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Texto A 1. Relatório de atividade Profissional O relatório de atividade profissional apresentado refere-se ao trabalho desenvolvido ao longo de 16 anos na área da Psicologia Escolar e da Educação. É estruturado em três partes principais: • Curriculum Vitae: Descrição do percurso formativo e profissional, incluindo certificações e formação complementar. • Atividades Desenvolvidas: Descreve as principais funções realizadas como psicólogo no Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto. Inclui atividades de avaliação e intervenção psicológica, orientação vocacional, formação de pais, professores e alunos, e programas de promoção de competências. • Reflexão Crítica: Uma análise crítica sobre o papel do psicólogo escolar e as competências necessárias, com propostas para o aprimoramento das práticas e maior eficácia das intervenções. 2. Funções descritas ao abrigo da função de consultoria No âmbito da consultoria, as funções descritas incluem: • Atividades Indiretas e Preventivas: Apoio a professores, pais e assistentes em estratégias para lidar com situações específicas no contexto escolar - profissional especializado ajuda o consulente a mobilizar recursos para lidar com a situação alvo da forma mais eficaz, de forma a reduzir a necessidade de intervenções remediativas. • Consultoria em Reuniões: Participação em reuniões de conselhos de turma, reuniões disciplinares e de equipas multidisciplinares para propor soluções eficazes e preventivas. 3. Quais são os elementos considerados na reflexão critica que este candidato apresenta A reflexão crítica deste relatório apresenta os seguintes elementos: • Contexto Educativo e Interações Sociais: o Relações entre alunos, professores e assistentes operacionais, destacando tensões e ansiedade, o Crescente dificuldade das escolas em lidar com comportamentos disruptivos devido a vivências familiares marcadas pela violência emocional. • Intervenção em Crises e Conflitos: o Papel do Estatuto do Aluno e Ética Escolar na gestão de crises. o Intervenções em resposta a violações de normas escolares e dificuldades de aprendizagem. o Importância de estratégias preventivas e remediativas no contexto escolar. • Papel Preventivo e Promocional do Psicólogo Escolar o A psicologia como ciência preventiva, antecipando comportamentos prejudiciais. o Enfoque proativo na promoção da saúde e prevenção de comportamentos de risco, como abandono escolar, bullying e consumo de substâncias (propõe intervenções antecipatórias). o Treino de competências específicas, como métodos de estudo, para melhorar o sucesso escolar. o Abordagem preventiva centrada em saúde, sucesso, competências e qualidades, em vez de patologias e fracassos. • Abordagens Sistêmicas o Influência dos sistemas sociais e ambientais no comportamento dos alunos (Teoria Ecológica de Bronfenbrenner). o Necessidade de compreender os problemas como interações entre características individuais e contextos sociais. o Considera a interação entre a criança e os sistemas ecológicos que a rodeiam, como família, escola e comunidade, adotando uma visão holística para entender as dificuldades. 4. Qual é a relevância dos trabalhos do prof. Leandro de Almeida para este relatório O Prof. Leandro de Almeida contribui para o relatório com reflexões sobre métodos de estudo e aprendizagem. Nos trabalhos aborda a Avaliação dinâmica das capacidades cognitivas de crianças com dificuldades de aprendizagem e Programas para ensinar a pensar: Contribuições para a aprendizagem dos alunos. Evidenciando: • Estratégias de Ensino e Aprendizagem: A necessidade de ensinar os alunos a pensar criticamente e a utilizar métodos eficazes de estudo, o que vai de acordo com o objetivo do relatório de capacitar alunos para se tornarem construtores ativos do seu próprio conhecimento. • Autonomia do Aluno: A capacitação para o auto gerenciamento do aprendizado, que é um dos pilares das atividades descritas no relatório. 