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APOSTILA AGENTE DE ENDEMIAS

Apostila sobre Agente de Combate às Endemias: introdução às endemias e histórico de campanhas, medidas de controle e vistorias domiciliares; papel e regulamentação do ACE (Leis nº 11.350/2006 e 13.708/2018, Portaria nº 648/2006); organização do SUS, princípios, níveis de atenção, PSF e Política Nacional de Atenção Básica.

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Karen Mota

em

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A postila
AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS
INT RODUÇÃO
contra a febre amarela.
As endemias
Saúde da Família (PSF), que é uma
sempre estiveram presentes
reduzir os surtos endêmicos, como febre amarela, malária,
nas
população, favoreceram a proliferação e ocorrência de endemias.
estratégia do governoquevisaà
através da Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, que foi alterada em 14 de
agosto de 2018 pela Lei Federal nº 13.708.
leishmaniose e
doença de Chagas, entre outras. As medidas de controle iniciaram já no período
colonial. A primeira campanha sanitária ocorreu no Recife em 1961,
proliferam naquele local devido causa específica e se espalha para outras
localidades, apenas quando há grande proliferação de vetores.
responsáveis por realizar vistorias nas casas das pessoas, a fim de reduzir
doenças e seus riscos à saúde.
c oletivi dade s.
Impactando nos contextos sociais, econômicos e ambientais. Com as
modificações urbanas, a saída do campo para a cidade e o aumento da
Endemias são doenças infecciosas desenvolvidas em determinado
espaço, ou seja, em local ou região específica. Sendo que as doenças se
A saúde pública no Brasil é marcada pela intensa tentativa de
O Agente de Combate às Endemias faz parte do Programa de
A profissão de Agende de Combate às Endemias foi regulamentada
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) sempre estiveram
presentes nessas campanhas de controle, hoje em dia eles são os profissionais
4
nível terciário, são os atendimentos de alta complexidade.
reorganização dos serviços e reorientação de novas bases,
buscando a promoção da saúde, ao invés de focar na doença.
O PSF é um programa prioritário que reorganiza a Atenção Básica
no Brasil, através da Portaria Nº 648, de março
de 2006.
vinculados.
Afinal o que é a Atenção Básica? É um conjunto de ações de saúde
que contemplam o individuo e a coletividade abrangendo a promoção e a
proteção, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a
manutenção da saúde. Faz parte da atenção primária da Saúde.
do acesso universal e sustenta os serviços de saúde de qualidade, reafirmando os
princípios básicos do SUS: universalidade, descentralização,
integridade e participação comunitária, mantendo os usuários registrados e
de atenção à saúde em: primário, secundário e terciário. O nível primário é
voltado para a redução dos riscos da doença e proteção a saúde. Já o nível
secundário, é o atendimento especializado e mais específico da doença. No
Esta Portaria tem como um de seus fundamentos a confirmação
O Brasil através do Sistema Único de Saúde (SUS) divide os níveis
IN
TRO
DUÇÃO
5
O QUE É O SUS?
Abaixo será detalhado cada um dos princípios:
O SUS promove campanhas de prevenção a doenças, realização
de consultas, exames e intervenções, além de prevenção de vigilância sanitária,
promovendo fiscalização de alimentos e medicamentos.
Em 1988, através da Constituição da Republica Federativa do
Brasil, foi instituído o Sistema Único de saúde (SUS), que garantiu a todo
brasileiro acesso integral, universal e gratuito à saúde no país.
Os princípios são a essência do programa ofertado pelo SUS.
Princípios e diretrizes do SUS
Integralidade 
nos serviços e ações de saúde –
buscando garantir um cuidado pessoal,
além da prática terapêutica,
considerando o indivíduo em todos os
níveis de atenção e a inserção em seu 
contexto social, familiar e cultural.
Universalidade
todo e qualquer cidadão brasileiro, 
sem nenhum tipo de descriminação tem 
direito ao acesso a saúde.
Equidade
SUS e merecem ser atendidas de
acordo com suas necessidades 
i ndi viduais.
Participação Popular e Controle 
Social
busca atender às necessidades dos 
cidadãos individuais, grupos,
organizações ou associações.
todas as pessoas são iguais perante o 
6
O
 Q
UE É O
 SUS?
MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE
As diretrizes são regras gerais que determinam como o SUS
deve se comportar como política pública, segue as diretrizes:
É uma forma de aliar técnicas e tecnologias para solucionar problemas de saúde,
atendendo às necessidades individuais e coletivas. Assim é possível organizar os
métodos de trabalho (conhecimentos e ferramentas) utilizados nas práticas ou
processos de trabalho em saúde.
Municípios.
Descentralização 
é a transferência de responsabilidade
entre as esferas do governo.
Distribuindo competências a União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos 
Regionalização e hierarquização 
organização dos serviços deve ser
distribuída em níveis de complexidade
tecnológica, disposto em área
geográfica específica com delimitação 
da população atendida.
Participação da comunidade
inserção da população brasileira na
formulação de políticas públicas e 
defesa ao direito de acesso a saúde.
7
O
 Q
UE É O
 SUS?
A Política Nacional de Atenção Básica
práticas de cuidado integrado e gestão qualificada.
Aatenção à saúde é dividida em 3 modelos: Atenção
(P NA B ),
identifica a Atenção Básica como sendo um conjunto de ações
individuais e coletivas que buscam promoção, prevenção,
proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de
danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, através de
primária, secundária e terciária.
8
Atenção primária
é o primeiro nível de cuidado em
saúde, que se caracterizam por um
conjunto de medidas de saúde
tomadas a nível individual e coletivo,
inclui promoção e proteção da saúde,
prevenção de doenças, diagnóstico,
tratamento, reabilitação, redução de
danos e manutenção da saúde. É a 
é o nível de maior especialização na
área da saúde. Um serviço altamente
especializado para pacientes que
podem estar hospitalizados e
necessitar de procedimentos e exames
mais invasivos. Nesse estágio, o
paciente tem uma doença grave e 
risco de vida.
Atenção secundária 
é o nível intermediário que consiste 
em serviços profissionais em nível
ambulatorial e hospitalar, considerado
também como procedimento de média 
complexidade.
porta de entrada para o SUS.
Atenção terciária 
O
 Q
UE É O
 SUS?
•
•
•
Esse programa é desenvolvido por
possibilitando ações de promoção à saúde,
localidade,
p reve nção,
mais
frequentes. Também contempla ações que minimizam as
endemias.
Saúde da família é um programa da atenção primária
em saúde, é uma estratégia importantíssima para a organização
e fortalecimento da atenção básica.
auxiliares de enfermagem,
agentes comunitários de combate às endemias,
cirurgião-dentista e auxiliar de consultório dentário.
os problemas de saúde.
