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Estudo de caso : Desafio Neurocognitivo: A Perda de Memória e Dificuldades de Aprendizagem. O caso apresentado refere-se a João, um estudante universitário de 22 anos que vem enfrentando dificuldades cognitivas crescentes, como esquecimento de informações recentes, baixa concentração, perda de foco durante as aulas e quedas significativas no desempenho acadêmico. Tais sintomas estão diretamente ligados aos processos neurocognitivos, especialmente à memória de trabalho, atenção sustentada, funções executivas e à capacidade de consolidar novas informações. Esses processos são fundamentais para a aprendizagem, organização de ideias e adaptação ao ambiente acadêmico. Diversos distúrbios neurocognitivos podem estar relacionados aos sintomas apresentados por João. Entre os mais comuns estão o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), particularmente na forma desatenta, o Transtorno Cognitivo Leve (TCL), os Transtornos de Aprendizagem, como dislexia ou discalculia, e condições emocionais como a depressão ou a ansiedade, que muitas vezes se manifestam por meio de sintomas cognitivos. Cada um desses distúrbios possui critérios diagnósticos específicos. Por exemplo, o TDAH exige a presença de sintomas persistentes de desatenção desde a infância, com impacto funcional em diferentes contextos. Já o TCL se caracteriza por uma leve diminuição das capacidades cognitivas, perceptível, mas ainda sem prejuízo funcional severo. Os Transtornos de Aprendizagem são identificados por dificuldades persistentes em áreas específicas do aprendizado, com início ainda na fase escolar. Em contraste, quadros de depressão ou ansiedade podem simular déficits cognitivos, mas estão geralmente acompanhados de sintomas afetivos claros, como tristeza, angústia e desmotivação. Para confirmação diagnóstica, exames neuropsicológicos e neurológicos são indispensáveis. A avaliação neuropsicológica pode incluir testes padronizados como WAIS, Stroop, Torre de Londres, entre outros, que ajudam a mapear os domínios cognitivos comprometidos. Complementarmente, exames de imagem como ressonância magnética podem ser utilizados para excluir causas orgânicas, enquanto exames laboratoriais podem investigar déficits nutricionais ou metabólicos que afetem a cognição. As opções de tratamento variam conforme o diagnóstico. Em casos de TDAH, são comuns o uso de psicoestimulantes como o metilfenidato e intervenções psicoterapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental. No caso de transtornos de aprendizagem, o foco está em intervenções psicopedagógicas e acompanhamento especializado. Já nos quadros de origem emocional, como depressão, podem ser indicados antidepressivos e suporte psicoterapêutico. Além dos tratamentos farmacológicos, diversas estratégias não farmacológicas têm se mostrado eficazes para melhorar a memória e o aprendizado. Dentre elas destacam-se os exercícios de estimulação cognitiva, o uso de técnicas de estudo como mapas mentais, a organização do ambiente de estudo e a promoção de hábitos saudáveis, incluindo sono adequado, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. O apoio psicológico contínuo também é essencial para melhorar o desempenho cognitivo. Do ponto de vista emocional e psicossocial, os sintomas de João podem desencadear sentimentos de frustração, insegurança, baixa autoestima e até isolamento social. É fundamental que ele receba apoio emocional tanto da família quanto da instituição de ensino. Isso pode incluir acolhimento, escuta ativa, suporte psicopedagógico, adaptação curricular e estratégias para fortalecimento da confiança e da motivação. O progresso de João deve ser monitorado continuamente por meio de avaliações periódicas com a equipe multidisciplinar. O plano de intervenção deve ser flexível, permitindo ajustes com base nos resultados observados. A coleta de feedback de professores e do próprio aluno é essencial para garantir que as estratégias adotadas estejam sendo eficazes. O registro das metas alcançadas e das dificuldades ainda presentes deve orientar as ações futuras e garantir que João possa retomar seu caminho acadêmico com mais segurança e autonomia.