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<p>Avaliação, Intervenção e</p><p>Reabilitação Neuropsicológica</p><p>na Fase Adula</p><p>P Ó S - G R A D U A Ç Ã O</p><p>Autoria</p><p>CAMILA NOGUEIRA BONFIM DUARTE</p><p>Olá. Sou psicóloga, mestra e doutoranda em</p><p>psicologia, pela Universidade Federal do Espírito Santo.</p><p>Atualmente é psicóloga na Clínica Sophia de</p><p>Neuropsicologia, conduzindo avaliações psicológicas.</p><p>Sua atuação e experiência acadêmica centram-se na</p><p>psicologia social e da saúde, com ênfase em temas</p><p>associados à violência contra a mulher, gênero,</p><p>masculinidade, adoção e psicologia da gravidez. Sua</p><p>atuação profissional foca-se na Política Nacional de</p><p>Assistência Social e na prática clínica de atendimentos</p><p>e avaliações psicológicas. Sou apaixonado pelo que</p><p>faço e adoro transmitir minha experiência de vida</p><p>àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por</p><p>isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar</p><p>seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz</p><p>em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e</p><p>trabalho.</p><p>Introdução</p><p>Você sabia que a área neuropsicologia,</p><p>especialmente no âmbito da avaliação, intervenção e</p><p>reabilitação neuropsicológica na fase adulta. Nessa</p><p>área podemos identificar como se desenvolvem e são</p><p>diagnosticados o transtorno de déficit de atenção e</p><p>hiperatividade em adultos, bem como a avaliação</p><p>nesses casos. Sendo possível compreender como</p><p>ocorre o acidente vascular cerebral, tipos da doença e</p><p>como ocorre a reabilitação dos pacientes acometidos</p><p>por esses quadros. Pode-se ainda implementar a</p><p>avaliação neuropsicológica nas demências, bem</p><p>como a implementação da doença de Binswanger.</p><p>Assim, podemos entender como se dá o</p><p>comprometimento cognitivo leve em idosos, sua</p><p>reabilitação e o transtorno neurocognitivo em virtude</p><p>da doença de Alzheimer. Entendeu? Ao longo desta</p><p>unidade letiva você vai mergulhar neste universo!</p><p>Competências</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à disciplina AVALIAÇÃO,</p><p>INTERVENÇÃO E REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NA</p><p>FASE ADULTA. Nosso objetivo é auxiliar você no</p><p>desenvolvimento das seguintes competências</p><p>profissionais até o término dos estudos desta disciplina:</p><p>CAPÍTULO 1 - Compreender como funciona o Transtorno</p><p>de Déficit de Atenção e Hiperatividade em Adultos:</p><p>Possibilidades de Avaliação e Reabilitação</p><p>Neuropsicológica para Adultos com Transtorno de Déficit</p><p>de Atenção/Hiperatividade (TDAH).</p><p>CAPÍTULO 2 - Conhecer e aplicar técnicas de</p><p>reabilitação neuropsicológica em casos de Acidente</p><p>Vascular Cerebral.</p><p>CAPÍTULO 3 - Identificar como ocorre a avaliação</p><p>neuropsicológica nas Demências, assim como o</p><p>diagnóstico e tratamento da doença de Binswanger:</p><p>Demência Subcortical.</p><p>CAPÍTULO 4 - Compreender como ocorre a Reabilitação</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p>1.1 DEFINIÇÃO DA ABA</p><p>1.2 DIMENSÕES DA ABA</p><p>1.2.1 ANÁLISE DO COMPORTAMENTO</p><p>1.2.2 INTERVENÇÃO COMPORTAMENTAL</p><p>1.2.3 AVALIAÇÃO DE RESULTADOS</p><p>1.3 PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS DA ABA</p><p>CAPÍTULO 2: VALIDADE DA INTERVENÇÃO E</p><p>PRINCÍPIOS ÉTICOS</p><p>2.1 VALIDADE DA INTERVENÇÃO</p><p>2.1.1 VALIDAÇÃO SOCIAL</p><p>2.2 PRINCÍPIOS ÉTICOS</p><p>CAPÍTULO 3: REFLEXO INATO E APRENDIDO, REFORÇO</p><p>E ANÁLISE FUNCIONAL</p><p>3.1 REFLEXO INATO E APRENDIDO DO</p><p>COMPORTAMENTO</p><p>3.2 REFORÇO DO COMPORTAMENTO</p><p>Competências</p><p>da memória do idoso com Comprometimento Cognitivo</p><p>Leve, bem como se dá a reabilitação neuropsicológica</p><p>da memória em Casos de Idosos com Transtorno</p><p>Neurocognitivo devido a doença de Alzheimer.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p>1.1 DEFINIÇÃO DA ABA</p><p>1.2 DIMENSÕES DA ABA</p><p>1.2.1 ANÁLISE DO COMPORTAMENTO</p><p>1.2.2 INTERVENÇÃO COMPORTAMENTAL</p><p>1.2.3 AVALIAÇÃO DE RESULTADOS</p><p>1.3 PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS DA ABA</p><p>CAPÍTULO 2: VALIDADE DA INTERVENÇÃO E</p><p>PRINCÍPIOS ÉTICOS</p><p>2.1 VALIDADE DA INTERVENÇÃO</p><p>2.1.1 VALIDAÇÃO SOCIAL</p><p>2.2 PRINCÍPIOS ÉTICOS</p><p>CAPÍTULO 3: REFLEXO INATO E APRENDIDO, REFORÇO</p><p>E ANÁLISE FUNCIONAL</p><p>3.1 REFLEXO INATO E APRENDIDO DO</p><p>COMPORTAMENTO</p><p>3.2 REFORÇO DO COMPORTAMENTO</p><p>Sumário</p><p>CAPÍTULO 1</p><p>Déficit de atenção e hiperatividade em adultos</p><p>1.1 Déficit de atenção e hiperatividade em adultos 7</p><p>1.1.1 Critérios de diagnóstico de TDAH em adultos 11</p><p>1.1.2 Sintomas da TDAH em adultos 15</p><p>1.1.3 Dificuldades específicas da função de atenção 16</p><p>1.1.4 Avaliação do TDAH em adultos 18</p><p>1.1.5 Reabilitação 19</p><p>CAPÍTULO 2</p><p>Reabilitação do acidente vascular cerebral</p><p>2.1 Acidente vascular cerebral 22</p><p>2.1.1 Ataque isquêmico transitório 25</p><p>2.1.2 Acidente vascular cerebral isquêmico 26</p><p>2.1.3 Hemorragia intraparenquimatosa ou acidente</p><p>vascular cerebral hemorrágico 27</p><p>2.1.4 Problemas atrelados a lesão neurológica causada</p><p>pelo acidente vascular cerebral 28</p><p>2.1.5 Prognóstico da doença 34</p><p>CAPÍTULO 3</p><p>Demência</p><p>3.1 Demências 37</p><p>3.1.1 Aspectos neurológicos da demência 41</p><p>3.1.2 Avaliação neuropsicológica do idoso 42</p><p>3.1.3 Tratamento das complicações neuropsiquiátricas 43</p><p>3.1.4 Reabilitação cognitiva das demências 44</p><p>3.2 Doença de Binswanger 48</p><p>Sumário</p><p>CAPÍTULO 4</p><p>Comprometimento cognitivo e transtorno</p><p>cognitivo no Alzheimer</p><p>Referências</p><p>4.1 Comprometimento cognitivo leve 51</p><p>4.1.1 Preservação cognitiva 55</p><p>4.1.2 Treino cognitivo em idoso diagnosticados</p><p>com portadores de CCL 57</p><p>4.2 Transtorno neurocognitivo na doença de Alzheimer 58</p><p>4.2.1 Diagnóstico da doença de Alzheimer 61</p><p>65</p><p>Déficit de atenção e</p><p>hiperatividade em adultos</p><p>C A P Í T U L O 1</p><p>OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como</p><p>funciona o déficit de atenção e hiperatividade em adultos. Isto será</p><p>fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram</p><p>empregar a reabilitação desses adultos sem a devida instrução tiveram</p><p>problemas ao realizar avaliação do seu quadro. E então? Motivado para</p><p>desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!</p><p>1.1 Déficit de atenção e hiperatividade em adultos</p><p>O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é considerado</p><p>como um dos transtornos neuropsiquiátricos de maior incidência durante a</p><p>infância e adolescência, contudo, diversas vezes este se mantém na idade</p><p>adulta. Esse transtorno é ligado a danos consideráveis no funcionamento de</p><p>ordem acadêmica, ocupacional e social quando o indivíduo não recebe</p><p>tratamento correto (DA SILVA et al., 2022).</p><p>Do ponto de vista clínico o TDAH é definido a partir dos sintomas de</p><p>desatenção, impulsividade e inquietação, ocasionando danos de ordem</p><p>funcional. O comprometimento da função executiva é habitual. O</p><p>desequilíbrio emocional é constantemente analisado nesses pacientes (DA</p><p>SILVA et al., 2022).</p><p>A forma do TDAH em adultos foi reconhecida oficialmente pela Associação</p><p>Americana de Psiquiatria no ano de 1980, em circunstância da publicação</p><p>do Diagnostic and Statistical Manual - 3rd edition (DSM-III).</p><p>A Classificação Internacional de Doenças (CID-10), em utilização oficial no</p><p>território brasileiro, não enquadra a forma de TDAH adulta em suas</p><p>especificidades (MATTOS et al., 2006).</p><p>O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM) ou</p><p>também denominado de Manual Diagnóstico e Estatístico de</p><p>Transtornos Mentais, na tradução brasileira. Teve sua primeira</p><p>publicação no ano de 1952, este é um manual de uso de</p><p>profissionais que prestam serviço em prol da saúde mental,</p><p>este tem por intuito listar distintas categorias de transtornos</p><p>mentais, elencando critérios a fim de definição diagnóstica. Há</p><p>cinco revisões atualmente para o DSM, conhecida como DSM-V,</p><p>publicada no ano de 2013 encontra-se em uso atualmente,</p><p>desde o ano de 2013.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>A Classificação Internacional de Doenças é utilizada a nível</p><p>mundial com o intuito de determinar estatísticas atreladas a</p><p>índices de morbimortalidade, esse sistema foi delineado para</p><p>propiciar a comparação internacional de coleta,</p><p>processamento, classificação e apresentação desses dados.</p><p>Foi originada a partir de dados provenientes das causas de</p><p>mortalidade, sendo publicada sua primeira edição no ano de</p><p>1893, e, no ano de 1948 passou a abranger causas de</p><p>morbidade.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>No período de 1980 considerava-se que a melhora do quadro de</p><p>hiperatividade e impulsividade durante o final da</p><p>a ser empregada (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>A reabilitação cognitiva individual é considerada quanto aos aspectos</p><p>fonoaudiológicos e de terapia ocupacional. As sessões acontecem</p><p>semanalmente e têm duração de cerca de duas horas. Enquanto a</p><p>reabilitação cognitiva grupada é desenvolvida uma vez por semana,</p><p>através de reuniões de origem interdisciplinar em grupos participativos,</p><p>com equipe multidisciplinar (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>O intuito dessa terapia se dá em:</p><p>a) Estimulação de pacientes com demência.</p><p>b) Apoiar e preservar a integridade de familiares e cuidadores.</p><p>c) Proporcionar descobertas e probabilidades de novas realidades para</p><p>pacientes e cuidadores.</p><p>3.2 Doença de Binswanger</p><p>A doença de Binswanger (DB) teve o início de sua caracterização e</p><p>diagnóstico em cerca de 50 a 65 anos e desenvolveu-se por um período</p><p>de em média 5 a 10 anos (BRITO-MARQUES; MELLO, 1997).</p><p>A doenças de Binswanger é definida a partir de quadro clínico que</p><p>apresenta sintomas como:</p><p>• Afasia.</p><p>• Demência progressiva.</p><p>• Disfunção motora.</p><p>• Hemianopsia.</p><p>• Lentidão de movimentos.</p><p>Esses sintomas normalmente remetem a semelhanças com quadro de</p><p>descorticação.</p><p>Na doença de Binswanger existe uma densa atrofia da substância branca</p><p>do cérebro. A atrofia pode ser classificada como difusa em um grupo de</p><p>pacientes e, em outro, apresentar-se limitada em uma ou mais áreas,</p><p>principalmente quando se trata dos lobos temporal e occipital. A região do</p><p>córtex é poupada, e os ventrículos passam a ser classificados como largos.</p><p>Profunda arteriosclerose cerebral constantemente encontra-se ligada a</p><p>lesões provenientes da substância branca (BRITO-MARQUES; MELLO, 1997).</p><p>A doença de Binswanger pode ser definida por dois tipos:</p><p>1) Definido por episódios frequentes de desordem circulatória cerebral</p><p>seguidos por demência gradativa e progressiva.</p><p>2) Definido por alterações psíquicas progressivas sem histórico anterior</p><p>de acidentes cerebrais.</p><p>Ambos os tipos da doença de Binswanger apresentam características em</p><p>comum, como:</p><p>• Inícios dos sintomas entre 50 e 65 anos de idade.</p><p>• Progressão da doença entre 2 e 10 anos.</p><p>• Constantes alterações no eletroencefalograma difuso.</p><p>A doença de Binswanger é associada a três hipóteses distintas:</p><p>1) Teoria da estase venosa, onde as lesões são decorrentes de</p><p>alterações cardiocirculatórias.</p><p>2) Teoria de hipertensão arterial com a existência de edema cerebral,</p><p>onde as lesões na substância branca em indivíduos com quadro</p><p>hipertensivo são desencadeadas do edema cerebral e hipóxia, esta é</p><p>confirmada de modo indireto a partir de mensuração do fluxo sanguíneo</p><p>cerebral na região.</p><p>3) Teoria da isquemia nas zonas limítrofes de irrigação</p><p>córtico-subcortical, áreas que apresentam maior susceptibilidade a</p><p>circunstâncias onde o fluxo sanguíneo cerebral é reduzido, gerando</p><p>isquemia incumbida pela desmielinização e gliose.</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora,</p><p>só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de</p><p>estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter</p><p>aprendido que a demência é classificada como um transtorno cognitivo</p><p>que implica no empobrecimento gradativo do funcionamento do cérebro</p><p>impactando na habilidade de processos cognitivos. Deve compreender</p><p>que as demências são apresentadas como resultado de uma sequência</p><p>de fatores estressores genéticos e do ambiente, os quais diversificam com</p><p>o tempo, idade e cada sujeito afetado. Deve ter aprendido que as</p><p>demências evolutivas se caracterizam a partir do declínio gradativo</p><p>causado a partir de doenças neurodegenerativas, vasculares ou</p><p>infecciosas críticas. Enquanto a as demências estáticas definem-se pelo</p><p>quadro de demência vascular com fator de risco controlado, ou ainda</p><p>consequências provenientes de lesão cerebral aguda causada por</p><p>trauma ou quadro infeccioso. Já as demências potencialmente reversíveis</p><p>são causadas por deficiência de vitamina B12 ou hipotireioidismo. Deve ter</p><p>compreendido que os sintomas de ordem cognitiva, comportamental ou</p><p>neuropsiquiátrica não podem ser explicados por meio do delirium, ou seja,</p><p>estado confusional agudo, ou por patologia psiquiátrica superior. Por fim,</p><p>deve ter aprendido que o declínio da memória de trabalho segue a perda</p><p>neuronal do córtex pré-frontal, e a redução da habilidade de memória de</p><p>curto prazo a perdas neuronais do hipocampo, no córtex entorrinal ou, em</p><p>alguns casos, parietal.</p><p>RESUMO DO CAPÍTULO</p><p>Comprometimento</p><p>cognitivo e transtorno</p><p>cognitivo no Alzheimer</p><p>C A P Í T U L O 4</p><p>OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como</p><p>funciona a reabilitação de idosos com comprometimento cognitivo leve e</p><p>com transtorno cognitivo. Isto será fundamental para o exercício de sua</p><p>profissão. As pessoas que tentaram aplicar métodos de reabilitação nesses</p><p>quadros sem a devida instrução tiveram problemas ao desenvolvê-los. E</p><p>então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá.</p><p>Avante!</p><p>4.1 Comprometimento cognitivo leve</p><p>Com a elevação da longevidade, os idosos vêm desenvolvendo e possuindo</p><p>cada vez mais comorbidades. A prevalência de quadros de demência tem</p><p>elevado significativamente em virtude do aumento da idade e expectativa</p><p>de vida (OLCHIK et al., 2012).</p><p>Nos brasileiros, a prevalência da demência diversifica entre 1,6% em idosos</p><p>com idade entre 65 e 69 anos de idade, e, 38,9% em idosos maiores de 84</p><p>anos e, o comprometido cognitivo leve diz respeito a cerca de 2,7% dessa</p><p>população (OLCHIK et al., 2012).</p><p>As implicações clínicas das doenças de Alzheimer, assim como</p><p>outras demências de origem neurodegenerativa passam,</p><p>antecipadamente, por uma fase de Comprometimento</p><p>Cognitivo Leve (CCL), mesmo que nem todos os sujeitos em tais</p><p>condições desencadeiam demências e doença de Alzheimer.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>As modificações de memórias esporádicas, como esquecimento</p><p>associado a circunstâncias do dia a dia em nossas vidas, e outras</p><p>alterações a nível cognitivo que envolvem aspectos que correspondem a</p><p>caracterização clínica com CCL, tais como:</p><p>• Atenção.</p><p>• Linguagem.</p><p>• Localização em espaço.</p><p>• Orientação no tempo.</p><p>• Identificação de maneiras.</p><p>• Identificação de pessoas.</p><p>• Estruturação.</p><p>• Planejamento de pensamentos.</p><p>• Organização.</p><p>• Planejamento de ações.</p><p>A relevância clínica dessas modificações é estimada de modo criterioso</p><p>conforme o desenvolvimento e impacto negativo na realização de</p><p>atividades rotineiras.</p><p>A descrição diagnóstica do CCL diz respeito ao surgimento de queixas</p><p>relacionadas à memória episódica ou de modificações de outros</p><p>domínios da cognição pelo próprio sujeito, a carência de fundamentação</p><p>desses eventos por meio de um informante, e, especialmente, a</p><p>confirmação através de testagem de origem objetiva, através de</p><p>avaliação neuropsicológica (OLCHIK et al., 2012).</p><p>Em meio às modificações de ordem cognitiva que podem surgir junto ao</p><p>envelhecimento encontra-se o comprometimento cognitivo leve (CCL). O</p><p>diagnóstico de CCL em sujeitos que possuem desempenho em meio ao</p><p>envelhecimento normal e a demência, sem comprometimento do</p><p>desenvolvimento de atividades instrumentais do cotidiano. O diagnóstico</p><p>do CCL é explicado por se tratar de um possível indicador de demência no</p><p>IMPORTANTE</p><p>Em condições identificadas em sujeitos que não possuem</p><p>demência, podem apresentar transição para o nível de</p><p>deterioração clínica persistente, principiante em sujeitos que</p><p>iniciam curva de redução das atividades de caráter ocupacional e</p><p>social.</p><p>estágio inicial, visto que em média o nível de transformação para a</p><p>doença de Alzheimer encontre-se em cerca de 10 a 15% ao ano, indicando</p><p>elevado risco potencial de desenvolvimento da demência (OLCHIK et al.,</p><p>2012).</p><p>Critérios mais abrangentes não limitam o diagnóstico somente para</p><p>pacientes com queixas de memórias. Considera-se como portador de CCL</p><p>sujeitos que apresentam indícios de deterioração cognitiva, mensurada</p><p>objetiva ou subjetivamente, apresentada pelo paciente ou por um terceiro;</p><p>atividades</p><p>cotidianas da vida; baixo desempenho de sujeitos classificados</p><p>como normais ou superior ao de portadores com demência (OLCHIK et al.,</p><p>2012).</p><p>O comprometimento cognitivo implica em repercussões capazes de</p><p>indicar dificuldades nas atividades do dia a dia de idosos até dificuldades</p><p>de convivência social, podendo desenvolver quadros depressivos e</p><p>isolamento do idoso (OLCHIK et al., 2012).</p><p>A existência de sintomas neuropsiquiátricos em sujeitos com CCL</p><p>normalmente é agravada com a redução do percentual cognitivo do</p><p>sujeito. Os quadros atrelados a elevação de risco e desenvolvente de</p><p>demência em sujeitos que possuem CCL, normalmente são:</p><p>• Agitação.</p><p>• Ansiedade.</p><p>• Apatia.</p><p>• Desinibição.</p><p>• Distúrbios do sono.</p><p>Assim, é possível apontar que o surgimento da depressão com lesões</p><p>neuropatológicas próprias da CCL, especialmente, no que diz respeito aos</p><p>IMPORTANTE</p><p>Conforme os critérios de definição para a CCL, o sujeito precisa</p><p>possuir queixas de memória associados por um informante, possui</p><p>funções cognitivas globais mantidas, preservar atividades</p><p>rotineiras, não se enquadrar em critérios para demência própria e</p><p>dispor de desempenho de no minimo 1,5 do padrão abaixo da</p><p>média de idosos com idade igual e nível educacional de baterias</p><p>neuropsicológicas iguais.</p><p>emaranhados neurofibrilares, define a elevação do desenvolvimento da</p><p>CCL.</p><p>Sendo possível indicar ainda que a apatia aumenta as probabilidades do</p><p>tipo de progressão da patologia.</p><p>As modificações neuropsiquiátricas são capazes de desenvolver aspectos</p><p>padrões da CLL em desenvolvimento para a demência, ainda nessa etapa</p><p>sem alterações cognitivas e funcionais compatíveis ao estado de</p><p>demência (OLCHIK et al., 2012).</p><p>Os indivíduos que apresentam nível cognitivo preservado, o surgimento,</p><p>persistente de sintomas neuropsiquiátricos podem interferir no quadro</p><p>clínico e intensificar o percurso do CCL, com alto risco de desintegração</p><p>cognitiva e funcional, e, por fim, convertendo para um quadro demencial</p><p>(OLCHIK et al., 2012).</p><p>O surgimento normal de sintomas neuropsiquiátricos no CCL indica a</p><p>carência de avaliação global dos sujeitos que apresentam tal condição, a</p><p>partir da investigação, bem como da cognição e funcionalidades,</p><p>incluindo sintomas de transtorno e demais síndromes psicopatológicas</p><p>(OLCHIK et al., 2012).</p><p>O declínio cognitivo, bem como os danos funcionais podem ser apontados</p><p>como preditores significativos dos índices de mortalidade. Todos os</p><p>aspectos são considerados como variáveis, e, se modificados, são</p><p>capazes de reduzir o risco de morte ou dependência (OLCHIK et al., 2012).</p><p>O treino de memória tem o intuito de melhorar as funções cognitivas em</p><p>sujeitos normais, assim como os que portam CCL, através da implantação</p><p>de técnicas mnemônicas. As intervenções abrangem teoria e prática com</p><p>atividades em prol da captação de melhor desempenho e capazes de</p><p>implicar em repercussões no dia a dia, pois, as pessoas com treino podem</p><p>dispor de menor declínio em atividades rotineiras para os idosos (OLCHIK</p><p>et al., 2012).</p><p>Não há um método de treino genérico que afete todos os sistemas neurais,</p><p>contudo, há técnicas que aprimoram determinados tipos de memória. Os</p><p>treinos podem abranger somente uma dada atividade de memória, com</p><p>destaque para uma estratégia única, ou várias atividades da memória,</p><p>com ressalvas para mais de uma estratégia (OLCHIK et al., 2012).</p><p>O treino de memória surge como uma probabilidade de entendimento</p><p>compensatório quanto aos déficits cognitivos, ainda que haja</p><p>discordância que viabilizem melhorias. O treino possibilita alterações em</p><p>habilidade como o aumento na rapidez do processamento ou foco</p><p>atencional, aspectos que podem estar atrelados aos danos de</p><p>mnemônico. O treino cognitivo possibilita utilizar habilidade em desuso, o</p><p>que permite ao sujeito desempenhar-se o máximo que puder (OLCHIK et</p><p>al., 2012).</p><p>Vários aspectos influenciam na melhoria após o treino, com</p><p>especificidades individuais e/ou psicológicas, como:</p><p>• Características pessoais.</p><p>• Escolaridade.</p><p>• Habilidade verbal.</p><p>• Idade.</p><p>• Ocupação.</p><p>• Status cognitivo.</p><p>• Status mental.</p><p>• Velocidade de processamento.</p><p>O modo de treino, período de duração e como é desenvolvido, visto que</p><p>pode ser realizado individualmente ou em grupo, também interfere nos</p><p>resultados. O treino cognitivo é capaz de melhorar a memória objetiva e</p><p>subjetiva dos sujeitos (OLCHIK et al., 2012).</p><p>4.1.1 Preservação cognitiva</p><p>A identificação do funcionamento da própria memorial é essencial visto</p><p>que as queixas acerca das falhas na memória são capazes de apontar</p><p>alterações esperadas no processo de envelhecimento, ainda como</p><p>indicar o início de quadro patológico (OLCHIK et al., 2012).</p><p>Assim, as queixas relacionadas à memória necessitam ser investigadas</p><p>criteriosamente. Idosos constantes apresentam dificuldades impalpáveis</p><p>da memória constante, normalmente este tende a apresentar sintomas</p><p>ansiosos e depressivos, bem como problemas relacionados à memória</p><p>(OLCHIK et al., 2012).</p><p>Os modos de intervenção para melhorar a função cognitiva de idosos</p><p>saudáveis possibilita a compensação e melhoria nos quadros de déficit</p><p>cognitivo em idosos portadores de CCL. A melhoria no desempenho pode</p><p>ser atingida através da plasticidade cognitiva (OLCHIK et al., 2012).</p><p>Existem distintos tipos de treino, os quais podem ser segregados em dois</p><p>grandes grupos:</p><p>• Treino unifatorial.</p><p>• Treino multifatorial.</p><p>O treino unifatorial utiliza somente um método de trabalho, como a</p><p>categorização; enquanto o treino multifatorial vários métodos são</p><p>empregados para a melhoria do nível de memória, em meio a estes,</p><p>técnicas mnemônicas, de relaxamento, dados acerca da memória e</p><p>desenvolvimento de pré-treino com atividades cognitivas, e velocidade de</p><p>processamento. O treino distingue-se ainda em extensão, isto é, o</p><p>quantitativo de sessões; e a duração, ou seja, quantitativo de horas</p><p>(OLCHIK et al., 2012).</p><p>O treino cognitivo com idosos pode ser segregado em cinco grupos</p><p>interventivos distintos:</p><p>• Treino de memória multifatorial.</p><p>• Treino de habilidade.</p><p>• Treino psicomotor.</p><p>• Treino combinado 1 - habilidade e psicomotor.</p><p>• Treino combinado 2 - psicomotor e memória.</p><p>A efetividade procura mensurar a efetividade do treino de memória em</p><p>sujeito com apontamento subjetivos, estas sem alteração em testes de</p><p>memória, e, pacientes com redução objetiva, isto é, diminuição de testes</p><p>tida como declínio esperado no processo de envelhecimento e sem</p><p>interferência nas atividades diárias (OLCHIK et al., 2012).</p><p>4.1.2 Treino cognitivo em idoso diagnosticados com portadores de</p><p>CCL</p><p>O treino cognitivo com idosos que possuem CCL é desenvolvido em prol de</p><p>melhorias no quadro do indivíduo. Na realização do treino cognitivo são</p><p>trabalhados aspectos quanto à memória espacial, memória verbal e</p><p>memória visual através do uso de estratégias de memórias (OLCHIK et al.,</p><p>2012).</p><p>A memória verbal, seja imediata, seja no resgate tardio, implica na função</p><p>cognitiva quanto ao maior ganho após o treino. O pré-treino centrado em</p><p>atividades de função executiva, velocidade de processamento e imagem</p><p>visual, abrange ainda métodos de relaxamento e dados acerca da</p><p>memória do paciente. Idosos que possuem maior nível de escolaridade e</p><p>menor idade geralmente são os que mais apresentam melhorias diante</p><p>da implementação dos métodos de intervenção (OLCHIK et al., 2012).</p><p>O treino centrado nas habilidades de atenção, fluência verbal, memória e</p><p>orientação, em seu desenvolvimento são ensinadas técnicas</p><p>mnemônicas onde os idosos as empregam no cotidiano, reduzindo as</p><p>dificuldades em potencial. Desse modo, há integração relevante em meio</p><p>a plasticidade cognitiva e ganhos de melhorias no período pós-testes, e</p><p>ganhos a longo prazo (OLCHIK et al., 2012).</p><p>O emprego do tratamento específico para o CCL ainda é associado à</p><p>possibilidade de diagnóstico com maior precisão onde os pacientes de</p><p>fazer constituem esse grupo, visto que se trata de uma patologia</p><p>neurodegenerativa (OLCHIK et al., 2012).</p><p>Atualmente, preconiza-se a investigação de causas que podem ser</p><p>tratadas, bem como o emprego corretivo, de fatores como:</p><p>• Depressão.</p><p>• Patologias metabólicas descompensadas.</p><p>• Uso indevido de medicamentos que alteram a cognição.</p><p>Quando há sintomas neuropsiquiátricos, principalmente quando</p><p>desencadeiam comprometimento da qualidade de vida dos sujeitos,</p><p>necessitam ser submetidos a tratamento através do uso de</p><p>antidepressivos e ansiolíticos (OLCHIK et al., 2012).</p><p>As abordagens de caráter não farmacológico, como as reabilitações de</p><p>ordem cognitiva, necessitam dispor de mecanismos compensatórios de</p><p>déficits cognitivos de origem específica, como os que interferem na</p><p>atenção e na memória dos idosos (OLCHIK et al., 2012).</p><p>4.2 Transtorno neurocognitivo na doença de Alzheimer</p><p>A doença de Alzheimer é considerada uma doença neurodegenerativa</p><p>comum atrelada a idade, visto que os indícios cognitivos e</p><p>neuropsiquiátricos geram deficiência progressiva e eventual</p><p>incapacidade (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Normalmente o primeiro sintoma clínico é a perda da memória recente, e,</p><p>as recordações antigas se mantêm preservadas até um dado estágio da</p><p>patologia. No mais, as dificuldades de preservar a atenção e fluência</p><p>verbal, outras funções cognitivas se desintegram conforme a evolução da</p><p>doença, e, em meio a estas pode-se apontar a habilidade de realizar</p><p>cálculos, bem como aspectos visuoespaciais e a habilidade de utilizar</p><p>objetos comuns e ferramentas (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>O nível de vigília e lucidez do paciente não sofrem impactos até que a</p><p>doença se encontre em grau avançado. A fraqueza motora não é</p><p>identificada, mesmo que contraturas musculares sejam comuns quase</p><p>que global em quadros avançados da doença de Alzheimer (SERENIKI;</p><p>VITAL, 2008).</p><p>Normalmente esses sintomas encontram-se atrelados a distúrbios e</p><p>alterações no comportamento, tais como:</p><p>• Agressividade.</p><p>• Alucinações.</p><p>• Depressão.</p><p>• Hiperatividade.</p><p>• Irritabilidade.