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ILicitude Inter criminis - o caminho do crime (dá até o momento da ideia até a consumação) Desistência voluntária - art. 15º, CP O agente que desiste de prosseguir com a execução ou impede que o resultado se produza só responderá pelos atos já praticados. • não responde por furto • Só responderá por outros dados que possa ser crime (como de patrimônio, se quebrou algo) exemplo: o ladrão quebra o vidro de um carro para furtar um toca fitas, mas antes de pegar objeto, muda de ideia e desiste. - Como ele não consumou por vontade própria, ele não será punido pelo furto, apenas pelo dano ao vidro do carro (se aplicável). Obs: diferente da tentativa, pois na TENTATIVA a consumação é impedida por um fator externo (punida), DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA o criminoso decide parar sozinho (não punida, só pelos atos já praticados). Elementos para que a desistência voluntária seja reconhecida) • Início da execução - o criminoso já começou a agir para cometer o crime. • Não consumação- ele não finalizou o crime. • Interferência da vontade própria do agente- ele parou porque quis, não porque foi impedido. Tipicidade é excluída - por que o crime inicial deixa de existir (requisitos para o crime ser considerado) Obs: mas se no caminho praticou outro crime (como o dano ao patrimônio) pode ser punido por isso. A desistência voluntária não precisa ser espontânea - mesmo alguém sugira ao criminoso desistir e ele parar por vontade própria, ainda será considerado desistência voluntária. O motivo não importa - medo, arrependimento, piedade, tanto faz. O que importa é que ele por decisão própria. Só ocorre na tentativa imperfeita - ou seja, quando o crime ainda não foi totalmente executado. Se ele já fez de tudo para consumação e não pode mais evitar o resultado, não há desistência voluntária, mas tentativa ou crime consumado. • Iter criminis - desistência voluntária ocorre na fase de execução, pois o criminoso já começou a agir mas ainda não pode parar por conta própria. Arrependimento eficaz - art. 15, 2º parte CP Também é uma tentativa abandonada. O criminoso já concluiu todos os atos executórios do crime, mas depois se arrepende e age para impedir que o resultado ocorra. • arrependimento eficaz é diferente da desistência voluntária, no arrependimento o criminoso executa completamente o crime mas depois impede que o resultado ocorra, já na desistência o criminoso interrompe a execução antes da consumação, sem concluir todos os atos. obs: A execução foi até o fim, mas o crime não se consuma porque o próprio agente age para impedir o resultado. Elementos para ser caracterizado: • início da execução- começa realizar o ato • Não consumação- o crime não chega a se consumar • Interferência de vontade própria da gente - ele próprio age pra evitar que o resultado aconteça. Exemplos : • um criminoso envenena alguém, mas depois dá um antídoto a vítima, salvando-a. • Agressor atira em alguém e, arrependido socorre a vítima a tempo de impedir a morte. • ele não responde pelo crime que pretendia cometer, somente pelos dados praticados. Exemplo: se atirar em outra pessoa e depois salvar a vítima, não responderá por homicídio tentado, mas pode responder por lesão corporal (se houver ferimento) • não é aceito- quando o crime já consumou, não há como falarem arrependimento eficaz. Respondera pelo crime consumado, ou se falhar ao tentar impedir o resultado. (se a vítima morrer mesmo ele tentando salvar). • não se aplica: - crime formais: crimes que o resultado não é necessário para consumação, como ameaça ou falsificação de documentos. - Crime de mera conduta: crimes que se consuma apenas com ação, independentemente do resultado, como dirigir embriagado ou invadir domicílio. Ex: se alguém pratica uma falsificação, mas depois rasga documento, o crime já está acostumado, não há arrependimento eficaz • Iter criminis - depois da execução, mas antes da consumação ( porque se a consumação já ocorreu, não há como falar em arrependimento eficaz). Arrependimento posterior - Art.16 CP Causa obrigatória de redução de pena, Aplica crimes sem violência ou grave ameaça, Quando o criminoso voluntariamente, repara o dano ou devolve o bem antes do recebimento da denúncia ou da queixa. • Aplica-se a crime já consumados, o crime aconteceu mas o criminoso se arrepende depois e tenta corrigir o prejuízo da vítima. Exemplo : alguém furtou um celular, mas antes da denúncia ser formalizada devolve o aparelho espontaneamente. ( responde, mas tem redução de pena) • requisitos para ser reconhecido: - não pode ter violência ou grave ameaça, só vale crimes como furto, estelionatário e apropriação inepta. ( não se aplica a roubo, pois a violência ou grave ameaça) • o dono deve ser total reparado: se for um crime de dano patrimonial, a gente deve devolver a coisa ou pagar o prejuízo. caso a vítima aceite um valor parcial, isso também pode ser válido. • reparação deve ocorrer antes do recebimento da denúncia da queixa: se o criminoso tentar reparar depois, isso pode servir como uma atenuante da pena (art. 65,III, b do CP), mas não terá o mesmo efeito do arrependimento posterior. • o ato deve ser voluntário- o criminoso perdeu decidir reparar o dano sem ser forçado mas pode ser motivado por sugestões de terceiro. • quanto mais cedo a reparação acontecer, maior será a redução de pena • Iter criminis- após a consumação Crime impossível ( tentativa inidônea, inadequada ou quase crime) não punível Quando a gente tenta cometer um crime, mas a consumação é impossível devido de dois fatores: • ineficácia absoluta por meio - esse meio utilizado jamais poderia levar o resultado. Ex: - tentar matar alguém com revólver de brinquedo. - os laxante para envenenar alguém. - Falsificar um documento de forma grosseira que ninguém acreditaria ser verdadeiro. • impropriedade absoluta do objeto- objeto material do crime não existe ou não pode ser atingido pelo crime. Ex: - tentar matar uma pessoa que já está morta. - tentar praticar um aborto em uma mulher que não está grávida. - tentar furtar uma carteira que não tem dinheiro dentro. • como a consumação nunca poderia ocorrer, o Código Penal não pune a tentativa nesses casos. • o fato se torna atípico, não se configura crime. • O CP segue a teoria objetiva temperada. Segundo essa teoria, só há crime impossível se a ineficácia do meio ou a impropriedade do objeto forem absolutas. Se o meio ou objeto Apenas dificultam a consumação, mas não tornam impossível então a gente responderá por tentativa. Exemplo crime impossível: tentar matar alguém com uma arma sem munição (sem saber disso) Exemplo de tentativa punível : tentar matar alguém com um revólver carregado, mas os projéteis estavam velhos e falharam disparar. Aqui o crime poderia ter ocorrido então a tentativa punível. Crime tentado Quando a gente começa a execução, mas não consegue consumá- lo por algum fato externo e independente de sua vontade. Ex: • o agente atira na vítima, mas ela sobrevive - tentativa de homicídio. • o ladrão tenta abrir um cofre mas o alarme dispara e ele faz sem levar nada - tentativa de furto. Elementos para que o crime seja considerado tentado • início da execução - começou agir • Não consumação- não se concluiu • Fato externo impede a consumação- algo fora da vontade do agente atrapalha a conclusão do crime Diferença entre tentado e consumado Consumado - resultado ocorre completamente Ex: o agente atira e a vítima morre. Tentado - a gente queria consumir o crime, mas foi impedido por circunstâncias externas. Ex: o agente atira, e a vítima sobrevive. • pena para o crime tentado- O CP prever se apenas tentativa será reduzida para 1/3 a 2/3, conforme a proximidade da consumação quanto mais longe da consumação, maior a redução. • Iter criminis- durante a execução, mas antes da consumação. Excludente de ilicitude ( permitido por direito) Estado de necessidade - art.24 CP Não exclui a ilicitude , mas não impede a responsabilidade civil, ou agente pode não ser punido criminalmente, mas pode ser obrigado a reparar o dano causado. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o ato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, na circunstâncias não era razoável exigir-se. Ex: Uma pessoa faminta pega um alimento para não morrer de inanição. Requisitos para o estado de necessidade ser reconhecido • perigo atual - ameaça presente ao iminente, não risco futuro. • direito próprio ou alheio- proteger seus próprios bens ou de terceiros. • não causado voluntariamente pela gente- o perigo não pode ter sido provocado intencionalmente por quem invoca a excludente. • inexistência de dever legal de enfrentar o perigo- se a pessoa tiver obrigação legal disso suportar o risco ( como policiais ou bombeiros), não há estado de necessidade • ofensa a bem de outro, mas com sacrifício razoável- o dano causado deve ser menor que o perigo evitado. Próprio ou terceiro Próprio - cortar o cinto de segurança de outro passageiro para salvar-se em um acidente Terceiro - destruir o muro para salvar uma criança em um incêndio. • o agente precisa agir com consciência de que está em perigo e que situação é necessária para evitá-lo. • estado de necessidade implica que alguém será prejudicado. ex: quebrar um portão para escapar de incêndio • ato ofensivo e ato agressivo Ofensivo - atinge um terceiro inocente, como invadir uma casa para se proteger da chuva forte. Agressivo - atinge quem gerou o perigo, como se defender de um agressor. Estado de necessidade Diferente da legítima defesa, Para Evitar um dano maior e não Para se defender Real- aquele perigo existe ex: durante o incêndio, uma pessoa arromba a casa para se proteger. O fogo realmente existe, então a situação justifica o estado de necessidade. Putativo - acredita estar em perigo, mas na realidade o perigo não existe ou foi mal interpretado. Ex: uma pessoa acredita que seu barco está afundando e joga a bagagem de outra pessoa no mar mas depois descobre que não havia risco real. Legítima defesa - art. 25, CP “ Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, à direita seu ou de outrem.” • ocorre quando alguém se defende de uma agressão injusta, utilizando os meios necessários de forma moderada. Objetivo é repelir agressão e proteger um direito próprio ou de terceiro. • direito natural de autopreservação e no princípio de que ninguém é obrigado a suportar agressão justa sem reagir. • excludente de ilicitude ( causa de justificação), não é considerar crime pois foi praticado em legítima defesa. Requisitos Para ser reconhecido legítima defesa • existência de uma agressão- precisa ser uma ação humana, que represente um perigo a vítima. Não pode ser confundida com uma simples provocação. • agressão injusta - a agressão não pode ter amparo legal ex: um potencial que cumprir o mandato de prisão não está cometendo uma agressão justa. Ex: se não causei (provoquei) aquela ação, é injusta e posso agir em legítima defesa. • agressão atual ou iminente atual - já está acontecendo Iminente - prestes a acontecer Obs: se agressão já cessou (acabou), não há legítima defesa, mas sim vingança ou retaliação. • Pode ser exercida para proteger a si mesmo ou outra pessoa que esteja sob ataque. • o meio usado para repelir agressão deve ser adequada e proporcional. • não pode exagerar na resposta, sob pena por excesso na legítima defesa • legítima defesa putativa - ocorre quando alguém acredita erroneamente estar diante de uma agressão injusta, atual ou iminente, e age para se defender, mas, na realidade, não havia ameaça real. Trata-se de um erro de percepção sobre a situação. Ex:Uma pessoa caminha à noite e vê alguém se aproximando rapidamente com a mão no bolso. Pensando que será assaltada, atira, mas depois descobre que era apenas um pedestre pegando o celular. • legítima defesa putativa contra uma legítima defesa putativa - ocorre quando duas pessoas acreditam erroneamente que estão sendo atacadas e reagem em “legítima defesa” uma contra a outra. Isso acontece por erro de percepção da realidade. • Ex: Dois indivíduos se encontram à noite em um beco escuro. Pessoa A vê Pessoa B colocar a mão no bolso e pensa que vai sacar uma arma. A, acreditando estar em perigo, saca