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Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário Autor: Fábio Dutra 07 de Março de 2025 Fábio Dutra Aula 09 Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Exclusão do Crédito Tributário - Aspectos Gerais 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Isenção 5 ..............................................................................................................................................................................................3) Anistia 9 ..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Exclusão do Crédito Tributário - Multibancas 16 ..............................................................................................................................................................................................5) Lista de Questões - Exclusão do Crédito Tributário - Multibancas 38 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 2 52 EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Com a ocorrência do fato gerador, surge a obrigação tributária, sendo esta o liame ente o sujeito passivo e o fisco. Contudo, nem sempre a dívida chega a se tornar exigível pelo lançamento. Isso ocorre porque a exclusão do crédito tributário tem a função de impedir a sua constituição. Nesse sentido, veja que o crédito tributário não chega a ser constituído. Ilustrando a situação, conforme a linha do tempo por nós disponibilizada em aulas anteriores, teríamos algo da seguinte forma: Estudamos em aula anterior que a legislação tributária que disponha sobre exclusão do crédito tributário deve ser interpretada literalmente. Reforçamos que, com essa aula, você também será capaz de responder as questões sobre interpretação da legislação tributária. Também é verdade que o art. 141 do CTN estabeleceu que o crédito tributário regularmente constituído só pode ter sua exigibilidade excluída nos casos previstos no próprio CTN. Vale frisar que a exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias. Ou seja, ainda que se deixe de arcar com a obrigação principal, a obrigação acessória subsiste. Ainda em relação à exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas modalidades, quais sejam: a isenção e a anistia. A distinção básica entre os institutos gira em torno da obrigação que está sendo excluída. Se a obrigação excluída se refere a um tributo, temos um caso de isenção; se a obrigação excluída se referir a uma multa, temos a anistia. Nesse ponto, é importante citar o § 6º, do art. 150, da CF/88: Art. 150 - (...): § 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. Instituição do Tributo por lei Ocorrência da situação prevista em lei Lançamento Hipótese de Incidência Fato Gerador (Surge Obrigação Tribut.) Crédito Tributário EXCLUSÃO Isenção ou Anistia Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 3 52 ==338b5d== Concessão de subsídio, isenção, redução de base de cálculo, crédito presumido, anistia ou remissão deve ser feita somente por lei específica. Daí, podemos concluir que, se o Município deseja isentar certo contribuinte do pagamento do IPTU, deve editar lei específica que regule exclusivamente sobre a isenção ou sobre o IPTU. O mesmo raciocínio deve ser aplicado aos tributos federais e estaduais e também às multas (anistia). Feitas tais observações passemos ao estudo isolado da isenção e da anistia. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 4 52 Isenção Como foi visto, a isenção é a dispensa legal do pagamento de tributo devido, sendo considerada uma decisão política. Portanto, a isenção é um típico benefício ou incentivo fiscal. Lembre-se sempre de que a lei que concede isenção deve sempre ser específica. De início, o CTN (art. 176, caput) assevera que a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração. O que nos chama atenção nesse momento é a isenção prevista em contrato. O que vem a ser isso? Trata-se dos casos em que o ente federado celebra contrato, com o intuito de conceder incentivos fiscais para atrair empresas para o seu território. No entanto, com base no art. 176, caput, do CTN e no art. 150, § 6º, da CF/88, a isenção deve ser concedida por lei. Nesse sentido, ainda que seja celebrado contrato, para o Direito Tributário a isenção deve estar prevista em lei. Observação: Nada impede que as regras contratuais sejam exigidas pela empresa no âmbito do Poder Judiciário, caso a lei não venha ser editada. Neste caso, não se trata da isenção. Outro aspecto previsto no par. único do art. 176 é a possibilidade de a isenção ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. No que se refere à União, sabemos que, via de regra, é vedado instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, conforme preceitua o princípio da uniformidade geográfica. Contudo, devemos lembrar que o legislador constituinte permitiu que haja concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. Portanto, no tocante à União, a isenção pode ser restrita a determinada região do País, desde que tenha como objetivo a promoção do equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. A União também não pode instituir isenção relativa aos tributos de competência dos demais entes federativos (Estados, Distrito Federal e Municípios), por força do art. 151, III, da CF/88: Art. 151. É vedado à União: (...) III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Esse dispositivo consagra o Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas. O que se veda, com o princípio em análise, é que um ente político conceda isenção sobre tributo instituído por outro. Tal benefício é chamado de isenção heterônoma. Assim sendo, não obstante tenha sido vedado apenas à União, a lógica jurídica deve prevalecer, isto é, também é vedado aos Estados instituir isenções de tributos municipais. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 5 52 Tal regra, ao que parece, busca evidenciar algo que já se encontrava implícito na rígida repartição de competência tributária na Constituição Federal de 1988. Ora, o ente competente para isentar, renunciando receitas, deve ser o que é competente para tributar, forte no argumento de resguardar o pacto federativo. Princípio da Uniformidade Geográfica da Tributação � existe ressalva para a União instituir benefícios fiscais (referentes aos tributos federais) entre as diferentes regiões do País. Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas � veda à União instituir isenções relativas a tributos de competência de outros entes federativos. Dando continuidade ao estudo da isenção, vejamos o que foi estabelecido no art. 177 do CTN: Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário,e os que, mesmo sem Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 34 52 essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. b) A isenção tributária poderá estar prevista em contrato que, independentemente de autorização legal, especifique as condições e os requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração. c) É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. d) Decreto pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito passivo. e) O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 4 (quatro) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Comentário: Letra A: Na realidade, o art. 180, do CTN, prevê que a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa errada. Letra B: A isenção, mesmo quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei específica do ente competente para instituir o tributo a que se refere tal benefício fiscal. Alternativa errada. Letra C: É o que consta no art. 170-A, do CTN: é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Alternativa correta. Letra D: A remissão deve ser sempre autorizada por meio de lei, conforme prevê o art. 172, do CTN. Alternativa errada. Letra E: O prazo decadencial é de 5 anos, e não 4 anos, como apontado na assertiva. Alternativa errada. Gabarito: Letra C 33.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2017 Assinale a alternativa correta. a) A norma de isenção se aloca no plano da definição da competência tributária, não ocorrendo, portanto, o fato imponível, por não existir a possibilidade de formulação da hipótese de incidência. b) As imunidades e isenções não se distinguem a partir da fonte formal da qual emanam. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 35 52 c) As isenções técnicas são legitimamente reconhecidas ante a ausência de capacidade contributiva como a concedida visando à preservação do mínimo vital ou destinada a uma pessoa jurídica para que possa desenvolver suas atividades. d) A imunidade política é também denominada de imunidade recíproca e veda a tributação sobre patrimônio, renda e serviços das pessoas jurídico-políticas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Comentário: Letra A: A isenção configura mera dispensa legal do pagamento do tributo, com base no exercício da competência tributária, e não no plano de sua definição, isto é, com base em norma constitucional. Alternativa errada. Letra B: De fato, existe distinção entre a imunidade e a isenção, no que diz respeito à fonte formal da qual emanam: a imunidade procede da CF/88, e a isenção, da lei. Alternativa errada. Letra C: As isenções podem ser técnicas ou políticas. São técnicas quando reconhecidas ante a ausência da capacidade contributiva da pessoa. São políticas quando acabam por beneficiar pessoas que possuem capacidade contributiva, em razão de outras finalidades. Alternativa correta. Letra D: A imunidade recíproca não é política, e sim ontológica, já que configura decorrência da forma federativa de Estado, visando proteger a autonomia financeira dos entes federativos. Alternativa errada. Gabarito: Letra C 34.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2015 Na disciplina das isenções, imunidades e hipóteses de não incidência, é correto afirmar que a) quem pode isentar também pode conceder imunidade. b) quem pode tributar pode isentar. c) alíquota zero e isenção são expressões juridicamente equivalentes. d) não incidência é situação juridicamente distinta de imunidade e de não competência. Comentário: Letra A: A origem da imunidade está na Constituição Federal, e a origem da isenção, na lei. Logo, o ente que pode isentar não pode conceder imunidade. Alternativa errada. Letra B: A isenção atua no próprio exercício da competência tributária. Portanto, o ente que pode tributar, também pode isentar. Alternativa correta. Letra C: Embora o efeito prático seja equivalente, não se trata de expressões juridicamente equivalentes. Alternativa errada. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 36 52 Letra D: Pode-se dizer que a imunidade constitui uma hipótese de não incidência (qualificada na CF/88), por determinação constitucional. Por esse mesmo motivo, é conhecida como uma forma de não competência do ente tributante. Alternativa errada. Gabarito: Letra B Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 37 52 LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES Exclusão do Crédito Tributário 1. Instituto ACCESS/PGE-PE-Direito/2024 Sobre os Créditos Tributários. O art. 141 do CTN estabeleceu que “o crédito tributário regularmente constituído só pode ter sua exigibilidade excluída nos casos previstos no próprio CTN.” Com relação a exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas modalidades. Assinale a alternativa que contenha essas duas modalidades: a) isenção e extinção. b) anistia e suspenção. c) isenção e anistia. d) anistia e extinção. 