</p><p>Os transtornos de humor impactam um percentual significativo de</p><p>pacientes que desenvolvem a doença de Alzheimer, em uma período do</p><p>desenvolvimento da síndrome de demência. Sintomas depressivos são</p><p>identificados em cerca de 40 a 50% dos pacientes, visto que os transtornos</p><p>depressivos afetam em média de 10 a 20% dos casos. Demais sintomas</p><p>podem surgir como porção da síndrome de demência, tais como:</p><p>• Apatia.</p><p>• Agitação.</p><p>• Dificuldade de concentração.</p><p>• Insônia.</p><p>• Lentidão no discurso.</p><p>Figura 2 - Progressão do Alzheimer no cérebro Fonte: Freepik.</p><p>• Lentidão na marcha.</p><p>• Perda de peso.</p><p>A doença de Alzheimer é definida, de modo histopatológico, com a perda</p><p>sináptica abundante e por morte neuronal identificada nas áreas do</p><p>cérebro incubidas pelas funções cognitivas. Essas áreas do cérebro são:</p><p>• Córtex cerebral.</p><p>• Córtex entorrinal.</p><p>• Estriado ventral.</p><p>• Hipocampo.</p><p>A especificidades histopatológicas existentes no parênquima cerebral de</p><p>indivíduos com a doença de Alzheimer abrangem dispositivo fibrilares</p><p>amiloidais situados nas paredes dos vasos sanguíneos, ligados a uma</p><p>diversidade de distintos tipos de placas idosas, depósito de filamentos</p><p>incomuns de proteína tau e consecutiva constituição de novelos</p><p>neurofibrilares, perda neuronal e sináptica, ativação da glia e inflamação</p><p>local (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Em conformidade com os marcadores neuropatológicos, duas hipóteses</p><p>centrais são apresentadas com o intuito de explicar a origem da doença</p><p>de Alzheimer. Estas são:</p><p>• Hipótese da cascara amiloidal.</p><p>• Hipótese colinérgica.</p><p>A hipótese da cascata amilóide é determinada pela neurodegeneração</p><p>na doença de Alzheimer é iniciada a partir da clivagem proteolítica da</p><p>proteína precursora amiloide (APP) acabando em resultar sua produção,</p><p>associação e deposição de substâncias beta-amilóide (Aβ) e placas senis</p><p>(SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Enquanto a hipótese colinérgica, a alteração no sistema colinérgico é</p><p>capaz de gerar deficiência na memória em modelos animais, e esta</p><p>assemelha-se à doença de Alzheimer (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>IMPORTANTE</p><p>O cérebro dos indivíduos afetados pela doença de Alzheimer</p><p>apresenta degeneração dos neurônios colinérgicos,</p><p>desencadeando ainda a redução de marcadores colinérgicos,</p><p>onde a colina acetiltransferase e a acetilcolinesterase apresentam</p><p>atividade diminuída na porção do córtex cerebral de sujeitos com</p><p>doença de Alzheimer.</p><p>Os aspectos genéricos são considerados como predominantes no</p><p>desenvolvimento da patogênese da doença de Alzheimer. Pois, além dos</p><p>fatores genéticos, podem ser elencados como agentes etiológicos</p><p>toxicidade de:</p><p>• Agentes infecciosos.</p><p>• Alumínio.</p><p>• Aminoácidos neurotóxicos.</p><p>• Danos nos microtúbulos.</p><p>• Proteínas associadas.</p><p>• Substâncias reativas de oxigênio (ROS).</p><p>É imprescindível ressaltar que os agentes podem também agir por</p><p>impacto direto no material genético, desencadeando mutação tecidual</p><p>somática. Em média 1/2 dos casos de Alzheimer possuem traços familiares</p><p>e agem conforme um padrão de herança monogênica autossômica</p><p>prevalente. Nessas situações, normalmente, ocorrem precocemente</p><p>(SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Pacientes com danos da doença de Alzheimer possuem 50% de chance de</p><p>possuir filhos afetados por essa patologia, ou com potencial para</p><p>desenvolvimento de tal. No mais, a ligação em meio a doença de</p><p>Alzheimer e a síndrome de Down implica na descoberta do gene do</p><p>Alzheimer no cromossomo 21, sendo estes cromossomo extra associado a</p><p>síndrome de Down (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Pacientes que possuem síndrome de Down dispõem de envelhecimento</p><p>precoce, e, a maior parte destes são diagnosticados neuro e clinicamente</p><p>com doença de Alzheimer, quando encontram-se na faixa etária de 40 a</p><p>50 anos de idade (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>4.2.1 Diagnóstico da doença de Alzheimer</p><p>O diagnóstico da doença de Alzheimer é desenvolvido essencialmente por</p><p>meio de fatores clínicos pré definidos em associação à exclusão de outras</p><p>prováveis causas para a demência. A exclusão de outras causas é</p><p>realizada por meio de agrupamento formado por exames clínicos,</p><p>serem analisado incluem:</p><p>• Cirurgias.</p><p>• Doenças preexistentes.</p><p>• Exposição ambientais.</p><p>• Exposições tóxicas.</p><p>• Traumas.</p><p>• Uso de álcool.</p><p>• Uso de drogas.</p><p>• Uso de medicações.</p><p>A história deve possuir outros sujeitos, sendo um familiar ou cuidador para</p><p>ajudar na obtenção de dados por meio do paciente. O exame físico tem</p><p>por intuito identificar déficits neurológico focal, como:</p><p>• Parestesias.</p><p>• Paresias.</p><p>• Sinais de hidrocefalia</p><p>▪ Modificações na marcha.</p><p>▪ Lentidão.</p><p>▪ Incontinência urinária.</p><p>▪ Modificações na motricidade.</p><p>▪ Tremores.</p><p>• Indícios de doença de Parkinson.</p><p>• Sinais de hipotiroidismo.</p><p>• Alterações consistentes para o diagnóstico diferencial.</p><p>A avaliação cognitiva estende-se desde a busca pela demência até a</p><p>realização de testes neuropsicológicos próprios. Alguns dos testes de</p><p>rastreio cognitivo podem ser:</p><p>• Miniexame do estado mental.</p><p>• Teste do desenho do relógio.</p><p>• Teste de fluência verbal para categorias.</p><p>• Escala de demência de Blessed.</p><p>Mesmo que não tenhamos tratamento definido capaz de curar ou reverter</p><p>a degeneração cerebral desenvolvida pela doença de Alzheimer, alguns</p><p>métodos possuem a habilidade de retardar e/ou até mesmo estagnar, de</p><p>modo temporário, o avanço dos sintomas da doença (MADUREIRA et al.,</p><p>2018).</p><p>As intervenções de caráter não farmacológico dispõem de relevante</p><p>complemento para o tratamento, visto que estas podem diminuir ainda</p><p>mais os custos com a patologia. Distintas abordagens são propostas,</p><p>sendo estas:</p><p>• Atividade física.</p><p>• Musicoterapia.</p><p>• Reabilitação cognitiva.</p><p>• Terapia artística.</p><p>• Terapia ocupacional.</p><p>Todos os métodos terapêuticos visam atenuar os déficits cognitivos e as</p><p>modificações de comportamento e melhorias em prol da qualidade de</p><p>vida do sujeito, e seus familiares (MADUREIRA et al., 2018).</p><p>O tratamento medicamentoso é empregado com para controlar sintomas</p><p>de déficits cognitivos e comportamentais no portador da doença</p><p>de</p><p>Alzheimer, embora a terapia esteja longe de ser completamente</p><p>satisfatória diante dos quadros patológicos (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Assim, o tratamento cognitivo é desenvolvido por meio da administração</p><p>de inibidores da enzima de acetilcolinesterase (AChE) os quais</p><p>apresentam eficácia sintomática e diminuição da progressão da doença,</p><p>visto que estes implicam em um grau de melhora dos sintomas, em média</p><p>30 a 40% dos casos da doença de Alzheimer (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>Enquanto no tratamento aplicado aos sintomas comportamentais,</p><p>existem evidências clínicas capazes de induzir os sintomas, embora a</p><p>avaliação da efetividade de pacientes que possuem doença de Alzheimer,</p><p>estes limitam-se em boa parte como antidepressivos, visto a elevada</p><p>percentagem de desenvolvimento de quadros depressivos atrelados ao</p><p>Alzheimer. Esse tipo de tratamento é realizado de acordo com as</p><p>especificidades individuais de cada sujeito (SERENIKI; VITAL, 2008).</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora,</p><p>só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de</p><p>estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter</p><p>aprendido que em conformidade com a elevação da longevidade, os</p><p>idosos vêm desenvolvendo e possuindo cada vez mais comorbidades, e,</p><p>em meio às modificações de ordem cognitiva que podem surgir junto ao</p><p>envelhecimento encontra-se o comprometimento cognitivo leve (CCL).</p><p>Deve ter compreendido que conforme os critérios de definição para a CCL,</p><p>o sujeito precisa possuir queixas de memória associados por um</p><p>informante, possui funções cognitivas globais mantidas, preservar</p><p>atividades rotineiras, não se enquadrar em critérios para demência</p><p>própria e dispor de desempenho de no minimo 1,5 do padrão abaixo da</p><p>média de idosos com idade igual e nível educacional de baterias</p><p>neuropsicológicas iguais; e que o comprometimento cognitivo implica em</p><p>repercussões capazes de indicar dificuldades nas atividades do dia a dia</p><p>de idosos até dificuldades de convivência social, podendo desenvolver</p><p>quadros depressivos e isolamento do idoso. Deve ter aprendido que o</p><p>treino de memória tem o intuito de melhorar as funções cognitivas em</p><p>sujeitos normais, assim como os que portam CCL, através da implantação</p><p>de técnicas mnemônicas; o treino unifatorial utiliza somente um método</p><p>de trabalho, como a categorização; enquanto o treino multifatorial vários</p><p>métodos são empregados para a melhoria do nível de memória, em meio</p><p>a estes, técnicas mnemônicas, de relaxamento, dados acerca da memória</p><p>e desenvolvimento de pré-treino com atividades cognitivas, e velocidade</p><p>de processamento. Deve ter compreendido que a doença de Alzheimer é</p><p>considerada uma doença neurodegenerativa comum atrelada a idade,</p><p>visto que os indícios cognitivos e neuropsiquiátricos geram deficiência</p><p>progressiva e eventual incapacidade, e o nível de vigília e lucidez do</p><p>paciente não sofrem impactos até que a doença se encontre em grau</p><p>avançado. Deve ter aprendido que a fraqueza motora não é identificada,</p><p>mesmo que contraturas musculares sejam comuns quase que global em</p><p>quadros avançados da doença de Alzheimer.</p><p>RESUMO DO CAPÍTULO</p><p>Referências</p><p>ALVARENGA, Regina MP et al. Acidente vascular cerebral. RBM rev. bras.</p><p>med, p. 88-90, 2003. Disponível em:</p><p>http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0095.pdf . Acesso em: 18 mai.</p><p>2023.</p><p>BRITO-MARQUES, Paulo Roberto de; MELLO, Roberto Vieira de. Doença de</p><p>Binswanger: estudo anátomo-clínico de um caso. Arquivos de</p><p>Neuro-Psiquiatria, v. 55, p. 636-641, 1997. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/anp/a/X5qQ9mpsvfK4YY3yp5d5NcC/abstract/?lan</p><p>g=pt . Acesso em: 19 mai. 2023.</p><p>DA SILVA, Manuella Mendonça et al. Revisão bibliográfica: TDAH em adultos.</p><p>Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 4, p. 29571-29578, 2022. Disponível</p><p>e m :</p><p>https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/46936</p><p>/pdf . Acesso em: 20 mai. 2023.</p><p>DE OLIVEIRA, Roberto de Magalhães Carneiro; DE ANDRADE, Luiz Augusto</p><p>Franco. Acidente vascular cerebral. Rev Bras Hipertens, v. 8, p. 280-290,</p><p>2001. Disponível em:</p><p>http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-3/acidente.pdf . Acesso</p><p>em: 18 mai. 2023.</p><p>FREEPIK. Figura 1 - O tabagismo é um fator de risco para o AVC Disponível</p><p>e m :</p><p>https://br.freepik.com/fotos-premium/dia-mundial-sem-tabaco-homem</p><p>-fumando_11808505.htm#query=tabagismo&position=24&from_view=se</p><p>arch&track=sph#position=24&query=tabagismo.</p><p>FREEPIK. Figura 2 - Progressão do Alzheimer no cérebro. Disponível em:</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/uma-anatomia-do-cerebro-human</p><p>o_2413746.htm#page=2&query=Alzheimer&position=3&from_view=searc</p><p>h&track=sph</p><p>HENRIQUES, Cristina MAD; ÁVILA, Rui FA. A Pessoa com Demência: Uma</p><p>Perspetiva da Reabilitação. 2017. Disponível em:</p><p>https://repositorio-cientifico.essatla.pt/bitstream/20.500.12253/1079/1/Bibl%</p><p>20CERPL_587-604.pdf . Acesso em: 19 mai. 2023.</p><p>LOPES, Regina Maria Fernandes; DO NASCIMENTO, Roberta Fernandes Lopes;</p><p>BANDEIRA, Denise Ruschel. valiação do transtorno de déficit de</p><p>atenção/hiperatividade em adultos (TDAH): uma revisão de literatura.</p><p>Avaliaçao Psicologica: Interamerican Journal of Psychological</p><p>Assessment, v. 4, n. 1, p. 65-74, 2005.</p><p>LOPES, Adriana Bueno. Aplicabilidade da reabilitação neuropsicológica no</p><p>tratamento do Transtorno de Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH):</p><p>uma revisão integrativa. Repositório Institucional Unicambury, v. 1, n. 1,</p><p>2022. Disponível em:</p><p>https://www.revistaleiacambury.com.br/index.php/repositorio/article/view</p><p>/57/56 . Acesso em: 18 mai. 2023.</p><p>MADUREIRA, Bruna Guimarães et al. Efeitos de programas de reabilitação</p><p>multidisciplinar no tratamento de pacientes com doença de Alzheimer:</p><p>uma revisão sistemática. Cadernos Saúde Coletiva, v. 26, p. 222-232, 2018.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/cadsc/a/f5HGg8NjBHMxZ3njY9dTZnJ/abstract/?lan</p><p>g=pt . Acesso em: 19 mai. 2023.</p><p>MATTOS, Paulo et al. Painel brasileiro de especialistas sobre diagnóstico do</p><p>transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) em adultos.</p><p>Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 28, p. 50-60, 2006.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rprs/a/Bg6Fm5DBc3zzXQp77Qx6JHP/?format=pdf&l</p><p>ang=pt . Acesso em: 20 mai. 2023.</p><p>OLCHIK, Maira Rozenfeld et al. Revisão: efeitos do treino de memória em</p><p>idosos normais e em idosos com comprometimento cognitivo leve. Temas</p><p>em Psicologia, v. 20, n. 1, p. 235-245, 2012. Disponível em:</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/5137/513751439017.pdf . Acesso em: 18 mai.</p><p>2023.</p><p>OLIVEIRA, Acary Souza Bulle et al. Encefalopatia subcortical arteriosclerótica</p><p>de binswanger: forma especial de demência associada a hipertensão</p><p>arterial sistêmica. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 44, p. 255-262, 1986.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/anp/a/bBMSfFZqSqfZbG66y9rQsVJ/?format=pdf&la</p><p>ng=pt . Acesso em: 19 mai. 2023.</p><p>SERENIKI, Adriana; VITAL, Maria Aparecida Barbato Frazão. A doença de</p><p>Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Revista de</p><p>psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 30, 2008. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rprs/a/LNQzKPVKxLSsjbTnBCps4XM/?format=pdf&la</p><p>ng=pt . Acesso em: 20 mai. 2023.</p><p>Universidade Federal do Maranhão Demência/Cássio Machado de</p><p>Campos Bottino (Org.). - São Luís, 2013. Disponível em:</p><p>https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/2058/3/Sa%C3%BAde%20Me</p><p>ntal%20-%20M%C3%B3dulo%203%20UND%205.pdf . Acesso em: 18 mai. 2023.</p><p>ZANINI, Rachel Schlindwein. Demência no idoso: aspectos</p><p>neuropsicológicos. Revista Neurociências, v. 18, n. 2, p. 220-226, 2010.</p><p>Disponível em:</p><p>http://www.hu.ufsc.br/setores/neuropsicologia/wp-content/uploads/sites/</p><p>25/2015/02/12-Demencia-no-idoso-aspectos-neuropsicologicos.pdf .</p><p>Acesso em: 19 mai. 2023.</p><p>adolescência</p><p>associava-se a remissão do quadro patológico. Por meio da publicação</p><p>do DSM-III inseriu intensas alterações:</p><p>a) abandono da inclusão da etiologia na caracterização e terminologia</p><p>em prol de critérios operacionais fenomenológicos.</p><p>b) a probabilidade do TDA sem hiperatividade, ressaltando ser a</p><p>desatenção o sintoma central do transtorno.</p><p>c) a probabilidade de forma adulta, denominada de tipo residual.</p><p>Um ano mais tarde foi publicado os primeiros critérios para a definição</p><p>diagnóstica do TDAH em adultos. Em média dez anos depois, foi publicado</p><p>estudos intensificando a fundamentação neurológica para o TDAH em</p><p>adultos, utilizando exames de tomografia de pósitrons em adultos que</p><p>possuem tal transtorno (MATTOS et al., 2006).</p><p>O TDAH é considerado uma condição neurológica que afeta cerca de 3 a</p><p>7% dos indivíduos. Define-se por capacidade reduzida de atenção,</p><p>impulsividade e hiperatividade, conforme o DSM-IV-TR, o qual atinge</p><p>crianças, adolescentes e adultos (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>O DSM-IV-TR, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental</p><p>Disorders (DSM) - 4th Edition, Text Revisition, foi uma publicação</p><p>de revisão e edição do DSM, datada no ano de 2000, teve uso</p><p>empregado até o ano de 2013. Nesta edição do manual</p><p>transtornos como o TDAH, Autismo, Transtorno de Asperger,</p><p>dentre outros, passaram a ser considerados como Transtornos</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>IMPORTANTE</p><p>Os critérios operacionais fenomenológicos dizem respeito a todos</p><p>os aspectos e fenômenos que podem ser identificados na origem</p><p>e desenvolvido do quadro do TDAH, possibilitando a análise e</p><p>diagnóstico o quanto antes, assim que buscada ajuda profissional.</p><p>O TDAH é tratado em crianças por quase um século, contudo, apenas há</p><p>algumas décadas recebeu a devida atenção para a fase adulta.</p><p>Atualmente acredita-se que cerca de 60 a 70% dos sujeitos que foram</p><p>diagnosticados com TDAH ainda na infância preservam esse diagnóstico</p><p>para a vida adulta (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Aponta-se que em média 67% das crianças com o diagnóstico de TDAH</p><p>apresentam sintomas na idade adulta, os quais afetam os âmbitos da vida</p><p>acadêmica, efetiva, profissional e social. O sexo masculino possui maior</p><p>incidencia quando comparado a individuos do sexo feminino, embora as</p><p>mulheres apresentem tipo predominante de desatenção (LOPES; DO</p><p>NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>O TDAH em adultos em muitas circunstâncias é tida como uma patologia</p><p>camuflada, visto que os sintomas são constantemente mascarados,</p><p>implicando em problemas nas relações afetivas e interpessoais, de</p><p>organização, humor, uso e abuso de substâncias, isto é, definidos pela</p><p>patologia (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Desse modo, o diagnóstico é difícil nos adultos, especialmente em</p><p>mulheres, e acabam por não ter diagnóstico adequado, assim como</p><p>tratamento. No entanto, o diagnóstico quando feito precocemente e</p><p>tratamento correto são capazes de diminuir os sintomas de modo</p><p>significativo (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Invasivos do Desenvolvimento. Estes, caracterizados como</p><p>danos intensos nas capacidades de interação social recíproca,</p><p>competências comunicativas, e ou existência de</p><p>comportamento, interesse e exercícios estereotipados. Os</p><p>danos qualitativos determinam os aspectos como desvio</p><p>intestino em virtude do grau de desenvolvimento ou idade</p><p>mental do sujeito.</p><p>1.1.1 Critérios de diagnóstico de TDAH em adultos</p><p>Os critérios para definição de diagnóstico do TDAH distinguindo os critérios</p><p>de desatenção, hiperatividade, impulsividade e critérios globais. Esses</p><p>critérios são definidos especialmente de acordo com a manifestação do</p><p>TDAH em crianças:</p><p>1) Critérios de desatenção</p><p>a) Constantemente não detém atenção a detalhes e comete erros por</p><p>omissão em atividades escolares, de trabalho, dentre outras.</p><p>b) Constantemente apresentam dificuldade em preservar a atenção</p><p>em tarefas.</p><p>c) Constantemente parece não ouvir a palavra quando esta lhe é</p><p>direcionada.</p><p>d) Constantemente não segue orientações e não finaliza atividades</p><p>escolares, domésticas e profissionais.</p><p>e) Constantemente apresenta dificuldade para organizar atividades e</p><p>tarefas.</p><p>f) Constantemente evita ou reluta se envolver em atividades que</p><p>necessitam de esforço mental contínuo.</p><p>g) Constantemente perde coisas que se precisam para o</p><p>desenvolvimento de atividades e tarefas.</p><p>h) Se distrai com facilidade por estímulos alheios e que não pertencem</p><p>O diagnóstico precoce são táticas empregadas em prol da</p><p>identificação antecipada de uma patologia ou desordem,</p><p>empregando a abordagem de sujeitos com sintomas e sinais,</p><p>desse modo, o emprego de testes ou exames que permitem</p><p>identificar detalhes de indícios para determinadas doenças. O</p><p>diagnóstico precoce de uma doença pode implicar em</p><p>diferenças em virtude da qualidade e tempo de vida do</p><p>indivíduo. Contudo, diversas pessoas não levam em</p><p>consideração a relevância de tal benefício. Sabendo que</p><p>patologias evoluem com o passar do tempo e existe a elevação</p><p>da intensidade de sintomas desencadeando elevar risco de</p><p>desenvolver maior gravidade.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>a sua atividade.</p><p>i) Constantemente apresenta esquecimento nas atividades rotineiras.</p><p>2) Critérios de hiperatividade</p><p>a) Constantemente agita as mãos e os pés, além de se remexer na</p><p>cadeira.</p><p>b) Constantemente abandona sua cadeira em sala de aula e em</p><p>circunstâncias que deve se manter sentado.</p><p>c) Constantemente escala em demasia, em circunstâncias</p><p>inadequadas.</p><p>d) Constantemente apresenta dificuldade para brincar ou realizar</p><p>tarefas em silêncio.</p><p>3) Critérios de impulsividade</p><p>a) Constantemente apresenta resposta de maneira precipitada antes</p><p>que a pergunta seja completada.</p><p>b) Constantemente apresenta dificuldade para aguardar sua vez.</p><p>c) Constantemente faz interrupções ou se intromete em assuntos que</p><p>não lhe dizem respeito.</p><p>4) Critérios gerais</p><p>a) Alguns dos sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade</p><p>encontram-se presentes antes dos sete anos de idade.</p><p>b) Existência de seis ou mais sintomas da desatenção e/ou seis ou mais</p><p>sintomas de hiperatividade-impulsividade, os quais se estendem por no</p><p>mínimo seis meses, em grau mal adaptativo, e inconsciente com o grau de</p><p>desenvolvimento.</p><p>c) Algum comprometimento desencadeado pelos sintomas</p><p>encontra-se presentes em dois ou mais contextos.</p><p>d) Deve existir clara evidência de danos clínicos relevantes no</p><p>desenvolvimento acadêmico, ocupacional e social.</p><p>e) Sintomas não surgem somente em meio ao transcurso de outros</p><p>transtornos, os quais podem ser:</p><p>i) Esquizofrenia.</p><p>ii) Transtorno do humor.</p><p>iii) Transtorno global do desenvolvimento.</p><p>iv) Transtorno dissociativo.</p><p>v) Transtorno psicótico.</p><p>vi) Transtorno de ansiedade.</p><p>Em virtude da incidência de TDAH em adultos necessitam ainda mais de</p><p>atenção, diversas vezes o diagnóstico recebe a denominação de TDAH sem</p><p>outra especificação (SOE). Os sintomas residuais do transtorno abrangem</p><p>impulsividade e déficit de atenção, identificados quanto a dificuldade em</p><p>organizar o trabalho, distração, incapacidade de concentração, tomada de</p><p>decisões inesperadas sem pensar nas consequências (LOPES; DO</p><p>NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Vários adultos que possuem TDAH associam baixa auto-estima atrelada ao</p><p>desempenho, gerando o comprometimento de impactam o funcionamento</p><p>ocupacional e social. Em eventos não raro estes são acometidos por</p><p>transtorno depressivo secundário (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>O transtorno global de desenvolvimento é um conjunto de cinco</p><p>condições que dizem respeito a dificuldades que o sujeito</p><p>apresenta na comunicação e no comportamento. Os sintomas</p><p>são leves, sendo essencial saber que este transtorno envolve</p><p>diversos outros, como: TDAH, Transtorno do espectro autista;</p><p>Síndrome de Rett; Psicose infantil; e, Síndrome de Asperger.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>No transtorno depressivo secundário o portador do TDAH</p><p>normalmente apresenta níveis depressivos persistentes, ou</p><p>ainda perda de interesse, impactando de modo significativo</p><p>sua rotina diária.</p><p>Normalmente esse quadro emprega tristeza e</p><p>falta de interesse, além de sintomas físicos e de</p><p>comportamento. Abrange modificações de sono, energia,</p><p>concentração, apetite, comportamento e autoestima, este,</p><p>associado ao TDAH tende a intensificar os sintomas do TDAH</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>A terapia psicofarmacológica pode necessitar de cuidados ininterruptos</p><p>por um período de tempo não definido, necessitando de monitoramento</p><p>quando as respostas apresentadas pelo uso da medicação e a aderência</p><p>ao tratamento (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Ao longo dos anos diversas alterações foram feitas quanto a</p><p>caracterização do comportamento de crianças e adultos com TDAH, sendo</p><p>feitas também inúmeras distinções. Dentre estas podemos citar a</p><p>diminuição em nível global de hiperatividades em meio aos adultos (LOPES;</p><p>DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Assim, é necessário que haja adaptação dos critérios de avaliação do</p><p>TDAH em adultos. Nos adultos, a hiperatividade e concentração são baixos,</p><p>no mais, adultos apresentam dois seguintes sintomas:</p><p>• Acentuada intolerância.</p><p>• Desorganização.</p><p>• Impulsividade.</p><p>• Inabilidade para finalizar tarefas.</p><p>• Labilidade afetiva.</p><p>• Temperamento quente.</p><p>A labilidade afetiva é considerada como os modos de</p><p>hiperestesia emocional, aponta abuso e incontenente de</p><p>desenvolver reações afetivas. Apresentando maneiras de</p><p>oscilação intensa e ligeiras, de forma inesperada entre os níveis</p><p>de afeto, indo da tristeza a alegria, do júbilo ao ódio, dentre</p><p>outros estados de afeto.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>IMPORTANTE</p><p>A terapia psicofarmacologia associa o uso da</p><p>psicologia/psiquiatria com fármacos em prol do manejo de</p><p>distúrbios e transtorno de ordem comportamental, cognitiva,</p><p>humoral, personalidade, dentre outros, para atenuar os sintomas e</p><p>proporcionar qualidade de vida ao indivíduo adoecido.</p><p>São empregados oito domínio para identificação de danos com maior</p><p>precisão em adultos:</p><p>a) Hiperatividade motora.</p><p>b) Déficits de atenção.</p><p>c) Labilidade afetiva.</p><p>d) Temperamento quente.</p><p>e) Reação emocional intensa.</p><p>f) Desorganização.</p><p>g) Impulsividade.</p><p>h) Características associadas.</p><p>1.1.2 Sintomas da TDAH em adultos</p><p>Atualmente é possível identificar diversos sintomas em adultos que</p><p>possuem diagnóstico de TDAH. Estes normalmente podem apresentar:</p><p>• Dificuldade em relações afetivas instáveis.</p><p>• Instabilidade profissional.</p><p>• Baixo rendimento nas habilidades de trabalho.</p><p>• Ausência da habilidade em preservar-se atento por um período de</p><p>tempo longo.</p><p>• Ausência de organização.</p><p>• Incapacidade de realizar o que se comprometeu a fazer.</p><p>• Incapacidade de permanecer em uma rotina.</p><p>• Esquecimento, perda e descuido significativos.</p><p>• Baixa autoestima e depressão.</p><p>• Dificuldade de organizar pensamento e expressar suas ideias com</p><p>clareza.</p><p>• Tendência em agir impulsivamente.</p><p>• Interromper outras pessoas.</p><p>As reações emocionais intensas apresentadas pelo adulto no</p><p>TDAH pode ser denominada de crise emocional, a qual pode ser</p><p>proveniente de vários aspectos da vida do sujeito, normalmente</p><p>estas são apontadas como surto emocional, proveniente des</p><p>sofrimento psíquico severo, e, em alguns casos, o indivíduo é</p><p>incapaz de lidar com a crise.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>• Dificuldade de escutar e esperar sua vez de falar.</p><p>• Constante acidentes de trânsito em virtude da distração.</p><p>• Uso e abuso de álcool e drogas.</p><p>No mais, há sintomas que possibilitam a identificação do TDAH, embora</p><p>estes não sejam classificados como oficiais. Faz-se necessário salientar</p><p>que estes apresentar-se de modo intenso, como:</p><p>• Baixa-autoestima.</p><p>• Intolerância à monotonia.</p><p>• Pavio curto.</p><p>• Adiantamento constante de coisas.</p><p>• Intolerância à repetitividade.</p><p>• Necessidade de ler mais de uma vez para fixar o que foi lido.</p><p>• Procura frequente por novos estímulos.</p><p>• Dificuldade em levantar-se e manter-se ativo pela manhã.</p><p>• Alteração de interesses constantemente.</p><p>• Diversificação constante de humor.