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ADMINISTRAÇÃO GERAL DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO GERAL CURSO: CIÊNCIAS CONTABEIS PROFESSOR: ME. LEANDRO R. CAMILO “A vontade desconhece obstáculos” Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier” EXCELENTE SEMESTRE! ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 2|102 APRESENTAÇÃO............................................................................................................................................................... 3 PLANEJAMENTO .............................................................................................................................................................. 5 1. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS............................................................................................................................................ 5 1.1. PLANEJAMENTO ................................................................................................................................................ 6 1.2. ORGANIZAÇÃO .................................................................................................................................................. 9 1.3. DIREÇÃO .......................................................................................................................................................... 12 1.4. CONTROLE ....................................................................................................................................................... 13 2. PROCESSO DE PLANEJAMENTO .................................................................................................................................. 15 2.1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ........................................................................................................................ 18 2.1.1. ESTRATÉGIA ..................................................................................................................................................... 28 2.1.1.1. ASPECTOS CONCEITUAIS .................................................................................................................................. 28 2.1.1.2. ESCOLAS ESTRATÉGICAS .................................................................................................................................. 35 2.1.1.3. ESTRATÉGIAS INTERNACIONAIS ....................................................................................................................... 38 2.1.1.4. GLOSSÁRIO DE TERMOS ................................................................................................................................... 40 2.1.2. VISÃO, MISSÃO E OBJETIVOS ........................................................................................................................... 40 2.1.3. ANÁLISE SWOT ................................................................................................................................................ 43 2.1.4. BALANCED SCORECARD - BSC .......................................................................................................................... 47 2.2. PLANEJAMENTO BASEADO EM CENÁRIOS ....................................................................................................... 52 2.2.1. CONCEITOS ...................................................................................................................................................... 52 2.2.2. MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ...................................................................................................... 54 2.2.2.1. MÉTODO DESCRITO POR MICHEL GODET ......................................................................................................... 54 2.2.2.2. MÉTODO DESCRITO POR PETER SCHWARTZ ..................................................................................................... 56 2.2.2.3. MÉTODO DESCRITO POR MICHAEL PORTER ..................................................................................................... 57 2.2.2.4. MÉTODO DELPHI .............................................................................................................................................. 58 3. BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................................ 59 SUMÁRIO ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 3|102 Olá discentes! É uma imensa satisfação atender ao convite da coordenação do referido curso para ministrar a disciplina de Administração Geral. E a apostila? É suficiente? Nem sempre! E a lógica é também simples de compreender. Os alunos, infelizmente, prezam materiais mais resumidos, sintéticos, direto ao ponto. E, dentro de uma lógica empresarial, os Professores acabam traduzindo a tendência (passada) das ilustres vertentes da atualidade, com materiais objetivos, pragmáticos. Nosso curso será ministrado ao longo deste semestre, APRESENTAÇÃO EXCLENTE SEMESTRE! Prof. Me. Leandro R. Camilo ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 4|102 Nesse tópico serão descritos os conceitos iniciais relacionados às funções administrativas. Segundo descreve Chiavenato (2003), quando consideradas em um todo integrado, as funções administrativas formam o processo administrativo. Quando consideradas isoladamente, o planejamento, a organização, a direção e o controle constituem funções administrativas. As funções administrativas são uma evolução da Teoria Clássica da Administração, idealizada por Fayol. Esse teórico, a seu tempo, considerou as seguintes funções (chamadas de POC³): • Previsão - Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como serão alcançados. Parte de uma sondagem do futuro, desenvolvendo um plano de ações para tingir as metas traçadas. É a primeira das funções, já que servirá de base diretora à operacionalização. • Organização - É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma segundo o planejamento estabelecido. • Comando - Faz com que os subordinados executem o que deve ser feito. Pressupõe que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja, que a forma como administradores e subordinados se influenciam esteja explícita, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos. • Coordenação - A implantação de qualquer planejamento seria inviável sem a coordenação das atitudes e esforços de toda a empresa, almejando as metas traçadas. • Controle - Controlar é estabelecer padrões e medidas de desempenho que permitam assegurar que as atitudes empregadas são as mais compatíveis com o que a empresa espera. O controle das atividades desenvolvidas permite maximizar a probabilidade de que tudo ocorra conforme as regras estabelecidas e ditadas. Assim, essas funções formam o processo administrativo, também chamado de processo organizacional. Há diversas variações de nomenclaturas, subdivisões, conforme autores. Maximiano (2000), por exemplo, considera funções o planejamento, a organização, a direção, a comunicação, a execução e o controle. PLANEJAMENTO 1. Noções introdutórias ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 5|102 Chiavenato (2004) aponta que o processo administrativo apresenta as seguintes características básicas: • É cíclico e repetitivo: o processo é permanente e contínuo e estáresultados; a orientação para os clientes, acionistas, fornecedores e comunidade; a integração e o desenvolvimento de pessoas de alto desempenho; e melhoria contínua do desempenho. Assim, podemos ter: • estratégias corporativas, que se referem ao primeiro nível de definição estratégica, ou seja, aquela formulada pela cúpula da organização e que alcança a própria razão de ser da organização; aqui, as estratégias são baseadas nos valores organizacionais; • estratégias de unidade de negócios, que envolvem os interesses e operações de um negócio específico e buscam aferir a abordagem desse negócio específico em relação ao seu mercado; aqui, como exemplo, cita-se a estratégia definida para os produtos da organização; ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 35|102 • estratégias funcionais, que se referem a determinadas áreas funcionais, a fim de que os objetivos definidos pelas unidades de negócio sejam atendidos; aplicadas às funções organizacionais, agregam as diversas tarefas especializadas que dão suporte às estratégias de unidade, tais como as funções de produção, marketing, finanças, pesquisa e desenvolvimento e recursos humanos; como exemplo, se a área de produção resolve lançar um novo produto, é nesse nível que irá se desenvolver o plano para esse produto; • estratégias operacionais, que se referem às diretrizes específicas e rotineiras das atividades do dia-a-dia. Os pormenores da estratégia, com suas variações de conteúdo e de abordagem são estudadas e classificadas preliminarmente pelo canadense, engenheiro e ilustre crítico da gestão estratégica, o professor Henry Mintzberg. Em seu livro "Safári de Estratégia", Mintzberg et al (2000) tratam a estratégia dividindo-a em 10 escolas, que são agrupadas como prescritivas, descritivas ou mistas. As escolas descritivas entendem a estratégia como algo que deve ser aprendido para depois ser implantado na organização. Consideram que cada organização é única, possuindo características próprias e culturas que diferenciam uma organização de outra. Nesse contexto, as estratégias descritivas podem dar certo em uma organização, mas não necessariamente em outra,independente se do mesmo ramo de atividade ou não. As escolas prescritivas dizem que a estratégia é definida com base em alguns conceitos pré-determinados, podendo ser implantadas conforme uma prescrição (receita). Nesse caso, tem-se que se deu certo em uma organização, pode com certeza dar certo em outra. Por fim, as escolas mistas consideram a estratégia como algo construído pela integração do provável com o casual, ou seja, aborda conjuntamente as visões das duas escolas vistas anteriormente - descritiva e prescritiva. Passamos, agora, à descrição de cada uma dessas 10 escolas: Escola do design: seu modelo está baseado em avaliações das situações externas e internas da organização, buscando revelar as forças e fraquezas da organização e buscando as ameaças e oportunidades do ambiente externo. A escola traz que a formação da estratégia deve ser um processo deliberado de pensamento consciente e que a base da estratégia deve estar em um executivo principal, que se encontra na parte alta da pirâmide. O modelo sugerido por esta escola faz uma diferenciação clara entre pensamento e ação, havendo separação total de quem formula a estratégia e de quem realmente a coloca em prática. 2.1.1.2. Escolas estratégicas ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 36|102 Escola do planejamento: trata a estratégia como um processo formal, com passos a serem seguidos para que a formulação e implementação da estratégia alcancem o objetivo esperado pela organização. Essa escola segue muito as premissas da escola do design, com exceção de ser um processo altamente formalizado, seguindo uma sequência de etapas programadas e pré-definidas. As estratégias deveriam resultar de um processo controlado e consciente, estando sob responsabilidade de um executivo e a execução na prática pelos planejadores. Escola do posicionamento: traz a estratégia como um processo analítico e, apesar de possuir grande parte das premissas das escolas do design e posicionamento, está enfatizada a importância das próprias estratégias e não somente dos processos. A escola sofre uma influência acentuada de Michael Porter, que no ano de 1980 publicou o livro "Competitive Strategy", no qual era proposto um estudo da competitividade e de indústria. Ao contrário das escolas anteriores, a de posicionamento se concentra em posições de estratégias genéricas, ao invés de desenvolver perspectivas de estratégias integradas ou formalização de planos. Escola empreendedora: trata a estratégia como um processo visionário com foco no processo de formação da estratégia e concentrado em um único líder e enfatiza a questão da intuição, julgamentos e experiências desse líder como influência direta da formulação da estratégia. Seu elemento central é a visão, sendo que a estratégia é menos coletiva e cultural e mais baseada na pessoa do líder. Essa visão tratada nessa escola é mostrada por eles como uma representação mental formada na cabeça do líder para, com base nesses dados, formular e implementar a estratégia na organização. Ou seja, a estratégia é centralizada em uma pessoa. A escola buscou estudar a personalidade dos empreendedores para compreender como o processo acontece, bem como seus resultados obtidos, sendo que alguns traços, como necessidades de controles, independência, realização, tendência a não aceitar autoridade e tendência a aceitar riscos moderados foram identificados nos empreendedores. Escola cognitiva: propõe entender o pensamento em si, utilizando o campo da psicologia cognitiva e demonstra que o estrategista, na maioria das vezes é autodidata, principalmente através de sua experiência direta. Contudo, o homem, enquanto estrategista, tem racionalidade limitada por um lado e excesso de informação por outro, ou seja, ele escolhe a alternativa mais adequada para a situação problema. A escola sofre influência de várias correntes e, devido a isso, vários são os entendimentos sobre cognição e estratégia, podendo ser processamento de informações, mapeamento do conhecimento, processamento da mente, independentemente da realidade. Escola de aprendizado: nesta escola, as estratégias, na maioria, surgem de modo coletivo e o processo de formulação da estratégia, que antes era feito pelo incrementalismo, agora as pessoas são bem informadas e contribuem para o processo de formulação. A estratégia é tratada como emergente, ao contrário da estratégia deliberada, que visa o controle para se certificar das ações gerenciais que são realizadas e que é muito utilizada nas escolas prescritivas; a emergente ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 37|102 focaliza o aprendizado, que é entender as ações realizadas através das intenções de implementação. Escola de poder: a formação de estratégia é influenciada pelo poder e pela política de negociar a favor de certos interesses. Sendo assim, a formulação da estratégia, além de ser um processo de cognição e aprendizado, também se caracteriza como negociações e concessões, pois a política surge quando existe ambiente de incerteza ou de discórdia entre as partes. A política tende a um papel importante na organização, em especial na promoção de mudanças, alterando os indivíduos que se mantêm em sua zona de conforto do status quo; porém, pode ser também fonte de desperdícios e distorções, pois