Prévia do material em texto
Efeito estufa
Efeito estufa
A
q
u
ec
im
en
to
G
lo
b
al
M
u
d
an
ça
s
C
lim
át
ic
as
https://g1.globo.com/natureza/video/enchentes-neve-e-calor-
extremo-como-as-mudancas-climaticas-afetam-o-planeta-
9753090.ghtmlM
u
d
an
ça
s
C
lim
át
ic
as
M
u
d
an
ça
s
C
lim
át
ic
as
M
u
d
an
ça
s
C
lim
át
ic
as
RIOS VOADORES
M
u
d
an
ça
s
C
lim
át
ic
as
Energias limpas
Energias limpas
Energias limpas???
Energias limpas X Energias renováveis
Energias renováveis
M
u
d
an
ça
s
C
lim
át
ic
as
Poluição Veicular em
Centros Urbanos
https://diplomatique.org.br/carro-eletrico-uma-miragem-ecologica/
https://cblitio.com.br/mineracao/
Mineração do Lítio
As fontes de geração de energia
para recarregar as baterias devem
ser levadas em consideração ao se
analisar a redução das emissões de
gases de efeito estufa.
Eletricidade gerada a partir do carvão: 12% a 31% mais CO2
do que os veículos de combustão interna
Eletricidade gerada a partir de fontes renováveis : 66% a 70%
menos emissões de CO2 do que os veículos de combustão
interna
Ellingsen, L. A.-W., Singh, B., & Strømman, A. H. (2017). The size and range effect: Life-cycle greenhouse gas emissions of electric vehicles. Environmental
Research Letters, 2017, 6
A mudança de carros de combustão interna para carros
elétricos não é a única ação a ser tomada para reduzir as
emissões de CO2, a forma de geração de energia também deve
ser revista.
Ellingsen, L. A.-W., Singh, B., & Strømman, A. H. (2017). The size and range effect: Life-cycle greenhouse gas emissions of electric vehicles. Environmental
Research Letters, 2017, 6
Resíduos Sólidos
Classificação de Resíduos Sólidos quanto à origem:
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias
públicas e outros serviços de limpeza urbana;
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”;
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas
atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades,
excetuados os referidos na alínea “c”;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em
regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e
demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e
escavação de terrenos para obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,
incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais
alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou
beneficiamento de minérios
LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.
Resíduos Sólidos Urbanos
• Aumento do descarte de bens.
– Bens produzidos para durar pouco:
curto ciclo de vida, baixa qualidade
– Obsolência planejada
– Melhor descartar do que consertar
• Aumento de embalagens: + resíduos
– Higiene/Saúde: + embalagens para
alimentos
Sociedade de Consumo (e Descarte)
Estação de Transbordo da
Lomba do Pinheiro
Central de Resíduos
Recreio, em Minas do
Leão, a 113 km da
capital
O CAMINHO DO LIXO EM PORTO ALEGRE: LIXO ORGÂNICO
capacidade de 9 toneladas
capacidade de 55 toneladas
Estação de Transbordo
da Lomba do Pinheiro
http://www.extraclasse.org.br/edicoes/2014/07/para-onde-vai-o-lixo/
PORTO ALEGRE: Aterro Sanitário da Extrema
•Instalado em uma área de 9 hectares, já degradada pela
ação extrativista de saibro.
•Localizado no Lami, zona sul de Porto Alegre
•Recebia cerca da metade dos resíduos domiciliares gerados
na cidade.
•Início de operação: 16 de junho de 1997.
•Monitoramento das águas superficiais e subterrâneas iniciou
em 1996 no período pré-operacional.
•Quando começou a disposição de resíduos no aterro:
prosseguimento do monitoramento das águas,
monitoramento dos líquidos percolados, que após passar por
um leito de brita (filtro biológico) são captados em um tanque
de equalização. De lá, são transportado para a estação de
tratamento de esgotos do município.
PORTO ALEGRE: Aterro Sanitário da Extrema
Impermeabilização com uma camada de argila, uma manta de PEAD (polietileno de
alta densidade), protegida por uma manta geotextil, evitando assim, a contaminação
do lençol freático.
Primeiro aterro no Estado a ser licenciado pelo órgão ambiental. Situado na
Estrada do Espigão, 3501, Bairro Lami, o Extrema esgotou sua capacidade em 31
de dezembro de 2002, tendo recebido 824 mil toneladas.
CENTRAL DE RESÍDUOS RECREIO
Atualmente, os resíduos sólidos domiciliares de Porto Alegre
saem da Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro e
são levados para a Central de Resíduos Recreio. Esse
aterro sanitário está localizado no município de Minas do Leão,
distante 113Km de Porto Alegre.
Aterros Sanitários
Solução Adequada
Aterros “Controlados”
Solução Inadequada
Lixões
Solução Inadequada
Saúde pública
Degradação no entorno do aterro : rejeição pela sociedade
o Contaminação do solo (lençol freático, etc) e do ar (com gases efeito estufa)
o Insetos, roedores e agentes patogênicos
o Riscos de explosões e incêndio.
Escassez de novos espaços próximos aos grandes centros
o Aterros cada vez mais distantes e grande parte em final de vida útil
o Aumento dos custos operacionais em função das exigências ambientais
o Obrigação de manter o monitoramento por longo prazo ao final da vida útil
o Custos operacionais durante e pós-encerramento.
o Solução tecnológica esgotada
Necessidade de Remediação das Áreas Contaminadas
Os Problemas
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/default.php?p_secao=209
Para consultar os dias e horários da Coleta Seletiva, tenha em mãos o
nome da rua e o número e clique aqui.
O CAMINHO DO LIXO EM PORTO ALEGRE: COLETA SELETIVA
17 Unidades de Triagem (UT)
conveniadas ao DMLU
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/default.php?p_secao=209
Unidades de
Triagem (UT)
conveniadas
ao DMLU
R$ 2500/mês
do DMLU para
manutenção
Triagem feita
por Catadores
(Associação
de Catadores)
Venda dos
Materiais
Recicláveis
dividida entre
os
trabalhadores
Próximo à Estação de
Transbordo da Lomba
do Pinheiro: Usina de
Triagem
O que não é aproveitado pelos catadores vai para a
Estação Transbordo. Ao fundo Unidade de Triagem
http://www.extraclasse.org.br/edicoes/2014/07/para-onde-vai-o-lixo/
Catadores de Materiais Recicláveis
Catadores autônomos de Materiais Recicláveis
R
S
U
Seca/reciclável
Úmida/orgânico
Especiais
lixo
resíduo
resíduo recurso
Segregação de Materiais: Reciclagem
1. Coleta Seletiva
Pontos de Entrega Voluntária
Composição Média: CEMPRE
Papel/Papelão: 39%
Metais Ferrosos: 16%
Alumínio: 1%
Vidro: 15%
Plásticos: 19%
Tetrapak: 2%
Rejeito: 8%
2. Catadores (de Rua, no Lixão)
3. Usinas de Triagem
Resíduo
hospitalar Medicamentos
Materiais que não devem ser
descartados no lixo comum
✓ Pontos de Entrega
Voluntária (PEVs)
✓ Eco Pontos
✓ Locais específicos
RESÍDUOS NÃO RECOLHIDOS PELAS COLETAS REGULARES:
O DMLU disponibiliza para a população sete Unidades de Destino (UDC):
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/default.php?reg=1&p_secao=207
Logística
reversa
Evolução das Atividades de Logística Reversa em Setores
Selecionados
FONTE ABRELPE, 2014, pg 35.
Compostagem
Compostagem
• Método controlado através do qual a matéria orgânicaé
transformada aerobicamente mediante a ação de
microrganismos específicos
– Esterco de animais.
– Qualquer tipo de plantas, pastos, ervas, cascas, folhas
verdes e secas
– Palhas
– Todas as sobras de cozinha que sejam de origem animal ou
vegetal: sobras de comida, cascas de ovo, entre outros.
– Qualquer substância que seja parte de animais ou plantas:
pêlos, lãs, couros, algas.
Centro de Triagem e Compostagem
Comunidade Valenciana/Espanha
Esquema de uma planta
de processo de
compostagem
Recebimento – Balança e fosso de recepção
Fosso de recepção :
- capacidade entre 1,5 – 2 vezes a
capacidade diária de produção
- construído em concreto armado
resistente a corrosão
Triagem grosseira, rompimento de bolsas e vista geral do
processo de triagem
Processo de Compostagem de Processo Misto
Vantagens:
- Baixa produção de odores;
- Menos tempo de fermentação;
- Maior controle;
- Menos mão de obra;
- Menos espaço.
Condições necessárias:
- manutenção da umidade entre 50 e
60%.
- ar em excesso (O2 para fermentação
e controle de T) ~ 4,5-5 L/h/kg.
* Fermentação
Duração: 3 a 4 semanas
Temperatura: fase mesofílica: 30 a 38°C
fase termofílica: até 70 °C
pH: inicial: 5 a 7
fase mesofílica: < 5
fase termofílica: 8 a 8,5
Relação C/N final: 25
* Maduração
Duração: 10 a 12 semanas
Temperatura: baixa até T ambiente
pH: 7 a 8
Tamanho de partícula: < 5 cm
Por peneiramento são eliminados
produtos não orgânicos
* Peneiramento e trituração secundária – Composto pronto para
venda
Composto vendido para agricultores da
região.
Receita com a venda do composto é
maior que a receita pelo recebimento
dos resíduos.
Rejeito (material inerte, sem potencial de aproveitamento) -
enviado para aterro sanitário no mesmo local
Tratamento de gases
Sistema de controle do processo
Curiosidades de infraestrutura e projeto
Recuperação
energética
Gases de
aterro
• Decomposição de MO
• Metano
• Geração de biogás
Incineração
Pirolise
Gaseificação
Plasma
• Queima do RSU
• Composição/Propriedades
• Geração de energia
2008
Stratégie déchets
Perception population
Enjeux économiques
Politiques énergies
Politiques environnementales
Préservation des
ressources
Modelo de Gestão Integrada
de Resíduos (RSU)
Accords changements climatiques
Europa
em 16 países
199 fábricas / 332 linhas
101,504 Mg/d de capacidade
Ásia
em 7 países
113 fábricas / 260 linhas
61,902 Mg/d de capacidade
América do Norte
em 2 países
32 fábricas / 73 linhas
30,771 Mg/d de capacidade
América do Sul
em 1 país
2 fábricas / 4 linhas
600 Mg/d de capacidade
MARTIN® - fábricas em 26 países em todo o mundo
Total: 346 Fábricas 669 Linhas 8 115 t/h Capacidade
CNIM: 125 Fábricas 224 linhas 2 500 t/h Capacidade
310 linhas de tratamento de gás
de chaminé 6 fábricas como operadora
3 x 300 t/d
Tóquio Minato (J)
Brescia / Itália
2 x 552 t/d
1 x 552 t/d
Rotterdam (Holanda)
4 x 324 t/d
Marchwood (Reino Unido)
2 x 288 t/d
Viena / Áustria
2 x 360 t/d
Cidade de Mônaco
A usina fica no centro da
cidade, ao lado do
estádio Louis II
Classificação de Resíduos Sólidos quanto à origem:
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias
públicas e outros serviços de limpeza urbana;
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”;
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas
atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades,
excetuados os referidos na alínea “c”;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em
regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e
demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e
escavação de terrenos para obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,
incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais
alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou
beneficiamento de minérios
LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
TRATAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
TRATAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
Classificação de Resíduos Sólidos quanto à origem:
a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;
b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias
públicas e outros serviços de limpeza urbana;
c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”;
d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas
atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;
e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades,
excetuados os referidos na alínea “c”;
f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em
regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;
h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e
demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e
escavação de terrenos para obras civis;
i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,
incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais
alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou
beneficiamento de minérios
LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.
CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS
– AMOSTRAGEM: Volume de Amostra a ser analisada é função das
variações de concnetração e volume do despejo
– ANÁLISE QUÍMICA
CARACTERIZAÇÃO DE EMISSÕES GASOSAS
– Em geral HOMOGÊNEAS. AMOSTRAGEM: Particulados,
Gases, Vazão...
– ANÁLISE QUÍMICA
Caracterização de Resíduos Sólidos
Caracterização de Resíduos Sólidos
Heterogêneos: Amostragem NBR 10007
• Distribuição Granulométrica
• Densidade
• Composição do Resíduo
– % Umidade
– Perda ao Fogo (Recuperação de Energia)
– Degradabilidade
• Periculosidade
– Inflamabilidade
– Corrosividade
– Reatividade
– Patogenicidade
– Toxicidade
Lixiviação
Materiais sólidos em contato com um líquido
•Dissolução de alguns constituintes
•Grau de dissolução de compostosindividuais determina a
composição do lixiviado, percolado ou extrato.
•Lixiviação/percolação de materiais:
•em campo,
•pela exposição de materiais à infiltração natural ou
precipitação,
•ou em laboratório, através de testes em coluna, em tanques
ou testes em batelada.
•Testes em laboratório: projetados para refletir a situação em
campo.
http://www.revistatae.com.br/artigos.asp?id=42&fase=c
http://cn.dreamstime.com/photos-images http://cuidatusaludcondiane.com/los-peligros-de-
los-lixiviados/
Fatores Físicos Típicos que afetam a Lixiviação:
1. Forma geométrica e tamanho da partícula
2. Área superficial da partícula
3. Porosidade do material
4. Permeabilidade
5. Homogeneidade do material
6. Tempo de contato
7. Taxa de fluxo do líquido
8. Temperatura
Fatores Químicos Típicos que afetam a Lixiviação:
1. Solubilidade potencial dos constituintes
2. pH do material ou pH imposto pelo ambiente (Ex: efeito do
CO2)
3. Complexação
4. Potencial redox do material ou imposto pelo ambiente
5. Fatores biológicos capazes de afetar o pH, o potencial
redox ou a complexação com materiais orgânicos.
Normas NBR10005
(Brasileira)
NEN 7343
(Holandesa)
X 31-210
(Francesa)
JST-13
(Japonesa)
DIN 38414
(Alemã)
EPA1310/1311
(USA) Variáveis
Lixiviante
Ácido
acético
HNO3
10-4 M
Água
deionizada
Água
deionizada
Água
deionizada
Ácido acético
Tempo(T) 18 - 24h 400 h
Lixiviações
sucessivas
16h 24h 24h.
Razão L/S 16 L/ kg 10 L/kg 10L/kg 10L/kg 10L/kg 20L/kg
pH 5,0 0,2 4 Determinado Determinado Determinado 5-12
Mecanismo Batelada Coluna Batelada Batelada Batelada Batelada
Diâmetro
Partícula ()
< 9,5mm <4mm <4mm 0,5-5 mm <10mm <9,5mm
Procedimentos mundiais - normas de lixiviação
para resíduos sólidos.
Lixiviação materiais de construção x Ciclo de vida
•produção
•uso
•demolição
•reutilização
•disposição
• Reciclagem: material = nova matéria-prima
• Disposição: material = resíduo.
NBR10004 - Classificação de Resíduos
• Resíduos Classe I: Perigosos
Periculosidade: risco à saúde pública e/ou meio ambiente
– Inflamabilidade
– Corrosividade
– Reatividade (Explosivo, Libera gases Tóxicos...
– Toxicidade (Ensaios de Lixiviação)
– Patogenicidade
• Resíduos Classe IIA: Não-Inertes
Podem ter propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água.
• Resíduos Classe IIB: Inertes
Não são decompostos prontamente (ex: rochas, vidros, certos plásticos)
RESÍDUO
CLASSE I
PERIGOSO
RESÍDUO
LISTADO
NA
NBR 10004?
VALOR>PADRÃO
LIXIVIAÇÃO
NBR10005
SOLUBILIZAÇÃO
NBR10006
RESÍDUO
CLASSE I I A
NÃO INERTE
RESÍDUO
CLASSE I I
NÃO-PERIGOSO
RESÍDUO
CLASSE I I B
INERTE
ANÁLISE
QUÍMICA
DA
SOLUÇÃO
VALOR>PADRÃO
SIM
NÃO
NBR10004
ANÁLISE
QUÍMICA
DO
LIXIVIADO
SIM
NÃO
SIM
NÃO
NÃO
NBR10004 - Anexos A/B - Listagens 1/2 (Exemplos)
Indústria Código do
Resíduo
Resíduo perigoso Código da
periculosidade
Não especificada F30 Óleo Lubrificante usado T (Tóxico)
Fabricação de Tintas K078 Resíduo de Limpeza com
Solvente na fabricação de
Tinta
I, T (Inflamável,
Tóxico)
Ferro e Aço K061 Lodo ou Poeira do Sistema de
Emissào de Gases da
Produção de Aço em Fornos
Elétricos
T (Tóxico)
NBR10004 - Anexo C - Listagem 3 (Exemplos)
Constituintes Perigosos: Base para a relação dos resíduos
e produtos das listagens 1 e 2
Código do Resíduo Constituintes perigosos pelos quais o resíduo foi listado
F30 Pb, Cd, Cr, As, Tricloroetano, Tricloroeteno,
Tetracloroeteno (Percloroetileno), Tolueno, Naftaleno
K078 Cr, Pb
K061 Cr+6, Cr, Pb
NBR10004 - Anexo D - Listagem 4 (Exemplos)
Substâncias que conferem periculosidade aos resíduos
• Chumbo e Compostos
• Cádmio e Compostos
• Cianeto
• Cromo e Compostos
• Clorobenzeno
• Clorofenóis
• Fenol
• Flúor
• Mercúrio e compostos
Avaliar a Periculosidade do
Resíduo
Potencial que o
constituinte tem de
migrar para o ambiente
NBR10004 - Anexo E -
Listagem 5 (Exemplos)
Substâncias agudamente
tóxicas
• P110 - Chumbo tetraetila
• P029 - Cianeto de Cobre
• P076 - Óxido Nítrico
Restos de Embalagens,
Derramamentos
Resíduos Perigosos
NBR10004 - Anexo F -
Listagem 6 (Exemplos)
Substâncias tóxicas
• U144 - Acetato de Chumbo
• U002 - Acetona
• U225 - Bromofórmio
NBR10004 - Anexo G
- Listagem 7
(Exemplos)
Limite Máximo no
extrato obtido no
teste de lixiviação
(NBR10005)
• As < 5,0 mg/l
• Ba < 100 mg/l
• Cd < 0,5 mg/l
• Pb < 5,0 mg/l
• Cr < 5,0 mg/l
• Hg < 0,1 mg/l
• Ag < 5,0 mg/l
NBR10004 - Anexo H
- Listagem 8
(Exemplos)
Limite Máximo no
extrato obtido no
teste de solubilização
(NBR10006)
• As < 0,05 mg/l
• Ba < 1,0 mg/l
• Cd < 0,005 mg/l
• Pb < 0,05 mg/l
• Cr < 0,05 mg/l
• Hg < 0,001 mg/l
• Ag < 0,05 mg/l
Resíduos como Matéria-Prima:Resíduos como Matéria-Prima:
Reciclagem X DisposiçãoReciclagem X Disposição
• Avaliação da Composição do Material
• Avaliação da Tecnologia Disponível
• Pesquisas de Novas Tecnologias
• Possibilidades de Evitar a Geração do
Resíduo
• Avaliação dos Custos de Processamento
• Avaliação da Disponibilidade do Resíduo
• Avaliação das Dificuldades de Coleta e Transporte
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
ENCAPSULAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
Fatores que afetam a Reciclagem
de Resíduos:
• Contaminação
• Coleta
• Padrões/Especificações
Segregação de Resíduos:
Dentro da Indústria e nos Locais de
Tratamento ou Disposição
• Evitar a mistura de Resíduos Incompatíveis:
– Evitar geração de calor, fogo ou explosão;
geração de fumos ou gases tóxicos;
geração de gases inflamáveis;
solubilização de substâncias tóxicas.
Melhorar a “Qualidade” do Resíduo para Reciclagem
Diminuir o Volume de Resíduos Perigosos
Contaminação
• Contaminantes Residuais: Não removidos
durante pré-tratamento/processamento. Afetam a
qualidade do material reciclável ou produto.
• Contaminantes Não-Residuais: Podem ser
removidos, mas muitas vezes isso causa baixo
rendimento na obtenção do produto final.
Contaminantes Comuns
Material
Reciclável
Contaminantes
Residuais
Contaminates
Não-Residuais
Ferro e Aço Cobre, Estanho Zinco
Alumínio Ferro, Silício Magnésio,
Lítio
Papel Revestimento
resistente à
água
Adesivos
Vidro Pigmentos de
ferro e cromo
Cerâmicos
Padrões/Especificações
Matéria-Prima: Especificações com
Limites de Tolerância Restritos: Natureza
e Níveis de Contaminantes
Composição
do Resíduo
Recuperação de
Componentes do
Resíduo
Matéria-Prima
Primária
Sucesso no Processo de Transformação
Minério de Ferro → Processo Metalúrgico → Aço
Composição Determinada:
Fe 60 % Mn 1% P 1,4% SiO2 4,3%
CaO 5,2% MgO 1,1% Al2O3 0,8% S 0,05%
Na2O 0,1% K2O 0,1% CO2 0,4%
Competição
Custos, Disponibilidade, Qualidade
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
TRATAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
Projeto e Implantação de Aterros
• Preparação dos Resíduos:
– secagem, neutralização,
solidificação, fixação
química, encapsulamento,
etc....
Solidificação de
lodos com
aglomerantes
Projeto e Implantação de Aterros
• Múltiplas barreiras à liberação de poluentes aomeio ambiente:
– Barreiras naturais (hidrogeologia favorável e
isolamento com relação à aquíferos)
– Barreiras construídas (camadas
impermeabilizantes, sistemas de coleta e
tratamento de percolados)
Projeto e Implantação de Aterros
• Inspeção/Monitoramento (solo, águas...)
Coleta de água em um
piezômetro no Aterro de
Resíduos Industriais Não
Perigosos – Santec (Içara, SC).
Estudos de Projeto
• Caracterização e Classificação dos resíduos
• Caracterização do Local:
– Geográfica (localização das indústrias, centros urbanos, vias de
acesso, corpos d’água...)
– Topográfica (poços, nascentes d’água...)
– Hidrogeológica (camadas do subsolo, altura do lençol freático,
riscos de erosão...)
– Climatológica (precipitação pluviométrica, evaporação, direção
dos ventos...)
Elementos de Proteção Ambiental
• Sistemas de drenagem de
águas pluviais (fase de
operação, aterro concluído)
• Sistemas de Impermeabilização
(argilas compactadas,
sintéticas)
• Sistemas de detecção de
vazamentos na
Impermeabilização (dreno
testemunha)
• Sistemas de coleta e
tratamento de percolados
• Sistemas de drenagem de
gases
• Cobertura Final
• Poços de Monitoramento de
aquíferos
Chorume
Líquido oriundo da decomposição do lixo e que provém da
umidade natural do lixo, da água de constituição dos vários
materiais e do líquido gerado pela ação de microrganismos
que atacam a matéria orgânica.
Percolados
Conjunto de águas infiltradas no interior do corpo físico do
aterro, resultantes de diversas fontes eventuais de
infiltrações (de chuvas, de lagoas vizinhas, do próprio lençol
freático ou de nascentes). Essa água que invade o aterro
carrega parte do chorume e solubiliza elementos, havendo a
possibilidade de contaminação do lençol freático e dos
cursos de água. Esse processo tende a se agravar nos
períodos de maior densidade pluviométrica.
http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/residuos/res13.html
ATERROS SANITÁRIOS
Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR)
(Originalmente denominada Sil Soluções Ambientais Ltda)
Início das atividades: 1992 (Central de Resíduos do Recreio-CRR
localizada no município de Minas do Leão).
Sistema alternativo de tratamento de
lixiviado proposto: Osmose Reversa
Ao final do tratamento os rejeitos
concentrados serão injetados novamente
no aterro e os efluentes tratados
(Permeado) poderão ser utilizados em
irrigações, na cobertura do aterro, nos
ajardinamentos do aterro, sendo o
excedente lançado uma vez atendidos
aos padrões de emissão.
http://profmbacelar.blogspot.com.br/2013/03/aterro-sanitario-cosanpa-2013.html
LIXÃO
http://profmbacelar.blogspot.com.br/2013/03/aterro-sanitario-cosanpa-2013.html
ATERRO CONTROLADO
O DESTINO DO LIXO EM NÚMEROS NO RS
• 12,8% dos municípios
gaúchos descartam os
resíduos de forma
inadequada.
• No país, o percentual
chega a 60,5% das
cidades
01/08/2014
399 cidades no Rio Grande do Sul destinam o lixo para 36 aterros sanitários
59 mandam para 41 aterros controlados
5 despacham para lixões (Ipiranga do Sul, São Gabriel, Viamão, Santa
Margarida do Sul, Uruguaiana)
12 municípios, principalmente do Litoral Norte, enviam para Santa Catarina
22 não repassaram à Fepam informação sobre a destinação final do lixo
Fonte: Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)
SÃO GABRIEL
ATERRO DE
RESÍDUOS
INDUSTRIAIS
Esquema de Aterro de Resíduos Classe I
Esquema de Aterro de Resíduos Classe II – Condições
Climáticas e Hidrogeológicas Favoráveis
Esquema de Aterro de Resíduos Classe II – Condições
Climáticas Insatisfatórias e Hidrogeológicas Favoráveis.
Esquema de Aterro de Resíduos Classe II – Condições
Climáticas Favoráveis e Hidrogeológicas Insatisfatórias
Esquema de Aterro de Resíduos Classe II – Condições
Climáticas e Hidrogeológicas Insatisfatórias
Aterro Classe 1
Impermeabilização dupla
da área com
geomembrana (PEAD)
BLUMENAU - SC
Aterro de Resíduos Industriais Perigosos – Pró-Ambiente
(Gravataí, RS).
Aterro de Resíduos Industriais Perigosos – Pró-Ambiente
(Gravataí, RS).
Aterro Classe 2
Impermeabilização da
área com geomembrana
(PEAD)
Argila sobre PEAD para
proteção mecânica da
geomembrana
BLUMENAU - SC
Percolado drenado
pelos sistemas de
captação e levado
para tanques
também
impermeabilizados
Aterro Classe 2 - Em operação
Impermeabilização no Aterro de Resíduos Industriais Não
Perigosos – Santec (Içara, SC).
Resíduos Compactáveis: Aterro Classe 2
ETE
Drenos Percolado
Processo Físico-Químico
Tanques de Equalização e Pré-Aeração:
Armazenamento de Efluentes
Tratamento Biológico
Cuidados
Ambientais
Limpa-Rodas
Ponto do Entorno - Rio Massaranduba
Aterro de Resíduos Industriais Não Perigosos – Santec
(Içara, SC).
Aterro de Resíduos Industriais Não Perigosos – Santec
(Içara, SC).
Tecnologia Custos Mentalidade
Resíduos de Serviços de Saúde
RESOLUÇÃO - RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
https://youtu.be/8YRl79CcVBo
https://youtu.be/8YRl79CcVBo
GRUPO A - Resíduos com a possível presença de agentes
biológicos que, por suas características, podem apresentar risco
de infecção.
O grupo A é identificado, no mínimo, pelo símbolo de risco
biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contornos
pretos, acrescido da expressão RESÍDUO INFECTANTE.
Subgrupo A1
− Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos
biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte de vacinas de
microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e instrumentais
utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de
laboratórios de manipulação genética.
− Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de
indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por
agentes classe de risco 4, microrganismos com relevância epidemiológica e risco
de disseminação ou causador de doença emergente que se torne
epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja
desconhecido.
− Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por
contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e
aquelas oriundas de coleta incompleta.
− Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos,
recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo
sangue ou líquidos corpóreos na forma livre.
Subgrupo A2
- Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais
submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos,
bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem
portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de
disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anatomopatológico ou
confirmação diagnóstica.
- Subgrupo A3
- Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais
vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou
idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal
e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares.
Subgrupo A4
- Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados.
- Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e
de pesquisa, entre outros similares.
- Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de
pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem
relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente que se
torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com
suspeita de contaminação com príons.- Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia
plástica que gere este tipo de resíduo.
- Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos
corpóreos na forma livre.
- Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, e outros resíduos provenientes de procedimentos
cirúrgicos ou de estudos anatomopatológicos ou de confirmação diagnóstica.
- Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a
processos de experimentação com inoculação de microrganismos. - Bolsas transfusionais vazias ou com
volume residual pós-transfusão.
Subgrupo A5
− Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, de
casos suspeitos ou confirmados, bem como quaisquer materiais
resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, suspeitos ou
confirmados, e que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta
infectividade para príons.
− Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles assim definidos em
documentos oficiais pelos órgãos sanitários competentes.
GRUPO B - Resíduos contendo produtos químicos que apresentam
periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade.
O grupo B é identificado por meio de símbolo e frase de risco
associado à periculosidade do resíduo químico.
GRUPO B
- Produtos farmacêuticos
- Resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfestantes; resíduos contendo
metais pesados; reagentes para laboratório, inclusive os recipientes
contaminados por estes.
- Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores).
- Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em análises clínicas.
- Demais produtos considerados perigosos: tóxicos, corrosivos, inflamáveis e
reativos.
GRUPO C - Qualquer material que contenha radionuclídeo em
quantidade superior aos níveis de dispensa especificados em norma da
CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.
O grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de
radiação ionizante (trifólio de cor magenta ou púrpura) em rótulo de
fundo amarelo, acrescido da expressão MATERIAL RADIOATIVO,
REJEITO RADIOATIVO ou RADIOATIVO.
GRUPO C
- Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo, proveniente de laboratório de
pesquisa e ensino na área da saúde, laboratório de análise clínica, serviço de
medicina nuclear e radioterapia, segundo Resolução da CNEN e Plano de
Proteção Radiológica aprovado para a instalação radiativa.
GRUPO D - Resíduos que não apresentam risco biológico,
químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente,
podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.
O grupo D deve ser identificado conforme definido pelo órgão de limpeza urbana.
GRUPO D
- Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças descartáveis de
vestuário, gorros e máscaras descartáveis, resto alimentar de paciente, material
utilizado em antissepsia e hemostasia de venóclises, luvas de procedimentos que
não entraram em contato com sangue ou líquidos corpóreos, equipo de soro,
abaixadores de língua e outros similares não classificados como A1.
