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A postila AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS INT RODUÇÃO contra a febre amarela. As endemias Saúde da Família (PSF), que é uma sempre estiveram presentes reduzir os surtos endêmicos, como febre amarela, malária, nas população, favoreceram a proliferação e ocorrência de endemias. estratégia do governoquevisaà através da Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, que foi alterada em 14 de agosto de 2018 pela Lei Federal nº 13.708. leishmaniose e doença de Chagas, entre outras. As medidas de controle iniciaram já no período colonial. A primeira campanha sanitária ocorreu no Recife em 1961, proliferam naquele local devido causa específica e se espalha para outras localidades, apenas quando há grande proliferação de vetores. responsáveis por realizar vistorias nas casas das pessoas, a fim de reduzir doenças e seus riscos à saúde. c oletivi dade s. Impactando nos contextos sociais, econômicos e ambientais. Com as modificações urbanas, a saída do campo para a cidade e o aumento da Endemias são doenças infecciosas desenvolvidas em determinado espaço, ou seja, em local ou região específica. Sendo que as doenças se A saúde pública no Brasil é marcada pela intensa tentativa de O Agente de Combate às Endemias faz parte do Programa de A profissão de Agende de Combate às Endemias foi regulamentada Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) sempre estiveram presentes nessas campanhas de controle, hoje em dia eles são os profissionais 4 nível terciário, são os atendimentos de alta complexidade. reorganização dos serviços e reorientação de novas bases, buscando a promoção da saúde, ao invés de focar na doença. O PSF é um programa prioritário que reorganiza a Atenção Básica no Brasil, através da Portaria Nº 648, de março de 2006. vinculados. Afinal o que é a Atenção Básica? É um conjunto de ações de saúde que contemplam o individuo e a coletividade abrangendo a promoção e a proteção, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. Faz parte da atenção primária da Saúde. do acesso universal e sustenta os serviços de saúde de qualidade, reafirmando os princípios básicos do SUS: universalidade, descentralização, integridade e participação comunitária, mantendo os usuários registrados e de atenção à saúde em: primário, secundário e terciário. O nível primário é voltado para a redução dos riscos da doença e proteção a saúde. Já o nível secundário, é o atendimento especializado e mais específico da doença. No Esta Portaria tem como um de seus fundamentos a confirmação O Brasil através do Sistema Único de Saúde (SUS) divide os níveis IN TRO DUÇÃO 5 O QUE É O SUS? Abaixo será detalhado cada um dos princípios: O SUS promove campanhas de prevenção a doenças, realização de consultas, exames e intervenções, além de prevenção de vigilância sanitária, promovendo fiscalização de alimentos e medicamentos. Em 1988, através da Constituição da Republica Federativa do Brasil, foi instituído o Sistema Único de saúde (SUS), que garantiu a todo brasileiro acesso integral, universal e gratuito à saúde no país. Os princípios são a essência do programa ofertado pelo SUS. Princípios e diretrizes do SUS Integralidade nos serviços e ações de saúde – buscando garantir um cuidado pessoal, além da prática terapêutica, considerando o indivíduo em todos os níveis de atenção e a inserção em seu contexto social, familiar e cultural. Universalidade todo e qualquer cidadão brasileiro, sem nenhum tipo de descriminação tem direito ao acesso a saúde. Equidade SUS e merecem ser atendidas de acordo com suas necessidades i ndi viduais. Participação Popular e Controle Social busca atender às necessidades dos cidadãos individuais, grupos, organizações ou associações. todas as pessoas são iguais perante o 6 O Q UE É O SUS? MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE As diretrizes são regras gerais que determinam como o SUS deve se comportar como política pública, segue as diretrizes: É uma forma de aliar técnicas e tecnologias para solucionar problemas de saúde, atendendo às necessidades individuais e coletivas. Assim é possível organizar os métodos de trabalho (conhecimentos e ferramentas) utilizados nas práticas ou processos de trabalho em saúde. Municípios. Descentralização é a transferência de responsabilidade entre as esferas do governo. Distribuindo competências a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Regionalização e hierarquização organização dos serviços deve ser distribuída em níveis de complexidade tecnológica, disposto em área geográfica específica com delimitação da população atendida. Participação da comunidade inserção da população brasileira na formulação de políticas públicas e defesa ao direito de acesso a saúde. 7 O Q UE É O SUS? A Política Nacional de Atenção Básica práticas de cuidado integrado e gestão qualificada. Aatenção à saúde é dividida em 3 modelos: Atenção (P NA B ), identifica a Atenção Básica como sendo um conjunto de ações individuais e coletivas que buscam promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, através de primária, secundária e terciária. 8 Atenção primária é o primeiro nível de cuidado em saúde, que se caracterizam por um conjunto de medidas de saúde tomadas a nível individual e coletivo, inclui promoção e proteção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção da saúde. É a é o nível de maior especialização na área da saúde. Um serviço altamente especializado para pacientes que podem estar hospitalizados e necessitar de procedimentos e exames mais invasivos. Nesse estágio, o paciente tem uma doença grave e risco de vida. Atenção secundária é o nível intermediário que consiste em serviços profissionais em nível ambulatorial e hospitalar, considerado também como procedimento de média complexidade. porta de entrada para o SUS. Atenção terciária O Q UE É O SUS? • • • Esse programa é desenvolvido por possibilitando ações de promoção à saúde, localidade, p reve nção, mais frequentes. Também contempla ações que minimizam as endemias. Saúde da família é um programa da atenção primária em saúde, é uma estratégia importantíssima para a organização e fortalecimento da atenção básica. auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de combate às endemias, cirurgião-dentista e auxiliar de consultório dentário. os problemas de saúde. Tem como estratégia de trabalho: conhecer a real