sua arma primeiro. Pessoa B, ao ver A puxando uma arma, acredita que está sendo atacado e também saca a sua. Ambos atiram, achando que estão se defendendo. Excesso na legítima defesa • excesso doloso- o agente age sabendo que está exagerando ( ex: alguém derruba o agressor e continua espancando ) • Excesso culposo- o agente não queria exagerar, mas age de maneira imprudente ou desproporcional ( ex: um segurança tira para imobilizar e acaba matando a pessoa) Não cabimento da legítima defesa • quando a agressão não é injusta ( ex: resistir a uma prisão legal) • Quando agressão já terminou • quando ha excesso doloso na reação Estrito cumprimento do dever legal- art. 23, III, CP ( ação é exigida pela lei) “Não há crime quando a gente pratica o fato em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular do direito” Ocorre quando a gente pratica um ato que, em outras circunstâncias, poderia ser considerado o crime, mas é justificado porque está cumprindo um obrigação imposta na lei. Ex: oficial de justiça que arruma a porta de um imóvel para cumprir um mandado de busca e apreensão não comete crime de dano, pois está agindo dentro da sua função legal. • ninguém pode ser punido por cumprir um dever imposto pela lei, desde que o fato dentro dos limites estabelecidos. • é uma excludente de ilicitude, deixa de ser criminosa, pois o agente apenas cumpre o que a lei determina. Requisitos Para ser reconhecido o estrito cumprimento • deve haver uma obrigação imposta pela lei e não apenas uma escolha do agente. (o dever deve ser decorrente de lei, regulamento ou ordem judicial.) • o agente não pode abusar de sua função, devendo agir nos limites da legalidade. ex: o policial que prende o suspeito dentro do procedimentos legais está protegido pela excludente. Mas ele ter suspeito para obter uma confissão, comete crime. • a conduta deve ser indispensável para o cumprimento do dever legal. ex: um bombeiro que arromba uma casa para resgatar uma pessoa em perigo não comete crime de dano pois situação era necessária. Excesso além do necessário e pode ser punido . • doloso: o agente sabe que está exagerando (ex: policial que continua batendo suspeito já mobilizado) • Culposo: o agente não queria exagerar, mas age de forma imprudente ou negligente ( ex: policial que dispara contra suspeito e acerta um inocente) Não cabimento do estrito cumprimento • ação não era realmente obrigatória. • o agente abusou de sua função • Houve excesso doloso ou culposo Ex: um policial que matou o suspeito rendido não pode alegar cumprimento do dever Legal, pois ultrapassou seus limites. • o agente deve agir com a intenção de cumprir a lei, sem desvio finalidade. Se ele praticar o ato por vingança ou abuso de poder, não poderá alegar excludente de ilicitude. Exemplos de estrito cumprimento de dever legal • o juiz decreta uma prisão preventiva. • um policial que apreende drogas durante uma operação • um oficial de justiça que penhora bens para garantir o pagamento de uma dívida. Exercício regular do direito - art. 23,III, CP (permitida pela lei) Ocorre quando uma pessoa pratica um ato permitido autorizado pela lei, ainda que ele possa parecer, à primeira vista criminoso. Ex: um médico que realiza uma cirurgia não pode ser acusado de lesão corporal, pois está exercendo regulamento sua profissão. • esse excludente de atitude existe porque a própria lei autoriza certas condutas que, em outras circunstâncias, poderia serconsiderada as crimes. Ex: um lutador de boxe que machuca seu adversário durante uma luta não comete um crime lesão corporal, pois atividade esportiva é regulamentada • excludente licitude quando praticada dentro dos limites legais. Requisitos do exercício regular do direito • a conduta deve ser prevista e permitida em normas iguais ou regulamentares. ex: um árbitro do futebol expulsa um jogador por falta grave. • o direito deve ser exercida entre os limites estabelecidos pela lei. Ex: pedir o aluno dentro das normas disciplinares da escola mas não pode agredir o fisicamente. • a conduta deve ser necessária para o exercício do