5. Contributos de Bronfenbrenner para este relatório Foi o criador da teoria “The ecology of developmental processes” e desenvolveu trabalhos sobre a “Ecologia do Desenvolvimento Humano: Experimentos Naturais e Planejados”. Assim sendo os contributos de Urie Bronfenbrenner são aplicados por meio do Modelo Bioecológico, que influenciou: • Compreensão Sistêmica: As intervenções devem levar em conta a interação entre a criança e os sistemas sociais e ecológicos que a rodeiam, ou seja, os problemas não são apenas internos à criança, mas refletem desajustes entre as suas capacidades e o ambiente. • Foco Holístico: A necessidade de considerar o indivíduo, o contexto e as mudanças ao longo do tempo para compreender o desenvolvimento infantil. • Orientação Interdisciplinar: Incentiva a colaboração entre psicólogos, professores, técnicos de educação especial e famílias, reforçando a importância de intervenções contextualizadas. 6. Contributos de Eugénio Ribeiro para este relatório O trabalho de Eugénio Ribeiro é citado em relação à importância da aliança terapêutica. No relatório, é enfatizado: • Empatia e Confiança: A relação psicólogo-aluno deve ser baseada em empatia, respeito e suporte, elementos fundamentais para a eficácia das intervenções. • Relevância da Relação Terapêutica: O desenvolvimento de uma aliança forte é apontado como um fator preditivo de sucesso em intervenções psicológicas. • Habilidades do psicólogo: O psicólogo deve possuir características como flexibilidade, confiabilidade, honestidade para estabelecer uma relação de confiança 7. Refira-se aos contributos de Pedro Rosário no que respeita á autorregulação para este relatório O Prof. Pedro Rosário contribui para o relatório através de estudos sobre autorregulação na aprendizagem, destacando: • Importância da Preparação para a Aprendizagem: Métodos de estudo e habilidades de autorregulação são essenciais para o sucesso acadêmico, especialmente durante transições escolares. Criando estratégias para capacitar alunos a se tornarem gestores do seu aprendizado, promovendo maior autonomia e eficácia. Inclui métodos como organização do tempo, definição de metas e autoavaliação para promover a autonomia no estudo. • Aplicação em Programas Educativos: As ideias do professor fundamentaram programas desenvolvidos no relatório, como a formação em métodos de estudo. 8. Contributos de Maria do Céu Taveira no âmbito do comportamento vocacional para este estudo A Prof. Maria do Céu Taveira influencia o relatório ao abordar o desenvolvimento vocacional: • Exploração Vocacional: A importância de atividades que ajudem os jovens a explorar interesses, valores e opções profissionais. • Tomada de Decisões e autoconhecimento: Métodos para apoiar os estudantes a tomarem decisões fundamentadas sobre suas trajetórias de vida, de modo a desenvolverem consciência de si mesmos. • Integração de Modelos de Intervenção: As ações de orientação vocacional relatadas refletem a abordagem estruturada de Taveira, com sessões focadas no autoconhecimento e exploração do mundo do trabalho. Texto (B) 1. Indique quais as etapas do fluxograma de buscar e seleção de estudo para a RS O estudo utilizou as diretrizes do PRISMA (Declaração de Itens Preferenciais para Revisões Sistemáticas e Meta- Análises) para conduzir a revisão sistemática. As etapas incluíram: • Identificação: Busca sistemática de estudos publicados entre 2014- 2020 nas bases Scopus e Web of Science utilizando as palavras-chave (escolar, praticas de avaliação psicológica e psicólogos • Rastreamento: Eliminação de artigos duplicados • Elegibilidade: Exclusão com base nos critérios de inclusão e exclusão. • Inclusão: Seleção dos estudos elegíveis para análise completa. Inicialmente, na Scopus, foram encontrados 171 estudos. Após filtragens, 99 artigosrestaram, dos quais 49 foram considerados elegíveis (26 quantitativos e 23 qualitativos). Já na Web of Science foram encontrados cerca de 113, mas 62 eram duplicados; 11 estudos (sete quantitativos e quatro qualitativos) foram finalmente incluídos. Assim, 60 artigos elegíveis foram examinados para a revisão. 