Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Conhecimentos específicos</p><p>“Camuflar um erro seu é</p><p>anular a busca pelo</p><p>conhecimento. Aprenda</p><p>com eles e faça novamente</p><p>de forma correta.”</p><p>Nara Nubia Alencar</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Conceitos Básicos De Endemia, Epidemia, Pandemia, Hospedeiros, Reservatórios, Vetores De</p><p>Doenças, Via De Transmição De Doenças</p><p>Endemia</p><p>É qualquer doença doença localizada em um espaço limitado denominado “faixa endêmica”. Significa</p><p>que endemia é uma doença que se manifesta apenas numa determinada região, de causa local, não</p><p>atingindo nem se espalhando para outras comunidades.</p><p>Enquanto a epidemia se espalha por outras localidades, a endemia tem duração continua porém, res-</p><p>trito a uma determinada área.</p><p>No Brasil, existem áreas endêmicas. A título de exemplo, pode ser citada a febre amarela comum Ama-</p><p>zônia. No período de infestação da doença, as pessoas que viajam para tal região precisam ser vaci-</p><p>nadas. A dengue é outro exemplo de endemia, pois são registrados focos da doença em um espaço</p><p>limitado, ou seja, ela não se espalha por toda uma região, ocorre apenas onde há incidência do mos-</p><p>quito transmissor da doença.</p><p>Epidemia</p><p>É uma doença infecciosa e transmissível que ocorre numa comunidade ou região e pode se espalhar</p><p>rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto epidêmico. Isso poderá ocorrer</p><p>por causa de um grande desequilíbrio (mutação) do agente transmissor da doença ou pelo surgimento</p><p>de um novo agente (desconhecido).</p><p>A gripe aviária, por exemplo, é uma doença “nova” que se iniciou como surto epidêmico. Assim, a</p><p>ocorrência de um único caso de uma doença transmissível (ex.: poliomielite) ou o primeiro caso de uma</p><p>doença até então desconhecida na área (ex.: gripe do frango) requerem medidas de avaliação e uma</p><p>investigação completa, pois, representam um perigo de originarem uma epidemia.</p><p>Com o tempo e um ambiente estável a ocorrência de doença passa de epidêmica para endêmica e</p><p>depois para esporádica.</p><p>Pandemia</p><p>A pandemia é uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais</p><p>continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras.</p><p>Para entender melhor: quando uma doença existe apenas em uma determinada região é considerada</p><p>uma endemia (ou proporções pequenas da doença que não sobrevive em outras localidades). Quando</p><p>a doença é transmitida para outras populações, infesta mais de uma cidade ou região, denominamos</p><p>epidemia. Porém, quando uma epidemia se alastra de forma desequilibrada se espalhando pelos con-</p><p>tinentes, ou pelo mundo, ela é considerada pandemia.</p><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pandemia pode se iniciar com o aparecimento de</p><p>uma nova doença à população, quando o agente infecta os humanos, causando doença séria ou</p><p>quando o agente esparrama facilmente e sustentavelmente entre humanos.</p><p>Os critérios de definição de uma pandemia são os seguintes: a doença ou condição além de se espalhar</p><p>ou matar um grande número de pessoas, deve ser infecciosa.</p><p>Para saber mais: o câncer (responsável por inúmeras mortes) não é considerado uma pandemia porque</p><p>não uma é doença contagiosa, ou seja, não é transmissível.</p><p>Exemplos de Pandemias</p><p>AIDS, tuberculose, peste, gripe asiática, gripe espanhola, tifo, etc.</p><p>É importante saber que: o vírus ebola e outras doenças rapidamente letais como a febre de Lassa,</p><p>febre de Vale de Racha, vírus de Marburg, e a febre de hemorragia boliviana são doenças altamente</p><p>contagiosas e mortais com o potencial teórico de se tornar pandemias no futuro.</p><p>Hospedeiros e Reservatórios</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O século XIX foi palco da polêmica final sobre as relações de parentesco do homem com as demais</p><p>espécies de animais, Sua constituição biológica e seus atributos culturais forneceram os argumentos</p><p>utilizados pelos que viam nele, uns o anjo decaído, outros o mono evoluído.</p><p>Na época das grandes explorações geográficas, após a Idade Média, foi necessária a expedição de</p><p>uma Bula Papal por Paulo II, em 1537, sustentando que os indígenas das áreas em descobrimento</p><p>pela Europa eram membros da mesma família humana, como tal tendo almas, espírito, consciência e</p><p>direitos ao respeito dessa mesma família universal. (Reis, 1971) No seu relato da conquista das ilhas</p><p>do Pacífico, Michener e Day revelam o desprezo dos europeus pela vida dos nativos, que não eram</p><p>considerados criaturas totalmente humanas.</p><p>Em 1862, Thomas Huxley concluía um estudo sobre a Posição do Homem na Natureza, no qual pro-</p><p>curava derrubar as barreiras conceituais e preconceituais que lhe atibuíam posição taxonômica privile-</p><p>giada, imediatamente abaixo da dos anjos. Em 1877, Quatrefages, em seu livro sobre A Espécie Hu-</p><p>mana tentava, por outro lado, demonstrar que o homem merecia lugar de destaque na criação e algu-</p><p>mas raças, mais do que outras. Discordou de Lineu que, apesar de fixista, colocara-nos na mesma</p><p>ordem dos macacos, e de Huxley que nos rebaixou ao nível dos demais mamíferos. Para Quatrefages,</p><p>as enfermidades seriam comuns a todas as raças, com certas particularidades de sensibilidade e re-</p><p>sistência, atribuídas a características raciais e não a fatores geoecológicos ou sociais.</p><p>Em 1946, Hooton admitia como parte dos estudos antropológicos, a classificação dos "tipos de tempe-</p><p>ramento", baseada na escala de Sheldon, que a organizou a partir da análise psicológica realizada</p><p>sobre amostras de grupos sociais distintos, incluindo "um pequeno grupo de pessoas eruditas". Entre</p><p>os itens dessa escala contam-se: gula, inclinação por cerimoniais, amor à aventura, sede de poder,</p><p>sono profundo, indiferença espartana à dor, agorafobia, introversão, e outras "características" subjeti-</p><p>vas, impossíveis de serem medidas ou quantificadas.</p><p>Não é de admirar, portanto, que estudos ecológicos sobre reservatórios animais e hospedeiros não-</p><p>humanos só se hajam desenvolvido no século XX, a partir dos trabalhos pioneiros de Manson (1877) e</p><p>de sua escola, e como conseqüência do progresso da etologia, a ciência do comportamento animal, da</p><p>psicologia e da sociologia aplicadas à saúde pública. O maior progresso ocorreria por ocasião da Se-</p><p>gunda Guerra Mundial.</p><p>Histórico</p><p>Desde a antigüidade o homem relacionou o surgimento de certas doenças e epidemias com a presença</p><p>ou influência de animais que pressagiam maus agouros. Cobras e sapos são tidos, popularmente, como</p><p>transmissores de cobreiros ou herpes; corujas e morcegos pressagiam a morte e as superstições liga-</p><p>das à fauna são muitas e variadas. Das dez pragas do Egito, anunciadas por Moisés (Isaías VII18-19),</p><p>cinco são animais: rãs, piolhos, moscas, pestes dos animais e gafanhotos. Lanbrecht, ao discutir o</p><p>papel das zoonoses na evolução dos hominídios, no continente africano, reconhece na menção bíblica</p><p>às moscas, referência a Glossina, conhecidas como tsé-tsé.</p><p>Há mais de mil anos os povos orientais associavam as epidemias de peste bubônica à presença de</p><p>ratos e o relato bíblico da derrota dos israelitas pelos filisteus (l Samuel 5) constitui a primeira referência</p><p>segura a esta doença. Levada a Arca do Senhor de Ebenézer para Asdode, recaiu o castigo divino</p><p>sobre os vencedores: Os homens que não morreram eram atingidos com os tumores. Após sete meses</p><p>consultaram, os filisteus, os sacerdotes e adivinhos, que recomendaram a devolução da Arca mas não</p><p>vazia: para que fossem curados deviam preparar uma imitação de vossos tumores e de vossos ratos,</p><p>que andam destruindo a terra ..., em ouro.</p><p>Alguns helmintos já eram conhecidos no antigo Egito, mas o ciclos complexos só foram estudados no</p><p>século XIX. Leuckart, em 1867 descreveu o ciclo de um parasita de gorgulho de cereais do gênero Te-</p><p>nebrio. Dois anos depois, seu discípulo, Melkinov, demonstrou que Diphylidiun desenvolvem-se em pi-</p><p>olhos parasitas de cães. No mesmo ano, Fedschenko observara o desenvolvimento de Dracuncu-</p><p>lus em Cyclops.</p><p>de</p><p>base territorial, com foco no trabalho de campo com as comunidades. Absorveu, também,</p><p>as atividades da extinta Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde (SNABS) e da</p><p>Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde (SNPES), bem como as ações</p><p>de informática do SUS, até então desenvolvidas pela Empresa de Processamento de Dados</p><p>da Previdência Social (Dataprev).</p><p>A Funasa foi criada em meio a um cenário de transformações sociais, econômicas e políticas</p><p>em âmbito nacional, assumindo todas as ações de controle das endemias e de saneamento</p><p>público domiciliar do país. Durante os primeiros anos, desenvolveu suas atividades de</p><p>forma centralizada e pouco sistêmica. Esse período caracterizou-se pelo desenvolvimento</p><p>de ações pontuais, setoriais e desarticuladas. Essa realidade, aliada às diferenças culturais</p><p>das organizações que a originaram, dificultava sua integração ao Sistema Único de Saúde</p><p>(BRAGA; VALLE, 2007).</p><p>Com a implantação do SUS e o processo de descentralização, ações que eram de respon-</p><p>sabilidade da União foram consignadas aos estados, municípios e Distrito Federal. Nesse</p><p>contexto, muitos ACE que atuaram diretamente no controle de vetores, realizando visitas</p><p>domiciliares, inspeções e eliminação de depósitos aptos à proliferação do mosquito</p><p>transmissor da dengue (ações voltadas especificamente ao controle do Aedes aegypti) e</p><p>que estavam regidos por contratos temporários, foram demitidos em meio ao processo de</p><p>descentralização e reordenamento organizacional institucional (BEZERRA, 2017).</p><p>Em 2003, com a aprovação da Medida Provisória nº 86, os 5.792 ACE demitidos foram</p><p>reintegrados. Em 2006, a Medida Provisória nº 297 estabeleceu que esses trabalhadores</p><p>reintegrados fossem regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), conforme</p><p>a Lei Federal nº 9.962, de 22 de fevereiro de 2000, como empregados públicos (GUIDA</p><p>et al., 2012). No mesmo ano, com a publicação da Lei Federal nº 11.350, de 5 de outubro de</p><p>2006, o trabalho dos agentes passou a ocorrer exclusivamente no âmbito do SUS, mediante</p><p>contratação por meio de seleção pública, não sendo permitida a contratação temporária ou</p><p>terceirizada, salvo em situações de epidemias (BRASIL, 2006a).</p><p>Em 2018, foi publicada a Lei Federal nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018, que alterou a</p><p>Lei Federal nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, e que dispõe sobre a reformulação das</p><p>atribuições, a jornada e as condições de trabalho, o grau de formação profissional, os cursos</p><p>de formação técnica e continuada e a indenização de transporte dos profissionais agentes</p><p>comunitários de saúde (ACS) e ACE (BRASIL, 2018a).</p><p>No que se refere às atividades desses profissionais, a legislação mais recente outorgou</p><p>novos direitos às duas categorias, como a contagem entre regimes de previdência para</p><p>fins de concessão de benefícios, o adicional de insalubridade, a definição de horário de</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>17</p><p>trabalho considerando as condições climáticas</p><p>locais, o fornecimento ou garantia de custeio do</p><p>transporte para que exerçam suas atividades e,</p><p>no caso específico dos ACE, a obrigatoriedade</p><p>de sua presença na estrutura da vigilância</p><p>epidemiológica e ambiental.</p><p>Importante destacar que, a depender do código</p><p>de saúde do estado ou município, o ACE pode</p><p>adquirir outras denominações como agente</p><p>de vigilância ambiental, agente de saúde</p><p>ambiental, agente de controle de endemias,</p><p>entre outros, sem que isso interfira nas suas</p><p>atribuições e direitos garantidos legalmente.</p><p>Neste Manual, optou-se por utilizar o termo</p><p>agente de combate às endemias por ser esta a</p><p>denominação constante nas normas vigentes,</p><p>adotada, também, pela Classificação Brasileira</p><p>de Ocupações (CBO).</p><p>1.2 Atribuições dos agentes de combate às endemias e ações</p><p>complementares dos agentes comunitários de saúde</p><p>Conforme preconizado pela Política Nacional de Vigilância em Saúde1 e pela Política</p><p>Nacional de Atenção Básica2, a integração entre as ações de Vigilância em Saúde e de</p><p>Atenção Básica é fator essencial para o atendimento das reais necessidades de saúde</p><p>da população. Nesse sentido, o trabalho conjunto e complementar entre os Agentes de</p><p>Combate às Endemias (ACE) e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), em uma base</p><p>territorial comum, é estratégico e desejável para identificar e intervir oportunamente nos</p><p>problemas de saúde-doença da comunidade, facilitar o acesso da população às ações e</p><p>serviços de saúde e prevenir doenças.</p><p>Integrar implica discutir ações a partir da realidade local, aprender a olhar o território e</p><p>identificar prioridades, assumindo o compromisso efetivo com a saúde da população, desde</p><p>o planejamento e definição de prioridades, competências e atribuições até o cuidado efetivo</p><p>das pessoas, sob a ótica da qualidade de vida (BRASIL, 2008).</p><p>1 http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2018/Reso588.pdf</p><p>2 https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2018/Reso572.pdf; http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/</p><p>2017/prt2436_22_09_2017.html</p><p>De acordo com a</p><p>CBO, os agentes de</p><p>combate às endemias,</p><p>código 5151-40, são</p><p>também denominados</p><p>agentes de controle</p><p>de vetores, agentes de</p><p>controle de dengue e</p><p>guardas de endemias.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>18</p><p>De acordo com o art. 3º da Lei Federal nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018 (BRASIL, 2018a),</p><p>as atribuições dos ACE consistem em:</p><p>� Desenvolver ações educativas e de mobilização da comunidade relativas à prevenção</p><p>e ao controle de doenças e agravos à saúde;</p><p>� Realizar ações de prevenção e controle de doenças e agravos à saúde, em interação com</p><p>os ACS e as equipes de Atenção Básica;</p><p>� Identificar casos suspeitos de doenças e agravos à saúde e encaminhá-los, quando</p><p>indicado, à unidade de saúde de referência, assim como comunicar o fato à autoridade</p><p>sanitária responsável;</p><p>� Divulgar, entre a comunidade, informações sobre sinais, sintomas, riscos e agentes</p><p>transmissores de doenças e sobre medidas de prevenção coletivas e individuais;</p><p>� Realizar ações de campo para pesquisa entomológica e malacológica e coleta de reser-</p><p>vatórios de doenças;</p><p>� Cadastrar e atualizar a base de imóveis para planejamento e definição de estratégias</p><p>de prevenção e controle de doenças;</p><p>� Executar ações de prevenção e controle de doenças, com a utilização de medidas de con-</p><p>trole químico e biológico, manejo ambiental e outras ações de controle integrado de vetores;</p><p>� Executar ações de campo em projetos que visem a avaliar novas metodologias de</p><p>intervenção para a prevenção e controle de doenças;</p><p>� Registrar informações referentes às atividades executadas, de acordo com as normas</p><p>do SUS;</p><p>� Identificar e cadastrar situações que interfiram no curso das doenças ou que tenham</p><p>importância epidemiológica, relacionada principalmente aos fatores ambientais;</p><p>� Mobilizar a comunidade para desenvolver medidas simples de manejo ambiental e outras</p><p>formas de intervenção no ambiente para o controle de vetores.</p><p>A Lei Federal nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018 (BRASIL, 2018a), também define algumas</p><p>ações a serem desenvolvidas de forma integrada com os ACS (art. 4º-A), em especial no</p><p>âmbito das atividades de mobilização social por meio da educação popular, dentro das</p><p>respectivas áreas geográficas de atuação, a saber:</p><p>� Orientação da comunidade quanto à adoção de medidas simples de manejo ambiental</p><p>para o controle de vetores, de medidas de proteção individual e coletiva e de outras ações</p><p>de promoção à saúde para a prevenção de doenças infecciosas, zoonoses, doenças de</p><p>transmissão vetorial e agravos causados por animais peçonhentos;</p><p>� Planejamento, programação e desenvolvimento de atividades de vigilância em saúde,</p><p>de forma articulada com as Equipes de Saúde da Família;</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>19</p><p>� Identificação e comunicação, à unidade de saúde de referência, de situações que,</p><p>relacionadas a fatores ambientais, interfiram no curso de doenças ou tenham importância</p><p>epidemiológica;</p><p>� Realização de campanhas ou de mutirões para o combate à transmissão de doenças</p><p>infecciosas e outros agravos.</p><p>Ainda de acordo com a Lei Federal nº 13.595/2018 (BRASIL, 2018a), os ACE devem</p><p>desenvolver outras atividades, expressas na lei, assistidas por profissionais de nível superior</p><p>e condicionadas à estrutura da Vigilância em Saúde e da Atenção Básica.</p><p>Dessa forma, cabe ressaltar que as atividades dos ACE são diversas e não se restringem</p><p>apenas às ações de controle das arboviroses abordadas neste Manual. Outros documentos</p><p>importantes, tais como a Política Nacional de Vigilância em Saúde, a Política Nacional de</p><p>Atenção Básica e a Política Nacional de Promoção da Saúde3, também trazem diretrizes</p><p>gerais para a atividade dos agentes que atuam no controle de doenças, incluindo os ACE, na</p><p>lógica da territorialização e da integralidade do cuidado à saúde da população.</p><p>Importante salientar que, nas situações em que os ACS desenvolverem ações de controle</p><p>vetorial, as medidas recomendadas neste Manual também devem ser direcionadas a esse</p><p>grupo de trabalhadores.</p><p>3 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>20</p><p>2.1 Processo de trabalho dos agentes de combate às endemias</p><p>Todo processo de definição e instituição de medidas de saúde e segurança com foco na</p><p>atenção integral na saúde do trabalhador, bem como as correspondentes ações de vigilância</p><p>em saúde, se inicia com a análise do trabalho, dos trabalhadores e de seus componentes,</p><p>a fim de estabelecer as possíveis repercussões dessa atividade na saúde.</p><p>Dessa forma, é importante conhecer tanto as condições de trabalho, que envolvem</p><p>a) o ambiente físico – iluminação, ruído, poeira, substâncias químicas etc., b) o ambiente</p><p>biológico – bactérias, vírus, fungos etc., c) o posto de trabalho – espaços físicos, condições</p><p>das máquinas, equipamentos e ferramentas utilizadas etc., quanto a organização do</p><p>trabalho, que abrange, principalmente, a divisão das tarefas (o trabalho prescrito, ordenado</p><p>pelos organizadores) e a divisão dos trabalhadores (FERREIRA, 2015).</p><p>É a partir da compreensão do trabalho real (BRITO, 2008) – aquele que de fato é realizado</p><p>pelos trabalhadores a partir dos meios estes que possuem para executá-lo – que são imple-</p><p>mentadas as intervenções necessárias à garantia da saúde e segurança do trabalhador.</p><p>Assim sendo, o conhecimento sobre as atividades e como estas são desenvolvidas é</p><p>essencial para identificar os fatores e situações de risco aos quais os trabalhadores estão</p><p>expostos e adotar medidas para sua eliminação ou mitigação.</p><p>Situações de risco</p><p>identificadas no processo</p><p>de trabalho dos agentes</p><p>de combate às endemias</p><p>e doenças relacionadas</p><p>ao trabalho</p><p>eixo 2</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>21</p><p>Tradicionalmente, são conhecidas várias</p><p>formas de controle vetorial que podem ser</p><p>utilizadas de forma isolada ou integrada.</p><p>Assim, têm-se os controles mecânico,</p><p>biológico, legal, químico e integrado, sendo</p><p>este último atualmente preconizado pelo</p><p>Ministério da Saúde. Transversais a quaisquer</p><p>formas de controle estão as ações educativas</p><p>junto à população, bem como as ações de</p><p>caráter intersetorial, com envolvimento das</p><p>áreas de saneamento e meio ambiente,</p><p>educação, ordenamento urbano, cidadania,</p><p>entre outras.</p><p>Para uma melhor compreensão do processo</p><p>de trabalho do ACE no controle do Aedes</p><p>aegypti, as atividades correspondentes serão</p><p>resumidas a seguir em dois grandes grupos:</p><p>visitas domiciliares e aplicação de adulticidas.</p><p>2.1.1 vISITAS DOMICIlIARES</p><p>A visita domiciliar é uma das principais ações desenvolvidas pelos ACE. Tem um marcado</p><p>caráter educativo e pressupõe a participação da população na adoção de cuidados para</p><p>a eliminação dos criadouros, bem como para a identificação de casos suspeitos das</p><p>arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, além do aconselhamento ao morador com</p><p>suspeita de doença para busca oportuna de atendimento junto à Rede de Atenção à Saúde.</p><p>A presença regular dos ACE nas residências em áreas prioritárias é uma importante medida</p><p>para a promoção de informações que possam favorecer a mudança de comportamento.</p><p>As visitas domiciliares são precedidas de ações de planejamento, preparação e organização</p><p>das atividades, e têm por base o território de atuação. Tais ações envolvem os diferentes</p><p>atores que atuam nos programas de controle, como os gestores da área de manejo vetorial,</p><p>os supervisores de campo e os ACE. Nessas ações, são estabelecidos os locais de atuação</p><p>de cada equipe, bem como o número de imóveis a serem inspecionados.</p><p>É importante considerar que o número de visitas domiciliares e as metas de rendimento</p><p>médio devem ser programados de acordo com a realidade do município, levando em conta</p><p>o tamanho dos imóveis, as condições climáticas, o absenteísmo, a carga horária diária, entre</p><p>outros. Esses parâmetros podem ser utilizados para a adoção de estratégias diferenciadas,</p><p>como o Levantamento Rápido de Índices (LIRAa), que permite ações direcionadas para</p><p>áreas com maior risco.</p><p>Para compreender melhor:</p><p>TAREFA: é aquilo que é</p><p>solicitado ao trabalhador</p><p>para ser executado.</p><p>Também chamado de</p><p>trabalho prescrito.</p><p>ATIvIDADE: compreende o</p><p>trabalho real, o que é de fato</p><p>realizado pelo trabalhador</p><p>a partir dos meios que este</p><p>possui para dar conta do</p><p>que lhe é pedido, ou seja,</p><p>para realizar uma tarefa.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>22</p><p>De forma geral, os materiais de trabalho utilizados</p><p>pelos ACE são armazenados nos locais onde os</p><p>integrantes das equipes se encontram antes de</p><p>iniciar as atividades diárias, a fim de se munir</p><p>dos equipamentos, registrar frequência e trocar</p><p>informações sobre situações encontradas no</p><p>território. Esses locais, denominados pontos</p><p>de apoio (PA), encontram-se dentro da área de</p><p>abrangência dos ACE e podem funcionar em diversos</p><p>estabelecimentos, como unidades de saúde, centros</p><p>comunitários, escolas, entre outros.</p><p>Os materiais incluem as bolsas para armazenar os</p><p>instrumentos de trabalho, como lápis, pranchetas, formulários, pesca-larvas e tubos para</p><p>depósito das formas imaturas do vetor, bem como inseticidas, equipamentos de proteção</p><p>individual (EPI) e outros, a depender da organização local e das atividades.</p><p>A partir dos PA, os ACE se dirigem à área de trabalho e iniciam o processo de vistoria aos</p><p>imóveis – domicílio e peridomicílio – para a identificação de potenciais criadouros do</p><p>mosquito transmissor da dengue e a adoção de medidas de controle, com a participação</p><p>dos moradores/proprietários. A visitação é também realizada em imóveis comerciais e</p><p>terrenos baldios.</p><p>Caso sejam identificados criadouros, os ACE orientam ao morador a realização do controle</p><p>mecânico ou procedem eles mesmos à remoção, destruição ou vedação, e em último caso,</p><p>ao tratamento químico ou biológico, com a utilização de larvicidas nos depósitos que não</p><p>são passíveis de eliminação mecânica ou cobertura. Durante as atividades de levantamento</p><p>de infestação, os ACE realizam a coleta de larvas para envio ao laboratório de entomologia.</p><p>Em alguns imóveis, são detectados pontos de difícil acesso, com grande potencial de</p><p>proliferação, como caixas d’água descobertas, calhas e lajes com problemas de limpeza e</p><p>escoamento, cisternas e outros locais de armazenamento de água. Para a inspeção desses</p><p>pontos, é necessário um esforço adicional, com utilização de escadas, cordas e outros</p><p>mecanismos. Essa atividade é classificada como</p><p>trabalho em altura.</p><p>Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00m (dois metros)</p><p>do nível inferior, em que haja risco de queda. Para inspecionar depósitos de difícil acesso</p><p>encontrados em locais abrangidos pela definição de trabalho em altura, é importante que</p><p>sejam estruturadas equipes especializadas, conforme a NR-35 (BRASIL, 2016).</p><p>Importante destacar que, normalmente, os ACE locomovem-se a pé ou de bicicleta e</p><p>percorrem extensas áreas, estando em grande parte do tempo expostos à radiação solar</p><p>e outras intempéries. Ao final do dia, os ACE retornam ao PA para devolver os materiais de</p><p>trabalho, os quais não devem ser levados às suas residências.</p><p>O número de visitas</p><p>domiciliares e as</p><p>metas de rendimento</p><p>médio devem ser</p><p>observados de acordo</p><p>com a realidade do</p><p>município.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>23</p><p>No decorrer da execução de seu trabalho de rotina, os ACE podem passar por supervisão</p><p>direta ou indireta, realizada pelos supervisores de campo, que acompanham a execução</p><p>das ações a fim de verificar a qualidade do trabalho e orientar medidas de melhoria</p><p>das atividades.</p><p>2.1.2 AplICAçãO DE ADulTICIDAS</p><p>Consiste no uso de inseticidas para controle do mosquito adulto, seja em situações de</p><p>rotina, como nos pontos estratégicos (aplicação residual), ou em situações específicas,</p><p>como nos bloqueios de transmissão ou de casos (aplicação espacial).</p><p>Para a realização dessa atividade, além do planejamento, outras tarefas merecem desta-</p><p>que: preparação da calda, transporte e armazenagem dos inseticidas, manutenção dos</p><p>equipamentos, lavagem dos equipamentos e veículos, tríplice lavagem das embalagens</p><p>e lavagem dos Equipamentos de proteção Individual (EpI). Algumas destas serão</p><p>descritas separadamente.</p><p>Para inspecionar depósitos de difícil acesso</p><p>encontrados em locais abrangidos pela</p><p>definição de trabalho em altura, é importante</p><p>que sejam estruturadas equipes especializadas</p><p>e observadas as disposições legais da NR-35</p><p>(BRASIL, 2016), que estabelece os requisitos</p><p>mínimos e as medidas de proteção para o</p><p>trabalho em altura, envolvendo o respectivo</p><p>planejamento, organização e execução,</p><p>de forma a garantir a segurança e a saúde</p><p>dos trabalhadores envolvidos direta ou</p><p>indiretamente com essa atividade.</p><p>A equipe especializada deverá passar por</p><p>avaliação médica que a habilite trabalhar</p><p>em altura, além de contar com treinamento</p><p>e equipamentos de segurança para executar</p><p>esse tipo de tarefa.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>24</p><p>A aplicação de inseticidas para tratamento espacial (gotículas micropulverizadas dos</p><p>inseticidas em determinado espaço e ambiente) pode ser realizada por meio de máquinas</p><p>de Ultra Baixo Volume acopladas ao veículo (UBV pesada) ou equipamentos costais</p><p>motorizados (UBV costal).</p><p>Essa metodologia de controle consiste em colocar um pequeno volume de inseticida em um</p><p>grande volume de massa de ar, com a finalidade de eliminar os mosquitos que entrem em</p><p>contato com essas gotículas.</p><p>A utilização dessa metodologia envolve o uso de equipamentos motorizados, o que determina</p><p>cuidados especiais no manuseio dos inseticidas e solventes, além da operação, regulagem</p><p>e manutenção dos próprios equipamentos.</p><p>No caso dos equipamentos portáteis, em geral são formadas duplas de trabalho, permitindo</p><p>que os operadores apliquem o produto por cerca de 20 minutos cada, revezando-se em</p><p>seguida. Enquanto um operador trabalha nebulizando, o outro atua no serviço de aviso</p><p>à população sobre os cuidados a serem observados nos quintais e no intradomicílio, nas</p><p>situações em que essa ação é permitida.</p><p>Alguns imóveis que recebem a visita do ACE são diferenciados dos demais e chamados de</p><p>pontos estratégicos (PE), por apresentarem grande concentração de depósitos preferenciais</p><p>para a oviposição do Aedes aegypti, como borracharias, depósitos de sucata e materiais</p><p>de construção, garagens de transportadoras, cemitérios, entre outros. Esses imóveis,</p><p>normalmente, recebem inspeção em menor intervalo de tempo e com mais frequência.</p><p>Nos PE, utiliza-se o tratamento químico para as formas imaturas (larvas) e o residual (adulto),</p><p>o qual necessita preparação da calda, sendo a aplicação realizada por meio de equipamento</p><p>manual ou costal.</p><p>A. pREpARAçãO DA CAlDA</p><p>A atividade de preparação da calda é realizada de maneira rotineira e consiste em proceder</p><p>à diluição do inseticida na sua apresentação comercial (concentração inicial) nos solventes</p><p>indicados, normalmente em água ou em solventes oleosos como óleos vegetais ou óleo</p><p>diesel nas formulações aquosas, conforme as normas estabelecidas pelos programas,</p><p>obtendo-se a concentração final desejada.</p><p>A diluição é feita para reduzir a concentração inicial e garantir que, durante a aplicação do</p><p>produto, se consiga trabalhar com as doses de ingrediente ativo preconizadas nos diversos</p><p>programas, seja em alvos planos como paredes (como as aplicações residuais) ou em</p><p>determinada massa de ar, no caso das aplicações espaciais (nebulização a UBV).</p><p>Tal atividade, em geral, é realizada nos depósitos/armazéns de inseticidas, alguns deno-</p><p>minados de Centrais de UBV.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>25</p><p>b. lAvAGEM E MANuTENçãO DE vEíCulOS E EquIpAMENTOS</p><p>Consiste na limpeza dos veículos e equipamentos para descontaminação, sendo normal-</p><p>mente realizada pela própria equipe de bloqueio. Em geral, os veículos devem ser lavados</p><p>após cada operação diária e lubrificados seguindo calendário específico.</p><p>Orientações e outras atividades mais detalhadas realizadas pelos agentes de combate às</p><p>endemias encontram-se descritas nos manuais e diretrizes preconizadas pela Coordenação-</p><p>Geral de Vigilância das Arboviroses – CGARB/DEIDT/SVS/MS.</p><p>2.2 Fatores de risco nas atividades desenvolvidas pelos agentes</p><p>de combate às endemias</p><p>Guida et al. (2012) apontaram uma série de situações que podem levar à ocorrência ou</p><p>à complicação de doenças e agravos nos ACE, tais como: infraestrutura precária de trabalho;</p><p>recursos e espaços físicos inadequados; armazenamento incorreto dos materiais usados</p><p>no controle vetorial; ausência de local de trabalho fixo, uma vez que a maior parte das</p><p>atividades se desenvolve na rua, expondo os trabalhadores à intempéries e violência urbana;</p><p>baixo reconhecimento profissional, tanto institucional quanto por parte da população;</p><p>pressão para o cumprimento de metas, ocasionando baixa autoestima e desmotivação;</p><p>falta de informações sobre os produtos utilizados, o que pode gerar danos à saúde por</p><p>desconhecimento dos riscos.</p><p>Dessa forma, os agentes de combate às endemias estão historicamente expostos aos mais</p><p>variados riscos à sua saúde, que vão desde a permanência em áreas endêmicas do vetor</p><p>até o manuseio de substâncias tóxicas usadas na tentativa de erradicação e controle dos</p><p>mosquitos (TORRES, 2009). Dentre esses riscos, destacam-se os químicos, ergonômicos</p><p>e de organização do trabalho, sociais, físicos, biológicos, mecânicos e de acidentes, muitas</p><p>vezes concorrentes e simultâneos, podendo causar doenças e agravos a esses trabalhadores</p><p>(MATOS, 2017), conforme descrito a seguir.</p><p>2.2.1 RISCO quíMICO</p><p>Historicamente utilizados pelos serviços de saúde pública para o controle de endemias,</p><p>os inseticidas representam um dos fatores de risco mais importantes para a saúde</p><p>dos trabalhadores e para o meio ambiente. Os compostos, substâncias ou produtos dos</p><p>inseticidas podem ser absorvidos por via respiratória, dérmica ou oral (BAHIA, 2012).</p><p>Dentre os pesticidas preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS, on-line), os</p><p>inseticidas se constituem no maior grupo utilizado pelos programas de controle de doenças</p><p>transmitidas por vetores, embora haja uma</p><p>tendência mundial de substituição dos produtos</p><p>químicos por outras formas de controle. O processo de indicação se baseia em buscar,</p><p>dentre aqueles produtos utilizados na agricultura, os que sejam seguros e efetivos para</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>26</p><p>uso em saúde pública. O mesmo princípio ativo, dependendo da sua utilização, pode ser</p><p>registrado em diferentes categorias, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</p><p>ou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), adotando-se o termo</p><p>“agrotóxico” na agricultura (Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989 – “Lei dos agrotóxicos”)</p><p>e “desinfestante” na vigilância sanitária (Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, em que</p><p>se enquadram os saneantes domissanitários).</p><p>Independentemente do termo empregado, trata-se de substâncias químicas com diversos</p><p>graus de toxicidade que, embora sejam empregadas para o controle de vetores de doenças,</p><p>devem ser utilizadas observando-se as medidas de precaução estabelecidas.</p><p>Dentre os trabalhadores da saúde, os ACE representam a categoria mais exposta aos efeitos</p><p>dos inseticidas nas campanhas de controle vetorial (LIMA et al., 2009). Conforme descrito</p><p>nas atividades, os ACE podem estar expostos a inseticidas desde o fracionamento e preparo</p><p>da calda até a sua aplicação, participando também de atividades inerentes aos processos de</p><p>armazenagem, transporte, uso e descarte, além da limpeza e manutenção dos equipamentos</p><p>de borrifação e veículos.</p><p>Atualmente, nos programas de controle vetorial, são empregados o inseticida Malathion</p><p>Emulsão Aquosa (EA 44%), o larvicida Pyriproxyfen (0,5 G) e o inseticida Bendiocarb PM</p><p>80 (Carbamato). Entretanto, esses produtos sofrem constante avaliação para verificação de</p><p>resistência e podem ser substituídos sempre que indicado. Dessa forma, além dos atualmente</p><p>utilizados, os seguintes produtos também são passíveis de uso pelo Brasil, em substituição</p><p>àqueles em uso: Spnosad, Fludora® Fusion, Cielo e SumiShield. O Anexo A deste Manual</p><p>apresenta os produtos com suas informações técnicas e possíveis efeitos sobre a saúde.</p><p>2.2.2 RISCOS FíSICOS</p><p>Os ACE, durante a execução de suas atividades, podem estar expostos principalmente a</p><p>raios solares (radiações não ionizantes), calor, frio e umidade (BAHIA, 2012). Além disso,</p><p>podem também estar expostos a ruídos, devido às emissões sonoras (TEIXEIRA et al., 2003)</p><p>dos equipamentos costais motorizados, dos nebulizadores portáteis e dos nebulizadores</p><p>pesados utilizados no controle vetorial (BRASIL, 2009a).</p><p>2.2.3 RISCOS bIOlóGICOS</p><p>Assim como outros profissionais da área da saúde, os ACE podem estar expostos a agentes</p><p>biológicos (fungos, vírus, bactérias, parasitas, bacilos e protozoários) e adquirir doenças</p><p>e agravos transmitidos por tais patógenos. O contato diário com a população, com os vetores</p><p>e com os reservatórios de doenças pode aumentar o risco do desenvolvimento desses</p><p>agravos nesse grupo de trabalhadores. Além disso, durante as visitas domiciliares, os ACE</p><p>podem estar expostos a águas contaminadas, resíduos sólidos e esgotos, em função das</p><p>condições precárias de saneamento ambiental em algumas localidades, potencializando</p><p>o risco de adoecimento.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>27</p><p>2.2.4 RISCOS MECâNICOS E DE ACIDENTE DE TRAbAlHO</p><p>Os acidentes de trabalho são fenômenos determinados por uma série de fatores presentes</p><p>nos ambientes laborais, nos quais estão implicados, além das características próprias</p><p>dos processos produtivos, as formas de organização e de gestão do trabalho, os critérios</p><p>de seleção de tecnologias, os julgamentos quanto à relação custo-benefício e as opções</p><p>tomadas quanto à proteção da saúde dos trabalhadores. Esses acidentes podem ser</p><p>considerados previsíveis e, portanto, passíveis de serem prevenidos, dado que os fatores</p><p>causais estão sempre presentes bem antes do desencadeamento da sua ocorrência</p><p>(BAHIA, 2012).</p><p>Os ACE estão sujeitos à ocorrência de acidentes de trabalho durante o exercício da</p><p>atividade laboral, tais como queda de diferentes alturas, choque contra obstáculos, projeção</p><p>de partículas ou objetos, perfurações, cortes, contusões, ferimentos, ataques de cães,</p><p>picadas ou contato com insetos e animais peçonhentos, agressões interpessoais, assaltos,</p><p>atropelamento e acidentes de trânsito durante o exercício de suas atividades em via pública,</p><p>além de acidentes de trajeto.</p><p>2.2.5 RISCOS ERGONôMICOS E DE ORGANIzAçãO DO TRAbAlHO</p><p>E RISCOS SOCIAIS</p><p>Esses riscos decorrem de deficiências na concepção, organização e gestão laboral, bem</p><p>como de um contexto social de trabalho, podendo ter efeitos negativos nos níveis psicológico,</p><p>físico e social, tais como o estresse relacionado ao trabalho, esgotamento ou depressão.</p><p>Os ACE estão expostos aos fatores de risco ergonômico durante o manuseio de equi-</p><p>pamentos, aplicação de agrotóxicos, elevação e transporte manual de peso, trabalho em pé</p><p>com deslocamento intenso, esforço físico, agachamentos, flexão e extensão de membros</p><p>superiores e de tronco, que podem ocasionar o surgimento ou complicação de doenças e</p><p>agravos. Em relação ao peso dos equipamentos, os ACE podem desenvolver desgaste nas</p><p>estruturas osteoarticulares e músculo-tendinosas, levando a agravos como hérnia de disco,</p><p>lombalgias e tendinites (BAHIA, 2012).</p><p>A depender da atividade desenvolvida, o ACE transporta uma série de materiais em uma</p><p>bolsa, em geral de uso lateral, tais como: pasta com documentos (fichas diárias, fichas de</p><p>visita domiciliar), prancheta, lanterna, pesca-larva, recipientes contendo larvicidas, trena,</p><p>tubos de coleta de amostras, álcool, lápis e caneta). Nos locais em que é realizado o controle</p><p>biológico com peixes, o agente também transporta uma garrafa PET (polietileno tereftalato)</p><p>(CÂNDIDO; FERREIRA, 2017).</p><p>Os ACE podem ainda estar submetidos a sobrecarga de trabalho, exigências para</p><p>cumprimento das tarefas, problemas relacionados à jornada e ritmo de trabalho, problemas</p><p>de relações interpessoais e pressão psicológica, por serem supervisionados constantemente</p><p>(BAHIA, 2012).</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>28</p><p>Com relação aos riscos sociais, têm-se a precariedade dos vínculos empregatícios, situações</p><p>de ameaças ou de agressão, possíveis assédios e a exposição a situações de violência</p><p>urbana e rural durante as atividades laborais (BAHIA, 2012).</p><p>Os fatores de risco discutidos encontram-se resumidos no Quadro 1.</p><p>Quadro 1 Fatores de risco, condições de trabalho e possíveis agravos e doenças relacionadas</p><p>ao trabalho do agente de combate às endemias</p><p>Fatores de risco Situações de exposição</p><p>Exemplos de possíveis agravos e doenças</p><p>relacionadas ao trabalho que podem</p><p>decorrer das atividades desenvolvidas</p><p>pelo agente de combate às endemias</p><p>Riscos químicos</p><p>Manipulação de inseticidas</p><p>e equipamentos necessários</p><p>à sua aplicação.</p><p>�� Intoxicação exógena</p><p>�� Doenças respiratórias agudas e crônicas</p><p>�� Doenças do sistema nervoso e</p><p>neuropsiquiátricas</p><p>�� Doenças hepáticas e renais</p><p>�� Alguns tipos de câncer relacionados</p><p>ao trabalho</p><p>Riscos físicos</p><p>Trabalho desenvolvido em ambientes</p><p>abertos, com expo sição a radiações,</p><p>variação de temperaturas (elevadas</p><p>ou baixas) e umidade, uso de</p><p>maquinário que emite ruídos e</p><p>vibrações.</p><p>�� Perda Auditiva Induzida por Ruídos</p><p>(Pair) e efeitos extra auditivos da</p><p>exposição a ruídos</p><p>�� Câncer de pele</p><p>�� Dermatoses</p><p>�� Doenças do sistema nervoso</p><p>Riscos biológicos</p><p>Exposição ocupacional a agentes</p><p>biológicos (como bactérias, toxinas,</p><p>vírus, protozoários) disseminados</p><p>no ambiente, que podem ser</p><p>transmitidos por vetores ou por</p><p>lesões provocadas por objetos</p><p>perfurocortantes potencialmente</p><p>contaminados e, ainda, pelo ar ou</p><p>outra forma.</p><p>�� Acidente de trabalho com exposição</p><p>a material biológico</p><p>�� Arboviroses (dengue,</p><p>chikungunya,</p><p>Zika e febre amarela)</p><p>�� Tuberculose</p><p>�� Malária</p><p>�� Leptospirose</p><p>�� Tétano</p><p>�� Leishmaniose</p><p>Riscos mecânicos</p><p>e de acidente de</p><p>trabalho</p><p>Uso de maquinários e equipamentos,</p><p>queda de diferentes alturas, colisões,</p><p>atropelamentos, picadas e contato</p><p>com insetos e animais peçonhentos,</p><p>armazenamento inadequado de</p><p>materiais, projeção de partículas ou</p><p>objetos, perfurações, lesões, cortes,</p><p>ferimentos, mordedura de animais,</p><p>deslocamentos em áreas com sinali-</p><p>zação precária, uso de motocicletas</p><p>em algumas atividades.</p><p>�� Acidente de trabalho</p><p>�� Acidente com exposição a material</p><p>biológico</p><p>�� Acidentes com animais peçonhentos</p><p>continua</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>29</p><p>Fatores de risco Situações de exposição</p><p>Exemplos de possíveis agravos e doenças</p><p>relacionadas ao trabalho que podem</p><p>decorrer das atividades desenvolvidas</p><p>pelo agente de combate às endemias</p><p>Riscos</p><p>ergonômicos</p><p>e de organização</p><p>do trabalho e</p><p>riscos sociais</p><p>Realização de trabalho em pé</p><p>com deslocamento intenso</p><p>e esforço físico, elevação e</p><p>transporte de peso, flexão e</p><p>extensão de membros superiores</p><p>e de tronco, agachamentos,</p><p>postura inadequada, monotonia</p><p>e repetitividade de atividades,</p><p>imposição de rotina intensa.</p><p>Jornadas de trabalho extensas,</p><p>pressão para cumprimento de</p><p>metas, estresse ocupacional</p><p>relacionado à organização do</p><p>trabalho (condições insalubres de</p><p>trabalho, falta de treinamento e</p><p>orientação, relações interpes soais</p><p>abusivas, dentre outras), tensão,</p><p>ansiedade, frustração e depressão</p><p>desencadeadas por agentes estres-</p><p>sores existentes no ambiente laboral.</p><p>Violência verbal e física, exposição</p><p>à violência urbana, precariedade</p><p>dos vínculos.</p><p>�� Lesões por Esforço Repetitivo/</p><p>Distúrbios Osteomusculares</p><p>Relacionados ao Trabalho (LER/Dort)</p><p>�� Transtorno mental relacionado ao</p><p>trabalho</p><p>�� Hipertensão arterial</p><p>�� Acidentes de trabalho</p><p>Fonte: DSASTE/SVS/MS.</p><p>conclusão</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>30</p><p>A promoção e proteção da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos</p><p>advindos das condições de trabalho, bem como a recuperação, reabilitação e assistência</p><p>às vítimas de acidentes doenças e agravos relacionados ao trabalho, é uma prerrogativa</p><p>garantida pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 (BRASIL, 1990).</p><p>As medidas de proteção visam a prevenção de acidentes, doenças e outros agravos</p><p>relacionados ao trabalho, a partir da adoção de medidas que podem ser aplicadas individual</p><p>ou coletivamente, pelo uso do melhor conhecimento disponível para a minimização dos</p><p>riscos nos ambientes e processos laborais.</p><p>Essas medidas envolvem tanto as ações de intervenção na organização e no processo</p><p>de trabalho quanto as ações relacionadas à gestão de saúde e segurança, que deverão</p><p>ser executadas pela equipe técnica de saúde do município, estado ou ente federal, a</p><p>depender da relação de trabalho. Destaca-se a necessidade de estabelecer uma rede de</p><p>apoio matricial e institucional regionalizada para garantia da execução das ações que serão</p><p>discutidas nesse eixo.</p><p>3.1 Gestão da saúde e segurança no trabalho do agente de</p><p>combate às endemias</p><p>Considerando a relevância social e humana dos direitos garantidos pela Constituição</p><p>Federal (BRASIL, 1988), como também assegurado pela Convenção nº 155, da Organização</p><p>Internacional do Trabalho (OIT) (BRASIL, 1994a), toda empresa ou organização tem</p><p>responsabilidade referente à saúde e segurança do trabalhador e de outros que possam</p><p>ser afetados por suas atividades. Seguindo esse princípio, foram estabelecidas algumas</p><p>medidas de controle que buscam minimizar a exposição das pessoas a riscos ocupacionais,</p><p>bem como identificar os diversos riscos inerentes ao processo de trabalho do agente de</p><p>combate às endemias (ACE), indicando, dessa forma, condutas de segurança que vão além</p><p>do uso dos EPI.</p><p>Medidas de proteção</p><p>à saúde dos agentes</p><p>de combate às endemias</p><p>eixo 3</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>31</p><p>3.2 Hierarquia de controle – medidas de proteção coletiva</p><p>e individual</p><p>A hierarquia de controle de riscos tem como finalidade estruturar as medidas de proteção,</p><p>segurança e saúde do trabalhador de forma ampla. Essas medidas podem ser resumidas</p><p>em atuações para eliminar o perigo ou limitar a exposição a este, conforme demonstrado</p><p>na Figura 3.</p><p>Figura 3 Sequência de hierarquia de controle de risco</p><p>Menor</p><p>eficiência</p><p>Eliminação</p><p>Substituição Substituição do perigo</p><p>Controles de</p><p>engenharia Isolar equipe dos riscos</p><p>Controles</p><p>Adm. Mudança no modo de trabalho</p><p>EpI</p><p>Utilização de EPI</p><p>MEDIDAS DE</p><p>pROTEçãO</p><p>COlETIvA</p><p>MEDIDAS DE</p><p>pROTEçãO</p><p>INDIvIDuAl</p><p>Maior</p><p>eficiência</p><p>Eliminação do perigo</p><p>Fonte: Adaptado de NIOSH, 2015.</p><p>Existem três pontos (fonte, ambiente e receptor) em que as medidas de proteção podem</p><p>ser aplicadas:</p><p>MEDIDAS DE pROTEçãO</p><p>COlETIvA (pRIORITáRIAS)</p><p>� Na fonte – origem do perigo.</p><p>� No ambiente e na organização</p><p>do trabalho.</p><p>MEDIDAS DE</p><p>pROTEçãO INDIvIDuAl</p><p>� No receptor – trabalhador.</p><p>obs.: não eliminam a presença de</p><p>agentes nocivos à saúde no ambiente</p><p>de trabalho. Devem ser empregados após</p><p>a observação e instituição de medidas</p><p>de proteção coletivas adequadas.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>32</p><p>A eliminação e a substituição atuam na fonte do perigo. Por outro lado, os controles de</p><p>engenharia, a sinalização, os alertas e os controles administrativos visam reduzir a exposição</p><p>do trabalhador ao evento perigoso, atuando geralmente no percurso entre a origem do</p><p>perigo até o momento em que a exposição do trabalhador ao risco cause danos à sua saúde.</p><p>Por último, nos casos em que não se consegue eliminar o perigo ou controlar a exposição</p><p>ao evento danoso, utilizam-se os equipamentos de proteção individual, ou seja, medidas</p><p>adotadas diretamente na proteção do trabalhador. Importante salientar que as medidas</p><p>de proteção são, em geral, aplicadas de forma integrada e concomitante, além de serem</p><p>constantemente avaliadas e revistas.</p><p>Dessa forma, os tópicos a seguir abordarão medidas de proteção em sua ordem didática</p><p>– as quais, na prática, podem ocorrer ao mesmo tempo –, apresentando em sequência as</p><p>medidas de saúde e segurança, considerando os processos de trabalho e as ações dentro</p><p>da perspectiva das medidas de proteção coletiva e individual.