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Universidade Federal 
de Minas Gerais
Escola de Engenharia
SOBRE O QUE VAMOS FALAR HOJE!??
• Resíduos sólidos urbanos
• Resíduos industriais
• Aterros sanitários
• Lixões
• Plano nacional dos resíduos sólidos
RESÍDUO X REJEITO
É importante diferenciar resíduos de rejeitos, já que
muitos utilizam os dois termos indiscriminadamente. De
acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS) que é descrita pela lei nº 12.305 sancionada em
02 de agosto de 2010, temos:
Rejeitos: São resíduos sólidos que, depois de esgotadas
todas as possibilidades de tratamento e recuperação
por processos tecnológicos disponíveis e
economicamente viáveis, não apresentam outra
possibilidade que não a disposição final ambientalmente
adequada.
Resíduos
Resíduos
Resíduos Sólidos:
Resíduos sólidos são materiais heterogêneos, (inertes, minerais e
orgânicos) resultantes das atividades humanas e da natureza, os
quais podem ser parcialmente utilizados, gerando, entre outros
aspectos, proteção à saúde pública e economia de recursos naturais.
Os resíduos sólidos constituem problemas sanitário, ambiental,
econômico e estético.
Resíduos
Resíduos Sólidos:
Quanto às características físicas:
Seco: papéis, plásticos, metais, couros tratados, tecidos, vidros, madeiras,
guardanapos e tolhas de papel, pontas de cigarro, isopor, lâmpadas, parafina,
cerâmicas, porcelana, espumas, cortiças.
Molhado: restos de comida, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes,
alimentos estragados etc.
Resíduos
Resíduos Sólidos:
Quanto à composição química:
Orgânico: é composto por pó de café e chá, cabelos, restos de alimentos, cascas e bagaços de
frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, ossos, aparas e podas de jardim.
Inorgânico: composto por produtos manufaturados como plásticos, vidros, borrachas, tecidos,
metais (alumínio, ferro, etc.), tecidos, isopor, lâmpadas, velas, parafina, cerâmicas, porcelana,
espumas, cortiças, etc.
Resíduos
Resíduos Gasosos
Os resíduos gasosos resultam das reações de fermentação aeróbia
(desenvolvidos na superfície) e anaeróbia (nas camadas mais
profundas); a fermentação anaeróbia dá origem a CO2, H2S e CH4
(metano), o qual pode ser aproveitado para a produção de biogás ou
biometano – regulamentação ANP.
Resíduos
Resíduos Líquidos
Os resíduos líquidos, também chamados lixiviados,
variam de local para local e dependem de:
· teor em água dos resíduos
· isolamento dos sistemas de drenagem
· clima (temperatura, pluviosidade, evaporação)
· permeabilidade do substrato geológico
· grau de compactação dos resíduos
· idade dos resíduos
Os lixiviados têm elevada concentração de matéria
orgânica, de nitrogênio e de materiais tóxicos, pelo
que deve ser feita a sua recolha e tratamento, de
modo a impedir a sua infiltração no solo.
Resíduos
Resíduos Tóxicos
São considerados resíduos tóxicos as pilhas não-
alcalinas, baterias, tintas e solventes, remédios
vencidos, lâmpadas fluorescentes, inseticidas,
embalagens de agrotóxicos e produtos químicos, as
substâncias não biodegradáveis presentes nos
plásticos, produtos de limpeza, em pesticidas e
produtos eletroeletrônicos, e na radioatividade
desprendida pelo urânio e outros metais atômicos,
como o césio, utilizados em usinas, armas
nucleares e equipamentos médicos.