2. IDIB/Pref. Formosa-Fiscal/2024 Figurando como um conceito fundamental no Sistema Tributário Brasileiro, o Crédito Tributário refere-se à obrigação legal do contribuinte de pagar um tributo ao Estado, surgindo quando ocorre o fato gerador previsto em lei que enseja a obrigação tributária. Nesse sentido, de acordo com o Código Tributário Nacional, sabe-se que o(a) a) isenção e a anistia são formas de extinção do crédito tributário. b) parcelamento e a compensação são formas de exclusão do crédito tributário. c) parcelamento e o depósito integral são formas de suspensão do crédito tributário. d) consignação em pagamento e a transação são formas de suspensão do crédito tributário. 3. Instituto AOCP - AFRM (Pref Uberaba)/Pref Uberaba/2024 No Código Tributário Nacional, as modalidades de suspensão do crédito tributário são: a) pagamento, compensação e transação. b) decadência, prescrição e pagamento. c) moratória, depósito do seu montante integral, reclamações e recursos. d) isenção, anistia e moratória. 4. FGV/Câmara dos Deputados-Consultor/2024 O sistema tributário brasileiro prevê diversas hipóteses que impedem a incidência ou afastam o pagamento de tributos. Entre essas possibilidades merecem destaque os casos de não incidência, isenção e alíquota zero. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 38 52 Acerca desses conceitos, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) A não incidência trata de situações em que o legislador poderia criar o tributo, por ausência de vedação constitucional, mas decidiu não fazê-lo. ( ) Na isenção, o entendimento prevalente na doutrina é no sentido de que existem duas normas em sentidos opostos, uma que institui o tributo e outra que dispensa o pagamento em determinadas situações. ( ) A alíquota zero não se confunde com a isenção, por se tratar de hipótese em que o tributo incide normalmente, sem qualquer restrição ou dispensa de pagamento. As afirmativas são, respectivamente, a) V – F – F. b) V – F – V. c) V – V – V. d) F – F – V. e) F – V – F. 5. FGV/Pref Caraguatatuba-Fiscal/2024Sobre as isenções tributárias no Brasil, analise as afirmativas a seguir. I. A isenção tributária é uma limitação imposta pela Constituição aos poderes tributários do Estado ou Município. II. A isenção tributária dispensa os beneficiados da apresentação de declarações, prestação de contas e cumprimento de outras exigências legais associadas ao tributo isento. III. Pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e doadores a entidades beneficentes são exemplos de pessoas físicas que podem se beneficiar da isenção de tributos. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e III, apenas. e) II e III, apenas. 6. FGV/Câmara Municipal-Fortaleza-Consultor/2024 Relacione as hipóteses de suspensão de exigibilidade, exclusão e extinção do crédito tributário às respectivas definições. 1. Anistia 2. Moratória Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 39 52 3. Remissão 4. Isenção ( ) É hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito, consistente na prorrogação, por lei, do prazo para pagamento do tributo. ( ) É hipótese de exclusão do crédito tributário que abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. ( ) É hipótese de extinção do crédito tributário consistente no perdão total ou parcial do tributo já lançado, concedida por lei específica. ( ) É hipótese de exclusão do crédito tributário consistente na dispensa legal do pagamento de um tributo previsto em lei. Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. a) 2 – 1 – 3 – 4. b) 3 – 2 – 4 – 1. c) 1 – 3 – 2 – 4. d) 4 – 3 – 2 – 1. e) 1 – 2 – 3 – 4. 7. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2024 Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo item. Aplica-se retroativamente lei que conceda isenção àqueles contribuintes que não tiverem recolhido o tributo devido à época, mas se encontravam contemplados pela nova legislação. 8. FUNDATEC/Água de Ivoti/2024 Sobre a isenção e a anistia, e seu regramento segundo o Código Tributário Nacional, assinale a alternativa INCORRETA. a) A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão. b) Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho que efetiva a isenção será renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção. c) A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua concessão. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 40 52 d) O despacho que defere a anistia gera direito adquirido. e) A anistia pode ser concedida limitadamente a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. 9. FUNDATEC/PGE SP/2023 Sobre o crédito tributário e o que dispõe o Código Tributário Nacional acerca das causas de sua extinção, assinale a alternativa correta. a) Extinguem o crédito tributário a remissão, a transação, a compensação e a conversão do depósito em renda. b) A compensação, o parcelamento e a remissão são causas de extinção do crédito tributário. c) Em matéria tributária, a prescrição extingue a pretensão executiva processual, mas não afeta o crédito tributário, que continua exigível por meios alternativos à execução fiscal, como o protesto, ao contrário do que acontece com a decadência, que extingue em definitivo o crédito tributário. d) Prescrição, decadência, parcelamento e decisão judicial passada em julgado são causas extintivas do crédito tributário. e) A conversão de depósito em renda e a moratória são causas extintivas do crédito tributário. 10.CEBRASPE/Del Pol (PC PE)/PC PE/2024 De acordo com o CTN, excluem o crédito tributário a) o pagamento e a transação. b) a moratória e o parcelamento. c) as reclamações e os recursos. d) a prescrição e a decadência. e) a anistia e a isenção. 11.VUNESP/Auditor de Controle Externo (TCM SP)/Ciências Jurídicas/2023 De acordo com a disposição expressa do Código Tributário Nacional, a _________ abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede e consiste em uma causa de ________ do crédito tributário. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do enunciado. A) isenção ... exclusão B) moratória ... suspensão C) remissão ... extinção D) remissão ... suspensão Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 41 52 E) anistia ... exclusão 12.VUNESP/Fiscal de Tributos (Pref Guaratinguetá)/2022 Exclui o crédito tributário: A) a anistia. B) a remissão. C) a transação. D) a compensação. E) a conversão do depósito em renda. 13.FCC/Pref.Recife-Analista de Gestão Contábil/2019 No que tange às isenções de impostos, inclusive municipais, o Código Tributário Nacional estabelece que a) a isenção concedida a contribuintes do IPTU não pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. b) a isenção do ISSQN, desde que expressamente prevista em contrato firmado entre o Município e as empresas de construção civil, prescinde da edição de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, bem como o prazo de sua duração. c) a isenção de ISSQN aos prestadores de serviço de hotelaria, concedida para vigorar durante os três meses em que se celebrarão os festejos de 100 anos da emancipação do Município, e desde que o estádio de futebol local esteja pronto para abrigar a sede dos festejos, poderá ser revogada, por ato do chefe do Poder Executivo municipal, se esta autoridade, posteriormente, mudar de ideia e desistir de realizar esses festejos. d) as isenções são formas de extinção do crédito tributário e sua concessão, como regra, dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído. e) a isenção do ITBI, concedida apenas em relação às transmissões onerosas de imóveis localizados a menos de 1.000 metros de distância do pântano existente no território do Município, deve ser efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa. 14.FCC/SEFAZ BA-Auditor Fiscal/2019 Conforme o Código Tributário Nacional, são casos de exclusão do crédito tributário a isenção e anistia, sendo que a a) isenção é sempre decorrente de lei, salvo quando prevista em contrato. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 42 52 b) concessão de anistia, decorrente de infração tributária, compete privativamente ao Presidente da República, sem necessidade da sanção do Congresso Nacional, conforme dispõe, expressamente, o Código Tributário Nacional. c) Constituição Federal veda à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. d) anistia abrange somente as infrações cometidas após a vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções, mas se aplicando aos atos praticados apenas com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. e) isenção concedida a determinado imposto sobre propriedade é extensiva às taxas relacionadas com o referido bem e aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. 15.FCC/PGE-MT-Procurador/2016 O perdão parcialde multa pecuniária regularmente constituída mediante o lançamento de ofício do qual o contribuinte tenha sido devidamente notificado, em decorrência da adesão voluntária, por parte do contribuinte, a um “programa de regularização fiscal” criado por lei, consiste em: a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade parcelamento com desconto. b) exclusão do crédito tributário, na modalidade remissão de débitos. c) exclusão do crédito tributário, na modalidade parcelamento de débitos. d) exclusão do crédito tributário, na modalidade anistia. e) extinção do crédito mediante desconto condicional. 16.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 Com suporte nas normas do CTN que disciplinam a concessão e a revogação de isenções, pode-se afirmar que a) a lei que conceder a isenção, deverá, entre outras coisas, especificar as condições para sua concessão e os tributos a que se aplica. b) toda lei que conceder a isenção, deverá especificar o prazo de sua duração, quando for concedida por prazo certo, vedada a concessão por prazo certo superior a cinco anos. c) a isenção não pode ser restrita a regiões ou partes do território da entidade tributante. d) essas isenções, quando previstas em contrato firmado com o ente tributante, dispensam a edição de lei. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 43 52 e) a isenção pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, mesmo se concedida em função de determinadas condições e por prazo certo e de até dois exercícios. 17.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 Relativamente às isenções tributárias, é correto afirmar, com base na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional que a concessão de isenção para impostos não é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria, salvo disposição de lei em contrário. 