</p><p>3.2.1 MEDIDAS DE pROTEçãO COlETIvA</p><p>As medidas de proteção coletiva visam controlar os perigos em sua origem, no ambiente</p><p>ou no percurso de trabalho, criando uma barreira entre o trabalhador e a fonte de risco</p><p>(BRASIL, 2001a).</p><p>Em sua maioria, são inerentes à própria instalação ou processo de trabalho e abrangem</p><p>o coletivo dos trabalhadores, usuários e terceiros expostos à mesma condição. Devem ser</p><p>prioritárias em relação à adoção de equipamentos de proteção individual. Podem ter caráter</p><p>técnico, administrativo e/ou educacional.</p><p>Entre os principais objetivos do uso da proteção coletiva, estão:</p><p>� Evitar acidentes que envolvam tanto os trabalhadores como também outras pessoas que</p><p>possam estar presentes naquele local de trabalho;</p><p>� Melhorar as condições de trabalho;</p><p>� Eliminar e/ou reduzir os riscos que anteriormente eram comuns em um determinado local</p><p>de trabalho.</p><p>Como medidas gerais de proteção coletiva, têm-se:</p><p>� Instalação de sistema de exaustão e ventilação;</p><p>� Existência de iluminação adequada;</p><p>� Limpeza e higienização do ambiente de trabalho;</p><p>� Organização dos locais e processos de trabalho;</p><p>� Sinalização de segurança;</p><p>� Instalação de extintores de incêndio;</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>33</p><p>� Proteção das partes móveis de máquinas e equipamentos;</p><p>�</p><p>Manutenção e regulagem periódica dos equipamentos;</p><p>� Utilização de estratégias de comunicação e informação sobre perigos e riscos;</p><p>� Avaliação prévia dos produtos a serem utilizados quanto à toxicidade, formulação e cuidados</p><p>na aquisição;</p><p>� Estabelecimento de limite de tempo de exposição dos trabalhadores aos inseticidas;</p><p>� Realização de cálculo correto da área a ser tratada e da quantidade de calda necessária,</p><p>limitando o tempo de exposição aos produtos químicos;</p><p>� Transporte adequado do produto;</p><p>� Descarte adequado, utilizando-se a logística reversa, para embalagens de produtos quími -</p><p>cos e produtos vencidos.</p><p>Como exemplos de Equipamentos de proteção Coletiva (EpC), estão:</p><p>� Cones, fitas e placas de sinalização;</p><p>� Alarmes e sinalização de emergência;</p><p>� Grades, guarda-corpos e corrimãos;</p><p>� Extintores de incêndio;</p><p>� Equipamentos de ventilação e exaustão;</p><p>� Isolantes acústicos.</p><p>3.2.1.1 ELIMINAçãO DOS PERIGOS</p><p>Eliminar um perigo por meio da remoção de um processo ou de uma substância é a melhor</p><p>solução, porém nem sempre viável. No caso do controle vetorial, a estratégia ideal é a</p><p>eliminação do vetor na fonte: não permitir a presença de potenciais criadouros do mosquito,</p><p>seja por meio do saneamento básico e/ou por controle mecânico.</p><p>As atividades de controle químico de vetores devem ser</p><p>posteriores a todas as outras atividades de educação sanitária</p><p>geral: eliminação mecânica de focos de reprodução de</p><p>mosquitos, colocação de barreiras físicas para proteção de</p><p>reservatórios de água e aplicação de medidas sanitárias de</p><p>contenção de águas residuais e de chuva.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>34</p><p>O uso de produtos químicos pode ser reduzido ou eliminado quando se opta pela remoção</p><p>dos vetores por meio de manejo integrado, com ênfase no controle mecânico e nas ações</p><p>educativas, o que resulta em benefícios para a saúde do trabalhador, para o meio ambiente</p><p>e para a população geral. Exemplos de ações que podem colaborar na eliminação:</p><p>� Medidas de saneamento: abastecimento adequado de água, esgotamento sanitário,</p><p>limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais;</p><p>� Ordenamento territorial e planejamento urbano;</p><p>� Educação em saúde para a participação ativa da população na eliminação de criadouros;</p><p>� Controle mecânico dos criadouros: remoção, vedação, limpeza e drenagem.</p><p>3.2.1.2 SUBSTITUIçãO POR PROCESSOS, OPERAçõES, MATERIAIS OU EQUIPAMENTOS</p><p>MENOS PERIGOSOS</p><p>A substituição também envolve ações que atuam na origem do perigo. Pressupõe a alte-</p><p>ração de substâncias químicas e/ou processos por outros menos perigosos. São exemplos</p><p>de substituição:</p><p>� Uso de produtos mais seletivos, menos tóxicos e com menor impacto ambiental, como</p><p>os provenientes da biotecnologia;</p><p>� Uso de inseticidas de menor volatilidade;</p><p>� Uso de mochilas ao invés de bolsas laterais;</p><p>� Emprego de sistemas de manejo integrado de vetores.</p><p>3.2.1.3 MEDIDAS DE CONTROLE DE ENGENhARIA E REORGANIzAçãO DO TRABALhO</p><p>Em geral, são mais factíveis do que a substituição de insumos, equipamentos e instalações.</p><p>Compreendem dispositivos que melhoram as condições físicas gerais dos ambientes,</p><p>como o aprimoramento dos sistemas de exaustão e ventilação, o redesenho de máquinas</p><p>e equipamentos e o enclausuramento de máquinas, de processos e de atividades</p><p>potencialmente de risco. A manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e processos</p><p>também compõe os recursos de controle de engenharia. Assim, quando não for possível</p><p>a eliminação dos perigos, a exemplo da utilização de inseticidas no controle vetorial,</p><p>algumas estratégias são fundamentais, tais como:</p><p>A. CONSTRuçãO Ou ADEquAçãO DOS ESpAçOS FíSICOS DE ARMAzENAGEM E</p><p>MANuSEIO DE pRODuTOS quíMICOS</p><p>Quanto aos espaços físicos para armazenagem, distribuição e preparo de inseticidas (adul-</p><p>ticidas, larvicidas), de acordo com a localidade, os depósitos podem ser classificados em</p><p>três tipos. A caracterização desses depósitos está descrita nas “Diretrizes para projetos de</p><p>unidades de armazenagem, distribuição e processamento de praguicidas” (BRASIL, 2002).</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>35</p><p>Esses locais devem conter, minimamente, uma área específica para depósito de inseticidas,</p><p>solventes, resíduos e embalagens para descarte, de acordo com as recomendações</p><p>em vigência. O detalhamento dos itens que devem estar disponíveis nesses locais está</p><p>apresentado no Anexo B deste Manual (BRASIL, 2007).</p><p>Embora não previstos como local de armazenagem, na prática, os pontos de apoio (PA)</p><p>servem também para a guarda de pequenas quantidades de inseticidas de uso rotineiro nas</p><p>ações de visita domiciliar dos ACE. Nesse caso, tais produtos devem ser armazenados de</p><p>forma segura, em local que não permita o acesso de pessoas que não estejam envolvidas</p><p>diretamente nas atividades de controle vetorial e, ainda, que conte com sinalização própria</p><p>para indicar a presença de produtos químicos.</p><p>Algumas características gerais devem ser observadas na construção e funcionamento do</p><p>depósito, que deve:</p><p>� Ser instalado em áreas afastadas de aglomerados humanos, como escolas, estabe-</p><p>lecimentos de saúde, igrejas e residências; distantes de mananciais e com risco de</p><p>inundação; que possuam lençol freático profundo; e com espaço suficiente para que</p><p>estejam afastados dos limites do terreno e permita manobra de veículos de grande porte;</p><p>� Ser construído em alvenaria e em ambiente separado e não contíguo às demais</p><p>dependências utilizadas para outras atividades;</p><p>� Ser construído de material não combustível, fechado, seco, ventilado e com proibição de</p><p>acesso de pessoas não autorizadas e crianças;</p><p>� Possuir piso de alta resistência e de fácil limpeza (lavável e impermeável);</p><p>� Ser utilizado apenas para atividade que envolva o uso de produtos químicos, como</p><p>armazenagem, preparo, distribuição e descarte temporário;</p><p>� Ser bem iluminado por telhas translúcidas e lâmpadas elétricas adequadas;</p><p>� Ter as áreas de apoio operacional e administração fora do ambiente de armazenamento;</p><p>� Possuir sistema de prevenção de descargas atmosféricas (SPDA) conforme a ABNT</p><p>NBR 5419 (Associação Brasileira de Normas Técnicas – Normas Brasileiras) e normas</p><p>vigentes;</p><p>� Possuir boa ventilação geral e sistema de ventilação artificial para remoção de aerodis-</p><p>persoides, gases e vapores do ar;</p><p>� Possuir vestiário e sanitário em conformidade com a Norma Regulamentadora nº 24</p><p>(NR-24) (BRASIL, 1993);</p><p>� Possuir chuveiro de emergência com lava-olhos em posição estratégica, próximo ao local</p><p>de maior risco – por exemplo, onde se executa a manipulação dos produtos (estoque/</p><p>fracionamento/preparo);</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>36</p><p>� Possuir estação de lavagem de mãos e materiais após uso e manuseio de produtos;</p><p>� Possuir drenagem pluvial e valas para recolhimento de vazamentos de produtos líquidos</p><p>e posterior coleta;</p><p>� Contar com sistema de tratamento prévio de resíduo perigoso;</p><p>� Contar com sistema de controle de distribuição, armazenamento e estoque, evitando o</p><p>vencimento dos produtos;</p><p>� Possuir sala de material de limpeza e lavanderia para apoio à higienização dos ambientes</p><p>e lavagem dos uniformes e equipamentos de proteção individual não descartáveis;</p><p>� Possuir separação para armazenagem dos diferentes inseticidas, com isolamento que</p><p>impeça que gases e outros produtos provenientes de um inseticida entrem em contato</p><p>com outros ou com qualquer ambiente do depósito;</p><p>� Impedir o contato direto dos inseticidas com o piso mediante uso de paletes ou outro</p><p>meio que garanta o afastamento desses produtos do solo;</p><p>� Ter cobertura que permita bom condicionamento térmico nas áreas de armazenamento;</p><p>� Possuir placas informativas e sinalização de segurança relativas ao risco químico;</p><p>� Possuir</p><p>proibição de armazenamento de alimentos, bebidas, rações, sementes e outros</p><p>produtos de consumo humano e animal.</p><p>É importante que as licenças de funcionamento de órgãos ambientais e do corpo de</p><p>bombeiros estejam atualizadas e disponíveis no local para verificação.</p><p>b. MANIpulAçãO DE pRODuTOS quíMICOS</p><p>Transporte de inseticidas</p><p>Produtos perigosos, por definição, são todos aqueles que representam risco à saúde das</p><p>pessoas e ao meio ambiente. De acordo com esse conceito, os produtos químicos do tipo</p><p>inseticida e seus resíduos estão incluídos nessa classificação, e seu transporte deve atender as</p><p>orientações das legislações pertinentes no que se refere à adequação, marcação e rotulagem</p><p>de embalagens, sinalização das unidades de transporte, documentação, entre outros.</p><p>Informações complementares podem ser obtidas nas</p><p>"Diretrizes para projetos de unidades de armazenagem,</p><p>distribuição e processamento de praguicidas", disponível</p><p>em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/</p><p>funasa/diretrizes_praguicidas.pdf (BRASIL, 2002).</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>37</p><p>A regulação do transporte rodoviário de produtos perigosos por via pública é de respon-</p><p>sabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Sua condução deve</p><p>ser submetida às regras e procedimentos estabelecidos pelo Regulamento para o</p><p>Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, Resolução ANTT nº 3.665/11 e alterações,</p><p>complementado pelas Instruções aprovadas pela Resolução ANTT nº 5.232/16 e suas</p><p>alterações, sem prejuízo do disposto nas normas específicas de cada produto.</p><p>Os inseticidas adquiridos pelo Ministério da Saúde são distribuídos aos estados, que os</p><p>repassam aos seus municípios. Os procedimentos de distribuição de inseticidas envolvem</p><p>veículos e motoristas que os conduzem até o destino final, geralmente por via terrestre;</p><p>dessa forma, devem seguir a legislação em vigência sobre transporte de cargas perigosas.</p><p>Em relação à logística, cabe a cada estado organizar a distribuição adequada dos diversos</p><p>inseticidas aos seus municípios.</p><p>Entre os itens necessários ao transporte adequado de produtos químicos (perigosos),</p><p>incluem-se:</p><p>� Declaração de carga emitida pelo expedidor, contendo a descrição correta do produto</p><p>perigoso transportado;</p><p>� Instruções escritas sobre os procedimentos a serem adotados em caso de acidente;</p><p>� Documento comprobatório de realização de curso de Movimentação de Produtos Perigo-</p><p>sos (MOPP) pelo motorista;</p><p>� Documento de inspeção técnica veicular e demais declarações, autorizações e licenças</p><p>previstas;</p><p>� Acondicionamento dos produtos em embalagens e volumes de boa qualidade e resistentes</p><p>para suportar os choques e as operações do transporte;</p><p>� Utilização de rótulos indicativos de risco afixados nos veículos transportadores;</p><p>� Orientações ao condutor do veículo que realiza transporte de produtos perigosos, para</p><p>evitar o trajeto em vias próximas a áreas densamente povoadas, de proteção de manan-</p><p>ciais, de reservatórios de água e de reservas florestais e ecológicas.</p><p>Informações adicionais podem ser obtidas no endereço eletrônico:</p><p>http://www.antt.gov.br/cargas/arquivos_old/produtos_</p><p>perigosos.html, onde podem ser encontrados materiais</p><p>explicativos e toda a legislação correspondente.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>38</p><p>Fracionamento dos inseticidas</p><p>O fracionamento consiste em retirar determinada quantidade de um produto da embalagem</p><p>original para acondicioná-lo em recipientes menores, com a finalidade de distribuí-los</p><p>a outros usuários que necessitam do produto em menor volume.</p><p>A ação de fracionamento é expressamente proibida no caso dos agrotóxicos de uso</p><p>agrícola, conforme expresso na Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989 (“Lei dos agrotóxicos”),</p><p>justamente por implicar riscos de contaminação e intoxicação das pessoas envolvidas</p><p>no procedimento, e pela necessidade de combater o comércio ilegal desses produtos em</p><p>embalagens improvisadas.</p><p>Recomenda-se a aquisição de inseticidas em volumes adequados, conforme as diversas</p><p>situações de uso, a fim de evitar o fracionamento. As compras centralizadas realizadas pelo</p><p>Ministério da Saúde estão em consonância com essa recomendação, para que os estados</p><p>e municípios recebam o produto final sem necessidade de fracioná-lo.</p><p>Em situações emergenciais, a exemplo da ocorrência de surtos e epidemias, quando não</p><p>houver disponibilidade de produtos em embalagens menores, devem ser observadas as</p><p>legislações vigentes e contratada empresa especializada e devidamente licenciada pelos</p><p>órgãos competentes para a realização dessa atividade.</p><p>Aplicação dos inseticidas</p><p>Algumas medidas devem ser adotadas quanto à aplicação dos inseticidas:</p><p>� Utilizar o produto em conformidade com a orientação do fabricante, nas aplicações</p><p>descritas no rótulo e aprovadas pelas autoridades reguladoras;</p><p>� Adquirir máquinas e equipamentos seguros, em conformidade com a NR-12, que trata da</p><p>segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (BRASIL, 2018b);</p><p>� Realizar manutenção e regulagem periódica dos equipamentos de aplicação para garantir</p><p>o seu funcionamento adequado, em conformidade com NR-12 (BRASIL, 2018b);</p><p>� Seguir orientações relativas aos procedimentos seguros de operação e abastecimento</p><p>(Anexo C);</p><p>� Utilizar dosadores individuais ou outro mecanismo durante o processo de diluição ou</p><p>mistura, a fim de evitar o contato manual ou acidental com o produto;</p><p>� Utilizar EPI para realizar a avaliação de rotina do tamanho das gotas geradas pelos</p><p>equipamentos, uma vez que a permanência das gotículas no ambiente está diretamente</p><p>relacionada ao tamanho destas;</p><p>� Criar barreiras físicas entre os produtos e os trabalhadores, como durante o transporte de</p><p>produtos químicos, a fim de evitar acidentes que resultem no contato direto do produto</p><p>com o motorista;</p><p>� Usar EPI conforme indicado.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>39</p><p>Medidas frente a vazamento de produtos químicos</p><p>Em qualquer acidente de vazamento ou derramamento, deve-se, primeiramente, adotar</p><p>procedimentos para impedir a dispersão do produto, a fim de minimizar possíveis danos</p><p>à saúde dos trabalhadores, às populações de áreas vizinhas ao local e ao meio ambiente.</p><p>Abaixo estão descritas medidas a serem adotadas nessa situação:</p><p>� Girar o tambor ou a bombona de modo a colocar a embalagem em posição que evite</p><p>aumentar a contaminação;</p><p>� Ter disponíveis no local, além dos EPI indicados, materiais absorventes como areia, serra-</p><p>gem ou mantas, além de tambores de boca larga para o recolhimento do produto. Esses</p><p>tambores necessitam conter a identificação do produto absorvido e a data da ocorrência,</p><p>devendo ser armazenados em cima de estrado até a destinação adequada do resíduo;</p><p>� Isolar e sinalizar a área contaminada em todas as direções;</p><p>� Manter pessoas não autorizadas afastadas da área contaminada;</p><p>� Afastar possíveis fontes de ignição;</p><p>� Não manusear embalagens rompidas, salvo com as indicações pertinentes;</p><p>� Não tocar ou caminhar sobre o produto derramado;</p><p>� Garantir que os trabalhadores diretamente envolvidos na contenção façam uso de EPI,</p><p>conforme recomendações existentes nas fichas químicas dos produtos;</p><p>� Coletar e descartar todos os resíduos e restos dos equipamentos de limpeza em local</p><p>apropriado para resíduos perigosos.</p><p>C. lAvAGEM DOS vEíCulOS, DOS EquIpAMENTOS E DOS EpI</p><p>Conforme já apontado na descrição das atividades dos ACE, recomenda-se que os</p><p>veículos usados na aplicação de UBV passem por lavagem diária após o uso, bem como</p><p>os equipamentos, que antes de passarem por manutenção, devem ser lavados para</p><p>descontaminação. Ambas as lavagens devem ser realizadas em local adequado, com diques</p><p>apropriados, piso impermeabilizado</p><p>e desnível para drenagem da água da lavagem.</p><p>A lavagem periódica das vestimentas e dos EPI utilizados no controle de vetores em saúde</p><p>pública após atividades com manuseio de inseticidas deve ser realizada de forma consciente</p><p>e responsável pelos empregadores.</p><p>Como não existe normatização própria no âmbito da saúde pública, a referência utilizada</p><p>é a NR-31, que dispõe sobre segurança e saúde no trabalho na agricultura e demais áreas</p><p>(BRASIL, 2018c).</p><p>Assim, o empregador deve fornecer os equipamentos de proteção individual higienizados</p><p>e em perfeitas condições de uso, bem como ser o responsável por sua descontaminação e</p><p>substituição sempre que necessário (item 31.8.9b da NR-31).</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>40</p><p>Em situações nas quais não é possível ao empregador a contratação de empresa terceirizada</p><p>com capacidade técnica e devidamente habilitada para prestação do serviço de lavagem</p><p>e descontaminação dos EPI, deve ser estruturada lavanderia junto ao depósito/armazém</p><p>de inseticidas com características que permitam o recolhimento e o tratamento da água</p><p>utilizada na lavagem.</p><p>Outra alternativa é a aquisição, por parte do empregador, de EPI descartáveis e substituição</p><p>destes em conformidade com as indicações do fabricante.</p><p>Quando ocorrer a opção por estruturar as lavanderias nos depósitos de inseticidas, alguns</p><p>procedimentos de segurança devem ser adotados para higienização dos EPI e vestimentas</p><p>que componham os EPI, tais como:</p><p>� Lavar separadamente os EPI usados na aplicação de produtos químicos;</p><p>� Enxaguar abundantemente as vestimentas com água corrente antes da lavagem, para</p><p>diluir e remover os resíduos da calda de pulverização;</p><p>� Realizar a lavagem de forma cuidadosa, preferencialmente com sabão neutro (sabão de</p><p>coco), em barra ou em pó, evitando o uso de alvejantes;</p><p>� Não deixar de “molho” as peças a serem lavadas;</p><p>� Enxaguar bem as peças para remover todo o sabão;</p><p>� Secar os EPI à sombra;</p><p>� Virar para baixo, inicialmente, luvas e botas para secagem, e, após determinado tempo,</p><p>virá-las para cima para que a água evapore e não haja umidade residual;</p><p>� Não levar os EPI a residências e lavá-los no ambiente doméstico, o que é expressamente</p><p>proibido;</p><p>� Descartar os EPI quando seus níveis de proteção se tornarem ineficazes;</p><p>� Verificar a durabilidade das vestimentas nas instruções dos fabricantes, a qual deve ser</p><p>observada frequentemente pelos usuários;</p><p>� Lavar e posteriormente inutilizar as vestimentas ineficazes antes do descarte, para evitar</p><p>sua reutilização.</p><p>D. MANEjO DE EMbAlAGENS</p><p>A questão das embalagens vazias constitui um tema amplamente discutido, objetivando-se</p><p>estabelecer um processo sistemático e definitivo de recolhimento e destinação adequada,</p><p>com vistas a evitar a formação de grandes passivos ambientais que conferem riscos à saúde</p><p>do trabalhador e à população geral.</p><p>A exemplo do processo da logística reversa, instituída para recolhimento das embala gens</p><p>vazias de agrotóxico, as empresas fabricantes de produtos, de acordo com os processos</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>41</p><p>instituídos, buscam estabelecer procedimentos semelhantes para a destinação final das em-</p><p>balagens oriundas das atividades de controle de pragas urbanas e de uso em saúde pública.</p><p>A instituição e implantação desses procedimentos deverá envolver as três esferas federadas,</p><p>em razão da política de gestão de insumos estratégicos. Além disso, para implantar esse</p><p>sistema, técnicos dos três níveis de governo deverão ser capacitados sobre os detalhes</p><p>a serem executados, especialmente aqueles relacionados à tríplice lavagem, estocagem</p><p>intermediária e recolhimento.</p><p>O processo de tríplice lavagem de embalagens deve ser realizado conforme as normas</p><p>estabelecidas, as quais devem ser, posteriormente, armazenadas em local apropriado até a</p><p>destinação adequada.</p><p>De forma geral, conforme descrito no Anexo B, as áreas de armazenagem de inseticidas</p><p>devem possuir estrutura física que permita o armazenamento temporário e o descarte</p><p>adequado de resíduos e recipientes usados, bem como de produtos vencidos.</p><p>3.2.1.4 USO DE CONTROLES ADMINISTRATIVOS</p><p>Os controles administrativos incluem práticas de trabalho que podem ser adotadas</p><p>para reduzir os riscos e minimizar impactos na saúde dos trabalhadores e no ambiente.</p><p>Essas práticas envolvem processos, organização e condições de trabalho, a exemplo</p><p>dos procedimentos adotados, treinamentos e competências. Inclui, ainda, mecanismos</p><p>administrativos como sinalização horizontal e vertical, sinais de advertência e alarme,</p><p>permissão de trabalho, controle de acesso, etiquetagem, inspeção, etc.</p><p>Esses controles devem considerar as condições meteorológicas, o tempo de trabalho em</p><p>horas, quem realiza o trabalho e quem tem acesso à área de estoque de inseticidas.</p><p>Exemplos de controles administrativos incluem:</p><p>� Realização de treinamentos periódicos em segurança e saúde, com os seguintes temas:</p><p>noções de identificação de perigos e riscos; medidas de prevenção e controle; produtos</p><p>químicos e toxicologia básica; métodos de trabalho para controle vetorial; regulagem e</p><p>manutenção dos equipamentos; acidentes; doenças e agravos relacionados ao trabalho</p><p>e primeiros socorros;</p><p>� Limitação do acesso aos locais onde são realizadas atividades de maior risco, como os de</p><p>armazenamento e preparo dos inseticidas;</p><p>� Estabelecimento de limite de tempo de exposição dos trabalhadores aos produtos</p><p>perigosos;</p><p>� Proibição de comer, beber e fumar ao manusear inseticidas;</p><p>� Acompanhamento para que as tarefas ao ar livre sejam realizadas, sempre que possível,</p><p>nos momentos mais apropriados para minimizar o estresse térmico;</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>42</p><p>� Implantação dos procedimentos adequados para armazenagem temporária e descarte de</p><p>resíduos e recipientes usados, bem como de produtos vencidos;</p><p>� Disponibilização, nos locais de trabalho, das fichas químicas dos produtos utilizados, bem</p><p>como informações sobre manuseio e riscos à saúde;</p><p>� Atualização sistemática dos treinamentos dos trabalhadores sobre os novos produtos</p><p>introduzidos nos programas.</p><p>3.2.1.5 CONDIçõES E ORGANIzAçãO DO PROCESSO DE TRABALhO DO AGENTE DE</p><p>COMBATE àS ENDEMIAS</p><p>O trabalho real, conforme já descrito anteriormente, é o foco das intervenções de segurança</p><p>e saúde, uma vez que as atividades executadas pelos trabalhadores demonstram como as</p><p>condições de trabalho (espaço físico, máquinas, equipamentos e ferramentas), a organização</p><p>do trabalho (exigência do tempo e cumprimento de metas, hierarquias, jornada e demandas)</p><p>e as medidas de segurança e saúde empregadas pela gestão influenciam na execução</p><p>dessas atividades.</p><p>Assim, a equipe técnica responsável pelas ações de segurança e saúde deverá se orientar</p><p>pelo conteúdo das tarefas executadas pelos trabalhadores (funções e atribuições) e pela</p><p>observação das atividades dos ACE e fatores de risco identificados, buscando analisar e</p><p>intervir nas situações concretas de trabalho.</p><p>Considerando o processo de trabalho do ACE e os fatores de risco apresentados e discutidos</p><p>no Eixo 2, algumas estratégias são recomendadas:</p><p>1. Realização de articulações intersetoriais para a melhoria dos ambientes e processos de</p><p>trabalho;</p><p>2. Participação dos trabalhadores, e de seus representantes, nas ações de saúde e segu-</p><p>rança no trabalho;</p><p>3. Comunicação com a população sobre as atividades desenvolvidas pelos ACE e sua</p><p>importância para a proteção da saúde das comunidades;</p><p>4. Desenvolvimento de estratégias de educação em saúde e de atualização do trabalhador</p><p>quanto aos procedimentos adotados em campo;</p><p>5. Informação aos ACE sobre os riscos existentes no local de trabalho e sobre seus direitos,</p><p>favorecendo a sua participação nos modelos de gestão de saúde e segurança</p><p>para</p><p>garantir ambientes de trabalho mais seguros.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>43</p><p>A. FATORES ERGONôMICOS/SOCIAIS E MEDIDAS DE pROTEçãO</p><p>As ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador preconizam a importância da investigação</p><p>do processo e a organização do trabalho e sua relação com a saúde. Uma referência comum</p><p>nas áreas do trabalho e da saúde são as Normas Regulamentadoras (NR) definidas pela</p><p>Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho e Emprego, e usadas</p><p>como base para regular as condições de trabalho e prevenção de riscos (segurança em</p><p>máquinas, trabalho em altura, eletricidade, proteções individuais e coletivas, riscos</p><p>ambientais, ergonomia etc.). No entanto, para aprofundar a busca de determinantes,</p><p>especialmente os organizacionais, é preciso observar a NR-17, que prevê a realização da</p><p>Análise Ergonômica do Trabalho, metodologia que requer estudo minucioso do processo e</p><p>da organização do trabalho.</p><p>No Brasil, a NR-17 foi instituída pela Portaria nº 3.751, de 23 de novembro de 1990, que trata</p><p>especificamente da ergonomia: “Esta norma visa estabelecer parâmetros que permitam a</p><p>adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores,</p><p>de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”</p><p>(BRASIL, 2018d).</p><p>É necessário intervir na organização do trabalho, avaliando turnos, carga horária das</p><p>jornadas diárias e semanais, ritmo de trabalho, dimensionamento das atividades, demandas</p><p>e produtividade. Além disso, é preciso considerar o sistema de promoção ou desempenho,</p><p>relação com chefia e colegas, bem como o tipo de vínculo.</p><p>Como exemplo de intervenção frente aos riscos ergonômicos, ressalta-se o peso da bolsa e</p><p>dos materiais que os ACE transportam. Logo, devem ser adotadas recomendações quanto</p><p>ao tipo de bolsa, seu dimensionamento e a distância a ser percorrida, com medidas de</p><p>reorganização do processo e de instrumentos de trabalho.</p><p>Quanto aos riscos sociais, algumas medidas de proteção podem ser tomadas para permitir</p><p>a segurança dos agentes no trabalho. Como exemplos, destacam-se:</p><p>� Realização de treinamento para reconhecer e manejar situações de violência;</p><p>� Uso de crachás institucionais de identificação e uniformes;</p><p>� Contato prévio entre gestores e líderes comunitários;</p><p>� Estabelecimento de relação de confiança com a população da área de abrangência;</p><p>� Suspensão do trabalho em situações de ameaça;</p><p>� Realização do trabalho em dupla;</p><p>� Adoção de acompanhamento psicológico associado à análise organizacional;</p><p>� Denúncia de abusos e ameaças;</p><p>� Troca de área de trabalho em casos de situações reais de ameaça e risco de violência.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>44</p><p>3.2.1.6 DIREITO à INFORMAçãO, TREINAMENTOS E PARTICIPAçãO DO TRABALhA-</p><p>DOR NAS MEDIDAS DE SAÚDE E SEGURANçA</p><p>O gerenciamento participativo em saúde do trabalhador baseia-se na participação ativa</p><p>deste, com o seu conhecimento do trabalho real, como sujeito do processo de controle</p><p>dos agravos à saúde relacionados ao trabalho (VILELA; MALAGONI; MORRONE, 2010).</p><p>Essa forma de participação coloca em prática os princípios de gestão democrática do</p><p>SUS e, assim, o saber do trabalhador também é incorporado no mapeamento de riscos,</p><p>contribuindo, inclusive, com o seu conhecimento na prática, para indicar as situações de</p><p>risco no trabalho que podem não ter sido contempladas nas medidas de saúde e segurança</p><p>(VILELA; MALAGONI; MORRONE, 2010).</p><p>Dessa forma, reforça-se o direito dos trabalhadores à participação e conhecimento sobre o</p><p>seu processo de trabalho e os riscos aos quais estão expostos; além disso, com o seu saber,</p><p>eles podem mostrar as dificuldades de execução das suas atividades, a fim de auxiliar na</p><p>mudança das condições, organização e processos de trabalho e, também, contribuir para as</p><p>ações de vigilância em saúde.</p><p>3.2.2 MEDIDAS DE pROTEçãO INDIvIDuAl</p><p>Destaca-se que a utilização de EPI é essencial e indispensável em todas as etapas que</p><p>envolvam o uso dos inseticidas (desde a preparação da calda até a lavagem de equipamentos</p><p>e maquinários) e em outras situações necessárias (LEME et al., 2014). No entanto, ressalta-</p><p>se que, além de a utilização do EPI não evitar totalmente a exposição, o seu uso de forma</p><p>incorreta (LEME et al., 2014) e o desconhecimento da forma correta de manipulação dos</p><p>inseticidas (LIMA et al., 2009) podem gerar riscos à saúde dos trabalhadores.</p><p>Segundo a NR-06 (BRASIL, 2018e), EPI é</p><p>todo dispositivo ou produto de uso indivi-</p><p>dual, utilizado pelo trabalhador, destinado</p><p>à proteção contra riscos capazes de ameaçar</p><p>a saúde. O uso de EPI é regulamentado por</p><p>meio da Lei nº 6.514, de 22 de dezembro</p><p>de 1977, cujo art. 166 determina que, em</p><p>todas as atividades na quais seja exigido</p><p>seu uso, o empregador obrigatoriamente o</p><p>forneça de forma gratuita, observando a ade-</p><p>quação ao risco e o seu perfeito estado de</p><p>funcionamento e conservação, oferecendo</p><p>completa proteção a fim de prevenir a ocor-</p><p>rência de acidentes ou danos à saúde do</p><p>trabalhador.</p><p>Situações para o emprego de</p><p>EpI de acordo com a NR-06</p><p>a. Sempre que as medidas de</p><p>ordem geral não ofereçam</p><p>completa proteção contra</p><p>os riscos de acidentes do</p><p>trabalho ou de doenças</p><p>profissionais e do trabalho;</p><p>b. Enquanto as medidas de</p><p>proteção coletiva estiverem</p><p>sendo implantadas; e,</p><p>c. Para atender a situações</p><p>de emergência.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>45</p><p>De acordo com o Capítulo II do Anexo III da Portaria de Consolidação nº 4 (Origem: PRT MS/</p><p>GM 1378/2013, Capítulo II) (BRASIL, 2017c) a responsabilidade de aquisição de EPI está</p><p>definida para as três esferas de gestão em todas as atividades de Vigilância em Saúde que</p><p>assim o exigirem.</p><p>O EPI deve ser utilizado conforme especificado pelo fabricante, na impossibilidade do</p><p>controle da exposição pela adoção de uma ou mais das medidas coletivas pertinentes ou</p><p>como medida complementar aos demais controles.</p><p>O gestor, de acordo com as definições pactuadas para cada nível de gestão, deve garantir que</p><p>todos os EPI sejam apropriados para a tarefa conforme indicado na Ficha de Informações</p><p>de Segurança de Produto Químico4 (FISPQ), no tamanho adequado ao trabalhador, e que</p><p>estejam prontamente disponíveis para substituição, limpos e em condições totalmente</p><p>operacionais. Deve também assegurar que os trabalhadores estejam devidamente treinados</p><p>para o seu uso. Quando o EPI não for descartável, sua manutenção e higienização devem</p><p>seguir as instruções do fabricante.</p><p>4Documento normalizado pela ABNT e obrigatório para a comercialização de produtos químicos, fornecendo obriga-</p><p>toriamente informações sobre vários aspectos do produto comercializado quanto às medidas de segurança, saúde</p><p>e proteção ao meio ambiente, com procedimentos sobre medidas de prevenção de acidentes durante sua manipulação</p><p>e ações frente às situações de emergência.</p><p>ANEXO III CApíTulO II</p><p>DAS COMpETÊNCIAS</p><p>Seção I Da União [...]</p><p>Art. 6º Compete à SVS/MS: [...]</p><p>XIX – provimento dos seguintes insumos estratégicos: [...]</p><p>f) equipamentos de proteção individual (EPI) para as ações de Vigilância em Saúde sob sua</p><p>responsabilidade direta, que assim o exigirem; [...]</p><p>Seção II  Dos Estados [...]</p><p>Art. 9º Compete às Secretarias Estaduais de Saúde [...]:</p><p>XvIII – provimento dos seguintes insumos estratégicos: [...]</p><p>f) EPI para todas as atividades de Vigilância em Saúde que assim o exigirem, em seu âmbito</p><p>de atuação, incluindo: (Origem: PRT MS/GM 1378/2013, Art. 9º, XVIII, f)</p><p>1. máscaras faciais completas para nebulização de inseticidas a Ultra Baixo Volume</p><p>para o combate a vetores; e (Origem: PRT MS/GM 1378/2013, Art. 9º, XVIII, f, 1)</p><p>2. máscaras semifaciais para a</p><p>aplicação de inseticidas em superfícies com ação</p><p>residual para o combate a vetores (Origem: PRT MS/GM 1378/2013, Art. 9º, XVIII, f, 2); [...]</p><p>Seção III  Dos Municípios [...]</p><p>Art. 11. Compete às Secretarias Municipais de Saúde [...]:</p><p>Xv – provimento dos seguintes insumos estratégicos: [...]</p><p>d) EPI para todas as atividades de Vigilância em Saúde que assim o exigirem, em seu</p><p>âmbito de atuação, incluindo vestuário, luvas e calçados; [...].</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>46</p><p>O EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser comercializado ou utilizado com</p><p>a indicação do Certificado de Aprovação (CA) expedido pelo órgão nacional competente em</p><p>matéria de segurança e saúde do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (atualmente</p><p>Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia), conforme o Item</p><p>6.2 da NR-06 (BRASIL, 2018e). Devem, ainda, ser escolhidos equipamentos adequados às</p><p>situações reais de trabalho e às características individuais dos trabalhadores.</p><p>As indicações dos diversos EPI devem ser feitas depois de um processo de reconhecimento</p><p>e descrição detalhada das rotinas e dos eventuais riscos a que o executor da tarefa está ex-</p><p>posto. É importante que o EpI utilizado tenha sua efetividade avaliada em seu uso cotidiano.</p><p>A publicação do manual “Controle de Vetores – Procedimentos de segurança” (BRASIL,</p><p>2001b), elaborado pela Funasa em 2001, permitiu, na época, a indicação dos diversos</p><p>EPI com base na identificação das atividades descritas na “Ficha de Atividade Laboral”.</p><p>No presente Manual, a partir do reconhecimento de inúmeros riscos identificados durante</p><p>o processo de trabalho dos agentes, houve adequação dos procedimentos, inclusive com</p><p>a indicação de EPI específicos de acordo com a atividade a ser executada (Anexo E deste</p><p>Manual). No entanto, destaca-se que a função do gestor é, prioritariamente, procurar eliminar</p><p>ou reduzir os riscos e, caso isso não seja possível, adotar o uso do EPI. Além disso, ressalta-se</p><p>que o gestor deve adquirir peças de qualidade e que correspondam aos diversos tamanhos</p><p>de manequins, tanto masculinos quanto femininos.</p><p>O quantitativo a ser disponibilizado a cada servidor deve atender as necessidades anuais e</p><p>seu fornecimento pode ser adequado pelo gestor, conquanto que esses itens não faltem ao</p><p>longo do ano.</p><p>Existe probabilidade de o EPI provocar desconforto, irritação ou desidratação devido às</p><p>condi ções climáticas ou mau uso. Assim, essa situação deve ser analisada e controlada com</p><p>medidas de adequação ao clima e ao conforto, a fim de garantir uma maior adesão ao seu uso.</p><p>Como exemplos de EPI a serem utilizados no trabalho de controle de vetores, a depender dos</p><p>riscos existentes na execução da atividade, têm-se:</p><p>� Óculos</p><p>� Luva</p><p>� Avental</p><p>� Respirador</p><p>� Calçados</p><p>� Vestimenta de proteção</p><p>� Capa de chuva</p><p>� Protetor auricular</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>47</p><p>Adicionalmente, além dos EPI citados, podem ser adotadas outras medidas de proteção</p><p>pessoal, como utilização de protetor solar, uniformes, etc.</p><p>Mais informações sobre os EPI, incluindo indicação, cuidados, manutenção, dentre outros</p><p>detalhes, estão apresentados no Anexo D (Ficha de Atividade Laboral), Anexo E (Matriz de</p><p>Recomendação de EPI por Atividade), Anexo F (Modelo de Ficha de Controle de Entrega</p><p>e Devolução de Equipamento de Proteção Individual) e nos Anexos G e H (Procedimentos</p><p>de higiene no momento de vestir e retirar os Equipamentos de Proteção Individual).</p><p>É imprescindível que todas as informações referentes às diversas ações realizadas no</p><p>sentido de melhorar a segurança e a qualidade dos serviços de controle de vetores e de</p><p>doenças sejam devidamente armazenadas. Para isso, deve ser criada uma pasta de</p><p>Segurança Individual.</p><p>pASTA DE SEGuRANçA INDIvIDuAl</p><p>É importante que seja criada, no âmbito do município,</p><p>estado, Distrito Federal ou União, uma pasta para cada</p><p>trabalhador, na qual serão arquivadas todas suas atividades</p><p>e exames, como: caracterização biométrica, fichas de</p><p>atividade laboral (ordens de serviço), exames realizados,</p><p>capacitações e avaliações efetuadas, recibos de entrega de</p><p>EPI, vacinas administradas, registros de acidentes e todo o</p><p>histórico ocupacional.</p><p>Esses itens podem ser anexados ao prontuário de saúde</p><p>do trabalhador, caso este já exista.</p><p>3.2.2.1 IMUNIzAçãO</p><p>Os riscos biológicos aos quais os ACE podem estar submetidos no ambiente de trabalho são</p><p>potencialmente prejudiciais à sua saúde. Para reduzir, eliminar e prevenir a possibilidade</p><p>de aquisição de doenças infecciosas em trabalhadores da saúde, incluindo os agentes de</p><p>combate às endemias, os programas de vacinação são essenciais.</p><p>A NR-32 (BRASIL, 2011), publicada por meio da Portaria nº 485, de 11 de novembro de</p><p>2005, estabelece os requisitos legais para a implementação de medidas de proteção à</p><p>segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>48</p><p>exercem atividades de promoção e assistência à saúde, sendo uma delas a vacinação.</p><p>A comprovação da vacinação será realizada por meio de atestado de vacinação, o qual</p><p>deverá ser exigido e avaliado pelo médico do trabalho.</p><p>Em relação à imunização, recomenda-se que os agentes de endemias sigam as indicações</p><p>estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações,</p><p>conforme o Anexo LVIII da Portaria de Consolidação nº 5 e atualizações (BRASIL, 2017d).</p><p>Ressalta-se que, de acordo com a NR-32, o programa de imunização ativa contra tétano,</p><p>difteria e hepatite B, e o estabelecido no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional</p><p>(PCMSO), previsto na NR-07 (BRASIL, 2018f), deve ser oferecido gratuitamente a todo</p><p>trabalhador dos serviços de saúde. Além disso, pela NR-32, sempre que houver vacinas</p><p>eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estejam ou poderão estar</p><p>expostos, o empregador deverá fornecê-las gratuitamente.</p><p>O médico coordenador do PCMSO deve complementar o programa de vacinação do</p><p>trabalhador com base na avaliação dos riscos de contaminação apurados no Programa</p><p>de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA), estabelecido pela NR-09 (BRASIL, 2018g).</p><p>Para tanto, de acordo com a atividade e as características do ambiente de trabalho, será</p><p>definido o grau de risco para as doenças infecciosas eficazmente preveníveis por vacinas,</p><p>como a vacina antirrábica.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>49</p><p>O monitoramento da situação de saúde dos ACE tem como propósito prevenir acidentes</p><p>e doenças relacionadas ao trabalho e identificar precocemente alterações clínicas e ou</p><p>laboratoriais, a fim de controlar os fatores de risco nos ambientes e processos de trabalho</p><p>mediante a adoção de medidas de proteção e outras ações de vigilância em saúde e atenção</p><p>integral ao trabalhador (Figura 4).</p><p>Para tanto, devem ser utilizados parâmetros e critérios estabelecidos em normas e</p><p>outros regulamentos técnicos para a realização de exames clínicos e complementares,</p><p>independentemente do vínculo empregatício ou forma de inserção desses trabalhadores no</p><p>mercado de trabalho, uma vez que a saúde, incluindo ambientes de trabalho saudáveis, é um</p><p>direito social universal.</p><p>Figura 4 Resumo das ações de vigilância e monitoramento da situação de saúde dos ACE</p><p>Fonte: DSASTE/SVS/MS.</p><p>Ações de monitoramento</p><p>da situação de saúde</p><p>dos agentes de</p><p>combate às endemias</p><p>Ações de vigilância dos ambientes</p><p>e processos de trabalho para</p><p>identificação das exposições e</p><p>situações de risco e melhoria das</p><p>condições/organização do trabalho,</p><p>com a participação dos trabalhadores</p><p>Identificação das alterações</p><p>de saúde a partir</p><p>Pouco depois de Pasteur estabelecer a teoria microbiana das infecções, Manson demonstrava o papel</p><p>dos insetos hematófogos no ciclo da filariose.</p><p>O desconhecimento da biologia e taxonomia de vetores e reservatórios causou atrasos na solução de</p><p>alguns problemas. Ronald Ross, por exemplo, somente em 1883 deu-se conta de que as larvas dos</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>mosquitos criam-se na água e Simond, que demonstrara em 1898 a transmissão da peste através da</p><p>picada de pulgas, teve dificuldade de comprovar suas idéias por não saber, então, distinguir entre as</p><p>várias espécies comuns em ratos.</p><p>Certas observações pioneiras são dignas de nota. No Brasil, Piso, ao descrever, em 1658 os quirópte-</p><p>ros hematófagos mencionou que entre os venenos primários estão contados a língua e o coração dos</p><p>morcegos; até agora não descobri se, comidos, são da mesma natureza da peçonha do cão raivoso,</p><p>que causa a hidrofobia, como o atestam gravíssimos autores. Entre esses, contava-se Aristóteles, que</p><p>relacionara à raiva aos cães. Quase um século antes, Gabriel Soares de Souza, escrevendo sobre a</p><p>Bahia de 1587, ao tratar dos mosquitos a que chamam nhitinga, dizia que estes são amigos das cha-</p><p>gas, e chupam-lhe a peçonha que tem; e se se vão pôr em qualquer cossadura de pessoa sã, deixam-</p><p>lhe a peçonha n'ella, do que se vem muitas pessoas a encher boubas. A transmissão da leishmaniose</p><p>cutânea por certos dípteros, por sua vez, já era suspeitada no Peru, desde 1764, como afirma Bueno.</p><p>Nem sempre é clara a idéia do autor ou cronista, como sucede com a poesia de Herbert Wallace, irmão</p><p>do zoólogo e biogeógrafo Alfred Russel Wallace, que passou quatro anos na Amazônia. Herbert faleceu</p><p>em Belém do Pará, vítima da epidemia de febre amarela que se abateu sobre a região em 1851:</p><p>"Mas oh! que noites desgastantes</p><p>Porque aqui, no Amazonas</p><p>As temidas picadas de mosquitos</p><p>Inflamam o sangue com a febre,</p><p>E matam o sono tranqüilo,</p><p>Até que, cansados e abatidos</p><p>Ficamos a ponto de chorar!</p><p>Entretanto, ainda que torturem,</p><p>Sabemos que não podem matar."</p><p>No século XVIII, Jener popularizou o processo de vacinação, na Europa, reconhecendo, em 1768, as</p><p>relações íntimas existentes entre uma enfermidade animal e uma doença humana. A "valorização",</p><p>como ficou sendo conhecido o processo, que era feito de braço a braço, foi questionada por mais de</p><p>um século. No Brasil causou uma revolução, ao tornar-se obrigatória. Ainda hoje existem trabalhos</p><p>curiosos que discutem sua validade (Delarue, 1977) e que reeditam a polêmica registrada nas páginas</p><p>da Gazeta Médica do Rio de Janeiro, na década de 1860.</p><p>Alfred Russel Wallace descreveu sua mudança de atitude quanto à validade da vacinação, em sua</p><p>autobiografia publicada em 1905. De início favorável, revela ter sido criado na crença de que a vacina-</p><p>ção era um procedimento científico e que Jenner era um dos grandes benfeitores da humanidade. Wal-</p><p>lace fora vacinado na infância e revacinado antes de viajar para o Brasil, em 1848. Por influência dos</p><p>escritos de Farr e de Creighton, os grandes epidemiólogos de sua época; e pela análise das estatísticas</p><p>disponíveis então, passou a questionar a validade do processo: Inocular uma criança (ou adulto) sadia</p><p>com uma doença animal seria, se fosse proposta agora pela primeira vez, tão repugnante frente a todos</p><p>os princípios da medicina racional e do senso comum, que seu proponente seria considerado louco. So-</p><p>mente a aceitação generalizada da teoria microbiana ou biológica das infecções, que pôs fim à polêmica</p><p>multissecular que dividia os adeptos do "contágio" e dos "miasmas" e esclareceu a natureza do "prin-</p><p>cípio viral" ou "viroso", abriu caminho à investigação epidemiológica e ecológica das zoonoses. Estas</p><p>revelaram o papel dos vetores e hospedeiros alternativos e os ciclos biológicos complexos dos parasi-</p><p>tas metaxênicos.</p><p>Surgiria, mais tarde, a questão da especificidade nas relações parasita/hospedeiro e seu caso particu-</p><p>lar, as infecções. O primeiro problema foi explorado por parasitólogos e taxônomos, o segundo, por</p><p>bioquímicos e imunólogos. A colonização de um hospedeiro envolve a seleção de micro-habitates, a</p><p>evasão às defesas orgânicas, a evolução de mecanismos de disseminação e exploração de novos</p><p>ambientes e de dispersão no meio exterior. Cada vez mais, torna-se evidente que o fator principal da</p><p>especificidade é de natureza imunológica, resultante de um longo processo de adaptação mútua. O</p><p>que não significa que se possa admitir uma seqüência evolutiva progressiva da intimidade ou antago-</p><p>nismo entre organismos, partindo da condição de comensais e passando pelas "etapas" da forésia,</p><p>inquilinismo e simbiose, como adverte Jean Baer.</p><p>A exploração do meio endógeno impõe certas exigências de caráter geral e outras, especiais: adapta-</p><p>ção à anaerobiose, desenvolvimento de mecanismos de penetração nos hospedeiros, reprodução de</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>molde a facilitar a sobrevivência da prole, mecanismos de fixação e de defesa contra os sistemas de</p><p>proteção do hospedeiro, que variam de espécie para espécie. As duas grandes opções evolutivas são</p><p>a manutenção de características generalizadas permitindo a exploração de vários nichos e ocupação</p><p>de diferentes habitates; ou a especialização, que permite o melhor aproveitamento de uma situação e</p><p>vantagem na competição.