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As tecnologias digitais de informação 
e comunicação nas abordagens 
educacionais
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Capturando valor através da transformação digital • 2/16
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender em que consiste o Instrucionismo.
• Conhecer a abordagem Construcionista.
• Entender o que aborda o Conectivismo.
As tecnologias digitais de informação e 
comunicação nas abordagens educacionais
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2022 do livro 
Convergências entre Currículo e Tecnologias, publicado em 2019 por Siderly 
do Carmo Dahle de Almeida.
https://player.vimeo.com/video/734135529
Capturando valor através da transformação digital • 3/16
Introdução 
Ao longo desta Unidade, estamos conversando sobre a associação que deve 
ocorrer, a cada dia, entre a tecnologia e os conteúdos inseridos nos currículos. 
Também percorremos o trajeto dos projetos educacionais inseridos pelo governo 
no Brasil e observamos que muito ainda precisa ser feito para que tenhamos, de 
fato, a verdadeira educação tecnológica. Convenhamos que não basta que as escolas 
recebam equipamentos, internet e que criem laboratórios de informática se não 
houver pessoas (docentes, mas outros agentes educacionais também) que saibam 
usar ou dar o suporte para o uso dessas tecnologias, de forma que deixem de ser 
apenas recursos e passem a criar efetiva aprendizagem significativa.
Vivemos em um mundo e em um momento no qual estamos e continuaremos 
vivenciando uma imensa ampliação dos meios de comunicação, que está modificando 
a forma como apreendemos a realidade, e no que se refere à escola, modificando 
a forma como ensinamos e como aprendemos. Antigamente as pessoas precisavam 
ouvir os relatos dos viajantes para conhecer o mundo em terras distantes, atualmente 
podemos conhecer o mundo na palma de nossas mãos, podemos inclusive ‘entrar’ 
remotamente em muitos dos lugares do mundo sem estarmos presencialmente lá. 
Não é mais possível conceber o mundo sem as TICs, que fazem parte de nossas vidas 
e que transformaram o comportamento das pessoas, que muitas vezes passaram a 
depender completamente dessas novas tecnologias para viver.
Trazendo essa conversa novamente para a educação, a escola é o local que vai fazer 
com que seus usuários (discentes e demais agentes) se apropriem desses meios e 
os usem de forma reflexiva, desenvolvendo uma consciência crítica, fortalecendo a 
identidade das pessoas e de seus grupos sociais.
Como já verificamos, a tecnologia está em constante evolução, o que faz com que 
precisemos estar estudando e nos aprimorando constantemente também, e sendo 
assim, é necessária uma reflexão sobre as formas de ensino tradicionais, para que se 
abram às inovações e se insiram no contexto tecnológico moderno, que não tem mais 
volta.
Capturando valor através da transformação digital • 4/16
A sociedade contemporânea, conectada, exige que as pessoas estejam conectadas 
para que seja possível a interação, criando uma comunidade virtual, que permita 
a construção do conhecimento por meio da troca de informações e saberes no 
espaço cibernético, o que, por sua vez, exige indivíduos independentes, criativos e 
autocríticos, que sejam capazes de selecionar informações (as melhores) e construir o 
conhecimento, aliás, o seu próprio conhecimento.
Assim, as TICs exigem do professor atual diversas competências técnicas e pedagógicas, 
e um fazer em sala de aula que não se limita a simplesmente a transmitir o conteúdo, 
mas precisa levar seu aluno a pensar sobre si próprio, a se comunicar e a questionar 
a realidade. (Tezani, 2017)
As diferentes abordagens educacionais
A sociedade moderna vem exigindo a inserção das tecnologias digitais de informação 
e comunicação nos currículos, porém ela requer também que essas tecnologias sejam 
inseridas de forma adequada, considerando os objetivos e intenções da atividade 
proposta ou do conteúdo a ser ministrado.
O século XXI apresenta uma infinidade de programas, de jogos, de atividades, de 
aplicativos, de filmes, de vídeos, de materiais e outros, que podem ser usados em 
sala de aula com o propósito de criar um ambiente mais lúdico e motivador para 
os estudantes. No entanto, é necessário prestar atenção a uma questão: porque é 
necessário interligar essa tecnologia à intenção da atividade, e ligar a atividade 
ao recurso mais apropriado para ela, caso contrário, corre-se o risco de o aluno 
não entender a proposta e associá-la, meramente, ao uso de um ‘simples elemento 
tecnológico’, sem que se gere uma aprendizagem significativa.
É necessário que se tenha domínio sobre as tecnologias que serão aplicadas para que 
o processo seja bem sucedido, mas apenas o domínio não é o suficiente para manter
o sucesso, pois, mais do que dominar a técnica, é preciso saber exatamente quais são
as possibilidades de uso e como e por que usar essa tecnologia. (Almeida, 2019)
Capturando valor através da transformação digital • 5/16
O Instrucionismo
Vários autores afirmam que aliar as práticas pedagógicas com a utilização das TICs 
envolve o instrucionismo. Almeida (2005 como citado em Almeida, 2019) explica 
que para o instrucionismo, o aprender associado ao uso de tecnologias implica 
em apreender informações em ordem crescente de complexidade, que vão sendo 
assimiladas pela repetição.
