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Processos de formação do solo Apresentação O solo pode ser considerado um sistema em que processos estabelecem a entrada, a saída e as reações físicas e químicas que ocorrerão. Muitos são os fatores que podem influenciar na dinâmica de formação dos solos, mas de forma geral, há fatores reconhecidos como interferentes dos processos de formação das paisagens terrestres, tais como o clima, o relevo, a atividade da biota (incluindo os seres humanos), o material de origem e o tempo de processamento. Perceba que o entendimento dos processos de formação colabora para entendimentos múltiplos que embasam nossas ações, como o uso, a ocupação e o manejo de solos, de forma a preservar sua qualidade e suas funções básicas. Nesta Unidade de Aprendizagem, você poderá estudar conceitos práticos da formação dos solos, suas interações e especificidades. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os processos de formação do solo.• Categorizar os processos de formação do solo como interações particulares dos fatores de formação. • Analisar os processos pedogenéticos específicos e comparar com os solos que ocorrem na natureza. • Desafio Atualmente, sabe-se que conhecer um solo possibilita otimizar práticas de manejo a serem implementadas, possibilitando que as características, potencialidades e limitações sejam respeitadas para não haver perda irreversível da qualidade deste recurso natural. Você, recém contratado por uma empresa de consultoria ambiental, vai executar sua primeira atividade pela empresa: atender à solicitação de um produtor que deseja adquirir uma área para desenvolvimento de grãos (culturas perenes). O produtor possui duas áreas possíveis a serem escolhidas: Apresente um breve resumo prático de como auxiliar na escolha da área a ser adquirida pelo produtor rural. Liste duas ações ou práticas que poderão ser recomendadas para o manejo de cada área. Infográfico A formação do solo pode ocorrer por meio de quatro processos básicos de pedogênese: a transformação, a translocação, as perdas e as adições. Tais processos são mediados por diversos fatores que variam regionalmente. Neste Infográfico, você verá um resumo simplificado dos fatores interferentes na formação e poderá observar um dos maiores influenciadores do processo de formação do solo. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/fde143d0-8986-41bf-8bbc-e7c02624b7b5/d8ba91d1-87df-403b-9458-2d0a8c33ee13.png Conteúdo do livro A formação dos solos é influenciada diretamente por diversos fatores que podem agir concomitantemente em uma mesma situação. Os fatores podem afetar mais de um processo que esteja ocorrendo em paralelo e modificar o resultado predominante. Por este motivo, pode-se dizer que os solos são únicos, uma vez que suas características dificilmente são idênticas quando compara-se solos diferentes, mesmo que o material de origem seja o mesmo. A variedade de solos e a forma com que cada fator pode influenciar na formação do solo se tornam mais óbvias quando nosso olhar sobre as paisagens naturais é aguçado e aprende-se a identificar como se dá a evolução deste importante recurso natural não-renovável. No capítulo Processos de formação do solo, da obra Morfologia e Gênese do solo, você vai estudar sobre os processos principais de formação de solos e os fatores que influenciam nestas dinâmicas. Você poderá compreender, basicamente, como as interações ocorrem na formação dos solos e, ainda, conhecer alguns dos principais processos pedogenéticos específicos. Boa leitura. MORFOLOGIA E GÊNESE DO SOLO Natalia de Souza Pelinson Processos de formação do solo Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar os processos de formação do solo. � Categorizar os processos de formação do solo como interações par- ticulares dos fatores de formação. � Analisar os processos pedogenéticos específicos e comparar com os solos que ocorrem na natureza. Introdução A dinâmica de formação dos solos é influenciada por diversos fatores, como, por exemplo, as condições climáticas, o tipo de relevo e a ati- vidade biológica, que atuarão em um material rochoso ao longo de certo tempo. Os fatores que influenciam a formação de um solo podem agir em sinergia e afetar um ou mais processos que estejam ocorrendo. Os fatores, por sua vez, podem ser gerais e/ou específicos, sendo mais ou menos atuantes à medida que os processos ocorrem, podendo ser mais atuantes em uma condição ou região do que em outra. Neste capítulo, você vai estudar os processos principais de formação de solos, seus fatores de influência e algumas das interações particulares que podem ocorrer. Você também vai ver as bases das análises pedoge- néticas em solos que podemos observar em nossas paisagens. 