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CONCEITOS DA 
GESTÃO PÚBLICA 
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA 
INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO 
CONCEITOS DA GESTÃO PÚBLICA 
 
WWW.INEEAD.COM.BR – (31) 3272-9521 
 
 
Sumário 
INTRODUÇÃO ................................................................................................... 3 
Administração .................................................................................................. 4 
1. FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS ................................................................. 4 
1.1. O Papel Do Administrador .................................................................... 5 
1.2. Princípios Para Um Bom Administrador ................................................ 7 
1.3. Teoria da Administração ....................................................................... 8 
1.4. Áreas Da Administração ..................................................................... 11 
2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ...................................................................... 12 
2.1. Definição ............................................................................................. 12 
No Brasil.......................................................................................................... 14 
2.2. Administração Direta E Indireta .......................................................... 14 
3. A ATIVIDADE ADMINISTRATIVA ............................................................... 19 
3.1. Natureza e fins da Administração: ...................................................... 20 
3.2. A Estrutura Administrativa .................................................................. 21 
4. POLÍTICA PÚBLICA .................................................................................... 23 
4.1. Objetivos ............................................................................................. 25 
4.2. Tipos De Políticas Públicas ................................................................ 26 
Arenas de Políticas Públicas ......................................................................... 26 
Fases ou Ciclo das Políticas Públicas ......................................................... 26 
Atores em Políticas Públicas ........................................................................ 27 
4.3. Política Pública no Brasil. ................................................................... 32 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................... 39 
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 40 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
A administração, também chamada gerenciamento ou gestão de 
empresas, supõe a existência de uma instituição a ser administrada ou gerida, 
ou seja, um agrupamento de pessoas que se relacionem num determinado 
ambiente, físico ou não, orientadas para um objetivo comum que é a empresa. 
Empresa, aqui significa o empreendimento, os esforços humanos organizados, 
feitos em comum, com um fim específico, um objetivo. As instituições (empresas) 
podem ser públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos. 
Atualmente se utiliza esta palavra para designar os estabelecimentos 
comerciais, industriais, de serviços, etc., grandes ou pequenos, o que não revela 
seu sentido no título da profissão. 
A necessidade de organizar os estabelecimentos nascidos com a revolução 
industrial levou os profissionais de outras áreas mais antigas e maduras a buscar 
soluções específicas para problemas que não existiam antes. Assim a pesquisa 
de métodos especiais para administrar estes empreendimentos deu origem aos 
rudimentos da ciência da administração. 
Não se deve confundir a gerência de uma casa ou de nossa vida pessoal 
que tem sua arte própria, porém empírica com a gerência de uma instituição, 
considere aqui este termo como genérico para empreendimento, empresa. 
Segundo Teixeira (2002), alguns elementos do conceito, delimitar sua 
abrangência em termos de esfera de poder político (nível federal, estadual, 
municipal) e de conteúdo temático (política econômica, social, saúde, educação, 
assistência social etc.). Procura-se também entender o processo que vai de sua 
formulação à avaliação dos resultados e como os movimentos populares podem 
dele participar, seja para tentar influir nas políticas já em vigor, seja para 
apresentar alternativas que possam atender aos interesses da maioria da 
população. 
 
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Ainda, o autor relata que para interferir diretamente nesse processo, 
sobretudo no nível local, procura-se identificar as possibilidades e espaços 
existentes, as dificuldades e limites da atual prática, as contradições do projeto 
de municipalização e descentralização e as indicações de caminhos para se 
construir propostas articuladas de políticas de desenvolvimento integrado e 
sustentável. 
 
Administração 
 
1. FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS 
 
Fayol foi o primeiro a definir as funções básicas do Administrador: 
planejar, organizar, controlar, coordenar e comandar - POCCC. Atualmente, 
sobretudo com as contribuições da Abordagem Neoclássica da Administração, 
em que um dos maiores nomes é Peter Drucker, os princípios foram 
retrabalhados e são conhecidos como Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar 
(PODC). Ressalte-se, então, que destas funções as que sofreram 
transformações na forma de abordar foram "comandar e coordenar" que 
atualmente chama-se apenas Dirigir (Liderança). 
Atualmente, as principais funções administrativas são: 
• Fixar objetivos (planejar); 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fayol
http://pt.wikipedia.org/wiki/Planejar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organizar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Controle_(administra%C3%A7%C3%A3o)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coordenar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comando
http://pt.wikipedia.org/wiki/POCCC
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lideran%C3%A7a
http://pt.wikipedia.org/wiki/Objetivo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bingen_Tabakfabrik_c1900.j
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• Analisar: conhecer os problemas; 
• Solucionar problemas; 
• Organizar e alocar recursos (recursos financeiros e 
tecnológicos e as pessoas); 
• Comunicar, dirigir e motivar as pessoas (liderar); 
• Negociar; 
• Tomar as decisões (rápidas e precisas); 
• Mensurar e avaliar (controlar). 
1.1. O Papel Do Administrador 
As funções do gestor foram, num primeiro momento, delimitadas como: 
planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar. No entanto, por ser essa 
classificação bastante difundida, é comum encontrá-la em diversos livros e até 
mesmo em jornais de forma condensada em quatro categorias. São elas: 
planejar, organizar, liderar e controlar. 
Planejar: "definir o futuro da empresa, principalmente, suas metas, como 
serão alcançadas e quais são seus propósitos e seus objetivos" , ou como 
"ferramenta que as pessoas e as organizações usam para administrar suas 
relações com o futuro. É uma aplicação específica do processo decisório." 
O planejamento envolve a determinação no presente do que se espera 
para o futuro da organização, envolvendo quais as decisões deverão ser 
tomadas, para que as metas e propósitos sejam alcançados. 
➢ Organizar: pode-se constatar que [...] se fosse possível 
seqüenciar, diríamos que depois de traçada(s) a(s) meta(s) 
organizacional (ais), é necessário que as atividades sejam 
adequadas às pessoas e aos recursos da organização, ou seja, 
chega a hora de definir o que deve ser feito, por quem deve ser 
feito, como deve ser feito, a quem a pessoa deve reportar-se, o 
que é preciso para a realização da tarefa. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Recurso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dirigircomeçou a desenvolver os princípios da medicina 
sanitária aliada à produção de vacina no país. Na época eram constante os 
surtos de febre amarela, peste bubônica e varíola, aumentando à medida que o 
meio urbano se ampliava e a concentração populacional se intensificava.(...) 
para demonstrar como o imaginário das classes dominantes produziu, nessa 
época, os estigma de vadiagem, promiscuidade e sujeira como algo inerente à 
condição do trabalhador braçal; consequentemente a doença seria culpa do 
próprio doente, o que atribui as carências materiais a falta de mérito dos pobres”. 
A intervenção do Estado por meio de tais políticas, quando ocorre, aparece mais 
como um favor às classes trabalhadoras e não como um direito que lhe cabe. 
(MEKSENAS 2002) 
A educação no Brasil segue a lógica da previdência e da saúde com um 
atendimento deficitário para a população pobre, onde a renda é repassada para 
a iniciativa privada, e não há uma redistribuição de recursos para uma 
perspectiva social. 
“No campo da educação, a política pública no Brasil mantém as 
características que também estão presente na previdência, saúde e 
saneamento. Segue a lógica da expansão desigual no tempo e no espaço; do 
atendimento deficitário à população pobre; dos gastos excessivos, que se 
perdem na manutenção da burocracia e pouco contribuem para os fins 
propostos; do repasse dos recursos a setores do empresário, na perspectiva de 
sua concentração na esfera privada; da ausência da redistribuição da riqueza na 
perspectiva social”. (MEKSENAS 2002) 
No período do Brasil Colônia a Igreja Católica que “detinha” o 
“monopólio” da educação no Brasil. Com a chegada da Família Real no Brasil, 
mas precisamente no Rio de Janeiro, é que houve a intervenção estatal na 
educação, mas não por completo, pois criado somente cursos superiores, para 
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atender a elite do país, e não se pensou em uma educação básica para toda a 
população do país. 
“As mudanças culturais introduzidas no Rio de Janeiro pela Coroa 
portuguesa, que fez dessa província sua sede política, somadas a criação dos 
primeiros cursos superiores após a Independência, não chegaram, contudo a se 
caracterizar uma política pública de educação. Por outro lado, a intervenção do 
Estado nesse período denota a preocupação em oferecer uma estrutura mínima 
em educação que atendesse à elite política. Tratava-se de garantir a existência 
de quadros funcionais com qualificações de ensino superior de modo a 
reproduzir a recente burocracia do autônomo Estado brasileiro. (MEKSENAS 
2002). 
Depois de mais de um século a educação continua a ser um problema 
no Brasil, pois uma grande parte de sua população que se matricula no ensino 
fundamental menos de 1% (MEKSENAS 2002) consegue concluir, e existe um 
grande número de analfabetos isso porque existe um desejo das elites em 
controlar os mais humildes, e de responsabilizá-lo de incompetência por não 
terem capacidade de estudar e serão um futuro problema social. 
“Por outro lado, o desinteresse pela escolarização das massas se 
transformou em desejo do seu controle. A visão estereotipada das crianças 
pobres como potencialmente perigosas, promíscuas e sujeitas a vadiagem que 
acomete os seus pais contribuiu para que as elites pensassem a educação como 
um mecanismo moral, disciplinador e voltado ao respeito e a hierarquia social”. 
(MEKSENAS 2002) 
Após a discussão sobre as teorias sobre as políticas públicas percebe-
se que ela só acontece com a intervenção do Estado, e nenhum cidadão com 
uma iniciativa própria pode fazer uma política pública de ação e de 
conscientização pessoal. A crítica fica que os autores trabalharam na 
perspectiva que somente o Estado pode elaborar proposta de políticas públicas 
de acordo com a agenda dos partidos. 
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Como fica a ação de uma determinada pessoa, ou de um grupo de 
pessoas que querem desenvolver um projeto educativo sem ajuda dos recursos 
estatal? É somente o Estado que sabe realmente a necessidade que cada 
comunidade sente? 
 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
As reflexões aqui surgidas pretendem repensar o conceito de políticas 
públicas de ação para educação da formação do cidadão critico que exige os 
seus direitos, e que é co-responsável pela sua comunidade e sabe das 
necessidades da mesma. Não basta ter somente um espaço para colocar gente, 
mas ser um espaço de socialização que se comunica um determinado valor, aí 
que as pessoas entram em no ambiente e se sentem acolhidos independente da 
sua condição financeira, e tem oportunidade de praticar esporte e fazer novos 
amigos experimentam e praticam o convívio e outros pilares da educação e da 
cidadania. 
Por fim, pensar em políticas públicas é pensar na participação do 
cidadão no micro, pois resolvendo os pequenos problemas de sua rua pode se 
reivindicar mudança no macro, porque vai ter consciência de sua participação da 
coisa pública que é o bem do coletivo . 
 
