Prévia do material em texto
Questão aberta Aluno: Inor Othero Torchetti Ra: 1102724 Matéria: Projeto de Infra Estrutura Urbana Professora: Juliana Cristina Leal Conti Dentro do Subsistema Viário podem ser encontradas vias de diversas dimensões e padrões, definidas em função do volume, velocidade e intensidade do tráfego, sentido do fluxo (que pode ser unidirecional ou bidirecional) e das interferências que pode ter o tráfego, tais como cruzamentos, estacionamentos e garagens, entre outros. Sabendo-se disso, aponte os 4 tipos principais de vias, a sua classificação de acordo com a sua hierarquia e faça uma breve descrição de cada uma: Resolução Prof.: PROFESSOR CONVIDADO Aula: Rede viária e pavimentos urbanos Código da videoaula: 605460 Publicada em: 07/04/2017 Esse exercício foi montado na sequencia da vídeo aula referenciada acima, foi feito um resumo prévio - 1 Planejamento e projeto básico - 2 Drenagem - 3 Sistema de rede viária - 4 Hierarquia de rede viária ( Fluxo Bidimensional / Fluxo unidirecional) - 5 Analise de trafego - 6 Dimensionamento do pavimento - 1 Planejamento e projeto básico Antes de executar a construção de qualquer tipo de via seja ela urbana, rodovias federal ou estadual, vias expressa ou ruas de bairro deverá fazer um estudo ou seja um projeto básico Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos: a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza; b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projetoexecutivo. c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso; f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados g) Topografia do terreno e tipo de solo estudo feito através de soldagem. h) Tipo de via e local da construção. Condicionante da rede viária urbana - Topografia Todo projeto será construído através das informações topográfica seja inclinação, largura, área total, localização georeferencida, curvas de nível, quantidade de material a ser deslocado (terraplanagem) - Condições técnicas e econômica, toda a infraestrutura em volta do projeto. O memorial descritivo deverá, na forma de texto, descrever de forma clara e detalhada todo o objeto projetado, onde serão explanadas as soluções técnicas projetadas, os processos e cálculos utilizados, bem como as justificativas necessárias ao pleno entendimento do projeto, complementando assim as informações contidas nos desenhos e demais elementos a) Apresentação do município; b) Mapa esquemático da localização do município c) Apresentação do objeto; d) Justificativa da obra e dos elementos adotados para a confecção do Projeto; e) Descrição dos elementos encontrados no Projeto de Pavimentação; - Constituição racional, quarteirões, praça e bens públicos Tipo de entendimento da rede viária, ou seja largura, passeio, drenagem, esgoto, rede de energia, ciclovia, paisagismo - Limitação da superfície viária Toda limitação dentro da norma da via publica a ser construída Rede viária E toda área de circulação de pedestre, veículos de pequeno e grande porte e ciclovia, paisagismo - 2 Drenagem Abaixo uma reportagem do G1 da região de Belo Horizonte MG, uma prova para a necessidade de um bom projeto de drenagem Obras relacionadas às chuvas O G1 ouviu a Secretaria Municipal de Obras sobre intervenções feitas nestes pontos para evitar inundações. Em relação à Avenida Francisco Sá, no Prado, Região Oeste, em 2016, foram investidos R$ 2,7 milhões de recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) na recuperação da galeria de rede pluvial. A galeria recebe o escoamento dos bueiros. Para reduzir os impactos da chuva da Avenida Tereza Cristina, foram concluídas duas bacias de detenção, que tem como função evitar que a chuva escoe diretamente para os córregos e rios, evitando transbordos. Outras duas estão em andamento. Ainda segundo a secretaria, o canal do Arrudas foi recuperado no trecho que vai da Rua Rio de Janeiro até a Alameda Ezequiel Dias, na Região Centro-Sul. Na Região Nordeste, o impacto da chuva na Avenida Bernardo Vasconcelos vem dos Córregos