ela assume papéis na organização de coalizão e jogos políticos. Escola cultural: traz a formação da estratégia como um processo coletivo. Ao contrário do poder, a cultura junta os indivíduos em uma organização integrada, pois enquanto o poder lida com influência de políticas internase com a mudança, a cultura em como influenciar a manutenção da estabilidade estratégica e até mesmo resistindo às mudanças que a estratégia pode trazer para a organização. A formação estratégica na escola cultural é formada por um processo de interação social, baseando-se na crença e nas interpretações. Os indivíduos da organização absorvem essa cultura de modo tácito, por isso as pessoas podem descrever de forma parcial as crenças de sua cultura, porém as origens são subjetivas. Analisando sob esse prisma, a estratégia assume uma forma de perspectiva, pois emerge da coletividade. Escola ambiental: ao contrário das escolas até aqui analisadas, aqui vigora o ambiente, que é sempre competitivo e o agente central da formação da estratégia. A escola vem da teoria da contingência, que descreve as relações entre ambiente e características específicas da organização. Nesse aspecto, o líder torna-se uma pessoa que deve fazer com que a organização se adapte a esse ambiente. As organizações se estabelecem nesse ambiente ou nicho e dele usufruem dos recursos, até que se torne escasso e então, a organização desaparece. Escola de configuração: esta é uma combinação das escolas anteriores, sendo que a formação da estratégia é tratada como um processo de transformação e descreve, por um lado, a organização e seu contexto, que seriam configurações e, por outro, a geração de estratégia que seria transformação, sendo que esta tem relação direta com a configuração. A escola traz, ainda, que períodos de estabilidade são atravessados por algum processo de transformação e que essas transformações podem ser padronizadas como a vida das organizações. Sendo assim, a administração estratégica tem por objetivo promover a estabilidade dentro das organizações. Vamos sintetizar as principais informações de cada escola tratada, segundo detalhes dos autores: Categoria Escola Processo Características ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 38|102 Prescritiva Design Concepção e adaptação Processo conceitual, consciente e deliberado. Estratégia como adequação de forças e fraquezas internas com ameaças e oportunidades. Planejamento Formalização Requer procedimentos formais e estruturados. Posicionamento Analítico Análises formalizadas e escolha deliberada da posição. Descritiva Cognitiva Mental (criação) Processo individual informal e intuitivo. Aprendizagem Aprendizagem (emergente) Processo emergente que surge com o aprendizado do estrategista. Poder Político (negociação) Interesses coletivos são negociados e desvendados nos âmbitos macro e micro. Ambiental Reativo As características ambientais definem a estratégia. Prescritiva/Descritiva Empreendedora Visionário (previsão) Centralização no líder e em sua visão. Cultural Coletivo Processo social e interativo influenciado pela cultura da organização. Configuração Transformação e integração Processo de transformação resultante de uma síntese das escolas anteriores. Uma estratégia internacional refere-se à venda de produtos em mercados fora do mercado doméstico de uma empresa. Uma das razões principais para implementar uma estratégia internacional (em vez de uma estratégia focalizada no mercado 2.1.1.3. Estratégias internacionais ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 39|102 doméstico) é que os mercados internacionais produzem novas oportunidades potenciais. Outros motivos podem ser citados: expansão do mercado, retorno sobre investimentos, economia de escala e aprendizagem e vantagens de localização. Segundo lecionam Ireland e Hoskisson (2003), os três tipos de estratégia internacionais no nível corporativo são: multilocais ou multidomésticas, globais e transnacionais. ► Estratégia multilocal ou multidoméstica Uma estratégia multidoméstica é aquela em que as decisões estratégicas e operacionais são descentralizadas para a unidade de negócios estratégica em cada país, de forma a permitir que a referida unidade crie produtos sob medida para o mercado local. Uma estratégia multidoméstica concentra-se na competição dentro de cada país. Ela supõe que os mercados diferem e, portanto, são segmentados por fronteiras nacionais. As estratégias multidomésticas oferecem a oportunidade para adequar produtos para satisfazer a necessidade e preferências específicas de clientes locais. Portanto, elas devem ser capazes de maximizar a resposta competitiva de uma empresa às necessidades de cada mercado. As estratégias multidomésticas não permitem a execução de economias de escala e, assim, podem ser muito custosas. ► Estratégia global Estratégia global é uma estratégia internacional por meio da qual a empresa oferece produtos padronizados por intermédio dos mercados territoriais, sendo que a estratégia competitiva é prescrita pelo escritório central. Presume-se mais padronização de produtos em mercados nacionais. Em consequência, a estratégia competitiva é centralizada e controlada pelo escritório central. Supõe-se que as unidades de negócios estratégicas que operam em cada país sejam interdependentes, e o escritório central tenta obter integração entre estes negócios. Portanto, uma estratégia global é aquela em que produtos padronizados são oferecidos em mercados nacionais e a estratégia competitiva é determinada pelo escritório central. Uma estratégia global enfatiza economias de escala e oferece maiores oportunidades para utilizar inovações desenvolvidas no nível corporativo ou num país em outros mercados, ou porque estes mercados têm menos probabilidade de identificar oportunidades ou porque as oportunidades exigem que os produtos sejam adaptados ao mercado local. ► Estratégia transnacional ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 40|102 Uma estratégia transnacional é uma estratégia internacional por meio da qual a empresa procura obter eficiência global e responsividade local. A execução destas metas evidentemente é difícil, porque uma meta exige uma estreita coordenação global, enquanto a outra exige flexibilidade local. Uma coordenação flexível – construção de uma visão compartilhada e compromisso individual através de uma rede integrada – é necessária para implementar a estratégia transnacional. Quanto ao aspecto positivo, a efetiva implementação de uma estratégia transnacional muitas vezes produz um desempenho mais elevado do que uma das duas outras estratégias isoladamente. Cisão: estratégia ou operação pela qual a organização transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se totalmente ou parcialmente a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a cisão. Fusão: estratégia ou operação de união de duas ou mais organizações, que se extinguem formando uma nova e única grande organização, que as sucede em direitos e obrigações. Incorporação: estratégia ou operação em que uma organização já existente absorve outra, ou quando ocorre a aquisição de uma ou mais organizações por outra, em que a incorporadora não perde a sua identidade. As que foram incorporadas deixam de existir. Terceirização: é a tendência de transferir, para terceiros, atividades que não fazem parte do negócio principal da organização. Na conexão com o planejamento estratégico deve estar a intenção estratégica. A intenção estratégica, segundo Hamel e Prahalad (1995), serve para conciliar fim e meios organizacionais para o alcance deum desempenho superior, bem como outros resultados organizacionais. Para os autores, a intenção estratégica se estrutura a partir de um sonho envolvente e ambicioso que serve de plataforma para a energia emocional e intelectual necessária ao futuro da organização. A formalização da intenção estratégica ocorre pela formulação do negócio; missão; visão; objetivos e metas; e princípios ou valores. O negócio representa o ramo de atividades no qual a instituição atua (área de competência), indicando o foco dos benefícios que ela gerará para sua clientela. 2.1.1.4. Glossário de termos 2.1.2. Visão, missão e objetivos ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 41|102 Não se confunde o "negócio" com os produtos ou seviços; o "negócio" é o que se espera alcançar com os produtos e serviços. Em outras palavras, responde à seguinte questão: “o que fazemos?”. Vejamos alguns exemplos de negócio: • Editora Abril ► informação e cultura; • Petrobras ► energia. A missão é o que a organização realizará no seu negócio, ou a definição do próprio negócio; enfim, é a razão de ser da organização. Além disso, a missão esclarece o compromisso e dever desta com a sociedade e, ainda, estabelece o que a organização realiza dentro de sua área de atuação. A declaração de missão deve responder à seguinte questão: “por quê ou para quê existimos?”. Vejamos alguns exemplos de missão: • Editora Abril ► "Suprir serviços gráficos que respeitem os interesses de nossos clientes, de outros públicos envolvidos e da sociedade"; • Petrobras ► "Atuar na indústria de petróleo e gás de forma ética, segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, fornecendo produtos adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atuamos". A visão é um modelo mental claro de um estado ou situação altamente desejável pela organização, ou seja, uma realidade futura e possível, descrita de forma simples e objetiva, partilhada por todos os seus membros. Descreve como a organização almeja ser percebida no futuro. A visão de futuro deve responde à seguinte questão: “onde queremos chegar?”. Chiavenato e Sapiro (2003) apresentam algumas premissas que devem ser seguidas para a elaboração da visão: 1. Aderência aos fatos reais: as situações desejadas precisam ser possíveis, o que significa que para elaborar a visão de negócios é preciso que se conheça plenamente a organização para que não ocorra discordância entre a intenção estratégica e a realidade da empresa e o planejamento estratégico não se torne uma atividade altamente burocrática. 2. Equilíbrio para todos os stakeholders: a visão deve favorecer todos os stakeholders. 3. Descrição concisa, porém poderosa: a visão precisa ter foco definido e ser sucinta, mantendo a capacidade de fazer sonhar e incentivar o compromisso de todos os interessados. Vejamos alguns exemplos de visão: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 42|102 • Editora Abril ► "Ser o grupo gráfico de maior participação no mercado de impressão, reconhecido pelos clientes pela confiabilidade, rigor de pontualidade, diferenciação de produtos e uma referência de operação idônea e sustentável"; • Petrobras ► "Ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo e a preferida pelos nossos públicos de interesse". Os objetivos se consubstanciam nos resultados futuros que se pretende atingir, de acordo com a visão de futuro. São alvos que a organização seleciona e busca atingir em um período pré-determinado. Em regra, são medidores qualitativos. Destaca Oliveira (1995) que os objetivos organizacionais devem ser hierárquicos (desmembrados a cada nível da organização), realistas, consistentes, claros, entendidos, desafiadores, motivadores e tangíveis. As metas são desdobramentos dos objetivos e refletem uma posição no futuro. Relacionam-se ao tempo e a valores, exigindo desses fatores para se tornarem objetivos quantificados. Em suma, metas são as formas que aplicamos para atingirmos os objetivos. Geralmente, são medidores quantitativos. Os princípios ou valores orientam a convivência dos membros de uma organização e o processo de tomada de decisão e do comportamento no cumprimento da sua missão e na busca da visão de futuro. Questão interessante é saber se os elementos que compõem a intenção estratégica são imutáveis. Em uma primeira observação, pode-se pensar que desses elementos, a missão seria algo imutável, já que se traduz na razão de existir da organização. No entanto, as bancas têm seguido o entendimento de que o negócio; a missão; a visão; os objetivos e metas; e os princípios ou valores possuem o atributo da mutabilidade. É claro que o grau de alteração da missão de uma organização é muito mais complexo do que um objetivo ou uma meta. Por estarem abrangidos no conceito de planejamento estratégico - e este, modernamente, é visto como flexível -, os elementos que compõem a intenção estratégica de uma organização podem ser alterados, ou seja, não são mutáveis. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 43|102 Uma das afirmações categóricas da abordagem sistêmica e amplamente divulgada e utilizada nas organizações contemporâneas é a de que a organização, sem dúvida, interage com o seu ambiente de atuação. Nesse sentido, Vasconcelos 2.1.3. Análise SWOT ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 44|102 (1979) diz que o grau de interação entre uma organização e seu ambiente pode assumir três formas: positivo, neutro ou negativo, a depender do comportamento estratégico assumido pela organização. Esse comportamento assumido pela organização irá refletir em algumas consequências. Vejamos: Uma das ferramentas mais utilizadas para a análise dos ambientes em que atua uma organização foi criada por Kenneth Andrews e Roland Cristensen, professores da Harvard Business School, denominada matriz SWOT. Essa ferramenta consiste em ferramenta típica do planejamento estratégico (fase do diagnóstico estratégico), pois considera a organização como um todo e o seu ambiente interno e externo. A matriz SWOT - traduzida para o português sob a o acrônimo FOFA - estuda uma organização segundo quatro variáveis: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Oportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 45|102 Enquanto as variáveis Strengths (Forças) e Weaknesses (Fraquezas) relacionam-se ao ambiente interno (o ambiente dito controlável), as variáveis Oportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças) refletem o ambiente externo (ambiente não controlável pela organização). Portanto: Com base nesse quadro, as relações possíveis estabelecidas pela matriz SWOT são dadas da seguinte forma: • algo positivo e externo = oportunidade • algo positivo e interno = força • algo negativo e externo = ameaça • algo negativo e interno = fraqueza O cruzamento entre os quatro pontos da análise SWOT gera uma moldura onde a organização pode desenvolver suas estratégias e melhor aproveitar suas vantagens competitivas. Vamos utilizar, para essa demonstração, a nomenclatura FOFA: FOFA AMBIENTE INTERNO ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 46|102 Forças (S) Fraquezas (W) AMBIENTE EXTERNO Oportunidades (O) SO (máx.-máx.) - ALAVANCAGEM WO (min.