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RESUMO
AULA 17/02
Coleta de Exames Laboratoriais e Controle de Qualidade:
Coleta de Exames Laboratoriais e Controle de Qualidade
 
⸻
 
Bioquímica Clínica: Foco nos Resultados Obtidos por Meio de Exames
 
Exames analisados:
•	Escarro
•	Saliva
•	Fezes
•	Urina
•	Sangue
 
Parâmetros observados:
•	Enzimas
•	Proteínas
•	Eletrólitos
 
Esses elementos são voltados para o diagnóstico bioquímico.
1º Princípio:
A concentração de uma enzima intracelular (dentro da célula) aumenta no soro ou plasma em decorrência de lesão ou proliferação celular.
Observação:
Quando há lesão, apoptose ou proliferação celular, a célula pode romper e liberar enzimas. Essas enzimas aparecem na corrente sanguínea naturalmente devido à renovação celular. Contudo, sua concentração se eleva consideravelmente em casos de necrose ou tumores.
Enzimas e Tecidos:
•	Fígado:
•	Aspartato Aminotransferase (AST)
•	Alanina Aminotransferase (ALT)
•	Fosfatase Alcalina (ALP)
•	Gama Glutamiltransferase (GGT)
•	Pâncreas:
•	Amilase Pancreática
•	Lipase Pancreática
•	Coração:
•	Creatinofosfoquinase (CPK-MB)
•	Mioglobina
•	Desidrogenase Lática (LDH)
•	Troponina
•	Estômago:
•	Gastrina
2º Princípio:
Avaliação da capacidade funcional dos órgãos, observando alterações na capacidade de síntese e depuração.
 
3º Princípio:
Análise de alterações nos componentes intermediários envolvidos na síntese, degradação e transporte de substâncias produzidas pelo corpo.
Importância do Diagnóstico Integrado
 
O diagnóstico laboratorial é integrado e não se limita apenas à bioquímica clínica.
Exemplo:
•	Paciente gestante em uso de vitamina C.
•	Médico solicita dosagem de glicose na urina e no sangue.
•	O laboratório utiliza um reagente baseado em reação de oxidação (mudança de cor), mas a vitamina C (antioxidante) interfere nesse tipo de reação.
Conclusão: O medicamento impede a realização correta do exame com esse tipo de reagente.
Fase Pré-Analítica na Coleta de Exames Bioquímicos
 
Tubo mais indicado para dosagem de glicose ou lactato:
•	Tubo cinza com fluoreto.
•	O fluoreto é um inibidor clássico do metabolismo celular, necessário para impedir a produção de ATP, CO₂ e ácidos H⁺.
Monitoramento da fase pré-analítica:
· Identificação do paciente;
· Conhecimento das variáveis pertinentes a analise;
· Tempo de processamento da amostra;
· Registros -possíveis erros de transcrição;
· Preparo adequado do paciente;
· Coleta e transporte da amostra;
· Separação da amostra.
ORIENTAÇÃO É MUITO IMPORTANTE.
T Importância da Orientação:
•	O tempo de espera da amostra interfere diretamente na fase pré-analítica.
•	A fase pré-analítica se encerra quando a amostra chega ao laboratório e é separada em soro e plasma. A partir daí, inicia-se a fase analítica.
•	O paciente deve ser orientado adequadamente sobre o preparo para o exame e deve verbalizar o que pode ou não fazer.
•	Utilizar linguagem apropriada para instruções ao paciente.
 
Observações importantes:
•	A vitamina C, por ser antioxidante, influencia significativamente nos resultados dos exames.
•	Os frascos de coleta contêm substâncias químicas para conservar as amostras.
•	Exercícios físicos intensos podem aumentar as enzimas hepáticas.
•	É fundamental saber qual tipo de sangue está sendo coletado (arterial, venoso ou periférico), pois apresentam composições diferentes.
•	Todas as amostras podem ser analisadas, desde que seja observado o valor de referência correspondente.
•	Importante: Anotar sempre o tipo de amostra e o tubo utilizado. Na dúvida, usar tubo seco e processar imediatamente.
 
Tubo a ser evitado na dosagem de cálcio:
•	EDTA (pois interfere nos resultados).
Sequência de Tubos na Coleta
 
Motivo bioquímico para seguir a sequência correta:
•	Durante o garroteamento, ocorre impedimento do retorno venoso, o que eleva a concentração de proteínas no sangue.
•	Os valores de referência foram calculados considerando esse aumento.
•	O garroteamento não deve ultrapassar um minuto.
 
⸻
 
Proteínas e Aminoácidos Importantes
 
Exemplos de proteínas:
•	Albumina
•	Miosina
 
Exemplos de aminoácidos e íons:
•	Potássio (intracelular)
•	Sódio (extracelular)
 
Hemólise:
•	Pode causar falsos resultados.
•	Exemplo: em caso de hemólise na dosagem de sódio:
•	Sódio: tende a estar mais baixo
•	Cloreto: tende a diminuir
•	Potássio: tende a aumentar
 
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Locais Proibidos para Coleta de Sangue:
•	Locais com escoriação
•	Locais com hematomas
•	Membros com histórico de mastectomia
Fatores de Variação na Coleta de Sangue
 
Antes da coleta:
•	Atividade física
•	Alimentação
•	Estresse
•	Exposição à luz
•	Sono
•	Estado de alerta
 
