Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Nutrição, Depressão e
Doença Renal Crônica
no Contexto da
COVID-19 
Rio de Janeiro
Junho de 2020
 Centro de Pesquisa e Extensão de 
 Nutrição em Nefrologia
 (CEPENUNE/UFRJ)
 
AUTORAS
Profª Dra. Claudia Teresa Bento 
Prof. Adjunta do Instituto de Nutrição Josué de Castro
(INJC/UFRJ)
Doutora em Ciências Nutricionais (UFRJ)
         
 
Profª Sofia Kim Uehara
Professora Adjunta do Departamento de Nutrição
Aplicada (UERJ)
Doutora em Ciências Nutricionais (UFRJ)
 
Mestrandas em Nutrição Clínica (INJC/UFRJ)
Ana Luiza de Souza Azevedo
Desiane Guimarães Nunes
Maria Beatriz Cabral Coutinho Fernandes
Vivian Westerfalem Santos de Lima
 
Especialista em Nutrição Clínica – CENC-UFRJ
Sabrina Dias Campos
 
COLABORAÇÃO
Psicóloga Anna Carolina Pinto Machado
Pós-graduada em Terapia Cognitivo Comportamental -
Universidade Celso Lisboa
Residência Multiprofissional em Clínica Médica - UFRJ
Rio de Janeiro
Junho de 2020
Apresentação
 Este material educativo sobre a doença
renal crônica (DRC),  cuidados nutricionais
e os impactos na saúde mental durante a
pandemia da Covid-19 tem como objetivo
principal a promoção do autocuidado, por
meio da educação nutricional com
destaque aos conhecimentos sobre
alimentação segura, saudável e protetora
para os doentes com DRC.
 
Com amor,
 equipe do CEPENUNE
Sumário
O que é doença renal
crônica (DRC)?
A doença renal crônica é a perda lenta e gradual
das funções dos rins por um período de 3 meses ou
mais, o que causa acúmulo de substâncias tóxicas
no organismo, pois os rins não conseguem mais
eliminá-las. 
Estágios da DRC 
Estágio 1
Estágio 2
Estágio 3
Estágio 4
Estágio 5
Complicações da DRC 
Doenças cardiovasculares
Anemia
Ácido úrico aumentado
Doença óssea
Deficiência de vitamina D
 
Cansaço intenso
Insônia
Problemas de memória
Depressão
No último estágio da DRC é necessário iniciar uma
Terapia Renal Substitutiva, sendo elas:
Hemodiálise Diálise Peritoneal Transplante Renal
Diminuição na produção de um hormônio produzido
nos rins chamado eritropoetina responsável pela
produção de glóbulos vermelhos (na medula óssea) que
carregam o oxigênio pelo sangue, causando anemia
Inflamação crônica
Geralmente, pacientes com DRC têm pressão alta e
diabetes, que são condições que agravam a infecção
pelo coronavírus
Uso de medicamentos que tornam a imunidade mais
baixa, no caso de pacientes transplantados
 Pessoas com DRC fazem parte do grupo de risco para a
Covid-19, uma vez que são mais suscetíveis ao agravamento
do quadro provocado pelo coronavírus por possuírem
imunidade mais baixa.
 
 Dentre os fatores que contribuem para a vulnerabilidade
desses pacientes podem ser destacados: 
 
 
 
 
 
DRC e Covid-19 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Quais são os cuidados
necessários para preparar
os alimentos? 
 Até o momento, não existem comprovações científicas
de que o vírus da Covid-19 seja transmitido pelos
alimentos. 
 
 Entanto, os alimentos ou embalagens podem ser
veículos de transmissão. Isso pode acontecer quando o
alimento tem contato com uma superfície contaminada
pelo vírus ou tenha sido manipulado por uma pessoa com
a doença.
Alimentos, embalagens e as
superfícies em que os alimentos serão
preparados devem ser higienizados
adequadamente. Saiba como fazer nas
próximas páginas.
 Selecione e retire as folhas e partes deterioradas;
Lave em água corrente os vegetais folhosos (alface,
agrião, couve etc.), folha a folha; frutas e legumes um a
um;
Coloque de molho durante 15 minutos em água com
hipoclorito de sódio (água sanitária), use 1 colher de
sopa para 1 litro de água; 
Enxague-os em água corrente;
Armazene os vegetais adequadamente sob refrigeração.
Frutas e hortaliças:
 
1.
2.
3.
4.
5.
Higienização dos alimentos 
Alimentos embalados
 
Embalagens mais resistentes: lave-os com água e
detergente
 
Embalagens menos resistentes: higienização externa com
álcool 70% ou solução clorada 
 
 
 
Higienização dos alimentos 
Não esqueça!
 
