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Aula 09
SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito
Tributário
Autor:
Fábio Dutra
07 de Março de 2025
Fábio Dutra
Aula 09
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Exclusão do Crédito Tributário - Aspectos Gerais 3
..............................................................................................................................................................................................2) Isenção 5
..............................................................................................................................................................................................3) Anistia 9
..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Exclusão do Crédito Tributário - Multibancas 16
..............................................................................................................................................................................................5) Lista de Questões - Exclusão do Crédito Tributário - Multibancas 38
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EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Com a ocorrência do fato gerador, surge a obrigação tributária, sendo esta o liame ente o sujeito passivo e 
o fisco. Contudo, nem sempre a dívida chega a se tornar exigível pelo lançamento. Isso ocorre porque a 
exclusão do crédito tributário tem a função de impedir a sua constituição. 
Nesse sentido, veja que o crédito tributário não chega a ser constituído. Ilustrando a situação, conforme a 
linha do tempo por nós disponibilizada em aulas anteriores, teríamos algo da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
Estudamos em aula anterior que a legislação tributária que disponha sobre exclusão do crédito 
tributário deve ser interpretada literalmente. Reforçamos que, com essa aula, você também será capaz de 
responder as questões sobre interpretação da legislação tributária. 
Também é verdade que o art. 141 do CTN estabeleceu que o crédito tributário regularmente constituído só 
pode ter sua exigibilidade excluída nos casos previstos no próprio CTN. 
Vale frisar que a exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias. Ou 
seja, ainda que se deixe de arcar com a obrigação principal, a obrigação acessória subsiste. 
Ainda em relação à exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas modalidades, quais sejam: a isenção 
e a anistia. 
A distinção básica entre os institutos gira em torno da obrigação que está sendo excluída. Se a obrigação 
excluída se refere a um tributo, temos um caso de isenção; se a obrigação excluída se referir a uma multa, 
temos a anistia. 
Nesse ponto, é importante citar o § 6º, do art. 150, da CF/88: 
Art. 150 - (...): 
§ 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito 
presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá 
ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule 
exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou 
contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. 
Instituição do 
Tributo por lei 
Ocorrência da situação prevista 
em lei 
Lançamento 
Hipótese de 
Incidência 
Fato Gerador 
(Surge Obrigação Tribut.) 
Crédito 
Tributário 
EXCLUSÃO 
Isenção ou Anistia 
Fábio Dutra
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==338b5d==
 
 
 
Concessão de subsídio, isenção, redução de base de cálculo, crédito presumido, anistia ou 
remissão deve ser feita somente por lei específica. 
 
Daí, podemos concluir que, se o Município deseja isentar certo contribuinte do pagamento do IPTU, deve 
editar lei específica que regule exclusivamente sobre a isenção ou sobre o IPTU. O mesmo raciocínio deve 
ser aplicado aos tributos federais e estaduais e também às multas (anistia). 
Feitas tais observações passemos ao estudo isolado da isenção e da anistia. 
Fábio Dutra
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Isenção
Como foi visto, a isenção é a dispensa legal do pagamento de tributo devido, sendo
considerada uma decisão política. Portanto, a isenção é um típico benefício ou incentivo fiscal.
Lembre-se sempre de que a lei que concede isenção deve sempre ser específica.
De início, o CTN (art. 176, caput) assevera que a isenção, ainda quando prevista em
contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a
sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração.
O que nos chama atenção nesse momento é a isenção prevista em contrato. O que vem a
ser isso? Trata-se dos casos em que o ente federado celebra contrato, com o intuito de conceder
incentivos fiscais para atrair empresas para o seu território.
No entanto, com base no art. 176, caput, do CTN e no art. 150, § 6º, da CF/88, a isenção
deve ser concedida por lei. Nesse sentido, ainda que seja celebrado contrato, para o Direito
Tributário a isenção deve estar prevista em lei.
Observação: Nada impede que as regras contratuais sejam exigidas pela
empresa no âmbito do Poder Judiciário, caso a lei não venha ser editada. Neste
caso, não se trata da isenção.
Outro aspecto previsto no par. único do art. 176 é a possibilidade de a isenção ser restrita
a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela
peculiares.
No que se refere à União, sabemos que, via de regra, é vedado instituir tributo que não
seja uniforme em todo o território nacional, conforme preceitua o princípio da uniformidade
geográfica. Contudo, devemos lembrar que o legislador constituinte permitiu que haja concessão
de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico
entre as diferentes regiões do País.
Portanto, no tocante à União, a isenção pode ser restrita a determinada região do País,
desde que tenha como objetivo a promoção do equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico
entre as diferentes regiões do País.
A União também não pode instituir isenção relativa aos tributos de competência dos
demais entes federativos (Estados, Distrito Federal e Municípios), por força do art. 151, III, da
CF/88:
Art. 151. É vedado à União:
(...)
III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal
ou dos Municípios.
Esse dispositivo consagra o Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas. O que se
veda, com o princípio em análise, é que um ente político conceda isenção sobre tributo instituído
por outro. Tal benefício é chamado de isenção heterônoma. Assim sendo, não obstante tenha
sido vedado apenas à União, a lógica jurídica deve prevalecer, isto é, também é vedado aos
Estados instituir isenções de tributos municipais.
Fábio Dutra
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Tal regra, ao que parece, busca evidenciar algo que já se encontrava implícito na rígida
repartição de competência tributária na Constituição Federal de 1988. Ora, o ente competente
para isentar, renunciando receitas, deve ser o que é competente para tributar, forte no argumento
de resguardar o pacto federativo.
Princípio da Uniformidade Geográfica da Tributação � existe ressalva para a
União instituir benefícios fiscais (referentes aos tributos federais) entre as
diferentes regiões do País.
Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas � veda à União instituir isenções
relativas a tributos de competência de outros entes federativos.
Dando continuidade ao estudo da isenção, vejamos o que foi estabelecido no art. 177 do
CTN:
Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário,e os que, mesmo sem
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essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele.
b) A isenção tributária poderá estar prevista em contrato que, independentemente de
autorização legal, especifique as condições e os requisitos exigidos para a sua concessão, os
tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração.
c) É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
d) Decreto pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado,
remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito
passivo.
e) O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 4 (quatro) anos,
contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado.
Comentário:
Letra A: Na realidade, o art. 180, do CTN, prevê que a anistia abrange exclusivamente as infrações
cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei
como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude
ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa errada.
Letra B: A isenção, mesmo quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei específica do ente
competente para instituir o tributo a que se refere tal benefício fiscal. Alternativa errada.
Letra C: É o que consta no art. 170-A, do CTN: é vedada a compensação mediante o aproveitamento de
tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva
decisão judicial. Alternativa correta.
Letra D: A remissão deve ser sempre autorizada por meio de lei, conforme prevê o art. 172, do CTN.
Alternativa errada.
Letra E: O prazo decadencial é de 5 anos, e não 4 anos, como apontado na assertiva. Alternativa errada.
Gabarito: Letra C
33.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2017
Assinale a alternativa correta.
a) A norma de isenção se aloca no plano da definição da competência tributária, não ocorrendo,
portanto, o fato imponível, por não existir a possibilidade de formulação da hipótese de
incidência.
b) As imunidades e isenções não se distinguem a partir da fonte formal da qual emanam.
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c) As isenções técnicas são legitimamente reconhecidas ante a ausência de capacidade
contributiva como a concedida visando à preservação do mínimo vital ou destinada a uma pessoa
jurídica para que possa desenvolver suas atividades.
d) A imunidade política é também denominada de imunidade recíproca e veda a tributação sobre
patrimônio, renda e serviços das pessoas jurídico-políticas (União, Estados, Distrito Federal e
Municípios).
Comentário:
Letra A: A isenção configura mera dispensa legal do pagamento do tributo, com base no exercício da
competência tributária, e não no plano de sua definição, isto é, com base em norma constitucional.
Alternativa errada.
Letra B: De fato, existe distinção entre a imunidade e a isenção, no que diz respeito à fonte formal da qual
emanam: a imunidade procede da CF/88, e a isenção, da lei. Alternativa errada.
Letra C: As isenções podem ser técnicas ou políticas. São técnicas quando reconhecidas ante a ausência da
capacidade contributiva da pessoa. São políticas quando acabam por beneficiar pessoas que possuem
capacidade contributiva, em razão de outras finalidades. Alternativa correta.
Letra D: A imunidade recíproca não é política, e sim ontológica, já que configura decorrência da forma
federativa de Estado, visando proteger a autonomia financeira dos entes federativos. Alternativa errada.
Gabarito: Letra C
34.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2015
Na disciplina das isenções, imunidades e hipóteses de não incidência, é correto afirmar que
a) quem pode isentar também pode conceder imunidade.
b) quem pode tributar pode isentar.
c) alíquota zero e isenção são expressões juridicamente equivalentes.
d) não incidência é situação juridicamente distinta de imunidade e de não competência.
Comentário:
Letra A: A origem da imunidade está na Constituição Federal, e a origem da isenção, na lei. Logo, o ente que
pode isentar não pode conceder imunidade. Alternativa errada.
Letra B: A isenção atua no próprio exercício da competência tributária. Portanto, o ente que pode tributar,
também pode isentar. Alternativa correta.
Letra C: Embora o efeito prático seja equivalente, não se trata de expressões juridicamente equivalentes.
Alternativa errada.
Fábio Dutra
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Letra D: Pode-se dizer que a imunidade constitui uma hipótese de não incidência (qualificada na CF/88),
por determinação constitucional. Por esse mesmo motivo, é conhecida como uma forma de não
competência do ente tributante. Alternativa errada.
Gabarito: Letra B
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LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES
Exclusão do Crédito Tributário
1. Instituto ACCESS/PGE-PE-Direito/2024
Sobre os Créditos Tributários. O art. 141 do CTN estabeleceu que “o crédito tributário
regularmente constituído só pode ter sua exigibilidade excluída nos casos previstos no próprio
CTN.” Com relação a exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas modalidades. Assinale
a alternativa que contenha essas duas modalidades:
a)  isenção e extinção.
b)  anistia e suspenção.
c)  isenção e anistia.
d)  anistia e extinção.