</p><p>1.1.3 Dificuldades específicas da função de atenção</p><p>Adultos que possuem TDAH possuem tendência para distração,</p><p>repetitividade de erros, esquecimento, assim como frequentemente</p><p>perdem coisas, não lembrar do que foi lido, necessitam indagar o mesmo</p><p>questionamento diversas vezes. Normalmente desenvolvem atividades que</p><p>envolvem pouca atenção ou concentração, visto as dificuldades que</p><p>possui. O que não implica em dizer que este sujeito não presta atenção em</p><p>nada, no entanto, em várias situações, ou na maior parte destas, estes</p><p>indivíduos aparentam estar dispersos (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA,</p><p>2005).</p><p>IMPORTANTE</p><p>AA instabilidade profissional caracteriza-se como sujeitos que</p><p>passam curtos períodos de tempo desempenhando suas funções</p><p>habituais em uma dada empresa, e, nessas situações, pulam com</p><p>constância de emprego em emprego, passando até por períodos</p><p>de desemprego.</p><p>No ambiente laboral, normalmente se organizam e conseguem manter-se</p><p>atentos e finalizar atividade. O período que preciso geralmente é superior</p><p>ao esperado, além de apresentar baixo rendimento ao estarem sozinhos.</p><p>Apresentam dificuldades relacionadas à memória de trabalho, que</p><p>viabiliza os processos comparativos, processamento e liberação de</p><p>resposta adequada (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Adultos com TDAH não apresentam estado crítico quando as dificuldades</p><p>associadas a atenção e muito pouco identificam esse problema. Esse se</p><p>dá pelo fato de que sempre apresentaram aspectos de dispersão e</p><p>desatenção, erros repetitivos, perdas de objetos, falta de atenção ao que</p><p>se ler, além de indagações constantes de uma única coisa. Estes possuem</p><p>incapacidade de dormir ou desligar frente ao assunto que lhes desperta</p><p>interesse direto, indicando que são sujeitos que sofrem de problemas de</p><p>atenção. Em várias circunstâncias dedicam-se a trabalhos que</p><p>necessitam de pouca concentração e atenção, demonstrando certa</p><p>dificuldade para deter mínima concentração necessária para preservar</p><p>qualquer atividade que seja (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Possuir o diagnóstico do TDAH não quer dizer que o sujeito não possa</p><p>prestar atenção em algo nunca, e sim, em várias situações, ou na maior</p><p>parte destas, o indivíduo encontra-se disperso. Em outras circunstâncias é</p><p>capaz de preservar concentrado e manter-se ativo em uma atividade.</p><p>Ainda que o problema seja de ordem crônica não implica dizer que este</p><p>encontra-se sempre presente. O que implica dizer que estes estão atentos</p><p>em alguns momentos e em outros não (LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA,</p><p>2005).</p><p>A memória de trabalho, também denominada de memória</p><p>operativa, pode ser caracterizada como um agrupamento de</p><p>processos que possibilitam o armazenamento e a manipulação</p><p>de dados temporários e desenvolver atividades cognitivas</p><p>complexas como o entendimento da linguagem, leitura,</p><p>aprendizagem e raciocínio. Esse tipo de memória de estímulo a</p><p>curto prazo.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>1.1.4 Avaliação do TDAH em adultos</p><p>A avaliação global do TDAH em adultos inclui nove constituintes, sendo</p><p>estes:</p><p>1) Revisão de preocupações ativas.</p><p>2) Avaliação do grau de funcionamento na infância e no adulto.</p><p>3) Histórico psiquiátrico minucioso.</p><p>4) Avaliação do histórico adaptativo psicossocial.</p><p>5) Diagnóstico diferencial e avaliação de comorbidades.</p><p>6) Avaliação de alterações físicas.</p><p>7) Avaliação intelectual e das funções executivas.</p><p>8) Avaliação neurológica e avaliação psicoeducacional.</p><p>9) Avaliação e planejamento do tratamento.</p><p>A avaliação correta se dá a partir de atendimento psicológico, neurológico</p><p>e/ou psiquiátrico. A avaliação completa, realizada a partir do uso de</p><p>escala de sintomas e testes psicológicos para a identificação de</p><p>deficiência cognitiva pode auxiliar no diagnóstico do quadro de TDAH.</p><p>Informações provenientes do histórico de vida, são relevantes, visto a</p><p>necessidade de avaliar se as dificuldades identificadas são oriundas</p><p>desde o período da infância, assim como auxiliam do modo da avaliação.</p><p>Assim, identificar a existência ou não de comunidades e desenvolvimento</p><p>do diagnóstico diferencial é essencial</p><p>(LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA,</p><p>2005).</p><p>O TDAH não impede completamente que o sujeito se concentrar, algumas</p><p>pessoas podem apresentam excelente desenvoltura em seu trabalho, até</p><p>em virtude do elevado nível de interesse, contudo, em todos os outros</p><p>âmbitos a atenção pode ausentar-se de modo desastroso (LOPES; DO</p><p>IMPORTANTE</p><p>A avaliação psicoeducacional normalmente é desenvolvida por</p><p>um psicopedagogo. Estes detêm sua avaliação para os aspectos</p><p>educacionais legado a traços psicológicos, para avaliar a</p><p>segurança e conforto, definido a associação do aluno com a</p><p>escola. Essa avaliação normalmente é desenvolvida com testes de</p><p>inteligência, com uso de lápis e papel, os achados são acoplados</p><p>em prol da formulação de intervenções para melhorias resolutivas</p><p>no aprendizado do sujeito.</p><p>NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Durante as entrevistas de avaliação, o avaliador necessita procurar</p><p>elencar o maior quantitativo de informações acerca da história do</p><p>desenvolvimento, sendo crucial confirmar informações com outras fontes.</p><p>Sendo preciso também investigar o impacto que os sintomas do TDAH</p><p>implicam nos relacionamentos, vida acadêmica e profissional dos sujeitos</p><p>(LOPES; DO NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>Os adultos são direcionados para avaliação do seu quadro diversas vezes</p><p>apresentam quadro acentuado, ou seja, apresentam diversos sintomas</p><p>existentes em transtornos implicando em dificuldade e consecutivamente</p><p>ao processo de avaliação. Para psicólogos, é essencial a utilização de</p><p>testes psicológicos para avaliação clínica dos pacientes (LOPES; DO</p><p>NASCIMENTO; BANDEIRA, 2005).</p><p>1.1.5 Reabilitação</p><p>Os sintomas mais apresentados por portadores de TDAH podem ser</p><p>apontados como a dificuldade de concentração, principalmente</p><p>relacionados às atividades classificadas como dificuldades, apontando</p><p>em dificuldade de desenvolver duas atividades ao mesmo tempo, além de</p><p>confusão/desorientação e perda da linha de raciocínio constantemente.</p><p>Estes apresentam dificuldades atreladas à localização e espaço, sendo</p><p>normalmente associada a dificuldades de atenção, podendo ser</p><p>segregado ou seletivo.</p><p>O tratamento medicamentoso indicado para quadros de TDAH se dá a</p><p>partir de estimulantes para o sistema nervoso central, podendo, assim,</p><p>ressaltar dois medicamentos:</p><p>• Dextroanfetamina.</p><p>• Metilfenidato.</p><p>A dextroanfetamina é um medicamento que estimula o sistema</p><p>nervoso simpático, esse processo se dá a partir da ação no</p><p>sistema dopaminérgico e no sistema noradrenérgico, com</p><p>envolvimento hormonal de norepinefrina e adrenalina. Alguns</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Essas medicações possuem mecanismo de ação em prol do aumento da</p><p>atenção e produtividade, estimulam o sistema nervoso central e elevam</p><p>os níveis de dopamina no cérebro (LOPES, 2022).</p><p>Enquanto o tratamento realizado por meio de Reabilitação</p><p>Neuropsicológica tem apresentado eficiência em virtude da melhora das</p><p>funções cognitivas, desenvolvimento de atividades cotidianas, além de</p><p>elevar a qualidade de vida (LOPES, 2022).</p><p>Desse modo, é possível elencar meio eficientes direcionados à</p><p>recuperação das funções através de estimulação neuropsicológica, as</p><p>quais, associadas a exercícios próprios, como no caso do treino cognitivo,</p><p>dentre outro, com o objetivo de restaurar funções executivas de maior</p><p>potencial prejudicial nos quadros de TDAH em adultos (LOPES, 2022).</p><p>dos efeitos desse medicamento são: pressão arterial elevada;</p><p>doenças ateroscleróticas e distúrbio cardiovasculares;</p><p>transtorno bipolar; ideações suicidas; alterações na tireoide;</p><p>tensão; convulsões; glaucoma; agressividade, dentre outros</p><p>fatores.</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora,</p><p>só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de</p><p>estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter</p><p>aprendido que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)</p><p>é considerado como um dos transtornos neuropsiquiátricos de maior</p><p>incidência durante a infância e adolescência, contudo, diversas vezes este</p><p>se mantém na idade adulta. Deve ter compreendido que o TDAH em</p><p>adultos em muitas circunstâncias é tida como uma patologia camuflada,</p><p>visto que os sintomas são constantemente mascarados, implicando em</p><p>problemas nas relações afetivas e interpessoais, de organização, humor,</p><p>uso e abuso de substâncias, isto é, definidos pela patologia. Deve ter</p><p>aprendido que os critérios para definição de diagnóstico do TDAH</p><p>distinguindo os critérios de desatenção, hiperatividade, impulsividade e</p><p>critérios globais; e, adultos que possuem TDAH possuem tendência para</p><p>distração, repetitividade de erros, esquecimento, assim como</p><p>frequentemente perdem coisas, não lembrar do que foi lido, necessitam</p><p>indagar o mesmo questionamento diversas vezes. Deve ter compreendido</p><p>que a avaliação correta se dá a partir de atendimento psicológico,</p><p>neurológico e/ou psiquiátrico; e a avaliação completa, realizada a partir</p><p>do uso de escala de sintomas e testes psicológicos para a identificação de</p><p>deficiência cognitiva pode auxiliar no diagnóstico do quadro de TDAH.</p><p>Deve ter compreendido que as medicações utilizadas no tratamento</p><p>possuem mecanismo de ação em prol do aumento da atenção e</p><p>produtividade, estimulam o sistema nervoso central e elevam os níveis de</p><p>dopamina no cérebro, e, o tratamento realizado por meio de Reabilitação</p><p>Neuropsicológica tem apresentado eficiência em virtude da melhora das</p><p>funções cognitivas, desenvolvimento de atividades cotidianas, além de</p><p>elevar a qualidade de vida.</p><p>RESUMO DO CAPÍTULO</p><p>IMPORTANTE</p><p>O acidente vascular cerebral (AVC) se dá sem que tenhamos</p><p>previsão, ou quando não esperamos, não há previsão, sendo algo</p><p>inesperado, ainda que os sujeitos acometidos apresentem</p><p>diversos fatores de risco identificados.</p><p>A existência de danos nas funções neurológicas causa déficits nas</p><p>funções envolvendo aspectos:</p><p>• Comportamentais.</p><p>• Linguagem.</p><p>• Motoras.</p><p>• Perceptivas.</p><p>• Sensoriais.</p><p>Os difíceis motores são definidos por hemiplegia, ou seja, paralisia total, ou</p><p>hemiparesia, paralisia parcial.</p><p>A localização e extensão exata da lesão desenvolvida pelo AVC definem o</p><p>quadro neurológico que o indivíduo apresenta e o surgimento pode ser</p><p>encarado como algo repentino, alternando entre leve ou grave, de caráter</p><p>permanente ou temporário (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>A incidência do AVC tem sido reduzida no passar dos últimos 25 anos,</p><p>sendo associado em virtude das doenças cerebrovasculares. O AVC é</p><p>classificado como a causa principal de morte em adultos (ALVARENGA et</p><p>al., 2003).</p><p>Os fatores de risco elevam as possibilidades de desenvolvimento do AVC,</p><p>contudo, vários destes, podem ser minimizados com tratamento médico</p><p>ou alterações no estilo de vida dos sujeitos (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>Os principais fatores de risco são:</p><p>• Anticoncepcionais orais.</p><p>• Arteriosclerose.</p><p>• Colesterol elevado.</p><p>• Diabetes Mellitus.</p><p>• Dilatações do coração.</p><p>O uso de anticoncepcionais orais para o desenvolvimento do AVC é</p><p>associado especialmente ao etinilestradiol, esse estrogênio apresenta</p><p>maiores índices de coagulação sanguínea, modificando o modo de</p><p>sintetização de algumas proteínas pelo fígado, assim, interferindo na</p><p>constituição do coágulo. Desse modo, o anticoncepcional hormonal</p><p>composto somente de progesterona é o mais indicado para mulheres que</p><p>apresentam riscos de AVC.</p><p>• Doenças da válvula e arritmias cardíacas.</p><p>• Hereditariedade.</p><p>• Hipertensão arterial.</p><p>• Idade.</p><p>• Obesidade.</p><p>• Sedentarismo.</p><p>• Tabagismo.</p><p>Há outras causas menos presentes de AVC como as provenientes de</p><p>quadros de:</p><p>• Doenças da coagulação sanguínea.</p><p>• Doenças inflamatórias nas artérias.</p><p>• Doenças sanguíneas.</p><p>• Reumatismo.</p><p>• Uso de drogas.</p><p>Figura 1 - O tabagismo é um fator de risco para o AVC Fonte: Freepik.</p><p>O tecido nervoso não possui reservas, ou seja, é completamente</p><p>dependente da circulação sanguínea, e, por meio deste, as células</p><p>nervosas permanecem ativas, e o metabolismo depende dos níveis de</p><p>glicose e oxigenação. A interrupção da irrigação sanguínea</p><p>em uma dada</p><p>porção do cérebro acaba por gerar a redução ou parada da atividade e</p><p>desenvolvimento adequado das funções dessa área (ALVARENGA et al.,</p><p>2003).</p><p>Quando a interrupção do suprimento sanguíneo for menor que 3 min, os</p><p>danos causados são reversíveis, no entanto se este for interrompido por</p><p>período superior a 3 min, as alterações funcionais podem não ser</p><p>reversíveis, desencadeando necrose no tecido nervoso (ALVARENGA et al.,</p><p>2003).</p><p>2.1.1 Ataque isquêmico transitório</p><p>O ataque isquêmico transitório (AIT) é caracterizado como o quadro com</p><p>rápida melhora da perda da função cerebral, conforme a extensão da</p><p>isquemia, a qual pode ser situada em uma área localizada do sistema</p><p>nervoso central por falta de abastecimento no sistema vascular</p><p>(carotídeo esquerdo ou direito, ou vertebrobasilar) (DE OLIVEIRA; DE</p><p>ANDRADE, 2001).</p><p>De maneira arbitrária, a partir de convenção, as alterações estendem-se</p><p>por um período inferior a 24h. Os AITs corriqueiramente estendem-se por</p><p>um curto período de tempo, cerca de 2 a 15 min. Episódios bruscos, com</p><p>duração de poucos segundos, provavelmente não são AITs. Há</p><p>circunstâncias incomuns que não se adequam a esta definição (DE</p><p>OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>Ainda que exista resolução clínica dos sintomas do AIT é possível identificar</p><p>alterações nos exames de diagnóstico de imagem, os quais são:</p><p>• Tomografia computadorizada.