Higienize sempre as
bancadas. Utilize 50 mL
(1 copinho de café) de
hipoclorito de sódio
(água sanitária) em 1
litro de água.imagem: https://www.tribunapr.com.br/viva/vai-
ao-mercado-veja-dicas-para-se-manter-seguro-
contra-o-coronavirus/
APRENDENDO A
CONSERVAR MELHOR OS
ALIMENTOS 
 Existe uma técnica que ajuda na conservação dos
alimentos por um maior período de tempo o nome dela é
branqueamento.
Confira o passo-a-passo desse processo:
Alimentos e tempo de
branqueamento 
Embrapa, 2000
 A manutenção de uma alimentação saudável é
imprescindível para a prevenção e o combate à infecções
virais. Isto acontece porque uma alimentação adequada e
rica em nutrientes é capaz de fortalecer o sistema
imunológico, responsável por defender o nosso organismo
contra microrganismos. 
 É fundamental que pacientes DRC sejam acompanhados
por um (a) nutricionista, que deverá elaborar um plano
alimentar individualizado, com o objetivo de estabelecer
uma alimentação adequada e saudável, de acordo com a sua
doença e os seus exames laboratoriais.
Alimentação, DRC e
 Covid-19
Neste período em que vivemos
uma pandemia devido ao
coronavírus, a preocupação
com a alimentação torna-se
ainda mais necessária.
 Por ser um vírus novo, não existem evidências de
nutrientes que desempenhem papel específico na
prevenção ou combate à Covid-19.
 No entanto, o consumo de alimentos variados e fontes
de nutrientes envolvidos na imunidade fortalece o sistema
imunológico, aumentando assim as defesas do organismo.
 
Vitamina A Vitaminas do complexo B Vitamina C 
 Vitamina D Vitamina E Zinco 
 Cobre Selênio Ômega-3
Nutrientes e sistema
imunológico
 Aqui iremos abordar as principais vitaminas e
minerais envolvidos na imunidade. São eles:
 Atua na saúde visual, no sistema imunológico e
pele, auxilia na cicatrização, na formação de
colágeno e também possui ação antioxidante.
 
 
 Alimentos fontes de vitamina A: abóbora,
cenoura, batata-doce, leite integral, fígado, ovos,
couve, espinafre, mamão e manga.
Atenção à ingestão em excesso dessa vitamina por
meio de polivitamínicos, pois em doses elevadas, a
vitamina A se acumula no paciente renal e se torna
prejudicial ao rim.
 
Vitamina A 
Vitamina do complexo B 
 As vitaminas do complexo B são fundamentais para o
sistema nervoso, músculos, ossos, pele, olhos e
cabelos. As vitaminas do complexo B estão também
envolvidas com a produção de energia, glóbulos
vermelhos e atuam na prevenção da depressão e
doenças neurológicas.
 
B6 - Piridoxina
 
 Participa do metabolismo de energia e de proteínas,
regula a ação de diferentes hormônios, desempenha
papel importante na produção de neurotransmissores
e glóbulos vermelhos, também atua na prevenção de
doenças cardiovasculares juntamente com a
vitamina B12 e ácido fólico. 
 
 O uso de antidepressivos e contraceptivos orais podem
aumentaras necessidades desta vitamina.
 
 Fontes de vitamina B6: alimentos de origem animal
(carnes, frango, peixe, ovos, leite), cereais integrais,
semente de girassol, soja, tomate, abacate,
espinafre, banana e aveia.
 B9- Ácido Fólico
 
 Participa da manutenção do sistema imunológico,
nervoso e circulatório, previne anemia, também é
importante na formação do material genético e
diminui o risco de arteriosclerose (formação de placas
de gorduras nas artérias).
 
Fontes de vitamina B9: vegetais folhosos verde-
escuros como o espinafre e brócolis,feijões, carnes,
fígadoe cereais integrais
 
Vitamina B12 
 
 Essencial na formação, integridade e maturação das
dos glóbulos vermelhos. Fundamental para o
cérebro. A sua deficiência está envolvida com: anemias,
demência, doença de Alzheimer,  e psiquiátricas. 
 
 As necessidades nutricionais de vitamina B12 são
maiores na DRC sendo importante a avaliação e se
necessário a suplementação pelo seunutricionista ou pelo
médico.
 
 A deficiência desta vitamina pode ser o baixo consumo
dos alimentos ricos em B12, que são alimentos de
origem animal e proteicos, fontes de fósforo, justamente
os que precisam ser controlados. 
 
Principais fontes alimentares de vitamina 12: ovos,
leites, queijos, iogurtes, fígado de boi, fígado de
galinha.
 A vitamina C é conhecida pela sua ação antioxidante
(previne o envelhecimento precoce das células), no
fortalecimento do sistema imunológico e é importante
para absorção de ferro no intestino. Ela também atua
na formação de colágeno, uma proteína que dá
sustentação à pele e cartilagens.
 
 As principais fontes de vitamina C são as frutas
cítricas como laranja, acerola, limão, abacaxi, kiwi,
tangerina; outras frutas como manga, graviola,
goiaba e caju.
 
 Tomate, pimentão, rúcula, alho, cebola, repolho,
espinafre, agrião, cheiro-verde e salsinha. também
possuem boa quantidade dessa vitamina.
 
Vitamina C
Claudia Bento
Sublinhado
Claudia Bento
Realce
 A vitamina D, também conhecida como calcitriol ou
colecalciferol, tem diversos efeitos no organismo, inclusive
na imunidade.
 Os rins participam de maneira essencial nos processos
da vitamina D no organismo, logo, é comum que
indivíduos que apresentam DRC tenham deficiência
desta vitamina. 
 Porém, a reposição ou suplementação desta vitamina
deve ser feita de acordo com os resultados dos seus
exames. Sendo assim, converse com sua nutricionista
ou médico a respeito da necessidade ou possíveis
benefícios da suplementação.
 
 Principais fontes alimentares: leite, ovos, peixes
gordurosos (atum, sardinha, salmão), bife de fígado e
cogumelos.
Vitamina D 
 A vitamina E funciona como um antioxidante combate
os radicais livres e reduz os riscos de doenças
cardiovasculares e cerebrais. Estudos demonstram sua
atuação na redução do desenvolvimento de câncer de
próstata, doença de Parkinson, doença de Alzheimer e
catarata.
 
 Alimentos fontes de vitamina E são: óleos vegetais
gérmen de trigo, girassol e cártamo; nozes,
amendoim, avelãs, amêndoas e sementes de girassol;
vegetais de folhas verdes: espinafre e brócolis; azeite
de oliva e óleos de soja; .
Vitamina E
Claudia Bento
Realce
 
 Este micronutriente está envolvido em diferentes funções
no nosso corpo, como na cicatrização, na reprodução, 
 além do seu importante papel no sistema imunológico. 
 
 A deficiência de zinco pode ser frequente em pacientes
com doença renal e por isso é recomendado manter a
ingestão adequada desse mineral. 
 
 Alimentos fontes de zinco: carnes, peixes, frango,
grãos integrais, feijões, nozes, castanhas e semente
de abóbora.
Zinco 
Claudia Bento
Realce
 O selênio tem ação antioxidante importante, ou seja,
ajuda o organismo a combater os radicais livres, diminui a
inflamação, retarda o envelhecimento das células, regula os
hormônios da tireoide e auxilia na prevenção de
doenças cardiovasculares. Também possui ação benéfica
no sistema imunológico. 
 
 Ele pode ser encontrado principalmente na castanha-
do-Pará. Apenas 1 unidade é capaz de suprir as
recomendações diárias desse micronutriente.
 
 Principais fontes de: Castanha do Brasil, filé de
linguado, atum, frango, frutos do mar, ovos, cereais
integrais, semente de girassol e farinha de trigo
integral.
Selênio
 Entre suas inúmeras funções ele auxilia na formação
dos ossos, glóbulos vermelhos, na maturação de
células de defesa, tem ação antioxidante e também é
importante para bom funcionamento do sistema
nervoso.
 
Fontes de Cobre: abacate, aveia, feijões, beterraba,
brócolis, alho, lentilha, fígado, cogumelos, chocolate
amargo, nozes, aveia, laranja, rabanete, passas,
salmão, soja e verduras.
Cobre
 O ômega-3 é um ácido graxo essencial, ou seja, não é
produzido pelo nosso organismo devendo ser ingerido
pela alimentação. Tem efeito anti-inflamatório, reduz
dores articulares, atua na diminuição dos níveis de
“colesterol ruim” (LDL) e triglicerídeos, e melhora os
níveis do “bom colesterol” (HDL). 
 
 Diferentes estudos relacionam a ingestão de ômega-3
com a  melhora dos sintomas de depressão, doença
de Alzheimer e distúrbios de comportamento, como
hiperatividade e déficit de atenção.
 
 É encontrado nos peixes marinhos de águas frias e
profundas como sardinha, salmão, atum, anchova,
arenque, também podem ser encontrados em
alimentos vegetais como na linhaça, chia, óleo de
canola e de soja.
Ômega-3
 
 O sal ou cloreto de sódio como também é conhecido
quando utilizado em excesso aumenta a pressão
arterial e retêm líquidos sendo muito prejudicial ao
paciente renal tanto no tratamento conservador quanto no
tratamento dialítico.
 
 Por isso é importante controlar a quantidade de sal
ingerida, optando por alimentos in natura e reduzindo o
consumo de alimentos processados e
ultraprocessados.
Cuidado com o excesso de
sal!!
Temperos industrializados: Sazon®, Arisco®, Aji-no-moto®,
caldos em cubos de carne e outros; sopas em pó, tempero
de macarrão instantâneo, molho shoyo, molho inglês, molho
tomate industrializado, catchup, mostarda;
Frios, defumados e carnes secas: presunto, mortadela, peito
de peru, salame, salsicha, linguiça, bacon, carne seca,
bacalhau, charque;
Alimentos em conserva: milho, ervilha, picles, azeitona,
palmito e outros.
Alimentos congelados como: pizza, lasanha, hambúrguer e
outros.
Salgadinhos de pacote (ex Fandangos®), amendoim;
biscoitos cream cracker, biscoitos recheados; suco em pó.
 
 
 
 
Alimentos ricos em sódio e
que devem ser evitados
 Cuidado no uso do sal light, pois na sua composição
o sódio é substituído pelo potássio. Peça orientação ao
seu nutricionista sobre qual tipo de sal utilizar.
Use temperos naturais como: alho, açafrão, cebola,
alecrim, cebolinha, coentro, gengibre, louro,
manjericão, manjerona, mostarda (folha), orégano,
curry, salsinha.
 
 
Receita de sal de ervas
 
Ingredientes:
 
1 colher de sopa de alecrim
1 colher de sopa de salsinha seca
1 colher de sopa de manjericão
1 colher de sopa de orégano
1/2 xícara de sal 
 
Modo de preparo:
 
Adicione todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e
bata até que fiquem misturados e mais finos.Conserve em
um recipiente de vidro tampado.
 
Validade: 3 semanas
 
 O fósforo é um mineral que em conjunto com o cálcio
é responsável em manter a saúde dos ossos e dos
dentes, porém tende a se acumular no sangue do
paciente renal crônico, principalmente em quem faz
diálise, porque os rins não conseguem mais eliminá-lo.
 
Sintomas de fósforo alto no sangue
 
 Coceiras pelo corpo, olhos vermelhos e caso esse
problema persista você poderá sentir dores nos ossos
(os ossos ficam frágeis). Outra situação grave do excesso
de fósforo no sangue é que ele se liga ao cálcio e causa
enrijecimento na parede das veias e artérias
podendo ocasionar infarto ou derrame.
 
Como controlar o fósforo no sangue?
 
 Se você é um paciente que faz diálise deverá realizar a
quantidade de horas que foi prescrita adequadamente,
além disso, é muito importante controlar a ingestão
de fósforo através da alimentação e utilizar o
quelante de fósforo corretamente (de acordo com a
orientação do médico e nutricionista).
Cuidado com o fósforo
alto no sangue!
O que é quelante de fósforo?
 
 É um medicamento que se ‘’liga’’ ao fósforo
ingerido nas refeições e impede que ele seja
absorvido no intestino, assim, o fósforo dos
alimentos e o quelante são eliminados nas fezes.
 
 Observe como ele funciona:
 
 
 
 
Os quelantes de fósforo
mais comumente usados
são: carbonato de cálcio e
cloridrato de sevelamer.
Fonte: Instituto Cristina Martins
Uso do quelante
 
 Para que esse medicamento seja eficaz é importante
ter atenção nos horários em que ele deve ser ingerido.
O uso deve ser feito junto ou no máximo 15
minutos antes ou depois das refeições que
tenham alimentos ricos em fósforo. 
 
 
 
Se for comer fora, não se esqueça de levá-lo com
você.
 
 
 Atenção: às vezes o médico pode ter
orientado que você utilize carbonato de
cálcioem horários longe das refeições.
Neste caso, o objetivo é aumentar o cálcio
do seu sangue que pode estar baixo.
Leite e derivados (queijo, iogurtes, leite em pó,
creme de leite, leite condensado);
Carne (vermelha, peixe e frango), vísceras e miúdos
(fígado, coração, moela), frutos do mar, gema de
ovo;
Leguminosas (feijão, ervilhas, grão de bico, soja,
lentilhas);
Oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas);
Frutas secas, coco;
Alimentos enlatados (sardinha, atum, patês) e
embutidos (salsicha, linguiça, salame);
Cereais integrais (arroz integral, pão integral,
biscoito integral, centeio, cevada); sementes
(abóbora, gergelim);
Chocolate e achocolatado;
Refrigerantes à base de cola (Coca-cola®, Pepsi®)
Quais alimentos são ricos em fósforo?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Produtos industrializados em geral
 
 Muito desses alimentos levam na sua composição
conservantes à base de fósforo. Às vezes isto não
está claro nos rótulos, pois a indústria utiliza nomes
como: pirofosfato de sódio, ácido fosfórico, fosfato
de sódio, como também não há a quantidade de
fósforo presente. 
 
 Como por exemplo, nos seguintes produtos: requeijão
cremoso, empanados de frango, carne ou peixe;
produtos congelados (lasanha, pizza, etc...), então,
tenha muita atenção!
 
 
 
Alguns alimentos dessa lista como carnes,
leguminosas e leite são boas fontes de
proteína também, por isso não faça restrição
desses alimentos sem a orientação de um
nutricionista.
 
 O potássio é um mineral que desempenha funções
muito importantes no organismo, como a regulação das
contrações musculares. Entretanto, na doença renal,
as concentrações de potássio no sangue podem subir de
forma rápida, pois não ocorre a eliminação pelos rins.
 
Quais são os sintomas do potássio alto no sangue?
 
 O excesso de potássio no sangue impede a contração
muscular adequada e os sintomas causados são
fraqueza, fadiga, cansaço, podendo causar até
parada cardíaca.
 
 
 
Potássio
Diferentes causas podem estar envolvidas no
aumento do potássio e precisam ser avaliadas:
 
- Uso de alguns medicamentos diuréticos
- Presença de infecção, febre, desnutrição
- Prisão de ventre
- Ingestão de alimentos ricos em potássio
 
Lave, descasque e depois corte os vegetais em cubos ou
em partes pequenas;
Coloque-os na panela SEM tampa e com bastante água 
e deixe ferver até ficarem cozidos;
Depois jogue fora a água do cozimento, aproveitando
somente os alimentos e prepare-os da forma que
desejar (refogado, purê, salada)
 Vegetais
 
 
 
Estratégias para diminuir a  quantidade de potássio
Deixar os grãos de remolho de 8 -12h antes de iniciar o
preparo;
Cozinhar as leguminosas por 10 minutos com bastante
água;
Escorrer e desprezar a água adicionando nova água
para terminar o preparo.
 Leguinosas (feijões, ervilha seca, lentilha, grão-de-
bico)
 
 
 
Outros alimentos com alto teor de potássio e que
o consumo em excesso deve ser evitado
 
 açaí, frutas secas (coco, uvas passas, ameixa seca) sal,
dietético ou light, chocolate, café solúvel
Teor de potássio das frutas
Frutas ricas em potássio
 
Laranja pera
Mamão
Tangerina
Abacate 
Banana nanica, prata
 
 
Uva 
Goiaba
Melão
Kiwi
Água de coco
 
Frutas com pouco potássio
 
Laranja lima
Maçã
Pera
Abacaxi
Banana maçã
 
 
Caqui
Morango
Melancia
 
 
O consumo de carambola
pelo paciente renal em
qualquer estágio é
PROIBIDO!!
Pessoas com DRC NÃO PODEM CONSUMIR CARAMBOLA,
pois esta fruta possui  uma toxina que provoca
alterações neurológicas diversas desde confusão mental,
agitação, insônia, fraqueza muscular,  alteração da
sensibilidade dos membros, convulsões, coma e até
morte.
 
 O excesso de açúcar, as frituras, os enlatados e embutidos
devem ser evitados, pois estimulam vias inflamatórias, são
pobres em fibras, possuem excesso de sal, causam
constipação, contribuem para o aumento de peso levando ao
aumento da gordura no sangue (dislipidemias), aumento da
glicose no sangue (hiperglicemia) contribuindo para
resultados ruins no tratamento da DRC
 
Excesso de industrializados,
frituras, doces
Evitar bebidas açucaradas: refrigerantes, sucos de
caixinha, sucos em pó;
Evitar bebidas light: refrigerantes zero, sucos de caixinha
zero, sucos light.
Evitar dissacarídeos (doces): pudins, leite condensados,
balas, bolos açucarados tradicionais, guloseimas, pavês,
bombons. 
Evitar alimentos fontes de gordura saturada: carnes
gordurosas,carnes vermelhas, frituras, leite integral
dando prioridade ao desnatado, queijos amarelos. 
Evitar alimentos fontes de ácidos graxos trans:
margarinas, sorvetes, biscoitos recheados, chocolates
tradicionais, bolos e salgadinhos industrializados,
molhos para saladas industrializados e maionese.
 Evitar os produtos fontes de sódio: hambúrguer, nugget
de frango, croquete, salsicha, linguiça, salame, presunto,
mortadela, alimentos em conserva, molhos e sopas
prontos  ricos em sódio. 
Evitar alimentos enlatados: milho verde, azeitona, ervilha,
salsicha, atum, sardinha, compota de doces.
 