Cachoeirinha e Suzana. A Secretaria de Obras informou que há um projeto para implantar um canal paralelo ao existente do Minas Shopping até o lançamento no Ribeirão do Onça. O valor é estimado em R$ 120 milhões ainda não captados. Os sistemas de drenagem podem ser classificados de acordo com suas dimensões, podendo ser de Micro drenagem, que é composto pelos elementos necessários ao afastamento das águas superficiais ou subterrâneas por meio de galerias de pequeno e médio porte. A macrodrenagem por sua vez, abrange a micro drenagem, grandes galerias com Ø superior a 1500 mm e os corpos receptores. – O sistema convencional atual é formado por: ruas, com suas guias e sarjetas; áreas alagáveis de rede de tubulação. Antes de falarmos sobre estes elementos individualmente, veremos a importância do traçado para o custo e a eficiência da drenagem. – Como os demais sistemas de infraestrutura urbana, o custo cresce de acordo com a área, segundo Mascaró: “quando a área da bacia cresce 4 vezes, o custo cresce 9. O escoamento está relacionado à gravidade e o estudo das condições topográficas é fundamental para eficiência da implantação. – Declividade ideal: até 4%; entre 4 e 6% os custos são parecidos, e acima de 6% os custos sobem. Declividades pequenas aumentam os custos porque implicam em tubulações com maior extensão e diâmetro. Grandes declividades necessitam de medidas especiais para conter erosão. – Trajetórias em zigue-zague devem ser evitadas visto que as mudanças bruscas de direção nas tubulações de maneira geral, levam à erosão, eventualmente também pode ocorrer depósito de sólidos. – Em relação aos custos, o menor deles é atribuído à tubulação. Cerca de 60% do valor é relativo aos serviços necessários para implantação (escavação, remoção de terra, lastro, reassentamento,etc), e não do tubo propriamente dito. Para tubulações de grande diâmetro esta relação se inverte. – Poços de visita e bocas de lobo equivalem a cerca de 14% do custo total do sistema. – A drenagem nas vias acontece com o auxílio do meio-fio, das sarjetas e dos sarjetões. – A altura do meio-fio e o perfil da sarjeta ideais são, respectivamente 15 cm e 50 cm, baseados na abertura da porta de veículos e do passo de um adulto. Mas há critérios que também devem ser relevantes como a rugosidade, declividade, etc. – Os sarjetões são elementos situados em cruzamentos de vias. Para permitir o escoamento da água entre dois sarjetões são feitos “pés-de-galinha”(sulcos). – Bocas de lobo: são caixas de captação que conduzem a água da sarjeta até as galerias. Existem três modelos de bocas de lobo: captação lateral: a capacidade é inversamente proporcional à declividade da via e diretamente proporcional à lâmina d’água e ao comprimento da boca de lobo; sistema mais usado; captação vertical: mais eficiente se estiver em cota abaixo da do sarjetão. Quanto maior a altura da lâmina d ‘água, mais fácil para a água ser captada, também depende da área de abertura da grade. Com relação à hidráulica, este é o modelo mais eficiente, mas, conta com o problema do lixo nas ruas que dificulta e até mesmo impede seu funcionamento, e também com o roubo das tampas de ferro fundido. – Condutos de ligação: dutos que partem da boca de lobo e conduzem a caudal até outra boca de lobo caixa de ligação ou poço de visita. Diâmetros mais comuns são os de 300 e 400 mm. Considera-se para fins de vazão, a seção plena. – Caixas de ligação: são pouco utilizadas por aumentarem os custos, unem condutos à galerias ou vários condutos. Não são visitáveis. – Poço de visita: permite inspeção e limpeza do sistema. As dimensões mínimas são – 2 m de altura diâmetro de 0,6 m. Se os poços forem profundos, devem possuir chaminé. Usualmente as paredes são de tijolos ou concreto e o fundo em concreto. Mudanças de direção, diâmetro, e declividade implicam na construção de poços de visita. O limite máximo recomendado entre dois poços é de 100 m; quanto menor for a velocidade da água e menor o diâmetro da galeria, menor deve ser a distância entre