</p><p>• Ressonância magnética do crânio.</p><p>Pacientes com AITs constantemente apresentam lesões nos exames</p><p>diagnósticos de imagem, embora estes nem sempre estejam atrelados</p><p>aos sintomas, mas possuem comprometimento vascular isquêmico</p><p>anterior (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>Quadros mais longos de AIT geralmente apresentam modificações na</p><p>tomografia computadorizada ou na ressonância magnética do crânio,</p><p>principalmente ao fazer uso de métodos mais inovadores para a</p><p>obtenção de imagens (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>2.1.2 Acidente vascular cerebral isquêmico</p><p>O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCIs) pode ser classificado de</p><p>acordo com os mecanismos de origem envolvidos, em:</p><p>• Aterotrombóticos.</p><p>• Cardioembólicos.</p><p>• Hemodinâmicos.</p><p>• Lacunares.</p><p>• Venosos.</p><p>O infarto cerebral aterotrombótico acontece no instante em que a</p><p>aterosclerose agrega dadas regiões das artérias intra e extracranianas,</p><p>causando oclusão ou ainda a um de seus ramos. Há dois mecanismos</p><p>essenciais que desenvolvem a aterosclerose e causam o infarto. A</p><p>trombose pode existir por meio de placa aterosclerótica com obstrução</p><p>da luz arterial ou segregação de placa ou trombo sobreposto a esta, por</p><p>meio de embolia artério-arterial (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>O diagnóstico clínico é baseado na identificação de estenose ou oclusão</p><p>arterial por aterosclerose em uma ou mais áreas do cérebro. O infarto</p><p>pode ser pequeno ou indistinguível aos de etiologia cardioembólica (DE</p><p>OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>2.1.3 Hemorragia intraparenquimatosa ou acidente vascular</p><p>cerebral hemorrágico</p><p>Quadros de hemorragia intraparenquimatosa ou acidente vascular</p><p>cerebral hemorrágico (AVCH) correspondem a cerca de 10% dos quadros</p><p>de AVC e, geralmente, acontecem mais cedo que os infartos.</p><p>Apresentam-se com maior frequência quando comparados às</p><p>hemorragias subaracnóidea e, com potencial mais agressivo que o infarto</p><p>cerebral (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>A hipertensão arterial e avanço da idade são apontadas como fatores</p><p>principais elencados como risco para o AVCH. Desse modo, é possível</p><p>identificar indícios de predileção por indivíduos negros, jovens e de sexo</p><p>masculino com meia idade (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>São causas apresentadas com menor frequência do AVCH:</p><p>• Aneurisma.</p><p>• Distúrbios da coagulação.</p><p>• Malformações arteriovenosas.</p><p>• Sangramento de tumores.</p><p>• Transformações hemorrágicas de infartos.</p><p>• Uso de anticoagulantes.</p><p>• Uso de trombolíticos.</p><p>• Uso e abuso de drogas.</p><p>As causas mais comum e que constantemente não recebe atenção</p><p>devida é o uso crônico de antiagregantes plaquetários, principalmente a</p><p>aspirina, podendo acarretar no aumento do risco do AVC hemorrágico em</p><p>um paciente medicado anteriormente, com o intuito de impedir o</p><p>surgimento de um AVC isquêmico ou fenômeno isquêmico em um outro</p><p>órgão corporal (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>2.1.4 Problemas atrelados a lesão neurológica causada pelo</p><p>acidente vascular cerebral</p><p>Quando um indivíduo passa por algum dano central, uma ou diversas</p><p>funções cognitivas podem sofrer impactos. Para que estas possam ser</p><p>reestruturadas é necessário compreender as estratégias terapêuticas</p><p>próprias para cada alteração identificada (DE OLIVEIRA; DE ANDRADE, 2001).</p><p>A reabilitação cognitiva é um processo que tem por intuito restaurar ou</p><p>estimular as habilidades funcionais e cognitivas dos sujeitos, isto é,</p><p>reconstruir os instrumentos de cognição.</p><p>As reabilitações de ordem neuropsicológica possuem dois sujeitos</p><p>distintos:</p><p>• viabilizar a recuperação de funções, ou seja, recuperação das funções</p><p>Os antiagregantes plaquetários são medicamentos utilizados a</p><p>fim de impedir a ativação e agregação de plaquetas, com o</p><p>objetivo de prevenir quadros de trombose em pacientes de</p><p>elevado risco. Seu principal componente é o ácido</p><p>acetilsalicílico, também denominado de aspirina. Os</p><p>antiagregantes plaquetários são diferentes de medicações</p><p>anticoagulantes e trombolíticos.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>em si mesmo, dos modos, habilidades ou competências para atingir um</p><p>dado objetivo, com o intuito de restituição a função.</p><p>• Viabilizar a estruturação de objetivos, trabalhar com o doente para que</p><p>seja possível desenvolver e atingir um dado objetivo empregado meios</p><p>distintos aos já utilizados no período antecedente a lesão, com o intuito</p><p>de substituir ou compensar a função comprometida.</p><p>De modo global é possível assentir que o intuito central da reabilitação é a</p><p>otimização das funções físicas, vocais e sociais, após o acometimento da</p><p>doença ou danos causados por estas. Os objetivos essenciais da</p><p>reabilitação neuropsicologia são:</p><p>• Propiciar modelo que auxilie o paciente e seus familiares a</p><p>compreender o que se sucedeu.</p><p>• Propiciar estratégias de treino de competências para reestruturar e</p><p>compensar déficits cognitivos, aprimorar a atuação do paciente em</p><p>distintas circunstâncias sociais, ajudando a definir compromissos reais</p><p>de trabalho e relações interpessoais; propiciando um ambiente real de</p><p>esperança.</p><p>Os programas de reabilitação necessitam ser holístico, realizado por</p><p>profissionais multidisciplinares, com validade ecológica e empregando</p><p>metodologias quantitativas e qualitativas. Estes necessitam englobar</p><p>exercícios que permitem aplicação por meios que podem indicar</p><p>circunstâncias cotidianas, e, os sujeitos são encorajados a desenvolver:</p><p>• Concentração.</p><p>• Raciocínio.</p><p>• Interação.</p><p>• Tomada de decisões.</p><p>• Pensamentos.</p><p>• Compreensão de discurso coerente.</p><p>• Expressão de sentimentos.</p><p>Diversos problemas e modificações causadas pelo acidente vascular</p><p>cerebral (AVC) podem causar lesões neurológicas, estas podem ser:</p><p>• Alterações na função motora</p><p>• Alteração do tônus</p><p>• Presença de reações associadas</p><p>• Perda do mecanismo de controle postural</p><p>• Alterações na função sensorial</p><p>• Alterações na função perceptiva</p><p>• Alterações na comunicação</p><p>• Alterações no comportamento</p><p>2.1.4.1 Alterações do tonus</p><p>Após o Acidente vascular cerebral (AVC) a porção do hemicorpo afetada</p><p>apresenta flacidez e ausência de movimentos voluntários, isto é, o tônus é</p><p>baixo para desencadear o movimento, não existe resistência ao</p><p>movimento passivo e o sujeito não consegue preservar o membro em</p><p>uma posição, principalmente no decurso das primeiras semanas. Em</p><p>algumas circunstâncias a flacidez se mantém somente por algumas</p><p>horas ou dia, no entanto, é raro quando persiste por período indefinido</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>Todas as modificações empregam a falta de consciencialização e perda</p><p>de padrões de movimento do hemicorpo afetado, assim como padrões</p><p>indevidos do lado que não foi afetado. Desse modo, o</p><p>sujeito não é capaz</p><p>de desenvolver algumas ações em virtude da ausência de noção da linha</p><p>média, sendo essas ações:</p><p>• Manter-se de pé.</p><p>• Rolar.</p><p>• Sentar sem apoio.</p><p>• Transfere peso para o lado.</p><p>Mesmo que a hipotonia se mantenha, frequentemente é direcionada pelo</p><p>surgimento de quadro de hipertonia. Nessa situação é possível identificar</p><p>a elevação da resistência ao movimento passivo, sendo, portanto, comum</p><p>em padrões espásticos (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>O tônus muscular é classificado como o estado de tensão</p><p>contínua que o músculo se mantém quando em repouso. A</p><p>hipotonia diz respeito a redução do tônus muscular, indicando na</p><p>maior parte das vezes disfunção neurológica. Enquanto a</p><p>hipertonia significa ao aumento anormal do tônus muscular, onde</p><p>o músculo perde a habilidade de realizar estiramento que pode</p><p>causar rigidez no músculo.</p><p>2.1.4.2 Presença de reações associadas</p><p>As reações associadas são caracterizadas como respostas automáticas</p><p>incomuns estereotipadas nos membros afetados como produto</p><p>resultante da ação impactante em uma área do corpo, por meio de</p><p>estímulo reflexo ou de modo voluntário, impedindo seu funcionamento</p><p>normal (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>Esse tipo de reação pode ser desenvolvida em qualquer pessoa quando</p><p>este emprega esforço para desenvolver uma ação considerada difícil ou</p><p>em quadros ansiosos. No instante em que realiza tarefas como vestir-se,</p><p>as reações associadas podem ser identificadas no braço ou perna</p><p>afetada (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>2.1.4.3 Perda do mecanismo de controle postural</p><p>O mecanismo de controle postural é considerado como o pilar de</p><p>desenvolvimento de movimentos voluntários normais próprios. Tal</p><p>mecanismo diz respeito a um amplo quantitativo de respostas motoras</p><p>automáticas, obtidas na infância, e desenvolvidas no decurso dos três</p><p>primeiros anos de vida (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>Esse mecanismo é formado por três grupos de reações posturais</p><p>automáticas, os quais são:</p><p>• Reação de retificação.</p><p>• Reação de equilíbrio.</p><p>• Reação de extensão.</p><p>Um sujeito afetado por AVC as reações posturais automáticas não se</p><p>desenvolvem no hemicorpo afetado, o que impede o sujeito de utilizar</p><p>diversos padrões adequados quanto a postura e movimentação,</p><p>fundamentais para o desenvolvimento de atividades funcionais</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>2.1.4.4 Alterações da função sensorial</p><p>As modificações mais comuns identificadas quando há lesão neurológica</p><p>do hemicampo são deficits superficiais, proprioceptivos e visuais.</p><p>A redução ou abolição da sensibilidade superficial, como sensibilidade</p><p>dolorosa, tátil e térmica, favorece o surgimento de disfunções perceptivas,</p><p>como modificações da imagem corporal, e o risco de autolesão</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>A redução da sensibilidade proprioceptiva, seja postural ou vibratória,</p><p>favorece a perda da capacidade para desenvolver movimentos eficazes e</p><p>controlados, para a redução da sensação e noção de posicionamento e</p><p>movimentação, impedindo ou reduzindo novas aprendizagens motoras no</p><p>hemicorpo afetado (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>2.1.4.5 Alteração da função perceptiva</p><p>Depois do surgimento do AVC alguns déficits perceptivos podem ser</p><p>desenvolvidos. O seu tipo e extensão varia conforme o local da lesão.</p><p>A lesão do hemisfério não dominante gera alterações na percepção. Os</p><p>distúrbios podem ser desenvolvidos a nível de:</p><p>• Constância de forma.</p><p>• Figura de fundo.</p><p>• Orientação topográfica.</p><p>• Percepção da profundidade.</p><p>• Posição no espaço.</p><p>• Relações espaciais.</p><p>A apraxia e a agnosia são distúrbios corriqueiros em sujeitos afetados pelo</p><p>AVC. A apraxia é definida como a incapacidade que os indivíduos</p><p>possuem em programar uma série de movimentos, apesar das funções</p><p>motoras e sensoriais se encontrarem preservadas de modo aparente</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>E, enquanto a apraxia pode ser identificada de diversos modo, sendo estes:</p><p>• Apraxia ideomotora: refere-se a gestos.</p><p>• Apraxia ideativa: refere-se a tarefa.</p><p>• Apraxia do vestir: refere-se incapacidade para efetivar tarefas</p><p>funcionais no ato de se vestir.</p><p>• Apraxia construtiva: refere-se a incapacidade de formar modelos de</p><p>duas ou três dimensões.</p><p>A agnosia diz respeito à incapacidade de identificar objetos familiares de</p><p>uso pessoal, e, de oferecer função, ainda que os órgãos sensoriais não</p><p>apresentem lesões.</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>A apraxia é definida como a incapacidade de desenvolver</p><p>atividades que demandam a recordação de padrões ou</p><p>sequência de movimento. Inibido com apraxia não são capazes de</p><p>lembrar ou desenvolver atividades complexas ou simples.</p><p>Estas podem de modo igual aparecer modificações a nível de imagem e</p><p>esquema corporal, no sítio onde abrangem imagem unilateral e danos na</p><p>discriminação dos sentidos direita e esquerda (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>2.1.4.6 Alterações da comunicação</p><p>Os problemas de comunicação são constantes em sujeitos que sofrem AVC,</p><p>por meio da obstrução da artéria cerebral média no hemisfério esquerdo.</p><p>A afasia é considerada como as alterações na linguagem, estas são</p><p>provenientes de lesão cerebral, situada nas estruturas que indicam inseridas</p><p>no processo de formação da linguagem (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>De acordo com diversos quadros clínicos de afasia, estas podem ser</p><p>classificadas como:</p><p>• Afasia de broca.</p><p>• Afasia de Wernicke.</p><p>• Afasia global.</p><p>• Afasia de condução.</p><p>• Afasia anômica.</p><p>• Afasia transcortical motora.</p><p>• Afasia transcortical sensorial.</p><p>• Afasia transcortical mista.</p><p>2.1.4.7 Alterações do comportamento</p><p>Os sujeitos com lesões no hemicorpo esquerdo e direito distinguem-se</p><p>amplamente nos efeitos que causam no comportamento.</p><p>Os indivíduos que apresentam lesão no hemicorpo direito, apresentam</p><p>comportamento lento, apresentam elevado cuidado, além de serem</p><p>incertos e inseguros, assim, ao realizar atividades apresentam ansiedade e</p><p>hesitação carecendo constantemente de aprovação e apoio. Normalmente</p><p>tendem a ser realistas na avaliação de seus problemas (ALVARENGA et al.,</p><p>2003).