Tem como estratégia de trabalho: conhecer a real situação da
família ouvindo o relato pessoal; cadastrar e diagnosticar suas características
sociais, demográficas e epidemiológicas; determinar os principais problemas de
saúde e condições de risco da população atendida; e
Durante as ações é estabelecido vínculos entre profissionais, usuários e
comunidade, compartilhando responsabilidades, para assim resolver
A atenção básica é formada por uma equipe multidisciplinar.
Composta por:
• 
•
médico,
enfermeiro,
recup eraç ão, r eabili taçã o de doe nças e agravos
9
Saúde Da Família
O
 Q
UE É O
 SUS?
saúde,
em formação.
fornecer atendimento integral, providenciando encaminhamentos
para outros níveis de atenção, quando necessário.
Através da comunicação é possível disseminar as informações de
e
negociações. Ela articula os campos sociais, mas ainda é um campo que está
dividir experiências, elaborar estratégias, formar alianças 
pessoal. Em saúde ela é muito importante, porque somente através dela é
possível atingir o objetivo da área, que é o cuidado. Ela influencia nas decisões
individuais que melhoram a saúde.
A comunicação é à base de qualquer tipo de relacionamento
10
COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
CO
M
 UN
ICAÇÃO
EM
 SAÚDE
verbal (postura e gestos).
Acomunicação enfrenta diversas barreiras tanto para
os trabalhadores da saúde, como para os usuários do programa.
Essas dificuldades são decorrentes das linguagens e
conhecimentos, que nem sempre são compartilhados de formaadequada entre locutor e receptor.
Muitas vezes os usuários dos programas de saúde
possuem limitações físicas que impossibilitam a comunicação,
como deficiência auditiva e visual. O déficit cognitivo, também se apresenta
como uma barreira na compreensão das informações passadas.
Os trabalhadores da saúde precisam ter 
uma comunicação regada a empatia, considerando 
tanto a comunicação verbal (falas), como a não 
11
Tipos de comunicação
são os jornais, revistas, livros, rádio, televisão, cinema e Internet.
Comunicação não verbal: é a comunicação que não é feita através da fala nem da
escrita. Acontece por meio de gestos, sons, sinais e expressões corporais. 
Comunicação interpessoal: é a troca de informações entre duas ou mais pessoas. A
troca dessas informações é baseada na cultura pessoal, formação educacional, vivências 
e emoções.
Comunicação em massa:é a disseminação das informações através das mídias, que 
O AGENTE DE COMBATE
ÀS ENDEMIAS
de educação sanitária.
esse intenso trabalho, são profissionais que trabalham nos diversos
contextos sociais e zonas urbanas e rurais. (Bezerra 2017).
O principal objetivo a ser desempenhado por um ACE é o
controle de vetores e erradicação das doenças transmitidas por eles, através
do uso de inseticidas e sensibilização da população, por meio de promoção
equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1944 já haviam fotos
comprovando a atuação dos ACE, porém na época eram chamados de Guardas
Sanitários.
A CBO classifica os Agentes de Combate às Endemias, com código
5151-40, com as seguintes denominações, também, Agentes de Controle de
Vetores, Agentes de Controle de Dengue e Guardas de Endemias.
O Agente de Combate às Endemias (ACE) é um personagem de
extrema importância na implementação do SUS, pois ele fortalece a integração
do usuário em serviços de saúde da Atenção Primária.
Os ACE trabalham no controle de endemias juntamente com as
O Brasil conta com um número expressivo de ACE que
procuram promover ações de vigilância em saúde, e não é de hoje
13
O
 AG
EN
TE DE CO
M
BATE 
ÀS EN
DEM
IAS
• Execução de t ratam en to f ocal
complementa o controle mecânico;
e perifocal.
segurança desses profissionais instituídas através de portarias,
transmitidas por eles. Então surge a necessidade de um controle
rígido no uso de Equipamentos de Segurança.
O Agente precisa sempre levar em consideração os
riscos que a profissão oferece, pois ao fazer o controle dos
vetores, esses profissionais acabam se expondo, as doenças
como medida
suspeitos das doenças e agravos à saúde e reportar à vigilância em
saúde para que seja articulada ações necessárias junto à equipe de Atenção
Básica da secretaria de saúde;
que
A responsabilidade em relação a segurança desses profissionais
é do órgão empregador, prevendo principalmente suas funções que estão
relacionadas às três esferas de gestão do SUS.
Existem também muitas orientações relacionadas a
normas regulamentadoras, instruções normativas, notas e
manuais que descrevem e orientam sobre a realização do trabalho de
cam po.
Na organização das atividades de campo, o agente é o responsável por uma
zona que gira entorno de 800 e 1.000 imóveis. Suas atribuições no combate
aos vetores são:
• Realizaçãodevisitadomiciliar,poisauxilianaidentificaçãodecasos
14
Atribuições profissionais
O
 AG
EN
TE DE CO
M
BATE 
ÀS EN
DEM
IAS
•
•
•
ativida des e xec uta das, sempre no
Utilização correta dos equipamentos de proteção individual
indicados;
Manutenção de
Divulgação de informações para a comunidade sobre sinais e
sintomas, riscos e agentes transmissores de doenças, assim
como as medidas de prevenção individual e coletiva;
formulários
de saúde de referência, comunicando os responsáveis pelo território;
de doenças daquela localidade, assim como, medidas de prevenção
individual e coletiva;
Identificação de casos suspeitos, encaminhando o usuário para a unidade
Informação a supervisores sobre áreas com problemas de maior grau de
complexidade não solucionados;
Elaboração de diagnóstico demográfico,
sanitário, contribuindo para o processo de territorialização e mapeamento
das equipes; Orientação a comunidade sobre sintomas, riscos e agentes
transmissores
•
•
•
•
•
•
registros de info rm ações
am bienta l,
correspondente;
Informação completa sobre seu itinerário diário de trabalho;
referentes às
Participação de reuniões de planejamento e execução de ações que
promovam a saúde e controle a doença;
epidemiológico e
15
Ter todos os endereços expressos de forma correta, principalmente se
for uma visita de verificação de agravos, a fim de evitar pecas de
tempo;
Coletar os dados do usuário e grupo familiar; Preencher os formulários
de registro e controle de vetores e/ou
agravo de doença.
A visita domiciliar é a principal estratégia no controle de doenças desenvolvidas
por vetores, não adianta a implementação de ações de controle de vetores no
município, se nas casas as pessoas não desenvolverem práticas de controle.