poços. – Galerias: são os dutos principais que conduzem o caudal ao destino final. Normalmente estão locadas nos eixos de ruas e devem ter um recobrimento mínimo de 1m e diâmetro mínimo de 400 mm. Para fins de dimensionamento, considera-se a capacidade como sendo 90% da seção plena. O assentamento deve ser de jusante para montante. Comparando os custos totais de tubos de concreto pré moldado e galerias moldadas “in loco”, a segunda custa cerca de 20% mais. No entanto, para grande vazões que não possam ser atendidas por uma galeria de pré fabricada de 1500 mm, a galeria feita no local gera uma economia de 15%. Figura ilustrativa - 3 Sistema de rede viária (Fluxo Bidimensional / Fluxo unidirecional) Os sistemas de transportes, particularmente os que servem os espaços urbanos, são cada vez mais complexos sendo muitas vezes constituídos por múltiplos modos, simples ou combinados, como sejam os modos ferroviários, rodoviários individuais, motorizados ou não, entre muitos outros com um campo de aplicação mais restrito e especializado. Todos estes diferentes modos têm como funções básicas, por um lado, o serviço das necessidades de mobilidade das populações e das suas mercadorias e, por outro, a acessibilidade aos diferentes espaços territoriais onde se registam atividades humanas. Por outro lado, é importante notar desde já que em muitos dos espaços “canal” utilizados por estes sistemas existe um conjunto de outras funções ligadas à vivência humana que têm também que ser servidas. Os diferentes modos constitutivos de qualquer sistema de transportes apresentam características fundamentais muito diferentes, nomeadamente ao nível das respectivas velocidades de operação e capacidade de transporte de passageiros ou mercadorias, mas também ao nível do seu grau de vulnerabilidade e compatibilidade mútua. Coordenação modal ou intermodalidade, de modo a reforçar o potencial do conjunto do sistema, através da utilização integrada de vários modos no serviço de algumas das necessidades de mobilidade e acessibilidade. As consequências da aplicação destes princípios funcionais ao nível da organização espacial e física dos vários sistemas de transportes leva, também de forma natural, à identificação de três princípios básicos organizativos: · Necessidade tendencial de segregação física, ou pelo menos temporal, das infra-estruturas dos diferentes modos, particularmente daqueles com maiores níveis de incompatibilidade funcional bem como destes face à generalidade das outras atividades próprias da vivência urbana. No entanto, esta segregação nunca será total, já que em muitos casos tal não é possível, necessário ou mesmo desejável. Um modelo de sistema viário utilizado nos centros urbanos, utilizado para o escoamento do transito evitando a sua paralização. As rotundas caracterizam-se pela circulação dentro do cruzamento em sentido obrigatório contrário ao ponteiro dos relógios, utilizando uma faixa de rodagem que se desenvolve em volta de uma placa central de formato mais ou menos circular. Os veículos que pretendem entrar no cruzamento deverão dar prioridade àqueles que já se encontrem no seu interior e que interfiram com a sua marcha. Este tipo de regulação é muito mais eficiente do que a alternativa de atribuir prioridade aos acessos, já que evita que em períodos de tráfego significativo, o cruzamento bloqueie o seu funcionamento. A regulação da prioridade não tem de, mas deve, ser feita com recurso à aplicação de sinais verticais de cedência de prioridade acompanhados da correspondente sinalização horizontal. - 4 Hierarquia de rede viária 1 - A rede viária da cidade é constituída por: a) Vias rodoviárias, destinadas à circulação de veículos automóveis, velocípedes (preferencialmente em corredores com sinalização horizontal adequada na faixa de rodagem ou nos passeios) e peões em sítio próprio (passeio); b) Vias pedonais, destinadas à circulação de peões e, eventualmente de velocípedes, desde que devidamente adaptadas ao nível dos pavimentos e sinalização; c) Ciclovias, destinadas exclusivamente à circulação de velocípedes. 