2. IDIB/Pref. Formosa-Fiscal/2024
Figurando como um conceito fundamental no Sistema Tributário Brasileiro, o Crédito Tributário
refere-se à obrigação legal do contribuinte de pagar um tributo ao Estado, surgindo quando
ocorre o fato gerador previsto em lei que enseja a obrigação tributária. Nesse sentido, de acordo
com o Código Tributário Nacional, sabe-se que o(a)
a)  isenção e a anistia são formas de extinção do crédito tributário.
b)  parcelamento e a compensação são formas de exclusão do crédito tributário.
c)  parcelamento e o depósito integral são formas de suspensão do crédito tributário.
d)  consignação em pagamento e a transação são formas de suspensão do crédito tributário.
3. Instituto AOCP - AFRM (Pref Uberaba)/Pref Uberaba/2024
No Código Tributário Nacional, as modalidades de suspensão do crédito tributário são:
a)  pagamento, compensação e transação.
b)  decadência, prescrição e pagamento.
c)  moratória, depósito do seu montante integral, reclamações e recursos.
d)  isenção, anistia e moratória.
4. FGV/Câmara dos Deputados-Consultor/2024
O sistema tributário brasileiro prevê diversas hipóteses que impedem a incidência ou afastam o
pagamento de tributos. Entre essas possibilidades merecem destaque os casos de não
incidência, isenção e alíquota zero.
Fábio Dutra
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Acerca desses conceitos, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
(  ) A não incidência trata de situações em que o legislador poderia criar o tributo, por ausência
de vedação constitucional, mas decidiu não fazê-lo.
(  ) Na isenção, o entendimento prevalente na doutrina é no sentido de que existem duas normas
em sentidos opostos, uma que institui o tributo e outra que dispensa o pagamento em
determinadas situações.
(  ) A alíquota zero não se confunde com a isenção, por se tratar de hipótese em que o tributo
incide normalmente, sem qualquer restrição ou dispensa de pagamento.
As afirmativas são, respectivamente,
a)  V – F – F.
b)  V – F – V.
c)  V – V – V.
d)  F – F – V.
e)  F – V – F.
5. FGV/Pref Caraguatatuba-Fiscal/2024Sobre as isenções tributárias no Brasil, analise as afirmativas a seguir.
I. A isenção tributária é uma limitação imposta pela Constituição aos poderes tributários do
Estado ou Município.
II. A isenção tributária dispensa os beneficiados da apresentação de declarações, prestação de
contas e cumprimento de outras exigências legais associadas ao tributo isento.
III. Pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e doadores a entidades beneficentes
são exemplos de pessoas físicas que podem se beneficiar da isenção de tributos.
Está correto o que se afirma em
a)  I, apenas.
b)  II, apenas.
c)  III, apenas.
d)  I e III, apenas.
e)  II e III, apenas.
6. FGV/Câmara Municipal-Fortaleza-Consultor/2024
Relacione as hipóteses de suspensão de exigibilidade, exclusão e extinção do crédito tributário
às respectivas definições.
1. Anistia
2. Moratória
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3. Remissão
4. Isenção
(  ) É hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito, consistente na prorrogação, por lei, do
prazo para pagamento do tributo.
(  ) É hipótese de exclusão do crédito tributário que abrange exclusivamente as infrações
cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede.
(  ) É hipótese de extinção do crédito tributário consistente no perdão total ou parcial do tributo
já lançado, concedida por lei específica.
(  ) É hipótese de exclusão do crédito tributário consistente na dispensa legal do pagamento de
um tributo previsto em lei.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
a)  2 – 1 – 3 – 4.
b)  3 – 2 – 4 – 1.
c)  1 – 3 – 2 – 4.
d)  4 – 3 – 2 – 1.
e)  1 – 2 – 3 – 4.
7. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2024
Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo
item.
Aplica-se retroativamente lei que conceda isenção àqueles contribuintes que não tiverem
recolhido o tributo devido à época, mas se encontravam contemplados pela nova legislação.
8. FUNDATEC/Água de Ivoti/2024
Sobre a isenção e a anistia, e seu regramento segundo o Código Tributário Nacional, assinale a
alternativa INCORRETA.
a) A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho
da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do
preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para
sua concessão.
b) Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho que efetiva a isenção
será renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a
partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade
do reconhecimento da isenção.
c) A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho
da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do
preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua
concessão.
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d) O despacho que defere a anistia gera direito adquirido.
e) A anistia pode ser concedida limitadamente a determinada região do território da entidade
tributante, em função de condições a ela peculiares.
9. FUNDATEC/PGE SP/2023
Sobre o crédito tributário e o que dispõe o Código Tributário Nacional acerca das causas de sua
extinção, assinale a alternativa correta.
a) Extinguem o crédito tributário a remissão, a transação, a compensação e a conversão do
depósito em renda.
b) A compensação, o parcelamento e a remissão são causas de extinção do crédito tributário.
c) Em matéria tributária, a prescrição extingue a pretensão executiva processual, mas não afeta o
crédito tributário, que continua exigível por meios alternativos à execução fiscal, como o
protesto, ao contrário do que acontece com a decadência, que extingue em definitivo o crédito
tributário.
d) Prescrição, decadência, parcelamento e decisão judicial passada em julgado são causas
extintivas do crédito tributário.
e) A conversão de depósito em renda e a moratória são causas extintivas do crédito tributário.
10.CEBRASPE/Del Pol (PC PE)/PC PE/2024
De acordo com o CTN, excluem o crédito tributário
a) o pagamento e a transação.
b) a moratória e o parcelamento.
c) as reclamações e os recursos.
d) a prescrição e a decadência.
e) a anistia e a isenção.
11.VUNESP/Auditor de Controle Externo (TCM SP)/Ciências Jurídicas/2023
De acordo com a disposição expressa do Código Tributário Nacional, a _________ abrange
exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede e consiste
em uma causa de ________ do crédito tributário.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do enunciado.
A) isenção ... exclusão
B) moratória ... suspensão
C) remissão ... extinção
D) remissão ... suspensão
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E) anistia ... exclusão
12.VUNESP/Fiscal de Tributos (Pref Guaratinguetá)/2022
Exclui o crédito tributário:
A) a anistia.
B) a remissão.
C) a transação.
D) a compensação.
E) a conversão do depósito em renda.
13.FCC/Pref.Recife-Analista de Gestão Contábil/2019
No que tange às isenções de impostos, inclusive municipais, o Código Tributário Nacional
estabelece que
a) a isenção concedida a contribuintes do IPTU não pode ser restrita a determinada região do
território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares.
b) a isenção do ISSQN, desde que expressamente prevista em contrato firmado entre o
Município e as empresas de construção civil, prescinde da edição de lei que especifique as
condições e requisitos exigidos para a sua concessão, bem como o prazo de sua duração.
c) a isenção de ISSQN aos prestadores de serviço de hotelaria, concedida para vigorar durante os
três meses em que se celebrarão os festejos de 100 anos da emancipação do Município, e desde
que o estádio de futebol local esteja pronto para abrigar a sede dos festejos, poderá ser
revogada, por ato do chefe do Poder Executivo municipal, se esta autoridade, posteriormente,
mudar de ideia e desistir de realizar esses festejos.
d) as isenções são formas de extinção do crédito tributário e sua concessão, como regra,
dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo
crédito seja excluído.
e) a isenção do ITBI, concedida apenas em relação às transmissões onerosas de imóveis
localizados a menos de 1.000 metros de distância do pântano existente no território do
Município, deve ser efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa.
14.FCC/SEFAZ BA-Auditor Fiscal/2019
Conforme o Código Tributário Nacional, são casos de exclusão do crédito tributário a isenção e
anistia, sendo que a
a) isenção é sempre decorrente de lei, salvo quando prevista em contrato.
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b) concessão de anistia, decorrente de infração tributária, compete privativamente ao Presidente
da República, sem necessidade da sanção do Congresso Nacional, conforme dispõe,
expressamente, o Código Tributário Nacional.
c) Constituição Federal veda à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados,
do Distrito Federal ou dos Municípios.
d) anistia abrange somente as infrações cometidas após a vigência da lei que a concede, não se
aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções, mas se aplicando aos atos
praticados apenas com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em
benefício daquele.
e) isenção concedida a determinado imposto sobre propriedade é extensiva às taxas relacionadas
com o referido bem e aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.
15.FCC/PGE-MT-Procurador/2016
O perdão parcialde multa pecuniária regularmente constituída mediante o lançamento de ofício
do qual o contribuinte tenha sido devidamente notificado, em decorrência da adesão voluntária,
por parte do contribuinte, a um “programa de regularização fiscal” criado por lei, consiste em:
a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade parcelamento com desconto.
b) exclusão do crédito tributário, na modalidade remissão de débitos.
c) exclusão do crédito tributário, na modalidade parcelamento de débitos.
d) exclusão do crédito tributário, na modalidade anistia.
e) extinção do crédito mediante desconto condicional.
16.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016
Com suporte nas normas do CTN que disciplinam a concessão e a revogação de isenções,
pode-se afirmar que
a) a lei que conceder a isenção, deverá, entre outras coisas, especificar as condições para sua
concessão e os tributos a que se aplica.
b) toda lei que conceder a isenção, deverá especificar o prazo de sua duração, quando for
concedida por prazo certo, vedada a concessão por prazo certo superior a cinco anos.
c) a isenção não pode ser restrita a regiões ou partes do território da entidade tributante.
d) essas isenções, quando previstas em contrato firmado com o ente tributante, dispensam a
edição de lei.
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e) a isenção pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, mesmo se concedida
em função de determinadas condições e por prazo certo e de até dois exercícios.
17.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016
Relativamente às isenções tributárias, é correto afirmar, com base na Constituição Federal e no
Código Tributário Nacional que a concessão de isenção para impostos não é extensiva às taxas e
às contribuições de melhoria, salvo disposição de lei em contrário.