</p><p>A definição corrente de reservatório abrange qualquer ser humano, animal, artrópode, planta ou maté-</p><p>ria inanimada onde vive e se multiplica um agente infeccioso, do qual depende para sua sobrevivência,</p><p>reproduzindo-se de maneira a que possa ser transmitido a um hospedeiro suscetível. (Amer. Assoc.</p><p>Publ. Health)</p><p>Hospedeiro, segundo a mesma fonte, é a pessoa ou animal vivo, inclusive aves e artrópodes, que, em</p><p>circunstâncias naturais permitem a subsistência ou o alojamento de um agente infeccioso. O hospe-</p><p>deiro primário ou definitivo é aquele em que o agente chega à maturidade ou passa por sua fase sexu-</p><p>ada. O secundário ou intermediário é aquele que se encontra em fase larvária ou assexuada.</p><p>Ambas definições refletem algo do conceito ecológico dos "centros de dispersão" de Alexander e o de</p><p>"focos naturais" de Pavlovski. Como ressalta Lesser (1985), a maioria dos autores modernos as criti-</p><p>cam, com razão quando mais não seja, por sua má redação, do ponto de vista zoológico.</p><p>Estes conceitos, bem como o de zoonose são úteis sob certas circunstâncias, mas não definem enti-</p><p>dades biológicas, e são mantidos por conveniência prática, em saúde pública. A história e a definição</p><p>do termo zoonoseforam discutidos por Fiennes (1978 e 1979) e os aspectos fundamentais de sua na-</p><p>tureza ecológica, por Audy (1958). Schwabe qualifica-o de "pré-copernicano" e ressalta que se não fora</p><p>por sua reconhecida utilidade prática, o termo zoonose careceria de qualquer significado real para o</p><p>pesquisador da evolução da história natural das infecções. Para ele, as zoonoses constituem um grupo</p><p>biologicamente heterogêneo de infecções e infetações e que, na realidade, existe pouco mais de co-</p><p>mum entre as distintas zoonoses que sua definição.</p><p>As tentativas de classificação das zoonoses, pelas mesmas razões, deixam muito a desejar e, exceto</p><p>quando se tem em vista um objetivo aplicado, é impossível estabelecer-se um sistema natural ou coe-</p><p>rente.</p><p>Conceitos Básicos</p><p>O conceito de reservatório-animal ou hospedeiro reservatório deve ser examinado sob distintos pontos</p><p>de vista. As relações parasita-hospedeiro constituem um caso particular das relações alelobióticas, isto</p><p>é, entre organismos (em oposição àquelas dos organismos com o meio abiótico). Implicam na adapta-</p><p>ção mútua e convivência duradoura de hospedeiros com sua microbiota individual. Tais relações que,</p><p>além do parasitismo incluem o comensalismo, o inquilinismo, a forésia, a simbiose escrita e outras, são</p><p>difíceis de serem definidas e delimitadas. Segundo Whitfield, as tentativas</p><p>dos exames</p><p>clínicos e laboratoriais, acidentes</p><p>ou doenças relacionadas</p><p>ao trabalho</p><p>Encaminhamento para</p><p>tratamento e acompanhamento</p><p>de saúde do trabalhador com</p><p>registro de acidente ou doença</p><p>relacionada ao trabalho</p><p>eixo 4</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>50</p><p>4.1 Exames clínicos e laboratoriais</p><p>O acompanhamento da situação de saúde dos agentes de combate às endemias deve ter</p><p>por base uma programação de exames periódicos de saúde, considerando os riscos da</p><p>exposição, e deverá ser realizado por equipes técnicas instituídas nas Secretarias de Saúde</p><p>ou no Governo Federal, a depender do vínculo de trabalho. Esse acompanhamento pode ser</p><p>realizado também por meio de serviços contratados. Os Cerest, a equipe de Atenção Básica</p><p>e os profissionais que compõem o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) do município</p><p>também podem estar envolvidos no cuidado à saúde dos ACE.</p><p>A NR-07 estabelece a necessidade da elaboração e implementação do PCMSO por parte</p><p>de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.</p><p>O PCMSO tem como objetivo a promoção e preservação da saúde dos trabalhadores e</p><p>deve ter caráter de prevenção, monitoramento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde</p><p>relacionados ao trabalho. Além disso, deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos</p><p>seguintes exames médicos clínicos e complementares:</p><p>� Exames admissionais;</p><p>� Exames periódicos;</p><p>� Exames de retorno ao trabalho;</p><p>� Exames de mudança de função; e</p><p>� Exames demissionais.</p><p>Além de constituir um direito universal, a atenção à saúde e à segurança</p><p>no trabalho de servidores públicos federais é garantida, no Brasil, por um</p><p>arcabouço legal que inclui os exames médicos como uma das medidas de</p><p>saúde e segurança:</p><p>DECRETO Nº 6.856, DE 25 DE MAIO DE 2009, que regulamenta o art. 206-a</p><p>da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990 – regime jurídico único, dispondo</p><p>sobre os exames médicos periódicos de servidores (BRASIL, 2009b).</p><p>DECRETO Nº 9.473, DE 16 DE AGOSTO DE 2018, que inclui a atenção à saúde</p><p>e à segurança do trabalho ao alterar o Decreto nº 67.326, de 5 de outubro de</p><p>1970, que dispõe sobre o sistema de pessoal civil da administração federal,</p><p>e o Decreto nº 93.215, de 3 de setembro de 1986, que dispõe sobre o controle</p><p>e a fiscalização das atividades a cargo das unidades organizacionais integran-</p><p>tes do sistema de pessoal civil da administração federal (BRASIL, 2018h).</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>51</p><p>A realização de exames médicos é importante para conhecer as características individuais</p><p>que possam contribuir para o agravamento das exposições ocupacionais. Além disso,</p><p>avaliações periódicas das condições e dos processos de trabalho devem ser consideradas,</p><p>com o intuito de identificar, o mais precocemente possível, mudanças na situação de saúde</p><p>e nos parâmetros clínicos e laboratoriais para o direcionamento de medidas de proteção e</p><p>prevenção pertinentes.</p><p>Para melhor orientar os gestores e equipes responsáveis, as principais atividades a serem</p><p>desenvolvidas para o monitoramento da saúde dos agentes são (BAHIA, 2012):</p><p>� Realização de exames médicos, com avaliações individuais e coletivas dos resultados;</p><p>� Encaminhamento e orientação aos ACE quanto ao atendimento adequado na rede de</p><p>saúde pública ou serviço contratado;</p><p>� Acompanhamento periódico da situação de saúde em caso de acidentes ou doenças</p><p>relacionadas ao trabalho;</p><p>� Notificação de acidentes de trabalho, intoxicação exógena e doenças relacionadas ao</p><p>trabalho no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), especialmente</p><p>intoxicação por inseticidas;</p><p>� Emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para segurados da Previdên-</p><p>cia Social;</p><p>� Manutenção de informações atualizadas sobre a situação de saúde dos agentes e das</p><p>condições de trabalho, pela equipe técnica de saúde do trabalhador ou outra instância</p><p>responsável pelo acompanhamento da situação de saúde;</p><p>� Divulgação e disponibilização de recomendações e orientações relativas às medidas de</p><p>proteção e à necessidade de afastamento da atividade laboral ou de reabilitação.</p><p>O atendimento clínico deve incluir uma</p><p>anamnese capaz de levantar informações para</p><p>construção de histórico ocupacional e exame</p><p>clínico com pesquisa de sinais e sintomas de</p><p>quadros clínicos compatíveis com os principais</p><p>agravos e doenças relacionados ao trabalho,</p><p>tendo por base os riscos ocupacionais aos quais</p><p>os ACE estão submetidos.</p><p>Além disso, recomenda-se anamnese completa</p><p>e dirigida para pesquisa de sinais e sintomas,</p><p>de acordo com a toxicidade dos inseticidas</p><p>utilizados.</p><p>Casos suspeitos</p><p>ou confirmados de</p><p>intoxicação por inseticidas</p><p>devem ser notificados</p><p>no Sinan e informados</p><p>por meio de emissão da</p><p>Comunicação de Acidente</p><p>do Trabalho (CAT).</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>52</p><p>Exames laboratoriais devem ser solicitados considerando os riscos aos quais o trabalhador</p><p>está exposto. Recomendam-se, no mínimo, os seguintes exames complementares:</p><p>� Hemograma completo;</p><p>� Proteínas totais e frações;</p><p>� Bilirrubinas;</p><p>� Fosfatase alcalina;</p><p>� AST (TGO), ALT (TGP) e gama-GT;</p><p>� Ureia e creatinina;</p><p>� Glicemia de jejum;</p><p>� Sumário de urina;</p><p>� Radiografia de tórax;</p><p>� Colinesterase (em casos específicos).</p><p>Como os ACE podem executar atividades em diferença de nível, como inspeção de caixa</p><p>d’água localizada em níveis elevados ou ações abaixo do solo, recomenda-se a solicitação</p><p>de exames específicos e liberação médica no atestado de saúde ocupacional para atuarem</p><p>nessas atividades.</p><p>É importante o envolvimento dos Cerest (estaduais e/ou regionais e/ou municipais), nas</p><p>demandas e apoio aos trabalhadores do controle vetorial, bem como nas ações de inspeção</p><p>do ambiente e processo de trabalho para identificar situações de risco.</p><p>vIGIlâNCIA EM SAÚDE</p><p>DO TRAbAlHADOR (vISAT)</p><p>Conjunto de ações que constituem saberes</p><p>e práticas sanitárias, articulados intra e</p><p>intersetorialmente, e que visam a promoção</p><p>da saúde e a redução da morbimortalidade</p><p>da população trabalhadora, por meio da</p><p>integração de ações que intervenham nos</p><p>agravos e seus determinantes decorrentes,</p><p>contando sempre com a participação e o saber</p><p>dos trabalhadores em todas as suas etapas.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>53</p><p>4.2 Exames de colinesterase</p><p>A colinesterase é a enzima responsável pela hidrólise da acetilcolina, um neurotransmissor</p><p>presente nas sinapses (local de transmissão entre os neurônios), responsável por controlar</p><p>a transmissão de impulsos do sistema nervoso central e periférico (CÂMARA et al., 2012).</p><p>Os inseticidas organofosforados e carbamatos são inibidores da colinesterase, especial-</p><p>mente a acetilcolinesterase, levando a um acúmulo de acetilcolina nas sinapses nervosas.</p><p>Podem ser absorvidos pela pele, por ingestão ou por inalação (OPAS/OMS, 1996).</p><p>A inibição da colinesterase pode provocar sintomas leves e até mesmo manifestações</p><p>clínicas mais graves, tais como:</p><p>Cólicas abdominais; diarreia;</p><p>vômito; salivação; dificuldade visual;</p><p>hipotensão; broncorreia; bradicardia;</p><p>fraqueza ou paralisia muscular.</p><p>Os sinais e sintomas, como os apresentados acima, podem ser observados nas into xicações</p><p>por produtos químicos, como os inseticidas, e suas manifestações dependem do agente,</p><p>do tipo e da magnitude da exposição. De uma forma geral, irritações dérmicas e oculares,</p><p>irritações do trato respiratório superior e inferior, respostas alérgicas, sintomas gastrintes-</p><p>tinais e manifestações neurológicas podem ser observados em casos de intoxicação.</p><p>O controle da exposição ocupacional a compostos químicos é realizado por meio da</p><p>determinação da atividade colinesterásica</p><p>no sangue dos trabalhadores, pois sua variação</p><p>é proporcional à intensidade e duração da exposição às substâncias anticolinesterásicas</p><p>(CÂMARA et al., 2012).</p><p>Os agentes que atuam no controle vetorial em atividades de manipulação e aplicação</p><p>de inseticidas podem estar ocupacionalmente expostos aos compostos químicos</p><p>anticolinesterásicos (organofosforados e carbamatos), principalmente no armazenamento,</p><p>preparo e aplicação desses produtos, assim como na limpeza e manutenção dos equi-</p><p>pamentos de borrifação.</p><p>Assim, esses profissionais devem ser monitorados e submetidos ao exame indicado</p><p>com periodicidade regular, independentemente do vínculo empregatício, em observância</p><p>às disposições legais estabelecidas na Norma Regulamentadora nº 07 (BRASIL, 2018f).</p><p>O exame recomendado é o toxicológico de dosagem de colinesterase plasmática.</p><p>A NR-07, além de estabelecer a obrigatoriedade de elaboração e implementação do PCMSO,</p><p>também preconiza o fornecimento dos exames de colinesterase pelos empregadores.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>54</p><p>Destaca-se que a realização do exame basal da</p><p>atividade da colinesterase nos exames admis-</p><p>sionais é importante e servirá como valor de</p><p>referência para fins comparativos dos exames</p><p>regulares desses trabalhadores.</p><p>Essa recomendação se aplica para qualquer tipo</p><p>de contratação, seja de caráter temporário ou</p><p>permanente.</p><p>Ainda de acordo com a NR-07, a periodicidade</p><p>recomendada para esse exame é, no mínimo,</p><p>semestral. No entanto, as coletas e análises</p><p>podem ser repetidas em situações e períodos</p><p>de maior exposição – por exemplo, após</p><p>aplicações em surtos ou bloqueios de casos, ou</p><p>sempre que houver sintomatologia, mediante</p><p>solicitação médica.</p><p>Ressalta-se que o monitoramento da colinesterase está indicado apenas para aqueles ACE</p><p>que estão expostos a inseticidas utilizados para o controle do mosquito adulto ou larvas</p><p>à base de agentes inibidores da colinesterase.</p><p>O empregador/gestor deve realizar um diagnóstico situacional para identificação dos</p><p>trabalhadores que deverão realizar esse tipo de exame, de acordo com o inseticida utilizado</p><p>e o processo de trabalho, além de considerar a organização das equipes. Geralmente, na</p><p>conformação das atividades de controle do Aedes, as equipes estão inseridas em dois</p><p>tipos de trabalho, baseado nas seguintes ações: equipes que realizam o controle de larvas</p><p>e equipes que realizam o controle de mosquitos adultos.</p><p>Assim, recomenda-se verificar as seguintes situações:</p><p>� Utilização de inseticidas organofosforados e carbamatos para o controle de larvas: deverão</p><p>ser monitorados todos os agentes que executam atividades de controle larvário.</p><p>� Utilização de inseticidas organofosforados e carbamatos para o controle de mosquitos</p><p>adultos: deverão ser monitorados todos os agentes que compõem as equipes de controle</p><p>de adultos.</p><p>Caso as equipes sejam as mesmas nas duas atividades, e em alguma delas exista exposição</p><p>a esses compostos químicos, os níveis de colinesterase também deverão ser monitorados.</p><p>Além das recomendações contidas na NR-07, outras ações específicas precisam ser</p><p>definidas e analisadas seguindo as recomendações do Ministério da Saúde e da equipe</p><p>responsável pela saúde ocupacional dos ACE, tais como:</p><p>O exame basal</p><p>da atividade da</p><p>colinesterase nos</p><p>exames admissionais</p><p>servirá como valor de</p><p>referência para fins</p><p>comparativos e auxílio às</p><p>ações de Vigilância em</p><p>Saúde do Trabalhador.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>55</p><p>Os resultados de todos os exames precisam estar anexados ao prontuário do trabalhador.</p><p>Em caso de alterações, é essencial a realização de avaliações, análises e intervenções</p><p>nos ambientes e processos de trabalho, com medidas de proteção à saúde e segurança</p><p>dos trabalhadores.</p><p>A partir do conhecimento acerca do</p><p>trabalho, dos componentes relacio nados</p><p>e da identificação dos fatores ou situa-</p><p>ções de risco, devem-se adotar condutas</p><p>para a prevenção de doenças e acidentes</p><p>laborais. Entretanto, diante de casos de</p><p>acidentes e doenças relacionados ao</p><p>trabalho, além do atendimento imediato</p><p>do trabalhador em rede de assistência</p><p>loco-regional estruturada para atuar em</p><p>todos os níveis de atenção, ações de</p><p>vigilância nos ambientes e processos</p><p>de trabalho precisam ser realizadas</p><p>visando a prevenção de novos acidentes</p><p>e doenças.</p><p>ESTAbElECER pROCEDIMENTOS E pERIODICIDADE</p><p>DE REAlIzAçãO DOS EXAMES</p><p>ESTRuTuRAR FluXO DE COlETA, TRANSpORTE,</p><p>ARMAzENAMENTO E pROCESSAMENTO</p><p>DAS AMOSTRAS</p><p>DEFINIR TEMpO DE AFASTAMENTO DO</p><p>TRAbAlHADOR FRENTE A RESulTADOS AlTERADOS</p><p>ElAbORAR FluXOGRAMA DE AçõES A pARTIR</p><p>DOS INDICADORES DE COlINESTERASE</p><p>Todas as informações obtidas nos</p><p>exames clínicos e laboratoriais</p><p>deverão estar inseridas no</p><p>prontuário do trabalhador para</p><p>serem utilizadas em ações</p><p>de vigilância epidemiológica</p><p>e vigilância em saúde do</p><p>trabalhador, a fim de garantir</p><p>a melhoria dos processos e</p><p>ambientes de trabalho. Deve-se</p><p>manter o sigilo e a segurança das</p><p>informações individuais, conforme</p><p>procedimentos ético-legais.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>56</p><p>5.1 Acidentes, doenças e agravos relacionados ao trabalho</p><p>No campo da saúde do trabalhador, os acidentes de trabalho são compreendidos como</p><p>eventos multicausais e, em maior ou menor grau, previsíveis – portanto, preveníveis, uma</p><p>vez que os fatores causais antecedem o desencadeamento de sua ocorrência.</p><p>Conceitualmente, o acidente de trabalho pode ser compreendido como</p><p>Evento súbito ocorrido no exercício de atividade laboral, inde-</p><p>pendentemente da situação empregatícia e previdenciária do</p><p>trabalhador acidentado, e que acarreta danos à saúde, potencial</p><p>ou imediato, provocando lesão corporal ou perturbação funcional</p><p>que causa, direta ou indiretamente (concausa) a morte, ou a perda</p><p>ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o</p><p>trabalho (BRASIL, 2006b, p. 11).</p><p>Acidentes de trabalho são determinados por uma série de fatores que podem estar</p><p>presentes nos processos produtivos, nas formas de organização e gestão do trabalho, na</p><p>seleção de tecnologias, na relação custo-benefício, ente outros.</p><p>Os acidentes de trabalho, incluindo aqueles com exposição a material biológico, são de</p><p>notificação compulsória no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do</p><p>Ministério da Saúde, conforme Lista Nacional de Notificação Compulsória descrita no Anexo</p><p>1 do Anexo V da Portaria de Consolidação nº 4/GM/MS (BRASIL, 2017c). De acordo com</p><p>a CGSAT/DSASTE, a definição de caso para acidente de trabalho e acidente de trabalho</p><p>com exposição a material biológico está apresentada no Quadro 2.</p><p>Ações de prevenção</p><p>e condutas frente à</p><p>ocorrência de acidentes,</p><p>doenças e agravos</p><p>relacionados ao trabalho</p><p>eixo 5</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>57</p><p>Quadro 2 Agravos relacionados ao trabalho e notificados por meio da estratégia de vigilância</p><p>em Saúde do Trabalhador</p><p>Agravos relacionados</p><p>ao trabalho</p><p>Definição de caso</p><p>Acidente de trabalho</p><p>Todo caso de acidente de trabalho por causas não naturais compreen-</p><p>didas por acidentes e violências (Capítulo XX da CID-10 V01 a Y98),</p><p>que ocorrem no ambiente de trabalho ou durante o exercício do trabalho</p><p>quando o trabalhador estiver realizando atividades relacionadas à sua</p><p>função, ou a serviço do empregador ou representando os interesses</p><p>deste (“Típico”) ou no percurso entre a residência e o trabalho (“Trajeto”).</p><p>Provoca lesão corporal ou perturbação funcional, podendo causar a</p><p>perda ou redução temporária ou permanente da capacidade para o</p><p>trabalho e morte.</p><p>Acidente de trabalho</p><p>com exposição a</p><p>material biológico</p><p>Todo caso de acidente de trabalho ocorrido com quaisquer categorias</p><p>profissionais, envolvendo exposição direta ou indireta do trabalhador</p><p>a material biológico (orgânico) potencialmente contaminado por pató-</p><p>genos (vírus, bactérias, fungos, príons e protozoários), por meio de</p><p>material perfurocortante ou não.</p><p>Fonte: CGSAT/DSASTE/SVS/MS.</p><p>Além dos acidentes ligados à atividade laboral, os trabalhadores podem estar expostos</p><p>a intoxicação exógena devido à exposição ocupacional e adquirir e desenvolver doenças</p><p>relacionadas ao trabalho.</p><p>As intoxicações exógenas são eventos de notificação compulsória e importantes no contexto</p><p>da saúde dos agentes de combates às endemias. Por definição, é considerado caso todo</p><p>indivíduo que, tendo sido exposto a substâncias químicas (agrotóxicos, medicamentos,</p><p>produtos de uso doméstico, cosméticos e higiene pessoal, produtos químicos de uso</p><p>industrial, drogas, plantas, alimentos e bebidas), apresente sinais e sintomas clínicos de</p><p>intoxicação e/ou alterações laboratoriais provavelmente ou possivelmente compatíveis.</p><p>São consideradas doenças relacionadas ao trabalho “...aquelas decorrentes da exposição</p><p>do trabalhador a diversos riscos à saúde relacionados à atividade laboral e que, agindo</p><p>lentamente no organismo, vão aos poucos produzindo doenças, algumas delas podendo</p><p>se manifestar em até 20 anos” (BAHIA, 2012). Algumas doenças relacionadas ao trabalho</p><p>são notificadas por meio da estratégia de Vigilância em Saúde do Trabalhador, conforme o</p><p>Anexo XLIII da Portaria de Consolidação nº 5/GM/MS (BRASIL, 2017d), conforme</p><p>apresentado no Quadro 3.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>58</p><p>Quadro 3 Doenças relacionadas ao trabalho notificadas por meio da estratégia de vigilância</p><p>em Saúde do Trabalhador</p><p>Doenças relacionadas</p><p>ao trabalho</p><p>Definição de caso</p><p>Câncer relacionado</p><p>ao trabalho</p><p>Todo caso de câncer que tenha entre seus elementos causais a</p><p>exposição a fatores, agentes e situações de risco presentes no ambiente</p><p>e processo de trabalho, mesmo após a cessação da exposição.</p><p>Dermatoses</p><p>ocupacionais</p><p>Toda alteração da pele, mucosas e anexos, direta ou indiretamente</p><p>causada, mantida ou agravada pelo trabalho, relacionada à exposição</p><p>a agentes químicos, biológicos ou básicos, e ainda a quadros psíquicos,</p><p>podendo ocasionar afecções do tipo irritativa (a maioria) ou sensibi-</p><p>lizante, que foi confirmada por critérios clínicos, epidemiológicos ou</p><p>laboratoriais.</p><p>Lesões por Esforços</p><p>Repetitivos/Distúrbios</p><p>Osteomusculares</p><p>Relacionados ao</p><p>Trabalho (LER/Dort)</p><p>Toda doença, lesão e síndrome que afete o sistema músculo-esquelético,</p><p>causada, mantida ou agravada pelo trabalho (CID-10, G50-59, G90-99,</p><p>M00-99). Em geral, caracteriza-se pela ocorrência de vários sintomas</p><p>inespecíficos, concomitantes ou não, que podem aparecer aos poucos,</p><p>tais como dor crônica, parestesia e fadiga muscular, manifestando-se</p><p>principalmente no pescoço, coluna vertebral, cintura escapular, membros</p><p>superiores ou inferiores.</p><p>Perda Auditiva Induzida</p><p>por Ruído (Pair)</p><p>relacionada ao trabalho</p><p>Todo caso de Pair caracterizado pela diminuição gradual da acuidade</p><p>auditiva, decorrente da exposição continuada ao ruído, associado</p><p>ou não a substâncias químicas, no ambiente de trabalho. É sempre</p><p>neurossensorial, geralmente bilateral, irreversível e passível de não</p><p>progressão uma vez cessada a exposição ao ruído.</p><p>Pneumoconioses</p><p>relacionadas ao trabalho</p><p>Toda doença pulmonar causada pela inalação e acúmulo de poeiras</p><p>inorgânicas nos pulmões com reação tissular à presença dessas poeiras,</p><p>devido à exposição no ambiente ou no processo de trabalho. Exemplos</p><p>de pneumoconioses: asbestose, silicose, beriliose, estanhose, siderose,</p><p>entre outras.</p><p>Transtornos mentais</p><p>relacionados ao trabalho</p><p>Todo caso de sofrimento emocional em suas diversas formas de</p><p>manifestação, tais como: choro fácil, tristeza, medo excessivo, doenças</p><p>psicossomáticas, agitação, irritação, nervosismo, ansiedade, taquicardia,</p><p>sudorese, insegurança, entre outros sintomas que podem indicar o desen-</p><p>volvimento ou complicação de transtornos mentais utilizando os CID-10:</p><p>Transtornos mentais e comportamentais (F00 a F99), Alcoolismo (Y90 e</p><p>Y91), Síndrome de burnout (Z73.0), Sintomas e sinais relativos à cognição,</p><p>à percepção, ao estado emocional e ao comportamento (R40 a R46),</p><p>Pessoas com riscos potenciais à saúde relacionados com circunstâncias</p><p>socioeconômicas e psicossociais (Z55 a Z65), Circunstância relativa às</p><p>condições de trabalho (Y96) e Lesão autoprovocada intencionalmente</p><p>(X60 a X84), os quais têm como elementos causais fatores de risco rela-</p><p>cionados ao trabalho, sejam resultantes da sua organização e gestão ou</p><p>por exposição a determinados agentes tóxicos.</p><p>Fonte: CGSAT/DSASTE/SVS/MS.</p><p>O reconhecimento da relação entre um agravo à saúde ou doença e o trabalho pode ser</p><p>facilitado pela consulta à Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, organizada pelo</p><p>Ministério da Saúde a partir dos agentes patogênicos e/ou fatores de risco potencialmente</p><p>presentes no trabalho (Lista A), e dos agravos relacionados ao trabalho, sistematizados</p><p>segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) na Lista B (BRASIL, 2001c).</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>59</p><p>Além dessa lista, no Anexo LXXX da Portaria de Consolidação nº 5/GM/MS (BRASIL,</p><p>2017d), consta a Lista de Doenças relacionadas ao Trabalho a ser adotada como referência</p><p>dos agravos originados no processo de trabalho no SUS, para uso clínico e epidemiológico,</p><p>contendo agentes etiológicos ou fatores de risco de natureza ocupacional e doenças</p><p>causalmente relacionadas com os respectivos agentes ou fatores de risco (denominadas e</p><p>codificadas segundo a CID-10).</p><p>Ressalta-se que os acidentes e as doenças ligadas ao trabalho não ocorrem pelo simples</p><p>desencadeamento de eventos de forma linear. Pelo contrário, são influenciados pelos</p><p>elementos da situação imediata de trabalho, como o maquinário, a tarefa (o trabalho</p><p>prescrito), o meio técnico ou material e a organização do trabalho, além das relações que</p><p>se estabelecem no trabalho e a partir dele, ou seja, ocorre por razões ligadas à concepção</p><p>dos sistemas de trabalho, na interface com a organização e demais fatores. Dessa forma,</p><p>são eventos complexos e não associados diretamente aos trabalhadores (ALMEIDA; VILELA,</p><p>2010; VILELA; IGUTI; ALMEIDA, 2004).</p><p>Assim, para conhecer a forma como os acidentes, doenças e outros agravos relacionados</p><p>ao trabalho se distribuem em determinado território, a fim de definir ações preventivas,</p><p>é necessário entender, dentre outras questões, a natureza do trabalho, sua variabilidade,</p><p>o modo como ele se organiza e os problemas e dificuldades inerentes à sua execução, o</p><p>que só é possível com a participação dos próprios trabalhadores nesse processo (ALMEIDA;</p><p>VILELA, 2010; VILELA; IGUTI; ALMEIDA, 2004; DANIELLOU; SIMARD; BOISSIÈRES, 2010).</p><p>Nesse contexto, o processo de vigilância em saúde do trabalhador compreende a orga-</p><p>nização e a participação dos próprios trabalhadores, sendo o seu conhecimento sobre o</p><p>trabalho real objeto de análise e orientador das ações de vigilância.</p><p>Dessa forma, considerando a realidade local, os municípios, os estados e a União devem</p><p>estabelecer fluxos de atendimento, acompanhamento e ações de vigilância dos ambientes</p><p>e processos de trabalho que incluam e contemplem a atenção integral à saúde dos agentes</p><p>de combate às endemias, garantindo a saúde e segurança desse grupo de trabalhadores</p><p>conforme preconizado nas legislações e documentos vigentes.</p><p>5.2 Atribuições dos empregadores ou responsáveis pelo</p><p>vínculo do trabalhador na organização da rede de atenção</p><p>integral à saúde do trabalhador</p><p>O órgão ao qual o trabalhador está vinculado, bem como o gestor deste, é responsável pelas</p><p>ações de saúde e segurança no trabalho, incluindo a organização de serviços de saúde que</p><p>garantam a atenção integral aos ACE.</p><p>Diante de</p><p>casos de acidentes de trabalho, doenças e outros agravos relacionados ao trabalho</p><p>do agente de combate às endemias, a rede de serviços de saúde deve estar estruturada para</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>60</p><p>atendê-los. A organização e estruturação da rede de atenção à saúde dos trabalhadores</p><p>deve ser feita de acordo com a realidade local e com a cadeia de responsabilidades em</p><p>relação aos ACE.</p><p>Além do monitoramento da situação de saúde do trabalhador, outras ações frente aos</p><p>acidentes e doenças de trabalho devem ser desenvolvidas no nível loco-regional:</p><p>� Realização do atendimento imediato do trabalhador em serviços de urgência e emergência</p><p>nos casos de acidentes de trabalho;</p><p>� Inspeção dos ambientes e processos de trabalho, a cargo de profissional da área de vigilân-</p><p>cia em saúde do trabalhador dotado de poder de polícia administrativa, ou da vigilância</p><p>sanitária. É importante destacar que as ações de vigilância em saúde do trabalhador</p><p>devem ser realizadas nos municípios, independentemente da presença ou não de Cerest;</p><p>� Investigação dos casos de doenças e acidentes de trabalho e intoxicação exógena rela-</p><p>cionada ao trabalho, bem como dos óbitos;</p><p>� Organização de fluxo de referência e contrarreferência na rede;</p><p>� Notificação no Sinan dos casos de acidentes, intoxicação exógena e doenças e agravos</p><p>relacionados ao trabalho;</p><p>� Acompanhamento periódico da situação de saúde;</p><p>� Reabilitação da saúde do trabalhador, de acordo com situações específicas;</p><p>� Atualização das informações de saúde dos ACE pela equipe técnica de saúde ocupacional</p><p>responsável, a fim de realizar o acompanhamento da análise de situação de saúde do</p><p>trabalhador no nível local;</p><p>� Emissão de recomendações e orientações relativas às medidas de proteção e à necessi-</p><p>dade de afastamento da atividade laboral ou reabilitação;</p><p>� Emissão da CAT;</p><p>� Identificação da situação de trabalho, ocupação e ramo de atividade econômica em todos</p><p>os registros de atendimento de saúde do trabalhador, como parte essencial do histórico</p><p>ocupacional;</p><p>� Realização de ações de comunicação e informação em saúde do trabalhador.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>61</p><p>5.3 Ações de saúde do trabalhador na Atenção básica/Equipes</p><p>de Saúde da Família</p><p>O modelo de atenção à saúde do trabalhador deve estar organizado na própria rede do SUS</p><p>(Figura 5), privilegiando as estratégias da Atenção Básica segundo os princípios da univer-</p><p>salidade de acesso, integralidade da atenção, controle social, regionalização e hierarquiza-</p><p>ção, com enfoque na promoção da saúde, conforme orientações contidas no “Caderno de</p><p>Atenção Básica: Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora”, nº 41 (BRASIL, 2018i).</p><p>Quando é identificado ou diagnosticado um agravo, como um acidente ou doença rela-</p><p>cionada ao trabalho, ou alguma situação de exposição ocupacional a um fator de risco para</p><p>a saúde reconhecidamente perigoso por seu potencial de dano, o cuidado ao trabalhador</p><p>deve contemplar tanto as ações voltadas diretamente ao trabalhador afetado (ações no</p><p>nível individual) como as ações em grupos de trabalhadores (ações no nível coletivo)</p><p>(BRASIL, 2018i).</p><p>Essas atividades, definidas para o nível da Atenção Básica (BRASIL, 2018i) a partir da</p><p>análise do perfil de morbimortalidade da população trabalhadora no território e agrupadas</p><p>em individuais e coletivas, devem se integrar às ações de Visat. Importante destacar que</p><p>a integração entre a Atenção Básica e a saúde do trabalhador pressupõe uma articulação</p><p>e troca permanente de informações entre as equipes.</p><p>A seguir serão apresentadas as ações a serem desenvolvidas:</p><p>A. NO NívEl INDIvIDuAl</p><p>� Assegurar que as orientações de saúde recebidas pelo trabalhador em outro nível de</p><p>atenção sejam adotadas, como prescrições médicas, uso de medicações e curativos</p><p>ou até mesmo as ações de reabilitação, como indicação de fisioterapia (BRASIL, 2018i);</p><p>� Orientar o trabalhador e a sua família sobre os procedimentos trabalhistas junto ao</p><p>empregador e à Previdência Social, como a emissão da Comunicação de Acidentes de</p><p>Trabalho (CAT);</p><p>� Notificar o acidente e/ou doença no Sistema de Informação de Agravos de Notificação</p><p>(Sinan/MS);</p><p>� Acompanhar os casos que necessitem do afastamento do trabalhador, como também</p><p>o processo de retorno e reinserção no trabalho.</p><p>b. NO NívEl COlETIvO</p><p>� Realizar busca ativa e avaliação das condições de trabalho, a fim de identificar se há</p><p>outros casos de trabalhadores na mesma situação do profissional vítima de acidente</p><p>ou adoecido e, em seguida, iniciar o processo de vigilância e desenvolvimento de ações</p><p>educativas e de orientação;</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>62</p><p>� Comunicar o resultado das buscas ou situações de riscos à saúde dos trabalhadores às</p><p>Vigilâncias em Saúde: Epidemiológica, Sanitária, Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador;</p><p>� Identificar no território ou na região outros recursos institucionais disponíveis relacio-</p><p>nados ao cuidado à saúde do trabalhador.</p><p>5.4 Atribuições das unidades de urgência e emergência</p><p>Ao receberem o trabalhador vítima de acidente laboral ou outro agravo relacionado ao</p><p>trabalho, seja encaminhado ou por demanda espontânea, os serviços de urgência e emer-</p><p>gência devem realizar as seguintes ações (BAHIA, 2012; BRASIL, 2017b):</p><p>� Atender os casos referenciados ou por demanda espontânea;</p><p>� Diagnosticar e tratar conforme o caso. Nas situações de intoxicação, seguir as ações</p><p>de assistência conforme as “Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas de Intoxicação por</p><p>Agrotóxicos” – Portaria nº 43, de 16 de outubro de 2018 (BRASIL, 2018j);</p><p>� Encaminhar ou reencaminhar o paciente à Atenção Básica e ao Cerest, com relatório</p><p>de atendimento e orientações;</p><p>� Notificar o caso no Sinan e solicitar ou emitir a CAT quando pertinente;</p><p>� Encaminhar o caso à rede de referência e contrarrefe rência, para fins de continuidade do</p><p>tratamento, acompanhamento e reabilitação do trabalhador, seguindo os fluxos definidos;</p><p>� Realizar articulação com as equipes técnicas e os Cerest e, quando possível, com o Centro</p><p>de Informações Toxicológicas (CIATox).</p><p>IMpORTANTE</p><p>Os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox)</p><p>são estabelecimentos de saúde integrantes da Linha de Cuidado</p><p>ao Trauma, da Rede de Atenção às Urgências e Emergências</p><p>no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Recomenda-se</p><p>que os profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento</p><p>de pacientes intoxicados acionem o CIATox de sua região para</p><p>esclarecimentos sobre os primeiros socorros e tratamento</p><p>adequado para cada tipo de substância tóxica (BRASIL, 2018j).</p><p>DISQUE-INTOXICAçãO: 0800 722 6001</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>63</p><p>5.5 Atribuições dos Centros de Referência em Saúde</p><p>do Trabalhador</p><p>Os Cerest são pólos irradiadores de ações, centros articuladores e organizadores das</p><p>ações de saúde do trabalhador, no âmbito de seu território. Além disso, proporcionam</p><p>conhecimento técnico especializado, que constitui um importante papel de apoio matricial</p><p>(BRASIL, 2017b).</p><p>Frente aos casos de adoecimento dos agentes de combate às endemias, os Cerest devem:</p><p>� Auxiliar, como serviço especializado, a rede de atenção à saúde de todos os municípios da</p><p>sua área de abrangência, no diagnóstico e encaminhamento, considerando as referências</p><p>loco-regionais, para tratamento conforme o caso;</p><p>� Fornecer apoio técnico à rede de atenção e às vigilâncias em toda sua área de abrangência;</p><p>� Caracterizar a exposição e estabelecer associação entre o quadro clínico e a atividade</p><p>de trabalho;</p><p>� Proceder à emissão da CAT e relatório, quando pertinente;</p><p>� Encaminhar o trabalhador à rede especializada, quando necessário;</p><p>� Realizar inspeção dos locais de trabalho para identificação dos fatores de risco ou perigo</p><p>e emitir termos legais, conforme previsto em normas sanitárias e de saúde e segurança,</p><p>para correção das falhas e prevenção de novos episódios. Nos locais sem presença de</p><p>Cerest, essa atividade deve ser realizada por profissional com autoridade sanitária que</p><p>componha a equipe de vigilância em saúde;</p><p>� Orientar e recomendar ações quanto à prevenção de doenças e agravos relacionados</p><p>ao trabalho;</p><p>� Garantir a notificação dos casos, de forma qualificada, no Sinan e no Sistema de Infor-</p><p>mações sobre Mortalidade (SIM).</p><p>Os Cerest regionais devem apoiar todos os municípios da sua área de abrangência em</p><p>relação aos cuidados à saúde dos ACE. Municípios sem cobertura de Cerest devem contar</p><p>com a colaboração dos Cerest estaduais no sentido da orientação e capacitação da rede</p><p>local para a atenção integral à saúde dos trabalhadores e para a realização de ações de</p><p>investigação e inspeção de ambientes e processos de trabalho.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>64</p><p>Fi</p><p>g</p><p>u</p><p>r</p><p>a</p><p>5</p><p>R</p><p>es</p><p>um</p><p>o</p><p>da</p><p>O</p><p>rg</p><p>an</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>a</p><p>R</p><p>ed</p><p>e</p><p>de</p><p>A</p><p>te</p><p>nç</p><p>ão</p><p>à</p><p>S</p><p>aú</p><p>de</p><p>n</p><p>as</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>re</p><p>la</p><p>ti</p><p>va</p><p>s</p><p>à</p><p>A</p><p>te</p><p>nç</p><p>ão</p><p>In</p><p>te</p><p>gr</p><p>al</p><p>à</p><p>S</p><p>aú</p><p>de</p><p>–</p><p>A</p><p>ge</p><p>nt</p><p>es</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>ba</p><p>te</p><p>à</p><p>s</p><p>E</p><p>nd</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>O</p><p>rg</p><p>an</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>a</p><p>R</p><p>ed</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>A</p><p>te</p><p>n</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>a</p><p>A</p><p>te</p><p>n</p><p>çã</p><p>o</p><p>In</p><p>te</p><p>gr</p><p>al</p><p>à</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>A</p><p>te</p><p>nç</p><p>ão</p><p>b</p><p>ás</p><p>ic</p><p>a/</p><p>E</p><p>q</p><p>ui</p><p>p</p><p>es</p><p>d</p><p>e</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>a</p><p>Fa</p><p>m</p><p>íli</p><p>a</p><p>C</p><p>en</p><p>tr</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>R</p><p>ef</p><p>er</p><p>ên</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>o</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ha</p><p>d</p><p>or</p><p>u</p><p>ni</p><p>d</p><p>ad</p><p>es</p><p>d</p><p>e</p><p>u</p><p>rg</p><p>ên</p><p>ci</p><p>a</p><p>e</p><p>E</p><p>m</p><p>er</p><p>gê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>A</p><p>ç</p><p>õ</p><p>E</p><p>S</p><p>N</p><p>O</p><p>N</p><p>íV</p><p>E</p><p>L</p><p>C</p><p>O</p><p>LE</p><p>T</p><p>IV</p><p>O</p><p>�</p><p>Id</p><p>en</p><p>ti</p><p>fic</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>cu</p><p>rs</p><p>os</p><p>in</p><p>st</p><p>it</p><p>u</p><p>ci</p><p>on</p><p>ai</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>cu</p><p>id</p><p>ad</p><p>os</p><p>à</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>o</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>h</p><p>ad</p><p>or</p><p>n</p><p>o</p><p>te</p><p>rr</p><p>it</p><p>ór</p><p>io</p><p>�</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>e</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>ed</p><p>u</p><p>ca</p><p>tiv</p><p>as</p><p>�</p><p>C</p><p>om</p><p>u</p><p>n</p><p>ic</p><p>aç</p><p>ão</p><p>c</p><p>om</p><p>o</p><p>u</p><p>tr</p><p>as</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>as</p><p>A</p><p>ç</p><p>õ</p><p>E</p><p>S</p><p>N</p><p>O</p><p>N</p><p>íV</p><p>E</p><p>L</p><p>IN</p><p>D</p><p>IV</p><p>ID</p><p>U</p><p>A</p><p>L</p><p>�</p><p>O</p><p>ri</p><p>en</p><p>ta</p><p>çã</p><p>o</p><p>a</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>d</p><p>iv</p><p>id</p><p>u</p><p>al</p><p>e</p><p>q</p><p>u</p><p>es</p><p>tõ</p><p>es</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>h</p><p>is</p><p>ta</p><p>s</p><p>�</p><p>N</p><p>ot</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>çõ</p><p>es</p><p>e</p><p>re</p><p>gi</p><p>st</p><p>ro</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>ac</p><p>i-</p><p>d</p><p>en</p><p>te</p><p>d</p><p>e</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>o</p><p>u</p><p>d</p><p>oe</p><p>nç</p><p>as</p><p>re</p><p>la</p><p>ci</p><p>on</p><p>ad</p><p>as</p><p>a</p><p>o</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>�</p><p>A</p><p>co</p><p>m</p><p>p</p><p>an</p><p>h</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>in</p><p>d</p><p>iv</p><p>id</p><p>u</p><p>al</p><p>e</p><p>flu</p><p>xo</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>en</p><p>ca</p><p>m</p><p>in</p><p>h</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>�</p><p>N</p><p>ot</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>e</p><p>re</p><p>gi</p><p>st</p><p>ro</p><p>d</p><p>e</p><p>ac</p><p>id</p><p>en</p><p>te</p><p>d</p><p>e</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>h</p><p>o</p><p>ou</p><p>d</p><p>oe</p><p>n</p><p>ça</p><p>s</p><p>re</p><p>la</p><p>ci</p><p>on</p><p>ad</p><p>as</p><p>ao</p><p>t</p><p>ra</p><p>b</p><p>al</p><p>h</p><p>o</p><p>�</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>o</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>h</p><p>ad</p><p>or</p><p>�</p><p>A</p><p>p</p><p>oi</p><p>o</p><p>té</p><p>cn</p><p>ic</p><p>o</p><p>à</p><p>re</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>o</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>h</p><p>ad</p><p>or</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>�</p><p>C</p><p>ap</p><p>ac</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>at</p><p>en</p><p>d</p><p>im</p><p>en</p><p>to</p><p>�</p><p>A</p><p>rt</p><p>ic</p><p>u</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>m</p><p>C</p><p>er</p><p>es</p><p>t e</p><p>re</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>fe</p><p>rê</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>e</p><p>co</p><p>n</p><p>tr</p><p>ar</p><p>re</p><p>fe</p><p>rê</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>�</p><p>N</p><p>ot</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>e</p><p>re</p><p>gi</p><p>st</p><p>ro</p><p>d</p><p>e</p><p>ac</p><p>id</p><p>en</p><p>te</p><p>d</p><p>e</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>o</p><p>u</p><p>d</p><p>oe</p><p>nç</p><p>as</p><p>re</p><p>la</p><p>ci</p><p>on</p><p>ad</p><p>as</p><p>a</p><p>o</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>h</p><p>o</p><p>�</p><p>A</p><p>rt</p><p>ic</p><p>ul</p><p>aç</p><p>ão</p><p>e</p><p>nt</p><p>re</p><p>C</p><p>er</p><p>es</p><p>t e</p><p>C</p><p>IA</p><p>To</p><p>x</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>: C</p><p>G</p><p>S</p><p>A</p><p>T</p><p>/D</p><p>S</p><p>A</p><p>S</p><p>T</p><p>E</p><p>/S</p><p>V</p><p>S</p><p>/M</p><p>S</p><p>.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>65</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALMEIDA, I. M.; VILELA, R. A. G. Modelo de Análise e prevenção de Acidentes de Trabalho</p><p>– MApA. Piracicaba: Cerest Piracicaba, 2010. 52 p.</p><p>ANDEF (ASSOCIAçãO NACIONAL DE DEFESA VEGETAL). Manual de uso correto de</p><p>equipamentos de proteção individual. Campinas: Linea Creativa, 2003.</p><p>BAHIA (Estado). Secretaria da Saúde do Estado. Superintendência de Vigilância e Proteção</p><p>da Saúde. Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador. Orientações Técnicas</p><p>para proteção da Saúde dos Agentes de Saúde. Salvador: Secretaria de Saúde, 2012. p. 10.</p><p>BARATA, R. C. B. Epidemias. Cadernos de Saúde Pública, Rio de janeiro, v. 3, n. 1, p. 9-15, 1987.</p><p>BEZERRA, A. C. V. Das brigadas sanitárias aos agentes de controle de endemias: o processo</p><p>de formação e os trabalhos de campos. Hygeia – Revista brasileira de Geografia Médica e</p><p>da Saúde, [S.l.], v. 13, n. 25, p. 65-80, set. 2017.</p><p>BRAGA, I.; VALLE, D. Aedes aegypti: histórico do controle no Brasil. Epidemiologia e Serviços</p><p>de Saúde, [S.l.], v. 16, n. 2, p. 113-8, jun. 2007.</p><p>BRASIL. Decreto nº 1.254, de 29 de setembro de 1994. Promulga a Convenção n. 155,</p><p>da Organização Internacional do Trabalho, sobre Segurança e Saúde dos Trabalhadores e o</p><p>Meio Ambiente de Trabalho, concluída em Genebra, em 22 de junho de 1981. Diário Oficial</p><p>da união, Brasília, Seção 1, 30 set. 1994a.</p><p>BRASIL. Decreto nº 6.856, de 25 de maio de 2009. Regulamenta o art. 206-A da Lei nº 8.112,</p><p>de 11 de dezembro de 1990 – Regime Jurídico Único, dispondo sobre os exames médicos</p><p>periódicos de servidores. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 26 maio 2009b.</p><p>BRASIL. Decreto nº 9.473, de 16 de agosto de 2018. Altera o Decreto nº 67.326, de 5 de</p><p>outubro de 1970, que dispõe sobre o Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal, e</p><p>o Decreto nº 93.215, de 3 de setembro de 1986, que dispõe sobre o controle e a fiscalização</p><p>das atividades a cargo das unidades organizacionais integrantes do Sistema de Pessoal Civil</p><p>da Administração Federal. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 17 ago. 2018h.</p><p>BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. 100 anos de saúde pública: a visão da Funasa.</p><p>Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 232 p.</p><p>BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Diretrizes para projetos de unidades de armazena-</p><p>gem, distribuição e processamento de praguicidas. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 40 p.</p><p>BRASIL. Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006. Regulamenta o § 5º do art. 198 da</p><p>Constituição Federal, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo</p><p>único do art. 2º da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras</p><p>providências. Diário Oficial da união, Seção 1, Brasília, DF, 6 out. 2006a.</p><p>BRASIL. Lei nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018. Altera a Lei nº 11.350, de 5 de outubro de</p><p>2006, para dispor sobre a reformulação das atribuições, a jornada e as condições de trabalho,</p><p>o grau de formação profissional, os cursos de formação técnica e continuada e a indenização</p><p>de transporte dos profissionais Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às</p><p>Endemias. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 18 abr. 2018a.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>66</p><p>BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a</p><p>promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços</p><p>correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 20 set. 1990.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Dengue – instruções para</p><p>pessoal de combate ao vetor: manual de normas técnicas. 3. ed., rev. Brasília: Ministério da</p><p>Saúde, 2001a. 84 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Descentralização do controle</p><p>de endemias. Brasília: Ministério da Saúde, 1994b. 64 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Diretrizes para projetos de</p><p>unidades de armazenamento, distribuição, e processamento de praguicidas. Brasília:</p><p>Ministério da Saúde, 2002. 32 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Controle de vetores: Procedi-</p><p>mentos de Segurança. Brasília: Ministério da Saúde, 2001b.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana de Saúde. Doenças relacionadas</p><p>ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Brasília: Ministério da</p><p>Saúde, 2001c 508 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017.</p><p>Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde</p><p>do Sistema Único de Saúde.</p><p>Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 3 out. 2017b.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 3, de 28 de setembro de 2017.</p><p>Consolidação das normas sobre as redes do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da</p><p>união, Brasília, Seção 1, 3 out. 2017a.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017.</p><p>Consolidação das normas sobre os sistemas e os subsistemas do Sistema Único de Saúde.</p><p>Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 3 out. 2017c.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017.</p><p>Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de</p><p>Saúde. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 3 out. 2017d.