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PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE – PMPA 
FUNDAÇÃO DE ASSISTENCIA SOCIAL E CIDADANIA – FASC 
 
1. IDENTIFICAÇÃO 
Nome do Projeto: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos - SCFVI 
Responsável Técnico: Coordenação de Proteção Social Básica 
Data: Janeiro de 2015 (atualizado em julho de 2022) 
 
2. INTRODUÇÃO 
A Fundação de Assistência Social e Cidadania - FASC, em sua história na cidade de 
Porto Alegre registra ações destinadas à população idosa, há mais de 30 anos. O atendimento aos 
idosos iniciou em 1976, na então denominada Fundação de Educação Social e Comunitária – 
FESC, órgão municipal subordinado à Secretaria Municipal de Educação – SMED, através da 
formação do primeiro grupo de convivência da rede pública na Cidade, nucleado no Centro 
Comunitário da Vila Floresta – CECOFLOR. O objetivo do trabalho destinava-se a organizar ações 
na área de lazer e recreação, principais interesses do grupo naquela época. 
Em 1984, através do Programa de Promoção ao Idoso, ”Pró-Idoso”, a SMED incentivou a 
criação de grupos de convivência nos nove Centros Comunitários, com a diretriz de educação 
 2 
permanente, lazer, recreação, atividades físicas e ações comunitárias, ampliando o trabalho 
destinado à população idosa na cidade. 
Em 1994, com a aprovação da Lei Municipal 7414/94, a FESC passou a ser o órgão gestor 
da Política de Assistência Social de Porto Alegre, e no ano de 2000, através da Lei nº 8509, a 
FESC, passou a denominar-se Fundação de Assistência Social e Cidadania - FASC, consolidando 
sua missão institucional em Porto Alegre, após um amplo processo de mobilização da sociedade e 
de revisão da tradicional concepção de Assistência Social, cujos avanços estão consubstanciados 
na Lei Orgânica de Assistência Social – LEI nº 8742/ 93. 
A partir desta nova identidade, coube a FASC implantar e implementar programas e serviços 
relativos à Política de Assistência Social e assessorar a rede de serviços conveniados, executados 
por entidades não governamentais. Após o estabelecimento destas novas atribuições institucionais, 
o trabalho com idosos na FASC ampliou-se, passando de 9 para 21 grupos de convivência da rede 
própria e 15 grupos da rede conveniada, a criação de um Centro de Convivência na região 
Noroeste, e o conveniamento com 5 Casas de Longa Permanência para abrigagem de idosos sem 
vínculos familiares. 
No ano de 2004, com a aprovação da Política Nacional de Assistência Social – PNAS, por 
meio do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, consolida-se a política pública de Assistência 
Social como direito do cidadão, expressando a transformação da proteção social. O SUAS é, 
portanto, o sistema responsável pela regulação e organização das ações de proteção social. 
A partir da implantação do SUAS, os serviços destinados à proteção e atenção à população 
idosa têm por foco o desenvolvimento de atividades destinadas à promoção de um envelhecimento 
saudável e digno, à conquista da autonomia individual e coletiva, ao fortalecimento dos vínculos 
familiares e do convívio comunitário e à prevenção de situações de risco social. A intervenção social 
deve estar pautada nas características, interesses e demandas dessa faixa etária e devem 
considerar a vivência em grupo, as experimentações artísticas, culturais, esportivas, de lazer e a 
valorização das experiências vividas pelos idosos. 
O serviço de atenção à população idosa na FASC ampliou-se de forma significativa após a 
implementação do SUAS, atingindo a nucleação de 34 grupos de convivência nos 22 Centros de 
 3 
Referência da Assistência Social - CRAS e, de 18 grupos na rede conveniada, num total de 1.700 
idosos com atendimento semanal. 
Respeitando as orientações da Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009, que aprova 
a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais e organiza os serviços por níveis de 
complexidade do SUAS, a Proteção Social Básica apresentou no Conselho Municipal da 
Assistência Social, a nova redação do projeto Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos 
para Idosos – SCFVI, aprovada pelo Conselho Pleno, em 02/05/2010, Resolução nº 084. 
Em abril de 2013, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS 
organiza e define o Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, 
visando unificar e equalizar as regras para oferta qualificada do serviço às faixas etárias de 0 a 17 
anos e acima de 60 anos, possibilitar o planejamento da oferta de acordo com a demanda local, 
garantir serviços continuados, otimizar os recursos humanos, materiais e financeiros, unificar a 
lógica de cofinanciamento e estimular a inserção do público identificado nas situações prioritárias. 
Os documentos orientadores apresentam a concepção de convivência e fortalecimento de vínculos 
na lógica da Política de Assistência Social e o traçado metodológico do Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos – SCFV a ser implementado na rede socioassistencial. 
No que tange a relevância e importância do desenvolvimento de ações voltadas à população 
idosa pela Política de Assistência Social, os dados demonstram que este ciclo de vida vem 
crescendo em âmbito mundial. Em 1950 eram cerca de 204 milhões e, já em 1998, quase cinco 
décadas depois, este contingente alcançava 579 milhões, aproximadamente 8 milhões de idosos 
por ano. Conforme as pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 2010, a 
população de idosos no mundo atingiu 760 milhões, ou seja, 10,85% em relação à população total. 
Para o ano de 2050 as projeções indicam que a população idosa será de 1 bilhão e 900 milhões de 
pessoas. 
No Brasil, o aumento desta faixa etária passou a ser significativa a partir da década de 70. 
Segundo as pesquisas, a proporção de idosos no país passou de 11 milhões (7,6%) em 1991, para 
14 milhões (9%) em 2000 e, no ano de 2010 o IBGE registra 20 milhões de idosos brasileiros 
(10,85%). Nos próximos 20 anos a população idosa no Brasil poderá ultrapassar 30 milhões de 
pessoas com mais de 60 anos e poderá representar quase 13% da população brasileira ao final 
 4 
deste período. Tal aumento colocará o Brasil, em termos absolutos, como a 6ª população de idosos 
do mundo. 
Em termos de população gaúcha, o Censo Demográfico IBGE de 2000, refere que 10,4% 
dos indivíduos pertenciam à faixa etária com 60 anos ou mais, ou seja, cerca de 1.063.869 de 
pessoas idosas e, de acordo com o censo de 2010, o Rio Grande do Sul atingiu o número de 
1.460.626 de idosos, o que significa 13,7% em relação à população total do Estado. 
Em Porto Alegre, de acordo com as pesquisas do IBGE de 2010, existiam 211 mil pessoas 
idosas, representando 15,04% da população total da cidade. Segundo as estimativas da Pesquisa 
Nacional por Amostras de Domicílio/IBGE (1º trimestre) em 2020 o número de pessoas idosas em 
Porto Alegre passou para 344.274, representando 23,2% da população total. A expectativa de vida 
ao nascer em Porto Alegre cresceu 2,8 anos na última década, passando de 73,7 anos, em 2000, 
para 76,4 anos, em 2010, conforme dados do IBGE. 
Embora, Porto Alegre seja considerada uma das capitais brasileiras de melhor qualidade de 
vida, ainda apresenta marcantes contrastes sociais. Assim é comum, para uma significativa parcela 
da população, o acúmulo de dificuldades sociais ao longo da vida, com agravamento substancial do 
avançar da idade. A ausência de apoio familiar, a falta de aceso aos espaços públicos, a carência 
de programas preventivos e serviços que garantam os direitos e as necessidades dos idosos sob o 
ponto de vista físico, psíquico e social, os tornam socialmente vulneráveis, acentuando as 
fragilidades naturais do envelhecimento. 
Nos dados de janeiro de 2015, o MDS registra que em Porto Alegre, há 10.701 pessoas 
com mais de 65 anos beneficiárias do Beneficio de Prestação Continuada – BPC. De acordo com o 
documento “Diagnóstico Socioterritorialde Porto Alegre: Análise dos Territórios Vulneráveis das 17 
Regiões do Orçamento Participativo” sistematizado em 2019 pela Vigilância Socioassistencial da 
FASC, os idosos beneficiários do BPC se localizam em maior número das regiões Centro Sul, 
Centro, Leste e Partenon e estão presentes na totalidade das 17 regiões do OP. 
O BPC cumpre objetivos de proteção básica por meio da segurança de rendimentos para o 
atendimento das necessidades de sobrevivência. No entanto, este benefício não é um fim em si 
mesmo, é necessário considerar outras necessidades para que os beneficiários alcancem um 
 5 
padrão de vida com dignidade. Privilegiar a atenção e o cuidado com idosos beneficiários do BPC é 
pensar em formas de acompanhamento socioassistencial, definindo assim um novo lugar para o 
BPC na Política de Assistência Social, propiciando o protagonismo dos beneficiários, com vistas à 
emancipação. 
O total de pessoas idosas inscritas na Consulta, Seleção e Extração de Informações do 
Cadastro Único - CECAD em setembro de 2019 é de 26.825, representando 11,13% do total de 
indivíduos cadastrados. Em relação aos idosos em situação de rua inscritos no CECAD no ano de 
2019 constata-se um total de 197 indivíduos acima de 60 anos nesta condição, sendo que as 
regiões Centro (108) e Humaitá Navegantes (34) são as que apresentam o maior número de 
idosos. 
Outro dado a ser destacado no documento “Diagnóstico Socioterritorial de Porto Alegre: 
Análise dos Territórios Vulneráveis das 17 Regiões do Orçamento Participativo” de 2019 é a renda 
da população idosa cadastrada de até R$ 89,00, representando 23,42% dos idosos inscritos; 1,9% 
entre R$ 85,00 e R$ 178,00; 18% entre R$ 178,00 e meio salário mínimo e 56,68% acima de ½ 
salário mínimo. A região que concentra o maior número de pessoas idosas com renda inferior a R$ 
89,00 é a Restinga (644), Centro (543), Eixo Baltazar (528) e Centro Sul (524). 
Neste contexto, a Política de Assistência Social do município assume a função de promover, 
subsidiar e coordenar serviços e ações através da sua rede socioassistencial, de modo a garantir 
condições concretas de dignidade e cidadania para o segmento da população idosa. 
 O presente projeto apresenta uma proposta de inclusão social para idosos através do 
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos, complementando e articulando 
as demais ações do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF. 
 