18.FCC/PGE-MA-Procurador/2016
A respeito do instituto da isenção, é correto afirmar:
a) Não pode, de forma alguma, ser restrita a determinada região do território da entidade
tributante, tendo em vista o princípio da uniformidade geográfica. b) Tendo em vista o princípio
da legalidade, a lei pode, sem exceção e a qualquer tempo, revogar ou modificar a isenção
concedida.
c) Quando já concedida, não pode ser alterada ou modificada, se a concessão foi por prazo certo
e em função de determinadas condições.
d) De acordo com o Código Tributário Nacional, a lei que extingue ou reduz isenção dos
impostos sobre o patrimônio ou renda não precisa obedecer ao princípio da anterioridade.
e) Segundo a Constituição Federal, a União é competente para instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
19.FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016
Um contribuinte do ICMS emitiu o documento fiscal nº 1001, consignando, deliberadamente,
como destinatária do documento, pessoa diversa daquela a quem a mercadoria seria
efetivamente entregue. Não houve, todavia, prejuízo no pagamento do imposto, por tratar-se de
mercadoria não sujeita à incidência do ICMS. Dias depois, esse mesmo contribuinte combinou
com cliente seu, que emitiria, como de fato emitiu, o documento fiscal de no 2002, referente a
operação tributada, fazendo constar nesse documento, como valor da operação e da base de
cálculo do ICMS, valor equivalente a 50% do efetivo valor da operação e da base de cálculo. As
duas infrações ocorreram no mesmo mês.
Dois anos depois de cometidas essas infrações, o Estado, mediante lei ordinária, anistiou os
contribuintes do ICMS que tivessem cometido infrações contra a legislação desse imposto. Tendo
como base o CTN, é correto afirmar que a infração relacionada com o documento fiscal
a) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada, concomitantemente,
como crime na lei penal.
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b) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois o contribuinte agiu com dolo.
c) no 2002 não pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada,
concomitantemente, como contravenção na lei penal.
d) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois ela não ocasionou prejuízo no pagamento do ICMS.
e) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois as duas infrações foram cometidas pelo
contribuinte, no mesmo ano civil, sendo que somente a infração cometida em primeiro lugar é
que poderia ser anistiada.
20.FCC/CREMESP-Advogado/2016
No tocante a exclusão do crédito tributário, considere:
I. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias
dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente.
II. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as
condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o
prazo de sua duração.
III. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva às taxas e às contribuições de
melhoria.
IV. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva aos tributos instituídos
posteriormente à sua concessão.
Está correto o que consta APENAS em
a) I, II e IV.
b) II e III.
c) II, III e IV.
d) I e III.
e) I e II.
21.FCC/TJ AL-Juiz Estadual/2015
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O Regulamento do ICMS de um determinado Estado brasileiro, aprovado por decreto subscrito
por seu Governador, criou a seguinte norma (hipotética), para ser aplicada pelas autoridades
julgadoras do Tribunal Administrativo Tributário daquele Estado:
“A multa aplicada nos termos do artigo “x” poderá ser dispensada ou reduzida por órgão
julgador administrativo, desde que a infração tenha sido praticada sem dolo, fraude ou
simulação, e não implique falta de pagamento do imposto.”
De acordo com que o CTN dispõe a respeito de dispensa ou de redução de penalidades, a
referida norma
a) não poderia ter sido criada por meio de decreto estadual.
b) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de extinção do crédito tributário, não
contemplada no CTN.
c) só poderia ter sido criada por lei complementar estadual.
d) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de exclusão do crédito tributário, não
contemplada no CTN.
e) pode reduzir penalidades, nos termos estabelecidos por lei complementar estadual, mas não
poderia tê-las dispensado.
22.FCC/TCM-RJ-Procurador/2015
A anistia de caráter geral
a) pode alcançar infrações cometidas posteriormente à vigência da lei que a concedeu, desde
que concedida em caráter específico.
b) somente tem lugar diante da denúncia espontânea da infração, sendo dispensada lei para sua
concessão, pois refere-se à obrigação tributária acessória.
c) tem lugar para perdoar crédito tributário cujo fato gerador foi praticado com dolo, fraude ou
simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele, desde que expressamente
veiculada por lei do ente competente para instituir o tributo.
d) se concede apenas mediante requerimento comprovando preenchimento de determinados
requisitos legais já discriminados no Código Tributário Nacional e despacho da autoridade
administrativa competente.
e) não se aplica a atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem
essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele.
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23.CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019
Isenção do crédito tributário estabelecida por determinada lei federal
a) dispensará o cumprimento de obrigações acessórias.
b) será extensiva aos tributos que venham a ser criados após a concessão dessa isenção, se tiver
sido destinada a determinado grupo de pessoas.
c) não alcançará as taxas, mas apenas as contribuições de melhoria, caso seja destinada a
determinado grupo de pessoas.d) não poderá ser restritivamente concedida a uma região do território da entidade tributante.
e) poderá ser concedida sob determinadas condições ou por prazo certo.
24.CESPE/Polícia Federal-Delegado/2018
As isenções tributárias onerosas e concedidas por prazo certo geram direito adquirido à sua
fruição pelo beneficiário, no prazo em que for estipulado, desde que ele cumpra as condições
previstas na lei.
25.CESPE/Pref. Belo Horizonte-MG-Procurador/2017
A isenção exclui o crédito tributário, mas não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias
dependentes da obrigação principal cujo crédito tenha sido excluído.
26.CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016
Situação hipotética: Mesmo ocorrendo o fato gerador de obrigação tributária, o Estado, por meio
de lei, exclui a possibilidade de se exigir o pagamento do crédito tributário relativo a tal
obrigação.
Assertiva: Essa situação configura hipótese de isenção de tributo.
27.CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015
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==338b5d==
Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: A moratória e a
concessão de medida liminar em mandado de segurança são casos de suspensão do crédito
tributário, ao passo que a anistia e a isenção são casos de extinção do crédito tributário.
28.CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016
A exclusão do crédito tributário dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes
da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente.
29.CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros /2014
Considera-se causa de exclusão do crédito tributário a
a) anistia.
b) compensação.
c) transação.
d) prescrição.
e) conversão do depósito em renda.
30.FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015
João, 75 anos, proprietário de imóvel, recebeu uma carta da municipalidade com a comunicação
de que, mesmo tendo ocorrido o fato gerador do IPTU, não haveria necessidade de realização
do pagamento, uma vez que fora aprovada no ano anterior uma lei que isentava os moradores
com idade acima de 70 anos. Nesse caso, a lei estabeleceu uma:
a) imunidade;
b) suspensão;
c) exclusão;
d) compensação;
e) remissão.
31.FGV/CODEMIG-Advogado Societário/2015
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A norma que impede que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituam e
cobrem mutuamente impostos sobre seus patrimônios, rendas ou serviços é uma espécie de:
a) imunidade;
b) suspensão;
c) isenção;
d) exclusão;
e) extinção.
32.VUNESP/IPRESB-Controlador Interno/2017
Com relação à extinção e à exclusão do crédito tributário, assinale a alternativa correta.
a) A anistia poderá abranger as infrações cometidas anteriormente e após a vigência da lei que a
concede, além de atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e os que, mesmo sem
essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele.
b) A isenção tributária poderá estar prevista em contrato que, independentemente de
autorização legal, especifique as condições e os requisitos exigidos para a sua concessão, os
tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração.
c) É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
d) Decreto pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado,
remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito
passivo.
e) O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 4 (quatro) anos,
contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado.
33.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2017
Assinale a alternativa correta.
a) A norma de isenção se aloca no plano da definição da competência tributária, não ocorrendo,
portanto, o fato imponível, por não existir a possibilidade de formulação da hipótese de
incidência.
b) As imunidades e isenções não se distinguem a partir da fonte formal da qual emanam.
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c) As isenções técnicas são legitimamente reconhecidas ante a ausência de capacidade
contributiva como a concedida visando à preservação do mínimo vital ou destinada a uma pessoa
jurídica para que possa desenvolver suas atividades.
d) A imunidade política é também denominada de imunidade recíproca e veda a tributação sobre
patrimônio, renda e serviços das pessoas jurídico-políticas (União, Estados, Distrito Federal e
Municípios).
34.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2015
Na disciplina das isenções, imunidades e hipóteses de não incidência, é correto afirmar que
a) quem pode isentar também pode conceder imunidade.
b) quem pode tributar pode isentar.
c) alíquota zero e isenção são expressões juridicamente equivalentes.
d) não incidência é situação juridicamente distinta de imunidade e de não competência.
GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES
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1. C
2. C
3. C
4. C
5. C
6. A
7. E
8. D
9. A
10. E
11. E
12. A
13. E
14. C
15. D
16. A
17. C
18. C
19. B
20. E
21. A
22. E
23. E
24. C
25. C
26. C
27. E
28. E
29. A
30. C
31. A
32. C
33. C
34. B
14
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52a isenção não é extensiva:
I - às taxas e às contribuições de melhoria;
II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.
Como regra, a isenção não é aplicável às taxas e às contribuições de melhoria, por serem
tributos de caráter contraprestacional, ou seja, há a realização de alguma atividade estatal que
justifique a cobrança. Soaria estranho prestar o serviço e não tributá-lo.
No entanto, veja que tudo isso ocorre, salvo disposição de lei em contrário, o que torna
perfeitamente possível a isenção de taxas, por exemplo, desde que a lei assim preveja.
A restrição do art. 177, II, do CTN, tem por objetivo evitar que a isenção se estenda a
tributos que ainda não foram instituídos (não houve exercício da competência tributária). No
entanto, cabe ressaltar que o dispositivo também é aplicável, salvo disposição de lei em
contrário.
Se cair em prova que a isenção nunca é extensiva aos tributos que ainda não
foram instituídos, está errado!
Em relação à isenção, assim como ocorre com os demais incentivos fiscais, esta pode ser
concedida em caráter individual ou em caráter geral.
A isenção concedida em caráter individual ocorre quando o benefício é restrito a
determinadas pessoas, que preencham os requisitos estabelecidos pela lei. Dessa forma, para
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que as pessoas gozem da isenção, é necessário que comprovem à autoridade administrativa que
estão entre aquelas às quais a lei restringiu. Fica, então, a isenção efetivada pelo despacho da
autoridade (CTN, art. 179, caput).
Exemplo: Isenção de IPI concedida aos deficientes físicos. Deve comprovar que é deficiente.
A isenção concedida em caráter geral, por outro lado, ocorre quando a lei generaliza os
sujeitos passivos que serão beneficiados. Não há, portanto, necessidade de comprovação, nem
despacho individual por parte da autoridade administrativa.