Classificação dos Resíduos Sólidos
Classificação dos Resíduos Sólidos
“A classificação dos resíduos envolve a identificação do processo ou
atividade que lhes deu origem e de seus constituintes e características e
a comparação destes constituintes com listagens de resíduos e
substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido
(ABNT, 2004). Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo
com sua origem”
Classificação dos Resíduos Sólidos
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e
outros serviços de limpeza urbana;
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nos resíduos domiciliares e nos resíduos de limpeza
urbana;
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas
atividades, excetuados os referidos nos itens “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
Classificação dos Resíduos Sólidos
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades,
excetuados os referidos no item “c”;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em
regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Nacional de Meio
Ambiente) e do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária);
Classificação dos Resíduos Sólidos
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de
obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para
obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os
relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais
alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de
minérios;
Quanto à responsabilidade pelo 
gerenciamento
Resíduos sólidos urbanos, compreendido pelos: resíduos domésticos ou
residenciais; resíduos comerciais; resíduos públicos.
Resíduos de fontes especiais, abrange: resíduos industriais; resíduos da
construção civil; rejeitos radioativos; resíduos de portos, aeroportos e
terminais rodoferroviários; resíduos agrícolas; resíduos de serviços de saúde.
Resíduos conforme a Classe
Resíduos Classe I - Perigosos: aqueles que, em razão de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade,
patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade,
apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de
acordo com lei, regulamento ou norma técnica;
Resíduos conforme a Classe
Resíduos Classe I - Os resíduos perigosos (classe I/ABNT) são gerados principalmente
nos processos produtivos, em unidades industriais e fontes específicas. No entanto, também
estão presentes nos resíduos sólidos gerados principalmente nos domicílios e comércio. Dentre
os componentes perigosos presentes nos resíduos sólidos urbanos destacam-se os metais
pesados e os biológicos - infectantes.
Metal pesado é um termo coletivo para um grupo de metais e metalóides que apresenta
densidade atômica maior que 6 g/cm³. No entanto, atualmente é utilizado para designar alguns
elementos (Cd, Cr, Cu, Hg, Ni, Pb e Zn) que estão associados aos problemas de poluição e
toxicidade.
Resíduos conforme a Classe
Resíduos Classe II - Não Perigosos
Os resíduos classe II denominados não perigosos são subdivididos em duas classes: classe II-A e
classe II-B.
Os resíduos classe II-A - não inertes podem ter as seguintes propriedades: biodegradabilidade,
combustibilidade ou solubilidade em água.
Os resíduos classe II-B - inertes não apresentam nenhum de seus constituintes solubilizados a
concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, com exceção dos aspectos cor,
turbidez, dureza e sabor.
Plano de resíduos sólidos:
I - o Plano Nacional de Resíduos Sólidos;
II - os planos estaduais de resíduos sólidos;
III - os planos microrregionais de resíduos sólidos
e os planos de resíduos sólidos de regiões
metropolitanas ou aglomerações urbanas;
IV - os planos intermunicipais de resíduos sólidos;
V - os planos municipais de gestão integrada de
resíduos sólidos;
VI - os planos de gerenciamento de resíduos
sólidos.
Gestão de RSU
 Etapas do sistema de gestão RS
Classificação
Acondicionamento
Gestão de RSU - segregação Etapas do sistema de gestão RSU
Segregação binária
Gestão de RSS - segregação
 Etapas do sistema de gestão RS
Gestão de RSU - Acondicionamento
 Etapas do sistema de gestão RS
Classificação
Acondicionamento
Acondicionamento
Evitar acidentes
Evitar proliferação de vetores
Minimizar o impacto visual e olfativo
Reduzir heterogeneidade dos resíduos
Facilitar a realização da etapa de coleta
Acondicionamento
Doméstico, 
comercial e 
público
Fontes 
especiais
Domiciliar 
especiais
http://www.sacoforte.com.br/fot/sacos7.gif
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http://tecnourb.com.br/site/conteudo/produtos/linha_hospitalar/img_produto_hospitalar_2.jpg
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Coleta Seletiva
Melhor qualidade dos materiais recuperados
Estimula cidadania
Permite maior flexibilidade
Reduz o volume de lixo a ser disposto
Coleta Seletiva
 Coleta seletiva porta a porta
• Orgânico;
• Papel;
• Plástico;
•Vidro;
• Metais.