3. JUSTIFICATIVA 
O envelhecimento carrega consigo duas idéias complementares e opostas: a primeira é a de 
desgaste, diminuição, enfraquecimento; a segunda é a de acréscimo, maturação e sabedoria. 
Envelhecer é perder e ganhar. Porém em nossa cultura a intensidade recai sobre as perdas. 
 6 
Na tradição ocidental, o conceito de velhice surge na passagem do século XVIII para o 
século XIX, quando o envelhecimento passou a ser sinônimo de degeneração e decadência. Até o 
século XVIII, a velhice não se encontrava discriminada, a longevidade não implicava abandono das 
atividades produtivas nem afastamento das relações sociais. Nas sociedades tradicionais, o 
envelhecimento era concebido como sabedoria. 
Foi na esteira da Revolução Industrial e de suas conseqüências que a velhice começou a 
conhecer o banimento e a segregação. Há uma perversidade que parece inerente às sociedades 
modernas. Buscam incessantemente o novo e, neste ímpeto de mudanças, acabam por igualar 
bens, objetos e homens. Para elas, o tempo é rápido e linear; o passado não conta nem os 
indivíduos que o representam. Aprende-se, desde cedo, a associar a ação do tempo à deterioração. 
Em nome disto, valoriza-se tudo o que é novo e despreza-se aquilo que é velho. Valoriza a 
individualidade e a competitividade, o novo e o atual, a produtividade e o lucro, tendendo a não 
gostar de seus velhos. 
A sociedade moderna privilegia valores como o respeito à vida, à cidadania, à justiça social e 
o direito à felicidade, mas não os aplica aos idosos. Convida-os, muito cedo, a ceder seus lugares 
aos mais jovens. A sociedade atual passa por grandes modificações à medida que as pessoas 
vivem mais, a tecnologia avança a passos largos, os meios de comunicação bombardeiam com 
fatos e dados, as mudanças acontecem muito rapidamente, a vida é cada vez mais agitada, o 
tempo cada vez menor e as condições econômicas são mais difíceis. 
Isto tudo exige a introdução de novos conceitos e maneiras diferentes de viver e uma grande 
flexibilidade e capacidade de adaptação que o idoso nem sempre tem ou consegue, o que o leva a 
ter perdas como: 
 Perdas diversas: que vão da condição econômica ao poder de decisão, à perda de 
parentes e amigos, da independência, da autonomia, resultando no isolamento social, o qual 
é um dos problemas que mais afeta o bem estar dos idosos. As situações de isolamento 
social facilitam a ocorrência de processos de solidão que leva a estados depressivos e 
regressivos, às doenças somáticas e inclusive à morte quando o distanciamento se torna 
muito acentuado. 
 7 
 Crise de identidade: provocada pela falta de papel social e familiar, levando à perda da 
autoestima. 
 Diminuição dos contatos sociais: tornam-se reduzidos em função da dificuldade de 
acesso aos espaços públicos, circunstâncias financeiras e a realidade da violência social. 
 Aposentadoria: o ato do indivíduo se aposentar nas sociedades capitalistas, por não se 
configurar em um “trabalho”, é percebido como “marginal”. A internalização desse estigma 
os leva a nutrir fortes sentimentos de impotência e desvalorização. A aposentadoria ou 
encerramento de alguma atividade leva a um sentimento de angústia, que precisa ser 
compensado com uma nova atividade que propicie à pessoa um novo sentido social de 
produção e utilidade. Com a aposentadoria, passam a ser vistos como meros dependentes 
dos fundos públicos e passam a serem vítimas das políticas do “mero custo” (Maffioletti). 
Considerando os aspectos teóricos acima, verificamos que a Política Nacional de 
Assistência Social, a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso estão pautados em alguns 
princípios importantes a serem enfatizados: o idoso como ser total; o reconhecimento das múltiplas 
dimensões do envelhecimento e da velhice; a não segregação e marginalização do idoso com 
manutenção dos vínculos relacionais; o direito à segurança de sobrevivência, de acolhida e de 
convivência. 
Em decorrência destes princípios, a Assistência Social como Política de Seguridade, deve 
garantir ações protetivas com o objetivo de promover o reconhecimento da condição de vida, 
fortalecendo a relação familiar e comunitária, proporcionando um processo de envelhecimento ativo 
e saudável, motivando a construção de novos projetos de vida e prevenindo situações de 
vulnerabilidades e riscos sociais. Uma destas ações é o Serviço de Convivência e Fortalecimento de 
Vínculos para Idosos – SCFVI, ofertado nos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS, 
tendo como base legal: 
 Lei nº 8742, de 07 de dezembro de 1993, que cria a Lei Orgânica da Assistência Social – 
LOAS, que apresenta como objetivo a proteção à família, à maternidade, à infância, à 
adolescência e à velhice. 
 8 
 Lei nº 8842, de 04 de janeiro de 1994, que dispõe da Política Nacional do Idoso, tem como 
objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua 
autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. 
 Lei nº 10.741, de 01 de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, destinado a 
regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. 
 Resolução n.º 78, de 22 de junho de 2004, que dispõe sobre a Política Nacional de 
Assistência Social. 
 Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009, que aprova a Tipificação Nacional de 
Serviços Socioassistenciais. 
Considerando os aspectos históricos do processo de envelhecimento acima descritos, osprincípios e diretrizes da Política de Assistência Social e a base legal que sustenta a implantação e 
implementação do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos na Fundação 
de Assistência Social, justifica-se o presente projeto. 
 
