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NOME DA INSTITUIÇÃO NOME SOBRENOME (Arial fonte 12) TÍTULO DO TCC (Arial, fonte 12) CIDADE DO ALUNO (Arial, fonte 12) ANO NOME DA INSTITUIÇÃO DANIELE DE AGUIAR CRUZ A IMPORTÂNCIA DA INTERAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título especialista em Psifcopegagogia INSTITUCIONAL E CLINICA tga NOVA IGUAÇU ANO 2022 A IMPORTÂNCIA DA INTERAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM daniaguiarcruz@yahoo.com.br Declaro que sou daniaguiarcruz@yahoo.com.br deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). “Deixar este texto no trabalho”. RESUMO- Este trabalho aborda a relação entre a escola e a família, que por causa da demanda do mundo moderno encontra-se em sérios conflitos. Tanto a escola como as famílias sofrem mudanças constantes, influenciando na aprendizagem dos estudantes. O objetivo desta pesquisa é despertar a atenção para o que se refere à participação familiar na vida escolar dos estudantes e buscar estratégias que possam solucionar o problema da interação da família com a escola. Para o desenvolvimento desta pesquisa foram consultadas as obras de Cury (2003). . PALAVRAS-CHAVE: Família. Escola. Educação. Orientador Educacional e Psicopedagogia 1 INTRODUÇÃO Atualmente vivemos em um mundo globalizado, onde crianças ,jovens e adultos tem acesso a uma gama de informação e a várias formas de tecnologia, onde todas essas tecnologia tem como objetivo aproximar mais as pessoas, porém quanto mais se tenta , mais ela se torna individual e o distanciamento esta cada vez maior entre as pessoas. E com esse modelo de sociedade, vemos que cada fez mais muitos pais também estão deixando de lado a sua obrigação na participação e no acompanhamento da vida escolar de seus filhos. A educação não é dever só da escola, mas também sim uma obrigação da família zelar pela formação de seus filhos, pois é no âmbito familiar que as crianças desenvolve os princípios básico dos valores morais, necessários para viver em sociedade. Ou seja, são o pais os responsáveis em conversar e estabelecer limetes a seus filhos. Agindo desta forma os pais estarão contribuindo para que seu filho seja um aluno comprometido, o que contribui para que sua aprendizagem seja significativa. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Artigo 205 da Constituição Federal Brasileira de 1988) Diante a estas mudanças sociais, este trabalho busca analisar a relação e o papel da família no cotidiano educacional, onde a responsabilidade é tanto da escola como da família, destacando a importância da parceria entre estes dois grupos sociais que constituem partes de uma rede social mais ampla. Este artigo tem como objetivo conscientizar os responsáveis sobre a importância que exercem no desenvolvimento intelectual dos seus filhos, despertando o interesse dos pais para que freqüentem o espaço escolar em que seu filho está inserido e sugerir estratégias que possam aprimorar e estreitar os laços de convívio entre escola e família, proporcionando uma educação plena e formando cidadãos atuantes na comunidade escolar e local. Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizado pesquisas bibliográficas .. Elizabeth Monteiro, Criando Adolescentes em tempos difíceis, nesta obra a autora aborda temas referentes à família mais especificamente a relação entre pais e filhos. Em sua visão os jovens necessitam de modelos seguros, que lhes darão suporte para enfrentar o difícil estágio da adolescência. Por outro lado, os pais precisam oportunizar momentos para que os filhos lhes mostrem o seu valor, crescimento e desenvolvimento. Nesta difícil caminhada tudo é possível, basta ter paciência e dedicação. Em “Pais Brilhantes Professores Fascinantes” Augusto Cury direciona seu estudo aos pais e professores que perseguem o sonho de tornar filhos e alunos felizes, pois tanto os pais como os professores cultivam a inteligência e a emoção dos estudantes e filhos. É uma obra que trata de temas específicos na área educacional, discutindo o campo psicológico e promovendo a formação de pensadores