situação da família ouvindo o relato pessoal; cadastrar e diagnosticar suas características sociais, demográficas e epidemiológicas; determinar os principais problemas de saúde e condições de risco da população atendida; e Durante as ações é estabelecido vínculos entre profissionais, usuários e comunidade, compartilhando responsabilidades, para assim resolver A atenção básica é formada por uma equipe multidisciplinar. Composta por: • • médico, enfermeiro, recup eraç ão, r eabili taçã o de doe nças e agravos 9 Saúde Da Família O Q UE É O SUS? saúde, em formação. fornecer atendimento integral, providenciando encaminhamentos para outros níveis de atenção, quando necessário. Através da comunicação é possível disseminar as informações de e negociações. Ela articula os campos sociais, mas ainda é um campo que está dividir experiências, elaborar estratégias, formar alianças pessoal. Em saúde ela é muito importante, porque somente através dela é possível atingir o objetivo da área, que é o cuidado. Ela influencia nas decisões individuais que melhoram a saúde. A comunicação é à base de qualquer tipo de relacionamento 10 COMUNICAÇÃO EM SAÚDE CO M UN ICAÇÃO EM SAÚDE verbal (postura e gestos). Acomunicação enfrenta diversas barreiras tanto para os trabalhadores da saúde, como para os usuários do programa. Essas dificuldades são decorrentes das linguagens e conhecimentos, que nem sempre são compartilhados de formaadequada entre locutor e receptor. Muitas vezes os usuários dos programas de saúde possuem limitações físicas que impossibilitam a comunicação, como deficiência auditiva e visual. O déficit cognitivo, também se apresenta como uma barreira na compreensão das informações passadas. Os trabalhadores da saúde precisam ter uma comunicação regada a empatia, considerando tanto a comunicação verbal (falas), como a não 11 Tipos de comunicação são os jornais, revistas, livros, rádio, televisão, cinema e Internet. Comunicação não verbal: é a comunicação que não é feita através da fala nem da escrita. Acontece por meio de gestos, sons, sinais e expressões corporais. Comunicação interpessoal: é a troca de informações entre duas ou mais pessoas. A troca dessas informações é baseada na cultura pessoal, formação educacional, vivências e emoções. Comunicação em massa:é a disseminação das informações através das mídias, que O AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS de educação sanitária. esse intenso trabalho, são profissionais que trabalham nos diversos contextos sociais e zonas urbanas e rurais. (Bezerra 2017). O principal objetivo a ser desempenhado por um ACE é o controle de vetores e erradicação das doenças transmitidas por eles, através do uso de inseticidas e sensibilização da população, por meio de promoção equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1944 já haviam fotos comprovando a atuação dos ACE, porém na época eram chamados de Guardas Sanitários. A CBO classifica os Agentes de Combate às Endemias, com código 5151-40, com as seguintes denominações, também, Agentes de Controle de Vetores, Agentes de Controle de Dengue e Guardas de Endemias. O Agente de Combate às Endemias (ACE) é um personagem de extrema importância na implementação do SUS, pois ele fortalece a integração do usuário em serviços de saúde da Atenção Primária. Os ACE trabalham no controle de endemias juntamente com as O Brasil conta com um número expressivo de ACE que procuram promover ações de vigilância em saúde, e não é de hoje 13 O AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS • Execução de t ratam en to f ocal complementa o controle mecânico; e perifocal. segurança desses profissionais instituídas através de portarias, transmitidas por eles. Então surge a necessidade de um controle rígido no uso de Equipamentos de Segurança. O Agente precisa sempre levar em consideração os riscos que a profissão oferece, pois ao fazer o controle dos vetores, esses profissionais acabam se expondo, as doenças como medida suspeitos das doenças e agravos à saúde e reportar à vigilância em saúde para que seja articulada ações necessárias junto à equipe de Atenção Básica da secretaria de saúde; que A responsabilidade em relação a segurança desses profissionais é do órgão empregador, prevendo principalmente suas funções que estão relacionadas às três esferas de gestão do SUS. Existem também muitas orientações relacionadas a normas regulamentadoras, instruções normativas, notas e manuais que descrevem e orientam sobre a realização do trabalho de cam po. Na organização das atividades de campo, o agente é o responsável por uma zona que gira entorno de 800 e 1.000 imóveis. Suas atribuições no combate aos vetores são: • Realizaçãodevisitadomiciliar,poisauxilianaidentificaçãodecasos 14 Atribuições profissionais O AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS • • • ativida des e xec uta das, sempre no Utilização correta dos equipamentos de proteção individual indicados; Manutenção de Divulgação de informações para a comunidade sobre sinais e sintomas, riscos e agentes transmissores de doenças, assim como as medidas de prevenção individual e coletiva; formulários de saúde de referência, comunicando os responsáveis pelo território; de doenças daquela localidade, assim como, medidas de prevenção individual e coletiva; Identificação de casos suspeitos, encaminhando o usuário para a unidade Informação a supervisores sobre áreas com problemas de maior grau de complexidade não solucionados; Elaboração de diagnóstico demográfico, sanitário, contribuindo para o processo de territorialização e mapeamento das equipes; Orientação a comunidade sobre sintomas, riscos e agentes transmissores • • • • • • registros de info rm ações am bienta l, correspondente; Informação completa sobre seu itinerário diário de trabalho; referentes às Participação de reuniões de planejamento e execução de ações que promovam a saúde e controle a doença; epidemiológico e 15 Ter todos os endereços expressos de forma correta, principalmente se for uma visita de verificação de agravos, a fim de evitar pecas de tempo; Coletar os dados do usuário e grupo familiar; Preencher os formulários de registro e controle de vetores e/ou agravo de doença. A visita domiciliar é a principal estratégia no controle de doenças desenvolvidas por vetores, não adianta a implementação de ações de controle de vetores no município, se nas casas as pessoas não desenvolverem práticas de controle. A visita domiciliar possui um caráter educativo e busca a participação da população para o extermínio de criadouros. No momento da visita existem alguns princípios a serem observados: � Definição dos objetivos da visita, que pode ser para informar a população, verificar a presença de vetores ou agravos da doença; Conferir o cadastro do usuário no SUS;� � 16 ATIVIDADE DOS AGENTES EM VISITAS DOMICILIARES � � ATIVIDADE DO S AG EN TES EM VISITAS DO M ICILIARES 17 determinantes no processo. É através da visita domiciliar, que é possível a elaboração de um diagnóstico da localidade, por meio de Modelo de ficha de avaliação entrevi sta e mapeamento da comunidade, que são domiciliar Fonte: Prefeitura de Ourinhos. ATIVIDADE DO S AG EN TES EM VISITAS DO M ICILIARES 18 1. 