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 43, de 16 de outubro de 2018. Torna pública a</p><p>decisão de atualizar as Diretrizes Brasileiras para tratamento de intoxicações por agrotóxicos,</p><p>no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1,</p><p>17 out. 2018j.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações</p><p>Programáticas Estratégicas. Notificação de acidentes do trabalho fatais, graves e com</p><p>crianças e adolescentes. Brasília: Ministério da Saúde, 2006b. p. 11.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Básica. vigilância em Saúde: Dengue, Esquistossomose, Hanseníase, Malária, Tracoma e</p><p>Tuberculose. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Cadernos de Atenção Básica, n. 21. 2. ed.</p><p>rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 197 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Vigilância em</p><p>Saúde. Saúde do trabalhador e da trabalhadora. Cadernos de Atenção Básica, n. 41. Brasília:</p><p>Ministério da Saúde, 2018i. 136p.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>67</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância</p><p>Epidemiológica. Diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias de dengue.</p><p>Brasília: Ministério da Saúde, 2009a. 160 p.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 1.031, de 6 de dezembro de 2018. Altera o</p><p>subitem 7.4.3.5 da Norma Regulamentadora nº 07 – Programa de Controle Médico de Saúde</p><p>Ocupacional – PCMSO. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 10 dez. 2018f.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 1.083, de 18 de dezembro de 2018. Altera</p><p>a Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12) – Segurança no Trabalho em Máquinas e</p><p>Equipamentos. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 19 dez. 2018b.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 1.086, de 18 de dezembro de 2018. Altera a</p><p>Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31) – Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura,</p><p>Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1,</p><p>19 dez. 2018c.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 1.113, de 21 de setembro de 2016. Altera o item</p><p>35.5 – Equipamentos de Proteção Individual, Acessórios e Sistemas de Ancoragem e inclui</p><p>o Anexo II – Sistema de Ancoragem na Norma Regulamentadora nº 35 – Trabalho em Altura.</p><p>Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 22 set. 2016.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 1.748, de 30 de agosto de 2011. Aprova o Anexo III</p><p>(Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfurocortantes) e altera a Norma</p><p>Regulamentadora nº 32. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 31 ago. 2011.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 13, de 17 de setembro de 1993. Altera as NR 1, 24 e</p><p>28 a que se referem a Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, e a NR Rural nº 1, aprovada pela</p><p>Portaria nº 3.067, de 12 de abril de 1988. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 21 set. 1993.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 871, de 6 de julho de 2017. Altera a redação do</p><p>subitem 12.1.1 do Anexo 2 – Exposição Ocupacional ao Benzeno em Postos Revendedores</p><p>de Combustíveis – PRC – da Norma Regulamentadora nº 09 – Programa de Prevenção de</p><p>Riscos Ambientais – PPRA. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 7 jul. 2018g.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 876, de 24 de outubro de 2018. Altera a redação</p><p>do item 17.5.3.3 da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) – Ergonomia, aprovada pela</p><p>Portaria MTb nº 3.214/1978, com redação dada pela Portaria MTPS n.º 3.751, de 23 de</p><p>novembro de 1990. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 25 out. 2018d.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria nº 877, de 24 de outubro de 2018. Altera a alínea l</p><p>do item 6.8.1 e inclui o item 6.9.3.2 na Norma Regulamentadora nº 06 – Equipamento de</p><p>Proteção Individual – EPI. Diário Oficial da união, Brasília, Seção 1, 25 out. 2018e.</p><p>BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos.</p><p>Constituição da República Federativa do brasil. 1988. [Internet].</p><p>BRITO, J. C. Trabalho Real. In: PEREIRA, Isabel Brasil; LIMA, Júlio César França. (Org.).</p><p>Dicionário da educação profissional em saúde. 2.ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: EPSJV</p><p>(Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio), 2008. p. 453-459.</p><p>CÂMARA, S. A. V.; SILVA, I. S.; PONTES, E. R. J. C. et al. Exposição a agrotóxicos: determinação</p><p>dos valores de referência para colinesterase plasmática e eritrocitária. brasília Médica,</p><p>Brasília, n. 49, v. 3, p. 163-169, 2012.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>68</p><p>CÂNDIDO, A. S.; FERREIRA, R. J. Riscos à saúde e à segurança no trabalho do agente de</p><p>combate as endemias do município de Campos Sales, Ceará, Brasil. Ensaios e Ciência:</p><p>Ciências biológicas, Agrárias e da Saúde, Campo Grande, v. 21, n. 1, p. 52-57, 2017.</p><p>CNM (CONFEDERAçãO NACIONAL DE MUNICÍPIOS. CNM explica parâmetros do</p><p>quantitativo de Agentes de Combate à Endemias por Município [On-line]. 23 jun. 2016.</p><p>Disponível em: https://www.cnm.org.br/comunicacao/noticias/cnm-explica-parametros-do-</p><p>quantitativo-de-agentes-de-combate-a-endemias-por-municipio. Acesso em: 1 set. 2019.</p><p>DANIELLOU, F.; SIMARD, M.; BOISSIÈRES, I. Factores humanos y organizativos de la</p><p>seguridad industrial: estado del arte. Toulouse: FONCSI, 2010. 128p.</p><p>DONALISIO, M. R.; FREITAS, A. R. R.; VON ZUBEN, A. P. B. Arboviruses emerging in Brazil:</p><p>challenges for clinic and implications for public health. Revista de Saúde pública, São Paulo,</p><p>v. 51, abr. 2017.</p><p>FERREIRA, L. L. Análises do Trabalho: escritos escolhidos. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2015.</p><p>FUNDACENTRO. programa de proteção Respiratória: recomendações, seleção e uso de</p><p>respiradores. 4. ed. São Paulo: Fundacentro, 2016.</p><p>GUIDA, H. F. S.; SOUZA, K. R.; DOS SANTOS, M. B. M. et al. As relações entre saúde e trabalho</p><p>dos agentes de combate às endemias da Funasa: a perspectiva dos trabalhadores. Saúde e</p><p>Sociedade [On-line], v. 21, n. 4, p. 858-870, 2012. Disponível em https://www.scielosp.org/</p><p>article/sausoc/2012.v21n4/858-870. Acesso em: 1 mar. 2019.</p><p>LEME, T. S.; PAPINI, S.; VIEIRA, E. et al. Avaliação da vestimenta utilizada como equipamento</p><p>de proteção individual pelos aplicadores de malationa no controle da dengue em São Paulo,</p><p>Brasil. Cad. Saúde pública, Rio de Janeiro, v. 30, n. 3, p. 567-576, mar. 2014.</p><p>LIMA, E. P.; LOPES, S. M. B.; AMORIM, M. I. M. et al. Exposição a pesticidas e repercussão</p><p>na saúde de agentes sanitaristas no Estado do Ceará, Brasil. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de</p><p>Janeiro, v. 14, n. 6, dez. 2009.</p><p>LIMA, N. T. O Brasil e a Organização Pan-Americana de Saúde: uma história em três dimensões.</p><p>In: FINKELMAN, J. (Org.). Caminhos da saúde pública no brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2002.</p><p>MATOS, G. C. R. Trabalho e saúde: a perspectiva dos agentes de combate a endemias</p><p>de Belo Horizonte. 2017. Dissertação (Mestrado em Promoção da Saúde e Prevenção da</p><p>Violência)–Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2017.</p><p>NIOSH (NATIONAL</p><p>INSTITUTE FOR OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH). Hierarchy of</p><p>controls. [On-line]. Última atualização: 13 jan. 2015. Disponível em: https://www.cdc.gov/</p><p>niosh/topics/hierarchy/default.html. Acessado em 1 mar. 2019.</p><p>OPAS/OMS (ORGANIZAçãO PAN-AMERICANA DE SAÚDE/ORGANIZAçãO MUNDIAL</p><p>DA SAÚDE). Manual de vigilância da saúde de populações expostas a agrotóxicos. Brasília:</p><p>OPAS/OMS, 1996.</p><p>TEIXEIRA, C. C. Interrompendo rotas, higienizando pessoas: técnicas sanitárias e seres</p><p>humanos na ação de guardas e visitadoras sanitárias. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de</p><p>Janeiro, v. 13, n. 3, p. 965-974, 2008.</p><p>TEIXEIRA, C. F.; AUGUSTO, L. G. S.; MORATA, T. C. Saúde auditiva de trabalhadores expostos</p><p>a ruído e inseticidas. Rev. Saúde pública, São Paulo, v. 37, n. 4, ago. 2003.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>69</p><p>TORRES, R. Agentes de combate a endemias: a construção de uma identidade sólida e a</p><p>formação ampla em vigilância são desafios dessa categoria. Revista poli: Saúde, Educação</p><p>e Trabalho, Rio de Janeiro, jan./fev. 2009, p. 16-17. Disponível em http://www.epsjv.fiocruz.br/</p><p>sites/default/files/revista_poli_-_3.pdf. Acesso em: 1 fev. 2019.</p><p>VARGA, I. V. D. Fronteiras da Urbanidade Sanitária: sobre o controle da malária. Saúde e</p><p>Sociedade, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 28-44, 2007.</p><p>VILELA, R. A. G.; IGUTI, A. M.; ALMEIDA, I. M. Culpa da vítima: um modelo para perpetuar a</p><p>impunidade nos acidentes do trabalho. Cadernos de Saúde pública, Rio de Janeiro, v. 20,</p><p>n. 2, p. 570-579, 2004.</p><p>VILELA, R. A. G.; MALAGOLI, M. E.; MORRONE, L. C. Gerenciamento participativo em saúde</p><p>do trabalhador: uma experiência na atividade de controle de vetores. Saúde e Sociedade,</p><p>São Paulo, v. 19, n. 4, p. 969-980, dez. 2010.</p><p>WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). Department of Control of Neglected Tropical</p><p>Diseases Global Malaria, Programme Department of Public Health, Environmental and</p><p>social determinants of health. use of malathion for vector control: report of a WHO meeting,</p><p>Geneva, 16-17 may 2016. Geneva: WHO, 2016.</p><p>WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). WHO pesticide Evaluation Scheme (WHOpES).</p><p>[On-line]. Disponível em: https://www.who.int/whopes/resources/en/. Acesso em: 1 set. 2019.</p><p>WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). prequalification Team vector Control Decision</p><p>Document: Cielo ULV Adulticide Space Spray Prequalification Team – Vector Control Group</p><p>(PQT-VC) Access to Medicines, Vaccines and Pharmaceuticals (MVP). Geneva: WHO, jan.</p><p>2019. 35 p.</p><p>WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). WHO specifications and evaluations for public</p><p>health pesticides: Bendiocarb 2,2-dimethyl-1,3-benzodioxol-4-yl methylcarbamate. WHO</p><p>specification 232/TC. Geneva: WHO, dez. 2008. 33 p.</p><p>WHO (WORLD HEALTH ORGANIZATION). WHO specifications and evaluations for public</p><p>health pesticides: Pyriproxyfen 4-phenoxyphenyl (rs)-2-(2-pyridyloxy)propyl ether. WHO</p><p>specification 715/tc. Geneva: WHO, out. 2017. 49 p.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>70</p><p>ANEXOS</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>71</p><p>A</p><p>N</p><p>E</p><p>X</p><p>O</p><p>A</p><p>In</p><p>fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>té</p><p>cn</p><p>ic</p><p>as</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>o</p><p>s</p><p>in</p><p>se</p><p>ti</p><p>ci</p><p>d</p><p>as</p><p>u</p><p>ti</p><p>liz</p><p>ad</p><p>os</p><p>a</p><p>tu</p><p>al</p><p>m</p><p>en</p><p>te</p><p>n</p><p>o</p><p>M</p><p>in</p><p>is</p><p>té</p><p>ri</p><p>o</p><p>d</p><p>a</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>R</p><p>O</p><p>D</p><p>u</p><p>TO</p><p>N</p><p>O</p><p>M</p><p>E</p><p>C</p><p>O</p><p>M</p><p>u</p><p>M</p><p>/</p><p>S</p><p>IN</p><p>O</p><p>N</p><p>íM</p><p>IA</p><p>G</p><p>R</p><p>u</p><p>p</p><p>O</p><p>q</p><p>u</p><p>íM</p><p>IC</p><p>O</p><p>p</p><p>O</p><p>S</p><p>S</p><p>ív</p><p>E</p><p>IS</p><p>E</p><p>FE</p><p>IT</p><p>O</p><p>S</p><p>T</p><p>ó</p><p>X</p><p>IC</p><p>O</p><p>S</p><p>A</p><p>G</p><p>u</p><p>D</p><p>O</p><p>S</p><p>p</p><p>O</p><p>S</p><p>S</p><p>ív</p><p>E</p><p>IS</p><p>E</p><p>FE</p><p>IT</p><p>O</p><p>S</p><p>T</p><p>ó</p><p>X</p><p>IC</p><p>O</p><p>S</p><p>C</p><p>R</p><p>ô</p><p>N</p><p>IC</p><p>O</p><p>S</p><p>P</p><p>ra</p><p>le</p><p>tr</p><p>in</p><p>a</p><p>0</p><p>,7</p><p>5</p><p>%</p><p>(</p><p>p</p><p>ir</p><p>et</p><p>ro</p><p>id</p><p>e)</p><p>e</p><p>im</p><p>id</p><p>ac</p><p>lo</p><p>pr</p><p>id</p><p>a</p><p>3</p><p>%</p><p>(n</p><p>eo</p><p>ni</p><p>co</p><p>tin</p><p>oi</p><p>de</p><p>)</p><p>e</p><p>9</p><p>6</p><p>,2</p><p>5</p><p>%</p><p>d</p><p>e</p><p>si</p><p>st</p><p>em</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>so</p><p>lv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>C</p><p>ie</p><p>lo</p><p>P</p><p>ire</p><p>tr</p><p>oi</p><p>de</p><p>s/</p><p>ne</p><p>on</p><p>ic</p><p>ot</p><p>in</p><p>oi</p><p>de</p><p>s</p><p>� �</p><p>P</p><p>E</p><p>R</p><p>IG</p><p>O</p><p>! T</p><p>óx</p><p>ic</p><p>o</p><p>se</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o</p><p>� �</p><p>C</p><p>U</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>! P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>� �</p><p>P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>e</p><p>m</p><p>c</p><p>on</p><p>ta</p><p>to</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>p</p><p>el</p><p>e</p><p>N</p><p>ão</p><p>fo</p><p>ra</p><p>m</p><p>e</p><p>nc</p><p>on</p><p>tr</p><p>ad</p><p>as</p><p>e</p><p>vi</p><p>d</p><p>ên</p><p>ci</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>ca</p><p>rc</p><p>in</p><p>og</p><p>en</p><p>i-</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>e</p><p>to</p><p>xi</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>re</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>iv</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>s</p><p>in</p><p>gr</p><p>ed</p><p>ie</p><p>nt</p><p>es</p><p>at</p><p>iv</p><p>os</p><p>p</p><p>re</p><p>se</p><p>nt</p><p>es</p><p>n</p><p>o</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>o.</p><p>C</p><p>lo</p><p>ti</p><p>an</p><p>id</p><p>in</p><p>a</p><p>5</p><p>0</p><p>%</p><p>(</p><p>5</p><p>0</p><p>0</p><p>g/</p><p>kg</p><p>)</p><p>(n</p><p>eo</p><p>ni</p><p>co</p><p>ti</p><p>no</p><p>id</p><p>e)</p><p>e</p><p>d</p><p>el</p><p>ta</p><p>m</p><p>et</p><p>ri</p><p>na</p><p>6</p><p>,2</p><p>5</p><p>%</p><p>(</p><p>6</p><p>2</p><p>,5</p><p>g/</p><p>kg</p><p>)</p><p>(p</p><p>ir</p><p>et</p><p>ro</p><p>id</p><p>e)</p><p>(R</p><p>es</p><p>id</p><p>ua</p><p>l-</p><p>P</p><p>E</p><p>e</p><p>B</p><p>R</p><p>I)</p><p>Fl</p><p>ud</p><p>or</p><p>a</p><p>N</p><p>eo</p><p>ni</p><p>co</p><p>tin</p><p>oi</p><p>de</p><p>s/</p><p>pi</p><p>re</p><p>tr</p><p>oi</p><p>de</p><p>s</p><p>� �</p><p>C</p><p>U</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>! N</p><p>oc</p><p>iv</p><p>o</p><p>se</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>� �</p><p>P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>e</p><p>m</p><p>c</p><p>on</p><p>ta</p><p>to</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>p</p><p>el</p><p>e</p><p>N</p><p>ão</p><p>fo</p><p>ra</p><p>m</p><p>e</p><p>nc</p><p>on</p><p>tr</p><p>ad</p><p>as</p><p>e</p><p>vi</p><p>dê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>s</p><p>de</p><p>c</p><p>ar</p><p>ci</p><p>no</p><p>ge</p><p>ni</p><p>-</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>e</p><p>to</p><p>xi</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>re</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>iv</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>s</p><p>in</p><p>gr</p><p>ed</p><p>ie</p><p>nt</p><p>es</p><p>at</p><p>iv</p><p>os</p><p>p</p><p>re</p><p>se</p><p>nt</p><p>es</p><p>n</p><p>o</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>o.</p><p>E</p><p>sp</p><p>in</p><p>os</p><p>ad</p><p>e</p><p>es</p><p>p</p><p>in</p><p>os</p><p>in</p><p>a</p><p>A</p><p>e</p><p>es</p><p>p</p><p>in</p><p>os</p><p>in</p><p>a</p><p>D</p><p>, A</p><p>: D</p><p>p</p><p>ro</p><p>p</p><p>or</p><p>çõ</p><p>es</p><p>no</p><p>in</p><p>te</p><p>rv</p><p>al</p><p>o</p><p>5</p><p>0</p><p>:5</p><p>0</p><p>a</p><p>9</p><p>5</p><p>:5</p><p>(L</p><p>ar</p><p>vi</p><p>ci</p><p>da</p><p>)</p><p>N</p><p>at</p><p>ul</p><p>ar</p><p>D</p><p>T</p><p>E</p><p>sp</p><p>in</p><p>os</p><p>in</p><p>as</p><p>� �</p><p>C</p><p>U</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>! P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>� �</p><p>P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>e</p><p>m</p><p>c</p><p>on</p><p>ta</p><p>to</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>p</p><p>el</p><p>e</p><p>� �</p><p>AT</p><p>E</p><p>N</p><p>ç</p><p>ã</p><p>O</p><p>! P</p><p>ro</p><p>vo</p><p>ca</p><p>ir</p><p>rit</p><p>aç</p><p>ão</p><p>o</p><p>cu</p><p>la</p><p>r g</p><p>ra</p><p>ve</p><p>N</p><p>ão</p><p>fo</p><p>ra</p><p>m</p><p>e</p><p>nc</p><p>on</p><p>tr</p><p>ad</p><p>as</p><p>e</p><p>vi</p><p>dê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>s</p><p>de</p><p>c</p><p>ar</p><p>ci</p><p>no</p><p>ge</p><p>ni</p><p>-</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>e</p><p>to</p><p>xi</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>re</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>iv</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>s</p><p>in</p><p>gr</p><p>ed</p><p>ie</p><p>nt</p><p>es</p><p>at</p><p>iv</p><p>os</p><p>p</p><p>re</p><p>se</p><p>nt</p><p>es</p><p>n</p><p>o</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>o.</p><p>M</p><p>al</p><p>at</p><p>io</p><p>na</p><p>4</p><p>0</p><p>,9</p><p>%</p><p>p</p><p>/</p><p>(m</p><p>al</p><p>at</p><p>hi</p><p>on</p><p>)</p><p>E</p><p>sp</p><p>ac</p><p>ia</p><p>l</p><p>K</p><p>om</p><p>ve</p><p>ct</p><p>or</p><p>T</p><p>M</p><p>4</p><p>4</p><p>E</p><p>W</p><p>(B</p><p>ay</p><p>er</p><p>)</p><p>O</p><p>rg</p><p>an</p><p>of</p><p>os</p><p>fo</p><p>ra</p><p>d</p><p>os</p><p>� �</p><p>P</p><p>E</p><p>R</p><p>IG</p><p>O</p><p>! T</p><p>óx</p><p>ic</p><p>o</p><p>se</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o</p><p>� �</p><p>P</p><p>ro</p><p>vo</p><p>ca</p><p>d</p><p>an</p><p>os</p><p>n</p><p>o</p><p>si</p><p>st</p><p>em</p><p>a</p><p>ne</p><p>rv</p><p>os</p><p>o</p><p>ce</p><p>nt</p><p>ra</p><p>l s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>ou</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o</p><p>� �</p><p>P</p><p>ro</p><p>vo</p><p>ca</p><p>in</p><p>ib</p><p>iç</p><p>ão</p><p>d</p><p>a</p><p>ac</p><p>et</p><p>ilc</p><p>ol</p><p>in</p><p>es</p><p>te</p><p>ra</p><p>se</p><p>se</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>ou</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o</p><p>S</p><p>us</p><p>pe</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>pr</p><p>ov</p><p>oc</p><p>ar</p><p>c</p><p>ân</p><p>ce</p><p>r s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>rid</p><p>o</p><p>ou</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o,</p><p>de</p><p>a</p><p>co</p><p>rd</p><p>o</p><p>co</p><p>m</p><p>a</p><p>IA</p><p>R</p><p>C</p><p>(1</p><p>) . O</p><p>J</p><p>M</p><p>P</p><p>R</p><p>(2</p><p>) a</p><p>fir</p><p>m</p><p>a</p><p>qu</p><p>e</p><p>na</p><p>s</p><p>d</p><p>os</p><p>es</p><p>p</p><p>re</p><p>se</p><p>n</p><p>te</p><p>s,</p><p>c</p><p>om</p><p>o</p><p>re</p><p>sí</p><p>d</p><p>u</p><p>os</p><p>e</p><p>m</p><p>a</p><p>lim</p><p>en</p><p>to</p><p>s,</p><p>é</p><p>m</p><p>ui</p><p>to</p><p>im</p><p>pr</p><p>ov</p><p>áv</p><p>el</p><p>q</p><p>ue</p><p>c</p><p>au</p><p>se</p><p>c</p><p>ân</p><p>ce</p><p>r.</p><p>B</p><p>en</p><p>di</p><p>oc</p><p>ar</p><p>b</p><p>(r</p><p>es</p><p>id</p><p>ua</p><p>l-</p><p>P</p><p>E</p><p>)</p><p>Fi</p><p>ca</p><p>m</p><p>V</p><p>C</p><p>(B</p><p>ay</p><p>er</p><p>)</p><p>C</p><p>ar</p><p>b</p><p>am</p><p>at</p><p>o</p><p>��</p><p>P</p><p>E</p><p>R</p><p>IG</p><p>O</p><p>! F</p><p>at</p><p>al</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>� �</p><p>P</p><p>ro</p><p>vo</p><p>ca</p><p>d</p><p>an</p><p>os</p><p>n</p><p>o</p><p>si</p><p>st</p><p>em</p><p>a</p><p>ne</p><p>rv</p><p>os</p><p>o</p><p>ce</p><p>nt</p><p>ra</p><p>l s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>ou</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o</p><p>� �</p><p>C</p><p>U</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>! N</p><p>oc</p><p>iv</p><p>o</p><p>em</p><p>c</p><p>on</p><p>ta</p><p>to</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>p</p><p>el</p><p>e</p><p>N</p><p>ão</p><p>fo</p><p>ra</p><p>m</p><p>e</p><p>n</p><p>co</p><p>n</p><p>tr</p><p>ad</p><p>as</p><p>e</p><p>vi</p><p>d</p><p>ên</p><p>ci</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>ca</p><p>rc</p><p>in</p><p>o-</p><p>ge</p><p>n</p><p>ic</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>e</p><p>to</p><p>xi</p><p>ci</p><p>d</p><p>ad</p><p>e</p><p>re</p><p>p</p><p>ro</p><p>d</p><p>u</p><p>tiv</p><p>a</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>o</p><p>in</p><p>gr</p><p>ed</p><p>ie</p><p>n</p><p>te</p><p>a</p><p>tiv</p><p>o.</p><p>P</p><p>ir</p><p>ip</p><p>ro</p><p>xy</p><p>fe</p><p>n</p><p>(l</p><p>ar</p><p>va</p><p>)</p><p>Li</p><p>m</p><p>ito</p><p>r</p><p>(R</p><p>og</p><p>am</p><p>a)</p><p>S</p><p>um</p><p>ila</p><p>rv</p><p>(S</p><p>um</p><p>ito</p><p>m</p><p>o)</p><p>É</p><p>te</p><p>r</p><p>p</p><p>ir</p><p>id</p><p>ilo</p><p>xi</p><p>p</p><p>ro</p><p>p</p><p>íli</p><p>co</p><p>� �</p><p>C</p><p>U</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>! P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>ou</p><p>e</p><p>m</p><p>c</p><p>on</p><p>ta</p><p>to</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>p</p><p>el</p><p>e</p><p>N</p><p>ão</p><p>fo</p><p>ra</p><p>m</p><p>e</p><p>nc</p><p>on</p><p>tr</p><p>ad</p><p>as</p><p>e</p><p>vi</p><p>dê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>s</p><p>de</p><p>c</p><p>ar</p><p>ci</p><p>no</p><p>ge</p><p>ni</p><p>ci</p><p>-</p><p>da</p><p>de</p><p>e</p><p>to</p><p>xi</p><p>ci</p><p>da</p><p>de</p><p>re</p><p>pr</p><p>od</p><p>ut</p><p>iv</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>in</p><p>gr</p><p>ed</p><p>ie</p><p>nt</p><p>e</p><p>at</p><p>iv</p><p>o.</p><p>C</p><p>lo</p><p>ti</p><p>ad</p><p>in</p><p>in</p><p>a</p><p>5</p><p>0</p><p>%</p><p>S</p><p>um</p><p>iS</p><p>hi</p><p>el</p><p>d</p><p>5</p><p>0</p><p>W</p><p>G</p><p>N</p><p>eo</p><p>ni</p><p>co</p><p>tin</p><p>oi</p><p>d</p><p>es</p><p>� �</p><p>P</p><p>E</p><p>R</p><p>IG</p><p>O</p><p>! T</p><p>óx</p><p>ic</p><p>o</p><p>se</p><p>in</p><p>al</p><p>ad</p><p>o</p><p>� �</p><p>C</p><p>U</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>! P</p><p>od</p><p>e</p><p>se</p><p>r</p><p>no</p><p>ci</p><p>vo</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>ge</p><p>ri</p><p>d</p><p>o</p><p>N</p><p>ão</p><p>fo</p><p>ra</p><p>m</p><p>e</p><p>n</p><p>co</p><p>n</p><p>tr</p><p>ad</p><p>as</p><p>e</p><p>vi</p><p>d</p><p>ên</p><p>ci</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>ca</p><p>rc</p><p>i-</p><p>n</p><p>og</p><p>en</p><p>ic</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>e</p><p>to</p><p>xi</p><p>ci</p><p>d</p><p>ad</p><p>e</p><p>re</p><p>p</p><p>ro</p><p>d</p><p>u</p><p>tiv</p><p>a</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>o</p><p>in</p><p>gr</p><p>ed</p><p>ie</p><p>n</p><p>te</p><p>a</p><p>tiv</p><p>o.</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>: W</p><p>H</p><p>O</p><p>, 2</p><p>0</p><p>0</p><p>8</p><p>, 2</p><p>0</p><p>1</p><p>6</p><p>, 2</p><p>0</p><p>1</p><p>7</p><p>, 2</p><p>0</p><p>1</p><p>9</p><p>.</p><p>N</p><p>o</p><p>ta</p><p>: c</p><p>la</p><p>ss</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>ac</p><p>o</p><p>rd</p><p>o</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>G</p><p>lo</p><p>b</p><p>al</p><p>ly</p><p>H</p><p>ar</p><p>m</p><p>o</p><p>n</p><p>iz</p><p>ed</p><p>S</p><p>ys</p><p>te</p><p>m</p><p>–</p><p>G</p><p>H</p><p>S</p><p>. (</p><p>1</p><p>)</p><p>IA</p><p>R</p><p>C</p><p>: I</p><p>n</p><p>te</p><p>rn</p><p>at</p><p>io</p><p>n</p><p>al</p><p>A</p><p>g</p><p>en</p><p>cy</p><p>fo</p><p>r</p><p>R</p><p>es</p><p>ea</p><p>rc</p><p>h</p><p>o</p><p>n</p><p>C</p><p>an</p><p>ce</p><p>r.</p><p>(2</p><p>)</p><p>JM</p><p>P</p><p>R</p><p>: J</p><p>o</p><p>in</p><p>t</p><p>M</p><p>ee</p><p>tin</p><p>g</p><p>o</p><p>n</p><p>P</p><p>es</p><p>tic</p><p>id</p><p>e</p><p>R</p><p>es</p><p>id</p><p>u</p><p>es</p><p>.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>72</p><p>A</p><p>N</p><p>E</p><p>X</p><p>O</p><p>b</p><p>O</p><p>ri</p><p>en</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>es</p><p>q</p><p>u</p><p>an</p><p>to</p><p>a</p><p>os</p><p>p</p><p>ro</p><p>je</p><p>to</p><p>s</p><p>fí</p><p>si</p><p>co</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>u</p><p>n</p><p>id</p><p>ad</p><p>es</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>ar</p><p>m</p><p>az</p><p>en</p><p>ag</p><p>em</p><p>, d</p><p>is</p><p>tr</p><p>ib</p><p>u</p><p>iç</p><p>ão</p><p>e</p><p>p</p><p>re</p><p>p</p><p>ar</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>ti</p><p>ci</p><p>d</p><p>as</p><p>lO</p><p>C</p><p>A</p><p>l</p><p>D</p><p>E</p><p>p</p><p>ó</p><p>S</p><p>IT</p><p>O</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>1</p><p>D</p><p>E</p><p>p</p><p>ó</p><p>S</p><p>IT</p><p>O</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>2</p><p>D</p><p>E</p><p>p</p><p>ó</p><p>S</p><p>IT</p><p>O</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>3</p><p>C</p><p>E</p><p>N</p><p>T</p><p>R</p><p>A</p><p>l</p><p>D</p><p>E</p><p>u</p><p>b</p><p>v</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>1</p><p>C</p><p>E</p><p>N</p><p>T</p><p>R</p><p>A</p><p>l</p><p>D</p><p>E</p><p>u</p><p>b</p><p>v</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>2</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>s</p><p>� �</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>(a</p><p>d</p><p>u</p><p>lti</p><p>ci</p><p>d</p><p>as</p><p>, l</p><p>ar</p><p>vi</p><p>ci</p><p>d</p><p>as</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>b</p><p>io</p><p>ló</p><p>gi</p><p>co</p><p>s)</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>so</p><p>lv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>sí</p><p>d</p><p>u</p><p>os</p><p>e</p><p>em</p><p>b</p><p>al</p><p>ag</p><p>en</p><p>s</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>d</p><p>es</p><p>ca</p><p>rt</p><p>e</p><p>��</p><p>P</p><p>la</p><p>ta</p><p>fo</p><p>rm</p><p>a</p><p>co</p><p>b</p><p>er</p><p>ta</p><p>d</p><p>e</p><p>ca</p><p>rg</p><p>a</p><p>e</p><p>d</p><p>es</p><p>ca</p><p>rg</p><p>a</p><p>��</p><p>C</p><p>h</p><p>u</p><p>ve</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>em</p><p>er</p><p>gê</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>��</p><p>V</p><p>es</p><p>tiá</p><p>ri</p><p>os</p><p>/s</p><p>an</p><p>itá</p><p>ri</p><p>os</p><p>��</p><p>La</p><p>va</p><p>tó</p><p>ri</p><p>o</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>d</p><p>es</p><p>co</p><p>n</p><p>ta</p><p>-</p><p>m</p><p>in</p><p>aç</p><p>ão</p><p>��</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>co</p><p>n</p><p>tr</p><p>ol</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>es</p><p>to</p><p>q</p><p>u</p><p>e</p><p>��</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l d</p><p>e</p><p>lim</p><p>p</p><p>ez</p><p>a</p><p>e</p><p>la</p><p>va</p><p>n</p><p>d</p><p>er</p><p>ia</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>ti c</p><p>id</p><p>as</p><p>(a</p><p>du</p><p>lti</p><p>ci</p><p>da</p><p>s,</p><p>la</p><p>rv</p><p>ic</p><p>id</p><p>as</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>b</p><p>io</p><p>ló</p><p>gi</p><p>co</p><p>s</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>so</p><p>lv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>sí</p><p>du</p><p>os</p><p>e</p><p>em</p><p>ba</p><p>la</p><p>ge</p><p>ns</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>de</p><p>sc</p><p>ar</p><p>te</p><p>��</p><p>C</p><p>hu</p><p>ve</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>em</p><p>er</p><p>gê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>��</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>co</p><p>be</p><p>rt</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>pr</p><p>ep</p><p>ar</p><p>o</p><p>de</p><p>p</p><p>ro</p><p>du</p><p>to</p><p>s</p><p>e</p><p>lim</p><p>pe</p><p>za</p><p>d</p><p>os</p><p>eq</p><p>ui</p><p>pa</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l</p><p>de</p><p>c</p><p>am</p><p>po</p><p>� �</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>/p</p><p>re</p><p>pa</p><p>ro</p><p>(a</p><p>du</p><p>lti</p><p>ci</p><p>da</p><p>s,</p><p>la</p><p>rv</p><p>ic</p><p>id</p><p>as</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>b</p><p>io</p><p>ló</p><p>gi</p><p>co</p><p>s)</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>sí</p><p>du</p><p>os</p><p>e</p><p>em</p><p>ba</p><p>la</p><p>ge</p><p>ns</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>de</p><p>sc</p><p>ar</p><p>te</p><p>��</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>co</p><p>be</p><p>rt</p><p>a</p><p>de</p><p>c</p><p>ar</p><p>ga</p><p>e</p><p>de</p><p>sc</p><p>ar</p><p>ga</p><p>(n</p><p>ão</p><p>e</p><p>le</p><p>va</p><p>da</p><p>)</p><p>��</p><p>C</p><p>hu</p><p>ve</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>em</p><p>er</p><p>gê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>��</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>co</p><p>be</p><p>rt</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>pr</p><p>ep</p><p>ar</p><p>o</p><p>de</p><p>p</p><p>ro</p><p>du</p><p>to</p><p>s</p><p>e</p><p>lim</p><p>pe</p><p>za</p><p>d</p><p>os</p><p>e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>a-</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l</p><p>de</p><p>c</p><p>am</p><p>po</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>e</p><p>so</p><p>lv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>e</p><p>pr</p><p>ep</p><p>ar</p><p>o</p><p>de</p><p>ca</p><p>ld</p><p>a</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>sí</p><p>du</p><p>os</p><p>e</p><p>em</p><p>ba</p><p>la</p><p>ge</p><p>ns</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>de</p><p>sc</p><p>ar</p><p>te</p><p>� �</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>e</p><p>so</p><p>lv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>e</p><p>p</p><p>re</p><p>p</p><p>ar</p><p>o</p><p>d</p><p>a</p><p>ca</p><p>ld</p><p>a</p><p>��</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>sí</p><p>du</p><p>os</p><p>e</p><p>em</p><p>ba</p><p>la</p><p>ge</p><p>ns</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>de</p><p>sc</p><p>ar</p><p>te</p><p>co</p><p>nt</p><p>in</p><p>ua</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>73</p><p>lO</p><p>C</p><p>A</p><p>l</p><p>D</p><p>E</p><p>p</p><p>ó</p><p>S</p><p>IT</p><p>O</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>1</p><p>D</p><p>E</p><p>p</p><p>ó</p><p>S</p><p>IT</p><p>O</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>2</p><p>D</p><p>E</p><p>p</p><p>ó</p><p>S</p><p>IT</p><p>O</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>3</p><p>C</p><p>E</p><p>N</p><p>T</p><p>R</p><p>A</p><p>l</p><p>D</p><p>E</p><p>u</p><p>b</p><p>v</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>1</p><p>C</p><p>E</p><p>N</p><p>T</p><p>R</p><p>A</p><p>l</p><p>D</p><p>E</p><p>u</p><p>b</p><p>v</p><p>T</p><p>Ip</p><p>O</p><p>2</p><p>A</p><p>d</p><p>m</p><p>in</p><p>is</p><p>tr</p><p>aç</p><p>ão</p><p>/</p><p>ap</p><p>oi</p><p>o</p><p>op</p><p>er</p><p>ac</p><p>io</p><p>na</p><p>l</p><p>� �</p><p>G</p><p>ua</p><p>rit</p><p>a</p><p>� �</p><p>E</p><p>sc</p><p>rit</p><p>ór</p><p>io</p><p>� �</p><p>C</p><p>op</p><p>a</p><p>� �</p><p>B</p><p>an</p><p>he</p><p>iro</p><p>��</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>de</p><p>c</p><p>on</p><p>tr</p><p>ol</p><p>e</p><p>de</p><p>es</p><p>to</p><p>qu</p><p>e</p><p>e</p><p>es</p><p>cr</p><p>itó</p><p>rio</p><p>� �</p><p>Ve</p><p>st</p><p>iá</p><p>rio</p><p>/s</p><p>an</p><p>itá</p><p>rio</p><p>m</p><p>as</p><p>cu</p><p>lin</p><p>o</p><p>e</p><p>fe</p><p>m</p><p>in</p><p>in</p><p>o</p><p>� �</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l d</p><p>e</p><p>lim</p><p>pe</p><p>za</p><p>e</p><p>la</p><p>va</p><p>nd</p><p>er</p><p>ia</p><p>� �</p><p>C</p><p>op</p><p>a</p><p>��</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>de</p><p>c</p><p>on</p><p>tr</p><p>ol</p><p>e</p><p>de</p><p>es</p><p>to</p><p>qu</p><p>e</p><p>e</p><p>es</p><p>cr</p><p>itó</p><p>rio</p><p>� �</p><p>Ve</p><p>st</p><p>iá</p><p>rio</p><p>/s</p><p>an</p><p>itá</p><p>rio</p><p>m</p><p>as</p><p>cu</p><p>lin</p><p>o</p><p>e</p><p>fe</p><p>m</p><p>in</p><p>in</p><p>o</p><p>� �</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l d</p><p>e</p><p>lim</p><p>pe</p><p>za</p><p>e</p><p>la</p><p>va</p><p>nd</p><p>er</p><p>ia</p><p>� �</p><p>C</p><p>op</p><p>a</p><p>��</p><p>P</p><p>la</p><p>ta</p><p>fo</p><p>rm</p><p>a</p><p>de</p><p>a</p><p>ba</p><p>st</p><p>ec</p><p>i-</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>, c</p><p>ar</p><p>ga</p><p>e</p><p>d</p><p>es</p><p>ca</p><p>rg</p><p>a</p><p>� �</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>co</p><p>be</p><p>rt</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>a</p><p>br</p><p>ig</p><p>o</p><p>de</p><p>e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>de</p><p>U</p><p>B</p><p>V</p><p>� �</p><p>O</p><p>fic</p><p>in</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>� �</p><p>Fe</p><p>rr</p><p>am</p><p>en</p><p>ta</p><p>ria</p><p>� �</p><p>Ve</p><p>st</p><p>iá</p><p>rio</p><p>/s</p><p>an</p><p>itá</p><p>rio</p><p>m</p><p>as</p><p>cu</p><p>lin</p><p>o</p><p>e</p><p>fe</p><p>m</p><p>in</p><p>in</p><p>o</p><p>� �</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l d</p><p>e</p><p>lim</p><p>pe</p><p>za</p><p>e</p><p>la</p><p>va</p><p>nd</p><p>er</p><p>ia</p><p>� �</p><p>C</p><p>hu</p><p>ve</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>em</p><p>er</p><p>gê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>� �</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>co</p><p>be</p><p>rt</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>d</p><p>es</p><p>co</p><p>n-</p><p>ta</p><p>m</p><p>in</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>E</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>de</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>In</p><p>di</p><p>vi</p><p>du</p><p>al</p><p>(E</p><p>P</p><p>I)</p><p>� �</p><p>D</p><p>iq</p><p>ue</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>de</p><p>sc</p><p>on</p><p>ta</p><p>m</p><p>i-</p><p>na</p><p>çã</p><p>o</p><p>de</p><p>v</p><p>eí</p><p>cu</p><p>lo</p><p>s</p><p>� �</p><p>Ta</p><p>nq</p><p>ue</p><p>d</p><p>e</p><p>de</p><p>co</p><p>m</p><p>po</p><p>si</p><p>çã</p><p>o</p><p>de</p><p>re</p><p>sí</p><p>du</p><p>os</p><p>tó</p><p>xi</p><p>co</p><p>s</p><p>� �</p><p>G</p><p>ua</p><p>rit</p><p>a</p><p>� �</p><p>C</p><p>op</p><p>a/</p><p>de</p><p>sc</p><p>an</p><p>so</p><p>� �</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>de</p><p>a</p><p>dm</p><p>in</p><p>is</p><p>tr</p><p>aç</p><p>ão</p><p>/</p><p>la</p><p>va</p><p>bo</p><p>� �</p><p>A</p><p>lm</p><p>ox</p><p>ar</p><p>ifa</p><p>do</p><p>� �</p><p>A</p><p>po</p><p>io</p><p>o</p><p>pe</p><p>ra</p><p>ci</p><p>on</p><p>al</p><p>� �</p><p>P</p><p>la</p><p>ta</p><p>fo</p><p>rm</p><p>a</p><p>de</p><p>a</p><p>ba</p><p>st</p><p>e-</p><p>ci</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>, c</p><p>ar</p><p>ga</p><p>e</p><p>de</p><p>sc</p><p>ar</p><p>ga</p><p>� �</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>co</p><p>b</p><p>er</p><p>ta</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>ab</p><p>rig</p><p>o</p><p>de</p><p>e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>-</p><p>to</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>U</p><p>B</p><p>V</p><p>� �</p><p>Ve</p><p>st</p><p>iá</p><p>rio</p><p>/s</p><p>an</p><p>itá</p><p>rio</p><p>m</p><p>as</p><p>cu</p><p>lin</p><p>o</p><p>e</p><p>fe</p><p>m</p><p>in</p><p>in</p><p>o</p><p>� �</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>pa</p><p>ra</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>l</p><p>de</p><p>li</p><p>m</p><p>pe</p><p>za</p><p>, l</p><p>av</p><p>an</p><p>de</p><p>ria</p><p>e</p><p>de</p><p>sc</p><p>on</p><p>ta</p><p>m</p><p>in</p><p>aç</p><p>ão</p><p>de</p><p>E</p><p>P</p><p>I</p><p>� �</p><p>C</p><p>hu</p><p>ve</p><p>iro</p><p>d</p><p>e</p><p>em</p><p>er</p><p>gê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>� �</p><p>D</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>eq</p><p>ui</p><p>-</p><p>pa</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>ap</p><p>lic</p><p>aç</p><p>ão</p><p>de</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>(p</p><p>re</p><p>ve</p><p>r</p><p>ta</p><p>nq</p><p>ue</p><p>d</p><p>e</p><p>al</p><p>ve</p><p>na</p><p>ria</p><p>co</p><p>m</p><p>1</p><p>,0</p><p>0</p><p>m</p><p>x</p><p>1</p><p>,0</p><p>0</p><p>m</p><p>e</p><p>0</p><p>,4</p><p>0</p><p>m</p><p>d</p><p>e</p><p>pr</p><p>of</p><p>un</p><p>di</p><p>da</p><p>de</p><p>re</p><p>ve</p><p>st</p><p>id</p><p>o</p><p>de</p><p>a</p><p>zu</p><p>le</p><p>jo</p><p>s)</p><p>� �</p><p>S</p><p>al</p><p>a</p><p>de</p><p>a</p><p>dm</p><p>in</p><p>is</p><p>tr</p><p>aç</p><p>ão</p><p>� �</p><p>C</p><p>op</p><p>a</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>: B</p><p>ra</p><p>si</p><p>l,</p><p>2</p><p>0</p><p>0</p><p>7</p><p>.</p><p>co</p><p>nc</p><p>lu</p><p>sã</p><p>o</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>74</p><p>ANEXO C</p><p>Orientações relativas aos procedimentos seguros de operação</p><p>e abastecimento dos equipamentos de aplicação de inseticidas</p><p>A seguir serão apresentadas as principais características e cuidados referentes aos diversos</p><p>equipamentos utilizados para aplicação de inseticidas, indicando suas partes funcionais,</p><p>com destaque para a segurança no manuseio, bem como situações não desejáveis que</p><p>possam ocorrer acidentalmente ou ocasionar desconforto ao operador.</p><p>A. EQUIPAMENTOS DE PRESSãO VARIáVEL</p><p>São utilizados para aplicação de inseticida de efeito residual nos programas de controle</p><p>do Aedes, doença de Chagas e leishmaniose visceral. Tradicionalmente, utiliza-se o pulve-</p><p>rizador de pressão variável (tipo Hudson) com tanque inox, êmbolo pressurizador e sistema</p><p>de descarga composto por tubo de imersão, manômetro, torneira, mangueira de pressão,</p><p>gatilho, filtros e bico tipo leque. Atualmente, existem equipamentos dessa categoria</p><p>confeccionados em material plástico.</p><p>Figura 6 Modelo de equipamento de pressão variável acionado por alavanca, com detalhamento</p><p>sobre as respectivas áreas de risco</p><p>Fonte: Ilustração – Alkemarra de Paula Leite.</p><p>áreas de risco do equipamento de pressão variável</p><p>Tampa:</p><p>Despressurização</p><p>acidental, vazamento</p><p>de calda</p><p>bandoleira:</p><p>Contaminação com</p><p>calda derramada,</p><p>peso mal distribuído</p><p>no corpo, ferimento</p><p>da pele no ponto</p><p>de apoio</p><p>Êmbolo:</p><p>Movimento repetitivo,</p><p>cansaço</p><p>Tanque de inox:</p><p>Tanque sob alta</p><p>pressão, risco de</p><p>rompimento de</p><p>costura</p><p>Sistema de descarga:</p><p>Sistema pressurizado,</p><p>risco de rompimento e</p><p>ferimentos, vazamento</p><p>de calda em conexões</p><p>e mangueiras</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>75</p><p>Outro tipo de equipamento utilizado é o costal confeccionado em plástico, acionado por</p><p>alavancas laterais e pressurizado por êmbolo móvel com descarga por mangueira de pressão</p><p>e bicos tipo leque (Figura 7).</p><p>Figura 7 Modelo de equipamento de aplicação residual confeccionado em plástico, com</p><p>detalhamento sobre as respectivas áreas de risco</p><p>Tampa:</p><p>Despressurização</p><p>acidental, vazamento</p><p>de calda</p><p>bandoleira:</p><p>Contaminação com</p><p>calda, peso mal</p><p>distribuído no corpo,</p><p>ferimento da pele</p><p>Êmbolo e mangueira</p><p>Sistema de descarga:</p><p>Sistema pressurizado com risco</p><p>de rompimento, vazamento de</p><p>calda em conexões e mangueira</p><p>Tanque em polietileno:</p><p>Risco de rompimento acidental</p><p>Fonte: Ilustração – Alkemarra de Paula Leite.</p><p>Alavanca de</p><p>pressurização:</p><p>Movimento repetitivo,</p><p>cansaço</p><p>Haste de</p><p>pulverização:</p><p>Entupimento do bico</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>76</p><p>B. NEBULIzADOR/PULVERIzADOR COSTAL MOTORIzADO</p><p>O nebulizador costal motorizado destina-se ao controle espacial do vetor com a aplicação</p><p>de inseticida a Ultra Baixo Volume, com a formação de partículas muito pequenas. Esses</p><p>equipamentos devem ser regulados com a vazão indicada e as gotas geradas devem ser</p><p>periodicamente avaliadas quanto ao seu tamanho, o que permite mantê-las flutuando</p><p>no maior período de tempo possível e garantir sua eficácia, evitando a deriva para áreas</p><p>não tratadas.</p><p>Podem também ser utilizados para aplicação residual em Pontos Estratégicos (PE), devendo</p><p>ser adequados quanto à vazão e ao produto apropriado, observando-se as instruções</p><p>estabelecidas pelo programa.</p><p>Figura 8 Modelo de nebulizador/pulverizador costal motorizado, com detalhamento sobre as</p><p>respectivas áreas de risco</p><p>áreas de risco do nebulizador motorizado portátil</p><p>Tanque de</p><p>formulação:</p><p>Derrames e</p><p>vazamento</p><p>Tanque de combustível:</p><p>Vazamento, risco de incêndio,</p><p>contato com solvente</p><p>lança e linha de saída do inseticida:</p><p>Vazamentos em mangueiras e</p><p>torneira, contato com jato de</p><p>inseticida</p><p>Turbina:</p><p>Peça em movimento</p><p>Escapamento:</p><p>Alta temperatura, monóxido</p><p>de carbono</p><p>Motor:</p><p>Peças em rotação, choque de</p><p>alta tensão, ruído excessivo</p><p>Fonte: Ilustração – Alkemarra de Paula Leite.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>77</p><p>C. EQUIPAMENTO NEBULIzADOR PESADO</p><p>Esse equipamento é utilizado no programa de controle do Aedes aegypti para manejo</p><p>espacial do vetor pela nebulização do inseticida em pequenas gotículas. A produção dessas</p><p>gotículas deve se concentrar em torno de 5 a 25 micras (85%), o que determina a regulagem</p><p>ideal da vazão conforme o produto utilizado e a realização periódica de coleta e contagem</p><p>estatística das gotículas, garantindo a maior eficácia do tratamento.</p><p>Figura 9 Modelo de nebulizador pesado, com detalhamento sobre as respectivas áreas de risco</p><p>Escapamento:</p><p>Contato com alta temperatura,</p><p>monóxido de carbono</p><p>áreas de risco do nebulizador pesado montado em veículo</p><p>Tanque de inseticida</p><p>(formulação)</p><p>Risco de vazamento,</p><p>contado com a pele</p><p>Motor de 4 tempos:</p><p>Peças em rotação,</p><p>caloria, contato com alta</p><p>tensão e temperatura,</p><p>ruído excessivo</p><p>Conexão entre</p><p>motor/compressor:</p><p>Peça em rotação,</p><p>risco de ferimento</p><p>lança e bocal</p><p>de nebulização:</p><p>Contato com fluxo</p><p>de ar, contato com</p><p>calda de inseticida</p><p>Fonte: Ilustração – Alkemarra de Paula Leite.</p><p>Tanque de</p><p>combustível (gasolina)</p><p>Risco de vazamento,</p><p>contato com a pele</p><p>e incêndio</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>78</p><p>D. EQUIPAMENTO TERMONEBULIzADOR PORTáTIL</p><p>O uso de equipamentos termonebulizadores portáteis também é indicado no controle da</p><p>dengue. Porém, existem restrições devido à formação de densa fumaça em ambiente urbano.</p><p>Esses equipamentos funcionam pelo princípio de pulsação ressonante com um ressonador</p><p>que atinge altas temperaturas, e a calda inseticida é injetada na extremidade de saída do</p><p>tubo, formando uma névoa que geralmente ocupa a vegetação, dispersando-se junto ao solo</p><p>e eliminando mosquitos no peridomicílio.</p><p>Trata-se de um equipamento com alto risco de acidente devido à possibilidade de graves</p><p>queimaduras, o que exige capacitação dos operadores para evitar essas ocorrências.</p><p>O operador deve ser instruído no processo de abastecimento para não colocar gasolina</p><p>no tanque de formulação de inseticida.</p><p>O equipamento deve estar bem regulado, com todos os componentes funcionando</p><p>perfeitamente, de modo a evitar a injeção acidental de gasolina no interior do ressonador e,</p><p>assim, transformá-lo em um lança-chamas.</p><p>Figura 10 Modelo de termonebulizador portátil, com detalhamento sobre as respectivas áreas</p><p>de risco</p><p>Fonte: Ilustração – Alkemarra de Paula Leite.</p><p>Tubo ressonador:</p><p>Peça com altíssima</p><p>temperatura (1.000ºC),</p><p>risco de queimadura</p><p>grave e incêndio,</p><p>ruído excessivo</p><p>Tanque de formulação:</p><p>atenção:</p><p>não colocar gasolina</p><p>neste tanque, risco</p><p>de vazamento e</p><p>contaminação.</p><p>Tanque de gasolina:</p><p>tanque de combustível</p><p>pressurizado, risco de vazamento,</p><p>incêndio e explosão</p><p>Tubulações com</p><p>combustível e formulação:</p><p>Risco de vazamento e</p><p>contaminação</p><p>áreas de risco do Termonebulizador</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>79</p><p>anexo d</p><p>Fichas de Atividade Laboral</p><p>1. VISITA DOMICILIAR</p><p>FICHA DE ATIvIDADE lAbORAl</p><p>Atividade programas</p><p>VISITA DOMICILIAR Controle do Aedes aegypti</p><p>CARACTERIZAçãO DOS INSUMOS</p><p>produtos</p><p>Nome</p><p>comum/sinonímia</p><p>Grupo químico uso</p><p>via de</p><p>exposição/toxicidade</p><p>piriproxifen Limitor/Sumilarv</p><p>Éter</p><p>piridiloxipropílico</p><p>Larvicida Dérmica: 5</p><p>Espinosade Natular DT Espinosinas Larvicida</p><p>Oral e dérmica: 5;</p><p>ocular: 2B</p><p>AVALIAçãO</p><p>Tarefa perigo/risco Medida de controle</p><p>Organização</p><p>do trabalho</p><p>Metas de produção; situações de</p><p>estresse; capacitação inadequada.</p><p>Realizar articulações intersetoriais; promover</p><p>gerenciamento participativo; avaliar jornada,</p><p>ritmo e demanda de trabalho; estabelecer</p><p>estrutura social na comunidade; manter</p><p>estratégias de educação permanente.</p><p>Deslocamento</p><p>Ambientes sujeitos a intempéries;</p><p>situação de estresse; piso irregular;</p><p>acidente de trânsito.</p><p>Fornecer uniforme; manter a população</p><p>informada sobre as atividades; promover</p><p>articulação com líderes das comunidades;</p><p>informar sobre o respeito à sinalização de</p><p>trânsito e sobre a importância de andar</p><p>pelas calçadas (cuidado ao atravessar, ficar</p><p>atento aos veículos e obstáculos, utilizar</p><p>preferencialmente a faixa de pedestre).</p><p>Controle</p><p>mecânico de</p><p>criadouros e</p><p>captura/coleta</p><p>de espécimes</p><p>Piso irregular; contato com vetores e</p><p>reservatórios contaminados; presença</p><p>de animais peçonhentos/domésticos;</p><p>trabalho em diferença de nível.</p><p>Realizar inspeção visual para determinar pos-</p><p>síveis riscos; estabelecer organização dos locais</p><p>e processos de trabalho; orientar moradores</p><p>quanto aos controles mecânicos; utilizar EPI</p><p>(cinto de segurança tipo paraquedista).</p><p>Aplicação</p><p>de larvicida</p><p>O contato direto com o produto</p><p>pode causar irritações respiratórias,</p><p>cutâneas e nos olhos.</p><p>Realizar controle de criadouros por meio de</p><p>manejo integrado; promover ação educativa</p><p>para a população; utilizar EPI (luva nitrílica de</p><p>parede fina).</p><p>RECOMENDAçõES GERAIS</p><p>Promover articulações com lideranças das áreas a serem trabalhadas, com esclarecimento à comunidade</p><p>sobre o trabalho do ACE; realizar capacitação e treinamento efetivo e contínuo das equipes e adotar</p><p>medidas de proteção coletiva e individual para reduzir ou controlar os riscos; manter atualizado o atestado</p><p>de saúde ocupacional (ASO); sinalizar para não comer, beber ou fumar durante o manuseio do produto;</p><p>solicitar intervenção do superior quando não for possível garantir a segurança na execução das atividades.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>80</p><p>EquIpAMENTO DE pROTEçãO INDIvIDuAl (EpI)</p><p>Tipo</p><p>uso Cuidados</p><p>e manutençãoConstante Eventual</p><p>Camisa gola pólo ou camiseta X Substituir diariamente</p><p>Calça de brim cáqui ou jeans X Substituir diariamente</p><p>boné ou chapéu de brim X Substituir quando necessário</p><p>Calçado de segurança X Substituir quando necessário</p><p>Máscara facial pFF2 X Substituir diariamente</p><p>luva nitrílica parede fina X Substituir quando necessário</p><p>Cinto de segurança com talabarte X Regulagem e verificação constante</p><p>uNIFORME | EquIpAMENTOS DE pROTEçãO INDIvIDuAl</p><p>Fonte: Adaptado de Funasa, 2001b.