que visam a produção de qualidade de vida. Além de compartilhar experiências do campo psiquiátrico. O trabalho aqui apresentado encontra-se assim organizado. O capítulo I busca apresentar um breve relato sobre a instituição família, apontando a importância da mesma na vida do aluno. O Capítulo II, que tem como título: “A escola e a função de educar”, vem abordando sobre o espaço escolar, suas obrigações para com o aluno e como este espaço deve se organizar para receber seus alunos. O Capítulo III vem fazendo uma breve apresentação do profissional Orientador Educacional e quais suas competências dentro do espaço escolar e sua importância para a comunidade escolar. O capitulo IV vem abordando a importância da parceria escola/família no processo de ensino e aprendizagem e como o Educador Educacional contribui de forma positiva para que esta parceria aconteça . I- A INSTITUIÇÃO FAMÍLIA. Família é um grupo social que pode influenciar e ser influenciado por outras pessoas e instituições. Ela é o primeiro grupo social do qual fazemos parte e é a partir daí que os indivíduos começam a construir sua identidade. A palavra “família” deriva-se do verbo latino “famulus”, que significa domésticos, servidores. Os membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, são ligados por interesses capazes de mantê-los reciprocamente por toda vida. O papel da família modificou-se ao longo do tempo. Hoje se busca definir o diálogo e a co-responsabilidade entre as pessoas que fazem parte da família, como sendo o gerador da solidificação da responsabilidade um para com o outro e também, do bom relacionamento familiar. A convivência prazerosa é o grande segredo para o crescimento do respeito mútuo. A primeira vivência do ser humano acontece em família. É a família que lhe dá nome e sobrenome, que determina sua estratificação social, que lhe concede o biótipo específico de sua raça.. A família é o primeiro espaço para a formação psíquica, moral, social e espiritual da criança. O perfil das famílias atuais é completamente diferente daquele das de alguns anos atrás. Por isso, digo que criamos filhos em tempos difíceis. Tempo em que as famílias estão passando por uma nova estruturação, em que os valores antigos não servem mais, mas os novos ainda não estão verdadeiramente estabelecidos, assim como os papéis parentais estão pouco definidos. Aquilo que servia como modelo já não serve mais.(Monteiro 2009 p. 151) E no âmbito familiar que a criança encontra a garantia da sobrevivência e a proteção. E ela que desempenha um papel decisivo na educação formal e informal dos filhos, pois são com os familiares se aprendem os valores éticos e humanitários, e onde se aprofundam os laços de solidariedade e afetividade. É na família que os indivíduos se relacionam e trocam experiências, visto que ela é, ao mesmo tempo, um espaçode conflito cooperativo e um espaço determinante de bem estar através da distribuição de recursos, passando muitas vezes a refletir diretamente dúvidas, aspirações e questões pessoais. Na família os filhos e demais membros encontram o espaço que lhes garantem a sobrevivência, desenvolvimento, bem-estar e proteção integral através de aportes afetivos e, sobretudo, materiais”. (NASCIMENTO, 2006,2) II - A ESCOLA E A FUNÇÃO DE EDUCAR Como dizia Paulo Freire a Escola é gente, gente que trabalha que estuda que se alegra se conhece se estima. Quando estamos na escola vivemos um pouco da nossa vida, construímos um pouco da nossa história. Se em cada escola houvesse companheirismo, amizade, cooperação em equipe, conseguiria trabalhar em harmonia, fazer das aulas um prazer para os alunos, uma troca de experiências, pois a intenção de um educador é fazer seu aluno crescer como cidadão na sociedade em que vive, além dá capacidade e subsídios para se tornar cidadãos críticos e pessoa capacitada para o mercado de trabalho futuro. A escola é um lugar amoroso e acolhedor para que as crianças possam se sentir bem, assim ficando estimuladas a aprender. O espaço escolar tem que proporcionar bem-estar nos alunos e oferecer condições para um