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03 Processos de formação do solo

Capítulo sobre processos de formação do solo que apresenta objetivos de aprendizagem; descreve fatores (clima, relevo, biota, material de origem, tempo), os quatro processos pedogenéticos (transformação, translocação, perdas, adições), inclui infográfico e um desafio prático.

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Processos de formação do solo
Apresentação
O solo pode ser considerado um sistema em que processos estabelecem a entrada, a saída e as 
reações físicas e químicas que ocorrerão. Muitos são os fatores que podem influenciar na dinâmica 
de formação dos solos, mas de forma geral, há fatores reconhecidos como interferentes dos 
processos de formação das paisagens terrestres, tais como o clima, o relevo, a atividade da biota 
(incluindo os seres humanos), o material de origem e o tempo de processamento.
Perceba que o entendimento dos processos de formação colabora para entendimentos múltiplos 
que embasam nossas ações, como o uso, a ocupação e o manejo de solos, de forma a preservar sua 
qualidade e suas funções básicas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você poderá estudar conceitos práticos da formação dos solos, 
suas interações e especificidades.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os processos de formação do solo.•
Categorizar os processos de formação do solo como interações particulares dos fatores de 
formação.
•
Analisar os processos pedogenéticos específicos e comparar com os solos que ocorrem na 
natureza.
•
Desafio
Atualmente, sabe-se que conhecer um solo possibilita otimizar práticas de manejo a serem 
implementadas, possibilitando que as características, potencialidades e limitações sejam respeitadas 
para não haver perda irreversível da qualidade deste recurso natural.
Você, recém contratado por uma empresa de consultoria ambiental, vai executar sua primeira 
atividade pela empresa: atender à solicitação de um produtor que deseja adquirir uma área para 
desenvolvimento de grãos (culturas perenes). O produtor possui duas áreas possíveis a serem 
escolhidas: 
Apresente um breve resumo prático de como auxiliar na escolha da área a ser adquirida pelo 
produtor rural. Liste duas ações ou práticas que poderão ser recomendadas para o manejo de cada 
área.
Infográfico
A formação do solo pode ocorrer por meio de quatro processos básicos de pedogênese: a 
transformação, a translocação, as perdas e as adições. Tais processos são mediados por diversos 
fatores que variam regionalmente.
Neste Infográfico, você verá um resumo simplificado dos fatores interferentes na formação e 
poderá observar um dos maiores influenciadores do processo de formação do solo.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/fde143d0-8986-41bf-8bbc-e7c02624b7b5/d8ba91d1-87df-403b-9458-2d0a8c33ee13.png
Conteúdo do livro
A formação dos solos é influenciada diretamente por diversos fatores que podem agir 
concomitantemente em uma mesma situação. Os fatores podem afetar mais de um processo que 
esteja ocorrendo em paralelo e modificar o resultado predominante. Por este motivo, pode-se dizer 
que os solos são únicos, uma vez que suas características dificilmente são idênticas quando 
compara-se solos diferentes, mesmo que o material de origem seja o mesmo.
A variedade de solos e a forma com que cada fator pode influenciar na formação do solo se tornam 
mais óbvias quando nosso olhar sobre as paisagens naturais é aguçado e aprende-se a identificar 
como se dá a evolução deste importante recurso natural não-renovável.
No capítulo Processos de formação do solo, da obra Morfologia e Gênese do solo, você vai estudar 
sobre os processos principais de formação de solos e os fatores que influenciam nestas dinâmicas. 
Você poderá compreender, basicamente, como as interações ocorrem na formação dos solos e, 
ainda, conhecer alguns dos principais processos pedogenéticos específicos.
Boa leitura.
MORFOLOGIA E 
GÊNESE DO SOLO
Natalia de Souza Pelinson
Processos de 
formação do solo
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os processos de formação do solo.
 � Categorizar os processos de formação do solo como interações par-
ticulares dos fatores de formação.
 � Analisar os processos pedogenéticos específicos e comparar com os 
solos que ocorrem na natureza.
Introdução
A dinâmica de formação dos solos é influenciada por diversos fatores, 
como, por exemplo, as condições climáticas, o tipo de relevo e a ati-
vidade biológica, que atuarão em um material rochoso ao longo de 
certo tempo. Os fatores que influenciam a formação de um solo podem 
agir em sinergia e afetar um ou mais processos que estejam ocorrendo. 
Os fatores, por sua vez, podem ser gerais e/ou específicos, sendo mais 
ou menos atuantes à medida que os processos ocorrem, podendo ser 
mais atuantes em uma condição ou região do que em outra.
Neste capítulo, você vai estudar os processos principais de formação 
de solos, seus fatores de influência e algumas das interações particulares 
que podem ocorrer. Você também vai ver as bases das análises pedoge-
néticas em solos que podemos observar em nossas paisagens.