Testes com variações circadianas:
•	Fosfatase Ácida
•	ACTH
•	Prolactina
•	Hormônio do Crescimento
•	TSH
•	Cortisol
•	Renina / Aldosterona
•	Catecolaminas
•	Ferro
 
Outros fatores de variação:
•	Jejum inadequado
•	Excesso ou falta de repouso
•	Postura durante a coleta
•	Uso de medicamentos, álcool, tabaco
•	Estado nutricional (obesidade, desnutrição, vegetarianismo)
•	Cegueira
•	Gravidez
•	Ciclo menstrual
•	Febre, choque ou trauma
•	Transfusão
•	Fatores biológicos (idade, sexo, etnia)
•	Fatores ambientais (altitude, temperatura)
Resumo livro: Bioquímica Clínica e Controle de Qualidade
A fase pré-analítica é uma das etapas mais críticas da bioquímica clínica, sendo responsável por grande parte dos erros laboratoriais. O capítulo de coleta aborda os cuidados necessários para garantir amostras de qualidade e resultados confiáveis.
 RESUMO DO CAPÍTULO DE COLETA
1. Importância da Coleta Correta.
•	A precisão dos resultados laboratoriais começa com a obtenção adequada da amostra.
•	A coleta incorreta pode alterar os níveis de analitos (como glicose, potássio, enzimas, etc.)
•	O jejum, postura do paciente, hora do dia e uso de medicamentos influenciam os resultados.
 
2. Tipos de Amostras Biológicas
•	Sangue venoso: mais comum em bioquímica clínica.
•	Sangue capilar: usado em triagens e testes rápidos (ex: glicemia).
•	Soro e plasma: o soro é o componente líquido do sangue coagulado; o plasma é obtido de sangue anticoagulado.
 
3. Tubos de Coleta
•	Cada tubo contém diferentes aditivos:
•	Sem aditivo (vermelho): para soro.
•	EDTA (roxo): hemograma, não usado em testes bioquímicos.
•	Heparina (verde): testes bioquímicos em plasma.
•	Fluoreto de sódio (cinza): dosagem de glicose (inibe a glicólise).
•	A ordem correta de coleta evita contaminação cruzada dos aditivos.
 
4. Técnicas de Coleta
•	Preparo do paciente: jejum, repouso, evitar esforço físico.
•	Identificação correta: nome completo, data de nascimento, código.
•	Assepsia do local: uso de álcool 70% e material estéril.
•	Punção venosa: preferencialmente na fossa antecubital.
•	Manipulação da amostra: inversões suaves se houver aditivos, evitar hemólise.
 
5. Armazenamento e Transporte
•	Temperatura, tempo e luz afetam a estabilidade dos analitos.
•	Atrasos na separação do soro/plasma podem alterar resultados (ex: aumento falso de potássio por lise celular).
•	O transporte deve ser feito rapidamente e em condições adequadas.
 
6. Fontes de Erro Pré-Analítico
•	Hemólise, lipemia e icterícia interferem na leitura bioquímica.
•	Amostras mal identificadas ou mal acondicionadas.
•	Uso incorreto de tubos ou má técnica de punção.
CONTINUAÇÃO DA AULA 2 – 10/03 - FASE ANALITICA – PROCESSAMENTO DA AMOSTRA
Monitorização da fase analítica: 
· Seleção do método analítico;
· Uso de materiais de referência e de controle;
· Calibrações periódicas de equipamentos;
· Documentação de protocolos analíticos;
· Verificação dos intervalos de referência;
· Avaliação da competência técnica;
· Controle do estoque dos materiais e reagentes (vencimento, lote, e outros);
· Monitoramento de mudança de métodos;
· Treinamento adequado e contínuo de pessoal.
· 
· 
AULA 3 – 10/03 - CONTROLE DE QUALIDADE ANALÍTICA
 
 
Monitoração da Fase Analítica – Controle de Qualidade Interno e Externo
•	Utilização de materiais e amostras controle;
•	Análise de exatidão e precisão;
•	Uso de gráficos de Levey-Jennings;
•	Aplicação das regras múltiplas de Westgard;
•	Controle de qualidade interno e externo;•	Treinamento e atualização constante dos profissionais;
•	Estabelecimento de protocolos de trabalho e critérios para seleção de materiais.
 
 
Controle de Qualidade – Finalidade
•	Avaliar o desempenho de processos e resultados no sistema de qualidade assegurada;
•	Medir e acompanhar o desempenho do sistema de qualidade como um todo;
•	Manter registros de todas as ações realizadas;
•	Garantir a reprodutibilidade dos procedimentos laboratoriais;
•	Verificar o status da calibração dos sistemas analíticos;
•	Detectar desvios no desempenho que ultrapassem os limites de tolerância;
•	Informar sobre a exatidão e precisão de cada método;
•	Ser de fácil implementação, manutenção e interpretação;
•	Detectar falhas no sistema;
•	Comparar o desempenho de métodos, técnicos e equipamentos.
 