2. Quais os critérios de inclusão exclusão do estudo. Inclusão: estudos quantitativos, qualitativos, estritamente relacionados com a área de psicologia, avaliação psicológica escola, ainda estudos que apresentassem a identificação de instrumentos utilizados e publicados em língua inglesa, espanhola ou portuguesa. Exclusão: capítulos de livros, revisões de literatura, meta-analises e não relacionados com o tema 3. Quais os procedimentos de seleção dos estudos e de extração dos dados. O estudo utilizou as diretrizes do PRISMA (Declaração de Itens Preferenciais para Revisões Sistemáticas e Meta- Análises) para conduzir a revisão sistemática. As etapas incluíram: • Identificação: Busca sistemática de estudos publicados entre 2014- 2020 nas bases Scopus e Web of Science utilizando as palavras-chave (escolar, praticas de avaliação psicológica e psicólogos • Rastreamento: Eliminação de artigos duplicados • Elegibilidade: Exclusão com base nos critérios de inclusão e exclusão. • Inclusão: Seleção dos estudos elegíveis para análise completa. Inicialmente, na Scopus, foram encontrados 171 estudos. Após filtragens, 99 artigos restaram, dos quais 49 foram considerados elegíveis (26 quantitativos e 23 qualitativos). Já na Web of Science foram encontrados cerca de 113, mas 62 eram duplicados; 11 estudos (sete quantitativos e quatro qualitativos) foram finalmente incluídos. Assim, 60 artigos elegíveis foram examinados para a revisão. 4. Quais as categorias (6) resultam da análise preliminar dos conteúdos. Categoria 1: “Práticas que evidenciam perceção de papéis e/ou competências de avaliação psicológica de profissionais de psicologia escolar e afins” Categoria 2: “Práticas de avaliação de minorias e grupos culturalmente diversos” Categoria 3: “Métodos de amostragem para a coleta de dados” Categoria 4: “Validação de instrumentos” Categoria 5: “Práticas de avaliação em contexto escolar que visam à melhoria do desempenho estudantil” Categoria 6: “Práticas de aplicação de instrumentos baseado em pontos fortes” 5. Quais são os argumentos usados na discussão de resultados. Diversidade de práticas na avaliação psicológica: Observou-se que a prática de avaliação psicológica escolar é diversificada e adapta-se às necessidades de cada contexto escolar, incluindo fatores culturais, sociais e educacionais. Os psicólogos escolares utilizam testes padronizados (como as escalas de Wechsler, Woodcok-Johnson e Stanford-Binet), para diagnostico e planeamento educacional, testes comportamentais (como BASC e as versões DESSA 1-2-3 e mini) em avaliações socioemocionais e comportamentais e ainda utilizam entrevistas e observações comportamentais (consideradas essenciais na prática clínica). No entanto, os autores observaram uma preferência por testes padronizados por terem um suporte psicométrico sólido. Relação entre a avaliação e as decisões educacionais: Estas práticas têm um papel crucial no suporte às decisões escolares, como o diagnostico de necessidades educativas especiais (como dificuldades de aprendizagem) e o planeamento de intervenções. 6. Quais são as limitações apresentadas pelos autores. 1. Não foi possível avaliar com precisão a frequência de uso dos 107 instrumentos mencionados, o que ajudaria a identificar os paradigmas dominantes de avaliação e as práticas de avaliação psicológica escolar 2. A seleção da amostra foi restrita aos anos de 2014 a 2020 3. Foram usadas apenas duas bases de dados (Scopus e Web of Science), excluindo outras bases de dados de menor expressão internacional TEXTO C Descrição do ajustamento psicológico e estrutura do autoconceito: O ajustamento psicológico é descrito como uma variável associada à perceção de aceitação ou rejeição parental, sendo este muito influenciado pela aceitação/rejeição parental. O ajustamento psicológico é caracterizado por disposições como dependência, hostilidade, autoestima negativa, instabilidade emocional, muitas vezes provenientes do fator mencionado anteriormente. A estrutura do autoconceito é apresentada como uma construção que inclui as percepções que o indivíduo tem sobre si mesmo, abrangendo dimensões como competência escolar, competência em português e competência em matemática. Modelo teórico hipotetizado para o estudo: Este modelo é fundamentado na Teoria da Aceitação/Rejeição Interpessoal de Rohner, que