1 Principais processos de formação do solo
Os solos podem ser descritos de diferentes maneiras, conforme o uso para o 
qual são destinados. Eles são um recurso primordial à manutenção da vida 
terrestre. O termo “solo” muitas vezes é restrito àqueles materiais capazes de 
propiciar o crescimento das plantas e se distingue do regolito, que abrange 
todo o material não consolidado na superfície terrestre (MONTGOMERY, 
2014). Convencionalmente, o termo “solo” implica que há pouco transporte 
de material para longe do local em que o solo se formou, enquanto o termo 
“sedimento” indica matéria que foi transportada e é reposicionada, por exem-
plo, pelo vento ou pela precipitação (intemperismos físicos). 
O solo é produzido por intemperismos, um termo que engloba uma va-
riedade de processos químicos, físicos e biológicos que atuam para quebrar 
rochas e minerais. Portando o solo pode ser formado diretamente a partir 
de uma camada rochosa ou a partir da deposição adicional de sedimentos 
transportados (MONTGOMERY, 2014). 
Segundo Montgomery (2014) e Grotzinger e Jordan (2013), a importância 
relativa dos diferentes tipos de processos de intemperismo (químico, físico 
e/ou biológico) é amplamente determinada pelo clima, pela topografia, pela 
composição do material a partir do qual o solo é formado, bem como pela 
atividade dos organismos e pelo tempo, que determina o produto final do solo. 
As características do solo formado podem ser diretamente correlacionadas 
ao seu material de origem. 
O corpo que passa pelos intemperismos é chamado de rocha-mãe, rocha-
-matriz, material-matriz, rocha de origem, rocha parental ou, simples-
mente, rocha. Qualquer uma dessas terminologias se refere ao material não 
alterado produzido em qualquer uma das etapas dos ciclos de rochas.
A Terra pode ser vista como um conjunto de geossistemas interativos; tais 
geossistemas podem ser definidos como tendo entradas, processos e saídas 
(GROTZINGER; JORDAN, 2013). Simplificadamente, os solos podem ser 
resumidos como geossistemas que têm entradas de novos materiais, perdas 
de material-matriz e alterações causadas por processos físicos e por reações 
químicas e/ou bioquímicas. Os processos de formação e/ou a dinâmica for-
Processos de formação do solo2
mativa dos solos podem ser divididos em processos gerais e específicos. 
Os processos de formação de solos gerais são adição (ou input); remoção 
(ou perdas, ou outputs); transformação; e translocação (ou organização), como 
pode ser observado na Figura 1.
Figura 1. Processos de entrada, saída, transformação e translocação em um perfil hipotético 
de solo. 
Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 451).
3Processos de formação do solo
A adição se refere à entrada de materiais minerais e/ou orgânicos no sis-
tema, que pode ocorrer de forma natural — por exemplo, a partir dos materiais 
dissolvidos em água (inclusive de precipitação) — ou de sedimentos carreados 
por ventos e/ou água. Também pode ocorrer por atividades antrópicas, por 
exemplo,2013). Grotzinger e Jordan (2013) pontuam que os 
solos são formados na interface entre os sistemas do clima e da tectônica de 
placas. De maneira simplificada, o solo como o conhecemos hoje é formado 
por camadas, que podem ser categorizadas pela sua gênese, os horizontes 
originados em resposta a diversos fatores de formação. 
Entre os fatores que interferem na formação e evolução do solo a partir da 
degradação de rochas, podemos destacar os seguintes: 
 � material original (rocha de origem); 
 � relevo ou topografia do terreno; 
 � organismos (incluindo os seres humanos); 
 � condições climáticas; 
 � tempo. 
Se um mesmo material e origem é exposto a diferentes condições climáticas, isso já 
é suficiente para o surgimento de solos diferentes. O mesmo pode ser considerado 
quanto aos outros fatores interferentes, o que indica que as reações de intemperismo 
que ocorrem em um material podem, muitas vezes, gerar solos únicos. 
O solo é um produto direto do intemperismo, mas sua presença também 
pode atuar de forma sinergética com os processos. O efeito da retroalimenta-
ção positiva evidencia que o produto (solo) colabora para o próprio processo 
(intemperismo), visto que a formação do solo é favorecida quando um agente 
geológico, neste caso o solo, permite a retenção de água e/ou dá suporte à 
existência de outros elementos, como raízes de plantas e microrganismos, que 
podem acelerar os processos de desagregação das rochas (GROTZINGER; 
JORDAN, 2013). Considerando os principais fatores que controlam as taxas 
de intemperismo (mais lentas ou mais rápidas), acompanhe no Quadro 1 como 
tal dinâmica se dará dependendo do material da rocha original. 
9Processos de formação do solo
Fonte: Adaptado de Grotzinger e Jordan (2013).
Taxa de intemperismo
Lenta Rápida
Propriedades da rocha-matriz
Solubilidade do 
mineral na água
Baixa (p. ex., 
quartzo)
Moderada (p. 
ex., piroxênio 
e feldspato)
Alta (p. ex., 
calcita)
Estrutura 
da rocha
Maciça Algumas zonas 
de fraqueza
Muito fraturada 
ou acamamento 
muito delgado
Clima
Chuva Baixa Moderada Alta
Temperatura Fria Temperada Quente
Presença ou ausência de solo e vegetação
Espessura do 
perfil de solo
Nenhuma — 
rocha exposta
Fina a moderada Espessa
Conteúdo 
orgânico
Baixo Moderado Alto
Tempo de 
exposição
Curto Moderado Longo
Quadro 1. Fatores que influenciam nos processos de intemperismo
Note que a resistência e a solubilidade do material são propriedades direta-
mente relacionadas à facilidade ou dificuldade de uma rocha ser intemperizada. 
