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Título da disciplinaFilosofia
Democracia Ateniense
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar a 
originalidade da democracia ateniense e sua influência no 
florescimento do pensamento filosófico.
1
História da Filosofia Antiga
Noções de Políticas na Grécia Clássica
Crise econômica mundial iniciada em 2008 pressionou a Grécia a pagar dívidas aos bancos da 
União Europeia.
• Surgiu na internet a piada sobre pagar royalties 
por palavras importadas dos gregos e seus 
conceitos derivados.
• O mundo ocidental deve mais aos gregos do que 
o valor das dívidas da Grécia.
• Exemplo disso é a palavra política, derivada de 
polis (cidades-Estados gregas) e tékhnē (a técnica 
ou arte de fazer algo).
Condições históricas
A importância de um Sócrates 
político.
Contexto histórico da região do 
Peloponeso no século V a.C.
Atenas, uma cidade-Estado com 
uma forma única de governo: a 
democracia (dêmos = povo + 
kratía = poder).
Outros possíveis criadores da 
democracia, incluindo Clístenes, 
Sólon, Efialtes e Teseu.
A democracia ateniense atingiu 
seu auge no século IV A.E.C. 
durante o tempo de Platão.
Fatores que alimentaram o 
desenvolvimento da democracia, 
incluindo reformas de Sólon, 
modificações de Clístenes, 
revoltas populares, 
transformações de Efialtes e 
liderança de Péricles.
Condições históricas
Parte dos homens adultos e livres de Atenas se reunia cerca de quarenta vezes ao ano na ekklesia para 
discutir os problemas e soluções da cidade. 
Apenas 20% da população de Atenas 
participava do conselho, levando 
alguns críticos a questionar se era 
uma verdadeira democracia ou uma 
forma atenuada de oligarquia.
A democracia ateniense influenciou 
os modelos atuais de organização 
comunitária, mas diferenças 
significativas, como representação 
direta, gênero e classe, enfraquecem 
as equivalências.
Apesar de imperfeita, a democracia 
ateniense tornou a vida pública 
constante para todos os cidadãos e a 
política parte do cotidiano.
Condições históricas
• Distribuição de poder.
• Participação popular.
• Representação de todos os estratos populacionais.
• Direitos e deveres civis. 
• Divisão dos recursos econômicos.
O exemplo grego nos leva a 
questionar as estruturas de 
nossa própria sociedade, 
incluindo:
Sofistas × Filósofos
Diferentemente dos filósofos (philo = amigo + sophia = saber), os sofistas não se preocupavam com o 
mundo supralunar, como Aristóteles chamaria o espaço sideral. 
Na democracia ateniense, as habilidades de oratória e retórica eram altamente valorizadas.
Sofistas alcançaram sucesso ao ensinar a arte da persuasão através do uso das palavras.
O teatro, com seus debates e encenações públicas, floresceu na época da democracia ateniense, incluindo a 
audácia de questionar fundamentos tradicionais da sociedade.
Proposta de normas mais acessíveis e democráticas, baseadas em uma visão mais próxima do humano.
Sofistas × Filósofos
Sofistas
• Tinham um enfoque mais 
concreto e pragmático,
• Preocupavam-se mais com a 
vida cotidiana e a influência 
direta na sociedade.
• Tendiam a mirar o mundo 
imediato, o próximo, e focavam 
em questões humanas, éticas 
e políticas.
• Valorizavam o papel do ser 
humano, enfatizando que o 
homem é a medida de todas as 
coisas e defendendo a busca 
por regras pessoais para a 
tomada de decisões e 
orientação na vida.
Filósofos
• Tinham um enfoque mais 
abstrato e teórico.
• Buscavam explicações gerais e 
causais para a origem das 
coisas.
• Tendiam a olhar para o universo 
supralunar e divagar sobre 
questões cosmológicas e 
metafísicas.
• Não necessariamente 
desvalorizavam o papel 
humano, mas suas 
preocupações eram mais 
amplas e voltadas para o 
cosmos como um todo.