Exemplo: Isenção de IPTU a todos os moradores do Município de Vitória da Conquista. Alcança
todos os proprietários de imóveis urbanos, independentemente de qualquer comprovação.
No que se refere à isenção concedida em caráter individual, quando se tratar de tributos
lançados por período certo de tempo, o despacho que efetivou a isenção deve ser renovado
antes da expiração de cada período. Se não o for, cessam os efeitos da isenção a partir do
primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do
reconhecimento da isenção (CTN, art. 179, § 1º).
Nesse momento, é importante relembrar do mnemônico MARIPA. Aplicam-se as regras da
moratória concedida em caráter individual (CTN, art. 155) à isenção, quando também estiver
sendo concedida individualmente.
Vamos, então, relembrar como funciona: você deve saber que a isenção individual não
gera direito adquirido. Por isso, em alguns casos, basta que o sujeito passivo comprove que faz
parte do rol daqueles alcançados pela isenção. Em outros, no entanto, o sujeito passivo pode ter
que comprovar que continua sendo alcançado pela lei, ou seja, continua isento.
De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições, a isenção é
revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o crédito tributário acrescido de juros de
mora. Caso seja constatado que houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se
beneficiar ilicitamente da isenção, haverá, ainda, imposição de penalidade. Veja, pois, que será
aplicado, quando cabível, o art. 155, que se refere à moratória individual.
Por fim, vamos entender o que diz a texto do art. 178 do CTN, abaixo citado:
Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de
determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer
tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104.
Nós vimos que a isenção decorre de opção política. Portanto, as isenções possuem caráter
precário, permitindo que, a qualquer tempo, novas leis venham revogar as isenções
anteriormente concedidas. Essa é a regra: precariedade.
No entanto, as denominadas isenções onerosas não podem ser livremente suprimidas. As
isenções onerosas são aquelas concedidas com prazo certo e em função de determinadas
condições.
As isenções possuem prazo certo quando a lei concessiva estabelece um período para
fruição do benefício fiscal (5 anos, por exemplo). As isenções são concedidas em função de
determinadas condições quando se exige do contribuinte uma contraprestação, como condição
para que goze do incentivo fiscal (construção de uma escola, por exemplo).
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==338b5d==
Nesse sentido, quem cumpre com as determinações da lei para gozar da isenção, possui
direito adquirido ao benefício, ainda que a lei concessória venha a ser revogada.
É nessa linha que o STF entendeu, ao editar a Súmula 544:
Súmula STF 544 - Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem
ser livremente suprimidas.
Isenções onerosas: prazo certo e condições.
Isenções onerosas: direito adquirido.
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Anistia
Da mesma forma como ocorre com a isenção, por se causa de exclusão do crédito
tributário, a anistia impede a constituição do crédito tributário. No entanto, neste caso, estamos
tratando do perdão de infrações.
Ora, a multa é consequência de uma infração à legislação tributária, correto? Sendo assim,
somente é possível conceder anistia em relação às infrações cometidas antes da vigência da lei
que a concede. Caso contrário, se fosse possível perdoar uma infração que ainda poderia ser
cometida, certamente seria um estímulo à sua prática, concorda?
A anistia ocorre em momento anterior ou posterior ao lançamento tributário
(constituição do crédito tributário)?
Adotamos a linha doutrinária mais consentânea com a redação do CTN, que seria
a anistia o perdão de infrações cujas penalidades ainda não foram lançadas. Se já
houver constituição do respectivo crédito tributário (via auto de infração, por
exemplo), não haveria que se falar em anistia (exclusão do crédito tributário),
mas em remissão (extinção do crédito tributário).
Ocorre, porém, que a doutrina também considera a anistia como aplicável às
penalidades lançadas ou não, como é o caso de Luciano Amaro1: “e o mesmo se
deve dizer da anistia, que tanto é aplicável às infrações cujas sanções pecuniárias
já tenham sido descritas num auto de infração como àquelas que ainda não
foram apuradas pelo Fisco...”.
Vale ressaltar que esta mesma doutrina considera que a remissão seria aplicável
tão somente aos tributos, mas não às multas tributárias.
É importante ressaltar que, em alguns casos, a anistia não se aplica. São eles (CTN, art.
180, I e II):
● Aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa
qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele;
● Salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre duas ou mais pessoas
naturais ou jurídicas.
Veja que quando os ilícitos se configuram crimes ou contravenções não é possível
conceder anistia, ou seja, quando, além de infringir a lei tributária, são caracterizados como
delitos penais.
1 AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 14ª Ed. Pág. 457.
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Do mesmo modo, também não é possível anistiar os atos que, mesmo não sendo
caracterizados como crimes ou contravenções, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação
pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele.
Destaque-se que as infrações resultantes do conluio entre duas ou mais pessoas, sejam
elas naturais ou jurídicas, também não podem ser anistiadas, salvo disposição de lei em
contrário.
Observação: Conluio é o ajuste entre duas ou mais pessoas que praticam atoscom o intuito de ludibriar a Fazenda Pública.
Observe que o legislador comete uma grave imprecisão. Vimos que as infrações
cometidas com dolo (intencionais) não podem ser anistiadas. Contudo, as infrações resultantes
de conluio são inegavelmente infrações dolosas.
Da mesma forma que a isenção, o CTN também previu que a anistia pode ser concedida
em caráter geral ou individual:
Art. 181. A anistia pode ser concedida:
I - em caráter geral;
II - limitadamente:
a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;
b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante,
conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;
c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de
condições a ela peculiares;
d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a
conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade
administrativa.
Dessa forma, é possível que a anistia se restrinja às infrações relativas a determinado
tributo (alínea “a”), como o imposto de renda. Também podemos ter perdão de infrações até
certo montante (alínea “b”), acima do qual os infratores continuam obrigados a pagar.
A anistia pode se limitar a determinada região do território do ente tributante (alínea “c”)
ou mesmo ficar condicionada ao pagamento do tributo dentro do prazo estabelecido pela lei ou
pela autoridade administrativa se a ela a lei atribuir tal dever (alínea “d”).
Ainda no que concerne à anistia concedida individualmente, lembre-se que, da mesma
forma como ocorre com a isenção, o perdão é concedido por meio de despacho da autoridade
administrativa, devendo o interessado comprovar que preenche as condições legais, formulando
o requerimento (CTN, art. 182).
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Lembra-se do mnemônico MARIPA? À anistia concedida individualmente aplicam-se,
quando cabível, as regras relativas à moratória (art. 155), quando concedida de forma
semelhante.
Vamos, novamente, relembrar? Volte ao art. 155 e faça nova leitura, adaptando, é claro, o
texto à anistia.
DICA DE PROVA: Para acertar as questões que cobram hipóteses de suspensão,
extinção e exclusão do crédito tributário, o mais simples é memorizar as
modalidades de suspensão (MORDER e LIMPAR) e as de exclusão, isenção e
anistia. Feito isso, e tendo uma noção razoável das hipóteses de extinção, será
bem mais simples “matar” a questão.
Embora a doutrina majoritária entenda que, sendo causa de exclusão do crédito
tributário, a anistia é concedida antes do lançamento relativo à aplicação da
penalidade, o autor Luciano Amaro2 deixa claro que o contribuinte pode se
beneficiar da anistia mesmo após a notificação ao contribuinte da infração, isto é,
após o lançamento.
Destacamos que, recentemente, a FCC adotou esta linha!
(MPE-CE-Promotor de Justiça/2020) A exclusão do crédito tributário decorrente de infração à
legislação tributária, concedida em caráter geral ou por despacho da autoridade administrativa, é
chamada de
a) isenção.
b) anistia.
c) remissão.
d) moratória.
e) compensação.
2 AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 14ª Edição. 2008. Págs. 455-457.
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==338b5d==
Comentário: O crédito tributário é excluído pela isenção e pela anistia, conforme estabelece o
art. 175, do CTN, sendo a isenção referente ao tributo, e à anistia referente à infração à legislação
tributária.
Gabarito: Letra B
(Pref.Manaus-Auditor Fiscal/2019) De acordo com o Código Tributário Nacional, a anistia
a) deve ser concedida necessariamente em caráter limitado, vedada sua concessão em caráter
geral.
b) não se aplica aos atos que sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito
passivo.
c) é uma forma de extinção do crédito tributário.
d) abrange exclusivamente as infrações cometidas posteriormente à vigência da lei que a
concede.
e) só pode ser concedida por meio de lei ou de decreto.
Comentário:
Alternativa A: Segundo o art. 181, a anistia pode ser concedida em caráter geral ou
limitadamente a certas circunstâncias. Alternativa errada.
Alternativa B: De acordo com o art. 180, a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas
anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei
como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com
dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa
correta.
Alternativa C: É uma forma de exclusão do crédito tributário, e não de extinção. Alternativa
errada.
Alternativa D: A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência
da lei que a concede. Alternativa errada.
Alternativa E: Segundo o art. 97, inciso VI, somente a lei pode estabelecer as hipóteses de
exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de
penalidades. Logo, não cabe conceder anistia por meio de decreto. Alternativa errada.
Gabarito: Letra B
(TJ-BA-Juiz Estadual/2019) De acordo com o CTN, o parcelamento é uma modalidade de
a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
b) extinção da obrigação tributária.
c) compensação de créditos e débitos tributários.
d) exclusão do crédito tributário.
e) remissão da obrigação tributária.
Comentário: O parcelamento constitui hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito
tributário, conforme prevê o art. 151, do CTN.
Gabarito: Letra A
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(TJ-SC-Juiz Estadual/2019) Uma autoridade tributária, respaldada por lei, emitiu despacho
concedendo moratória em caráter individual para determinado contribuinte e, assim, suspendeu
a exigibilidade do crédito tributário. Posteriormente, o benefício foi revogado de ofício pelo
fisco, em razão de ter sido comprovado que o beneficiário dolosamente simulou as condições
para a sua fruição. Com esse fundamento, houve a imposição de penalidade ao contribuinte e a
sua exclusão formal do programa em questão.
