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WBA0505_v2.0 Controles internos e a função compliance Política e gestão de controles internos A função no compliance Bloco 1 Giovana Gabriela Silva O controle interno e a sua função no compliance Figura 1 – Ilustração sobre análise de negócios Fonte: Shutterstock.com. • Agregar valores por meio da sistematização de processos. • Avaliar a pessoa jurídica e administrar os seus riscos. • Análise da regularidade dos procedimentos das transações realizadas. Da gestão de riscos e o seu mapeamento Realizará o tratamento de possíveis hipóteses que possam afetar prejudicialmente os valores nas organizações. É fundamental para a gestão dos processos de governança corporativa de modo a potencializar a capacidade de preservar e gerar valores. Principais metodologias de gestão de riscos ISO. COSO ERM. COSO GRC. OGC. IBGC. TCU. Critérios para a gestão de riscos A gestão de riscos contemplará todas as atividades diretivas de uma organização: • Análise do risco do negócio. • Aplicação de estratégias em todos os níveis hierárquicos. • Processos contínuos de atualização e treinamento. Critérios para a gestão de riscos Os objetivos serão planejados pela alta administração, que definirá estratégias e planos que serão adotados e observarão os seguintes critérios: Estratégicos Operacionais De comunicação De conformidade • Metas de alto nível. • Utilização eficaz e eficiente dos recursos. • Referente à confiabilidade das informações e relatórios. • Referente ao cumprimento das leis, normas, regulamentos e princípios. Política e gestão de controles internos Atividades gerenciais da gestão de riscos Bloco 2 Giovana Gabriela Silva Atividades gerenciais da gestão de riscos Relação de atividades da gestão de riscos. Estabelecimento de ambiente adequado com estrutura própria para o gerenciamento de riscos. Definição, articulação e comunicação efetiva dos objetivos nos níveis do negócio na organização. Identificação de ameaças em potencial que possam comprometer o cumprimento dos objetivos do negócio. Avaliação dos riscos quanto ao impacto da consumação da hipotética ameaça. Seleção e implementação de respostas aos riscos, com ações de controles definidas em matriz de gerenciamento. Monitoramento e coordenação dos processos em execução. Entrega de avaliação no que confere a eficácia dos riscos gerenciados. COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) O COSO (2022, [s.p.]) traz a definição de controle interno como: “[...] um processo levado a cabo pelo Conselho de Administração, Direção e outros membros da organização com o objetivo de proporcionar um grau de confiança razoável na concretização dos seus propósitos.” Etapas do gerenciamento de riscos Cinco são os elementos que compõem as etapas de um sistema de gerenciamento de riscos: Etapas do gerenciamento de riscos. Ambiente de controle. Avaliação de risco. Procedimentos de controle. Informação e comunicação. Monitoramento. Etapas do gerenciamento de riscos A aplicação eficaz e efetiva de todas estas etapas proporcionará segurança, alcance de resultados do negócio e minimização de possíveis impactos que possam ser ocasionados pelos riscos de fato consumados. Figura 2 – Imagem ilustrativa sobre gerenciamento de negócios Fonte: Shutterstock.com. Política e gestão de controles internos Políticas de gestão de riscos Bloco 3 Giovana Gabriela Silva Políticas de gestão de riscos • Desenvolvimento e a disseminação da implementação de metodologias. • Gerenciamento dos processos dos riscos corporativos e seus controles internos. • Realização de contínuas melhorias organizacionais: planejamento estratégico. Objetivos das políticas de gestão de riscos 1. Garantia de acesso simplificado às informações. 2. A utilização eficaz de recursos necessários para o tratamento de todos os riscos corporativos identificados e mapeados. 3. Aumento de potencialidade da probabilidade de alcance dos objetivos do negócio da organização. 4. Qualificação de valores agregados à organização com a realização de processos que envolvam tomadas de decisões. Elementos das políticas de gestão de riscos Figura 3 – Elementos formadores de uma política de gestão de riscos Definição de normas. Procedimentos. Política de gestão de riscos. Composição das políticas de gestão de riscos 1. Descrição dos controles internos a serem executados. 2. Recursos de disseminação de cultura quanto à aplicação de controles. 3. Estratégias para a implementação de procedimentos de conformidades e suas metodologias específicas de controles internos. 4. Atualização e aprimoramento das ações de conformidade e integridade dos mapeamentos de riscos realizados. 5. Suporte para os padrões de sustentabilidade como garantia para o cumprimento dos objetivos do negócio. 6. Apresentação de resultados relativos à eficiência, eficácia e efetividade das operações realizadas. 