18.FCC/PGE-MA-Procurador/2016 A respeito do instituto da isenção, é correto afirmar: a) Não pode, de forma alguma, ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, tendo em vista o princípio da uniformidade geográfica. b) Tendo em vista o princípio da legalidade, a lei pode, sem exceção e a qualquer tempo, revogar ou modificar a isenção concedida. c) Quando já concedida, não pode ser alterada ou modificada, se a concessão foi por prazo certo e em função de determinadas condições. d) De acordo com o Código Tributário Nacional, a lei que extingue ou reduz isenção dos impostos sobre o patrimônio ou renda não precisa obedecer ao princípio da anterioridade. e) Segundo a Constituição Federal, a União é competente para instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 19.FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 Um contribuinte do ICMS emitiu o documento fiscal nº 1001, consignando, deliberadamente, como destinatária do documento, pessoa diversa daquela a quem a mercadoria seria efetivamente entregue. Não houve, todavia, prejuízo no pagamento do imposto, por tratar-se de mercadoria não sujeita à incidência do ICMS. Dias depois, esse mesmo contribuinte combinou com cliente seu, que emitiria, como de fato emitiu, o documento fiscal de no 2002, referente a operação tributada, fazendo constar nesse documento, como valor da operação e da base de cálculo do ICMS, valor equivalente a 50% do efetivo valor da operação e da base de cálculo. As duas infrações ocorreram no mesmo mês. Dois anos depois de cometidas essas infrações, o Estado, mediante lei ordinária, anistiou os contribuintes do ICMS que tivessem cometido infrações contra a legislação desse imposto. Tendo como base o CTN, é correto afirmar que a infração relacionada com o documento fiscal a) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada, concomitantemente, como crime na lei penal. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 44 52 b) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois o contribuinte agiu com dolo. c) no 2002 não pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada, concomitantemente, como contravenção na lei penal. d) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois ela não ocasionou prejuízo no pagamento do ICMS. e) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois as duas infrações foram cometidas pelo contribuinte, no mesmo ano civil, sendo que somente a infração cometida em primeiro lugar é que poderia ser anistiada. 20.FCC/CREMESP-Advogado/2016 No tocante a exclusão do crédito tributário, considere: I. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente. II. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. III. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria. IV. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Está correto o que consta APENAS em a) I, II e IV. b) II e III. c) II, III e IV. d) I e III. e) I e II. 21.FCC/TJ AL-Juiz Estadual/2015 Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 45 52 O Regulamento do ICMS de um determinado Estado brasileiro, aprovado por decreto subscrito por seu Governador, criou a seguinte norma (hipotética), para ser aplicada pelas autoridades julgadoras do Tribunal Administrativo Tributário daquele Estado: “A multa aplicada nos termos do artigo “x” poderá ser dispensada ou reduzida por órgão julgador administrativo, desde que a infração tenha sido praticada sem dolo, fraude ou simulação, e não implique falta de pagamento do imposto.” De acordo com que o CTN dispõe a respeito de dispensa ou de redução de penalidades, a referida norma a) não poderia ter sido criada por meio de decreto estadual. b) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de extinção do crédito tributário, não contemplada no CTN. c) só poderia ter sido criada por lei complementar estadual. d) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de exclusão do crédito tributário, não contemplada no CTN. e) pode reduzir penalidades, nos termos estabelecidos por lei complementar estadual, mas não poderia tê-las dispensado. 22.FCC/TCM-RJ-Procurador/2015 A anistia de caráter geral a) pode alcançar infrações cometidas posteriormente à vigência da lei que a concedeu, desde que concedida em caráter específico. b) somente tem lugar diante da denúncia espontânea da infração, sendo dispensada lei para sua concessão, pois refere-se à obrigação tributária acessória. c) tem lugar para perdoar crédito tributário cujo fato gerador foi praticado com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele, desde que expressamente veiculada por lei do ente competente para instituir o tributo. d) se concede apenas mediante requerimento comprovando preenchimento de determinados requisitos legais já discriminados no Código Tributário Nacional e despacho da autoridade administrativa competente. e) não se aplica a atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 46 52 23.CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019 Isenção do crédito tributário estabelecida por determinada lei federal a) dispensará o cumprimento de obrigações acessórias. b) será extensiva aos tributos que venham a ser criados após a concessão dessa isenção, se tiver sido destinada a determinado grupo de pessoas. c) não alcançará as taxas, mas apenas as contribuições de melhoria, caso seja destinada a determinado grupo de pessoas.d) não poderá ser restritivamente concedida a uma região do território da entidade tributante. e) poderá ser concedida sob determinadas condições ou por prazo certo. 24.CESPE/Polícia Federal-Delegado/2018 As isenções tributárias onerosas e concedidas por prazo certo geram direito adquirido à sua fruição pelo beneficiário, no prazo em que for estipulado, desde que ele cumpra as condições previstas na lei. 25.CESPE/Pref. Belo Horizonte-MG-Procurador/2017 A isenção exclui o crédito tributário, mas não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito tenha sido excluído. 26.CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 Situação hipotética: Mesmo ocorrendo o fato gerador de obrigação tributária, o Estado, por meio de lei, exclui a possibilidade de se exigir o pagamento do crédito tributário relativo a tal obrigação. Assertiva: Essa situação configura hipótese de isenção de tributo. 27.CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 47 52 ==338b5d== Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: A moratória e a concessão de medida liminar em mandado de segurança são casos de suspensão do crédito tributário, ao passo que a anistia e a isenção são casos de extinção do crédito tributário. 28.CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016 A exclusão do crédito tributário dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente. 29.CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros /2014 Considera-se causa de exclusão do crédito tributário a a) anistia. b) compensação. c) transação. d) prescrição. e) conversão do depósito em renda. 30.FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015 João, 75 anos, proprietário de imóvel, recebeu uma carta da municipalidade com a comunicação de que, mesmo tendo ocorrido o fato gerador do IPTU, não haveria necessidade de realização do pagamento, uma vez que fora aprovada no ano anterior uma lei que isentava os moradores com idade acima de 70 anos. Nesse caso, a lei estabeleceu uma: a) imunidade; b) suspensão; c) exclusão; d) compensação; e) remissão. 31.FGV/CODEMIG-Advogado Societário/2015 Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 48 52 A norma que impede que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituam e cobrem mutuamente impostos sobre seus patrimônios, rendas ou serviços é uma espécie de: a) imunidade; b) suspensão; c) isenção; d) exclusão; e) extinção. 32.VUNESP/IPRESB-Controlador Interno/2017 Com relação à extinção e à exclusão do crédito tributário, assinale a alternativa correta. a) A anistia poderá abranger as infrações cometidas anteriormente e após a vigência da lei que a concede, além de atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e os que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. b) A isenção tributária poderá estar prevista em contrato que, independentemente de autorização legal, especifique as condições e os requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração. c) É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. d) Decreto pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito passivo. e) O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 4 (quatro) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 33.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2017 Assinale a alternativa correta. a) A norma de isenção se aloca no plano da definição da competência tributária, não ocorrendo, portanto, o fato imponível, por não existir a possibilidade de formulação da hipótese de incidência. b) As imunidades e isenções não se distinguem a partir da fonte formal da qual emanam. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 49 52 c) As isenções técnicas são legitimamente reconhecidas ante a ausência de capacidade contributiva como a concedida visando à preservação do mínimo vital ou destinada a uma pessoa jurídica para que possa desenvolver suas atividades. d) A imunidade política é também denominada de imunidade recíproca e veda a tributação sobre patrimônio, renda e serviços das pessoas jurídico-políticas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). 34.VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2015 Na disciplina das isenções, imunidades e hipóteses de não incidência, é correto afirmar que a) quem pode isentar também pode conceder imunidade. b) quem pode tributar pode isentar. c) alíquota zero e isenção são expressões juridicamente equivalentes. d) não incidência é situação juridicamente distinta de imunidade e de não competência. GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 50 52 1. C 2. C 3. C 4. C 5. C 6. A 7. E 8. D 9. A 10. E 11. E 12. A 13. E 14. C 15. D 16. A 17. C 18. C 19. B 20. E 21. A 22. E 23. E 24. C 25. C 26. C 27. E 28. E 29. A 30. C 31. A 32. C 33. C 34. B 14 14 Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 51 52a isenção não é extensiva: I - às taxas e às contribuições de melhoria; II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Como regra, a isenção não é aplicável às taxas e às contribuições de melhoria, por serem tributos de caráter contraprestacional, ou seja, há a realização de alguma atividade estatal que justifique a cobrança. Soaria estranho prestar o serviço e não tributá-lo. No entanto, veja que tudo isso ocorre, salvo disposição de lei em contrário, o que torna perfeitamente possível a isenção de taxas, por exemplo, desde que a lei assim preveja. A restrição do art. 177, II, do CTN, tem por objetivo evitar que a isenção se estenda a tributos que ainda não foram instituídos (não houve exercício da competência tributária). No entanto, cabe ressaltar que o dispositivo também é aplicável, salvo disposição de lei em contrário. Se cair em prova que a isenção nunca é extensiva aos tributos que ainda não foram instituídos, está errado! Em relação à isenção, assim como ocorre com os demais incentivos fiscais, esta pode ser concedida em caráter individual ou em caráter geral. A isenção concedida em caráter individual ocorre quando o benefício é restrito a determinadas pessoas, que preencham os