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Políticas Públicas de Saúde no Brasil Sistema Único de Saúde (SUS): Antecedentes, Conceitos, Princípios e Diretrizes Prof.ª Fernanda Teles ➢Antecedentes: Início do século XX até 1930 - Situação Econômica e Sanitária do País - Ações do Governo estavam relacionadas ao saneamento e medidas preventivas (vacinação) para combater as doenças endêmicas. - Diretoria Geral de Saúde Pública (1897) - Descobertas e Avanços da Microbiologia Resumindo: 1- a política de saúde para garantir o comércio e proteger a mão de obra. ➢Sanitarismo Camapanhista - Oswaldo Cruz assume a DGSP, propondo-se a erradicar as principais doenças pestilenciais (1903-1909) - Revolta da Vacina (1904) - Erradicação da Febre Amarela (1907) http://4.bp.blogspot.com/_1WK9AnL2DTI/TC0jk2OZWXI/AAAAAAAAAj4/GyzBW5cEiWc/s1600/OSWALDO.jpg - Início do Sanitarismo Rural (Década de 1910) - “O Saneamento do Brasil” – Arthur Neiva e Belisário Penna - Epidemia de Gripe Espanhola – 1918 - Criação do Departamento Nacional de Saúde Pública (1920) - Elaboração do Código Sanitário Reforma Carlos Chagas Assistência Individual Médicos e hospitais particulares e filantrópicos Assistência Coletiva Em caráter de assistência social Hospitais Públicos (hospícios, lazaretos, hospitais de isolamento etc.) ➢ Surgimento do Seguro Social no Brasil (modelo Bismarckiano) - Promulgação da Lei Eloy Chaves (Lei nº 4.682 -1923) - Criação das Caixas de Aposentadorias e Pensão (CAPs) para trabalhadores de empresas – Ferroviários , Marítimos e Estivadores. - Garantia a prestação de assistência à saúde aos trabalhadores e suas famílias, através de recursos oriundos da contribuição dos trabalhadores ( assistência médica, previdenciária e farmacêutica) - Em 1932 já existiam 140 CAPs, porém o número de segurados não chegava a 1% da população brasileira. - 1º passo para a construção dos direitos sociais - Disparidade nos planos de benefícios - Inexistência de regras comuns de funcionamento técnico e administrativo – Diferença entre os planos e benefícios. - NÃO UNIVERSAL e EXCLUDENTE Antecedentes: 1930-1960 - Era Vargas – Ampliação das Políticas Sociais (trabalhadores e saúde) - 1930 – Criação do Ministério da Educação e Saúde. - Atenção do Estado voltadas para as ações de caráter coletivo assistência médica individual através da previdência. - 1933 – Criação dos Instituto de Aposentadorias e Pensões (IAPs) - Congregava um conjunto de trabalhadores de um mesmo ofício ou setor de atividade, e não mais por empresa. - IAPI (industriários) - IAPB (Bancários) - IAPM (Marítimos e Portuários) - IPASE (Servidores do Estado) Contribuição baseada na folha de salário Diferença nos benefícios - Modelo de assistência não era UNIVERSAL, baseava-se nos vínculos trabalhistas. - IAP – contribuição dos trabalhadores e empregadores - Administração Tripartite - Exclusão dos trabalhadores rurais e do setor informal - A diferença de salário das categorias variação entre benefícios concedidos - Ex: diferenças no tempo de internação, nº. de consultas, cobranças extras, serviços etc. Sistema ainda excludente e marcado pelas desigualdades ➢ 1949 – Criação do Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU) Atendimento domiciliar Financiamento consorciado com os IAPs Atendimento Universal Outras iniciativas de Saúde Pública ➢ Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) - MES – 1942 – (Combater a malária e permitir a extração da borracha) -Desenvolviam ações preventivas, educativas e assistencial -Primeiro tipo de ação de saúde de caráter UNIVERSAL - Depois se estendeu para outros estados brasileiros, principalmente Nordeste - Disparidades normativas entre IAPs contribuíram para que surgissem reivindicações em favor de um sistema de previdência unificado e menos desigual. - Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS) – 1960 Uniformizou as regras - Apenas benefícios concedidos e contribuição - Não corrigiu as distorções originárias da multiplicidade de institutos. - Falta de uniformidade na distribuições com os gastos e ociosidade dos serviços de saúde - Estavam excluídos dessa lei, trabalhadores rurais, os empregados domésticos e os servidores públicos e de autarquias - Os trabalhadores rurais só viriam a ser incorporados ao sistema em 1963, quando foi promulgada a Lei que instituiu o FUNRURAL. - Aquecimento do debate sobre o papel do Estado nacional na implantação de um efetivo sistema de saúde - III CNS (1963) – propõe a municipalização da assistência à saúde no Brasil Ditadura Militar - A LOPs não corrigiu todas as distorções originárias da multiplicidade de institutos. - 1966- fusão dos IAPs INPS - Tentativa de distorções e eficiência do sistema - Aumento da cobertura e atendimento igualitário aos segurados - Duplicidade da responsabilidade MS MPAS (coletivas) (individuais) INPS Assistência médica Previdência Social “modelo de cuidados médicos Individuais como padrão de saúde” favorecido pela lógica da ditadura Construção de grandes hospitais, laboratórios e