Sócrates: o ignorante mais sábio dos homens
Segundo os escritos deixados por Platão, Sócrates destacou-se por tentar criar parâmetros ideais que não 
dependessem apenas do homem.
• Era uma figura conhecida em Atenas, veterano de guerra 
e defensor da lei.
• O fato que mais marcou sua vida foi a declaração do 
oráculo de Apolo de que ele seria o homem mais sábio.
• A frase “Só sei que nada sei” era indicativo de sua 
sabedoria, pois reconhecia sua própria ignorância.
• Sua missão era revelar a ignorância das pessoas e fazê-las 
buscar a verdade.
• Não cobrava por seus ensinamentos e conversava até 
com escravos, demonstrando certo desprezo pelas regras 
sociais da época.
Sócrates: o ignorante mais sábio dos homens
Filosofia socrática
• Ênfase na integridade moral.
• Busca pela verdade e 
conhecimento.
• Ênfase na autorreflexão e 
autoconhecimento.
Retórica dos sofistas
• Foco na persuasão e 
argumentação.
• Relativismo moral.
• Ênfase na educação prática.
Obras Platônicas
Ao final deste módulo, você será capaz de descrever o 
investimento político das obras platônicas.
2
História da Filosofia Antiga
A produção político-filosófica de Platão
• Platão viveu no auge da democracia em Atenas, mas não 
acreditava ser a melhor forma de governo.
• Sua má vontade com a democracia se devia à condenação à 
morte de seu mestre Sócrates por esse sistema.
• Seus escritos refletem um posicionamento político, influenciados 
por sua experiência pessoal e tentativa de carreira política.
• Sua produção filosófica pode ser lida como um pensamento 
político em constante amadurecimento, preocupado com a 
criação de um homem correto e livre, interessado no belo, 
verdadeiro e bem.
A construção da cidade e seus habitantes
Platão busca criar uma 
cidade perfeita como ideal 
para todas as cidades.
A proposta é abstrata e não 
necessariamente defende 
todas as ideias 
extravagantes presentes no 
diálogo "A República."
A especialização é 
fundamental para a 
produtividade individual e a 
defesa da justiça.
A cidade ideal exclui a arte 
e valoriza profissões "úteis" 
para o bem de todos.
Sócrates sugere a criação 
de uma classe de guardiões 
para proteger a cidade e 
produzir leis.
O filósofo propõe mentiras 
nobres para moldar a 
sociedade e criar um 
profundo sentimento de 
pertencimento.
A justiça é vista como uma 
consequência do cuidado 
mútuo e da harmonia 
social.
A unidade, o conservadorismo e o rei filósofo
Desde que Platão colocou seu mestre Sócrates para imaginar uma cidade utópica, diversos autores se 
incumbiram da tarefa de conceber uma organização social que fosse perfeita.
A Politeia platônica recebeu interpretações políticas opostas, sendo considerada conservadora e até 
totalitária.
A proposta de especialização e eugenia na cidade utópica gerou comparações desconfortáveis com ideologias 
totalitárias, como o nazifascismo.
A crítica de Aristóteles questiona a obsessão por unidade na cidade perfeita e sua importância para o 
pensamento político é inegável.
Sócrates propõe uma nova forma de organizar agrupamentos populacionais, com um poder especializado 
entregue a uma única pessoa.
O Mito Da Caverna
Sócrates diz que a cidade pode ser “um modelo no céu, para quem quiser contemplá-la e, 
contemplando-a, fundar uma para si mesmo” (PLATÃO, 2001).
A cidade ideal não necessariamente é possível – talvez nem se queira que seja. 
• A condição moral e intelectual da humanidade é representada pela 
condição ultrajante da caverna.
• Sócrates defende que uma sociedade ideal deve ser governada por 
filósofos ou tornar seus governantes filósofos através de educação 
adequada.
• A ética interna forte de um governante ideal levaria a uma cidade 
politicamente estável, unida e harmoniosa.
• Há uma interligação entre a esfera privada e pública, e a harmonia 
psíquica é vista como o ordenamento político do espírito.