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>81</p><p>2. APLICAçãO DO ADULTICIDA (2A)</p><p>FICHA DE ATIvIDADE lAbORAl</p><p>Atividade: programas:</p><p>APLICAçãO DE ADULTICIDA Controle do Aedes aegypti</p><p>CARACTERIZAçãO DOS INSUMOS</p><p>produtos</p><p>Nome comum/</p><p>sinonímia</p><p>Grupo químico uso</p><p>via de</p><p>exposição/toxicidade</p><p>praletrina 0,75% /</p><p>imidacloprida</p><p>3%</p><p>Cielo</p><p>Piretroide /</p><p>Neonicotinoide</p><p>Espacial Oral e dérmica: 5; inalatória: 3</p><p>Malationa 40,9% /</p><p>malathion</p><p>Komvector Organofosforado Espacial Oral e dérmica: 2</p><p>Clotianidina 50% /</p><p>deltametrina 6,25%</p><p>Fludora</p><p>Neonicotinoide/</p><p>Piretroide</p><p>Residual</p><p>Oral: 4; dérmica: 5;</p><p>inalatória: 5; ocular: 5</p><p>bendiocarb Ficam (VC) Carbamato Residual Oral: 2</p><p>AVALIAçãO DE RISCO</p><p>Atividade perigo / Risco Medida de controle</p><p>Transporte</p><p>Possíveis vazamentos;</p><p>contaminação ambiental;</p><p>contato acidental.</p><p>Seguir regulamento vigente de transporte</p><p>(Resolução ANTT nº 3665/11); portar documentos</p><p>como procedimento de contenção de vazamento,</p><p>declaração de carga e demais licenças previstas;</p><p>realizar treinamento de MOPP para os motoristas;</p><p>verificar e manter revisão do veículo.</p><p>Armazenamento Vazamento e contato acidental.</p><p>Promover a construção ou adequação dos</p><p>espaços físicos; manter alvará e demais licenças</p><p>atualizadas; manter no local informações dos</p><p>produtos (FIPSQ); utilizar EPI (avental, respirador</p><p>PFF2-VO, óculos de segurança ou viseira, botina e</p><p>luvas impermeáveis).</p><p>Fracionamento/</p><p>preparo de calda</p><p>Vazamento e contato acidental.</p><p>Adquirir embalagem apropriada para diminuir</p><p>a exposição por manuseio; adequar os espaços</p><p>físicos; utilizar EPI (avental, respirador PFF2-VO,</p><p>óculos de segurança ou viseira, botina e luvas</p><p>impermeáveis).</p><p>Abastecimento</p><p>de equipamento</p><p>Contato acidental;</p><p>movimentação manual de carga.</p><p>Realizar o abastecimento em local aberto e</p><p>ventilado; utilizar preferencialmente bombas e</p><p>equipamentos para as transferências; realizar</p><p>a adequação dos pontos de apoio; utilizar EPI</p><p>(avental, respirador PFF2-VO, óculos de segurança</p><p>ou viseira, botina e luvas impermeáveis).</p><p>Aplicação de</p><p>inseticida por ubv</p><p>motorizado portátil</p><p>(costal)</p><p>Contato direto com o produto</p><p>(via aérea, dérmica, digestiva);</p><p>movimentação de carga manual;</p><p>cansaço físico.</p><p>Manter periodicidade de manutenção e regula-</p><p>gem dos equipamentos; manter o operador</p><p>de costas para o vento evitando contato direto</p><p>com produto; não circular em áreas já tratadas;</p><p>manter revezamento de atividades; utilizar EPI</p><p>(vestimenta de proteção hidrorrepelente, avental,</p><p>viseira e ou óculos de segurança, luvas e botas</p><p>impermeáveis, respirador hemifacial com filtro</p><p>químico ou descartável tipo PFF2-VO).</p><p>continua</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>82</p><p>AVALIAçãO DE RISCO</p><p>Atividade perigo / Risco Medida de controle</p><p>Aplicação residual</p><p>de inseticidas</p><p>Contato direto com o produto</p><p>(via aérea, dérmica, digestiva);</p><p>movimentação de carga manual;</p><p>cansaço físico.</p><p>Manter periodicidade de manutenção e regulagem</p><p>dos equipamentos; orientar ao operador que fique</p><p>de costas para o vento, evitando contato direto</p><p>com o produto, não circule em áreas já tratadas e</p><p>mantenha revezamento das atividades; utilizar EPI</p><p>(vestimenta de proteção hidrorrepelente, avental,</p><p>viseira ou óculos de segurança, luvas e botas</p><p>impermeáveis, respirador hemifacial com filtro</p><p>químico ou descartável tipo PFF2-VO).</p><p>lavagem de</p><p>embalagens vazias</p><p>Contato acidental.</p><p>Aplicar tríplice lavagem das embalagens e logística</p><p>reversa; utilizar EPI (avental, respirador PFF2-VO,</p><p>óculos de segurança ou viseira, botina e luvas</p><p>impermeáveis).</p><p>lavagem de</p><p>equipamentos</p><p>e veículo</p><p>Contato acidental.</p><p>Realizar lavagem diária dos veículos utilizados</p><p>após a aplicação UBV; utilizar EPI (avental, luva,</p><p>óculos de segurança e máscara PFF2).</p><p>lavagem de EpI Contato acidental.</p><p>Limpar diariamente e em separado o EPI, utilizando</p><p>técnica de enxágue, sabão neutro e secagem à</p><p>sombra; manter a capacidade hidrorrepelente da</p><p>vestimenta a partir de algumas recomendações,</p><p>como: não usar água sanitária, sabão ou deter-</p><p>gentes com cloro; passá-la a ferro quente para</p><p>reativar a hidrorrepelência depois de seca;</p><p>substituir a vestimenta hidrorrepelente depois de</p><p>30 procedimentos de descontaminação, uma vez</p><p>que o tratamento hidrorrepelente se desgasta e</p><p>para de oferecer proteção adequada; utilizar EPI</p><p>(avental; luva nitrílica e óculos de segurança).</p><p>Manutenção dos</p><p>equipamentos</p><p>Contato acidental.</p><p>Estabelecer manutenção e regulagem periódicas;</p><p>promover a proteção das partes móveis dos</p><p>equipamentos.</p><p>RECOMENDAçõES GERAIS</p><p>Promover articulações com lideranças das áreas a serem trabalhadas, com esclarecimento à comunidade</p><p>sobre o trabalho do ACE; realizar capacitação e treinamento sobre medidas de proteção coletiva e</p><p>individual para reduzir ou controlar os riscos; promover atualização constante do atestado de saúde</p><p>ocupacional (ASO); sinalizar para não comer, beber ou fumar durante o manuseio do produto; solicitar</p><p>intervenção do superior quando não for possível garantir a segurança na execução das atividades.</p><p>conclusão</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>83</p><p>EquIpAMENTO DE pROTEçãO INDIvIDuAl (EpI)</p><p>Tipo</p><p>uso Cuidados</p><p>e manutençãoConstante Eventual</p><p>Camisa gola pólo ou camiseta X Substituir diariamente</p><p>Calça de brim cáqui ou jeans X Substituir diariamente</p><p>boné ou chapéu de brim X Substituir quando necessário</p><p>Calçado de segurança X Substituir quando necessário</p><p>luvas nitrílica cano médio X Substituir quando necessário</p><p>vestimenta hidrorrepelente, capuz,</p><p>viseira plástica, avental impermeável</p><p>X Substituir quando necessário</p><p>Máscara hemifacial X Substituir quando necessário</p><p>Máscara facial pFF2 X Substituir diariamente</p><p>uNIFORME | EquIpAMENTOS DE pROTEçãO INDIvIDuAl</p><p>Fonte: Adaptado de Funasa, 2001b.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>84</p><p>A</p><p>N</p><p>E</p><p>X</p><p>O</p><p>E</p><p>M</p><p>at</p><p>ri</p><p>z</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>co</p><p>m</p><p>en</p><p>d</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>E</p><p>P</p><p>I p</p><p>or</p><p>a</p><p>ti</p><p>vi</p><p>d</p><p>ad</p><p>e</p><p>p</p><p>lA</p><p>N</p><p>Il</p><p>H</p><p>A</p><p>C</p><p>O</p><p>M</p><p>R</p><p>E</p><p>lA</p><p>ç</p><p>ã</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>E</p><p>p</p><p>I p</p><p>O</p><p>R</p><p>A</p><p>T</p><p>Iv</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>S</p><p>|</p><p>C</p><p>O</p><p>N</p><p>T</p><p>R</p><p>O</p><p>lE</p><p>D</p><p>E</p><p>v</p><p>E</p><p>T</p><p>O</p><p>R</p><p>E</p><p>S</p><p>E</p><p>q</p><p>u</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>In</p><p>d</p><p>iv</p><p>id</p><p>u</p><p>al</p><p>E</p><p>P</p><p>I</p><p>F</p><p>in</p><p>al</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>u</p><p>so</p><p>V</p><p>is</p><p>ita</p><p>d</p><p>om</p><p>ic</p><p>i-</p><p>lia</p><p>r,</p><p>m</p><p>an</p><p>ej</p><p>o</p><p>de</p><p>de</p><p>pó</p><p>si</p><p>to</p><p>s</p><p>e</p><p>us</p><p>o</p><p>de</p><p>la</p><p>rv</p><p>ic</p><p>id</p><p>as</p><p>In</p><p>sp</p><p>eç</p><p>õe</p><p>s</p><p>em</p><p>d</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>s</p><p>el</p><p>ev</p><p>ad</p><p>os</p><p>, u</p><p>so</p><p>d</p><p>e</p><p>la</p><p>rv</p><p>ic</p><p>id</p><p>as</p><p>P</p><p>re</p><p>pa</p><p>ra</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>a</p><p>ca</p><p>ld</p><p>a,</p><p>tr</p><p>íp</p><p>lic</p><p>e</p><p>la</p><p>va</p><p>ge</p><p>m</p><p>A</p><p>pl</p><p>ic</p><p>aç</p><p>ão</p><p>re</p><p>si</p><p>d</p><p>ua</p><p>l</p><p>N</p><p>eb</p><p>ul</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>(e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>p</p><p>or</p><p>tá</p><p>til</p><p>e</p><p>p</p><p>es</p><p>ad</p><p>o)</p><p>Te</p><p>rm</p><p>on</p><p>e-</p><p>b</p><p>ul</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>(e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>-</p><p>to</p><p>p</p><p>or</p><p>tá</p><p>til</p><p>)</p><p>R</p><p>eg</p><p>ul</p><p>ag</p><p>em</p><p>da</p><p>v</p><p>az</p><p>ão</p><p>,</p><p>co</p><p>le</p><p>ta</p><p>d</p><p>e</p><p>go</p><p>ta</p><p>s</p><p>pa</p><p>ra</p><p>C</p><p>Q</p><p>(1</p><p>)</p><p>A</p><p>tiv</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>em</p><p>a</p><p>rm</p><p>a-</p><p>zé</p><p>ns</p><p>(2</p><p>)</p><p>Tr</p><p>an</p><p>sp</p><p>or</p><p>te</p><p>ro</p><p>d</p><p>ov</p><p>iá</p><p>ri</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>ti-</p><p>ci</p><p>d</p><p>as</p><p>(</p><p>3</p><p>)</p><p>La</p><p>va</p><p>ge</p><p>m</p><p>e</p><p>m</p><p>an</p><p>ut</p><p>en</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>ve</p><p>íc</p><p>ul</p><p>os</p><p>e</p><p>eq</p><p>ui</p><p>pa</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>C</p><p>am</p><p>is</p><p>et</p><p>a</p><p>ou</p><p>ca</p><p>m</p><p>is</p><p>a</p><p>go</p><p>la</p><p>pó</p><p>lo</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>d</p><p>e</p><p>ro</p><p>tin</p><p>a,</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>in</p><p>so</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>C</p><p>al</p><p>ça</p><p>d</p><p>e</p><p>br</p><p>im</p><p>cá</p><p>qu</p><p>i o</p><p>u</p><p>je</p><p>an</p><p>s</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>d</p><p>e</p><p>ro</p><p>tin</p><p>a,</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>in</p><p>so</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>B</p><p>on</p><p>é</p><p>ou</p><p>ch</p><p>ap</p><p>éu</p><p>d</p><p>e</p><p>br</p><p>im</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>d</p><p>e</p><p>ro</p><p>tin</p><p>a,</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>in</p><p>so</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>C</p><p>al</p><p>ça</p><p>do</p><p>d</p><p>e</p><p>se</p><p>gu</p><p>ra</p><p>nç</p><p>a</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>do</p><p>s</p><p>pé</p><p>s</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>a</p><p>ge</p><p>nt</p><p>es</p><p>qu</p><p>ím</p><p>ic</p><p>os</p><p>V</p><p>es</p><p>ti</p><p>m</p><p>en</p><p>ta</p><p>hi</p><p>dr</p><p>or</p><p>re</p><p>pe</p><p>le</p><p>nt</p><p>e</p><p>co</p><p>m</p><p>pl</p><p>et</p><p>a</p><p>(4</p><p>)</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>go</p><p>tíc</p><p>ul</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>pr</p><p>o-</p><p>du</p><p>to</p><p>p</p><p>ul</p><p>ve</p><p>riz</p><p>ad</p><p>o</p><p>Ó</p><p>cu</p><p>lo</p><p>s</p><p>de</p><p>se</p><p>gu</p><p>ra</p><p>nç</p><p>a</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>do</p><p>s</p><p>ol</p><p>ho</p><p>s</p><p>E</p><p>E</p><p>R</p><p>es</p><p>pi</p><p>ra</p><p>do</p><p>r</p><p>P</p><p>FF</p><p>2</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>pa</p><p>rt</p><p>íc</p><p>ul</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>pu</p><p>lv</p><p>er</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>E</p><p>E</p><p>E</p><p>E</p><p>M</p><p>ás</p><p>ca</p><p>ra</p><p>he</p><p>m</p><p>ifa</p><p>ci</p><p>al</p><p>(</p><p>um</p><p>ou</p><p>d</p><p>oi</p><p>s</p><p>fil</p><p>tr</p><p>os</p><p>)</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>pa</p><p>rt</p><p>íc</p><p>ul</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>pu</p><p>lv</p><p>er</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>e</p><p>va</p><p>po</p><p>re</p><p>s</p><p>or</p><p>gâ</p><p>ni</p><p>co</p><p>s</p><p>co</p><p>nt</p><p>in</p><p>ua</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>85</p><p>p</p><p>lA</p><p>N</p><p>Il</p><p>H</p><p>A</p><p>C</p><p>O</p><p>M</p><p>R</p><p>E</p><p>lA</p><p>ç</p><p>ã</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>E</p><p>p</p><p>I p</p><p>O</p><p>R</p><p>A</p><p>T</p><p>Iv</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>S</p><p>|</p><p>C</p><p>O</p><p>N</p><p>T</p><p>R</p><p>O</p><p>lE</p><p>D</p><p>E</p><p>v</p><p>E</p><p>T</p><p>O</p><p>R</p><p>E</p><p>de se caracterizarem asso-</p><p>ciações entre organismos nunca resultarão em um sistema de categorias mutuamente exclusivas. Elas</p><p>não são, sequer, estáticas ou estáveis, podendo alterar-se e mudar de condição por influência de mu-</p><p>danças ocorridas no meio ambiente exterior ou com as fases de desenvolvimento ontogenético dos</p><p>organismos envolvidos. Existem, contudo, evidências de que certos casos de parasitismo evoluíram a</p><p>partir de uma associação comensal ou mutualística. Segundo Jean Baer, Admite-se, em geral, que o</p><p>parasitismo pode aparecer de forma gradual em certos grupos, mas em outros, ao contrário, estabe-</p><p>lece-se de imediato. Neste caso, atuam os mecanismos clássicos de pré-adaptação. Espécies anaeró-</p><p>bicas e saprófitas colonizam ambientes endógenos e, posteriormente, passam a alimentar-se de célu-</p><p>las epiteliais, como descreve Cheng.</p><p>Boa parte da confusão sobre a questão da definição do parasitismo deve-se ao seu conceito primitivo</p><p>que invocava o dano causado ao hospedeiro como característica da associação. Na realidade, um</p><p>reduzido grau de patogenicidade não constitui evidência de que a associação seja recente.</p><p>Dessa forma, tanto o comensalismo como o parasitismo podem originar-se de relações causais, como</p><p>de um processo de evolução gradual a partir de uma dessas categorias.</p><p>Devido à precisão das co-adaptações envolvidas nos casos de mutualismo (ou simbiose no sentido</p><p>restrito), admite-se que este tipo de associação evoluiu a partir de uma condição prévia de parasitismo,</p><p>quando o hospedeiro passa a utilizar algum subproduto do parasita, o que se torna, mais tarde, obriga-</p><p>tório.</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O que os parasitas apresentam em comum é a função dentro da comunidade biótica, em termos de</p><p>atividade trófica, mas suas relações com o hospedeiro variam, em cada caso e sob diferentes circuns-</p><p>tâncias.</p><p>Os hospedeiros não-humanos constituem fontes exógenas de infecções, capazes de alterarem os ín-</p><p>dices de morbidade e mortalidade da população humana. Sua presença influi, consideravelmente, nos</p><p>padrões epidemiológicos das zoonoses. Seu controle exige a conjugação de esforços de equipes de</p><p>profissionais de diferentes especialidades.</p><p>As relações dos hospedeiros alternativos com o homem dependem de fatores de ordem social, econô-</p><p>mica e ocupacional, responsáveis pela exposição ao risco. Esta exposição, por sua vez, depende de</p><p>padrões culturais, de distribuição geográfica, de clima e outros.</p><p>Ao nível bioquímico, as relações da microbiota com o hospedeiro envolvem a suscetibilidade e a res-</p><p>posta imune. A localização em distintos micro-habitates do seu corpo e as diferentes estratégias desti-</p><p>nadas a evitar ou iludir as defesas orgânicas constituem o tema de um capítulo especial da ecologia</p><p>microbiana. Protozoários, por exemplo, estimulam grande número de reações imunogênicas não rela-</p><p>cionadas diretamente com a proteção do hospedeiro. Além disso, distintos hospedeiros espécies e</p><p>indivíduos reagem de maneira diferente, o que torna difícil a identificação mecanismo imunológico es-</p><p>pecial em cada infecção (Cox, 1982). Enquanto certos microorganismos produzem grande número de</p><p>variantes antigênicos em cada geração, outros parasitas disfarçam-se incorporando glicoproteínas ou</p><p>glicopídeos do hospedeiro na sua própria superfície. Os anticorpos dirigem-se contra novos invasores,</p><p>protegendo o hospedeiro e reduzindo a competição entre os parasitas.</p><p>Quanto aos vetores, Barraco e Menezes concluem que até o momento, os estudos indicam que con-</p><p>trariamente aos vertebrados, as respostas celulares de defesa dos insetos são específicas e não existe</p><p>uma memória imunológica, embora o grande sucesso do grupo dos insetos na natureza demonstra</p><p>uma grande eficiência de seus mecanismos de defesa.</p><p>Certos micro-habitates oferecem condições de sobrevivência fácil aos invasores: o cérebro, olhos, glân-</p><p>dulas, fagocitos, luz do aparelho digestivo entre outros. Mas os parasitas devem multiplicar-se, crescer,</p><p>disseminar-se e dispersar-se. Em fases críticas de sua existência expõem-se aos riscos de destruição</p><p>ou incapacitação.</p><p>Ao nível do ecossistema, onde se estuda a ecologia de transmissão, a análise das relações dos hos-</p><p>pedeiros com o homem desafia as classificações. Entre os reservatórios-animais encontramos:</p><p>1. Animais domésticos, que são aqueles que passaram por um processo longo de ecogenização (no</p><p>sentido de Moojen), que envolveu a seleção de características privilegiadas pelo homem.</p><p>2. Ruderais, que são espécies silvestres que preferem as áreas alteradas pelo homem, como terrenos</p><p>baldios, margens de estradas, roças e quintais, beneficiando-se da redução do número de predadores</p><p>de grande porte e de competidores, da abundância de alimento e das edificações. Em geral, participam</p><p>das comunidades pioneiras nas primeiras etapas ou seres de uma sucessão ecológica e apresentam</p><p>uma estratégia reprodutiva em r.</p><p>3. Comensais e inquilinos, que utilizam a casa, ninho, toca ou abrigo de outras espécies, como sejam</p><p>formigueiros, termiteiros, ninhos de aves e moradias humanas.</p><p>4. Silvestres,que vivem e se reproduzem naturalmente fora do cativeiro, em biótipos naturais.</p><p>Hospedeiros não podem ser tratados como substratos inertes, intercambiáveis (Avila-Pires, 1985). Na</p><p>verdade, são microssistemas ecológicos complexos, povoados por microorganismos que competem e</p><p>cooperam entre si e com os quais mantêm uma relação dinâmica. A especificidade parasitária indica a</p><p>existência de mecanismos de seleção e adaptações mútuas, ainda mais complexos dos que os que</p><p>atuam nos ecossistemas exógenos. Hospedeiros diferentes podem "filtrar" linhagens próprias, dentro</p><p>de uma gama de variantes individuais, as quais representam o polimorfismo adaptativo ou pré-adapta-</p><p>tivo de cada subpopulação de parasitas. Na verdade constituem um caso particular do polimorfismo</p><p>balanceado de Dobzhansky. Até que ponto tais linhagens podem variar sem que sejam reconhecidas</p><p>como taxonomicamente distintas, ou provocarem sintomas clínicos particulares, é difícil de se saber.</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Cada ambiente ecológico é caracterizado por um conjunto de fatores de natureza física, química e</p><p>biológica, em geral grupados como fatores abióticos e bióticos, que condicionam a composição e a</p><p>dinâmica das comunidades. Tanto nos ecossistemas endógenos como exógenos, eles são decisivos</p><p>para a seleção e o sucesso da colonização.</p><p>As relações dos microorganismos e seus habitates são recíprocas no sentido em que o corpo do hos-</p><p>pedeiro reage a sua presença e atividade. A distribuição nos micro-habitates do organismo que abriga</p><p>as microbiotas depende das reações em cada local e, dentre os colonizadores ou invasores serão</p><p>selecionados os que melhor se adaptarem às condições prevalentes e aos competidores já estabeleci-</p><p>dos. Deverão utilizar nutrientes já existentes ou aqueles que forem introduzidos no sistema, tolerando</p><p>as variações circadianas de temperatura, pressão, pH, concentração de O2,tensão osmótica, umidade,</p><p>gases dissolvidos, toxinas e anticorpos que se constituem nos fatores ecológicos importantes no meio</p><p>interior.</p><p>As comunidades endógenas são constituídas, principalmente, por populações:</p><p>1. Indígenas, autóctones ou nativas, integradas por espécies encontradas normalmente nos hospedei-</p><p>ros, variando com o estádio de desenvolvimento ontogenético, o sexo e a área geográfica em que vive</p><p>o hospedeiro. Um exemplo é a flora intestinal.</p><p>2. Invasoras ou alóctones, de caráter transiente, provenientes do meio exterior e que penetram no corpo</p><p>do hospedeiro com o alimento, a ar respirado, por via venérea, através das mucosas, de ferimentos ou</p><p>da própria epiderme. No meio endógeno, podem provir de tecidos adjacentes e, neste caso, podem</p><p>comportar-se como comensais em um tecido e patogênicos em outro.</p><p>Os hospedeiros vertebrados apresentam características distintas dos invertebrados e das</p><p>S</p><p>E</p><p>q</p><p>u</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>In</p><p>d</p><p>iv</p><p>id</p><p>u</p><p>al</p><p>E</p><p>P</p><p>I</p><p>F</p><p>in</p><p>al</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>u</p><p>so</p><p>V</p><p>is</p><p>ita</p><p>d</p><p>om</p><p>ic</p><p>i-</p><p>lia</p><p>r,</p><p>m</p><p>an</p><p>ej</p><p>o</p><p>de</p><p>de</p><p>pó</p><p>si</p><p>to</p><p>s</p><p>e</p><p>us</p><p>o</p><p>de</p><p>la</p><p>rv</p><p>ic</p><p>id</p><p>as</p><p>In</p><p>sp</p><p>eç</p><p>õe</p><p>s</p><p>em</p><p>d</p><p>ep</p><p>ós</p><p>ito</p><p>s</p><p>el</p><p>ev</p><p>ad</p><p>os</p><p>, u</p><p>so</p><p>d</p><p>e</p><p>la</p><p>rv</p><p>ic</p><p>id</p><p>as</p><p>P</p><p>re</p><p>pa</p><p>ra</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>a</p><p>ca</p><p>ld</p><p>a,</p><p>tr</p><p>íp</p><p>lic</p><p>e</p><p>la</p><p>va</p><p>ge</p><p>m</p><p>A</p><p>pl</p><p>ic</p><p>aç</p><p>ão</p><p>re</p><p>si</p><p>d</p><p>ua</p><p>l</p><p>N</p><p>eb</p><p>ul</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>(e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>p</p><p>or</p><p>tá</p><p>til</p><p>e</p><p>p</p><p>es</p><p>ad</p><p>o)</p><p>Te</p><p>rm</p><p>on</p><p>e-</p><p>b</p><p>ul</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>(e</p><p>qu</p><p>ip</p><p>am</p><p>en</p><p>-</p><p>to</p><p>p</p><p>or</p><p>tá</p><p>til</p><p>)</p><p>R</p><p>eg</p><p>ul</p><p>ag</p><p>em</p><p>da</p><p>v</p><p>az</p><p>ão</p><p>,</p><p>co</p><p>le</p><p>ta</p><p>d</p><p>e</p><p>go</p><p>ta</p><p>s</p><p>pa</p><p>ra</p><p>C</p><p>Q</p><p>(1</p><p>)</p><p>A</p><p>tiv</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>em</p><p>a</p><p>rm</p><p>a-</p><p>zé</p><p>ns</p><p>(2</p><p>)</p><p>Tr</p><p>an</p><p>sp</p><p>or</p><p>te</p><p>ro</p><p>d</p><p>ov</p><p>iá</p><p>ri</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>ti-</p><p>ci</p><p>d</p><p>as</p><p>(</p><p>3</p><p>)</p><p>La</p><p>va</p><p>ge</p><p>m</p><p>e</p><p>m</p><p>an</p><p>ut</p><p>en</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>ve</p><p>íc</p><p>ul</p><p>os</p><p>e</p><p>eq</p><p>ui</p><p>pa</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>to</p><p>r a</p><p>ur</p><p>i-</p><p>cu</p><p>la</p><p>r (</p><p>in</p><p>se</p><p>rç</p><p>ão</p><p>ou</p><p>c</p><p>on</p><p>ch</p><p>a)</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>ru</p><p>íd</p><p>os</p><p>e</p><p>xc</p><p>es</p><p>si</p><p>vo</p><p>s</p><p>A</p><p>ve</p><p>nt</p><p>al</p><p>im</p><p>pe</p><p>rm</p><p>eá</p><p>ve</p><p>l</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>de</p><p>rr</p><p>am</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>E</p><p>E</p><p>E</p><p>E</p><p>Lu</p><p>va</p><p>s</p><p>ni</p><p>tr</p><p>íli</p><p>ca</p><p>s</p><p>pa</p><p>ra</p><p>pr</p><p>oc</p><p>ed</p><p>im</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>da</p><p>s</p><p>m</p><p>ão</p><p>s</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>ag</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>qu</p><p>ím</p><p>ic</p><p>os</p><p>E</p><p>E</p><p>E</p><p>Lu</p><p>va</p><p>s</p><p>ni</p><p>tr</p><p>íli</p><p>ca</p><p>s</p><p>ca</p><p>no</p><p>m</p><p>éd</p><p>io</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>da</p><p>s</p><p>m</p><p>ão</p><p>s</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>ag</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>qu</p><p>ím</p><p>ic</p><p>os</p><p>E</p><p>E</p><p>Lu</p><p>va</p><p>s</p><p>de</p><p>ra</p><p>sp</p><p>a</p><p>de</p><p>c</p><p>ou</p><p>ro</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>da</p><p>s</p><p>m</p><p>ão</p><p>s</p><p>em</p><p>a</p><p>tiv</p><p>id</p><p>a-</p><p>de</p><p>s</p><p>ag</p><p>re</p><p>ss</p><p>iv</p><p>as</p><p>B</p><p>ot</p><p>a</p><p>im</p><p>pe</p><p>rm</p><p>eá</p><p>ve</p><p>l</p><p>de</p><p>b</p><p>or</p><p>ra</p><p>ch</p><p>a</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>do</p><p>s</p><p>pé</p><p>s</p><p>em</p><p>a</p><p>m</p><p>bi</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>úm</p><p>id</p><p>os</p><p>o</p><p>u</p><p>al</p><p>a-</p><p>ga</p><p>do</p><p>s</p><p>E</p><p>C</p><p>in</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>se</p><p>gu</p><p>ra</p><p>nç</p><p>a</p><p>co</p><p>m</p><p>ta</p><p>la</p><p>ba</p><p>rt</p><p>e</p><p>P</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>co</p><p>nt</p><p>ra</p><p>q</p><p>ue</p><p>da</p><p>s</p><p>(n</p><p>as</p><p>s</p><p>itu</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>em</p><p>qu</p><p>e</p><p>se</p><p>a</p><p>pl</p><p>ic</p><p>ar</p><p>)</p><p>E</p><p>U</p><p>so</p><p>c</p><p>o</p><p>n</p><p>tín</p><p>u</p><p>o</p><p>E</p><p>U</p><p>so</p><p>e</p><p>ve</p><p>n</p><p>tu</p><p>al</p><p>(1</p><p>)</p><p>C</p><p>Q</p><p>: c</p><p>o</p><p>n</p><p>ta</p><p>g</p><p>em</p><p>d</p><p>e</p><p>g</p><p>o</p><p>ta</p><p>s.</p><p>(2</p><p>)</p><p>S</p><p>er</p><p>vi</p><p>ço</p><p>s</p><p>g</p><p>er</p><p>ai</p><p>s</p><p>em</p><p>d</p><p>ep</p><p>ó</p><p>si</p><p>to</p><p>, c</p><p>ar</p><p>re</p><p>g</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>e</p><p>d</p><p>es</p><p>ca</p><p>rr</p><p>eg</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>ca</p><p>rg</p><p>as</p><p>, c</p><p>o</p><p>le</p><p>ta</p><p>d</p><p>e</p><p>am</p><p>o</p><p>st</p><p>ra</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>in</p><p>se</p><p>tic</p><p>id</p><p>as</p><p>, c</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>n</p><p>çã</p><p>o</p><p>d</p><p>e</p><p>va</p><p>za</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>e</p><p>ev</p><p>en</p><p>tu</p><p>ai</p><p>s</p><p>fr</p><p>ac</p><p>io</p><p>n</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>d</p><p>u</p><p>to</p><p>s.</p><p>(3</p><p>)</p><p>D</p><p>u</p><p>ra</p><p>n</p><p>te</p><p>o</p><p>t</p><p>ra</p><p>n</p><p>sp</p><p>o</p><p>rt</p><p>e,</p><p>d</p><p>ev</p><p>er</p><p>ão</p><p>e</p><p>st</p><p>ar</p><p>d</p><p>is</p><p>p</p><p>o</p><p>n</p><p>ív</p><p>ei</p><p>s</p><p>o</p><p>s</p><p>E</p><p>P</p><p>I r</p><p>ec</p><p>o</p><p>m</p><p>en</p><p>d</p><p>ad</p><p>o</p><p>s</p><p>e</p><p>fe</p><p>rr</p><p>am</p><p>en</p><p>ta</p><p>s</p><p>(p</p><p>á</p><p>e</p><p>en</p><p>xa</p><p>d</p><p>a)</p><p>.</p><p>(4</p><p>)</p><p>V</p><p>es</p><p>tim</p><p>en</p><p>ta</p><p>h</p><p>id</p><p>ro</p><p>rr</p><p>ep</p><p>el</p><p>en</p><p>te</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>p</p><p>le</p><p>ta</p><p>, c</p><p>o</p><p>m</p><p>p</p><p>o</p><p>st</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>ca</p><p>lç</p><p>a,</p><p>ja</p><p>q</p><p>u</p><p>et</p><p>a,</p><p>a</p><p>ve</p><p>n</p><p>ta</p><p>l,</p><p>ca</p><p>p</p><p>u</p><p>z</p><p>e</p><p>vi</p><p>se</p><p>ira</p><p>.</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>: D</p><p>S</p><p>A</p><p>S</p><p>T</p><p>E</p><p>/S</p><p>V</p><p>S</p><p>/M</p><p>S</p><p>.</p><p>co</p><p>nc</p><p>lu</p><p>sã</p><p>o</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>86</p><p>ANEXO F</p><p>Modelo de ficha de controle de entrega e devolução de equipamento</p><p>de proteção individual</p><p>FICHA DE ENTREGA E DEvOluçãO DO EpI</p><p>Declaro que recebi os Equipamentos de Proteção Individual com as orientações de uso e que</p><p>esses equipamentos ficarão sob minha responsabilidade, dos quais farei uso exclusivo nos</p><p>locais de trabalho e nas operações que se fizerem necessárias de acordo com a NR-06, assim</p><p>como providenciarei sua devolução quando impróprios para uso ou quando do desligamento.</p><p>SR: Setor/base:</p><p>Servidor: Cargo/Função:</p><p>Data: Descrição EpI CA E D</p><p>Assinatura do</p><p>funcionário</p><p>visto do</p><p>almoxarife ou</p><p>encarregado</p><p>CA: Certificado de aprovação</p><p>E: Entrega</p><p>D: Devolução</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>87</p><p>ANEXO G</p><p>Procedimentos de higiene no momento de vestir os EPI</p><p>EpI SEQUÊNCIA DE COMO vESTIR</p><p>Calça hidrorrepelente</p><p>1º</p><p>A calça deve ser vestida sobre uma roupa leve, o que permitirá a</p><p>retirada da vestimenta em locais abertos e melhoria do conforto</p><p>térmico do trabalhador. Vestir uma roupa adequada por baixo do EPI</p><p>aumenta o tempo de proteção, pois evita que o suor sature o tecido</p><p>hidrorrepelente.</p><p>jaleco hidrorrepelente</p><p>2º</p><p>O jaleco é colocado em seguida, assegurando que este fique sobre</p><p>a calça e perfeitamente ajustado. As vedações que possuírem velcro</p><p>devem ser fechadas e os cordões colocados para dentro da roupa. Caso</p><p>o jaleco possua capuz, o ACE deve vesti-lo devidamente sobre a cabeça,</p><p>pois, caso contrário, servirá de compartimento, facilitando o acúmulo e</p><p>retenção de produto. O EPI deve ser compatível com o porte físico.</p><p>botas de segurança</p><p>impermeáveis</p><p>3º</p><p>As botas impermeáveis devem ser calçadas sobre meias de algodão</p><p>de cano longo, para evitar atrito com os pés, tornozelos e pernas.</p><p>A boca da calça sempre deve estar para fora do cano das botas,</p><p>a fim de impedir que o produto escorra para o interior do calçado.</p><p>Avental</p><p>impermeável</p><p>4º</p><p>O avental deverá ser utilizado apenas em atividades durante as quais</p><p>uma proteção complementar seja necessária, como na parte da</p><p>frente do jaleco durante o preparo da calda, ou na parte de trás do</p><p>jaleco durante as aplicações com equipamento costal, como forma de</p><p>prevenção a um possível vazamento. Por ser impermeável, o avental</p><p>deve ser retirado logo após o final da atividade, como forma de melhorar</p><p>o conforto térmico.</p><p>continua</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>88</p><p>EpI SEQUÊNCIA DE COMO vESTIR</p><p>Respirador</p><p>5º</p><p>Deve ser colocado de forma que os dois elásticos fiquem fixados</p><p>corretamente e sem dobras, um na parte superior da cabeça, acima</p><p>das orelhas, e outro na parte inferior, na altura do pescoço, sem apertar</p><p>as orelhas. O respirador deve se encaixar perfeitamente na face do</p><p>trabalhador, sem que haja abertura para a entrada de partículas, névoas</p><p>ou vapores. Para usar o respirador, o trabalhador deve estar sempre</p><p>bem barbeado.</p><p>Mais informações podem ser obtidas no Programa de Proteção</p><p>Respiratória da Fundacentro (FUNDACENTRO, 2016).</p><p>viseira facial</p><p>6º</p><p>A viseira deve ser ajustada firmemente na testa, mas sem apertar a</p><p>cabeça do trabalhador. Ela deve ficar um pouco afastada do rosto e/ou</p><p>possuir mecanismos para não embaçar.</p><p>Touca árabe</p><p>7º</p><p>Em seguida, a touca árabe deve ser colocada sobre a viseira. O velcro</p><p>de fechamento da touca, quando houver, deve ser ajustado sobre a</p><p>viseira facial, assegurando que toda a face esteja protegida, assim</p><p>como o pescoço e a cabeça.</p><p>luvas</p><p>8º</p><p>As luvas são o último equipamento a ser vestido. Devem ser usadas</p><p>de forma a evitar o contato do produto tóxico com as mãos, sendo</p><p>colocadas normalmente para dentro das mangas do jaleco. No entanto,</p><p>se o jato de pulverização for dirigido para cima da linha dos ombros do</p><p>trabalhador, elas devem ser vestidas para fora das mangas do jaleco.</p><p>O objetivo é evitar que o produto aplicado escorra para dentro das luvas</p><p>e atinja as mãos.</p><p>Fonte: ANDEF, 2003.</p><p>conclusão</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>89</p><p>ANEXO H</p><p>Procedimentos de higiene no momento de retirar os EPI</p><p>EpI SEQUÊNCIA DE COMO RETIRAR</p><p>Recomendação na retirada</p><p>Após o trabalho de aplicação de inseticidas, as superfícies externas</p><p>dos EPI estão contaminadas; portanto, o processo de retirada é</p><p>importante para evitar o contato dessas áreas com o corpo do usuário.</p><p>Antes da retirada dos EPI, recomenda-se que as luvas sejam lavadas</p><p>ainda vestidas nas mãos, pois isso ajuda a reduzir os riscos de</p><p>exposição acidental.</p><p>Touca árabe</p><p>1º</p><p>Desprender o velcro da touca, quando houver, e retirá-la com cuidado.</p><p>viseira plástica</p><p>2º</p><p>Desprender o velcro da viseira e colocá-la em um local de forma</p><p>a evitar arranhões.</p><p>Avental impermeável</p><p>3º</p><p>Deve ser retirado desatando-se o laço da cintura e, em seguida,</p><p>a fixação dos ombros ou pescoço.</p><p>jaleco</p><p>4º</p><p>Deve-se desamarrar o cordão da cintura e abrir o velcro do pescoço,</p><p>se houver. Em seguida, curvar o tronco para baixo e puxar a parte</p><p>superior (os ombros) simultaneamente, de maneira que o jaleco não</p><p>vire do avesso e a parte contaminada não atinja o rosto.</p><p>continua</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>90</p><p>EpI SEQUÊNCIA DE COMO RETIRAR</p><p>botas de segurança</p><p>impermeáveis</p><p>5º</p><p>Durante a pulverização, principalmente com equipamento costal,</p><p>as botas são as partes mais atingidas pela calda. Devem ser retiradas</p><p>em local limpo, onde o aplicador não suje os pés. Recomenda-se,</p><p>antes de retirar as botas, higienizá-las com água.</p><p>Calça hidrorrepelente</p><p>6º</p><p>Deve-se desamarrar o cordão e deixá-la deslizar pelas pernas do</p><p>aplicador sem que vire do avesso, de forma a evitar que a parte</p><p>externa (contaminada) atinja o corpo.</p><p>luvas</p><p>7º</p><p>Deve-se puxar a ponta dos dedos das duas luvas aos poucos,</p><p>de forma que elas possam ir se desprendendo simultaneamente.</p><p>Não devem ser viradas do avesso, o que dificulta o próximo uso</p><p>e contamina a parte interna.</p><p>Recomenda-se, antes de retirar as luvas, higienizá-las com água.</p><p>Respirador</p><p>8º</p><p>Deve ser o último EPI a ser retirado e guardado separadamente dos</p><p>demais equipamentos, dentro de um saco plástico limpo, para evitar</p><p>contaminação das partes internas e dos filtros.</p><p>banho</p><p>Após a retirada dos EPI, o trabalhador deverá tomar um banho com</p><p>água corrente e sabonete, e vestir roupas limpas a seguir.</p><p>Fonte: ANDEF, 2003.</p><p>conclusão</p><p>Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde</p><p>www.saude.gov.br/bvs</p><p>MINISTÉRIO DA</p><p>SAÚDE</p><p>AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Agente de Combate a Endemias</p><p>Vistoria de residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para buscar focos</p><p>endêmicos. Inspeção cuidadosa de caixas d’água, calhas e telhados. Aplicação de larvicidas e inseti-</p><p>cidas. Orientações quanto à prevenção e tratamento de doenças infecciosas. Recenseamento de ani-</p><p>mais.</p><p>Essas atividades são fundamentais para prevenir e controlar doenças como dengue, chagas, leish-</p><p>maniose e malária e fazem parte das atribuições do agente de combate de endemias (ace), um traba-</p><p>lhador de nível médio que teve suas atividades regulamentadas em 2006, mas que ainda tem muito o</p><p>que conquistar, especialmente no que diz respeito à formação.</p><p>Assim como os agentes comunitários de saúde (acs), os aces trabalham em contato direto com a po-</p><p>pulação e, para o secretário de vigilância em saúde do ministério da saúde, gerson penna, esse é um</p><p>dos fatores mais importantes para garantir o sucesso do trabalho. “a dengue, por exemplo, representa</p><p>um grande desafio para gestores e profissionais de saúde. E sabemos que um componente impor-</p><p>tante é o envolvimento da comunidade no controle do mosquito transmissor. Tanto o acs como o ace,</p><p>trabalhando diretamente com a comunidade, são atores importantes para a obtenção de resultados</p><p>positivos”, observa.</p><p>O ace é um profissional fundamental para o contole de endemias e deve trabalhar de forma integrada</p><p>às equipes de atenção básica na estratégia saúde da família, participando das reuniões e trabalhando</p><p>sempre em parceria com o acs. “além disso, o agente de endemias pode contribuir para promover</p><p>uma integração entre as vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental. Como está em contato per-</p><p>manente com a comunidade onde trabalha, ele conhece os principais problemas da região e pode en-</p><p>volver a população na busca da solução dessas questões”, acredita o secretário.</p><p>Precarização</p><p>Durante muito tempo, as ações de controle de endemias foram centralizadas pela esfera federal, que,</p><p>desde os anos 70, era responsável pelos chamados ‘agentes de saúde pública’. Mas, seguindo um</p><p>dos princípios básicos do sistema único de saúde (sus), em 1999 as ações de vigilância passaram a</p><p>ser descentralizadas e hoje o município é o principal responsável por elas. O problema é que boa</p><p>parte dos agentes ficou precarizada, sem um piso salarial comum e trabalhando por contratos tempo-</p><p>rários.</p><p>Apenas em 2006 foi publicada a lei 11.350 , que descreve e regulamenta o trabalho dos aces e acs.</p><p>O texto diz que o trabalho dos agentes deve se dar exclusivamente no âmbito do sus, que a contrata-</p><p>ção temporária ou terceirizada não é permitida (a não ser em caso de surtos endêmicos) e que deve</p><p>ser feita por meio de seleção pública – alguns municípios já vêm realizando seleções. A lei diz ainda</p><p>que um dos requisitos para o exercício da atividade do agente de endemias é ter concluído um curso</p><p>introdutório de formação inicial e continuada. E aí surge um problema: se, por um lado, a qualificação</p><p>é requisito para exercer esse trabalho, por outro, apenas alguns estados oferecem cursos de forma-</p><p>ção para esses profissionais. “ainda não existe um padrão definido nacionalmente. É nessa proposta</p><p>que stamos trabalhando”, explica gerson penna.</p><p>O secretário se refere a um processo coordenado pelo departamento de gestão da educação na sa-</p><p>úde da secretaria de gestão do trabalho e da educação na saúde do ministério da saúde (deges/</p><p>sgtes/ms), com participação da secretaria de vigilância sanitária (svs), da epsjv/fiocruz e da agência</p><p>nacional de vigilância sanitária (anvisa), que pretende estabelecer referenciais curriculares para orien-</p><p>tarem as escolas técnicas na elaboração de seus cursos, além de resolver uma outra questão: a defi-</p><p>nição do perfil de competências dos profissionais de nível médio. Isso porque o ace é, na prática, res-</p><p>ponsável pelas atividades descritas no início deste texto, mas essas atribuições ainda não estão for-</p><p>malmente delimitadas. “as atribuições dependem do perfil epidemiológico da localidade onde os</p><p>agentes trabalham e da organização dos serviços de saúde, pois o gestor municipal é soberano na</p><p>definição de suas prioridades. Mas sabemos da necessidade de definir mais claramente os papéis de</p><p>cada profissional quando pensamos o trabalho em equipe, e estamos empenhados nesse sentido”,</p><p>explica penna.</p><p>Os acs já têm suas ações estabelecidas pela política nacional de atenção básica e, segundo carlos</p><p>eduardo batistella, pesquisador da epsjv, a definição das competências dos agentes de endemias é</p><p>importante para que eles também venham a ter uma identidade mais forte. “se compararmos os</p><p>AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>agentes de endemia aos agentes comunitários de saúde, creio que, apesar de todos os enfrentamen-</p><p>tos, os acs se veem com mais clareza como uma categoria profissional”, diz.</p><p>Quanto à formação, a ideia que está se configurando é a de oferecer não apenas uma qualificação</p><p>inicial, mas um curso técnico em vigilância. De acordo com gerson penna, uma formação ampla certa-</p><p>mente atenderia de forma mais integral às necessidades da comunidade. “quando falamos de ende-</p><p>mias , muitos são os fatores que determinam esse problema ou interferem nele: há questões ambien-</p><p>tais, sociais, culturais e econômicas, entre outras. Uma formação mais ampla torna possível compre-</p><p>ender os problemas e realizar o iagnóstico com clareza, identificando seus determinantes e optando</p><p>por ações mais eficazes, numa abordagem integral”, opina.</p><p>Um Pouco De História</p><p>Quando as ações de vigilância foram descentralizadas, em 1999, coube à funasa capacitar e ceder</p><p>aos estados e municípios seus 26 mil agentes, conhecidos como guardas sanitários, supervisores,</p><p>guardas de endemias ou matamosquitos. “o trabalho deles era caracterizado por uma atuação quase</p><p>especificamente em uma doença: havia os guardas da malária, os guardas da dengue, os guardas da</p><p>esquistossomose e assim por diante. Esses profissionais conheciam bem uma ou duas doenças, e</p><p>sua formação era basicamente instrumental, ou seja, dissociada de qualquer base científica maior ou</p><p>de conteúdos de formação mais</p><p>ampla. A formação estava absolutamente restrita ao conteúdo técnico para o controle daquela deter-</p><p>minada doença, de modo que eram feitos treinamentos de curta duração, respaldados por guias ou</p><p>cartilhas elaboradas dentro da própria funasa”, diz batistella.</p><p>Para dar conta de um processo formativo voltado para esses trabalhadores, surgiu o programa de for-</p><p>mação de agentes locais de vigilância em saúde (proformar ), através de um convênio entre</p><p>a epsjv,</p><p>a funasa e, mais tarde, a sgtes. O programa ofereceu cursos de formação inicial entre 2003 e 2006,</p><p>com o objetivo de fazer com que os agentes atuassem mais articuladamente com a própria realidade.</p><p>“a ideia era levar os alunos a realizarem um trabalho de campo nas áreas em que já atuavam, fa-</p><p>zendo um diagnóstico das condições de vida e saúde da população, identificando situações de risco,</p><p>potencialidades e vulnerabilidades do local”, explica batistella, que coordenou o programa.</p><p>Para estruturar o curso, teve início em 2001 uma série de oficinas em todos os estados brasileiros,</p><p>elaborando diagnósticos e estudando o tipo de formação mais apropriado para atingir os trabalhado-</p><p>res da funasa. “mas, à medida em que realizamos as oficinas, nos deparamos com a seguinte reali-</p><p>dade: além dos profissionais estimados, já havia outros milhares contratados pelos municípios e pe-</p><p>las secretarias estaduais. Em 2001, em vez de 26 mil, havia 85 mil trabalhadores a serem formados”,</p><p>diz batistella. Em quase três anos o proformar qualificou 32 mil trabalhadores.</p><p>Próximos Passos</p><p>De acordo com batistella, o proformar poderia ser encarado como uma qualificação inicial – um pri-</p><p>meiro módulo comum a todo o país – para um curso técnico em vigilância em saúde. “nosso curso</p><p>não aprofundava nenhuma prática específica da vigilância sanitária, epidemiológica, ambiental ou da</p><p>saúde do trabalhador, mas dava um conhecimento comum do sus e da área de vigilância. Assim,</p><p>como já tinha expressão em todo o país, poderia ser concebido como módulo introdutório em um iti-</p><p>nerário formativo”, afirma, explicando que essa ideia acabou não se tornando uma diretriz nacional.</p><p>“os trabalhadores têm reivindicado a continuidade da formação, inclusive devido à obrigatoriedade</p><p>estabelecida pela lei 11.350. Os agentes que já atuam no sus e aqueles que passaram nos processos</p><p>de seleção querem ter seus certificados, e outras pessoas querem ter a formação justamente para</p><p>participarem do processo seletivo”, ressalta batistella.</p><p>Desde que o programa terminou, o ms começou a organizar o processo de construção de um itinerá-</p><p>rio formativo semelhante ao realizado para acs e técnicos em higiene dental (thd). É justamente esse</p><p>o processo que está em curso na sgtes, para definir o tipo de curso que se deseja oferecer e o profis-</p><p>sional que se quer formar. E o primeiro passo desse processo foi uma pesquisa relativa às atribuições</p><p>dos trabalhadores de nível médio nas áreas de vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e de</p><p>saúde do trabalhador, para verificar se havia perfis nítidos ou se as áreas se sobrepunham. A análise</p><p>das entrevistas mostrou que, em muitos municípios, trabalhadores vinculados à vigilância atuavam</p><p>em mais de uma área. “isso foi registrado, em geral, nos municípios pequenos, que são a maioria no</p><p>país. Neles, há uma espécie de atuação complexa. Enquanto isso, nos municípios de médio e grande</p><p>AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>porte e, em especial, nas capitais, a diferenciação</p><p>nas ações é muito maior. Há uma certa especialização e os profissionais atuam com identidade forte</p><p>em apenas uma das vigilâncias”, diz batistella. “assim, percebeu-se que a variação nas atividades</p><p>está bastante vinculada ao tamanho e à capacidade de organização dos municípios para o desenvol-</p><p>vimento dessas práticas”, completa.</p><p>De acordo com batistella, até o momento as questões levantadas ao longo desse processo, seja pe-</p><p>los trabalhadores seja pelas instituições formadoras, apontam para a necessidade de uma formação</p><p>técnica integrada, envolvendo trabalhadores de todas as vigilâncias em uma formação ampla. A ideia</p><p>é que, após as definições do ms, as escolas desenvolvam suas propostas de curso para apresenta-</p><p>rem nos conselhos estaduais, à luz do perfil de competências e dos referenciais estabelecidos. “hoje,</p><p>algumas escolas já estão se movimentando para organizar essas propostas, que depois só vão preci-</p><p>sar ser revisadas pelos referenciais. Como oferecemos na epsjv o curso técnico de vigilância em sa-</p><p>úde, recebemos em 2008 mais de dez escolas que pediram assessoria para construção curricular.</p><p>Fizemos uma oficina de trabalho, procurando auxiliar as escolas na busca de referenciais teóricos e</p><p>metodológicos para a estruturação de suas propostas”, conta batistella, lembrando que, quando o re-</p><p>ferencial nacional estiver pronto, todas as escolas deverão tê-lo como base.</p><p>Agentes Comunitários de Saúde E Agentes De Controle De Endemias</p><p>Os agentes comunitários de saúde (acs) e agentes de combate a endemias (ace) são trabalhadores</p><p>importantes dentro do sistema único de saúde. Ambos trabalham com a comunidade da área, do</p><p>bairro, da cidade ou da região rural para facilitar o acesso da população à saúde e prevenir doenças.</p><p>O acs deve visitar regularmente residências e fazer registros da população, em relação a documentos</p><p>básicos para o acesso aos serviços de saúde e em relação aos possíveis problemas de saúde que</p><p>possam ser identificados na residência. Assim, o acs deve orientar pessoas em relação à sua saúde,</p><p>encaminhando ao posto de saúde ou outros locais de atendimento sempre que necessário.</p><p>O ace promove ações de educação em saúde junto à comunidade e informa à população sobre os</p><p>riscos das doenças. Além disso, o ace também realiza visita aos imóveis e outras localidades com o</p><p>objetivo de prevenir e controlar doenças como dengue, malária, leishmaniose e doença de chagas;</p><p>atua no controle de roedores e na prevenção de acidentes por cobras, escorpiões e aranhas; e parti-</p><p>cipa das ações de vacinação de cães e gatos para prevenção e controle da raiva.</p><p>Onde trabalham?</p><p>Os ace e acs executam atividades de responsabilidade dos entes federados, mediante vínculo direto</p><p>entre os referidos agentes e órgão ou entidade da administração direta, autárquica ou fundacional.</p><p>Os acs, como fazem parte da política nacional de atenção básica (portaria nº 2.488 de 2011), devem</p><p>sempre fazer parte de uma equipe de atenção básica ou de uma equipe de saúde da família na co-</p><p>munidade onde mora.</p><p>O ace pode ser designado para diferentes áreas, mas faz parte da equipe de vigilância em saúde de</p><p>uma secretaria municipal ou estadual de saúde, dependendo de qual dos dois seja seu empregador.</p><p>Como são contratados?