serviços privados financiados com verbas do INPS. Expansão da medicina hospitalar (modelo hospitalocentrico e curativo) Ampliação do acesso da população ao sistema de saúde previdenciário - 1971 - Criação do PRORURAL - 1972 - Empregadas domésticas - 1973 – Trabalhadores autônomos AUMENTO DOS GASTOS Benefícios da Previdência Social e Assistência Médica 1974 – Plano de Pronta Ação (PPA) com serviços de emergência do INPS para todos !!! UNIVERSALIZAÇÃO Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS) mecanismo de financiamento, para enfrentar a demanda curativa que favoreceu o crescimento do setor privado de prestação de serviços – emprestava dinheiro a juros baixo para o setor privado Aumenta em 50% o número de hospitais privados com fins lucrativos Decreto nº 200/1967 - Preferência para a contratação de serviços privados, ao invés de ampliação das redes pública Estímulo ao crescimento do setor privado de prestação de serviços de saúde SINPAS criado em 1977 SINPAS INPS INAMPS Assistência Médica IAPAS LBA FUNABEM INAMPS era o responsável pelo financiamento dos serviços de atenção médica prestados diretamente pelas suas unidades, ou pelo setor privado a ele conveniado Previdência e Assistência Médica juntos no INPS 1977 – INAMPS separado do INPS 1988 - SUS A crise do início da década de 80 - Dificuldades financeiras do INAMPS Crise Econômica do País Arrocho salarial Diminuição das contribuições Ampliação dos beneficiários Aumento das despesas Diminuição dos recursos destinados à saúde ➢ Movimento de Reforma Sanitária Crítica ao modelo de saúde - VII CNS (1980) – Tema: “Serviços Básicos de Saúde” - Sem participação de usuários - Ampliação do debate sobre Descentralização - Criação do PREV-SAÚDE APS ➢ Aumento da produção científica - Propostas: Descentralização, universalização e unificação do sistema ➢ 1º Simpósio sobre Política Nacional de Saúde da Câmara dos Deputados - 1979 CEBES - “ A questão Democrática na Área da Saúde” Diretrizes: - Direito universal das condições que viabilizem a saúde - Sistema Único de Saúde - Sistema Descentralizado Conferência de Alma Ata (1978) - Mais importante das conferências realizadas pela OMS - Propõe o conceito ampliado de saúde e defende a saúde como direito de cidadania - Enfatiza a atenção Primária a Saúde e a Promoção a Saúde “...a saúde, estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade, é um direito fundamental, e a consecução do mais alto nível possível de saúde é a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação de muitos setores sociais e econômicos, além do setor saúde”. A Conferência de Alma-Ata reafirmou o conceito de “saúde” da Organização Mundial da Saúde; Atribuiu ao Estado sua responsabilidade,ressaltando a importância da Atenção Primária de Saúde – APS Reconheceu a saúde como um direito humano fundamental. 1) Saúde é direito humano fundamental [...] É a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais e econômicos [...] 4) É direito e dever dos povos participar individual e coletivamente no planejamento e na execução de seus cuidados de saúde. 5) Os governos têm pela saúde de seus povos uma responsabilidade que só pode ser realizada mediante adequadas medidas sanitárias e sociais [...] os cuidados primários de saúde constituem a chave para que essa meta seja atingida, como parte do desenvolvimento, no espírito da justiça social. Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_alma_ata.pdf ➢ Alternativas para Crise Financeira (INAMPS) - 1982 – Criação do CONASP – “ Plano CONASP” - Estratégia racionalizadora, na tentativa de conter os gastos e a expansão dos contratos privados ➢ Eixos do Plano: SAMHPS Plano CONASP Convênio trilateral Racionalização da assistência Ambulatorial 1984 AIS (universalização e integralidade da AM) INANPS MS SES-Disciplinar o Financiamento - Controle da rede privada contratada Repasse pela prestação de serviço e não por tamanho da rede ➢ AIS – Ações Integradas de Saúde (1984) - Participação dos Estados e Municípios - Passo inicial para a descentralização Serviços municipais - INAMPS Serviços estaduais - Adesão dos Municípios AIS - Estratégia no processo de descentralização da Saúde pois permite a participação dos Estados e Municípios. ➢ 1986 - VIII Conferência Nacional de Saúde - Resultaram na formalização das propostas do MRSB - Ensejavam mudanças baseadas na no direito universal a saúde, acesso igualitário, descentralização acelerada e participação da sociedade - Propor elementos para Constituinte - Participação de usuários dos serviços de saúde - MARCO ➢ Aprova: -Unificação do Sistema - SUS -Conceito Ampliado de Saúde - “Saúde direito de todos e dever do Estado” -Criação dos Conselhos de Saúde - CONASS - CONASEMS 8ª Conferência Nacional de Saúde “Saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acessos aos serviços de saúde” ➢ Criação do Sistema Único e Descentralizado de Saúde (SUDS) – (1987-1990) - Contribuiu para consolidação e desenvolvimento das AIS - O INAMPS deixou de atuar como órgão de execução direta de ações