• Orgânicos;
• Secos.
Separação Individual Separação Agrupada
Coleta Seletiva
 Pontos de entrega voluntária - PEV
Cor do Contêiner Material Reciclável
Azul Papéis/Papelão
Vermelha Plástico
Verde Vidro
Amarela Metais
Preta Madeira
Laranja Resíduos perigosos
Branca Saúde
Marrom Orgânicos
Cinza Não-reciclável ou 
contaminado
Coleta
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http://www.pjf.mg.gov.br/governo/secretarias/demlurb/imagens/lixo_hospitalar.jpg
http://www.web-resol.org/Textos/Ecopontos-22 Cong ABES_arquivos/image024.jpg
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Quando a Coleta é não-seletiva = coleta normal
Recebimento dos RS
Vista geral, 
recebimento e 
alimentação
Mesa e esteira de triagem
Vista geral da esteira
Baias, instalações auxiliares, 
vala de rejeitos
Recebimento dos RS - pátio
Esteira de catação
Esteira de 
catação
Esteira de catação
Mesa de catação
Processamento do Lixo
 Reciclagem
Economia de matérias-primas não renováveis e 
preservação dos recursos naturais
Economia de energia nos processos produtivos
Diminuição dos impactos ambientais
Aumento da vida útil dos aterros
Geração de empregos diretos e indiretos
Gestão de RSU - Reciclagem
 Resultado de uma série de atividades por meio das quais materiais que se tornariam lixo, ou estão
no lixo, são desviados, sendo coletados, separados e processados para serem usados como matéria-
prima na manufatura de bens, feitos anteriormente apenas com matéria-prima virgem
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem
Tempo de vida dos materiais
Vidro - indeterminado
Metal – 200 a 500 anos
Plástico – 100 a 500 anos
Papel – 6 meses
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem
Tempo de vida dos materiais
Vidro - indeterminado
Metal – 200 a 500 anos
Plástico – 100 a 500 anos
Papel – 6 meses
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem
Redução de
Material
Alumínio (%) Aço (%) Papel (%) Vidro (%)
Uso de energia 90-97 47-74 23-74 4-32
Uso de água - 40 58 50
Poluição do ar 95 85 74 20
Poluição da água 97 76 35 -
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de matéria orgânica: Compostagem
Método natural Método acelerado
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Processamento do Lixo
 Reciclagem de matéria orgânica: Compostagem
Fatores a serem observados 
durante a compostagem
NutrientesTemperaturaUmidade pHAeração
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de matéria orgânica: Compostagem
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de papel
1 tonelada de papel
2- 4 m3 de madeira (15-
30 árvores)
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http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.ead.pt/blog/wp-content/uploads/2006/03/curiosidades.jpg&imgrefurl=http://www.ead.pt/blog/?m=200603&h=236&w=224&sz=22&hl=pt-BR&start=22&tbnid=2KFywCoO0FpTNM:&tbnh=109&tbnw=103&prev=/images?q=reciclagem+de+papel&start=20&gbv=2&ndsp=20&svnum=10&hl=pt-BR&sa=N
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de papel
Reciclável Não-reciclável
Caixa de papelão Papel sanitário
Revista Papel carbono
Jornal Fotografia
Impressos em geral Fitas adesivas
Envelope Etiquetas adesivas
Papel timbrado
Papel de fax
Cartões
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de papel
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de entulho ou resíduo de construçãocivil
1m2 = 0,1m3 de entulho 
150 kg de entulho 
Gestão de RSU - Reciclagem
 Reciclagem de entulho ou resíduo de construção civil
Classificação dos RCC: Resolução CONAMA 307/2002
Classe B
Classe D
Classe C
Classe A
Resíduos reutilizáveis ou recicláveis
(Tijolos, concretos, argamassa, solo)
Resíduos recicláveis para outras destinações 
(plásticos, papelão, metais, vidros, madeira )
Resíduos que ainda não possuem tecnologias 
para sua reciclagem/recuperação (gesso)
Resíduos perigosos oriundos do processo de 
construção (tintas, solventes, óleos, amianto)
Entulho - RMBH
 Definição: 
 conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do
desperdício na construção, reforma e/ou da demolição de estruturas como prédios, residências e pontes.