 
 
 
 
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
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nas empresas brasileiras. Ed. Atlas, SP, 2004. 
BACCHELLI. A atividade administrativa. 
Disponível em http://professorbacchelli.spaceblog.com.br/188853/Direito-
Administrativo-Aula-03-Atividade-e-Estrutura-Administrativa/ acesso em 
03/10/2010 
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 4. ed. 
São Paulo: Makron, 1993. 
________________Administração Geral e Pública. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2006. 
CRUZ, Vicente Vagner. Um Oratório Salesiano como Proposta de Políticas 
Públicas. Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais UFPA 2009. 
Disponível em http://www.artigonal.com/politica-artigos/repensando-o-conceito-
de-politicas-publicas-756674.html acesso em 03/10/2010 
DRUCKER, Ferdinand P. A Profissão de Administrador. São Paulo: Pioneira 
Thompson Learning, 1998. ISBN 85-221-0166-3 
DRUCKER, Ferdinand P. Introdução à administração. 3. ed. São Paulo: Pioneira 
Thompson Learning, 2002. ISBN 85-221-0130-5 
FAORO, Raymundo. Os donos do Poder: Formação do Patronato Político 
Brasileiro, São Paulo, Globo. 1985. 
http://professorbacchelli.spaceblog.com.br/188853/Direito-Administrativo-Aula-03-Atividade-e-Estrutura-Administrativa/
http://professorbacchelli.spaceblog.com.br/188853/Direito-Administrativo-Aula-03-Atividade-e-Estrutura-Administrativa/
http://www.artigonal.com/politica-artigos/repensando-o-conceito-de-politicas-publicas-756674.html
http://www.artigonal.com/politica-artigos/repensando-o-conceito-de-politicas-publicas-756674.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/8522101663
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/8522101305
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FERNANDES. Antonio Sergio Araujo. Políticas Públicas: Definição evolução 
e o caso brasileiro na política social. IN DANTAS, Humberto e JUNIOR, José 
Paulo M. (orgs). Introdução à política brasileira, São Paulo. Paulus. 2007. 
LACOMBE, F.J.M.; HEILBORN G.L.J. Administração: princípios e tendências. 
1.ed. São Paulo: Saraiva, 2003. ISBN 85-02-03788-9 
LOWI, Teodor. “Four Systems of Policy, and Choise”. Public Administration 
Review, 32 Review, 32: 298-310. 1972. 
MAXIMIANO, Antonio Amaru. Teoria Geral da Administração: da revolução 
urbana à revolução digital. Ed. Atlas, 2002. 
Maximiano,Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração - 5.ed.rev.e ampl.- 
São Paulo : Atlas, 2000 
MEKSENAS, Paulo. Cidadania, Poder e Comunicação. São Paulo ed. Cortez, 
2002. 
MONTANA, Patrick J. Administração.2. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. ISBN 85-
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PETRUCE. S. Administração Pública Gerencial: A Reforma de 1995, ensaios 
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SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. IN Sociologias 
nº 16. Junho/dezembro 2006, p. 20-45. 
TEIXEIRA, Elenaldo Celso. O Papel das Políticas Públicas no 
Desenvolvimento Local e na Transformação da Realidade. 
Disponível em 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf acesso 
em 03/10/2010 
 
VERZA, Severino Batista. As Políticas Públicas de Educação no Município. 
Ijuí ed. UNIJUÍ, 2000 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/8502037889
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf
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WWW.INEEAD.COM.BR – (31) 3272-9521http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_burocracia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_estruturalista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_sistemas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_neocl%C3%A1ssica_da_administra%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_comportamental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_desenvolvimento_organizacional
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_conting%C3%AAncia
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Novas_abordagens&action=edit&redlink=1
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Ênfase Teorias administrativas Principais enfoques 
Tarefas Administração científica 
Racionalização do 
trabalho no nível 
operacional 
Estrutura 
Teoria clássica 
Teoria neoclássica 
Organização Formal; Princípios gerais da 
Administração; Funções do 
Administrador 
Teoria da burocracia 
Organização Formal Burocrática; 
Racionalidade Organizacional; 
Teoria estruturalista 
Múltipla abordagem: Organização formal 
e informal; Análise intra-organizacional e 
análise inter organizacional; 
Pessoas 
Teoria das relações 
humanas 
Organização informal; Motivação, 
liderança, comunicações e dinâmica de 
grupo; 
Teoria comportamental 
Estilos de Administração; 
Teoria das decisões; 
Integração dos objetivos organizacionais 
e individuais; 
Teoria do desenvolvimento 
organizacional 
Mudança organizacional planejada; 
Abordagem de sistema aberto; 
Ambiente 
Teoria estruturalista 
Teoria neo estruturalista 
Análise intra-organizacional e análise 
ambiental; 
Abordagem de sistema aberto; 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_cient%C3%ADfica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cl%C3%A1ssica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_neocl%C3%A1ssica_da_administra%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_burocracia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_estruturalista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_rela%C3%A7%C3%B5es_humanas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_rela%C3%A7%C3%B5es_humanas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_comportamental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_desenvolvimento_organizacional
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_desenvolvimento_organizacional
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_estruturalista
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Teoria da contingência 
Análise ambiental (imperativo ambiental); 
Abordagem de sistema aberto; 
Tecnologia Teoria da contingência 
Administração da tecnologia (imperativo 
tecnológico); 
 
