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Desafio O profissional de educação física pode atuar no âmbito da saúde com a elaboração e prescrição de programas de treinamento físico que visam à promoção da saúde e melhora em aspectos da aptidão física, impactando positivamente na qualidade de vida dos praticantes. Nos últimos anos, a abordagem do treinamento físico com foco na saúde tem sido cada vez mais difundida, estimulando uma gama variada de praticantes, como jovens, mulheres, gestantes e, também, o público idoso. O envelhecimento é um processo fisiológico caracterizado por diversas mudanças biopsicossociais que impactam significativamente a saúde e a qualidade de vida. Dentre os principais efeitos deletérios causados pelo envelhecimento, está a diminuição na força e na massa muscular, responsável por causar diversas limitações e dependências nesse público. Em contrapartida, o treinamento físico, em especial o treinamento concorrente ou combinado, que se caracteriza pela associação do treinamento de força e aeróbico na mesma sessão, tem se mostrado uma estratégia cada vez mais eficiente de combater os efeitos do envelhecimento, promovendo a saúde e qualidade de vida para essa população. No entanto, muitos idosos ainda sentem dificuldades em aderir a programas de exercícios sistematizados, apontando principalmente a falta de tempo e de motivação, o medo de realizar exercícios com pesos ou os desconfortos das dores musculares tardias, que ocorrem após as sessões de treinamento físico. Por esses motivos, o treinamento físico para essa população é motivo de constante investigação por pesquisadores e profissionais de educação física. Imagine que você é um profissional de educação física que busca se manter atualizado e, para isso, consulta constantemente as bases de dados em busca de novos estudos científicos. Em uma dessas buscas, você encontrou um estudo que comparou os efeitos de três diferentes periodizações de treinamento concorrente no desenvolvimento da força, potência e capacidade aeróbica de homens idosos. Nesse estudo, os idosos foram classificados em três grupos, que faziam diferentes periodizações nos exercícios leg press e extensão de joelhos, sendo: A partir da leitura e compreensão das informações desse estudo, como sua atuação prática, enquanto profissional de educação física que prescreve treinamentos para pessoas idosas no âmbito da saúde, será impactada? Quais aspectos relevantes ficam destacados a partir desse estudo? Lembre-se que muitas vezes os idosos buscam o exercício por indicação médica, e não necessariamente por apreciarem essa prática. Padrão de resposta esperado O profissional de educação física que atua com a prescrição do treinamento físico como uma estratégia para a promoção da saúde deve estar ciente que a eficiência é algo relevante e que deve ser levada em conta. Isso fica evidente quando se observa que muitos buscam o treinamento após recomendação médica, devido a algum parâmetro de saúde que está alterado e pode ser compensado com o treinamento físico. Essa lógica também se aplica à população de idosos. O estudo em questão deixa evidente que ambos os protocolos de treinamento são eficientes para promover ganhos de força, pelo teste de 1RM, da capacidade aeróbica, pela avaliação do pico de consumo de oxigênio e da potência muscular e pelo desempenho nos saltos, sem diferenças entre os grupos, mesmo que um deles tenha realizado apenas metade do volume total do treinamento, isto é, ficou metade do tempo envolvido com a rotina da academia. Esses resultados trazem informações valiosas, demonstrando a grande eficiência de um treinamento concorrente, mesmo com repetições submáximas, e demonstra que a utilização de repetições máximas, além de ser um estímulo com maior risco para a segurança do praticante e gerar maior desconforto, causado pelas repetições até a falha concêntrica, não promovem nenhum benefício adicional. Na prática profissional, estudos como esse demonstram que o treinamento é uma estratégia eficiente para promoção da saúde e melhora da qualidade de vida, mesmo com intervenções com baixa intensidade e baixo volume, o que sem dúvidas aumentará a adesão do idoso, já que ele estará envolvido por tempo menor com o treinamento, o que poderá inclusive contribuir para sua motivação na prática do treinamento físico. Dessa forma, o profissional de educação física pode, a partir de intervenções simples como a demonstrada no estudo em questão, estimular que pessoas idosas participem de programas de intervenção com exercício, tendo uma chance maior de adesão, pois estará preocupado em desenvolver periodizações que sejam eficientes, isto é, produzir resultados significativos com um menor esforço envolvido, tanto no tocante à intensidade como ao volume, utilizando, por exemplo, repetições submáximas. image1.jpeg