Político
A principal sugestão da 
obra Político é a ideia da 
tecedura, relacionando a 
política com a habilidade 
de tecer elementos 
sociais.
O político-estadista 
modelo é alguém capaz 
de entrelaçar as leis e os 
cuidados com todos os 
aspectos da cidade.
Esse político teria 
respostas infalíveis para 
questões de legislação e 
estaria adaptado às 
questões cotidianas.Platão apresenta o 
político ideal como um 
paradigma, algo difícil de 
ser alcançado, mas que 
deve ser buscado.
Platão critica a 
distribuição do poder de 
comando entre várias 
pessoas e sugere que o 
político ideal pode até 
ignorar leis pouco 
flexíveis.
Na ausência do político 
ideal, Platão defende a 
conservação das leis 
como “imitações da 
verdade” executadas por 
aqueles que sabem.
Aristóteles – Ética e o 
alcance do bem viver
Ao final deste módulo, você será capaz de Reconhecer a 
preocupação de Aristóteles quanto à associação entre a ética e a 
melhor forma de organização social em prol do alcance do bem 
viver.
3
História da Filosofia Antiga
Aristóteles × Platão
• Aristóteles estudou por cerca de vinte anos 
com Platão na Academia de Atenas.
• Ele buscou se afastar do idealismo platônico 
em sua vasta produção intelectual.
• A obra de Aristóteles é uma mistura de 
continuação e variação dos textos platônicos.
• Sua influência sobre o pensamento ocidental 
é significativa, comparável à de Platão.
• Em alguns períodos, como a Idade Média, a 
influência de Aristóteles foi ainda maior, 
sendo conhecido como "O filósofo".
A Ética da felicidade e da Filosofia
Existe uma conexão entre ética e política, presente tanto nas obras de 
Platão como em Aristóteles.
Aristóteles argumenta que a felicidade virtuosa está relacionada a viver bem 
como ser humano, dentro de uma comunidade.
A virtude não é algo aleatório ou inato, mas sim um traço de personalidade 
que nos permite alcançar o "bem" humano.
Sua influência sobre o pensamento ocidental é significativa, comparável à de Platão.
O objetivo de toda vida humana é alcançar esse "bem" humano, e sem ele, a 
vida seria vazia e sem sentido.
Para começar, o que seria o bem humano?
Aristóteles busca 
desvendar o conceito 
de "bem" proposto por 
Platão, que considera 
abstrato.
O "bem" é um 
problema social e varia 
conforme a 
comunidade em que se 
está inserido.
Aristóteles investiga as 
virtudes humanas, 
como coragem, 
generosidade e justiça, 
para entender o 
conceito de "bem".
Conclui que a razão é a 
melhor coisa em nós e 
o caminho para 
alcançar a finalidade da 
vida e a felicidade.
Aristóteles afirma que a 
atividade intelectual é o 
objetivo último da vida 
humana, e a sabedoria 
filosófica é a atividade 
virtuosa mais aprazível.
As diferentes constituições
• Aristóteles criticava a democracia (de Atenas) alegando que 
era um mau governo da maioria, beneficiando apenas alguns 
em vez do bem comum.
• Alguns estudiosos acreditam que Aristóteles escreveu um 
livro chamado "A Constituição dos Atenienses" que 
examinava 158 constituições diferentes da cidade e trazia 
uma abordagem histórica do governo ateniense.
• Em "A Política", Aristóteles criticou fortemente a democracia 
ateniense e defendeu a predominância masculina no poder, 
além de justificar a escravidão.
• Suas ideias políticas foram duramente criticadas ao longo da 
história devido a seu racismo, xenofobia e outros pontos de 
vista controversos.
As diferentes constituições
Aristóteles faz, em geral, uma defesa de uma constituição que beneficie o bem comum, em vez de priorizar 
apenas algumas pessoas, como os próprios governantes. Para tanto, lista seis possibilidades de governo 
assim organizadas:
O governo de apenas um.