requisitos estabelecidos pela lei. Dessa forma, para Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 6 52 que as pessoas gozem da isenção, é necessário que comprovem à autoridade administrativa que estão entre aquelas às quais a lei restringiu. Fica, então, a isenção efetivada pelo despacho da autoridade (CTN, art. 179, caput). Exemplo: Isenção de IPI concedida aos deficientes físicos. Deve comprovar que é deficiente. A isenção concedida em caráter geral, por outro lado, ocorre quando a lei generaliza os sujeitos passivos que serão beneficiados. Não há, portanto, necessidade de comprovação, nem despacho individual por parte da autoridade administrativa. Exemplo: Isenção de IPTU a todos os moradores do Município de Vitória da Conquista. Alcança todos os proprietários de imóveis urbanos, independentemente de qualquer comprovação. No que se refere à isenção concedida em caráter individual, quando se tratar de tributos lançados por período certo de tempo, o despacho que efetivou a isenção deve ser renovado antes da expiração de cada período. Se não o for, cessam os efeitos da isenção a partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção (CTN, art. 179, § 1º). Nesse momento, é importante relembrar do mnemônico MARIPA. Aplicam-se as regras da moratória concedida em caráter individual (CTN, art. 155) à isenção, quando também estiver sendo concedida individualmente. Vamos, então, relembrar como funciona: você deve saber que a isenção individual não gera direito adquirido. Por isso, em alguns casos, basta que o sujeito passivo comprove que faz parte do rol daqueles alcançados pela isenção. Em outros, no entanto, o sujeito passivo pode ter que comprovar que continua sendo alcançado pela lei, ou seja, continua isento. De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições, a isenção é revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o crédito tributário acrescido de juros de mora. Caso seja constatado que houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se beneficiar ilicitamente da isenção, haverá, ainda, imposição de penalidade. Veja, pois, que será aplicado, quando cabível, o art. 155, que se refere à moratória individual. Por fim, vamos entender o que diz a texto do art. 178 do CTN, abaixo citado: Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104. Nós vimos que a isenção decorre de opção política. Portanto, as isenções possuem caráter precário, permitindo que, a qualquer tempo, novas leis venham revogar as isenções anteriormente concedidas. Essa é a regra: precariedade. No entanto, as denominadas isenções onerosas não podem ser livremente suprimidas. As isenções onerosas são aquelas concedidas com prazo certo e em função de determinadas condições. As isenções possuem prazo certo quando a lei concessiva estabelece um período para fruição do benefício fiscal (5 anos, por exemplo). As isenções são concedidas em função de determinadas condições quando se exige do contribuinte uma contraprestação, como condição para que goze do incentivo fiscal (construção de uma escola, por exemplo). Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 7 52 ==338b5d== Nesse sentido, quem cumpre com as determinações da lei para gozar da isenção, possui direito adquirido ao benefício, ainda que a lei concessória venha a ser revogada. É nessa linha que o STF entendeu, ao editar a Súmula 544: Súmula STF 544 - Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser livremente suprimidas. Isenções onerosas: prazo certo e condições. Isenções onerosas: direito adquirido. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 8 52 Anistia Da mesma forma como ocorre com a isenção, por se causa de exclusão do crédito tributário, a anistia impede a constituição do crédito tributário. No entanto, neste caso, estamos tratando do perdão de infrações. Ora, a multa é consequência de uma infração à legislação tributária, correto? Sendo assim, somente é possível conceder anistia em relação às infrações cometidas antes da vigência da lei que a concede. Caso contrário, se fosse possível perdoar uma infração que ainda poderia ser cometida, certamente seria um estímulo à sua prática, concorda? A anistia ocorre em momento anterior ou posterior ao lançamento tributário (constituição do crédito tributário)? Adotamos a linha doutrinária mais consentânea com a redação do CTN, que seria a anistia o perdão de infrações cujas penalidades ainda não foram lançadas. Se já houver constituição do respectivo crédito tributário (via auto de infração, por exemplo), não haveria que se falar em anistia (exclusão do crédito tributário), mas em remissão (extinção do crédito tributário). Ocorre, porém, que a doutrina também considera a anistia como aplicável às penalidades lançadas ou não, como é o caso de Luciano Amaro1: “e o mesmo se deve dizer da anistia, que tanto é aplicável às infrações cujas sanções pecuniárias já tenham sido descritas num auto de infração como àquelas que ainda não foram apuradas pelo Fisco...”. Vale ressaltar que esta mesma doutrina considera que a remissão seria aplicável tão somente aos tributos, mas não às multas tributárias. É importante ressaltar que, em alguns casos, a anistia não se aplica. São eles (CTN, art. 180, I e II): ● Aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele; ● Salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas. Veja que quando os ilícitos se configuram crimes ou contravenções não é possível conceder anistia, ou seja, quando, além de infringir a lei tributária, são caracterizados como delitos penais. 1 AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 14ª Ed. Pág. 457. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 9 52 Do mesmo modo, também não é possível anistiar os atos que, mesmo não sendo caracterizados como crimes ou contravenções, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Destaque-se que as infrações resultantes do conluio entre duas ou mais pessoas, sejam elas naturais ou jurídicas, também não podem ser anistiadas, salvo disposição de lei em contrário. Observação: Conluio é o ajuste entre duas ou mais pessoas que praticam atoscom o intuito de ludibriar a Fazenda Pública. Observe que o legislador comete uma grave imprecisão. Vimos que as infrações cometidas com dolo (intencionais) não podem ser anistiadas. Contudo, as infrações resultantes de conluio são inegavelmente infrações dolosas. Da mesma forma que a isenção, o CTN também previu que a anistia pode ser concedida em caráter geral ou individual: Art. 181. A anistia pode ser concedida: I - em caráter geral; II - limitadamente: a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo; b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza; c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares; d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à autoridade administrativa. Dessa forma, é possível que a anistia se restrinja às infrações relativas a determinado tributo (alínea “a”), como o imposto de renda. Também podemos ter perdão de infrações até certo montante (alínea “b”), acima do qual os infratores continuam obrigados a pagar. A anistia pode se limitar a determinada região do território do ente tributante (alínea “c”) ou mesmo ficar condicionada ao pagamento do tributo dentro do prazo estabelecido pela lei ou pela autoridade administrativa se a ela a lei atribuir tal dever (alínea “d”). Ainda no que concerne à anistia concedida individualmente, lembre-se que, da mesma forma como ocorre com a isenção, o perdão é concedido por meio de despacho da autoridade administrativa, devendo o interessado comprovar que preenche as condições legais, formulando o requerimento (CTN, art. 182). Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 10 52 Lembra-se do mnemônico MARIPA? À anistia concedida individualmente aplicam-se, quando cabível, as regras relativas à moratória (art. 155), quando concedida de forma semelhante. Vamos, novamente, relembrar? Volte ao art. 155 e faça nova leitura, adaptando, é claro, o texto à anistia. DICA DE PROVA: Para acertar as questões que cobram hipóteses de suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário, o mais simples é memorizar as modalidades de suspensão (MORDER e LIMPAR) e as de exclusão, isenção e anistia. Feito isso, e tendo uma noção razoável das hipóteses de extinção, será bem mais simples “matar” a questão. Embora a doutrina majoritária entenda que, sendo causa de exclusão do crédito tributário, a anistia é concedida antes do lançamento relativo à aplicação da penalidade, o autor Luciano Amaro2 deixa claro que o contribuinte pode se beneficiar da anistia mesmo após a notificação ao contribuinte da infração, isto é, após o lançamento. Destacamos que, recentemente, a FCC adotou esta linha! (MPE-CE-Promotor de Justiça/2020) A exclusão do crédito tributário decorrente de infração à legislação tributária, concedida em caráter geral ou por despacho da autoridade administrativa, é chamada de a) isenção. b) anistia. c) remissão. d) moratória. e) compensação. 2 AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 14ª Edição. 2008. Págs. 455-457. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 11 52 ==338b5d== Comentário: O crédito tributário é excluído pela isenção e pela anistia, conforme estabelece o art. 175, do CTN, sendo a isenção referente ao tributo, e à anistia referente à infração à legislação tributária. Gabarito: Letra B (Pref.Manaus-Auditor Fiscal/2019) De acordo com o Código Tributário Nacional, a anistia a) deve ser concedida necessariamente em caráter limitado, vedada sua concessão em caráter geral. b) não se aplica aos atos que sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo. c) é uma forma de extinção do crédito tributário. d) abrange exclusivamente as infrações cometidas posteriormente à vigência da lei que a concede. e) só pode ser concedida por meio de lei ou de decreto. Comentário: Alternativa A: Segundo o art. 181, a anistia pode ser concedida em caráter geral ou limitadamente a certas circunstâncias. Alternativa errada. Alternativa B: De acordo com o art. 180, a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa correta. Alternativa C: É uma forma de exclusão do crédito tributário, e não de extinção. Alternativa errada. Alternativa D: A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. Alternativa errada. Alternativa E: Segundo o art. 97, inciso VI, somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Logo, não cabe conceder anistia por meio de decreto. Alternativa errada. Gabarito: Letra B (TJ-BA-Juiz Estadual/2019) De acordo com o CTN, o parcelamento é uma modalidade de a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário. b) extinção da obrigação tributária. c) compensação de créditos e débitos tributários. d) exclusão do crédito tributário. e) remissão da obrigação tributária. Comentário: O parcelamento constitui hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, conforme prevê o art. 151, do CTN. Gabarito: Letra A Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 12 52 (TJ-SC-Juiz Estadual/2019) Uma autoridade tributária, respaldada por lei, emitiu despacho concedendo moratória em caráter individual para determinado contribuinte