melhor desenvolvimento. A escola tem um grande significado na vida do aluno, porque é um espaço onde ele demonstra ou reprime suas emoções, descontentamentos, aonde ele adquire conhecimentos e mais é um lugar ele começa uma história de vida. Ensinar realmente é guiar, conduzir o aluno a aprendizagem, onde esta aprendizagem seria de dentro para fora, onde o trabalho do professor não se dá somente na motivação do aluno, mas sim na sua estimulação. Apenas se estimularia o aluno de forma que fizesse aumentar sua motivação pelos conteúdos trabalhados tanto em sala de aula como fora da mesma mediante a pesquisa. O professor tem que ter uma metodologia adequada e prazerosa em sala de aula, no processo de observação vê-se que a forma com que os professores trabalha é adequada para que se tenha uma melhor assimilação dos conteúdos dando aos educando capacidade para construírem seus próprios conhecimentos a partir de situações vivenciadas no dia a dia. No colégio onde foi feita as observações os professores são dedicados aos alunos, as aulas não se tornam uma mesmice, por que os conteúdos são aplicados em formas de seminários, aulas debates, pesquisas em forma de apresentações orais, portfólio, trabalhos em grupos, individuais, trabalhos com materiais recicláveis, teatros, feiras integradas, assim proporciona o interesse dos alunos, trazendo uma melhor aprendizagem e interação entre eles. Buscando uma perspectiva de sucesso para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem do educando no contexto da educação, o espaço físico torna-se um elemento indispensável a ser observado, pois se torna um espaço pedagógico. A organização deste espaço deve ser pensada, tendo por principio oferecer um lugar acolhedor e prazeroso para seus alunos, onde se sintam estimuladas a aprenderem e adquirindo autonomia com relação a esse ensino e aprendizagem. É no espaço físico que a criança consegue estabelecer relações entre o mundo e as pessoas, transformando-o em um pano de fundo no qual se inserem emoções (...) nessa dimensão o espaço é entendido como algo conjugado ao ambiente e vice-versa. Todavia é importante esclarecer que essa relação não se constitui de forma linear. Assim sendo, em um mesmo espaço podemos ter ambientes diferentes, pois a semelhança entre eles não significa que sejam iguais. Eles se definem com a relação que as pessoas constroem entre elas e o espaço organizado(HORN 2007, p. 28). A organização dos espaços na Educação é fundamental para o desenvolvimento integral do aluno, desenvolvendo suas potencialidades e propondo novas habilidades sejam elas: motoras, cognitivas ou afetivas. O aluno que vive em um ambiente construído para ela e por ela, vivencia emoções que a farão expressar sua maneira de pensar, bem como a maneira como vivem e sua relação com o mundo. O projeto pedagógico é um documento orientador da ação da escola, onde se registram os alvos a atingir, as opções estratégicas a seguir, em função do diagnóstico realizado, dos valores definidos e das concepções teóricas escolhidas, e também é necessário que cada unidade escolar tenha o seu projeto pedagógico e que ele não seja somente um plano no papel. O projeto deve ser concreto, vivo, discutido, decidido e sustentado pelos diferentes segmentos da escola, como o propósito de superar a desarticulação e a fragmentação observadas na prática educativa. Esse projeto pedagógico construído por todos que atuam no cotidiano da escola deve levar em consideração as questões relativas ao currículo, ao planejamento, à avaliação e à organização e funcionamento da escola como instituição social. Uma proposta educativa deve respeitar e valorizar a diversidade como fonte de crescimento, difundindo o diálogo, o intercâmbio, a tolerância, a solidariedade, a esperança e o compromisso com a construção de um mundo e de uma escola onde toda a pessoa humana possa ser feliz! II- A IMPORTÂNCIA DO ORIENTADOR EDUCACIONAL. O orientador educacional é um profissional, cujo papel principal é atuar junto aos educandos. Ele ajuda o aluno, na escola a tomar consciências de seus