1.3.1. As Principais Teorias Administrativas E Seus Principais Enfoques 
 
A teoria geral da administração começou com a ênfase nas tarefas, com 
a administração científica de Taylor. A seguir, a preocupação básica passou para 
a ênfase na estrutura com a teoria clássica de Fayol e com a teoria burocrática 
de Max Weber, seguindo-se mais tarde a teoria estruturalista. A reação 
humanística surgiu com a ênfase nas pessoas, por meio da teoria 
comportamental e pela teoria do desenvolvimento organizacional. 
A ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas, sendo 
completada pela teoria da contingência. Esta, posteriormente, desenvolveu a 
ênfase na tecnologia. Cada uma dessas cinco variáveis - tarefas, estrutura, 
pessoas, ambiente e tecnologia - provocou a seu tempo uma diferente teoria 
administrativa, marcando um gradativo passo no desenvolvimento da TGA. Cada 
teoria administrativa procurou privilegiar ou enfatizar uma dessas cinco variáveis, 
omitindo ou relegando a um plano secundário todas as demais. 
 
 
 
1.4. Áreas Da Administração 
• Administração financeira 
• Administração da produção 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_conting%C3%AAncia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_conting%C3%AAncia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Taylor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fayol
http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber
http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_financeira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ger%C3%AAncia_de_opera%C3%A7%C3%B5es
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• Administração pública 
• Administração de materiais 
• Marketing 
• Gestão de pessoas 
• Gestão sistêmica 
• Administração de sistemas de informação 
• Organização, sistemas e métodos 
• Comércio internacional 
 
2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Administração pública é, em sentido pratico ou subjectivo, o conjunto de 
órgãos, serviços e agentes do Estado, bem como das demais pessoas coletivas 
públicas (tais como as autarquias locais) que asseguram a satisfação das 
necessidades coletivas variadas, tais como a segurança, a cultura, a saúde e o 
bem estar das populações. 
2.1. Definição 
A administração pública, segundo o autor, pode ser definida 
objetivamente como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve 
para assegurar os interesses coletivos e subjetivamente como o conjunto de 
órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a Lei atribui o exercício da função 
administrativa do Estado. 
Sob o aspecto operacional, administração pública é o desempenho 
perene e sistemático, legal e técnico dos serviços próprios do Estado, em 
benefício da coletividade. 
A administração pública pode ser direta, quando composta pelos entes 
federados (União, Estados, Municípios e DF), ou indireta, quando composta por 
entidades autárquicas, fundacionais e paraestatais. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_p%C3%BAblica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_de_pessoas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_sist%C3%AAmica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_informa%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o,_sistemas_e_m%C3%A9todos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_internacional
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pessoa_coletiva
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autarquia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Seguran%C3%A7a
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%BAde
http://pt.wikipedia.org/wiki/Popula%C3%A7%C3%A3o
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Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público, 
seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência. 
A administração pública é conceituada com base em dois aspectos: 
objetivo (também chamado material ou funcional) e subjetivo (também chamado 
formal ou orgânico). 
Segundo ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro o conceito de 
administração pública divide-se em dois sentidos: "Em sentido objetivo, material 
ou funcional, a administração pública pode ser definida como a atividade 
concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico de direito 
público, para a consecução dos interesses coletivos. Em sentido subjetivo, 
formal ou orgânico, pode-se definir Administração Pública, como sendo o 
conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da 
função administrativa do Estado". 
Em sentido objetivo é a atividade administrativa executada pelo Estado, 
por seus órgãos e agente, com base em sua função administrativa. É a gestão 
dos interesses públicos, por meio de prestação de serviços públicos. É a 
administração da coisa pública. 
Já no sentido subjetivo é o conjunto de agentes, órgãos e entidades 
designados para executar atividades administrativas. 
Assim, administração pública em sentido material é administrar os 
interesses da coletividade e em sentido formal é o conjunto de entidade, órgãos 
e agentes que executam a função administrativa do Estado. 
As atividades estritamente administrativas devem ser exercidas pelo 
próprio Estado ou por seus agentes. 
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No Brasil 
Dentro da organização da Administração Pública do Brasil, integram o 
Poder Executivo Federal diversas carreiras estruturadas de servidores públicos, 
entre elas as de: 
• Auditoria (Receita Federal, Previdência Social e Ministério 
do Trabalho); 
• Ciclo de Gestão (Especialista em Políticas Públicas e 
Gestão Governamental, Analistas de Orçamento e Planejamento, Técnico 
do IPEA, Analista de Finanças e Controle); 
• Diplomacia (Diplomatas) 
• Militares (Forças Armadas); 
• Regulação Federal (Especialista em Regulação das 
Agências Reguladoras Federais - ANATEL, ANCINE, ANEEL, ANP, 
ANAC, ANTAQ, ANTT, ANVISA, ANS e ANA). 
• Segurança Pública (cargos de Delegado, Perito, 
Papiloscopista, Escrivão e Agente da Polícia Federal e Analista de 
Informações da ABIN) 
• Supervisão do Mercado Financeiro e de Capitais (Analista 
do Banco Central do Brasil, Analistas e Inspetor da CVM, Analista da 
SUSEP). 
Há, ainda, os servidores não estruturados em carreiras (integrantes do 
Plano de Classificação de Cargos de 1970), temporários, empregados públicos 
e terceirizados via convênio. 
2.2. Administração Direta E Indireta 
➢ Administração direta é aquela composta por órgãos ligados 
diretamente ao poder central, federal, estadual ou municipal. São 
os próprios organismos dirigentes, seus ministérios e secretarias. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Receita_Federal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Previd%C3%AAncia_Social
http://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Trabalho_e_Emprego
http://pt.wikipedia.org/wiki/Minist%C3%A9rio_do_Trabalho_e_Emprego
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especialista_em_Pol%C3%ADticas_P%C3%BAblicas_e_Gest%C3%A3o_Governamental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especialista_em_Pol%C3%ADticas_P%C3%BAblicas_e_Gest%C3%A3o_Governamental
http://pt.wikipedia.org/wiki/IPEA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diplomata
http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especialista_em_Regula%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANATEL
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANCINE
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANEEL
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANP
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANAC
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANTAQ
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANTT
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANVISA
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANS
http://pt.wikipedia.org/wiki/ANA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Delegado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Perito
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papiloscopista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escriv%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Federal
http://pt.wikipedia.org/wiki/ABIN
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Central_do_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/CVM
http://pt.wikipedia.org/wiki/SUSEP
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CONCEITOS DA GESTÃO PÚBLICA 
 
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➢ Administração indireta é aquela composta por entidades com 
personalidade jurídica própria, que foram criadas para realizar 
atividades de Governo de forma descentralizada. São exemplos 
as Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de 
Economia Mista. 
Segundo Granjeiro, são essas as características das entidades 
pertencentes à administração indireta: 
➢ Autarquias: serviço autônomo, criado por lei específica, com 
personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receitas 
próprios, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão 
administrativa e financeira descentralizada (conf. art 5º, I, do 
Decreto-Lei 200/67); 
 
➢ Fundação pública: entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito público, sem fins lucrativos, criada em virtude de lei 
autorizativa e registro em órgão competente, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio e funcionamento custeado por 
recursos da União e de outras fontes (conf. art 5º, IV, do Decreto-
Lei 200/67); 
 