enfatiza a importância das percepções de aceitação/rejeição parental no ajustamento psicológico dos filhos. Desenho de investigação e instrumentos: A investigação conta com três objetivos, analisar as propriedades psicométricas dos instrumentos utilizados. O segundo objetivo consistiu numa análise de um modelo hipotético de variáveis e o ultimo focou-se na análise das perceções de aceitação/rejeição parental e do ajustamento psicológico dos alunos tendo em conta o género e o ano de escolaridade. Estes objetivos foram cumpridos com base na utilização dos seguintes instrumentos: - Child PARQ (Parental Acceptance-Rejection Questionnaire) (Rohner, 1990) - Child PAQ (Psychological Adjustment Questionnaire) (Rohner, 1990) - Escala de Autoconceito - Questionário sobre a determinação para a aprendizagem (Ryan & Connel, 1989) Considerações finais do estudo: As considerações finais destacam que a pesquisa contribui para o entendimento das relações entre a perceção de aceitação/rejeição parental. O estudo sugere que a aceitação/rejeição parental tem um impacto significativo no ajustamento psicológico e, consequentemente, no desempenho académico dos alunos. Além disso, recomenda-se a realização de estudos futuros que explorem mais profundamente essas relações e considerem fatores contextuais que possam influenciar a perceção de aceitação/rejeição parental Texto E Clarificação de conceitos: Permanência, persistência e abandono Abandono O abandono pode ser analisado de duas formas principais. Do ponto de vista das instituições, refere-se a estudantes que se inscrevem, mas posteriormente abandonam o curso ou a universidade sem concluir os estudos. Já sob a perspetiva do estudante, o abandono está mais relacionado com a persistência académica, ou seja, com os esforços e decisões pessoais para continuar a formação, mesmo que isso implique mudar de curso ou de instituição. Neste último caso, o abandono da instituição original não significa necessariamente o abandono do ensino superior, mas sim uma reconfiguração do percurso académico. Permanência A permanência pode ser subdividida em três categorias principais, cada uma representando diferentes tipos de interrupção ou continuidade do percurso académico: Dropout (abandono efetivo): O estudante abandona o ensino superior de forma definitiva, sem intenção de retomar os estudos. Este fenómeno está frequentemente associado a fatores como dificuldades financeiras, insatisfação com o curso, falta de apoio académico ou pessoal, ou ainda desafios na conciliação com responsabilidades externas, como o trabalho ou a família. Stopout (pausa com intenção de retorno): O estudante interrompe os estudos temporariamente, mas mantém a intenção de regressar à universidade. Este fenómeno é mais comum entre estudantes mais jovens, que podem precisar de tempo para amadurecer, resolver questões pessoais ou adquirir recursos financeiros antes de retomar os estudos. Optout (mudança de curso ou instituição): O estudante opta por continuar o percurso académico, mas noutra instituição ou noutro curso. Esta decisão é frequentemente motivada por escolhas vocacionais ou pelo facto de o alunonão ter ingressado no curso de primeira escolha, levando-o a procurar alternativas mais alinhadas com os seus interesses e objetivos de carreira. Modelos teóricos do abandono do Ensino Superior Modelo de Vincent Tinto Vincent Tinto apresenta um modelo que entende o abandono escolar como resultado das interações entre as características pessoais dos estudantes, as dinâmicas institucionais e o contexto social em que estão inseridos. De acordo com este modelo, a integração social e académica são elementos determinantes para que os alunos se sintam parte do ambiente universitário e se mantenham motivados a prosseguir os estudos. A aplicação dos “Princípios da Orientação para a Promoção da Permanência (OPP)” — que incluem o acesso e a inclusão, o suporte e o acompanhamento, a integração e o envolvimento dos estudantes, bem como a avaliação e a melhoria contínua — é apresentada como umcaminho eficaz para criar condições que favoreçam a permanência no ensino superior. Este modelo salienta a importância de promover um ambiente acolhedor e envolvente, que permita aos estudantes desenvolver relações significativas e sentir-se apoiados tanto academicamente quanto socialmente. Modelo de Alexander Astin O modelo de Alexander Astin realça a relevância do envolvimento do estudante com o curso e a instituição, defendendo que níveis elevados de participação académica e social se traduzem num maior desempenho e na continuidade dos estudos. Para Astin, o compromisso do estudante não se limita apenas à sala de aula, mas também às atividades extracurriculares e ao relacionamento com colegas e professores. Este envolvimento global é visto como um indicador do nível de integração e satisfação do estudante, reforçando a ideia de que um aluno ativo e participativo tem maior probabilidade de concluir o seu percurso académico com sucesso. Modelo de Bean John Bean complementa os modelos anteriores ao incorporar fatores sociocognitivos, como a autoeficácia, a motivação, as expectativas e a perceção de valor em relação ao curso e à instituição. Para Bean, o tempo que os alunos dedicam ao ambiente académico e a qualidade da sua interação com esse espaço refletem o nível de envolvimento e de adaptação. O modelo também enfatiza que as experiências e perceções dos estudantes ao longo do percurso académico influenciam as suas decisões de permanecer ou abandonar os estudos. Assim, uma abordagem que combine apoio emocional, estímulo ao desenvolvimento pessoal e estratégias pedagógicas adaptadas pode ser determinante para reduzir os índices de abandono escolar. As implicações do estudo de Joana Pinto para a prática no Ensino Superior: Suporte Académico e Psicológico: Implementar programas de orientação, tutoria e aconselhamento para ajudar na adaptação e resiliência dos estudantes. Identificação de Riscos: Monitorar dados sobre desempenho e perfil dos alunos para identificar e apoiar estudantes em risco de desistência. Redes de Apoio e Integração: Promover integração social e académica por meio de comunidades de aprendizagem e atividades extracurriculares. Acompanhamento Contínuo: Realizar avaliações regulares e oferecer feedback para apoiar o percurso académico dos estudantes. Políticas Inclusivas: Garantir acessibilidade financeira e apoio para estudantes de contextos vulneráveis. Formação de Docentes: Capacitar professores para práticas inclusivas e empáticas. Bem-Estar e Saúde Mental: Criar programas de bem-estar para reduzir stress e promover um ambiente saudável. Estas estratégias visam aumentar o sucesso académico, reduzir as taxas de abandono e formar profissionais mais qualificados. Texto F 1. Identificar as questões de investigações e os objetivos do estudo. A questão principal é: "Como se processa a transição para o mercado de trabalho de diplomados do Ensino Superior, considerando a construção da identidade profissional, a capacidade de agência dos diplomados e a influência da estrutura?" . As questões específicas incluem: - De que forma ocorre a transição para o mercado de trabalho? - Quando e como se desenvolve a identidade profissional? - Como a capacidade de agência e as condições estruturais influenciam o processo? - Quais são os fatores que impactam a empregabilidade, segundo os empregadores? Objetivos gerais e específicos destacam-se em analisar o processo de transição, estudar a construção da identidade profissional e avaliar práticas de recrutamento de empregadores (Liliana Sofia Sequeira …). 2. Indicar quais as perceções que os diplomados no ensino superior têm face a construção da sua identidade profissional nesta transição. A identidade profissional é percebida como um processo: ● Contínuo : Inicia antes da formação académica e prolonga-se durante a prática profissional. ● Influenciado por fatores contextuais : Ambiente escolar e académico, reconhecimento social, aprendizagem em contexto real de trabalho. ● Impactado por comparação social e experiências práticas : A construção da identidade envolve confrontos entre as expectativas individuais e as exigências externas 3. Apresentar as principais conclusões, limitações e contributos para investigações futuras e