Diferença entre Controle e Padrão
CONTROLE
•	Espécime com matriz semelhante à das amostras analisadas;
•	Serve para aferir a qualidade e confiabilidade do sistema;
•	Usado para implementar e monitorar a precisão;
•	Pode monitorar mudanças na exatidão;
•	Exclusivamente para controle – não deve ser utilizado para calibração.
 PADRÃO (CALIBRADOR)
•	Material ou substância de referência com características definidas e conhecidas;
•	Utilizado como parâmetro de comparação para determinar uma característica em uma amostra desconhecida;
•	Possui nível de pureza de 100% ± 0,02;
•	Tipos: Padrão Calibrador e Multicalibradores.
 
Definições Importantes
•	Exatidão:
Grau de concordância entre o valor medido de um analito e seu valor verdadeiro (fidelidade).
•	Precisão:
Capacidade de um método analítico de reproduzir o mesmo valor em replicatas da mesma amostra (reprodutibilidade).
 
Linearidade
•	Capacidade de um método analítico de gerar resultados proporcionais à concentração da substância analisada;
•	Para avaliar a linearidade:
•	Analisar em triplicata soluções padrão com 6 ou mais concentrações diferentes, dentro da faixa de trabalho;
•	Os valores usados na curva devem estar livres de valores aberrantes e apresentar homocedasticidade.
 
Curva Padrão
•	Sucessão de pontos crescentes ou decrescentes que relacionam a concentração do padrão com a intensidade de sinal detectado.
•	Fórmula prática: Concentração = Leitura x 10
•	Quanto maior a concentração, maior a leitura – relação proporcional.
•	Para linearidade, usa-se o padrão.
Controle, Exatidão e Precisão
•	Para avaliar exatidão e precisão, usa-se controle.
•	Erros aleatórios e sistemáticos também são avaliados com o uso de controle.
 
Tipos de Erros
 
Erros Aleatórios (acidentais ou ao acaso)
•	Não podem ser corrigidos, pois são imprevisíveis;
•	Causam perda da precisão;
•	Avaliados pelo desvio padrão;
•	Causas comuns:
•	Bolhas em reagentes, tubulações ou seringas;
•	Reagente mal homogeneizado;
•	Ponteiras mal adaptadas;
•	Coágulo no pipetador;
•	Pipetagem imprecisa;
•	Flutuações na energia elétrica.
 
Erros Sistemáticos
•	Podem ser identificados e corrigidos com fatores de correção;
•	Relacionam-se a erros constantes, como:
•	Erros instrumentais;
•	Presença de impurezas;
•	Erros operacionais ou pessoais;
•	Método inadequado.
 
Causas comuns de erro sistemático:
•	Mudança de lote de reagentes ou padrão calibrador;
•	Valores incorretos nos padrões calibradores;
•	Reagentes mal preparados ou armazenados de forma inadequada;
•	Deterioração dos padrões calibradores.
 Perda de Exatidão
•	Alterações nos controles e padrões;
•	Reagentes mal preparados;
•	Variação na temperatura dos banhos-maria;
•	Mudanças no tempo de execução dos métodos;
•	Leituras feitas em comprimentos de onda incorretos;
•	Instabilidade dos reagentes.
Importante:
Se houver perda de exatidão, não deve ser liberado o laudo.
Perda de Precisão
•	Pipetagem imprecisa de amostras e padrões;
•	Agitação inadequada dos tubos;
•	Uso de materiais contaminados ou sujos;
•	Métodos com baixa sensibilidade;
•	Controle inadequado da temperatura;
•	Falhas operacionais nos equipamentos.
Gráficos de Levey-Jennings
 
Etapas para elaboração:
1.	Realizar pelo menos 20 determinações da mesma amostra;
2.	Calcular a média e o desvio padrão;
3.	Registrar os valores em um gráfico;
4.	Traçar as linhas correspondentes à média, -3DP, -2DP, -1DP, +1DP, +2DP, +3DP.
 