valores, incertezas e dificuldades. Sua função é orientar os alunos no conhecimento pessoal, social e cultural, para que o mesmo interaja e intervenha no contexto onde está inserido, sendo capaz de tomar decisões a partir do que se conhece como pessoa e atuando de forma positiva na sociedade. O principal papel da Orientação será ajudar o aluno na formação de uma cidadania crítica, e a escola, na organização e realização de seu projeto pedagógico. Isso significa ajudar nosso aluno por inteiro com utopias, desejos e paixões. [...] a Orientação trabalha na escola em favor da cidadania, não criando um serviço de orientação para atender aos excluídos [...], mas para entendê-lo, através das relações que ocorrem [...] na instituição Escola. (GRINSPUN, 2003, p. 29) O Orientador Educacional é um profissional de grande importância dentro da escola, pois e função dele orientar os alunos em seu desenvolvimento pessoal, preocupando-se com a formação de seus valores, atitudes, emoções e sentimentos; Orientar, ouvir e dialogar com os alunos, os professores, os gestores e os responsáveis e com a comunidade. Ele Participa da organização e da realização do projeto político-pedagógico e da proposta pedagógica da escola; ajuda o professor a compreender o comportamento dos alunos e a agir de maneira adequada em relação a eles; auda o professor a lidar com as dificuldades de aprendizagem dos alunos. Ele é o responsável em mediar quando há conflitos entre alunos, professores e outros membros da comunidade. Ele tem que ter por habito • circular pela escola de forma a observar e convive com os alunos. É o orientador Educacional que tem que buscar estratégias para sensibilizar os pais, de forma que eles percebam a importância de sua participação efetiva na ação educativa dos alunos. O orientador faz a ponte VI – A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO A Psicopedagogia pode abranger diferentes cenários. Nesse sentido, segundo o § 2º do Código de Ética da Psicopedagogia (2011, p. 1), “a intervenção psicopedagógico na Educação e na Saúde se dá em diferentes âmbitos da aprendizagem, considerando o caráter indissociável entre o institucional e o clínico”. No ambiente escolar o trabalho em equipe é de suma importância, pois em parceria os professores, o Orientador Educacional e a família irão buscar estratégias para solucionar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos alunos. Barbosa ratifica que a atuação psicopedagogia junto a um grupo ou instituição, para ser operante precisa interpretar os papéis desempenhados, a forma como foram atribuídos e assumidos, assim como as expectativas que se encontram latentes neste movimento de atribuir e aceitar o papel. [...] A tarefa de cada um deve estar voltada parao aprender, desde a direção até a portaria ou o serviço de limpeza. O Psicopedagogo é o profissional que estuda como se dá o processo de ensino e aprendizagem e investiga as diferentes formas de apropriação da aprendizagem, sabendo que cada aluno tem suas especificidades. Barbosa ressalta, que "a Psicopedagogia, como área que estuda o processo ensino/aprendizagem, pode contribuir com a escola na missão de resgate do prazer no ato de aprender e da aprendizagem nas situações prazerosas” Trabalhando interdisciplinarmente a Psicopedagogia contribui com o planejamento educacional , alinhado com o pedagógico colaborando com planos educacionais e lúdicos desenvolvidos numa modalidade cujo caráter é clínico institucional,. Segundo Neves (1991): “A psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades interna e externa da aprendizagem, tomadas em conjunto. E mais, procurando estudar a construção do conhecimento em toda sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos.” (NEVES apud BOSSA, 2000, p.19) O Psicopedagogo ao perceber que o aluno apresenta necessidades educacionais especiais deve realizar a ponte entre a escola, família e paciente com a finalidade de viabilizar a educação inclusiva. V- IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA NO PROCESSO PEDAGÓGICO. Ao observar o espaço escolar verifica-se