4. OBJETIVO GERAL 
 Viabilizar ações de convivência, de socialização, de integração e organização social, de 
forma complementar ao trabalho social com famílias, com vistas ao processo de um 
envelhecimento saudável, ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, à prevenção de 
situações de risco social e à conquista de direitos da pessoa idosa. 
5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Viabilizar espaço de convivência promovendo a conquista dos direitos individuais e coletivos; 
 Detectar necessidades e motivações, desenvolvendo potencialidades e capacidades para 
novos projetos de vida; 
 Prevenir a institucionalização e a segregação de idosos, assegurando o direito à convivência 
familiar e comunitária; 
 9 
 Oportunizar o acesso às informações sobre direitos e sobre participação cidadã, estimulando 
o desenvolvimento do protagonismo dos idosos; 
 Possibilitar acesso a experiências e manifestações artísticas, culturais, esportivas e de lazer, 
com vistas ao desenvolvimento de novas sociabilidades; 
 Favorecer o desenvolvimento de atividades intergeracionais, propiciando trocas de 
experiências e vivências, fortalecendo o respeito, a solidariedade e os vínculos familiares e 
comunitários. 
 Refletir sobre questões relacionadas à dinâmica familiar e/ou comunitária, que diga respeito 
à experiência e necessidades dos idosos, contribuindo para um processo de 
envelhecimento ativo, saudável e autônomo; 
 Promover espaços de discussão e reflexão sobre temas referentes ao processo de 
envelhecimento; 
 Estimular a participação do idoso em espaços comunitários e conselhos representativos, 
com vistas à conquista e efetivação de seus direitos; 
 Propiciar vivências que valorizam as experiências e que estimulem e potencializem a 
condição de escolher e decidir, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e 
protagonismo social dos usuários; 
 
6. IMPACTO SOCIAL ESPERADO 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos deverá contribuir para: 
 Melhoria da condição de sociabilidade das pessoas idosas; 
 Redução e prevenção de situações de isolamento social e de institucionalização. 
 
 10 
7. PÚBLICO USUÁRIO 
Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, territorialmente referenciadas aos CRAS, em 
situação de vulnerabilidade social, em especial: 
 Beneficiários do Benefício Prestação Continuada (BPC); 
 Pertencentes a famílias beneficiárias de programas de transferências de renda; 
 Com vínculos familiares e comunitários fragilizados; 
 Com vivências de isolamento, violência, discriminação, preconceito, abandono e 
negligência; 
 Por ausência de acesso a serviços e oportunidades de convívio familiar e comunitário e 
cujas necessidades, interesses e disponibilidade indiquem a inclusão no serviço. 
O Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome no documento intitulado 
Concepção de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (2013, pág. 27 a 35) apresenta os 
conceitos de vulnerabilidades sociais a fim de orientar a implementação do SCFV e de garantir o 
acesso dos indivíduos que se encontram em situação prioritária para atendimento. A seguir, 
algumas situações de vulnerabilidades relacionais recorrentes no último ciclo de vida, que não se 
restringem ao ambiente familiar, necessárias na identificação e avaliação técnica para 
encaminhamento ao SCFVI. 
 Isolamento: situações de ausência de relacionamentos regulares e cotidianos, redução de 
capacidades de comunicação. No caso da pessoa idosa as limitações e restrições 
decorrentes do processo de envelhecimento, muitas vezes, levam familiares e/ou 
cuidadores a limitar e restringir ainda mais os relacionamentos e a comunicação. Assim, o 
isolamento resulta em várias restrições, dentre as quais a própria compreensão do mundo 
em que se vive e a experiência de ser reconhecido como importante para as pessoas. Viver 
essa situação torna a pessoa mais insegura e vulnerável. 
 Violência (física ou psicológica): indivíduos ou grupos são impedidos ou compelidos a 
ações em desacordo com sua vontade e interesse, por vezes tendo a vida ameaçada. Do 
 11 
ponto de vista relacional, a violência física e/ou psicológica é uma questão complexa, pois 
muitas das situações ocorrem entre pessoas que têm laços familiares. Constantemente 
verificam-se situações de violência por parte dos filhos adultos, ameaçando e obrigando o 
familiar idoso a dar suas economias, comprometendo sua renda mensal. O constrangimento 
e medo colocam a pessoa idosa em situação de fragilidade e de dependência em relação 
ao agressor. 
 Preconceito/Discriminação: modos de vida e características pessoais e/ou étnicas 
desvalorizadas; origem e local de moradia para os quais se atribui menor valor. As situações 
de preconceito e discriminação negativa são marcadas por uma vivência relacional em que 
um atributo ou condição concreta, de uma pessoa ou grupo, é tomada como um qualificador 
desvalorizante, ou seja, não só têm menos valor, mas também podem menos. No caso da 
pessoa idosa aposentada as situações de preconceito se agravam por ser considerada 
“inativa”, “improdutiva” e, portanto, “incapaz”, levando-a a vivências de angústia, impotência, 
isolamento, exclusão e depressão. O processo do envelhecimento físico vivenciado pelas 
pessoas idosas, caracterizado pelos cabelos brancos, rugas, perda da audição, perda da 
visão, dificuldade de locomoção, é visto como sinônimo de término de vida e, portanto, 
sujeito a constantes situações de preconceito e discriminação. 
 Abandono / Negligência: pessoas com necessidades de atenção são descuidadas por 
familiares e/ou grupos. As situações de abandono são vividas de forma grave, pois implicam 
relações de proximidade e responsabilidade negligenciada, restringindo as capacidades 
vitais das pessoas ou grupos que sofrem esta ação. 
 