e serviços de saúde Estados e Municípios - Coloca em prática os ideais da Reforma Sanitária ➢ Constituição Federal – 1988 - Seção II Sugestão https://www.youtube.com/watch?v=L7NzqtspLpc https://www.youtube.com/watch?v=7ouSg6oNMe8 Sugestão ➢ Constituição Federal Brasileira (1988) Art. 196º → A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Constituição Federal Brasileira (1988) Art. 197º → São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. ➢ Constituição Federal Brasileira (1988) Art 198º→ As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade. Constituição Federal Brasileira (1988) Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1º As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. § 2º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. § 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. Constituição Federal Brasileira (1988) Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. Lei 8.080 • A organização e a gestão; • As competências e atribuições das 3 esferas de governo • Funcionamento e participação complementar do setor privado • Política de recursos humanos • Recursos financeiros, planejamento e orçamentos Lei 8.142 • Define a participação social • Transferências intergovernamentais de recursos de financiamento TÍTULO I Das Disposições Gerais Art. 2º - A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1º - O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2º - O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade. De que depende a nossa saúde? “Art. 3o Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.” Determinantes Individuais Macrodeterminantes Comportamento e Estilos de vida Determinantes Sociais Determinantes Intermediários ➢ Modelo de Dahlgren e Whitehead O que é o Sistema Único de Saúde? - Estão incluídas instituições de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde. Art. 4º - O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS) Porque Sistema Único? Sistema - Conjunto de várias instituições, dos 3 níveis de governo e conveniado, que se interagem para um fim comum. Esfera Federal Esfera Estadual Sistema Único de Saúde Esfera Municipal *Convênios Único - segue a mesma doutrina e os mesmos princípios organizativos em todo o território nacional Lei 8.080/90 .Art. 9º A IniciativaPrivada faz parte do SUS? Quando? Art. 4º § 2º - A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter complementar. Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada. Quem terá a prioridade na prestação de serviços? Art. 25º - ... as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde. ➢ São objetivos do SUS: I - A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social a redução de riscos e agravos III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas. Lei 8080 no Art. 5º I -Execução de ações: a) de vigilância sanitária; b) de vigilância epidemiológica; c) de saúde do trabalhador; d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica; II- Formulação da política e na execução de ações de saneamento básico III- Ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar; V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção; VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde; VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano; IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico; XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados. Lei 8080 Artigo 6º SUS, Presente!!! https://www.youtube.com/watch?v=JZ2YzvX8BU0 Estado • ser responsável pelas ações de saúde do estado; • planejar e controlar o SUS na sua esfera de atuação. Município • prover os serviços; • executar serviços de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, de alimentação e nutrição, de saneamento básico e saúde ocupacional; • controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde. União • normatizar o conjunto de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, identificando riscos e necessidades nas diferentes regiões. Fonte: http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_760979750.pdf Lei 8.080/90 - CAPÍTULO IV - Da Competência e das Atribuições – Art.15, 16,17 e 18. Princípios Doutrinários Universalidade – É a garantia de atenção à saúde por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão. Equidade – É assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade que cada caso requeira. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema puder oferecer para todos. Integralidade – Conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. Art 7º da Lei 8.080/90 Princípios Organizativos Descentralização – É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da ideia de que quanto mais perto do fato a decisão for tomada, mais chance haverá de acerto. - Maior autonomia dos estados e municípios na decisão e implementação das ações de saúde Princípios Organizativos Regionalização e Hierarquização - Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade crescente, dispostos numa área geográfica delimitada e com a definição da população a ser atendida. Organizados de forma eficiente evitando duplicidade de meios para fins idênticos. - Estabelecimento de mecanismos de referência e contrarreferência. Decreto 7.508/2011 - Ações e serviços de saúde devem ser organizados de forma integrada entre municípios vizinhos, que se identificam cultural e geograficamente, por meio de uma rede de atenção à saúde. Resolubilidade - É a exigência de que, quando um indivíduo busca o atendimento, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível da sua competência. Participação Popular - É a garantia constitucional de que a população, através de suas entidades representativas, participará do processo de formulação das políticas de saúde e do controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o local. Os princípios do SUS https://www.youtube.com/watch?v=PzVxQkNyqLs O SUS e a efetivação do direito humano à saúde – 2020 Link de acesso: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/11/943883/o_sus_e_a_efetivacao_do_direito_humano_a_saude_2_edicao_versao__7y48eAK.pdf É a participação efetiva da comunidade na gestão do SUS. É mais que fiscalização, é a comunidade propondo e definindo o serviço público que ela deseja em cada área. Um controle social ativo e pulsante permite uma maior participação cidadã, o que contribui para a consolidação da democracia em nosso país. “Estimular o controle social implica incentivar a sociedade a participar da vida pública em todas as nuances, enfatizando o viver coletivo e a busca pelo bem-estar comum. É importante que os governos estimulem e fortaleçam a participação de uma multiplicidade de atores na gestão pública, pluralizando as vozes no espaço público e possibilitando a construção de uma Administração mais eficiente, aberta e democrática.” Fonte: https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/controle-social Art. 1° O Sistema Único de Saúde, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I - a Conferência de Saúde; e II - o Conselho de Saúde. Conselhos de saúde - colegiados de caráter permanente e deliberativo, em cada esfera do governo. Composição Formulação de estratégias e controle da execução da política de saúde na instância correspondente Usuários 50% 50 % Profissionais da saúde Governo e Prestadores de serviço • Órgãos colegiados de caráter permanente e deliberativo, em cada esfera do governo. • Formulação de estratégias e controle da execução da política de saúde na instância correspondente. • representação das diferentes entidades da sociedade que lutam e defendem os direitos da comunidade. Não é interesse pessoal. • Resolução 453/2012, aprovou as diretrizes para instituição, reformulação, reestruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde. O SUS e a efetivação do direito humano à saúde – 2020 Link de acesso: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/11/943883/o_sus_e_a_efetivacao_do_direito_humano_a_saude_2_edicao_versao__7y48eAK.pdf Conferências de Saúde – Tem por finalidade avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes Convocada pelo poder executivo Periodicidade - a cada 4 anos ➢ Financiamento do SUS Previsto na CF, LOS, LC 141 e EC 86 A responsabilidade pelo financiamento do SUS é das três esferas de governo. Art. 195º CF Orçamento da seguridade social Orçamento da seguridade social Saúde Assistência Social Previdência CF 88 - Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. - EC–95 /2016 – Investimentos congelados por 20 anos. De 2018 em diante, o valor mínimo a ser aplicado pela União na saúde será equivalenteao piso do ano anterior corrigido apenas pela inflação, impossibilitando qualquer aumento real; ao contrário, podendo provocar uma diminuição nos valores investidos ao longo dos 20 anos.Fonte: Guia prático para a Gestão Municipal, 2015 - CONASEMS ➢ Critérios para o estabelecimento de valores a serem transferidos aos estados e municípios (Art. 35º- Lei 8.080): I – perfil demográfico da região; II – perfil epidemiológico da população a ser coberta; III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área; IV – desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior; V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e municipais; VI - previsão do plano quinquenal de investimentos da rede; VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo. Como deverá ser feito o repasse de Verbas? FNS FES FMS CNS CMS CES Fiscalização De forma regular e automática VOCÊ JÁ OUVIU FALAR BEM DO SUS? https://www.youtube.com/watch?v=C2YRU_lvW4Y Evolução das Políticas e do Sistema de Saúde no Brasil em: Caminhos da Saúde Pública no Brasil - disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/2705/1/Finkelman_Jacobo %28Org.%29.pdf. Lei 8080/90 – disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm Lei 8142/90 - disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm Constituição Federal de 1988 - SEÇÃO II DA SAÚDE – disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/2705/1/Finkelman_Jacobo%28Org.%29.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm