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Sistemas de Limpeza
Pública
Resíduos Sólidos
Faculdade de Saúde Pública USP
Dicionários: lixo é tudo aquilo que não se quer mais e se joga fora; coisas
inúteis, velhas e sem valor; tudo o que se varre da casa etc., por
imprestável, e se deita fora. Imundícies, sobras de cozinha.
ABNT: Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades
de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de
serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos
provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em
equipamentos e instalações de controle da poluição, bem como
determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu
lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam
para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à
melhor tecnologia.
Resíduos Sólidos
ABNT: resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado
resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação se
procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos
estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes
e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou em corpos d’água ou exija para isso
soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor
tecnologia disponível.
Resíduos Sólidos
ABNT: resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: resíduos gerados
nas atividades dos serviços públicos de saneamento básico: sistema de
abastecimento de água potável; esgotamento sanitário; drenagem e
manejo de águas pluviais urbanas
Nova norma ABNT para Gerenciamento de resíduos: em elaboração
Resíduos Sólidos
ABNT: resíduos sólidos urbanos (RSU)
resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em
residências urbanas
resíduos originários dos serviços públicos de limpeza urbana,
como: serviços de varrição, capina, roçada, poda e atividades
correlatas em vias e logradouros públicos; asseio de túneis, escadarias,
monumentos, abrigos e sanitários públicos; raspagem e remoção de
terra, areia e quaisquer materiais depositados pelas águas pluviais em
logradouros públicos; desobstrução e limpeza de bueiros, bocas de
lobo e correlatos; limpeza de logradouros públicos onde se realizem
feiras públicas e outros eventos de acesso aberto ao público; e outros
eventuais serviços de limpeza urbana.
Lei Federal 12.305 de 2 de agosto de 2010
resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem
descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a
cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está
obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem
como gases contidos em recipientes e líquidos cujas
particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede
pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso
soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor
tecnologia disponível
Resíduos Sólidos
Lei Estadual 12.300 de 16 de março de 2006
Resíduos Sólidos: os materiais decorrentes de atividades humanas em sociedade, e que se
apresentam nos estados sólido ou semi-sólido, como líquidos não passíveis de tratamento como
efluentes, ou ainda os gases contidos
Resíduos Industriais: os provenientes de atividades de pesquisa e de transformação de
matérias-primas e substâncias orgânicas ou inorgânicas em novos produtos, por processos
específicos, bem como os provenientes das atividades de mineração e extração, de montagem e
manipulação de produtos acabados e aqueles gerados em áreas de utilidade, apoio, depósito
e de administração das indústrias e similares, inclusive resíduos provenientes de Estações de
Tratamento de Água - ETAs e Estações de Tratamento de Esgoto - ETEs
Decreto Estadual Nº 54.645, de 5 de agosto de 2009
resíduos sólidos de interesse: aqueles que, por suas características de periculosidade,
toxicidade ou volume, possam ser considerados relevantes para o controle ambiental.
Resíduos Sólidos
Inerente à atividade humana
Inesgotável
Não programável
Complexa
Poluidora
Geração de resíduos
Poluição das águas
Poluição do solo
Poluição do ar (Gases, odor, material particulado)
Problemas sanitários
Problemas econômicos
Risco ambiental e sanitário
Reciclagem
Recuperação de resíduos mediante uma série de
operações que permitam que materiais
processados e descartados como resíduos sejam
aproveitados como matéria prima no processo
que os gerou ou em outros
Reutilização
Aproveitamento do próprio resíduo, sem que
tenha que sofrer uma transformação industrial
É o uso de um produto por mais de uma vez,
independentemente de ser na mesma função
ou não.
Nova ABNT: operação de gerenciamento de resíduos na qual ocorre o aproveitamento do
resíduo gerado para sua utilização para o mesmo fim para o qual o item foi concebido
Para efeitos da Norma os resíduos são classificados:
Resíduos Classe I - Perigoso
Resíduos Classe II - Não- Inertes
Resíduos Classe III - Inertes
Resíduos Classe I – Perigoso
Resíduos Classe II – Não Perigoso
II A- Não- Inertes
IIB - Inertes
Os Resíduos Classe I – Perigosos são aqueles que apresentam periculosidade e características
como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Apresentam riscos à
saúde pública através do aumento da mortalidade ou da morbidade, ou ainda provocam efeitos
adversos ao meio ambiente quando manuseados ou dispostos de forma inadequada.
Resíduos Classe II A – Não Inertes são aqueles que não se enquadram nas classificações de
resíduos classe I - Perigosos ou de resíduos classe II B – Inertes. Os resíduos classe II A – Não
inertes podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade
em água. São os resíduos com possibilidade de acarretar riscos à saúde ou ao meio ambiente.
Resíduos Classe II B – Inertes são quaisquer resíduos que por suas características intrínsecas,
não oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente. Quando amostrados de uma forma
representativa e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou desionizada,
à temperatura ambiente não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações
superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e
sabor, conforme anexo G da NBR 10.004/04.
• Doméstico ou residencial
• Comercial
• Público
• Domiciliares
• Especiais
- Entulho de obras
- Lâmpadas Fluorescentes
- Pilhas e baterias
- Pneus
• Fontes especiais
- Industrial
- Radiativo
- Portos, aeroportos, terminais rodoviários e terminais ferroviários
- Agrícola
- Serviços de saúde
Resíduos gerados
pelas atividades
residenciais
Doméstico ou
Residencial
Pequenos geradores geram menos de 120 L/dia
Grandes geradores geram mais de 120 L/dia
Comercial
Coletado e transportado
por empresa particular
credenciada pela PM
# Países desenvolvidos – 100 kg/m²
Brasil – 300 kg/m²
# Cidades com mais de 500.000 hab
Entulho de obras significa 50% em peso dos
resíduos sólidos urbanos
Entulho de
Obras
• Argamassa ------------------------------------------- 63,0%
• Concreto e blocos ---------------------------------- 29,0%
• Vidros, cerâmica, terra, madeira, etc ---------- 7,0%
• Orgânicos ---------------------------------------------- 1,0%
Composição
média no Brasil
Princípio → converter energia química em energia
elétrica utilizando um metal como combustível
- Chumbo, Cádmio, Mercúrio, Níquel, Prata, Lítio,
Zinco, Manganês
Pilhas e
Baterias
O pó que se torna luminoso encontrado no
interior das lâmpadas fluorescentes contém
mercúrio → bioacumulativo (classe I)
Cadeia Alimentar
Lâmpadas
Fluorescentes
Aterros → vazios não compactáveis → InstabilidadePneus
Ambiente aberto → acúmulo de água → Proliferação de insetos
Incineração → grande quantidade de materiais particulados e
gases tóxicos
Devem ser estudados caso acaso
NBR 10.004 Lixo Industrial - Classe I – Perigosos
- Classe II A – Não Perigosos - Não Inertes
- Classe II B – Não perigosos - Inertes
Manuseio, acondicionamento e
disposição final
Comissão Nacional de Energia
Nuclear
Lixo Radiativo
Risco maior
Transmissão de doenças já
erradicadas ou de “novas” doenças
ou pragas
Portos, aeroportos,
terminais rodoviários
e ferroviários
Pesticidas, inseticidas, repelentes,
herbicidas
Lixo Agrícola
Resíduo Classe I (NBR – 10.004)
Perigo → disposição final inadequada
Resíduos
de Serviços
de Saúde
25 - 40Larvas de Vermes
150 – 180Bacilo daTuberculose - Mycobacterium tuberculosis
20 – 170Poliovirus
15 – 43Leptospira interrogans
2000 – 2500Ascaris lumbricoides
8 – 12Entamoeba hystolitica
29 – 70Salmonella typhi
Tempo (dias)Organismo
Fonte: K. F. Suberkropp & Klug
1. Acondicionamento
2. Coleta
3. Transporte
4. Tratamento
5. Disposição final
• Conceituação
Acondicionar os resíduos sólidos domiciliares
significa prepará-los para a coleta de forma
sanitariamente adequada, como ainda compatível
com o tipo e a quantidade de resíduos.
A importância do acondicionamento adequado está em:
* evitar acidentes
* evitar a proliferação de vetores
* minimizar o impacto visual e olfativo
* reduzir a heterogeneidade dos resíduos (no caso de haver coleta seletiva)
* facilitar a realização da etapa da coleta
A qualidade da operação de coleta e transporte de lixo depende da
forma adequada do seu acondicionamento, armazenamento e da
disposição dos recipientes no local, dia e horários estabelecidos pelo
órgão de limpeza urbana para a coleta. A população tem, portanto,
participação decisiva nesta operação.
* peso máximo de 30kg, incluindo a carga, se a coleta for manual;
*dispositivos que facilitem seu deslocamento no imóvel até o local de
coleta;
*serem herméticos, para evitar derramamento ou exposição dos resíduos;
*serem seguros, para evitar que lixo cortante ou perfurante possa acidentar
os usuários ou os trabalhadores da coleta;
*serem econômicos, de maneira que possam ser adquiridos pela
população;
* não produzir ruídos excessivos ao serem manejados;
* possam ser esvaziados facilmente sem deixar resíduos no fundo.
* Sacos plásticos
* Contêineres de plástico
* Contêineres metálicos
Contêiner de plástico
Contêiner metálico
Basculamento de contêineres metálicos
* Papeleiras de rua
* Cesta coletora plástica para pilhas e baterias
* Sacos plásticos e contêineres
•Resíduos da construção civil
* Pilhas e baterias
* Lâmpadas fluorescentes
* Pneus
PEV – Pontos de entrega voluntária
Conceituação
Coletar o lixo significa recolher o lixo acondicionado por quem o
produz para encaminhá-lo, mediante transporte adequado, a
uma possível estação de transferência, a um eventual
tratamento e à disposição final. Coleta-se o lixo para evitar
problemas de saúde que ele possa propiciar.
O lixo dos "grandes geradores" (estabelecimentos que produzem
mais que 120 litros de lixo por dia) deve ser coletado por
empresas particulares, cadastradas e autorizadas pela prefeitura.
Conceituação
As estações de transferência são unidades instaladas próximas ao
centro de massa de geração de resíduos para que os caminhões de
coleta, após cheios, façam a descarga e retornem rapidamente para
complementar o roteiro de coleta.
* Horas calculadas em decimais
** kg/m = concentração de lixo
Normalmente as estações de transferência são implantadas
quando a distância entre o centro de massa de coleta e o aterro
sanitário é superior a 25 km. Em grandes cidades, onde as
condições de tráfego rodoviário tornam extremamente lento os
deslocamentos, é possível encontrar estações implantadas em
locais cuja distância do aterro sanitário é inferior a 20 km.
O aumento na distância entre o ponto de coleta dos resíduos e o aterro
sanitário causa os seguintes problemas:
* atraso nos roteiros de coleta, alongando a exposição do lixo nas ruas;
* aumento do tempo improdutivo da guarnição de trabalhadores parados
à espera do retorno do veículo que foi vazar sua carga no aterro;
* aumento do custo de transporte;
* redução da produtividade dos caminhões de coleta, que são
veículos especiais e caros.
• Estações com transbordo direto
• Estações com armazenamento:
•Estações com compactação
•Estações sem compactação
Semi-reboque basculante de 45m³
Semi-reboque de 70m3, com fundo móvel
Conceituação
Define-se tratamento como uma série de procedimentos
destinados a reduzir a quantidade ou o potencial poluidor dos
resíduos sólidos, seja impedindo descarte de lixo em
ambiente ou local inadequado, seja transformando-o em
material inerte ou biologicamente estável.
O tratamento mais eficaz é o prestado pela própria população
quando está empenhada em reduzir a quantidade de lixo,
evitando o desperdício, reaproveitando os materiais, separando
os recicláveis em casa ou na própria fonte e se desfazendo do
lixo que produz de maneira correta.
Conceituação
Define-se reciclagem a separação de materiais do lixo domiciliar,
tais como papéis, plásticos, vidros e metais, com a finalidade de
trazê-los de volta à indústria para serem beneficiados.
Esses materiais são novamente transformados em produtos
comercializáveis no mercado de consumo.
• A reciclagem propicia as seguintes vantagens:
* preservação de recursos naturais;
* economia de energia;
* economia de transporte (pela redução de material que
demanda o aterro);
* geração de emprego e renda;
* conscientização da população para as questões
ambientais.
Conceituação
Define-se compostagem como o processo natural de decomposição
biológica de materiais orgânicos (aqueles que possuem carbono em
sua estrutura), de origem animal e vegetal, pela ação de
microrganismos. Para que ele ocorra não é necessário a adição de
qualquer componente físico ou químico à massa do lixo.
Vantagens
• Devolução à natureza de
parte dos materiais dela
retirados
• Geração de um produto
orgânico de grande valor
agrícola
• Diminuição do volume dos
resíduos a serem aterrados
Desvantagens
• Custos de implantação e
operação altos
• Depende de mercado
consumidor para o composto e
recicláveis
• Não pode processar resíduos
com substâncias perigosas
Húmus é a matéria orgânica
homogênea, totalmente bioestabilizada,
de cor escura e rica em partículas
coloidais que, quando aplicada ao solo,
melhora suas características físicas para
uso agrícola.
Eisenia foetida utilizada em experimentos de vermicompostagem
Leiras de vermicompostagem montadas em canteiros de alvenaria,
protegidas com sombrit e impermeabilizadas ao fundo por lona plástica
Leiras de vermicompostagem montadas em canteiros de
alvenaria, protegidas com sombrit para produção de
vermicomposto em escala industrial
Leiras de vermicompostagem montadas em canteiros de madeira,
protegidas por lona plástica, para produção de vermicomposto em
escala industrial
É um processo de combustão controlada que transforma
resíduos sólidos, semissólidos, líquidos e gasosos em
dióxido de carbono, outros gases e água, com redução do
volume e peso iniciais.
A incineração é um processo de queima, na presença de
excesso de oxigênio, no qual os materiais à base de
carbono são decompostos, desprendendo calor e gerando
um resíduo de cinzas. Normalmente, o excesso de oxigênio
empregado na incineração é de 10 a 25% acima das
necessidades de queima dos resíduos.
Vantagens
• Reduz o volume a mais ou menos
5% do inicial
• Reduz o peso a mais ou menos
15% do inicial
• Pode ser instalado próximo às
áreas de coleta
• Ocupa pouco espaço
• Reduz o tempo e o custo de
transporte
• Operação independe das
condições climáticas
• Destrói drogas, patógenos, etc.
Desvantagens
• Custos de implantação e
operação proibitivos para a
maioria das cidades
• Possibilidade de poluição
atmosférica
• Rejeiçãopela população
Lixão
Fonte: Extraído de Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF
Forma inadequada de
disposição de resíduos sólidos
municipais, que se caracteriza
pela simples descarga sobre o
solo, sem medidas de proteção
ao meio ambiente ou à saúde
pública. (vazadouro, descarga
de resíduos a céu aberto)
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico – IBGE (2000):
• 30,5% em peso, dos resíduos gerados no país dispostos em lixões
• 63,6% do total de municípios
Aterros controlados
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico – IBGE
(2000):
• 22,3% em peso, dos resíduos gerados no país
dispostos em aterros controlados
• 18,4% do total de municípios
Fonte: Extraído de Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis
•Confinamento dos resíduos sólidos e
cobertura com material inerte ao final de
cada jornada de trabalho
•Produz poluição localizada: área de
disposição é minimizada
•Geralmente não dispõe de
impermeabilização da base
•Não dispõe de sistema de drenagem e
queima do biogás
•Não dispõe de sistema de coleta e
tratamento dos líquidos percolados
Tecnologias Simplificadas de
Destinação Final dos
Resíduos Sólidos Urbanos
Fonte: Extraído de Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis
Aterros Em Valas
•Valas escavadas com dimensões
apropriadas
•Resíduos são depositados sem
compactação e a cobertura com terra é
realizada manualmente
• Restrições em relação ao local do
empreendimento: condições favoráveis
profundidade e uso do lençol freático, e
constituição do solo
A possibilidade de optar por sistemas simplificados de disposição final de resíduos
permitiu aos municípios uma evolução gradativa nas condições ambientais desses
empreendimentos, bem como na operação e manutenção desses sistemas, uma vez que, a
partir da aceitação dessas práticas simplificadas como adequadas do ponto de vista
ambiental, foi possível a abertura de linhas de financiamento para esses empreendimentos.
Aterro Sanitário
Processo para disposição de resíduos sólidos no solo,
fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais
específicas, permitindo seu confinamento seguro em termos de
controle da poluição ambiental e proteção à saúde pública.
dispor no solo resíduos sólidos
no menor espaço prático possível
sem causar danos ao meio ambiente ou
à saúde pública
Um aterro sanitário conta necessariamente com as seguintes
unidades:
• células de lixo domiciliar;
• células de lixo hospitalar (caso o Município não disponha de processo
mais efetivo para dar destino final a esse tipo de lixo);
• impermeabilização de fundo (obrigatória) e superior (opcional);
• sistema de coleta e tratamento dos líquidos percolados (chorume);
• sistema de coleta e queima (ou beneficiamento) do biogás;
• sistema de drenagem e afastamento das águas pluviais;
• sistemas de monitoramento ambiental, topográfico e geotécnico;
• pátio de estocagem de materiais.
Aterro Sanitário
Aterros sanitários
Fonte: Extraído de Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis
Fonte: Extraído de ALGAR, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos
Aterros sanitários
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico – IBGE (2000):
• 47,1% em peso, dos resíduos gerados no país dispostos em aterros sanitários
•13,8% do total de municípios
Fonte: Extraído de Companhia Municipal de Desenvolvimento de PetrópolisFonte: Extraído de ALGAR, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos
Vantagens
• Custo relativamente baixo
• Operação simples
• Flexibilidade operacional
Desvantagens
• Ocupa grandes áreas
• Pode causar poluição
• Operação sofre influência do
clima
• Constitui-se numa forma de
armazenamento de lixo
Valores expressos em porcentagem da quantidade de lixo coletado nas cidades
A principal característica do chorume é a
variabilidade de sua composição em decorrência
do esgotamento progressivo da matéria orgânica
biodegradável. Por essa razão, o elevado
potencial poluidor do "chorume novo" vai se
reduzindo paulatinamente até atingir níveis que
dispensam seu tratamento ("chorume velho").
Todas as unidades em mg/L, exceto onde indicado
O monitoramento pressupõe o acompanhamento da
evolução de um determinado processo, obtendo-se
subsídios para a realização de alterações no mesmo.
No caso do monitoramento de um aterro sanitário, não se
busca obter elementos sobre o andamento do processo de
decomposição dos resíduos, mas avaliar-se a influência
dessa obra sobre o ambiente local.
Ancoragem das mantas de proteção da impermeabilização
Vista geral da fase 1 da vala de disposição de resíduos
Detalhe da instalação das geomenbranas
Detalhe da drenagem para afastamento das águas de chuva do maciço de resíduos
Situação do aterros do Estado de São Paulo
• Características do local:
•Características do Solo, proximidade dos corpos d’água, vizinhança, material para recobrimento
• Infraestrutura implantada:
•Cerca, impermeabilização, drenagem de chorume e águas pluviais, tratamento de chorume, coleta de
gases, controles de recebimento, atendimento ao projeto
• Condições operacionais
•Aspecto geral, ocorrência de lixo a descoberto, funcionamento do sistema de drenagem e tratamento,
presença de animais e catadores, equipe de vigilância, recebimento dos resíduos
2021
2011
Situação Geral do Estado de São Paulo
Disposição final de resíduos sólidos. Massa total recebida por tipo de disposição
Disposição Final de Resíduos Sólidos - Brasil
1964 municípios (35% - 5565 total)
25 milhões de toneladas diárias
GERAÇÃO DE LIXO: 183,5 ton / dia
30% - lixo seco
Níveis de reciclagem < 2% do potencial
Fonte: IBGE, 2010
Fonte: SNIS, Ministério das Cidades, 2009.
Situação dos
aterros do
Estado de São
Paulo
Legislação Ambiental Brasileira
Política Nacional de
Resíduos Sólidos
Institui a Política
Nacional de
Resíduos Sólidos
•Planejamento
•Adoção de metas para redução, reutilização e reciclagem
•Utilização de resíduos sólidos nos processos de recuperação energética
•Gestão integrada dos resíduos sólidos
•Gerenciamento adequado dos resíduos
sólidos do ponto de vista ambiental
Instrumentos que
possibilitarão
•Metas para eliminação dos lixões associadas à inclusão social e à
emancipação econômica dos catadores
Estabelece
Não Geração Redução Reutilização Reciclagem
Tratamento
dos resíduos
sólidos
Disposição
final
adequada
dos rejeitos
(ambiental)
Prioridades Lei Federal nº 12305/2010
não geração redução reutilização Reciclagem
recuperação
energética
eliminação
disposição
ambientalmente
adequada
Norma ABNT – em elaboração
ordem de prioridade nas atividades de gerenciamento de resíduos sólidos, visando
promover o melhor aproveitamento dos recursos presentes nos mesmos:
Eliminação de resíduos: operação de destinação onde o resíduo é destruído termicamente
como o auxílio de uma outra fonte de energia térmica
A eliminação difere da recuperação energética pelo fato da queima do resíduo não
proporcionar o uso da energia gerada para fins industriais ou de geração de eletricidade.
Logística reversa
Estruturação e
implementação
de sistemas de
logística reversa
Independente do serviço
público de limpeza urbana e
manejo dos resíduos sólidos
Responsabilidade
compartilhada entre
geradores de resíduos,
fabricantes, comerciantes e
cidadãos
Regulamentação da
Política Nacional
Decreto nº 7.404,
de 23 de
dezembro de
2010
Cria o Comitê Interministerial
da Política Nacional de
Resíduos Sólidos
Cria o Comitê Orientador para
a Implantação dos Sistemas
de Logística Reversa
Obrigatoriedade de elaboração dos planos de resíduos sólidos
Estabelece as diretrizes aplicáveis
à gestão e ao gerenciamento dos
resíduos sólidos
Estabelece os instrumentos
econômicos, as medidas
indutoras e as condições
básicas que poderão viabilizar
o acesso aos recursos da
União para os municípios
Estado de São Paulo
PolíticaEstadual de
Resíduos Sólidos
Lei Estadual nº 12.300/ 2006
•minimização dos resíduos
• incentivos às práticas ambientalmente adequadas: reutilização, reciclagem,
redução e recuperação
•redução da quantidade e nocividade dos resíduos sólidos, evitando os problemas
ambientais e de saúde pública
•erradicar os lixões, aterros controlados, bota-foras e demais destinações
inadequadas.
utilização benéfica dos resíduos
redução da quantidade de resíduos dispostos em aterros
Ações de saneamento e
a Política de resíduos
sólidos - São Paulo
Decreto Estadual nº 54.645/2009
Proíbe os lançamentos de resíduos sólidos em sistemas
de redes de drenagem de águas pluviais, de esgotos, de
eletricidade, de telecomunicações e assemelhados
Lodo de ETA e
Lodo de ETE
Resíduos
industriais
Buscando avanços compatíveis com a realidade do país
Redução da
quantidade de
resíduos
biodegradáveis
disposta em aterros
Coleta seletiva e
erradicação dos lixõesX
Conquistar melhorias ambientais
pelo estabelecimento de diretrizes
para a utilização de resíduos
sólidos nos processos de
recuperação energética
•Tecnologia apropriada
• Prioriza a não geração de resíduos,
redução, reutilização e reciclagem
•Complexos sistemas de logística
reversa, o que requer educação
ambiental e envolvimento da
sociedade.
Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Contexto multidisciplinar das questões ambientais,
Vetor de desenvolvimento social, com
benefícios ao meio ambiente e à saúde pública
Integração:
• políticas de saúde
• de desenvolvimento urbano e rural
• de meio ambiente
• de recursos hídricos e
• de habitação
Incinerador de grelha fixa
Caminhão
de coleta
Fosso de
recepção
Saída de
cinzas
Saída de
cinzas
Câmara
de combustão
Equipamento
de controle de
poluição
Exaustor
Chaminé
Grelha fixa
Insuflador
de ar
Alimentação
Ponte rolante
Incineração
Triturador de
lâmina de
baixa
velocidade
Resíduos volumosos
combustíveis
Material
combustível
triturado
Prensa para
alumínio
Estocagem de
alumínio
Peneira
rotativa
Estocagem de
material
ferroso
Prensa para
material
ferrosoTriturador de martelos
Resíduos volumosos não-
combustíveis
Separador magnético
Fosso para
resíduos
volumosos
Ponte rolante
para resíduos
volumosos
Leito
reciprocante
Ventilação
forçada Ponte rolante
para resíduos
Aquecedor
Ponte rolante
para cinzas
Válvula de controle
de vapor
Uso do calor
dos resíduos
Turbina a vapor
Tanque de
condensação
Chaminé
Condensador
Reator
catalítico
seletivo
Ventilação
induzida
Lavador de
gases
Tratamento de
cinzas volantes
Fosso de
cinzas
Transportador de cinzas
Forno
Resfriador de
gases
Filtro de
mangas Reaquecedor
de gás
Fosso de
resíduos
Incinerador de leito móvel
Incineração
Sistema de
carregamento
Caminhão de coleta
Fosso de
recepção
Câmara de
pós-queima
com
chaminés
Forno
rotativo
Trocador de
calor
Filtros
eletrostáticos
Lavador de
gás
Lavador
oxidação na
água
Exaustor
Chaminé
Incinerador rotativo
Incineração
Pirólise
A pirólise também é um processo de destruição térmica,
como a incineração, com a diferença de absorver calor
e se processar na ausência de oxigênio. Nesse
processo, os materiais à base de carbono são
decompostos em combustíveis gasosos ou líquidos e
carvão.
Gaseificação
Decomposição
Secagem
Gradiente de
temperatura
Reator
Ar secundário
Ciclone Caldeira
Exaustor
Extrator de cinzas
Ar primário
Pirolisador
Autoclavagem
Originalmente utilizado na esterilização de material cirúrgico,
este processo foi adaptado e desenvolvido para a esterilização
de resíduos.
Em linhas gerais, consiste em um sistema de alimentação que
conduz os resíduos até uma câmara estanque onde é feito
vácuo e injetado vapor d'água (entre 105 e 150°C) sob
determinadas condições de pressão.
Autoclave
Microondas
Nesse processo os resíduos são triturados, umedecidos com
vapor a 150ºC e colocados continuamente num forno de
microondas onde há um dispositivo para revolver e transportar
a massa, assegurando que todo o material receba
uniformemente a radiação de microondas.
Radiação Ionizante
Nesse processo, os resíduos, na sua forma natural são
expostos à ação de raios gama gerados por uma fonte
enriquecida de cobalto 60 que torna inativo os
microorganismos.
Radiação Ionizante
Para o aterro
sanitário
Resíduos classe C
Transporte
Contêiner
Prensa
Painéis de
controle
Tratamento
Unidade de
processamento
Recebimento dos resíduos
Trituração e
homogeneização
Líquidos
Fosso de
recepção
Triturador primário
Ciclones primários
Triturador secundário
Ciclones secundários
Coletor de poeira
Desodorizador
Desodorizador
Filtro Hepa
Pré-filtro
Filtro Hepa
Pré-filtro
Prensa hidr.
Portas automáticas
Balança
Desativação Eletrotérmica
Este processo consiste numa dupla trituração prévia ao
tratamento, seguida pela exposição da massa triturada a um
campo elétrico de alta potência gerado por ondas
eletromagnéticas de baixa freqüência, atingindo uma
temperatura final entre 95 e 98°C.
Tratamento Químico
Neste processo os resíduos são triturados e logo após
mergulhados numa solução desinfetante que pode ser hipoclorito
de sódio, dióxido de cloro ou gás formaldeído. A massa de
resíduos permanece nesta solução por alguns minutos e o
tratamento ocorre por contato direto.
Desinfecção Química
Transportador
helicoidal horizontal
Tubo de
descarga
Transportador
helicoidal de
descarga rotativo
Filtro Hepa
Exaustor
Filtragem de
partículas
Lavagem de
eventuais gases
2º pulverizador
(desinfetante)
Misturador
1º pulverizador
(desinfetante)
Solução de
hipoclorito de sódio
Sacos com RSS
Alimentador
1º triturador
Placa de ralar
½” a 2”
2º triturador
Placa de ralar
½” a 2” (seco)
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Transportador
helicoidal inclinado
Imersão