2 . 3 . 4 . plano de ação e controle de proliferação de vetores. O acolhimento é a escuta dos usuários e visa dar Identificação domicilio; Explicação sobre o motivo da visita; Realização da coleta de dados básicos; Verificação da ocorrência de doença e presença de vetores. do profissional ao responsável pelo Durante a visita domiciliar é necessário realizar um acolhimento, com os seguintes passos: O mapeamento em saúde é uma ferramenta que, permite a obtenção de informações do perfil sociodemográfico e epidemiológico de atenção aos mesmos. determinada população, fornecendo um subsídio para a construção de um M apeamento Acolhimento ATIVIDADE DO S AG EN TES EM VISITAS DO M ICILIARES 19 • proliferação de doenças. condições de saúde, de forma geral. Fonte de renda predominante na localidade. Maior propensão de proliferação de Os ambientes e modos de vida de cada Estado, cidade e bairro variam muito, de acordo com as condições econômicas, portanto é necessário começar o mapeamento identificando, primeiramente as áreas • • Condições favoráveis para aparecimento de doenças Saneamento básico; Contaminações de água, ar, solos e alimentos; vetores. Através do mapeamento é possível entender as e microáreas propensas para o aparecimento e Muito importante durante o mapeamento levar em consideração as condições de vida como: Área de risco ATIVIDADE DO S AG EN TES EM VISITAS DO M ICILIARES presença de: recorrentes; Grande proliferação de vetores; Infraestrutura inadequada. Áreas de Passos para observar ao fazer o mapeamento: risco são partes de um território,que possuem características indesejáveis, aumentando a recorrência de desenvolvimento de doenças e proliferação de animais que disseminam as doenças. A definição da área de risco parte de uma análise da saúde e 20 1 . 2 . 3. 4. • • • Saúde defi citári a DEFINIÇÃO DE ÁREAS DE RISCO com alto núm er o de Selecionar a área no mapa e após dividir em microáreas; Identificar locais coletivos da área, como: escolas, creches, comércio, praças, instituições de longa permanência (ILP), igrejas, templos, cemitério, depósitos de lixo/aterrossanitários; Classificar a frequência das visitas e distribuições de profissionais; Separar as microáreas por aparecimento de vetores, inserindo ícones, caso o vetor esteja presente na área marcar no mapa, isso determinará visitas mais frequentes. do entes e infraestrutura da localidade. Podemos classificar uma área como sendo de risco quando, há doe nças ATIVIDADE DO S AG EN TES EM VISITAS DO M ICILIARES Condições que determinam risco à saúde: � 21 � � � � Saneamento: abastecimento de água, esgoto sanitário e destino do lixo inadequado ou ausente. Habitação: domicílios improvisados, alto número de moradores por domicílio. Educação: analfabetismo, baixa escolaridade do chefe da fam ília. Baixa renda. Indicadores de saúde: proporção de mortes por cada doença e nível de mortalidade infantil alto. A entrevista é feita através de questionamentos, entre o entrevistador (quem questiona) e o entrevistado (quem responde). As perguntas tem o objetivo de levantar informação necessária, quanto a saúde dentro da casa ou estabelecimento. A entrevista permite a identificação dos pontos mais críticos da microárea e possibilita a criação de estratégia específica. Técnica de entrevista ATIVIDADE DO S AG EN TES EM VISITAS DO M ICILIARES PASSOS PARA A ENTREVISTA: 22 1. 2. 3. Apresente-se: diga seu nome, função, motivo da visita e questione se pode ser recebido naquele momento ou é necessário agendar a entrevista para outro dia; Realize as perguntas em forma de conversa, mostrando interesse e empatia com o entrevistado. Não deve parecer um interrogatório; Use formas de perguntas que provoquem uma resposta consistente: “o que”, “quem”, “quando”, “onde” e “por quê”. A resolução de problemas relacionados à saúde, não depende única e exclusivamente dos profissionais e gestores de saúde, mas também da colaboração e articulação de outros setores da comunidade. Exemplo de atuação intersetorial: um estabelecimento está com caixas cheias de água (parada), sem tratamento e inclusive já possui larvas, então um cliente comunica um ACE para que seja feita uma vistoria. Neste exemplo a população ao denunciar está colaborando com o setor da saúde. Atuação intersetorial F amíl i as Estabelecimentos Governo Equipe de saúde MORAL E ÉTICA . Moral compreende as humanizada e ética, respeitando a moral. refletindo sobre essência das normas, presentes nas realidades sociais. i nten ções , valores, decisões e ações, fazendo prescrições e exortações • • • Valores morais que os agentes devem ter: Respeitar a privacidade e confidencialidade das informações dos usuários; atenção com idosos por possuírem dificuldades auditivas não expor sua intimidade em tom alto. Prezar por uma relação de respeito, evitando tratamentos íntimos como: “vozinho”, “minha querida”, “amigo”, etc. Prefira utilizar pronomes de tratamento. Possibilitar ao usuário liberdade de expressão, para manifestar sua opinião. É responsabilidade do profissional da saúde tratar todos de forma diferença entre ações corretas e incorretas, dos indivíduos de uma população. Ética, são ações que orientam o comportamento das pessoas, 23 MANUAL DO AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS O Manual é norteado da que possibilitem a minimização dos riscos. linha do cuidado integral responsáveis na identificação dos riscos laborais, além da realização de exames frequentes (Decreto nº 6.856, de 25 de maio de 2009), para controle da saúde dos profissionais, assim como o desenvolvimento de estratégias, e busca esclarecer os fatores de riscos presentes nas atividades, organização e processos de trabalho, assim como elucidar medidas de proteção coletiva e individual e as ações de promoção e proteção à saúde a serem observadas pelo SUS. Para realizar um bom trabalho o agente deve: � � Conhecer bem o território;Conhecer não só os problemas da comunidade, mas também suas potencialidades de crescimento e desenvolvimento social e econômico; Possuir iniciativa e ser proativo;Gostar de aprender coisas novas;Prestar atenção nas pessoas, coisas e ambientes;Prezar pelo respeito e ética perante a comunidade e os profissionais.