1 Principais processos de formação do solo Os solos podem ser descritos de diferentes maneiras, conforme o uso para o qual são destinados. Eles são um recurso primordial à manutenção da vida terrestre. O termo “solo” muitas vezes é restrito àqueles materiais capazes de propiciar o crescimento das plantas e se distingue do regolito, que abrange todo o material não consolidado na superfície terrestre (MONTGOMERY, 2014). Convencionalmente, o termo “solo” implica que há pouco transporte de material para longe do local em que o solo se formou, enquanto o termo “sedimento” indica matéria que foi transportada e é reposicionada, por exem- plo, pelo vento ou pela precipitação (intemperismos físicos). O solo é produzido por intemperismos, um termo que engloba uma va- riedade de processos químicos, físicos e biológicos que atuam para quebrar rochas e minerais. Portando o solo pode ser formado diretamente a partir de uma camada rochosa ou a partir da deposição adicional de sedimentos transportados (MONTGOMERY, 2014). Segundo Montgomery (2014) e Grotzinger e Jordan (2013), a importância relativa dos diferentes tipos de processos de intemperismo (químico, físico e/ou biológico) é amplamente determinada pelo clima, pela topografia, pela composição do material a partir do qual o solo é formado, bem como pela atividade dos organismos e pelo tempo, que determina o produto final do solo. As características do solo formado podem ser diretamente correlacionadas ao seu material de origem. O corpo que passa pelos intemperismos é chamado de rocha-mãe, rocha- -matriz, material-matriz, rocha de origem, rocha parental ou, simples- mente, rocha. Qualquer uma dessas terminologias se refere ao material não alterado produzido em qualquer uma das etapas dos ciclos de rochas. A Terra pode ser vista como um conjunto de geossistemas interativos; tais geossistemas podem ser definidos como tendo entradas, processos e saídas (GROTZINGER; JORDAN, 2013). Simplificadamente, os solos podem ser resumidos como geossistemas que têm entradas de novos materiais, perdas de material-matriz e alterações causadas por processos físicos e por reações químicas e/ou bioquímicas. Os processos de formação e/ou a dinâmica for- Processos de formação do solo2 mativa dos solos podem ser divididos em processos gerais e específicos. Os processos de formação de solos gerais são adição (ou input); remoção (ou perdas, ou outputs); transformação; e translocação (ou organização), como pode ser observado na Figura 1. Figura 1. Processos de entrada, saída, transformação e translocação em um perfil hipotético de solo. Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 451). 3Processos de formação do solo A adição se refere à entrada de materiais minerais e/ou orgânicos no sis- tema, que pode ocorrer de forma natural — por exemplo, a partir dos materiais dissolvidos em água (inclusive de precipitação) — ou de sedimentos carreados por ventos e/ou água. Também pode ocorrer por atividades antrópicas, por exemplo,2013). Grotzinger e Jordan (2013) pontuam que os solos são formados na interface entre os sistemas do clima e da tectônica de placas. De maneira simplificada, o solo como o conhecemos hoje é formado por camadas, que podem ser categorizadas pela sua gênese, os horizontes originados em resposta a diversos fatores de formação. Entre os fatores que interferem na formação e evolução do solo a partir da degradação de rochas, podemos destacar os seguintes: � material original (rocha de origem); � relevo ou topografia do terreno; � organismos (incluindo os seres humanos); � condições climáticas; � tempo. Se um mesmo material e origem é exposto a diferentes condições climáticas, isso já é suficiente para o surgimento de solos diferentes. O mesmo pode ser considerado quanto aos outros fatores interferentes, o que indica que as reações de intemperismo que ocorrem em um material podem, muitas vezes, gerar solos únicos. O solo é um produto direto do intemperismo, mas sua presença também pode atuar de forma sinergética com os processos. O efeito da retroalimenta- ção positiva evidencia que o produto (solo) colabora para o próprio processo (intemperismo), visto que a formação do solo é favorecida quando um agente geológico, neste caso o solo, permite a retenção de água e/ou dá suporte à existência de outros elementos, como raízes de plantas e microrganismos, que podem acelerar os processos de desagregação das rochas (GROTZINGER; JORDAN, 2013). Considerando os principais fatores que controlam as taxas de intemperismo (mais lentas ou mais rápidas), acompanhe no Quadro 1 como tal dinâmica se dará dependendo do material da rocha original. 9Processos de formação do solo Fonte: Adaptado de Grotzinger e Jordan (2013). Taxa de intemperismo Lenta Rápida Propriedades da rocha-matriz Solubilidade do mineral na água Baixa (p. ex., quartzo) Moderada (p. ex., piroxênio e feldspato) Alta (p. ex., calcita) Estrutura da rocha Maciça Algumas zonas de fraqueza Muito fraturada ou acamamento muito delgado Clima Chuva Baixa Moderada Alta Temperatura Fria Temperada Quente Presença ou ausência de solo e vegetação Espessura do perfil de solo Nenhuma — rocha exposta Fina a moderada Espessa Conteúdo orgânico Baixo Moderado Alto Tempo de exposição Curto Moderado Longo Quadro 1. Fatores que influenciam nos processos de intemperismo Note que a resistência e a solubilidade do material são propriedades direta- mente relacionadas à facilidade ou dificuldade de uma rocha ser intemperizada. No geral, os