-máx.) - LIMITAÇÕES Tirar o máximo partido dos pontos fortes para aproveitar o máximo das oportunidades Minimizar ou superar os efeitos negativos dos pontos fracos e aproveitaroportunidades Ameaças (T) ST (máx.-min.) - VULNERABILIDADE WT (min.-min.) - PROBLEMAS Tirar o máximo partido dos pontos fortes para minimizar efeitos das ameaças detectadas Minimizar ou ultrapassar pontos fracos e fazer face a ameaças Portanto, é a partir dessa análise ambiental que a organização possuirá requisitos mínimos que permitirão definir ou mesmo redefinir a sua estratégia. Conforme Chiavenato (2000), a formulação de alternativas estratégicas pode ser feita dentro de padrões rotineiros ou altamente criativos. Seguindo um padrão de estratégias defensivas (padrões rotineiros), normalmente estão aquelas pequenas empresas, optando pela preferência em sobreviver e não inovar. De modo contrário, as grandes empresas querem dominar e se firmar cada vez mais no mercado, optando por desenvolver estratégias ofensivas (criatividade e inovação). O autor também apresenta um quadro sobre essas estratégias e a relação com a postura da organização. Vejamos: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 47|102 Por fim, com base nesse cruzamento, Oliveira (2001) elaborou os tipos básicos de estratégias que podem ser adotados pelas organizações: O crescente aumento da concorrência impôs diversas limitações no sucesso das organizações. As organizações precisavam desenvolver sistemas de medidas de desempenho que considerassem outros fatores, além das medidas tradicionalmente utilizados nas organizações (aspectos financeiros ou quantitativos). Era necessário desenvolver um sistema com diversas perspectivas em um modelo de contínua monitoração. Portanto, o modelo contábil financeiro tradicional já não era mais suficiente. Vejamos, sobre essa perspectiva, o que comentam Kaplan e Norton (1997): O ideal é que o modelo da contabilidade financeira se ampliasse de modo a incorporar a avaliação dos ativos intangíveis e intelectuais de uma empresa, como produtos e serviços de alta qualidade, funcionários motivados e habilitados, processos internos eficientes e consistentes, e clientes satisfeitos e fiéis (KAPLAN; NORTON, 1997). Assim, foi desenvolvido uma ferramenta que procurasse fornecer essa visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho: o Balanced Scorecard (Indicadores Balanceados de Desempenho ou Placar Balanceado). 2.1.4. Balanced Scorecard - BSC ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 48|102 Foi utilizado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial, porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia de gestão estratégica, esclarecendo a visão organizacional e estabelecendo um equilíbrio entre os objetivos de curto e longo prazos. Nessa nova análise do desempenho da organização, o BSC decompõe a estratégia de uma maneira lógica, baseando-se em relações de causa e efeito, outros vetores de desempenho além dos financeiros e, claro, a relação com fatores financeiros. O BSC é um método de administração focado no equilíbrio organizacional e com aplicação no âmbito do planejamento estratégico, baseando-se em quatro perspectivas básicas, também chamados de vetores críticos (CHIAVENATO, 2008): ► Finanças. Para analisar o negócio do ponto de vista financeiro. Envolve os indicadores e medidas financeiras e contábeis que permitem avaliar o comporta- mento da organização frente a itens como lucratividade, retomo sobre investi- mentos, valor agregado ao patrimônio e outros indicadores que a organização adote como relevantes para seu negócio. ► Clientes. Para analisar o negócio do ponto de vista dos clientes. Inclui indi- cadores e medidas como satisfação, participação no mercado, tendências, retenção de clientes e aquisição de clientes potenciais, bem como valor agregado aos produtos/serviços, posicionamento no mercado, nível de serviços agregados à comunidade pelos quais os clientes indiretamente contribuem etc. Em geral, essa perspectiva situa-se em torno de quatro categorias: - tempo; - qualidade; - desempenho; e - serviço. ► Processos internos. Para analisar o negócio do ponto de vista intemo da organização. Inclui indicadores que garantam a qualidade intrínseca aos produtos e processos, a inovação, a criatividade, a capacidade de produção, o alinhamento com as demandas, a logística e a otimização dos fluxos, assim como a qualidade das informações, da comunicação intera e das interfaces. ► Aprendizagem/inovação/crescimento organizacional. Para analisar o negócio do ponto de vista daquilo que é básico para alcançar o futuro com sucesso. O Balanced Scorecard é uma ferramenta de implementação da estratégia, não para sua formulação. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 49|102 Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, empowerment, alinhamento e estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. Essa perspectiva garante a solidez e constitui o valor fundamental para as organizações de futuro, sendo considerada a base do modelo BSC. Desdobra-se em três categorias principais: - Capacidades dos funcionários; - Capacidades dos sistemas de informações; e - Motivação, empowerment e alinhamento. É importante, ainda, destacar para os stakeholders o BSC é uma ferramenta gerencial, mas para os colaboradores da organização é um sistema que traduz a estratégia de uma empresa em objetivos, medidas, metas e iniciativas de fácil entendimento. Daí a importância de todos conhecerem da existência, de seu significado e da sua aplicabilidade na organização. Kaplan e Norton exploram o conceito do BSC em diferentes funcionalidades: O Balanced Scorecard coloca a visão em movimento: “A visão cria a imagem do destino, a estratégia define a lógica da concretização da visão. Os mapas estratégicos e o Balanced Scorecard fornecem as ferramentas para traduzir as declarações estratégicas genéricas em hipóteses, objetivos, indicadores e metas específicas”. O Balanced Scorecard narra a historia da estratégia: “O scorecard deve contar a história da estratégia começando pelos objetivos financeiros de longo prazo e relacionando-os depois à sequência de ações que precisam ser tomadas ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 50|102 em relação aos processos financeiros, de clientes, dos processos internos e, por fim, dos funcionários e sistemas, a fim de que, a longo prazo, seja produzido o desempenho econômico desejado”. O Balanced Scorecard cria a consciência estratégica nos colaboradores: “As organizações focalizadas na estratégia exigem que todos os empregados compreendam a estratégia e conduzam suas tarefas cotidianas a modo de contribuir para o êxito da estratégia”. O Balanced Scorecard explica o destino estratégico da organização: “O processo de desenvolvimento do Balanced Scorecard dá a organização, normalmente, pela primeira vez, uma clara visão do futuro e do caminho para chegar lá. Além de produzir e desenvolver um roteiro organizacional que viabiliza sua visão, o processo de desenvolvimento do scorecard capta a energia e o comprometimento de toda equipe da alta administração”. O Balanced Scorecard estimula o diálogo na organização: “O scorecard incentiva o diálogo entre as unidades de negócio e os executivos diretores da empresa não apenas com relação aos objetivos financeiros de longo prazo, mas também com relação à formulação e implementação de uma estratégia destinada a produzir um desempenho excepcional no futuro”. Kaplan e Norton (1997) salientam o papel importante do gerente de transição na boa condução desta etapa e identificam três papéis fundamentais que devem ser desempenhados durante as fases de construção e incorporação do BSC: •Arquiteto: é o responsável pela construção e incorporação do BSC. Dentro de suas atividades constam a tradução da estratégia em objetivos e indicadores específicos; • Agente de mudanças: é o representante do executivo principal, cuja principal finalidade é adaptar a atividade gerencial à nova realidade da organização; • Comunicador: é o responsável pela comunicação aos funcionários das novas estratégias da organização, motivando-os à fornecer o feedback da aplicação desta nova estratégia. Ainda, segundo os seus autores, para se implementar a metodologia BSC é preciso: 1. traduzir a estratégia em objetivos e iniciativas específicos, ou seja, responder a questão de “Aonde e como se quer chegar”; 2. é necessário coletar dados. É fundamental ter o fluxo de informações constante, para saber como está se saindo a organização. 3. após, é necessário ter sempre a oportunidade de avaliar se o rumo traçado está sendo seguido. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 51|102 4. por fim, analisar se existe algo que pode desviar da direção escolhida: a estratégia não ter sido implementada da maneira proposta, ou seja, os processos não foram melhorados, não foram criados novos produtos, ou ainda os funcionários não foram treinados adequadamente. Essa implementação do BSC, que envolve a lógica de esclarecer, obter consenso e focalizar a estratégia, é composta basicamente por cinco componentes (KAPLAN; NORTON, 1997): I. mapa estratégico; II. objetivos estratégicos; III. indicadores de desempenho; IV. metas; e V. plano de ações. Vejamos cada um desses componentes: • Mapas estratégicos: permitem que as organizações descrevam e ilustrem de forma nítida e detalhada todos os seus objetivos, iniciativas, mercados-alvo, indicadores de desempenho e as ligações entre todos os elementos de sua estratégia. Além disso, proporcionam uma visão clara aos colaboradores de como suas funções estão ligadas aos objetivos gerais da organização, permitindo que trabalhem de forma colaborativa em prol das metas planejadas pela empresa. Em um mapa estratégico, os indicadores do BSC estabelecem uma relação de causa e efeito entre os vetores e o resultado da estratégia. Segundo Kaplan e Norton, o mapa estratégico, ajustado à estratégia específica da organização, descreve como os ativos intangíveis impulsionam melhorias de desempenho dos processo internos da organização, que exercem o máximo de alavancagem no fornecimento de valor para os clientes, os acionistas e as comunidades. Observe: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 52|102 • Objetivos estratégicos: é o que deve ser alcançado e o que é crítico para o sucesso da organização. • Indicadores de desempenho: são medidas de quantificação de como estão sendo realizadas as atividades, com o propósito de compará-las com as metas estabelecidas. • Metas: trata-se do nível de desempenho esperado ou a taxa de melhoria necessária para cada indicador de desempenho. Esse processo de estabelecimento de metas permite que a organização quantifique os resultados pretendidos a longo prazo; identifique mecanismos e forneça recursos para que os resultados sejam alcançados; estabeleça referenciais de curto prazo para que as medidas financeiras e não financeiras do scorecard. • Plano de ações: associados às metas estabelecidas, o plano de ações deverá ser elaborado a fim de viabilizar seu alcance. Essa fase de elaboração de planos de ações esta ligada ao controle. O homem possui diversas limitações e uma delas é não conseguir adivinhar o futuro. Ainda assim, é possível se explorar configurações futuras em suas variáveis mais relevantes e as relações que delas podem advir. Aqui temos o que se chama de estruturação da incerteza do futuro ou simulações hipotéticas do futuro. Estruturando-se a incerteza podemos ter a complexidade reduzida. 2.2. Planejamento baseado em cenários 2.2.1. Conceitos ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 53|102 De pronto, ressaltamos que um cenário não é algo concreto, ou seja, não é, de fato, a realidade futura, mas sim um meio de representá-la, com o objetivo de nortear a ação presente à luz dos eventos futuros possíveis e desejáveis. Isso tem tudo a ver com a função de planejamento. É difícil pensar em planejamento sem visualizar uma situação ou um cenário futuro. Temos que o planejamento baseado em cenários é estabelecer objetivos e metas de forma aberta e flexível, buscando sempre a aprendizagem sobre o futuro. Há duas abordagens básicas de se prever cenários: 1. Abordagem projetiva: consiste em projetar os dados atuais para o futuro utilizando modelos deterministas e quantitativos. Em geral, essa abordagem explica o futuro usando a projeção do passado e considera um futuro único e certo de maneira determinista. Assim, costuma restringir-se a fatores e variáveis quantitativos, objetivos e já conhecidos. É a abordagem utilizada parasituações em que as mudanças são previsíveis e gradativas. 2. Abordagem prospectiva: consiste em prospectar o futuro usando uma visão global e holística, utilizando modelos de julgamento, probabilidades subjetivas, pareceres de profissionais e opinião de executivos como o Em boa medida, o que se sofrer no futuro resulta das ações do passado e o que se quis explica às ações do presente. Ou seja, não é apenas o passado que explica o futuro, mas também a imagem do futuro que se imprime no presente (GODET, M.. Manual de Prospectiva Estratégica. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1993). Em boa medida, o que se sofrer no futuro resulta das ações do passado e o que se quis explica às ações do presente. Ou seja, não é apenas o passado que explica o futuro, mas também a imagem do futuro que se imprime no presente (GODET, M.. Manual de Prospectiva Estratégica. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1993). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 54|102 método de análise estrutural. Em geral, essa abordagem trata do futuro múltiplo e incerto por meio de variações qualitativas, quantificáveis ou não, subjetivas ou não, conhecidas ou não. A abordagem prospectiva mostra o futuro atuando como determinado pela ação presente. Sabe-se, porém, que em quase todos os casos não é possível alcançar um consenso sobre um cenário único. Isso se deve à diversidade de opiniões a respeito dos temas. E, mais uma vez (isso é muito comum nessa disciplina), as fases que comporão o processo de elaboração de cenários depende do método de elaboração escolhido. Vamos apresentar aquelas metodologias mais usuais em termos de provas de concursos. Esse método compõe-se basicamente de seis etapas: 1ª - Delimitação do sistema e do ambiente 2.2.2. Métodos de elaboração de cenários 2.2.2.1. Método descrito por Michel Godet ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 55|102 O sistema é delimitado pelo objeto de estudo, seu horizonte temporal e área geográfica. Esses elementos e fenômenos são interligados e podem formar subsistemas daquele que está sendo considerado no cenário. O sistema pode ser compreendido uma área da organização, um problema levantado, etc. O ambiente, por sua vez, é o contexto mais amplo onde está inserido o sistema, influenciando e sendo influenciados mutuamente. 