A visita domiciliar possui um caráter educativo e busca a participação da
população para o extermínio de criadouros. No momento da visita existem
alguns princípios a serem observados:
� Definição dos objetivos da visita, que pode ser para informar a
população, verificar a presença de vetores ou agravos da doença;
Conferir o cadastro do usuário no SUS;�
�
16
ATIVIDADE DOS AGENTES
EM VISITAS DOMICILIARES
�
�
ATIVIDADE DO
S AG
EN
TES 
EM
 VISITAS DO
M
ICILIARES
17
determinantes no processo.
É através da visita domiciliar, que é possível a
elaboração de um diagnóstico da localidade, por meio de
Modelo de ficha
de avaliação 
entrevi sta e mapeamento da comunidade, que são
domiciliar
Fonte: Prefeitura de Ourinhos.
ATIVIDADE DO
S AG
EN
TES 
EM
 VISITAS DO
M
ICILIARES
18
1.
2
.
3
.
4
.
plano de ação e controle de proliferação de vetores.
O acolhimento é a escuta dos usuários e visa dar
Identificação
domicilio;
Explicação sobre o motivo da visita;
Realização da coleta de dados básicos;
Verificação da ocorrência de doença e presença de
vetores.
do profissional ao responsável pelo
Durante a visita domiciliar é necessário realizar um
acolhimento, com os seguintes passos:
O mapeamento em saúde é uma ferramenta que, permite a
obtenção de informações do perfil sociodemográfico e epidemiológico de
atenção aos mesmos.
determinada população, fornecendo um subsídio para a construção de um
M apeamento
Acolhimento 
ATIVIDADE DO
S AG
EN
TES 
EM
 VISITAS DO
M
ICILIARES
19
•
proliferação de doenças.
condições de saúde, de forma geral.
Fonte de renda predominante na localidade.
Maior 
propensão de
proliferação de 
Os ambientes e modos de vida de cada Estado, cidade e bairro
variam muito, de acordo com as condições econômicas, portanto é necessário
começar o mapeamento identificando, primeiramente as
áreas
•
•
Condições favoráveis para 
aparecimento de doenças
Saneamento básico;
Contaminações de água, ar, solos e alimentos;
vetores.
Através do mapeamento é possível entender as
e microáreas propensas para o aparecimento e
Muito importante durante o mapeamento levar em consideração
as condições de vida como:
Área de risco
ATIVIDADE DO
S AG
EN
TES 
EM
 VISITAS DO
M
ICILIARES
presença de:
recorrentes;
Grande proliferação de vetores;
Infraestrutura inadequada.
Áreas de
Passos para observar ao fazer o mapeamento:
risco são partes de um território,que possuem
características indesejáveis, aumentando a recorrência de desenvolvimento de
doenças e proliferação de animais que disseminam as doenças.
A definição da área de risco parte de uma análise da saúde e
20
1
.
2
.
3.
4.
•
•
•
Saúde defi citári a
DEFINIÇÃO DE ÁREAS DE RISCO
com alto núm er o de
Selecionar a área no mapa e após dividir em microáreas;
Identificar locais coletivos da área, como: escolas, creches, 
comércio, praças, instituições de longa permanência (ILP),
igrejas, templos, cemitério, depósitos de lixo/aterrossanitários;
Classificar a frequência das visitas e distribuições de
profissionais;
Separar as microáreas por aparecimento de vetores,
inserindo ícones, caso o vetor esteja presente na área
marcar no mapa, isso determinará visitas mais frequentes. 
do entes e
infraestrutura da localidade.
Podemos classificar uma área como sendo de risco quando, há
doe nças
ATIVIDADE DO
S AG
EN
TES 
EM
 VISITAS DO
M
ICILIARES
Condições que determinam risco à saúde:
�
21
�
�
�
�
Saneamento: abastecimento de água, esgoto sanitário e
destino do lixo inadequado ou ausente.
Habitação: domicílios improvisados, alto número de
moradores por domicílio.
Educação: analfabetismo, baixa escolaridade do chefe da
fam ília.
Baixa renda.
Indicadores de saúde: proporção de mortes por cada doença
e nível de mortalidade infantil alto.
A entrevista é feita através de questionamentos, entre o entrevistador (quem
questiona) e o entrevistado (quem responde). As perguntas tem o objetivo de
levantar informação necessária, quanto a saúde dentro da casa ou
estabelecimento.
A entrevista permite a identificação dos pontos mais críticos da
microárea e possibilita a criação de estratégia específica.
Técnica de entrevista
ATIVIDADE DO
S AG
EN
TES 
EM
 VISITAS DO
M
ICILIARES
PASSOS PARA A ENTREVISTA: 
22
1.
2.
3.
Apresente-se: diga seu nome, função, motivo da visita e
questione se pode ser recebido naquele momento ou é 
necessário agendar a entrevista para outro dia;
Realize as perguntas em forma de conversa, mostrando
interesse e empatia com o entrevistado. Não deve parecer
um interrogatório;
Use formas de perguntas que provoquem uma resposta
consistente: “o que”, “quem”, “quando”, “onde” e “por quê”.
A resolução de problemas relacionados à saúde, não depende única e
exclusivamente dos profissionais e gestores de saúde, mas também da
colaboração e articulação de outros setores da comunidade.
Exemplo de atuação intersetorial: um estabelecimento está com caixas cheias
de água (parada), sem tratamento e inclusive já possui larvas, então um cliente
comunica um ACE para que seja feita uma vistoria.
Neste exemplo a população ao denunciar está colaborando com
o setor da saúde.
Atuação intersetorial
F amíl i as
Estabelecimentos Governo
Equipe de saúde 
MORAL E ÉTICA
.
Moral compreende as
humanizada e ética, respeitando a moral.
refletindo sobre essência das normas,
presentes nas realidades sociais.
i nten ções ,
valores,
decisões e ações, fazendo
prescrições e exortações
•
•
•
Valores morais que os agentes devem ter:
Respeitar a privacidade e confidencialidade das informações dos
usuários; atenção com idosos por possuírem dificuldades auditivas não
expor sua intimidade em tom alto.
Prezar por uma relação de respeito, evitando tratamentos íntimos como:
“vozinho”, “minha querida”, “amigo”, etc. Prefira utilizar pronomes de
tratamento.
Possibilitar ao usuário liberdade de expressão, para manifestar sua
opinião.
É responsabilidade do profissional da saúde tratar todos de forma
diferença entre ações corretas e incorretas, dos indivíduos de uma população.
Ética, são ações que orientam o comportamento das pessoas,
23
MANUAL DO AGENTE DE
COMBATE ÀS ENDEMIAS
O Manual é norteado da
que possibilitem a minimização dos riscos.
linha do cuidado integral
responsáveis na identificação dos riscos laborais, além da realização de
exames frequentes (Decreto nº 6.856, de 25 de maio de 2009), para controle
da saúde dos profissionais, assim como o desenvolvimento de estratégias,
e busca
esclarecer os fatores de riscos presentes nas atividades, organização e processos
de trabalho, assim como elucidar medidas de proteção coletiva e
individual e as ações de promoção e proteção à saúde a serem observadas
pelo SUS.