- Sobras de alimentos e do preparo de alimentos.
- Resto alimentar de refeitório.
- Resíduos provenientes das áreas administrativas.
- Resíduos de varrição, flores, podas e jardins.
- Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde.
- Forrações de animais de biotérios sem risco biológico associado. - Resíduos
recicláveis sem contaminação biológica, química e radiológica associada.
- Pelos de animais.
GRUPO E - Materiais perfurocortantes ou
escarificantes, tais como: lâminas de barbear,
agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas,
limas endodônticas, pontas diamantadas,
lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares;
ponteiras de micropipetas; lâminas e
lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de
vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos
de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros
similares.
O grupo E é identificado pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo branco,
desenho e contorno preto, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE OU
PERFUROCORTANTE
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hulw-ufpb/comunicacao/noticias/hulw-realiza-campanha-sobre-
descarte-correto-de-residuos-de-saude
TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
− ESTERILIZAÇÃO (AUTO-CLAVE) https://youtu.be/Q999Irrwpuk
https://youtu.be/3N4OPu-F50U
https://youtu.be/dx27m9X0lYc
− ATERRO SANITÁRIO
https://youtu.be/lllBbdZreLk
https://youtu.be/Q999Irrwpuk
https://youtu.be/3N4OPu-F50U
https://youtu.be/dx27m9X0lYc
https://youtu.be/lllBbdZreLk
h
tt
p
s:
//
w
w
w
.p
re
fe
it
u
ra
.s
p
.g
o
v.
b
r/
ci
d
ad
e
/s
ec
re
ta
ri
as
/s
u
b
p
re
fe
it
u
ra
s/
am
lu
rb
/r
es
id
u
o
s_
so
lid
o
s/
rs
s_
sa
u
d
e/
in
d
ex
.p
h
p
?p
=2
2
9
5
2
0
https://youtu.be/IeqjPwB38Vw
https://youtu.be/Hy0PVmARClU− INCINERAÇÃO
https://youtu.be/IeqjPwB38Vw
https://youtu.be/Hy0PVmARClU
https://euroambiental.eco.br/i
mpacto-ambiental-causado-
pelos-epis-da-pandemia/
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/covid-19-faz-
aumentar-em-quase-200-a-quantidade-de-res%C3%ADduos-de-
sa%C3%BAde-em-porto-alegre-1.459661
Covid-19 faz aumentar em quase 200% a quantidade de
resíduos de saúde em Porto Alegre
https://euroambiental.eco.br/impacto-ambiental-causado-pelos-epis-da-pandemia/
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/covid-19-faz-aumentar-em-quase-200-a-quantidade-de-res%C3%ADduos-de-sa%C3%BAde-em-porto-alegre-1.459661
https://www.acidadeon.com/ribeiraopreto/cotidiano/vacinas/
NOT,0,0,1619214,coletores-de-lixo-hospitalar-anunciam-fim-
da-greve-em-ribeirao.aspx
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/col
etores-de-res%C3%ADduos-hospitalares-buscam-direito-
%C3%A0-vacina%C3%A7%C3%A3o-contra-a-covid-19-1.568796
https://www.acidadeon.com/ribeiraopreto/cotidiano/vacinas/NOT,0,0,1619214,coletores-de-lixo-hospitalar-anunciam-fim-da-greve-em-ribeirao.aspx
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/coletores-de-res%C3%ADduos-hospitalares-buscam-direito-%C3%A0-vacina%C3%A7%C3%A3o-contra-a-covid-19-1.568796
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
TRATAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
Fatores que afetam a geração de resíduos
❖Reciclagem e redução na fonte
❖Políticas públicas (incluindo legislação)
❖Fatores geográficos e físicos
TRATAMENTO DE RESÍDUOS
• Diagnóstico
• Evitar a migração para fora
• Minimização da Estocagem
– Embalagens com Rótulos
• (Devem ser destruídos sob pena de reutilização por
outros – Má estocagem)
• Utilização Integrada de Tecnologias
• Definição de Critérios de Qualidade
Tecnologias de Tratamento de Resíduos
• Tratamento
Térmico
(Incineração)
•Co-processamento
INCINERAÇÃO
• Decomposição Térmica via Oxidação
Térmica à Alta Temperatura (> 900C)
– Destruição da Fração Orgânica
– Redução do Volume
INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS
• DESVANTAGENS:
– Dioxinas
– Furanos
– PCBs
– Outros Produtos de
Combustão
• VANTAGENS:
– Técnica de Destruição
Permanente
– Recuperação de
Energia
– Restrições à
Disposição nos Solos
– Restrições à
Contaminação das
Águas Subterrâneas
Agente Laranja: Desfoliante - Guerra do Vietnam - 1962 a 1971
Cu Chi Túneis – Ho Chi Ming - Vietnam
Dioxinas e Furanos:
As Dibenzodioxinas PXDD ouos Dibenzofuranos PXDF, policlorados e
polibromados, são éteres aromáticos cíclicos halogenados. A estrutura
química permite uma grande série de isômeros diferentes:
Existem 75 Isômeros de PXDD e 135 Isômeros de PXDF, mas no total
5020 Dioxinas e Furanos halogenados mistos. Este grande número de
combinações possíveis torna a análise química detalhada muito
difícil.
Fatores de Equivalência de Toxicidade-FTEQ ou fatores tóxicos
equivalentes para dioxinas e furanos
Dioxinas FTEQ
mono-, di-, e tri-CDDs (mono-, di- e tri-cloro-dibenzo-p-dioxinas)..........0
2,3,7,8 - TCDD (tetracloro-dibenzo-p-dioxina)........................................1
outros TCDDs (tetracloros-dibenzo-p-dioxinas)......................................0
1,2,3,7,8 - PeCDD (pentacloro-dibenzo-p-dioxina).................................0,5
outros PeCDDs (pentacloros-dibenzo-p-dioxinas)..................................0
1,2,3,4,7,8 - HxCDD (hexacloro-dibenzo-p-dioxina)...............................0,1
1,2,3,6,7,8 - HxCDD (hexacloro-dibenzo-p-dioxina)...............................0,1
1,2,3,7,8,9 - HxCDD (hexacloro-dibenzo-p-dioxina)...............................0,1
outros HxCDDs (hexacloros-dibenzo-p-dioxinas)...................................0
1,2,3,4,6,7,8 - HpCDD (heptacloro-dibenzo-p-dioxina)..........................0,01
outros HpCDDs (heptacloros-dibenzo-p-dioxinas).................................0
OCDD (octacloro-dibenzo-p-dioxina).....................................................0,001
Fatores de Equivalência de Toxicidade-FTEQ ou fatores tóxicos
equivalentes para dioxinas e furanos
Furanos FTEQ
Mono-, di-, tri-CDFs (mono-, di- e tri-cloros-dibenzofuranos)................0
2,3,7,8 - TCDF (tetracloro-dibenzofurano)............................................0,1
outros TCDFs (tetracloros-dibenzofuranos)..........................................0
1,2,3,7,8 - PeCDF (pentacloro-dibenzofurano).....................................0,05
2,3,4,7,8 - PeCDF (pentacloro-dibenzofurano).....................................0,5
outros PeCDDs (pentacloros-dibenzofuranos).....................................0
1,2,3,4,7,8 - HxCDF (hexacloro-dibenzofurano)..................................0,1
1,2,3,6,7,8 - HxCDF (hexacloro-dibenzofurano)..................................0,1
1,2,3,7,8,9 - HxCDF (hexacloro-dibenzofurano)..................................0,1
2,3,4,6,7,8 - HxCDF (hexacloro-dibenzofurano)..................................0,1
outros HxCDDs (hexacloros-dibenzofuranos)......................................0
1,2,3,4,6,7,8 - HpCDF (heptacloro-dibenzofurano)..............................0,01
1,2,3,4,7,8,9 - HpCDF (heptacloro-dibenzofurano)..............................0,01
outros HpCDFs (heptacloros-dibenzofuranos).....................................0
OCDF (octacloro-dibenzofurano).........................................................0,001
FORMAÇÃO:
✓ Dioxinas e Furanos formam-se a partir de compostos clorados, pela reação gasosa
em uma faixa de temperatura de 800 a 300C;
✓ Dioxinas e Furanos formam-se a partir de matéria orgânica não clorada em presença
de uma fonte de cloro (De-Novo-Síntese).