8. METODOLOGIA 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos faz parte do conjunto de 
serviços e ações da Rede de Proteção Social Básica, realizado no CRAS ou em Organizações da 
Sociedade Civil (OSC), registradas no Conselho Municipal do Idoso – COMUI e no Conselho 
Municipal de Assistência Social – CMAS. Possui articulação com o Serviço de Proteção e 
Atendimento Integral à Família – PAIF, que é o responsável pela avaliação e indicação do idoso ao 
 12 
serviço próprio ou parceiro com a FASC. O SCFVI tem caráter complementar ao PAIF com vistas 
ao fortalecimento das relações familiares e à garantia da matricialidade sociofamiliar da Política de 
Assistência Social. 
Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, O Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos tem a seguinte definição geral: 
Serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir 
aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com seu ciclo de vida, a fim 
de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de 
situações de risco social. Forma de intervenção social planejada que cria situações 
desafiadoras, estimula e orienta usuários na construção e reconstrução de suas 
histórias e vivências individuais e coletivas, na família e no território. Organiza-se a 
ampliar trocas culturais e de vivências, desenvolver o sentimento de pertença e de 
identidade, fortalecer vínculos familiares e incentivar a socialização e a convivência 
comunitária. Possui caráter preventivo e proativo, pautado na defesa e afirmação 
dos direitos e no desenvolvimento de capacidades e potencialidades, com vistas ao 
alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento da vulnerabilidade 
social. (Brasil, 2009, p. 9) 
A Tipificação dispõe sobre a descrição doServiço de Convivência e Fortalecimento de 
Vínculos para cada público, de acordo com o ciclo de vida. No caso do serviço para pessoas idosas, 
consta a seguinte descrição: 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos tem por foco o 
desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento 
saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, no fortalecimento 
dos vínculos familiares e do convívio comunitário e na prevenção de situações de 
risco social. A intervenção social deve estar pautada nas características, interesses 
e demandas dessa faixa etária e considerar que a vivência em grupo, as 
experimentações artísticas, culturais, esportivas e de lazer e a valorização das 
experiências vividas constituem formas privilegiadas de expressão, interação e 
proteção social. Devem incluir vivências que valorizam suas experiências e que 
estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir. (Brasil, 2009, p.11) 
 13 
Além de proporcionar o convívio entre os idosos, o SCFVI deve ser também um espaço de 
estímulo à integração de gerações, de percepção de potencialidades, de inclusão e de respeito às 
diferenças individuais e coletivas. Busca contribuir no reforço do vínculo familiar, na qualificação das 
relações e no reconhecimento da identidade e do papel do idoso no meio familiar, comunitário e 
social. Uma das principais funções do serviço de convivência é a prevenção, seja como alternativa 
para a redução de vulnerabilidades como nos processos de isolamento e de asilamento, na medida 
em que o idoso poderá vir a conquistar sua independência, auto-estima e autonomia. 
O principal recurso metodológico do SCFVI é o trabalho em grupo. Cada grupo do serviço 
de convivência para idosos deve ter no máximo 25 pessoas idosas. A indicação deste número de 
participantes permite o alcance dos objetivos previstos, facilitando a circulação da palavra, a atenção 
às particularidades do coletivo, o acompanhamento às necessidades individuais, a mediação das 
situações de conflitos grupais, garantindo a efetiva convivência e o fortalecimento dos vínculos 
relacionais. 
Para que os objetivos do serviço sejam alcançados são necessários compreensão e 
conhecimento de processos grupais, a capacidade de intervenção nas mediações de relações de 
poder e conflitos, abertura para expressão das discordâncias, possibilitando transformações, 
afirmando identidades, potencializando a participação e produzindo uma convivência mais plena e 
plural. As diferenças e divergências são forças criativas e produtoras de movimento, necessárias à 
vida social e democrática e para o desenvolvimento do indivíduo. 
Neste sentido, as atividades que compõem a rotina do grupo de convivência devem ser 
diversificadas, pois o grupo caracteriza-se como espaço de escuta, de informação, de apoio 
individual e grupal. A diversificação das ações possibilita a promoção integral do indivíduo, tendo em 
vista que a vulnerabilidade social apresenta-se de formas diferentes e sob múltiplos aspectos, tais 
como: afetivos, cognitivos, econômicos e sociais. É fundamental a realização de atividades criativas, 
lúdicas e reflexivas, podendo ser desenvolvidas através de debates, palestras, oficinas culturais, 
físicas, recreativas, ações de solidariedade na comunidade, encontros sociais e de integração junto 
aos demais serviços ofertados no CRAS, na comunidade e na cidade. 
O grupo de convivência para idosos terá suas regras e atividades escolhidas num 
processo de construção coletiva. Envolvem encontros periódicos com um conjunto de 
 14 
pessoas que vivenciam questões de interesse comum, questões estas que serão 
compartilhadas e refletidas coletivamente através de metodologias diversas e 
enfatizando a dimensão da convivência. 
Segundo o Traçado Metodológico do Serviço de Convivência e Fortalecimento de 
Vínculos para Idosos, o mesmo está organizado em percursos, desenhados para compor 
um ciclo com duração de doze meses, que compreende o planejamento das atividades e 
organização do serviço. O ciclo objetiva dar sentido de movimento, buscando um modo 
integrado e orgânico de funcionar, reproduzindo três etapas, com duração aproximada de 
dois meses cada: o início do Serviço com o Percurso I, que objetiva constituir o grupo; o 
desenvolvimento do Serviço com os Percursos II, III e IV, que objetiva aprofundar os 
temas transversais propostos; e a conclusão do Serviço com o Percurso V, que objetiva 
encerrar o processo do ciclo metodológico e criar outras possibilidades de convívio e de 
projetos pessoais para as pessoas idosas. 
Assim, a ideia é que o serviço expresse este movimento cíclico, mas que ao final 
do último percurso, este se abra para outras possibilidades, representando um 
movimento que seria mais próximo de um espiral do que de um círculo. 
 8.1 Encaminhamento ao Serviço 
Os encaminhamentos ao SCFVI inserem-se na lógica de complementaridade do trabalho 
social com famílias realizado pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF e/ou 
Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos – PAEFI, executados 
respectivamente no CRAS e no CREAS. Assim, cabe às equipes técnicas dos referidos serviços 
identificar e avaliar as situações de prioridade vivenciadas pelos usuários, como critérios de ingresso 
no serviço, acompanhando diretamente este processo. 
As famílias dos usuários vinculados ao serviço também devem ser referenciadas ao 
PAIF/PAEFI. As informações de acompanhamento destas famílias do SCFVI são partilhadas e 
discutidas entre as referências dos serviços (SCFVI/PAIF/SAF/PAEFI), através de reuniões 
sistemáticas, na perspectiva de um atendimento integrado à família. 
 