</p><p>A labilidade emocional é normalmente identificada em situações de</p><p>hemiplegia. Os sujeitos possuem emoções instáveis, podendo inibir a</p><p>expressão de emoções espontâneas, que ligeiramente modificam seu</p><p>comportamento emocional sem razão visível (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>2.1.5 Prognóstico da doença</p><p>O prognóstico funcional da patologia ou ainda a reestruturação das</p><p>funções desordenadas pela lesão cerebral encontra-se relacionada ao</p><p>tipo, extensão e gravidade das lesões apresentadas pelos indivíduos</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>O prognóstico mais grave é apontado em circunstâncias que envolvem</p><p>quadro hemorrágico, quando comparado a quadros trombolíticos. No</p><p>prognóstico é necessário ainda atentar-se à idade do paciente, visto que</p><p>cérebro de jovens apresentam melhor adaptação funcional, e, desse</p><p>modo, dispõem de potencial de recuperação superior ao de idosos</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>A falta de reflexos óculocefalógiro, incapacidade de direcionar o olhar em</p><p>direção aos membros paralisados quando associados a hemiplegia</p><p>severa, modificações nos reflexos pupilares, e a afecção de reflexos</p><p>oculovestibulares são indícios de mau prognóstico (ALVARENGA et al.,</p><p>2003).</p><p>Estima-se que cerca de 23% das pessoas que sofrem um AVC morrem nos</p><p>primeiros sete dias após o ocorrido; 31% nas três primeiras semanas; e, em</p><p>média, 48% até o final do primeiro ano após quadro de AVC. De modo</p><p>geral, por volta de um terço dos doentes morrem em virtude do AVC e a</p><p>maior parte morre precocemente. É possível indicar que, quanto mais</p><p>jovem for o indivíduo, maior serão as chances de sobrevivência</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>A recuperação segue uma curva ascendente que engloba um período de</p><p>tempo de três a seis meses, para atingir em média 85 a 90% da</p><p>recuperação que se pode alcançar em meio a 12 e 18 meses. Sujeitos que</p><p>sofreram AVC severos apontam que apenas uma mínima porção de</p><p>doentes retorna ao trabalho, em virtude das sequelas físicas e cognitivas</p><p>que limitam a ação e atuação desses indivíduos (ALVARENGA et al., 2003).</p><p>Um ano após ocorrido o AVC, mais da metade dos sobreviventes não</p><p>apresentaram hemiparesia ou hemiplegia.</p><p>A recuperação dos doentes é voltada às regiões impactadas e a</p><p>recuperação necessita ser iniciada o mais rápido possível. Ademais os</p><p>danos motores e cognitivos, sendo estas consequências diretas da lesão,</p><p>existem modificações de grau emocional, desânimo, bem como</p><p>diversificações na autorreferência, como ocorre quanto a: autoeficácia,</p><p>autoconceito, autoestima e suporte social, e estes vão impactar</p><p>diretamente o desenvolvimento da pessoa durante a recuperação</p><p>(ALVARENGA et al., 2003).</p><p>A redução das expectativas por meio da associação de diversificação</p><p>diminui a motivação do sujeito em se empenhar em prol de sua</p><p>recuperação, quanto mais severo quadro e idade avançada tiver o</p><p>doente. Essa interação engloba variáveis como:</p><p>• Cognição.</p><p>• Física.</p><p>• Emocional.</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora,</p><p>só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de</p><p>estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter</p><p>aprendido que o termo AVC diz respeito ao acidente vascular cerebral,</p><p>abrange sintomas complexos como a deficiência neurológica, durando no</p><p>mínimo 24h, implicando em lesões cerebrais causadas por desordens de</p><p>irrigação sanguínea. Deve ter compreendido que as lesões cerebrais são</p><p>causadas explicitamente por um infarto, decorrente de quadro isquêmico</p><p>ou hemorrágico, resultando no comprometimento da função cerebral; e o</p><p>tecido nervoso não possui reservas, ou seja, é completamente</p><p>dependente da circulação sanguínea, e, por meio deste, as células</p><p>nervosas permanecem ativas, e o metabolismo depende dos níveis de</p><p>glicose e oxigenação. Deve ter aprendido que a interrupção da irrigação</p><p>sanguínea em uma dada porção do cérebro acaba por gerar a redução</p><p>ou parada da atividade e desenvolvimento adequado das funções dessa</p><p>área. Deve ter compreendido que o AIT é caracterizado como o quadro</p><p>rápido da perda da função cerebral, conforme a isquemia, a qual pode ser</p><p>situada em uma área o sistema central, abastecido por um dado sistema</p><p>vascular, para estes não se identifica nenhuma outra causa. Deve ter</p><p>aprendido que o infarto cerebral aterotrombótico acontece no instante</p><p>em que a aterosclerose agrega dadas regiões das artérias intra e</p><p>extracranianas, causando oclusão ou ainda a um de seus ramos, e a</p><p>hipertensão arterial e avanço da idade são apontadas como fatores</p><p>principais elencados como risco para o AVCH. Por fim, deve ter</p><p>compreendido que o prognóstico funcional da patologia ou ainda a</p><p>reestruturação das funções desordenadas pela lesão cerebral</p><p>encontra-se relacionada ao tipo, extensão e gravidade das lesões</p><p>apresentadas pelos indivíduos.</p><p>RESUMO DO CAPÍTULO</p><p>Demências</p><p>C A P Í T U L O 3</p><p>OBJETIVO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como</p><p>funciona as demências e doença de Binswanger. Isto será fundamental para</p><p>o exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram avaliar as demências</p><p>e doenças de Binswanger sem a devida instrução tiveram problemas ao</p><p>diagnosticar essas desordens neuropsicológicas. E então? Motivado para</p><p>desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!</p><p>3.1 Demências</p><p>A demência é classificada como um transtorno cognitivo que implica no</p><p>empobrecimento gradativo do funcionamento do cérebro impactando na</p><p>habilidade de processos cognitivos, como:</p><p>• Habilidade de julgamento.</p><p>• Memória.</p><p>• Linguagem.</p><p>A exacerbação dos sintomas pode causar limitação no dia a dia dos</p><p>sujeitos. Assim, as dificuldades cognitivas encontram-se atreladas de</p><p>maneira simultânea a distúrbios emocionais e de comportamento. Vários</p><p>sintomas podem ser identificados em meio a estes, tais como:</p><p>• Agressividade física.</p><p>• Agressividade verbal.</p><p>• Alucinações.</p><p>• Alterações no apetite.</p><p>• Alterações no comportamento sexual.</p><p>• Alterações de humor.</p><p>• Andar incessante.</p><p>• Ansiedade.</p><p>• Delírios.</p><p>• Desinibição.</p><p>• Insônia.</p><p>• Irritabilidade.</p><p>• Marasmo.</p><p>As demências são apresentadas como resultado de uma sequência de</p><p>fatores estressores genéticos e do ambiente, os quais diversificam com o</p><p>tempo, idade e cada sujeito afetado.</p><p>As demências afetam parte da população pré-idosa e idosa em todo o</p><p>mundo. No mais, sua incidência vem se expandindo ligeiramente. Os</p><p>quadros de demência acontecem com maior frequência em sujeitos</p><p>idosos e a prevalência da demência se multiplica, aumentando duas</p><p>vezes mais a cada cinco anos depois de atingir 65 anos de idade,</p><p>especialmente em mulheres (UNIVERSIDADE DO MARANHÃO, 2013).</p><p>O conhecimento acerca das demências auxiliam no diagnóstico precoce</p><p>e propicia melhor tratamento em prol de melhores condições de vida do</p><p>sujeito, o que não acontece na maior parte das vezes, em virtude da</p><p>ausência de conhecimento na sociedade acerca da variedade da doença</p><p>(UNIVERSIDADE DO MARANHÃO, 2013).</p><p>A demência é definida como a redução da cognição ou alterações</p><p>comportamentais de ordem neuropsiquiátrica, em relação ao nível</p><p>esperado de desempenho que implica na perda da independência para a</p><p>realização de atividades cotidianas. O diagnóstico da redução cognitiva</p><p>tem intuito de intervir de maneira precoce em causas secundárias e</p><p>reversíveis, assim como o implementar cuidados ao portador de</p><p>demência (ZANINI, 2010).</p><p>O principal fator de risco para a demência é o envelhecimento, contudo,</p><p>vários aspectos de risco modificáveis precisam ser levados em</p><p>consideração, tais como:</p><p>• Baixa escolaridade.</p><p>• Diabetes Mellitus.</p><p>• Dislipidemia.</p><p>• Hipertensão arterial.</p><p>• Tabagismo.</p><p>A dislipidemia é definida a partir da existência de altos níveis de</p><p>gordura (lipídeos) na corrente sanguínea. O colesterol, assim</p><p>como os triglicerídeos estão incluídos nesse tipo de gordura, as</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>No mais, fatores associados ao estilo de vida encontram atrelado</p><p>inversamente a demência, como atuar em atividades de interação social</p><p>e em prol de estímulo intelectual.</p><p>As demências podem ser classificadas de três modos distintos:</p><p>• Evolutivas.</p><p>• Estáticas</p><p>• Potencialmente reversíveis.</p><p>As demências evolutivas caracterizam-se a partir do declínio gradativo</p><p>causado a partir de doenças neurodegenerativas, vasculares ou</p><p>infecciosas críticas. Enquanto as demências estáticas definem-se pelo</p><p>quadro de demência vascular com fator de risco controlado, ou ainda</p><p>sequências provenientes de lesão cerebral aguda causada por trauma ou</p><p>quadro infeccioso. Já as demências potencialmente reversíveis são</p><p>causadas por deficiência de vitamina B12 ou hipotireioidismo (ZANINI, 2010).</p><p>As formas mais frequentes de acometimento de demência em idosos são:</p><p>• Doença de Alzheimer.</p><p>• Demência vascular.</p><p>• Demência mista (Alzheimer associada a causa da demência vascular).</p><p>• Demência de Lewy.</p><p>• Demência associada à doença de Parkinson.</p><p>quais são essenciais para o funcionamento corporal. Contudo,</p><p>quando se encontram em excesso podem os indivíduos em</p><p>grupos de risco para o desenvolvimento de várias patologias.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>A demência vascular é considerada como a perda da função</p><p>mental de acordo com a deterioração do tecido cerebral, visto</p><p>que o suprimento sanguíneo encontra-se diminuído ou</p><p>bloqueado. Normalmente as causas são acidentes vasculares</p><p>cerebrais (AVC), os quais podem ser grandes ou pequenos.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>O diagnóstico da demência e nível primário pode ser difícil de ser</p><p>desempenhado. Contudo, é essencial que o profissional elencar a</p><p>demência não potencialmente reversível e, desse modo, orientar e</p><p>encaminhar o paciente para o serviço especializado (ZANINI, 2010).</p><p>Os sintomas de ordem cognitiva, comportamental ou neuropsiquiátrica</p><p>não podem ser explicados por meio do delirium, ou seja, estado</p><p>confusional agudo, ou por patologia psiquiátrica superior.</p><p>As alterações identificáveis são comparadas a níveis anteriores de</p><p>funcionamento em âmbitos laborais ou de atividades rotineiras do sujeito,</p><p>desencadeando dependência para tais atividades. O comprometimento</p><p>cognitivo ou comportamental implica</p><p>na existência de ao menos dois dos</p><p>cinco domínios existentes, como:</p><p>• Memória: adquirir ou relembrar dados recentes, com sintomas que</p><p>abrangem repetição das mesmas indagações ou temas,</p><p>esquecimento de acontecimentos, compromissos ou de locais onde</p><p>guardou seus objetos.</p><p>• Funções executivas: comprometido do raciocínio, desenvolvimento de</p><p>atividades complexas e de julgamento, abrangendo sintomas como</p><p>pouca compreensão, diminuição da habilidade de cuidar das finanças,</p><p>tomada de decisões e planejamento de atividades complexas ou</p><p>sequenciais.</p><p>• Habilidades visuoespaciais: inclui sintomas como incapacidade de</p><p>identificar faces ou objetos comuns, captar objetos no campo visual,</p><p>dificuldade na manipulação de utensílios, ao vestir-se, não sendo</p><p>passíveis a explicação por deficiência visual ou motora.</p><p>• Linguagem: impacta expressão, compreensão leitura ou escrita.</p><p>Abrange sintomas como dificuldade para identificar ou entender</p><p>palavras, erros de fala ou escrita, alternância de palavras ou fonemas,</p><p>não sendo passível a explicação por déficit sensorial ou motor.</p><p>• Personalidade ou comportamento: abrange sintomas como alterações</p><p>de humor, desinibição, apatia, isolamento social, comportamento</p><p>obsessivo, agitação, perda da empatia, desinteresse, comportamento</p><p>compulsivo ou socialmente inaceitáveis.</p><p>A avaliação inicial na probabilidade de demência inclui a história clínica,</p><p>seja, deve haver identificação das queixas do paciente, as quais devem ser</p><p>bem definidas e conformações por terceiros, assim, esta deve incluir:</p><p>• Avaliação do quadro: modo de surgimento dos sintomas, e período de</p><p>progressão.</p><p>• Zonas de prejuízo funcional e necessidade contínua de cuidados de</p><p>terceiro: identificar atividades de vida cotidiana que o indivíduo deixa de</p><p>realizar em virtude da desordem na cognição.</p><p>• Fatores de risco cardiovasculares: Diabetes mellitus, dislipidemia,</p><p>hipertensão arterial sistêmica, tabagismo.</p><p>3.1.1 Aspectos neurológicos da demência</p><p>A entrada da terceira idade, ou seja, na idade em que se considera o sujeito</p><p>como idoso, traz junto a si diversas alterações para o indivíduo. No cérebro,</p><p>essas modificações acontecem de maneira morfológica.</p><p>O cérebro da pessoa idosa, normalmente, possui menor diâmetro e menos</p><p>peso quando comparado ao de um sujeito jovem. Alguns giros são mais</p><p>finos e segregados por sulcos mais profundos e abertos, implicando em</p><p>espessura menor nas áreas corticais. É possível identificar redução do</p><p>quantitativo de neurônios e sinapses, no mais, há sintomas psicológicos e</p><p>físicos como lapso de memória, dificuldades de locomoção, redução na</p><p>velocidade de raciocínio, insônia noturna, quadros de confusão, sonolência</p><p>diurna, tremor, e ausência de equilíbrio (ZANINI, 2010).</p><p>A conceituação abertamente aceita da demência em idosos inclui déficits</p><p>na esfera social, laboral, em funções cognitivas e em atividades</p><p>instrumentais desenvolvidas diariamente. Corriqueiramente, os indícios</p><p>iniciais do comprometimento cognitivo leve amnésico se dá na disfunção</p><p>da memória de trabalho, normalmente leve, e em redução da habilidade de</p><p>memória de curta duração (ZANINI, 2010).