2 - A rede viária da cidade deve ser ordenada e hierarquizada de acordo com as funções e características das rodovias, conforme consta do Anexo VI, nas seguintes categorias hierárquicas: a) Rede principal, que inclui as vias principais que garantem as conexões viárias estruturantes e de ligação entre os vários setores urbanos, integrando as principais avenidas e vias urbanas; b) Rede secundária, que assegura a coleta e distribuição do tráfego dos setores urbanos, em particular entre a rede local e a rede principal; c) Rede local, que assegura predominantemente as funções de acesso local às atividades e funções urbanas, integrando arruamentos com utilização distinta e partilhada por veículos automóveis, velocípedes e peões. 3 - Os nós viários classificam-se em três níveis, consoante a hierarquia de ligações que estabelecem: a) Nível 1, quando estabelecem ligações entre vias principais; b) Nível 2, quando estabelecem ligações entre vias principais e vias secundárias; c) Nível 3, quando estabelecem ligações entre vias secundárias. Fluxo Bidimensional A análise bidirecional significa que o nível de serviço é analisado considerando em conjunto os dois sentidos da rodovia. A avaliação do nível de serviço numa rodovia rural de duas faixas/ dois sentidos segue as seguintes etapas: 1 - Estimativa da Velocidade do Fluxo Livre 2 – Demanda de Fluxo (taxa de fluxo) 3 – Determinação da Velocidade média de Viagem (VMV) 4 – Determinação da Percentagem do Tempo Perdido (PTP) 5 – Definição do Nível de serviço Estimativa da Velocidade do Fluxo Livre a) a partir de uma pesquisa de campo, em local onde o fluxo bidirecional for menor que 200 cp/h (amostra de no mínimo 100 veículos); b) com base numa pesquisa de campo mas, para um volume superior a 200 cp/h, utilizando-se a seguinte equação: VFL = VM + 0,0125 TF / fhv Onde : VFL- estimativa da velocidade do fluxo livre (km/h) VM - velocidade média medida no campo TF - taxa de fluxo observada no período em que a pesquisa foi realizada (veículos/h)Fhv - fator de ajustamento para veículos pesados Fluxo unidirecional A metodologia de estudo da capacidade do HCM aborda três tipos de análise: segmentos em nível, aclives e declives. A análise para “segmentos em nível” se aplica em terrenos planos ou ondulados, usualmente para seções de no mínimo 3,0 km. Qualquer aclive (ou declive) de 3 % ou mais, e com mais de 1,0 km necessita ser tratado como um segmento específico, conhecidos como “ greides específicos. A metodologia para análise unidirecional é análoga a bidirecional, exceto que esta estima a performance operacional e o Nível de Serviço para um sentido da via. Esta análise é utilizada, principalmente, para avaliar as condições de um sentido da via e para segmentos em desnível (montanhoso). Determinação da Taxa de Fluxo Neste caso a determinação da taxa de fluxo se faz para cada sentido da via, considerando dois tipos de taxa de fluxo: Vpd, taxa de fluxo no sentido analisado e Vpo, taxa de fluxo no sentido oposto. Vpo = g hv o FHP f f V Vpo = taxa de fluxo no sentido oposto Vo = demanda (volume) do fluxo na direção oposta Principais tipo de vias As vias se diferenciam uma das outras por questões de segurança no trânsito, algumas vias, por exemplo, permitem maior velocidade que outras, há vias em que são utilizadas como acesso à residência e que portanto não possuem uma grande movimentação de veículos e outras que e contrapartida a movimentação é mais alta, e por isso é que se resolveu classificar cada uma destas vias para que então tivessem um maior controle, tanto os condutores como os fiscalizadores e órgãos responsáveis pelo transito. No Código de Trânsito Brasileiro – CTB, a via urbana é conceituada como “ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulação pública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.” E se dividiram em quatro tipos de qualificações: vias de trânsito rápido, vias arteriais, vias coletoras e as vias locais. Vias de trânsito