 15 
8.2 O acesso ao serviço ocorrerá por: 
 Demanda espontânea dos idosos e/ou familiares; 
 Busca ativa; 
 Encaminhamento realizado pela rede socioassistencial dos níveis de proteção social básica 
e especial de média e alta complexidade; 
 Serviços das demais políticas públicas. 
8.3 As ações que compõem o SCFV para Idosos são as seguintes: 
 Encontros regulares do grupo de convivência e fortalecimento de vínculos com 
periodicidade semanal e duração de até duas horas (um encontro por semana de até duas 
horas); 
 Atividades de convívio de livre participação, realizadas no mínimo uma vez por semana 
(uma ou mais atividades de convívio); 
 Oficinas que aprofundem os temas abordados nos encontros regulares, realizadas pelo 
menos duas ao ano, com duração mínima de oito horas. 
8.3.1 Encontros Regulares 
 Os encontros regulares são constituídos por atividades reflexivas e vivenciais 
realizadas com periodicidade semanal, de até 2 horas, com a participação das pessoas 
idosas que integram o mesmo grupo. As atividades a serem desenvolvidas estão 
propostas em um ciclo organizado de 05 percursos, com duração de 12 meses, devendo 
ser planejadas, sistematizadas e avaliadas de forma contínua, com a participação das 
pessoas idosas. Os assuntos a serem abordados em cada percurso apresentam-se de 
forma organizada a partir de 03 eixos estruturantes e de 06 temas transversais. 
 