materiais mais resistentes, como o quartzo, têm rochas mais maciças, com menores zonas de fraqueza, fratura ou ruptura e, dependendo das condições climáticas, têm menor probabilidade de sofrer intemperismos. Além disso, você percebe que a chuva e a temperatura podem ter ação diretamente relacionada à aceleração dos processos. Ambientes úmidos e altas temperaturas levam a um intemperismo acelerado. Também o tempo de exposição de um material pode variar — quanto maior o tempo de exposição, mais efetiva será a ação do intemperismo. Processos de formação do solo10 O intemperismo se divide em dois tipos principais: físicos e químicos. O intemperismo físico atua na desagregação das rochas, modificando o tamanho e o formato dos minerais, entretanto, sem causar alteração nas suas composições químicas. O intemperismo químico, por sua vez, pode ser definido como as reações químicas capazes de alterar a estrutura molecular dos minerais. A água solubiliza parte dos íons que compõem os minerais, e eles permanecem no sistema ou são lixiviados (LEPSCH, 2011). O intemperismo muitas vezes é descrito como um processo bioquímico, pois causa o desgaste, mas também a formação de minerais, uma vez que a desintegração pode gerar materiais solúveis que podem sintetizar os minerais secundários (WEIL; BRADY, 2017). Lepsch (2011) chama atenção ainda para o fato de que essas reações, em geral, ocorrem também com a ação importante dos organismos e, por esse motivo, o termo biogeoquímico ou bioquímico é amplamente utilizado. Os organismos são considerados condicionantes para a pedogênese e apresentam forte relação com o fator clima (PEREIRA et al., 2019). O pH do solo influencia na distribuição e atividade microbiológica. O pH de um solo é o produto de diversos fatores e processos, que vão desde o material de origem até o grau em que o desgaste mineral ocorreu desde a formação do solo. Devemos considerar ainda que os próprios processos biológicos podem modificar o pH do solo (VAN ELSAS, 2019). Grotzinger e Jordan (2013) explicam que o metabolismo de organismos (bactérias e fungos) pode propiciar um ambiente ácido que, juntamente à umidade e aos espaços de ar (provocados pelas raízes e organismos maiores), favoreceria o intemperismo químico. A formação de solos ácidos pode ocorrer a partir de rochas como granito, e a de solos alcalinos, a partir de calcário ou gipsita (JENNY, 1994; VAN ELSAS, 2019), ou seja, o material de origem influencia fortemente as características e propriedades posteriores do solo. Na Figura 4, você pode observar a desintegração física pela qual o granito passa e perceber quais são os produtos ao longo do intemperismo. 11Processos de formação do solo Figura 4. Estágios de desintegração de uma rocha granítica. Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 442). A presença de determinados elementos pode influenciar reações específicas: o silício e o alumínio fornecem a base para a produção de coloides de argila; o ferro e o manganês são importantes para processos de oxidação e influenciam fortemente a cor do solo; o potássio e o sódio atuam como agentes dispersantes dos coloides de argila e húmus; enquanto o cálcio e o magnésio apresentam boa eficiência de floculação e ainda favorecem para a estabilidade do solo (JENNY, 1994). Entre as inúmeras reações possíveis para o intemperismo químico, Lepsch (2011) destaca a dissolução, a oxidação e a hidrólise. Cada mineral pode influenciar de diferentes formas nas reações químicas que ocorrem ao longo da formação do solo, influenciando grandemente também nos produtos finais dos solos (MONTGOMERY, 2014). Acompanhe alguns exemplos: � O carbonato de cálcio (calcita) se dissolve completamente, não resul- tando em novos minerais, ainda que sua dissolução seja mais rápida em soluções ácidas do que na água com pH neutro. � Os silicatos são menos susceptíveis ao intemperismo químico, e outros minerais podem ser encontrados ao final de suas reações. Processos de formação do solo12 � Os feldspatos, por exemplo, acabam se transformando em minerais mais argilosos e conferem ao solo, este componente bem característico (as argilas). � Ao final das reações químicas envolvendo os silicatos ferromagnesia- nos, podem ser encontrados óxidos e hidróxidos de ferros insolúveis, argilas e componentes dissolvidos. Tais compostos resíduos conferem as cores avermelhadas ou amareladas de muitos solos. A Figura 5 ilustra as reações envolvendo compostos férricos, e você pode ainda ver um exemplo de paisagem marcada pela caracterização de tais compostos. � O quartzo se destaca por ser um mineral que sofre pouca dissolução em quase todas as condições naturais conhecidas. Os processos de intemperismo químico podem operar simultaneamente ou por processos sequenciais. Por exemplo, a hidratação e a carbonatação podem ocorrer concomitantemente, ou a oxidação pode se dar após uma hidrólise (OSMAN, 2013). Tais processos específicos são regidos por reações que dependem dos minerais presentes para ocorrerem. Na dissolução, os minerais são dissociados em água; na oxidação, eles reagem (primeiro) com o oxigênio (e depois com outros íons); e na hidrólise, os minerais reagem com água. A hidrólise é o processo em que a substância, ao reagir com a água, favorece a dissociação de seus íons (H+ e OH−), que acaba por ser responsável pela quebra das estruturas cristalinas dos minerais (LEPSCH, 2011).Lepsch (2011) lembra ainda que o ciclo do carbonato/ácido carbônico é um dos fatores que pode intensificar as reações envolvendo a hidrólise ao incorporar o CO2 presente na atmosfera. Segundo Grotzinger e Jordan (2013), a concentração de água é baixa, mas é suficiente para acelerar o intemperismo químico em muitas rochas. Os autores exemplificam essa reação em rochas contendo feldspato, como você pode ver na Figura 6. 