Monarquia e tirania 
O governo de poucos.
Aristocracia e oligarquia 
O governo de muitos.
Politeia e democracia
Cidade e Justiça em 
Santo Agostinho
Ao final deste módulo, você será capaz de definir os conceitos de 
cidade e justiça em Santo Agostinho.
1
História da filosofia Medieval
Conceito de Filosofia Medieval
A Filosofia medieval não foi apenas aquela pensada pelos intelectuais cristãos! Também houve 
Filosofia medieval entre os pensadores judeus e muçulmanos.
A Bíblia, no caso dos cristãos. A Tanak ou Antigo Testamento, 
no caso dos judeus.
O Alcorão, no caso dos 
muçulmanos.
As três correntes, contudo, tiveram a mesma estrutura intelectual: a de um diálogo entre a respectiva 
escritura sagrada e o pensamento grego platônico, neoplatônico e aristotélico.
Conceito de Filosofia Medieval
A corrente cristã conectou o 
pensamento antigo à filosofia 
moderna.
A literatura patrística engloba 
obras cristãs da idade dos 
padres da Igreja, mas nem 
todas são de autores padres da 
Igreja.
A Filosofia cristã não era uma 
ciência independente da 
teologia, mas um instrumental 
para auxiliar a razão iluminada 
pela fé.
Alguns intelectuais cristãos 
desenvolveram reflexões 
filosóficas originais a partir de 
temas presentes na Bíblia, mas 
não exatamente relacionados a 
mistérios de fé.
Conceito de Filosofia Medieval
A perspectiva da fé ajudou a vislumbrar melhor as realidades do mundo e do homem que do 
que a razão grega havia feito. São exemplos desses temas:
• O fato de o mundo ter um início.
• A valorização do mundo visível, da matéria e do corpo.
• A supervalorização do ser humano.
• A valorização da mulher, da infância, dos que sofrem, dos que padecem de escravidão.
• A valorização do tempo e da história.
• O incremento da noção de “memória”.
• O incremento da investigação sobre o problema do “mal”.
• O incremento das noções de “lei” e de “consciência”.
Contexto histórico e breve biografia
A patrística é o período do pensamento teológico e filosófico dos "padres da Igreja" (séculos II a 
VIII).
Os "padres" são os "pais" dos dogmas católicos, que uniram a revelação de Cristo e dos 
apóstolos ao pensamento grego racional, estabelecendo os artigos fundamentais da fé católica.
• Santo Agostinho é uma figura proeminente entre os padres da Igreja no 
Ocidente.
• Agostinho teve uma vida intelectualmente inquieta, estudou filosofia e 
literatura latina, aderiu ao maniqueísmo, mas abandonou essa seita após 
estudar o neoplatonismo de Plotino.
• Ele se converteu ao catolicismo após ouvir os sermões do bispo Ambrósio 
em Milão e experimentar alegria espiritual ao ouvir seus cânticos.
• Agostinho fundou uma comunidade de monges para se dedicar à filosofia, 
mas acabou tornando-se padre católico e, posteriormente, bispo da cidade 
de Hipona.
Santo Agostinho.
A cidade de Deus e a Justiça
“Cidade” é o conjunto de homens unidos pelo amor comum a certo objeto. E haveria fundamentalmente 
duas cidades:
É por isso que Agostinho preocupou-se com a arte de governar, pois para ele, a política deve contemplar o 
homem em sua plenitude construída de corpo e alma. Portanto não haverá política verdadeira se esta não 
estiver ligada a Deus.
Cidade de Deus
Unida pelo amor divino e que 
dirige sua existência à glória de 
Deus
Cidade dos homens
Unida pelo amor às coisas 
temporais, de costas para Deus
A cidade de Deus e a Justiça
A condição fundamental para que a paz seja permanente é a ordem. Para que um conjunto de partes 
concorde na busca de um mesmo fim, é preciso que cada qual esteja em seu lugar e desempenhe sua 
própria função corretamente. Assim:
A paz do corpo é o equilíbrio 
bem ordenado dos apetites ou 
das paixões.