 
 16 
Eixos Estruturantes 
 Os eixos estruturantes visam planejar e organizar o serviço de modo que as 
atividades sejam desenvolvidas de maneira integrada e orgânica e se constituam em 
situações criativas e desafiadoras, visando alcançar os objetivos do SCFV para Idosos. 
 Convivência Social e Intergeracionalidade: Visa o desenvolvimento de ações 
de sociabilidades, o estímulo a vivências coletivas, o estar em grupo em ralação 
com o outro, privilegiando a convivência intergeracional, de modo a fortalecer os 
vínculos familiares e comunitários e prevenir riscos sociais como a segregação e o 
isolamento. A intergeracionalidade deve ser pensada não só na perspectiva 
familiar, mas também na comunitária. A convivência intergeracional valoriza a 
contribuição da pessoa idosa para a sociedade,reduz os preconceitos, produz 
novos sentidos e papéis sociais para as pessoas idosas, promove trocas afetivas 
e culturais, fortalece o sentimento de utilidade e enriquece o aprendizado das 
novas gerações com a vivência e experiência de pessoas mais velhas. 
 Envelhecimento Ativo e Saudável: Traduz a concepção do direito ao processo 
de envelhecer com dignidade e congrega uma visão da velhice ativa e saudável, 
através do desenvolvimento de ações orientadoras sobre práticas de autocuidado. 
Por meio deste eixo o SCFV para Idosos tem como objetivo a realização de 
atividades que tratem do processo de envelhecimento, de ser pessoa idosa, das 
perdas e ganhos advindos com a idade, produzindo espaços de reflexão, debate e 
vivências que permitam ressignificar experiências, desenvolver habilidades, 
capacidades, novas motivações e possibilitem a construção de projetos de vida. 
 Autonomia e Protagonismo: Objetiva fortalecer o processo de autonomia e 
independência da pessoa idosa e seu protagonismo social. Busca desenvolver a 
autonomia por meio de situações que proporcionem a realização de atividades 
que potencializem a capacidade pessoal de produção, de escolha e decisão, 
valorizando experiências de independência, fortalecendo a auto-estima, a 
identidade, o sentimento de liberdade e a sensação de domínio e controle sobre a 
própria vida. 
 17 
Temas Transversais: Além dos três eixos estruturantes propostos para o SCFV para 
Idosos apresentam-se a seguir, seis temas transversais a serem trabalhados com os 
grupos em atividades planejadas, de acordo com os objetivos do Serviço. 
 Envelhecimento e Direitos Humanos e Socioassistenciais: Aborda a 
concepção da pessoa idosa como sujeito de direitos, cidadã, participante ativa da 
sociedade, com direitos e deveres, através de ações práticas e reflexivas, 
baseadas nos conteúdos da Política Nacional de Assistência Social, da Política 
Nacional do Idoso, do Estatuto do Idoso, além de documentos de referência. Este 
tema contempla, informações sobre a importância da participação da pessoa 
idosa em conselhos e em outras instâncias de controle social. Orientações sobre 
serviços e programas sociais de proteção aos idosos são apresentados neste 
tema transversal, incluindo conteúdos que tratem da prevenção de riscos sociais, 
como a violência, isolamento e negligência contra a pessoa idosa. 
 Envelhecimento Ativo e Saudável: Aborda conteúdos sobre o processo de 
envelhecimento e as características biológicas, psicológicas, emocionais, 
espirituais e sociais da pessoa idosa. A concepção da velhice como uma fase do 
desenvolvimento humano, com suas perdas e ganhos, influenciada por aspectos 
culturais e sociais constituem a base para o debate neste tema transversal. 
Também são abordados conteúdos sobre a sexualidade, finitude humana e 
espiritualidade. São propostas atividades físicas, de esporte e lazer, através de 
recursos pedagógicos, lúdicos, esportivos e recreativos. 
 Memória, Arte e Cultura: Trabalha a importância da memória na vida da pessoa 
idosa, a arte e a cultura enquanto manifestação individual e coletiva. São 
propostas atividades práticas como roda de conversa sobre histórias de vida e da 
comunidade, o desenvolvimento de oficinas que estimulem habilidades artísticas e 
culturais, utilizando recursos lúdicos e pedagógicos. 
 Pessoa Idosa, Família e Gênero: Aborda a temática da família na 
contemporaneidade e a relação com a pessoa idosa, visando o fortalecimento de 
vínculos familiares e incentivando a convivência familiar. A questão da 
 18 
feminilidade da velhice também será tema de reflexão, abrangendo as diferenças 
de gênero nesta etapa da vida, abordando a atribuição social e cultural da mulher, 
inclusive a idosa, nas atividades de cuidado. Como atividade prática deste tema 
transversal, serão privilegiadas atividades intergeracionais compostas por pessoas 
de mesma família, incluindo a utilização de recursos audiovisuais, lúdicos e 
pedagógicos. 
 Envelhecimento e Participação Social: O tema Envelhecimento e Participação 
Social objetiva suscitar o debate e a reflexão sobre o papel e o lugar da pessoa 
idosa na sociedade e suas possibilidades de contribuição. Desta maneira, 
abordará conteúdos que possibilitem o exercício da cidadania, estimulem o 
protagonismo, a participação social da pessoa idosa, desenvolvendo autonomia, 
habilidades e capacidades, fortalecendo, assim, sua identidade, seu autocontrole 
e seu sentimento de sentir-se útil e capaz. Serão propostas atividades que 
proporcionem à pessoa idosa uma ampliação do conhecimento sobre a localidade 
em que mora, de modo a fortalecer vínculos comunitários, estimular trocas e 
interação social, e instigar a construção de novos projetos de vida e a participação 
cidadã. 
 Envelhecimento e Temas da Atualidade: O tema transversal Envelhecimento e 
Temas da Atualidade irá propor conteúdos e atividades relacionados à 
contemporaneidade, assuntos inovadores e característicos da sociedade atual, 
tais como o uso da tecnologia, meios de comunicação, meio ambiente e 
desenvolvimento sustentável, entre outros. Desta maneira, além de trazer 
informações sobre assuntos recentes, proporá atividades práticas como de 
inclusão digital, uso de novas tecnologias como cartão de banco e caixa 
automático, além de oficinas sobre temas relacionados ao meio ambiente como a 
relação com a natureza, reciclagem de lixo, produtos orgânicos e sustentáveis. 
Todos os temas transversais pretendem ter uma centralidade que os 
caracterizem, mas de modo aberto e processual que permitam uma contínua 
construção. O tema transversal Envelhecimento e Temas da Atualidade, por estar 
em sintonia com as inovações e assuntos da contemporaneidade, tem uma ênfase 
 19 
maior neste processo de construção conjunta e coletiva em que o papel do 
facilitador do grupo e a participação das pessoas idosas, com seus interesses, são 
fundamentais. 
8.3.2 Atividades de Convívio 
Consistem em atividades livres, recreativas, esportivas, culturais e de lazer, que 
visam à interação social das pessoas idosas e destas com a comunidade, como também 
o desenvolvimento de práticas de vida saudáveis, por meio da realização de atividades 
físicas e culturais. Deverá ser ofertada no mínimo uma atividade, com duração de duas 
horas semanais. 
Podem ser desenvolvidas várias atividades de convívio, de acordo com as 
possibilidades profissionais e de infraestrutura da unidade onde o Serviço é ofertado. 
8.3.3 Oficinas 
As oficinas visam aprofundar um tema desenvolvido no grupo, preferencialmente de 
maneira prática, utilizando uma carga horária maior que os encontros semanais, por 
exemplo, de oito horas, abrangendo atividades durante um dia inteiro ou por duas 
manhãs ou tardes, semestralmente. As oficinas devem abordar um tema específico e ser 
organizadas e planejadas para atingir objetivos determinados. Elas podem envolver 
apenas os participantes do grupo ou, dependendo de seus propósitos, pode ter a 
participação de outras pessoas. 
8.4 Planejamento e Avaliação 
O planejamento não deve ser compreendido como algo estático que só se realiza 
no início de um trabalho, perdendo seu sentido quando este é desenvolvido e conduzido 
pelo ritmo da realidade. Ele deve acompanhar a natureza mutável da realidade, 
aproximar-se de sua concretude, indicando novos horizontes, alimentando os sonhos, 
motivando para direções desejadas, baseado nas especificidades de cada território. 
A avaliação também deve ser concebida como atividade diária, incorporada em 
uma cultura de trabalho com qualidade. No SCFV para Idosos é indicado o processo 
 20 
avaliativo por meio de atividades lúdicas e criativas. Vale à pena acrescentar também a 
avaliação do usuário do serviço, ou seja, a avaliação da pessoa idosa sobre a atividade 
realizada, do atendimento recebido pelo profissional ou pela unidade. 
É um momento de reflexão que trazinformações úteis sobre o que está sendo 
avaliado. O mais importante é que tenha sentido para os idosos, que constituam em 
subsídios necessários para o aprimoramento do trabalho, oportunidade de gerar 
mudanças, novos aprendizados para aperfeiçoar e superar dificuldades e obstáculos. 
A avaliação deve ser feita de forma contínua e processual e, para isso, o ideal é 
que sejam aplicados instrumentos de registro que permitam uma sistematização das 
atividades, da experiência das pessoas e do grupo. Pode-se utilizar vários recursos de 
registro, desde a simples anotação, realização de painéis, cartazes, diários de registros, 
a recursos audiovisuais, como fotografia e filmagem. Este material forma um conjunto 
importante para o processo de avaliação e sendo produzido periodicamente e com a 
participação das pessoas idosas e do profissional responsável pelo grupo, reflete a vida 
do grupo, expressando uma riqueza de vivência que por si só já constitui em um 
processo de aprendizado. 
 
8.5 Desligamento 
A saída da pessoa idosa do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos 
poderá ocorrer durante o andamento do grupo, em razão de mudança de endereço, 
inserção em outros serviços ou atividades, desistência espontânea, superação de 
vulnerabilidade, entre outros. 
Essa situação deverá ser acompanhada pela equipe técnica do PAIF para 
compreender os motivos que levaram à desistência da participação e, assim, avaliar a 
decisão da pessoa idosa e suas demandas, que poderão ensejar a inserção em outro 
serviço de proteção e promoção. É possível que a saída da pessoa idosa gere uma 
demanda de acompanhamento, caso o motivo de sua saída esteja relacionado ao 
agravamento da situação de vulnerabilidade e risco social. Assim, as equipes do SCFVI 
 21 
e do PAIF devem prever fluxos de comunicação e encaminhamento deste tipo de 
situação, prioritariamente na reunião de equipe do CRAS. 
A saída da pessoa idosa do SCFVIdosos ao término do último percurso não é 
obrigatória. Os idosos devem ser informados sobre a possibilidade de sua saída dos 
encontros regulares, em razão da finalização do ciclo. Havendo o desligamento, este 
deverá ser precedido de uma avaliação individual com a pessoa idosa e registrado 
formalmente. 
Dependendo da avaliação a pessoa idosa poderá ser desligada apenas da 
participação dos encontros regulares e permanecer frequentando as atividades de 
convívio culturais, sociais e de lazer, possibilitando a continuidade da convivência e da 
participação na vida comunitária. 
 