</p><p>A contratação de acs ou ace se dá por meio de processo seletivo público, a partir de um edital lan-</p><p>çado pelo município ou pelo estado. Os candidatos precisam ter ensino fundamental completo (com</p><p>exceção dos que já atuavam como agentes a partir de outubro de 2006), e devem frequentar e ape-</p><p>sentar aproveitamento em um curso introdutório de 40 horas (com exceção dos que já possuem certi-</p><p>ficado de conclusão do curso inicial de 400 horas ou diploma de curso técnico de agente comunitário</p><p>de saúde, ambos emitidos por escola devidamente credenciadas pelos conselhos estaduais ou muni-</p><p>cipais de educação). Eles são contratados pelos entes federados responsáveis pera atividade.</p><p>O candidato a acs tem a obrigação de morar onde vai trabalhar. A partir do dia em que for lançado</p><p>um edital de processo seletivo, é preciso comprovar que mora na área, segundo a lei nº11.350, de</p><p>2006.</p><p>AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>É obrigatório que os acs e ace tenham vínculo empregatício direto com órgão ou entidade da admi-</p><p>nistração direta, autárquica ou fundacional. Sendo parte da administração pública, os agentes se sub-</p><p>metem ao regime jurídico do município ou do estado. Há duas possibilidades:</p><p>Empregos públicos: estados e municípios podem contratar diretamente esses profissionais sob o</p><p>regime jurídico estabelecido pela consolidação das leis do trabalho – clt</p><p>Cargos públicos: estados e municípios podem contratar diretamente esses profissionais em regime</p><p>estatutário.</p><p>Também conforme a lei 11.350, “é vedada a contratação temporária ou terceirizada” a não ser no</p><p>caso de “combate a surtos epidêmicos”, ou seja, uma emergência claramente justificada. Portanto,</p><p>não podem</p><p>ser contratados por uma organização não governamental (ong), por uma organização da</p><p>sociedade civil de interesse público (oscip), organização social, por uma cooperativa ou qualquer ou-</p><p>tro tipo de organização privada.</p><p>Piso salarial dos acs e ace</p><p>O piso salarial profissional nacional dos acs e ace é o valor contratual mínimo de r$ 1.250,00 (mil</p><p>duzentos e cinquenta reais) mensais de salário.</p><p>O piso foi estabelecido pela lei nº 12.994, de 17 de junho de 2014, para todo o país. Além disso a lei</p><p>estabelece que a jornada de trabalho dos acs e ace é de 40 horas semanais (art. 9-a) e que os pla-</p><p>nos de carreira devem seguir diretrizes nacionais (art. 9-g).</p><p>A lei nº 12.994 também estabelece que o governo federal tem de enviar recursos para os governos</p><p>estaduais e municipais, através da assistência financeira complementar (afc). A afc tem de cobrir 95%</p><p>do pagamento do piso salarial de cada acs e ace, até um número máximo de agentes definido para</p><p>cada município, conforme regramento pactuado entre gestores federal, estaduais e municipais.</p><p>Há anos o ministério da saúde tem repassado recursos aos governos estaduais e municipais para</p><p>custear as ações e serviços de vigilância em saúde e atenção básica. Parte desses recursos tem sido</p><p>utilizada para pagamento de salários aos acs e ace. Com a lei 12.994 de 2014, passou a existir a afc,</p><p>cujos recursos são exclusivos para o pagamento do piso salarial e encargos dos agentes.</p><p>Como regularizar os que foram contratados antes de 2006</p><p>É possível (mas não em todos os casos) regularizar o acs ou ace que já trabalhavam antes de 2006,</p><p>mesmo sem vínculo direto com a administração pública.</p><p>De acordo com o art. 2º (parágrafo único) da emenda constitucional 51/2006, os profissionais que,</p><p>antes de fevereiro de 2006, desempenhavam as atividades de agentes comunitários de saúde (acs) e</p><p>agentes de combate às endemias (ace), na forma da lei, ficam dispensados de se submeter ao pro-</p><p>cesso seletivo público a que se refere o § 4º do art. 198 da constituição federal, desde que tenham</p><p>sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado por órgãos ou entes da ad-</p><p>ministração direta ou indireta de estado, distrito federal ou município ou por outras instituições com a</p><p>efetiva supervisão e autorização da administração direta dos entes da federação.</p><p>Para obter a dispensa de novo processo seletivo, de acordo com o art. 9º (parágrafo único) da lei nº</p><p>11.350/2006, os órgãos ou entes da administração direta dos estados, do distrito federal ou dos muni-</p><p>cípios deverão certificar, em cada caso, a existência de anterior processo de seleção pública.</p><p>Neste sentido, o ministério sugere ao gestor local do sus a constituição de uma comissão em seu âm-</p><p>bito para se atestar sobre a validade ou não do processo de seleção pública dos acs/ace anterior-</p><p>mente realizado.</p><p>A saúde pública é uma prática dinâmica que na sua evolução e eficiência envolve interações constan-</p><p>tes entre teoria e prática. Mais recentemente conta com recursos da ciência ecológica para identifica-</p><p>ção dessas interações e, entre outros aspectos, é notado que fatores ecológicos que se atribui a vá-</p><p>rias mudanças no passado poderão ser responsabilizados por outras no futuro. Isto revoluciona as</p><p>AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>estratégias de prevenção e de controle impondo-lhe uma dinâmica que o administrador precisa co-</p><p>nhecer. Ao mesmo tempo este processo faz refletir sobre a eficiência de práticas de intervenção uni-</p><p>formes para realidades distintas, as quais tem sido amplamente difundida em nosso meio.</p><p>A reforma federal de 1937 permitiu a criação de departamentos nacionais voltados ao controle de en-</p><p>demias como a malária e a febre amarela, os quais foram decisivos na redução da taxa de suas mor-</p><p>bidades. todavia, a implantação e execução de programas elaborados pelos níveis centrais eram ver-</p><p>ticalizados, paternalista e com forte componente autocrático, à semelhança do regime militar, fato ina-</p><p>ceitável para a atual sociedade. Mesmo assim, a tradição daqueles órgãos foi sempre de dispor de</p><p>recursos inferiores às necessidades sentidas.</p><p>Ao mesmo tempo, percebe-se que esta estrutura tecnocrática ignorava mudanças nos perfis epidemi-</p><p>ológicos das endemias, posto que havia pouco empenho em acrescentar novos conhecimentos aos</p><p>programas. A dependência de recomendações da oms e opas parecia dominar o rítmo das atividades</p><p>de controle da endemia. Não que esta contribuição não fosse importante e oportuna, o que não dei-</p><p>xava de comprometer ou gerar insegurança na criatividade de nossos técnicos. Aliás, no decorrer das</p><p>duas últimas décadas a quase destruição dos quadros técnicos altamente qualificados a níveis fede-</p><p>ral e estadual, reflete bem a realidade brasileira atual, particularmente com a deterioração do serviço</p><p>público. Coincidência ou não, assiste-se ao retorno gradual da morbidade e mortalidade em algumas</p><p>endemias, sinal claro do fracasso das estratégias em curso.</p><p>Por isso, entendo que no processo vigente de reorganizar a implantação do sus, torna-se oportuno</p><p>discutir e reformular as atuais estratégicas de controle. Para tanto, sugiro que se deva começar pelos</p><p>aspectos multicausais que envolvem as endemias, no delineamento dos novos programas de con-</p><p>trole.</p><p>Neste sentido, entendo que para equacionar o delineamento de novas estratégias torna-se pragmá-</p><p>tico a retomada do pensamento causal para entender a intricada e complexa articulação entre fenô-</p><p>menos biológicos e sociais, ao lado da reposição de quadros técnicos altamente qualificados. Por</p><p>exemplo, o conhecimento ecológico voltado às manifestações das interrelações nos habitats de reser-</p><p>vatórios de parasitas sofre, permanentemente interferência do tipo de desenvolvimento imposto pelo</p><p>homem, o qual gera sobreposições de ciclos do mais simples aos mais complexos e determinam a</p><p>forma pela qual o homem dele participa. Daí, resultar em aspectos multicausais ou perfis epidemioló-</p><p>gicos distintos no tempo e espaço. Por conseguinte, fundamentam o delineamento dos instrumentos</p><p>mais adequados dos programas de intervenção.</p><p>Equacionar as medidas de prevenção e controle não é uma tarefa fácil e nunca poderá ser de exclusi-</p><p>vidade dos municípios. Portanto, tem que haver uma hierarquização das atribuições específicas se-</p><p>gundo a complexidade científica e conhecimento epidemiológico na fundamentação das decisões que</p><p>irão reverter o atual "status" de controle das endemias.</p><p>Reflexão administrativa imediata deve contemplar a análise sobre o longo intervalo de tempo entre a</p><p>decisão política e a ação propriamente dita de intervenção, visto que esta fortalece a persistência da</p><p>endemia. Por isto, é preocupante o alongamento do tempo de transição do sus, cujas indefinições ad-</p><p>ministrativas e hierárquicas ou políticas, favorecem, de especial modo, a fixação de vetores exóticos</p><p>em ambientes antrópicos e quanto maior for este tempo mais complexas e caras se tornam as opera-</p><p>ções de campo e seus custos, sem deixar de reconhecer o crescimento das taxas de morbidade e</p><p>mortalidade.</p><p>Neste contexto, reconhe-se que a implantação do sus é um grande desafio frente às desigualdades</p><p>geográficas, culturais e econômicas, as diversidades biológica e climática. Por outro lado, os fracas-</p><p>sados programas de controle ou de erradicação fizeram emergir nova ordem mundial que preconiza o</p><p>controle integrado, onde a sociedade é, também, co-responsável pelos problemas.</p><p>Logo, torna-se inadmissível que novas diretrizes de controle não contemplem o envolvimento das</p><p>pessoas. Portanto, a gradativa transferência de responsabilidade aos municípios embora represente</p><p>alternativa positiva na busca comum das soluções para nossos problemas, a democratização das</p><p>ações do sus, ao meu ver, é salutar mas deve ser fiscalizada pelo estado, ressalvados os princípios</p><p>científicos, legais, hierárquicos e éticos.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO</p><p>EM SAÚDE</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Sistema De Informação Em Saúde</p><p>Os Sistemas de Informação em Saúde, são sistemas que reúnem, guardam, processam e facultam a</p><p>informação a uma organização de saúde, informação que deve ser útil e estar acessível àqueles que</p><p>dela necessitam. Um sistema de informação é, pois, uma combinação de procedimentos, informação,</p><p>pessoas, tecnologias e vários outros recursos. Note-se que um sistema de informação pode envolver,</p><p>ou não, a utilização de tecnologia informática, por isso não se deve confundir sistema de informação</p><p>com um sistema informático.</p><p>Os Sistemas de Informação em Saúde devem incluir todos os dados necessários aos profissionais de</p><p>saúde e utilizadores dos sistemas, com o objetivo de desenvolverem e protegerem a saúde das</p><p>populações. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o investimento nestes sistemas de</p><p>informação possui vários benefícios, como ao nível do auxilio aos tomadores de decisão, no controle</p><p>e detecção de problemas de saúde endêmicos, na monitorização de progressos e metas pré-</p><p>estabelecidos e na promoção da equidade e da qualidade dos serviços.</p><p>Os Sistemas de Informação em Saúde podem ser desenvolvidos para uso macro-economico,</p><p>utilizados em Ministérios, Secretarias de Estado ou Prefeituras / Câmaras Municipais (neste caso</p><p>condensando informações de outros subsistemas ou redes locais), ou para uso micro-economico</p><p>(clínicas, hospitais, redes empresariais).</p><p>Podem conter informações clínicas e não clínicas, ou administrativas.</p><p>Sistemas de Informação Hospitalares em Portugal</p><p>Um estudo realizado há poucos meses pela investigadora Andreia de Almeida, concluiu que os</p><p>sistemas de informação nos hospitais públicos portugueses ainda possuem um longo caminho a</p><p>percorrer no sentido da excelência. Parece que o investimento que tem sido realizado, nos últimos</p><p>anos no sector das TIC, não foi suficiente para garantir uma gestão eficaz dos sistemas de</p><p>informação.</p><p>Sistemas de Informação no Brasil</p><p>Falando sobre os sistemas de informação em saúde constitui um dos volumes da publicação</p><p>resultante do projeto “A experiência brasileira em sistemas de informação em saúde”. Este livro foi</p><p>desenvolvido a partir da inclusão, no âmbito do referido projeto, de um diagnóstico avaliativo sobre a</p><p>percepção dos usuários sobre as características selecionadas dos sistemas de informação de âmbito</p><p>nacional (Sinasc, Sinan, SIM e SIH) e das experiências do DATASUS e da Ripsana disseminação e</p><p>na análise das informações.</p><p>Esse diagnóstico deveria constar, essencialmente, de uma avaliação qualitativa, na qual seriam</p><p>entrevistados gestores nos diversos níveis administrativos, além de dois tipos de usuários</p><p>privilegiados: pesquisadores e conselheiros de saúde. A originalidade da proposta e seus desafios,</p><p>dado o caráter multidisciplinar da investigação, foram os principais fatores que motivaram a Fundação</p><p>Oswaldo Cruz – por intermédio de duas de suas unidades, o Centro de Informação Científica e</p><p>Tecnológica e a Escola Nacional de Saúde Pública – a com o projeto.</p><p>O delineamento do estudo partiu da premissa de que, entre os mais importantes aspectos que</p><p>contribuem para o êxito dos sistemas de informação no país, estão os “quadros” que neles atuam,</p><p>isto é, os atores tanto institucionais como os da sociedade civil, que, mediante seu compromisso e</p><p>seu envolvimento, emprestam aos sistemas suas inteligências e suas biografias. Nesse sentido,</p><p>decidiu-se que essa consulta seria feita de forma que esses atores pudessem argumentar mais</p><p>livremente sobre os sucessos e as dificuldades encontradas ao longo da implantação dos sistemas</p><p>de informação, relatar suas experiências nos processos de criação e disseminação, bem como</p><p>ponderar sobre o que ainda precisa ser feito.</p><p>Para tanto, foi necessário contar com um grupo de entrevistadores qualificados, constituído por</p><p>pesquisadores e docentes familiarizados com o processo de construção do Sistema Único de Saúde</p><p>(SUS), a fi m de que os depoimentos tivessem a profundidade necessária para a abordagem de</p><p>aspectos apontados pela literatura, a partir dos quais foram elaborados os roteiros.</p><p>A total adesão dos gestores, pesquisadores e conselheiros ao convite que lhes foi feito, para refletir</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>sobre as questões propostas, não apenas garantiu o desenvolvimento do trabalho, mas também</p><p>atuou como um fator de estímulo e envolvimento de toda a equipe do projeto, permitindo que seu</p><p>cronograma fosse cumprido dentro dos prazos estabelecidos. Merece ser destacado que o elevado</p><p>espírito público dessas pessoas e a forte consciência que demonstram sobre a relevância do trabalho</p><p>que realizam, visando ao aprimoramento da gestão do SUS e à melhoria das condições de saúde da</p><p>população, constituíram, sem dúvida, o principal fator para a consecução do projeto.</p><p>Concomitantemente ao trabalho de consulta materializado neste livro, foram elaborados textos nos</p><p>quais o mesmo campo temático foi abordado por pessoas que vivenciaram a concepção e a</p><p>implantação de cada sistema e que, portanto, levaram em conta os aspectos referentes ao contexto</p><p>político institucional em que os sistemas foram criados, bem como os principais usos que deles têm</p><p>sido feitos. Tais textos compõem o primeiro volume desta publicação, que tem com o presente uma</p><p>relação de complementaridade, pois permite aos leitores uma visão acurada da concepção e das</p><p>estruturas dos sistemas de informação em saúde no país.</p><p>O trabalho sobre os depoimentos de gestores, pesquisadores e conselheiros apresentado aqui tem</p><p>como objetivo trazer a público elementos que possam contribuir para a compreensão da dinâmica</p><p>cotidiana desses sistemas. Assim, especial atenção foi dedicada aos aspectos exitosos dos sistemas,</p><p>às suas limitações e às propostas de superação destas, em obediência ao que foi detectado por</p><p>aqueles que estão diuturnamente envolvidos com a produção, a disseminação e o uso de</p><p>informações sobre saúde no Brasil.</p><p>Conforme já aludido, este trabalho originou-se de uma proposta feita pelo Ministério da Saúde (MS)</p><p>ao Centro de Informação Científi ca e Tecnológica da Fiocruz (CICT). Em 2005, o Ministério foi</p><p>procurado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que – junto ao Carolina Population</p><p>Center, da North Carolina University, por intermédio de seu Measure Evaluation Project, mediado</p><p>pelo Latin American and Caribbean Regional Bureau of Usaid (LAC-Usaid) – propôs um estudo sobre</p><p>sistemas brasileiros de informação em saúde orientado para os pontos apresentados a seguir.</p><p>Realização de um estudo de curta duração, previsto para três meses de trabalho, de forma que o</p><p>trabalho de campo fosse feito em 30 dias. Utilização de uma metodologia que permitisse colher</p><p>informações de caráter qualitativo sobre o que “deu certo” nesses sistemas de informação nos últimos</p><p>20 anos. Para isso, tanto o Ministério quanto a Opas gostariam que o CICT encontrasse uma forma</p><p>de saber o que se “apre(e)ndeu” da experiência brasileira, fosse por intermédio de experiências bem-</p><p>sucedidas, fosse mediante os pontos fracos do sistema. resultado – e com base nessa vivência –, o</p><p>trabalho deveria apontar para o que está sendo feito – ou deverá ser feito – para se obter um sistema</p><p>de informação “melhor” nos próximos 10 ou 15 anos</p><p>Algumas das principais aplicações informáticas presentes nos sistemas de informação em saúde do</p><p>Brasil são:</p><p>• Sistema de Informações sobre mortalidade (SIM)</p><p>• Sistema de informações sobre nascidos vivos (SINASC)</p><p>• Sistema de informações da atenção básica (SIAB)</p><p>• Sistema de informação de agravos de notificação (SINAN)</p><p>• Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS)</p><p>Informação em Saúde: Os Desafios Continuam</p><p>A informação é hoje uma questão que preocupa não só os cientistas e intelectuais, mas também os</p><p>políticos, lideranças sindicais, movimentos religiosos, empresários, banqueiros etc. Essa</p><p>preocupação advém, dentre outros motivos, de seu potencial</p><p>emancipador e/ou de dominação, ou</p><p>seja, do risco que a envolve, dependendo do seu conteúdo informativo: libertador, que contribui para</p><p>a emancipação de sujeitos sociais superando os excessos de regulação (um dos marcos da</p><p>modernidade - Santos, 1994); ou dominador, alienante, massificador, apesar da sofisticação</p><p>alcançada pelo apparatu, pelos meios que são utilizados para veicularem o referido conteúdo</p><p>informativo.</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O que se destaca, ao observar a trajetória histórica do conceito, é como a informação obteve uma</p><p>carreira extraordinariamente ascendente no vocabulário da sociedade em geral nos últimos quarenta</p><p>anos. Sua redefinição pelos pensadores da informação teve por objetivo acompanhar uma transição</p><p>histórica na vida econômica mundial. Une importantes interesses acadêmicos, mas também</p><p>corporativos, governamentais e, finalmente, alimenta a retórica persuasiva de anunciantes e</p><p>comerciantes, basicamente ligados ao complexo industrial que envolve a computação eletrônica no</p><p>mundo atual, no Brasil e na Saúde, como mercado consumidor. Ou seja, a chamada "era da explosão</p><p>da informação" não é casual: está a serviço de interesses políticos, econômicos e ideológicos que</p><p>permeiam e determinam um certo "culto à informação". As contínuas e crescentes inovações</p><p>tecnológicas que, cada vez com maior velocidade, entram no mercado e precisam de compradores</p><p>são reflexos de um dos mais dinâmicos setores econômicos da era pós-moderna: o complexo</p><p>industrial de bens e serviços da microeletrônica.</p><p>Entretanto, as informações que indicam as desigualdades sociais, as mortes prematuras advindas da</p><p>miséria, dos riscos de trabalho, dos longos trajetos de casa para o emprego, por exemplo, não são</p><p>transformadas em "necessidade social", em uma formação política como a brasileira. Deste modo, a</p><p>conquista por um conjunto de ações sociais, dirigidas a promover a melhoria da qualidade de vida de</p><p>todos os segmentos da população, ainda não saiu das páginas discursivas. Isto ocorre, dentre outras</p><p>determinações, porque o principal interesse, daqueles que mais vêm impulsionando a chamada Era</p><p>da Informação, é a aparelhagem (apparatu)e não o conteúdo. Discute-se sobre a informação e seus</p><p>suportes, mas não sua qualidade, direcionalidade e racionalidade.</p><p>A ampliação do significado da informação, no mundo contemporâneo, a par de seu potencial de</p><p>contribuição para a melhoria da qualidade de vida de populações, vem servindo para revestir, com</p><p>cores tecnicistas e "modernosas", a justificativa por alocar os recursos sociais cada vez mais exíguos</p><p>nas chamadas tecnologias da informação, que se transformam, na prática, em aquisição</p><p>de hardwaree software. Assim, "os negociantes de dados" induzem a que se pense a informatização</p><p>como uma solução para ampliar a capacidade gerencial na Saúde, com um aporte melhor de</p><p>informações, mas sem maiores reflexões sobre seus conteúdos informativos e sua racionalidade</p><p>organizativa. Ocorrem investimentos em máquinas sofisticadas, sem uma idéia clara da finalidade de</p><p>sua utilização. Esta parece ser a característica do próprio setor produtivo brasileiro, segundo estudo</p><p>deProença & Caulliraux (1997) sobre informatização e automação da produção em 286 empresas de 10</p><p>estados brasileiros, que aponta a aquisição de equipamentos e softwares complexos, mas</p><p>inadequados às suas reais necessidades. A grande maioria optou por comprar "pacotes" que não</p><p>resolveram efetivamente seus problemas práticos, enquanto apenas 10% investiram em</p><p>informatização voltada para o desenvolvimento de produtos e 20% realizaram esforços de</p><p>planejamento de processo assistido por computador. Este mesmo estudo indica, ainda, a falta de</p><p>investimentos em qualificação de recursos humanos: "O nível de educação da mão-de-obra no chão-</p><p>de-fábrica também é muito baixo: 74% têm apenas o primeiro grau".</p><p>Paradoxalmente, uma certa visão crítica à "informatização em larga escala" tem levado, também, a</p><p>um empobrecimento dos avanços técnicos, operacionais e metodológicos no bojo das próprias</p><p>Ciências da Informação, com sérios reflexos em suas áreas de aplicação, como a Saúde. Uma</p><p>postura de negação das contribuições advindas daquelas Ciências limita as perspectivas de</p><p>circulação comunicativa entre saberes - Ciências da Informação e Ciências da Saúde. Uma estratégia</p><p>para enfrentar o desafio de uma nova organização das informações em Saúde, colocando-as a</p><p>serviço da melhoria das condições de vida da população, tem que não só superar, em sua devida</p><p>dimensão, as limitações dos fundamentos teórico-metodológicos e técnico-operacionais</p><p>tradicionalmente utilizados, como abrir espaços à necessidade de novos desenvolvimentos, novas</p><p>abordagens e ações criativas, articuladas a processos mais gerais do social, do político, do</p><p>econômico e do cultural.</p><p>A Saúde e a Informação têm no processo de organização da vida cotidiana (e na sua recriação, a</p><p>partir da ação consciente dos homens no mundo) seu ponto de interseção. É no caminho de busca de</p><p>fronteiras comuns que a constituição de um campo temático denominado Informação em Saúde se</p><p>impõe, inter-relacionando níveis de investigação, de saberes, de modos de caminhar e olhar o</p><p>mundo. É este campo temático, com os desafios que enfrenta, o objeto central do presente artigo.</p><p>Saúde e Práxis informacional</p><p>A gestão institucional das ações relacionadas às informações surgiu vinculada à racionalidade das</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>políticas implementadas pelo Estado brasileiro. A preocupação por organizar e sistematizar as</p><p>informações produzidas no âmbito do Estado insere-se num contexto histórico, caracterizado por um</p><p>tríplice movimento de centralização, burocratização e racionalização em torno da esfera estatal. O</p><p>período de constituição do Estado capitalista-industrial brasileiro (a partir da década de 30), significou</p><p>a quebra das "autonomias estaduais" que amparavam os pólos oligárquicos, resultando numa</p><p>crescente centralização do poder (Penha, 1993). Esta centralização manifestou-se através da criação de</p><p>inúmeros órgãos administrativos de caráter regulador atingindo as mais diferentes dimensões da vida</p><p>social e política, dentre eles destaca-se o IBGE (1934 - Instituto Nacional de Estatística; 1938 -</p><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).</p><p>Começa-se, assim, a desenhar-se no Brasil um novo tipo de desenvolvimento capitalista. Com a</p><p>superação das atividades assentadas exclusivamente na agroexportação por outras assentadas no</p><p>desenvolvimento, surge a demanda pela implantação de dispositivos de governo, cada vez mais</p><p>eficazes, para o exercício direcionado de políticas, com estratégias para o controle sobre a sociedade</p><p>cada vez mais capilar e complexo. Esta vai se tornando cada vez mais transparente para o Estado</p><p>(mas não o Estado para a saúde), com a estruturação gradual de uma rede multifacetada de</p><p>"olhares", de coleta e levantamento de informações, implantada através dos aparelhos de Estado.</p><p>O intervencionismo estatal é um dos aspectos marcantes das relações Estado-Sociedade nos anos</p><p>30. Marcou de forma indelével a própria racionalidade organizativa das práticas de informação e</p><p>obtenção de estatísticas, até os dias atuais. Vem, desta época, a concepção de um "Estado Ilusão",</p><p>como descreve Chauí (1978), o período do Estado Novo, que visava "uma imagem capaz de anular a</p><p>existência efetiva de luta, de divisão e da contradição graças à construção de uma imagem, onde a</p><p>sociedade surja como idêntica, homogênea e harmônica." A população é tratada como "unidade", as</p><p>diferenças decorrentes da inserção no processo produtivo, por exemplo, não são valorizadas na</p><p>conformação dos levantamentos. A sociedade brasileira é apresentada, preferencialmente, como</p><p>possuidora de duas grandes diferenças: gênero (masculino ou feminino) e idade (faixas etárias). As</p><p>agregações e as médias ocultam as contradições, as perversas desigualdades sociais, econômicas</p><p>e</p><p>culturais, contribuindo para a construção de um mundo pasteurizado.</p><p>As informações vêm instrumentalizando o Estado brasileiro tanto no exercício de uma função</p><p>equalizadora abstrata quanto em uma prática fragmentadora do real. Ao analisar as origens de cada</p><p>uma das bases de informações que vêm sendo montadas ou desmontadas, ao longo da história dos</p><p>sistemas de informações, percebem-se claramente os diferentes enfoques e interesses que</p><p>pretendem instrumentalizar em cada momento específico. À homogeneização da população, agrega-</p><p>se a centralização, com fragmentação, como marcos constitutivos das bases de dados. Estas</p><p>características refletem, na prática, a lógica norteadora da dinâmica de funcionamento do Estado</p><p>brasileiro e de como se dá o processo decisório. Sua atuação é essencialmente reativa e tópica,</p><p>como resposta a crises localizadas, o que colabora para que as "Políticas Públicas" promovam uma</p><p>atomização da realidade (a começar pela tradicional divisão entre política econômica e política</p><p>social). Pode-se observar essa lógica fragmentadora, expressa na atual divisão dos diversos "setores</p><p>sociais" (Saúde, Educação, Transportes, Alimentação, Moradia, Saneamento etc.), se</p><p>reproduzindo ad nauseam para dentro de cada "setor", em cada uma de suas ações ditas</p><p>"específicas", em cada um de "seus" sistemas de informações (Moraes, 1994).</p><p>Esta lógica que fragmenta, homogeneiza e retraduz a interdependência dos problemas sociais, está</p><p>presente, hegemonicamente, nos Sistemas de Informações em Saúde (SIS) brasileiros. Observa-se</p><p>que estes sistemas estão centralmente setorizados por áreas específicas; como por exemplo:</p><p>a) determinados agravos,tuberculose, hanseníase, AIDS; b) grupos populacionais:mulher, criança,</p><p>idosos; ou c) percepções próprias dos problemas:assistência médico-ambulatorial, hospitalar,</p><p>individual, curativa ou coletiva, "preventivista" (Moraes, 1994). Deter-se apenas neste "recorte" da</p><p>realidade impede maior aproximação à complexidade do processo de vida, doença e morte. Estas</p><p>dicotomias se constituem em falácias que só empobrecem um "agir informacional" que tente, ao</p><p>menos, compatibilizar estas divisões que na prática são produtos da concorrência entre "feudos</p><p>técnicos" em disputa por hegemonia.</p><p>Macro e microinteresses determinam sobre o que, como, para quem e por que informar, ocorrendo</p><p>mecanismos de seletividade estrutural (Offe, 1984) da informação dada por parte de um aparelho, de</p><p>medidas tomadas por outros. Há um trabalho contraditório de decisões, mas também de "não-</p><p>decisões" por parte dos setores e segmentos do Estado. Essas "não-decisões" e um certo grau de</p><p>ausência sistemática de ação do Estado são igualmente necessárias à unidade e à organização dos</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>blocos no poder, assim como as medidas positivas que ele toma. O fato de não-informar, não</p><p>constituir bases de dados integradas, compatíveis entre si, de não tornar acessíveis os dados</p><p>existentes etc. são partes de alguns exemplos de uma Política de Estado (Moraes, 1994).</p><p>O mais recente documento sobre Política de Estado para a área da Saúde, lançado em 20 de março</p><p>de 1997, pelo Presidente da República e pelo Ministro da Saúde, intitulado "1997 - O Ano da Saúde</p><p>no Brasil", quando se refere aos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) existentes, limita-se a</p><p>propor, à página 6, "a manutenção dos sistemas de informação de âmbito nacional". Será que os SIS</p><p>nacionais não estão a demandar uma ação para além de sua simples "manutenção", visando seu</p><p>próprio aperfeiçoamento? Será que não é necessária uma ação de governo mais explícita que</p><p>caminhe no sentido de construção de uma Política de Informação em Saúde? O texto "Detalhamento</p><p>das Ações e Metas Prioritárias do Ministério da Saúde - 1997-1998, 02/04/97", apresenta, logo à página 2, o</p><p>compromisso de "elaborar documento definindo as políticas e diretrizes de informática". Será que</p><p>estão claras, as "políticas e diretrizes" para a Informação em Saúde?</p><p>Não se pretende analisar as propostas contidas nos referidos documentos, por não ser este o objetivo</p><p>do presente artigo. Procura-se, tão somente, ressaltar a ausência de uma proposta mais global e</p><p>estratégica para as informações em saúde, sem que isto signifique minimizar a importância de</p><p>projetos específicos. Entretanto, verificam-se que ações pontuais, reativas, casuais e atomizadoras</p><p>só reforçam a fragmentação, com cada "feudo técnico" procurando "resolver o seu problema",</p><p>implantando novos sistemas que agravam a ausência sistemática de ações compatibilizadoras, mais</p><p>interativas entre os gestores das informações.</p><p>O fato de não se enfrentar, em toda a sua complexidade, as diferentes facetas e injunções implícitas</p><p>nas ações relacionadas à informação também limita e atrasa os avanços metodológicos e técnico-</p><p>operacionais de diferentes disciplinas que fazem uso intensivo de informações, como, por exemplo, a</p><p>Epidemiologia, a Estatística, o Planejamento e a própria gestão dos serviços de Saúde. A construção</p><p>de um projeto nacional, efetivamente comprometido com a melhoria da situação da saúde da</p><p>população brasileira, precisa se adequar a novos padrões de gestão, compatíveis com a introdução</p><p>de um novo patamar técnico-econômico e político das tecnologias de informação. Deixam de ser</p><p>apenas instrumentos técnico-operacionais e passam a ser, também, instrumentos estratégicos tanto</p><p>de uma gestão pública da Saúde, quanto de um projeto emancipador do homem, que os torne</p><p>sujeitos de seu tempo e espaço. O desafio é pensar quais as contribuições que a "Informação em</p><p>Saúde" pode representar para o cidadão e para sujeitos sociais, enquanto interlocutores centrais em</p><p>um projeto político nacional de democratização das informações.</p><p>Espaços de Ação Política e Produção de Conhecimento</p><p>O entendimento de que Informação em Saúde é um espaço estratégico de disputa de poder e</p><p>produção de saber implica pensar as necessidades de avanços epistemiológicos, metodológicos e</p><p>técnico-operacionais, simultaneamente às estratégias de ação política na arena das discussões que</p><p>envolvem a gestão de informações. Gerir a informação pressupõe decisões políticas baseadas em</p><p>relações de poder. As decisões tomadas pelos produtores/gestores de informação, muitas vezes,</p><p>sem levar em conta as reais demandas da sociedade, trazem conseqüências para o próprio processo</p><p>de democracia, por influenciar a visão de "realidade" dos indivíduos. Isto ocorre na medida em que</p><p>tais decisões, efetivamente, incidem na produção do conhecimento em suas diversas dimensões:</p><p>técnico-científico, social, político, econômico, ideológico e cultural.</p><p>Assim, mesmo que os mecanismos de divulgação de informações se tornem mais complexos,</p><p>tecnologicamente, e ampliem a quantidade, só isto não irá, necessariamente, eliminar a diferença</p><p>qualitativa das informações veiculadas. Esta constatação implica trazer a Informação para o plano</p><p>material das práticas sociais e aparatos institucionais, deixando de ser apenas "um veículo das</p><p>ideologias, elaborado pela modernidade, para se inserir no contexto político das negociações e</p><p>regulações em torno dos sentidos: a dinâmica das práticas informacionais"(Marteleto, 1995:21).</p><p>É nesta dinâmica que diferentes "atores sociais" vêm defendendo seus interesses, princípios e/ou</p><p>compromissos. Ao se analisar os anos mais recentes, alguns deles destacam-se por demandarem</p><p>alterações no statu quo das informações em saúde: seja enfatizando a necessidade de</p><p>descentralização e maior acesso às bases de dados (CONASEMS), seja pela democratização das</p><p>informações (Conselhos de Saúde), seja pela melhoria da qualidade da informação (ABRASCO).</p><p>Obviamente, existem vários outros interlocutores relevantes e atuantes neste processo, imbuídos da</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>convicção de que a Informação é dever do Estado e direito inerente à condição de cidadania. São</p><p>exemplos: órgãos técnicos dos sindicatos dos</p><p>trabalhadores - DIESAT/DIEESE, organizações não-</p><p>governamentais, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), grupos organizados de</p><p>portadores de deficiências físicas ou agravos específicos e outros.</p><p>No fim dos anos 80 e início dos 90, observa-se um movimento de ampliação de massa crítica em</p><p>relação à situação das informações em Saúde no Brasil. Este movimento acontece tanto por fatores</p><p>externos como internos ao chamado Setor Saúde. Podemos citar como exemplos de fatores</p><p>externos, a expansão do uso dos microcomputadores nas instituições brasileiras e as propostas de</p><p>descentralização, a partir da Constituição de 1988. Como exemplo de fator interno, salientamos a</p><p>extinção do INAMPS e a conseqüente necessidade de desenvolvimento de mecanismos mais</p><p>integradores entre a racionalidade deste e a das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde,</p><p>impregnadas pela lógica do Ministério da Saúde.</p><p>Estas mudanças impulsionaram um aumento contínuo da demanda por maior disponibilidade das</p><p>informações. Assim, por exemplo, o DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de</p><p>Saúde), criado em 1991 para apoiar o SUS, fazendo uso de recursos tecnológicos a custo cada vez</p><p>mais baixo, vem viabilizando o acesso a um volume crescente de dados de interesse para a Saúde.</p><p>Esta disseminação das informações, por sua vez, tem tido como conseqüência não só o aumento de</p><p>estudos e trabalhos, como críticas diretas aos dados e à maneira como estão organizados. Este</p><p>processo vem contribuindo para a melhoria da qualidade das informações e para um maior controle</p><p>do setor saúde por parte da sociedade.</p><p>Ensino</p><p>A necessidade da capacitação dos profissionais que já estão trabalhando diretamente na produção</p><p>das informações em Saúde se impõe como questão importante para enfrentar o quadro existente.</p><p>Corroborando esta preocupação, o levantamento levado a campo por Moraes (1994), junto às Secretarias</p><p>Estaduais de Saúde, indica que em 81,9% dos SIS não havia critérios para selecionar os profissionais</p><p>para lidar com as informações. Agregam-se ao processo os profissionais "disponíveis" naquele</p><p>momento, em um esquema casuístico de seleção. Os critérios existentes para os níveis mais centrais</p><p>eram basicamente: ter segundo grau com treinamento no Centro Brasileiro de Classificação de</p><p>Doenças (para o Sistema de Informação de Mortalidade), e/ou possuir alguma formação em</p><p>computação.</p><p>Outro dado apresentado no mesmo levantamento, se refere aos principais entraves apontados pelos</p><p>gestores dos SIS estudados: a baixa qualidade da informação (50,77%) e a falta de qualificação da</p><p>equipe técnica responsável pelo funcionamento do SIS (48,0%). Estes dois problemas aparecem</p><p>como conseqüência da ausência de uma política de capacitação desses profissionais envolvendo</p><p>instituições acadêmicas. Verificou-se que o desenvolvimento das atividades de formação de recursos</p><p>humanos era realizado na própria instituição de serviço: 65,3% dos SIS promoviam o treinamento dos</p><p>técnicos envolvidos restringindo-o, na sua quase totalidade, à capacitação do profissional no</p><p>preenchimento dos formulários de coleta específicos para cada sistema.</p><p>Diante deste quadro, cabe ressaltar que surgiram diferentes iniciativas colocando-se como respostas</p><p>a esta demanda. Como referencial, utilizou-se o material levantado por Teixeira e Castilho Sá (1996) em 40</p><p>núcleos institucionais acadêmicos (a partir do Catálogo da ABRASCO), distribuídos em 26</p><p>instituições, que trabalham com a temática "Planejamento e Gestão em Saúde". A análise das</p><p>respostas ao formulário de coleta, mostra cinco citações relativas à atividade de ensino. Duas</p><p>disciplinas de Pós-Graduação stricto sensu. "Serviço de Arquivo Médico e Estatística", da Faculdade</p><p>de Saúde Pública/USP (desde 1979), e "Fontes e Tratamento de Informações em Saúde", da Escola</p><p>Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ (desde 1993), e, em termos de lato sensu, uma disciplina:</p><p>"Informática e Processo de Planejamento/Gerência de Sistema/Serviços de Saúde" (desde 1982), no</p><p>âmbito do Curso de Especialização em Saúde Pública, coordenado pela FSP/USP. Em relação a</p><p>cursos específicos voltados para a temática, foram citados o Curso de "Gerência de Sistemas de</p><p>Informações em Saúde", oferecido em 1995 pela Escola de Saúde de Minas Gerais/FUNED e o</p><p>Curso "Sistema de Informação em Saúde", da ENSP/FIOCRUZ, que se mantêm desde 1991.</p><p>Pesquisa</p><p>Vem sendo observado na década de 90 um maior dinamismo em termos de instituições de</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>ensino/pesquisa que se dedicam à Informação em Saúde, enquanto campo de produção/aplicação de</p><p>conhecimentos. É provável que haja uma certa correlação entre o aumento de pesquisas e a maior</p><p>disponibilidade de dados, nos últimos anos, o que reforça a importância de estratégias de</p><p>disseminação por parte das instâncias produtoras de informação.</p><p>A fim de identificar os núcleos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia informacional, no âmbitto</p><p>da Saúde Coletiva, utilizou-se, como no item anterior, o material levantado por Teixeira e Castilho de</p><p>Sá (1996), que permite notar a gama de entendimentos sobre Informações em Saúde. Esta</p><p>diversidade indica tanto a própria complexidade que envolve a Informação nas sociedades</p><p>contemporâneas, quanto a necessidade de novos estudos epistemológicos que possam propiciar</p><p>maior clareza quanto às abordagens teórico-metodológicas que envolvem um campo temático ainda</p><p>em construção no Brasil. Aliás, este parece ser um dos desafios implícitos a um projeto de</p><p>desenvolvimento científico e tecnológico deste campo temático: um processo amplo que contemple</p><p>enfoques diferentes e criativos mas, ao mesmo tempo, articulados de forma coerente e consistente,</p><p>conformando um complexo e dinâmico espaço de produção de saber no âmbito das práticas de</p><p>Saúde e de Informação.</p><p>Essas observações podem ser ilustradas pela relação das instituições que indicaram o</p><p>desenvolvimento de linhas de pesquisa e/ou cooperação técnica envolvendo Informações em Saúde,</p><p>em resposta ao citado levantamento: Faculdade de Ciências Médicas/Unicamp, Faculdade de</p><p>Medicina de Ribeirão Preto/USP, Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP, Faculdade de</p><p>Medicina/UFRGS, Faculdade de Medicina/UFMG, Escola de Saúde de MG/ FUNED, Universidade</p><p>Federal de Viçosa, Instituto de Medicina Social/UERJ, Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ,</p><p>Faculdade de Medicina e Faculdade de Saúde Pública/USP. Estas instituições estão localizadas, na</p><p>sua totalidade, nas regiões Sudeste (RJ/SP/MG) e Sul (RS), o que demonstra a concentração na área</p><p>de produção de tecnologia informacional em saúde, a indicar a premência de uma política de fomento</p><p>em Ciência e Tecnologia que estimule o seu desenvolvimento nas demais regiões do país. No</p><p>entanto, "soluções tecnológicas" geradas em realidades distintas nem sempre podem atender a</p><p>necessidades marcadamente contextualizadas, como as que caracterizam as demandas por</p><p>"soluções informacionais".</p><p>Circulação do Conhecimento</p><p>Os congressos científicos vêm se constituindo em um espaço privilegiado de troca e circulação de</p><p>conhecimento, onde prática e teoria se articulam. Assim, foi aqui considerado como importante</p><p>indicativo, para a análise de tendências da produção brasileira sobre Informação em Saúde, o</p><p>levantamento dos trabalhos apresentados em todos os Congressos Brasileiros de Saúde Coletiva (I,</p><p>II, III e IV), Epidemiologia (I, II e III) e Ciências Sociais em Saúde (I Congresso e I Encontro Brasileiro</p><p>de Ciências Sociais em Saúde - 1993). Para tal, procedeu-se à leitura de 4.017 resumos de trabalhos,</p><p>apresentados nos diferentes Congressos, selecionando-se aqueles relacionados à Informação em</p><p>Saúde, onde pode-se constatar um aumento, ao longo dos anos, de espaços de maior visibilidade da</p><p>produção técnico-científica deste campo. O processo de organização do conhecimento implícito na</p><p>atividade de classificação dos trabalhos científicos resultou em um exercício de delimitação temática</p><p>que,</p><p>pela própria complexidade do objeto de estudo, remete à necessidade de aprofundamento do</p><p>debate sobre os marcos epistemológicos e referenciais imersos na construção deste campo.</p><p>Como critério de inclusão, procurou-se manter uma atenta consonância com as discussões</p><p>conjunturais que vêm se dando, tanto no âmbito de instituições acadêmicas, quanto de prestação de</p><p>serviços de saúde. Isto pode ser traduzido pela preocupação em selecionar os trabalhos, a partir de</p><p>um "olhar contextualizador" que, na medida do possível, contemple os diferentes modos de abordar</p><p>as tecnologias informacionais em saúde no Brasil na última década. Cabe destacar, também,</p><p>enquanto opção metodológica de inclusão no universo de trabalhos considerados como pertinentes</p><p>ao campo temático da Informação em Saúde, que apenas foram selecionados aqueles nos quais os</p><p>autores se referemexplicitamente às informações em saúde, apresentando inovações tecnológicas ou</p><p>visões críticas em relação a sistemas de informações em saúde já existentes, ou análises sobre as</p><p>práticas das informações em geral, bem como sobre o acesso social às tecnologias de informação.</p><p>Objetivando apenas observar macrotendências da evolução recente da produção científica e</p><p>tecnológica sobre Informação em Saúde, selecionou-se um universo de 334 resumos de trabalhos.</p><p>Uma primeira aproximação a este conjunto permite que se destaque uma preocupação, mais ou</p><p>menos explicitada em quase todos os trabalhos, com uma "intervenção no mundo real", encontrando-</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>se muitas menções à Informação em Saúde como uma "prática". Daí, talvez, poder-se afirmar que a</p><p>construção deste campo temático depende das práticas informacionais (para onde se olha) e do</p><p>plano do conhecimento adotado (de onde se olha). A análise parece indicar a existência de uma</p><p>multiplicidade de abordagens que vêm procurando dar conta dos "desafios informacionais". Podem</p><p>ser organizadas em duas visões, sem que uma seja considerada "superior" à outra: (i) - onde a</p><p>Informação em Saúde vem sendo trabalhada como registro em uma base de dados, sendo a</p><p>informação, neste caso, algo mensurável a ser trabalhado e utilizado pelas mais avançadas</p><p>metodologias e ferramentas; e (ii) - onde incorporam-se às práticas, as ações inerentes a um</p><p>processo mental, que se dá quando a informação se realiza de fato, ou seja, quando o pólo "receptor"</p><p>contextualiza a informação recebida, a partir de sua própria vivência, tornando-se interlocutor no</p><p>processo informacional.</p><p>Em uma leitura mais detida dos resumos dos trabalhos, observa-se o caráter complementar entre as</p><p>visões e abordagens utilizadas. Sem este entendimento, corre-se o risco de não alcançar a complexa</p><p>dinâmica existente nos processos informacionais em andamento no país. A depender de de onde se</p><p>"olha" a informação, a adoção de uma das visões citadas pode oferecer o instrumental necessário,</p><p>mas seguramente não é suficiente para a compreensão das relações das redes conceituais</p><p>existentes entre estas diferentes abordagens, que vêm tentando suprir as lacunas que se</p><p>apresentam, no caso de autores que adotam apenas uma das abordagens.</p><p>Esta análise panorâmica da produção brasileira sobre Informação em Saúde, no universo definido,</p><p>está a estimular a afirmação de que os processos informacionais em Saúde, em suas diferentes</p><p>visões, vêm se constituindo na matéria-prima de um campo temático dotado de uma unicidade</p><p>complexa enquanto expressão (representação) da complexidade crescente dos modos atuais de</p><p>viver.</p><p>As diferentes abordagens coexistem e dialogam através de ações produzidas em conjunto e de uma</p><p>produção científica e tecnológica cada vez mais intensa. Estes espaços amplos de interlocuções</p><p>sugerem que há uma base comum entre elas, sem que nenhuma procure negar, desqualificar ou</p><p>mesmo subordinar a outra. Suas diferenças e aproximações podem ser vistas como esforços criativos</p><p>de produção de saberes, que buscam superar enfoques incompletos, abordagens restritas que</p><p>empobrecem a dimensão caleidoscópica, fractal, complexa da prática da Informação em Saúde.</p><p>De fato, esta vinculação crescente com práticas voltadas para uma intervenção no mundo real</p><p>estabelece um papel estratégico fundamental para o saber sobre informações em saúde nos dias</p><p>atuais, na medida em que, para além de suas implicações e contribuições tecnológicas, este saber</p><p>vem adquirindo uma dimensão social, política e econômica crescente, no processo de avanço</p><p>democrático das relações humanas. Por outro lado, o caráter pragmático deste campo temático</p><p>acarreta problemas de natureza epistemológica que dificultam explicitações conceituais e teóricas</p><p>acerca de seus marcos referenciais. Às vezes, observa-se que a tentativa de superação destas</p><p>questões vem sendo exercitada a partir de uma perspectiva interdisciplinar, na busca de um discurso</p><p>unificador. Mas, mesmo este esforço não vem dando conta de responder a tantos problemas que a</p><p>vida contemporânea traz para um campo tão amplo, quanto o de um objeto que vai sendo construído</p><p>pelos saberes humanos sobre o processo de nascimento, vida e morte: a Informação em Saúde. No</p><p>entanto, vale destacar que, apesar deste caráter pragmático estar inscrito em sua própria história</p><p>constitutiva, não se podem aceitar posturas empobrecedoras que reneguem a teoria, ou</p><p>superestimem a prática, enquanto elementos diferenciados e não (re)elaborados teoricamente.