Regras de Westgard
•	Método de controle de qualidade por regras múltiplas;
•	Usa critérios combinados para decidir se a corrida analítica está sob controle ou fora de controle;
· •	Auxilia na interpretação dos gráficos de Levey-Jennings.
· 
AULA 4 – 17/03 - Fisiopatologia da água corporal e eletrólitos (Equilíbrio Hidroeletrolítico).
Doenças especificas que causam edemas?
Hipertença, cardiacas.. 
Doencas por desidratação: hemorragia, diarreia.
Muito hormônio ADH: retenção de água. 
Insuficiencia renal e cardiaca: 
Obs: se eu tiver pouca agua e muito sal a celula diminui. Se tiver muita agua e pouco sal e celula aumenta de tamanho.
O hipotalamo envia um sinal para a hipofise liberar o ADH. Regula osmolaridade.
Obs: quando o sodio é aumentado a osmolaridade celular aument tbm. Modificação de eletrolitros pode dar parada cardiaca. No entanto quando aumenta muito o sal, o rim segura agua e o hipotálamo enviar o sinal para hipófise secretar mais hormônio ADH (controla a quantidade de agua). FAÇO MENOS XIXI.
6. Desequilíbrios Hídricos
Desidratação: 
• Perda de água intracelular → sintomas neurológicos (letargia, coma) 
• Perda de água extracelular → colapso circulatório, choque, falência renal
Causas: • Perda de líquidos (vômito, diarreia, sudorese, fístulas) • Hemorragia, queimadura • Poliúria • Hiperglicemia, insuficiência renal • Deficiência de ADH • Uso excessivo de diuréticos
Sinais Clínicos: • Pulso aumentado • Membranas e mucosas secas • Globo ocular afundado • Diminuição da turgidez da pele • Débito urinário reduzido • Hipotensão postural • Perda de consciência
.
Tipos de desidratação: hipernatremia: (excesso de sal) ocorre diminuição de água e alimentos, sudorese excessiva, diurese osmótica (c/glicosuria: Glicosúria ocorre quando a concentração de glicose no sangue ultrapassa a capacidade de reabsorção dos túbulos renais (limiar renal da glicose: cerca de 160–180 mg/dL)
Terapia diurética (menos ingestão de água).
Normonatremia: (normal) vomito, diarreia, baixo teor de sódio.
Hiponatremia: (baixo sal)
Insuficiência suprarrenal, doença renal com perda de sal e terapia diurética.
Identificação de desidratação: olhar para a membrana e mucosas secas, pele seca, pulso aumentado...
Obs: sal e albumina são importante para manter a concentração osmotica plasmatica.
HIDRATAÇÃO EXCESSIVA:
Hidratação Excessiva (Hipervolemia):
•	Acúmulo de água no espaço extracelular
•	Causas:
•	Excreção diminuída de água
•	Excreção insuficiente de sódio
•	Insuficiência cardíaca
•	Sintomas:
•	Edema
•	Aumento de peso
•	Cefaleia
•	Vômitos
•	Distúrbios neurológicos
· Distribuição de Íons nos Compartimentos • Líquido Extracelular: Na+, Cl-, HCO₃⁻ 
• Líquido Intracelular: • K+, Mg²⁺, proteínas, fosfatos, sulfatos
· Hiato Aniônico (Anion Gap) • Fórmula: Hiato aniônico = [Na+] – ([Cl⁻] + [HCO₃⁻]) • Indica a presença de ânions não mensuráveis
Regulação da Osmolaridade e Volume • Hipotálamo • Sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) • Peptídeos natriuréticos • Rins
Hormônio Antidiurético (ADH ou AVP) • Secretado pela hipófise posterior • Regula reabsorção de água • Variação do volume urinário (0,5 a 15 mL/min) • Mecanismo de ação: • Aumento da osmolaridade → secreção de ADH → retenção de água • Redução da osmolaridade → inibição de ADH → excreção de água
Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona 
• Estímulo: queda da perfusão renal ou da [Na+] 
• Renina converte angiotensinogênio em angiotensina I 
• Angiotensina I → Angiotensina II • Ações da angiotensina II: 
• Liberação de aldosterona • Vasoconstrição • Liberação de ADH • Estímulo da sede
Ações da Aldosterona • Retenção de Na+ e água • Excreção de K+ e H+ • Aumento da volemia e pressão arterial • Aumento do pH (alcalose).
Peptídeo Atrial Natriurético (ANP): • Secretado pelos átrios cardíacos • Inibe aldosterona e SRAA • Estimula excreção deNa+ e água • Reduz pressão arterial e volemia.
SODIO:
Distúrbios do equilíbrio de sódio: hipernatremia
Insuficiência cardíaca; Doença hepática; Doença renal; Hiperaldosteronismo; Gravidez;
Distúrbios do equilíbrio de sódio: Hiponatremia
Perdas gastrintestinais (vômitos, diarréia); Suor excessivo –exercícios, febre, calor; Doença renal; Insuficiência adrenal (hipoaldoteronismo); Terapia diurética; Queimaduras
Como quantificar sódio em um paciente que chega no laboratório de bioquímica clinica?
1. Jejum recomendado de 4 horas; Identificação do paciente; Identificação de medicações e doenças pré-existentes.
2. COLETA: Qual o tipo de amostra requisitado pelo médico? Soro; Plasma heparinizado; Sangue integral; Suor ; Urina ; Fezes ; Líquidos gastro-intestinais.
3. Processamento da amostra: Soro, plasma e urina podem ser armazenados a um atemperatura de 2°-4° C ou congeladasparaanálisetardia. 