13Processos de formação do solo Figura 5. O ferro confere cor às rochas avermelhadas de muitas paisagens: (a) reações envolvendo o piroxênio, gerando o óxido de ferro (hematita); (b) Red Stone em Sedona, Arizona, Estados Unidos. Fonte: Adaptada de (a) Grotzinger e Jordan (2013); (b) cpaulfell/Shutterstock.com. Processos de formação do solo14 Figura 6. Incorporação do gás carbônico nas reações envolvendo o mineral feldspato. Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 444). No Quadro 2, você pode ver a resistência relativa (ordenada) de alguns minerais. Essas observações não são fixas para todas as condições climáticas; no exemplo desse quadro, os autores estabeleceram tal relação para áreas temperadas úmidas, mas ela pode ser usada em diversas situações, para com- preendermos os processos que aconteceram para a formação de um material. O intemperismo varia apenas conforme a rocha-mãe, sendo as condições climáticas um evidente interferente. As condições de temperatura e precipitação (volume de água) alteram as reações e dinâmicas regionais. De forma geral, altas temperaturas e grandes volumes de precipitação podem intensificar o intemperismo químico combinado com o intemperismo físico. Por outro lado, o clima frio e a aridez desaceleram os processos de intemperismo químico (GROTZINGER; JORDAN, 2013). 15Processos de formação do solo Fonte: Adaptado Brady e Weil (2013, p. 33). Minerais primários Minerais secundários Gipsita Calcitaa Dolomitaa CaSO4 · 2H2O CaCO3 CaCO3 · MgCO3 Menos resistente Mais resistente Olivina Anortita Augitab Hornblendab Albita Biotita Ortoclásio Microclina Muscovita Mg,FeSiO4 CaAl2Si2O8 Ca2(Al,Fe)4(Mg,Fe)4Si6O24 Ca2Al2Mg2Fe3Si6O22(OH)2 NaAlSi3O8 KAl(Mg,Fe)3Si3O10(OH)2 KAlSi3O8 KAlSi3O8 KAl3Si3O10(OH)2 Argilomi- nerais Aluminos- silicatos Quartzo SiO2 Gibbsita Hematita Goetita Al2O3 · 2H2O Fe2O3 FeOOH a Em pradarias semiáridas, a dolomita e a calcita são mais resistentes ao intemperismo do que o mostrado no quadro, por causa das baixas taxas de intemperismo ácido. b A fórmula apresentada é aproximada, porque o mineral é muito variável em sua composição. Quadro 2. Resistência de minerais primários e secundários Condições climáticas temperadas (frias) tornam os intemperismos químicos mais lentos, minimizando sua efetividade, porém podem intensificar os intemperismos físicos. A água congelada pode atuar abrindo fissuras em rochas e, em conjunto com a alternância entre congelamento e/ou degelo, pode causar a contração e expansão de rochas, o que favorece sua fragmentação (GROTZINGER; JORDAN, 2013). Processos de formação do solo16 No diagrama sobre a dinâmica de formação de solos da Figura 7, você pode observar as rochas e os minerais que serão alterados tanto por intemperismos físicos (pela ação da temperatura, da água e do vento) quanto químicos (pelas reações químicas). Alguns dos principais processos particulares ocorrem na formação dos solos de maneira isolada ou combinada sequencialmente (por exemplo, a decomposição pode ser associada à recombinação de mine- rais, mas ainda à oxidação e à hidratação); isso vai depender dos fatores, em especial do material de origem. Figura 7. Etapas de liberação de partículas, reações e alguns produtos possíveis. Fonte: Brady e Weil (2013, p. 34). Nas regiões em que há presença de água líquida (climas sem o congelamento da água), o intemperismo químico passa a ser mais importante, gerando mantos de intemperismo que poderão ser erodidos ou pedogeneizados (TOLEDO, [201-?]). Diferentes relevos, propiciam diferentes atuações do intemperismo, combinando, inclusive, intemperismos físicos e químicos. Na Figura 8, você pode observar três tipos de relevos principais: a) Mais altos, porém acidentados, como platôs. b) Fundo de vale, baixadas e áreas com inclinação menor. c) Áreas com altas inclinações ou acidentadas. 