ocupar o lugar do lixo domiciliar
entulho onera as operações de transporte para aterramento
lançamento em encostas ou em outros terrenos, gerando depósitos
instáveis que podem causar deslizamentos;
lançamento em terras baixas, junto a drenagens ou mesmo
diretamente no leito de canais, levando à obstrução do
escoamento e provocando inundação
Entulho - RMBH
 Definição: 
Entulho - RMBH
 Definição: 
 conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do
desperdício na construção, reforma e/ou da demolição de estruturas como prédios, residências e pontes.
ocupar o lugar do lixo domiciliar
entulho onera as operações de transporte para aterramento
lançamento em encostas ou em outros terrenos, gerando depósitos
instáveis que podem causar deslizamentos;
lançamento em terras baixas, junto a drenagens ou mesmo
diretamente no leito de canais, levando à obstrução do
escoamento e provocando inundação
Destinação do entulho
Elementos não-estruturais, como, por exemplo 
em:
blocos de concreto de vedação
sub-base de pavimento
guias e sarjetas
outros usos: argamassa de revestimento, 
assentamento, etc.
Resíduos do Grupo A - Infectantes 
 Tratamento
 Incineração: processo de queima a alta temperatura (1.000° C a 1.200° )
- instalações bem projetadas e corretamente operadas.
 Deve-se ter um “Sistema de Incineração”, no qual todo tipo de material
residual (gases gerados, cinzas, escórias, lodo) deve ser submetido a
tratamento adequado → Evitar dispersão de poluentes à atmosfera.
Gestão de RSU - Tratamento
 Incineração
Incinerado Não-incinerado
resíduos orgânicos, constituídos basicamente 
de C, H e/ou O
não contém uma quantidade significante de 
orgânicos
resíduos que contém C, H, Cl com teor que 4700 kcal/kg
Gestão de RSU - Disposição final
Lixão Aterro controlado Aterro sanitário
Disposição inadequada
de resíduos sólidos 
urbanos.
Simples descarga sobre o 
solo, sem medidas de 
proteção ao meio 
ambiente ou à saúde 
pública.
Técnica de se confinar 
adequadamente os resíduos 
sólidos urbanos
sem poluir o ambiente Não 
há coleta e o tratamento 
dos efluentes
líquidos e gasosos 
produzidos.
Confinamento em camadas 
cobertas com material inerte,
segundo normas específicas →
evitar danos ao MA e à saúde 
pública. 
Coleta e tratamento de 
efluentes
líquidos e gasosos e
monitoramento ambiental e 
geotécnico.
 Brasil
ATERRO LIXÃO
Tratamento/Disposição
• 17,3%
2000
• 27,7%
2008
• 72,3%
2000
• 50,8%
2008
 Países em desenvolvimento: aterros/lixões
 Brasil
 México: 44% lixões e 54% aterros 
Tratamento/Disposição
50%
22%
27%
1%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
Lixão Aterro controlado Aterro Sanitário Incineração
IBGE, 2010
Ano de publicação da PNRS
Decretou o fim dos lixões 
em 4 anos → 2014
Destinação final
6,33% 2,94%
21,33%
0,11%66,35%
2,94%
Aterro Sanitário - 25 (2,94%)
Aterro Controlado - 182 (21,33%)
Aterro Sanitário em S.Paulo - 1 (0,11%)
Lixão - 566 (66,35%)
Usina de Triagem e Compostagem - 54 (6,33%)
Usina Não Licenciada - 25 (2,94%)
TOTAL DE MUNICÍPIOS EM MINAS GERAIS = 853 (100%)
MUNICÍPIOS COM DESTINAÇÃO FINAL LICENCIADA (ATERRO/USINA) = 81 (9,49%)
MUNICÍPIOS SEM LICENCIAMENTO DA DESTINAÇÃO FINAL = 772 (90,51%)
FONTE: FEAM – OUTUBRO 2005
 Levantamento feito em 2015 (Prazo era 2014)
 Entre 2012 e 2014: governo chegou a disponibilizar R$ 1,2 
bilhão para a execução da PNRS. Grande parte desse recurso 
não foi aplicado pelos estados e municípios.