</p><p>Na realidade, a análise dos trabalhos evidenciou, enquanto característica constitutiva e</p><p>epistemológica do campo da Informação em Saúde, uma tendência por contemplar uma diversidade</p><p>conceituai e metodológica que vem coexistindo em um processo dinâmico de busca de seu próprio</p><p>reconhecimento, procurando desenvolver-se científica e tecnologicamente de tal modo a responder</p><p>aos desafios formulados pela sociedade.</p><p>Em Busca de uma Atuação mais articulada</p><p>No início da década de 90, começou a destacar-se um movimento amplo que, dada a complexidade</p><p>inerente ao campo temático da Informação em Saúde e a ausência de uma Política de Informações</p><p>em Saúde explícita, desencadeia uma série de iniciativas, voltadas para uma atuação mais articulada</p><p>entre os diferentes grupos de investigação e docência, bem como entre aqueles inseridos em</p><p>instituições prestadoras de serviços de saúde. Este movimento tem como uma de suas preocupações</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>centrais o fortalecimento da área, a partir de um aprofundamento científico consistente, envolvendo</p><p>setores de ciência e tecnologia em articulação com os serviços de saúde, procurando refletir e</p><p>ampliar o debate sobre as seguintes questões, dentre inúmeras outras: Como fortalecer e ampliar as</p><p>discussões em torno da Informação em Saúde em contextos tão diferenciados e complexos como os</p><p>municípios, os estados e o país? Como compatibilizar informações, historicamente construídas de</p><p>forma fragmentada? Como descentralizar as informações sem que esta estratégia signifique uma</p><p>pulverização e atomização, com a conseqüente perda de um patrimônio constituído a partir das bases</p><p>de dados nacionais? Como garantir uma forma de gestão coordenada em cada nível do país,</p><p>superando a tendência centralizadora? Como desenvolver tecnologia que atenda às necessidades</p><p>técnico-operacionais da gestão da Saúde? Como imbricar o (re)pensar da prática da Informação em</p><p>Saúde a um projeto de democracia emancipatória?</p><p>Dentre as diversas iniciativas de articulação destaca-se o papel de aglutinador desempenhado pela</p><p>ABRASCO, que acolheu recomendação dos participantes da Oficina de Trabalho "Utilização de</p><p>Grandes Bancos de Dados Nacionais", por ocasião do II Congresso Brasileiro de Epidemiologia</p><p>(1992). Estes propuseram a constituição de Grupo Técnico voltado para a área de Informação em</p><p>Saúde e População - GTISP, no âmbito da ABRASCO e da ABEP (Associação Brasileira de Estudos</p><p>Populacionais), por reconhecerem o vasto espaço de interseção entre as</p><p>áreas de Saúde e</p><p>Demografia.</p><p>O GTISP3 passa a fazer parte do emaranhado de forças políticas envolvidas com a Informação em</p><p>Saúde. Consolida este papel no cenário nacional da Saúde, ao pautar-se por uma atuação política</p><p>articulada, procurando estar atento às demandas formuladas pela área de Ciência e Tecnologia em</p><p>Saúde e pelos profissionais inseridos nos serviços de saúde, apresentando tanto propostas</p><p>concretas, face a conjunturas específicas, quanto propostas estruturais de um (re)pensar das</p><p>informações em Saúde.</p><p>O grupo caracteriza-se por constituir-se "em um espaço aberto e plural de debate, construção e</p><p>sistematização de propostas, relacionadas a um Projeto Nacional para a área de Informação em</p><p>Saúde e População dirigido para a sociedade brasileira, adotando, como eixo aglutinador dos</p><p>trabalhos, os princípios da descentralização e do controle social" (ABRASCO, 1994).</p><p>Nesta linha, tem contribuído para o processo de ampliação dos debates e reflexões, ao promover, a</p><p>partir de 1993, atividades que vêm envolvendo um número crescente de profissionais e instituições,</p><p>nas três esferas de governo. Algumas das produções elaboradas se tornaram referências citadas em</p><p>vários trabalhos científicos produzidos, como, por exemplo: "Informação em Saúde a Serviço da</p><p>População", onde busca expressar os pontos consensuais entre os pesquisadores, docentes, e</p><p>profissionais que se dedicam a este campo temático, documento amplamente divulgado, através da</p><p>publicação Uso e Disseminação de Informações em Saúde - Relatório Final (MS/ABRASCO, 1994).</p><p>No decorrer do IV Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (1994), o GTISP promoveu a Oficina de</p><p>Trabalho "Informação em Saúde: Descentralização e Coordenação Nacional", com a finalidade de</p><p>identificar pontos consensuais que pudessem integrar umaAgenda Mínima, para o fomento de um</p><p>amplo debate nacional em torno da construção de uma Política de Informações em Saúde e</p><p>População. Esta agenda representou o pensamento tanto de participantes diretos da Oficina, quanto</p><p>de indiretos, para os quais foi encaminhada a versão preliminar do Relatório Final, incorporando-se</p><p>as sugestões e críticas enviadas. Esta agenda constituiu-se em sete pontos ainda hoje prioritários: (i)</p><p>Necessidade de definição de uma Política Nacional de Informações em Saúde; (ii) Descentralização</p><p>das informações em saúde, com uma coordenação nacional colegiada; (iii) Novo arcabouço jurídico-</p><p>legal e definição de preceitos éticos sobre a produção, disseminação e uso da informação em saúde;</p><p>(iv) Fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico em informação em saúde; (v)</p><p>Compatibilização das bases de dados nacionais; (vi) Preservação e aperfeiçoamento do Sistema de</p><p>Informação Hospitalar (SIH/SUS); e (vii) Capacitação do profissional gestor de SIS.</p><p>A partir das propostas de encaminhamento da referida Oficina, o GTISP iniciou um processo (nos</p><p>anos seguintes: 1995/96) de maior interação com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde</p><p>(CONASS) e com o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS),</p><p>articulando a academia e as Secretarias de Saúde, na busca de alternativas para a área de</p><p>Informação em Saúde. Também foi proposta desta Oficina, ampliar o debate na IV Conferência</p><p>Nacional de Estatística e III Conferência Nacional de Geografia, promovidas em maio de 1996, pelo</p><p>IBGE, o que foi conseguido graças às articulações iniciadas ainda em 1994, bem como se propôs</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>fomentar, junto ao IBGE e ao Ministério da Saúde, a realização de um novo Suplemento Saúde na</p><p>PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar), ora em andamento. Cabe destacar, também, a</p><p>elaboração do documento "Informações em Saúde no Brasil: Um Desafio para a Ciência e</p><p>Tecnologia", apresentado em sessão de Tema Especial na I Conferência Nacional da Ciência e</p><p>Tecnologia (out./1994).</p><p>Alguns exemplos ilustrativos do papel de interlocutor para as questões de Informação em Saúde,</p><p>conquistado pelo GTISP, tanto no âmbito do próprio Setor Saúde, quanto em iniciativas envolvendo</p><p>outros "setores", podem ser destacados:</p><p>• Em 1995 foi solicitado ao GTISP, pelo DATASUS/FNS/MS, que avaliasse o CD-ROM do Movimento</p><p>de Autorização de Internação Hospitalar (SIH/SUS) em fase de produção experimental por aquela</p><p>instituição. O GTISP procurou envolver amplo espectro de instituições de Saúde (31 centros de</p><p>referência nas diferentes regiões do Brasil) que receberam em "primeira mão" o referido CD, para</p><p>emitirem pareceres, que foram discutidos com o DATASUS, em Reunião Técnica ocorrida no decorrer</p><p>do III Congresso Brasileiro de Epidemiologia. As principais recomendações vêm sendo incorporadas</p><p>pelo DATASUS;</p><p>• Em conjunto com a ABEP, fomentou um amplo movimento de articulação, junto a outras sete</p><p>sociedades científicas (ABE - Estatística; ANPEC - Economia; ANPOCS - Ciências Sociais; ANPEGE</p><p>- Geografia; ANPUR -Planejamento Urbano; SBC - Cartografia; SBEB - Engenharia Biomédica) e a</p><p>SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), com a finalidade de ampliar e aprofundar</p><p>o debate voltado para a elaboração de uma Política Nacional de Produção e Disseminação de</p><p>Informações Sociais, Demográficas, Econômicas e Territoriais. Este movimento confluiu para a</p><p>organização do I Fórum Nacional de Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais, no</p><p>âmbito das citadas Conferências Nacionais de Geografia e de Estatística. Na ocasião, foi elaborado,</p><p>em conjunto com as Sociedades Científicas co-promotoras do evento (acima nominadas), o</p><p>documento: "Informações para uma Sociedade Democrática - Por uma Política Nacional de Produção</p><p>e Disseminação de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais", publicado pelo IBGE como parte</p><p>dos Anais da III CONFEGE/IV CONFEST;</p><p>• Como desdobramento do Fórum, iniciou-se um processo de articulação com a SBPC para a</p><p>constituição de Grupo Técnico, sob sua coordenação, que se encontra em andamento, envolvendo os</p><p>representantes das Sociedades Científicas comprometidas com este processo, objetivando estudos</p><p>que apontem alternativas de constituição de uma Comissão Nacional de Informações;</p><p>Nestes últimos anos, têm surgido importantes experiências visando a articulação de diversas áreas</p><p>para melhorar a qualidade das informações. A partir de um convênio entre as prefeituras de Porto</p><p>Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife para o desenvolvimento de um Sistema Cooperado, as</p><p>Secretarias Municipais de Saúde e as empresas municipais de informática pública dessas cidades, se</p><p>uniram, em 1994, para desenvolver um sistema de informação que fosse, em princípio: aberto,</p><p>padronizado, "interoperável", flexível à adequação aos vários níveis de complexidade, distribuído em</p><p>rede para acesso e controle, integrando as informações em nível central, distrital e local. O Sistema</p><p>Cooperado foi desenvolvido em forma modular, com uso concomitante do mesmo banco de dados. O</p><p>sistema tem os seguintes módulos: Infra-estrutura; Prontuário, Agendamento, Referência/Contra-</p><p>referência; Vigilância à Saúde; Ações Programáticas/Políticas de Saúde; Controle e Avaliação</p><p>Ambulatorial e Gerência de Medicamentos.</p><p>Outra iniciativa de articulação entre diversas áreas é a Rede Integrada de Informações para a Saúde</p><p>no Brasil - RIPSA, cujo projeto iniciou-se em 1996, em parceria envolvendo a Representação da</p><p>OPAS/OMS e o Ministério da Saúde, reunindo instituições que possam contribuir para o fornecimento</p><p>de dados e para a análise crítica de informações. Para melhor delineamento da proposta de ação e</p><p>das bases de articulação interinstitucional, foram realizadas, em 1996, duas oficinas de trabalho,</p><p>onde as áreas envolvidas do Ministério da Saúde (Gabinete, SAS, DATASUS, CENEPI) e</p><p>representantes do CONASS e CONASEMS discutiram com diversas instituições e sociedades</p><p>científicas interessadas na melhoria da qualidade da produção e análise dos dados, tais como a</p><p>ABRASCO, a ABEP, o IBGE, o IPEA, a Fundação SEADE, a USP e a FIOCRUZ.</p><p>plantas, es-</p><p>pecialmente no que diz respeito às respostas do meio interior. Cada espécie oferece características</p><p>próprias e, dentro delas, cada indivíduo constitui uma variante, de acordo com sua história imunitária.</p><p>O trânsito de um hospedeiro para outro envolve mecanismos variados e adaptações extremamente</p><p>complexas, que dependem de padrões de comportamento, sincronização de atividades e relações in-</p><p>terespecíficas desenvolvidas no curso de um longo processo de co-evolução. Podem depender da ca-</p><p>pacidade de localização, atração, reconhecimento, coincidência de ritmos circadianos ou sazonais, e</p><p>da presença de vetores.</p><p>Os hospedeiros funcionam, assim, como verdadeiros filtros biológicos que selecionam espécies e, den-</p><p>tro dessas, linhagens gênicas de parasitas. Esse processo seletivo leva à adoção, por parte dos para-</p><p>sitas, de estratégias especiais que lhes permitem sobreviver às defesas orgânicas e integrarem-se às</p><p>comunidades já estabelecidas. É possível, dessa forma, a coincidência de ciclos biológicos paralelos e</p><p>simpátricos ou coincidentes no espaço geográfico, mas parcial ou totalmente independentes, ou seja,</p><p>involvendo diferentes hospedeiros. Isso é possível graças ao fenômeno descrito por Dobzhanski sob o</p><p>nome de polimorfismo equilibrado. Do mesmo modo que no meio exterior, a sobrevivência no meio</p><p>endógeno depende da existência de genotipos adaptados ou pré-adaptados a cada local e situação.</p><p>Populações mendelianas raramente são uniformes. Os genótipos inviáveis em uma determinada con-</p><p>dição são viáveis em outra, o que se pode verificar analisando uma população em diferentes épocas</p><p>do ano. À medida que a temperatura se altera, as freqüências gênicas também se modificam. O poli-</p><p>morfismo, ainda que dispendioso como método de sobrevivência, assegura a existência da espécie em</p><p>meios distintos, ou quando variam as condições ambientes. A este processo chamamos estratégia da</p><p>diversidade. A ele devemos, igualmente, o processo evolutivo da subespeciação, quando uma popula-</p><p>ção dá origem a duas subpopulações alopátricas, pelo aparecimento de uma barreira.</p><p>Segundo Konings & Veldkamp, de fato, a maioria das 'culturas puras' /de microorganismos/ não são</p><p>geneticamente homogêneas. Modificações nas condições ambientes, portanto, podem promover a se-</p><p>leção de mutantes.</p><p>O Homem E Os Hospedeiros Não-Humanos</p><p>As relações do homem com outros hospedeiros precisam ser examinadas em diferentes níveis de in-</p><p>tegração.</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>A exposição ao risco, por exemplo, está na dependência do comportamento social, de crenças e cren-</p><p>dices, de hábitos nacionais e regionais, de tradições familiares, de atividades profissionais, ocupacio-</p><p>nais ou lúdicas, de fatores ecológicos e de toda a gama de elementos culturais.</p><p>Ao nível individual devemos levar em consideração as relações do homem com sua microbiota endó-</p><p>gena. Fatores somáticos e psicológicos, "stress", viagens, história imunológica, idade, sexo condicio-</p><p>nam essas relações. Idiossincrasias individuais desorientam, com freqüência, o investigador.</p><p>Ao nível celular e molecular, a suscetibilidade, a sensibilidade e a resistência constituem os principais</p><p>fatores.</p><p>As ações de controle desenvolvem-se em todos os níveis e são influenciadas por peculiaridades de</p><p>cada um deles. Um programa preventivo de vacinação, por exemplo, envolve desde aspectos bioquí-</p><p>micos e imunológicos até aspectos individuais, como a educação, legais e sociais.</p><p>O controle efetivo depende, ainda, do conhecimento seguro da auto-ecologia dos elementos das ca-</p><p>deias epidemiológicas e da sinecologia da transmissão. Como, em geral, alguns hospedeiros dentro da</p><p>população abrigam a maior parte dos parasitas, os programas de controle indiscriminado de massa</p><p>nem sempre são aconselháveis. E os métodos de prevenção devem ser social, cultural, econômica e</p><p>ecologicamente aceitáveis.</p><p>As relações do homem com os elementos da fauna foram analisadas, em detalhe, por Avila-Pires</p><p>(1983), e vão aqui resumidas.</p><p>Em condições primitivas, o homem mantém contatos mais íntimos com elementos da fauna silvestre.</p><p>Indígenas em vida tribal, núcleos isolados de povoamento, postos de colonização avançada, popula-</p><p>ções carentes que vivem em regime de economia extrativa constituem um elo a mais nas cadeias</p><p>ecológicas naturais. A caça, o preparo da carne e do couro, a criação de xerimbabos em casa são</p><p>elementos de contaminação freqüente.</p><p>O homem rural, que habita roças, sítios, chácaras, fazendas e freguesias amazônicas está sujeito a</p><p>contatos com a fauna ruderal e doméstica e, ao mesmo tempo, com elementos silvestres. É vítima dos</p><p>ciclos sazonais de epidemias muitas vezes resultantes de surtos epizoóticos.</p><p>As populações marginais ou periféricas, no sentido ecológico, incluem os moradores de favelas, malo-</p><p>cas, mocambos, núcleos periurbanos, suburbanos e "invasões", onde a contaminação do solo, ar e</p><p>água são freqüentemente devido à aglomeração e à inexistência ou deficiência dos serviços de enge-</p><p>nharia sanitária. Ciclos domicliares e urbanos afligem essas populações, que vivem em habitações</p><p>improvisadas, em núcleos e sociedades desorganizadas, deficientes em saneamento básico e onde o</p><p>número de animais domésticos sem controle é grande.</p><p>As populações tecnologicamente avançadas controlam os fatores do ambiente físico (luz, temperatura,</p><p>umidade), estabelecendo ritmos de atividade circadiana e sazonal próprios. Controlam o meio biótico,</p><p>eliminando o que consideram "pragas" e prevenindo infecções, pelo maior acesso à educação, maior</p><p>preocupação com a higiene e melhor atendimento médico-sanitário. Seus contatos mais freqüentes</p><p>com elementos da fauna silvestre se dão em caçadas e acampamentos. Com aqueles pertencentes à</p><p>fauna doméstica são constantes e seletivos.</p><p>Vetores De Doenças</p><p>Vetor é todo ser vivo capaz de transmitir um agente infectante, de maneira ativa ou passiva.</p><p>Um agente infectante é qualquer parasita, protozoário, bactéria ou víruscapaz de infectar um orga-</p><p>nismo. A transmissão ativa ocorre quando o vetor é infectado e então infecta outra espécie de orga-</p><p>nismo. A maneira passiva ocorre quando o vetor não é infectado pelo agente infectante, mas causa a</p><p>infecção de outra espécie de organismo.</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O mosquito comum (Culex) é capaz de transmitir encefalites como a causada pelo vírus do oeste do</p><p>Nilo e filaríases (à direita) e um dos transmissores da malária (Anopheles)(à esquerda)</p><p>Um bom exemplo de transmissão mecânica ou passiva são os patógenos transmitidos pela mosca</p><p>doméstica. O Aedes aegypti, é o mosquito transmissor do vírus flaviviridae, causador da dengue que</p><p>também não desenvolve o germe que transmite por seu adoecimento, ocorre apenas a passagem pelo</p><p>seu trato gastrointestinal ou probóscida.</p><p>Segundo Benenson (1983) a transmissão por vetor biológico distingue-se da mecânica ou passiva por-</p><p>que na transmissão ativa por vetor biológico é necessária a propagação (multiplicação), o desenvolvi-</p><p>mento cíclico ou a combinação desses processos (ciclo propagativo) para que o artrópode (ou outra</p><p>espécie de vetor) possa transmitir a forma infectante do agente infeccioso ao homem. A transmissão</p><p>pode ser feita pela saliva durante a picada ou mordedura, tal como na transmissão do vírus da raiva,</p><p>ou pela regurgitação, deposição na pele de fezes (feito na transmissão do Trypanosoma cruzi pelo bar-</p><p>beiro (triatoma).</p><p>A disciplina entomologia médica estuda os insetos capazes de transmitir infecções entre animais e para</p><p>os seres humanos (zoonoses) com seus hábitos, nem sempre hematófagos, mas capazes de produzir</p><p>lesões através das quais os agentes patogénicos que hospedam são transmitidos.</p><p>Vetores mais conhecidos</p><p>Aedes aegypti</p><p>Anopheles gambiae</p><p>Pernilongo Culex sp.</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Carrapato (Ixodida)</p><p>Foram criados</p><p>Comitês Temáticos Interdisciplinares dedicados ao desenvolvimento dos produtos finalísticos</p><p>esperados com o funcionamento da Rede, destacando-se: (i) "Indicadores Básicos-Brasil", editado e</p><p>divulgado anualmente; (ii) "Balanço Retrospectivo a partir dos anos 80"; (iii) Compatibilização dos</p><p>sistemas e bases de dados que se apliquem aos objetivos da Rede; (iv) Desenho de programa de</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>capacitação de profissionais na área de informação em saúde; e (v) Divulgação da Bibliografia</p><p>Comentada da Produção Brasileira sobre Informação em Saúde, elaborada pelo Centro de</p><p>Documentação (CEDOC) da ENSP/FIOCRUZ.</p><p>Ao fazer esta breve retrospectiva fica clara a importância estratégica de fóruns de participação</p><p>organizada de pesquisadores/docentes e profissionais responsáveis pela produção e disseminação</p><p>das informações de interesse para a área da Saúde. O campo da Informação em Saúde vem se</p><p>fortalecendo em processos marcados pela lógica da busca da excelência científica e técnica, em</p><p>terrenos fertilizados pela solidariedade entre companheiros de luta e pelo respeito às diversidades</p><p>que só fazem enriquecer a todos.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Vetor da Dengue e Febre Amarela</p><p>Aedes aegypti é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como</p><p>mosquito-da-dengue ou pernilongo-rajado. É uma espécie da família culicidae, proveniente de áfrica,</p><p>cosmopolita, com predominância nas regiões tropicais e subtropicais, com hábitos antropofílicos (de-</p><p>pendente da presença humana no local para se estabelecer). O mosquito está bem adaptado a zonas</p><p>urbanas, mais precisamente ao domicílio humano se beneficiando dos inúmeros criadouros que o</p><p>modo de vida atual oferece, onde consegue reproduzir-se e pôr os seus ovos em recipientes com</p><p>água.</p><p>Os ovos do aedes aegypti têm formato alongado e cor negra brilhante, ficam depositados nas pare-</p><p>des de recipientes com água. Cada mosquito fêmeo pode botar até 1500 ovos durante toda sua fase</p><p>adulta. Os ovos ainda podem resistir mais de 400 dias à seca. Já as larvas movimentam-se rapida-</p><p>mente para o fundo, com aversão à luz.</p><p>O aedes aegypti é o principal vetor dos vírus da dengue e da febre amarela urbana. Sua competência</p><p>vetorial, distribuição mundial, alta incidência das doenças por ele transmitidas, ausência de programa</p><p>de imunização consistente (dengue) e tratamento específico fazem com que o controle de sua popu-</p><p>lação seja considerado problema de saúde pública. No brasil, através do programa nacional de com-</p><p>bate a dengue – pncd são estabelecidos os protocolos e condutas a serem seguidos por união, esta-</p><p>dos, municípios e população no enfrentamento da dengue.</p><p>Quando falamos em dengue, em geral a primeira imagem que nos ocorre é a do mosquito aedes ae-</p><p>gypti. Porém, é importante fazer a distinção. Para que a dengue ocorra, são necessários três compo-</p><p>nentes: o vírus que causa a doença (são quatro sorotipos), o mosquito, que transmite o vírus (cha-</p><p>mado vetor da doença) e uma pessoa susceptível (que nunca teve contato com o sorotipo de vírus</p><p>que está sendo transmitido pelo vetor).</p><p>Do ponto de vista do mosquito, é preciso esclarecer que o aedes aegypti nem sempre é o “vilão”: nem</p><p>todos os a. Aegypti transmite a doença, porque nem todos estão infectados com o vírus da dengue.</p><p>Para que a transmissão da doença aconteça, é preciso que o vetor esteja infectado e infectivo – o</p><p>que são coisas diferentes.</p><p>O mosquito fêmeo (sim, apenas as fêmeas picam, já que elas fazem isso para amadurecer seus</p><p>ovos) se torna infectado quando suga o sangue de alguém doente, no curto período em que esta pes-</p><p>soa tem várias partículas do vírus circulando em seu sangue. Neste momento o mosquito terá o vírus</p><p>em seu “estômago”, mas ainda não é capaz de transmiti-lo. Entre 10 e 12 dias depois, as partículas</p><p>do vírus dengue se disseminam pelo organismo do a. Aegypti, se multiplicam e invadem suas glându-</p><p>las salivares: neste momento, o mosquito fêmea se torna infectivo e, somente a partir daí, poderá</p><p>transmitir o vírus a outra pessoa.*</p><p>Ao mesmo tempo em que pica para sugar o sangue, o aedes cospe saliva, que tem uma série de</p><p>substâncias analgésicas e anticoagulantes, que o ajudam a não ser notado e a conseguir sugar o</p><p>maior volume possível de sangue. Neste processo, as partículas de vírus são injetadas na corrente</p><p>sanguínea da pessoa, junto com a saliva do mosquito.</p><p>Na prática, um percentual muito pequeno de a. Aegypti está infectado com o vírus dengue. Em pri-</p><p>meiro lugar porque nem todas as fêmeas picam uma pessoa com o vírus dengue. Em segundo lugar,</p><p>porque nem todos os mosquitos que picam alguém com o vírus dengue conseguem sobreviver até o</p><p>momento em que se tornam infectivos e podem, então, começar a transmitir a doença.</p><p>Quanto maior a longevidade média de uma população de mosquitos, maior a chance de que ela pos-</p><p>sua indivíduos que consigam se tornar infectivos. Ao mesmo tempo, quanto menor o esforço que as</p><p>fêmeas fazem para colocar seus ovos, maior a garantia de longevidade da população. O esforço das</p><p>fêmeas do mosquito acontece em dois momentos principais: para procurar uma fonte de sangue (ne-</p><p>cessário para amadurecer os ovos) e para depositar seus ovos (que precisam do ambiente aquático</p><p>para eclodir e se desenvolver para os estágios de larva, pupa e, finalmente, mosquito).</p><p>Assim, fica fácil entender que quanto maior a disponibilidade de locais para que as fêmeas depositem</p><p>seus ovos, maior a chance de ter uma população longeva de mosquitos – e maior a chance de en-</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>contrar mosquitos infectivos, capazes de transmitir a dengue. Em outras palavras,</p><p>agindo para elimi-</p><p>nar os criadouros potenciais do mosquito, estamos dando a melhor contribuição possível para colabo-</p><p>rar com a diminuição das epidemias de dengue.</p><p>No mosquito, o período entre a alimentação com o sangue de alguém que possui o vírus dengue e a</p><p>possibilidade de transmiti-lo, ou seja, entre o mosquito estar infectado e se tornar infectivo, é cha-</p><p>mado de “período de incubação extrínseco” (pie).</p><p>Doença febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apre-</p><p>sente: infecção inaparente, dengue clássico (dc), febre hemorrágica da dengue (fhd) ou síndrome do</p><p>choque da dengue (scd). Atualmente, é a mais importante arbovirose que afeta o ser humano e cons-</p><p>titui sério problema de saúde pública no mundo. Ocorre e dissemina-se especialmente nos países tro-</p><p>picais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do aedes</p><p>aegypti, principal mosquito vetor.</p><p>Agente Etiológico</p><p>é um vírus rna. Arbovírus do gênero flavivirus, pertencente à família flaviviridae.</p><p>São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4.</p><p>Reservatório</p><p>a fonte da infecção e reservatório vertebrado é o ser humano. Foi descrito na ásia e na áfrica um ciclo</p><p>selvagem envolvendo macacos.</p><p>Vetores</p><p>são mosquitos do gênero aedes. A espécie aedes aegypti é a mais importante na transmissão da do-</p><p>ença e também pode ser transmissora da febre amarela urbana. O aedes albopictus, já presente nas</p><p>américas, com ampla dispersão nas regiões sudeste e sul do brasil, é o vetor de manutenção da den-</p><p>gue na ásia, mas até o momento não foi associado à transmissão da dengue nas américas.</p><p>Modo de Transmissão</p><p>A transmissão se faz pela picada dos mosquitos aedes aegypti, no ciclo ser humano-aedes aegypti-</p><p>ser humano.</p><p>Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus depois de 8 a 12 dias</p><p>de incubação extrínseca.</p><p>A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediata-</p><p>mente, se alimenta num hospedeiro susceptível próximo. Não há transmissão por contato direto de</p><p>um doente ou de suas secreções com pessoa sadia, nem por intermédio de água ou alimento.</p><p>Período de Incubação</p><p>varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.</p><p>Período de transmissibilidade</p><p>O período de transmissibilidade da doença compreende dois ciclos: um intrínseco, que ocorre no ser</p><p>humano, e outro extrínseco, que ocorre no vetor.</p><p>A transmissão do ser humano para o mosquito ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue</p><p>do ser humano (período de viremia). Este período começa um dia antes do aparecimento da febre e</p><p>vai até o 6º dia da doença.</p><p>No mosquito, após um repasto de sangue infectado, o vírus vai se localizar nas glândulas salivares</p><p>da fêmea do mosquito, onde se multiplica depois de 8 a 12 dias de incubação.</p><p>A partir deste momento, é capaz de transmitir a doença e assim permanece até o final de sua vida (6</p><p>a 8 semanas).</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Imunidade e Susceptibilidade</p><p>A susceptibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo soro-</p><p>tipo (homóloga). Entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente.</p><p>A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por dengue pode ser primária e secundá-</p><p>ria. A resposta primária ocorre em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus, e o título dos</p><p>anticorpos se eleva lentamente. A resposta secundária ocorre em pessoas com infecção aguda por</p><p>dengue, mas que tiveram infecção prévia por flavivírus, e o título de anticorpos se eleva rapidamente,</p><p>atingindo níveis altos.</p><p>A susceptibilidade, em relação à fhd, não está totalmente esclarecida. Três teorias mais conhecidas</p><p>tentam explicar sua ocorrência.</p><p>O aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Originário da áfrica,</p><p>foi disseminado de forma passiva pelo homem, hoje é considerado um mosquito cosmopolita.</p><p>Menor que os mosquitos comuns, o aedes aegypti é preto com riscos formando um pequeno desenho</p><p>semelhante a uma taça no tórax e listras brancas na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúci-</p><p>das e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.</p><p>O macho, como os de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto,</p><p>necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas pa-</p><p>redes internas de objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores con-</p><p>dições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhan-</p><p>tes.</p><p>Em média, cada a. Aegypti vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos.</p><p>Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolu-</p><p>tivo, transmitirão a doença.</p><p>Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipi-</p><p>entes artificiais.</p><p>Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos</p><p>de 30 minutos.</p><p>Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um</p><p>novo mosquito: ovo, larva, pupa e adultos.</p><p>O a. Aegypti põe seus ovos em recipientes artificiais, tais como latas e garrafas vazias, pneus, calhas,</p><p>caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armaze-</p><p>nar água de chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e</p><p>buracos em árvores.</p><p>A transmissão da dengue, bem como da febre amarela, depende da concentração do mosquito:</p><p>quanto maior a quantidade, maior a transmissão. Esta concentração está diretamente relacionada à</p><p>temperatura e pela presença das chuvas: mais chuvas, mais mosquitos.</p><p>O aedes aegypti é um mosquito urbano, embora já tenha sido encontrado na zona rural, onde foram</p><p>levados em recipientes que continham ovos ou larvas. Próprio das regiões tropical e subtropical, não</p><p>resiste a baixas temperaturas presente em altitudes elevadas.</p><p>Estudos demonstram que, uma vez infectada - e isso pode ocorrer numa única inseminação -, a fê-</p><p>mea transmitirá o vírus por toda a vida, havendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas des-</p><p>cendentes já nascerem portadoras do vírus.</p><p>As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal verte-</p><p>brado. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que</p><p>torna quase indolor a picada. Tanto as fêmeas quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou</p><p>nos terrenos ao redor.</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Aedes Albopictus</p><p>o aedes albopictus é outro transmissor potencial do vírus da dengue. No entanto, não existe compro-</p><p>vação científica de que tenha transmitido a doença. Seu ciclo evolutivo é semelhante ao do aedes ae-</p><p>gypti. Encontrado tanto na zona urbana quanto na rural, alimenta-se de sangue humano ou de qual-</p><p>quer outro animal e é mais resistente que o aedes aegypti essa capacidade para adaptar-se, torna</p><p>seu combate mais difícil.</p><p>O que é dengue?</p><p>O vírus da dengue é um arbovírus. Arbovírus são vírus transmitidos por picadas de insetos, especial-</p><p>mente os mosquitos. Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa</p><p>pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para</p><p>ele.</p><p>O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito aedes aegypti, que precisa de água parada para se</p><p>proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região,</p><p>mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito</p><p>podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.</p><p>Quais são os sintomas da dengue?</p><p>Os principais sintomas da dengue são:</p><p>Febre alta > 38.5ºc.</p><p>Dores musculares intensas.</p><p>Dor ao movimentar os olhos.</p><p>Mal-estar.</p><p>Falta de apetite.</p><p>Dor de cabeça.</p><p>Manchas vermelhas no corpo.</p><p>No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste úl-</p><p>timo caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta</p><p>(39° a 40°c), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça,</p><p>dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira</p><p>na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta man-</p><p>chas vermelhas na pele.</p><p>Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdo-</p><p>minal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sinto-</p><p>mas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos ofe-</p><p>recidos de forma integral e gratuita por meio do sistema único de saúde (sus).</p><p>São sinais de alarme da dengue os seguintes sintomas:</p><p>Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.</p><p>Vômitos persistentes.</p><p>Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico).</p><p>Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.</p><p>Aumento progressivo do hematócrito.</p><p>Queda abrupta das plaquetas.</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Dengue tem cura?</p><p>A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias. A principal complicação é o</p><p>choque hemorrágico, que é quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração</p><p>perca capacidade de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves</p><p>em vários órgãos e colocando a vida da pessoa em risco.</p><p>Como toda infecção, pode levar ao desenvolvimento síndrome de gulliain-barre, encefalite e outras</p><p>complicações neurológicas.</p><p>Transmissão da Dengue</p><p>A dengue é transmitida pela picada do mosquito aedes aegypti. Após picar uma pessoa infectada</p><p>com um dos quatro sorotipos do vírus, a fêmea pode transmitir o vírus para outras pessoas. Há regis-</p><p>tro de transmissão por transfusão sanguínea.</p><p>Não há transmissão da mulher grávida para o feto, mas a infecção por dengue pode levar a mãe a</p><p>abortar ou ter um parto prematuro, além da gestante estar mais exposta para desenvolver o quadro</p><p>grave da doença, que pode levar à morte. Por isso, é importante combater o mosquito da dengue, fa-</p><p>zendo limpeza adequada e não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas, pneus</p><p>ou outros recipientes que possam servir de reprodução do mosquito aedes aegypti.</p><p>Em populações vulneráveis, como crianças e idosos com mais de 65 anos, o vírus da dengue pode</p><p>interagir com doenças pré-existentes e levar ao quadro grave ou gerar maiores complicações nas</p><p>condições clínicas de saúde da pessoa.</p><p>Como é feito o diagnóstico da dengue?</p><p>O diagnóstico da dengue é clínico e feito por um médico. É confirmado com exames laboratoriais de</p><p>sorologia, de biologia molecular e de isolamento viral, ou confirmado com teste rápido (usado para</p><p>triagem).</p><p>A sorologia é feita pela técnica mac elisa, por pcr, isolamento viral e teste rápido. Todos os exames</p><p>estão disponíveis no sistema único de saúde (sus).</p><p>Como é feito o tratamento da dengue?</p><p>Não existe tratamento específico para a dengue. Em caso de suspeita é fundamental procurar um</p><p>profissional de saúde para o correto diagnóstico.</p><p>A assistência em saúde é feita para aliviar os sintomas. Estão entre as formas de tratamento:</p><p>Fazer repouso;</p><p>Ingerir bastante líquido (água);</p><p>Não tomar medicamentos por conta própria;</p><p>A hidratação pode ser por via oral (ingestação de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso</p><p>de soro, por exemplo);</p><p>O tratamento é feito de forma sintomática, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde,</p><p>conforme cada caso.</p><p>Aspectos Clínicos e Epidemiológicos</p><p>descrição - doença infecciosa febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da</p><p>forma como se apresente: infecção inaparente, dengue clássico(dc), febre hemorrágica da dengue</p><p>(fhd) ou síndrome de choque da dengue (scd). A dc, em geral, se inicia abruptamente com febre alta</p><p>(39° a 40°), seguida de cefaléia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbitária,</p><p>náuseas, vômitos, exantema, prurido cutâneo, hepatomegalia (ocasional), dor abdominal generali-</p><p>zada (principalmente em crianças). Pequenas manifestações hemorrágicas (petéquias, epistaxe, gen-</p><p>givorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e metrorragia) podem ocorrer. Dura cerca de 5 a</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>7 dias, quando há regressão dos sinais e sintomas, podendo persistir a fadiga. Na fhd e scd, os sinto-</p><p>mas iniciais são semelhantes aos da dc, mas no terceiro ou quarto dia o quadro se agrava com dor</p><p>abdominal, sinais de debilidade profunda, agitação ou letargia, palidez de face, pulso rápido e débil,</p><p>hipotensão com diminuição da pressão diferencial, manifestações hemorrágicas espontâneas (peté-</p><p>quias, equimoses, púrpura, sangramento do trato gastrointestinal), derrames cavitários, cianose e di-</p><p>minuição brusca da temperatura. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemo-</p><p>concentração concomitante.</p><p>A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da fhd é o extravasamento</p><p>do plasma, que se manifesta por meio de valores crescentes do hematócrito e hemoconcentração.</p><p>Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente encontrada é a prova do laço positiva (qua-</p><p>dro 1). Nos casos graves de fhd, o maior número de casos de choque ocorre entre o 3º e 7º dias de</p><p>doença, geralmente precedido por dores abdominais (quadro 1). O choque é decorrente do aumento</p><p>de permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração</p><p>e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida, após terapia anti-choque.</p><p>Sinonímia - Febre De Quebra Ossos.</p><p>Agente etiológico - é o vírus do dengue (rna). Arbovírus do gênero flavivírus, pertencente à família fla-</p><p>viviridae, com 4 sorotipos conhecidos: 1, 2, 3 e 4.</p><p>Vetores hospedeiros - os vetores são mosquitos do gênero aedes. Nas américas, o vírus da dengue</p><p>persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - aedes aegypti - homem. O aedes al-</p><p>bopictus, já presente nas américas e com ampla dispersão na região sudeste do brasil, até o mo-</p><p>mento não foi associado à transmissão do vírus da dengue nas américas. A fonte da infecção e hos-</p><p>pedeiro vertebrado é o homem. Foi descrito, na ásia e na áfrica, um ciclo selvagem envolvendo o ma-</p><p>caco.</p><p>Modo de transmissão - a transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito aedes aegypti, no ci-</p><p>clo homem - aedes aegypti - homem. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a</p><p>transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. A transmissão mecânica também é</p><p>possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro</p><p>suscetível próximo. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com</p><p>uma pessoa sadia, nem por fontes de água ou alimento.</p><p>Período de incubação - de 3 a 15 dias, em média 5 a 6 dias.</p><p>Período de transmissibilidade - o homem infecta o mosquito durante o período de viremia, que co-</p><p>meça um dia antes da febre e perdura até o sexto dia de doença.</p><p>Complicações - choque decorrente do aumento da permeabilidade capilar, seguido de hemoconcen-</p><p>tração e falência circulatória.</p><p>Diagnóstico - na dc, o diagnóstico é clínico e laboratorial nos primeiros casos e em seguida, clínico-</p><p>epidemiológico. A fhd e scd necessitam de uma boa anamnese, seguida de exame clínico (vide sinais</p><p>de alerta no quadro 1) com prova do laço (verificar aparecimento de petéquias) e confirmação labora-</p><p>torial específica.</p><p>Diagnóstico Laboratorial</p><p>a) específico - virológico: isolamento viral; realizado a partir de amostras de sangue, derivados ou te-</p><p>cidos coletados nos primeiros 5 dias após o</p><p>início da febre, sendo importante para a identificação do</p><p>sorotipo viral circulante. Detecção - de antígeno virais e/ou ácido nucléico viral mediante os seguintes</p><p>métodos: reação em cadeia de polimerase (pcr); imunofluorescência e imunohistoquímica. Soroló-</p><p>gico: ensaio imunoenzimático para captura de anticorpos igm (mac-elisa),na maioria dos casos requer</p><p>somente uma amostra de soro, sendo possível realizar o diagnóstico presuntivo de infecção recente</p><p>ou ativa. Outras técnicas também são utilizadas no diagnóstico sorológico do vírus do dengue, porém</p><p>requerem sorologia com amostras pareadas. Inibição de hemaglutinação (ih); teste de neutralização</p><p>(n); fixação de complemento (fc);</p><p>b) inespecíficos - alterações laboratoriais: dc - leucopenia, embora possa ocorrer leucocitose. Linfoci-</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>tose com atipia linfocitária e trombocitopenia. Dh - deve-se dar particular atenção à dosagem do he-</p><p>matócrito e hemoglobina para verificação de hemoconcentração, que indica a gravidade do caso e</p><p>orienta a terapêutica (quadro 2). Ocorrem alterações no coagulograma (aumento do tempo de pro-</p><p>trombina, tromboplastina parcial e trombina) com diminuição do fibrinogênio, fator viii e xii, antitrom-</p><p>bina e antiplasmina, diminuição da albumina e alterações das enzimas hepáticas. A confiabilidade</p><p>dos resultados dos testes laboratoriais depende dos cuidados durante a coleta, manuseio, acondicio-</p><p>namento e transporte das amostras.</p><p>Diagnóstico diferencial - dc: gripe, rubéola, sarampo. Fhd e scd - infecções virais e bacterianas, cho-</p><p>que endotóxico, leptospirose, febre amarela, hepatites infecciosas e outras febres hemorrágicas.</p><p>Tratamento - dc: sintomáticos (não usar ácido acetil-salicílico). Fhd: alguns sinais de alerta (quadro</p><p>1)precisam ser observados: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hepatomegalia</p><p>dolorosa, derrames cavitários, sangramentos importantes, hipotensão arterial (pa sistólica <=80mm</p><p>hg, em < 5 anos; pa sistólica <= 90mm hg, em > 5 anos), diminuição da pressão diferencial (pa sistó-</p><p>lica - pa diastólica <= 20mm hg), hipotensão postural (pa sistólica sentado - pa sistólica em pé com</p><p>diferença maior que 10mm hg), diminuição da diurese, agitação, letargia, pulso rápido e fraco, extre-</p><p>midades frias, cianose, diminuição brusca da temperatura corpórea associada à sudorese profusa,</p><p>taquicardia, lipotimia e aumento repentino do hematócrito. Aos primeiros sinais de choque, o paciente</p><p>deve ser internado imediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e da acidose.</p><p>Durante uma administração rápida de fluidos, é particularmente importante estar atento a sinais de</p><p>insuficiência cardíaca.</p><p>Características epidemiológicas - o dengue tem sido relatado há mais de 200 anos. Na década de 50,</p><p>a febre hemorrágica da dengue - fhd foi descrita, pela primeira vez, nas filipinas e tailândia. Após a</p><p>década de 60, a circulação do vírus da dengue intensificou-se nas américas. A partir de 1963, houve</p><p>circulação comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vários países. Em 1977, o sorotipo 1 foi introduzido</p><p>nas américas, inicialmente pela jamaica.</p><p>A partir de 1980, foram notificadas epidemias em vários países, aumentando consideravelmente a</p><p>magnitude do problema. Cabe citar: brasil (1982, 1986, 1998, 2002), bolívia (1987), paraguai (1988),</p><p>equador (1988), peru (1990) e cuba (1977/1981). A fhd afetou cuba em 1981 e foi um evento de ex-</p><p>trema importância na história da doença nas américas.</p><p>Essa epidemia foi causada pelo sorotipo 2, tendo sido o primeiro relato de febre hemorrágica da den-</p><p>gue ocorrido fora do sudoeste asiático e pacífico ocidental. O segundo surto ocorreu na venezuela,</p><p>em 1989, e, em 1990/1991, alguns casos foram notificados no brasil (rio de janeiro), bem como em</p><p>1994 (fortaleza - ceará).</p><p>No brasil há referências de epidemias em 1916, em são paulo, e em 1923, em niterói, sem diagnós-</p><p>tico laboratorial. A primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982,</p><p>em boa vista - roraima, causada pelos sorotipos 1 e 4. A partir de 1986, foram registradas epidemias</p><p>em diversos estados com a introdução do sorotipo 1.</p><p>A introdução dos sorotipos 2 e 3 foi detectada no estado do rio de janeiro em 1990 e dezembro de</p><p>2000 respectivamente.</p><p>O sorotipo 3 apresentou uma rápida dispersão para 24 estados do país no período de 2001-2003. Em</p><p>2003 apenas os estados do rio grande do sul e santa catarina não apresentavam transmissão autóc-</p><p>tone da doença. As maiores epidemias detectadas até o momento ocorreram nos anos de 1998 e</p><p>2002, com cerca de 530 mil e 800 mil casos notificados, respectivamente.</p><p>Os primeiros casos de fhd foram registrados em 1990 no estado do rio de janeiro, após a introdução</p><p>do sorotipo 2. Nesse ano foram confirmados 274 casos que, de uma forma geral, não apresentaram</p><p>manifestações hemorrágicas graves.</p><p>A faixa etária mais atingida foi a de maiores de 14 anos. Na segunda metade da década de 90, obser-</p><p>vamos a ocorrência de casos de fhd em diversos estados do país. Nos anos de 2001 e 2002, foi de-</p><p>tectado um aumento no total de casos de fhd, potencialmente refletindo a circulação simultânea dos</p><p>sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue. A letalidade por fhd se manteve em torno de 5% no período de</p><p>2000- 2003.</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Vigilância Epidemiológica</p><p>Objetivo - controlar a ocorrência da doença através do combate ao mosquito transmissor.</p><p>Notificação - é doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória, principalmente</p><p>quando se trata dos primeiros casos de dc diagnosticados em uma área, ou quando se suspeita de</p><p>fhd. Os óbitos decorrentes da doença devem ser investigados imediatamente.</p><p>Definição de Caso</p><p>Suspeito - dengue clássico - paciente que tenha doença febril aguda com duração máxima de 7 dias,</p><p>acompanhada de, pelo menos, dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retroorbital, mialgia, artral-</p><p>gia, prostração, exantema. Além desses sintomas, o paciente deve ter estado, nos últimos quinze</p><p>dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de aedes aegypti.</p><p>Febre hemorrágica do dengue - paciente que apresenta também manifestações hemorrágicas, vari-</p><p>ando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves, como hematêmase, melena e outros.</p><p>A ocorrência de pacientes com manifestações hemorrágicas, acrescidas de sinais e sintomas de cho-</p><p>que cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente, diminuição ou ausência de pressão arte-</p><p>rial, pele fria e úmida, agitação), leva à suspeita de síndrome de choque (scd).