Skinner, um psicólogo norte-americano que viveu entre 1904 e 1990, passou a vida 
estudando o comportamento humano, tentando entender suas reações perante os 
estímulos que recebiam. Foi ele que fundou o behaviorismo, uma corrente que ao 
longo do século XX dominou o campo da psicologia. Em 1968, Skinner publicou a obra 
‘Tecnologia do Ensino’ na qual defendia que os estudantes seriam capazes de aprender 
sozinhos com o uso de um material didático criado para essa finalidade, com respostas 
que serviriam de estímulo à medida que construíam novos conhecimentos. Essa 
organização foi chamada de ‘máquinas de aprendizagem’ ou ‘instrução programada’.
Assim, com esses ensinamentos, a forma como dividimos os conteúdos nos dias atuais, 
dos mais simples aos mais complexos, baseia-se nos estudos de Skinner. 
No instrucionismo, o software é o detentor das informações transmitidas, que funciona 
como um material de instrução ao apresentar o conteúdo de forma clara, precisa 
e objetiva, usando recursos sensoriais e multimídias como sons, gráficos, desenhos, 
animações, imagens, textos, entre outros, e o estudante vai recebendo aquelas 
informações no seu ritmo e conforme suas necessidades, favorecendo a construção 
do seu conhecimento. (Almeida, 2019)
Capturando valor através da transformação digital • 6/16
O Construcionismo
Conforme já estudamos em nossas aulas, Seymour Papert, matemático e discípulo 
de Piaget, desenvolveu a linguagem Logo, resultado da relação entre conceitos de 
Inteligência Artificial (IA) e a teoria construtivista proposta por Piaget. Vale ressaltar 
que o construtivismo vem da psicologia do desenvolvimento. 
O construcionismo, por sua vez, pode ser considerado uma extensão do construtivismo. 
Está baseado em algo concreto, que pode ser visto, discutido, analisado, observado, 
sendo tanto um objeto construído com peças de Lego, por exemplo, quanto uma 
escultura ou um software, portanto existe a construção concreta do objeto que será 
utilizado.
Indo contra as bases do Instrucionismo, Papert propunha o uso das tecnologias como 
instrumento para construir conhecimento significativo. Nesta abordagem, o uso da TICs 
na educação se dá envolvendo o estudante, os professores, as próprias tecnologias, 
os demais recursos e as interrelações que ocorrem, favorecendo o desenvolvimento 
da autonomia do aluno de forma que este construa o seu próprio conhecimento 
mediante explorações, experimentações e descobertas.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre Skinner e a ideia base do 
Behaviorismo, leia os seguintes textos:
Ferrari,Márcio. (2008) B. F. Skinner, o cientista do comportamento e 
do aprendizado. https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-
skinner-o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado 
Acessado em 06 de outubro de 2023. 
Santana, Ana Lucia. Behaviorismo. https://
www.infoescola.com/psicologia/behaviorismo/ Acessado em 06 de 
outubro de 2023. 
https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-skinner-o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado
https://novaescola.org.br/conteudo/1917/b-f-skinner-o-cientista-do-comportamento-e-do-aprendizado
https://www.infoescola.com/psicologia/behaviorismo/
https://www.infoescola.com/psicologia/behaviorismo/
Capturando valor através da transformação digital • 7/16
Vale reforçar que a internet potencializa a interatividade e a colaboração, visto 
que mesmo a distância, os sujeitos envolvidos conseguem ter e trocar informações, 
pesquisar e questionar conhecedores sobre o assunto, ‘construindo seu conhecimento’.
Figura 1 - Ciclo de construção do conhecimento no Construcionismo
Fonte: Valente (1993) & Almeida (1996) como citado em Almeida, 2019
Tendo como base esse ciclo, para que ocorra a construção do conhecimento o sujeito 
precisa articular os novos saberes a partir de sua descrição, colocando-os em prática 
(no processo de execução), refletindo sobre eles, associando essas novas informações 
com as previamente adquiridas pelos sujeitos, até a depuração de um novo saber, em 
um ciclo contínuo de autonomia do estudante, sempre terminando e iniciando novas 
buscas.
Nesse contexto, os estudantes deixam de ser meros espectadores e passam a ser 
pesquisadores de seu próprio saber, sendo responsáveis por seu aprendizado, de 
forma autônoma e dinâmica, estimulando sua criatividade, com o professor como seu 
parceiro e motivador. (Almeida, 2019)
Capturando valor através da transformação digital • 8/16
O Conectivismo
Pesquisadores do conectivismo afirmam que as teorias de aprendizagem até então 
apresentadas, não foram eficientes ao determinar as características dos sujeitos que 
aprendem nesta sociedade moderna organizada em redes.
Assim, surge o Conectivismo que sugere a ‘conexão’ que se origina nas redes. Por 
meio dos nós estabelecidos nas redes, o conhecimento parte do individual para o 
coletivo, e está sujeito a diversas transformações.
