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2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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Olá, Alunos! 
 
Sejam bem-vindos! 
 
Esse material foi elaborado com muito carinho para que você 
possa absorver da melhor forma possível os conteúdos e se 
preparar para a sua 2ª fase, e deve ser utilizado de forma 
complementar junto com as aulas. 
 
Qualquer dúvida ficamos à disposição via plataforma 
“pergunte ao professor”. 
 
Lembre-se: o seu sonho também é o nosso! 
Bons estudos! Estamos com você até a sua aprovação! 
 
Com carinho, 
Equipe Ceisc ♥ 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
3 
2ª FASE OAB | PENAL | 43º EXAME 
Direito Penal 
 
 
 SUMÁRIO 
Prisão em Flagrante 
1.1 Introdução ...................................................................................................................... 5 
1.2. Espécies de flagrante .................................................................................................... 5 
1.3. Outras variações das espécies de prisão em flagrante: ................................................ 7 
1.4. Procedimento para a lavratura do auto de prisão em flagrante ................................... 10 
1.5. Garantias Legais e Constitucionais do Preso .............................................................. 12 
1.6. Providências judiciais ao receber o auto de prisão em flagrante ................................. 13 
Relaxamento de Prisão 
2.1. Relaxamento de prisão ............................................................................................... 15 
2.2. Base Legal .................................................................................................................. 15 
2.3. Conteúdo .................................................................................................................... 15 
2.5. Peça Resolvida ........................................................................................................... 19 
Liberdade provisória 
3.1. Introdução ................................................................................................................... 24 
2.2. Identificação ................................................................................................................ 25 
2.3. Base legal ................................................................................................................... 25 
2.4. Conteúdo .................................................................................................................... 25 
2.5. Liberdade provisória x tráfico ilícito de entorpecentes ................................................. 26 
2.6. Liberdade Provisória X Proibição do Art. 310, §2º, CPP .............................................. 27 
2.7. Estruturação ................................................................................................................ 27 
2.8. Peça Resolvida ........................................................................................................... 30 
 
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas do curso 
preparatório para a 2ª Fase do 43º Exame da OAB e deve ser utilizado como um roteiro 
para as respectivas aulas. Além disso, recomenda-se que o aluno assista as aulas 
acompanhado da legislação pertinente. 
 
Bons estudos, Equipe Ceisc. 
Atualizado em abril de 2025. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
4 
 
 
 
 
Para dar o soco missioneiro, leia os principais artigos sobre Prisão em Flagrante. Relaxamento de Prisão. 
Liberdade Provisória. 
 
• Art. 17, CP; 
• Art. 23, CP; 
• Art. 339, CP; 
• Art. 185 à 196, CPP; 
• Art. 282, CPP; 
• Art. 290, CPP; 
• Art. 301, CPP; 
• Art. 302, CPP; 
• Art. 304, CPP; 
• Art. 306, CPP; 
• Art. 310, CPP; 
• Art. 312, CPP; 
• Art. 313, CPP; 
• Art. 319, CPP; 
• Art. 321, CPP; 
• Art. 323, CPP; 
• Art. 5º, LXIII, CF; 
• Art. 5º, LXI a LXIV, CF; 
• Súm. 145, do STF; 
• Art. 33, da Lei 11.343/06; 
• Art. 50, da Lei 11.343/06; 
• Art. 53, da Lei 11.343/06; 
• Art. 8º, da Lei 12.850/13; 
• Art. 304, da Lei 13.257/16; 
• Art. 44, da Lei 11.343/06; 
• 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
5 
Prisão em Flagrante 
 
Prof. Me. Mauro Stürmer 
@prof.maurosturmer 
 
1.1 Introdução 
Trata-se de medida restritiva de liberdade, de natureza cautelar e processual, 
consistente na prisão, independentemente de ordem escrita do juiz competente, de quem é 
surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acabou de cometê-la, ou quando 
perseguido, logo após, em situação que faça presumir ser autor da infração, ou, ainda, quando 
encontrado, logo depois à prática da infração, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que 
façam presumir ser o autor da infração. 
 
EM SÍNTESE: 
 
Em síntese, a prisão em flagrante ocorre quando presente uma das hipóteses previstas 
no art. 302 do CPP. 
 
A Lei nº 12.403/2011 introduziu o art. 310, inc. II, do CPP, suprimindo a possibilidade de 
a prisão em flagrante prender por si só, na medida em que, se presentes os requisitos dos art. 
312 e 313, ambos do CPP, e inadequada ou insuficiente a aplicação das medidas cautelares 
diversas da prisão, o juiz deverá converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. 
Logo, forçoso concluir que a prisão em flagrante passou a assumir natureza precautelar, 
com duração limitada até a adoção pelo juiz de uma das providências do art. 310 do CPP (relaxar 
a prisão em flagrante, convertê-la em prisão preventiva ou conceder a liberdade provisória). 
 
 
 
 
 
1.2. Espécies de flagrante 
*Para todos verem: esquema. 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
6 
 
 
a) Flagrante próprio 
O flagrante propriamente dito está previsto no artigo 302, I e II, do CPP. Trata-se de 
prisão efetivada quando o sujeito está praticando uma infração penal, ou quando acabou de 
cometê-la. 
A prisão deve ocorrer de imediato, sem qualquer intervalo de tempo entre a prática da 
infração e a detenção. Ocorre, pois, quando o agente ainda está no local do crime. 
Exemplo: prisão em flagrante no exato instante em que o agente criminoso busca sair 
da agência bancária onde praticava o delito de roubo. 
 