➢ Empresa pública: entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da 
União, se federal, criada para exploração de atividade econômica 
que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou 
conveniência administrativa (conf. art 5º, II, do Decreto-Lei 
200/67); 
Conforme dispõe o art 5º do Decreto-Lei nº 900, de 1969: Desde que a 
maioria do capital votante permaneça de propriedade da União, será admitida, 
no capital da Emprêsa Pública, a participação de outras pessoas jurídicas de 
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direito público interno, bem como de entidades da Administração Indireta da 
União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios. 
➢ Sociedades de economia mista: entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, instituída mediante 
autorização legislativa e registro em órgão próprio para 
exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, em sua 
maioria, à União ou a entidade da Administração indireta (conf. 
art 5º, III, do Decreto-Lei 200/67). 
Empresas controladas pelo Poder Público podem ou não compor a 
Administração Indireta, dependendo de sua criação ter sido ou não autorizada 
por lei. Existem subsidiárias que são controladas pelo Estado, de forma indireta, 
e não são sociedades de economia mista, pois não decorreram de autorização 
legislativa. No caso das que não foram criadas após autorização legislativa, elas 
só se submetem às derrogações do direito privado quando seja expressamente 
previsto por lei ou pela Constituição Federal, como neste exemplo: "Art. 37. XII, 
CF - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange 
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas 
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder 
público". 
2.2.1.Agências reguladoras e executivas 
As agências executivas e reguladoras fazem parte da administração 
pública indireta, são pessoas jurídicas de direito público interno e consideradas 
como autarquias especiais. Sua principal função é o controle de pessoas 
privadas incumbidas da prestação de serviços públicos, sob o regime de 
concessão ou permissão. 
Agências reguladoras 
Sua função é regular a prestação de serviços públicos, organizar e 
fiscalizar esses serviços a serem prestados por concessionárias ou 
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permissionárias, com o objetivo garantir o direito do usuário ao serviço público 
de qualidade. Não há muitas diferenças em relação à tradicional autarquia, a não 
ser uma maior autonomia financeira e administrativa, além de seus diretores 
serem eleitos para mandato por tempo determinado. 
Essas entidades têm as seguintes finalidades básicas: a) fiscalizar 
serviços públicos (ANEEL, ANTT, ANAC, ANTAQ); b) fomentar e fiscalizar 
determinadas atividades privadas (ANCINE); c) regulamentar, controlar e 
fiscalizar atividades econômicas (ANP); d) exercer atividades típicas de estado 
(ANVS, ANVISA e ANS). 
Agências executivas 
São pessoas jurídicas de direito público ou privado, ou até mesmo 
órgãos públicos, integrantes da Administração Pública Direta ou Indireta, que 
podem celebrar contrato de gestão com objetivo de reduzir custos, otimizar e 
aperfeiçoar a prestação de serviços públicos. Seu objetivo principal é a execução 
de atividades administrativas. Nelas há uma autonomia financeira e 
administrativa ainda maior. São requisitos para transformar uma autarquia ou 
fundação em uma agência executiva: 
• Tenham planos estratégicos de reestruturação e de 
desenvolvimento institucional em andamento; 
• Tenham celebrado contrato de gestão com o ministério 
supervisor. 
José dos Santos Carvalho Filho cita como agências executivas o 
INMETRO (uma autarquia) e a ABIN (apesar de ter o termo"agência" em seu 
nome, não é uma autarquia, mas um órgão público). 
 
 Portugal 
A Administração Pública Portuguesa pode ser categorizada em 3 
grandes grupos, de acordo com a sua relação com o Governo: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_de_Portugal
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• Administração direta do Estado 
• Administração indireta do Estado 
• Administração Autónoma. 
➢ O grupo Administração direta do Estado reúne todos os órgãos, 
serviços e agentes do Estado que visam a satisfação das 
necessidades colectivas. Este grupo pode ser divido em: 
• Serviços centrais - Serviços com competência em todo o 
território nacional, como é o caso da Direção Geral de Viação 
• Serviços periféricos - Serviços regionais com zona de ação 
limitada, como por exemplo, as Direções Regionais de Educação ou os 
Governos Civis 
➢ O segundo grupo Administração indireta do Estado reúne as 
entidades públicas, dotadas de personalidade jurídica e 
autonomia administrativa e financeira. Por prosseguir objectivos 
do Estado entram na categoria de Administração Pública, mas por 
serem conseguidos por entidades distintas do Estado diz-se que 
é Administração indirecta. Cada uma das entidades deste grupo 
está associada a um ministério, que se designa por ministério de 
tutela. 
Este grupo pode ser subdividido nos seguintes grupos: 
• Serviços personalizados - Pessoas colectivas de natureza 
institucional dotadas de personalidade jurídica. Exemplos são o Instituto 
Nacional de Estatística e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil 
• Fundos personalizados - Pessoas colectivas de direito 
público, instituídas por acto do poder público, com natureza patrimonial. 
Exemplos incluem Serviços Sociais das forças de segurança. 
• Entidades públicas empresariais - Pessoas colectivas de 
natureza empresarial, com fim lucrativo, que visam a prestação de bens 
ou serviços de interesse público, com total capital do Estado. Exemplos 
são o Hospital de Santa Maria e Hospital Geral de Santo António. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_directa_do_Estado
http://pt.wikipedia.org/wiki/DGV
http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Civil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_indirecta_do_Estado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Estat%C3%ADstica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Estat%C3%ADstica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Laborat%C3%B3rio_Nacional_de_Engenharia_Civil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_de_Santa_Maria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_Geral_de_Santo_Ant%C3%B3nio
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➢ O terceiro e último grupo administração autónoma reúne as 
entidades que prosseguem interesses próprios das pessoas que 
as constituem e que definem autonomamente e com 
independência a sua orientação e actividade. Estas entidades 
podem se subdividir três categorias: 
• Administração Regional (autónoma) - Copia a organização 
da Administração Directa e Indirecta do Estado, aplicando-a a uma região 
autónoma. Exemplos são as Regiões Autónomas dos Açores e da 
Madeira 
• Administração Local (autónoma) - Copia a organização da 
Administração Directa e Indirecta do Estado, aplicando-a a um nível local. 
• Associações públicas - Pessoas colectivas de natureza 
associativa, criadas pelo poder público para assegurar a prossecução dos 
interesses não lucrativos pertencentes a um grupo de pessoas que se 
organizam para a sua prossecução. Exemplos são as Ordens 
Profissionais. 
 
 
 
 
 
3. A ATIVIDADE ADMINISTRATIVA 
 
 
Segundo Bacchelli (2008), em sentido lato, administrar é gerir interesses, 
segundo a lei, a moral e a finalidade dos bens entregues à guarda e conservação 
alheias; a Administração Pública, portanto, é a gestão de bens e interesses 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_aut%C3%B3noma_de_Portugal
http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7ores
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madeira
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_Profissional
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_Profissional
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qualificados da comunidade no âmbito federal, estadual ou municipal, segundo 
preceitos de Direito e da Moral, visando o bem comum. 
No trato jurídico, a palavra administração traz em si conceito oposto ao de 
propriedade, isto é, indica a atividade daquele que gere interesses alheios, muito 
embora o proprietário seja, na maioria dos casos, o próprio gestor de seus bens 
e interesses; por aí se vê que os poderes normais do administrador são 
simplesmente de conservação e utilização dos bens confiados à sua gestão, 
necessitando sempre de consentimento especial do titular de tais bens e 
interesses para os atos de alienação, oneração, destruição e renúncia ( na 
Administração Pública, deve vir expresso em lei). 
Há de distinguir ainda, na Administração Pública, os atos de império ( é 
todo aquele que contém uma ordem ou decisão coativa da Administração para 
o administrado); os atos de gestão ( é todo aquele que ordena a conduta interna 
da Administração e de seus servidores, ou cria direitos e obrigações entre ela e 
os administrados, tais como os despachos que determinam a execução de 
serviços públicos, os atos de provimento de cargo e movimentação de 
funcionários, as autorizações e permissões, os contratos em geral ); e os atos 
de expediente ( é todo aquele de preparo e movimentação de processos, 
recebimento e expedição de papeis e de despachos rotineiros, sem decisão de 
mérito administrativo ). 
3.1. Natureza e fins da Administração: 
O autor ainda relata que a Natureza da Administração Pública é a de um 
múnus público para quem a exerce, isto é, a de um encargo de defesa, 
conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade, 
impondo ao administrador público a obrigação de cumprir fielmente os preceitos 
do Direito e da Moral administrativa que regem sua atuação, pois tais preceitos 
é que expressam a vontade do titular dos interesses administrativos - o povo - e 
condicionam os atos a serem praticados no desempenho do múnus público que 
lhe é confiado. 
Os Fins da Administração Pública resumem-se num único objetivo: o bem 
comum da coletividade administrativa; toda atividade deve ser orientada para 
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esse objetivo; sendo que todo ato administrativo que não for praticado no 
interesse da coletividade será ilícito e imoral. 
No desempenho dos encargos administrativos o agente do Poder Público 
não tem a liberdade de procurar outro objetivo, ou de dar fim diverso do prescrito 
em lei para a atividade; descumpri-los ou renunciá-las equivalerá a 
desconsiderar a incumbência que aceitou ao empossar-se no cargo ou função 
pública. 
Em última análise, os fins da Administração consubstanciam-se em defesa 
do interesse público, assim entendidas aquelas aspirações ou vantagens 
licitamente almejadas por toda a comunidade administrativa, ou por parte 
expressiva de seus membros; o ato ou contrato administrativo realizado sem 
interesse público configura desvio de finalidade. 
 
3.2. A Estrutura Administrativa 
 
Conceito de Estado 
Segundo Bacchelli (2008), o conceito de Estado varia segundo o ângulo 
em que é considerado. Do ponto de vista sociológico, é corporação territorial 
dotada de um poder de mando originário; sob o aspecto político, é comunidade 
de homens, fixada sobre um território, com potestade superior de ação, de 
mando e de coerção; sob o prisma constitucional, é pessoa jurídica territorial 
soberana. 
Como ente personalizado, o Estado pode tanto atuar no campo do Direito 
Público, como no Direito Privado, mantendo sempre sua única personalidadede 
Direito Público, pois a teoria da dupla personalidade do Estado acha-se 
definitivamente superada. 
Elementos do Estado: O Estado é constituído de três elementos originários 
e indissociáveis: 
• Povo (é o componente humano do Estado); 
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• Território (a sua base física); 
• Governo Soberano ( elemento condutor do Estado, que detém e exerce o 
poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do 
povo. 
 Conceito do Professor Dalmo de Abreu Dalari em sua obra “Teoria Geral do 
Estado”: “Ordem Jurídica dotada de soberania, que tem por função o bem estar 
de um determinado povo, dentro de um determinado território” 
Assim a função precípua do Legislativo é a elaboração da lei (função 
normativa); a função precípua do Executivo é a conversão da lei em ato individual 
e concreto (função administrativa); a função precípua do Judiciário é a aplicação 
coativa da lei aos litigantes (função judicial). 
O que há, portanto, não é a separação de Poderes com divisão absoluta 
de funções, mas, sim, distribuição de três funções estatais precípuas entre 
órgãos independentes, mas harmônicos e coordenados no seu funcionamento, 
mesmo porque o podes estatal é uno e indivisível. 
Organização da Administração: é a estruturação legal das entidades e 
órgãos que iram desempenhar as funções, através de agentes públicos (pessoas 
físicas). Essa organização faz-se normalmente por lei, e excepcionalmente por 
decreto e normas inferiores, quando não exige a criação de cargos nem aumenta 
a despesa pública. 
Neste campo estrutural e funcional do Estado atua o Direito Administrativo 
organizatório, auxiliado pelas contemporâneas técnicas de administração, 
aquele estabelecendo o ordenamento jurídico dos órgãos, das funções e dos 
agentes que irão desempenhá-las, e estas informando sobre o modo mais 
eficiente e econômico de realizá-las em benefício da coletividade. 
O Direito Administrativo impõe as regras jurídicas da administração e 
funcionamento do complexo estatal; as técnicas de administração indicam os 
instrumentos e a conduta mais adequada ao pleno desempenho das atribuições 
da Administração. 
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Governo e Administração: são termos que andam juntos e muitas vezes 
confundidos, embora expressem conceitos diversos nos vários aspectos em que 
se apresentam. 
Governo, em sentido formal, é o conjunto de Poderes e órgãos 
constitucionais; em sentido material, é o complexo de funções estatais básicas; 
em sentido operacional, é a condução política dos negócios públicos. A 
constante do Governo é a sua expressão política de comando, de iniciativa, de 
fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. 
Administração Pública, em sentido formal, é o conjunto de órgãos 
instituídos para consecução dos objetivos do Governo; em sentido material, é o 
conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral; em acepção 
operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços 
próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. 
A Administração não pratica atos de Governo; pratica, tão-somente, atos 
de execução, com maior ou menor autonomia funcional, segundo a competência 
do órgão e de seus agentes. 
 
 
 
 
 
 
 
4. POLÍTICA PÚBLICA 
 
 Para Compreender “Políticas Públicas” 
Segundo Teixeira (2002), políticas públicas são diretrizes, princípios 
norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para as relações 
entre poder público e sociedade, mediações entre atores da sociedade e do 
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Estado. São, nesse caso, políticas explicitadas, sistematizadas ou formuladas 
em documentos (leis, programas, linhas de financiamentos) que orientam ações 
que normalmente envolvem aplicações de recursos públicos. Nem sempre, 
porém, há compatibilidade entre as intervenções e declarações de vontade e as 
ações desenvolvidas. Devem ser consideradas também as “não ações”, as 
omissões, como formas de manifestação de políticas, pois representam opções 
e orientações dos que ocupam cargos. 
Segundo Cruz ( 2009 ), o conceito de Políticas Públicas é discutido em 
todas as áreas do conhecimento, no entanto é no âmbito da Ciência Política que 
este ganha um grande destaque nas discussões teóricas como mostra SOUZA 
(2006) em seu artigo “Políticas Públicas uma revisão da literatura”, mostra uma 
visão geral de como a política publica é vista pela academia; primeira como um 
equilíbrio no orçamento entre receita e despesa, segundo como uma nova visão 
do estado onde deixa de ser uma política kenynesiana, para ser uma política 
restrita aos gastos, e terceira é a relação que existe entre os países 
desenvolvidos e os que iniciaram a sua caminhada democrática recentemente, 
de um modo particular os países da América Latina que ainda não conseguem 
administrar bem os seus recursos públicos e equacionar os bens em beneficio 
de sua população, de modo incluir os excluídos. 
Souza (2006) diz que as políticas públicas na sua essência estão ligadas 
fortemente ao Estado este que determina como os recursos são usados para o 
beneficio de seus cidadãos, onde faz uma síntese dos principais teóricos que 
trabalham o tema das políticas públicas relacionadas às instituições que dão a 
ultima ordem, de como o dinheiro sob forma de impostos deve ser acumulado e 
de como este deve ser investido, e no final fazer prestação de conta pública do 
dinheiro gasto em favor da sociedade. 
As políticas públicas traduzem, no seu processo de elaboração e 
implantação e, sobretudo, em seus resultados, formas de exercício do poder 
político, envolvendo a distribuição e redistribuição de poder, o papel do conflito 
social nos processos de decisão, a repartição de custos e benefícios sociais. 
Como o poder é uma relação social que envolve vários atores com projetos 
e interesses diferenciados e até contraditórios, há necessidade de mediações 
sociais e institucionais, para que se possa obter um mínimo de consenso e, 
assim, as políticas públicas possam ser legitimadas e obter eficácia. 
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O autor ainda relata que elaborar uma política pública significa definir quem 
decide o quê, quando, com que consequências e para quem. São definições 
relacionadas com a natureza do regime político em que se vive, com o grau de 
organização da sociedade civil e com a cultura política vigente. Nesse sentido, 
cabe distinguir “Políticas Públicas” de “Políticas Governamentais”. Nem sempre 
“políticas governamentais” são públicas, embora sejam estatais. Para serem 
“públicas”, é preciso considerar a quem se destinam os resultados ou benefícios, 
e se o seu processo de elaboração é submetido ao debate público. 
A presença cada vez mais ativa da sociedade civil nas questões de 
interesse geral, torna a publicização fundamental. As políticas públicas tratam de 
recursos públicos diretamente ou através de renúncia fiscal (isenções), ou de 
regular relações que envolvem interesses públicos. Elas se realizam num campo 
extremamente contraditório onde se entrecruzam interesses e visões de mundo 
conflitantes e onde os limites entre público e privado são de difícil demarcação. 
Daí a necessidade do debate público, da transparência, da sua elaboração em 
espaços públicos e não nos gabinetes governamentais. 
 