17Processos de formação do solo A água pode não infiltrar bem nas áreas de maior declividade das regiões a e c, devido às velocidades do escoamento superficial e, por isso, haverá maior intemperismo físico do que químico. Entretanto, há maior chance que infiltração em platô (região a), em especial em sua região mais central, se apresentar formas de retenção da água (como, por exemplo, cobertura vegetal). Dessa forma, teríamos uma condição ideal para a disponibilização da água e ocorrência das reações químicas, considerando ainda a remoção dos produtos solúveis, por se tratar de uma área com boa drenagem. Nas baixadas (regiões b), haverá uma drenagem ruim e baixa atividade de intemperismo físico, porém é um local onde é esperado que haja maior acumulação de materiais carreados, não consolidados, que podem ser intemperizados ao longo do tempo (intemperismo químico sem que haja remoção de produtos solúveis). Figura 8. Relevo influenciando no intemperismo: (a) intemperismo químico favo- recido; (b) intemperismo químico desfavorecido; (c) intemperismo físico favorecido. Fonte: Toledo ([201-?], documento on-line). Comparativamente, a espessura do solo pode variar de acordo com fei- ções terrestres observadas, que permitem deposição de materiais em locais característicos, como mostra a Figura 9, que propiciam a formação de solos de acordo com o material presente. Processos de formação do solo18 Figura 9. A formação de materiais e do solo relacionada ao relevo. Fonte: Adaptada de Weil e Brady (2017). Na Figura 10, você vê um resumo de como os principais fatores de formação do solo podem interferir nos intemperismos (físicos e químicos) e, com isso, pode entender como eles podem atuar nos processos de formação dos solos. Figura 10. Fatores que influenciam na erosão e no intemperismo de rochas. Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 449). 19Processos de formação do solo Há diversos fatores que podem atuar na formação dos solos, incluindo a forma de transporte de acordo com os tipos de materiais de origem transpor- tado. Acompanhe a o esquema da Figura 11. Figura 11. Perfil hipotético de solo, com representação dos horizontes e dos processos existentes. Fonte: Brady e Weil (2013, p. 38). Os materiais a partir dos quais os solos são formados podem ser orgânicos e inorgânicos, embora a maioria dos solos (mais de 99% dos solos mundiais) se desenvolva a partir de materiais inorgânicos (OSMAN, 2013). Os solos que não têm seus materiais transportados para a sua formação, ou seja, formados no local de origem, são chamadas de solos residuais. Os solos são resultados de uma ação conjunta de diferentes variáveis, trabalhando para, a partir de um material origem, ou seja, de uma rocha preexistente ou não, formarem na paisagem uma grande diversidade de solos. O conhecimento dos processos envolvidos na formação dos solos torna-se vital para a manutenção desse recurso natural no planeta. Processos de formação do solo20 3 Processos pedogenéticos e os solos na natureza A pedogênese apresenta conceitos e processos importantes para a compre- ensão da diversidade de solos e sua distribuição na paisagem terrestre. São processos pedogenéticos básicos os quatro processos que já foram abordados e sumarizam as dinâmicas em um corpo de solo: perdas, adições, translocação e transformação. Veja mais na Figura 12. Figura 12. Perfil hipotético de solo, com representação dos processos pedogenéticos básicos. Fonte: Adaptada de Weil e Brady (2017). 21Processos de formação do solo Pereira et al. (2019) definem os horizontes que podem ser observados nos perfis dos solos a partir de sua formação por meio deprocesso pedogenéticos básicos, que ocorrem em intensidades diferentes em diferentes profundidades. Muitos tipos de solo podem ser observados, como os mostrados na Figura 13, em especial porque a combinação de tais mecanismos geológicos proporciona uma vasta combinação de características e propriedades. Figura 13. Diferentes perfis de solo: (a) chernossolo rêndzico; (b) gleissolo háplico; (c) organossolo fólico; (d) argissolo vermelho. Fonte: Pereira et al. (2019, p. 7). Nesse contexto, os processos pedogenéticos específicos, que atuam na formação de cada ordem de solo, variam e permitem que se tornem obser- váveis as características inúmeras e únicas em solos que identificamos hoje em nossas paisagens. Em geral, além de fragmentos de rochas e minerais, os solos contêm matéria orgânica, que usualmente chamamos de horizonte O (o horizonte orgânico inclui tipos de coberturas como a turfa e a serrapilheira) e/ou também de horizonte A (que inclui uma camada com concentração elevada de matéria orgânica e que, geralmente por essa razão, observamos ser um solo mais escuro). Em função dessa diversidade foi preciso categorizar solos em classes. Processos de formação do solo22 Quando observamos a distribuição de solos no Brasil, percebemos que há uma grande variedade de ordens (Figura 14) e de peculiaridades em cada uma dessas classes. Nesse contexto, os dois tipos de solos mais comuns no território brasileiro são o latossolo e o argissolo (PEREIRA et al., 2019). Figura 14. Diversidade de solos no Brasil. Fonte: Embrapa (2014, documento on-line). 