 5.561 municípios, em 2013: 1.865 declararam possuir PMGIRS 
nos termos da PNRS
 Após um ano do fim do prazo:
 3.000 lixões e aterros controlados 
 41% dos resíduos gerados pela população brasileira. 
 Apenas 900 municípios possuíam coleta seletiva
Tratamento/Disposição
http://www.portalresiduossolidos.com/situacao-atual-dos-rs-no-brasil/
 Aterro sanitário
 Sistema de drenagem e tratamento de líquidos que percolam através dos resíduos 
(lixiviado);
 Sistema de coleta tratamento de gases
 queima com ou sem recuperação energética;
 Monitoramento de águas subterrâneas;
 Impermeabilização superior e inferior com camadas de argila e material polimérico de 
alta densidade
 Drenagem das águas pluviais
Tratamento/Disposição
Disposição final
 Aterro Sanitário
Controle da poluição em aterros sanitários
Gases
Queima dos gases ou reaproveitamento 
energético
Lixiviado
Tratamento de lixiviado (biológico, físico-
químico ou co-processamento)
Águas pluviais
Sistema de drenagem para evitar aumento do 
volume de lixiviado
Disposição final
 Aterro Sanitário
Variáveis para seleção de 
área de aterro sanitário(a)
variáveis melhor condição
distância ao centro de produção (km)
(tempo é mais importante que distância)
 5 anos)
propriedade do terreno municipal, comunal
uso atual do terreno nenhum
direção predominante dos ventos sentido contrário à(s) comunidade(s)
disponibilidade de material de cobertura local, quantidade suficiente, argiloso
densidade populacional do local tendendo a zero
Variáveis para seleção de 
área de aterro sanitário (b)
variáveis melhor condição
distância horizontal aos corpos d’água > 200 m
profundidade do lençol freático > 2 m da base do aterro
Permeabilidade 2%
impacto do trânsito veicular sobre a comunidade nenhum
congestionamento do tráfego veicular nenhum
utilização do terreno por outra comunidade possibilidade de ratear custos
uso futuro do local área verde, parque, viveiro
opinião pública favorável
 Aterro Sanitário
 Vantagens:
 Baixo custo
 Fácil operação
 Pode ser usado para uma grande variedade de resíduos
 Após solidificação/estabilização: ácidos e bases fortes, compostos orgânicos muito solúveis e voláteis, 
materiais inflamáveis e explosivos.
 Redução de vetores de doenças
 Drenagem de águas pluviais → menor volume de chorume gerado
 Possibilidade de aproveitamento da energia contida nos gases gerados pela decomposição da matéria 
orgânica;
Tratamento/Disposição
 Aterro Sanitário
 Desvantagens
 Elevado requisito de área
 Passivo ambiental
 Caso mal projetados ou geridos
 risco de vazamentos de chorume e emissão de gasses após desativação 
 Recebimentos de pilhas → metais pesados → água subterrânea
Tratamento/Disposição
Preparação 
do terreno
Controle de entrada (balança)
Área de aterramento
Controle de 
lixiviados
Considerações finais
Reutilizar
Reciclar
Recuperar
Repensar
Reduzir
5 R’s
o tratamento térmico do resíduo sólido
extração
manufaturamento
transporte
distribuição
consumo e
uso políticas públicas 
de resíduos sólidos
reuso
recuperação
envolvimentodos 
tomadores de decisão e dos 
indivíduos
redução na fonte consumo responsável
fluxos de resíduos evitados fluxos de resíduos desviados
minimização de resíduos
etapas relacionadas à prevenção de resíduos
outros métodos 
de pré-
tratamento, 
tratamento e 
recuperação
etapas relacionadas ao 
gerenciamento de resíduos
reciclagem
coleta de RS 
feita pelas 
autoridades 
locais ou 
empresas
disposição final
combustão do RS
processos típicos
combustão 
na presença de ar
cinzas
resíduo sólido
gasificação 
na presença limitada de ar
O2 suprido por ar, vapor ou puro
700º à 1400º C
gás, cinzas, char, alcatrão
pirólise
na ausência de ar
400º à 800º C
gás, char, alcatrão
incineração
“incineração é um processo de redução do peso, 
volume e das características de periculosidade dos 
resíduos, com a consequente eliminação da 
matéria orgânica e características de 
patogenicidade, através da combustão 
controlada”.
Lima, L. M. Q. (1991). Tratamento de Lixo, São Paulo, 2ª edição Hemus Editora.
“a incineração é também um processo de 
reciclagem da energia liberada na queima dos 
materiais, visando a produção de energia elétrica 
e de vapor, que pode ser imediatamente 
convertido em frio (cogeração)”.
Calderoni, S. (1999). Os Bilhões Perdidos no Lixo, 3ª edição, Humanitas.
processo de incineração
é um processo de tratamento que emprega a combustão (decomposição
térmica) controlada, via oxidação a alta temperatura (usualmente > 900º C), com 
o objetivo de destruir a fração orgânica, reduzir seu volume e torná-lo menos 
tóxico ou atóxico. a incineração produz escórias e cinzas e libera energia 
calorífica.
✓ preparação e alimentação do RS;
✓ combustão do RS (câmara primária);
✓ combustão dos gases gerados (câmara secundária);
✓ controle dos poluentes atmosféricos (sistema de equipamentos de controle);
✓ controle e destino dos rejeitos gerados (efluentes líquidos se houver lavador de 
gases), das escórias (sobra da câmara primária) e das cinzas (rejeitos retidos no 
sistema de controle da poluição do ar).
processo é um conjunto de cinco sistemas
processo de incineração
combustão primária
tem duração de 30 a 120 minutos em temperatura oscilando de 800º C a 
1000º C com geração de material particulado; neste processo ocorrem a 
secagem, o aquecimento, a liberação de substâncias voláteis e a 
transformação do RS remanescente em cinzas.
combustão secundária
os gases, vapores e material particulado gerados anteriormente são 
soprados ou succionados para a câmara de combustão secundária ou pós-
combustão, onde permanecem por cerca de 2 segundos expostos a 1200-
1400º C para a destruição das substâncias voláteis e parte do material 
particulado.
remanescentes
CO2, SO2, N2, H2O, cinzas e escórias
emissões
NOx, SOx, CO, metal, material particulado, gases ácidos, dioxinas
processo de incineração
resíduo sólido
dificuldade de queima, necessita de trituração e armazenamento em 
fossas. a alimentação é feita através de caçamba tipo pólipo.
resíduo líquido
tem melhor queima que o sólido através de agitação e aquecimento. o 
armazenamento é feito em tanques e a alimentação por bomba ou 
pressurização.
resíduo gasoso
facilidade de queima com armazenamento feito em tanques fechados e 
alimentação por bicos queimadores.
Cinzas
Cinzas
Metais
desvantagens
✓ necessita de alimentação contínua de RS;
✓ inviabilidade com RS de menor poder calorífico e clorados;
✓ umidade excessiva do RS prejudica a combustão;
✓ necessidade da utilização de equipamento auxiliar para manter a 
combustão;
✓ metais tóxicos podem ficar concentrados nas cinzas;
✓ possibilidade de emissão de dioxinas e furanos que são cancerígenos;
✓ alto custo de investimento para implantação, operação e manutenção;
✓ requer mão-de-obra especializada para operação e manutenção;
✓ a variabilidade da composição do RS pode resultar em problemas de 
manuseio do RS, operação do incinerador e manutenção mais intensa;
✓ requer rígido controle de normas de segurança.
Cinzas
Dioxinas
Gases ácidos
NOx
Metais pesados
Particulados
incinerador de grelha fixa
nesse processo, o RS é lançado sobre uma grelha fixa, onde é queimado. o ar é introduzido sobre
a grelha de modo a minimizar o arraste das cinzas. as cinzas e a escória resultantes da queima
caem através dos orifícios da grelha num cinzeiro, de onde são removidas mecanicamente ou por
via úmida.
incinerador de forno rotativo
a entrada é feita na extremidade mais elevada, pelo lado oposto ao dos queimadores, obrigando o 
RS a se mover lentamente para baixo devido à rotação do cilindro. os gases gerados passam para
uma câmara secundária de queima onde estão instalados os queimadores de líquidos e gases. o 
fluxo dos gases resultantes da queima é então dirigido aos trocadores de calor e aos equipamentos
de lavagem.
incinerador de leito móvel
são formados por peças
de ferro fundido
posicionadas em degraus
e ligadas a um sistema
hidráulico que
proporciona ao leito um 
movimento de vaivém, 
conduzindo o RS desde a 
porta de acesso até o 
fosso de remoção de 
cinzas e escórias.
controle de poluição
principais poluentes gerados em unidades de incineração
poluente fase
material particulado (cinzas de fundo e volantes) sólida
efluentes líquidos dos sistemas de limpeza dos gases líquida
lodo do sistema de tratamento de efluentes sólida
óxidos de enxofre (SO2 e SO3) gasosa
óxidos de nitrogênio (NO3) gasosa
metais tóxicos (Cd, Cr, Pb, Hg, Ni, Ba e outros) gasosa e sólida
compostos orgânicos tóxicos (CO, dioxinas e furanos) gasosa
ácido clorídrico (HCl) gasosa
ácido fluorídrico (HF) gasosa
cloro (Cl) gasosa
fonte: ipt. manual integrado de gerenciamento de lixo. 2 ed. 2000
incinerador de plasma
podem atingir temperaturas de 
até 10000°C por meio da 
passagem de uma forte 
corrente elétrica através de um 
gás inerte, como argônio. O 
plasma é constituído por uma
mistura de elétrons e íons
positivos, incluindo núcleos, e 
pode decompor compostos com 
sucesso, produzindo emissões
muito menores do que os
incineradores tradicionais.
precipitador eletrostático
é utilizado na coleta de material particulado de 
gases de exaustão carregando 
eletrostaticamente as partículas para depois 
capturá-las por atração eletromagnética. o 
aparelho emite a carga em partículas poluentes e 
estas ficam carregadas negativamente, as 
paredes do precipitador têm carga positiva e 
atraem as partículas, estas ficam retidas. 
existem dois tipos de precipitadores: secos e 
molhados. o tipo molhado recupera partículas 
úmidas ou molhadas, processo que envolve 
alguns tipos de ácido, óleo, resina e alcatrão, 
provenientes do escape de gás. o tipo seco, por 
outro lado, é empregado para remover 
partículas secas, tais como poeira e cinzas.
remoção de pó e material particulado
precipitador eletrostático seco
fabric filters (baghouse)
processo utilizado para eliminar partículas grandes e 
intermediárias (maiores que 20 micra de diâmetro) por 
meio de filtros de tecido. este aparelho opera de modo 
similar à bolsa de um aspirador de pó, deixando passar 
o ar e as partículas menores e retendo as partículas 
maiores. em sua maioria, são tubos longos cilíndricos 
feitos de tecido ou feltro que trabalham como meio 
filtrante. o gás é aspirado através do tubo, seja do lado 
de dentro ou do lado de fora, dependendo do método 
de limpeza, a camada de pó acumula-se na superfície do 
meio filtrante até que o ar já não pode mover-se através 
dele. quando a queda de pressão ocorre, o processo de 
limpeza começa. 
baghouse ou filtro-manga
remoção de pó e material particulado

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