 
4.1. Objetivos 
 
Segundo Teixeira (2002), as políticas públicas visam responder a 
demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, 
considerados como vulneráveis. Essas demandas são interpretadas por aquelesque ocupam o poder, mas influenciadas por uma agenda que se cria na 
sociedade civil através da pressão e mobilização social. Visam ampliar e efetivar 
direitos de cidadania, também gestados nas lutas sociais e que passam a ser 
reconhecidos institucionalmente. 
Outras políticas objetivam promover o desenvolvimento, criando 
alternativas de geração de emprego e renda como forma compensatória dos 
ajustes criados por outras políticas de cunho mais estratégico (econômicas). 
 
O autor relata que ainda outras são necessárias para regular conflitos entre 
os diversos atores sociais que, mesmo hegemônicos, têm contradições de 
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interesses que não se resolvem por si mesmas ou pelo mercado e necessitam 
de mediação. 
 
Os objetivos das políticas têm uma referência valorativa e exprimem as 
opções e visões de mundo daqueles que controlam o poder, mesmo que, para 
sua legitimação, necessitem contemplar certos interesses de segmentos sociais 
dominados, dependendo assim da sua capacidade de organização e 
negociação. Demandas comuns em Políticas Públicas 
• Demandas novas - Para Maria das Graças Rua, no artigo 
Análise de Políticas Públicas, correspondem àquelas que resultam do 
surgimento de novos atores políticos ou novos problemas. 
• Demandas recorrentes- Também segundo Graças Rua 
sáo aquelas que expressam problemas não resolvidos ou mal resolvidos. 
• Demandas reprimidas- Ainda segundo Graças Rua, são 
aquelas constituídas sob um estado de coisas ou por não decisão. 
 4.2. Tipos De Políticas Públicas 
➢ Industrial; 
➢ Agrícola 
➢ Monetária (segundo Jorge Vianna Monteiro). 
➢ Assistência social e institucional (segundo Inaldo Luiz do 
Nascimento, estudante de pos-graduação da universidade 
estadual do vale do acaraú-UVA). e] educacional 
Arenas de Políticas Públicas 
➢ Distributivas; 
➢ Redistributivas; 
➢ Regulatórias; 
➢ Constitutivas (Segundo Maria das Graças Rua). 
Fases ou Ciclo das Políticas Públicas 
➢ Formação da agenda; 
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➢ Formulação; 
➢ Implementação; 
➢ Monitoramento; 
➢ Avaliação; 
As Políticas Públicas podem ser compreendidas como um sistema 
(conjunto de elementos que se interligam, com vistas ao cumprimento de um fim: 
o bem-comum da população a quem se destinam), ou mesmo como um 
processo, pois tem ritos e passos, encadeados, objetivando uma finalidade. 
Estes normalmente estão associados à passos importantes como a sua 
concepção, a negociação de interlocutores úteis ao desenvolvimento (técnicos, 
patrocinadores, associações da sociedade civil e demais parceiros 
institucionais), a pesquisa de soluções aplicáveis, uma agenda de consultas 
públicas (que é uma fase importante do processo de legitimação do programa 
no espaço público democrático), a eleição de opções razoáveis e aptas para o 
atingimento da finalidade, a orçamentação e busca de meios ou parceiros para 
o suporte dos programas, oportunidade em que se fixam os objetivos e as metas 
de avaliação. 
Finalmente, a implementação direta e/ou associada, durante o prazo 
estimado e combinado com os gestores e financiadores, o monitoramento 
(acompanhamento e reajustamento de linhas - refinamento) e a sua avaliação 
final, com dados objetivamente mensuráveis (Faria, J H). 
Atores em Políticas Públicas 
Os atores políticos são as partes envolvidas nos conflitos. 
Esses atores ao atuarem em conjunto após o estabelecimento de um 
projeto a ser desenvolvido onde as estão claras as necessidade e obrigações 
das partes chegam a um estágio de harmonia que viabiliza a política pública. 
(Ferreira, 2008) 
➢ Atores Públicos Políticos Eleitos, Burocratas, Tecnocratas etc. 
➢ Atores Privados Empresários, trabalhadores etc. 
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Com uma visão mais próxima de Souza (2006), Fernandes (2007) em 
seu artigo “Políticas Públicas: Definição, evolução e o caso brasileiro na política 
social” defende a idéia de que as políticas públicas se manifestam através de 
duas dimensões que se complementam entre si que é o administrativo técnico e 
o aspecto político como pode ser observado na citação a seguir. 
“... costuma-se pensar o campo das políticas 
públicas unicamente caracterizado como 
administrativo ou técnico, e assim livre, portanto do 
aspecto ‘político’ propriamente dito, que é mais 
evidenciado na atividade partidária eleitoral. Este é 
uma meia verdade, dado que apesar de se tratar de 
uma área técnico-administrativa, a esfera das 
políticas públicas também possui uma dimensão 
política uma vez que está relacionado ao processo 
decisório”. ( FERNANDES, 2007 ) 
Fernandes (2007) fortemente influenciado por Lowi (1972) que antes de 
investir dinheiro público em um determinado setor que pode ser da saúde ou da 
educação o Estado antes de tomar essa decisão passa por três categorias que 
são a regulatória, distributiva e a redistributiva. 
Já Verza (2000) faz uma discussão diferente sobre política pública, pois 
os rumos que a sociedade pós-morderna está tomando é inevitável. A 
globalização é um fenômeno que está predominado em todo mundo é um 
caminho que não tem volta, no entanto a forma que se manifesta é excludente e 
gera vários tipos de violência e hoje o maior desafio da globalização é criar uma 
política de solidariedade humana geral. 
“O processo de globalização em desenvolvimento atinge todas as 
sociedades. (...) Também a consenso que a forma atual de globalização cria 
desemprego e exclusão social, causando danos econômicos-sociais e 
ambientais. Desencadeia violências de todo tipo. (...) Vale salientar que a 
pressão da globalização para baixo cria a necessidade do governo buscar 
alternativas novas do contato direto com os cidadão superando o ortodoxo de 
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fazer política. De igual maneira, a cidadania conscientemente organizada 
necessita criar mecanismo de contato e controle de políticas estatais, 
democratizando-as. Isso demanda novos experimento de participação política 
direta de maior número possível de cidadãos. Assim, um dos maiores desafio da 
globalização é a discussão profunda e ampla a cerca de uma política da condição 
social humana global (VERZA, 2000). 
Mesmo sabendo que atual forma como a globalização se manifesta, mas 
mesmo assim acreditasse em uma mudança de pensamento, dentro do sistema 
capitalista global, onde os municípios são importantes para essa mudança na 
educação. Pois é no âmbito dos municípios que se manifesta a participação dos 
cidadãos, em que eles reivindicam melhoria nas suas ruas e ajudam a 
administrar os recursos do município. 
“Sabemos todos que a Grécia constitui-se no espaço, onde por primeiro 
encontramos ‘uma comunidade explicitamente deliberando sobre suas leis” ( 
CASTORIADIS, C, 1986). 
Assim, a participação geral na política, cria, pela primeira vez na história, 
um espaço público. A emergência deste espaço implica um espaço político que 
‘pertence a todos’. (...) Nessa perspectiva, importa notar que o espaço público 
não tem apenas a ver com a tomada de decisões finais. (...) O espaço público 
requer tudo quando se implica, complica e conduz as decisões finais, enquanto 
decisões de todos os participantes. Mais importante que elaboração final das 
leis, é o processo de mobilização, de conversão e debate que a comunidade 
trava para logra seus intentos. (...) Tal instituição explicita, engendra a 
autonomia: a comunidade produz suas próprias leis e a modifica, quando, de 
novo, pela discussão aberta e democrática, as julga superada ou necessidade 
de reformulações.( VERZA, 2000). 
Verza (2000) dizque para formar futuros cidadãos que participem do 
espaço público, é necessário incentivar as crianças no período de sua tenra 