23Processos de formação do solo Os latossolos ocupam mais de 30% do território nacional. São solos pro- fundos (horizonte B espesso) e, devido à alta intemperização, apresentam boa drenagem, baixa concentração de minerais primários e baixa capacidade de troca catiônica (CTC). Os argissolos normalmente são localizados em relevo suave ondulado e ondulado. São solos que apresentam o horizonte B textural, o que significa que ele acumula argilas em seu perfil (um solo iluviado) e que, em sua maioria, apresenta baixa fertilidade natural (PEREIRA et al., 2019). Ambas as ordens de solos, latossolos e argissolos, têm em comum um pro- cesso pedogenético específico, que propicia a existência de argila em todos os horizontes do seu perfil. Eles se distinguem por características morfológicas, que causam, por exemplo, a friabilidade de latossolos e a resistência (formação de torrões) nos argissolos. Visualize, na Figura 15, a diferença entre esses dois tipos de solo. Figura 15. Perfil de (a) um latossolo vermelho-amarelo e de (b) um argissolo vermelho-amarelo. Fonte: Pereira et al. (2019). Processos de formação do solo24 Lepsch (2011) enfatiza que, em regiões tropicais e/ou subtropicais, com altos volumes de precipitações, processos envolvendo a percolação de água provocam a lixiviação de cátions (minerais essenciais). Por outro lado, uma alta fração argilosa é observada em alguns tipos de solo, que mantém também elevada a porcentagem de óxidos e hidróxidos de ferro, bem como a goetita e a hematita. Alguns exemplos estão listados no Quadro 3, que destaca seus múltiplos processos básicos e a consequência desse processo para o solo formado. Os solos são resultados da atuação de mecanismos específicos na integração dos fatores de formação dos solos, como, por exemplo, a calcificação, a silicificação, a ferralitização, a gleização, a podzolização, a salinização, entre outros. Processos pedogenéticos específicos Processos múltiplos Descriminação resumida do processo Exemplo de ocorrência Fertilização Remoção, transformação e translocação Remoção de sílica e concentração de óxidos de Fe e Al Latossolos, nitossolos, caráter ácrico Silicificação Transformação e translocação Migração e acúmulo de sílica cimentando estruturas ou a matriz do solo Latossolos e argissolos amarelos coesos Plintitização e laterização Transformação e translocação Redução e translocação de Fe e oxidação e precipitação, originando mosqueados, plintita ou petroplintita Plintossolos Lessivagem ou argiluviação Translocação Migração vertical de argila no solo Argissolos, luvissolos, horizontes E, lamelas Quadro 3. Processos pedogenéticos específicos com citações de processos principais, descrição e exemplos de solos (Continua) 25Processos de formação do solo Fonte: Adaptado de Embrapa (2018) e Kämpf & Curi (2012). Processos pedogenéticos específicos Processos múltiplos Descriminação resumida do processo Exemplo de ocorrência Podzolização Transformação e translocação Migração de comple- xos de Fe, Al e matéria orgânica no solo, com acúmulo em horizonte iluvial, com ou sem sílica Espodosso- los, ortstein Gleização Remoção, transformação e translocação Redução de Fe em condições anaeróbi- cas e translocação, formando horizontes acinzentados com ou sem mosqueados Gleissolos, planossolos Calcificação ou carbonatação Translocação Acumulação de CaCO3 com nódulos ou hori- zonte endurecido Luvissolos, chernossolos, rêndzicos Ferrólise Remoção, transformação e translocação Destruição de argila com formação de horizonte B textural Planossolos, argissolos Salinização Translocação Acumulação de sais por evaporação no ho- rizonte superficial ou na superfície do solo Gleissolos sálicos Sulfurização ou tiomorfismo Transformação e translocação Acidificação do solo causada pela oxidação de compostos de enxofre Gleissolos tiomórficos Quadro 3. Processos pedogenéticos específicos com citações de processos principais, descrição e exemplos de solos (Continuação) Processos de formação do solo26 Sendo assim, os processos pedogenéticos consideram as características dos diferentes tipos de solos que hoje observamos. O estudo das propriedades do solo se mostra potencialmente útil para a interpretação aprofundada e bem embasada da relação solo–paisagem, podendo guiar o uso, a ocupação, o manejo e a conservação desse recurso natural não renovável. Os solos são considerados corpos naturais, a partir do conceito de formação influenciada pelas condições climáticas, pela biota, pelo relevo, pelo material de origem e pelo tempo. A dinâmica da formação e da evolução das formações do solo varia regionalmente, portanto, depende ainda dos processos que ocorrem (básicos ou específicos) e das interações interfaciais entre as geosferas terrestres (atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera). BRADY, N. C.; WEIL, R. R. Elementos da natureza e propriedades dos solos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. EMBRAPA. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2018. Disponível em: https://www.embrapa.br/solos/sibcs/apresentacao. Acesso em: 12 maio 2020. FETTER, C. W.; BOVING, T.; KREAMER, D. Contaminant hydrogeology. 3. ed. Illinois: Waveland Press, 2017. GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Para entender a Terra. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. JENNY, H. Factors of soil formation: a system of quantitative pedology. New York: Dover Publications, 1994. LEPSCH, I. F. 19 lições de pedologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2011. MONTGOMERY, C. W. Environmental geology. 