4. Procedimento Analítico: Colorimetria Espectrofotometria de emissão de chama Métodos eletroquímicos (eletrodo seletivo para íons.
POTASSIO
· Funções
 Principal cátion no liquido intracelular
 No LEC – influência na atividade muscular
 Manutenção do equilíbrio ácido-base, da pressão osmótica e da
retenção de água no LIC
 Mantém a neutralidade elétrica dentro da célula
· Metabolismo de potássio
Potássio intracelular:
Variações influenciam a atividade dos músculos estriados;
Paralisia no músculo esquelético;
Anormalidades na condução e atividade do músculo cardíaco;
Excreção:
 Excretado no TGI com secreções digestivas e reabsorvido no
intestino delgado;
 Rins: principal órgão excretor
^
· Interferentes:
1. Cerrar rapidamente os punhos antes da punção venosa;
2. “Batidinhas sobre a veia”;
3. Torniquete aplicado por muito tempo;
4. Terapia com penicilina G potássica;
5. Nefrotoxicidade pela aplicação de anfotericina B;
6. Meticilina ou Tetraciclina.
CLORO
Funções:
Auxilia na manutenção do equilíbrio hidro-eletrolítico e
regulação da pressão osmótica e do equilibrio ácido-base
Importante na produção do suco gástrico.
Como quantificar cloro/cloreto em um paciente que chega no laboratório de
bioquímica clinica?
Jejum recomendado de 4 horas
Coleta: Qual o tipo de amostra requisitado pelo médico?
Soro;
Plasma;
Suor ;
Urina ;
Líquidos gastrointestinais;
Processamento da amostra:
Soro, plasma e urina podem ser armazenados a uma temperatura de 2°-
4 °C ou congeladas para análise tardia.
As hemácias devem ser separadas do plasma logo após o sangue ser
exposto ao ar, pois a perda de dióxido de carbono não altera a distribuição de
Cl- entre as células e o plasma
INTERFERENTES:
Cloreto de amônio;
Infusão excessiva de cloreto de sódio;
Diuréticos tiazídicos;
Infusão intravenosa de soro glicosado
ESPECTROFOTOMETRO
· Espectrofotometria de emissão de chama
Baseia-se nas características de emissão de luz por
átomos de diversos elementos metálicos quando é
fornecida energia suficiente, por exemplo, uma
chama quente:
Baseia-se na excitação de átomos neutros de (Na, Li,
Ca e K) obtida pelo uso de uma chama;
Os átomos excitados voltam ao seu estado
fundamental com emissão de um fóton de radiação
Que pode ser identificado e medido em um fotômetro
de chama;
RESUMO DA AULA 4
1. Conceitos Básicos
	•	Homeostase: manutenção do equilíbrio interno.
	•	Água Corporal Total: varia com a composição corporal:
	•	70% em indivíduos magros, 50% em obesos.
2. Compartimentos Líquidos
	•	Líquido Intracelular (LIC): dentro das células.
	•	Líquido Extracelular (LEC): fora das células, dividido em:
	•	Plasma (LIV), intersticial (LIT) e transcelular (LT) (LCR, TGI, etc).
3. Equilíbrio Hídrico
	•	Ingestão: alimentos, água, infusão IV.
	•	Perdas: urina, pele/pulmões, fezes.
	•	Desequilíbrios:
	•	Desidratação: perda de água (causas: diarreia, sudorese, diuréticos, ADH deficiente).
	•	Hidratação excessiva: acúmulo de água (causas: falência cardíaca, renal, excesso de ingestão).
4. Regulação
	•	ADH (vasopressina): aumenta a reabsorção de água nos rins.
	•	Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona: retém sódio e água.
	•	Peptídeo Natriurético Atrial: promove excreção de sódio e água.
5. Eletrólitos Principais
Sódio (Na⁺)
	•	Principal cátion do LEC.
	•	Valores de referência: 135–145 mEq/L.
	•	Hiponatremia: por perdas GI, suor, diuréticos, etc.
	•	Hipernatremia: por desidratação, diabetes insipidus, ingestão excessiva.
Potássio (K⁺)
	•	Principal cátion do LIC.
	•	Importante na atividade muscular e cardíaca.
	•	Excreção principal: rins.
	•	Hipocalemia (5,0 mmol/L): paralisia, alterações cardíacas.
Cloro (Cl⁻)
	•	Principal ânion do LEC.
	•	Valores de referência: 97–106 mEq/L.
	•	Relaciona-se inversamente com o bicarbonato.
	•	Importante para equilíbrio ácido-base e formação do suco gástrico.
6. Quantificação Laboratorial
	•	Amostras: soro, plasma, urina, suor, fezes.
	•	Métodos: Colorimetria, espectrofotometria de emissão de chama, eletrodos seletivos de íons.
AULA 5 – DIA 07/04 – EQUILIBRIO ACIDO E BASICO
RESUMO – EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE (BIOQUÍMICA CLÍNICA)
1. Produção de Ácidos pelo Metabolismo
	•	O corpo produz ácidos diariamente (aprox. 60 mmol de H+).
	•	Fontes:
	•	Carboidratos: ácido lático, pirúvico.
	•	Lipídeos: corpos cetônicos (acetoacético, β-hidroxibutírico).
	•	Proteínas: CO2, ácido sulfúrico.
	•	Ácidos:
	•	Voláteis: ácido carbônico (CO2).
	•	Não voláteis: lático, acético, cetônicos, fosfato, sulfato.
2. Manutenção do pH Sanguíneo
	•	Faixa normal: 7,35 – 7,45.
	•	pH 7,8 é incompatível com a vida.
	•	Controlado por sistemas tampão, pulmões e rins.
3. Sistemas Tampão
	•	Definição: solução de ácido fraco + sal que estabiliza o pH.