Nessa situação hipotética, de acordo com o Código Tributário Nacional,
a) a concessão da moratória suspendeu o prazo decadencial para a cobrança do crédito,
não sendo computado o tempo decorrido entre a concessão e a revogação do benefício.
b) a concessão da moratória interrompeu o prazo prescricional para a cobrança do crédito,
razão pela qual esse prazo somente recomeçou a correr após a revogação do benefício.
c) o tempo decorrido entre a concessão do benefício e a sua revogação não é computado
para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito.
d) a revogação do benefício só terá validade se tiver ocorrido antes do término do prazo
prescricional do direito à cobrança do crédito.
e) a revogação do benefício só terá validade se tiver ocorrido antes do término do prazo
decadencial relativo ao direito de constituição do crédito.
Comentário: Como houve comprovação de simulação por parte do contribuinte para obter o
benefício fiscal da moratória, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação
não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito. É o que prevê o art.
155, par. único, do CTN. Portanto, só nos resta a letra C.
Gabarito: Letra C
(TCE-RO-Procurador/2019) Acerca das causas de exclusão do crédito tributário, assinale a opção
correta.
a) A isenção sujeita a termo, concedida de forma onerosa e que impõe investimento ao
contribuinte beneficiário, não pode ser livremente suprimida.
b) A isenção heterônoma, assim entendida aquela instituída por um ente para alcançar
tributo alheio, é permitida tanto no plano internacional quanto no plano interno.
c) A isenção possui natureza de benefício fiscal consistente no perdão da multa aplicada
em decorrência do descumprimento do dever de pagar o tributo — obrigação principal — e dos
deveres acessórios— obrigação acessória.
d) Uma isenção subjetiva do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana
(IPTU) concedida a contribuinte com mais de setenta anos de idade, com quatro filhos, todos
com menos de setenta anos de idade e saudáveis, que possui imóvel em condomínio, extingue
crédito tributário.
e) Anistia é o benefício fiscal que, diante de razões de estado ou finalidades públicas,
extingue o crédito tributário.
Comentário:
Alternativa A: Realmente, a isenção concedida por prazo certo (a termo) e sujeita a condições,
denominada isenção onerosa, não pode ser livremente suprimida, conforme dispõe o CTN e a
jurisprudência do STF. Alternativa correta.
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Alternativa B: A isenção heterônoma é vedada, como regra, pela CF/88 (art. 151, III). Alternativa
errada.
Alternativa C: A isenção se refere ao tributo e não à multa tributária. Portanto, esta alternativa
está errada.
Alternativa D: A isenção, seja como for, exclui o crédito tributário. É incorreto afirmar que a
isenção extingue o crédito tributário. Alternativa errada.
Alternativa E: A isenção também exclui o crédito tributário. É incorreto afirmar que a anistia
extingue o crédito tributário. Alternativa errada.
Gabarito: Letra A
(TJ-CE-Juiz Substituto/2018) De acordo com o CTN, as hipóteses de exclusão do crédito
tributário incluem
a) a isenção e a anistia.
b) o pagamento e a compensação.
c) a prescrição e a decadência.
d) a moratória e o parcelamento.
e) a remissão e o depósito do montante integral.
Comentário: Vimos, pela redação do art. 175, do CTN, que as hipóteses de exclusão do crédito
tributário se resumem na isenção e na anistia.
Gabarito: Letra A
(ISS-Cuiabá-Auditor Fiscal/2016) Caio, visando à suspensão de exigibilidade de crédito objeto de
auto de infração, ajuizou ação anulatória e realizou o depósito do montante integral. As opções a
seguir também apresentam hipóteses de suspensão de exigibilidade do crédito, à exceção de
uma. Assinale-a.
a) Moratória.
b) Impugnação ao auto de infração.
c) Anistia fiscal.
d) Parcelamento do crédito.
e) Concessão de medida liminar em mandado de segurança.
Comentário: As hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário constam no art.
151, do CTN. Das opções apresentadas, apenas a anistia fiscal não corresponde a uma medida
de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, configurando modalidade de exclusão do
crédito tributário, como determina o art. 175, do CTN.
Gabarito: Letra C
(PGE-TO-Procurador do Estado/2018) O art. 35, caput, inciso I da Lei estadual no 1.288/2001,
que dispõe sobre o Contencioso Administrativo-Tributário e os Procedimentos
Administrativo-Tributários, estabelece que o Auto de Infração formaliza a exigência do crédito
tributário. Desse modo, o Auto de Infração é o instrumento legal que materializa o lançamento
de ofício do tributo no Estado do Tocantins. Em seu art. 41, a mesma lei estabelece que a fase
contenciosa do procedimento de que trata este Capítulo inicia-se com a apresentação de
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impugnação ao lançamento formalizado por auto de infração. De acordo com o Código
Tributário Nacional, essa impugnação, se apresentada tempestivamente pelo sujeito passivo,
suspende
a) o direito de o sujeito passivo extinguir o crédito tributário.
b) a exigibilidade do crédito tributário.
c) o direito de a Fazenda Pública realizar procedimentos de fiscalização no sujeito passivo.
d) a fluência do prazo decadencial, desde que seja efetuado o depósito integral do crédito
tributário questionado.
e) a fluência do prazo decadencial.
Comentário: Embora a questão mencione em seu enunciado dispositivo de lei estadual, você não
precisa conhecê-lo para acertar a questão, pois a resposta é exigida nos termos do CTN.
Alternativa A: O sujeito passivo pode desistir da impugnação a qualquer tempo e efetuar o
pagamento, extinguindo o crédito tributário. Alternativa errada.
Alternativa B: A impugnação do sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário,
nos termos do art. 151, III, do CTN. Alternativa correta.
Alternativa C: A impugnação não suspende o direito de a Fazenda Pública realizar procedimentos
de fiscalização no sujeito passivo. Alternativa errada.
Alternativa D: Como o crédito tributário já foi constituído, não há que se falar em decadência.
Alternativa errada.
Alternativa E: Como o crédito tributário já foi constituído, não há que se falar em decadência.
Alternativa errada.
Gabarito: Letra B
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QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS
Exclusão do Crédito Tributário
1. Instituto ACCESS/PGE-PE-Direito/2024
Sobre os Créditos Tributários. O art. 141 do CTN estabeleceu que “o crédito tributário regularmente
constituído só pode ter sua exigibilidade excluída nos casos previstos no próprio CTN.” Com relação a
exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas modalidades. Assinale a alternativa que contenha essas
duas modalidades:
a) isenção e extinção.
b) anistia e suspenção.
c) isenção e anistia.
d) anistia e extinção.
Gabarito: C
Comentário:
Letra A: Errada. Extinção do crédito tributário não é o mesmo que exclusão.
Letra B: Errada. Suspensão do crédito tributário não é o mesmo que exclusão.
Letra C: Certa. Isenção e anistia excluem o crédito (art. 175 do CTN).
Letra D: Errada. Extinção do crédito tributário não é o mesmo que exclusão.
2. IDIB/Pref. Formosa-Fiscal/2024
Figurando como um conceito fundamental no Sistema Tributário Brasileiro, o Crédito Tributário refere-se à
obrigação legal do contribuinte de pagar um tributo ao Estado, surgindo quando ocorre o fato gerador
previsto em lei que enseja a obrigação tributária. Nesse sentido, de acordo com o Código Tributário
Nacional, sabe-se que o(a)
a) isenção e a anistia são formas de extinção do crédito tributário.
b) parcelamento e a compensação são formas de exclusão do crédito tributário.
c) parcelamento e o depósito integral são formas de suspensão do crédito tributário.
d) consignação em pagamento e a transação são formas de suspensão do crédito tributário.
Gabarito: C
Comentário:
Letra A: Errada. Isenção e anistia excluem, não extinguem o crédito tributário (art. 175 do CTN).
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Letra B: Errada. Parcelamento suspende, compensação extingue o crédito tributário. Não excluem o crédito
tributário.
Letra C: Certa. Parcelamento (art. 151, VI do CTN) e depósito integral (art. 151, II do CTN) suspendem a
exigibilidade do crédito tributário.
Letra D: Errada. Consignação em pagamento (art. 156, VIII do CTN) e transação (art. 156, III do CTN)
extinguem o crédito tributário, não o suspendem.
3. Instituto AOCP - AFRM (Pref Uberaba)/Pref Uberaba/2024
No Código Tributário Nacional, as modalidades de suspensão do crédito tributário são:
a) pagamento, compensação e transação.
b) decadência, prescrição e pagamento.
c) moratória, depósito do seu montante integral, reclamações e recursos.
d) isenção, anistia e moratória.
Gabarito: C
Comentário:
Letra A: Errada. Pagamento, compensação e transação são hipóteses de extinção (art. 156 do CTN), não de
suspensão do crédito tributário.
Letra B: Errada. Decadência, prescrição e pagamento também são formas de extinção do crédito tributário
(art. 156 do CTN).
Letra C: Certa. Moratória, depósito integral, reclamações e recursos são formas de suspensão da
exigibilidade do crédito tributário (art. 151 do CTN).
Letra D: Errada. Isençãoe anistia excluem o crédito (art. 175 do CTN), enquanto a moratória suspende (art.
151 do CTN).
4. FGV/Câmara dos Deputados-Consultor/2024
O sistema tributário brasileiro prevê diversas hipóteses que impedem a incidência ou afastam o pagamento
de tributos. Entre essas possibilidades merecem destaque os casos de não incidência, isenção e alíquota
zero.
Acerca desses conceitos, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A não incidência trata de situações em que o legislador poderia criar o tributo, por ausência de vedação
constitucional, mas decidiu não fazê-lo.
( ) Na isenção, o entendimento prevalente na doutrina é no sentido de que existem duas normas em
sentidos opostos, uma que institui o tributo e outra que dispensa o pagamento em determinadas situações.
( ) A alíquota zero não se confunde com a isenção, por se tratar de hipótese em que o tributo incide
normalmente, sem qualquer restrição ou dispensa de pagamento.
As afirmativas são, respectivamente,
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a) V – F – F.
b) V – F – V.
c) V – V – V.
d) F – F – V.
e) F – V – F.
Gabarito: C
Comentário:
Item I: Certo. A não incidência ocorre em situações em que o legislador, apesar de ter competência
constitucional para instituir o tributo, opta por não exercê-la. Não há vedação constitucional, apenas a
escolha legislativa por não tributar determinado fato.
Item II: Certo. Na isenção, há a existência da norma que institui o tributo e, simultaneamente, outra norma
que dispensa o pagamento em determinadas circunstâncias. A isenção figura como exclusão do crédito
tributário (Art. 175, I, do CTN), afastando a exigibilidade do tributo que, em tese, seria devido.