10. ed. New York: McGraw-Hill, 2014. Cap. 12. OSMAN, K. T. Soil as a part of the lithosphere. In: OSMAN, K. T. Soils: principles, properties and management. London: Springer, 2013. p. 9–16. PEREIRA, M. G. et al. Formação e caracterização de solos. In: TULLIO, L. (org.). Forma- ção, classificação e cartografia dos solos. 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Porto Alegre: Artmed, 2017. VAN ELSAS, D. J. The soil environment. In: VAN ELSAS, D. J. et al. Modern soil microbiology. 3. ed. Boca Raton: CRC Press, 2019. p. 3–20. WEIL, R. R.; BRADY, N. C. The nature and properties of soils. 15. ed. Londres: Pearson Education Limited, 2017. Leituras recomendadas FINKLER, R. et al. Formação do solo. In: CIÊNCIAS do solo e fertilidade. Porto Alegre: SAGAH, 2018. p. 12–29. GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Understanding Earth. 7. ed. Nova Iorque: Freeman and Company, 2014. PEJON, O. J.; ZUQUETTE, L. V.; AUGUSTO FILHO, O. Geologia e solos. In: CALIJURI, M. C.; CUNHA, D. G. F. Engenharia ambiental: conceitos, tecnologia e gestão. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. p. 551–566. Processos de formação do solo28 Dica do professor Na formação do solo, fatores climáticos podem determinar a distribuição dos indivíduos geograficamente por similaridade. Sendo assim, variações de uma mesma categoria de solos podem ser observadas devido às condições dos processos da formação. Esta é a situação dos latossolos no Brasil. Esta ordem de solo pode ser observada em todo o território brasileiro e figura como uma das principais classes de solos em condições climáticas tropicais e subtropicais. Nesta Dica do Professor, você poderá observar algumas das principais características dos latossolos e entender como os fatores pedogenéticos podem definir as propriedades em um solo. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/b4752faed1ffed946067685d692764d1 Exercícios 1) Diferentes rochas e ambientes colaboram para a formação também de diferentes solos. Há uma relação direta no conteúdo do solo com o material principal de origem. Porém há inúmeros fatores que podem influenciar os processos de formação de um solo, tendo-se em consideração, por exemplo, o intemperismo quando em condições atmosféricas. Leia as proposições a seguir: I - Se houver uma mesma rocha sendo intemperizada em regiões diferentes da Terra, serão formados solos similares independentemente dos outros fatores. II - O tempo de exposição da rocha às condições atmosféricas pode ser considerado um fator que regula a dinâmica da formação dos solos. III - A presença de um solo em formação sobre um maciço rochoso colabora para que as rochas sejam preservadas, assim como o faz a biota terrestre. IV - O relevo pode interferir na formação do solo porque pode interferir na drenagem e disponibilidade hídrica para reações químicas. Sobre a formação dos solos e seus fatores interferentes, são as verdadeiras: A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV. 2) A fertilidade de um solo depende dos processos de intemperismos e também dos processos pedogenéticos básicos que podem continuar existindo em um perfil em formação: as perdas, adições, translocações e transformações. Diante do exposto, pode-se afirmar que: I - Em solos de regiões mais frias, os teores de nutrientes podem ser mais elevados; Porque: II - O intemperismo age mais lentamente sobre os minerais primários, o que significaria indiretamente maior fertilidade química no solo. Assinale a alternativa correta: A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. E) As asserções I e II são proposições falsas. 3) Em condições climáticas diferentes, a disponibilidade de água e a temperatura apresentam grande interferência na formação dos perfis dos solos, agindo como determinantes nos processos de intemperismos uma vez que controlam os processos pedogenéticos. Considerando os horizontes pedogenéticos do solo, assinale a alternativa correta: A) Em solos com altas intensidades de processos pedogenéticos, há um aumento da profundidade do perfil formado com alta porcentagem de minerais primários. B) Em regiões com baixas temperaturas e disponibilidade hídrica, os solos costumam apresentar maior profundidade, com o perfil muito intemperizado. C) Em regiões semiáridas, devido à escassez de umidade, a intensidade dos processos de formação é menor e, portanto, os solos tendem a ser mais rasos. D) A cobertura vegetal exerce, como principal consequência, a intensificação do processo pedogenético básico de remoção, tanto à superfície quanto em perfil. E) As diferenças no tocante à formação de solos brasileiros se dão, entre outros fatores, à semelhança pedoclimática observada em todo o território. 