b) Flagrante impróprio ou quase-flagrante 
Trata-se da hipótese em que o agente é perseguido, logo após a infração, no contexto 
que faça presumir ser o autor do fato (CPP, art. 302, III). 
A definição da expressão “logo após” traduz uma relação de imediatidade, com 
perseguição iniciada em momento bem próximo da infração. Aqui o agente já deixou o local do 
crime. 
É o tempo que decorre entre a prática do delito e as primeiras coletas de informações a 
respeito da identificação do autor e a direção seguida na fuga, iniciando-se, logo após, 
imediatamente a perseguição. Uma vez cessada a perseguição, cessa a situação de flagrância. 
Ou seja, a perseguição deve ser contínua, sem interrupções. 
A concepção de perseguição pode ser extraída do art. 290, § 1º, a e b, do CPP. 
Espécies
Próprio
Preso praticando o 
delito ou quando 
acabou de cometê-lo
Art. 302, inciso I, CPP
Art. 302, inciso II, CPP
Impróprio
Perseguição 
ININTERRUPTA
Art. 302, inciso III, 
CPP. Ver Art. 290, CPP.
Presumido
Encontrado (art. 302, 
IV, CPP)
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
7 
Não confundir início da perseguição com duração da perseguição. O início da 
perseguição deve ser logo após o fato; a perseguição, no entanto, pode perdurar por muitas 
horas e até dias, por exemplo, em crime de roubo a banco, em que a polícia chega imediatamente 
ao local, faz o primeiro levantamento e, de imediato, sai em perseguição dos suspeitos, que se 
embrenharam numa mata por mais de 30 horas. Nesse caso, considerando que a perseguição 
deflagrada logo após a prática da infração penal foi ininterrupta, eventualprisão em flagrante 
será legal. 
Se o agente for preso após cessada a perseguição, sem mandado judicial, a prisão será 
ilegal, devendo, pois, ser relaxada. 
CUIDADO 
A perseguição deve ser ininterrupta. Uma vez cessada a perseguição, não há mais 
situação de flagrância, devendo-se, a partir de então, efetivar-se a prisão somente munido de 
mandado judicial (prisão preventiva ou temporária, conforme o caso). 
 
 
c) Flagrante presumido 
O flagrante presumido está previsto no art. 302, IV, do CPP. Aqui o agente não é 
“perseguido”, mas “encontrado”, logo depois da prática da infração penal, na posse de 
instrumentos, armas, objetos ou papéis em situação que permita presumir ser ele o autor da 
infração. 
Quanto ao alcance da expressão “logo depois”, a jurisprudência tem admitido prisões 
ocorridas várias horas depois do crime. Não aceita, no entanto, prisão muitos dias depois ao do 
crime. 
1.3. Outras variações das espécies de prisão em flagrante: 
a) Flagrante Provocado ou Preparado 
O flagrante preparado ou provocado ocorre quando uma pessoa, policial ou particular, 
provoca, induz ou instiga alguém a praticar uma infração penal, somente para poder prendê-la. 
Nesse caso, não fosse a ação do agente provocador, o sujeito não teria dado início à prática do 
delito, pelo menos nas circunstâncias pelas quais foi preso. 
Trata-se, na verdade, de hipótese de crime impossível (CP, art. 17), já que, por força da 
preparação engendrada pelo policial ou terceiro para prendê-lo, seria impossível a consumação 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
8 
do crime. Em síntese, simultaneamente à indução à prática do crime, o agente provocador do 
flagrante age para evitar a consumação. 
É o que diz a Súm. n° 145 do STF: “Não há crime quando a preparação do flagrante 
pela polícia torna impossível a sua consumação”. 
Exemplo: Policial disfarçado encomenda de um suspeito de praticar crime de 
falsidade de documento uma carteira de identidade fictícia, e, no momento combinado para a 
entrega do dinheiro e o recebimento do documento falsificado, realiza a prisão em flagrante. 
 
Em que pese a súmula mencionar somente o flagrante pela polícia, a ilegalidade também 
pode decorrer de flagrante preparado por particular. 
 
Exemplo: Suspeitando que a empregada doméstica esteja furtando objetos da 
residência, dona de casa deixa uma joia na mesa de centro da sala, ficando à espreita. No 
momento em que a empregada pega a joia, a dona de casa, auxiliada ou não por outras pessoas, 
a detém, prendendo-a em flagrante. Trata-se de prisão ilegal, já decorrente de flagrante 
preparado. 
 
Em suma, o flagrante provocado é ilegal, devendo, pois, a prisão ser relaxada. 
b) Flagrante provocado x usuários de drogas 
No contexto de droga, deve-se verificar o caso concreto e as informações que constam 
no enunciado. 
Imaginemos a hipótese de um policial se disfarçar de usuário de drogas. Esse policial se 
aproxima do suspeito e solicita determinada quantia de drogas, que lhe é entregue pelo suspeito. 
Em relação ao verbo "vender" não há dúvidas de que se trata de flagrante provocado. Todavia, 
o art. 33 da Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) prevê 18 condutas. No caso, embora seja 
flagrante provocado em relação à conduta vender, a prisão será legal em relação às condutas, 
por exemplo, "trazer consigo", "guardar", "ter em depósito", uma vez que em relação às demais 
condutas (trazer consigo, guardar etc.), o suspeito não foi provocado ou influenciado a praticar. 
Ou seja, quando o policial disfarçado se aproximou, o agente já trazia consigo a droga, sendo, 
em razão disso, possível sua prisão em relação a essa conduta de trazer consigo. 
Agora, se o policial induz o suspeito a fornecer-lhe a droga que, no momento, não a 
possuía, ou seja, que não trazia consigo, e por conta da insistência do policial empregou esforço 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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para conseguir, aí sim se pode falar em flagrante provocado e, portanto, ilegal, uma vez que o 
suspeito somente trouxe consigo a droga, porque foi induzido pelo policial a conseguir para ele. 
c) Flagrante Esperado 
O flagrante esperado ocorre quando os policiais, tomando conhecimento, por fonte 
segura, de que será praticado um delito, deslocam-se até o local indicado, fica de campana e 
realiza a prisão quando iniciado os atos executórios do delito. 
O flagrante esperado não se confunde com o flagrante provocado, uma vez que, ao 
contrário deste, no flagrante esperado não há indução ou instigação da autoridade policial para 
que o agente dê início à execução do delito. 
O flagrante esperado constitui modalidade de flagrante válido, regular e, portanto, legal. 
d) Flagrante Forjado 
O flagrante forjado se caracteriza pela criação de provas para forjar a prática de um crime 
inexistente. Aqui a ação da autoridade policial ou de um particular visa simular um fato típico 
inexistente, com o objetivo de incriminar falsamente alguém. 
Exemplo: policial coloca/enxerta droga no interior do veículo de determinada pessoa 
para prendê-la pelo delito de tráfico ilícito de entorpecentes. 
Trata-se de hipótese de flagrante absolutamente nulo/ilegal, merecendo, pois, ser 
relaxado. Nesse caso, o único infrator será o agente forjador, que pratica o delito de denunciação 
caluniosa (CP, art. 339), e, se for agente público, também abuso de autoridade (Lei nº 
4.898/1965). 
e) Flagrante Retardado ou Diferido ou Ação Controlada 
Caracteriza-se pela possibilidade de retardar o momento da prisão em flagrante, não 
obstante estar o delito em curso, justamente para buscar maiores informações ou provas contra 
pessoas envolvidas em organizações criminosas ou tráfico ilícito de entorpecentes. 
O flagrante retardado ou diferido funciona como autorização legal para que a prisão em 
flagrante seja retardada ou protelada para outro momento, que não aquele em que o agente está 
em situação de flagrância. Trata-se, pois, de uma autorização legal para que a autoridade policial 
e seus agentes, que, a princípio, teriam a obrigação de efetuar a prisão em flagrante (CPP, art. 
301, 2ª parte), deixem de fazê-lo, visando a uma maior eficácia da investigação. 
Há previsão de ação controlada, com destaque ao flagrante retardado ou diferido, por 
exemplo no art. 53, II, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) e art. 8º da Lei nº 12.850/2013 (Lei 
das Organizações Criminosas). 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
10 
Nos termos do art. 53, II, da Lei nº 11.343/2006, a não atuação policial na prisão imediata 
em flagrante depende de autorização judicial e manifestação do Ministério Público. Essa 
autorização judicial está condicionada ao conhecimento do itinerário provável e à identificação 
dos agentes do delito ou de colaboradores. 
Conforme o artigo 8º, §1º, da Lei nº 12.850/2013, o retardamento da intervenção policial 
não exige prévia autorização judicial, mas mera comunicação ao juiz competente que, se for o 
caso, fixará os limites da atuação e comunicará ao Ministério Público. 
A Lei nº 9.613/1998, que trata da Lavagem de Dinheiro, também prevê o instituto da ação 
controlada no seu art. 4º- B, sendo possível suspender a ordem de prisão poderá ser suspensa 
pelo juiz, com prévia manifestação do Ministério Público, quando a sua execução imediata puder 
comprometer as investigações. 
 