Item III: Certo. A alíquota zero não é equiparável à isenção, pois na hipótese da alíquota zero o fato gerador
ocorre e o lançamento é efetuado, porém a quantidade resultante da incidência é igual a zero.
5. FGV/Pref Caraguatatuba-Fiscal/2024
Sobre as isenções tributárias no Brasil, analise as afirmativas a seguir.
I. A isenção tributária é uma limitação imposta pela Constituição aos poderes tributários do Estado ou
Município.
II. A isenção tributária dispensa os beneficiados da apresentação de declarações, prestação de contas e
cumprimento de outras exigências legais associadas ao tributo isento.
III. Pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e doadores a entidades beneficentes são
exemplos de pessoas físicas que podem se beneficiar da isenção de tributos.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
Gabarito: C
Comentário:
Item I: Errado. De acordo com o art. 175 do CTN, a isenção é uma hipótese de exclusão do crédito
tributário, não uma limitação constitucional ao poder de tributar. Caso a não incidência fosse prevista na
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Constituição, tratar-se-ia de imunidade, e não de isenção. Logo, a ideia de que a isenção seria uma
limitação constitucional ao poder tributário do Estado ou Município não encontra amparo.
Item II: Errado. Segundo o parágrafo único do art. 175 do CTN, a isenção não dispensa o cumprimento das
obrigações acessórias, tais como apresentação de declarações, prestação de contas e demais obrigações
legais. Assim, a concessão da isenção não afasta o dever do contribuinte de cumprir exigências legais
relacionadas ao tributo isento.
Item III: Certo. De acordo com o art. 176 do CTN, a lei que concede isenção pode estabelecer condições e
requisitos específicos, beneficiando determinados grupos. Como citado no item, é comum que sejam
contempladas pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e doadores a entidades
beneficentes, entre outros. Esses beneficiários, definidos em lei, podem usufruir da dispensa do pagamento
do tributo em razão de sua situação pessoal.
6. FGV/Câmara Municipal-Fortaleza-Consultor/2024
Relacione as hipóteses de suspensão de exigibilidade, exclusão e extinção do crédito tributário às
respectivas definições.
1. Anistia
2. Moratória
3. Remissão
4. Isenção
( ) É hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito, consistente na prorrogação, por lei, do prazo para
pagamento do tributo.
( ) É hipótese de exclusão do crédito tributário que abrange exclusivamente as infrações cometidas
anteriormente à vigência da lei que a concede.
( ) É hipótese de extinção do crédito tributário consistente no perdão total ou parcial do tributo já lançado,
concedida por lei específica.
( ) É hipótese de exclusão do crédito tributário consistente na dispensa legal do pagamento de um tributo
previsto em lei.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
a) 2 – 1 – 3 – 4.
b) 3 – 2 – 4 – 1.
c) 1 – 3 – 2 – 4.
d) 4 – 3 – 2 – 1.
e) 1 – 2 – 3 – 4.
Gabarito: A
Comentário:
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Item 1 (Moratória): Certa. De acordo com o art. 151, I, do CTN, a moratória é uma das hipóteses de
suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Conforme o art. 152 do CTN, ela pode ser concedida em
caráter geral (pela pessoa jurídica de direito público competente) ou em caráter individual (por despacho
da autoridade administrativa, desde que autorizada por lei).
Item 2 (Anistia): Certa. De acordo com o art. 175, II, do CTN, a anistia é uma hipótese de exclusão do
crédito tributário. O art. 180 do CTN estabelece expressamente que a anistia abrange exclusivamente as
infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede.
Item 3 (Remissão): Certa. Conforme o art. 156, IV, do CTN, a remissão é hipótese de extinção do crédito
tributário. O art. 172 do CTN estabelece que a lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder,
por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário.
Item 4 (Isenção): Certa. De acordo com o art. 175, I, do CTN, a isenção é hipótese de exclusão do crédito
tributário. O art. 176 do CTN determina que a isenção é sempre decorrente de lei que especifique as
condições e requisitos exigidos para sua concessão.
7. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2024
Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo item.
Aplica-se retroativamente lei que conceda isenção àqueles contribuintes que não tiverem recolhido o
tributo devido à época, mas se encontravam contemplados pela nova legislação.
Gabarito: Errado
Comentário: A assertiva está errada. As leis que concedem isenção tributária não retroagem para beneficiar
contribuintes em relação a fatos geradores ocorridos antes de sua vigência. Conforme o art. 105 do CTN, a
lei aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, mas não alcança fatos pretéritos
já consumados. Portanto, contribuintes que não recolheram tributos devidos antes da concessão da isenção
não são beneficiados pela nova lei.
8. FUNDATEC/Água de Ivoti/2024
Sobre a isenção e a anistia, e seu regramento segundo o Código Tributário Nacional, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da
autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das
condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão.
b) Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho que efetiva a isenção será
renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do
primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento
da isenção.
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c) A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da
autoridadeadministrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das
condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua concessão.
d) O despacho que defere a anistia gera direito adquirido.
e) A anistia pode ser concedida limitadamente a determinada região do território da entidade tributante,
em função de condições a ela peculiares.
Gabarito: D
Comentário:
Letra A: Correta. Conforme o artigo 179 do CTN, a isenção, não concedida em caráter geral, é efetivada por
despacho da autoridade administrativa mediante requerimento do interessado.
Letra B: Correta. O artigo 179, §1º, do CTN prevê a necessidade de renovação do despacho de isenção para
tributos periódicos.
Letra C: Correta. De acordo com o artigo 182 do CTN, a anistia, quando não geral, é efetivada por despacho
da autoridade administrativa, mediante requerimento.
Letra D: Incorreta. O artigo 182, parágrafo único, do CTN estabelece que o despacho que defere a anistia
não gera direito adquirido, podendo ser revogado se constatado que o beneficiado não cumpria os
requisitos.
Letra E: Correta. A anistia pode ser concedida limitadamente a determinada região, conforme o artigo 181,
II, "c", do CTN.
9. FUNDATEC/PGE SP/2023
Sobre o crédito tributário e o que dispõe o Código Tributário Nacional acerca das causas de sua extinção,
assinale a alternativa correta.
a) Extinguem o crédito tributário a remissão, a transação, a compensação e a conversão do depósito em
renda.
b) A compensação, o parcelamento e a remissão são causas de extinção do crédito tributário.
c) Em matéria tributária, a prescrição extingue a pretensão executiva processual, mas não afeta o crédito
tributário, que continua exigível por meios alternativos à execução fiscal, como o protesto, ao contrário do
que acontece com a decadência, que extingue em definitivo o crédito tributário.
d) Prescrição, decadência, parcelamento e decisão judicial passada em julgado são causas extintivas do
crédito tributário.
e) A conversão de depósito em renda e a moratória são causas extintivas do crédito tributário.
Gabarito: A
Comentário:
Letra A: Correta. Segundo o artigo 156 do CTN, são causas de extinção do crédito tributário a remissão
(inciso IV), a transação (inciso III), a compensação (inciso II) e a conversão de depósito em renda (inciso VI).
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==338b5d==
Letra B: Incorreta. O parcelamento é causa de suspensão da exigibilidade (art. 151, VI, do CTN), não de
extinção.
Letra C: Incorreta. A prescrição extingue o crédito tributário, tornando-o inexigível. Não pode ser cobrado
por outros meios. A decadência também extingue o crédito tributário.
Letra D: Incorreta. Embora a prescrição, a decadência e a decisão judicial passada em julgado sejam causas
extintivas (art. 156, V e X), o parcelamento é causa de suspensão (art. 151, VI).
Letra E: Incorreta. A conversão de depósito em renda é causa de extinção (art. 156, VI), mas a moratória é
causa de suspensão da exigibilidade (art. 151, I).
10.CEBRASPE/Del Pol (PC PE)/PC PE/2024
De acordo com o CTN, excluem o crédito tributário
a) o pagamento e a transação.
b) a moratória e o parcelamento.
c) as reclamações e os recursos.
d) a prescrição e a decadência.
e) a anistia e a isenção.
Comentário:
Letra A: Errada. O pagamento e a transação não excluem, mas extinguem o crédito tributário, conforme
definido pelo art. 156, I e III do CTN.
Letra B: Errada. A moratória e o parcelamento são considerados suspensões da exigibilidade do crédito
tributário, não exclusões. Isso está especificado no art. 151, I do CTN.
Letra C: Errada. As reclamações e os recursos também representam suspensões da exigibilidade do crédito
tributário, de acordo com o art. 151, III do CTN.
Letra D: Errada. A prescrição e a decadência não são formas de exclusão, mas sim de extinção do crédito
tributário, como determina o art. 156, V do CTN.
Letra E: Correta. A anistia e a isenção são formas de exclusão do crédito tributário, estabelecidas pelo art.
175, I e II do CTN, eliminando a exigibilidade do tributo sem retirar a sua validade legal.
Gabarito: E
11.VUNESP/Auditor de Controle Externo (TCM SP)/Ciências Jurídicas/2023
De acordo com a disposição expressa do Código Tributário Nacional, a _________ abrange exclusivamente
as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede e consiste em uma causa de
________ do crédito tributário.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do enunciado.
A) isenção ... exclusão
B) moratória ... suspensão
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C) remissão ... extinção
D) remissão ... suspensão
E) anistia ... exclusão
Comentário: A anistia e a isenção configuram causas de exclusão do crédito tributário, previstas no art. 175,
do CTN.
É bastante importante você saber que a anistia se refere à dispensa do pagamento da penalidade
pecuniária, ao passo que a isenção se refere à dispensa do pagamento do tributo. Ambas precisam ser
previstas em lei.
Letra A: A questão trata da anistia.
Letra B: A questão trata da anistia e da exclusão do crédito tributário.
Letra C: A questão trata da anistia e da exclusão do crédito tributário.
Letra D: A questão trata da anistia e da exclusão do crédito tributário.
Letra E: Como já mencionado, a anistia se refere à dispensa do pagamento da penalidade pecuniária, e
configura causa de exclusão do crédito tributário, prevista no art. 175, do CTN.
Gabarito: Letra E
12.VUNESP/Fiscal de Tributos (Pref Guaratinguetá)/2022
Exclui o crédito tributário:
A) a anistia.