e, assim, suspendeu a exigibilidade do crédito tributário. Posteriormente, o benefício foi revogado de ofício pelo fisco, em razão de ter sido comprovado que o beneficiário dolosamente simulou as condições para a sua fruição. Com esse fundamento, houve a imposição de penalidade ao contribuinte e a sua exclusão formal do programa em questão. Nessa situação hipotética, de acordo com o Código Tributário Nacional, a) a concessão da moratória suspendeu o prazo decadencial para a cobrança do crédito, não sendo computado o tempo decorrido entre a concessão e a revogação do benefício. b) a concessão da moratória interrompeu o prazo prescricional para a cobrança do crédito, razão pela qual esse prazo somente recomeçou a correr após a revogação do benefício. c) o tempo decorrido entre a concessão do benefício e a sua revogação não é computado para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito. d) a revogação do benefício só terá validade se tiver ocorrido antes do término do prazo prescricional do direito à cobrança do crédito. e) a revogação do benefício só terá validade se tiver ocorrido antes do término do prazo decadencial relativo ao direito de constituição do crédito. Comentário: Como houve comprovação de simulação por parte do contribuinte para obter o benefício fiscal da moratória, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito. É o que prevê o art. 155, par. único, do CTN. Portanto, só nos resta a letra C. Gabarito: Letra C (TCE-RO-Procurador/2019) Acerca das causas de exclusão do crédito tributário, assinale a opção correta. a) A isenção sujeita a termo, concedida de forma onerosa e que impõe investimento ao contribuinte beneficiário, não pode ser livremente suprimida. b) A isenção heterônoma, assim entendida aquela instituída por um ente para alcançar tributo alheio, é permitida tanto no plano internacional quanto no plano interno. c) A isenção possui natureza de benefício fiscal consistente no perdão da multa aplicada em decorrência do descumprimento do dever de pagar o tributo — obrigação principal — e dos deveres acessórios— obrigação acessória. d) Uma isenção subjetiva do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) concedida a contribuinte com mais de setenta anos de idade, com quatro filhos, todos com menos de setenta anos de idade e saudáveis, que possui imóvel em condomínio, extingue crédito tributário. e) Anistia é o benefício fiscal que, diante de razões de estado ou finalidades públicas, extingue o crédito tributário. Comentário: Alternativa A: Realmente, a isenção concedida por prazo certo (a termo) e sujeita a condições, denominada isenção onerosa, não pode ser livremente suprimida, conforme dispõe o CTN e a jurisprudência do STF. Alternativa correta. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 13 52 Alternativa B: A isenção heterônoma é vedada, como regra, pela CF/88 (art. 151, III). Alternativa errada. Alternativa C: A isenção se refere ao tributo e não à multa tributária. Portanto, esta alternativa está errada. Alternativa D: A isenção, seja como for, exclui o crédito tributário. É incorreto afirmar que a isenção extingue o crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa E: A isenção também exclui o crédito tributário. É incorreto afirmar que a anistia extingue o crédito tributário. Alternativa errada. Gabarito: Letra A (TJ-CE-Juiz Substituto/2018) De acordo com o CTN, as hipóteses de exclusão do crédito tributário incluem a) a isenção e a anistia. b) o pagamento e a compensação. c) a prescrição e a decadência. d) a moratória e o parcelamento. e) a remissão e o depósito do montante integral. Comentário: Vimos, pela redação do art. 175, do CTN, que as hipóteses de exclusão do crédito tributário se resumem na isenção e na anistia. Gabarito: Letra A (ISS-Cuiabá-Auditor Fiscal/2016) Caio, visando à suspensão de exigibilidade de crédito objeto de auto de infração, ajuizou ação anulatória e realizou o depósito do montante integral. As opções a seguir também apresentam hipóteses de suspensão de exigibilidade do crédito, à exceção de uma. Assinale-a. a) Moratória. b) Impugnação ao auto de infração. c) Anistia fiscal. d) Parcelamento do crédito. e) Concessão de medida liminar em mandado de segurança. Comentário: As hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário constam no art. 151, do CTN. Das opções apresentadas, apenas a anistia fiscal não corresponde a uma medida de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, configurando modalidade de exclusão do crédito tributário, como determina o art. 175, do CTN. Gabarito: Letra C (PGE-TO-Procurador do Estado/2018) O art. 35, caput, inciso I da Lei estadual no 1.288/2001, que dispõe sobre o Contencioso Administrativo-Tributário e os Procedimentos Administrativo-Tributários, estabelece que o Auto de Infração formaliza a exigência do crédito tributário. Desse modo, o Auto de Infração é o instrumento legal que materializa o lançamento de ofício do tributo no Estado do Tocantins. Em seu art. 41, a mesma lei estabelece que a fase contenciosa do procedimento de que trata este Capítulo inicia-se com a apresentação de Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 14 52 impugnação ao lançamento formalizado por auto de infração. De acordo com o Código Tributário Nacional, essa impugnação, se apresentada tempestivamente pelo sujeito passivo, suspende a) o direito de o sujeito passivo extinguir o crédito tributário. b) a exigibilidade do crédito tributário. c) o direito de a Fazenda Pública realizar procedimentos de fiscalização no sujeito passivo. d) a fluência do prazo decadencial, desde que seja efetuado o depósito integral do crédito tributário questionado. e) a fluência do prazo decadencial. Comentário: Embora a questão mencione em seu enunciado dispositivo de lei estadual, você não precisa conhecê-lo para acertar a questão, pois a resposta é exigida nos termos do CTN. Alternativa A: O sujeito passivo pode desistir da impugnação a qualquer tempo e efetuar o pagamento, extinguindo o crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa B: A impugnação do sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, III, do CTN. Alternativa correta. Alternativa C: A impugnação não suspende o direito de a Fazenda Pública realizar procedimentos de fiscalização no sujeito passivo. Alternativa errada. Alternativa D: Como o crédito tributário já foi constituído, não há que se falar em decadência. Alternativa errada. Alternativa E: Como o crédito tributário já foi constituído, não há que se falar em decadência. Alternativa errada. Gabarito: Letra B Você encontrará inúmeras questões comentadas em áudio para treinar, e a abordagem de alguns temas específicos que você estudou neste material na minha Comunidade do Telegram: Comunidade no Telegram: https://t.me/ProfFabioDutraConcurso s Instagram: @ProfFabioDutra Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 15 52 QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS Exclusão do Crédito Tributário 1. Instituto ACCESS/PGE-PE-Direito/2024 Sobre os Créditos Tributários. O art. 141 do CTN estabeleceu que “o crédito tributário regularmente constituído só pode ter sua exigibilidade excluída nos casos previstos no próprio CTN.” Com relação a exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas modalidades. Assinale a alternativa que contenha essas duas modalidades: a) isenção e extinção. b) anistia e suspenção. c) isenção e anistia. d) anistia e extinção. Gabarito: C Comentário: Letra A: Errada. Extinção do crédito tributário não é o mesmo que exclusão. Letra B: Errada. Suspensão do crédito tributário não é o mesmo que exclusão. Letra C: Certa. Isenção e anistia excluem o crédito (art. 175 do CTN). Letra D: Errada. Extinção do crédito tributário não é o mesmo que exclusão. 2. IDIB/Pref. Formosa-Fiscal/2024 Figurando como um conceito fundamental no Sistema Tributário Brasileiro, o Crédito Tributário refere-se à obrigação legal do contribuinte de pagar um tributo ao Estado, surgindo quando ocorre o fato gerador previsto em lei que enseja a obrigação tributária. Nesse sentido, de acordo com o Código Tributário Nacional, sabe-se que o(a) a) isenção e a anistia são formas de extinção do crédito tributário. b) parcelamento e a compensação são formas de exclusão do crédito tributário. c) parcelamento e o depósito integral são formas de suspensão do crédito tributário. d) consignação em pagamento e a transação são formas de suspensão do crédito tributário. Gabarito: C Comentário: Letra A: Errada. Isenção e anistia excluem, não extinguem o crédito tributário (art. 175 do CTN). Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 16 52 Letra B: Errada. Parcelamento suspende, compensação extingue o crédito tributário. Não excluem o crédito tributário. Letra C: Certa. Parcelamento (art. 151, VI do CTN) e depósito integral (art. 151, II do CTN) suspendem a exigibilidade do crédito tributário. Letra D: Errada. Consignação em pagamento (art. 156, VIII do CTN) e transação (art. 156, III do CTN) extinguem o crédito tributário, não o suspendem. 3. Instituto AOCP - AFRM (Pref Uberaba)/Pref Uberaba/2024 No Código Tributário Nacional, as modalidades de suspensão do crédito tributário são: a) pagamento, compensação e transação. b) decadência, prescrição e pagamento. c) moratória, depósito do seu montante integral, reclamações e recursos. d) isenção, anistia e moratória. Gabarito: C Comentário: Letra A: Errada. Pagamento, compensação e transação são hipóteses de extinção (art. 156 do CTN), não de suspensão do crédito tributário. Letra B: Errada. Decadência, prescrição e pagamento também são formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN). Letra C: Certa. Moratória, depósito integral, reclamações e recursos são formas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (art. 151 do CTN). Letra D: Errada. Isençãoe anistia excluem o crédito (art. 175 do CTN), enquanto a moratória suspende (art. 151 do CTN). 4. FGV/Câmara dos Deputados-Consultor/2024 O sistema tributário brasileiro prevê diversas hipóteses que impedem a incidência ou afastam o pagamento de tributos. Entre essas possibilidades merecem destaque os casos de não incidência, isenção e alíquota zero. Acerca desses conceitos, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) A não incidência trata de situações em que o legislador poderia criar o tributo, por ausência de vedação constitucional, mas decidiu não fazê-lo. ( ) Na isenção, o entendimento prevalente na doutrina é no sentido de que existem duas normas em sentidos opostos, uma que institui o tributo e outra que dispensa o pagamento em determinadas situações. ( ) A alíquota zero não se confunde com a isenção, por se tratar de hipótese em que o tributo incide normalmente, sem qualquer restrição ou dispensa de pagamento. As afirmativas são, respectivamente, Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 17 52 a) V – F – F. b) V – F – V. c) V – V – V. d) F – F – V. e) F – V – F. Gabarito: C Comentário: Item I: Certo. A não incidência ocorre em situações em que o legislador, apesar de ter competência constitucional para instituir o tributo, opta por não exercê-la. Não há vedação constitucional, apenas a escolha legislativa por não tributar determinado fato. Item II: Certo. Na isenção, há a existência da norma que institui o tributo e, simultaneamente, outra norma que dispensa o pagamento em determinadas circunstâncias. A isenção figura como exclusão do crédito tributário (Art. 175, I, do CTN), afastando a exigibilidade do tributo que, em tese, seria devido. Item III: Certo. A alíquota zero não é equiparável à isenção, pois na hipótese da alíquota zero o fato gerador ocorre e o lançamento é efetuado, porém a quantidade resultante da incidência é igual a zero. 5. FGV/Pref Caraguatatuba-Fiscal/2024 Sobre as isenções tributárias no Brasil, analise as afirmativas a seguir. I. A isenção tributária é uma limitação imposta pela Constituição aos poderes tributários do Estado ou Município. II. A isenção tributária dispensa os beneficiados da apresentação de declarações, prestação de contas e cumprimento de outras exigências legais associadas ao tributo isento. III. Pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e doadores a entidades beneficentes são exemplos de pessoas físicas que podem se beneficiar da isenção de tributos. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e III, apenas. e) II e III, apenas. Gabarito: C Comentário: Item I: Errado. De acordo com o art. 175 do CTN, a isenção é uma hipótese de exclusão do crédito tributário, não uma limitação constitucional ao poder de tributar. Caso a não incidência fosse prevista na Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 18 52 Constituição, tratar-se-ia de imunidade, e não de isenção. Logo, a ideia de que a isenção seria uma limitação constitucional ao poder tributário do Estado ou Município não encontra amparo. Item II: Errado. Segundo o parágrafo único do art. 175 do CTN, a isenção não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias, tais como apresentação de declarações, prestação de contas e demais obrigações legais. Assim, a concessão da isenção não afasta o dever do contribuinte de cumprir exigências legais relacionadas ao tributo isento. Item III: Certo. De acordo com o art. 176 do CTN, a lei que concede isenção pode estabelecer condições e requisitos específicos, beneficiando determinados grupos. Como citado no item, é comum que sejam contempladas pessoas de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência e doadores a entidades beneficentes, entre outros. Esses beneficiários, definidos em lei, podem usufruir da dispensa do pagamento do tributo em razão de sua situação pessoal. 6. FGV/Câmara Municipal-Fortaleza-Consultor/2024 Relacione as hipóteses de suspensão de exigibilidade, exclusão e extinção do crédito tributário às respectivas definições. 1. Anistia 2. Moratória 3. Remissão 4. Isenção ( ) É hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito, consistente na prorrogação, por lei, do prazo para pagamento do tributo. ( ) É hipótese de exclusão do crédito tributário que abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. ( ) É hipótese de extinção do crédito tributário consistente no perdão total ou parcial do tributo já lançado, concedida por lei específica. ( ) É hipótese de exclusão do crédito tributário consistente na dispensa legal do pagamento de um tributo previsto em lei. Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. a) 2 – 1 – 3 – 4. b) 3 – 2 – 4 – 1. c) 1 – 3 – 2 – 4. d) 4 – 3 – 2 – 1. e) 1 – 2 – 3 – 4. Gabarito: A Comentário: Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 19 52 Item 1 (Moratória): Certa. De acordo com o art. 151, I, do CTN, a moratória é uma das hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Conforme o art. 152 do CTN, ela pode ser concedida em caráter geral (pela pessoa jurídica de direito público competente) ou em caráter individual (por despacho da autoridade administrativa, desde que autorizada por lei). Item 2 (Anistia): Certa. De acordo com o art. 175, II, do CTN, a anistia é uma hipótese de exclusão do crédito tributário. O art. 180 do CTN estabelece expressamente que a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. Item 3 (Remissão): Certa. Conforme o art. 156, IV, do CTN, a remissão é hipótese de extinção do crédito tributário. O art. 172 do CTN estabelece que a lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário. Item 4 (Isenção): Certa. De acordo com o art. 175, I, do CTN, a isenção é hipótese de exclusão do crédito tributário. O art. 176 do CTN determina que a isenção é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para sua concessão. 7. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2024 Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo item. Aplica-se retroativamente lei que conceda isenção àqueles contribuintes que não tiverem recolhido o tributo devido à época, mas se encontravam contemplados pela nova legislação. Gabarito: Errado Comentário: A assertiva está errada. As leis que concedem isenção tributária não retroagem para beneficiar contribuintes em relação a fatos geradores ocorridos antes de sua vigência. Conforme o art. 105 do CTN, a lei aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, mas não alcança fatos pretéritos já consumados. Portanto, contribuintes que não recolheram tributos devidos antes da concessão da isenção não são beneficiados pela nova lei. 8. FUNDATEC/Água de Ivoti/2024 Sobre a isenção e a anistia, e seu regramento segundo o Código Tributário Nacional, assinale a alternativa INCORRETA. a) A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão. b) Tratando-se de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho que efetiva a isenção será renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 20 52 c) A anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridadeadministrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para sua concessão. d) O despacho que defere a anistia gera direito adquirido. e) A anistia pode ser concedida limitadamente a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Gabarito: D Comentário: Letra A: Correta. Conforme o artigo 179 do CTN, a isenção, não concedida em caráter geral, é efetivada por despacho da autoridade administrativa mediante requerimento do interessado. Letra B: Correta. O artigo 179, §1º, do CTN prevê a necessidade de renovação do despacho de isenção para tributos periódicos. Letra C: Correta. De acordo com o artigo 182 do CTN, a anistia, quando não geral, é efetivada por despacho da autoridade administrativa, mediante requerimento. Letra D: Incorreta. O artigo 182, parágrafo único, do CTN estabelece que o despacho que defere a anistia não gera direito adquirido, podendo ser revogado se constatado que o beneficiado não cumpria os requisitos. Letra E: Correta. A anistia pode ser concedida limitadamente a determinada região, conforme o artigo 181, II, "c", do CTN. 9. FUNDATEC/PGE SP/2023 Sobre o crédito tributário e o que dispõe o Código Tributário Nacional acerca das causas de sua extinção, assinale a alternativa correta. a) Extinguem o crédito tributário a remissão, a transação, a compensação e a conversão do depósito em renda. b) A compensação, o parcelamento e a remissão são causas de extinção do crédito tributário. c) Em matéria tributária, a prescrição extingue a pretensão executiva processual, mas não afeta o crédito tributário, que continua exigível por meios alternativos à execução fiscal, como o protesto, ao contrário do que acontece com a decadência, que extingue em definitivo o crédito tributário. d) Prescrição, decadência, parcelamento e decisão judicial passada em julgado são causas extintivas do crédito tributário. e) A conversão de depósito em renda e a moratória são causas extintivas do crédito tributário. Gabarito: A Comentário: Letra A: Correta. Segundo o artigo 156 do CTN, são causas de extinção do crédito tributário a remissão (inciso IV), a transação (inciso III), a compensação (inciso II) e a conversão de depósito em renda (inciso VI). Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 21 52 ==338b5d== Letra B: Incorreta. O parcelamento é causa de suspensão da exigibilidade (art. 151, VI, do CTN), não de extinção. Letra C: Incorreta. A prescrição extingue o crédito tributário, tornando-o inexigível. Não pode ser cobrado por outros meios. A decadência também extingue o crédito tributário. Letra D: Incorreta. Embora a prescrição, a decadência e a decisão judicial passada em julgado sejam causas extintivas (art. 156, V e X), o parcelamento é causa de suspensão (art. 151, VI). Letra E: Incorreta. A conversão de depósito em renda é causa de extinção (art. 156, VI), mas a moratória é causa de suspensão da exigibilidade (art. 151, I). 10.CEBRASPE/Del Pol (PC PE)/PC PE/2024 De acordo com o CTN, excluem o crédito tributário a) o pagamento e a transação. b) a moratória e o parcelamento. c) as reclamações e os recursos. d) a prescrição e a decadência. e) a anistia e a isenção. Comentário: Letra A: Errada. O pagamento e a transação não excluem, mas extinguem o crédito tributário, conforme definido pelo art. 156, I e III do CTN. Letra B: Errada. A moratória e o parcelamento são considerados suspensões da exigibilidade do crédito tributário, não exclusões. Isso está especificado no art. 151, I do CTN. Letra C: Errada. As reclamações e os recursos também representam suspensões da exigibilidade do crédito tributário, de acordo com o art. 151, III do CTN. Letra D: Errada. A prescrição e a decadência não são formas de exclusão, mas sim de extinção do crédito tributário, como determina o art. 156, V do CTN. Letra E: Correta. A anistia e a isenção são formas de exclusão do crédito tributário, estabelecidas pelo art. 175, I e II do CTN, eliminando a exigibilidade do tributo sem retirar a sua validade legal. Gabarito: E 11.VUNESP/Auditor de Controle Externo (TCM SP)/Ciências Jurídicas/2023 De acordo com a disposição expressa do Código Tributário Nacional, a _________ abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede e consiste em uma causa de ________ do crédito tributário. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do enunciado. A) isenção ... exclusão B) moratória ... suspensão Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 22 52 C) remissão ... extinção D) remissão ... suspensão E) anistia ... exclusão Comentário: A anistia e a isenção configuram causas de exclusão do crédito tributário, previstas no art. 175, do CTN. É bastante importante você saber que a anistia se refere à dispensa do pagamento da penalidade pecuniária, ao passo que a isenção se refere à dispensa do pagamento do tributo. Ambas precisam ser previstas em lei. Letra A: A questão trata da anistia. Letra B: A questão trata da anistia e da exclusão do crédito tributário. Letra C: A questão trata da anistia e da exclusão do crédito tributário. Letra D: A questão trata da anistia e da exclusão do crédito tributário. Letra E: Como já mencionado, a anistia se refere à dispensa do pagamento da penalidade pecuniária, e configura causa de exclusão do crédito tributário, prevista no art. 175, do CTN. Gabarito: Letra E 12.VUNESP/Fiscal de Tributos (Pref Guaratinguetá)/2022 Exclui o crédito tributário: A) a anistia. B) a remissão. C) a transação. D) a compensação. E) a conversão do depósito em renda. Comentário: É uma questão bastante direta, envolvendo decoreba dos arts. 175 e 156, do CTN. Vamos lá! Letra A: A anistia realmente exclui o crédito tributário (CTN, art. 175). Letra B: A remissão extingue o crédito tributário (CTN, art. 156). Letra C: A transação extingue o crédito tributário (CTN, art. 156). Letra D: A compensação extingue o crédito tributário (CTN, art. 156). Letra E: A conversão do depósito em renda extingue o crédito tributário (CTN, art. 156). Gabarito: Letra A 13.FCC/Pref.Recife-Analista de Gestão Contábil/2019 Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 23 52 No que tange às isenções de impostos, inclusive municipais, o Código Tributário Nacional estabelece que a) a isenção concedida a contribuintes do IPTU não pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. b) a isenção do ISSQN, desde que expressamente prevista em contrato firmado entre o Município e as empresas de construção civil, prescinde da edição de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, bem como o prazo de sua duração. c) a isenção de ISSQN aos prestadores de serviço de hotelaria, concedida para vigorar durante os três meses em que se celebrarão os festejos de 100 anos da emancipação do Município, e desde que o estádio de futebol local esteja pronto para abrigar a sede dos festejos, poderá ser revogada, por ato do chefe do Poder Executivo municipal, se esta autoridade, posteriormente, mudar de ideia e desistir de realizar esses festejos. d) as isenções são formas de extinção do crédito tributário e sua concessão, como regra, dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído. e) a isenção do ITBI, concedida apenas em relação às transmissões onerosas de imóveis localizados a menos de 1.000 metros de distância do pântano existente no território do Município, deve ser efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa. Comentário: Letra A: De acordo com o art. 176, §único do CTN, a isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidadetributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada. Letra B: Pelo art. 176, temos que “a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração”. Alternativa errada. Letra C: De acordo com o art. 178, a isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo. Interpretando o dispositivo, a isenção concedida por prazo certo e em função de determinadas condições não pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. É também nesse sentido a Súmula 544 do STF que dispõe que isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser livremente suprimidas. Alternativa errada. Letra D: Segundo o art. 175, §único do CTN A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente. Alternativa errada. Letra E: Segundo o art. 179 do CTN, a isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão. Alternativa correta. Gabarito: Letra E Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 24 52 14.FCC/SEFAZ BA-Auditor Fiscal/2019 Conforme o Código Tributário Nacional, são casos de exclusão do crédito tributário a isenção e anistia, sendo que a a) isenção é sempre decorrente de lei, salvo quando prevista em contrato. b) concessão de anistia, decorrente de infração tributária, compete privativamente ao Presidente da República, sem necessidade da sanção do Congresso Nacional, conforme dispõe, expressamente, o Código Tributário Nacional. c) Constituição Federal veda à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. d) anistia abrange somente as infrações cometidas após a vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções, mas se aplicando aos atos praticados apenas com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. e) isenção concedida a determinado imposto sobre propriedade é extensiva às taxas relacionadas com o referido bem e aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Comentário: Letra A: Segundo o art. 176 do CTN, a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Alternativa errada. Letra B: Não há previsão no CTN estabelecendo que a concessão da anistia compete privativamente ao Presidente da República. O art. 150, §6º da CF/88 afirma que a anistia só poderá ser concedida mediante lei específica, federal, estadual ou municipal. Alternativa errada. Letra C: Segundo o art. 151 da CF/88, é vedado à União, dentre outras coisas, instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Alternativa correta. Letra D: Segundo o art. 180 do CTN, a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa errada. Letra E: Pelo art. 177 do CTN, salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva- às taxas e às contribuições de melhoria nem aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Alternativa errada. Gabarito: Letra C 15.FCC/PGE-MT-Procurador/2016 O perdão parcial de multa pecuniária regularmente constituída mediante o lançamento de ofício do qual o contribuinte tenha sido devidamente notificado, em decorrência da adesão voluntária, por parte do contribuinte, a um “programa de regularização fiscal” criado por lei, consiste em: Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 25 52 a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade parcelamento com desconto. b) exclusão do crédito tributário, na modalidade remissão de débitos. c) exclusão do crédito tributário, na modalidade parcelamento de débitos. d) exclusão do crédito tributário, na modalidade anistia. e) extinção do crédito mediante desconto condicional. Comentário: Como o perdão de multa pecuniária só poderia ser remissão ou anistia, podemos descartar as alternativas A, C e E, ficando apenas com as alternativas B e D. Nesta questão, a FCC se alinhou à corrente doutrinária que aceita a anistia como aplicável às multas lançadas ou não. Já a remissão, neste caso, seria apenas o perdão de tributos. Portanto, como se trata de multa pecuniária, temos um caso claro de anistia (exclusão do crédito tributário). Gabarito: Letra D 16.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 Com suporte nas normas do CTN que disciplinam a concessão e a revogação de isenções, pode-se afirmar que a) a lei que conceder a isenção, deverá, entre outras coisas, especificar as condições para sua concessão e os tributos a que se aplica. b) toda lei que conceder a isenção, deverá especificar o prazo de sua duração, quando for concedida por prazo certo, vedada a concessão por prazo certo superior a cinco anos. c) a isenção não pode ser restrita a regiões ou partes do território da entidade tributante. d) essas isenções, quando previstas em contrato firmado com o ente tributante, dispensam a edição de lei. e) a isenção pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, mesmo se concedida em função de determinadas condições e por prazo certo e de até dois exercícios. Comentário: Letra A: De acordo com o caput do art. 176, do CTN, a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. Alternativa correta. Letra B: Não há nenhuma restrição temporal quanto à lei que concede isenção por prazo certo. Alternativa errada. Letra C: De acordo com o par. único, do art. 176, do CTN, a isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 26 52 Letra D: Consoante o disposto no caput do art. 176, do CTN, a isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei. Alternativa errada. Letra E: Na realidade, quando a isenção for concedida em função de determinadas condições e por prazo certo (isenção onerosa), não é livremente revogável. Alternativa errada. Gabarito: Letra A 17.FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 Relativamente às isenções tributárias, é correto afirmar, com base na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional que a concessão de isenção para impostos não é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria, salvo disposição de lei em contrário. Comentário: De acordo com o art. 177, I, salvo disposição de lei em contrário, a concessão de isenção para impostos não é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria. Gabarito: Correta 18.FCC/PGE-MA-Procurador/2016 A respeito do instituto da isenção, é correto afirmar: a) Não pode, de forma alguma, ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, tendo em vista o princípio da uniformidade geográfica. b) Tendo em vista o princípio da legalidade, a lei pode, sem exceção e a qualquer tempo, revogar ou modificar a isenção concedida.c) Quando já concedida, não pode ser alterada ou modificada, se a concessão foi por prazo certo e em função de determinadas condições. d) De acordo com o Código Tributário Nacional, a lei que extingue ou reduz isenção dos impostos sobre o patrimônio ou renda não precisa obedecer ao princípio da anterioridade. e) Segundo a Constituição Federal, a União é competente para instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Comentário: Letra A: De acordo com o art. 176, par. único, do CTN, a isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada. Letra B: Realmente, em regra a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo por lei. Contudo, não se pode dizer que esta regra é aplicada “sem exceção”, uma vez que a isenção concedida por prazo certo e em função de determinadas condições (isenção onerosa) não pode ser livremente suprimida. É o que estabelece o art. 178 e a jurisprudência do STF. Alternativa errada. Letra C: Conforme comentamos na alternativa anterior, a isenção onerosa, quando já concedida, não pode ser alterada ou modificada. Alternativa correta. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 27 52 Letra D: O art. 104, III, do CTN, prevê que entra em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao da sua publicação a lei que venha extinguir ou reduzir isenções relativas a impostos sobre o patrimônio ou a renda. Alternativa errada. Letra E: De acordo com o art. 151, III, do CTN, é vedado à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Alternativa errada. Gabarito: Letra C 19.FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 Um contribuinte do ICMS emitiu o documento fiscal nº 1001, consignando, deliberadamente, como destinatária do documento, pessoa diversa daquela a quem a mercadoria seria efetivamente entregue. Não houve, todavia, prejuízo no pagamento do imposto, por tratar-se de mercadoria não sujeita à incidência do ICMS. Dias depois, esse mesmo contribuinte combinou com cliente seu, que emitiria, como de fato emitiu, o documento fiscal de no 2002, referente a operação tributada, fazendo constar nesse documento, como valor da operação e da base de cálculo do ICMS, valor equivalente a 50% do efetivo valor da operação e da base de cálculo. As duas infrações ocorreram no mesmo mês. Dois anos depois de cometidas essas infrações, o Estado, mediante lei ordinária, anistiou os contribuintes do ICMS que tivessem cometido infrações contra a legislação desse imposto. Tendo como base o CTN, é correto afirmar que a infração relacionada com o documento fiscal a) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada, concomitantemente, como crime na lei penal. b) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois o contribuinte agiu com dolo. c) no 2002 não pode ser objeto de anistia, pois essa infração não é tipificada, concomitantemente, como contravenção na lei penal. d) nº 1001 pode ser objeto de anistia, pois ela não ocasionou prejuízo no pagamento do ICMS. e) nº 2002 não pode ser objeto de anistia, pois as duas infrações foram cometidas pelo contribuinte, no mesmo ano civil, sendo que somente a infração cometida em primeiro lugar é que poderia ser anistiada. Comentário: Para resolver esta questão, basta conhecer o art. 180, I, do CTN, que estabelece que a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando, aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. No caso em tela, foi informado que o contribuinte cometeu ambas infrações com evidente dolo, razão pela qual não cabe anistia. Portanto, a única alternativa que responde a questão é a Letra B. Gabarito: Letra B Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 28 52 20.FCC/CREMESP-Advogado/2016 No tocante a exclusão do crédito tributário, considere: I. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente. II. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. III. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria. IV. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção é extensiva aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Está correto o que consta APENAS em a) I, II e IV. b) II e III. c) II, III e IV. d) I e III. e) I e II. Comentário: Item I: Transcrição literal do art. 175, §único do CTN. Item correto. Item II: Transcrição literal do art. 176 do CTN. Item correto. Item III: Segundo o art. 177, salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria. Item errado. Item IV: Segundo o art. 177, salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Item errado. Gabarito: Letra E 21.FCC/TJ AL-Juiz Estadual/2015 O Regulamento do ICMS de um determinado Estado brasileiro, aprovado por decreto subscrito por seu Governador, criou a seguinte norma (hipotética), para ser aplicada pelas autoridades julgadoras do Tribunal Administrativo Tributário daquele Estado: Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 29 52 “A multa aplicada nos termos do artigo “x” poderá ser dispensada ou reduzida por órgão julgador administrativo, desde que a infração tenha sido praticada sem dolo, fraude ou simulação, e não implique falta de pagamento do imposto.” De acordo com que o CTN dispõe a respeito de dispensa ou de redução de penalidades, a referida norma a) não poderia ter sido criada por meio de decreto estadual. b) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de extinção do crédito tributário, não contemplada no CTN. c) só poderia ter sido criada por lei complementar estadual. d) não poderia ter sido criada, pois representa hipótese de exclusão do crédito tributário, não contemplada no CTN. e) pode reduzir penalidades, nos termos estabelecidos por lei complementar estadual, mas não poderia tê-las dispensado. Comentário: De acordo com o art. 97 do CTN, somente a lei pode estabelecer, dentre outras coisas, as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Adicionalmente, o art. 180 afirma que a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. Fica entendido, portanto que o instrumento hábil para criar uma hipótese de anistia é lei, não podendo ela ter sido criada por meio de decreto estadual. Gabarito: Letra A 22.FCC/TCM-RJ-Procurador/2015 A anistia de caráter geral a) pode alcançar infrações cometidas posteriormente à vigência da lei que a concedeu, desde que concedida em caráter específico. b) somente tem lugar diante da denúncia espontânea da infração, sendo dispensada lei para sua concessão, pois refere-se à obrigação tributária acessória. c) tem lugar para perdoar crédito tributário cujo fato gerador foi praticado com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele, desde que expressamente veiculada por lei do ente competente para instituir o tributo. d) se concede apenas mediante requerimento comprovando preenchimento de determinados requisitos legais já discriminados no Código Tributário Nacional e despacho da autoridade administrativa competente. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br30 52 e) não se aplica a atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Comentário: Letra A: De acordo com o art. 180, caput, do CTN, a anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede. Alternativa errada. Letra B: A anistia não necessita de denúncia espontânea pelo sujeito passivo, devendo sempre haver edição de lei específica para sua concessão. Alternativa errada. Letra C: De acordo com o art. 180, I, do CTN, a anistia não se aplica aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele, ainda que haja lei veiculando expressamente esta situação. Alternativa errada. Letra D: Primeiramente, cumpre destacar que nem sempre é necessário que o sujeito passivo solicite a concessão da anistia mediante requerimento. Tal regra aplica-se apenas aos casos de anistia concedida em caráter individual. Ademais, os requisitos são previstos na lei que a concede, já que não foram discriminados no CTN. Alternativa errada. Letra E: Conforme comentado, de acordo com o art. 180, I, do CTN, a anistia não se aplica aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que, mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele. Alternativa errada. Gabarito: Letra E 23.CESPE/SEFAZ-RS-Auditor Fiscal/2019 Isenção do crédito tributário estabelecida por determinada lei federal a) dispensará o cumprimento de obrigações acessórias. b) será extensiva aos tributos que venham a ser criados após a concessão dessa isenção, se tiver sido destinada a determinado grupo de pessoas. c) não alcançará as taxas, mas apenas as contribuições de melhoria, caso seja destinada a determinado grupo de pessoas. d) não poderá ser restritivamente concedida a uma região do território da entidade tributante. e) poderá ser concedida sob determinadas condições ou por prazo certo. Comentário: Letra A: A exclusão do crédito tributário, pela isenção, não dispensa o cumprimento de obrigações acessórias. Alternativa errada. Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 31 52 Letra B: Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão. Alternativa errada. Letra C: Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva às taxas e às contribuições de melhoria. Alternativa errada. Letra D: A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares. Alternativa errada. Letra E: Trata-se da isenção onerosa, prevista no art. 178, do CTN, no sentido de que a isenção, quando concedida sob determinadas condições e por prazo certo, não pode ser livremente suprimida. Alternativa correta. Gabarito: Letra E 24.CESPE/Polícia Federal-Delegado/2018 As isenções tributárias onerosas e concedidas por prazo certo geram direito adquirido à sua fruição pelo beneficiário, no prazo em que for estipulado, desde que ele cumpra as condições previstas na lei. Comentário: Realmente, a isenção onerosa, isto é, concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, gera direito adquirido, não podendo ser livremente suprimida. Gabarito: Correta 25.CESPE/Pref. Belo Horizonte-MG-Procurador/2017 A isenção exclui o crédito tributário, mas não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito tenha sido excluído. Comentário: É o que prevê o art. 175, I e o par. único do mesmo artigo, ou seja, a pessoa pode estar dispensada do cumprimento da obrigação principal (pagamento do tributo), mas continuar obrigada ao cumprimento das obrigações acessórias. Gabarito: Correta 26.CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 Situação hipotética: Mesmo ocorrendo o fato gerador de obrigação tributária, o Estado, por meio de lei, exclui a possibilidade de se exigir o pagamento do crédito tributário relativo a tal obrigação. Assertiva: Essa situação configura hipótese de isenção de tributo. Comentário: De fato, a isenção consiste na dispensa legal do pagamento do tributo devido. Ainda que o fato gerador ocorra, o crédito tributário é excluído, nos termos do art. 175, I, do CTN. Gabarito: Correta Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 32 52 27.CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: A moratória e a concessão de medida liminar em mandado de segurança são casos de suspensão do crédito tributário, ao passo que a anistia e a isenção são casos de extinção do crédito tributário. Comentário: Realmente, a moratória e a concessão de medida liminar em mandado de segurança são casos de suspensão do crédito tributário. Contudo, a anistia e a isenção são casos de exclusão, e não extinção, do crédito tributário. Gabarito: Errada 28.CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016 A exclusão do crédito tributário dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente. Comentário: De acordo com o art. 175, par. único, do CTN, a exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela consequente. Gabarito: Errada 29.CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros /2014 Considera-se causa de exclusão do crédito tributário a a) anistia. b) compensação. c) transação. d) prescrição. e) conversão do depósito em renda. Comentário: Sabe-se, pela redação do art. 175, do CTN, que apenas a isenção e a anistia consistem em causas de exclusão do crédito tributário. Dessa forma, a única alternativa que responde o enunciado da questão é a Letra A. Gabarito: Letra A 30.FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015 João, 75 anos, proprietário de imóvel, recebeu uma carta da municipalidade com a comunicação de que, mesmo tendo ocorrido o fato gerador do IPTU, não haveria necessidade de realização Fábio Dutra Aula 09 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Direito Tributário www.estrategiaconcursos.com.br 33 52 do pagamento, uma vez que fora aprovada no ano anterior uma lei que isentava os moradores com idade acima de 70 anos. Nesse caso, a lei estabeleceu uma: a) imunidade; b) suspensão; c) exclusão; d) compensação; e) remissão. Comentário: A lei concessiva da isenção estabeleceu uma hipótese de exclusão do crédito tributário, consoante previsão no art. 175, I, do CTN. Gabarito: Letra C 31.FGV/CODEMIG-Advogado Societário/2015 A norma que impede que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituam e cobrem mutuamente impostos sobre seus patrimônios, rendas ou serviços é uma espécie de: a) imunidade; b) suspensão; c) isenção; d) exclusão; e) extinção. Comentário: Não podemos confundir isenção com imunidade. Quando uma norma (sempre constitucional) impede que um ente tributante institua e cobre determinado tributo, como foi o caso relatado no enunciado desta questão, estamos diante de uma imunidade, configurando uma limitação ao poder de tributar. A isenção, por outro lado, decorre da lei, e se situa no próprio exercício do poder de tributar, de modo que o ente tributante, podendo cobrar o tributo, dispensa o seu pagamento por meio de uma lei específica. Gabarito: Letra A 32.VUNESP/IPRESB-Controlador Interno/2017 Com relação à extinção e à exclusão do crédito tributário, assinale a alternativa correta. a) A anistia poderá abranger as infrações cometidas anteriormente e após a vigência da lei que a concede, além de atos qualificados em lei como crimes ou contravenções