Para realizar um bom trabalho o agente deve:
�
�
Conhecer bem o território;Conhecer não só os problemas da comunidade, mas também suas
potencialidades de crescimento e desenvolvimento social e econômico;
Possuir iniciativa e ser proativo;Gostar de aprender coisas novas;Prestar atenção nas pessoas, coisas e ambientes;Prezar pelo respeito e ética perante a comunidade e os profissionais.�
�
�
�
O Ministério da Saúde e as Secretárias de Saúde são os
24
Ferramentas de trabalho
M
AN
UAL DO
 AG
EN
TE DE 
CO
M
BATE ÀS EN
DEM
IAS
25
Os materiais necessários para o desenvolvimento 
trabalho caneta, pranchetas, formulários, pesca-larvas e tubos 
para depósito das larvas de vetores, bem como inseticidas, e
equipamentos de proteção individual.
Vestuário: Camisa de manga longa, calça de brim cóqui, botina de couro,
luvas nitrílicas, óculos e capa de chuva; Capacete; Protetor oricular;
Máscaras faciais completas para nebulização de inseticidas e máscaras
semifaciais para a aplicação de inseticidas em superfícies com ação
residual para o combate a vetores
A responsabilidade de fornecer os EPI’s é do empregador.
O objetivo dos EPI’s é evitar o contato com agentes tóxicos, exposição a ruídos,
objetos perfurantes, entre outros. Podem ser
equipamentos ou vestuários, os tipos de EPI’s fornecidos ao ACE são:
A NR-06, classifica como Equipamento de Proteção Individual (EPI) todo objeto
que proporciona proteção ao trabalhador, com uso individual a fim
deresguardarsuasaúdeao desenvolversuas funções.O uso
de EPI é regulamentado pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977.
das ações são: bolsas para armazenar os instrumentos de 
EPI
�
�
�
�
M
AN
UAL DO
 AG
EN
TE DE 
CO
M
BATE ÀS EN
DEM
IAS
26
Tipo e indicação de uso:
Luvas nitrílicas 
Camiseta ou camisa gola pólo
pulverização e vapores orgânicos;
químicos;
Proteção das mãos em atividades 
agressivas;
Proteção dos pés em ambientes
úmidos ou alagados.
Proteção contra gotículas de produto 
pulverizado;
Proteção dos olhos;
Proteção contra partículas de 
Luvas de raspa de couro 
Bota impermeável de borracha 
Calça de brim cáqui ou jeans 
Boné ou chapéu de brim 
Calçado de segurança 
Vestimenta hidrorrepelente 
compl eta
Respirador PFF2 
Óculos de segurança 
Máscara hemifacial (um ou dois 
filtros) 
Protetor auricular (inserção ou 
concha) 
Avental impermeável 
Proteção contra ruídos excessivos;
Proteção contra derramamento de 
produtos;
Proteção das mãos contra agentes 
Trabalho de rotina, proteção contra
i nsol ação;
Trabalho de rotina, proteção contra 
i nsol ação;
Trabalho de rotina, proteção contra 
i nsol ação;
Proteção dos pés contra agentes 
químicos;
Pulverização de agrotóxicos
M
AN
UAL DO
 AG
EN
TE DE 
CO
M
BATE ÀS EN
DEM
IAS
27
EQUIPAMENTOS INSETISIDAS
Equipamentos depressãovariável –utilizado para aplicação de
inseticidas de efeito residual. Muito utilizado no programas de
controle do Aedes, doença de Chagas e leishmaniose visceral.
Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias
Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de
Combate às Endemias
M
AN
UAL DO
 AG
EN
TE DE 
CO
M
BATE ÀS EN
DEM
IAS
28
Nebulizador/pulverizador costal motorizado - destinado ao
controle espacial do vetor com a aplicação de inseticida a Ultra
Baixo Volume, e formação de partículas muito pequenas.
Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias
M
AN
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 AG
EN
TE DE 
CO
M
BATE ÀS EN
DEM
IAS
29
deve se concentrar em torno de 5 a 25 micras (85%).
Equipamento nebulizador pesado - é utilizado no programa de
controle para manejo espacial do vetor pela nebulização do
inseticida em pequenas gotículas. A produção dessas gotículas
Fonte: Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias
M
AN
UAL DO
 AG
EN
TE DE 
CO
M
BATE ÀS EN
DEM
IAS
30
operadores.
saída do tubo, formando uma névoa que geralmente ocupa a
vegetação. É um equipamento com alto risco de acidente
Equipamento termonebulizador portátil – funciona através da
pulsação ressonante com um ressonador que atinge altas
temperaturas, e a calda inseticida é injetada na extremidade deOs ACE estão expostos a vários tipos de riscos e podem desenvolver doenças e
agravos à saúde, causada por diversos fatores, principalmente pelo inadequado
armazenamento dos EPI’s e falta de local de trabalho fixo, realizando a maioria
das atividades na rua, sendo expostos as intempéries e violência urbana.
relacionado à queimaduras, o que exige capacitação dos
Fatores de Riscos 
31
Além da exposição aos próprios vetores das doenças na área
endémica e manuseio de substancias tóxicas
que visam o controle.
Dentre os fatores de risco, se destacam
biológicos,principalmente os riscos químicos, físicos, 
mecânicos e ergonômicos.
Riscos físicos
Riscos químicos
Riscos biológicos
Fatores de risco 
por vetores ou por lesões
provocadas por objetos
perfuro cortantes.
Leptospirose
Tétano
Lei shmani ose
Situações de exposição Agravos
Intoxicação exógena
Doenças respiratórias
Doenças do sistema nervoso
Doenças hepáticas e renais
Alguns tipos de câncer
Perda Auditiva e efeitos extra 
auditivos da exposição a 
Manipulação de inseticidas eequipamentos para aplicação.
Trabalho em ambientes 
abertos, com exposição ao 
sol, variação de temperaturas ruídos
e umidade, uso de Câncer de pele
maquinário que emite ruídos Dermatoses
e vibrações. Doenças do sistema nervoso
Exposição a agentes 
biológicos (bactérias, toxinas, biológico
Acidente commaterial 
vírus, protozoários) 
disseminados no ambiente, 
Arboviroses
Tuberculose
que podem ser transmitidos Malária
M
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32
Riscos mecânicos e de 
de motocicletas.