1.4. Procedimento para a lavratura do auto de prisão em flagrante 
Auto de prisão em flagrante é o documento elaborado, em geral, sob a presidência da 
autoridade policial, contendo as formalidades que revestem a prisão em flagrante, tendo por 
objetivo precípuo retratar os fatos que ensejaram a restrição de liberdade do agente e, ainda, 
reunir os primeiros elementos de convicção acerca da infração penal que motivou a prisão. 
Uma vez preso em flagrante, por policial ou particular, o acusado deve ser conduzido à 
presença da autoridade policial. Se a autoridade policial considerarse tratar de situação de 
flagrância e que o fato constitui crime, determinará a lavratura do auto de prisão, incumbindo-lhe 
proceder da seguinte forma: 
a) Oitiva do condutor: 
O condutor é a pessoa que levou o preso até a Delegacia de Polícia e o apresentou à 
autoridade policial. Pode ser policial ou qualquer pessoa. Embora, na maioria das vezes, o 
condutor seja quem procedeu à prisão, não precisa necessariamente ser o responsável pela 
detenção do suspeito. 
 
Exemplo: seguranças de determinada loja prendem em flagrante uma pessoa pela 
prática do delito de furto e acionam a polícia militar, que conduzem o preso à Delegacia de 
Polícia. Será um dos policiais, portanto, quem apresenta o preso ao delegado de polícia, 
figurando, assim, como condutor. 
b) Oitiva de testemunhas: 
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11 
Em seguida, devem ser ouvidas as testemunhas que acompanharam o condutor, que, 
segundo o art. 304, caput, e § 1º, do CPP, devem ser, no mínimo, duas (referem-se a 
“testemunhas” no plural). 
Não há vedação para que sirvam como testemunhas agentes policiais. 
A falta de testemunhas da infração não impedirá a lavratura do auto de prisão em 
flagrante, mas, nesse caso, com o condutor deverão assinar a peça pelo menos duas pessoas 
que tenham testemunhado a apresentação do preso à autoridade (Art. 304, §2º, do CPP). 
Considera-se, portanto, testemunha de apresentação aquelas que presenciaram o 
momento em que o condutor apresentou o preso à autoridade policial. 
c) Interrogatório do preso: 
O interrogatório deve observar as mesmas formalidades exigidas para o interrogatório 
judicial, previstas nos arts. 185 a 196 do CPP, dentre as quais se destaca a advertência ao preso 
do seu direito constitucional ao silêncio, sem que isso possa ser interpretado em seu desfavor 
(art. 5º, LXIII, da CF/19881). 
d) Nota de culpa: 
Nos termos do art. 306, §§1º e 2º, do CPP, superadas essas etapas, cumpre à autoridade 
policial, em até 24 h após a realização da prisão, encaminhar o auto de prisão em flagrante 
devidamente instruído ao juiz competente, bem como entregar ao preso, no mesmo prazo, 
mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do 
condutor e os das testemunhas. 
Trata-se a nota de culpa de documento por meio do qual a autoridade policial cientifica 
o preso dos motivos de sua prisão, do nome do condutor e das testemunhas. 
Se não for entregue nota de culpa, o flagrante deve ser relaxado por falta de formalidade 
essencial. 
Além disso, a Lei nº 13.257/2016 incluiu o § 4º ao art. 304, segundo o qual “Da lavratura 
do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação sobre a existência de filhos, 
respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual 
responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa”. 
 