No geral, os materiais mais resistentes, como o quartzo, têm rochas mais 
maciças, com menores zonas de fraqueza, fratura ou ruptura e, dependendo das 
condições climáticas, têm menor probabilidade de sofrer intemperismos. Além 
disso, você percebe que a chuva e a temperatura podem ter ação diretamente 
relacionada à aceleração dos processos. Ambientes úmidos e altas temperaturas 
levam a um intemperismo acelerado. Também o tempo de exposição de um 
material pode variar — quanto maior o tempo de exposição, mais efetiva será 
a ação do intemperismo. 
Processos de formação do solo10
O intemperismo se divide em dois tipos principais: físicos e químicos. 
O intemperismo físico atua na desagregação das rochas, modificando o 
tamanho e o formato dos minerais, entretanto, sem causar alteração nas suas 
composições químicas. O intemperismo químico, por sua vez, pode ser 
definido como as reações químicas capazes de alterar a estrutura molecular 
dos minerais. A água solubiliza parte dos íons que compõem os minerais, 
e eles permanecem no sistema ou são lixiviados (LEPSCH, 2011). 
O intemperismo muitas vezes é descrito como um processo bioquímico, 
pois causa o desgaste, mas também a formação de minerais, uma vez que a 
desintegração pode gerar materiais solúveis que podem sintetizar os minerais 
secundários (WEIL; BRADY, 2017). Lepsch (2011) chama atenção ainda para 
o fato de que essas reações, em geral, ocorrem também com a ação importante 
dos organismos e, por esse motivo, o termo biogeoquímico ou bioquímico 
é amplamente utilizado. Os organismos são considerados condicionantes 
para a pedogênese e apresentam forte relação com o fator clima (PEREIRA 
et al., 2019). 
O pH do solo influencia na distribuição e atividade microbiológica. O pH de 
um solo é o produto de diversos fatores e processos, que vão desde o material 
de origem até o grau em que o desgaste mineral ocorreu desde a formação do 
solo. Devemos considerar ainda que os próprios processos biológicos podem 
modificar o pH do solo (VAN ELSAS, 2019). Grotzinger e Jordan (2013) 
explicam que o metabolismo de organismos (bactérias e fungos) pode propiciar 
um ambiente ácido que, juntamente à umidade e aos espaços de ar (provocados 
pelas raízes e organismos maiores), favoreceria o intemperismo químico.
A formação de solos ácidos pode ocorrer a partir de rochas como granito, e a de 
solos alcalinos, a partir de calcário ou gipsita (JENNY, 1994; VAN ELSAS, 2019), ou seja, 
o material de origem influencia fortemente as características e propriedades posteriores 
do solo. Na Figura 4, você pode observar a desintegração física pela qual o granito 
passa e perceber quais são os produtos ao longo do intemperismo.
11Processos de formação do solo
Figura 4. Estágios de desintegração de uma rocha granítica.
Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 442).
A presença de determinados elementos pode influenciar reações específicas: 
o silício e o alumínio fornecem a base para a produção de coloides de argila; 
o ferro e o manganês são importantes para processos de oxidação e influenciam 
fortemente a cor do solo; o potássio e o sódio atuam como agentes dispersantes 
dos coloides de argila e húmus; enquanto o cálcio e o magnésio apresentam 
boa eficiência de floculação e ainda favorecem para a estabilidade do solo 
(JENNY, 1994). Entre as inúmeras reações possíveis para o intemperismo 
químico, Lepsch (2011) destaca a dissolução, a oxidação e a hidrólise. Cada 
mineral pode influenciar de diferentes formas nas reações químicas que 
ocorrem ao longo da formação do solo, influenciando grandemente também 
nos produtos finais dos solos (MONTGOMERY, 2014). Acompanhe alguns 
exemplos: 
 � O carbonato de cálcio (calcita) se dissolve completamente, não resul-
tando em novos minerais, ainda que sua dissolução seja mais rápida 
em soluções ácidas do que na água com pH neutro. 
 � Os silicatos são menos susceptíveis ao intemperismo químico, e outros 
minerais podem ser encontrados ao final de suas reações.
Processos de formação do solo12
 � Os feldspatos, por exemplo, acabam se transformando em minerais 
mais argilosos e conferem ao solo, este componente bem característico 
(as argilas).
 � Ao final das reações químicas envolvendo os silicatos ferromagnesia-
nos, podem ser encontrados óxidos e hidróxidos de ferros insolúveis, 
argilas e componentes dissolvidos. Tais compostos resíduos conferem 
as cores avermelhadas ou amareladas de muitos solos. A Figura 5 ilustra 
as reações envolvendo compostos férricos, e você pode ainda ver um 
exemplo de paisagem marcada pela caracterização de tais compostos.
 � O quartzo se destaca por ser um mineral que sofre pouca dissolução 
em quase todas as condições naturais conhecidas.