	•	Principais:
	•	Bicarbonato (HCO₃⁻ / H₂CO₃).
	•	Hemoglobina, fosfato e proteínas.
	•	Equação:
Equilíbrio acido-base é controlado por sistemas tampões:
Pulmão: tampão bicarbonato e hemoglobina
Sangue: tampão bicarbonato e hemoglobina
Rins: tampão bicarbonato e fosfato
4. Papel dos Pulmões e Rins
	•	Pulmões: eliminam CO₂ → regulam pCO₂.
	•	Rins:
	•	Excreção de H⁺.
	•	Reabsorção e regeneração de HCO₃⁻.
	•	Uso de tampões urinários: fosfato (HPO₄²⁻), amônia (NH₃ → NH₄⁺)
Sistema tampão bicarbonato - importância dos rins: Os rins são extremamente importantes na regeneração e recuperação do bicarbonato. Na célula tubular renal, o H+ é excretado, enquanto o CO2 difunde-se ao longo do gradiente de concentração.
6. Distúrbios do Equilíbrio Ácido-Base
	•	Respiratórios (alteração na pCO₂):
	•	Acidose respiratória (↑ pCO₂)
	•	Alcalose respiratória (↓ pCO₂)
	•	Metabólicos (alteração no HCO₃⁻):
	•	Acidose metabólica (↓ HCO₃⁻)
	•	Alcalose metabólica (↑ HCO₃⁻)
7. Gasometria Arterial
	•	Avalia: pH, pCO₂, HCO₃⁻, pO₂.
	•	Coleta:
	•	Arterial preferencial.
	•	Evitar contato com o ar.
	•	Análise imediata.
	•	Uso de heparina como anticoagulante.
8. Fatores Interferentes
	•	Medicamentos (ex: hidrocortisona, acetazolamida).
	•	Temperatura (hipotermia/febre alteram resultados).
	•	Atividade muscular (altera pO₂ venosa e acumula ácidos.
AULA 6 – 07 E 14 CONTINUAÇÃO: Função Renal e Uroanálise
Funções dos rins
· Função hormonal;
· Formação da urina
· Regulação do equilíbrio hidroeletrolítico
· Regulação do equilíbrio ácido-base
· Excreção dos produtos finais do metabolismo proteico(uréia, creatinina, ácido úrico, sulfato e fosfato.
Obs: os rins são os maiores filtros do nosso corpo, 
Néfron: unidade estrutural e funcional dos rins:
A capacidade renal de depurar seletivamente resíduos provenientes do sangue e, ao mesmo tempo, de manter a água e o equilíbrio eletrolítico no organismo é controlada pelos néfrons por meio das seguintes funções renais:
-Fluxo sanguíneo renal;
-Filtração glomerular;
-Reabsorção tubular;
-Secreção tubular
É no glomérulo que acontece a maior parte de filtração.
Tupo contorcido glomerular, é o mais próximo do glomérulo: (onde ocorre a maior parte da reabsorção de sais.
Proteína na urina é espumosa. Proteínas e glicose não devem aparecer na urina.
ATENÇÃO: A filtração depende do sistema renina-algiotensina-aldosteronae do hosmonio ADH, vasopressina.
FATORES QUE AFETAM A FILTRAÇÃO GLOMERULAR:
· Tamanho da partícula;
· Estrutura celular das paredes dos capilares;
· Pressões hidrostáticas e oncótica;
· Estrutura celular da cápsula glomerular;
· Mecanismo de retro-alimentação do sistema renina-algiotensina-aldosterona e hormonais
O volume do sangue diminui, o hipotálamo responde e ativa os barorreceptores, com a perfusão do sangue baixo. O sistema renina-angiotensina-aldosterona é ativa com a vasoconstrição.
Função Hormonal dos Rins: Síntese de eritropoietina; Síntese de Renina; Síntese de Prostaglandinas; 1,25 dihidroxicolicalciferol (derivado da vitamina D).
Pergunta da prof: se o paciente está com hipocalemia, como estará o ph do seu sangue?
Um paciente com hipocalemia está com potássio baixo e H+ baixo também, pois os mesmos tendem a andar juntos. O meio vai ficando básico (alcalose metabólica) pois o H+ está saindo da corrente sanguínea junto com o potássio.
Investigações Bioquímicas da Função Renal
URINA 1 – COLETAR A PRIMEIRA URINA DO DIA (MAIS CONSENTRADA)
Exame físico: volume, densidade, aspecto, cor, odor, presença de sedimento 
Exame químico: pH, proteína, cetona, glicose, sangue oculto, urubilinogênio, pigmentos biliares, nitrito, leucócitos. 
Exame microscópico: Inorgânicos: cristais Orgânicos: células (leucócitos, hemácias, células epiteliais do túbulo renal), cilindros, cilindroides, filamentos de muco, bactérias, fungos, leveduras, parasitas, etc.
ATENÇÃO: ESSE EXAME NÃO DAR DIAGNOSTICO, POIS ELE NÃO QUANTIFICA, DAR SOMENTE A BASE DO QUE TEM NA URINA
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Glicose: diabetes, corpos cetonicos: diabetes descompensada, 
· hemoglobina: hemorragia, 
· leucocitos: infecção, 
· nitrito: infecção (pois algumas bacterias geram nitrito), 
· densidade: desidratação, proteinas: pode ser infecção, hipertenção. 
EXAME DE URINA POR 24 HORAS: PROTEINURIA: muito importante para dosar proteinas e albumina (menor proteina).
Exame Físico, aspecto: cheiro Límpido,
· cheiro Límpido, ligeiramente turvo, turvo, hemorrágico. 
· Opacidade: presença de cristais, células e muco; 
· Cheiro: Amoniacal, pútrido, cetônico
· Turvação: leucócitos, hemácias e bactérias
Microscópio: analisar microrganismo na amostra de urina.ATENÇÃO
EXAME QUIMICO: 
· Proteínas: Indicativo de doença renal 