idade nas escolas a participarem de grêmio estudantil, e dessa forma vão criando 
cidadãos conscientes que se preocupam com o bem estar de sua rua. 
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“À escola, como instituição, incumbe a socialização do saber, da ciência, 
da técnica e das formas culturais e artísticas produzidas socialmente. Importa 
seja politicamente comprometida e capaz de interpretar as carências e anseios 
e perspectivas reveladas pela sociedade, desenvolvendo atividades educativas 
eficazes para o atendimento às demandas sociais. (...) De nada vale manter os 
alunos em sala de aula por anos a fio, se a escola lhe nega a capacidade de 
conseguir aprender e seguir aprendendo a vida a fora . A democratização e 
gestão democrática da escola servem enquanto mediações que asseguram os 
processos pedagógicos eficazes à construção dos saberes indispensáveis para 
a vida numa sociedade complexa, dinâmica e atravessada por mudanças 
incessantes. 
Diferente de Verza (2000) que acredita em uma mudança vivendo em 
um sistema capitalista criando uma política pública educacional que se começa 
pelos municípios se estende para o resto do mundo como um pensamento 
global, no entanto Meksenas (2002) diz que não é possível pensar em mudança 
com o sistema capitalista, pois as políticas públicas são na verdade uma forma 
que o Estado tem de criar novo tipo de mão de obra para sustentar o capitalismo 
de como pode ser explorado melhor, sem formar cidadãos críticos para a 
participação política. 
Meksenas (2002) influenciado por uma visão marxista vai dizer que as 
políticas públicas não são um mecanismo utilizado pelo Estado para ajudar os 
mais excluídos a ascender socialmente, mas um modo usado pelo capital para 
se manter no poder sem a reclamação da parte periférica da sociedade. Como 
pode ser observado no trecho seguinte: 
“O conceito de políticas públicas aparece vinculado ao desenvolvimento 
do Estado capitalista e esse às relações de classe. No século XX, as políticas 
públicas são definidas como um mecanismo contraditório que visa à garantia da 
reprodução da força de trabalho. Tal aspecto da organização do Estado nas 
sociedades industriais, não traduz um equilíbrio nas relações entre o capital e o 
trabalho”. (2002) 
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Esse mesmo autor quer mostrar que a população é excluída das 
decisões do Estado que usa os recursos públicos para o investimento das 
grandes empresas que muitas vezes são multinacionais, e excluindo a maioria 
população, que deveria ser os primeiros beneficiários dos recursos públicos. 
“Outro aspecto das contradições presente 
nas relações políticas do Estado implica a exclusão 
das classes trabalhadoras nas instancias de decisão 
e gerenciamento das políticas públicas e, ao mesmo 
tempo no apelo para a incorporação das demandas 
dessas classes na extensão dos direitos sociais. Tal 
aspecto integra o receituário de medidas que 
garantem a legitimidade das condições de 
governabilidade presentes no Estado frente ao 
conjunto da sociedade. Assim a intervenção estatal 
que ocorre por meio das políticas públicas emerge 
numa complexa disputa pelo poder relacionado às 
contradições econômicas e políticas”. (MEKSENAS 
2002) 
Ainda citando Meksenas (2002), que mostra como as políticas públicas 
desde suas origens estão ligados ao capital e como este o utiliza como uma 
forma de aumentar mais seu domínio e manter o seu controle sobre os mais 
excluídos, mantendo uma ilusão que este pode futuramente ascender 
socialmente, algo que não vai ocorrer. 
Para aprofundar essa discussão sobre a sua teoria de políticas públicas 
MEKSENAS (2002) vai basear sua analise em cima de três autores que tem a 
visão liberal do sistema capitalista, tais como John Locke, John Rawl e Nozisck 
dizendo que as políticas públicas são subordinadas ao mercado, e do outro lado 
pensadores que defendem a idéia que existe uma determinação mutua entre o 
mercado e as políticas públicas como Marx, Lênin e Luxemburgo. 
Assim, nessa primeira parte da discussão sobre políticas públicas é fazer 
uma reflexão questionando de como esse conceito é utilizado na política como 
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um “orçamento participativo” falso que desenvolvem impostos abusivos, e que 
muitas vezes não é direcionado para beneficio da população em geral. Mas 
pensar uma política pública como um cálculo que precede, preside ação, e que 
avalie as ações em vista de todos os cidadãos que pagam impostos, e que 
querem saber a respeito de como o seu dinheiro está sendo investido. 
4.3. Política Pública no Brasil. 
É definida no Brasil como o conjunto de ações desencadeadas pelo 
Estado, no caso brasileiro, nas escalas federal, estadual e municipal, com vistas 
ao bem coletivo. Elas podem ser desenvolvidas em parcerias com organizações 
não governamentais e, como se verifica mais recentemente, com a iniciativa 
privada. 
Cabe ao Estado propor ações preventivas diante de situações de risco 
à sociedade por meio de políticas públicas. O contratualismo gera esta 
expectativa, ainda mais na América Latina, marcada por práticas populistas no 
século XX. No caso das mudanças climáticas, é dever do Estado indicar 
alternativas que diminuam as conseqüências que elas trarão à população do 
Brasil, em especial para a mais pobre, que será mais atingida. 
Porém, não resta dúvida que diversas forças sociais integram o Estado. 
Elas representam agentes com posições muitas vezes antagônicas. Também é 
preciso ter claro que as decisões acabam por privilegiar determinados setores, 
nem sempre voltadas à maioria da população brasileira. 
Analisar ações em escalas diferentes de gestão permite identificar 
oportunidades, prioridades e lacunas. Além disso, ela possibilita ter uma visão 
ampla das ações governamentais em situações distintas da realidade brasileira 
que, além de complexa, apresenta enorme diversidade natural, social, política e 
econômica que gera pressões nos diversos níveis de gestão. As forças políticas 
devem ser identificadas para compreender os reais objetivos das medidas 
aplicadas relacionadas às mudanças climáticas no Brasil. 
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A temática do aquecimento global ganhou corpo no mundo desde a 
década de 1980. Na década seguinte, surgiram convenções internacionais para 
regulamentar emissões de gases de efeito estufa e, principalmente, apontar 
causas e efeitos das alterações climáticas. O Brasil teve um papel destacado 
nas negociações internacionais. Porém, internamente as políticas públicas 
relacionadas ao tema ainda deixam a desejar. 
Na escala Federal houve a destacada Comissão Interministerial de 
Mudanças Climáticas, coordenada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. Além 
disso, o Ministério do Meio Ambiente lançou um documento de avaliação das 
implicações das alterações climáticas para o Brasil, mas ainda não chegou a um 
Plano Nacional de Mudanças Globais. 
Na escala estadual, São Paulo merece destaque por aplicar uma política 
de mitigação. Apesar de apresentar resultados preliminares interessantes, 
carece de recursos para ganhar ema escala maior. Por sua vez, o município de 
São Paulo desenvolveu no último ano uma política na escala municipal que 
busca contribuir para a redução de emissões da maior aglomeração urbana do 
país. 
Desde sua origem o Estado brasileiro, no período do Brasil colônia a 
Coroa Portuguesa, não estava preocupada com o bem estar na sociedade, mas 
em explorar as riquezado território e levar para Metrópole, por esse motivo que 
MEKSENAS (2002) não concorda com a idéia de que a política pública tenha 
“fins sociais”, pois na verdade existem relações de poder com intuito de 
influenciar na dinâmica da vida cultural como pode ser observado na citação a 
seguir: 
“É preciso, portanto, não compartilhar o saber produzido acerca das 
políticas públicas como fins sociais para percebemos os seus contornos com os 
contextos da sociedade brasileira. Assim, o estudo das políticas públicas como 