Os processos de intemperismo químico podem operar simultaneamente ou 
por processos sequenciais. Por exemplo, a hidratação e a carbonatação podem 
ocorrer concomitantemente, ou a oxidação pode se dar após uma hidrólise 
(OSMAN, 2013). Tais processos específicos são regidos por reações que 
dependem dos minerais presentes para ocorrerem.
Na dissolução, os minerais são dissociados em água; na oxidação, eles 
reagem (primeiro) com o oxigênio (e depois com outros íons); e na hidrólise, 
os minerais reagem com água. A hidrólise é o processo em que a substância, 
ao reagir com a água, favorece a dissociação de seus íons (H+ e OH−), que 
acaba por ser responsável pela quebra das estruturas cristalinas dos minerais 
(LEPSCH, 2011).Lepsch (2011) lembra ainda que o ciclo do carbonato/ácido 
carbônico é um dos fatores que pode intensificar as reações envolvendo a 
hidrólise ao incorporar o CO2 presente na atmosfera. Segundo Grotzinger e 
Jordan (2013), a concentração de água é baixa, mas é suficiente para acelerar 
o intemperismo químico em muitas rochas. Os autores exemplificam essa 
reação em rochas contendo feldspato, como você pode ver na Figura 6.
13Processos de formação do solo
Figura 5. O ferro confere cor às rochas avermelhadas de muitas paisagens: (a) reações 
envolvendo o piroxênio, gerando o óxido de ferro (hematita); (b) Red Stone em 
Sedona, Arizona, Estados Unidos.
Fonte: Adaptada de (a) Grotzinger e Jordan (2013); (b) cpaulfell/Shutterstock.com.
Processos de formação do solo14
Figura 6. Incorporação do gás carbônico nas reações envolvendo o mineral feldspato.
Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 444).
No Quadro 2, você pode ver a resistência relativa (ordenada) de alguns 
minerais. Essas observações não são fixas para todas as condições climáticas; 
no exemplo desse quadro, os autores estabeleceram tal relação para áreas 
temperadas úmidas, mas ela pode ser usada em diversas situações, para com-
preendermos os processos que aconteceram para a formação de um material. 
O intemperismo varia apenas conforme a rocha-mãe, sendo as condições 
climáticas um evidente interferente. As condições de temperatura e precipitação 
(volume de água) alteram as reações e dinâmicas regionais. De forma geral, 
altas temperaturas e grandes volumes de precipitação podem intensificar o 
intemperismo químico combinado com o intemperismo físico. Por outro lado, 
o clima frio e a aridez desaceleram os processos de intemperismo químico 
(GROTZINGER; JORDAN, 2013). 
15Processos de formação do solo
Fonte: Adaptado Brady e Weil (2013, p. 33).
Minerais primários Minerais secundários
Gipsita
Calcitaa
Dolomitaa
CaSO4 · 2H2O
CaCO3
CaCO3 · MgCO3
Menos resistente
Mais resistente
Olivina
Anortita
Augitab
Hornblendab
Albita
Biotita
Ortoclásio
Microclina
Muscovita
Mg,FeSiO4
CaAl2Si2O8
Ca2(Al,Fe)4(Mg,Fe)4Si6O24
Ca2Al2Mg2Fe3Si6O22(OH)2
NaAlSi3O8
KAl(Mg,Fe)3Si3O10(OH)2
KAlSi3O8
KAlSi3O8
KAl3Si3O10(OH)2 Argilomi-
nerais
Aluminos-
silicatos
Quartzo SiO2
Gibbsita
Hematita
Goetita
Al2O3 · 2H2O
Fe2O3
FeOOH
a Em pradarias semiáridas, a dolomita e a calcita são mais resistentes ao intemperismo do que o 
mostrado no quadro, por causa das baixas taxas de intemperismo ácido.
b A fórmula apresentada é aproximada, porque o mineral é muito variável em sua composição.
Quadro 2. Resistência de minerais primários e secundários
Condições climáticas temperadas (frias) tornam os intemperismos químicos mais 
lentos, minimizando sua efetividade, porém podem intensificar os intemperismos 
físicos. A água congelada pode atuar abrindo fissuras em rochas e, em conjunto com 
a alternância entre congelamento e/ou degelo, pode causar a contração e expansão 
de rochas, o que favorece sua fragmentação (GROTZINGER; JORDAN, 2013).
Processos de formação do solo16
No diagrama sobre a dinâmica de formação de solos da Figura 7, você pode 
observar as rochas e os minerais que serão alterados tanto por intemperismos 
físicos (pela ação da temperatura, da água e do vento) quanto químicos (pelas 
reações químicas). Alguns dos principais processos particulares ocorrem 
na formação dos solos de maneira isolada ou combinada sequencialmente 
(por exemplo, a decomposição pode ser associada à recombinação de mine-
rais, mas ainda à oxidação e à hidratação); isso vai depender dos fatores, em 
especial do material de origem.
Figura 7. Etapas de liberação de partículas, reações e alguns produtos possíveis.
Fonte: Brady e Weil (2013, p. 34).