7. Segurança, integridade e confiabilidade para as necessárias tomadas de decisões quanto às prestações de contas. Benefícios das políticas de gestão de riscos Os benefícios oriundos de uma eficaz aplicação da política de gestão de riscos nos processos da organização servirão de preceito basilar para a aplicação efetiva do compliance na pessoa jurídica, adequando todas as suas ações tanto de relações internas quanto externas, além de efetiva regulação dos aspectos de conformidade, integridade e controles internos. Figura 4 – Ilustração sobre verificação de itens Fonte: Shutterstock.com. Teoria em Prática Bloco 4 Giovana Gabriela Silva Reflita sobre a seguinte situação A gestão de riscos corporativos é organizada e realizada com a aplicação de estratégias de modo a identificar riscos potenciais capazes de prejuízo bem como administrá-los de modo a garantir o cumprimento dos objetivos do negócio. Uma iniciativa positiva para a gestão de riscos poderá mitigar o impacto caso estes sejam consumados como também poderá propiciar benefícios em suporte às decisões estratégicas do negócio gerando eficiência operacional. Como vimos, a política de gestão de riscos é fundamental para o atingimento destes objetivos. Sendo assim, defina em etapas a construção de uma política de riscos para a uma organização e descreva as ações principais de sua implementação. Resolução Uma política de gestão de riscos deverá ser realizada nas seguintes etapas: 1. IDENTIFICAÇÃO: listagem de todos os riscos relevantes, identificação dos fatores de risco; especificação de medidas de controle; definição de responsáveis. 2. AVALIAÇÃO: análise da probabilidade de ocorrência dos riscos; avaliação do impacto dos riscos; processamento do resultado final da avaliação; priorização de riscos mais danosos em potencial. 3. TRATAMENTO: definição do tipo de resposta ao risco; criação de ações de mitigações para os riscos definidos em prioridade na avaliação. 4. MONITORAMENTO: regular reavaliação dos riscos e seus perfis, com atualização de informações adicionais. 5. COMUNICAÇÃO: consolidação das informações conclusivas oriundas das etapas anteriores, com verificação de progresso e conhecimento do resultado em apresentação de relatórios e demais meios de comunicação pertinentes. Conclusão A política e a gestão de controles internos, bem como o seu mapeamento de processos e riscos proporcionam e oferecem certa garantia para que a realização dos objetivos do negócio na organização e o atingimento de suas metas estejam subsidiados por um sistema de controle. Figura 5 – Ilustração sobre etapas de um sistema de controle Fonte: Shutterstock.com. Conclusão Este sistema de controle assegurará as tomadas de decisões necessárias de modo estratégico. Figura 6 – Ilustração sobre uma reunião de negócios Fonte: Shutterstock.com. Conclusão Ainda que a pessoa jurídica encontre-se vulnerabilizada pelas hipóteses de riscos,seus prejuízos terão maiores chances de prevenção e mitigação. Figura 7 – Ilustração sobre análises de dados Fonte: Shutterstock.com. Conclusão De maneira recorrente, temos em todos os processos e procedimentos de compliance a importância da cultura organizacional de uma pessoa jurídica alinhada em todos os níveis: desde a alta hierarquia até as escalas operacionais. A gestão de riscos não inicia exclusivamente na esfera corporativa de uma organização: ela nasce na conscientização das vulnerabilidades as quais está sujeito o negócio e no papel executado por cada membro em sua função – todas possuem importância fundamental para o regular processo da pessoa jurídica. Dicas do(a) Professor(a) Giovana Gabriela Silva Bloco 5 Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Leitura Fundamental Indicação de leitura 1 Este ebook da ENAP (Escola Nacional de Administração Pública) trata sobre Governança, Gestão de Riscos e Integridade. Ele é resultado das atividades desenvolvidas no âmbito do Centro de Estudos de Ética, Integridade e Boa Governança (CEEI), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública e Cooperação Internacional da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A “Parte II” contempla a temática de Gestão de Riscos. VIEIRA, James B. Governança, gestão de riscos e integridade. Brasília: ENAP, 2019. Indicação de leitura 2 Na forma de uma entidade sem fins lucrativos, o COSO (The Comitee of Sponsoring Organizations) dedica-se à melhoria e especificação de controles internos e governança corporativa. Para tanto, basta que em seu mecanismo de busca seja inserido o termo “COSO Committee” e você encontrará nas primeiras ocorrências links de acesso para as suas instruções normativas referentes à Governança e Desempenho Operacional, Controle Interno, Gerenciamento de Riscos Corporativos e Combate à Fraude. Site COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission). Dica do(a) Professor(a) Como ação para melhor compreensão do conteúdo abordado, uma boa dica para este tema são os conteúdos da Escola da Câmara dos Deputados. Nos seus canais de redes sociais e reprodutores de mídia e vídeo, você poderá verificar conteúdos sobre alguns aspectos da gestão de controles internos na Administração Pública, tais como: auditoria, programas de integridade e atuação dos órgãos de controle. Canal Escola da Câmara (YouTube). Referências ASSI, Marcos. Gestão de Compliance e seus Desafios: como implementar controles internos, superar dificuldades e manter a eficiência dos negócios. São Paulo: Saint Paul, 2013. ASSI, Marcos. Controles Internos e Cultura Organizacional: Como Consolidar a Confiança na Gestão dos Negócios. 3. ed. São Paulo: Saint Paul, 2019. COSO. Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. Disponível em: https://www.coso.org/SitePages/Guidance.aspx. Acesso em: 6 jul. 2022. LOUREIRO, Diogo P. B. A importância dos controles internos nas organizações. Trabalho de conclusão de curso (Bacharel em Ciências Contábeis) – Faculdade de Ciências Econômicas, UFRGS, Porto Alegre, 2010. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/27239/000763044.pdf?seq. Acesso em: 6 jul. 2022. VIEIRA, James B.; BARRETO, Rodrigo T. de S. Governança, gestão de riscos e integridade. Brasília: ENAP, 2019. Acesso em 06 de Julho de 2022. Disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/4281/1/5_Livro_Governan%C3%A7a%20Gest %C3%A3o%20de%20Riscos%20e%20Integridade.pdf. Acesso em: 5 set. 2022. Bons estudos!