Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

RESUMO – AULA 4 – LESÃO CELULAR 
AGRESSÃO/ESTRESSE → Aumento da demanda funcional → Processo adaptativo (hiperplasia, 
hipertrofia, metaplasia, displasia e anaplasia). OBS: o aumento da demanda funcional também pode 
levar a um processo de lesão reversível, que pode levar a degenerações ou ao ponto de não retorno. 
AGRESSÃO/ESTRESSE → Lesões reversíveis → Degeneração hidrópica ou degeneração 
gordurosa. 
AGRESSÃO/ESTRESSE → Lesão reversível → Ponto de não retorno → Lesão irreversível → Morte 
celular (apoptose ou necrose). 
❖ PONTO DE NÃO RETORNO: é o ponto em que uma lesão que inicialmente é reversível, 
dependendo da intensidade (tempo de exposição) e da natureza do agente agressor, não consegue 
mais retroceder a nível normal e não tem mais como recuperar suas funções, tornando-se uma lesão 
irreversível (ponto de irreversibilidade das lesões: lesões a nível intracelular → apoptose ou 
necrose). A reversibilidade ou não da lesão vai depender da natureza e da intensidade do 
agente agressor. 
 
❖ CAUSAS DE LESÃO 
– Hipóxia (diminuição do aporte de O2); 
– Agentes físicos (ferimento a bala, ferimento com instrumentos perfuro-cortantes); 
– Agentes químicos (agentes cáusticos, alcalinos, ácidos); 
– Agentes infecciosos (agentes biológicos como vírus e bactérias); 
– Reações imunológicas (situações de doenças autoimunes como lúpus); 
– Desarranjos genéticos (desordens provenientes de mutações ou alterações genéticas, como 
por exemplo, uma gastrite autoimune ou adquirida, diabetes mellitus e etc.); 
– Desequilíbrios nutricionais. 
 
OBS: a privação de oxigênio, suprimentos sanguíneos e nutrientes, são vias de indução de lesão 
celular comum a muitas desordens, pois todas elas culminam numa alteração de produção de energia. 
A hipóxia induz gera uma inabilidade da célula em produzir energia (pois a ausência ou diminuição de 
oxigênio, altera o processo da respiração celular). 
 
➢ Causas da Hipóxia 
 
• Isquemia: é definida como a privação de suprimento arterial, de irrigação arterial; 
• Oxigenação inadequada (deficiência cardiorrespiratória); 
• Diminuição da capacidade do sangue em carrear oxigênio (anemia, envenenamento por 
monóxido de carbono – diminuem a afinidade da hemoglobina em transportar oxigênio); 
• Hemorragia intensa (após grande perda sanguínea, o indivíduo não terá o veículo para que os 
tecidos sejam oxigenados). 
 