Nas regiões em que há presença de água líquida (climas sem o congelamento 
da água), o intemperismo químico passa a ser mais importante, gerando mantos 
de intemperismo que poderão ser erodidos ou pedogeneizados (TOLEDO, 
[201-?]). Diferentes relevos, propiciam diferentes atuações do intemperismo, 
combinando, inclusive, intemperismos físicos e químicos. Na Figura 8, você 
pode observar três tipos de relevos principais: 
a) Mais altos, porém acidentados, como platôs.
b) Fundo de vale, baixadas e áreas com inclinação menor.
c) Áreas com altas inclinações ou acidentadas. 
17Processos de formação do solo
A água pode não infiltrar bem nas áreas de maior declividade das regiões 
a e c, devido às velocidades do escoamento superficial e, por isso, haverá 
maior intemperismo físico do que químico. Entretanto, há maior chance que 
infiltração em platô (região a), em especial em sua região mais central, se 
apresentar formas de retenção da água (como, por exemplo, cobertura vegetal). 
Dessa forma, teríamos uma condição ideal para a disponibilização da água e 
ocorrência das reações químicas, considerando ainda a remoção dos produtos 
solúveis, por se tratar de uma área com boa drenagem. Nas baixadas (regiões 
b), haverá uma drenagem ruim e baixa atividade de intemperismo físico, 
porém é um local onde é esperado que haja maior acumulação de materiais 
carreados, não consolidados, que podem ser intemperizados ao longo do 
tempo (intemperismo químico sem que haja remoção de produtos solúveis). 
Figura 8. Relevo influenciando no intemperismo: (a) intemperismo químico favo-
recido; (b) intemperismo químico desfavorecido; (c) intemperismo físico favorecido.
Fonte: Toledo ([201-?], documento on-line).
Comparativamente, a espessura do solo pode variar de acordo com fei-
ções terrestres observadas, que permitem deposição de materiais em locais 
característicos, como mostra a Figura 9, que propiciam a formação de solos 
de acordo com o material presente. 
Processos de formação do solo18
Figura 9. A formação de materiais e do solo relacionada ao relevo.
Fonte: Adaptada de Weil e Brady (2017).
Na Figura 10, você vê um resumo de como os principais fatores de formação 
do solo podem interferir nos intemperismos (físicos e químicos) e, com isso, 
pode entender como eles podem atuar nos processos de formação dos solos.
Figura 10. Fatores que influenciam na erosão e no intemperismo de rochas.
Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 449).
19Processos de formação do solo
Há diversos fatores que podem atuar na formação dos solos, incluindo a 
forma de transporte de acordo com os tipos de materiais de origem transpor-
tado. Acompanhe a o esquema da Figura 11. 
Figura 11. Perfil hipotético de solo, com representação dos horizontes e dos processos 
existentes. 
Fonte: Brady e Weil (2013, p. 38).
Os materiais a partir dos quais os solos são formados podem ser orgânicos 
e inorgânicos, embora a maioria dos solos (mais de 99% dos solos mundiais) 
se desenvolva a partir de materiais inorgânicos (OSMAN, 2013). Os solos que 
não têm seus materiais transportados para a sua formação, ou seja, formados 
no local de origem, são chamadas de solos residuais. 
Os solos são resultados de uma ação conjunta de diferentes variáveis, 
trabalhando para, a partir de um material origem, ou seja, de uma rocha 
preexistente ou não, formarem na paisagem uma grande diversidade de solos. 
O conhecimento dos processos envolvidos na formação dos solos torna-se 
vital para a manutenção desse recurso natural no planeta.
Processos de formação do solo20
3 Processos pedogenéticos e 
os solos na natureza
A pedogênese apresenta conceitos e processos importantes para a compre-
ensão da diversidade de solos e sua distribuição na paisagem terrestre. São 
processos pedogenéticos básicos os quatro processos que já foram abordados 
e sumarizam as dinâmicas em um corpo de solo: perdas, adições, translocação 
e transformação. Veja mais na Figura 12. 
Figura 12. Perfil hipotético de solo, com representação dos 
processos pedogenéticos básicos.
Fonte: Adaptada de Weil e Brady (2017).
21Processos de formação do solo
Pereira et al. (2019) definem os horizontes que podem ser observados nos 
perfis dos solos a partir de sua formação por meio deprocesso pedogenéticos 
básicos, que ocorrem em intensidades diferentes em diferentes profundidades. 
Muitos tipos de solo podem ser observados, como os mostrados na Figura 13, 
em especial porque a combinação de tais mecanismos geológicos proporciona 
uma vasta combinação de características e propriedades. 
Figura 13. Diferentes perfis de solo: (a) chernossolo rêndzico; (b) gleissolo háplico; 
(c) organossolo fólico; (d) argissolo vermelho. 
Fonte: Pereira et al. (2019, p. 7).
Nesse contexto, os processos pedogenéticos específicos, que atuam na 
formação de cada ordem de solo, variam e permitem que se tornem obser-
váveis as características inúmeras e únicas em solos que identificamos hoje 
em nossas paisagens. Em geral, além de fragmentos de rochas e minerais, os 
solos contêm matéria orgânica, que usualmente chamamos de horizonte O 
(o horizonte orgânico inclui tipos de coberturas como a turfa e a serrapilheira) 
e/ou também de horizonte A (que inclui uma camada com concentração 
elevada de matéria orgânica e que, geralmente por essa razão, observamos 
ser um solo mais escuro). Em função dessa diversidade foi preciso categorizar 
solos em classes. 