Fatores de risco 
acidente de trabalho
Situações de exposição Agravos
Uso de maquinários e 
equipamentos, queda de 
alturas, colisões, 
atropelamentos, picadas e 
contato com insetos e 
animais peçonhentos,
armazenamento inadequado 
de materiais, perfurações, 
lesões, cortes, ferimentos, 
mordedura de animais, 
deslocamentos em áreas 
Acidente de trabalho
Acidente com exposição amaterial biológico
Acidentes com animaispeçonhentos
com sinalização precária, uso 
M
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TE DE 
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Riscos ergonômicos
(LER/Dort)
inadequada, repetitividade de 
ações, jornadas de trabalho
extensas, estresse 
ocupacional (condições
insalubres, falta de 
treinamento e orientação, 
relações interpessoais 
abusivas, dentre outras), 
tensão, ansiedade, frustração 
e depressão devido ambiente 
laboral. Violência verbal e 
física, exposição à violência 
urbana.
Fatores de risco 
Transtorno mental 
relacionado ao trabalho
Hipertensão arterial
Acidentes de trabalho
Situações de exposição
Realização de trabalho em pé 
Agravos
Lesões por EsforçoRepetitivo/ DistúrbiosOsteomuscularesRelacionados ao Trabalho com deslocamento intenso,
elevação e transporte de
peso, flexão e extensão de
membros, postura 
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•
Proteção das partes, equipamentos;
Regulagem periódica dos equipamentos; Avaliação dos produtos quanto à
toxicidade, formulação e cuidados na aquisição e manejo. Assim como
selecionar produtos menos tóxicos e com menor impacto ambiental, como
por exemplo, os biotecnológicos; Definição de limite de tempo de exposição
aos inseticidas; Protocolo com descrição de cálculo por área a ser tratada e
quantidade de calda necessária; Treinamento sobre transporte e descarte
adequado de produtos;
que podem gerar
A promoção e proteção da saúde dos trabalhadores
expostos a riscos advindos do desenvolvimento do trabalho
são garantidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
A promoção e prevenção partem da adoção de medidas
aplicadas individual ou coletivamente, que previnem os agravos
relacionados ao trabalho.
fraturas em máquinas e
processo de trabalho quanto à saúde e segurança, executadas pela equipe
técnica de saúde do município e estado.
Medidas de saneamento: abastecimento adequado de água, esgotamento sanitário, limpeza e drenagem urbana, manejos de
resíduos sólidos e de águas pluviais;
Segue abaixo as medidas:
Essas medidas são ações de intervenção na organização e no
Medidas de Proteção à Saúde
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•
Eliminação mecânica dos criadouros:
limpeza e drenagem;
Utilização de inseticidas menos voláteis;
remoção, vedação,
iluminação adequada, possuindo piso resistente, lavável e impermeável.
Com utilização apenas para atividade que
envolva o uso de produtos químicos, como armazenagem e
preparo, distribuição e descarte; Disponibilização de salas de apoio
operacional e administração, fora do
ambiente de armazenamento dos produtos;
Fornecimento de vestiário e sanitário em conformidade com NR-24,
dotado de chuveiro de emergência com lava-olhos;
Disponibilização de estação de lavagem de mãos e materiais, após uso e
manuseio de produtos;
Possuir lavanderia para apoio à higienização dos ambientes, uniformes e
equipamentos de proteção individual não descartáveis;
Exposição de placas com informações e sinalizações de segurança
relativas ao risco químico e físico;
Elaboração de protocolo escrito sobre os procedimentos a serem
adotados em caso de acidente;
Aquisição de máquinas e equipamentos seguros, em conformidade com a
NR-12 e realização de manutenção adequada;
Utilização de dosadores individuais durante o processo de diluição ou
mistura, para evitar o contato manual ou acidental com o produto;
Adoção de uso de mochilas ao invés de bolsas laterais;
A sala dos agentes, onde fazem o controle e mantem o
•
estoqu e, deve ser de alv enari a, com ventilação e
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•
• Criação de protocolo
indispensável dos EPI’s;
Disponibilizar no local de manuseio de produtos químicos,
escrito s obre a utili za ção
produto absorvido e a data da ocorrência, devendo ser armazenados
em cima de estrado, até a destinação
adequada do resíduo;
Isolamento e sinalização da área contaminada em todas as direções;
Disponibilizar informativos sobre:
os EPI’s indicados e materiais absorventes como areia,
serragem ou mantas, além de tambores de boca larga para
o recolhimento do produto dotados de identificação do
• não manusear embalagens rompidas, salvo com as indicações
pertinentes;
nãotocaroucaminharsobreoprodutoderramado;
lavar separadamente os EPI usados na aplicação de produtos
químicos;
enxaguarabundantementeasvestimentascomáguacorrenteantes
da lavagem, para remover os resíduos;
nãodeixarde“molho”aspeçasaseremlavadas;
não levar os EPI’s para as residências e lavá-los no ambiente
doméstico.
•
• 
• 
•
• 
Realizar treinamentos periódicos em segurança e saúde, com os
seguintes temas:
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•
• 
noçõesdeidentificaçãodeperigoseriscos;
medidasdeprevençãoecontrole;
produtosquímicosetoxicologiabásica;
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•
•
•
• atuali zação produtos;
segurança nas visitas a comunidade, orientando sobre o uso de
crachás institucionais de identificação e uniformes; manutenção de
uma relação de confiança com a população;
realização do trabalho sempre em dupla, estimulando a denúncia
de abusos e ameaças, além do direito de trocar de área de trabalho
em casos de situações reais de ameaça e risco de violência.
dos
trabalho e primeiros socorros;
proibição de comer, beber e
inseticidas;
tra balh ado res sob re os
fumar ao manusear
métodos de trabalho para controle vetorial;
regulagem 
acidentes;
e manutenção dos equipamentos;
ao
no vos
e processos de trabalho; Estimulação dos trabalhadores a participarem de
ações de saúde e
segurança no trabalho;
Manutenção de comunicados a população sobre as atividades
desenvolvidas pelos ACE e sua importância, para a proteção da saúde
das comunidades;
Informação aos ACE sobre os riscos existentes no local de trabalho e sobre
seus direitos e deveres
•
•
do enç as e agravos r el aciona dos
Realização de articulações intersetoriais,para a melhoria dos ambientes
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ano vigente.
O planejamento é uma etapa muito importante, no desenvolvimento das funções dos agentes, porque uma medida de saúde
não permite improvisos.
Durante o acompanhamento das ações, é importante que a execução esteja de
acordo com os objetivos gerais, do programa e cumpra o que se propõe.
Problemas mais complexos necessitarão de ainda mais planejamento.
O planejamento é composto por Diagnóstico, Plano de Ação,
Execução, Acompanhamento e Avaliação.
A imunização é o ato de promover proteção
imunológica contra uma doença infecciosa. Possui o objetivo de
aumentar a resistência do indivíduo contra infecções.
Geralmente administrada por meio de vacina, imunoglobulina ou
por soro de anticorpos.