rápido - (limite de 80 kmh); Segundo o CTB é “aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de PEDESTRES em nível”. Uma grande característica das vias de trânsito rápido é que elas não possuem semáforos, cruzamento ou retornos. Vias arteriais - (limite de 60 kmh); Segundo o CTB é “aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade”. Elas se caracterizam por fazer a ligação de um bairro á outro, por exemplo, em uma cidade. Vias coletoras - (limite de 40 kmh); Segundo o CTB é “aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade”. Elas estão caracterizadas por facilitar movimentação de uma região a outra em uma cidade por estarem ligadas as vias arteriais e de trânsito rápido. https://www.educacao.cc/wp-content/uploads/2011/10/limite-velocidade-vias-acesso-rapido.jpg https://www.educacao.cc/wp-content/uploads/2011/10/limite-velocidade-vias-arteriais.jpg https://www.educacao.cc/wp-content/uploads/2011/10/limite-velocidade-vias-coletoras.jpg Vias locais (limite de 30 kmh). Segundo o CTB é “aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas”. Estas têm como característica não possuir nenhum tipo de ligação, sendo usadas apenas por veículos restritos ou com algum interesse, as ruas de um condomínio fechado, por exemplo. Figura ilustrativa https://www.educacao.cc/wp-content/uploads/2011/10/limite-velocidade-via-local.jpg Foto ilustrativa Planilha abaixo com as normas de guarda veiculo / m² - 5 Analise de trafego Em qualquer projeto de pavimentação, rural ou urbana, parte-se da premissa da existência de um tráfego de veículos, quer seja presente ou futura. Deste ponto de vista, a análise do tráfego, bem como a sua quantificação e/ou previsão estatística do mesmo, se faz necessária para determinação e norteamento das decisões de projeto. Nas zonas urbanas, é comum encontrar diversas características de tráfego, que podem variar desde o leve e lento, com a circulação somente de veículos de passeio e do caminhão de lixo uma vez por semana, até o pesado e intenso, com a presença de vários veículos de carga em uma via congestionada. Do mesmo modo, encontram-se também diferentes tipos de vias, que podem ser locais, coletoras, arteriais ou expressas, sendo essa última mais comum nos grandes centros. Diante de todas essas possibilidades, faz-se necessária a correta definição e classificação de cada via, de acordo com seu tráfego, de modo a se ter o correto dimensionamento e definições de suas características, evitando o esperdício de recursos em uma obra superdimensionada, 9/60 como também o desperdício pelo exaurimento precoce de um pavimento sub-dimensionado. Atualmente, predomina entre os métodos de dimensionamento de pavimentos no país o uso do número “N” como parâmetro básico de cálculo. O número “N” nada mais é que uma forma de se padronizar a quantidade de passagem de cada tipo de veículo, em determinado segmento convertendo cada um deles em um eixo padrão equivalente, de peso convencionado em 8,2 tf. De posse desse número, que é definido pela análise do tráfego local ou sua projeção futura, pode-se dimensionar o pavimento, mostrando assim a grande importância para a determinação e dimensionamento de qualquer estrutura de pavimento. - 6 Dimensionamento do pavimento O pavimento é um sistema de camadas, de espessuras finitas, assentes sobre um semi espaço infinito, denominado de subleito. O dimensionamento de qualquer pavimento consiste em considerar um ponto P qualquer do sistema, seja ele no subleito ou no pavimento, e determinar para este ponto o estado de tensão, sua deformação e se ele vai ou não sofrer ruptura, quando o sistema for solicitado por uma carga de roda sistema será considerado satisfatório, do ponto de vista do dimensionamento, quando não houver ruptura em nenhum ponto ou a deformação máxima satisfizer os limites previamente fixados, devendo as espessuras das camadas ser as necessárias e suficientes para resistir aos esforços gerados pela carga. O dimensionamento de um pavimento tem por objetivo conceber uma