Processos de formação do solo22
Quando observamos a distribuição de solos no Brasil, percebemos que há 
uma grande variedade de ordens (Figura 14) e de peculiaridades em cada uma 
dessas classes. Nesse contexto, os dois tipos de solos mais comuns no território 
brasileiro são o latossolo e o argissolo (PEREIRA et al., 2019). 
Figura 14. Diversidade de solos no Brasil.
Fonte: Embrapa (2014, documento on-line).
23Processos de formação do solo
Os latossolos ocupam mais de 30% do território nacional. São solos pro-
fundos (horizonte B espesso) e, devido à alta intemperização, apresentam boa 
drenagem, baixa concentração de minerais primários e baixa capacidade de 
troca catiônica (CTC). Os argissolos normalmente são localizados em relevo 
suave ondulado e ondulado. São solos que apresentam o horizonte B textural, 
o que significa que ele acumula argilas em seu perfil (um solo iluviado) e que, 
em sua maioria, apresenta baixa fertilidade natural (PEREIRA et al., 2019). 
Ambas as ordens de solos, latossolos e argissolos, têm em comum um pro-
cesso pedogenético específico, que propicia a existência de argila em todos os 
horizontes do seu perfil. Eles se distinguem por características morfológicas, 
que causam, por exemplo, a friabilidade de latossolos e a resistência (formação 
de torrões) nos argissolos. Visualize, na Figura 15, a diferença entre esses 
dois tipos de solo.
Figura 15. Perfil de (a) um latossolo vermelho-amarelo e de (b) um argissolo vermelho-amarelo. 
Fonte: Pereira et al. (2019).
Processos de formação do solo24
Lepsch (2011) enfatiza que, em regiões tropicais e/ou subtropicais, com 
altos volumes de precipitações, processos envolvendo a percolação de água 
provocam a lixiviação de cátions (minerais essenciais). Por outro lado, uma 
alta fração argilosa é observada em alguns tipos de solo, que mantém também 
elevada a porcentagem de óxidos e hidróxidos de ferro, bem como a goetita 
e a hematita. Alguns exemplos estão listados no Quadro 3, que destaca seus 
múltiplos processos básicos e a consequência desse processo para o solo 
formado. Os solos são resultados da atuação de mecanismos específicos na 
integração dos fatores de formação dos solos, como, por exemplo, a calcificação, 
a silicificação, a ferralitização, a gleização, a podzolização, a salinização, 
entre outros. 
Processos 
pedogenéticos 
específicos
Processos 
múltiplos
Descriminação 
resumida do 
processo
Exemplo de 
ocorrência
Fertilização Remoção, 
transformação 
e translocação
Remoção de sílica 
e concentração de 
óxidos de Fe e Al
Latossolos, 
nitossolos, 
caráter ácrico
Silicificação Transformação 
e translocação
Migração e acúmulo 
de sílica cimentando 
estruturas ou a 
matriz do solo
Latossolos 
e argissolos 
amarelos 
coesos
Plintitização e 
laterização
Transformação 
e translocação
Redução e 
translocação de 
Fe e oxidação 
e precipitação, 
originando 
mosqueados, plintita 
ou petroplintita
Plintossolos
Lessivagem ou 
argiluviação
Translocação Migração vertical 
de argila no solo
Argissolos, 
luvissolos, 
horizontes 
E, lamelas
Quadro 3. Processos pedogenéticos específicos com citações de processos principais, 
descrição e exemplos de solos
(Continua)
25Processos de formação do solo
Fonte: Adaptado de Embrapa (2018) e Kämpf & Curi (2012).
Processos 
pedogenéticos 
específicos
Processos 
múltiplos
Descriminação 
resumida do 
processo
Exemplo de 
ocorrência
Podzolização Transformação 
e translocação
Migração de comple-
xos de Fe, Al e matéria 
orgânica no solo, com 
acúmulo em horizonte 
iluvial, com ou sem sílica 
Espodosso-
los, ortstein
Gleização Remoção, 
transformação 
e translocação
Redução de Fe em 
condições anaeróbi-
cas e translocação, 
formando horizontes 
acinzentados com ou 
sem mosqueados
Gleissolos, 
planossolos
Calcificação ou 
carbonatação
Translocação Acumulação de CaCO3 
com nódulos ou hori-
zonte endurecido
Luvissolos, 
chernossolos, 
rêndzicos
Ferrólise Remoção, 
transformação 
e translocação
Destruição de argila 
com formação de 
horizonte B textural
Planossolos, 
argissolos
Salinização Translocação Acumulação de sais 
por evaporação no ho-
rizonte superficial ou 
na superfície do solo
Gleissolos 
sálicos
Sulfurização ou 
tiomorfismo
Transformação 
e translocação
Acidificação do solo 
causada pela oxidação 
de compostos de 
enxofre
Gleissolos 
tiomórficos
Quadro 3. Processos pedogenéticos específicos com citações de processos principais, 
descrição e exemplos de solos
(Continuação)
Processos de formação do solo26
Sendo assim, os processos pedogenéticos consideram as características 
dos diferentes tipos de solos que hoje observamos. O estudo das propriedades 
do solo se mostra potencialmente útil para a interpretação aprofundada e 
bem embasada da relação solo–paisagem, podendo guiar o uso, a ocupação, 
o manejo e a conservação desse recurso natural não renovável. Os solos são 
considerados corpos naturais, a partir do conceito de formação influenciada 
pelas condições climáticas, pela biota, pelo relevo, pelo material de origem 
e pelo tempo. A dinâmica da formação e da evolução das formações do solo 
varia regionalmente, portanto, depende ainda dos processos que ocorrem 
(básicos ou específicos) e das interações interfaciais entre as geosferas terrestres 
(atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera).