2ª - Análise estrutural do sistema e do ambiente Nessa etapa, primeiramente elabora-se uma lista das variáveis relevantes do sistema e de seus principais atores. Após, analisa-se a situação passada, a fim de se obter os mecanismos e os atores determinantes da evolução passada, Também, ocorre a análise da situação atual, permitindo identificar mudanças ou fatos.Ao final dessa análise retrospectiva e atual, retorna-se à análise estrutural, cruzando as variáveis para identificar a influência de umas sobre as outras. A análise estrutural do sistema permite compreendê-lo melhor, assim como a importância de cada uma de suas variáveis, de suas atuações e implicações. 3ª - Seleção dos condicionantes do futuro Com base nas análises da etapa anterior, obtêm-se as condicionantes do futuro. Nessa etapa são listadas as tendências de peso, os fatos portadores de futuro, os fatores predeterminados, as variantes e as alianças existentes entre os atores. 4ª - Geração de cenários alternativos Após a seleção das condicionantes do futuro, é preciso realizar a análise morfológica, que constitui a base para a geração dos cenários alternativos. A análise morfológica é a decomposição de cada em seus possíveis comportamentos ou estados futuros. Aí, sim, podemos dar início à elaboração dos cenários propriamente ditos. 5ª - Testes de consistência, ajuste e disseminação Visando aplicar coerência entre os diversos cenários gerados, realizam-se testes de consistência para verificar se, durante a descrição dos cenários, alguma variável ou ator está se comportando de forma não coerente ou não consistente com a lógica estabelecida para cada cenário. Verifica-se também se a ocorrência de uma variável não invalida a ocorrência de outra que, por engano, possua comportamento igual ao descrito. Após a elaboração desses testes de consistência, são realizados os ajustes necessários, com o objetivo de manter a coerência da história descrita. Os cenários revisados devem ser disseminados por toda a organização. Se forem conhecidos por todos, facilitará tanto a elaboração da estratégia e dos planos quanto sua implementação, uma vez que todos terão a mesma compreensão dos futuros possíveis da organização e onde esta pretende chegar. 6ª - Opções estratégicas e planos sobre monitoração estratégica ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 56|102 Os cenários revisados e disseminados devem ser utilizados pela cúpula da organização na elaboração das opções estratégicas e dos planos de elaboração estratégica. Devem ser analisados os pontos fortes e fracos da organização em relação aos ambientes futuros. Essa metodologia compõe-se de oito etapas: 1ª - Identificação da questão principal Definição da questão estratégica que motivou a construção dos cenários alternativos. 2ª - Identificação das principais forças do ambiente (fatores-chave) Entende-se por fatores-chave as principais forças existentes no ambiente próximo que estejam estreitamente relacionadas com o ramo de negócio da empresa e com a questão principal. 3ª - Identificação das forças motrizes (macroambiente) As forças motrizes estão ligadas ao macroambiente. São forças menos óbvias de se identificar, mas que podem influenciar ou impactar fortemente a evolução da questão principal e os fatores-chave definidos. 4ª - Classificação dos fatores-chave e forças motrizes, por importância e incerteza Sugere-se selecionar apenas duas ou três variáveis, classificadas como mais incertas e mais importantes para facilitar a identificação da lógica dos cenários. 5ª - Seleção das lógicas dos cenários Essa seleção parte da análise do comportamento das variáveis classificadas como incertezas críticas, que devem ser posicionadas nos eixos ao longo dos quais os cenários serão descritos. Deve-se construir e testar vários eixos (trajetórias) e, somente após a análise dessas diversas possibilidades, decidir com que eixos trabalhar. A meta do processo é terminar apenas com alguns cenários. 6ª - Descrição dos cenários Os cenários devem ser apresentados em forma narrativa, explicando-se detalhadamente. Feitos esses cenários, volta-se à questão principal e verifica-se as implicações de cada cenário descrito. 7ª - Análise das implicações e opções 2.2.2.2. Método descrito por Peter Schwartz ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 57|102 Verificar, em cada cenário, as implicações de cada decisão, as vulnerabilidades da organização e as oportunidades existentes. 8ª - Seleção de indicadores e sinalizadores principais O objetivo da definição desses indicadores é possibilitar um monitoramento contínuo. O acompanhamento dessas variáveis com base nos cenários construídos capacita a organização a perceber mudanças ambientais, facilitando alterações de rumo antes da instalação de um novo cenário, ou mesmo impedindo sua ocorrência. O Método de Cenários de Porter tem como foco a indústria e como objetivo a elaboração de cenários industriais. Segundo Porter (1992), todo ramo industrial é regido por cinco forças: a entrada de novos concorrentes no mercado, as ameaças de produtos substitutos; o poder de negociação dos compradores; o poder de negociação dos fornecedores; e a rivalidade entre os concorrentes. Essas forças constituem a base para a definição das estratégias competitivas da empresa. Abre-se um parêntese para informar que essas estratégias serão analisadas em capítulo próprio. Mas podemos adiantar que as incertezas relacionadas a qualquer uma dessas cinco forças competitivas constituem a base conceitual para a construção de cenários industriais. O método é composto por oito etapas, enfatizando o comportamento da concorrência: 1ª - Propósito do estudo Fixa-se o que se propõe estudar, sua amplitude e ambiente. 2ª - Estudo histórico e da situação atual Em síntese, envolve um estudo histórico e atual da estrutura visando facilitar a identificação de todas as incertezas que podem afetar a organização. 3ª - Identificação das incertezas críticas Porter (1992) sugere uma série de passos, sendo o primeiro a elaboração de uma lista de variáveis que poderão causar considerável impacto sobre a indústria, num futuro próximo, e a identificação do grau de incerteza de cada variável. Essa lista deve sofrer uma depuração, classificando-se as variáveis identificadas em variáveis constantes, predeterminadas e incertas. 4ª - Comportamento futuro das variáveis 2.2.2.3. Método descrito por Michael Porter ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 58|102 Separa-se a lista das variáveis constantes e das predeterminadas, pois essas não determinam cenários. As variáveis constantes são aquelas formadas por aspectos da estrutura que têm pouca probabilidade de sofrer mudanças e as variáveis predeterminadas são aquelas áreas cuja estrutura sofrerá modificações em grande parte previsíveis. Portanto, nessa etapa é que se separam as variáveis incertas das anteriores elencadas, pois só aquelas servirão para a determinação dos cenários, pois são variáveis que constituem aspectos da estrutura futura que dependem de incertezas não solucionáveis, as quais determinam os cenários. A lista final das variáveis incertas é então classificada em variáveis dependentes e independentes, de acordo com a identificação dos fatores causais dos elementos incertos. 5ª - Análise de cenários e consistência Depois de arroladas as suposições a respeito do futuro, cabe uma análise quanto à consistência desses possíveis cenários. Os considerados inconsistentes devem ser postos de lado e apenas os internamente consistentes é que se habilitarão a uma análise mais profunda, que leve em consideração o comportamento de cada variável, checando-a em relação às demais. 6ª - Concorrência Agora, com um número bastante reduzido de cenários internamente consistentes, incorpora-se o movimento da concorrência e suas implicações. Nesse momento, identifica-se quem são os concorrentes e quais os seus comportamentos possíveis em cada cenário. 7ª - Elaboração das histórias de cenários As históriasde cenários devem conter a descrição minuciosa do comportamento das variáveis incertas dependentes e independentes, das mudanças estruturais predeterminadas e dos elementos constantes da estrutura da indústria. São também descritas as interligações dessas variáveis e especificados todos os fatores causais. 8ª - Elaboração das estratégias competitivas Nessa etapa, os dirigentes da organização têm a oportunidade de vislumbrar a empresa nos contextos possíveis e de definir as estratégias que ela deverá executar para criar seu próprio futuro. Esse é, disparado, o método mais questionado em provas. O método Delphi foi aplicado pela primeira vez em 1948, com o objetivo de prever os resultados das 2.2.2.4. Método Delphi ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 59|102 corridas de cavalos. Na década de 1950, a RAND Corporation adotou o nome Delphi para o processo desenvolvido para obter maior confiabilidade no consenso de opiniões de um painel de especialistas, aplicando questionários em diversas rodadas com controle e retroalimentação das respostas dadas pelo grupo. No entanto, foi somente em 1964 que o método Delphi ganhou abrangência mundial. O método surgiu da necessidade de analisar cenários de alta complexidade, a partir da opinião e do consenso entre diferentes especialistas. Assim, são esses especialistas que constituem a própria fonte dos dados, pois são os detentores da capacidade de julgamento, para avaliar o desempenho de um determinado objeto em estudo. O método Delphi é um método simples, um bom instrumento de comunicação e análise subjetiva e um importante método de prospecção. Em suma, o método Delphi é um processo estruturado de comunicação coletiva que preserva o anonimato das respostas. É, ainda, recomendável para horizontes de tempo muito longos, quando não se dispõe de dados quantitativos, ou ainda quando esses não podem ser projetados, em face de expectativa de mudanças estruturais nos fatores determinantes das tendências futuras. Algumas condições básicas na sua aplicação são: questionamento estruturado, interação, feedback controlado e anonimato das respostas. Chegamos ao final da nossa abordagem teórica. Vejamos, após a bibliografia relacionada. ANSOFF, H. I.. Estratégia empresarial. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1977. ANSOFF, H. I.; McDONNELL, E. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1983. 3. Bibliografia ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 60|102 CHIAVENATO, I.. Administração estratégica. São Paulo: Saraiva, 2006. CHIAVENATO, I.. Administração nos novos tempos. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. CHIAVENATO, I.. Administração - Teoria, Processo e Prática. São Paulo: Makron Books, 2000. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 60|102 CHIAVENATO, I.. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor: empreendedorismo e viabilidade de novas empresas: um guia eficiente para iniciar e tocar seu próprio negócio. 2ª ed. rev. e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2007. CHIAVENATO, I.. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. CHIAVENATO, I.. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. CHIAVENATO, I.; SAPIRO, A.. Planejamento Estratégico. Rio de Janeiro: Campus, 2003. FREIRE, A. Estratégia: sucesso em Portugal. Lisboa: Editorial Verbo, 2004. HAMEL, G.; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo futuro. Rio de Janeiro: Campus, 1995. HAMPTON, David R. Administração contemporânea. In: Teoria, prática e casos. São Paulo: Ed. McGraw-Hill do Brasil, 1990. IRELAND, R. D.; HOSKISSON, R. E.. Strategic Management, Competitiveness and Globalization. 5th Edition, Southwestern College Publishing, Cincinnati, 2003. KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P.. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. Rio de Janeiro: Elservier, 1997. MATOS, F. G.; CHIAVENATO, I. Visão e ação estratégica. São Paulo: Makron Books, 1999. MAXIMIANO, Antônio César. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2000. MILES, R. E.; SNOW, C. C. Organizational Strategy, Structure and Process. Stanford Bussiness Book, California, 2003. MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J.. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Tradução: Lene Belon Ribeiro. Porto Alegre: Bookman, 2010. MONTANA, P.; CHARNOV, B.. Administração. São Paulo: Saraiva, 1998. OLIVER, C. Strategic responses to institutional process. Academic of management review. Vol. 16. N. 1. 1991. OLIVEIRA, D. P. R. de. Excelência na administração estratégica: a competitividade para administrar o futuro das empresas. São Paulo: Atlas, 1999. OLIVEIRA, D. de P. R. de. Planejamento Estratégico: Conceitos, Metodologia e Práticas. São Paulo: Atlas, 1995. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 60|102 OLIVEIRA, D. de P. R.. Planejamento Estratégico: Conceitos, Metodologia e Práticas. São Paulo: Atlas, 2001. PORTER, M. E.. Estratégia Competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1986. PORTER, M. E.. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1992. STONER, J. A. F; FREEMAN, R. E.. Administração. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1999. TZU, Sun. A Arte da Guerra. Porto Alegre: L&PM, 2000. VASCONCELLOS FILHO, P. Planejamento estratégico para a retomada do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1985.sempre sendo completado e repetido continuamente. Em cada ciclo, o processo tende a melhorar e aperfeiçoar-se continuamente; • É interativo: isto é, cada função administrativa interage com as demais, influenciando-as e sendo por elas influenciada; • É iterativo: o processo administrativo é uma sequência de passos que, embora não sejam rigidamente seguidos, formam o itinerário sujeito a ajustamentos e correções, avanços e recuos, ao longo de sua implementação; e • É sistêmico: o processo não pode ser analisado em cada uma de suas partes tomadas isoladamente, mas em sua totalidade e globalidade. Para entender cada uma das funções administrativas, é necessário conhecer todas as demais. Nenhuma delas pode ser administrada sem uma estreita vinculação com as outras. Apresentaremos, de início, a nomenclatura mais utilizada: planejamento, organização, direção e controle. O autor diz que as organizações não trabalham na base da improvisação. Quase tudo nelas é planejado antecipadamente. O planejamento figura como a primeira função administrativa, por ser aquela que serve de base para as demais funções. O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais são os objetivos a serem atingidos e como se deve fazer para alcançá-los. Trata- se, pois, de um modelo teórico para a ação futura. Começa com a determinação dos objetivos e detalha os planos necessários para atingi-los da melhor maneira possível. Assim, planejar é definir os objetivos e escolher antecipadamente o melhor curso de ação para alcançá-los. O planejamento define onde se pretende chegar, o que deve ser feito, quando, como e em que seqüência. O planejamento ocorre nos três diferentes níveis hierárquicos dentro da organização: nível estratégico (planejamento estratégico), nível intermediário (planejamento tático) e nível operacional (planejamento operacional). O planejamento estratégico (também chamado de planejamento global) é determinante para o futuro da organização como um todo, já que envolve a 1.1. Planejamento ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 6|102 tomada de decisão sobre os objetivos estratégicos1 e estratégias2 de longo prazo. São responsáveis pelo desenvolvimento e execução do planejamento estratégico os altos executivos. O Planejamento Estratégico é dito global pois orienta todo o sistema organizacional. Para isso, deve ser desdobrado e detalhado em planos táticos, os quais serão detalhados em planos operacionais; logo, é a combinação de todos os planos existentes na organização. São características do planejamento estratégico: ► É projetado no longo prazo, tendo seus efeitos e consequências estendidos a vários anos pela frente. ► Envolve a empresa como uma totalidade, abrange todos os recursos e áreas de atividade, e preocupa-se em atingir os objetivos em nível organizacional. ► É definido pela cúpula da organização (no nível institucional) e corresponde ao plano maior ao qual todos os demais estão subordinados. Ao longo dos tempos, a Administração passou por um processo evolutivo que, de modo geral, pode ser dividido em duas etapas: • 1º período: chamada de Administração top-down (de cima para baixo), desenvolvida até, mais ou menos, 1985; e • 2º período: entendida como Administração Estratégica, realizada a partir dos anos 1990. A Administração Estratégica envolve administradores de todas as partes da organização na formulação e implementação de objetivos estratégicos e de estratégias. Assim, o processo de planejamento estratégico consiste em elaborar objetivos que visem à relação da organização com seu ambiente externo, levando em conta as oportunidades e os desafios internos e externos. Apesar das divergências entre autores, apresentamos uma sequência de passos para o desenvolvimento do planejamento estratégico com maior incidência na atualidades, como segue: • 1º Análise da posição estratégica da organização o missão, negócio e visão; 1 Objetivos estratégicos são os alvos principais ou os resultados finais, que se referem à sobrevivência da organização, ao seu valor e ao seu crescimento. 2 Estratégias representam um padrão de ações e de alocações de recursos delineado para que os objetivos da organização sejam atingidos. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 7|102 o clientes e mercados; o produtos e serviços; o vantagens competitivas; e o desempenho. • 2º Análise da situação externa o oportunidades; e o ameaças. • 3º Análise da situação interna (por meio do estudo das áreas funcionais, do desempenho organizacional e/ou por benchmarking3 o pontos fortes; e o pontos fracos. • 4º Definição do plano estratégico (contendo missão, visão e negócio). O processo de planejamento pretende, também, definir e divulgar aos seus integrantes, os elementos-chave das ações que irão permear todas as atividades da organização: • Missão: define a razão da existência da organização do ponto de vista da sua utilidade para o cliente. Nesse sentido, a pergunta que deve ser feita ao longo do processo de análise é, principalmente: que necessidades o cliente procura satisfazer quando busca nosso produto ou serviço? • Negócio: trata-se de definir as oportunidades que existem em um ramo de negócios ou setor de atuação da empresa. • Visão: o que se deseja para o futuro da organização? • Clientes e mercados: obtenção de dados sobre a participação dos clientes no faturamento da empresa. • Produtos e serviços: dados numéricos sobre a participação nas vendas. • Vantagens competitivas: definir as razões pelas quais um cliente prefere a empresa analisada em detrimento de outras. Por fim, o resultado de um planejamento estratégico resulta no delineamento do plano estratégico, documento que deve conter a definição da missão e dos 3 Trata-se do processo de comparar o desempenho de qualidade de uma organização com os obtidos por outras. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 8|102 objetivos organizacionais, além da seleção das estratégias necessárias para o alcance dos objetivos. Sobre os outros tipos de planejamento (o tático e o operacional), Montana e Charnov (1998) salientam que eles representam as especificações daquilo que foi planejado em nível estratégico. O planejamento tático, neste caso, é a ponte entre o planejamento estratégico e o planejamento operacional do dia-a-dia da organização. O planejamento tático é o planejamento que abrange cada departamento ou unidade da organização. Suas características são: ► É projetado para o médio prazo, geralmente para o exercício anual. ► Envolve cada departamento, abrange seus recursos específicos e preocupa-se em atingir os objetivos departamentais. ► É definido no nível intermediário, em cada departamento da empresa. O planejamento operacional é o planejamento que abrange cada tarefa ou atividade específica. Suas características são: ► É projetado para o curto prazo, para o imediato. ► Envolve cada tarefa ou atividade isoladamente e preocupa-se com o alcance de metas específicas. ► É definido no nível operacional, para cada tarefa ou atividade. A organização é o processo de criar uma estrutura organizacional estável e dinâmica, por meio da qual se define o trabalho que as pessoas devem realizar. Essa estrutura é a chamada estrutura organizacional. Neste contexto, toda organização apresenta uma estrutura, algumas mais complexas, outras menos. O resultado desse processo de criação é a divisão de um todo em partes, considerando-se um conjunto de critérios ou princípios de classificação. Se umhospital planeja construir uma nova ala de atendimento (em nível estratégico), precisa também definir quais os recursos necessários para tanto (plano tático) e quais os detalhes e o cronograma de desenvolvimento da obra (plano operacional). 1.2. Organização ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. ME. Leandro R. Camilo 10|102 Portanto, em termos organizacionais, podemos estabelecer sua estrutura definindo com precisão as responsabilidades - obrigações, funções, papéis, deveres e tarefas que pessoas ou grupos têm -, a autoridade - refere-se ao poder de decisão investido em uma pessoa ou grupo - e a estrutura de comunicação disponível - a interligação das unidades de trabalho, possibilitando uma ação coordenada. A organização considera a divisão do trabalho, focalizando tanto responsabilidades como tarefas. As responsabilidades são relativas à obrigação que o indivíduo tem sobre resultados, pessoas, recursos, atividades e conduta. Já as tarefas, que não se tratam de um sinônimo de responsabilidade, referem-se às atividades operacionais. Ainda, além das responsabilidades e tarefas, a divisão do trabalho deve estar baseada também na definição das unidades de trabalho. Cada uma das partes em que o trabalho é dividido forma uma unidade de trabalho. Assim, as várias unidades de trabalho formam a estrutura organizacional. O nível mais alto do processo de organizar refere-se à divisão do objetivo principal da organização (a sua missão) em funções organizacionais. Essas funções representam conjuntos de tarefas interdependentes que devem contribuir para a realização da missão. As funções são classificadas em dois grandes grupos: • funções de linha: dedicadas diretamente ao cumprimento da missão da organização; e • funções de apoio (staff): cujo objetivo é fornecer sustentação administrativa às primeiras. As funções organizacionais, por sua vez, dão origem aos departamentos. Nesse contexto, a combinação de funções para a criação dos departamentos (departamentalização) é realizada a partir da aplicação de determinados critérios, que pode ser em função da finalidade, do tamanho, da disponibilidade de recursos ou da complexidade da organização, além de outros, como por tipo de cliente, de produto, por região, por áreas, por projeto, por quantidade de produção ou de venda. Na continuidade, temos o cargo, que é a menor unidade de trabalho da estrutura organizacional. Um cargo consiste em um conjunto de tarefas ou responsabilidades específicas atribuídas a uma única pessoa. Por isso, documentos que trazem a descrição dos cargos são tão importantes à organização, já que mostram a relação de responsabilidades ou tarefas inerentes a cada cargo, evitando-se possíveis confusões. De outro modo, as organizações também precisam ter bem definidos os requisitos dos cargos, que são as qualificações exigidas para ocupá-los. Quanto ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 11|102 menor for o número de tarefas que o seu ocupante deve desempenhar (e quanto mais semelhantes forem entre si), mais especializado é o profissional. Além da definição das responsabilidades e tarefas, e das unidades de trabalho que integrarão a organização, é preciso também haver preocupação no que diz respeito ao nível de especialização resultante da divisão do trabalho. É de fácil percepção que, com a divisão do trabalho, cada pessoa ou grupo se torna especializado no desempenho de um conjunto de tarefas. Dessa forma, quanto mais numerosos forem os departamentos, mais especializada é a organização como um todo. Outro aspecto importante da estrutura organizacional é o seu sistema de autoridade. A autoridade se refere ao direito legal que os chefes ou gerentes têm de influenciar o comportamento de seus subordinados e de utilizar os recursos organizacionais. Assim, para definir o seu sistema de autoridade, a organização deve considerar quatro questões principais, que são: 1. tipos de autoridade formal: ▪ de linha: define a relação entre chefes e subordinados, em que o chefe tem o direito de dar ordens e de ser obedecido; ▪ de assessoria: baseia-se no desempenho de funções especializadas. É característica das funções de apoio, como a de um gerente de informática ou de um assessor jurídico; e ▪ funcional: é o poder para determinar o que os outros devem fazer, e não simplesmente aconselhar. Exemplo: atuação de uma gerência de qualidade. 2. hierarquia ou cadeia de comando: estipular quem manda em quem. A quantidade de níveis de tomada de decisão define o número de escalões hierárquicos; 3. amplitude de controle (ou de comando): o número de pessoas subordinadas a um gerente define a sua amplitude de controle; e 4. grau de centralização e descentralização de uma autoridade: uma organização em que a autoridade está concentrada nas mãos de poucas pessoas é uma centralizada, em oposição àquela em que o poder de decisão está distribuído (descentralizada). Por fim, o sistema de comunicação também é um aspecto muito importante para a estrutura organizacional, considerando-se a necessidade de integração entre as diversas tarefas e unidades de trabalho especializadas. Assim, a palavra- chave no processo de organizar é justamente a interdependência, diante do esforço em fazer com que as peças especializadas se encaixem umas com as outras, para que o conjunto possa cumprir a finalidade para o qual foi projetado. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 12|102 Essa ação coordenada (coordenação) é uma das principais metas da Administração, e para cuidar dela, o gestor precisa manter e fazer funcionar o sistema de comunicação da estrutura organizacional. Alguns autores consideram essa fase como o próprio processo de liderança. No entanto, a direção está ligada a vários outros conceitos, tais quais, além da liderança, comunicação, autoridade, delegação, incentivo, motivação, satisfação, participação. As pessoas precisam ser aplicadas nos cargos e funções, coordenadas para atingir um propósito comum, treinadas, lideradas e motivadas. Enquanto as outras funções administrativas – planejamento, organização e controle – são ditas impessoais, a direção utiliza o relacionamento pessoal direto do administrador com seus subordinados para realizar os objetivos da organização. Assim, a direção é a função administrativa que se refere às relações interpessoais dos administradores em todos os níveis da organização e os seus respectivos subordinados. A Direção é aplicada em todos os níveis hierárquicos e também segue o princípio escalar: diretores dirigem gerentes, gerentes dirigem supervisores e supervisores dirigem funcionários. Para Hampton (1990), direção designa o processo pelo qual os gerentes procuram lidar com seus subordinados, liderando-os e comunicando-se com eles. A direção não acontece isoladamente, mas na inteiração. O modo pelo qual os gerentes lideram varia segundo pelo menos duas dimensões importantes. A primeira delas é o ponto até o qual o líder concentra-se nas pessoas que lidera, considerando seu sentimento e a qualidade de suas relações mútuas. Um líder assim é orientado para as pessoas e é descrito de diversas formas: democrático, permissivo, orientado para seus seguidores, participativo, ou bem- educado. A essência do estilo deste líder é a sensibilidade aos subordinados como pessoas. A segunda dimensão é o ponto até o qual o líder se concentra nas tarefas a ser desempenhadas, no progresso que esteja sendo feito e nas maneiras de cumprir o trabalho. Este líder é orientado para as tarefas e também tem diversas formas de caracterização como autocrático, restritivo, orientado para a tarefa, socialmentedistante, diretivo, e estruturalista. A essência do estilo deste líder é uma preocupação excessiva com a tarefa em si própria e não com os trabalhadores como pessoas. 