1 Esse dispositivo é fundamental para qualquer interrogatório, seja na fase de investigação ou no curso da ação penal: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes 
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
(...) 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da 
família e de advogado; 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
12 
 
1.5. Garantias Legais e Constitucionais do Preso 
a) Da comunicação imediata ao juiz competente e ao Ministério 
De acordo com o art. 306 do CPP, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre 
serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso 
ou à pessoa por ele indicada. 
O art. 5º, LXII, da CF/1988 dispõe que a prisão de qualquer pessoa e o local onde se 
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa 
por ele indicada. 
A ausência da comunicação imediata da prisão em flagrante ao juiz competente e ao 
Ministério Público torna a prisão ilegal, devendo, portanto, ser relaxada. 
b) Da comunicação imediata da prisão à família do preso ou à pessoa por ele 
indicada 
Nos termos do art. 306 do CPP e art. 5º, LXII e LXIII, da CF/1988, cumpre à autoridade 
policial providenciar a comunicação imediata da prisão em flagrante à família do preso ou à 
pessoa por ele indicada, garantindo-lhe, assim, a assistência da família. 
Essa comunicação tem por objetivo certificar familiares acerca da localização do preso, 
bem como viabilizar ao preso o apoio e a assistência da família. 
A comunicação à família ou à pessoa pelo preso indicada constitui direito subjetivo do 
flagrado. Se não for observada essa formalidade pela autoridade policial, a prisão em flagrante 
será ilegal, devendo, pois, ser relaxada. 
c) Da assistência de advogado ao preso 
Nos termos do art. 5º, inc. LXIII, parte final, da CF/1988, o preso tem direito à assistência 
da família e de advogado. 
A presença de advogado não é imprescindível à lavratura do auto de prisão em flagrante. 
De outro lado, se o preso constituir/contratar advogado, não cabe, à evidência, à autoridade 
policial vedar a presença do advogado constituído nos atos que integram a lavratura do auto de 
prisão em flagrante, podendo o profissional acompanhar a oitiva do condutor, das testemunhas, 
bem como o interrogatório do flagrado. 
Se o flagrado não informar o nome do seu advogado, deverá a autoridade policial 
encaminhar, em até 24 h, cópia integral do APF à Defensoria Pública, nos termos do art. 306, § 
1º, do CPP. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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Em síntese, a inobservância de qualquer dessas formalidades gera a ilegalidade da 
prisão em flagrante, devendo o juiz, ao receber os autos, deixar de homologar o auto de prisão 
em flagrante e determinar o relaxamento da prisão por ilegalidade formal. 
 
Garantias Legais e Constitucionais do Preso 
• Comunicação ao juiz (imediata); 
• Comunicação ao Ministério Público; 
• Comunicação à família ou quem indique; 
• Assistência de advogado indicado; 
 
1.6. Providências judiciais ao receber o auto de prisão em flagrante 
Nos termos da redação dada pela Lei 13.964/2019 ao caput do art. 310 do CPP, após 
receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a 
realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, 
seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, 
e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: 
a) Relaxar o flagrante; 
b) Converter a prisão em flagrante em prisão preventiva; 
c) Conceder liberdade provisória (com ou sem fiança ou medidas cautelares); 
Convém notar que, pela dicção do artigo 310 do CPP, via de regra, o juiz deverá analisar 
a possibilidade de relaxamento de prisão, conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva 
ou concessão da liberdade provisória na própria audiência de custódia, o que denota a oralidade 
do ato, restringindo a possibilidade de peça prisional escrita. 
De todo modo, ainda que mais limitada por força das alterações introduzidas pelo 
chamado Pacote Anticrime, não se pode desprezar a hipótese de requerimento escrito buscando 
a liberdade do flagrado. 
Nesse sentido, num primeiro momento, o Magistrado deverá analisar o aspecto formal, 
a legalidade do auto de prisão em flagrante, bem como se há situação de flagrância, conforme 
as hipóteses do art. 302 do CPP. Se observadas as formalidades, o juiz homologa; na hipótese 
de alguma ilegalidade, seja formal ou material, o juiz deverá relaxar a prisão em flagrante. 
Num segundo momento, uma vez homologado o auto de prisão em flagrante, o juiz 
deverá verificar a necessidade de conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva ou a 
A falta é ilegal 
2ª Fase Penal | 43ºExame de Ordem 
 
 
 
14 
concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança e a eventual imposição de medida cautelar 
diversa. 
Sendo legal a prisão em flagrante, o juiz deve verificar se concederá a liberdade 
provisória ou se converterá a prisão em flagrante em prisão preventiva.2 
Convém ressaltar, por pertinente, que a prisão preventiva somente poderá ser decretada 
em substituição da prisão em flagrante se estiverem presentes os requisitos do art. 312 do CPP 
e se não for suficiente outra medida diversa da prisão, bem como se presente uma das hipóteses 
do art. 313 do CPP. 
Assim, pela leitura do art. 310, II, CPP, verifica-se que a prisão preventiva é a última ratio 
das medidas cautelares. Ela somente deve ser decretada quando todas as demais medidas 
cautelares se revelarem inadequadas e insuficientes para o caso concreto. Em outras palavras, 
a insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão (aquelas previstas no art. 319 do CPP) 
passou a ser mais um requisito para o cabimento da prisão preventiva. 
Logo, por ser medida de caráter excepcional, o juiz somente poderá converter a prisão 
em flagrante em prisão preventiva se estiverem presentes os requisitos dos arts. 312 e 313, 
ambos do CPP. 
Em síntese: Com a nova redação do artigo 310, “caput”, do CPP, O juiz, deverá, 
fundamentadamente, converter a prisão em flagrante em preventiva, desde que: 
a) a prisão seja legal; 
b) as medidas cautelares diversas da prisão se revelarem inadequadas ou 
insuficientes; 
c) o agente não tenha praticado o fato ao amparo das causas de exclusão da ilicitude 
previstas no art. 23 do CP; 
d) estejam presentes os requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP; 
Caso contrário, será concedida liberdade provisória (com ou sem fiança ou cautelar 
diversa da prisão). 
Nos termos da Súmula 676 do STJ: “Em razão da Lei n. 13.964/2019, não é mais possível 
ao juiz, de ofício, decretar ou converter prisão em flagrante em prisão preventiva.” 
 
2 Antes da Lei nº 12.403/2011, o agente ficava preso em decorrência da prisão em flagrante. O Juiz simplesmente. 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
15 
Como dito, ainda que mais restrita tal hipótese, já que, a princípio, o juiz proferirá decisão 
em audiência de custódia, depois de ouvir o Ministério Público e a defesa, não se pode desprezar 
a hipótese de requerimento escrito buscando a liberdade do flagrado. 
 
Relaxamento de Prisão 
 
Prof. Me. Mauro Stürmer 
@prof.maurosturmer 
 
2.1. Relaxamento de prisão3 
Identificação: o pedido de relaxamento de prisão guarda relação com prisão ilegal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2. Base Legal 
Artigo 310, inciso I, CPP e Artigo 5º, inciso LXV, da CF/88. 
 