9. RECURSOS 
9.1 Recursos Humanos 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos é organizado através de 
Encontros Regulares, Atividades de Convívio e Oficinas. O desenvolvimento dessas ações é 
executado pelo Educador Social, profissional com no mínimo nível médio de escolaridade, deve 
estar presente no cotidiano do grupo, facilitando as dinâmicas grupais e promovendo situações que 
possibilitem reflexões sobre a atuação e os papéis de cada indivíduo. Para tal, favorecerá o 
desenvolvimento de vínculos, de circulação e ampliação da comunicação, de promoção do 
sentimento de pertencimento, de convivência e respeito às diferenças, de mediação de conflitos, de 
cooperação e produção de um saber coletivo, de espaço criativo, visando a descoberta de 
potencialidades individuais e grupais. 
Ações do Educador Social no SCFVIdosos: 
 Organizar e desenvolver a ação do Encontro Regular, 1 vez por semana, ocupando 
1 turno, para atendimento a cada grupo de 25 pessoas idosas; 
 22 
 Organizar e desenvolver a ação de Atividade de Convívio, 1 vez por semana, 
ocupando 1 turno, para atendimento a cada grupo de 25 pessoa idosas; 
 Acompanhar, orientar e monitorar os usuários na execução das atividades; 
 Apoiar na organização de eventos artísticos, lúdicos, sociais e culturais nas unidades 
e na comunidade; 
 Participar das reuniões de equipe para a organização e planejamento das ações, 
avaliação de processos de trabalho, de fluxos e resultados; 
 Acompanhar e registrar a assiduidade dos usuários por meio de instrumentais 
específicos. 
 Acompanhar e registrar as conquistas dos usuários na superação das 
vulnerabilidades sociais, bem como, as dificuldades agravadas ao longo do processo 
de trabalho. 
 Desenvolver atividades que contribuam na prevenção de rompimentos de vínculos 
familiares e comunitários, possibilitando a superação de situações de fragilidade 
social vivenciadas. 
 Acompanhar o ingresso, frequência e o processo de convivência dos usuários nas 
atividades externas aos quais são encaminhados. 
9.2 Recursos Físicos 
Sala com capacidade para 25 pessoas idosas, com iluminação, ventilação, piso antiderrapante, 
ambiente limpo, salubridade, conservação e privacidade; 
Local de fácil acesso aos idosos; 
Instalações sanitárias acessíveis e com equipamentos de apoio adaptados para idosos; 
Estrutura para preparo do lanche. 
 23 
9.3 Recursos Materiais 
 Recursos materiais de caráter permanente para atendimento a um grupo de convivência 
com 25 idosos. 
 Material pedagógico de consumo para o desenvolvimento das ações metodológicas. 
 Material esportivo de recreação e lazer para o desenvolvimento das Atividades de Convívio. 
 Utensílios de cozinha para o preparo e oferta do kit lanche. 
 Produtos de alimentação para a confecção do lanche ofertado aos integrantes do 
SCFVIdosos. 
 
10. RECURSOS 
10.1 Humanos – Requisito mínimo para execução do SCFVIdosos 
Profissional Descrição Carga Horária Agenda da semana de 
20h 
1 Educador Social Profissional de nível 
superior que atue na 
área da Assistência 
Social 
 
 
 
20h para 
atendimento a 50 
idosos nucleados em 
2 grupos de 25 
idosos cada 
2 turnos para realização do 
Encontro Regular (1 turno 
para cada grupo). 
2 turnos para realização da 
Atividade de Convívio (1 
turno para cada grupo) 
1 turno para reunião de 
planejamento e avaliação. 
 
 24 
10.2 Materiais de Consumo 
Indicativo de materiais de consumo e materiais permanentes para execução do Serviço de 
Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos. 
10.2.1 Material de consumo pedagógico 
 
Material Descrição Unidade Quant. 
Balões Cores diversas, nº03, pac./100 
unidades 
pc 10 
 
 
Borracha Borracha macia e suave, aplicável 
sobre diversos tipos de superfície 
e para qualquer graduação de 
grafite, apaga lápis e lapiseira, 3,3 
x 2,3 x 0,08cm, 10/15gr, pc com 40 
unid. 
 
cx 01 
 
 
 
Caneta Caneta esferográfica, azul, ponta 
média(1,0mm), cx com 50 
unidades 
 
cx 01 
 
 
Caneta Hidrocor 
Pilot 
Ponta fina, conj.c/12 cores cj 10 
 
 
Cartolina Cor branca, formato 55x73cm un 30 
 
 
Clips Nº08, niquelado, c/25 peças cx 02 
 
Cola Branca líquida, secagem rápida, 
tubo plástico c/40g 
tb 10 
 
 
Cordão Algodão natural, nº 8/6, rolo rolo 
com 400m 
rl 04 
 
 
Envelope Plástico Incolor, transparente, s/furo, 
240x330 
ev 50 
 
EVA Pacote de placas de E.V.A., 1mm, 
48x40, com 10 folhas, cores 
diversas 
 
pc 05 
 
 
Fita Adesiva, cor branca, em papel 
crepe, tam 50x50 
 
rl 10 
 
 
 25 
Grampeador Metálico para papéis, pequeno, 
metálico, grampos 26/6 
pç 01 
 
 
Grampo 
p/grampeador 
Tam 26/6, cobreados, 
galvanizados, cx c/500 unidades 
cx 02 
 
 
Lápis preto Número 2 (HB), sem borracha pç 25 
 
 
Papel A4 Cor branca, 210x297mm pac 02 
 
 
Papel Kraft Puro, monolúcido, 60g/m2, largura 
60cm,16kg 
rl 02 
 
 
Pasta Pasta de polionda, com elástico, 
34x252 cm 
pç 30 
 
 
Régua Em pvc, 30cm, incolor, c/ divisão 
centímetros e milímetros 
pç 05 
 
 
Tesouras Para uso geral, em aço inox, 18cm 
662/7N 1 
 
 
pç 05 
 
 
 
 
 
10.2.2 Material de consumo / esportivo, lazer e recreação: 
 
Material Descrição Unidade Quant. 
Bola Plástica 
Grande 
Kit de 10 Bolas Bolão, Vinil/plástico, 
40cm aprox., cores variadas. 
 
cj 02 
Bola de 
borracha 
Borracha, nº12, 18,5cm 
 
 
 
pç 10 
Baralho Jogo de cartas, 57x89mm,com 52 
cartas 
 
cx 05 
Dominó Tradicional, 28 peças,em madeira, 
16x13x3,5cm ou similar (de osso) 
jg 04 
Colchonetes Colchonete para ginástica revestido 
em napa Cicap, na cor disponível no 
mercado, densidade aglomerado AG 
pç 25 
 26 
100, dimensões aproximadas 95 x 44 x 
3cm, peso aproximado 1,3kg. 
Bola de volei Bola de vôlei adulto, 22cm de 
diâmetro, couro sintético. 
pç 02 
Bambolê Material plástico, 65 cm, kit com 10 
bambolês, cores diversas. 
 