 
 
 
 
 
 
 
 A depressão é a doença psiquiátrica que mais acomete
pessoas mundialmente, afetando cerca de 350 milhões de
pessoas em todo o mundo, de acordo com a OMS. Na
população com DRC, isso se torna ainda mais preocupante,
pois já existem uma maior frequência de sintomas
depressivos e de ansiedade, com uma prevalência de até
40%. 
 Durante a pandemia do coronavírus, esse número tem
se tornado ainda maior, assim como os sintomas de
ansiedade, pela quarentena como forma de prevenção. 
 O isolamento social, o medo de se contaminar, os
problemas financeiros, as incertezas quanto ao futuro
são alguns dos motivos que vêm fazendo o número de
pessoas que relatam sintomas depressivos ou de ansiedade
aumentarem cada dia mais. 
 
Depressão, DRC e 
Covid-19
Por isso, medidas para minimizar
esses sintomas, são essenciais,
principalmente no momento que
estamos vivendo.
 Uma alimentação variada, rica em vegetais, alimentos
integrais, boas gorduras, leguminosas, oleaginosas e frutas
fornece os nutrientes necessários para correta
funcionalidade do sistema nervoso e do nosso corpo como
um todo, porém pacientes renais que  podem ter suas
necessidades aumentadas, seja pela inflamação crônica,
pela hemodiálise ou pelo estágio da doença que se
encontram. 
 
 Sendo assim, é essencial saber os principais alimentos
fontes de cada um desses nutrientes, para que eles possam
ser priorizados na rotina alimentar. Lembrando que em
alguns casos, a suplementação pode ser necessária, mas só
deve ser realizada a partir da prescrição do seu
nutricionista, que irá avaliar as necessidades de forma
individual.
 
 
 Existem neurotransmissores como Serotonina e
GABA, por exemplo, responsáveis pela sensação de bem-
estar, relaxamento, a regulação do humor, apetite, diminui
a irritabilidade, contribui para a libido e a diminuição
desses neurotransmissores está diretamente ligada com a
depressão.
 
 Para que os sintomas de depressão e ansiedade não
apareçam, alguns nutrientes são essenciais para a
formação desses neurotransmissores como: zinco,
vitaminas do complexo B, vitamina C, cobre, selênio
e ômega 3. Muito desses nutrientes também estão
envolvidos na melhora da imunidade, como vimos nas
páginas anteriores. 
Você acorda cansado? 
Quantas horas você dorme por noite?  
Você tem hora certa pra dormir e pra acordar? 
 
 Outro ponto importante é a qualidade do sono. Perguntas
importantes que você deve fazer a você mesmo:
 
 
 Quando falamos de qualidade do sono, falamos de um
hormônio chamado melatonina, que é formado a partir da
serotonina, chamada substância da felicidade que utiliza o
triptofano. O triptofano é um aminoácido essencial à vida,
sendo obtido pela alimentação, veja na figura 1.
Existem alimentos fontes de
triptofano como: kiwi, chocolate
amargo, suco de uva integral,
aveia, espinafre, abacaxi, arroz,
morango, cebola, repolho chinês,
gengibre e capim limão.
 
 Higiene do SonoExiste ainda uma técnica conhecida como higiene do sono,
que inclui medidas simples que ajudam a estimular a
produção dos hormônios envolvidos na regulação do sono,
como por exemplo: 
 
1) Evite o uso de aparelhos eletrônicos, como celular,
computador e televisão 30 minutos antes de dormir.
 
2) Evite o consumo de alimentos estimulantes depois
das 18:00 horas, como chá verde e preto, café, mate, etc.
 
3) Tente dormir em ambientes escuros, calmos,
silenciosos e longe de qualquer luminosidade.
 
 
 
 Sabemos que além da alimentação a nossa mente e
pensamentos são essenciais para manter a saúde
mental em dia, então não podemos deixar de falar deles.
 
 Primeiramente, sempre deve ser avaliado o custo-benefício
de manter determinado pensamento ou comportamento. Se
não for algo que você possa resolver no momento, evite
pensar excessivamente.
 
