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Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS Pró-Reitoria de Graduação Diretoria de Educação a Distância e Tecnologia Educacional Curso Serviço Social – UNITINS Pólo de Uruaçu-GO CA de Mara Rosa-GO PROJETO QUALIDADE DE VIDA PARA O IDOSO Acadêmica: Mara Rosa-GO Fundação Universidade do Tocantins - UNITINS Pró-Reitoria de Graduação Diretoria de Educação a Distância e Tecnologia Educacional Curso Serviço Social – UNITINS Pólo de Uruaçu-GO CA de Mara Rosa-GO APRESENTAÇÃO: Na atualidade o avanço da medicina proporcionou condições para que as pessoas vivam mais. Porém, a longevidade conquistada não tem significado sem as condições para obter qualidade de vida. Envelhecer é um processo vital inerente a todos os sereshumanos. A velhice é uma etapa da vida, parte integrante de um ciclo natural, constituindo-se como uma experiência única e diferenciada. Considerando-se as questões de envelhecimento populacional e a conseqüente ampliação das demandas sociais relacionadas à velhice, a preocupação com a qualidade de vida para essa faixa etária está cada vez mais presente. Observa-se esse fato pelos próprios relatos dos idosos que têm tido um melhor enfrentamento da velhice. Este Projeto de Intervenção deu inicio a partir de observações feitas durante o estágio no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), situado na Av. Lourenço Ferreira Pires, s/n, Centro, Amaralina– GO, com área de atuação urbana e rural. Tendo um projeto municipal de assistência ao idoso, atendendo cerca de 80 idosos com atividades recreativas, informativas, fisioterapeutas e atendimento psicossocial. Este foi implantado dia 8 de julho de 2008 devido à necessidade do município em atender famílias em situação de vulnerabilidade social. O CRAS é uma unidade de execução dos serviços de Proteção Social Básica destinado à população em situação de vulnerabilidade social, em articulação com a rede socioassistencial e vinculado a Secretaria Municipal de Assistência Social; tem comoCoordenadora a senhora Sirlene Maria das Chagas etendocomo parceiros envolvidos: Prefeitura Municipal, Secretaria de Assistência Social, Conselho Municipal de Assistência Social e Entidades Civis do Município. Destinado aos usuários da assistência social, ou seja, à população em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, privação ou fragilização de vínculos afetivos, os serviços e atividades visam prevenir as situações de risco, reforçar o principal papel da família como referência para cada um de seus integrantes e fortalecer seus vínculos internos e externos. Oferece serviços de assistência social às famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Tem por objetivo fortalecer os vínculos familiares e comunitários, buscando com suas ações priorizar a promoção da autonomia, das potencialidades e o fortalecimento das famílias e indivíduos. As ações de Proteção Social Básica, desenvolvidas nos CRAS e em suas áreas de abrangências, compreendem: Cadastro Único - registro de informações que serve como referência para a participação em programas sociais de concessão de benefícios, tais como: Bolsa Família, PETI, Pro Jovem, Tarifa Social - Energia Elétrica, Carteira do Idoso - Transporte Interestadual. Atendimento social - acolhida e entrevistas; visitas domiciliares; concessão de benefícios eventuais como cesta básica, vale-transporte e fotos para documentação; elaboração do plano de ação de cada família; acompanhamento das famílias, com prioridade às beneficiárias dos Programas de Transferência de Renda; busca ativa das famílias prioritárias nos serviços e articulação / encaminhamentos para a rede socioassistencial. Convivência social e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários - para crianças e adolescentes, jovens, adultos e famílias, pessoas idosas e lideranças comunitárias. Acontecem a partir da participação de famílias e ou indivíduos nas atividades de grupos de convivência e de incentivo ao protagonismo. Qualificação profissional - ações de capacitação para desenvolvimento pessoal e ampliação das oportunidades de geração de trabalho e renda, contribuindo para o alcance do desenvolvimento sustentável de famílias e indivíduos. Quanto ao atendimento do idoso no CRAS, este tem como foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares e do convívio comunitário e na prevenção de situações de risco social. A intervenção social do CRAS em Amaralina-GO junto aos idosos deve está pautada nas características, interesses e demandas dessa faixa etária e considerar que a vivência em grupo, as experimentações artísticas, culturais, esportivas e de lazer e a valorização das experiências vividas constituem formas privilegiadas de expressão, interação e proteção social. Devem incluir atividades que valorizem suas experiências e que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir, bem como a participação social. Partindo deste pressuposto,na política Nacional do Idoso, Lei nº 8.842 de quatro de janeiro de 1994 assegura os