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TESTES 
SOROLÓGICOS
Profª. MSc. Flávia Silva
• O Laboratório de Sorologia é responsável pela realização 
de testes laboratoriais que tem por objetivo detectar 
agentes infecciosos que possam ser transmitidos pelo 
sangue em amostras de doadores de sangue.
• Sorológicos: Sífilis, doença de Chagas, hepatite B, 
hepatite C, HIV, HTLV I/II.
• Métodos seguros, de alta sensibilidade e 
especificidade.
• Também são realizados testes de detecção do ácido 
nucleico viral (NAT) para HIV, Hepatite B e C, ampliando 
a segurança transfusional.
Método Quimioluminescência
• Consiste na detecção de anticorpos IgG e IgM 
• Teste laboratorial imunoenzimático que utiliza bases 
imunoquímicas para detectar ou quantificar uma substância 
específica, em uma amostra de sangue ou em 
hemoderivados.
• Sua especificidade vem do uso de anticorpos e antígenos 
purificados como reagentes, para medir a formação de 
complexos antígeno-anticorpo e detectá-los através de uma 
reação química.
• A execução do teste é totalmente automatizada e necessita 
de equipamentos específicos. 
• Janela imunológica: período entre a contaminação 
com o agente infeccioso e o surgimento de níveis 
detectáveis desses anticorpos no soro do indivíduo.
NAT (Nucleic Acid Amplification Test)
• Utiliza a técnica de biologia molecular chamada 
PCR (Polimerase Chain Reaction - Reação em 
Cadeia da Polimerase) para amplificar e detectar 
DNA ou RNA.
• Mais sensível que o teste sorológico, visto que 
pequenos níveis de RNA ou DNA podem ser 
detectados logo no início da infecção.
REAÇÕES 
TRANSFUSIONAIS
• Qualquer intercorrência que ocorra como 
consequência da transfusão sanguínea, durante ou 
após a sua administração.
• Podem ser classificadas em imediatas ou tardias, e 
em imunológicas ou não imunológicas.
REAÇÃO IMEDIATAS
REAÇÕES IMEDIATAS
• São aquelas que ocorrem em até 24h da 
transfusão.
• Os sinais e sintomas variam de acordo com o tipo 
de reação, mas em geral são: febre (com ou sem 
calafrio), dor no local da infusão, dor tóracica e 
abdominal, alteração de pressão arterial e na 
respiração, alterações cutâneas, etc.
• São classificadas em imunes e não imunes.
REAÇÃO FEBRIL NÃO HEMOLÍTICA (RFNH)
• Reação imediata imune, onde os anticorpos 
antileucocitários do receptor reagem com antígenos 
leucocitários do doador, levando a uma liberação de 
citocinas.
• Manifestações clínicas: febre, tremores, calafrios e frio. 
Também pode ocorrer cefaléia, náuseas, alterações de 
pressão e dor abdominal.
• Mais comum em ocorrer na transfusão de plaquetas.
• Prevenção: leucodepleção e pré-medicação.
REAÇÃO HEMOLÍTICA AGUDA
• Reação imediata imune extremamente grave, onde os 
anticorpos do plasma do receptor agem contra antígenos 
eritrocitários do doador. Incompatibilidade ABO.
• Manifestações clínicas: febre, tremores, naúseas, vômitos, 
ansiedade, dor lombar e torácica, dispnéia, hipotensão, 
taquicardia, etc.
• Os sintomas são proporcionais ao volume de hemácias 
infundidas e as condutas tomadas.
REAÇÃO ALÉRGICA
• Reação imediata imune, onde anticorpos anti-IgE ou anti-
IgG presente no receptor reage com alenórgenos ou 
proteína do plasma do hemocomponente.
• Pode ser subdividida em: alérgica, anafilactoide e 
anafilática.
• Manifestação clínica: reação alérgica (urticária, prurido); 
reação anafilactoide (lesões combinadas com tosse) e 
reação anafilática (broncoespasmo e hipotensão).
TRALI(TRANSFUSION-RELATED ACUTE 
LUNG INJURY)
• Reação imediata imune. Pode ser ocasionada por diversos 
mecanismos, como: transfusão de anticorpos dirigidos 
contra o sistema antígeno leucocitário humano (HLA) ou 
antígenos neutrofílicos que reagem com leucócitos e 
plaquetas do receptor.
• Manifestação clínica: insuficiência respiratória aguda com 
edema pulmonar que ocorra até 6h após a transfusão. 
Também pode ocorrer hipotensão.
SOBRECARGA VOLÊMICA
• Reação imediata não imune. Ocasionada pela 
infusão rápida de volume, principalmente em 
pacientes com comprometimento cardíaco ou 
pulmonar. Mais comum em crianças e idosos (acima 
de 60 anos).
• Manifestação clínica: dispneia, tosse seca, cianose, 
taquicardia e hipertensão.
• Pode ser prevenido através da infusão mais lenta e 
controle de gotejamento rigoroso.
CONTAMINAÇÃO BACTERIANA
• Reação imediata não imune. Ocorre a partir da 
contaminação bacteriana da bolsa de 
hemocomponente.
• Manifestações clínica: tremores intensos, febre, 
hipotensão, calafrios, náuseas e dispnéia. 
Podendo ocorrer durante ou imediatamente após 
a transfusão.
• Prevenção: seguir rigorosamente as normas de 
assepsia durante o ciclo do sangue.