Os agentes devem estar imunizados contra riscos biológicos, que
serão submetidos no desenvolvimento das suas funções.
Por isso é imprescindível a aplicação das vacinas essenciais,
além de registro e manutenção da carteira de vacinação comprovando.
Imunização 
Planejamento
A imunização deve seguir o Calendário Nacional de Vacinação do
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O plano de ação contém 4 etapas:
Meta –estabelece o que se pretende atingir.
O diagnóstico busca conhecer todas as
características socioeconômica, culturais e epidemiológicas de
determinada população. Através da aplicação de questionários.
É nodiagnóstico,queficaclaraa realidadedolocal,
em que irá se desenvolver as ações.
Estratégia –é o passo a passo para o desenvolvimento do plano, 
seguido das atividades e técnicas, para o desenvolvimento das ações.
Cronograma –estabelece o tempo, para desenvolvimento de cada ação.
execução, considerando tanto recursos financeiros, como os humanos e 
m ateriais.
Após a identificação dos problemas da microárea, é necessário planejar uma
intervenção. O plano de ação serve como uma direção, para o
desenvolvimento das ações, a fim de resolver os problemas.
PLANO DE AÇÃO
DIAGNÓSTICO 
Recursos –é o levantamento de tudo, que será necessário para 
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ÁREAS DE RISCO
da presença de animais e vetores portadores de vírus, deixando a população
em risco de desenvolver essas doenças.
Área de risco é classificada como uma local com maior propensão,
A hierarquia de controle é dividida em 3 etapas, que são:
Redução: é o desenvolvimento de ações que possamos diminuir
ao máximo a possibilidade da ocorrência da doença. Isso se dá
através de campanhas informativas que deixam a comunidade 
em alerta.
Controles: uma medida que busca a verificação das 
microáreas, onde já houve grande recorrência de doença. 
Os controles aumentam a frequência das visitas nessas 
microáreas, a fim de impedir a proliferação novamente. É 
uma ação corretiva, com uma intenção preventiva.
Eliminação: sem discussão é a melhor e mais correta das ações. Visa 
a destruição dos criadouros de vetores de doença.
ao desenvolvimento de doenças, e assim pode apresentar riscos à saúde.
As áreas de riscos endêmicas são localidades onde há recorrência
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Hierarquia de controle
ÁREAS DE RISCO
42
O controle de vetores ocorre através ações
desenvolvidas em conjuntos entre agentes, população e
sistema de saúde. Os controles de vetores podem ser:
�
Mecânico, envolve ações de saneamento básico de resultados
permanentes. Exemplo: a coleta e destinação adequada de lixo e a 
destruição de criadouros.
Biológico, consiste na repressão de pragas utilizando inimigos naturais 
específicos, como predadores, parasitas ou patógenos.
Químico, ocorre através de uso de produtos químicos, que visam eliminar
ou controlar as pragas. Aparecendo como a última instância de controle.
Legal, controle realizado através de instrumentos jurídicos (leis e 
portarias), que criam normas, deveres e obrigações da comunidade,
estabelecimentos e equipe de saúde.
Residual: consiste na aplicação de grandes partículas do inseticida que
ofereçam estabilidade química. O objetivo é atingir o vetor adulto.
Espacial: trabalha através da dispersão de gotículas pulverizadas do
inseticida no ar.
Focal: são ações de eliminação de larvas em criadouros, usando larvicida.
Perifocal: é o tratamento em pontos estratégicos e de difícil acesso.
Tipos de Tratamentos
Tipos de Controle de Vetores
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ÁREAS DE RISCO
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•
•
•
•
TIPOS DE CRIADOUROS E DEPÓSITOS
Criadouro é o recipiente que propicia a proliferação
de vetores, em sua maioria são recipientes que armazenam
água, seja pela ação da chuva ou ação do homem, no criadouro
serão depositados os possíveis filhotes de vetores de doenças.
Também são classificados como criadouros ralos, calhas,
piscinas, tanques em obras, em borracharias, vasos de
floriculturas, etc.
Criadouros de água - são classificados como os locais de armazenamento de
água, onde é depositado ovos. Exemplo: caixas d’água sem higiene.
Pequenos depósitos – são vasilhas domésticas, que possam armazenar
água. Exemplo: vasos e frascos com plantas, pratos e pingadeiras colocados
sob o vaso, gamelas, bacias e outras peças utilizadas em cerimônias
religiosas, caixa de ar condicionado, etc. Depósitos Fixos – são os
recipientes permanentes, como calhas e ralos, tanques colocados em obras,
borracharias, floriculturas e hortas. Também está incluso depósitos
encontrados em pátios ferroviários, portuários, aeronáuticos e de indústrias.
Depósitos naturais – são os depósitos presentes na natureza (buracos de
árvores) ou plantas, que acumulam água em suas axilas, como as bromélias.
Criadouros e Depósitos
ÁREAS DE RISCO
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•
•
•
•
•
inutilizado como criadouro.
Borracharias;
Oficinas mecânicas,;
Cemitérios, entre outros.
esses depósitos transformando eles em:
• Depósitos inspecionados - todo depósito
luz ou do pesca-larva.
Depósitos tratados - é aquele onde foi aplicado inseticida.
Depósitos eliminados – é aquele que foi destruído ou
com água
Ponto estratégico é o local de grande existência de concentração
de depósitos de desova de vetores, ou seja, local de vulnerabilidade.
São exemplos:
examinado pelo agente de saúde, com auxílio de fonte de
Após o trabalho do agente é possível modificar
Pontos Estratégicos
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO 
TRABALHO DO AGENTE
DE COMBATE ÀS ENDEMIAS
Os profissionais ACE sempre estiveram atuantes no solo brasileiro, suas
atribuições já sofreram diversas modificações, e apesar de ser um trabalho
desenvolvido desde os primórdios, só houve a regulamentação de fato no ano de
2006.
No dia 5 de outubro de 2006 foi publicada a Lei Federal nº 11.350,
que estabelece um regulamento e descrição da profissão.
A Lei estabelece, que para exercer as atividades de um profissional ACE é
necessário possuir capacitação, através de curso introdutório inicialmente e
programa de formação continuada.
A Portaria nº 1.007 de 2010 é outro instrumento que rege o trabalho dos agentes,
foi através dela que, a função foi incorporada na atenção primária, com o objetivo
de fortalecer as ações de vigilância em saúde.
Por fim, temos a Portaria nº 1.635 de 2012 que trata sobre os
recursos financeiros destinados a atuação do Agente de Combate a Endemias.