O oxigênio é um dos principais componentes nas reações de obtenção de energia. A deficiência 
de oxigênio reduzirá a fosforilação oxidativa (é nesta etapa que ocorre a maior produção de energia 
por via aeróbica) e a redução da oxigenação do tecido pode gerar → um processo adaptativo ou uma 
lesão reversível. Essa lesão reversível pode chegar a um ponto de irreversibilidade e sofrer um 
processo de morte celular (por apoptose ou necrose). 
 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA LESÃO – DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA 
Uma função importante das células é a produção de energia (respiração celular), que pode 
acontecer por via anaeróbica (sem oxigênio) e via aeróbia (na presença de oxigênio). 
→ Relembrando: a respiração celular é divida em três fases principais: glicólise (sem a presença de 
O2 – é 1ª etapa metabólica que ocorre no citosol das células), ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa 
(2ª e 3ª etapa que ocorrem nas cristas mitocondriais com a presença de O2). A respiração celular 
depende da respiração pulmonar (entrada de oxigênio no corpo) e da alimentação (carboidratos, 
lipídios e proteínas) que vai providenciar as moléculas orgânicas necessárias no processo de 
extração de energia. Em síntese, a glicose advinda da alimentação se une ao oxigênio proveniente 
da ventilação pulmonar e geram a reação que libera CO2, água e energia (moléculas de ATP): 
C6H12O6 + 6 O2 ⇒ 6 CO2 + 6 H2O + ATP. 
A hipóxia comprometerá a produção de energia na célula, devido a deficiência do aporte de 
oxigênio, isso vai interferir na produção de ATP que é muito importante para diversas funções 
celulares, inclusive de manutenção. 
Bomba de sódio potássio ATPase é uma proteína transmembrana 
(canais de íons) cuja atividade enzimática utiliza a energia proveniente da 
degradação do ATP em ADP e fosfato inorgânico para transportar 2 íons 
de potássio (K+) para dentro da célula e 3 íons de sódio (Na+) para fora 
contra os respectivos gradientes de concentração destes íons. 
Todo esse processo tem como objetivo manter o equilíbrio das células, o 
meio extracelular possui uma concentração maior de sódio, enquanto que 
o meio intracelular possui maior concentração de potássio. Por transporte 
ativo, as proteínas transmembranas capturam os íons de sódio no 
citoplasma e os bombeiam para fora das células e capturam os íons de 
potássio no meio extracelular e bombeiam para dentro das células, 
mantendo assim o equilíbrio. 
Esse equilíbrio na concentração do potássio no meio intracelular é essencial para a síntese 
proteica e da respiração, e o bombeamento de sódio para o meio extracelular permite o equilíbrio 
osmótico, mantendo a concentração de água no meio intracelular e a estabilidade do volume das 
células. 
*Equilíbrio osmótico a distribuição uniforme da água em 
compartimentos diferentes separados por uma membrana 
semipermeável e osmose é o processo de passagem da água, 
sem gasto de energia, pela célula do meio menos concentrado 
para o mais concentrado através de uma membrana 
seletivamente permeável a favor de um gradiente de 
concentração. 
A osmose acontece quando temos uma situação em que 
uma solução mais concentrada está de um lado de 
uma membrana seletivamente permeável, e, do outro lado, há 
uma solução menos concentrada. A solução mais concentrada apresenta maior concentração de soluto e 
menor concentração de água (solvente), enquanto a menos concentrada apresenta maior concentração de 
água livre e menor concentração de soluto. A pressão osmótica é a força contrária a osmose, ou seja, é a 
pressão que deve ser aplicada sobre uma membrana semipermeável para evitar que o solvente a atravesse. 
O que acontece se a célula tiver uma perda na capacidade de produção de energia (ex: por hipóxia)? 
Ocorrerá a perda da capacidade da célula de manter o equilíbrio eletrolítico e, consequentemente, 
ocorrerá um acúmulo maior de íons de sódio dentro da célula, que promoverá a entrada de água 
para o meio intracelular. Pois, o acúmulo de soluto faz com que a água entre para equilibrar o 
sistema. A entrada de água na célula faz com que ela fique tumefeita. Esse acúmulo de íons e água 
no interior da célula é denominado DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA. 
LESÃO → Hipóxia → Diminuição de ATP → Entrada de sódio e água na célula e saída de potássio 
→ Aumento da pressão osmótica → Mais água entra na célula → As cisternas do reticulo 
endoplasmático distendem, rompem e formam vacúolos → Vacuolização intensa → DEGENERAÇÃO 
HIDRÓPICA (processo de tumefação celular aguda). 
 
 DEGENERAÇÃO CELULAR: é uma lesão reversível decorrente de alterações bioquímicas que 
resultam no acúmulo de substâncias no interior das células e acabam levando a alteração 
morfológica (tumefação). São alterações celulares, geralmente reversíveis quando o estímulo cessa, 
e que podem ou não evoluir para morte celular. A degeneração celular pode ser hidrópica (acúmulo 
de água) ou gordurosa/lipídica (esteatose e lipidose). 
 