· Urina normal: 10mg/dl ou 150 mg/24 horas
· Proteinúria transitória (benignas/não- renais): exposição ao frio, exercício vigoroso, febre alta, desitratação.
· Proteinúria patológica (renais): lesão da membrana glomerular; comprometimento da reabsorção tubular, Mieloma múltiplo e nefropatias diabéticas.
· pH (Indicador do equilíbrio ácido-base).
· Glicose: análise química realizada com maior frequência, 
· Urina normal: contém quantidade míninas de glicose; 
· Condições patológicas: dos níveis séricos de glicose -presença de glicose na urina Limiar renal da glicose: 160 a 180 mg/dL 
· Diabetes: Reabsorção tubular, deficiente Lesões do sistema nervoso central, Distúrbios da tireóide e Gravidez com possível diabetes.
· Corpos cetônicos: monitoração do diabetes Urina Normal: não apresenta quantidade mensurável de cetona 
· Condições patológicas: diminuição do uso de carboidratos (carência alimentar) ou na incapacidade de metabolizar os carboidratos como ocorre no diabetes melito. Acidose diabética.
Bilirrubina na urina: Obstrução do ducto biliar e integridade do fígado comprometida.
Nitrito: prova rápida para detectar infecções; •Avaliação da terapia com antibióticos; •Monitoração de pacientes com alto risco de infecção do trato urinário; •Seleção de amostras para a cultura de urina.
Elementos do Sedimento Urinário: 
· CÉLULASEPITELIAIS: revestimento do sistema urogenital/ descamação normal de célula velhas 
· Cels. Epiteliais tubulares renais (+ importantes –necrose tubular) 
· Cels. Epiteliais transicionais (pelve renal e bexiga) mais redonda e nunleo maior que a pavimentosa.
· Cels. Epiteliais pavimentosas (amostras de mulheres/vagina)
CRISTAIS NA URINA: A formação de cristais é influenciada por: pH; Densidade; Temperatura da urina; O aparecimento de cristais na urina está associado a deficiências metabólicas.
TESTES DA FUNÇÃO GLOMERULAR: 
Dosagem de creatinina no soro; Dosar creatinina na urina; Clearance (dosar sangue e na urina) de creatinina (depuração de creatinina, analisa a função renal, velocidade de filtração glomerular.), Dosagem de ureia no soro; Dosar ureia na urina; Dosagem de proteínas totais urinárias; Microalbuminúria;
Atenção: partículas maiores como: glicose e proteínas não aparecem na urina, glomerulo não filtra. Somente se houver inflamação ou excesso desses partículas.
Creatinina:
-Produção proporcional à massa muscular total;-Retirada do plasma por filtração glomerular;-Excretada na urina;-Distúrbio renal : única causa de elevação na creatinina no soro (exceção gigantismo e acromegalia);-Distúrbio renal : diminuição da creatinina na urina,
Calculo de filtração glomerular: 
CORREÇÃO
AULA – 7 – DIA 14/04 - FUNÇÃO PANCREATICA E METABOLISMO DE CARBOIDRATOS (DIABETES).
Função Exócrina do Pâncreas: 99% das células do pâncreas produzem enzimas digestivas, a mesma digere carboidratos, proteínas e lipídeos. Tem sua função hormonal tambem.
CELULAS ACINARES: SÃO CELULAS QUE FAZEM ENSIMAS DIGESTIVAS.
Função Exócrina do Pâncreas: o pâncreas faz as enzimas digestivas, onde ela se encontra inativas, essas enzimas caem em ductos e vai até o duodeno, é ativa somente no duodeno.
Enzimas ativa
Principais Doenças do Pâncreas: Câncer de Pâncreas; Pancreatite Aguda; Pancreatite Crônica.
Pancreatite: Inflamação do pâncreas (quando tenho inflamação a enzimas aumentam. E as que mais aumentam são as amilase e lipase pancreatica).
Causas da Pancreatite: Cálculos biliares; Álcool; Infecções virais (caxumba); Traumatismo abdominal; aumento de triglicerídeos; Malformações do pâncreas.
Sintomas da pancreatite: Dor abdominal; Vômito, náusea; Eliminação de gordura nas fezes 
Exames alterados: Amilase; Lipase; Glicemia.
Função Endócrina do Pâncreas: 
Células alfa pancreático: Produzem glucagon; - Enteroglucagon (mucosa duodenal); 
Células delta-Secretam somatostatina-Inibe a secreção da insulina; inibe e a secreção de enzimas pancreáticas; diminui o fluxo biliar; inibidor do GH; é produzida em outros sítios do organismo, (hipotálamo e intestino). 
Células F -Produzem o polipeptídio pancreático, -hormônio que estimula a secreção de enzimas gástricas e intestinais; inibe a motilidade intestinal.
DIABETES
Diabetes Mellitus É um grupo de doenças metabólicas caracterizadas pela hiperglicemia resultante do defeito na secreção e/ou ação da insulina.
GLUCAGOM: hormônio que joga a glicemia na corrente sanguínea (hiperglicemia).
O pâncreas sintetiza o glucagon e insulina, são hormônios que afetam o metabolismo.
O intestino produz entero glucagon que aumenta glicose na corrente sanguínea.
ATENÇÃO: Quando a glicose (normal 70 mg/dl) é aumentada na corrente sanguínea, é liberado a insulina pelo pâncreas, e esse insulina faz com que a glicose seja armazenada em formato de glicogênio. E se for glicose em excesso, começamos a estocar tecido adiposo (gordura).