� � � � O Ministério da Saúde e as Secretárias de Saúde são os 24 Ferramentas de trabalho M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 25 Os materiais necessários para o desenvolvimento trabalho caneta, pranchetas, formulários, pesca-larvas e tubos para depósito das larvas de vetores, bem como inseticidas, e equipamentos de proteção individual. Vestuário: Camisa de manga longa, calça de brim cóqui, botina de couro, luvas nitrílicas, óculos e capa de chuva; Capacete; Protetor oricular; Máscaras faciais completas para nebulização de inseticidas e máscaras semifaciais para a aplicação de inseticidas em superfícies com ação residual para o combate a vetores A responsabilidade de fornecer os EPI’s é do empregador. O objetivo dos EPI’s é evitar o contato com agentes tóxicos, exposição a ruídos, objetos perfurantes, entre outros. Podem ser equipamentos ou vestuários, os tipos de EPI’s fornecidos ao ACE são: A NR-06, classifica como Equipamento de Proteção Individual (EPI) todo objeto que proporciona proteção ao trabalhador, com uso individual a fim deresguardarsuasaúdeao desenvolversuas funções.O uso de EPI é regulamentado pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977. das ações são: bolsas para armazenar os instrumentos de EPI � � � � M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 26 Tipo e indicação de uso: Luvas nitrílicas Camiseta ou camisa gola pólo pulverização e vapores orgânicos; químicos; Proteção das mãos em atividades agressivas; Proteção dos pés em ambientes úmidos ou alagados. Proteção contra gotículas de produto pulverizado; Proteção dos olhos; Proteção contra partículas de Luvas de raspa de couro Bota impermeável de borracha Calça de brim cáqui ou jeans Boné ou chapéu de brim Calçado de segurança Vestimenta hidrorrepelente compl eta Respirador PFF2 Óculos de segurança Máscara hemifacial (um ou dois filtros) Protetor auricular (inserção ou concha) Avental impermeável Proteção contra ruídos excessivos; Proteção contra derramamento de produtos; Proteção das mãos contra agentes Trabalho de rotina, proteção contra i nsol ação; Trabalho de rotina, proteção contra i nsol ação; Trabalho de rotina, proteção contra i nsol ação; Proteção dos pés contra agentes químicos; Pulverização de agrotóxicos M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 27 EQUIPAMENTOS INSETISIDAS Equipamentos depressãovariável –utilizado para aplicação de inseticidas de efeito residual. Muito utilizado no programas de controle do Aedes, doença de Chagas e leishmaniose visceral. Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 28 Nebulizador/pulverizador costal motorizado - destinado ao controle espacial do vetor com a aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume, e formação de partículas muito pequenas. Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 29 deve se concentrar em torno de 5 a 25 micras (85%). Equipamento nebulizador pesado - é utilizado no programa de controle para manejo espacial do vetor pela nebulização do inseticida em pequenas gotículas. A produção dessas gotículas Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 30 operadores. saída do tubo, formando uma névoa que geralmente ocupa a vegetação. É um equipamento com alto risco de acidente Equipamento termonebulizador portátil – funciona através da pulsação ressonante com um ressonador que atinge altas temperaturas, e a calda inseticida é injetada na extremidade deOs ACE estão expostos a vários tipos de riscos e podem desenvolver doenças e agravos à saúde, causada por diversos fatores, principalmente pelo inadequado armazenamento dos EPI’s e falta de local de trabalho fixo, realizando a maioria das atividades na rua, sendo expostos as intempéries e violência urbana. relacionado à queimaduras, o que exige capacitação dos Fatores de Riscos 31 Além da exposição aos próprios vetores das doenças na área endémica e manuseio de substancias tóxicas que visam o controle. Dentre os fatores de risco, se destacam biológicos,principalmente os riscos químicos, físicos, mecânicos e ergonômicos. Riscos físicos Riscos químicos Riscos biológicos Fatores de risco por vetores ou por lesões provocadas por objetos perfuro cortantes. Leptospirose Tétano Lei shmani ose Situações de exposição Agravos Intoxicação exógena Doenças respiratórias Doenças do sistema nervoso Doenças hepáticas e renais Alguns tipos de câncer Perda Auditiva e efeitos extra auditivos da exposição a Manipulação de inseticidas eequipamentos para aplicação. Trabalho em ambientes abertos, com exposição ao sol, variação de temperaturas ruídos e umidade, uso de Câncer de pele maquinário que emite ruídos Dermatoses e vibrações. Doenças do sistema nervoso Exposição a agentes biológicos (bactérias, toxinas, biológico Acidente commaterial vírus, protozoários) disseminados no ambiente, Arboviroses Tuberculose que podem ser transmitidos Malária M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 32 Riscos mecânicos e de de motocicletas. Fatores de risco acidente de trabalho Situações de exposição Agravos Uso de maquinários e equipamentos, queda de alturas, colisões, atropelamentos, picadas e contato com insetos e animais peçonhentos, armazenamento inadequado de materiais, perfurações, lesões, cortes, ferimentos, mordedura de animais, deslocamentos em áreas Acidente de trabalho Acidente com exposição amaterial biológico Acidentes com animaispeçonhentos com sinalização precária, uso M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 33 Riscos ergonômicos (LER/Dort) inadequada, repetitividade de ações, jornadas de trabalho extensas, estresse ocupacional (condições insalubres, falta de treinamento e orientação, relações interpessoais abusivas, dentre outras), tensão, ansiedade, frustração e depressão devido ambiente laboral. Violência verbal e física, exposição à violência urbana. Fatores de risco Transtorno mental relacionado