estrutura, construída após a terraplenagem, destinada economicamente a resistir e distribuir ao subleito os esforços verticais oriundos dos veículos e melhorar as condições de rolamento quanto à economicidade, comodidade e segurança. De acordo com as “Especificações Gerais para Obras Rodoviárias um Pavimento é constituído pelas seguintes camadas: Subleito, Reforço do Subleito, Sub-base, base e Revestimento. O reforço do subleito é uma camada granular, executada sobre o subleito, quando o mesmo não apresentar capacidade de suporte de carga suficiente, e é destinada a resistir às deformações e distribuir ao subleito esforços vindos da camada de sub-base. Possui espessura variável definida de acordo com o dimensionamento de projeto. A sub-base é uma camada granular, executada sobre o subleito ou sobre o reforço do subleito, destinada a resistir às deformações e distribuir os esforços verticais vindos da camada de base para as camadas subjacentes até o subleito. Possui espessura variável que é definida de acordo com o dimensionamento de projeto. A base é uma camada granular, executada sobre a sub-base, destinada a resistir às deformações e distribuir os esforços verticais através das tensões (pressão) dos veículos e sobre a qual se constrói um revestimento. Possui espessura variável que édefinida de acordo com o dimensionamento de projeto. O revestimento é a camada, tanto quanto possível, impermeável e coesa, destinada a receber e resistir diretamente aos esforços gerados pelo tráfego e às intempéries a que é sujeito. Existem várias teorias ou modelos para o estudo e dimensionamento do sistema de camadas múltiplas de pavimento. No entanto, devido à dificuldade de se aplicarem os métodos teóricos ao dimensionamento de pavimentos flexíveis, é que, predominantemente no Brasil, os métodos empíricos são os mais praticados. Dentre eles, destaca-se o dimensionamento pelo Método de DNER (1994), elaborado pelo engenheiro Murillo Lopes de Souza, tendo como base osestudos e métodos utilizados pela AASHTO. AASHTO (American Association for State Highway and Transport Oficials), uma metodologia frequentemente utilizada nos EUA e apresentada em AASHTO (2008) e a metodologia da AUSTROADS apresentada em AUSTROADS (2008) e utilizada na Austrália e na Nova Zelândia. Esta última será apenas apresentada como metodologia utilizada, mas no presente trabalho não será explorada. Entre outras referências estudadas, destacam-se os Manuais de Pavimentação do DNIT(2006) e as Especificações Gerais de Obras Rodoviárias da AGETOP (2002), Referências Bibliográficas: Mascaró, Juan Luis; Yoshinaga, Mário. Infraestrutura urbana.1ª ed. reimp. Porto Alegre: Masquatro, 2013. Fernandes, C. Microfrenagem – um estudo inicial, DEC/CCT/UFPB, Campina Grande, 2002. Disponível em: http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/Drenagem.html. Acesso em 01 jul. 2015. Fluxo de energia bidirecional - IEI - International Energy ... https://iei-brasil.org › my_keywords › fluxo-de-energia-bidirecional AASHTO, 2001 A Policy on Geometric Design of Highways and Streets, American Association of State Highwayand Transportation Officials (AASHTO), Washington, D.C. AUSTROADS (1988), Guide to Traffic Engineering Practice, NAASRA - AUS BENEVOLO, L. (1993), La città nella storia d’Europa, Laterza, Bari. HMSO (1987), Sistema Viário Urbano www.producao.ufrgs.br › disciplinas › 420_06-sistema_viario_urbano Fluxo%20de%20energia%20bidirecional%20-%20IEI%20-%20International%20Energy%20...https:/iei-brasil.org%20›%20my_keywords%20›%20fluxo-de-energia-bidirecional Fluxo%20de%20energia%20bidirecional%20-%20IEI%20-%20International%20Energy%20...https:/iei-brasil.org%20›%20my_keywords%20›%20fluxo-de-energia-bidirecional Fluxo%20de%20energia%20bidirecional%20-%20IEI%20-%20International%20Energy%20...https:/iei-brasil.org%20›%20my_keywords%20›%20fluxo-de-energia-bidirecional Fluxo%20de%20energia%20bidirecional%20-%20IEI%20-%20International%20Energy%20...https:/iei-brasil.org%20›%20my_keywords%20›%20fluxo-de-energia-bidirecional