direitos sociais do idoso, criando condições de promover sua autonomia, integração e participação na sociedade. O capitulo II, artigo 3º, item I diz que: À família a sociedade e o estado tem o dever de assegurar aos idosos todos os direitos de cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem estar e direito à vida. Deacordocom Aquino (1998 p. 38 )o alcance dos objetivos dentro de uma sociedade busca impreterivelmente a integração das pessoas a sociedade. Para isso, há intervenções que possam ser feitas, podendo idoso continuar vivendo bem, de forma independente, contribuindo para a sociedade. JUSTIFICATIVA O presente trabalho é fundamentado nas observações empíricas realizadas durante a experiência prática de estágio obrigatório do curso de graduação em Serviço Social. Com base nestas observações e tendo em vista a relevância social dessa problemática, uma vez que as estatísticas estão registrando o crescimento deste fato no Brasil e no mundo surge a necessidade de se trabalhar a questão da saúde do idoso, pois, não é mais um país de jovens. Essas observações do campo de estágio suscitaram a necessidade deconhecimento acerca dessa realidade, através deste trabalho trazendo a temática: qualidade de vida para os idosos.A partir de então, vimos à necessidade de identificar o que significa qualidade de vida para os idosos e sua melhoria após a inserção nos projetos da instituição. A qualidade de vida busca transcender a mera subsistência humana, satisfazendo também o conjunto de carências relativas à liberdade, ao lazer, à participação, ao afeto, à criação, ao entendimento, à identidade e à proteção. Neff (1986, p.25). Pode-se então perceber que ter qualidade de vida é estar bem em todos os aspectos da vida, de forma global, sendo eles: pessoal, familiar, social e profissional. Neste sentido, s OMS define saúde como “o estado de completo bem-estar físico, psíquico e social, e não somente a ausência de doenças.” O estado de completo bem-estar físico, mental e social depende de fatores médicos e sociais. A partir da promulgação da Constituição Federal (1988) e da criação do estatuto do Idoso (a Lei n.º 10.741, de 1.º de outubro de 2003), envelhecer com qualidade de vida é um direito que deve ser assegurado ao idoso pela família, sociedade e estado. Segundo a constituição federal: o Artigo 229. É obrigação da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar ao idoso com absoluta prioridade, a efetivação do direito a vida, a saúde, a alimentação, a educação, a cultura, ao esporte, ao lazer, a cidadania, a liberdade e a dignidade. Dessa forma, o estado de saúde das pessoas depende de forma significativa da alocação de recursos em setores como a educação, alimentação, infra-estrutura sanitária e habitacional, incentivos ao trabalho, promoções ao estilo de vida saudável com atividadesde lazer e cuidados com o meio ambiente. No envelhecimento é praticamente comum a todos os seres vivos, devendo ser entendido como um processo absolutamente natural, regido por bases fisiológicas. As considerações errôneas a respeito do envelhecimento como um estado patológico, levaram à combatê-lo, rotulá-lo e estigmatizá-lo. Por esses motivos as pesquisas científicas realizadas nas últimas décadas se deteram a compreender o envelhecimento em todos os aspectos orgânicos, psíquicos, sociais, econômicos e culturais. Partindo deste pressuposto, pela necessidade que o idoso apresenta, de ter uma vida com direito á saúde, ao lazer, esporte ao transporte, tendo assim uma vida mais dinâmica, criativa, recreativa, onde o idoso possa desfrutar de uma interação social, no meio em que convive, tendo inclusão no seu convívio com a comunidade. Partilhando de forma efetiva no meio familiar e na comunidade, o idoso terá mais qualidade de vida, com auto - estima e auto - realização, que trará benefícios em todos os aspectos de sua vida, e na sociedade onde ele interage. A proposta deste projeto, dar ao idoso uma nova perspectiva de vida e um olhar para que este vá além de suas atividades e ajudar o idoso a olhar a vida com novo olhar, viver tudo que pode ser vivido, superar os limites oferecidos e realizar sonhos. Muitos problemas foram observados no dia á dia dos idosos, e com esse projeto pretende resgatar a cidadania de que na maioria das vezes são discriminados pela sociedade e colocados de lado como incapazes. Na perspectiva de contribuir e produzir espaços que garante os seus direitos. Este projeto pretende lutar frente a atual realidade, com medidas de prevenção e proteção proporcionando qualidade de vida á eles. OBJETIVOS GERAL: · Resgatar e valorizar o papel social do idoso, seus saberes, experiência e vivências, através de ações que os aproximem de formas mais concretas de participação social. ESPECIFICOS: · Oportunizar a ocupação do tempo livre do idoso com ações significativas como: saúde, lazer, cultura e previdência social,a fim de combater o isolamento e a depressão; · Integrar o idoso à sociedade por seu papel socialmente produtível, por meiode reuniões, momento culturais