❖ DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA 
É o acúmulo de água e eletrólitos no interior da célula, devido a uma perda do equilíbrio 
hidroeletrolítico, dependendo da natureza do agente agressor, se existir um déficit muito grande na 
produção de energia, começam a se formam grandes poros e a célula acaba rompendo a membrana 
celular pelo excesso de água que entra. 
➢ Causas: 
 
→ Diminuição da produção de ATP: Hipóxia – 
qualquer agente que interfira na funcionalidade da 
mitocôndria (lesão), vai interferir na produção de 
ATP (energia), pois é nela que ocorrem as etapas 
da respiração celular por via aeróbica.→ Elevado consumo de ATP: Hipertermia 
exógena ou endógena – a temperatura muito 
elevada pode acabar levando a degradação de 
algumas proteínas, dentre elas algumas responsáveis pela produção de energia. Ou, por um 
consumo exagerado de ATP para manter a temperatura estável. Hipotermia extrema – levará a 
uma vasoconstrição, principalmente em tecidos periféricos, que leva a um processo de hipóxia. 
→ Agressões direta à membrana: Radicais livres – podem causar agressões diretas a membrana 
plasmática, afetando diretamente os transportadores, tornando-os afuncionais, ou seja, a lesão da 
membrana gera a inabilidade do equilíbrio hidroeletrolítico, não tem a ver com a produção de ATP. 
*Radicais livres: são moléculas que possuem um número ímpar de elétrons, 
o que os torna instáveis, com isso, se esse radical livre não encontrar alguém 
para dividir o a energia, ele irá roubar o elétron de outra molécula ou célula à 
sua volta. O nosso corpo sempre busca o equilíbrio e por isso, assim como a 
geração dos radicais livres, existem os antioxidantes, que doam um elétron 
ao radical livre. Porém, quando ocorre um desequilíbrio entre a produção de 
radical livre e o número de antioxidante disponível, ocorre o processo de 
estresse oxidante, que é quando o radical livre começa a rouba energia das 
células sadias que estão ao seu redor, principalmente do DNC celular, 
resultando no envelhecimento dessas células e fazendo com que elas 
não desempenhem mais suas funções adequadamente. Como 
resultado disso, podem ocorres diversas desordens, como por exemplo, 
o câncer. Existem os radicais livres endógenos (derivados de ações 
metabólicas) e exógenos (produzido por estímulos externos como 
excesso de exposição ao sol, alimentos industrializados e gordurosos, 
excesso de atividade física, fumo, consumo e de álcool e poluição). 
RESUMO: qualquer coisa que interfira na produção de ATP, no consumo exagerado de ATP ou a agressão 
direta à membrana, seja membrana plasmática ou mitocondrial, pode gerar uma inabilidade da célula em manter 
o seu equilíbrio hidroeletrolítico. 
Esta é uma fotomicrografia de hepatócitos com degeneração hidrópica, 
onde é percebido uma tumefação a nível celular que dá esse aspecto turvo. 
Na degeneração hidrópica, como há um aumento de volume de absorção de 
água para o interior celular, o órgão tende a ficar mais pesado. Apesar de 
existir, um aumento de volume, não chega a ser um processo hipertrófico, 
mas sim um processo de que gera um aumento de volume. 
Edema ≠ Degeneração hidrópica, edema é o acúmulo de líquido dentro do 
espaço intersticial e DH é o acúmulo de líquido intracelular. 
 
Outro exemplo de degeneração hidrópica é a glomerulonefrite e a 
proteinúria. A perda de proteínas através da filtração glomerular acaba 
lesando o epitélio tubular e essa lesão leva a uma degeneração hidrópica. 
❖ DEGENERAÇÃO LIPÍDICA 
É o acúmulo intracelular dos lipídeos. É dividida em: 
– Lipidose → acúmulo de colesterol e ésteres. 
– Esteatose → quando o lipídeo acumulado é um triglicerídeo. 
 
• Colesterol → é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. Ele é essencial 
para a formação das membranas das nossas células, para a síntese de hormônios (testosterona, estrogênio, 
cortisol e etc.), para a produção da bile, para digestão de alimentos gordurosos, para formação da mielina 
(bainha que cobre os nervos), para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K), etc. Ele é fabricado 
pelo fígado independente da dieta, mas também podemos obtê-lo a partir da dieta. 
 