A paz da alma racional é o acordo 
entre o conhecimento e a 
vontade.
A paz doméstica é a concórdia 
dos moradores da mesma 
habitação quanto ao comando e 
à obediência.
A paz da cidade é a concórdia da 
família estendida a todos os 
cidadãos.
A paz da cidade cristã é uma 
sociedade ordenada de homens 
que amam a Deus e se amam 
mutuamente em Deus.
A cidade de Deus e a Justiça
A justiça é a virtude que realiza a ordem, que dá a cada um o que é devido: 
Ela deriva da lei eterna, que ordena conservar a ordem e impedir perturbações.
A lei eterna é como a luz interior de Cristo, que ilumina nossa consciência moral.
Existe em nós a "lei natural", uma transcrição da lei eterna em nossa alma.
A exigência fundamental da lei natural é que tudo esteja ordenado.
A justiça estabelece a ordem no homem, com o corpo submetendo-se à alma e 
esta a Deus.
Virtudes Morais - Santo 
Tomás de Aquino
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer as 
característicasdas virtudes morais cardeais segundo Santo 
Tomás de Aquino.
2
História da filosofia Medieval
Contexto histórico
Santo Tomás de Aquino é o maior expoente do período escolástico da teologia e Filosofia católica, cujo 
nome deriva das “escolas” monásticas ou catedralícias, nas quais eram ensinadas a teologia e as “artes 
liberais”:
Trivium
Artes da linguagem (gramática, 
retórica e lógica).
Quadrivium
Artes das relações numéricas 
(aritmética, geometria, astronomia, 
música).
Contexto histórico
O período escolástico começou no século IX, após a chamada "Idade das Trevas" causada pelas invasões bárbaras 
e queda do Império Romano.
O método da escolástica madura era a disputatio, um embate dialético para discutir teses.
As "sumas" buscavam compendiar todo o saber teológico e filosófico, confrontando as teses dos padres da Igreja 
e dos filósofos com a Bíblia.
Surgiram as ordens "mendicantes" dos franciscanos e dos dominicanos, pregando a pobreza como ideal de vida 
cristã.
Frederico II, líder do Sacro Império, mostrou as primeiras aspirações absolutistas.
Tomás de Aquino ensinava em Paris e começou a comentar Aristóteles, buscando conciliar o pensamento grego 
com a verdade revelada do cristianismo.
Aquino defendeu que, sem o conhecimento revelado do início temporal do mundo, poderíamos considerar o 
mundo como eterno de forma ontológica, mas não cronológica.
Ética da lei natural e das virtudes
Para Thomás de Aquino
Significa uma boa qualidade da 
mente pela que se vive retamente, 
da qual ninguém usa mal, 
produzida por Deus em nós sem 
intervenção nossa
Em sentido lato
São aquelas humanas, que 
destinam-se aos fins da razão 
humana e que podem ser obtidas 
pela reiteração dos atos.
A virtude pode ser vista das seguintes formas:
Vejamos um pouco sobre cada virtude cardeal, pois esse é um conhecimento filosófico de grande 
densidade existencial:
Ética da lei natural e das virtudes
É a virtude que aplica os princípios da sindérese à realidade, permitindo agir com justiça ao conhecer a verdade 
dos princípios e da situação. Ela não define a felicidade, mas orienta como alcançá-la. 
Prudência
É a vontade constante de dar a cada um o seu direito, sendo a operação exterior a matéria dessa virtude. 
Justiça
Entrega-se ao verdadeiro valor do real de forma razoável, pois a verdadeira fortaleza não se expõe 
desnecessariamente ao risco. Ela supõe uma avaliação justa das coisas a serem arriscadas ou protegidas. 
Fortaleza
Busca realizar a ordem interna do homem, sem egoísmo, gerando tranquilidade. Ela lida com as forças naturais 
que promovem o prazer sensível na comida, bebida e prazer sexual, mas exige abstinência e castidade para evitar a 
desordem interna.