 Para acalmar a nossa mente, algumas técnicas podem ser
utilizadas, como a respiração diafragmática e a
meditação.
Coloque as mãos sobre a região do abdômen, pois torna
possível visualizar o movimento abdominal e assim apontar a
respiração correta. 
Envie o ar inspirado para a região baixa do abdômen, abaixo
das costelas. Observe na figura abaixo:
 
 
 
 A respiração tem um papel muito importante no processo
da ansiedade, uma vez que a hiperventilação (respiração
rápida e curta) pode intensificar os sintomas ansiosos. Sendo
assim, vamos fazer o inverso: respirar profundamente,
devagar e, de preferência, pelo diafragma. 
 
 
Respiração Diafragmática
 
 
 A meditação é uma prática muito eficiente para
relaxamento, desde que seja  feita com regularidade. Não
estamos falando aqui de nada místico ou religioso. E sim de
uma prática que a neurociência estuda e demostra
diversos resultados positivos na busca do bem estar. 
 
 Se você nunca meditou ou acredita ser muito difícil "não
pensar em nada", comece com ajuda de aplicativos ou vídeos
no YouTube. Há diversas tecnologias atualmente que
possuem meditações guiadas, com temas, músicas e
propostas diversas. Acredite, é mais fácil do que parece e
pode ser só uma questão de hábito. Tente!
Meditação
 
 De forma mais específica em relação à depressão, também
existem técnicas que podem ser aplicadas no dia a dia, sendo
algumas delas a Programação Gradual de Tarefas e o
Quadro de Pequenas Vitórias.
 
 A depressão é conceituada como um círculo vicioso de
retraimento gradual do paciente diante as atividades positivas.
O que acaba reforçando o quadro clínico. 
 
Programação Gradual de Tarefas 
 
 Para atingir um objetivo, geralmente é necessário executar
vários passos durante essa caminhada. A pessoa tende a ficar
apreensiva quando foca no quanto está distante de um
objetivo, em vez de focar no seu passo atual.
 
 Assim, divida o objetivo final em tarefas menores, e
foque em cada tarefa de uma vez. E não deixe de se
sentir bem por cada tarefa concluída, por menor que
ela seja. Cada etapa é importante!
Então, cada vez que você começar a
pensar no objetivo final, que tal lembrar
de uma escada e especialmente do degrau
em que você está nesse momento?
 
 Quadro de Pequenas Vitórias
 
    Já no quadro de pequenas vitórias, pegue uma folha e
anote diariamente 3 pequenas vitórias suas, pode ser
qualquer coisa, como, acordar no horário programado,
realizar uma atividade no trabalho, conseguir ler um livro que
você queria.
 
 
 
 
 
 
 
 
 A ideia acaba sendo a mesma da Programação Gradual de
Tarefas, valorizar pequenas vitórias que fazemos
diariamente e que muitas vezes não damos o valor
devido. 
 
Cada dia é uma vitória e ela deve ser valorizada sempre!
 
 Vale a pena ressaltar que depressão é uma
doença e portanto precisa de tratamento
medicamentoso e acompanhamento
psiquiátrico.
 
 Como vimos nessa cartilha, não existe nenhum alimento
que sozinho seja eficaz na prevenção ou tratamento da
infecção pelo Covid-19. 
 
 Os impactos sociais, físicos e mentais que a pandemia de
Covid-19 trouxe para sociedade também precisam ser
ressaltados, uma vez que sintomas depressivos e de
ansiedade estão sendo cada vez mais relatados. 
 
 Diferentes nutrientes atuam em conjunto para melhorar a
imunidade do nosso organismo, como também para o
funcionamento adequado do sistema nervoso. 
 
 O primeiro passo é entender a importância da alimentação
nesse papel e realizar melhores escolhas alimentares na
nossa rotina. Portanto, é aconselhado priorizar aos alimentos
que são fontes desses nutrientes, com consciência dos riscos
dos excessos e deficiências, além das particularidades que
existem no caso de pacientes com DRC.
 
 Por isso, o acompanhamento com um profissional da
nutrição é importante e no caso de sintomas de depressão e
ansiedade, procure também um psicólogo.
Considerações Finais
Referências
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária  - Cartilha sobre
Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Resolução-RDC nº 216,
de 15 de setembro de 2004:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/389979/Cartilha+Boas
+Pr%C3%A1ticas+para+Servi%C3%A7os+de+Alimenta%C3%A7%C3
%A3o/d8671f20-2dfc-4071-b516-d59598701af0Acesso em
29/05/2020.
 
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária -Regulamento
técnico sobre ingestão diária recomendada (IDR) de proteína,
vitaminas e minerais. RDC Nº 269, de 22 de setembro de 2005. 
 
.ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Nota Técnica Nº
26/2020/SEI/COSAN/GHCOS/DIRE3/ANVISA. 2020. Disponível em:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/SEI_ANVISA
+-+0964813+-+Nota+T%C3%A9cnica.pdf/71c341ad-6eec-4b7f-
b1e6-8d86d867e489. Acesso em: 2 jun. 2020. Recomendações
sobre produtos saneantes que possam substituir o álcool 70% na
desinfecção de superfícies, durante a pandemia da COVID-19.
 
AVESANI, C.M; PEREIRA, A.M.L; CUPPARI, L. Doença Renal Crônica.
Nutrição nas doenças crônicas não-transmissíveis. – 1ª edição, 2009
– Manole. (p. 267-327).
 
BECK, J. S. Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática. 2 ed.
Porto Alegre: Artmed, 2013.
 
DIAS, Danielle Rigueira et al. Prevalência de sintomas depressivos e
ansiosos em pacientes com doença renal crônica em programa de
hemodiálise: um estudo transversa. ArqMedHospFacCiencMed
Santa Casa São Paulo, São Paulo, p.65-71, 21 jul. 2015
 
GALLAGHER, M.L. Ingestão: Os Nutrientes e seu Metabolismo.
Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Tradução da 13ª edição.
2013 – Elsevier Editora Ltda. (p.95-270).
Referências
MARINHO, Ana Wanda Guerra Barreto et al. Prevalência de doença
renal crônica em adultos no Brasil: revisão sistemática da literatura.
Cadernos Saúde Coletiva, [s.l.], v. 25, n. 3, p.379-388, 9 out. 2017.
FapUNIFESP (SciELO). Disponível em:
. Acesso em:
11 junho. 2020
 
MIKKELSEN, Kathleen et al. The effectsofvitamin B
ontheimmune/cytokine network andtheirinvolvement in depression.
Maturitas, Melbourne, Australia, v. 96, p.58-71, fev. 2017. Elsevier BV.
Disponível em: .
Acesso em: 24 maio 2020
 
MOYSES N, Met al. Intoxication by star fruit (Averrhoa
carambola) in 32 uraemic patients: treatment and outcome. Nephrol
Dial Transplant, v.18, p. 120-125, 2003.
 
NATIONAL KIDNEY FOUNDATIO (Org.). K/DOQI CLINICAL
PRACTICE GUIDELINES: For Chronic Kidney Disease: Evaluation,
Classification and Stratification. Am. J. Kidney Dis. 2002; 
 
PINTO, M.B.S et al. Níveis de selênio plasmático em
pacientes em hemodiálise: Comparação entre Norte e Sudeste do
Brasil. J Bras Nefrol 2014; 36 (4): 490-495.
 
RANGÉ, Bernard... [et al]. Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais
um diálogo com a psiquiatria. 2° ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
 
 
TELES, F et al. Depression in hemodialysispatients: the role ofdialysis
shift. Clinics, [s.l.], v. 69, n. 3, p.198-202, 1 mar. 2014. Fundacao
Faculdade de Medicina.
 Disponível em: .
Acesso em 24 fev. 2019
 
Referências
Canva
Freepik
Stock
Sites
 
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/doc40-2000_000gc3ptpgo02wx5ok01dx9lc8qfi73p.pdf. Acessso em 20 de
junho de 2020.
 
Ministério da Saúde. CORONAVIRUS COVID-19.
https://covid.saude.gov.br/Acesso em 27/05/2020.
 
https://portal.fiocruz.br/noticia/especialistas-tiram-duvidas-sobre-
alimentacao-e-coronavirusAcesso em 29/05/2020.
 
http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/
content/covid-19-tudo-sobre-mascaras-faciais-de-protecao/219201
Acesso em 29/05/2020.
 
https://www.sbn.org.br/noticias/single/news/recomendacoes-
oficiais-da-sbn-sobre-o-coronavirus/
Acesso em 28/05/2020
 
https://www.paho.org/bra/index.phpoption=com_content&view=arti
cle&id=5077:higienizacao-correta-das-maos-e-fundamental-para-
garantir-seguranca-do-paciente&Itemid=812
Acesso em 29/05/2020 
 
Sociedade Brasileira de Nefrologia. Informações para pacientes com
Doença Renal Crônica (DRC) sobre a infecção pelo COVID-19
(Coronavírus). Disponível em:
https://www.sbn.org.br/fileadmin/user_upload/sbn/2020/03/26/Infor
macoes_para_pacientes_26-03.pdf.
 
Fontes de imagens

Mais conteúdos dessa disciplina