• Triglicerídeos (glicerol + ácidos graxos) → são as principais gorduras do nosso organismo e a principal 
fonte lipídica energética das células, podem ser encontrados em vários alimentos, especialmente os ricos 
em carboidratos, porém a maior quantidade encontra-se no sangue e o principal órgão responsável pela 
produção, é o fígado. Os triglicerídeos viajam pela corrente sanguínea acoplados a uma proteína chamada 
VLDL, uma lipoproteína semelhante ao HDL e LDL que transportam o colesterol pelo sangue. 
 
Para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um 
transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são: VLDL, LDL 
e HDL.O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do sangue para os tecidos. O VLDL transporta 
triglicerídeos e um pouco de colesterol. Já o HDL é um transportador diferente, ele faz o caminho inverso, tira 
colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos. Portanto, enquanto o LDL e o 
VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, 
promove a retirada do excesso, inclusive das placas arteriais. Por isso, denominamos o HDL como “colesterol 
bom” e o VLDL e o LDL como “colesterol ruim”. 
 ESTEATOSE 
É o acúmulo de triglicerídeos nos tecidos. Fígado, coração, músculos esqueléticos, rins e pâncreas 
são os órgãos que apresentam esteatose com frequência, dentre eles, o fígado é o que mais apresenta 
essa desordem. Pois, o fígado é o órgão responsável pelo metabolismo dos lipídeos de uma 
forma geral (gorduras) e também da formação e endereçamento dos triglicerídeos. 
Esta é uma seção macroscópica de um fígado com esteatose. 
Dentre as alterações podemos visualizar uma cor amarelada 
(coloração), ele está aumentado de tamanho, pois existe um 
acúmulo de triglicerídeos dentro dos hepatócitos. Esse aumento 
de tamanho leva ao abaulamento das bordas (bordas rombas) e 
ele possui uma textura mais friável (se rompe com facilidade) que 
o normal (pois o fígado já é um órgão que apresenta maior 
friabilidade do que outros órgão maciços como coração e rim, por 
exemplo). O fígado com esteatose fica com a resistência alterada, 
diminuída, ou seja, ele fica mais suscetível a rupturas. 
Esta é uma fotomicrografia de hepatócitos com esteatose. Pode-
se observar vacúolos (impressões negativas de gordura), neste caso, 
de triglicerídeos. Nas seções de rotina e preparo histopatológicas, os 
tecidos passam por algumas soluções que são solventes de gordura, 
como o xilol, por exemplo. Logo, o que permanece para observação 
são os espaços vazios, que refletem de fato a forma da gordura. 
Como diferenciar uma degeneração hidrópica de uma lipídica? 
Os vacúolos lipídicos são menos uniformes do que os vacúolos de água, eles são bem mais redondos 
quando observados de forma unitária do que os da degeneração hidrópica. E quase sempre, a célula 
que exibe o vacúolo de triglicerídeo tende a deslocar o núcleo para periferia, isso é uma característica 
da degeneração lipídica do tipo esteatose. 
 