B) a remissão.
C) a transação.
D) a compensação.
E) a conversão do depósito em renda.
Comentário: É uma questão bastante direta, envolvendo decoreba dos arts. 175 e 156, do CTN. Vamos lá!
Letra A: A anistia realmente exclui o crédito tributário (CTN, art. 175).
Letra B: A remissão extingue o crédito tributário (CTN, art. 156).
Letra C: A transação extingue o crédito tributário (CTN, art. 156).
Letra D: A compensação extingue o crédito tributário (CTN, art. 156).
Letra E: A conversão do depósito em renda extingue o crédito tributário (CTN, art. 156).
Gabarito: Letra A
13.FCC/Pref.Recife-Analista de Gestão Contábil/2019
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No que tange às isenções de impostos, inclusive municipais, o Código Tributário Nacional
estabelece que
a) a isenção concedida a contribuintes do IPTU não pode ser restrita a determinada região do
território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares.
b) a isenção do ISSQN, desde que expressamente prevista em contrato firmado entre o
Município e as empresas de construção civil, prescinde da edição de lei que especifique as
condições e requisitos exigidos para a sua concessão, bem como o prazo de sua duração.
c) a isenção de ISSQN aos prestadores de serviço de hotelaria, concedida para vigorar durante os
três meses em que se celebrarão os festejos de 100 anos da emancipação do Município, e desde
que o estádio de futebol local esteja pronto para abrigar a sede dos festejos, poderá ser
revogada, por ato do chefe do Poder Executivo municipal, se esta autoridade, posteriormente,
mudar de ideia e desistir de realizar esses festejos.
d) as isenções são formas de extinção do crédito tributário e sua concessão, como regra,
dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo
crédito seja excluído.
e) a isenção do ITBI, concedida apenas em relação às transmissões onerosas de imóveis
localizados a menos de 1.000 metros de distância do pântano existente no território do
Município, deve ser efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa.
Comentário:
Letra A: De acordo com o art. 176, §único do CTN, a isenção pode ser restrita a determinada região do
território da entidadetributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada.
Letra B: Pelo art. 176, temos que “a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de
lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e,
sendo caso, o prazo de sua duração”. Alternativa errada.
Letra C: De acordo com o art. 178, a isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de
determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo. Interpretando o
dispositivo, a isenção concedida por prazo certo e em função de determinadas condições não pode ser
revogada ou modificada a qualquer tempo.
É também nesse sentido a Súmula 544 do STF que dispõe que isenções tributárias concedidas, sob condição
onerosa, não podem ser livremente suprimidas. Alternativa errada.
Letra D: Segundo o art. 175, §único do CTN A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento
das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela
consequente. Alternativa errada.
Letra E: Segundo o art. 179 do CTN, a isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em
cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça
prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para
sua concessão. Alternativa correta.
Gabarito: Letra E
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14.FCC/SEFAZ BA-Auditor Fiscal/2019
Conforme o Código Tributário Nacional, são casos de exclusão do crédito tributário a isenção e
anistia, sendo que a
a) isenção é sempre decorrente de lei, salvo quando prevista em contrato.
b) concessão de anistia, decorrente de infração tributária, compete privativamente ao Presidente
da República, sem necessidade da sanção do Congresso Nacional, conforme dispõe,
expressamente, o Código Tributário Nacional.
c) Constituição Federal veda à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados,
do Distrito Federal ou dos Municípios.
d) anistia abrange somente as infrações cometidas após a vigência da lei que a concede, não se
aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções, mas se aplicando aos atos
praticados apenas com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em
benefício daquele.
e) isenção concedida a determinado imposto sobre propriedade é extensiva às taxas relacionadas
com o referido bem e aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.
Comentário:
Letra A: Segundo o art. 176 do CTN, a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de
lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e,
sendo caso, o prazo de sua duração. Alternativa errada.
Letra B: Não há previsão no CTN estabelecendo que a concessão da anistia compete privativamente ao
Presidente da República. O art. 150, §6º da CF/88 afirma que a anistia só poderá ser concedida mediante lei
específica, federal, estadual ou municipal. Alternativa errada.
Letra C: Segundo o art. 151 da CF/88, é vedado à União, dentre outras coisas, instituir isenções de tributos
da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Alternativa correta.
Letra D: Segundo o art. 180 do CTN, a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente
à vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou
contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação
pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa errada.
Letra E: Pelo art. 177 do CTN, salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva- às taxas e às
contribuições de melhoria nem aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Alternativa errada.
Gabarito: Letra C
15.FCC/PGE-MT-Procurador/2016
O perdão parcial de multa pecuniária regularmente constituída mediante o lançamento de ofício
do qual o contribuinte tenha sido devidamente notificado, em decorrência da adesão voluntária,
por parte do contribuinte, a um “programa de regularização fiscal” criado por lei, consiste em:
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a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade parcelamento com desconto.
b) exclusão do crédito tributário, na modalidade remissão de débitos.
c) exclusão do crédito tributário, na modalidade parcelamento de débitos.
d) exclusão do crédito tributário, na modalidade anistia.
e) extinção do crédito mediante desconto condicional.
Comentário: Como o perdão de multa pecuniária só poderia ser remissão ou anistia, podemos descartar as
alternativas A, C e E, ficando apenas com as alternativas B e D. Nesta questão, a FCC se alinhou à corrente
doutrinária que aceita a anistia como aplicável às multas lançadas ou não. Já a remissão, neste caso, seria
apenas o perdão de tributos. Portanto, como se trata de multa pecuniária, temos um caso claro de anistia
(exclusão do crédito tributário).
Gabarito: Letra D
16.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016
Com suporte nas normas do CTN que disciplinam a concessão e a revogação de isenções,
pode-se afirmar que
a) a lei que conceder a isenção, deverá, entre outras coisas, especificar as condições para sua
concessão e os tributos a que se aplica.
b) toda lei que conceder a isenção, deverá especificar o prazo de sua duração, quando for
concedida por prazo certo, vedada a concessão por prazo certo superior a cinco anos.
c) a isenção não pode ser restrita a regiões ou partes do território da entidade tributante.
d) essas isenções, quando previstas em contrato firmado com o ente tributante, dispensam a
edição de lei.
e) a isenção pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, mesmo se concedida
em função de determinadas condições e por prazo certo e de até dois exercícios.
Comentário:
Letra A: De acordo com o caput do art. 176, do CTN, a isenção, ainda quando prevista em contrato, é
sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os
tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Alternativa correta.
Letra B: Não há nenhuma restrição temporal quanto à lei que concede isenção por prazo certo. Alternativa
errada.
Letra C: De acordo com o par. único, do art. 176, do CTN, a isenção pode ser restrita a determinada região
do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada.
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Letra D: Consoante o disposto no caput do art. 176, do CTN, a isenção, ainda quando prevista em contrato,
é sempre decorrente de lei. Alternativa errada.
Letra E: Na realidade, quando a isenção for concedida em função de determinadas condições e por prazo
certo (isenção onerosa), não é livremente revogável. Alternativa errada.
Gabarito: Letra A
17.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016
Relativamente às isenções tributárias, é correto afirmar, com base na Constituição Federal e no
Código Tributário Nacional que a concessão de isenção para impostos não é extensiva às taxas e
às contribuições de melhoria, salvo disposição de lei em contrário.
Comentário: De acordo com o art. 177, I, salvo disposição de lei em contrário, a concessão de
isenção para impostos não é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria.
Gabarito: Correta
18.FCC/PGE-MA-Procurador/2016
A respeito do instituto da isenção, é correto afirmar:
a) Não pode, de forma alguma, ser restrita a determinada região do território da entidade
tributante, tendo em vista o princípio da uniformidade geográfica. b) Tendo em vista o princípio
da legalidade, a lei pode, sem exceção e a qualquer tempo, revogar ou modificar a isenção
concedida.c) Quando já concedida, não pode ser alterada ou modificada, se a concessão foi por prazo certo
e em função de determinadas condições.
d) De acordo com o Código Tributário Nacional, a lei que extingue ou reduz isenção dos
impostos sobre o patrimônio ou renda não precisa obedecer ao princípio da anterioridade.
e) Segundo a Constituição Federal, a União é competente para instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
Comentário:
Letra A: De acordo com o art. 176, par. único, do CTN, a isenção pode ser restrita a determinada região do
território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada.
Letra B: Realmente, em regra a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo por lei.
Contudo, não se pode dizer que esta regra é aplicada “sem exceção”, uma vez que a isenção concedida por
prazo certo e em função de determinadas condições (isenção onerosa) não pode ser livremente suprimida.
É o que estabelece o art. 178 e a jurisprudência do STF. Alternativa errada.
Letra C: Conforme comentamos na alternativa anterior, a isenção onerosa, quando já concedida, não pode
ser alterada ou modificada. Alternativa correta.
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Letra D: O art. 104, III, do CTN, prevê que entra em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao da sua
publicação a lei que venha extinguir ou reduzir isenções relativas a impostos sobre o patrimônio ou a renda.
Alternativa errada.
Letra E: De acordo com o art. 151, III, do CTN, é vedado à União instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Alternativa errada.
Gabarito: Letra C
19.FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016
Um contribuinte do ICMS emitiu o documento fiscal nº 1001, consignando, deliberadamente,
como destinatária do documento, pessoa diversa daquela a quem a mercadoria seria
efetivamente entregue. Não houve, todavia, prejuízo no pagamento do imposto, por tratar-se de
mercadoria não sujeita à incidência do ICMS. Dias depois, esse mesmo contribuinte combinou
com cliente seu, que emitiria, como de fato emitiu, o documento fiscal de no 2002, referente a
operação tributada, fazendo constar nesse documento, como valor da operação e da base de
cálculo do ICMS, valor equivalente a 50% do efetivo valor da operação e da base de cálculo. As
duas infrações ocorreram no mesmo mês.
Dois anos depois de cometidas essas infrações, o Estado, mediante lei ordinária, anistiou os
contribuintes do ICMS que tivessem cometido infrações contra a legislação desse imposto. Tendo
como base o CTN, é correto afirmar que a infração relacionada com o documento fiscal
a) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada, concomitantemente,
como crime na lei penal.
b) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois o contribuinte agiu com dolo.
c) no 2002 não pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada,
concomitantemente, como contravenção na lei penal.
d) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois ela não ocasionou prejuízo no pagamento do ICMS.
e) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois as duas infrações foram cometidas pelo
contribuinte, no mesmo ano civil, sendo que somente a infração cometida em primeiro lugar é
que poderia ser anistiada.