2.3. Conteúdo 
A prisão ilegal pode decorrer de ilegalidade formal e/ou material. 
a) Ilegalidade Formal 
 
3 A peça resolvida encontra-se no capítulo destinado às peças prático-processuais. 
PEDIU PRA PARAR 
Expressão mágica: 
 
“Prisão ILEGAL” 
Peça: 
 
Relaxamento de prisão 
PAROU! 
RELAXAMENTO DE PRISÃO PRISÃO ILEGAL 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
16 
Ocorre quando o auto de prisão em flagrante não observou as formalidades 
procedimentais previstas, por exemplo, nos arts. 304 e 306 do CPP e dos incisos do art. 5º da 
CF/1988, notadamente LXI a LXIV. 
As ilegalidades formais podem ocorrer durante ou depois da lavratura do auto de prisão 
em flagrante. 
Algumas ilegalidades formais: 
• Inobservância das formalidades legais e constitucionais na lavratura do APF. 
• Não comunicação imediata da prisão à autoridade judiciária. 
• Não comunicação imediata ao Ministério Público 
• Não encaminhamento do APF à Defensoria Pública, quando o autuado não informa 
nome de advogado. 
• Não entrega da nota de culpa no prazo de 24 horas. 
• Não viabilizar assistência de advogado. 
• Não comunicação imediata à família. 
• Falta de representação do ofendido, sendo hipótese de prisão decorrente de crime 
de ação penal pública condicionada à representação. 
• Ausência de requerimento da vítima na hipótese de prisão em flagrante por crime 
de ação penal privada; 
• Inversão da ordem de oitiva prevista no Art. 304 do CPP. 
• Falta de laudo de constatação da natureza da substância entorpecente (Art. 50, 
§1º, da Lei 11.343/2006). 
• Não realização da audiência de custódia. 
b) Ilegalidade Material 
Além das formalidades legais e constitucionais para a lavratura do Auto de Prisão em 
Flagrante, devem estar presentes situações autorizadoras da prisão em flagrante. 
Nesse sentido, se a prisão realizada não se enquadra em nenhuma das hipóteses do 
art. 302 do CPP, a prisão será materialmente ilegal. Em outras palavras, se não estiver 
configurada nenhuma das hipóteses de flagrância, a prisão é ilegal. 
Assim, em tese, a ilegalidade da prisão em flagrante, na forma material, ocorre 
invariavelmente antes do início da lavratura do auto de prisão em flagrante. 
Algumas ilegalidades materiais: 
• Preso sem estar em situação de flagrância (art. 302, CPP); 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
17 
• Flagrante preparado/provocado – Súmula 145 do STF; 
• Flagrante forjado; 
• Preso por fato atípico; 
2.4. Estrutura da Peça Relaxamento de Prisão 
A) AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA... (se crime 
doloso contra a vida da competência da justiça estadual) 
B) AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA JUSTIÇA FEDERAL 
DA SEÇÃO JUDICIÁRIA... (se crime doloso contra a vida da competência da justiça federal) 
C) AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA... (se crime da competência da justiça 
estadual) 
D) AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA JUSTIÇA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA 
DE... (se crime da competência da justiça federal) 
 
Autos nº 
 
FULANO DE TAL, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG nº..., 
endereço eletrônico..., residente e domiciliado ..., por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência requerer o 
RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE, com base no artigo 310, inciso I, 
Código de Processo Penal e artigo 5º, inciso LXV, da Constituição Federal/88, pelos 
fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos: 
 
I) DOS FATOS 
II) DO DIREITO4 
III) DO PEDIDO 
 
Ante o exposto, requer: 
a) O RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE, a fim de que possa 
responder a eventual processo em liberdade; 
b) A expedição do respectivo alvará de soltura; 
c) Vista ao Ministério Público. 
 
 
 
4 Buscar no enunciado informações que permitam desenvolver teses voltadas à ilegalidade formal e/ou material, bem como 
eventual medida cautelar diversa da prisão. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
18 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., data... 
 
ADVOGADO... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
19 
 
 
2.5. Peça Resolvida 
No dia 10 de março de 2020, após ingerir um litro de vinho na sede de sua fazenda, José Alves 
pegou seu automóvel e passou a conduzi-lo ao longo da estrada que tangencia sua propriedade 
rural. Após percorrer cerca de dois quilômetros na estrada absolutamente deserta, José Alves 
foi surpreendido por uma equipe da Polícia Militar que lá estava a fim de procurar um indivíduo 
foragido do presídio da localidade. Abordado pelos policiais, José Alves saiu de seu veículo 
trôpego e exalando forte odor de álcool, oportunidade em que, de maneira incisiva, os policiais 
lhe compeliram a realizar um teste de alcoolemia em aparelho de ar alveolar. Realizado o teste, 
foi constatado que José Alves tinha concentração de álcool de um miligrama por litro de ar 
expelido pelos pulmões, razão pela qual os policiais o conduziram à Unidade de Polícia 
Judiciária, onde foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante pela prática do crime previsto no artigo 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
20 
306 da Lei 9.503/1997, sendo-lhe negado no referidoAuto de Prisão em Flagrante o direito de 
entrevistar-se com seus advogados ou com seus familiares. 
Dois dias após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, em razão de José Alves ter 
permanecido encarcerado na Delegacia de Polícia, você é procurado pela família do preso, sob 
protestos de que não conseguiam vê-lo e de que o delegado não comunicara o fato ao juízo 
competente, tampouco à Defensoria Pública. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado de José Alves, redija a peça cabível, exclusiva de 
advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, questionando, em juízo, eventuais 
ilegalidades praticadas pela Autoridade Policial, alegando para tanto toda a matéria de direito 
pertinente ao caso. (Valor 5,00). 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
21 
AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA COMARCA... 
 
Autos nº... 
 
