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Comparação entre componentes do citoesqueleto Critérios Microfilamentos (Actina) Filamentos Intermediários Microtúbulos Proteínas motoras e polaridade Possuem miosina e apresentam polaridade. Não possuem proteínas motoras e não apresentam polaridade. Possuem proteínas motoras como cinesina e dineína e apresentam polaridade. Estrutura Formados por filamentos finos de actina organizados em dupla hélice, com cerca de 7 nm de diâmetro. Estrutura semelhante a cordas resistentes, com diâmetro entre 8 e 10 nm. Estruturas tubulares rígidas e ocas formadas por tubulina, com cerca de 25 nm. Mecanismo de instabilidade Depende da hidrólise de ATP associada à actina e à atividade da miosina. Sofrem modificações como fosforilação e reorganização lenta da rede celular. A hidrólise de GTP na tubulina pode causar rápida despolimerização chamada de “catástrofe”. Interferência farmacológica Substâncias como citocalasina e latrunculina interferem na polimerização da actina. Alterações geralmente relacionadas a mutações genéticas. Medicamentos como taxanos estabilizam os microtúbulos e alcaloides da vinca promovem sua desorganização. Relação clínica Alterações podem estar associadas à metástase tumoral e doenças musculares. Relacionados a doenças como epidermólise bolhosa e algumas alterações neurodegenerativas. Podem estar envolvidos em doenças neurológicas e em processos tumorais. Patologias Distúrbios musculares e participação na disseminação do câncer. Defeitos em queratina e doenças como ELA (esclerose lateral amiotrófica). Doença de Alzheimer (proteína Tau) e doenças relacionadas aos cílios celulares. Métodos de avaliação Microscopia confocal e testes de migração celular. Biópsia de pele e imunofluorescência. Técnicas de imagem como PET e ressonância magnética, além de análises laboratoriais. Diagnóstico Pode envolver biópsia muscular e exames celulares. Biópsia cutânea e análise imunohistoquímica. Exames de imagem cerebral e biomarcadores no líquor. Tratamento Estratégias voltadas para controle da migração celular. Tratamento de suporte e terapias em desenvolvimento. Uso de quimioterapia em alguns casos. Cuidados paliativos Controle de dor muscular e fadiga. Suporte respiratório e nutricional em doenças neuromusculares. Manejo de neuropatias associadas a tratamentos como quimioterapia.