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produção dos Agentes de Combate às 
Endemias;
2009 -Publicação do Caderno de Atenção
Básica nº 22 / Vigilância em Saúde -ações
de controle da malária (Portaria GM/MS nº 
3.238, de 18 de dezembro) e (Portaria
GM/MS nº 3.252, de 22 de dezembro)
2008 -Publicação do Caderno de Atenção
Básica nº 21 / Vigilância em Saúde;
1999 -Fundação Nacional de Saúde inicia
o processo de descentralização, para os
municípios das ações na área de
Epidemiologia e Controle de Doenças
(Portaria GM/MS n°1.399, de 15 de 
dezembro);
2002 -Os Agentes Comunitários de Saúde 
passam a atuar na prevenção e no controle 
da malária e da dengue (Portaria GM/MS nº 
44, de 03 de janeiro);
2017 -Integraçãodo processo de trabalho
da Atenção Básica e Vigilância em Saúde,
ações de vigilância inseridas nas
atribuições de todos os profissionais da AB,
definidas atribuições comuns dos ACS e
ACE (PNAB -Portaria GM/MS 2.436, de 21 
de setembro)
2018 -Decreto nº 9.473, de 16 de agosto,
que inclui a atenção à saúde e à segurança
do trabalho alterando o Decreto nº 67.326 
de 1970 e o Decreto nº 93.215 de 1986. 
2006 -Regulamentação das atividades
dos Agentes Comunitários de Saúde e
dos Agentes de Combate às Endemias 
(Lei nº 11.350 de 5 de outubro);
2009 -Decreto nº 6.856, de 25 de maio
de 2009, que regulamenta o art. 206-a da
Lei no 8.112, de 11 de dezembro de
1990 –regime jurídico único, dispondo
sobre os exames médicos periódicos de
servidores 
2010 -Foi criado incentivo financeiro 
adicional para os municípios, que 
cadastrassem Agentes de Combate às 
Endemias na equipe saúde da família 
(Portaria GM/MS nº 1007 de 4 de maio)
2015 -Criação do CBO permitindo a 
inserção dos ACE nas equipes (Portaria 
GM/MS nº 165, de 25/02); MS, incluindo 
a integração das ações dos ACE 
(Decreto GM/MS nº 8.474, de 22/06) 
(Portaria 2.121 de 18 de dezembro)
2018 –Reformulação das atribuições dos
Agentes Comunitários de Saúde e dos
Agentes de Combate às Endemias (Lei nº 
13.595, de 5 de janeiro);
2014 –Sistema e-SUS permite o registro da 
Contextualização Histórica de Legislações em
Saúde
NR 15 ATIVIDADES E
OPERAÇÕES INSALUBRES
A NR 15 é uma norma Regulamentadora que descreve as
atividadesoperações, atividades e agentes insalubres recorrentes nas 
relacionadas ao trabalho.
O principal objetivo da NR 15 é regulamentar limites de tolerância para as
situações de insalubridade. Com fiscalização por meio de agentes do Ministério
do Trabalho, que podem interditar o ambiente até que a situação seja
solucionada.
A NR 15 pretende:
• Garantiadasegurançadotrabalhadoratravésdeinstrumentoscontidosna
legislação, busca-se em primeiro lugar a segurança do trabalhador. Locais
insalubres tendem a apresentar riscos à saúde do colaborador.
Reduçãoderisco,atravésdareduçãodacargahoráriatrabalhadanesses
locais ou atividades — não sendo permitida horas extras.
AumentodaproteçãocomobrigatoriedadedousodeEPIs.
Melhoradaprodutividadedevidoaprevençãodeocorrênciadeacidentes.
• 
• 
• 
A distribuição do grau de insalubridade é classificado da seguinte
m aneira:
�
�
�
40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio; 10%(dez por cento), para insalubridade de grau mínimo.
Atividades insalubres descritas na NR 15 estão relacionadas a
ruídos contínuos, exposição ao calor e/ou radiações, vibrações, exposição ao
frio e umidade, exposição a agentes químicos. O grau de insalubridade é
determinada após avaliação do local de trabalho.
47
PROMOÇÃO E PREVENÇÃO 
EM SAÚDE
CONTROLE DAS DOENÇAS: DENGUE /
CHAGAS / LEISHMANIOSE E MALÁRIA
Neste capitulo abordares doenças
Promover tem o significado de dar impulso,
i nfeccio sas
fomentar ou gerar. A
promoção da saúde é mais ampla do que prevenção, porque refere-se a
estratégias que buscam evitar a doença e melhorar a qualidade de vida da com
unidade.
transmitidas por
vetores. Vetores são os insetos que carregam o patógeno das doenças e passam
aos seres humanos, em sua maioria são mosquitos transmissores.
doenças.
A principal diferença entre prevenção e promoção está sobre o conceito de saúde,
na prevenção a saúde é a ausência de doenças, enquanto na promoção a saúde é
encarada com um olhar multifocal.
Deve-se destacar também que a promoção de saúde adota uma estratégia
política, possibilitando mudanças na relação entre cidadãos e o Estado, pela
ênfase em políticas públicas e ação intersetorial.
As estratégias de promoção buscam a transformação das
condições de vida da população, prevendo uma abordagem intersetorial.
Prevenção são um conjunto de medidas que protegem contra as
48
49
A dengue é uma doença causada por um vírus, ele
é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os
sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e
manchas avermelhadas.
Manifestações hemorrágicas, quando ocorrem,
podem indicar um caso mais grave da infecção.
O trabalho do ACE é eliminar os focos antes mesmo de se
tornarem larvas.
• Oreconhecimentogeográficoéatividadepréviaecondiçãoessencialpara
a programação das operações de campo, de pesquisa e tratamento
químico. As casas e terrenos baldios devem ser numerados para facilitar a
distribuição dos agentes.
Navisitadomiciliarverificartodosospossíveisdepósitoseorientaras
famílias sobre como prevenir.
• 
Vias de infecção: a fonte da infecção e hospedeiro é o homem. A
transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti.
Período de incubação: pode variar entre 3 e 15 dias, com média,
de 5 a 6 dias. A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no
sangue caracterizado com período de viremia. Este período começa 1 dia
antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia.
Prevenção: se dá pela ausência de reprodução do mosquito
transmissor, através da eliminação de objetos que acumulem água parada
como pneus, garrafas e plantas.
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Doença de Chagas causada por Trypanosoma cruzi
se caracteriza como um problema de saúde pública. Os mais
afetados são os moradores da região Amazônica.
Os sinais e sintomas são: na fase aguda, febre prolongada (mais
de 7 dias), dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e
pernas.
Na fase crônica, a maioria dos casos não apresenta sintomas,
porém algumas pessoas podem apresentar: problemas cardíacos, como
insuficiência cardíaca, problemas digestivos.
Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a taxa de
sucesso do tratamento. Ao identificar um paciente suspeito com infecção
aguda, os profissionais devem preencher o formulário no site do Ministério da
Saúde (http://portalsinan.saude.gov.br). As informações fornecidas são
utilizadas para identificar riscos, promover ações preventivas junto ao
Ministério da Saúde
O ciclo de vida do Trypanosoma cruzi é composto pelo
desenvolvimento dos triatomíneos apresenta três fases: ovo, ninfa e adulto.
O ovo leva cerca de duas a três semanas para eclodir. A ninfa se
alimentará de sangue e sofrerá uma mudança, passando para o 2º estádio e
assim sucessivamente, até o 5º estádio. A última muda originará o adulto
(macho ou fêmea) que apresentará asas e genitália. Não nasce contaminada
se contamina após alimentação de sangue contendo o Trypanosoma cruzi.
Doença de Chagas
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•
•
•
•
•
Período de incubação:
Transmissão por acidente em laboratório aproximadamente 20 dias.
Vias de infecção:
Vetorial Clássica – picada do barbeiro defeca, e em suas fezes está a
forma infectada, ao se coçar, os parasitos invadem células da região da
picada. Via Oral – ao ingerir alimentos contaminados, o T. cruzi infecta
células da
boca e do estômago.
21dias; Transmissão congênita, qualquer período da gestação ou durante o
parto;
Transmissão por transfusão ou transplante de 30 a 40 dias ou mais;
Essa espécie também chamada de barbeiros, pode
ser encontrada em ambientes silvestres (mata), dentro e fora
dos domicílios também, eles são atraídos pela luz.
Reservatório são os animais que apresentam o Trypanosoma
cruzi na circulação sanguínea e na musculatura, por isso são
considerados infectados.
Nem todos os animais reservatórios apresentam aspectos de
doente. Exemplos de reservatórios: mucura, tatu, macaco, veado, preguiça,
lagarto), podem servir de alimentação para os triatomíneos, mas não se
infectam, pois o Trypanosoma cruzi não sobrevive nesses animais, portanto,
não são reservatórios.
•
cachorro, gato,
Transmissão vetorial clássica de 4 a 15 dias ou Transmissãooral de 3 a
rato entre outros. Aves (galinha, pato) e répteis (cobra,
52
visceral
como baço e fígado.
Os sintomas da leishmaniose visceral
A prevenção pode ser feita evitando que o inseto
“barbeiro” forme colônias dentro das residências. Em áreas
onde os insetos possam entrar nas casas voando pelas
aberturas ou frestas, pode-se usar mosquiteiros ou telas
m etálicas.
incluem febre,
e linfadenopatia.
Geralmente, a leishmaniose visceral pode afetar crianças com
menos de dez anos de idade e é considerada a forma mais aguda da doença.
Se seus sintomas não forem tratados, eles podem piorar e causar a morte do
paciente.
partes do Brasil).
Existem leishmaniose humana e leishmaniose canina, que afetam
No humano existem dois tipos de leishmaniose: leishmaniose
e leishmaniose tegumentar. A leishmaniose visceral também é
chamada de calazar. Além da medula, ela também afeta órgãos internos,
tosse, dor abdominal, anemia, perda de peso, diarreia, fraqueza,
hepatoesplenomegalia
protozoários do gênero Leishmania um parasita. Sua transmissão ocorre pela
picada do mosquito-palha, que se prolifera mais em condições tropicais,
sendo mais comum em países de clima quente e úmido (como em algumas
cães.
A leishmaniose é uma do ença infecciosa ca usad a por
Leishmaniose 
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•
Período de incubação: é bastante variável
como para o cão:
A leishmaniose cutânea também é chamada de
leishmaniose ferida brava, são feridas na pele que podem se
desenvolver em membranas mucosas, como feridas na boca e
no nariz.
A ferida causada pela leishmaniose tegumentar é
vermelha, oval e bem definida.
macrófagos e monócitos parasitados. No intestino do inseto, as
amastigotas são liberadas e após divisão se transformam nas
infectantes para o homem.
tanto para o homem
e, se possível, serem vacinados contra o problema.
O ciclo de transmissão é o seguinte: ao fazer repasto sanguíneo
em hospedeiro infectado, as fêmeas dos flebotomíneos ingerem sangue com
alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os
flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e são tão pequenos
que podem atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas.
fo rm
as
formas
No cão: de 3 meses a vários anos com média de 3 a 7 meses.
Prevenção: os humanos que moram em área de mata devem usar
repelentes e roupas de manga. Já os cães devem usar coleiras com repelente
•
Vias de infecção: transmitida por
No homem: 10 dias a 24 meses, com média entre 2 a 6 meses.
insetos hematófagos (que se
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O papel do ACE no combate deve ser através de
campanhas contra a leishmaniose, informando a população
dos perigos da doença e das medidas de controle do vetor.
Aplicar borrifação intradomiciliar de efeito residual, quando
indicado, como medida de controle de vetores.
m osquito-prego.
A transmissão natural da malária ocorre através da picada de
principais
criadouros são coleções de água limpa, quente, sombreada e de baixo fluxo,
muito frequentes na Amazônia brasileira.
segunda fase do ciclo (esquizogonia sanguínea). Nessa fase começa a
aparecer os sintomas da malária.
pela picada do vetor, invadindo as células do fígado. Ali se multiplicam e dão
origem a muitos outros novos parasitas que ao romperem os hepatócitos,
parasita o Plasmodium. As espécies associadas à malária humana são:
Plasmodium falciparum, P. vivax P. malariae e P. ovale. A P. ovale é restrita a
determinadas regiões da África. O vetor é comumente conhecido como
fêmeas infectadas
caem na circulação sanguínea, invadindo as hemácias,
de mosquitos do gênero Anopheles,
da ndo
A malária é uma doença infecciosa cujo agente etiológico é o
início à
A infecção só inicia quando os parasitas são plantados na pele
os 
M alária
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O tempo de incubação é de uma semana. Alguns
parasitas se desenvolvem rapidamente, enquanto outros ficam
em estado de latência no hepatócito. Onde pode ocorrer
Os sinais e sintomas são: na crise aguda episódios
de calafrios, febre e sudorese. Com duração de 6 a 12 horas e
recaídas da doença, que ocorrem após períodos variáveis de
Acompanhados de cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos.
Gestantes, crianças e os primoinfectados (primeiro contato com o
parasita) estão sujeitos a maior gravidade, principalmente por infecções pelo
P. falciparum, que podem ser letais. O diagnóstico precoce e o tratamento
correto são imprescindíveis para reduzir a gravidade e a letalidade.
O papel do ACE no combate a malária está relacionado ao
combate do vetor, que é o mosquito, além do encaminhamento dos casos
para tratamento na UBS. Sempre orientando a população quanto aos riscos.
pode cursar com temperatura igu al
incubação (geralmente dentro de seis meses).
ou superior a 40ºC.

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