 
 
 
JOSÉ ALVES, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG..., CPF..., 
endereço eletrônico..., residente e domiciliado na Rua..., vem, por seu procurador infra-
assinado, com procuração em anexo, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
requerer o RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, com base no artigo 310, inciso 
I, do Código de Processo Penal e artigo 5º, inciso LXV, da Constituição Federal/1988, pelos 
fatos e fundamentos a seguir expostos: 
 
I) DOS FATOS 
O requerente foi preso em flagrante, acusado de ter praticado o delito previsto 
no artigo 306 da Lei nº 9.503/1997. 
O requerente foi compelido a realizar o teste de alcoolemia em aparelho 
alveolar, sendo-lhe negado no auto de prisão em flagrante o direito de se entrevistar com 
advogado e com seus familiares. 
O requerente permaneceu preso dois dias após a lavratura da prisão em 
flagrante, sendo que a autoridade policial não comunicou o fato ao juízo competente nem à 
Defensoria Pública. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA PROVA ILÍCITA 
O teste de alcoolemia em aparelho de ar alveolar que o requerente foi 
compelido a realizar se trata de prova ilícita. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
22 
Isso porque violou o direito do requerente de não produzir prova contra si 
mesmo, previsto no artigo 5º, inciso LXII, da Constituição Federal/1988 e artigo 8º, §2º, 
alínea g, do Decreto nº 678/1992. 
Além disso, o requerente foi forçado a realizar o teste de alcoolemia. Logo, 
trata-se de prova ilícita, nos termos do artigo 157 do Código de Processo Penal, e artigo 5º, 
inciso LVI, da Constituição Federal/88. 
 
B) DO DIREITO À ADVOGADO E COMUNICAÇÃO À FAMÍLIA 
A prisão também é ilegal por ter sido negado ao requerente o direito de se 
entrevistar com advogado, bem como não permitiu comunicação com a família. 
Isso porque, nos termos do artigo 306, § 1º, do Código de Processo Penal, e 
artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal/88, o preso tem direito à assistência de 
advogado. Logo, deveria a autoridade policial viabilizar a presença de advogado ou 
encaminhar a cópia dos autos à defensoria Pública. 
Além disso, a família do preso não foi imediatamente comunicada sobre a 
prisão, havendo, portanto, violação ao artigo 306, “caput”, do Código de Processo Penal, e 
artigo 5º, inciso LXII, da Constituição Federal/1988. 
 
C) DA AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO AO JUIZ COMPETENTE E À 
DEFENSORIA PÚBLICA 
A prisão também é ilegal por ausência de comunicação da prisão ao juiz 
competente, nem tampouco à Defensoria Pública. 
Isso porque, nos termos do artigo 306, § 1º, do Código de Processo Penal, e 
artigo 5º, inciso LXII, da Constituição Federal, a prisão deveria ser comunicada 
imediatamente ao juiz competente, bem como à Defensoria Pública, no prazo de 24 horas. 
 Logo, trata-se de prisão ilegal. 
 
D) DA NOTA DE CULPA 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
23 
A prisão também é ilegal falta de entrega da nota de culpa ao preso. 
Isso porque após o decurso de dois dias da lavratura da prisão em flagrante, 
o Delegado não havia comunicado e, portanto, encaminhado os autos ao juiz competente, 
não entregando, pois, a nota de culpa. 
Assim, houve violação do disposto no artigo 306, §2º, do Código de Processo 
Penal, no prazo de 24 horas após a realização da prisão, deveria ser entregue a nota de 
culpa ao flagrado. 
Logo, trata-se de prisão ilegal. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) O relaxamento da prisão em flagrante; 
b) Expedição do alvará de soltura; 
c) Vista ao Ministério Público. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local... e data... 
Advogado... 
OAB... 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
24 
Liberdade provisória 
 
 
Prof. Me. Mauro Stürmer 
@prof.maurosturmer 
 
3.1. Introdução 
Entende-se por liberdade provisória o instituto destinado a conferir ao acusado o direito 
de responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento ou não de determinadas 
condições. 
Nas palavras de Avena, com o advento da Lei nº 11.719/2008, modificada a redação do 
artigo 408 (que restou substituído pelo atual Art. 413) e revogado o artigo 594, ficou o instituto 
da liberdade provisória limitado à prisão em flagrante.5 
Esse também é o entendimento de Nucci6, segundo o qual “a liberdade provisória, com 
ou sem fiança, é um instituto compatível com a prisão em flagrante, mas não com a prisão 
preventiva ou temporária. Nessas duas últimas hipóteses, vislumbrando não mais estarem 
presentes os requisitos que a determinam, o melhor a fazer é revogar a custódia cautelar, mas 
não colocar o réu em liberdade provisória, que implica sempre o respeito a determinadas 
condições” 
A liberdade provisória está prevista no artigo 310, inciso III, do Código de Processo 
Penal, segundo o qual ao receber o auto de prisão em flagrante, o juiz poderá, 
fundamentadamente, conceder a liberdade provisória, com ou sem fiança. Está prevista ainda 
no artigo 5º, inciso LXVI, da Constituição Federal/88, ninguém será levado à prisão ou nela 
mantido quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança. 
Além disso, o artigo 321 do Código de Processo Penal dispõe que, ausentes os requisitos 
que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, 
impondo, se for o caso, as medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo 
Penal e observados os critérios constantes do artigo 282 do Código de Processo Penal. 
Segundo Lopes Júnior, a liberdade provisória é disposta como uma medida cautelar (na 
verdade, uma contracautela), alternativa à prisão preventiva, nos termos do artigo 310, inciso III, 
 
5 AVENA, Norberto. Processo Penal Esquematizado. São Paulo: Método. 2013. p. 973. 
6 NUCCI, Guilherme Souza. Código de Processo Penal Comentado. São Paulo: RT. 2016, p. 785. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
25 
do Código de Processo Penal. No sistema brasileiro, situa-se após a prisão em flagrante e antes 
da prisão preventiva, como medida impeditiva da prisão cautelar [...]. É a liberdade provisória 
uma forma de evitar que o agente preso em flagrante tenha sua detenção convertida em 
preventiva.7 
 
2.2. Identificação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3. Base legal 
Art. 310, inciso III, CPP, art. 321 do CPP e art. 5º, inciso LXVI da CF/88. 
 