BRADY, N. C.; WEIL, R. R. Elementos da natureza e propriedades dos solos. 3. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2013.
EMBRAPA. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2018. 
Disponível em: https://www.embrapa.br/solos/sibcs/apresentacao. Acesso em: 
12 maio 2020.
FETTER, C. W.; BOVING, T.; KREAMER, D. Contaminant hydrogeology. 3. ed. Illinois: 
Waveland Press, 2017.
GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Para entender a Terra. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013.
JENNY, H. Factors of soil formation: a system of quantitative pedology. New York: Dover 
Publications, 1994.
LEPSCH, I. F. 19 lições de pedologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
MONTGOMERY, C. W. Environmental geology. 10. ed. New York: McGraw-Hill, 2014. Cap. 12.
OSMAN, K. T. Soil as a part of the lithosphere. In: OSMAN, K. T. Soils: principles, properties 
and management. London: Springer, 2013. p. 9–16.
PEREIRA, M. G. et al. Formação e caracterização de solos. In: TULLIO, L. (org.). Forma-
ção, classificação e cartografia dos solos. Ponta Grossa: Atena, 2019. p. 1–20. Disponível 
em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202369/1/Formacao-e-
-caracterizacao-de-solos-2019.pdf. Acesso em: 13 maio 2020.
TOLEDO, M. C. M. Intemperismo e pedogênese: tópico 7. São Paulo, [201-?]. Material 
didático do curso de Licenciatura em Ciências da Universidade de São Paulo oferecido 
pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Disponível em: https://midia.atp.usp.
br/plc/plc0011/impressos/plc0011_top07.pdf.Acesso em: 12 maio 2020.
27Processos de formação do solo
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
TORTORA, G. J. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
VAN ELSAS, D. J. The soil environment. In: VAN ELSAS, D. J. et al. Modern soil microbiology. 
3. ed. Boca Raton: CRC Press, 2019. p. 3–20.
WEIL, R. R.; BRADY, N. C. The nature and properties of soils. 15. ed. Londres: Pearson 
Education Limited, 2017.
Leituras recomendadas
FINKLER, R. et al. Formação do solo. In: CIÊNCIAS do solo e fertilidade. Porto Alegre: 
SAGAH, 2018. p. 12–29. 
GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Understanding Earth. 7. ed. Nova Iorque: Freeman and 
Company, 2014.
PEJON, O. J.; ZUQUETTE, L. V.; AUGUSTO FILHO, O. Geologia e solos. In: CALIJURI, M. 
C.; CUNHA, D. G. F. Engenharia ambiental: conceitos, tecnologia e gestão. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2019. p. 551–566.
Processos de formação do solo28
Dica do professor
Na formação do solo, fatores climáticos podem determinar a distribuição dos indivíduos 
geograficamente por similaridade. Sendo assim, variações de uma mesma categoria de solos podem 
ser observadas devido às condições dos processos da formação.
Esta é a situação dos latossolos no Brasil. Esta ordem de solo pode ser observada em todo o 
território brasileiro e figura como uma das principais classes de solos em condições climáticas 
tropicais e subtropicais.
Nesta Dica do Professor, você poderá observar algumas das principais características dos latossolos 
e entender como os fatores pedogenéticos podem definir as propriedades em um solo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/b4752faed1ffed946067685d692764d1
Exercícios
1) Diferentes rochas e ambientes colaboram para a formação também de diferentes solos. Há 
uma relação direta no conteúdo do solo com o material principal de origem. Porém há 
inúmeros fatores que podem influenciar os processos de formação de um solo, tendo-se em 
consideração, por exemplo, o intemperismo quando em condições atmosféricas.
Leia as proposições a seguir:
I - Se houver uma mesma rocha sendo intemperizada em regiões diferentes da Terra, serão 
formados solos similares independentemente dos outros fatores.
II - O tempo de exposição da rocha às condições atmosféricas pode ser considerado um 
fator que regula a dinâmica da formação dos solos.
III - A presença de um solo em formação sobre um maciço rochoso colabora para que as 
rochas sejam preservadas, assim como o faz a biota terrestre.
IV - O relevo pode interferir na formação do solo porque pode interferir na drenagem e 
disponibilidade hídrica para reações químicas.
Sobre a formação dos solos e seus fatores interferentes, são as verdadeiras:
A) I e II.