</p><p>Confirmado - dengue clássico - o caso confirmado laboratorialmente. No curso de uma epidemia, a</p><p>confirmação pode ser feita através de critérios clínico-epidemiológicos, exceto nos primeiros casos da</p><p>área, que deverão ter confirmação laboratorial. Febre hemorrágica do dengue é o caso em que todos</p><p>os critérios abaixo estão presentes:</p><p>1. Febre ou história de febre recente de 7 dias ou menos;</p><p>2. Trombocitopenia (< 100.000/mm3);</p><p>3. Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço posi-</p><p>tiva, petéquias, equimoses ou púrpuras e sangramentos de mucosas, do trato gastrointestinal e ou-</p><p>tros;</p><p>4. Extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por: hema-</p><p>tócrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal, na admissão; ou queda do hematócrito em</p><p>20%, após o tratamento; ou presença de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia;</p><p>5. Confirmação laboratorial específica. Scd: é o caso que apresenta todos os critérios de fhd mais evi-</p><p>dências de choque.</p><p>Medidas de controle-as medidas de controle se restringem ao vetor aedes aegypti, uma vez que não</p><p>se tem ainda vacina ou drogas antivirais específicas. O combate ao vetor deve desenvolver ações</p><p>continuadas de inspeções domiciliares, eliminação e tratamento de criadouros, priorizando atividades</p><p>de educação em saúde e</p><p>mobilização social.</p><p>A finalidade das ações de rotina é manter a infestação do vetor em níveis incompatíveis com a trans-</p><p>missão da doença. Em situações de epidemias deve ocorrer a intensificação das ações de controle,</p><p>prioritariamente a eliminação de criadouros e o tratamento focal. Além disso, deve ser utilizada a apli-</p><p>cação espacial de inseticida a ultra baixo volume - ubv, ao mesmo tempo em que se reestrutura as</p><p>ações de rotina.</p><p>Em função da complexidade que envolve a prevenção e o controle da dengue, o programa nacional</p><p>estabeleceu dez componentes de ação, sendo eles: vigilância epidemiológica; combate ao vetor; as-</p><p>sistência aos pacientes; integração com a atenção básica (pacs/psf); ações de saneamento ambien-</p><p>tal; ações integradas de educação em saúde, comunicação e mobilização; capacitação de recursos</p><p>humanos; legislação de apoio ao programa e acompanhamento e avaliação.</p><p>Estes componentes de ação, se convenientemente implementados, contribuirão para a estruturação</p><p>de programas permanentes, integrados e intersetoriais, características essenciais para o enfrenta-</p><p>mento desse importante problema de saúde pública.</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Vigilância Ambiental - Vetores</p><p>Dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna, na maioria dos casos.</p><p>Pode apresentar duas formas clínicas: dengue clássico e febre hemorrágica do dengue ou dengue</p><p>hemorrágico. É a virose urbana mais difundida no mundo. Com exceção da europa, ocorre em todos</p><p>os continentes. É uma doença de áreas tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente</p><p>favorecem o desenvolvimento do mosquito aedes aegypti.</p><p>Agente Infeccioso</p><p>O vírus do dengue é um arbovírus (vírus transmitido por inseto). São conhecidos quatro sorotipos</p><p>(den 1, den 2, den 3 e den 4).</p><p>Modo de Transmissão</p><p>a transmissão se faz de pessoa a pessoa através da picada do mosquito fêmea aedes aegypti infec-</p><p>tado. Uma vez infectado, o homem demora de 4 a 10 dias para apresentar os sintomas do dengue. O</p><p>mosquito macho não transmite a doença, pois alimenta-se de seiva de plantas.</p><p>Sintomas</p><p>na forma clássica a doença tem início súbito, com febre alta, dores musculares e articulares, dor atrás</p><p>dos olhos, dor de cabeça, perda do apetite, náuseas, vômitos, prostração, além de manchas verme-</p><p>lhas na pele, podendo assim ser confundida com sarampo ou rubéola. O dengue hemorrágico tem</p><p>sintomas semelhantes aos do dengue clássico, porém evolui com tendência a hemorragias, dores ab-</p><p>dominais intensas, palidez cutânea, pele pegajosa e fria, agitação, sonolência, dificuldade respirató-</p><p>ria, pulso rápido e fraco, podendo levar o paciente ao choque e à morte.</p><p>Tratamento</p><p>não há tratamento específico para o dengue. As medidas terapêuticas visam à manutenção do estado</p><p>geral do paciente. Não devem ser usados derivados do ácido acetilsalicílico para combater a dor e a</p><p>febre, pois podem provocar sangramentos. Recomenda-se tomar dipirona ou acetaminofen.</p><p>Como o mosquito se reproduz</p><p>o desenvolvimento do aedes aegypti pode ser dividido em 2 fases (aquática e aérea), passando por 4</p><p>estágios distintos: ovo => larva => pupa => mosquito alado. Na fase aquática a fêmea do mosquito</p><p>põe seus ovos nas paredes de recipientes com água. As larvas saem dos ovos e vivem na água por</p><p>aproximadamente uma semana. Passam pelo estágio de pupa que dura de 1 a 2 dois dias, ao final do</p><p>qual surge o mosquito alado ou adulto. O aedes aegypti é um mosquito pequeno, escuro, com um de-</p><p>senho prateado em forma de lira no dorso e listras nas patas, podendo viver de 1 a 2 meses.</p><p>Onde vive o aedes aegypti : em todo lugar onde existe água parada e limpa, em qualquer tipo de reci-</p><p>piente que acumule água. Exemplos: bacias, baldes, bandejas de escorrimento de geladeiras, barris,</p><p>buracos de árvores, calhas de telhados, canaletas, drenos de escoamentos, garrafas, latas, panelas,</p><p>pneus, potes, pratos, tambores, tanques, cisternas, urnas de cemitérios, vasos de flores, vidros, cai-</p><p>xas d’água, copos descartáveis, casca de ovo, tampa de garrafa. Os locais preferidos para abrigo são</p><p>armários e lugares escuros dentro de casa. No ambiente externo prefere lugares frescos e sombrea-</p><p>dos.</p><p>Como é o Ataque</p><p>a fêmea do aedes aegypti tem hábitos diurnos, pica as pessoas nas primeiras horas do dia e no final</p><p>da tarde. Ataca preferencialmente no ambiente doméstico ou peridoméstico, uma vez que a maioria</p><p>dos criadouros se encontram dentro das casas ou em seus arredores.</p><p>Como prevenir a doença</p><p>ainda não existe vacina contra o dengue, por isso a única garantia para que não ocorra a doença é a</p><p>ausência do mosquito transmissor. Várias medidas preventivas, individuais ou coletivas, devem ser</p><p>adotadas pelas instituições públicas e pela população em geral:</p><p>HÁBITOS DO VETOR</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Proteger-se de picadas do mosquito através de repelentes de insetos, mosquiteiros, telas em portas e</p><p>janelas;</p><p>Eliminar os criadouros do mosquito;</p><p>Manter bem tampados os recipientes de armazenamento de água;</p><p>Remover e dar um destino adequado ao lixo;</p><p>Utilizar larvicidas (como o temefós) nos focos de aedes aegypti para matar as larvas em desenvolvi-</p><p>mento;</p><p>Em casos de epidemia, pulverização com inseticidas organofosforados sob a forma de aerossóis a</p><p>ultrabaixo volume ("fumacê") para eliminar os mosquitos adultos. Tais medidas não terão êxito se não</p><p>contarem com a participação de toda a comunidade.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>Apostila Concurso (Médio)</p><p>01 Quem Somos</p><p>02 Proibido Copia</p><p>04 Especificos</p><p>01 Conceitos Básicos de Endemia, Epidemia, Pandemia</p><p>02 Atribuições do ACE</p><p>03 Agente de Combate a Endemias</p><p>04 Sistema de Informação em Saúde</p><p>05 Hábitos do Vetor</p><p>05 Referencia</p><p>06 Contra Capa</p><p>Desmodus rotundus</p><p>Mosquito-palha</p><p>Musca domestica</p><p>Triatoma brasiliensis</p><p>Pulga (Siphonaptera)</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Mosca tsé-tsé</p><p>Mosca-Varejeira</p><p>Vias De Trasmissão De Doneças</p><p>Entendemos transmissão como a transferência de um agente etiológico animado de um reservatório</p><p>ou fonte de infecção para um novo hospedeiro suscetível. A transmissão pode ocorrer de forma direta</p><p>ou indireta.</p><p>1. Transmissão direta (contágio): transferência rápida do agente etiológico, sem a interferência de veí-</p><p>culos. Ela pode ocorrer de duas formas distintas:</p><p>• Transmissão direta imediata: transmissão direta em que há um contato físico entre o reservatório ou</p><p>fonte de infecção e o novo hospedeiro suscetível.</p><p>• Transmissão direta mediata: transmissão direta em que não há contato físico entre o reservatório ou</p><p>fonte de infecção e o novo hospedeiro; a transmissão se faz por meio das secreções oronasais trans-</p><p>formadas em partículas pelos movimentos do espirro e que, tendo mais de 100 micras de diâmetro,</p><p>são dotadas da capacidade de conduzir agentes infecciosos existentes nas vias respiratórias. Essas</p><p>partículas são denominadas "gotículas de flügge".</p><p>2. Transmissão indireta: transferência do agente etiológico por meio de veículos animados ou inanima-</p><p>dos. A fim de que a transmissão indireta possa ocorrer, torna-se essencial que:</p><p>• os agentes sejam capazes de sobreviver fora do organismo durante um certo tempo;</p><p>• existam veículos que transportem os microrganismos ou parasitas de um lugar a outro.</p><p>Entende-se por veículo o ser animado ou inanimado que transporta um agente etiológico. Não são</p><p>consideradas como veículos as secreções e excreções da fonte de infecção, que são, na realidade, um</p><p>substrato no qual os microrganismos são eliminados.</p><p>Transmissão indireta por veículo animado (ou vetor) é aquela que se dá por meio de um artrópode que</p><p>transfere um agente infeccioso do reservatório ou fonte de infecção para um hospedeiro suscetível.</p><p>Este artrópode pode comportar-se como:</p><p>• vetor biológico: vetor no qual se passa, obrigatoriamente, uma fase do desenvolvimento de determi-</p><p>nado agente etiológico; erradicando-se o vetor biológico, desaparece a doença que ele transmite. Os</p><p>anofelíneos que transmitem a malária são exemplos desse tipo de vetor;</p><p>• vetor mecânico: vetor acidental que constitui somente uma das modalidades da transmissão de um</p><p>agente etiológico. Sua erradicação retira apenas um dos componentes da transmissão da doença. São</p><p>exemplos as moscas, que podem transmitir agentes eliminados pelas fezes, à medida que os transpor-</p><p>tam em suas patas ou asas após pousarem em matéria fecal.</p><p>Transmissão indireta por veículo inanimado é aquela que se dá por meio de um ser inanimado que</p><p>transporta um agente etiológico. Os veículos inanimados são:</p><p>• água</p><p>• ar</p><p>• alimentos</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• solo</p><p>• fômites</p><p>Vias de penetração</p><p>Entende-se por via de penetração o trajeto pelo qual o agente introduz-se no novo hospedeiro. A via</p><p>de penetração oferece acesso a tecidos nos quais o agente pode multiplicar-se ou local onde a toxina,</p><p>por ele produzida, pode agir. Freqüentemente, as vias de eliminação e de penetração são as mesmas.</p><p>As vias mais importantes, como já salientamos, são:</p><p>• trato respiratório</p><p>• trato digestivo</p><p>• trato urinário</p><p>• pele, mucosas e secreções</p><p>Fatores Do Novo Hospedeiro Suscetível</p><p>O elo final da cadeia do processo infeccioso é o novo hospedeiro suscetível. A suscetibilidade do hos-</p><p>pedeiro depende de fatores genéticos, de imunidade específica adquirida e de outros fatores que alte-</p><p>ram a habilidade individual de resistir à infecção ou limitar a patogenicidade.</p><p>A compreensão dos fatores envolvidos na resposta do novo hospedeiro à infecção importa no conhe-</p><p>cimento de alguns conceitos que passaremos a apresentar:</p><p>• Suscetibilidade: situação de uma pessoa ou animal que se caracteriza pela ausência de resistência</p><p>suficiente contra um determinado agente patogênico que a proteja da enfermidade na eventualidade</p><p>de entrar em contato com esse agente.</p><p>• Resistência: conjunto de mecanismos específicos e inespecíficos do organismo que servem de de-</p><p>fesa contra a invasão ou multiplicação de agentes infecciosos, ou contra os efeitos nocivos de seus</p><p>produtos tóxicos. Os mecanismos específicos constituem a imunidade humoral e os inespecíficos</p><p>abrangem os desempenhados por vários mecanismos, entre eles: pele, mucosa, ácido gástrico, cílios</p><p>do trato respiratório, reflexo da tosse, imunidade celular.</p><p>• Imunidade: resistência usualmente associada à presença de anticorpos específicos (imunidade hu-</p><p>moral) que têm o efeito de inibir microrganismos específicos ou suas toxinas responsáveis por doenças</p><p>infecciosas particulares. A imunidade pode apresentar-se de duas formas:</p><p>a. Imunidade ativa: imunidade adquirida naturalmente pela infecção, com ou sem manifestações clíni-</p><p>cas, ou artificialmente pela inoculação de frações ou produtos de agentes infecciosos, ou do próprio</p><p>agente morto modificado, ou de uma forma variante, na forma de vacinas. A imunidade ativa natural ou</p><p>artificialmente adquirida pode ser duradoura ou não, dependendo das características do agente e/ou</p><p>vacina.</p><p>b. Imunidade passiva: imunidade adquirida naturalmente da mãe ou artificialmente pela inoculação de</p><p>anticorpos protetores específicos (soro imune de convalescentes ou imunoglobulina sérica). A imuni-</p><p>dade passiva natural ou artificialmente adquirida é pouco duradoura.</p><p>Além dos acima citados, um importante aspecto para compreendermos os fatores envolvidos na res-</p><p>posta do novo hospedeiro à infecção são os mecanismos de ação patogênica dos agentes infecciosos</p><p>ou de seus produtos. Os principais mecanismos encontrados são:</p><p>• Invasão direta dos tecidos: esse mecanismo é comum à grande variedade de parasitas e microrga-</p><p>nismos patogênicos para o homem. Vale citar, entre eles: amebíase, giardíase, meningites bacterianas,</p><p>arboviroses responsáveis por encefalites, etc.</p><p>• Produção de toxina: algumas doenças infecciosas resultam primariamente da produção de toxinas,</p><p>entre elas a difteria, o tétano e as infecções causadas pela Escherichia coli toxigênica. Em outras</p><p>CONCEITOS BASICOS DE ENDEMIA, EPIDEMIA, PANDEMIA</p><p>12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>situações, como na infecção pelo Staphylococus aureus, com a invasão direta dos tecidos pode ocorrer</p><p>a produção de toxina, como acontece na síndrome do choque tóxico.</p><p>• Reação alérgica ou imunológica exacerbada: em algumas situações as doenças infecciosas resultam</p><p>de mecanismos imunoalérgicos; entre elas, vale citar a tuberculose, a glomérulo-nefrite pós-infecção</p><p>estreptocócica, o dengue hemorrágico, etc.</p><p>• Infecção latente ou persistente: infecções bacterianas crônicas ou persistentes ou infecções virais</p><p>latentes constituem importante mecanismo patogênico de uma variedade de doenças infecciosas. Cer-</p><p>tas bactérias, em alguns casos, podem persistir assintomaticamente ou após a doença na faringe</p><p>(exemplos: Hemophilus influenzae, Neisseria meningitidis, etc.). Alguns vírus como herpes I e II, a va-</p><p>ricela zoster, o vírus do sarampo na pan-encefalite subaguda esclerosante, entre vários outros, podem</p><p>determinar infecções persistentes.</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>Br</p><p>as</p><p>íl</p><p>ia</p><p>D</p><p>F</p><p>20</p><p>19</p><p>Manual sobre</p><p>Medidas de</p><p>Proteção à Saúde</p><p>dos Agentes</p><p>de Combate</p><p>às Endemias</p><p>Ministério da saúde</p><p>ArbovirosEs trAnsmitidAs</p><p>pElo Aedes Aegypti</p><p>1volume</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE</p><p>Secretaria de Vigilância em Saúde</p><p>Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador</p><p>e Vigilância das Emergências em Saúde Pública</p><p>Br</p><p>as</p><p>íl</p><p>ia</p><p>D</p><p>F</p><p>20</p><p>19</p><p>VENDA PROIBIDADI</p><p>ST</p><p>RIBUIÇÃO</p><p>GRATUITA</p><p>Manual sobre</p><p>Medidas de</p><p>Proteção à Saúde</p><p>dos Agentes</p><p>de Combate</p><p>às Endemias</p><p>ARbOvIROSES TRANSMITIDAS</p><p>pElO Aedes Aegypti</p><p>1volume</p><p>Elaboração, distribuição e informações:</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE</p><p>Secretaria de Vigilância em Saúde</p><p>Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública (DSASTE)</p><p>SRTVN 702, Via W5 Norte, Edifício PO 700, 6º andar</p><p>CEP: 70723-040 – Brasília-DF</p><p>Site: http://portalms.saude.gov.br/</p><p>E-mail: dsastediretoria@saude.gov.br; cgsat@saude.gov.br.</p><p>Organização:</p><p>Daniela Buosi Holfs</p><p>Júlio Henrique Rosa Croda</p><p>Karla Freire Baeta</p><p>Rodrigo Fabiano do Carmo Said</p><p>Charles Dikison Souza Guimarães</p><p>Isabella de Oliveira Campos Miquilin</p><p>Jaqueline Martins</p><p>José Maria Viana dos Santos</p><p>Roberta Gomes Carvalho</p><p>Paulo Cesar da Silva</p><p>Alessandro Chagas</p><p>César Augusto Patta</p><p>Christianne Andrade Rocha</p><p>Elisa Neves Vianna</p><p>Fernando Campos Avendanho</p><p>Hamilton Humberto Ramos</p><p>Heleno Rodrigues Corrêa Filho</p><p>Jaimara Azevedo Oliveira</p><p>Karina Ribeiro Leite Jardim Cavalcante</p><p>Letícia Coelho da Costa Nobre</p><p>Luiz Cláudio Meirelles</p><p>Marcus Vinicius Quito</p><p>Maria Antônia Rego</p><p>Natiela Beatriz de Oliveira Kanashiro</p><p>Neli Pires Magnanelli</p><p>Noely Fabiana Oliveira de Moura</p><p>Rosemary Norye Inamine</p><p>Revisão técnica:</p><p>Daniela Buosi Holfs</p><p>Karla Freire Baeta</p><p>Rodrigo Fabiano do Carmo Said</p><p>Charles Dikison Souza Guimarães</p><p>Isabella de Oliveira Campos Miquilin</p><p>Jaqueline Martins</p><p>José Maria Viana dos Santos</p><p>Roberta Gomes Carvalho</p><p>Paulo Cesar da Silva</p><p>Terezinha Reis de Souza Maciel</p><p>Ilustrações do Anexo C:</p><p>Alkemarra de Paula Leite</p><p>Ilustrações dos Anexos G e H:</p><p>Pierre Trabbold (Linea Creativa), com direitos de uso</p><p>para Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).</p><p>Revisão ortográfica:</p><p>Angela Martinazzo</p><p>Diagramação:</p><p>Sabrina Lopes</p><p>Normalização:</p><p>Editora MS/CGD</p><p>2019 Ministério da Saúde.</p><p>Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição –</p><p>Não Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida</p><p>a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.</p><p>A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério</p><p>da Saúde: <www.saude.gov.br/bvs>.</p><p>Tiragem: 1ª edição – 2019 – versão eletrônica</p><p>Ficha Catalográfica</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador</p><p>e Vigilância das Emergências em Saúde Pública.</p><p>Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias. Volume 1: Arboviroses Transmitidas</p><p>pelo Aedes aegypti. [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de</p><p>Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.</p><p>1 v. : il.</p><p>Conteúdo: v. 1. Arboviroses Transmitidas pelo Aedes aegypti.</p><p>Modo de acesso: World Wide Web: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_proteção_agentes_endemias.pdf</p><p>ISBN 978-85-334-2730-3 obra completa</p><p>ISBN 978-85-334-2731-0 volume 1</p><p>1. Manual. 2. Agente de Saúde Pública. 3. Proteção. 4. Vigilância em saúde. I. Título.</p><p>CDU 614:613.6</p><p>Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 0163/2019</p><p>Título para indexação:</p><p>Handbook on health protection measures for endemics combat agents. Volume 1: Arboviruses transmitted by Aedes aegypti</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>Figura 1 Turma de Guardas Sanitários, 1944 11</p><p>Figura 2 Agentes de combate às endemias, 2019 11</p><p>Figura 3 Sequência de hierarquia de controle de risco 31</p><p>Figura 4 Resumo das ações de vigilância e monitoramento da situação de</p><p>saúde dos ACE</p><p>49</p><p>Figura 5 Resumo da Organização da Rede de Atenção à Saúde nas</p><p>medidas relativas à Atenção Integral à Saúde – Agentes de Combate</p><p>às Endemias</p><p>64</p><p>Figura 6 Modelo de equipamento de pressão variável acionado por alavanca,</p><p>com detalhamento sobre as respectivas áreas de risco</p><p>74</p><p>Figura 7 Modelo de equipamento de aplicação residual confeccionado em</p><p>plástico, com detalhamento sobre as respectivas áreas de risco</p><p>75</p><p>Figura 8 Modelo de nebulizador/pulverizador costal motorizado, com</p><p>detalhamento sobre as respectivas áreas de risco</p><p>76</p><p>Figura 9 Modelo de nebulizador pesado, com detalhamento sobre as</p><p>respectivas áreas de risco</p><p>77</p><p>Figura 10 Modelo de termonebulizador portátil, com detalhamento sobre as</p><p>respectivas áreas de risco</p><p>78</p><p>LISTA DE QUADROS</p><p>Quadro 1 Fatores de risco, condições de trabalho e possíveis agravos e doenças</p><p>relacionadas ao trabalho do agente de combate às endemias</p><p>28</p><p>Quadro 2 Agravos relacionados ao trabalho e notificados por meio da</p><p>estratégia de Vigilância em Saúde do Trabalhador</p><p>57</p><p>Quadro 3 Doenças relacionadas ao trabalho notificadas por meio da estratégia</p><p>de Vigilância em Saúde do Trabalhador</p><p>58</p><p>LISTA DE SIGLAS</p><p>ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas</p><p>ACE Agente de Combate às Endemias</p><p>ANTT Agência Nacional de Transportes Terrestres</p><p>Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária</p><p>CA Certificado de Aprovação</p><p>CAT Comunicação de Acidente de Trabalho</p><p>Cerest Centro de Referência em Saúde do Trabalhador</p><p>CGARB Coordenação-Geral de Vigilância das Arboviroses</p><p>CGSAT Coordenação-Geral de Saúde do Trabalhador</p><p>CID Classificação Internacional de Doenças</p><p>CLT Consolidação das Leis Trabalhistas</p><p>Dataprev Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social</p><p>DEIDT Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis</p><p>DSASTE Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância</p><p>das Emergências em Saúde Pública</p><p>EPC Equipamento de Proteção Coletiva</p><p>EPI Equipamento de Proteção Individual</p><p>ESF Estratégia de Saúde da Família</p><p>FISPQ Ficha de Informação de Segurança para Produtos Químicos</p><p>FNS Fundo Nacional de Saúde</p><p>FSESP Fundação Serviços de Saúde Pública</p><p>Funasa Fundação Nacional de Saúde</p><p>GM Gabinete do Ministro</p><p>INSS Instituto Nacional de Seguridade Social</p><p>LER/Dort Lesões por esforços repetitivos/Distúrbios osteomusculares</p><p>relacionados ao trabalho</p><p>LIRAa Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti</p><p>Mapa Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</p><p>ME Ministério da Economia</p><p>MOPP Movimentação de Produtos Perigosos</p><p>MS Ministério da Saúde</p><p>MTE Ministério do Trabalho e Emprego</p><p>Nasf Núcleo de Apoio à Saúde da Família</p><p>NBR Norma Brasileira</p><p>NR Norma Regulamentadora</p><p>OIT Organização Internacional do Trabalho</p><p>ONU Organização das Nações Unidas</p><p>PA Ponto de Apoio</p><p>PAB Piso de Atenção</p><p>Básica</p><p>Pair Perda Auditiva Induzida por Ruído</p><p>PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional</p><p>PE Ponto Estratégico</p><p>PET Polietileno tereftalato</p><p>PFF Peça Facial Filtrante</p><p>PNSTT Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora</p><p>QPX Quimioprofilaxia</p><p>RAS Rede de Atenção à Saúde</p><p>Renast Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador</p><p>SEPT Secretaria Especial de Previdência e Trabalho</p><p>SES Secretaria Estadual de Saúde</p><p>Sinan Sistema de Informação de Agravos de Notificação</p><p>SMS Secretaria Municipal de Saúde</p><p>SNABS Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde</p><p>SNPES Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde</p><p>SPDA Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas</p><p>ST Saúde do Trabalhador</p><p>Sucam Superintendência de Campanhas de Saúde Pública</p><p>SUS Sistema Único de Saúde</p><p>SVS Secretaria de Vigilância em Saúde</p><p>UBV Ultra Baixo Volume</p><p>Visat Vigilância em Saúde do Trabalhador</p><p>SUMáRIO</p><p>Apresentação 8</p><p>Introdução 10</p><p>Objetivos 13</p><p>Público-alvo 13</p><p>Estrutura do Manual 14</p><p>Eixo 1 O agente de combate às endemias 15</p><p>1.1 O agente de combate às endemias: breve história da evolução</p><p>da categoria profissional</p><p>15</p><p>1.2 Atribuições dos agentes de combate às endemias e ações</p><p>complementares dos agentes comunitários de saúde</p><p>17</p><p>Eixo 2 Situações de risco identificadas no processo de</p><p>trabalho dos agentes de combate às endemias</p><p>e doenças relacionadas ao trabalho</p><p>20</p><p>2.1 Processo de trabalho dos agentes de combate às endemias 20</p><p>2.1.1 Visitas domiciliares 21</p><p>2.1.2 Aplicação de adulticidas 23</p><p>2.2 Fatores de risco nas atividades desenvolvidas pelos agentes</p><p>de combate às endemias</p><p>25</p><p>2.2.1 Risco químico 25</p><p>2.2.2 Riscos físicos 26</p><p>2.2.3 Riscos biológicos 26</p><p>2.2.4 Riscos mecânicos e de acidente de trabalho 27</p><p>2.2.5 Riscos ergonômicos e de organização do trabalho e riscos sociais 27</p><p>Eixo 3 Medidas de proteção à saúde dos agentes de combate</p><p>às endemias</p><p>30</p><p>3.1 Gestão da saúde e segurança no trabalho do agente de combate</p><p>às endemias</p><p>30</p><p>3.2 Hierarquia de controle – medidas de proteção coletiva e individual 31</p><p>3.2.1 Medidas de proteção coletiva 32</p><p>3.2.1.1 Eliminação dos perigos 33</p><p>3.2.1.2 Substituição por processos, operações, materiais ou equipamentos</p><p>menos perigosos</p><p>34</p><p>3.2.1.3 Medidas de controle de engenharia e reorganização do trabalho 34</p><p>3.2.1.4 Uso de controles administrativos 41</p><p>3.2.1.5 Condições e organização do processo de trabalho do agente de</p><p>combate às endemias</p><p>42</p><p>3.2.1.6 Direito à informação, treinamentos e participação do trabalhador</p><p>nas medidas de saúde e segurança</p><p>44</p><p>3.2.2 Medidas de proteção individual 44</p><p>3.2.2.1 Imunização 47</p><p>Eixo 4 Ações de monitoramento da situação de saúde dos</p><p>agentes de combate às endemias</p><p>49</p><p>4.1 Exames clínicos e laboratoriais 50</p><p>4.2 Exames de colinesterase 53</p><p>Eixo 5 Ações de prevenção e condutas frente à ocorrência de</p><p>acidentes, doenças e agravos relacionados ao trabalho</p><p>56</p><p>5.1 Acidentes, doenças e agravos relacionados ao trabalho 56</p><p>5.2 Atribuições dos empregadores ou responsáveis pelo vínculo do</p><p>trabalhador na organização da rede de atenção integral à saúde</p><p>do trabalhador</p><p>59</p><p>5.3 Ações de saúde do trabalhador na Atenção Básica/Equipes de</p><p>Saúde da Família</p><p>61</p><p>5.4 Atribuições das unidades de urgência e emergência 62</p><p>5.5 Atribuições dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador 63</p><p>Referências 65</p><p>Anexos 70</p><p>Anexo A Informações técnicas sobre os inseticidas utilizados atualmente</p><p>no Ministério da Saúde</p><p>71</p><p>Anexo B Orientações quanto aos projetos físicos de unidades para</p><p>armazenagem, distribuição e preparo de inseticidas</p><p>72</p><p>Anexo C Orientações relativas aos procedimentos seguros de operação</p><p>e abastecimento dos equipamentos de aplicação de inseticidas</p><p>74</p><p>Anexo D Fichas de Atividade Laboral 79</p><p>Anexo E Matriz de recomendação de EPI por atividade 84</p><p>Anexo F Modelo de ficha de controle de entrega e devolução de</p><p>equipamento de proteção individual</p><p>86</p><p>Anexo G Procedimentos de higiene no momento de vestir os EPI 87</p><p>Anexo H Procedimentos de higiene no momento de retirar os EPI 89</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>8</p><p>APRESENTAçãO</p><p>A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), conforme o</p><p>Anexo X da Portaria de Consolidação n° 3/GM/MS (Origem: PRT MS/GM 1679/2002)</p><p>(BRASIL, 2017a), é a principal estratégia de efetivação, organização e implementação das</p><p>ações de Saúde do Trabalhador (ST) em todos os serviços do Sistema Único de Saúde</p><p>(SUS). No âmbito nacional, a Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador (CGSAT), do</p><p>Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde</p><p>Pública (DSASTE), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS),</p><p>é a responsável pela gestão e planejamento das ações relativas à Saúde do Trabalhador,</p><p>além de coordenar a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da</p><p>Trabalhadora (PNSTT).</p><p>A PNSTT, segundo o Anexo XV da Portaria de Consolidação n° 2/GM/MS (Origem:</p><p>PRT MS/GM 1823/2012) (BRASIL, 2017b), representa uma importante conquista para</p><p>os trabalhadores brasileiros e um marco no fortalecimento das políticas sociais no Brasil.</p><p>Ao definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observadas pelas três esferas</p><p>de gestão do SUS para o desenvolvimento da Atenção Integral à Saúde do Trabalhador,</p><p>a PNSTT reconhece o trabalho como um dos determinantes do processo saúde-doença</p><p>dos indivíduos e da coletividade, enfatizando a Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat)</p><p>como estratégia de promoção da saúde e de redução da morbimortalidade na população</p><p>trabalhadora.</p><p>Considerando a influência dos modelos de desenvolvimento econômico nos processos</p><p>produtivos, na modificação da natureza e na dinâmica das populações, observa-se que</p><p>fatores como a urbanização desordenada, o desmatamento, a deficiência no abastecimento</p><p>adequado de água e as lacunas no processo de coleta e destinação dos resíduos sólidos,</p><p>bem como a existência de condições climáticas favoráveis, propiciaram, nos últimos anos,</p><p>a expansão, emergência e reemergência das arboviroses no Brasil (em especial, dengue,</p><p>Zika, chikungunya e febre amarela), doenças que representam um grave problema de</p><p>saúde pública no mundo. A importância dessas doenças reside, principalmente, no seu</p><p>grande potencial epidêmico e de dispersão, sensibilidade às alterações das dinâmicas</p><p>populacionais e ações humanas, susceptibilidade universal e, entre outros fatores, na</p><p>ocorrência de graves prejuízos à saúde, como acometimentos hemorrágicos, articulares e</p><p>neurológicos, dentre os quais se destacam complicações como as encefalites em adultos,</p><p>síndrome de Guillain-Barré, óbitos fetais, microcefalia e síndrome congênita associada à</p><p>infecção pelo vírus Zika (SCZ).</p><p>No escopo das ações estratégicas definidas pela SVS para a contenção do ciclo de</p><p>transmissão dessas doenças, destaca-se o papel de milhares de trabalhadores que</p><p>desenvolvem ações em prol do controle das endemias e epidemias. Esses profissionais</p><p>possuem atribuições de grande relevância e executam atividades de promoção da saúde,</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>9</p><p>vigilância, prevenção e controle de doenças, de acordo com as estratégias preconizadas</p><p>pelo Ministério da Saúde.</p><p>Entretanto, observa-se que a atividade laboral desses trabalhadores pode envolver a</p><p>manipulação de inseticidas, transporte de equipamentos, pesquisa de vetores em locais</p><p>de difícil acesso, entre outras atividades, que os expõem a fatores de riscos, tais como</p><p>os químicos, ergonômicos, sociais, físicos, biológicos e os ligados a acidentes.</p><p>A despeito de os manuais, protocolos e diretrizes elaborados e publicados pelo Ministério</p><p>da Saúde orientarem estados e municípios sobre as ações e atividades de vigilância a</p><p>serem executadas e sobre os procedimentos de segurança a serem seguidos</p><p>pelos agentes</p><p>de combate às endemias (ACE), diante do conceito ampliado de Saúde do Trabalhador,</p><p>que norteia as ações de atenção integral à saúde dessa população no SUS, verifica-se a</p><p>necessidade de atualizar e estender o escopo desses documentos para além da segurança</p><p>relativa ao uso de agentes químicos, incorporando medidas de proteção coletivas e</p><p>intervenções para a melhoria das condições, organização e processos de trabalho.</p><p>Dessa forma, o DSASTE, por meio da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador (CGSAT),</p><p>em colaboração com a área técnica da Coordenação Geral de Vigilância das Arboviroses,</p><p>do Departamento de Imunização e das Doenças Transmissíveis (CGARB/DEIDT/SVS),</p><p>realizou um trabalho conjunto intra e intersetorial, com a colaboração de especialistas nas</p><p>temáticas de saúde do trabalhador, saúde ambiental e gestão em saúde para a elaboração</p><p>deste Manual, que tem como público-alvo os gestores federais, estaduais e municipais de</p><p>saúde, os profissionais da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e da Vigilância em Saúde e a rede</p><p>intersetorial que apresente interface com o tema.</p><p>Devido às especificidades do processo de trabalho para o controle do mosquito Aedes</p><p>aegypti, este primeiro volume do Manual abordará as medidas de proteção à saúde dos</p><p>agentes de combate às endemias que desenvolvem atividades voltadas ao controle desse</p><p>vetor. Medidas de proteção relativas às atividades dos ACE para controle de outros agravos</p><p>e doenças serão abordadas em outros volumes.</p><p>Este Manual é norteado pela linha do cuidado integral e busca apontar os fatores de riscos</p><p>presentes nas atividades, organização e processos de trabalho, bem como descrever as</p><p>medidas de proteção coletiva e individual e as ações de promoção e proteção à saúde</p><p>a serem observadas pelas três esferas de gestão do SUS. Uma vez que os processos de</p><p>trabalho são dinâmicos, tornam-se essenciais discussões e atualizações periódicas sobre</p><p>os temas aqui abordados.</p><p>Pretende-se, portanto, favorecer a disseminação e incorporação deste Manual como</p><p>ferramenta operacional das medidas de proteção à saúde dos ACE que atuam no controle</p><p>vetorial do mosquito Aedes aegypti, na perspectiva de promover a melhoria da qualidade de</p><p>trabalho e de vida desse grupo de trabalhadores.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>10</p><p>INTRODUçãO</p><p>As epidemias sempre estiveram presentes na história das coletividades humanas. A par</p><p>disso, os contextos sociais dos modos de produção, associados aos fatores econômicos,</p><p>condicionaram modificações no ambiente e nas estruturas urbanas e rurais que favoreceram</p><p>e ainda favorecem a sua ocorrência (BARATA, 1987). No Brasil, pode-se dizer que a história</p><p>da saúde pública foi, em grande parte, marcada pela tentativa de eliminar grandes surtos</p><p>epidêmicos desde períodos coloniais, como o de febre amarela, e outros que surgiram</p><p>posteriormente ao longo dos anos, como malária, leishmaniose e doença de Chagas (LIMA,</p><p>2002). Em períodos recentes, pelo grande impacto na morbidade e na mortalidade, além</p><p>das implicações sobre os serviços de saúde, destacam-se especificamente as epidemias</p><p>de arboviroses (doenças causadas por arbovírus, do inglês ARthropod BOrne VIRUS), como</p><p>dengue, Zika, febre amarela e chikungunya (DONALISIO; FREITAS; VON ZUBEN, 2017).</p><p>No Brasil, as medidas de controle de vetor tiveram início no período colonial, desde a primeira</p><p>campanha sanitária contra febre amarela, realizada em Recife no ano de 1691 (BRASIL,</p><p>1994b, p. 7), passando pelas epidemias no Rio de Janeiro no século XIX (LIMA, 2002), até</p><p>as mais recentes. Assim, as ações para prevenção dessas endemias foram se estruturando</p><p>com base no conhecimento do território de atuação e nos procedimentos relacionados</p><p>ao trabalho de campo. Desde então, a figura dos ACE ganhou destaque (Figuras 1 e 2) e,</p><p>posteriormente, estes foram incorporados à organização operacional dos programas de</p><p>controle de doença e saúde ambiental (BEZERRA, 2017).</p><p>Os ACE estiveram presentes nos mais diversos contextos de atuação do controle vetorial,</p><p>tanto em áreas urbanas quanto rurais do país. Sua formação inicial abordava estudos</p><p>geográficos e elaboração de mapas, além de vigilância sobre os focos dos vetores e sua</p><p>erradicação, com uso de inseticidas e sensibilização da população por meio da educação</p><p>sanitária; dessa forma, eles herdaram um vasto conhecimento das técnicas de controle das</p><p>doenças transmitidas por vetores (BEZERRA, 2017).</p><p>Esses profissionais acompanharam a história da saúde pública do país. No entanto, suas</p><p>funções e atribuições sofreram alterações ao longo dos anos, passando de um sistema</p><p>vertical de ações de controle e vigilância para um modelo descentralizado. Isso exigiu</p><p>uma formação mais ampla e científica de recursos humanos qualificados, pois os ACE era</p><p>conhecidos como guardas da malária, guardas da dengue, guardas da esquistossomose,</p><p>entre outros, por atuarem apenas no âmbito de uma doença; em consequência, detinham</p><p>um conhecimento restrito a um ou dois agravos (TORRES, 2009).</p><p>Entretanto, mesmo diante da longa trajetória e da importância dos agentes de combate às</p><p>endemias, foi apenas em 2006, a partir da publicação da Lei Federal nº 11.350, de 5 de</p><p>outubro de 2006, que o trabalho do agente foi descrito e regulamentado. Considerando as</p><p>estratégias de vigilância e ações em saúde pública, o ACE é um profissional fundamental</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>11</p><p>nas ações de controle de endemias e epidemias, trabalhando junto às equipes de Atenção</p><p>Básica da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e auxiliando na integração entre as vigilâncias</p><p>epidemiológica, sanitária e ambiental (TORRES, 2009).</p><p>Figura 1 Turma de Guardas Sanitários, 1944</p><p>Fonte: Teixeira, 2008.</p><p>Figura 2 Agentes de combate às endemias, 2019</p><p>Fonte: CNM, 2016.</p><p>Algumas atividades preconizadas para o controle vetorial das arboviroses podem expor</p><p>os ACE a riscos de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Dessa forma, faz-se</p><p>necessário que as orientações relacionadas à proteção da saúde do trabalhador, instituídas</p><p>por meio de portarias, normas regulamentadoras, instruções normativas, notas informativas</p><p>e manuais sejam observadas durante a realização do trabalho de campo, em consonância</p><p>com os direitos universais e constitucionais à saúde e ao ambiente de trabalho seguro. Como</p><p>esses trabalhadores podem ter vínculos de trabalho nas três esferas de gestão do SUS, é de</p><p>responsabilidade do empregador garantir a sua segurança.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>12</p><p>O Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde têm responsabilidades que vão desde</p><p>a identificação dos riscos presentes no ambiente laboral e a realização de exames</p><p>admissionais e periódicos até a adoção de estratégias de minimização dos riscos durante o</p><p>processo de trabalho, como a realização de capacitações e adoção de medidas de proteção</p><p>coletiva e individual.</p><p>Uma vez que as atividades de</p><p>controle vetorial dos programas</p><p>de vigilância do Ministério da</p><p>Saúde estão em constante</p><p>revisão de suas metodologias</p><p>de trabalho, tornam-se</p><p>essenciais discussões e</p><p>atualizações sobre os temas</p><p>aqui abordados, para que as</p><p>orientações sejam testadas,</p><p>avaliadas e aprimoradas de</p><p>forma contínua, a fim de que</p><p>se adequem à realidade.</p><p>Durante o século XX, alguns manuais</p><p>de procedimentos para os programas de</p><p>controle de endemias foram elaborados e</p><p>passaram por modificações e atuali zações</p><p>ao longo do tempo. Tais manuais concen-</p><p>travam-se em orientar os trabalhadores</p><p>nas ações de campo. Entretanto, desde a</p><p>publicação do Manual de Sanea mento, que</p><p>veio a suceder o Manual dos Guardas Sani-</p><p>tários elaborado em 1944, os conteúdos</p><p>não abordam aspectos de saúde e segu-</p><p>rança do trabalhador na perspectiva da</p><p>atenção integral à saúde,</p><p>com orien tações</p><p>quanto às condições e organização do</p><p>processo de trabalho.</p><p>Considerando a necessidade de estabe-</p><p>lecer medidas e orientar práticas voltadas</p><p>à saúde e segurança na realização das</p><p>atividades dos ACE, este Manual pretende</p><p>sistematizar as ações necessárias para a proteção à saúde dos trabalhadores inseridos nas</p><p>atividades de controle do Aedes aegypti.</p><p>A partir da compreensão e diferenciação entre o trabalho prescrito ou tarefa e o trabalho</p><p>real ou atividade (BRITO, 2008), que por sua vez define o processo, organização e condição</p><p>do trabalho, este documento busca trazer elementos técnicos para o desenvolvimento</p><p>locorregional de medidas de saúde e segurança aos trabalhadores, abordando a proteção</p><p>coletiva e individual, os aspectos de monitoramento clínico e laboratorial e as ações a serem</p><p>adotadas diante da ocorrência de doenças e agravos relacionados ao trabalho.</p><p>Dessa forma, espera-se a disseminação e incorporação das orientações deste Manual,</p><p>na perspectiva de promover a melhoria das condições e processos de trabalho, a fim de</p><p>contribuir para a construção democrática e participativa da Saúde do Trabalhador no</p><p>Sistema Único de Saúde, rumo ao fortalecimento da cidadania e diminuição das injustiças</p><p>e desigualdades.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>13</p><p>OBJETIVOS</p><p>Objetivo geral</p><p>Orientar, de forma prática e operacional, as medidas de promoção e proteção à saúde a</p><p>serem seguidas e que devem ser asseguradas aos agentes de combate às endemias (ACE),</p><p>na perspectiva da atenção integral à saúde do trabalhador.</p><p>Objetivos específicos</p><p>� Apresentar as funções e atribuições legais dos ACE e o processo de trabalho que se</p><p>desenvolve a partir das condições reais de trabalho.</p><p>� Descrever os fatores e as condições de risco advindos do trabalho realizado pelos ACE.</p><p>� Definir as medidas de proteção à saúde coletivas e individuais para os ACE.</p><p>� Orientar a manutenção das condições e processos de trabalho seguros, destacando o</p><p>papel da informação sobre trabalho, saúde e segurança na formação dos agentes, bem</p><p>como na incorporação do saber do trabalhador na melhoria dos ambientes e processos</p><p>de trabalho.</p><p>� Orientar o acompanhamento e monitoramento de saúde dos ACE.</p><p>� Orientar a elaboração de fluxos de atendimento e encaminhamento dos trabalhadores</p><p>frente às situações de acidentes, doenças e agravos relacionados ao trabalho, bem como</p><p>ações de vigilância em saúde do trabalhador e aspectos legais de notificações e registro</p><p>de doenças e acidentes.</p><p>PÚBLICO-ALVO</p><p>Profissionais que atuam no controle vetorial, equipes de saúde, gestores federais, estaduais</p><p>e municipais de saúde, coordenadores dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador,</p><p>rede intersetorial e demais profissionais que tenham interface com o tema.</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>14</p><p>ESTRUTURA DO MANUAL</p><p>Este Manual foi estruturado em cinco eixos temáticos, organizados a partir de um olhar</p><p>sistematizado sobre a saúde dos trabalhadores, priorizando, a partir da análise do processo</p><p>de trabalho, a identificação dos perigos e riscos a que estes estão sujeitos, bem como a</p><p>descrição das correspondentes medidas de controle e proteção, conforme indicado a seguir:</p><p>O Eixo 1 está centrado na figura do agente de combate às endemias. Descreve as atribuições</p><p>legais dos trabalhadores dessa categoria profissional e apresenta um breve resumo do</p><p>histórico do trabalho dos agentes.</p><p>O Eixo 2 aborda os processos de trabalho e os fatores de risco identificados durante a realização</p><p>das atividades dos agentes de combate às endemias, bem como as consequências para sua</p><p>saúde, como doenças e agravos relacionados ao trabalho, que podem se desenvolver a partir</p><p>das situações de trabalho e exposições.</p><p>O Eixo 3 apresenta orientações práticas e operacionais de proteção à saúde, a partir da</p><p>análise das atribuições dos agentes de combate às endemias, do processo de trabalho e dos</p><p>fatores e situações de riscos aos quais estão expostos. Busca, a partir da lógica da hierarquia</p><p>de controles, sistematizar as medidas de proteção coletiva e individual a serem seguidas,</p><p>visando a promoção da saúde dos trabalhadores. Ressaltam-se, como aspectos prioritários, a</p><p>manutenção das condições de ambientes e processos de trabalho mais seguros e os cuidados</p><p>a serem observados na operacionalização e manejo dos produtos e substâncias utilizadas.</p><p>O Eixo 4 estabelece, com base em normas e procedimentos técnicos, as ações de</p><p>monitoramento da situação de saúde dos agentes de combate às endemias, como exames</p><p>admissionais e periódicos e monitoramento clínico.</p><p>O Eixo 5 apresenta ações a serem realizadas pela rede de atenção à saúde frente à ocorrência</p><p>de doenças e agravos relacionados ao trabalho, incluindo as atribuições das unidades</p><p>de urgência e emergência, do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest),</p><p>da Atenção Básica e da Vigilância em Saúde, além de informações toxicológicas e os fluxos</p><p>e notificações a serem estruturados na rede.</p><p>M</p><p>an</p><p>u</p><p>al</p><p>s</p><p>ob</p><p>re</p><p>m</p><p>ed</p><p>id</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>te</p><p>çã</p><p>o</p><p>à</p><p>sa</p><p>ú</p><p>d</p><p>e</p><p>d</p><p>os</p><p>A</p><p>ge</p><p>n</p><p>te</p><p>s</p><p>d</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>at</p><p>e</p><p>às</p><p>E</p><p>n</p><p>d</p><p>em</p><p>ia</p><p>s</p><p>15</p><p>1.1 O agente de combate às endemias: breve história da</p><p>evolução da categoria profissional</p><p>O surgimento dos agentes de combate às endemias foi fundamentado no histórico das</p><p>ações de enfrentamento da malária, febre amarela e outras endemias rurais, como a doença</p><p>de Chagas e a esquistossomose. O recorte mais significativo desse histórico teve início</p><p>quando Oswaldo Cruz, após assumir o cargo de Diretor-Geral de Saúde Pública em 1903,</p><p>adotou um modelo de controle baseado na forma de organização militar (BRASIL, 2004).</p><p>A polícia sanitária brasileira, que atuava no controle do vetor da febre amarela no Rio de</p><p>Janeiro, era constituída por um grupo de agentes sanitários chamado de brigada de</p><p>“mata-mosquitos”, formado por jovens recrutados para exterminar os possíveis focos</p><p>de reprodução do Aedes aegypti nos imóveis. O trabalho consistia na visita domiciliar para a</p><p>limpeza de calhas, depósitos e caixas d’água, muitas vezes, sem consentimento dos próprios</p><p>moradores (BEZERRA, 2017). Assim, os serviços e as competências desses agentes foram</p><p>se fortalecendo e se institucionalizando.</p><p>Em 1970, foi criada a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), que</p><p>incorporou os recursos humanos e as técnicas de controle das endemias em sua estrutura</p><p>organizacional e operativa, e herdou uma forma de trabalho que se baseava em normas</p><p>técnicas específicas das campanhas, a exemplo da malária e febre amarela.</p><p>Conforme os Decretos Federais nº 57.474/65 e nº 56.759/65, que estabeleceram normas</p><p>para o controle da malária e da febre amarela, respectivamente, observa-se uma série de</p><p>procedimentos que estão diretamente relacionados com o trabalho de campo e a identificação</p><p>do território de atuação, a exemplo do reconhecimento geográfico, que se baseia no cadastro</p><p>das casas, na contagem do número de imóveis e habitantes e na construção de croquis das</p><p>localidades, vias de acesso e acidentes geográficos. Além disso, destacam-se atividades de</p><p>vigilância sobre os focos e sua erradicação, com a sensibilização da população por meio da</p><p>educação sanitária e o uso de inseticidas (BEZERRA, 2017).</p><p>Na década de 1990, foi criada a Fundação Nacional de Saúde (FNS), que mais tarde, em</p><p>1999, passou a ser representada pela sigla Funasa e incorporou as funções da Sucam e da</p><p>O agente de combate</p><p>às endemias</p><p>eixo 1</p><p>S</p><p>ec</p><p>re</p><p>ta</p><p>ri</p><p>a</p><p>d</p><p>e</p><p>V</p><p>ig</p><p>ilâ</p><p>n</p><p>ci</p><p>a</p><p>em</p><p>S</p><p>aú</p><p>d</p><p>e</p><p>| M</p><p>S</p><p>16</p><p>Fundação Serviços de Saúde Pública (FSESP). Conforme Varga (2007), a instituição herdou</p><p>da FSESP o que se chamou de “sanitarismo integralista” (serviços de saúde, saneamento</p><p>e abastecimento de água), e da Sucam, as experiências do campanhismo popularizado</p>

Mais conteúdos dessa disciplina