2.4. Conteúdo 
Se a prisão em flagrante se revestir de legalidade, pode o magistrado conceder a 
liberdade provisória sem nenhuma restrição, ou, ao contrário, impor ao agente a prestação de 
fiança e/ou outra medida cautelar diversa da prisão. 
Nos crimes afiançáveis, ausentes os requisitos que autorizam a prisão preventiva, é 
possível a concessão da liberdade provisória com fiança. 
Convém registrar, por pertinente, que há crimes inafiançáveis, tais como os crimes de 
racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo, crimes hediondos, bem 
como crimes cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucionale 
o Estado Democrático. É o que se extrai do artigo 323 do Código de Processo Penal e artigo 5º, 
XLII e XLIII, Constituição Federal/88. Nesses casos, se ausentes os requisitos da prisão 
 
7 LOPES JÚNIOR, Aury. Direito Processual Penal. 9ª ed. São Paulo: Saraiva. 2016, p. 703 
PEDIU PRA PARAR 
Expressão mágica: 
 
“Prisão flagrante LEGAL” 
Peça: 
 
Liberdade provisória 
PAROU! 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
26 
preventiva, será possível a concessão da liberdade provisória vinculada a fixação de uma medida 
cautelar diversa da prisão, salvo a fiança. Eis as hipóteses de liberdade provisória sem fiança: 
a) Ausência dos fundamentos da prisão preventiva: art. 321, CPP 
Nos termos do artigo 321 do Código de Processo Penal, ausentes os requisitos da prisão 
preventiva, o juiz deverá conceder a liberdade provisória, sendo-lhe facultado, com a observância 
dos critérios da necessidade e da adequação previstos no artigo 282 do Código de Processo 
Penal, exigir a prestação de fiança com a finalidade de assegurar o comparecimento a atos do 
processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem 
judicial, bem como aplicar outras medidas cautelares diversas da prisão previstas no artigo 319 
do Código de Processo Penal. 
Se o crime for inafiançável racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
terrorismo, crimes hediondos, bem como crimes cometidos por grupos armados, civis ou 
militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (Art. 323 do CPP e Art. 5º, incisos 
XLII e XLIII, da CF/88), busca-se a liberdade provisória, com pedido subsidiário de fixação de 
medida cautelar diversa da prisão. 
b) Quando houver indicativos de que o agente praticou a infração penal abrigado 
por excludentes de ilicitude: art. 310, §1º, CPP 
Trata-se da hipótese em que os elementos constantes no auto de prisão em flagrante 
indicam ter o agente praticado o fato em situação de legítima defesa, estado de necessidade, 
exercício regular do direito ou estrito cumprimento do dever legal. 
Nesses casos, deverá o juiz conceder a liberdade provisória ao agente, 
independentemente se o fato praticado caracteriza delito afiançável ou inafiançável. 
Embora não esteja previsto no artigo 310, §1º, do Código de Processo Penal, parte da 
doutrina entende possível a concessão da liberdade provisória nas hipóteses de excludente de 
culpabilidade (embriaguez acidental completa, coação moral irresistível, erro de proibição, etc), 
uma vez que, ao final, o agente não será privado de liberdade. 
 
2.5. Liberdade provisória x tráfico ilícito de entorpecentes 
A jurisprudência e a doutrina oscilavam em relação ao artigo 44 da Lei nº 11.343/2006, 
que veda a concessão de liberdade provisória no crime de tráfico ilícito de entorpecentes. 
Todavia, o STF, no julgamento do HC 104.339/SP, considerou inconstitucional o disposto 
no artigo 44 da Lei nº 11.343/2006 também na parte que veda a concessão da liberdade 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
27 
provisória, sob o fundamento de que o dispositivo viola o princípio da presunção da inocência e 
da dignidade da pessoa humana, bem como que a Lei nº 11.464/2007, ao excluir dos crimes 
hediondos e equiparados a vedação à liberdade provisória, sendo posterior à Lei de Drogas, 
revogou, tacitamente, o artigo 44 desta Lei, que proibia o benefício ao crime de tráfico de drogas. 
Assim, é possível conceder a liberdade provisória ao agente preso em flagrante pelo 
delito de tráfico ilícito de entorpecentes, desde que ausentes os requisitos que autorizam a 
decretação da prisão preventiva. 
Inconstitucionalidade do artigo 44 da Lei n. 11.343/2006 na parte que veda a concessão 
da liberdade provisória. 
Ofensa ao princípio da presunção da inocência, previsto no artigo 5º, inciso LVII, 
da CF/88. 
Ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º, inciso 
III, da CF/88. 
Ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º, inciso 
III, da CF/88. 
 
2.6. Liberdade Provisória X Proibição do Art. 310, §2º, CPP 
 Ainda que de uma constitucionalidade duvidosa, temos o §2º, do artigo 310 do Código 
de Processo Penal que traz, ex lege, a impossibilidade de concessão da liberdade provisória, a 
saber: 
“§ 2º Se o juiz verificar que o agente é reincidente ou que integra organização criminosa 
armada ou milícia, ou que porta arma de fogo de uso restrito, deverá denegar a liberdade 
provisória, com ou sem medidas cautelares.” 
 A nosso sentir, acreditamos em uma futura declaração de inconstitucionalidade do 
mencionado dispositivo, mas, por ora, não temos seu reconhecimento formal. 
 
2.7. Estruturação 
Trata-se de peça simples, endereçada para o juiz de 1º grau. 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
28 
A) AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA COMARCA... (se crime da competência da 
justiça estadual) 
B) AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA JUSTIÇA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA... 
(se crime da competência da justiça federal) 
C) AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA... (se crime 
doloso contra a vida de competência da justiça estadual) 
D) AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA JUSTIÇA FEDERAL DO TRIBUNAL DO JÚRI 
DA SEÇÃO JUDICIÁRIA... (se crime doloso contra a vida de competência da justiça 
federal) 
 
 
Autos nº 
 
FULANO DE TAL, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG nº..., endereço 
eletrônico..., residente e domiciliado ..., por seu procurador infra-assinado, com procuração 
em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência requerer a LIBERDADE 
PROVISÓRIA, com base no artigo 310, inciso III e artigo 321, ambos do Código de 
Processo Penal, e artigo 5º, inciso LXVI, da Constituição Federal/88, pelos fatos e 
fundamentos jurídicos a seguir expostos: 
 
I) DOS FATOS8 
II) DO DIREITO9 
* Fazer referência, se for o caso, a fiança e/ou medidas cautelares diversas 
da prisão previstas no artigo 319 e 320 do CPP. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) a concessão da LIBERDADE PROVISÓRIA, a fim de que possa 
responder a eventual processo em liberdade; 
 
8 Fazer um breve relato dos fatos. Não inventar dados. Relatar como ocorreu a prisão. 
9 Buscar no enunciado informações que permitam desenvolver teses voltadas à ilegalidade formal e/ou material. 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
29 
b) a expedição do respectivo alvará de soltura; 
c) fixação de fiança e/ou medida cautelar diversa da prisão; 
d) vista ao Ministério Público. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
Local..., data... 
 