 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA LESÃO – ESTEATOSE 
Os lipídeos provenientes da dieta, são absorvidos nas porções iniciais do duodeno, onde sofrem a 
ação das lipases (enzimas que degradam lipídeos). Uma vez no duodeno, o bolo alimentar com o pH 
ácido acaba por induzir a liberação do hormônio digestivo colecistocinina (CCK), também conhecido 
como pancreozimina. O CCK faz com que a vesícula biliar sofra contração e liberação da bile para o 
duodeno, também estimulando a secreção pancreática. Os lipídios são emulsificados pela ação 
dos sais biliares, formando micelas mistas de triacilgliceróis, que sofrem a digestão pela ação 
da lipase pancreática, liberando ácidos graxos. Desta forma, os ácidos graxos podem ser 
absorvidos pelas células que compõem o intestino, os enterócitos, e reconvertidos em triacilgliceróis, 
onde juntamente com o colesterol e apolipoproteínas*, irão formar o quilomícron**. Os quilomícrons 
(QM) são então secretados nos vasos linfáticos e corrente sanguínea, sofrendo ação de lipases 
lipoprotéicas e gerando ácidos graxos e glicerol. Esses ácidos graxos serão oxidados e utilizados 
como fonte de energia, ou formarão ésteres, para serem armazenados nos adipócitos ou células 
musculares, principalmente.*Apolipoproteína: é uma proteína que liga lipídeos, formando uma lipoproteína. 
**Quilomícron: são grandes partículas produzidas pelas células intestinais, compostas de cerca de 85 a 95% 
de triglicerídeos de origem da dieta, pequena quantidade de colesterol livre e fosfolipídios e 1 a 2% de proteínas. 
Os triglicerídeos precisam ser combinados com proteínas de transporte que são apo-proteínas e 
quando conjugados, as apo-proteínas se transformam em lipoproteínas, as mais conhecidas e mais 
exploradas na fisiologia são a LDL ou HDL. Essas lipoproteínas são liberadas na circulação, elas 
chegam ao fígado através do sistema porta, saem através da veia hepática e acabam sendo 
transportadas para o tecido alvo. 
 
https://www.infoescola.com/sistema-digestivo/bile/
https://www.infoescola.com/histologia/adipocitos/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lipoprote%C3%ADna
O que leva ao acúmulo de triglicerídeos no interior dos hepatócitos? 
Qualquer situação que leve ao desequilíbrio e a alteração da rota metabólica dos ácidos graxos. 
• Consumo exagerado dos ácidos graxos (dieta rica em lipídios e carboidratos); 
• Disfunção no metabolismo (de ordem genética ou não); 
• Dieta pobre ou sem nenhuma proteína; 
• Disfunção no metabolismo de proteínas; 
• Disfunção no metabolismo de ácidos graxos e carboidratos (diabéticos); 
• Consumo elevado de álcool. 
 
→ O consumo exagerado dos ácidos graxos → através de uma dieta rica em lipídeos e carboidratos, 
por exemplo, pode promover um certo grau de acúmulo de triglicerídeos no fígado. Lembrando que 
parte dos carboidratos são transformados em glicogênio e a grande maioria é convertida em acetil-
COA → ácidos graxos → triglicerídeos, e só então são direcionados para o acúmulo intracelular. 
 
→ Dieta pobre ou sem nenhuma proteína → pode gerar acúmulo de triglicerídeos, isso ocorre porque 
a apesar da rota metabólica dos ácidos graxos e dos lipídios estarem normais, a ausência de 
proteínas para serem combinadas com os triglicerídeos acabam promovendo o acúmulo. Portanto, 
uma disfunção no metabolismo das proteínas também pode gerar acúmulo de triglicerídeos. 
 
→ Consumo excessivo de álcool → o álcool é quase totalmente eliminado pelos hepatócitos, através 
do sistema B450. Os produtos gerados nos desdobramentos da eliminação do álcool, geram 
compostos que são tóxicos e causam danos ao hepatócito. Logo, uma situação em que há excesso 
de álcool e consequentemente uma alta agressão aos hepatócitos poderá desencadear um acúmulo 
de triglicerídeos. 
 
→ Disfunção no metabolismo de ácidos graxos e carboidratos → como é o caso dos diabéticos por 
exemplo, que não conseguem armazenar a glicose na célula (devido à resistência insulínica ou a 
ausência de insulina) e usá-la como fonte de energia, portanto, estes indivíduos tem como a principal 
fonte de energia os triglicerídeos. Existe uma mobilização orgânica de triglicerídeos no fígado, porque 
fisiologicamente, quando as reservas de lipídios são utilizadas, os triglicerídeos retornam para o 
fígado para que eles sejam quebrados e para a produção de energia (beta oxidação). Como o 
diabético não usa a glicose, o sistema orgânico direciona os triglicerídeos para o fígado, por este 
motivo eles podem ser acumulados. 
 
