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LÍNGUA PORTUGUESA CONCURSO POLICIA CIVIL - FGV AULA 2.3 Sujeito FRASE / ORAÇÃO / PERÍODO Frase É um enunciado com sentido completo e capaz de estabelecer comunicação! A frase pode ser verbal (com uso de verbo) ou nominal (sem uso de verbo). Veja os exemplos: Atenção! (Frase nominal) Que frio! (Frase nominal) Está fazendo frio! (Frase verbal) A luva ficou bem em você. (Frase verbal) Oração É o enunciado com sentido que se estrutura com base em um verbo. Então... na oração, é preciso usar verbo ou uma locução verbal. Veja os exemplos: - A fábrica, hoje, produziu bem. - Homens e mulheres são iguais perante a lei. FRASE / ORAÇÃO / PERÍODO Período Cada verbo é uma oração, certo? Se na frase tiver apenas um verbo, temos uma oração e um período simples. A junção de duas ou mais orações configura um período composto. O período classifica-se em: Simples: tem apenas uma oração. “As senhoras como se chamam?” (Machado de Assis) Composto: tem duas ou mais orações. “Um deles perguntou-lhes familiarmente se iam consultar a adivinha”. (Machado de Assis TERMOS DA ORAÇÃO O estudo do período simples é o estudo dos termos que compõem uma oração. Sujeito; Predicado; Objeto Direto; Objeto Indireto; Complemento Nominal; Agente da passiva. Adjunto Adverbial; Adjunto Adnominal; Aposto Vocativo SUJEITO É o ser do qual se declara algo e com o qual o verbo, normalmente, faz a concordância. Pode ser: Simples: possui apenas um núcleo. Ex.: Todos os povos do mundo têm problemas. (Atenção: “povos” núcleo do sujeito simples. Embora o núcleo esteja no plural, é apenas um!) Composto: possui mais de um núcleo. Ex.: Jogarão amanhã Flamengo e Vasco. (Atenção: “Flamengo” e “Vasco” são os núcleos do sujeito composto) Oculto (também chamado de elíptico, desinencial, implícito): não vem expresso na oração, embora exista! Conseguimos identificá-lo pela desinência do verbo. Exemplos: Saímos cedo para curtir o sol. (suj. implícito – nós) Tico e Teco vieram à festa e comeram todas as nozes. Sujeito do verbo “vir”: composto = “Tico e Teco”. Sujeito do verbo “comer”: oculto = (Tico e Teco). SUJEITO Indeterminado: não pode ser identificado, embora também exista. Existem duas maneiras de indeterminar um sujeito: verbo na terceira pessoa do plural ou verbo na terceira pessoa do singular + se (índice de indeterminação do sujeito). Exemplos: Roubaram a mulher do Rui. (verbo na 3ª pessoa do plural) Vive-se bem em Brasília. (verbo na 3ª pessoa do singular + se) Nem sempre se está feliz (verbo na 3ª pessoa do singular + se) Precisa-se de balconistas (verbo na 3ª pessoa do singular + se) Os verbos que fazem sujeito indeterminado com SE não podem ser transitivos diretos (conceito que veremos na próxima aula sobre verbos). ATENÇÃO: com verbo transitivo direto não se faz sujeito indeterminado, mas voz passiva sintética: Ex. Alugam–se apartamentos. (apartamentos são alugados) Verbo T.D. + SE (pronome apassivador) “Apartamentos” é o sujeito posposto e o verbo deve concordar com ele: Alugam-se apartamentos ou aluga-se apartamento. SUJEITO Oração sem Sujeito: não existe sujeito na oração, nem explícito, nem implícito. HAVER: no sentido de existir ou de tempo decorrido. Ex.: Ontem houve muitas faltas. O concurso foi realizado há dias. VERBOS DE FENÔMENO DA NATUREZA Ex.: Choveu muito ontem. * No sentido conotativo, os verbos de fenômenos da natureza terão sujeito Ex.: Choveram dólares lá em casa. (sujeito: DÓLARES) FAZER, SER, ESTAR, PASSAR: indicando tempo Eram seis horas da tarde. Passava das quatro horas! Como está quente hoje! Faz séculos que não vou ao cinema. BASTAR e CHEGAR: indicando cessamento. Ex.: Basta de problemas. / Chega de miséria.