Comentário: Para resolver esta questão, basta conhecer o art. 180, I, do CTN, que estabelece que a anistia
abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se
aplicando, aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa
qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em
benefício daquele.
No caso em tela, foi informado que o contribuinte cometeu ambas infrações com evidente dolo, razão pela
qual não cabe anistia. Portanto, a única alternativa que responde a questão é a Letra B.
Gabarito: Letra B
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20.FCC/CREMESP-Advogado/2016
No tocante a exclusão do crédito tributário, considere:
I. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias
dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente.
II. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as
condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o
prazo de sua duração.
III. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva às taxas e às contribuições de
melhoria.
IV. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva aos tributos instituídos
posteriormente à sua concessão.
Está correto o que consta APENAS em
a) I, II e IV.
b) II e III.
c) II, III e IV.
d) I e III.
e) I e II.
Comentário:
Item I: Transcrição literal do art. 175, §único do CTN. Item correto.
Item II: Transcrição literal do art. 176 do CTN. Item correto.
Item III: Segundo o art. 177, salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva às taxas e às
contribuições de melhoria. Item errado.
Item IV: Segundo o art. 177, salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva aos tributos
instituídos posteriormente à sua concessão. Item errado.
Gabarito: Letra E
21.FCC/TJ AL-Juiz Estadual/2015
O Regulamento do ICMS de um determinado Estado brasileiro, aprovado por decreto subscrito
por seu Governador, criou a seguinte norma (hipotética), para ser aplicada pelas autoridades
julgadoras do Tribunal Administrativo Tributário daquele Estado:
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“A multa aplicada nos termos do artigo “x” poderá ser dispensada ou reduzida por órgão
julgador administrativo, desde que a infração tenha sido praticada sem dolo, fraude ou
simulação, e não implique falta de pagamento do imposto.”
De acordo com que o CTN dispõe a respeito de dispensa ou de redução de penalidades, a
referida norma
a) não poderia ter sido criada por meio de decreto estadual.
b) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de extinção do crédito tributário, não
contemplada no CTN.
c) só poderia ter sido criada por lei complementar estadual.
d) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de exclusão do crédito tributário, não
contemplada no CTN.
e) pode reduzir penalidades, nos termos estabelecidos por lei complementar estadual, mas não
poderia tê-las dispensado.
Comentário: De acordo com o art. 97 do CTN, somente a lei pode estabelecer, dentre outras coisas, as
hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de
penalidades.
Adicionalmente, o art. 180 afirma que a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas
anteriormente à vigência da lei que a concede. Fica entendido, portanto que o instrumento hábil para criar
uma hipótese de anistia é lei, não podendo ela ter sido criada por meio de decreto estadual.
Gabarito: Letra A
22.FCC/TCM-RJ-Procurador/2015
A anistia de caráter geral
a) pode alcançar infrações cometidas posteriormente à vigência da lei que a concedeu, desde
que concedida em caráter específico.
b) somente tem lugar diante da denúncia espontânea da infração, sendo dispensada lei para sua
concessão, pois refere-se à obrigação tributária acessória.
c) tem lugar para perdoar crédito tributário cujo fato gerador foi praticado com dolo, fraude ou
simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele, desde que expressamente
veiculada por lei do ente competente para instituir o tributo.
d) se concede apenas mediante requerimento comprovando preenchimento de determinados
requisitos legais já discriminados no Código Tributário Nacional e despacho da autoridade
administrativa competente.
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e) não se aplica a atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem
essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por
terceiro em benefício daquele.
Comentário:
Letra A: De acordo com o art. 180, caput, do CTN, a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas
anteriormente à vigência da lei que a concede. Alternativa errada.
Letra B: A anistia não necessita de denúncia espontânea pelo sujeito passivo, devendo sempre haver edição
de lei específica para sua concessão. Alternativa errada.
Letra C: De acordo com o art. 180, I, do CTN, a anistia não se aplica aos atos qualificados em lei como
crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou
simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele, ainda que haja lei veiculando
expressamente esta situação. Alternativa errada.
Letra D: Primeiramente, cumpre destacar que nem sempre é necessário que o sujeito passivo solicite a
concessão da anistia mediante requerimento. Tal regra aplica-se apenas aos casos de anistia concedida em
caráter individual. Ademais, os requisitos são previstos na lei que a concede, já que não foram
discriminados no CTN. Alternativa errada.
Letra E: Conforme comentado, de acordo com o art. 180, I, do CTN, a anistia não se aplica aos atos
qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam
praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele.
Alternativa errada.
Gabarito: Letra E
23.CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019
Isenção do crédito tributário estabelecida por determinada lei federal
a) dispensará o cumprimento de obrigações acessórias.
b) será extensiva aos tributos que venham a ser criados após a concessão dessa isenção, se tiver
sido destinada a determinado grupo de pessoas.
c) não alcançará as taxas, mas apenas as contribuições de melhoria, caso seja destinada a
determinado grupo de pessoas.
d) não poderá ser restritivamente concedida a uma região do território da entidade tributante.
e) poderá ser concedida sob determinadas condições ou por prazo certo.
Comentário:
Letra A: A exclusão do crédito tributário, pela isenção, não dispensa o cumprimento de obrigações
acessórias. Alternativa errada.
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Letra B: Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva aos tributos instituídos
posteriormente à sua concessão. Alternativa errada.
Letra C: Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva às taxas e às contribuições de
melhoria. Alternativa errada.
Letra D: A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função
de condições a ela peculiares. Alternativa errada.
Letra E: Trata-se da isenção onerosa, prevista no art. 178, do CTN, no sentido de que a isenção, quando
concedida sob determinadas condições e por prazo certo, não pode ser livremente suprimida. Alternativa
correta.
Gabarito: Letra E
24.CESPE/Polícia Federal-Delegado/2018
As isenções tributárias onerosas e concedidas por prazo certo geram direito adquirido à sua
fruição pelo beneficiário, no prazo em que for estipulado, desde que ele cumpra as condições
previstas na lei.
Comentário: Realmente, a isenção onerosa, isto é, concedida por prazo certo e em função de determinadas
condições, gera direito adquirido, não podendo ser livremente suprimida.
Gabarito: Correta
25.CESPE/Pref. Belo Horizonte-MG-Procurador/2017
A isenção exclui o crédito tributário, mas não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias
dependentes da obrigação principal cujo crédito tenha sido excluído.
Comentário: É o que prevê o art. 175, I e o par. único do mesmo artigo, ou seja, a pessoa pode estar
dispensada do cumprimento da obrigação principal (pagamento do tributo), mas continuar obrigada ao
cumprimento das obrigações acessórias.
Gabarito: Correta
26.CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016
Situação hipotética: Mesmo ocorrendo o fato gerador de obrigação tributária, o Estado, por meio
de lei, exclui a possibilidade de se exigir o pagamento do crédito tributário relativo a tal
obrigação.
Assertiva: Essa situação configura hipótese de isenção de tributo.
Comentário: De fato, a isenção consiste na dispensa legal do pagamento do tributo devido. Ainda que o
fato gerador ocorra, o crédito tributário é excluído, nos termos do art. 175, I, do CTN.
Gabarito: Correta
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27.CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015
Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: A moratória e a
concessão de medida liminar em mandado de segurança são casos de suspensão do crédito
tributário, ao passo que a anistia e a isenção são casos de extinção do crédito tributário.
Comentário: Realmente, a moratória e a concessão de medida liminar em mandado de segurança são casos
de suspensão do crédito tributário. Contudo, a anistia e a isenção são casos de exclusão, e não extinção, do
crédito tributário.
Gabarito: Errada
28.CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016
A exclusão do crédito tributário dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes
da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente.
Comentário: De acordo com o art. 175, par. único, do CTN, a exclusão do crédito tributário não dispensa o
cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou
dela consequente.
Gabarito: Errada
29.CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros /2014
Considera-se causa de exclusão do crédito tributário a
a) anistia.
b) compensação.
c) transação.
d) prescrição.
e) conversão do depósito em renda.
Comentário: Sabe-se, pela redação do art. 175, do CTN, que apenas a isenção e a anistia consistem em
causas de exclusão do crédito tributário. Dessa forma, a única alternativa que responde o enunciado da
questão é a Letra A.
Gabarito: Letra A
30.FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015
João, 75 anos, proprietário de imóvel, recebeu uma carta da municipalidade com a comunicação
de que, mesmo tendo ocorrido o fato gerador do IPTU, não haveria necessidade de realização
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do pagamento, uma vez que fora aprovada no ano anterior uma lei que isentava os moradores
com idade acima de 70 anos. Nesse caso, a lei estabeleceu uma:
a) imunidade;
b) suspensão;
c) exclusão;
d) compensação;
e) remissão.
Comentário: A lei concessiva da isenção estabeleceu uma hipótese de exclusão do crédito tributário,
consoante previsão no art. 175, I, do CTN.
Gabarito: Letra C
31.FGV/CODEMIG-Advogado Societário/2015
A norma que impede que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituam e
cobrem mutuamente impostos sobre seus patrimônios, rendas ou serviços é uma espécie de:
a) imunidade;
b) suspensão;
c) isenção;
d) exclusão;
e) extinção.
Comentário: Não podemos confundir isenção com imunidade. Quando uma norma (sempre constitucional)
impede que um ente tributante institua e cobre determinado tributo, como foi o caso relatado no
enunciado desta questão, estamos diante de uma imunidade, configurando uma limitação ao poder de
tributar.
A isenção, por outro lado, decorre da lei, e se situa no próprio exercício do poder de tributar, de modo que
o ente tributante, podendo cobrar o tributo, dispensa o seu pagamento por meio de uma lei específica.
Gabarito: Letra A
32.VUNESP/IPRESB-Controlador Interno/2017
Com relação à extinção e à exclusão do crédito tributário, assinale a alternativa correta.
a) A anistia poderá abranger as infrações cometidas anteriormente e após a vigência da lei que a
concede, além de atos qualificados em lei como crimes ou contravenções

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