 LIPIDOSE 
É o acúmulo de colesterol e seus ésteres dentro da célula. O sítio mais comum de acúmulo de 
colesterol é na parede das artérias de grande e médio calibre, em situações mais raras, ele pode 
se acumular na derme e são referidos como xantomas. O colesterol está inserido também no 
interior de macrófagos e também pode acontecer em locais de inflamação crônica. 
O colesterol pode se depositar em: 
✓ Artérias: aterosclerose 
✓ Pele: xantomas (raro em outros sítios); 
✓ Locais de inflamação crônica. 
 
O colesterol é uma substância importante no processo de inflamação crônica, principalmente 
onde há muita destruição tecidual. Pois, como ele é uma substância considerada nobre para o 
organismo, ele não pode ser eliminado, nem quebrado. 
Quando há ruptura de membranas celulares em grande escala, os macrófagos presentes no local 
acabam fagocitando o colesterol para serem para serem utilizados em outra situação, então, eles 
acumulam esse colesterol, para armazenamento. O colesterol é um importante estabilizador de 
membranas, ele estabiliza as membranas plasmáticas, inclusive, protegendo-as da ação de radicais 
livres, por isso, ele é uma substância muito importante para o nosso organismo. 
❖ ATEROSCLEROSE 
Dentre as lipidoses, a aterosclerose é a mais comum, 
definida como o acúmulo de lipídeos na camada 
íntima dos vasos. É uma doença inflamatória crônica, 
caracterizada pela formação de placas compostas 
especialmente por lipídeos (colesterol) e tecido 
fibroso (ateromas) dentro dos vasos de médio 
(artérias musculares) e grande (artérias elásticas) 
calibre. 
*Artérias musculares → são artérias de diâmetro médio que apresentam a túnica média formada basicamente 
por células musculares lisas, com poucas fibras elásticas. Essas artérias controlam o fluxo de sangue para 
diferentes órgãos por meio da contração e relaxamento das células musculares nelas presentes. 
*Artérias elásticas → são artérias de maior diâmetro, como a aorta e as artérias pulmonares, têm uma grande 
capacidade para se expandirem em cada batimento, quando o coração tem uma grande quantidade de sangue 
no seu interior, para de imediato regressar ao seu diâmetro original à medida que impulsionam a corrente 
sanguínea até à rede arterial. Graças a este mecanismo, o sangue que sai do coração com grande turbulência 
transforma-se num fluxo contínuo que chega a todo o organismo. 
Principais artérias do corpo: aorta, pulmonar, femorais, renais e carótidas. 
→ MECANISMO DE FORMAÇÃO DA LESÃO 
O processo chave que caracteriza a aterosclerose é o espessamento da íntima e o acúmulo de lipídeos 
na região afetada. Um ateroma ou placa ateromatosa consiste em uma lesão elevada que tem início 
na íntima, apresentando um centro lipídico grumoso consistente, amarelo (principalmente colesterol e 
ésteres de colesterol), coberto por uma cápsula fibrosa firme e branca. Também denominadas placas 
fibrosas, fibrogordurosas, lipídicas ou fibrolipídicas, as placas de ateroma são brancas ou branco-
amareladas, e invadem o lúmen das artérias. 
Uma lesão endotelial ou uma disfunção no endotélio (que pode ser gerada pela própria lesão ou por 
alterações da permeabilidade endotelial provocada, por exemplo, pelo fumo, hiperlipidemia e 
infecções) acarreta um aumento da permeabilidade endotelial e, se o individuo já apresenta uma taxa 
elevada de lipoproteínas no plasma, ocorre acúmulo dessas lipoproteínas na matriz subendotelial 
(camada íntima). 
Como sabemos, os principais lipídios nas placas ateromatosas são colesterol e ésteres de 
colesterol que derivam do plasma. O LDL oxidado, encontrado em macrófagos presentes em estrias 
gordurosas, é um dos principais componentes da placa ateromatosa. A hiperlipidemia crônica, 