1.3. Direção ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 13|102 Um importante destaque a essa dimensão de dá pelo fato de que a liderança orientada para a tarefa, frequentemente, e não sempre, está associada à produtividade. Algumas espécies particulares da liderança orientada para as tarefas – a autocrática e a restritiva – tendem a estar divorciadas da produtividade. Outros tipos particulares de liderança orientada para a tarefa – comportamento socialmente distante, diretivo e estruturalista – tendem a estar associados com a produtividade. No tocante à relação situação versus estilo, podemos afirmar que quanto melhores as relações do líder com o grupo, quanto mais estruturada a tarefa e quanto maior o poder da posição do líder, mais fácil é a situação de administrar. O fato é que se o gerente concentrar as atividades de liderança nas pessoas, os liderados ficarão satisfeitos, mas serão menos produtivos. Por outro lado, se o gerente concentrar-se na tarefa, os liderados poderão tornar-se mais produtivos, mas ficarão menos satisfeitos. Atualmente, com este raciocínio, o administrador deve analisar as diferentes situações com que se defronta diariamente e, a partir daí, identificar o estilo de liderança mais adequado para lidar com cada uma delas. Diz-se que a função controle está associada a três momentos distintos para quem a executa: • o momento em que se obtêm informações sobre o resultado de uma atividade; • o momento em que se faz a comparação dessas informações com os objetivos propostos para a atividade; e • o momento em que desvios são detectados, e, então, implementam-se correções nas ações. O controle nos remete, portanto, à visão sistêmica da organização. Isto é, o desenvolvimento da função controle prevê a aplicação dos princípios inerentes à escola sistêmica (a ser estudada), especialmente os que se seguem: ▪ todo sistema tem pelo menos um objetivo a cumprir; ▪ o sistema deve obter informações continuamente sobre a situação do objetivo que precisa cumprir e informar sobre a sua própria condição; e ▪ dentro de todo sistema, deve haver um outro sistema, o de controle. Ou seja, o sistema deve proporcionar essa estrutura para que se possa verificar a sua eficácia. Logo, controlar um sistema significa mantê-lo dentro de um padrão de desempenho (comportamento) com base em informações acerca do 1.4. Controle ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 14|102 próprio sistema e de um padrão de desempenho preestabelecido em função dos objetivos organizacionais. O critério de avaliação refere-se, portanto, a um padrão de desempenho definido previamente. Portanto, o processo de controle pretende orientar o desempenho das pessoas para que elas possam manter determinado padrão. No entanto, o formato de um sistema de controle é diferente de organização para organização, de um setor para outro. Maximiano (2000) ressalta que, em geral, as pessoas apresentam comportamentos de resistência diante da atividade de controle, exigindo que a administração garanta o uso de padrões legitimados, promova a participação do indivíduo nas atividades de controle e, inclusive, abra espaço para o autocontrole. Além disso, há de se dar certa flexibilidade para suportar erros. O feedback4 é, assim, considerado de extrema valia, a exemplo da aplicação de sistemas de recompensas e de punições (em situações extremas) como meios para estimular a participação dos controlados no processo. Agora, vejamos um resumo apresentado por Chiavenato (2003) sobre o processo administrativo e suas relações funcionais: PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO DIREÇÃO CONTROLE • Definir missão • Formular objetivos • Definir os planos para alcançá-los • Programar as atividades • Dividir o trabalho • Designar as atividades • Agrupar as atividades em órgãos e cargos • Alocar recursos • Definir autoridade e responsabilidade • Designar as pessoas • Coordenar os esforços • Comunicar • Motivar • Liderar • Orientar • Definir padrões • Monitorar o desempenho • Avaliar o desempenho • Ação corretiva 4 Feedback é um processo de ajuda para mudanças de comportamento; é comunicação a uma pessoa, ou grupo, no sentido de fornecer-lhe informações sobre como sua atuação está afetando outras pessoas. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 15|102 O processo de administração adequadamente executado envolve atividades ou funções como planejar, organizar, dirigir e controlar. Veremos, na sequência, cada uma dessas funções, suas divisões, ferramentas e aspectos componentes. A primeira dessas funções refere-se ao "PLANEJAR". A expressão "planejar" no senso comum é o ato ou efeito de prever, antecipar, ou vislumbrar algo que ainda não aconteceu. Nas organizações, sejam elas provadas ou públicas, não é diferente: o planejamento é algo que circunda os seus diversos níveis. Assim, temos o planejamento estratégico, de elaboração da alta cúpula da organização; o planejamento tático, referente aos níveis intermediários; e o planejamento operacional, que especifica as ações dos setores de execução. Já segundo Ackoff (apud Oliveira, 2004), são princípios específicos do planejamento: • Planejamento participativo, que considera o papel do responsável em facilitar o processo de elaboração pela própria organização; • Planejamento coordenado, que orienta para que todos os aspectos envolvidos devem ser de forma interdependente; • Planejamento integrado, os vários escalões da organização devem ser integrados entre si; • Planejamento permanente (não confundir com planejamento estático), que leva em consideração a turbulência do ambiente. Assim, planejamento é a função administrativa que define objetivos e decide sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente. Na lição de Chiavenato (2006), o planejamento pode ser considerado como um processo constituído de uma série sequencial de seis passos: 1. Definição dos objetivos: O primeiro passo do planejamento é o estabelecimento dos objetivos que se pretende alcançar, ou seja, os objetivos da organização devem orientar todos os principais planos, servindo de base os objetivos departamentais. Os objetivos devem especificar resultados desejados e 2. Processo de Planejamento Peter Ferdinand Drucker, considerado o pai da administração moderna, afirma que o planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes (DRUCKER, P. F.. Administração na próxima sociedade. São Paulo: Nobel, 2002). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 16|102 os pontos finais a que se pretende chegar, para se conhecer quais os passos intermediários para chegar lá. 2. Verificação da situação atual em relação aos objetivos: Simultaneamente à definição dos objetivos deve-se avaliar a situação atual em contraposição aos objetivos desejados, verificar onde se está e o que precisa ser feito. 3. Desenvolver premissas quanto às condições futuras: Premissas constituem os ambientes esperados dos planos em operação. Como a organização opera em ambientes complexos. Trata-se de gerar cenários alternativos para os estados futuros das ações, analisando o que pode ajudar ou prejudicar o progresso em relação aos objetivos. 4. Analisar as alternativas de ação:O quarto passo do planejamento é a busca e análise dos cursos alternativos de ação. Trata-se de relacionar e avaliar as ações que devem ser empreendidas. 5. Escolher um curso de ação entre as várias alternativas: O quinto passo é selecionar o curso de ação adequada para alcançar os objetivos propostos. Trata- se de uma tomada de decisão, em que se escolhe uma alternativa e se abandona as demais. A alternativa escolhida se transforma em um plano para alcance dos objetivos. 6. Implementar o plano e avaliar os resultados: Fazer aquilo que o plano determina e avaliar cuidadosamente os resultados para assegurar o alcance dos objetivos, seguir através do que foi planejado e empreender as ações corretivas à medida que se tornarem necessárias. Importante destacar que planejamento não se confunde com plano. O plano é o documento formal em que o planejamento é descrito; logo, é atividade sequencial ao próprio planejamento. O processo de planejamento é muito mais importante que o plano, que é o seu produto final. Portanto, mencionando mais uma vez o planejamento em seus diversos níveis, temos: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 17|102 Conforme o nível de abrangência, os planos estratégicos, administrativos ou operacionais podem ser: 1. Procedimentos: são os planos relacionados com métodos de trabalho ou de execução. Quase sempre, os procedimentos são planos operacionais. São representados por gráficos denominados fluxogramas; 2. Orçamentos: são os planos relacionados com dinheiro, seja por meio de receita ou de despesa, dentro de um determinado período de tempo. Conforme suas dimensões e efeitos, os orçamentos são considerados planos estratégicos quando envolvem a empresa com uma totalidade e abrangem um período longo de tempo, como é o caso do planejamento financeiro estratégico. São planos táticos quando cobrem uma determinada unidade ou departamento da empresa por médio prazo, como é o caso dos orçamentos departamentais de despesas e que envolvem o exercício anual, dos orçamentos anuais de despesas e que envolvem o exercício anual, dos orçamentos anuais de despesas de propaganda etc. São planos operacionais quando sua dimensão é local e sua temporalidade é de curto prazo, como é o caso do fluxo de caixa, dos orçamentos de reparos ou de manutenção etc; 3. Programas ou programações: são os planos relacionados com o tempo. Os programas geralmente se baseiam na correlação entre duas variáveis: tempo e atividades que devem ser executadas. Os métodos de programação podem variar amplamente, indo desde programas simples (como uma agenda) até programas complexos (como técnicas matemáticas ou processamento de dados utilizando um computador). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 18|102 A programação – seja ela simples ou complexa – constitui uma ferramenta importante no planejamento. O programa mais simples é chamado cronograma: um gráfico de dupla entrada onde as linhas representam as tarefas ou atividades e as colunas definem os períodos de tempo (horas, dias ou meses). Os programas mais complexos são feitos por meio de técnicas complicadas como o PERT (Program Evaluiton Review Technique) ou técnica de avaliação e revisão de programas. 4. Regras ou regulamentos: são os planos relacionados com o comportamento solicitado às pessoas. Especificam como as pessoas devem se comportar em determinadas situações. Visam substituir o processo decisorial individual, restringindo geralmente o grau de liberdade das pessoas em determinadas situações previstas de antemão. Quase sempre são planos operacionais. Quanto aos objetivos e metas organizacionais, é bom que se destaque que os planejamentos podem ser permanentes e de uso único. Planejamento permanente: apesar da máxima de que o planejamento deve ser flexível, isso não impede que haja planejamentos permanentes, contendo os objetivos de caráter definitivo, tais como aqueles associados à missão e à visão da empresa, e ainda, contendo políticas e diretrizes institucionais que orientam a distribuição formal do poder dentro da empresa, procedimentos de rotina que orientam os processos e as atividades que levam a cumprir os objetivos de caráter definitivo. Planejamento temporário: diz respeito a planos que sistematizam programas e projetos. Tais planos extinguem-se quando o programa ou o projeto termina. O ambiente cheio de incertezas em que estão inseridas as organizações faz com que essas busquem se adaptar constantemente. E nesse sentido, uma ferramenta indispensável é o planejamento estratégico, que proporciona flexibilidade na gestão das organizações com técnicas e processos administrativos. Stoner e Freeman (1999) entendem o planejamento estratégico como um processo sistemático de tomada de decisões, que considera a interação dos ambientes interno e externo à organização, e que a organizações são um sistema aberto composto por: 2.1. Planejamento estratégico O planejamento não é estático, mas sim flexível. No entanto, por envolver a organização como um todo, o planejamento estratégico possui uma flexibilidade menor que outros tipos de planejamento. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com Prof. Me. Leandro R. Camilo 19|102 a. fronteiras, que são flexíveis no sistema aberto; b. fluxo, que são os componentes que entram no sistema como insumos, são processados e saem como produtos ou serviços; c. retroalimentação, que é a chave para o controle do sistema. A teoria dos sistemas chama a atenção para a natureza dinâmica e inter-relacionada das organizações e da tarefa de administrar. Planejamento estratégico, um processo sistemático de tomada de decisões? Sim, já que as diversas etapas que compõem o planejamento formam um agregado de decisões em diversas áreas e assuntos. Assim, planejamento nada mais é que um processo no qual são definidos, mediante diversas decisões, os objetivos a serem atingidos por uma organização. Daí, podemos concluir que, sem dúvida, o planejamento não é algo estático; pelo contrário, deve possibilitar ajustes às contingências e novos cenários que se apresentam. Pela oportunidade em que falamos sobre "cenários", o planejamento possui como objetivo principal perceber o futuro que interagirá com o ambiente da organização. Conforme explica Oliveira (2004), existem duas abordagens principais para se planejar: a abordagem projetiva e a abordagem prospectiva. Veremos isso com mais riqueza de detalhes quando estudarmos a análise de cenários. No entanto, já podemos adiantar as características de cada uma dessas abordagens. A abordagem projetiva se caracteriza por: • restringir-se a variáveis quantitativas, objetivas e conhecidas; • explicar o futuro pelo passado; • considerar o futuro único e certo; e • utilizar-se de modelos deterministas e quantitativos. A abordagem prospectiva caracteriza-se por: • visão global; • variações qualitativas, quantificáveis ou não, subjetivas ou não, conhecidas ou não; • ocorrência de futuro múltiplo e incerto; • o futuro atuando como determinante da ação presente; e • uma análise intencional, em que o executivo pode utilizar variáveis de opinião (julgamento, pareceres, probabilidades subjetivas etc.). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 20|102 Perceba que a primeira abordagem (a projetiva) é menos elaborada e envolve menos recursos; infelizmente, ainda é a mais utilizada, por ser de fácil manuseio. O planejamento estratégico é amplo e abrange toda a organização. Suas características mais comuns são: • É projetado no longo prazo, tendo seus efeitos e consequências estendidos avários anos pela frente. • Envolve a empresa como uma totalidade, abrange todos os recursos e áreas de atividade, e preocupa-se em atingir os objetivos em nível organizacional. • É definido pela cúpula da organização (no nível institucional) e corresponde ao plano maior ao qual todos os demais estão subordinados. No entanto, Matos e Chiavenato (1999) lecionam que o planejamento estratégico apresenta cinco características fundamentais: • O planejamento estratégico está relacionado com a adaptação da organização a um ambiente mutável. Ou seja, sujeito à incerteza a respeito dos eventos ambientais. Por se defrontar com a incerteza tem suas decisões baseadas em julgamentos e não em dados concretos. Reflete uma orientação externa que focaliza as respostas adequadas às forças e pressões que estão situadas do lado de fora da organização. • O planejamento estratégico é orientado para o futuro. Seu horizonte de tempo é o longo prazo. Durante o curso do planejamento, a consideração dos problemas atuais é dada em função dos obstáculos e barreiras que eles possam provocar para um almejado lugar no futuro. • O planejamento estratégico é compreensivo. Ele envolve a organização como uma totalidade, abarcando todos os seus recursos, no sentido de obter efeitos sinergísticos de todas as capacidades e potencialidades da organização. A resposta estratégica da organização envolve um comportamento global, compreensivo e sistêmico. A participação das pessoas é fundamental nesse aspecto, pois o planejamento estratégico não deve ficar apenas no papel, mas na cabeça e no coração de todos os envolvidos. São eles que o realizam e o fazem acontecer. • O planejamento estratégico é um processo de construção de consenso. Devido à diversidade dos interesses e necessidades dos parceiros envolvidos, o planejamento deve oferecer um meio de atender a todos na direção futura que melhor convenha para que a organização possa alcançar seus objetivos. Para isso, é preciso aceitação ampla e irrestrita para que o planejamento estratégico possa ser realizado através dessas pessoas em todos os níveis da organização. • O planejamento estratégico é uma forma de aprendizagem organizacional. Por estar orientado para a adaptação da organização ao contexto ambiental, o planejamento constitui uma tentativa constante de aprender a ajustar-se a um ambiente complexo, competitivo e suscetível a mudanças. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 21|102 Assim, correta a afirmação de que o ponto de partida na administração das organizações, independentemente de seus tamanhos e tipos, é o planejamento estratégico. No entanto, o modo como esse planejamento se desenrola é polêmico e bastante controverso entre os autores. Por que polêmico? Simples, porque as provas, em seus enunciados, não apresentam a literatura que a questão tomou por base. Mas é importante nos atermos a alguns pontos. De uma forma geral, podemos traças dois tipos de caminhos que se pode percorrer na elaboração de um planejamento estratégico: Vejamos, agora, o que nos trazem as literaturas mais cobradas em provas. Stoner e Freeman (1999) condensam o planejamento em quatro passos básicos e adaptado a todas as suas atividades e aos níveis organizacionais, segundo a "Possibilidade 1" descrita acima: PASSO 1 ► ESTABELECIMENTO DOS OBJETIVOS: Estabelecer um objetivo ou um conjunto de objetivos (hierarquia de objetivos). O planejamento tem início com a definição sobre o que a organização ou uma subunidade deseja alcançar. A identificação de prioridades e a determinação de seus fins possibilitam uma utilização eficaz dos recursos. Destaca Chiavenato (2004) que uma hierarquia de objetivos é uma série de objetivos interligados, de modo que os objetivos em níveis mais elevados são apoiados e suportados por objetivos de nível mais baixo. Quando definidos ao longo de uma organização, os objetivos hierarquizados criam uma rede integrada de cadeias de meios-fins. Os objetivos de nível mais elevado – os fins – são claramente interligados aos objetivos de nível mais baixo – que são os meios – para o seu alcance. PASSO 2 ► DEFINIÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 22|102 Definir a situação atual, ou seja, analisar até que ponto a organização está afastada de seus objetivos e com que recursos ela pode contar para atingir seus objetivos. Essas informações são fornecidas por intermédio dos canais de comunicação dentro da organização e entre suas subunidades. PASSO 3 ► DETERMINAÇÃO DAS FACILIDADES E DAS BARREIRAS: Identificar que fatores internos e externos podem ajudar ou criar problemas para a organização no alcance dos seus objetivos. PASSO 4 ► PREPARO DE UM CONJUNTO DE MEDIDAS: Elaborar um plano ou um conjunto de ações para atingir os objetivos. Envolve a determinação de diversas alternativas e a escolha da mais apropriada para se atingir os objetivos propostos. PASSO 5 ► DEFINIÇÃO DE METAS: Este último passo não é necessário se o planejador, após o exame da situação atual, previr que o plano que já está sendo executado conduzirá a organização ou a subunidade à consecução de seu objetivo. Todavia, faz-se o planejamento se as condições atuais não estejam atingindo os objetivos e satisfazendo as expectativas, sendo necessário elaborar outro plano. Outra metodologia de planejamento estratégico segundo a "Possibilidade 1" é proposta por Vasconcellos Filho (1984), que atribui ao planejamento uma maior nível de detalhamento. O autor destaca que a experiência brasileira tem mostrado que a adequação dessa metodologia às características da organização é um dos fatores que condicionam os resultados do processo. É composta por dez etapas, assim descritas: ETAPA 1 ► DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO: Refere-se aos limites físicos e psicológicos na sua atuação, no sentido de influenciar e ser influenciada pelo ambiente. Três perguntas são fundamentais para a definição do Negócio da organização: Qual é o negócio? Qual será o negócio (se nenhum esforço de mudança for feito)? Qual deveria ser o negócio? As respostas vão depender de respostas a outras perguntas: Quem é seu cliente? Quem será o seu cliente? Quem deveria ser o seu cliente? Que abrangência precisa ter o seu negócio? Onde está seu cliente? Onde estará seu cliente? O que compra seu cliente? O que comprará seu cliente? ETAPA 2 ► DEFINIÇÃO DA MISSÃO: É a expressão da razão da sua existência. São diversas as maneiras para se definir a Missão, porém existem alguns pontos comuns que devem ser sempre considerados: segmentos-alvo, tecnologia, escopo-geográfico, benefícios demandados X benefícios oferecidos e crenças e valores dos dirigentes. É necessário que a Missão tenha certa flexibilidade, a fim de acompanhar as ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 23|102 mudanças ambientais. Periodicamente, é preciso repensar a Missão da Organização. ETAPA 3 ► ANÁLISE DO AMBIENTE: É um processo de constante investigação das forças internas e externas, tanto positivas como negativas, que influenciam a organização. O autor diz que diversas maneiras podem ser utilizadas para analisar o ambiente de uma organização, contudo sugere que esta etapa tenha como objetivo a identificação de ameaças, oportunidades, pontos fortes e fracos. O planejamento estratégico possui essa característica: integrar os ambientes externos e internos numa visão compartilhada. Observe: ETAPA 4 ► ELABORAÇÃO DO PLANO CONTINGENCIAL: É o plano reserva, menos elaborado do que o titular, mas apto a ser usado, caso ocorram mudanças radicais no ambiente. A análise ambiental, por meio do instrumento "Cenários", oferece à organização uma revisão de situações futuras e as respectivas probabilidadesde ocorrência de mudanças e confirmação de tendências. Após ter estimado a probabilidade de ocorrência de cada cenário, a organização continua com seu processo de planejamento, realizando as próximas etapas, considerando aquele que apresente a maior probabilidade de ocorrência. Se essa probabilidade não for superior a 85% ou 90%, é necessário elaborar um plano contingencial para fazer frente ao cenário que está com a segunda maior probabilidade de ocorrência. ETAPA 5 ► DEFINIÇÃO DA FILOSOFIA DE ATUAÇÃO: A Filosofia representa as crenças básicas que as pessoas da organização devem ter e pelas quais devem ser dirigidas. Tais crenças traduzem os princípios que orientam sua atuação em termos de decisões e comportamentos. ETAPA 6 ► DEFINIÇÃO DAS POLÍTICAS: Ansoff e McDonnell (1983) conceituam Política como uma resposta específica para situações repetitivas. São necessárias políticas de caráter geral e específico. Geral, ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 24|102 para direcionar o comportamento da organização na sua totalidade; e específico, no sentido de orientar a atuação de cada uma das áreas funcionais. ETAPA 7 ► DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS E METAS: Objetivos são os resultados esperados da Organização. Consistem em alvos perseguidos por intermédio da canalização de esforços e recursos; são padrões (qualitativos) de desempenho presente e futuro que possam ser medidos e que a organização deseja alcançar. Quando esses padrões são quantitativos, chamam- se Metas. ETAPA 8 ► FORMULAÇÃO DE ESTRATÉGIAS: As estratégias indicarão como cada área funcional da organização participará do esforço total para atingir os objetivos, respeitando o que foi definido nas etapas anteriores. ETAPA 9 ► CHECAGEM DA CONSISTÊNCIA DO PLANO: Antes de implantar o que foi planejado, deve-se checar os seguintes aspectos de um plano estratégico: consistência interna (recursos da organização, escala de valores dos dirigentes, gerentes e funcionários, e cultura organizacional); consistência externa (recursos externos, legislação, concorrentes, distribuidores, planos de governo, conjuntura econômica e política); riscos envolvidos (econômicos, sociais e políticos); e horizonte de tempo (impactos esperados, recebidos e exercidos, a curto, médio e longo prazos). ETAPA 10 ► IMPLEMENTAÇÃO: É preciso que este processo se complete com a implantação do que foi planejado. Podemos perceber, também, que o Ciclo PDCA (a ser detalhado em momento oportuno) é plenamente aplicado, em todas as suas etapas, na elaboração do planejamento estratégico. Essa afirmação deve ser tomada sempre como verdadeira, tanto no planejamento, como nas outras funções administrativa (organização, direção e controle). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 25|102 Outro autor bastante preferido pelas bancas é Oliveira (2004), que apresenta quatro fases básicas para a elaboração e implementação do planejamento estratégico: diagnóstico estratégico, missão da organização, instrumentos prescritivos e quantitativos, e controle e avaliação. O autor opta pela "Possibilidade 2". Vamos analisar cada uma dessas fases. FASE 1 ► DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO: No diagnóstico, determina-se "como se está" ou "onde se está". Esta fase é realizada por pessoas representativas das mesmas informações, que procedem a uma análise interna e externa. Na análise interna, procura-se verificar os pontos fortes, fracos e neutros da organização. Por pontos fortes, entendem-se as variáveis internas e controláveis que proporcionam uma condição favorável para a organização, em relação ao seu ambiente. Pontos fracos são as variáveis externas e incontroláveis que provocam uma situação desfavorável para a empresa, em relação ao seu ambiente. Finalmente, pontos neutros consistem em variáveis identificadas pela organização, mas que, no momento, não existem critérios de avaliação para a sua classificação como ponto forte ou fraco. Para o estabelecimento dos pontos fortes, fracos e neutros da organização, em princípio, deve-se analisar uma série de aspectos, entre os quais: • Quanto às funções: consideram-se as grandes funções de uma organização, como a Função Marketing, a Função Finanças, a Função Produção e a Função Recursos Humanos. Dentro de cada função, consideram-se os principais aspectos. • Quanto aos aspectos da organização: pode-se analisar a estrutura organizacional, políticas, sistemas de informações gerenciais, normas e procedimentos operacionais, sistemas de planejamento, capacitação e habilidade dos empregados, domínio do mercado consumidor, dentre outros. • Quanto à abrangência do processo: pode-se examinar a organização na sua totalidade, ou seja, as áreas funcionais, os grupos de indivíduos e os indivíduos. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 26|102 • Quanto ao nível de controle do sistema pelo administrador: se o mesmo controla a eficiência, a eficácia e a efetividade organizacional. • Quanto aos critérios utilizados para a análise dos pontos fortes, fracos e neutros: pode-se considerar, entre outros, a base histórica da organização, opiniões pessoais e de consultores, análise em literatura e análise orçamentária. • Quanto às técnicas para coleta das informações: pode-se utilizar observação direta, como questionários, experiência prática, documentação do sistema, reuniões, funcionários, livros, revistas, consultores indicadores econômicos. Na análise externa, procura-se verificar as ameaças e oportunidades que estão no ambiente da organização e as melhores maneiras de evitar ou usufruir dessas situações. Por ameaças, entendem-se as variáveis externas e não controláveis pela organização, que podem criar condições desfavoráveis para a mesma. Oportunidades são as variáveis externas e não controláveis pela organização que podem criar condição e/ou interesse de usufruí-las. O aspecto mais importante do diagnóstico estratégico é que o resumo das sugestões deve ser tratado de tal forma que prevaleçam as idéias da organização e não as individuais, inclusive com suas contradições que, por meio de um debate dirigido, proporciona a concordância geral. FASE 2 ► MISSÃO DA ORGANIZAÇÃO: Como segunda fase, deve-se estabelecer a missão ou razão de ser da organização, isto é, a determinação de “onde a empresa quer ir ou atuar”. A missão deve ser definida de modo a satisfazer alguma necessidade do ambiente externo e os propósitos da organização. Portanto, a organização necessita armazenar todos os dados e as informações relacionadas aos seus propósitos atuais e futuros. Outro aspecto a ser considerado é a postura estratégica da organização, em outras palavras, como ela se posiciona diante de seu ambiente. A postura estratégica propicia um diagnóstico da organização pelo confronto de seus pontos fortes e fracos, que a qualifica quanto a sua capacidade de aproveitar as oportunidades e enfrentar as ameaças. Desse modo, a organização poderá adotar uma postura estratégica de sobrevivência, manutenção, crescimento ou desenvolvimento (estudaremos esse assunto mais à frente). Nesta fase é que se deve estabelecer as macroestratégias (grandes ações ou caminhos que a organização vai adotar para melhor interagir, usufruir e gerar vantagens no ambiente) e as micropolíticas (grandes orientações que a organização deve respeitar e que irão facilitar e agilizar as suas ações estratégicas). FASE 3 ► INSTRUMENTOS PRESCRITIVOS E QUANTITATIVOS: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 27|102 Os instrumentos prescritivos do processo de planejamento estratégico explicitam o que deve ser feito pela organização para que se direcione ao alcance dos propósitos estabelecidos dentro da missão, de acordocom sua postura estratégica, respeitando as macropolíticas e as ações estabelecidas pelas macroestratégias. Os instrumentos básicos são: • Objetivo geral: é o alvo ou situação que se pretende atingir, determinando para onde a organização deve dirigir seus esforços. • Objetivo funcional: é o objetivo intermediário, que diz respeito às áreas funcionais. • Desafio: é uma quantificação, com prazos definidos, do objetivo funcional estabelecido. • Meta: corresponde às