4) Os materiais que hoje são conhecidos por “solos” são materiais que foram originados a partir da desagregação e decomposição das rochas. Posteriormente a essa desagregação, os materiais passam por uma reorganização com ocorrência de processos pedogenéticos básicos e específicos. Sobre os processos pedogenéticos básicos, pode-se afirmar que: A) As translocações englobam quaisquer tipos de inserção material no meio, como, por exemplo, a energia solar. B) As remoções podem considerar perdas por evaporação e evapotranspiração e portanto, se referem às atividades antrópicas. C) A translocação ocorre devido à eluviação, processo que causa diminuição de argilas em horizontes mais profundos. D) As transformações são lineares, seguindo a sequência de intemperismos físicos, depois químicos e finalmente, biológicos. E) As transformações e as translocações podem ser beneficiadas com a presença de fluxo de água no perfil do solo. 5) A compreensão de processos pedogenéticos pode informar sobre os solos em seus ambientes de ocorrência e como eles se organizam em uma paisagem. Os processos pedogenéticos podem ser básicos ou específicos, sendo que os específicos utilizam mecanismos para que os materiais possam ser reintegrados levando em conta a atuação dos processos básicos, mas com peculiaridades para cada condição ambiental determinada. Sobre os processos pedogenéticos específicos, assinale a alternativa correta: A) A ferralitização (latolização) engloba apenas os processos básicos de transformação. B) A latolização é intensificada em condições de precipitações e temperaturas mais elevadas. C) A lessivagem remove o silício do perfil e origina horizontes com pouca variação textural. D) A ferralitização é reduzida em condições climáticas com altas precipitações ou temperaturas. E) A salinização se deve ao acúmulo natural de sais solúveis ao longo de todo o perfil do solo. Na prática A formação dos solos influencia diretamente nas propriedades atuais observadas em paisagens. As propriedades visuais (coloração, espessura dos horizontes, texturas, etc.) podem ser ferramentas imprescindíveis para uma análise confiável, uma vez que os solos podem ser derivados dos mesmos materiais, com composições químicas muito próximas, mas apresentarem comportamentos completamente diversos. Neste Na Prática, você poderá ver como a agrônoma Flaira irá treinar uma jovem equipe para a realização de análises visuais dos solos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/21a6ca60-a59c-494e-82c7-ec0bbb2676da/257e374b-a41d-485d-8953-19a815964c68.jpg Saiba + Para ampliar o seu conhecimentoa respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: IBGE Explica: Pedologia No curto vídeo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, você poderá aprender mais sobre a Pedologia, incluindo os fatores de formação do solo e da importância do estudo do solo. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. O que são o solo e seus horizontes? A Rede Ametista, que constitui um referencial de pesquisa para a comunidade geocientífica, sumarizou conceitos básicos acerca do solo, seu perfil e horizontes em sua página. Neste link, você terá acesso a um resumo geral bem interessante para estudar. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Capítulo de livro: Formação do solo Neste capítulo do livro 'Ciências do solo e fertilidade', foram expostos conceitos de processos e fatores da formação dos solos. Os autores evidenciam os intemperismos e ainda explicam como diferenciar os principais minerais constituintes das rochas e solos. A leitura vale muito a pena. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Curta animação de formação de solos O solo leva milhões de anos para formação de poucos centímetros de seu perfil. Diversos fatores de formação dos processos ocorrem simultaneamente promovendo alterações para a formação dos https://www.youtube.com/embed/fjfI6YOifBc http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Os-Solos-2620.html solos como são conhecidos hoje. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.youtube.com/embed/sjPJUMeGPbMa respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: IBGE Explica: Pedologia No curto vídeo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, você poderá aprender mais sobre a Pedologia, incluindo os fatores de formação do solo e da importância do estudo do solo. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. O que são o solo e seus horizontes? A Rede Ametista, que constitui um referencial de pesquisa para a comunidade geocientífica, sumarizou conceitos básicos acerca do solo, seu perfil e horizontes em sua página. Neste link, você terá acesso a um resumo geral bem interessante para estudar. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Capítulo de livro: Formação do solo Neste capítulo do livro 'Ciências do solo e fertilidade', foram expostos conceitos de processos e fatores da formação dos solos. Os autores evidenciam os intemperismos e ainda explicam como diferenciar os principais minerais constituintes das rochas e solos. A leitura vale muito a pena. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Curta animação de formação de solos O solo leva milhões de anos para formação de poucos centímetros de seu perfil. Diversos fatores de formação dos processos ocorrem simultaneamente promovendo alterações para a formação dos https://www.youtube.com/embed/fjfI6YOifBc http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Os-Solos-2620.html solos como são conhecidos hoje. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.youtube.com/embed/sjPJUMeGPbM