Temperança
Política
• Aquino considera o homem como um ser naturalmente 
sociável e político, buscando meios para sua existência 
por meio da vida social.
• Por outro lado, a filosofia política de Thomas Hobbes 
enfatiza o "estado de natureza" onde o homem é visto 
como o "lobo do homem", e o Estado é necessário para 
impor a paz através do Leviatã.
• A política é definida como a arte de direcionar a 
multidão para o bem comum, com um governante que 
harmoniza interesses individuais aos interesses mais 
gerais da sociedade.
Triunfo de Santo Tomás de Aquino
sobre Averroes, Benozzo Gozzoli, século XV.
Política
Quando o governante busca:
Seu bem privado, 
é injusto e perverso
•  Tirania – Governo injusto 
de um só.
•  Oligarquia – Governo 
injusto de alguns poucos 
ricos.
•  Democracia – Governo 
injusto de muitos.
Bem público comum e é 
justo
• Politia – Governo da 
multidão.
• Aristocracia – Governo de 
poucos, porém virtuosos 
(os “melhores”).
• Realeza ou monarquia – o 
governo de um só (o rei). 
Política
O governo deve se 
orientar ao bem comum, 
mas o governante não 
decide sobre ele, apenas 
sobre os meios para 
alcançá-lo.
A democracia é mais 
aceitável entre os 
regimes injustos, 
minimizando danos, 
enquanto a tirania 
busca apenas o bem 
de um.
Tomás de Aquino 
reconhece o direito 
da sociedade de 
destituir governantes 
tirânicos.
O fim último da 
sociedade é chegar à 
fruição divina, e os 
governantes devem 
estar sujeitos à Igreja 
na busca pela bem-
aventurança eterna.
As três condições para 
uma boa vida da 
multidão são a unidade 
da paz, o procedimento 
virtuoso dos cidadãos e 
a abundância do 
necessário para o viver 
bem.
Lei no Nominalismo e 
na Escola Ibérica
Ao final deste módulo, você será capaz de distinguir a novidade 
na concepção de lei no nominalismo e na Escola Ibérica em 
relação aos pensamentos agostiniano e tomista.
3
História da Filosofia Medieval
Nominalismo metafísico-teolófico e epistemológico
• Considerou que a razão não poderia conhecer com certeza 
Deus, a alma e os deveres morais, que seriam assuntos 
exclusivos da Revelação.
• Separou teologia e Filosofia/ciência. Essa foi a base da 
Reforma Protestante e do pensamento racionalista de 
Descartes.
• O fideísmo coloca Deus acima da razão humana, enquanto 
o racionalismo minimiza o poder da razão para alcançar o 
espiritual e divino.
• O nominalismo resolve o problema do conhecimento, 
considerando os conceitos como meros nomes ou símbolos 
para realidades similares, o que abriu espaço para o 
desenvolvimento da Ciência moderna.
Guilherme de Ockham representado
em vitral de uma igreja na Grã-Bretanha.
Com sua Filosofia “nominalista”, Guilherme (ou William) de Ockham quebrou a harmonia buscada por 
Agostinho e Tomás de Aquino.
Nominalismo moral
O conceito de 
"essência" ou 
"natureza" universal 
desapareceu, levando 
ao fim do conceito de 
"lei natural" e à 
emergência da 
"liberdade de 
indiferença".
A moralidade foi 
separada do desejo de 
felicidade e dos 10 
Mandamentos, 
tornando-se uma 
obrigação.
A Inquisição e a 
estatolatria moderna 
contribuíram para essa 
mudança na moral.
A moral nominalista 
permitia atos 
desconexos, sujeitos à 
mudança de ideia de 
Deus.
A teologia moral 
católica afastou-se do 
Novo Testamento e 
adotou uma 
abordagem "jurídica" 
influenciada por 
Ockham.
Nominalismo político
A obra Breviloquium é a síntese da Filosofia política de Ockham, dividida em seis livros.
No quinto livro, discute-se a 
interpretação mística da 
passagem bíblica das "duas 
espadas" como os dois 
poderes: temporal e 
espiritual.