etapas quantificadas e com prazos para alcançar os desafios. • Estratégia: é o caminho mais adequado a ser executado para atingir o objetivo e o desafio. É importante traçar estratégias alternativas para o caso de ser necessária uma mudança de caminho. Geralmente, as estratégias são estabelecidas por área funcional. • Política: são orientações para decisões repetitivas. Geralmente são estabelecidas por área funcional. • Plano de ação: é a formulação do produto final da utilização de determinada metodologia. • Projeto: é o trabalho a ser executado. Consideram-se pontos como a responsabilidade de execução; resultado esperado com quantificação de benefícios; prazos de execução preestabelecidos; recursos humanos, financeiros, materiais e equipamento; e áreas necessárias envolvidas no seu desenvolvimento. Este é o momento mais adequado para a definição da estrutura organizacional, pois os esforços estarão direcionados para os objetivos estabelecidos. Quanto aos instrumentos quantitativos, estes consistem nas projeções econômico-financeiras do planejamento orçamentário, associadas à estrutura organizacional, que serão necessárias para o desenvolvimento dos planos de ação, dos projetos e das atividades previstas. Nesta etapa, deve-se verificar quais são os recursos necessários e as expectativas de retorno para atingir os objetivos, os desafios e as metas. FASE 4 ► CONTROLE E AVALIAÇÃO: Nesta fase, observa-se "como a organização está indo", ou seja, conforme a situação desejada. Quanto ao controle, ele pode ser definido como a ação necessária para assegurar o cumprimento dos objetivos, desafios, metas e projetos estabelecidos. Essa função, geralmente, envolve processos de: • Avaliação do desempenho; ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 28|102 • Comparação do desempenho observado com os objetivos, desafios, metas e projetos estabelecidos; • Análise dos desvios dos mesmos; • Ação corretiva provocada pelas análises efetuadas; • Acompanhamento para avaliar a ação conetiva; e • Adição de informações para desenvolver os futuros ciclos de atividades administrativas. Nesta fase, deve-se considerar, entre outros, os critérios e parâmetros de avaliação, dentro de uma situação adequada de custo-benefício Iniciamos nossos estudos com essa citação para situar o conceito de estratégia no tempo. O livro "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, foi escrito na China há mais de 2 mil anos, sendo umas das primeiras tentativas de que se tem notícia de formular a base do planejamento. Diz Freire (2004) que a palavra estratégia deriva do termo grego "strategos", que combina stratos (exército) com –ag (liderar). Assim, strategos significa literalmente a função do general do exército. Portanto, é consenso entre os autores de que o conceito de estratégia provém de princípios militares. Discorre Chiavenato (2007) que a formulação da estratégia organizacional ocorre por meio de várias e diferentes etapas e análises; a esse contexto geral é o que se denomina Gestão Estratégica ou Administração Estratégica. A Administração Estratégica é um todo maior que envolve: • a definição da missão, visão, valores e objetivos globais: são os ingredientes iniciais da gestão estratégica e que lhe dão base para guiar o negócio; 2.1.1. Estratégia 2.1.1.1. Aspectos conceituais Antes de te engajares num combate definitivo, é preciso que o tenhas previsto, e te preparado com muita antecipação. Nunca contes com o acaso (TZU, S.. A Arte da Guerra. Porto Alegre: L&PM, 2000). ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 29|102 • os fatores internos da empresa: é a análise interna da empresa, que detecta suas forças e potencialidades — a fim de utilizá-las e aplicá-las —, bem como suas fraquezas e fragilidades — para corrigi-las ou melhorá-las; • os fatores externos do mercado: é a chamada análise ambiental, que focaliza as oportunidades e as ameaças do ambiente; pode ser feita por meio de uma pesquisa do mercado para identificar os fatores externos sobre os quais a empresa não tem controle; • a compatibilização adequada: de um lado, a visão interna da empresa e, de outro lado, a visão externa do ambiente fornecem uma ideia de como adequar e ajustar a empresa às oportunidades que aparecem no mercado, bem como escapar ou isolar-se das ameaças ambientais. A matriz SWOT — do inglês strenghness/weakness e opportunities/threats — fornece uma ideia sobre as forças e as fraquezas empresariais, as oportunidades e as ameaças ambientais; • a formulação da estratégia: em virtude de forças e fraquezas da empresa e de oportunidades e ameaças do ambiente externo, procura-se o melhor caminho para alcançar os objetivos globais para aproveitar ao máximo as forças internas e as oportunidades externas e neutralizar as fraquezas internas e as ameaças externas. Trata-se de buscar uma rota entre as vantagens e as restrições, tanto internas como externas; • a implementação da estratégia: definida a estratégia empresarial, o passo seguinte é a sua implementação, ou seja, inicia-se processo de ação pelas pessoas que tocam o empreendimento. Implementar uma estratégia é tão importante e fundamental quanto formulá-la. A maior parte dos desafios estratégicos decorre da sua implementação. Implementar significa explicar a todos os parceiros como tudo vai funcionar, comunicar a missão, a visão, os valores, os objetivos globais e quais os caminhos escolhidos para alcançá-los; • a avaliação da estratégia: consiste em acompanhar os resultados da estratégia empresarial e promover os ajustes e as correções necessários para adequá-la às mudanças que acontecem no meio do caminho. Todo planejamento é feito antes de os eventos ocorrerem e nada é mais natural do que adequá-lo e ajustá-lo continuamente às mudanças que acontecem interna e externamente durante sua consecução. A Administração Estratégica de uma organização ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 30|102 Ao analisarmos o assunto, podemos perceber que a estratégia nas organizações percorre fases ou etapas que sinalizam ou não para o sucesso das organizações. Essas fases são descritas pelos autores de forma bastante heterogênea. Vejamos um exemplo disso. De acordo com Chiavenato (2008), o modelo prescritivo de planejamento estratégico dos neoclássicos segue cinco estágios, a saber: a. Formulação dos objetivos organizacionais. b. Análise externa do ambiente ou auditoria externa. c. Análise interna da empresa ou auditoria interna. d. Formulação das alternativas estratégicas e escolha estratégia a ser utilizadada e. Desenvolvimento de planos táticos e operacionalização da estratégia. Vejamos como o autor enumera cada um desse estágios: a. Estágio da formulação de objetivos organizacionais A organização escolhe os objetivos globais que pretende alcançar no longo prazo e define a ordem de importância e prioridade em uma hierarquia de objetivos. Este primeiro estágio serve para identificar as alternativas estratégicas relevantes, ou seja, em qual direção estratégica a organização, como um todo, deve se dirigir. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 31|102 b. Estágio da auditoria externaUma vez definidos os objetivos, segue-se a auditoria externa para analisar o ambiente externo da organização: mapear as condições externas da organização no sentido de fazer um conjunto de previsões sobre o futuro dessas condições. O lema dos autores neoclássicos é prever e preparar. Esse segundo estágio trata da análise do ambiente externo: as condições externas que impõem desafios e oportunidades à organização. A análise externa envolve: • Mercados abrangidos pela empresa, características atuais e tendências futuras, oportunidades e perspectivas. • Concorrência ou competição, isto é, empresas que atuam no mercado, disputando os mesmos clientes, consumidores ou recursos. • Fatores externos, como a conjuntura econômica, tendências políticas, sociais, culturais, legais etc., que afetam a sociedade, a empresa e demais empresas. c. Estágio da auditoria interna Faz-se uma análise organizacional das condições internas para permitir uma avaliação dos pontos fortes e pontos fracos que a organização possui. Os pontos fortes constituem as forças propulsoras da organização que facilitam o alcance dos objetivos organizacionais, enquanto os pontos fracos constituem as limitações e restrições que dificultam ou impedem seu alcance. A análise interna envolve: • Análise dos recursos (recursos financeiros, máquinas, equipamentos, matérias- primas, recursos humanos, tecnologia etc.) de que a empresa dispõe para as suas operações atuais e futuras. • Análise da estrutura organizacional da empresa, seus aspectos positivos e negativos, divisão de trabalho entre departamentos e unidades e como os objetivos organizacionais foram distribuídos em objetivos departamentais. • Avaliação do desempenho da empresa, em termos de lucratividade, produção, produtividade, inovação, crescimento e desenvolvimento dos negócios. d. Estágio da formulação da estratégia Nesta fase, formulam-se as alternativas que a organização pode adotar para alcançar os objetivos organizacionais pretendidos, tendo em vista as condições internas e externas. As alternativas estratégicas constituem os cursos de ação futura que a organização pode adotar para atingir seus objetivos globais. ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 32|102 Nesta perspectiva, o planejamento estratégico refere-se: • ao produto (bens que a organização, produz ou serviços que presta) ou • ao mercado (onde a organização coloca seus produtos ou bens ou onde presta seus serviços). e. Estágio de desenvolvimento de planos táticos e operacionalização da estratégia É a parte mais detalhada no processo de planejamento. A operacionalização da estratégia provoca um conjunto de hierarquias, em diferentes níveis e com diferentes perspectivas de tempo. No topo estão os planos estratégicos e abrangentes no longo prazo (em geral de cinco anos), seguidos pelos planos táticos de médio prazo, os quais dão origem aos planos operacionais a curto prazo. No entanto, considerando o que as provas têm exigido, vamos resumir essas etapas em formulação, implementação e sustentação. As duas primeiras envolvem conhecer as características das escolas de pensamento estratégico, que serão vistas na sequência. Sobre a etapa de sustentação da estratégia, essa requer a análise e o controle (monitoramento) das ações organizacionais, visando manter o que foi proposto por ocasião da formulação e implementação ou ajustando a realidade às contingências ambientais. Tudo isso porque as organizações sofrem pressões internas e externas para sustentar a implementação de estratégias definidas. Outra sequência que pode ser montada é a de: planejamento (formulação), implementação, acompanhamento (avaliação) e sustentação. Pois bem. Formulando-se a estratégia, precisamos implementá-la. A implementação requer planejamento, e por isso, a materialização desse planejamento precisa ser disposta. Como isso ocorre? Por meio do plano de ação. Como já destacado, o plano é o instrumento formalizado do planejamento estratégico. Vamos relembrar que, de um modo geral, para o desenvolvimento do planejamento estratégico nas organizações, podemos ter duas possibilidades: 1ª) parte-se de onde se quer chegar e depois se estabelece como a organização se encontra para atingir a situação desejada; 2ª) tem-se a informação como a organização está e, posteriormente, fixa- se onde se quer chegar. Ou seja: ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 33|102 Perceba que, de qualquer forma, o diagnóstico é quem norteará a elaboração formal do planejamento - o plano. Assim, um plano de ações é um documento que contém, dentre outros: - o diagnóstico da situação; - metas e objetivos a serem alcançados; - meios, recursos e instrumentos disponíveis - prioridades; - distribuição de autoridade e responsabilidade; - forma de implantação; - cronograma; - marcos de acompanhamento; - sistemas de avaliação e controle; e - outros fatores julgados necessários. Outro ponto fundamental no assunto é conhecer o conceito de atitude estratégica. Em suma, é dizer que um plano não é autoexecutável; assim, é necessário uma postura ativa da organização para que esse plano seja colocado em prática. As estratégias implementadas são aquelas decorrentes do encontro das estratégias formuladas com as que emergem no decorrer do processo de implementação. A atitude estratégica é o compromisso que assegura a utilização da melhor maneira possível dos dois resultados anteriores do processo de planejamento estratégico: o raciocínio lógico e o plano ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Me. Leandro R. Camilo leandrorenne@hotmail.com 34|102 estratégico. O plano, por si, nada faz. Ele é o elemento normativo e aglutinador que resulta da primeira fase do processo. É a combinação do plano com o raciocínio que resulta na atitude estratégica: um padrão que assegura a disposição da organização de se sair bem-sucedida nessa empreitada (CHIAVENATO; SAPIRO, 2003). A junção de tudo o que foi comentado até aqui é o que chamamos de gestão estratégica. A Gestão estratégica compreende o modo de gerir uma organização com foco em resultados tangíveis, muito bem estruturados e predeterminados. Na prática, é planejar estrategicamente os passos da organização, definindo metas e objetivos, antevendo de certa forma o futuro, de modo a se prevenir e poder aplicar o quanto antes as ações corretivas necessárias. Os grifos são para nos remeter, novamente, às funções administrativas inseridas no conceito: Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar. Oliveira (1991) diz que a gestão estratégica compreende: Planejamento Estratégico, Organização Estratégica, Direção Estratégica, Controle Estratégico e Desenvolvimento Estratégico. Essa gestão estratégica envolve toda o conjunto da organização; assim, é ramificada aos diversos níveis organizacionais. Utilizamos o termo "ramificação" para que se compreenda que, de nada adianta as estratégias serem formuladas nos mais altos níveis da organização, mas não serem de conhecimento e utilizadas pelos menores escalões. É dizer, a implementação da estratégia depende da implementação dos planos estratégicos nos níveis médio e operacionais. É nesse contexto que se insere o termo alinhamento estratégico. O alinhamento estratégico é a vinculação das diversas unidades e departamentos à estratégia da organização, assegurando que o trabalho, ações, decisões e o comportamento de todos os indivíduos, de todos os níveis, estejam diretamente ligados para apoiar a estratégia organizacional. O alinhamento estratégico permite a sincronização dos esforços das diferentes unidades de negócio, processos e departamentos funcionais, à visão e estratégia da organização; o acompanhamento dos