É UM BEM/VALOR QUE NUNCA PERTENCEU À EMPRESA? É CRÉDITO = HABILITA. SÓ É EXTRACONCURSAL O CRÉDITO ORIUNDO DO PRÓPRIO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO/FALÊNCIA. HÁ DIREITO DE RESTITUIÇÃO? “ART. 85, § ÚNICO: Também pode ser pedida a restituição de coisa vendida a crédito e entregue ao devedor nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento de sua falência, se ainda não alienada”. PODE SER QUE HAJA. NÃO EXISTE CRÉDITO EXCLUÍDO NA FALÊNCIA! TÍTULOS DE CRÉDITO TÍTULOS DE CRÉDITO - CONCEITO E PRINCÍPIOS Cartularidade Documento necessário: deve-se apresentar o título para exercer o direito. Literalidade Só vale o que está escrito no título. Autonomia O título contém a obrigação de PAGAR, independente de qualquer outra. Exceções pessoais são inoponíveis a terceiros de boa-fé e deve haver abstração do direito obrigacional que o originou. Representa obrigação de pagar quantia em dinheiro CERTA, LÍQUIDA E EXIGÍVEL. CLÁUSULAS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO Endosso Transmite o título COM garantia de coobrigado se houver protesto. Não existe endosso parcial. Aval Garantia que pode ser total ou parcial. Não é acessória. Aceite Só existe na letra de câmbio. CLÁUSULAS ESPECIAIS Endosso-Mandato Endossatário é procurador do título. Não é terceiro, mas representante dos interesses do endossante. Proibição de Novo Endosso Retira a garantia de coobrigado. Limita a garantia de quem estiver à frente do endossatário. Sem Despesas Dispensa a necessidade de protesto para a solidariedade cambial. QUESTÃO FGV Luiz emitiu uma nota promissória em favor de Jerônimo. No momento da emissão, ele não inseriu a quantia nem o lugar de pagamento. Na data do vencimento, o subscritor foi procurado por um procurador do beneficiário, que lhe exibiu a cártula com endosso-mandato e exigiu o pagamento. Luiz verificou, então, que o título havia sido preenchido abusivamente, pois constava o valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), quando o correto seria R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), e o lugar de pagamento era diverso de seu domicílio, em Cachoeiro de Itapemirim, ES. Procurado pelo devedor para analisar o caso e ciente de que o pagamento não foi realizado por ele, você, como advogado(a), responde que: A) é possível alegar em juízo, com êxito, a nulidade do título, em razão de o lugar de pagamento ser domicílio diverso do subscritor, caracterizando má-fé do portador atual. B) não é possível ao subscritor se recusar validamente ao pagamento diante da autonomia das obrigações cambiárias e do endosso-mandato realizado na cártula. C)é possível ao subscritor da nota promissória opor exceção pessoal ao beneficiário Jerônimo quanto ao conteúdo literal do título, diante do preenchimento abusivo. D)não é possível a oposição de exceção ao pagamento, porque o subscritor da nota promissória é equiparado ao aceitante da letra de câmbio e, como tal, obriga-se a pagar na data do vencimento. QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO Princípio da Autonomia Inoponibilidade a terceiros de boa-fé. Procurador Não é terceiro, mas representante. QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO Confusão entre Partes Possível opor exceções pessoais. Má-fé Subscritor pode opor exceção pessoal ao beneficiário. Gabarito: C CONTRATOS QUADRO COMPARATIVO DOS CONTRATOS EMPRESARIAIS Contrato Conceito Características principais Franquia Licenciamento de marca e know-how mediante pagamento Necessidade de COF; franqueado não tem vínculo empregatício com franqueador. Representação Comercial Atividade autônoma de intermediação de negócios Representante recebe comissões, tem direito a indenização por rescisão sem justa causa. Distribuição Empresa compra produtos do fabricante e revende Distribuidor assume riscos; pode ter exclusividade territorial. Comissão Mercantil Intermediário vende produtos em nome do comitente Comissão somente se houver sucesso na venda; risco do negócio é do comitente QUESTÃO FGV Pastifício Ponte Serrada S/A celebrou contrato de comissão com Eloi Mendes para aquisição de cereais. O negócio foi efetuado pelo comissário conforme as instruções recebidas, mas a vendedora, Cerealista Campos Novos Ltda., ficou inadimplente na entrega do produto. Considerando-se que o contrato de comissão celebrado entre Pastifício Ponte Serrada S/A e Eloi Mendes não contém cláusula del credere, assinale a afirmativa correta: A) O comissário não responde perante o comitente pelo inadimplemento do vendedor Cerealista Campos Novos Ltda., devendo o segundo suportar os prejuízos advindos. B) Tanto o comissário quanto o vendedor Cerealista Campos Novos Ltda. respondem solidariamente perante o comitente pelos prejuízos advindos. C) Apenas o comissário responde perante o comitente pelos prejuízos advindos do inadimplemento do vendedor Cerealista Campos Novos Ltda. D) O comissário e o vendedor Cerealista Campos Novos Ltda. respondem solidariamente perante o comitente pelos prejuízos advindos, mas o primeiro apenas em caráter subsidiário. QUESTÃO FGV - RESOLUÇÃO Gabarito: A Comissão é o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) adquire ou vende bens, em seu próprio nome e responsabilidade, mas por ordem e por conta de outrem (comitente), em troca de certa remuneração, obrigando-se para com terceiros com quem contrata (CC, art. 693). A cláusula del credere, prevista no art. 697 do Código Civil, torna-o responsável perante o comitente do cumprimento da obrigação assumida e descumprida pelo terceiro.