</p><p>O declínio da memória de trabalho segue a perda neuronal do córtex</p><p>pré-frontal, e a redução da habilidade de memória de curto prazo a perdas</p><p>neuronais do hipocampo, no córtex entorrinal ou, em alguns casos, parietal.</p><p>É essencial ressaltar que não se pode confundir amnésia em idosos com a</p><p>tendência que a pessoa idosa possui de relembrar memórias já vivenciadas,</p><p>visto que existem, várias vezes, na predileção de apresentar aspectos da</p><p>infância ou juventude, onde normalmente eram pessoas fortes e belos</p><p>(ZANINI, 2010).</p><p>Contudo, é necessário levar em consideração o fato de que o sistema</p><p>límbico, com as memórias formadas recentemente, ser uma das zonas mais</p><p>impactadas pelo envelhecimento. Indivíduos com demência apresentam</p><p>prejuízos cognitivos que antecedem a definição do diagnóstico diferencial.</p><p>Os danos na memória são anunciados, mas o nível relativo ao que as</p><p>demais funções cognitivas são prejudicadas e a rapidez com que decaem</p><p>com o passar do tempo pré-clínico se mantém obscuros (ZANINI, 2010).</p><p>3.1.2 Avaliação neuropsicológica do idoso</p><p>O ser humano passa por diversas alterações no decurso da idade. Nesta</p><p>etapa da vida, existe uma redução das funções cognitivas. Algumas dessas</p><p>são bastante resistentes durante o tempo, como especificidades práticas e</p><p>motoras, aspectos profissionais, dados autobiográficos e conhecimento</p><p>semântico, ou seja, leitura oral, vocabulário e entendimento da linguagem, e,</p><p>as demais, como o aprendizado de dados não familiares, indicadas na</p><p>linguagem, temática abstrata e lembrar de lembrar, se vão com maior</p><p>ligeireza de acordo com a idade (ZANINI, 2010).</p><p>O diagnóstico da origem da demência é fundamental na realização de</p><p>exames laboratoriais e de neuroimagem, assim como a constatação de</p><p>perfil neuropsicológico próprio. Esse fator é especialmente relevante para o</p><p>diagnóstico diferencial das demências degenerativas. Desse modo, é</p><p>preciso apresentar preocupações em prol de diagnóstico certeiro,</p><p>distinguindo quadros depressivos em idosos, visto que não se pode</p><p>confundir com o comprometimento cognitivo leve amnésico ou com as</p><p>etapas iniciais de quadros de demência (ZANINI, 2010).</p><p>Normalmente os níveis iniciais da demência ao serem realizados testes estes</p><p>podem apresentar normalidade ou resultados limítrofes. E, este</p><p>procedimento oferece informações provenientes do perfil das modificações</p><p>cognitivas, principalmente as classificadas como úteis para a execução do</p><p>diagnóstico diferencial de alguns modos de demência (ZANINI, 2010).</p><p>3.1.3 Tratamento das complicações neuropsiquiátricas</p><p>Em várias circunstâncias, o manejo das complicações causadas pela</p><p>demência é realizado por profissionais da atenção primária. Esse quadro é</p><p>habitual em estágios moderados e graves nas demências e desenvolvem</p><p>significativo impacto no sujeito e seus familiares/cuidadores (ZANINI, 2010).</p><p>Na avaliação inicial, é necessário salientar que a agitação e alterações</p><p>comportamentais podem não ser provenientes da dor ou do delirium,</p><p>quadro este provenientes do uso de medicamentos, infecções, desordens</p><p>hidroeletrolíticas, dentre outros, e, estas necessitam de tratamento para a</p><p>causa base (ZANINI, 2010).</p><p>Em algumas conjunturas, a agitação e paranoia, a utilização de</p><p>psicotrópicos podem ser precisos para o manejo dos sintomas. Contudo, na</p><p>tentativa de impedir o uso de antipsicóticos, de acordo com a elevação da</p><p>mortalidade em tal população, é possível fazer uso de inibição seletiva de</p><p>recaptação de serotonina ou doses mínimas de anticonvulsivantes (ZANINI,</p><p>2010).</p><p>Quando não se tem retorno de respostas provenientes do uso de</p><p>medicações e antipsicóticos são necessários, estes devem ser usados na</p><p>menor concentração necessário e pelo menor período de tempo.</p><p>Indivíduos com insônia, é indicado o emprego de abordagem não</p><p>farmacológica, tais como:</p><p>• Realizar atividades físicas durante o dia.</p><p>• Higiene do sono.</p><p>• Preservar-se a luz do dia natural durante o maior período de tempo que</p><p>puder.</p><p>O uso de benzodiazepínicos e drogas com elevada atividade anticolinérgica,</p><p>como no caso de antidepressivos tricíclicos, não são indicados para uso em</p><p>pacientes com quadros de demência, visto que podem intensificar a piora</p><p>do nível de cognição e sintomas comportamentais, assim como elevar o</p><p>risco de quedas (ZANINI, 2010).</p><p>3.1.4 Reabilitação cognitiva das demências</p><p>O intuito da reabilitação cognitiva é habilitar pacientes e familiares para:</p><p>• Conviver.</p><p>• Lidar.</p><p>• Contornar.</p><p>• Diminuir.</p><p>• Superar deficiências cognitivas.</p><p>Estas têm como objetivo propiciar melhor qualidade de vida para os idosos,</p><p>como menos fragmentos de realização corriqueira.</p><p>Assim, são apresentadas compensatórias e estruturais para o</p><p>desencadeamento de respostas, propiciando melhorias nas funções</p><p>cognitivas e na qualidade de vida (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>A reabilitação neuropsicológica trata</p><p>déficits cognitivos e modificações de</p><p>ordem comportamental e emocional. A reabilitação neuropsicológica,</p><p>abrange também:</p><p>• Psicoterapia.</p><p>• Definição de ambiente terapêutico.</p><p>• Trabalho com familiares.</p><p>• Trabalho de ensino protegido com pacientes.</p><p>Este trabalho deve ser desenvolvido com equipe multidisciplinar, bem como</p><p>deve abranger avaliações que apresentem benefícios e delimitações da</p><p>reabilitação a curto e longo prazo (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Idosos inativos podem perder habilidades intelectuais, desse modo,</p><p>estímulos desencadeados por exercícios são essenciais, com o objetivo de</p><p>proteger os aspectos intelectuais de possíveis deteriorações. Sujeitos que</p><p>continuam aprendendo mantém preservado seu nível de performance</p><p>elevado (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Existem apontamentos de que o treino, assim como atividades cognitivas</p><p>permitem que idosos preservem suas competências em utilização, o uso</p><p>desencadeia plasticidade do sistema nervoso (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>No mais, existe a hipótese de que através da ativação de zonas seletivas do</p><p>cérebro no decurso da vida é capaz de proteger este órgão de processos de</p><p>degeneração. O grau diferenciado de ativação celular no cérebro apresenta</p><p>associação com a perda celular. Há também suposições de que um dado</p><p>grau de plasticidade neural se mantém ainda na terceira idade e na</p><p>demência (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Desse modo, se exercícios agem diretamente na plasticidade neural, esta</p><p>ainda existe em idosos que possuem demência, atividade de nível cognitivo</p><p>desenvolvidos na reabilitação podem atuar de maneira positiva no cérebro</p><p>destes (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>A reabilitação da memória objetiva visa aprimorar a capacidade do sujeito</p><p>através de métodos ou estratégias próprias, e não alterar a performance</p><p>que o idoso apresenta de memorização (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>A estratégia de memória pode ser compreendida como um processo</p><p>singular que cada sujeito pode empregar para a memorização de uma</p><p>dado material, em condições específicas. Assim, é essencial saber distinguir</p><p>habilidade de estratégias (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>A habilidade refere-se ao conhecimento e habilidade de desenvolver</p><p>determinadas ações no período que antecede o conhecimento adequado</p><p>dos fatos e acontecimentos.</p><p>Esses dois modos de conhecimento diversas vezes não apresentam</p><p>dependência um com o outro. Em relação a memória, esta compreende-se</p><p>como o modo de utilização por cada sujeito para auxiliar na aplicação de</p><p>vida prática em subtestes de memória, tais como:</p><p>• Organização.</p><p>• Categorização.</p><p>• Associação.</p><p>•</p><p>Normalmente, as habilidades são empregadas espontaneamente.</p><p>As estratégias são técnicas próprias, sistemas formas de registro e</p><p>repescagem de dados passíveis a aplicação apenas com o acesso a</p><p>registro de atividades e materiais. As estratégias são utilizadas com raridade,</p><p>e estas necessitam ser submetidas a treino (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>A plasticidade neural, também denominada de plasticidade</p><p>neuronal, diz respeito a modificações celulares que envolvem</p><p>neurônios. A plasticidade cerebral aponta reestruturação das</p><p>funções e estruturas no cérebro, situados, assim, no cérebro,</p><p>considerado o maior órgão de composição do sistema</p><p>nervoso.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Desse modo, o efeito desencadeado no treino tem por intuito aprimorar a</p><p>performance, e não alterar uma dada habilidade própria já utilizada por</p><p>este. Assim podemos apontar que, se um indivíduo apresenta facilidade</p><p>de memorização por meio de pistas visuais, a reabilitação não vai treiná-lo</p><p>ao fazer uso de pistas verbais, mas também ensinar métodos em prol de</p><p>melhorias na performance, nem como o uso de pistas de cunho</p><p>multissensoriais (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Para que o funcionamento da memória seja estimulado, é essencial</p><p>salientar que existem diversos caminhos a serem seguidos. Para que</p><p>aprendamos uma série de palavras, podemos fazer uso de técnica de</p><p>categorização semântica e fonêmica, a depender da predileção e</p><p>competência partículas que cada sujeito possui (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Em idosos, normalmente o surgimento de erros de emprego dos métodos</p><p>ensinados, em virtude da preservação de técnicas utilizadas desde a</p><p>antiguidade, mas que não apresentam mais efeito efetivo (HENRIQUE;</p><p>ÁVILA, 2017).</p><p>Desse modo, com idoso, não é preciso realizar treino de novos métodos,</p><p>bem como auxiliá-los a não fazer uso das técnicas antigas, através da</p><p>prática, apresentando em sua performance que o novo método</p><p>desencadeia novos e melhores resultados. Identificando distintos tipos de</p><p>resultados, cada sujeito é livre para selecionar uma opção de escola</p><p>(HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Os avanços tecnológicos e científicos, uma técnica antiga não se aplica a</p><p>vida na atualidade. Em virtude da idade, várias lembranças que antes</p><p>eram acessadas com facilidade de memória hoje precisam ser</p><p>registradas por meio de anotações, como no caso de tomar remédios.</p><p>Antigamente eram ingeridos apenas um remédio diariamente, hoje, faz-se</p><p>necessário tomar dez, e todos em horários distintos. Um outro ponto de</p><p>mudança normal para a maioria desses idosos é a perda do</p><p>companheiro, ou seja, aquele que era responsável por dividir sua vida e</p><p>compromissos. Portanto, existe a necessidade de obtenção de novos</p><p>habilidades e competências (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Assim, os idosos, sejam esses portadores de demência ou não, para se</p><p>preservarem habilidades pelo maior período de tempo possível,</p><p>necessitam então de:</p><p>• Tentar preservar as competências adquiridas no decurso da vida dos</p><p>Os avanços tecnológicos e científicos, uma técnica antiga não se aplica a</p><p>vida na atualidade. Em virtude da idade, várias lembranças que antes</p><p>eram acessadas com facilidade de memória hoje precisam ser</p><p>registradas por meio de anotações, como no caso de tomar remédios.</p><p>Antigamente eram ingeridos apenas um remédio diariamente, hoje, faz-se</p><p>necessário tomar dez, e todos em horários distintos. Um outro ponto de</p><p>mudança normal para a maioria desses idosos é a perda do</p><p>companheiro, ou seja, aquele que era responsável por dividir sua vida e</p><p>compromissos. Portanto, existe a necessidade de obtenção de novos</p><p>habilidades e competências (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Assim, os idosos, sejam esses portadores de demência ou não, para se</p><p>preservarem habilidades pelo maior período de tempo possível,</p><p>necessitam então de:</p><p>• Tentar preservar as competências adquiridas no decurso da vida dos</p><p>sujeitos.</p><p>• Transferir habilidade e competências para um novo local e ambiente,</p><p>bem como novas circunstâncias.</p><p>• Adquirir novas habilidades para o manejo de problemas da atualidade</p><p>onde as habilidades já existentes não podem ser capazes de solucionar</p><p>alguns problemas.</p><p>Portanto, é necessário salientar que o intuito desse método não é</p><p>reestruturar habilidades pertencentes à memória, e sim, oferecer dados</p><p>passíveis ao uso em prol da resolução de problemáticas do cotidiano.</p><p>A reabilitação cognitiva nas demências possui abrangência</p><p>biopsicossocial ao tratamento não medicamentoso</p><p>geriátricogerontológico de idoso com quadros de demência, os quais</p><p>abrangem, em meio ao conceito global, cuidadores e familiares</p><p>(HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Em qualquer um dos segmentos inseridos no tratamento, a prática da</p><p>reabilitação cognitiva psicossocial diz respeito à reabilitação cognitiva,</p><p>utiliza dois modos de aplicação, ou seja, individual e grupal. Quando se</p><p>trata de indivíduo, as ações de reabilitação cognitiva podem ser lançadas</p><p>nos pacientes e familiares; e, se em grupo, se detém ao grupo, vistos</p><p>participativos, pacientes, cuidadores/familiares. No entanto, há ainda uma</p><p>outra modalidade utilizada no tratamento dos segmentos, a serem</p><p>tratadas em pares (HENRIQUE; ÁVILA, 2017).</p><p>Na etapa inicial da técnica de reabilitação cognitiva, depois de realizadas</p><p>investigações clínicas, neuropsicológicas, laboratoriais, terapia</p><p>ocupacional e fonoaudiólogos, e, equipe multiprofissional, associada a</p><p>isto, considera o tipo de demência elegível a modalidade de reabilitação</p><p>cognitiva</p>

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