que a baixa frequência e o desinteresse dos responsáveis pela vida escolar dos estudantes afetam diretamente o desenvolvimento escolar, intelectual e social, atingindo também a unidade escolar, pois é necessário que a família auxilie os gestores nas tomadas de decisões e no acompanhamento dos educandos. Para que isto aconteça é preciso que haja a parceria entre família e escola. A família e a escola possuem um valor insubstituível, pois elas fazem parte do centro da vida das crianças na construção de sua consciência. A função social da educação escolar pode ser vista no sentido de um instrumento de diminuição das discriminações. Por isso, mesmo, vários sujeitos são chamados a trazer sua contribuição para este objetivo, destacando-se a função necessária do Estado, com a colaboração da família e da sociedade. (Cury, Jamil 2010 p. 7) À família cabe o papel de orientar e acompanhar o desenvolvimento escolar dos estudantes e à escola cabe o papel de oferecer aulas e ensino de qualidade, além de proporcionar um ambiente agradável, onde o principal objetivo é a educação dos educandos e aquisição do conhecimento, com a utilização de materiais adequados a uma aula atrativa oferecida por profissionais bem preparados para cumprir o dever de educadores, pautando suas práticas na eficiência, eficácia e efetividade social, contribuindo no processo ensino-aprendizagem e consequentemente articulando com a formação da cidadania, que acarretará a transformação da sociedade. Um dos papéis da escola necessita ser o de estabelecer parâmetros para que o aluno cresça como ser humano, seja o protagonista de sua própria história, que possa construir uma práxis sobre valores fundamentais e que desenvolva um canal com a família para que venha contribuir de forma satisfatória para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem.. É, neste sentido, que o acesso e permanência na escola constituem possibilidades reais aquisição do saber. Sentimos que as crises da educação brasileira provem da falta de um bom relacionamento entre a escola e a família. Formar o novo cidadão (o cidadão necessário) no aluno significa formá-lo com capacidade para ter uma inserção social crítica / transformadora na sociedade em que vive. Ou seja, a sociedade civilizada, fruto e obra do trabalho humano, cujo elevado progresso evidencia as riquezas que a condição humana pode desfrutar, revela-se também uma sociedade contraditória em que grande parte dos seres humanos está à margem dessa riqueza, dos benefícios do progresso, da humanização, enfim. Assim, educar na Escola significa ao mesmo tempo preparar as crianças e os jovens para se elevarem ao nível da civilização atual – da sua riqueza e dos seus problemas – para aí atuarem. Isto requer uma preparação científica, técnica e social. (Pimenta 2010 p.78) O aluno precisa sentir que pode contar com a família para resolver as dificuldades, com a família por perto ela se sente segura e amparada para continuar seus estudos e quebrar as barreiras. Muitas vezes os pais não percebem a dificuldades de seu filho ou ignoram a situação por não enfrentarem da forma que precisa ser tratado. Quando a escola e família se aproximam, processo educacional fica muito mais fácil de ser alcançado. Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois a muita coisa que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades [...] ( PIAGET 2007, p.50) E também é direito das famílias ter acesso a informações que lhes permitam opinar e tomar decisões sobre a educação de seus filhos e exercer seus direitos e responsabilidades. Um canal de comunicação mais usado pela escola são as reuniões de pais, porém este modelo dependendo da forma como estas reuniões são realizadas as mesmas podem afastar os responsáveis do que aproximá-lo. Pois eles devem ser chamados para compartilhar conquistas no desenvolvimento de seus filhos e não somente quando a escola necessita. A família precisa perceber a importância de garantir a frequência do filho na escola. E para que isto aconteça a escola precisa saber estimular a parceria família/escola e