Bates (2016, com base em Siemens, 2004) apresenta os princípios do Conectivismo:
1. aprendizagem e conhecimento estão baseados nas diferentes opiniões;
2. a aprendizagem procura conectar os nós ou fontes de informação;
3. a aprendizagem pode estar em dispositivos que não são humanos;
4. a capacidade de assimilar cada vez mais, é mais crítica do que o conhecimento 
que já está assimilado;
5. é preciso cultivar e manter conexões para favorecer o aprendizado contínuo;
https://player.vimeo.com/video/734135913
Capturando valor através da transformação digital • 9/16
6. é uma habilidade essencial ser capaz de enxergar as conexões que ocorrem entre
as ideias, as áreas e os conceitos;
7. a ‘circulação’ das atividades é a intenção plena do aprendizado conectivista;
8. a tomada de decisão sobre o que aprender e o que significa esse saber
apreendido está sempre em alteração, visto que a cada dia essas informações
podem sofrer transformações, conforme as necessidades do ambiente no qual
estamos inseridos, ou seja, são mutáveis.
Assim, entendemos que as comunidades que surgem nas redes existem em função 
da construção, da desconstrução e da reconstrução permanente do saber a todo 
momento, e este pode ser modificado, ampliado ou sintetizado conforme as distintas 
necessidades.
Vamos ressaltar agora algumas das ferramentas mais utilizadas atualmente para o 
compartilhamento de conteúdos e informações nas redes sociais e comunidades 
colaborativas on-line:
● Wikipedia: talvez a mais famosa, é uma enciclopédia virtual que apresenta
diversos conteúdos. É construída de forma colaborativa por diversos profissionais 
de diferentes áreas do saber, porém não é considerada uma fonte confiável para 
o desenvolvimento de pesquisas porque não apresenta fundamentação científica, 
visto ser aberta e poder ser editada por qualquer pessoa;
● Wiki: é a base que permitiu o desenvolvimento da Wikipedia, e que permite que
diferentes pessoas editem um mesmo documento na internet;
● Weblog (ou blog): originalmente apresentou um formato de um diário on-line,
e era usado para as pessoas exporem o seu dia a dia, publicando preferências, 
planos e rotinas. Atualmente, empresas usam os Weblogs para contatar possíveis 
clientes;
● Fotolog: é parecido com o Weblog, porém é usado para a exposição de fotos e
imagens.
● Redes sociais: são as ferramentas mais usadas nos dias atuais. Só para citar 
algumas:
1. Facebook: criado em 2004, interliga as páginas de perfil de seus usuários.
Essas páginas contêm informações, imagens, vídeos e mensagens.
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2. Twitter: parece um microblog, no qual os usuários contam o que estão
fazendo naquele momento no qual estão postando suas informações.
● Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA): são plataformas de ensino
pensadas para oferecer e estruturar cursos, tanto a distância como para o blended
learning (ensino híbrido, uma mistura entre o ensino presencial e o ensino a
distância). Geralmente, apresentam bibliotecas virtuais e atividades, além de
possibilitar o contato (síncrono e assíncrono) entre seus usuários.
Podemos inferir, então, que o conectivismo fomenta o ‘saber fazer junto’, ou seja, 
os estudantes aprendem a medida em que vão relacionando os saberes previamente 
apreendidos com os novos, advindos de outras pessoas ou de sua própria busca. 
(Almeida, 2019)
Em Resumo
Nesta aula, compreendemos que para o instrucionismo o estudante 
aprende informações, com o uso de tecnologias, em ordem crescente de 
complexidade, que vão sendo assimiladas pela repetição, e assim, seu 
conhecimento vai sendo construído. No construcionismo de Papert, o uso da 
tecnologia na educação serve de base para construir um conhecimento realmente 
significativo, envolvendo o estudante, os professores, as próprias tecnologias, os 
demais recursos e as inter-relações que ocorrem, favorecendo o desenvolvimento 
da autonomia do aluno. Com relação ao conectivismo, aprendemos que a 
‘conexão’ surge das redes, e assim, o conhecimento parte do individual para o 
coletivo, e está sujeito a diversas transformações.
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Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre o colaboração docente on-line? Leia o texto 
a seguir: 
Ávila, R. E.; Spinelli, O. M.; Ferreira, A. S. S. B. S.; Soñez, C.; Samar, M. 
E.; & Junior, R. S. F. (2011) Colaboração docente online na educação 
universitária. SciELO - Brasil - Colaboração docente online na educação 
universitária Colaboração docente online na educação universitária 
https://www.scielo.br/j/rbem/a/DgvLMvKFJ6CQG4X5YKHX45g/?format=pdf&lang=pt
Capturando valor através da transformação digital • 12/16
 Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Almeida, Siderly do Carmo Dahle de. (2019). Convergências entre currículo e 
tecnologias. [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Tezani, Thaís. (2017) Tecnologias da Informação e comunicação no ensino. São Paulo: 
Pearson Education.
https://player.vimeo.com/video/734136159
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Convergências entre Currículo e Tecnologias
Siderly do Carmo Dahle de Almeida.
Intersaberes

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