B) I e III.
C) II e III.
D) II e IV.
E) III e IV.
2) A fertilidade de um solo depende dos processos de intemperismos e também dos processos 
pedogenéticos básicos que podem continuar existindo em um perfil em formação: as perdas, 
adições, translocações e transformações. Diante do exposto, pode-se afirmar que:
I - Em solos de regiões mais frias, os teores de nutrientes podem ser mais elevados;
Porque:
II - O intemperismo age mais lentamente sobre os minerais primários, o que significaria 
indiretamente maior fertilidade química no solo. 
Assinale a alternativa correta:
A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E) As asserções I e II são proposições falsas.
3) Em condições climáticas diferentes, a disponibilidade de água e a temperatura apresentam 
grande interferência na formação dos perfis dos solos, agindo como determinantes nos 
processos de intemperismos uma vez que controlam os processos pedogenéticos.
Considerando os horizontes pedogenéticos do solo, assinale a alternativa correta:
A) Em solos com altas intensidades de processos pedogenéticos, há um aumento da 
profundidade do perfil formado com alta porcentagem de minerais primários.
B) Em regiões com baixas temperaturas e disponibilidade hídrica, os solos costumam apresentar 
maior profundidade, com o perfil muito intemperizado.
C) Em regiões semiáridas, devido à escassez de umidade, a intensidade dos processos de 
formação é menor e, portanto, os solos tendem a ser mais rasos.
D) A cobertura vegetal exerce, como principal consequência, a intensificação do processo 
pedogenético básico de remoção, tanto à superfície quanto em perfil.
E) As diferenças no tocante à formação de solos brasileiros se dão, entre outros fatores, à 
semelhança pedoclimática observada em todo o território.
4) Os materiais que hoje são conhecidos por “solos” são materiais que foram originados a partir 
da desagregação e decomposição das rochas. Posteriormente a essa desagregação, os 
materiais passam por uma reorganização com ocorrência de processos pedogenéticos 
básicos e específicos.
Sobre os processos pedogenéticos básicos, pode-se afirmar que:
A) As translocações englobam quaisquer tipos de inserção material no meio, como, por exemplo, 
a energia solar.
B) As remoções podem considerar perdas por evaporação e evapotranspiração e portanto, se 
referem às atividades antrópicas.
C) A translocação ocorre devido à eluviação, processo que causa diminuição de argilas em 
horizontes mais profundos.
D) As transformações são lineares, seguindo a sequência de intemperismos físicos, depois 
químicos e finalmente, biológicos.
E) As transformações e as translocações podem ser beneficiadas com a presença de fluxo de 
água no perfil do solo.
5) A compreensão de processos pedogenéticos pode informar sobre os solos em seus 
ambientes de ocorrência e como eles se organizam em uma paisagem. Os processos 
pedogenéticos podem ser básicos ou específicos, sendo que os específicos utilizam 
mecanismos para que os materiais possam ser reintegrados levando em conta a atuação dos 
processos básicos, mas com peculiaridades para cada condição ambiental determinada.
Sobre os processos pedogenéticos específicos, assinale a alternativa correta:
A) A ferralitização (latolização) engloba apenas os processos básicos de transformação.
B) A latolização é intensificada em condições de precipitações e temperaturas mais elevadas.
C) A lessivagem remove o silício do perfil e origina horizontes com pouca variação textural.
D) A ferralitização é reduzida em condições climáticas com altas precipitações ou temperaturas.
E) A salinização se deve ao acúmulo natural de sais solúveis ao longo de todo o perfil do solo.
Na prática
A formação dos solos influencia diretamente nas propriedades atuais observadas em paisagens.
As propriedades visuais (coloração, espessura dos horizontes, texturas, etc.) podem ser ferramentas 
imprescindíveis para uma análise confiável, uma vez que os solos podem ser derivados dos mesmos 
materiais, com composições químicas muito próximas, mas apresentarem comportamentos 
completamente diversos.
Neste Na Prática, você poderá ver como a agrônoma Flaira irá treinar uma jovem equipe para a 
realização de análises visuais dos solos.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimentoa respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
IBGE Explica: Pedologia
No curto vídeo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, você poderá aprender mais sobre a 
Pedologia, incluindo os fatores de formação do solo e da importância do estudo do solo.
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O que são o solo e seus horizontes?
A Rede Ametista, que constitui um referencial de pesquisa para a comunidade geocientífica, 
sumarizou conceitos básicos acerca do solo, seu perfil e horizontes em sua página. Neste link, você 
terá acesso a um resumo geral bem interessante para estudar.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Capítulo de livro: Formação do solo
Neste capítulo do livro 'Ciências do solo e fertilidade', foram expostos conceitos de processos e 
fatores da formação dos solos. Os autores evidenciam os intemperismos e ainda explicam como 
diferenciar os principais minerais constituintes das rochas e solos. A leitura vale muito a pena.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Curta animação de formação de solos
O solo leva milhões de anos para formação de poucos centímetros de seu perfil. Diversos fatores 
de formação dos processos ocorrem simultaneamente promovendo alterações para a formação dos 
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http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Os-Solos-2620.html
solos como são conhecidos hoje.
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