ADVOGADO... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
30 
 
 
2.8. Peça Resolvida 
No dia 15 de janeiro de 2022, por volta das 14 horas, na Rua das Mocas, nº 2000, São 
Paulo/SP, Josué da Silva foi preso em flagrante pela prática do delito de receptação, previsto no 
artigo 180, “caput”, do Código Penal, acusado de estar conduzindo veículo automotor que sabia 
ser produto de crime. Ao ser interrogado, Josué disse que era trabalhador e que tinha carteira 
de trabalho, embora estivesse, na ocasião, desempregado. Ao analisar a folha de antecedentes 
criminais de Josué, a autoridade policial constatou que o flagrado respondia a processo pelo 
delito de furto. Diante dessa anotação na Folha de Antecedentes Criminais de Josué, a 
autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, afirmando 
que existiria risco concreto para a ordem pública, pois o indiciado possuía outros envolvimentos 
com o aparato judicial. Você, como advogado(a) indicado por Josué, é comunicado da ocorrência 
da prisão em flagrante, além de tomar conhecimento da representação formulada pelo Delegado. 
Da mesma forma, o comunicado de prisão já foi encaminhado para o Ministério Público e para o 
 
2ª Fase Penal | 43ºExame de Ordem 
 
 
 
31 
magistrado, sendo todas as legalidades da prisão em flagrante observadas. O juiz recebeu o 
auto de prisão em flagrante, deixando para se manifestar na audiência de custódia. Josué, no 
entanto, desesperado com a situação disse para você, na condição de advogado (a), buscar 
soltá-lo o mais rápido possível, antes mesmo da designação da audiência de custódia. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo 
caso concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Josué, redija a peça cabível, 
exclusiva de advogado, em favor do seu cliente, apontando os argumentos e fundamentos 
jurídicos pertinentes ao caso. (Valor: 5,00) 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
32 
AO JUÍZO DA ...VARA CRIMINAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP 
 
Autos nº 
 
 
 
 
 
Josué da Silva, nacionalidade, estado civil, desempregado, RG..., CPF..., 
residente e domiciliado..., por seu procurador infra-assinado, vem, respeitosamente, à 
presença de Vossa Excelência, requerer a presente LIBERDADE PROVISÓRIA, com base 
no artigo 310, inciso III, do Código de Processo Penal, artigo 321 do Código de Processo 
Penal e artigo 5º, LXVI, da Constituição Federal/88, pelos fatos e fundamentos a seguir 
expostos: 
 
I) DOS FATOS 
O requerente foi preso em flagrante, acusado de ter praticado o delito de 
receptação, previsto no artigo 180, “caput”, do Código Penal. 
O auto de prisão em flagrante observou todas as formalidades e foi 
encaminhado, no prazo legal, ao Poder Judiciário. 
 
II) DO DIREITO 
A) Da impossibilidade de conversão da prisão em flagrante em prisão 
preventiva 
Não cabe a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, devendo 
ser concedida a liberdade provisória, conforme prevê o artigo 310, inciso III, do Código de 
Processo Penal. 
Isso porque, nos termos do artigo 313, inciso I, do Código de Processo Penal, 
se o acusado não for reincidente em crime doloso, somente será admitida a prisão 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
33 
preventiva nos crimes dolosos punidos com pena máxima privativa de liberdade superior 
a quatro anos. 
No caso, considerando que o acusado não é reincidente e o crime de 
receptação simples prevê a pena máxima de quatro anos, não é possível a conversão da 
prisão em flagrante em prisão preventiva, já que não estão presentes nenhuma das 
hipóteses do artigo 313 do Código de Processo Penal. 
Diante disso, a medida cabível é a concessão da liberdade provisória. 
 
B) Da ausência dos requisitos da prisão preventiva 
Deve ser concedida a liberdade provisória, uma vez que não estão presentes 
os requisitos que autorizam a prisão preventiva, previstos no artigo 312 do Código de 
Processo Penal. 
Isso porque o requerente é primário, além de ser trabalhador, embora esteja 
desempregado. Logo, não representa perigo à ordem pública, ordem econômica, à 
conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal, estando, portanto, ausentes 
os fundamentos do artigo 312 do Código de Processo Penal. 
Assim, deve-se conceder a liberdade provisória, nos termos do artigos 312 do 
Código de Processo Penal. 
 
C) Do princípio da presunção da inocência 
Convém destacar que prevalece no nosso ordenamento jurídico o princípio da 
presunção da inocência, previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal/88, 
razão pela qual deve o requerente responder a eventual procedimento criminal em 
liberdade. 
 
 
2ª Fase Penal | 43º Exame de Ordem 
 
 
 
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D) Da fiança ou medida cautelar diversa da prisão 
Na hipótese de não ser concedida a liberdade plena, cabe, no caso, a 
concessão de fiança ao requerente, uma vez que o delito pelo qual está sendo acusado 
não se enquadra nas hipóteses de inafiançabilidade previstas nos artigos 323 e 324, ambos 
do Código de Processo Penal. 
Isso porque o delito pelo qual está sendo acusado não se enquadra nas 
hipóteses de inafiançabilidade previstas nos artigos 323 e 324, ambos do Código de 
Processo Penal. 
Em não sendo fixada fiança, postula-se, ainda de forma subsidiária, a fixação 
de outra medida cautelar diversa da prisão, prevista no artigo 319 do Código de Processo 
Penal, por ser tratar de medida mais conveniente e adequada do que a conversão da prisão 
em flagrante em prisão preventiva, nos termos do artigo 282 do Código de Processo Penal. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) a concessão da liberdade provisória, a fim de que possa responder eventual 
processo em liberdade; 
b) Subsidiariamente, requer seja concedida a fiança ou outra medida cautelar 
diversa da prisão; 
c) Expedição de alvará de soltura; 
d) Vista ao Ministério Público. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local... e data... 
Advogado... 
OAB... 
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