ao trabalho Hipertensão arterial Acidentes de trabalho Situações de exposição Realização de trabalho em pé Agravos Lesões por EsforçoRepetitivo/ DistúrbiosOsteomuscularesRelacionados ao Trabalho com deslocamento intenso, elevação e transporte de peso, flexão e extensão de membros, postura M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 34 • • • • • • • Proteção das partes, equipamentos; Regulagem periódica dos equipamentos; Avaliação dos produtos quanto à toxicidade, formulação e cuidados na aquisição e manejo. Assim como selecionar produtos menos tóxicos e com menor impacto ambiental, como por exemplo, os biotecnológicos; Definição de limite de tempo de exposição aos inseticidas; Protocolo com descrição de cálculo por área a ser tratada e quantidade de calda necessária; Treinamento sobre transporte e descarte adequado de produtos; que podem gerar A promoção e proteção da saúde dos trabalhadores expostos a riscos advindos do desenvolvimento do trabalho são garantidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. A promoção e prevenção partem da adoção de medidas aplicadas individual ou coletivamente, que previnem os agravos relacionados ao trabalho. fraturas em máquinas e processo de trabalho quanto à saúde e segurança, executadas pela equipe técnica de saúde do município e estado. Medidas de saneamento: abastecimento adequado de água, esgotamento sanitário, limpeza e drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais; Segue abaixo as medidas: Essas medidas são ações de intervenção na organização e no Medidas de Proteção à Saúde M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 35 • • • • • • • • • • • Eliminação mecânica dos criadouros: limpeza e drenagem; Utilização de inseticidas menos voláteis; remoção, vedação, iluminação adequada, possuindo piso resistente, lavável e impermeável. Com utilização apenas para atividade que envolva o uso de produtos químicos, como armazenagem e preparo, distribuição e descarte; Disponibilização de salas de apoio operacional e administração, fora do ambiente de armazenamento dos produtos; Fornecimento de vestiário e sanitário em conformidade com NR-24, dotado de chuveiro de emergência com lava-olhos; Disponibilização de estação de lavagem de mãos e materiais, após uso e manuseio de produtos; Possuir lavanderia para apoio à higienização dos ambientes, uniformes e equipamentos de proteção individual não descartáveis; Exposição de placas com informações e sinalizações de segurança relativas ao risco químico e físico; Elaboração de protocolo escrito sobre os procedimentos a serem adotados em caso de acidente; Aquisição de máquinas e equipamentos seguros, em conformidade com a NR-12 e realização de manutenção adequada; Utilização de dosadores individuais durante o processo de diluição ou mistura, para evitar o contato manual ou acidental com o produto; Adoção de uso de mochilas ao invés de bolsas laterais; A sala dos agentes, onde fazem o controle e mantem o • estoqu e, deve ser de alv enari a, com ventilação e M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 36 • • • • Criação de protocolo indispensável dos EPI’s; Disponibilizar no local de manuseio de produtos químicos, escrito s obre a utili za ção produto absorvido e a data da ocorrência, devendo ser armazenados em cima de estrado, até a destinação adequada do resíduo; Isolamento e sinalização da área contaminada em todas as direções; Disponibilizar informativos sobre: os EPI’s indicados e materiais absorventes como areia, serragem ou mantas, além de tambores de boca larga para o recolhimento do produto dotados de identificação do • não manusear embalagens rompidas, salvo com as indicações pertinentes; nãotocaroucaminharsobreoprodutoderramado; lavar separadamente os EPI usados na aplicação de produtos químicos; enxaguarabundantementeasvestimentascomáguacorrenteantes da lavagem, para remover os resíduos; nãodeixarde“molho”aspeçasaseremlavadas; não levar os EPI’s para as residências e lavá-los no ambiente doméstico. • • • • • Realizar treinamentos periódicos em segurança e saúde, com os seguintes temas: • • • noçõesdeidentificaçãodeperigoseriscos; medidasdeprevençãoecontrole; produtosquímicosetoxicologiabásica; • M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 37 • • • • • • • • • atuali zação produtos; segurança nas visitas a comunidade, orientando sobre o uso de crachás institucionais de identificação e uniformes; manutenção de uma relação de confiança com a população; realização do trabalho sempre em dupla, estimulando a denúncia de abusos e ameaças, além do direito de trocar de área de trabalho em casos de situações reais de ameaça e risco de violência. dos trabalho e primeiros socorros; proibição de comer, beber e inseticidas; tra balh ado res sob re os fumar ao manusear métodos de trabalho para controle vetorial; regulagem acidentes; e manutenção dos equipamentos; ao no vos e processos de trabalho; Estimulação dos trabalhadores a participarem de ações de saúde e segurança no trabalho; Manutenção de comunicados a população sobre as atividades desenvolvidas pelos ACE e sua importância, para a proteção da saúde das comunidades; Informação aos ACE sobre os riscos existentes no local de trabalho e sobre seus direitos e deveres • • do enç as e agravos r el aciona dos Realização de articulações intersetoriais,para a melhoria dos ambientes M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 38 ano vigente. O planejamento é uma etapa muito importante, no desenvolvimento das funções dos agentes, porque uma medida de saúde não permite improvisos. Durante o acompanhamento das ações, é importante que a execução esteja de acordo com os objetivos gerais, do programa e cumpra o que se propõe. Problemas mais complexos necessitarão de ainda mais planejamento. O planejamento é composto por Diagnóstico, Plano de Ação, Execução, Acompanhamento e Avaliação. A imunização é o ato de promover proteção imunológica contra uma doença infecciosa. Possui o objetivo de aumentar a resistência do indivíduo contra infecções. Geralmente administrada por meio de vacina, imunoglobulina ou por soro de anticorpos. Os agentes devem estar imunizados contra riscos biológicos, que serão submetidos no desenvolvimento das suas funções. Por isso é imprescindível a aplicação das vacinas essenciais, além de registro e manutenção da carteira de vacinação comprovando. Imunização Planejamento A imunização deve seguir o