Não apenas em processos de queima, mas também em todos os processos de
produção, transformação, tratamento e disposição, os quais sejam
realizados numa faixa de temperatura entre 200 e 1500C, deve-se prever a
geração de dioxinas e furanos.
Temperatura > 1150C
Emissão Gasosa
Pós Queima: Altas Temperaturas
Lavagem dos Gases (T 150C)
Gás
Limpo
Pó do Filtro
Filtro Carvão Ativo
TECNOLOGIA DE INCINERAÇÃO
1. Preparação e Alimentação do Resíduo
2. Câmaras de Combustão
– Injeção Líquida
– Fornos Rotativos
– Câmara Fixa
– Leito Fluidizado
3. Controle dos Poluentes Atmosféricos
4. Manuseio da Cinza/Resíduo
Preparação e Alimentação do Resíduo
• Função do Tipo de Resíduo (Líquido, Lodo, Sólido)
– Líquidos:
• Misturados e Bombeados para dentro das câmaras de
combustão através de bicos de sprays ou via queimadores
atomizadores
• Filtração: Quando sólidos suspensos estão presentes: Evitar
entupimento dos Bicos de Sprays.
• Mistura:
– Para garantir um Poder calorífico > 8000 Btu/lb -
Combustão auto sustentada, sem combustível
suplementar
– Para controlar o teor de cloro na alimentação e limitar o
potencial de formação de altas concentrações de cloro
livre nos gases da combustão
Preparação e Alimentação do Resíduo
– Lodos:
• Alimentados através de bombas de cavidade progressiva e
lanças resfriadas com água
– Resíduos Sólidos:
• Fragmentação: Controle do tamanho de partícula
• Alimentação por gravidade, alimentadores pneumáticos, de
vibração, de rosca sem fim ou correia.
Câmaras de Combustão: Injeção Líquida
– Para resíduos líquidos bombeáveis
– Resíduos Líquidos injetados através dos queimadores,
atomizados em pequenas gotículas e queimados em
suspensão
Câmaras de Combustão: Câmara Fixa
• Câmara Fixa =
Ar Controlado =
Pirolítico
• Combustão em 2
estágios
• Câmara Primária =
50 a 80% do ar
estequiométrico
• Câmara
Secundária =
Adição de ar
adicional
Câmaras de Combustão: Leito Fluidizado
• Para líquidos, lodos ou sólidos fragmentados (d<2in)
Câmaras de Combustão: Fornos Rotativos
• Para destruição
de resíduos
sólidos, lodos e
líquidos
• Converter
resíduos em
gases através
de
volatilizações,
destilações e
reações parciais
de combustão
• Para completar
as reações de
combustão:
PÓS-
QUEIMADOR
Câmara de Combustão Primária: Forno Rotativo
Opera em 800C < T < 1000 C (Sem formação de escória)
Câmara de Combustão Secundária: Vertical
Opera em 900C < T < 1300 C
Incineração: Fornos Rotativos
1. Forno Rotativo 2. Pós-Queimador 3. Quenching (Resfriamento)
4. Filtros para Particulados 5. Lavador de Gases
Incineração: Fornos Rotativos
Câmaras de Combustão
• Independente do tipo de câmara de combustão, as
propriedades químicas e termodinâmicas dos
resíduos determinam:
– Tamanho da Câmara
– Condições Operacionais da Câmara:
temperatura, excesso de ar, vazão
– Natureza do controle de poluentes
atmosféricos
– Sistema de manuseio da cinza/resíduos
Emissões da Incineração
• Ideal: CO2 + H2O + Cinzas Inertes
• Hidrocarbonetos clorados → HCl + Cl2
• Fluoretos orgânicos → HF
• Brometos Orgânicos → HBr + Br2
• Enxofre → SO2 + SO3
• Organo-fosforados → P2O5
• Particulados: Óxidos de Minerais
• Metais
• Compostos Orgânicos (Dioxinas e Furanos)
Waste to energy
Gaseificação: Pirólise – RSU é a matéria prima – Produção de
gás de síntese
Geração de Biogás:
https://www.youtube.com/watch?v=W0gLfLDW2LY
Incineração: RSU como combustível, queimando-o com grandes
volumes de ar para formar dióxido de carbono e calor. Em uma
planta de recuperação de energia, esses gases quentes são usados
para produzir vapor, que é usado para gerar eletricidade.
https://www.youtube.com/watch?v=DROZUstnsnw&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=bPRa31dS0vA&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=W0gLfLDW2LY
https://www.youtube.com/watch?v=DROZUstnsnw&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=bPRa31dS0vA&feature=youtu.be
Incineração
Reciclagem
Aterros
?
Incineração de Resíduos: Brasil
• CETREL: Camaçari (BA): www.cetrel.com.br
• Essencis: Taboão da Serra, São Paulo: www.essencis.com.br
• CINAL – Marechal Deodoro (AL): www.cinal.com.br
• CLARIANT (Hoechst): Suzano (SP): www.clariant.com.br
• Elanco – Eli Lilly: Cosmópolis (SP): www.lilly.com.br
• Tribel (Bayer): Belford Roxo (RJ): www.tribel.com.br
• Basf: Guaratinguetá (SP): http://www.basf.com.br/
http://www.essencis.com.br/
http://www.cinal.com.br/
http://www.tribel.com.br/
Planta Tipo
Capac.
t/ano
Resíduos
processados
Tratamento dos
gases
Controle de
emissões
Efluentes e cinzas
CETREL
Camaçari – Bahia
ISO 14.001
Rotativo 10.000
Resíduos líquidos
organoclorados
Lavadoresácido
e alcalino
Contínuo: O2, CO2 e
NOX
Cinzas: depositadas
em aterro próprio.
CETREL
Camaçari – Bahia
ISO 14.001
Rotativo 4.500
Resíduos sólidos
Classe I
Coletor de pó
tipo ciclone,
lavadores ácido
e alcalino
Contínuo: CO, O2,
CO2, NOX, SO2,
opacidade
Cinzas: depositadas
em aterro próprio.
Essencis
Taboão da Serra –
SP
Rotativo 3200
Res. ind. org. e inorg.
Exc. ascarel e
radioativos.
Lavadores ácido
e alcalino,
demister e
ciclone
Contínuo: NOx,
SOx, O2, CO, temp.,
vazão, MP
Aterro próprio para
10.000 m3 de cinzas e
escórias.
CINAL
Marechal Deodoro –
AL
Câmara
horizontal
11.500
R.S.L.P.
incl. PCBs e
organoclorados
Lavadores ácido
e alcalino
Contínuo: CO, CO2,
O2, NOx, SOx, MP
Aterro próprio
CLARIANT
Suzano – SP
ISO 14.001
Rotativo 2.700
Resíduos sólidos e
pastosos
Lavadores ácido
e alcalino
Contínuo: CO, CO2,
O2, NOx, SOx, MP
Cinzas e escórias:
aterro industrial em
Resende (RJ) e ETE
300 m3/h
ELI LILLY
Cosmópolis – SP
Rotativo 10.400
Resíduos sólidos,
líquidos e pastosos.