A glicose é altamente reativa, podendo reagir com proteínas e lipídeos. 
A glicose aumenta na corrente sanguínea porque não consegui entrar no celular.
ATENÇÃO: Quando a glicose aumenta na corrente sanguínea, o pâncreas sente a glicose e produz insulina, ela se liga ao receptor de insulina e ao acontecer isso esse hormônio ativo várias proteínas dentro da célula que vão fazer que um transportador (GLUT) de glicose vai até a membrana plasmática e a glicose entra dentro da célula. A glicose precisa entrar na celula para produzir energia (ATP).
Insulina diminui a glicose na corrente sanguínea.
Tipos de diabetes: DM1 – O que não produz insulina (precisa tomar insulina) e DM2 o que produz insulina, porém não possui o receptor na membrana plasmática.
GLICOSE NA CORRENTE SANGUINEA FICA TOTALMENTE SEM ENERGIA E O INDIVIDUO SENTE FOME. (sinal de fome).
Fatores de risco –Diabetes Mellitus tipo 2 •Idade superior a 45 anos •Histórico família •Obesidade (IMC > 25 kg/m2) • Circunferência abdominal 80 cm para mulheres 94 cm para homens • Sedentarismo • Infecções recorrentes •Diabetes gestacional prévio •Hipertensão ou dislipidemia.
Classificação do Diabetes: 
Diabetes tipo 1: • Doença autoimune; • manifesta-se na infância e na idade adulta jovem; 
Diabetes tipo 2: • Doença caracterizada pela hiposecreção e/ou hiperprodução de insulina; • geralmente relacionada a obesidade, intolerância a carboidratos; • A resistência à insulina torna-se mais comum com o envelhecimento;
Diabetes gestacional: Qualquer manifestação de intolerância a glicose que tenha se manifestado pela primeira vez na gravides
Outros tipos: específicos Defeitos genéticos de função das células beta Cromossomo 20, HNF-4alfa (MODY1) Cromossomo 7 glucoquinase (MODY2) Cromossomo 12 HNF-1 alfa (MODY3) Defeito no DNA mitocondrial das células beta Hiperglicemia induzida por endocrinopatias: GH, cortisol, glucagon, epinefrina Hiperglicemia induzida por drogas ou substâncias químicas: agonistas beta adrenérgicos, glicocorticóides
A DM tipo 1 apresenta-se com sintomas agudos e hiperglicemia marcante, a DM tipo 2 só é diagnosticada quando as complicações aparecem, isto é, pode permanecer não diagnosticada.
O tecido adiposo, (prejudica o reconhecimento da insulina na célula) produz adipocinas e são proteínas inflamatórias. 
Com isso com a idade e obesidade influencia muito, pois temos mais tecido adiposo e prejudica esse reconhecimento de insulina.
Poliuria: muito xixi
Polidipsia: muita sede
Polifagia: fome
Hemoglobina Glicada: é uma proteína e dura 120 dias na corrente sanguínea. A hemoglobina reage com a glicose e se transforma em hemoglobina glicada. 
TESTE DE TOLERANCIA ORAL A GLICOSE: Em jejum o paciente precisa estar com pelo menos 126 mg/dl de glicose, se estiver acima não é permitido realizar o teste. Quando realizado o teste o paciente normalmente está na base 140 mg/dl após duas horas do teste. Se estiver a mais o paciente pode ser resistência à insulina.
DM1 - não produz insulina
DM2 – produz muita insulina, porém não é reconhecida.
O ser humano precisa ter insulina na corrente sanguinea, para produzir ATP e tudo funcionar.
Marcadores para destruição autoimune das células beta-pancreáticas Anticorpos anti-GAD (descarboxilase do ácido glutâmico).
• anticorpos dirigidos contra a DAG (enzima presente nas células β); 
• surge nas primeiras semanas de diagnóstico.
EXEMPLO: Uma criança que está desenvolvendo uma DM1, ela ainda tem ant-GAD, peptídeo c e hiperglicemia. Ainda pode ser tratada. 
TESTE HOME: medi a relaçao da quantidade de glicose e a quantidade e insulina.
DOSAGEM DE FRUTOSAMINA: ALBUMINA + GLICOSE (DURA NA CORRENTE SANGUINEA 15 DIAS) = FRUTOSAMINA PROTEINA GLICADA.
EXAMES DE CONTROLE: dose hemoglobina glicada, dosa frutosamina e DX.
CONTINUAÇÃO DA AULA – DIA 28/04 - DIABETES
EXAMES PARA CONTROLE DE GLICEMIA: DX, glicose, glicosuria, hemoglobina glicada e frutosamina. 
DIABETES MODY: É uma condição genética, não produz insulina, porém não é autoimune).
Atenção: doença autoimune é uma quando o sistema imune ataca erroneamente os tecidos saudáveis do próprio corpo.
Complicações crônicas do diabetes: • Retinopatias; • Nefropatias; • Neuropatia Periférica; • Distúrbios Gastro-intestinais; • Ulceração das extremidades; • Distúrbios do trato genito-urinário; • Infecções recorrentes.
NEUROPATIA DIABÉTICA: 
Sensitivos: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos. Dores locais e desequilíbrio;
Motores: estado de fraqueza e atrofia muscular; 
Autonômicos: ocorrência de pele seca, traumatismo dos pêlos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência.
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