implicações práticas. Conclusões : ● A transição para o MT é um processo dinâmico e prolongado, influenciado por características individuais e determinantes estruturais. ● Empregadores valorizam mais competências transversais (como trabalho em equipe e comunicação) do que apenas um currículo bem elaborado. Limitações : ● O estudo restringiu-se às regiões do Minho e do Algarve, limitando a generalização. ● Amostras não-probabilísticas e critérios baseados na conveniência dos participantes. Contributos : ● Reforça a necessidade de incluir práticas de aprendizagem prática durante a formação. ● Destaca o papel da agência e das condições estruturais na empregabilidade. Implicações Práticas : ● Revisão curricular para alinhar competências desenvolvidas no ES com as exigências do mercado. ● Necessidade de apoio institucional para facilitar a transição e a construção da identidade profissional (Liliana Sofia Sequeira …). Texto G 1. Apresente o contexto e a pertinência do estudo. O estudo situa-se no âmbito da Psicologia Educacional, analisando a relação entre variáveis críticas ao desenvolvimento vocacional, como maturidade vocacional, perspetiva temporal, envolvimento escolar, e indecisividade. O cenário educacional português tem enfrentado mudanças significativas com reformas que ampliam a escolaridade obrigatória até os 18 anos, aumentando a necessidade de práticas vocacionais estruturadas. O estudo é particularmente relevante para responder às demandas atuais, auxiliando os jovens na construção de trajetórias pessoais e profissionais. Ele reforça o papel da escola e da comunidade educativa como facilitadores desse processo, destaca ainda, a importância de programas de intervenção vocacional para ajudar os alunos a tomar decisões mais informadas e desenvolver a adaptabilidade necessária para o futuro. especialmente em contextos desafiadores como o da Região Autónoma da Madeira (RAM), onde foi realizado o estudo empírico. 2. Indique o papel da família no desenvolvimento vocacional. A família é o primeiro e mais influente ambiente de formação dos indivíduos, moldando valores, atitudes e objetivos. No entanto, as condições socioeconômicas, como desemprego ou instabilidade familiar, podem gerar consequências negativas, incluindo baixa autoestima e indecisão vocacional. As famílias que possuem fraca comunicação ou poucas qualificações tendem a enfrentar dificuldades em apoiar os jovens em suas escolhas. Para mitigar esses efeitos, as escolas promovem iniciativas como ações de sensibilização voltadas aos pais, por exemplo, como ajudar o meu educando na tomada dedecisão, que esclarecem sobre a importância do apoio familiar no processo de escolha de carreira. Essa parceria entre escola e família é fundamental para promover competências como planejamento e adaptabilidade nos jovens. 3. Refira-se ao novo paradigma de carreira do sec. XXI No século XXI, a construção de carreira está vinculada a um paradigma de incerteza e mudança constante. Nesse contexto, a adaptabilidade na carreira é essencial, permitindo que indivíduos lidem com transições de vida e desafios imprevisíveis. O modelo de Savickas (2005) propõe a construção ativa de trajetórias, onde o indivíduo integra experiências de vida e contexto social para tomar decisões significativas. Elementos como a aprendizagem ao longo da vida, adaptabilidade e desenvolvimento de competências interpessoais são cruciais. Além disso, programas educacionais e vocacionais devem apoiar os jovens em sua autonomia, para que sejam capazes de responder às demandas do mercado globalizado e em constante transformação. 4. Apresente a definição de maturidade de carreira, de adaptabilidade na carreira e do papel mediador da indecisividade. • Maturidade de Carreira: Refere-se à prontidão do indivíduo para lidar com as tarefas e desafios próprios do estágio de desenvolvimento em que se encontra, como a exploração e a tomada de decisão vocacional. A maturidade envolve a capacidade de planejar e implementar decisões de carreira, considerando as mudanças e exigências do mundo profissional. • Adaptabilidade na Carreira: Diz respeito à capacidade do indivíduo de se ajustar às mudanças e transições ao longo de sua trajetória profissional. Envolve habilidades como curiosidade, confiança e disposição para explorar novas oportunidades, além de se adaptar às transformações do mercado de trabalho e às exigências da carreira. • Papel Mediador da Indecisividade: A indecisividade, especialmente em relação à escolha de carreira, pode ser um obstáculo para o desenvolvimento vocacional. Pode ser influenciada por fatores emocionais e cognitivos, como insegurança e baixa autoestima. Ela atua como mediadora, influenciando a forma como os jovens enfrentam a tomada de decisão. A indecisão pode ser negativa, mas, quando tratada adequadamente, pode também ser vista como uma oportunidade de reflexão, ajudando os indivíduos a explorar melhor suas opções e a desenvolver maior confiança nas suas escolhas. Neste estudo, a indecisividade demonstrou um papel mediador importante entre variáveis como maturidade e envolvimento escolar, sugerindo que sua redução pode melhorar a capacidade de planejamento dos jovens. 5. Refira-se aos 4 instrumentos rentabilizados indicando os procedimentos estatísticos rentabilizados. Instrumentos: • Inventário de Maturidade na Carreira (CMI) – Versão Adaptabilidade: Avalia a prontidão vocacional dos alunos, medindo as dimensões como preocupação, confiança e curiosidade. • Inventário da Perspetiva Temporal (IPT): Mede a perspetiva temporal dos alunos, focando-se na orientação para o futuro e na visão do presente. • Inventário do Envolvimento dos Alunos na Escola: Avalia o nível de envolvimento e motivação dos alunos nas atividades escolares, incluindo o interesse e a participação nas tarefas educativas. • Escala de Indecisividade: Mensura a dificuldade na tomada de decisões. Procedimentos: • Análises Diferenciais: Utilizadas para identificar diferenças entre grupos, como entre o grupo experimental e o grupo de controlo, nos diferentes momentos de avaliação (pré e pós-teste). • Teste t-Student: Para comparar os grupos experimental e controle, assim como diferenças por sexo e ano escolar. • MANOVA (Análise Multivariada de Variância): Para explorar interações entre as variáveis em diferentes momentos do estudo. • Coeficientes de Correlação de Pearson: Utilizados para avaliar a força e a direção das relações entre as variáveis de interesse, como maturidade de carreira e perspetiva temporal, ajudando a identificar padrões e interações entre elas. • Regressões Hierárquicas: Para avaliar preditores de maturidade vocacional, como envolvimento escolar e perspetiva temporal. 6. Apresente os resultados das análises diferenciais. Os resultados revelaram: • Diferenças por Ano Escolar: Alunos do 11º ano apresentaram maior maturidade vocacional e menor indecisividade do que os do 9º ano. O que pode indicar que, à medida que os alunos avançam na escolaridade, se tornam mais maduros nas suas escolhas de carreira e têm uma visão mais clara do futuro. • Impacto do Programa de Intervenção: O grupo experimental demonstrou progresso significativo em maturidade vocacional e perspetiva temporal, em comparação ao grupo controle. O programa foi mais eficaz para estudantes que inicialmente apresentavam baixo envolvimento escolar e alta indecisividade. • Diferenças de Gênero: Alunos do sexo feminino mostraram maior envolvimento escolar e orientação para o futuro do que os masculinos, enquanto estes apresentaram maior indecisividade. 7. Faça a discussão geral deste estudo A discussão geral do estudo reforça a importância de programas de intervenção vocacional no contexto educacional. As análises confirmam que elementos como adaptabilidade na carreira e perspetiva temporal podem ser trabalhados para melhorar os resultados acadêmicos e sociais dos jovens. A eficácia do programa se reflete na redução da indecisividade e no aumento do engajamento escolar, evidenciando o impacto positivo das práticas fundamentadas em teorias como a de Savickas. Contudo, o estudo também aponta para limitações, como o tamanho da amostra e o tempo curto de intervenção, sugerindo que futuros estudos poderiam explorar programas mais amplos e com maior diversidade cultural.