HEMÓLISE NÃO IMUNE
• Pode ocorrer por lesão térmica (exposição do 
hemocomponente a temperaturas inadequadas); lesão 
mecânica (bombas de rolamento – circulação 
extracorpórea); lesão osmótica (adição de drogas e 
soluções); lesão por contaminação bacteriana; ou 
deficiência de G6PD no doador ou receptor. Trata-se de um 
evento raro.
• Manifestação clínica: Ictéricia e/ou não rendimento 
transfusional.
HIPOCALEMIA
• Reação imediata não imune. Pode ocorrer em 
casos de transfusões maciças devido à alcalose 
metabólica causada pelo metabolismo do citrato 
(anticoagulante). Trata-se de um evento raro.
• Prevenção pode ser realizada através da 
monitorização da dosagem sérica de potássio e 
equilíbrio acidobásico.
HIPOTERMIA
• Reação imediata não imune. Pode ocorrer quando 
a infusão for rápida e de grande volume de 
sangue, principalmente por cateter central.
• Manifestação clínica: hipotermia, arritmia 
ventricular, tendência hemorrágica por alteração 
de coagulação.
• Pode ser prevenido com uso de aquecedores de 
sangue apropriados.
REAÇÕES TARDIAS
REAÇÃO HEMOLÍTICA TARDIA
• Reação hemolítica tardia. Ocasionada pela 
hemólise das hemácias transfundidas devido a 
presença de aloanticorpos (por transfusão ou 
gestação) não detectados nos testes pré-
transfusionais.
• Manifestações clínicas: febre, icterícia, queda de 
hemoglobina e aproveitamento transfusional 
inadequado.
• Prevenção é feita pela realização da pesquisa de 
anticorpos irregulares.
SÍNDROME DE HIPER-HEMÓLISE
• Reações tardias imunes. Ocorre geralmente em 
pacientes portadores de hemoglobinopatias, como 
anemia falciforme. É considerada grave e de mau 
prognóstico. Ativação do sistema complemento. 
• Manifestação clínica: febre, crise dolorosa, 
hemoglobinúria.
• Prevenção: utilizar a transfusão como tratamento em 
ultimo caso, podendo ser precedida de corticosteroide. 
Respeitando os sistemas de antígenos eritrocitários 
sempre que possível.
• Reação tardia imune. Complicação associada a 
proliferação clonal de linfócitos T do doador em receptor 
imunossuprimido.
• Manifestação clínica: tipicamente aparece 10 a 12 dias 
pós-transfusão. Erupções cutâneas eritematosas 
pruriginosas; hepatite; enterocolite e pancitopenia.
• A forma de prevenção é a utilização de irradiação gama 
nos hemocomponentes nesses pacientes mais 
suscetíveis. 
DOENÇA DO ENXERTO VERSUS 
HOSPEDEIRO
HEMOSSIDEROSE
• Reação tardia não imune. Ocorre em pacientes 
cronicamente transfundidos especialmente aqueles 
com hemoglobinopatias, o acúmulo contínuo e 
progressivo de ferro, sem mecanismo fisiológicos 
capazes de aumentar a excreção.
• Manifestação clínica: fígado, coração e glândulas 
endócrinas são os órgaos mais afetados.
• Prevenção: infusão de agentes quelantes do ferro 
nesse grupo de pacientes.
PREVENÇÃO
• Treinamento dos profissionais da saúde quanto às normas de 
coleta e identificação de amostras e do paciente;
• Avaliação criteriosa da indicação transfusional;
• Avaliação das transfusões “de Urgência”;
• Realizar uma história pré-transfusional detalhada, incluindo 
história gestacional, transfusional, diagnóstico, e tratamentos 
anteriores;
• Atenção em todas as etapas relacionadas à transfusão;
• Atenção redobrada na conferência da bolsa e do paciente à 
beira do leito;
• Infusão lenta nos primeiros 50 ml;
• Deacordo com a reação transfusional utilizar pré-medicações, 
sangue desleucocitado, irradiado ou lavado.
	Slide 1: TESTES SOROLÓGICOS
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	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5: Método Quimioluminescência
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	Slide 7
	Slide 8: NAT (Nucleic Acid Amplification Test)
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11: REAÇÕES TRANSFUSIONAIS
	Slide 12
	Slide 13: REAÇÃO IMEDIATAS
	Slide 14: REAÇÕES IMEDIATAS
	Slide 15
	Slide 16: REAÇÃO FEBRIL NÃO HEMOLÍTICA (RFNH)
	Slide 17
	Slide 18: REAÇÃO HEMOLÍTICA AGUDA
	Slide 19
	Slide 20: REAÇÃO ALÉRGICA
	Slide 21: TRALI(TRANSFUSION-RELATED ACUTE LUNG INJURY)
	Slide 22
	Slide 23: SOBRECARGA VOLÊMICA
	Slide 24: CONTAMINAÇÃO BACTERIANA
	Slide 25: HEMÓLISE NÃO IMUNE
	Slide 26: HIPOCALEMIA
	Slide 27: HIPOTERMIA
	Slide 28
	Slide 29: REAÇÕES TARDIAS
	Slide 30: REAÇÃO HEMOLÍTICA TARDIA
	Slide 31: SÍNDROME DE HIPER-HEMÓLISE
	Slide 32: DOENÇA DO ENXERTO VERSUS HOSPEDEIRO
	Slide 33: HEMOSSIDEROSE
	Slide 34: PREVENÇÃO

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