Calendário Nacional de Vacinação do M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS 39 O plano de ação contém 4 etapas: Meta –estabelece o que se pretende atingir. O diagnóstico busca conhecer todas as características socioeconômica, culturais e epidemiológicas de determinada população. Através da aplicação de questionários. É nodiagnóstico,queficaclaraa realidadedolocal, em que irá se desenvolver as ações. Estratégia –é o passo a passo para o desenvolvimento do plano, seguido das atividades e técnicas, para o desenvolvimento das ações. Cronograma –estabelece o tempo, para desenvolvimento de cada ação. execução, considerando tanto recursos financeiros, como os humanos e m ateriais. Após a identificação dos problemas da microárea, é necessário planejar uma intervenção. O plano de ação serve como uma direção, para o desenvolvimento das ações, a fim de resolver os problemas. PLANO DE AÇÃO DIAGNÓSTICO Recursos –é o levantamento de tudo, que será necessário para M AN UAL DO AG EN TE DE CO M BATE ÀS EN DEM IAS ÁREAS DE RISCO da presença de animais e vetores portadores de vírus, deixando a população em risco de desenvolver essas doenças. Área de risco é classificada como uma local com maior propensão, A hierarquia de controle é dividida em 3 etapas, que são: Redução: é o desenvolvimento de ações que possamos diminuir ao máximo a possibilidade da ocorrência da doença. Isso se dá através de campanhas informativas que deixam a comunidade em alerta. Controles: uma medida que busca a verificação das microáreas, onde já houve grande recorrência de doença. Os controles aumentam a frequência das visitas nessas microáreas, a fim de impedir a proliferação novamente. É uma ação corretiva, com uma intenção preventiva. Eliminação: sem discussão é a melhor e mais correta das ações. Visa a destruição dos criadouros de vetores de doença. ao desenvolvimento de doenças, e assim pode apresentar riscos à saúde. As áreas de riscos endêmicas são localidades onde há recorrência 41 Hierarquia de controle ÁREAS DE RISCO 42 O controle de vetores ocorre através ações desenvolvidas em conjuntos entre agentes, população e sistema de saúde. Os controles de vetores podem ser: � Mecânico, envolve ações de saneamento básico de resultados permanentes. Exemplo: a coleta e destinação adequada de lixo e a destruição de criadouros. Biológico, consiste na repressão de pragas utilizando inimigos naturais específicos, como predadores, parasitas ou patógenos. Químico, ocorre através de uso de produtos químicos, que visam eliminar ou controlar as pragas. Aparecendo como a última instância de controle. Legal, controle realizado através de instrumentos jurídicos (leis e portarias), que criam normas, deveres e obrigações da comunidade, estabelecimentos e equipe de saúde. Residual: consiste na aplicação de grandes partículas do inseticida que ofereçam estabilidade química. O objetivo é atingir o vetor adulto. Espacial: trabalha através da dispersão de gotículas pulverizadas do inseticida no ar. Focal: são ações de eliminação de larvas em criadouros, usando larvicida. Perifocal: é o tratamento em pontos estratégicos e de difícil acesso. Tipos de Tratamentos Tipos de Controle de Vetores � � � � � � � ÁREAS DE RISCO 43 • • • • TIPOS DE CRIADOUROS E DEPÓSITOS Criadouro é o recipiente que propicia a proliferação de vetores, em sua maioria são recipientes que armazenam água, seja pela ação da chuva ou ação do homem, no criadouro serão depositados os possíveis filhotes de vetores de doenças. Também são classificados como criadouros ralos, calhas, piscinas, tanques em obras, em borracharias, vasos de floriculturas, etc. Criadouros de água - são classificados como os locais de armazenamento de água, onde é depositado ovos. Exemplo: caixas d’água sem higiene. Pequenos depósitos – são vasilhas domésticas, que possam armazenar água. Exemplo: vasos e frascos com plantas, pratos e pingadeiras colocados sob o vaso, gamelas, bacias e outras peças utilizadas em cerimônias religiosas, caixa de ar condicionado, etc. Depósitos Fixos – são os recipientes permanentes, como calhas e ralos, tanques colocados em obras, borracharias, floriculturas e hortas. Também está incluso depósitos encontrados em pátios ferroviários, portuários, aeronáuticos e de indústrias. Depósitos naturais – são os depósitos presentes na natureza (buracos de árvores) ou plantas, que acumulam água em suas axilas, como as bromélias. Criadouros e Depósitos ÁREAS DE RISCO 44 • • • • • inutilizado como criadouro. Borracharias; Oficinas mecânicas,; Cemitérios, entre outros. esses depósitos transformando eles em: • Depósitos inspecionados - todo depósito luz ou do pesca-larva. Depósitos tratados - é aquele onde foi aplicado inseticida. Depósitos eliminados – é aquele que foi destruído ou com água Ponto estratégico é o local de grande existência de concentração de depósitos de desova de vetores, ou seja, local de vulnerabilidade. São exemplos: examinado pelo agente de saúde, com auxílio de fonte de Após o trabalho do agente é possível modificar Pontos Estratégicos FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO TRABALHO DO AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS Os profissionais ACE sempre estiveram atuantes no solo brasileiro, suas atribuições já sofreram diversas modificações, e apesar de ser um trabalho desenvolvido desde os primórdios, só houve a regulamentação de fato no ano de 2006. No dia 5 de outubro de 2006 foi publicada a Lei Federal nº 11.350, que estabelece um regulamento e descrição da profissão. A Lei estabelece, que para exercer as atividades de um profissional ACE é necessário possuir capacitação, através de curso introdutório inicialmente e programa de formação continuada. A Portaria nº 1.007 de 2010 é outro instrumento que rege o trabalho dos agentes, foi através dela que, a função foi incorporada na atenção primária, com o objetivo de fortalecer as ações de vigilância em saúde. Por fim, temos a Portaria nº 1.635 de 2012 que trata sobre os recursos financeiros destinados a atuação do Agente de Combate a Endemias. 