e palestras junto ao grupo de idosos; · Despertar a consciência crítica e participativa, apoiando-os e mobilizando-os na defesa e promoção de seus direitos, promovendo a autonomia e a independência dos indivíduos idosos; · Contribuir para o aumento da auto–estima, qualificação, satisfação e realização do idoso, acesso a serviços preventivos de saúde; · Apoiar iniciativas de controle social garantindo a implementação de medidas que visem à melhoria da qualidade de vida do idoso. PÚBLICO ALVO Atender 80 idosos com atividades recreativas, informativas, fisioterapeutas e atendimento psicossocial. META: Ampliar em 60% a participação dos idosos nas reuniões realizadas no CRAS. METODOLOGIA As ações previstas neste projeto serão desenvolvidas através da equipe técnica do CRAS e uma estagiaria de serviço social. Mostrar através de palestras com informações e orientações a importância de envelhecer com qualidade de vida, como uma boa alimentação, atividades físicas diárias, eventos culturais entre outros. Incentivando assim os mesmos e envolvendo-os nas ações de assistência ao idosos a participaram de capacitações acerca de temas referentes ao trabalho a ser desenvolvido: grupo social, processo de envelhecimento, trabalho social com comunidades, empreendedorismo social, cidade e questão social, legislação dos direitos do idoso, violência e maus tratos contra o idoso, com grupo, debates, exposição oral, escrita por meio de cartazes, escuta reflexiva, observação participante e mediadores. Serão utilizados filmes, trabalhos lúdicos, musica, artesanato, brincadeira,Forró,Lanche. Desenvolvendo a coordenação motora, cuidados com a higiene pessoal e orientação para uma boa alimentação saudável. Espera-se num primeiro momento, a realização de um trabalho informativo e esclarecendo sobre os benefícios que o projeto proporcionará á saúde dos Idosos. No segundo momento, após avaliação da Coordenadora do CRAS, os Idosos que manifestarem interesse em participar, serão inseridos neste projeto de intervenção, compatível com suas necessidades, e sempre respeitando as limitações de cada integrante. Estratégias como: trabalhos em grupo, práticas de integração social, trabalhos individuais e grupais também serão utilizados. Desse modo, os papéis e assuntos pertinentes a cada um dos encontros ficará aberto para discussão da equipe técnica do CRAS e estagiária do serviço social, serão apresentados assuntos como: o estatuto do idoso, a importância da convivência em grupo, a valorização da sabedoria da pessoa idosa, saúde na terceira idade, etc. Os encontros aconteceram quinzenalmente com duração de 30(trinta) a 60 (sessenta) minutos durante o período de três meses, totalizando assim 6 (seis) encontros,sem número exato de participantes, aproximadamente de 30 a 50 participantes. RECURSOS Humanos: Uma Supervisora Acadêmica, Estagiária de Serviço Social coordenados pela equipe do CRAS de Amaralina– GO que são: Coordenador do CRAS, Assistente Social, Psicóloga e uma recepcionista para um melhor desdobramento das atividades. PARCERIAS O projeto Qualidade de Vida será realizado no CRAS - Centro de Referência de Assistência Social de Amaralina– GO. Contaremos com o apoio da equipe do CRAS, Prefeitura Municipal e Secretaria de Assistência Social Conselho Municipal de Assistência Social e Entidades Civis do Municípioe Comunidade. MATERIAIS • Papel pardo; • Papel laminado; • Cola; • Tesouras sem ponta; • E.V.A; • T.N.T; • Cartolinas • Aparelho de som; • Notebook; • Data show; • DVD; • Jornais e Revistas • Pastas • Lanche AVALIAÇÃO A avaliação do projeto se dará por meio de um questionário, que será respondido de uma forma crítica pela Assistente Social do CRAS de Amaralina-GO, responsável pelas atividades desenvolvidas junto aos idosos. Nele serão avaliado pontos relacionados ao desenvolvimento das atividades, como: as dinâmicas, a participação e o envolvimento dos mesmos, avaliando a integração e a dedicação dos colaboradores fazem toda a diferença para momentos de bem estar e alegria aos idosos. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Atividades Nov Dez Jan Fev Mar Abril Análise Institucional X Exposição do Projeto X Entrevista com os idosos X Palestras Educativas X Exposição de Cartazes X Atividade Recreativa X Elaboração do Projeto de Intervenção X X X X Avaliação X X Elaboração do Relatório Final X REFERENCIAS AQUINO, J. G. A violência escolar e a crise da autoridade docente. Cadernos Cedes. São Paulo, ano XIX, n.47, p.7-19, dezembro de 1998. BRASIL, Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil: 1988 – texto constitucional de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais de n. 1, de 1992, a 39, de 2002, e pelas Emendas constitucionais de Revisão de n. 1 a 6, de 1994. – 20. Ed – Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2003. 382 BRASIL, Lei 8.842/94, de 04 de janeiro de 1994, dispõe sobre a Política Nacional do Idoso. Cria o Conselho Nacional do Idoso. NEFF, Max. Necessidades e Qualidade de Vida. S/Cidade, s/editora. 1986. image1.png image2.png