direito ex: um médico pode aplicar um anestesia em um paciente para realizar uma cirurgia, mas não pode fazer isso sem motivo. Excesso no exercício regular de direito • doloso- o agente sabe que está ultrapassando o limite ( médico que realiza uma cirurgia assim consentimento do paciente) • culposo- o agente não queria extrapolar, mas age de forma imprudente negligente (professor que um aluno de forma abusiva) Não cabimento do exercício regular do direito (o excludente não se aplica) • a conduta não está autorizada na lei • Houve abuso ou excesso na ação • o agente agiu de má fé • ô agente deve agir com a intenção de ter ser um direito permitido pela lei sem desvio de finalidade. Se ele age por vingança, abusou interesse próprio, não poderá alegar essa excludente de ilicitude Erro sobre os elementos do tipo- art. 20 CP Ocorre quando a gente, por desconhecimento ou falsa percepção da realidade, acredita estar praticando um ato ilícito ou diferente do que realmente é. • regra : o erro afasta o dono, podendo excluir a responsabilidade penal. • Exceção: se o erro for evitável, o agente responde por culpa, se prevista na lei. Erro de tipo essencial (exclui dolo) Elemento fundamental do crime, levando a gente acreditar que sua conduta é ilícita ou diferente do que realmente é. Duvide em dois: Erro escusável ( inevitável): exclui o Dolo e a culpa (qualquer na mesma situação faria a mesmo ) Ex: se no vidro de colírio tem ácido e não sei. Achando que era colírio aplico em alguém. (excluindo a tipicidade se transformando em um fato atípico). Erro Inescusável (evitável)- exclui Dolo, mas pode responder por culpa, se previsto na lei ( falta de cautela, de atenção ) Ex:João compra uma moto de um desconhecido por um preço muito abaixo do valor de mercado, sem verificar a documentação. Depois, descobre-se que a moto era roubada, e ele é acusado de receptação. Explicação: João poderia e deveria ter investigado a origem do bem, pois o preço muito abaixo do mercado já era um forte indício de ilegalidade. Seu erro ao acreditar que a compra era lícita poderia ter sido evitado com um mínimo de diligência, tornando-o vencível e inescusável. Assim, ele não pode usar o erro como defesa para afastar a responsabilidade penal. Erro de tipo acidental ( não exclui o dolo) O agente comete o crime, mas se confunde em detalhes sobre sua execução. Não exclui a responsabilidade penal. Erro sobre objeto - o agente se confunde sobre o objeto do crime. (Não altera a tipicidade do crime) Ex: roubou um relógio achando que era ouro, na verdade era prata. Erro sobre pessoa - quando o agente erra sobre a identidade da vítima, mas o crime continua o mesmo. (Característica físicas e não erro ) Ex:Um agressor quer matar João, mas, por engano, atira em Pedro, acreditando ser João. O crime de homicídio continua existindo, pois a pessoa atingida ainda era um ser humano. ( responde pela pessoa que ele realmente queria atingir, exemplo joao erra idoso e Pedro não, responde pela pessoa que tinha a intenção e não a atingida. Erro na execução ( aberratio ictus)- tenta atingir um determinado alvo, erra e acerta outro, ou seja, a intenção era uma, mas a execução falhou e o resultado foi diferente do esperado. Ex:Um atirador quer matar João e dispara uma arma contra ele. Porém, no momento do disparo, João se abaixa e a bala atinge outra pessoa que estava atrás, causando sua morte. O agente ainda responde por homicídio, podendo ser analisado se há dolo eventual ou culpa em relação à vítima atingida. Art.73º CP Erro no resultado diverso do pretendido (Aberratio criminis)- o agente quer cometer um crime mas provoca o resultado complemente diferente Ex: um criminoso incendiar uma casa para assustar alguém, mas caso a morte de uma pessoa dentro do local. Erro quando há um nexo causal- se o erro afeta a ligação entre a conduta do agente e o resultado do crime, ele pode modificar a responsabilidade penal. Ex: empurra o B do penhasco para matar B afogado, mas antes de cair na água o B bateu na rocha e morreu de traumatismo craniano. resultado (morte ) foi o mesmo mas o nexo causal mudou. ( Ele obteve o resultado). Ex: um agente quer envenenar uma vítima e coloca veneno na comida, mas antes de consumir, a vítima sofre um infarto. ( o agente responde por tentativa de homicídio, pois seu ato não causou a morte). Pergunta sobre desistência voluntária 1. Em qual fase do iter criminis ocorre a desistência voluntária? (A) Cogitação (B) Preparação (C) Execução (D) Consumação 2. Sobre a desistência voluntária, assinale a alternativa correta: (A) O criminoso interrompe o crime porque é impedido por fatores externos. (B) O criminoso só pode desistir se for espontâneo, sem influência de terceiros. (C) O criminoso que desiste voluntariamente não responde por nenhum crime. (D) O criminoso que desiste voluntariamente pode responder por atos já praticados. 3. Qual das seguintes situações caracteriza desistência voluntária? (A) Um ladrão quebra o vidro de um carro, pega o rádio e foge. (B) Um ladrão entra em uma casa, vê que tem câmeras e foge sem levar nada. (C) Um ladrão quebra o vidro de um carro para furtar um toca-fitas, mas antes de pegar o objeto, muda de ideia e vai embora. (D) Um ladrão tenta abrir um cofre, mas desiste porque o alarme dispara. 4. Sobre a diferença entre tentativa e desistência voluntária, marque a alternativa correta: (A) Na tentativa, o agente não consuma o crime por vontade própria. (B) Na desistência voluntária, o agente é impedido por fatores externos. (C) Na tentativa, o crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. (D) Na desistência voluntária, o crime se consuma, mas o agente não responde por ele. 5. Na desistência voluntária, por que se diz que há exclusão da tipicidade? (A) Porque o crime é considerado irrelevante pelo Código Penal. (B) Porque o crime inicial deixa de existir, pois o agente interrompeu sua prática. (C) Porque a lei considera a intenção do agente mais importante que seus atos. (D) Porque a tentativa sempre será punida da mesma forma que o crime consumado. Aqui estão mais perguntas de múltipla escolha sobre iter criminis e desistência voluntár 6. Sobre o iter criminis, assinale a alternativa correta: (A) A fase de cogitação já é punível, pois demonstra intenção criminosa. (B) A desistência voluntária pode ocorrer na fase de consumação. (C) A tentativa ocorre na fase de execução, mas o crime não se consuma por fatores alheios à vontade do agente. (D) O crime sempre é consumado ao final da fase de execução. 7. Em qual das situações abaixo NÃO há desistência voluntária? (A) Um agente coloca veneno na comida da vítima, mas antes de ela ingerir, joga fora o prato. (B) Um criminoso arromba uma porta para furtar, mas ao ver um cachorro, decide ir embora sem levar nada. (C) Um criminoso tenta abrir um cofre, mas desiste porque não consegue decifrar a senha. (D) Um agente invade uma casa, vê que há câmeras e desiste de levar os objetos. 8. Sobre os elementos da desistência voluntária, marque a opção INCORRETA: (A) O agente já iniciou a execução do crime. (B) O crime não se consuma porque o agente interrompe a execução. (C) A vontade do agente é irrelevante, pois o importante é que ele não consumou o crime. (D) O agente pode ser punido poroutros crimes que tenha cometido no percurso. 9. O que acontece com a punição na desistência voluntária? (A) O agente não responde por nada, pois o crime foi abandonado. (B) O agente não responde pelo crime inicial, mas pode ser punido por atos já praticados. (C) O agente responde por tentativa, pois iniciou o crime, mas não o finalizou. (D) A desistência voluntária não tem efeito jurídico e o crime é punido normalmente. 10. Em qual das alternativas a desistência voluntária NÃO se aplica? (A) O agente invade um carro, quebra o vidro, mas desiste de furtar o rádio. (B) O agente tenta abrir um cofre, mas não consegue e vai embora. (C) O agente invade uma casa, subtrai os bens e, depois, se arrepende e devolve tudo. (D) O agente coloca veneno na comida da vítima, mas antes dela ingerir, troca o prato. 11. A desistência voluntária só pode ocorrer quando: (A) O agente é impedido por um fator externo. (B) O agente ainda tem controle sobre a execução do crime e decide parar. (C) O agente já consumou o crime e tenta repará-lo. (D) O crime já atingiu o resultado pretendido. 12. A tipicidade do crime é excluída na desistência voluntária porque: (A) O agente interrompeu a execução antes da consumação. (B) O Código Penal considera irrelevante a intenção criminosa. (C) A simples cogitação do crime já impede a punição. (D) O agente sempre será absolvido, independentemente de qualquer outro ato cometido. 13. Qual das alternativas representa um exemplo de desistência voluntária? (A) Um ladrão entra em uma loja, pega produtos e é impedido por um segurança antes de sair. (B) Um criminoso dispara contra a vítima, mas a bala não atinge o alvo. (C) Um assaltante ameaça a vítima com uma faca, mas, antes de levar seus pertences, decide ir embora. (D) Um criminoso tenta abrir um cofre e desiste porque percebe que o alarme tocou. 14. Sobre a desistência voluntária, marque a alternativa correta: (A) O agente só pode desistir do crime sem influências externas. (B) Se a vítima convencer o agente a desistir, não há desistência voluntária. (C) A desistência voluntária pode ocorrer mesmo que um terceiro sugira ao agente que pare. (D) A desistência voluntária é possível mesmo após a consumação do crime. 15. Qual das seguintes situações caracteriza desistência voluntária? (A) Um criminoso tenta roubar um celular, mas é impedido por um policial. (B) Um ladrão invade uma casa, vê que há câmeras e decide fugir sem levar nada. (C) Um agente tenta abrir um cofre, mas não consegue porque está trancado. (D) Um criminoso aponta uma arma para a vítima, atira e depois se arrepende. 16. Em qual das fases do iter criminis ocorre a desistência voluntária? (A) Cogitação (B) Preparação (C) Execução (D) Consumação 17. Sobre a desistência voluntária e a tentativa, é correto afirmar que: (A) Na tentativa, o agente interrompe o crime por vontade própria. (B) Na desistência voluntária, o agente para o crime porque é impedido por um fator externo. (C) A desistência voluntária exclui a punição pelo crime que o agente pretendia cometer. (D) Na tentativa, o crime não se consuma porque o agente muda de ideia. 18. Para que ocorra a desistência voluntária, é necessário que: (A) O agente tenha praticado todos os atos de execução do crime. (B) O crime não tenha se consumado e o agente tenha interrompido por vontade própria. (C) O agente desista do crime porque foi impedido por fatores externos. (D) O crime já tenha sido consumado e o agente tente repará-lo. 19. Em relação à tipicidade na desistência voluntária, é correto afirmar que: (A) O agente não responde pelo crime que pretendia cometer, mas pode responder por outros atos ilícitos que tenha praticado. (B) O agente sempre será absolvido, independentemente do que tenha feito. (C) A tentativa e a desistência voluntária possuem a mesma consequência jurídica. (D) A desistência voluntária não exclui a tipicidade do crime. 20. Qual das alternativas a seguir exemplifica corretamente a desistência voluntária? (A) Um criminoso entra em uma loja, pega um produto e é preso ao sair. (B) Um agente atira contra a vítima, mas erra o disparo. (C) Um ladrão quebra o vidro de um carro para furtar um objeto, mas antes de pegá-lo, desiste e vai embora. (D) Um criminoso invade uma casa e pega os bens, mas depois se arrepende e os devolve. 21. Sobre o iter criminis, marque a alternativa correta: (A) O crime só se consuma se houver uma fase de cogitação. (B) A fase de preparação sempre é punível. (C) A tentativa ocorre quando o agente inicia a execução, mas é impedido de consumar o crime. (D) A desistência voluntária pode ocorrer mesmo depois da consumação do crime. 22. No que diz respeito à desistência voluntária, o agente: (A) Deixa de ser punido pelo crime que pretendia cometer, mas pode responder por outros atos ilícitos. (B) Responde sempre por tentativa, pois iniciou o crime. (C) Só pode desistir se não houver influência de terceiros. (D) Ainda pode ser punido pelo crime principal, pois a intenção já existiu.