No sexto livro, analisa-se a 
Donatio Constantini e 
questiona sua legitimidade, 
afirmando que só o povo 
romano poderia transferir 
autoridade ao papa.
Ockham defende que a 
autoridade papal é 
puramente espiritual e 
religiosa, com algum poder 
temporal sobre bens 
materiais necessários para o 
cumprimento de sua missão 
de salvação.
Ele preconiza a coordenação 
e cooperação entre as 
potestades temporal e 
espiritual.
Escolas de Salamanca e Coimbra
Assim as identificamos:
Universidade de Salamanca
• Foi fundada em 1243 por 
Fernando III, o Santo (1201-
1252), rei de Leão e Castela.
• Foi uma das quatro grandes 
universidades da cristandade 
medieval, junto com Paris, 
Bolonha e Oxford.
Universidade de Coimbra
• Foi fundada em 1290.
• Manteve-se como uma das 
instituições mais antigas do 
mundo.
• Ofereceu os cursos de Artes, 
Direito Canônico, Direito Civil 
e Medicina desde sua origem.
Escolas de Salamanca e Coimbra
Francisco de Vitória (1483-1546) Estudou Antropologia tomista em Paris e criou uma escola filosófico-
teológica influente na Espanha e América.
• Suas obras De potestate civili, De indis e De iure belli abordam a 
origem da autoridade civil, os títulos legítimos e ilegítimos dos 
espanhóis para conquistar a América e o direito à guerra contra os 
nativos do novo continente.
• Defende que todos os povos têm o direito de escolher sua forma 
de governo.
• Aplica os critérios do "mal menor" e do "bem possível" para 
justificar a guerra, considerando que nenhuma guerra é justa se 
causar mais mal do que bem.
• Criou o direito das gentes (ius gentium), precursor do Direito 
internacional,baseado na solidariedade internacional dos povos.
Monumento a Francisco de Vitória,
obra de Francisco de Toledo (1975), 
em Salamanca, na Espanha.
Escolas de Salamanca e Coimbra
Sobre a conquista espanhola na América, Vitória estabeleceu sua conhecida relação de sete títulos 
ilegítimos e de oito títulos legítimos.
Os sete títulos ilegítimos são:
O imperador é senhor do 
mundo.
A autoridade é do Romano 
Pontífice, que doou as Índias 
aos espanhóis.
O direito provém do 
descobrimento.
Os índios se obstinam em 
não receber a fé de Cristo, 
apesar de lhes ter sido 
proposta e os terem 
exortado com insistência.
Os pecados são dos próprios 
bárbaros — alguns contra 
natura (contra a natureza).
A escolha é voluntária por 
parte dos nativos.
Há uma especial doação por 
parte de Deus — como 
ocorreu no caso dos 
israelitas quanto à sua Terra 
prometida.
Escolas de Salamanca e Coimbra
Os oito títulos legítimos são:
Os espanhóis têm direito a 
percorrer as terras americanas 
sem serem molestados e sem 
receber dano.
A religião cristã pode ser 
propagada naquelas terras — 
no caso de os índios aceitarem 
espontaneamente a fé 
católica, não haveria o direito 
a declarar guerra contra eles 
nem de ocupar suas terras.
Os nativos que se 
converteram à fé católica 
devem ser protegidos contra 
as perseguições de seus 
próprios reis, ainda pagãos.
Se boa parte dos nativos 
tivesse se convertido à fé 
católica, o papa poderia, com 
causa justa, impor-lhes um 
príncipe cristão e destituir o 
príncipe infiel.
Cabe à tirania de seus 
próprios senhores ou às leis 
desumanas que estes 
promulgam.​
A escolha por parte dos 
nativos deve ser verdadeira e 
voluntária. ​
Essa escolha vale por razão de 
amizade ou aliança.​
Pela pouca “civilização e 
polícia” dos nativos, poderia 
ser imposto a eles um príncipe 
cristão — este lhe parece um 
título duvidoso.

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