envolver os pais no trabalho que desenvolve para que todos saiam ganhando. Cabe repensar a responsabilidade que temos enquanto profissionais ou como família nessas questões e como podemos e devemos mudar o foco de nosso olhar do aluno para a relação ensino-aprendizagem que lhe oferecemos para entender suas dificuldades de aprendizagem. Importante e desafiante é repensar as práticas educativas, envolvendo não só os alunos, mas professores, coordenadores, diretores e todos que fazem parte do processo, um recorte para uma intervenção do Orientador Educacional. E ele o responsável em O Orientador Educacional pode levar a família a refletir sobre os problemas, conversando e buscando soluções de forma que ambos possam ajudar o aluno. O Orientador no decorrer destas conversas tem que ser neutro, pois cada família tem sua vivência e seu modo de pensar, pois existem questões religiosas e morais CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir desta pesquisa percebe-se que a escola tem como função criar condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para a vida em sociedade; permitindo ao aluno exercitar sua cidadania a partir da compreensão da realidade, para que possa contribuir em sua transformação. Mas que se faz importante que essa escola perceba, que para ensinar é preciso muito mais que amor, é preciso reconhecer a criança como um ser complexo e subjetivo. Mas sabe-se que a escola sozinha não caminha e não atinge os objetivos esperados, pois eles precisam da parceria dos pais. Afinal Um passo importante para a construção de uma parceria efetiva e produtiva entre a escola e a família é, sem duvida, a identificação da família como instituição educadora, tendo sempre o que transmitir e o que aprender, tendo a escola como sua eterna e afinada aliada e não rival, porque ambas possuem e trabalham por um mesmo objetivo. Os pais devem estar presentes na vida escolar diária de seus filhos, dialogando, procurando saber como foi o seu dia na escola. A escola, por sua vez, não deve apenas lembrar-se dos pais na hora do problema, para apenas lhes fazer reclamações quanto à participação do aluno em sala de aula ou apenas quando as notas estão ruins, a famíliadeve ser vista como uma co-autora no processo educacional da criança, sendo propositalmente envolvida na concretização do mesmo. Fazendo com que o aluno se sinta seguro e duplamente amparado. Com isso é importante conquistar os responsáveis e aperfeiçoar os meios de aproximação da família ao espaço escolar E vimos através desta pesquisa que é tarefa do Orientador Educacional, é um profissional importante dentro do cenário da educação, pois é ele quem vai buscar alternativa e estratégias para que escola e família caminhem juntas, pois assim o processo de ensino e aprendizagem será de qualidade, contribuindo para formar cidadãos aptos para possa atuar na sociedade. BIBLIOGRAFIA: BARBOSA LMS. A Psicopedagogia no âmbito da instituição escolar. Curitiba: Expoente; 2001. BRASIL, Estatuto da criança e do adolescente – ECA.Brasília, Distrito Federal: Senado, 1990. ______. Código de Ética da Psicopedagogia. 2011. Disponível em: http://www.abpp.com.br/wp-content/Código-de-Ética-última-revisão-Simpósio.pdf. Acesso em: 4 mar. 2022 .CURY, Carlos Roberto Jamil. O Direito A Educação: Um Campo de Atuação do Gestor educacional na Escola. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia:Saberes necessários a prática educativa 11 ed. Rio de Janeiro; Paz e terra, 1999 GRINSPUN, Mirian Paura Sabrosa Zippin (org.). Supervisão e Orientação Educacional: perspectiva de integração na escola. São Paulo, 2003. Horn, Maria da Graça Souza. Sabores, Cores, Sons, Aromas: A organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre,2007 MONTEIRO, Elizabeth. Criando Adolescentes em tempos difíceis. São Paulo: Summus, 2009. PIAGET, Jean. Para onde vai à educação? Rio de Janeiro: José Olímpio, 2007. PIMENTA, Selma Garrido. Questões Sobre a Organização do trabalho na Escola. 2010. NASCIMENTO, A. A população e família brasileira: ontem e hoje. Disponível em: Acesso em: 23 jan. 2016.