particularmente hipercolesterolemia, pode prejudicar diretamente a função das células 
endoteliais por elevar a produção de radicais livres de oxigênio que desmobilizam o NO, principal 
fator de relaxamento o derivado de endotélio. Além disso, na hiperlipidemia crônica, as lipoproteínas 
se acumulam no interior da íntima em locais de elevada permeabilidade endotelial. Alterações lipídicas 
químicas induzidas por radicais livres, gerados em macrófagos ou nas células endoteliais nas paredes 
vasculares, geram LDL oxidada (modificada) responsável pelos seguintes fatores: 
1- Ser ingerida mais facilmente por macrófagos (por ser reconhecida por um receptor depurador) e 
formar células espumosa (são células derivadas de macrófagos que contém gotículas de gordura, 
principalmente sobre a forma de colesterol livre e esterificado); 
2- Acúmulo de monócitos nas lesões; 
3- Liberação de fatores de crescimento e citocinas; 
4- Ser tóxica paraas células endoteliais e células musculares lisas. 
Resumo do mecanismo da lesão pela Prof: 
Geralmente, a aterosclerose ocorre a partir de uma lesão prévia no endotélio vascular (camada íntima 
do vaso) devido a algumas situações como por exemplo, hipertensão ou, às vezes, até em locais de 
bifurcação das artérias. O fluxo sanguíneo nos vasos de médio e grosso calibre possuem uma alta 
pressão e velocidade, e com isso acaba lesionando o endotélio. Essa artéria lesionada precisa ser 
reparada, provocando então, um processo inflamatório para promover o reparo tecidual. 
E esse processo inflamatório acaba atraindo células do sistema imune, dentre elas os macrófagos, 
que são células do sistema imune que promovem o recrutamento de fibroblastos para que ocorra o 
início do reparo tecidual. Os fibroblastos vão se acumulando no sítio da lesão, e consequentemente, 
promovem um acúmulo de colesterol, devido a reparação provocada pela destruição tecidual causada 
pela lesão e pelos elevados níveis de moléculas que carreiam colesterol (LDL – lipoproteína de baixa 
densidade que transporta colesterol do fígado para às células). 
Os macrófagos presentes no sítio da lesão acabam fagocitando às LDL e, consequentemente se 
acumulando na camada média das artérias, ocluindo e diminuindo cada vez mais o diâmetro do vaso. 
Em alguns casos, pode chegar a uma oclusão total, dependendo do calibre da artéria. 
Esta é uma imagem de uma aorta abdominal, onde aparecem os pequenos 
óstios, são locais comuns de formação de placas de ateroma. Essa peça foi 
aberta longitudinalmente, onde a parte exposta é a parte íntima do vaso. 
Podemos perceber uma área ulcerada e abaixo dessa área existe uma placa de 
ateroma. É uma lesão que se retroalimenta e sua gravidade será incrementada 
por níveis elevados de colesterol. 
Dentre as doenças cardiovasculares, a que mais mata no mundo é a 
aterosclerose. 
O colesterol fica acumulado no interior dos macrófagos e esses macrófagos ficam na 
camada média e o seu acúmulo vai promovendo a oclusão do vaso. Em algumas 
situações, esse local, onde está formando a placa de ateroma, é invadido por tecido de 
granulação, que é a fase inicial do processo de reparo (cicatrização). 
O tecido de granulação é composto por microvasos (existe um angiogênese nesse tecido) e por fibroblastos 
que cortejam e guiam os endoteliócitos (células que formam pequenos vasos sanguíneos, pequenos capilares). 
Dependendo da situação, esse local será recanalizado, mas dependendo do tipo de artéria, do tipo de vaso que 
foi acometido, a recanalização não acontecerá a tempo do indivíduo se recuperar. Logo, esse indivíduo 
apresentará sinal clínico antes da recanalização do local onde está localizada a placa de ateroma.

Mais conteúdos dessa disciplina