45 FUN DAM EN TAÇÃO LEG AL O TRABALH O DO AG EN TE E CO M BATE ÀS EN DEM IAS 46 produção dos Agentes de Combate às Endemias; 2009 -Publicação do Caderno de Atenção Básica nº 22 / Vigilância em Saúde -ações de controle da malária (Portaria GM/MS nº 3.238, de 18 de dezembro) e (Portaria GM/MS nº 3.252, de 22 de dezembro) 2008 -Publicação do Caderno de Atenção Básica nº 21 / Vigilância em Saúde; 1999 -Fundação Nacional de Saúde inicia o processo de descentralização, para os municípios das ações na área de Epidemiologia e Controle de Doenças (Portaria GM/MS n°1.399, de 15 de dezembro); 2002 -Os Agentes Comunitários de Saúde passam a atuar na prevenção e no controle da malária e da dengue (Portaria GM/MS nº 44, de 03 de janeiro); 2017 -Integraçãodo processo de trabalho da Atenção Básica e Vigilância em Saúde, ações de vigilância inseridas nas atribuições de todos os profissionais da AB, definidas atribuições comuns dos ACS e ACE (PNAB -Portaria GM/MS 2.436, de 21 de setembro) 2018 -Decreto nº 9.473, de 16 de agosto, que inclui a atenção à saúde e à segurança do trabalho alterando o Decreto nº 67.326 de 1970 e o Decreto nº 93.215 de 1986. 2006 -Regulamentação das atividades dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias (Lei nº 11.350 de 5 de outubro); 2009 -Decreto nº 6.856, de 25 de maio de 2009, que regulamenta o art. 206-a da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990 –regime jurídico único, dispondo sobre os exames médicos periódicos de servidores 2010 -Foi criado incentivo financeiro adicional para os municípios, que cadastrassem Agentes de Combate às Endemias na equipe saúde da família (Portaria GM/MS nº 1007 de 4 de maio) 2015 -Criação do CBO permitindo a inserção dos ACE nas equipes (Portaria GM/MS nº 165, de 25/02); MS, incluindo a integração das ações dos ACE (Decreto GM/MS nº 8.474, de 22/06) (Portaria 2.121 de 18 de dezembro) 2018 –Reformulação das atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias (Lei nº 13.595, de 5 de janeiro); 2014 –Sistema e-SUS permite o registro da Contextualização Histórica de Legislações em Saúde NR 15 ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES A NR 15 é uma norma Regulamentadora que descreve as atividadesoperações, atividades e agentes insalubres recorrentes nas relacionadas ao trabalho. O principal objetivo da NR 15 é regulamentar limites de tolerância para as situações de insalubridade. Com fiscalização por meio de agentes do Ministério do Trabalho, que podem interditar o ambiente até que a situação seja solucionada. A NR 15 pretende: • Garantiadasegurançadotrabalhadoratravésdeinstrumentoscontidosna legislação, busca-se em primeiro lugar a segurança do trabalhador. Locais insalubres tendem a apresentar riscos à saúde do colaborador. Reduçãoderisco,atravésdareduçãodacargahoráriatrabalhadanesses locais ou atividades — não sendo permitida horas extras. AumentodaproteçãocomobrigatoriedadedousodeEPIs. Melhoradaprodutividadedevidoaprevençãodeocorrênciadeacidentes. • • • A distribuição do grau de insalubridade é classificado da seguinte m aneira: � � � 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio; 10%(dez por cento), para insalubridade de grau mínimo. Atividades insalubres descritas na NR 15 estão relacionadas a ruídos contínuos, exposição ao calor e/ou radiações, vibrações, exposição ao frio e umidade, exposição a agentes químicos. O grau de insalubridade é determinada após avaliação do local de trabalho. 47 PROMOÇÃO E PREVENÇÃO EM SAÚDE CONTROLE DAS DOENÇAS: DENGUE / CHAGAS / LEISHMANIOSE E MALÁRIA Neste capitulo abordares doenças Promover tem o significado de dar impulso, i nfeccio sas fomentar ou gerar. A promoção da saúde é mais ampla do que prevenção, porque refere-se a estratégias que buscam evitar a doença e melhorar a qualidade de vida da com unidade. transmitidas por vetores. Vetores são os insetos que carregam o patógeno das doenças e passam aos seres humanos, em sua maioria são mosquitos transmissores. doenças. A principal diferença entre prevenção e promoção está sobre o conceito de saúde, na prevenção a saúde é a ausência de doenças, enquanto na promoção a saúde é encarada com um olhar multifocal. Deve-se destacar também que a promoção de saúde adota uma estratégia política, possibilitando mudanças na relação entre cidadãos e o Estado, pela ênfase em políticas públicas e ação intersetorial. As estratégias de promoção buscam a transformação das condições de vida da população, prevendo uma abordagem intersetorial. Prevenção são um conjunto de medidas que protegem contra as 48 49 A dengue é uma doença causada por um vírus, ele é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas avermelhadas. Manifestações hemorrágicas, quando ocorrem, podem indicar um caso mais grave da infecção. O trabalho do ACE é eliminar os focos antes mesmo de se tornarem larvas. • Oreconhecimentogeográficoéatividadepréviaecondiçãoessencialpara a programação das operações de campo, de pesquisa e tratamento químico. As casas e terrenos baldios devem ser numerados para facilitar a distribuição dos agentes. Navisitadomiciliarverificartodosospossíveisdepósitoseorientaras famílias sobre como prevenir. • Vias de infecção: a fonte da infecção e hospedeiro é o homem. A transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti. Período de incubação: pode variar entre 3 e 15 dias, com média, de 5 a 6 dias. A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue caracterizado com período de viremia. Este período começa 1 dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia. Prevenção: se dá pela ausência de reprodução do mosquito transmissor, através da eliminação de objetos que acumulem água parada como pneus, garrafas e plantas. Dengue CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA 50 Doença de Chagas causada por Trypanosoma cruzi se caracteriza como um problema de saúde pública. Os mais afetados são os moradores da região Amazônica. Os sinais e sintomas são: na fase aguda, febre prolongada (mais de 7 dias), dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e pernas. Na fase crônica, a maioria dos casos não apresenta sintomas, porém algumas pessoas podem apresentar: problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca, problemas digestivos. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a taxa de sucesso do tratamento. Ao identificar um paciente suspeito com infecção aguda, os profissionais devem preencher o formulário no site do Ministério da Saúde (http://portalsinan.saude.gov.br). As informações fornecidas são utilizadas para identificar riscos, promover ações preventivas junto ao Ministério da Saúde O ciclo de vida do Trypanosoma cruzi é composto pelo desenvolvimento dos triatomíneos apresenta três fases: ovo, ninfa e adulto. O ovo leva cerca de duas a três semanas para eclodir. A ninfa se alimentará de sangue e sofrerá uma mudança, passando para o 2º estádio e assim sucessivamente, até o 5º estádio. A última muda originará o adulto (macho ou fêmea) que apresentará asas e genitália. Não nasce contaminada se contamina após alimentação de sangue contendo o Trypanosoma cruzi. Doença de Chagas LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA 51 • • • • • Período de incubação: Transmissão por acidente em laboratório aproximadamente 20 dias. Vias de infecção: Vetorial Clássica – picada do barbeiro defeca, e em suas fezes está a forma infectada, ao se coçar, os parasitos invadem células da região da picada. Via Oral – ao ingerir alimentos contaminados, o T. cruzi infecta células da boca e do estômago. 21dias; Transmissão congênita, qualquer período da gestação ou durante o parto; Transmissão por transfusão ou transplante de 30 a 40 dias ou mais; Essa espécie também chamada de barbeiros, pode ser encontrada em ambientes silvestres (mata), dentro e fora dos domicílios também, eles são atraídos pela luz. Reservatório são os animais que apresentam o Trypanosoma cruzi na circulação sanguínea e na musculatura, por isso são considerados infectados. Nem todos os animais reservatórios apresentam aspectos de doente. Exemplos de reservatórios: mucura, tatu, macaco, veado, preguiça, lagarto), podem servir de alimentação para os triatomíneos, mas não se infectam, pois o Trypanosoma cruzi não sobrevive nesses animais, portanto, não são reservatórios. • cachorro, gato, Transmissão vetorial clássica de 4 a 15 dias ou Transmissãooral de 3 a rato entre outros. Aves (galinha, pato) e répteis (cobra, 52 visceral como baço e fígado. Os sintomas da leishmaniose visceral A prevenção pode ser feita evitando que o inseto “barbeiro” forme colônias dentro das residências. Em áreas onde os insetos possam entrar nas casas voando pelas aberturas ou frestas, pode-se usar mosquiteiros ou telas m etálicas. incluem febre, e linfadenopatia. Geralmente, a leishmaniose visceral pode afetar crianças com menos de dez anos de idade e é considerada a forma mais aguda da doença. Se seus sintomas não forem tratados, eles podem piorar e causar a morte do paciente. partes do Brasil). Existem leishmaniose humana e leishmaniose canina, que afetam No humano existem dois tipos de leishmaniose: leishmaniose e leishmaniose tegumentar. A leishmaniose visceral também é chamada de calazar. Além da medula, ela também afeta órgãos internos, tosse, dor abdominal, anemia, perda de peso, diarreia, fraqueza, hepatoesplenomegalia protozoários do gênero Leishmania um parasita. Sua transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha, que se prolifera mais em condições tropicais, sendo mais comum em países de clima quente e úmido (como em algumas cães. A leishmaniose é uma do ença infecciosa ca usad a por Leishmaniose CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA 53 • Período de incubação: é bastante variável como para o cão: A leishmaniose cutânea também é chamada de leishmaniose ferida brava, são feridas na pele que podem se desenvolver em membranas mucosas, como feridas na boca e no nariz. A ferida causada pela leishmaniose tegumentar é vermelha, oval e bem definida. macrófagos e monócitos parasitados. No intestino do inseto, as amastigotas são liberadas e após divisão se transformam nas infectantes para o homem. tanto para o homem e, se possível, serem vacinados contra o problema. O ciclo de transmissão é o seguinte: ao fazer repasto sanguíneo em hospedeiro infectado, as fêmeas dos flebotomíneos ingerem sangue com alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e são tão pequenos que podem atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. fo rm as formas No cão: de 3 meses a vários anos com média de 3 a 7 meses. Prevenção: os humanos que moram em área de mata devem usar repelentes e roupas de manga. Já os cães devem usar coleiras com repelente • Vias de infecção: transmitida por No homem: 10 dias a 24 meses, com média entre 2 a 6 meses. insetos hematófagos (que se LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / 54 O papel do ACE no combate deve ser através de campanhas contra a leishmaniose, informando a população dos perigos da doença e das medidas de controle do vetor. Aplicar borrifação intradomiciliar de efeito residual, quando indicado, como medida de controle de vetores. m osquito-prego. A transmissão natural da malária ocorre através da picada de principais criadouros são coleções de água limpa, quente, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. segunda fase do ciclo (esquizogonia sanguínea). Nessa fase começa a aparecer os sintomas da malária. pela picada do vetor, invadindo as células do fígado. Ali se multiplicam e dão origem a muitos outros novos parasitas que ao romperem os hepatócitos, parasita o Plasmodium. As espécies associadas à malária humana são: Plasmodium falciparum, P. vivax P. malariae e P. ovale. A P. ovale é restrita a determinadas regiões da África. O vetor é comumente conhecido como fêmeas infectadas caem na circulação sanguínea, invadindo as hemácias, de mosquitos do gênero Anopheles, da ndo A malária é uma doença infecciosa cujo agente etiológico é o início à A infecção só inicia quando os parasitas são plantados na pele os M alária CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA CO N TRO LE DAS DO EN ÇAS: DEN G UE / CH AG AS / LEISH M AN IO SE E M ALÁRIA 55 O tempo de incubação é de uma semana. Alguns parasitas se desenvolvem rapidamente, enquanto outros ficam em estado de latência no hepatócito. Onde pode ocorrer Os sinais e sintomas são: na crise aguda episódios de calafrios, febre e sudorese. Com duração de 6 a 12 horas e recaídas da doença, que ocorrem após períodos variáveis de Acompanhados de cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos. Gestantes, crianças e os primoinfectados (primeiro contato com o parasita) estão sujeitos a maior gravidade, principalmente por infecções pelo P. falciparum, que podem ser letais. O diagnóstico precoce e o tratamento correto são imprescindíveis para reduzir a gravidade e a letalidade. O papel do ACE no combate a malária está relacionado ao combate do vetor, que é o mosquito, além do encaminhamento dos casos para tratamento na UBS. Sempre orientando a população quanto aos riscos. pode cursar com temperatura igu al incubação (geralmente dentro de seis meses). ou superior a 40ºC.