fins é o estudo das relações de poder, como também de estrutura e conjuntura 
da vida social, dos padrões de sociabilidade e da dinâmica da cultura”. 
(MEKSENAS, 2002) 
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Desde sua formação o povo brasileiro sempre foi desigual, e na 
construção da cultura brasileira não se instituiu o habito cívico, de participar 
politicamente das decisões do seu governo. No período do Brasil colônia a Coroa 
portuguesa estava preocupada em levar riqueza para a Metrópole, e não estava 
preocupada em implementar políticas em beneficio ao social, por isso que nesse 
período quem cuidava do social era a Igreja Católica. 
“Nos momentos de ausência das políticas públicas com fins sociais, 
algumas instituições preencheram, ainda que de forma débil, o vazio deixado 
pelo Estado. No Brasil foi o caso do catolicismo, que dos tempos coloniais até à 
atualidade ofereceu forma de educação, idéias e valores manifestos nos rituais 
de solidariedade em várias comunidades no país (...). Muitos desses rituais de 
solidariedade foram reelaborados pelas religiões afro-brasileiras como forma de 
resistência cultural dos trabalhadores e também produziram laços de partilha. Da 
Colônia à República, as ações institucionais da Igreja católica apareceram no 
cuidado com os órfãos, viúvas, ou na atenção medica das Santas Casas, das 
coletas e da distribuição de esmolas.(MEKSENAS, 2002) 
Outro ponto importante é a falta da cultura da participação política como 
uma das possíveis explicações para a desigualdade no Brasil. Pois sem 
participação na cobrança dos políticos na transparência da administração 
pública, isso gera um grande índice de pobreza, mas no momento em que o povo 
brasileiro não tinha participação política, foi ai momento em que ocorreu alguma 
melhoria nos direitos sociais como é apresentado por Fernandes(2007) na 
citação a seguir. 
“Entretanto antes de qualquer coisa, a questão da pobreza e da 
desigualdade no Brasil se mostra como algo gerado por um déficit histórico de 
cidadania em um país que viveu sob regime escravo por quatro séculos, no qual 
os direitos civis e políticos existiam apenas no papel. Um bom exemplo são as 
eleições brasileiras tanto no período do império quanto da república velha – a 
chamada república dos coronéis. As eleições eram escrutínios caracterizados 
pela fraude e truculência onde os eleitores eram ameaçados por capangas, ou 
trocavam seu voto por qualquer utensílio. Evidentemente este comportamento 
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refletia o perfil do atraso na sociedade brasileira (...) entre 1937 a 1945, foram 
suspensos os direitos políticos. Curiosamente no período da supressão de 
direitos políticos e civis, foi ao mesmo tempo o momento dos avanços dos 
direitos sociais”. (FERNANDES 2007) 
Por causa da falta de participação política é que não existe um 
compromisso dos políticos com os bens públicos, Faoro (1985) quando este 
apresenta o conceito de patrimonialismo mostra como essa cultura foi construída 
no imaginário do povo brasileiro, e por causa dessa falta de consciência cidadã 
na participação da administração dos bens públicos, acontece que os 
administradores de bens público para o coletivo, muitas vezes utilizam os 
recursos públicos como se fossem bens privados como é apresentado na citação 
a seguir. 
“O domínio tradicional se configura no patrimonialismo, quando aparece 
o estado maior de comando do chefe, junto à casa real, que se estende sobre 
um largo território, subordinando muitas unidades políticas. Sem o quadro 
administrativo a chefia dispersa assume o caráter patriarcal, identificável no 
mando do fazendeiro, do senhor de engenho dos coronéis. Num estagio inicial, 
o domínio patrimonial desta forma constituído pelo estamento apropria as 
oportunidades econômicas de desfrute dos bens, das concessões dos cargos, 
numa confusão entre o setor público e o privado, que, com aperfeiçoamento da 
estrutura, se extrema em competências fixas, com divisão de poderes, 
separando – se o setor fiscal do pessoal”. (FAORO 1985) 
O patrimonialismo sempre esteve presente no Brasil do período da 
Colônia e continua presente no inicio da República e sobrevive nos momentos 
das decisões políticas. Não houve na origem do Estado brasileiro uma 
consciência de separação entre os bens públicos e os bens privados. 
A formulação de Políticas Públicas com fins sociais elaborados pelo 
Estado brasileiro aconteceu somente na segunda República, mais precisamente 
na era Vargas, Meksenas (2002) diz que se desenvolveu em três campos: na 
previdência e na legislação trabalhista; na saúde e na educação e no 
saneamento básico habitação e transporte. 
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Sobre a previdência social e a legislação trabalhista começou a se 
elaborado no Brasil em 1923, e visava obter um estudo mais sistemático da 
realidade brasileira sobre os problemas sociais da área trabalhista e com isso 
elaborar uma forma de assegurar os trabalhadores em caso de acidente de 
trabalho não ficarem desprovidos e passarem necessidade, no entanto, pela má 
organização de alguns grupos de trabalhadores deixavam estes sem nenhuma 
proteção previdenciária. 
“O Conselho Nacional do Trabalho, fundado em 1923, criou as condições 
do que viria a ser o sistema previdenciário do Brasil. Órgão com doze membros 
escolhido pelo presidente da República, tinha como objetivo o estudo dos 
problemas na área trabalhista. O conselho foi base da criação do cargo de ‘cura 
especial de acidentes de trabalho’, em 1925. A par disso, no final da 1ª 
República, várias caixas de pensão foram organizadas nas empresas de maior 
porte e seus trabalhadores cotizavam parcelas do salário como meio de 
manutenção do sistema de aposentadoria. (...) Os recursos para a manutenção 
desses institutos provinham de cotas dos trabalhadores e, em parcelas menores, 
da contribuição das empresas e do governo federal. Quanto ao nível e qualidade 
dos serviços e benefícios prestados, contava com o poder de influência de cada 
categoria. (...) As categorias pouco organizadas perdiam a qualidade de 
benefícios, e a massa dos trabalhadores rurais, autônomos ou empregados 
domésticos não possuíam qualquer espécie de proteção em termos 
previdenciários. (MEKSENAS 2002) 
Já, as ações sobre a saúde iniciaram no período da 1ª República com o 
intuito de controlar doenças e epidemia, e desenvolver os princípios básicos da 
medicina sanitária, e ao mesmo tempo produzir vacinas no país. Meksenas 
(2002) mostra o pensamento da classe dominante sobre as menos 
desfavorecidas colocando neles culpa da proliferação das doenças, e que toda 
política pública com fins sociais, não somente a saúde, produzida pela elite 
brasileira vê como um favor que esses fazem a classe menos favorecida, e não 
como direito. 
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“No campo da saúde e saneamento básico, ações do Estado aparecem 
no inicio da 1ª República com objetivo de controlar as doenças contagiosas e 
epidêmicas. Em 1898, o governo de Campos Sales criou o Instituto Manguinhos 
chefiados por Osvaldo Cruz,2. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. ISBN 85-
02-03786-2 
PETRUCE. S. Administração Pública Gerencial: A Reforma de 1995, ensaios 
sobre a reforma brasileira no limiar do século XXI. Brasília, UNB/ENAP. 
 
SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. IN Sociologias 
nº 16. Junho/dezembro 2006, p. 20-45. 
TEIXEIRA, Elenaldo Celso. O Papel das Políticas Públicas no 
Desenvolvimento Local e na Transformação da Realidade. 
Disponível em 
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf acesso 
em 03/10/2010 
 
VERZA, Severino Batista. As Políticas Públicas de Educação no Município. 
Ijuí ed. UNIJUÍ, 2000 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Especial:Fontes_de_livros/8502037889
http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf
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