cj 03 
 
10.2.4 Material de Consumo / Utensílios para lanche 
 
Utensílio 
 
Descrição Unidade Quant. 
Bandeja Bandeja “Multi-Service”, de 
polipropileno, de 44x31x2cm, na cor 
branca. 
pç 05 
Caneca Caneca de vidro transparente, altura 
10,3cm, diâmetro 7,5cm, comprimento 
com alça 11cm, espessura 3mm, 
capacidade 300ml, peso 270ml. 
pç 25 
Chaleira Chaleira de alumínio polido, 100% 
puro, com capacidade de 5 litros, com 
pegador anatômico e antitérmico e 
com fundo usinado. 
pç 01 
Colher Colher de servir industrial, material de 
aço inox, de 32,5cm. 
 
pç 01 
Garfo Garfo para sobremesa com dentes 
longos, em aço inox. 
 
 
pç 25 
Garrafa Térmica Garrafa térmica, capacidade de 5 
litros, quente e frio, com torneira, alça 
para transporte, com bocal prático. 
pç 01 
Jarra Jarra plástica, com tampa térmica, 
capacidade de 4 litros. Medidas: 16cm 
de largura e 26cm de altura. 
pç 01 
Leiteira Leiteira em alumínio, de 6 litros, com 
cabo baquelite de 20cm. 
pç 01 
Pano de Prato Pano de prato, tecido 100% algodão. 
Medidas: 45cm x 80cm. 
pç 10 
Porta Filtro 
 
 
 
 
 
Porta filtro de café de plástico Nº 103 
 
 
 
pç 01 
 27 
Potes Potes para mantimentos de 05 peças, 
em plástico, com tampa. Composição: 
01 pote com capacidade de 1,2 litros; 
01 pote com capacidade de 1,94 litros; 
01 pote com capacidade de 3,88 litros; 
01 pote com capacidade de 5,66 litros; 
01 pote com capacidade de 8,45 litros. 
cj 01 
Prato Prato de sobremesa de vidro, 
refratário, cor marrom, liso, resistente 
a impacto, tipo Duralex. 
pç 25 
10.2.5 Material de Consumo / Lanche mensal para 01 grupo de 25 idosos: 
Item Quantidade 
Bolo 50g 25 unid. 
Cuca 50g 25 unid. 
Biscoito doce 40g 1 kg 
Biscoito salgado 40g 1 kg 
Café 1 cx 
Leite 20 litros 
Açúcar 1 kg 
Adoçante 1 unid. 
Chá 12 cx 
 28 
10.3 Material permanente 
Material Descrição Unidade Quant. 
Cadeira 
Cadeiras em polipropileno, cor disponível no 
mercado, alt. 860mm, compr. 500mm, larg. 
420mm, peso 2,32 kg, sem braço 
pç 30 
Mesa 
Mesas em polipropileno, resistentes, nas 
seguintes dimensões: larg. 70 x alt.70,5 x 
compr. 70, peso 3590 gr. Cor disponível no 
mercado. 
 
pç 10 
Armário 
Armário de aço, com duas portas, quatro 
prateleiras, porta com dobradiças internas, 
fechadura com duas chaves e maçaneta. 
Tratamento antiferrugem, pintado na cor 
padrão. Medidas: 198 x 100 x 45 cm. 
Confeccionado chapa nº 16 (suporte das 
dobradiças), nº 18 (batente das portas), nº 20 
(rodapés), nº 22 (lataria, tampo, fundo, costas, 
portas, reforços de lataria e das portas), peso 
aproximado 53 kg. 
pç 02 
Aparelho de som 
completo 
 
Carregador DC Power; Display de LED 
integrado; funcionalidade caixa de som portátil; 
potência rms 300RMS; impedância40; alto-
falante 12”; subwoofer 12”x1; Tweeter 5”x1; 
compatibilidade USB, cartão de memória TF, 
Rádio FM, AUX e microfone; tecnologia 
Bluetooth; Rádio FM frequência 88 – 108 MHz; 
formato de áudio MP3/WMA; entrada 
microfone/guitarra – P10, 1xRCA, Alimentação 
12V-VA DC; tempo de carregamento 12 V6 
600mAh; duração da bateria até 6 a *hs (80% 
do volume); tamanho da caixa de som 
37x55x31 cm; peso líquido 7,5kg; peso bruto 
9,2Kg. 
Itens inclusos na embalagem: Caixa de Som 
Portátil, Microfone, controle remoto, carregador 
DC Power e manual do usuário. 
pç 01 
 
 
 29 
10.4 Quadro geral de recursos orçamentários para execução do SCFVIdosos : 
DESCRIÇÃO VALOR PARA DOIS 
GRUPOS (50 IDOSOS) 
PERIODICIDADE 
Recursos Humanos R$ 2.550,00 Mensal 
Material de Consumo 
Alimentação/Lanche 
R$ 448,06 
 
Mensal 
Material de Consumo 
Pedagógico 
R$ 1.237,84 Recurso para implantação 
do serviço. 
Material de Consumo 
Esportivo, Lazer e Recreação 
R$ 1.731,60 Recurso para implantação 
do serviço. 
Material de Consumo 
Utensílios para lanche 
R$ 810,91 Recurso para implantação 
do serviço. 
Material Permanente R$ 5.184,36 Recurso para implantação 
 do serviço. 
 Planilha detalhada em anexo. 
 
 
 30 
11. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
BRASIL, Lei nº 8742 de 07 de dezembro de 1993. Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). 
BRASIL, Lei nº 8842 de 04 de dezembro de 1994. Política Nacional do Idoso. 
BRASIL, Lei nº 10.741 de 01 de outubro de 2003. Estatuto do Idoso. 
BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Resolução nº 109 de 11 de 
novembro de 2009. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. 
BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Orientações Técnicas: Centro 
de Referência de Assistência Social – CRAS. 1ª ed. – Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social 
e Combate à Fome, 2009. 
Diagnóstico Socioterritorial de Porto Alegre: análise dos territórios vulneráveis das 17 Regiões 
do Orçamento Participativo, setembro de 2020, Assessoria de Planejamento/Vigilância 
Socioassistencial, FASC/PMPA 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, dados de 2010 
MAFFIOLETTI, Virgínia Lúcia Reis. Velhice Família: Reflexões Clínicas. Revista Psicologia, Ciência 
e Profissão. Página 8. Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ, 2005. 
PERGUNTAS E RESPOSTAS – SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE 
VÍNCULOS/MDS, Brasília, agosto de 2014. 
PROJETO TÉCNICO DO PROGRAMA DE ATENÇÃO AO IDOSO – PAI, Fundação de 
Assistência Social e Cidadania, PMPA, julho de 2004. 
PROJETO TÉCNICO DO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS, 
Fundação de Assistência Social e Cidadania, PMPA, janeiro de 2010. 
PROJETO TÉCNICO DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA – 
PAIF, Fundação de Assistência Social e Cidadania, PMPA, janeiro de 2010. 
 31 
REORDENAMENTO DO SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS – 
PASSO A PASSO, Brasília, abril de 2013. 
SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS – ORIENTAÇÕES 
TÉCNICAS/MDS, Brasília, dezembro de 2012.

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