Lavadores ácido
e alcalino
Contínuo: O2, CO,
CO2
Aterro próprio classe I
BAYER
Belfort Roxo – RJ
Rotativo 3.200
R.S.L.P. incluindo
Difenilas policl.
Lavadores ácido
e alcalino,
separador de
gotículas
Contínuo: O2 CO.
Cinzas: aterro
ind.próprio.
Líquidos: ETE
BASF
Guaratinguetá – SP
Rotativo 2.700
R.S.L.P., exceção de
ascaréis
Lavadores ácido
e alcalino
Contínuo: O2, CO e
SOX.
Cinzas: em aterro
terceirizado
Incineração de Resíduos Industriais: Brasil
EMPRESA CAPACIDADE ENDEREÇO
SOLUCIA S.A.
Incinerador de líquidos Rod. Presidente Dutra, Km 300,5 – Parque Embaixador
Tel.: (24) 33 58 11 86 - Fax: (24) 33 58 11 87
www.solucia.com.br
BASF BRASILEIRA S.A 2.700 t/ano ou 3,6x10
6
kcal/h Fábrica Guaratinguetá - Rua Idrongal, 287
CEP: 12.500-000 - SP
Tel: (012) 31281515 ; (011) 43432225 - Fax: (011)43433144
e-mail: incinerador@basf-sa.com.br
CINAL - Companhia Alagoas Industrial 11.500 t/ano Caixa Postal 343- Distrito Industrial de Marechal Deodoro
CEP 57.020-970 - Maceió -AL
Tel: (082) 218-2514; 218-2515 - Fax: (082) 269-1199
e-mail: gabai@cinal.com.br
TERIS DO BRASIL 2.000 t/ano Rua Luigi Galvani, 42 – cj.95 – Taboão da Serra
CEP: 04575-020 - SP
Tel: 55(11)5507-7708/5507-7758
e-mail: teris@terisdobrasil.com.br
ELANCO LTDA 9.000 t/ano Rod. Milton Tavares de Souza
SP 332- Km 135 - Cosmópolis -SP-Depto de Meio Ambiente
Tel: (019) 872-1288 - Fax: (019) 872-1732
CETREL S.A. - PÓLO PETROQUÍMICO DE
CAMAÇARI
10.000 t/ano de resíduos
líquidos perigosos
Via Atlântica, km 9- Pólo Petroquímico de Camaçari - CEP 42.810 -Caixa Postal
011 - Camaçari - Bahia
Telex:71.3027 - FAX(071) 832-2372 / 832-2562 - Tel: (071) 832-1186 / 832-2581
TRIBEL – Tratamento de Resíduos Industriais
de Belford Roxo S.A.
3000 t/ano de resíduos sólidos,
líquidos e pastosos
Estrada Boa Esperança, n.º 650 – Belford Roxo – RJ
CEP: 26.110-100
Fone: (021) 761-0450/762-5300
CLARIANT S/A
Av. Jorge Bay Maluf, 2163
Suzano - São Paulo
RHODIA S.A.
Fazenda São Francisco, Caixa Postal 7, Paulínia - São Paulo
CEP: 13.140-000
FAX: (019) 874-8123 e Fone: (019) 874-8418
ELI LILLY DO BRASIL LTDA Rod. Gal.Milton Tavares de Souza, 332, km 135 – Itapavussu – Cosmópolis – SP
CEP: 01315-000
Av. Morumbi, 8264, São Paulo – SP
CEP: 04703-022
Fones: (11)0532-6066 - Fax: (11) 532-6021/535-5118
Tecnologias de Tratamento de Resíduos
• Tratamento
Térmico
(Incineração)
•Co-processamento
Co-processamento de Resíduos Industriais em
Fornos de Clínquer
RESOLUÇÃO No 264, DE 26 DE AGOSTO DE 1999
Co-processamento de Resíduos Industriais em
Fornos de Clínquer
•Substituição de combustível ou matéria-prima
• Estudo de Viabilidade de Queima
• Teste de Queima
• Impacto das emissões similar ao da incineração
• Monitoramento contínuo das emissões
•Taxa de eficiência de destruição e remoção EDR >
99,99% para o principal composto orgânico
perigoso (PCOP)
500-900 ºC: calcinação: produção CaO e CO2 gasoso.
850 -1250 ºC: sinterização: formação do clinquer
C2S = 2CaO.SiO2 C3S = 3CaO.SiO2
C3A = 3CaO.Al2O3 C4AF = 4CaO.Al2O3.Fe2O3
Co-processamento – Impactos
•Redução e maior controle dos níveis de emissão
• Substituição do combustível convencional: até 30 %
• Diminuição do consumo energético
• Maior investimento na área ambiental
O produto final (cimento) resultante da utilização de resíduos no co-
processamento em fornos de clínquer, não deverá agregar substâncias
ou elementos em quantidades tais que possam afetar a saúde humana e o
meio ambiente.
Restrições ao Co-processamento
•Resíduos de serviços de saúde
•Resíduos domésticos
•Resíduos radioativos
•Substâncias organocloradas
•Agrotóxicos
•Substâncias explosivas
RESOLUÇÃO No 264, DE 26 DE AGOSTO DE 1999
Co-processamento de Resíduos: limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos
Poluente Limites Máximos de Emissão
HCl 1,8kg/h ou 99% de redução
HF 5 mg/Nm
3
, corrigido a 7% de O2 (base seca)
CO* 100 ppmv , corrigido a 7% de O2 (base seca)
MP 70 mg/Nm
3
farinha seca, corrigido a 11% de O2 (base
seca)
THC (expresso como propano) 20 ppmv, corrigido a 7% de O2 (base seca)
Mercúrio (Hg) 0,05 mg/Nm
3
corrigido a 7% de O2 (base seca)
Chumbo (Pb) 0,35 mg/Nm
3
corrigido a 7% de O2 (base seca)
Cádmio (Cd) 0,10 mg/Nm
3
corrigido a 7% de O2 (base seca)
Tálio (TI) 0,10 mg/Nm
3
corrigido a 7% de O2 (base seca)
(As+Be+Co+Ni+Se+Te) 1,4 mg/Nm
3
corrigido a 7% de O2 (base seca)
(As+Be+Co+Cr+Cu+Mn+Ni+Pb+Sb+Se+Sn
+Te+Zn)
7,0 mg/Nm
3
corrigido a 7% de O2 (base seca)
Tratamento térmico de resíduos e cadáveres
Aldrin 50 mg/kg
Hexaclorociclo-hexanos incluindo lindano 50 mg/kg
Bifenilas Policloradas (PCB) 50 mg/kg
Clordano 50 mg/kg
Clordecona 50 mg/kg
Dibenzofuranos policlorados (PCDF) 15 μg/kg
Dibenzo-p-dioxinas policloradas (PCDD)
Dicloro-difenil tricloroetano (DDT) 50 mg/kg
Dieldrin 50 mg/kg
Endossulfam 50 mg/kg
Endrin 50 mg/kg
Heptacloro 50 mg/kg
Mirex 50 mg/kg
Pentaclorobenzeno 50 mg/kg
Pentaclorofenol 50 mg/kg
Toxafeno 50 mg/kg
Hexaclorobenzeno 50 mg/kg
Naftalenos policlorados 10 mg/kg
Hexabromobifenil 50 mg/kg
Hexaclorobutadieno 100 mg/kg
Éter tetrabromodifenílico Soma das concentrações = 1000 mg/kg
Éter pentabromodifenílico
Éter hexabromodifenílico
Éter heptabromodifenílico
Ácido perfluoroctano sulfônico e seus derivados 50 mg/kg
ANEXO I
SUBSTÂNCIA LIMITE MÁXIMO (BASE SECA)
Estão excluídos dos critérios de licenciamento desta resolução os materiais
listados no ANEXO II.
Combustíveis Tradicionais
Carvão Mineral
Gás Natural
Óleos Combustíveis
Briquetes de Carvão
Coque de petróleo e coques residuais da gaseificação de carvão
Metanol, etanol
Moinha de carvão
Combustíveis e matérias-primas alternativos não sujeitos à aplicação
desta Resolução
Casca de arroz.
Serragem de madeira não tratada.
Resíduos vegetais provenientes de atividade agrícola, como bagaço de cana-de-açúcar,
palha de arroz, trigo e similares.
Resíduos vegetais provenientes da indústria de transformação de produtos alimentícios,
como cascas, bagaços de cítricos, cítricos utilizados para extração de óleos essenciais
etc.
Resíduos vegetais fibrosos provenientes da produção de pasta virgem e de papel.
Resíduos de madeira, com exceção dos resíduos de madeira que possam conter
compostos orgânicos halogenados ou metais pesados resultantes de tratamento com
conservantes ou revestimento.
Sucatas de metais ferrosos e não-ferrosos, como pós, carepas, cavacos, limalhas etc.,
classificadas como resíduos não perigosos pela NBR 10004 da ABNT, ou norma que
venha a substitui-la.
Resíduos de materiais têxteis classificados como resíduos não perigosos pela NBR
10004 da ABNT, ou norma que venha a substitui-la.
Resíduos de obras de construção civil e demolição.
Resíduosde refratários, vidros, material têxtil, como mangas filtrantes e estopas, EPIs,
borracha, cabos elétricos, plásticos, papel e papelão, óleos e graxas, com exceção
daqueles passíveis de rerrefino, conforme Resolução CONAMA nº 362/2005 e outros
gerados na própria unidade coprocessadora, passíveis de coprocessamento.
Resíduos provenientes do processo de triagem das cooperativas e associações de
catadores e triadores de materiais recicláveis submetidos a alguma forma de separação
prévia de resíduos recicláveis, e que atendam aos requisitos constantes do forno já
licenciado para coprocessamento de CDR.
Poluente Limites Máximos de Emissão
Material Particulado 50 mg/Nm₃ corrigido a 11% O₂
HCl 10 mg/Nm₃ corrigido a 10% O₂
HF 5 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
THC (expresso como propano) 39 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
Mercúrio (Hg) 0,05 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
Chumbo (Pb) 0,35 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
Cádmio (Cd) 0,10 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
Tálio (Tl) 0,10 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
(As+Be+Co+Ni+Se+Te) 1,4 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
(As+Be+Co+Cr+Cu+Mn+Ni+Pb+Sb+Se+Sn+Te+Zn) 7,0 mg/Nm₃ corrigido a 7% O₂
NOx (expresso como NO2) 800 mg/Nm₃ corrigido a 10% O₂
SOx (medido como SO₂ ) 280 mg/Nm₃ corrigido a 11% de O₂
exceto quando o enxofre for proveniente da matéria-
prima. Nesses casos, o limite máximo se baseará
no valor de SOx calculado da seguinte forma:
Para um teor de até 0,2% de SO₃ na farinha 400 mg/Nm³, expresso como SO₂
Para um teor entre 0,2% e 0,4% de SO3 na
farinha, conforme a fórmula 400 /Nm³+ (%SO₃ -0,2).4000 mg/Nm³, expresso como SO₂
Para um teor acima de 0,4% de SO₃ na farinha 1200 mg/Nm³, expresso como SO₂
Dioxinas e furanos 0,1 ng/Nm³ corrigido a 10% O₂
Coprocessamento
https://www.youtube.com/watch?v=34Dj4WAT5sM
https://www.youtube.com/watch?v=34Dj4WAT5sM
Tratamento térmico de resíduos e cadáveres
RESOLUÇÃO Nº 316, DE 29 DE
OUTUBRO DE 2002
• Tratamento térmico de resíduos e cadáveres:
– procedimentos operacionais,
– limites de emissão e critérios de desempenho,
– controle, tratamento e disposição final de efluentes
• Tratamento Térmico: todo e qualquer processo cuja operação
seja realizada T>800°C
• Excetuam-se da disciplina desta Resolução:
– rejeitos radioativos: Comissão Nacional de Energia Nuclear-CNEN;
– co-processamento de resíduos em fornos rotativos de produção de
clínquer (Resolução CONAMA 264/1999), salvo a disposição sobre
dioxinas e furanos, que deverá obedecer esta Resolução
RESOLUÇÃO Nº 316/2002
Tratamento Térmico de Resíduos
• Sistema de tratamento térmico:
– recepção,
– armazenamento,
– alimentação,
– tratamento das emissões de gases e partículas,
– tratamento de efluentes líquidos,
– tratamento das cinzas e escórias
• Taxa de eficiência de destruição e remoção EDR > 99,99%
para:
– o principal composto orgânico perigoso (PCOP) definido no teste
de queima
– bifenilas policloradas (PCBs)
RESOLUÇÃO Nº 316/2002
Sistema de tratamento térmico: limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos
Poluente Limites Máximos de Emissão
Material Particulado Total 70 mg/Nm3
Substâncias Inorgânicas na Forma Particulada
Classe 1 (Cd + Hg + Tl) 0,28 mg/Nm3
Classe 2 (As+Be+Co+Ni+Se+Te) 1,4 mg/Nm3
Classe 3 (Cr+Cu+CN+F+Mn+Pt+Pd+Pb+Rh+Sb+ Sn+V) 7,0 mg/Nm3
Gases
SO2 280 mg/Nm
3
NOx 560 mg/Nm3
CO 100 ppmv
HCl 80 mg/Nm3 até 1,8kg/h
HF 5,0 mg/Nm3
Dioxinas e Furanos: dibenzo-p-dioxinas e dibenzo-p-
furanos, expressos em TEQ (total de toxicidade
equivalente) da 2,3,7,8 TCDD (tetracloro-dibenzo-para-
dioxina):
0,50 ng/Nm3
RESOLUÇÃO Nº 316/2002
Sistema Crematório
• Todo sistema crematório deve ter, no mínimo, a câmara de
combustão e a câmara secundária para queima dos voláteis
• Temperatura Câmara Secundária > 800°C
Limites e parâmetros de monitoramento:
Poluente Limites Máximos de Emissão
Material Particulado 70 mg/Nm3, corrigido a 7% de
O2 (base seca)
Monóxido de Carbono (CO): 100 ppmv corrigido a 7% de
O2 (base seca)
Resíduos de Origem Urbana
• Temperatura Câmara Secundária > 800°C
• Após implementação de um programa de segregação de
resíduos
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
TRATAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
CONSTRUÇÃO CIVIL
• Responsável por 15 a 50% do consumo dos recursos naturais (areia, agregados,
madeira...)
CONSTRUÇÃO CIVIL
• Emite mais de 12% de CO2 (produção de clinquer...)
• Habitação consome muita energia em todo o seu ciclo-de-vida
Materiais Básicos mais Utilizados na Indústria da Construção Civil
e que causam emissões de gases do Efeito Estufa
• Cimento
• Cal,
• Aço (ferro),
• Areia e Brita (retirada e transporte),
• Cerâmica vermelha,
• Queima de combustíveis fósseis,
• Transporte
500-900 ºC: calcinação: produção CaO e CO2 gasoso.
850 -1250 ºC: sinterização: formação do clinquer
C2S = 2CaO.SiO2 C3S = 3CaO.SiO2
C3A = 3CaO.Al2O3 C4AF = 4CaO.Al2O3.Fe2O3
PRODUÇÃO DE CLINQUER/CIMENTO
500-900 ºC: calcinação: produção CaO e CO2 gasoso.
850 -1250 ºC: sinterização: formação do clinquer
C2S = 2CaO.SiO2 C3S = 3CaO.SiO2
C3A = 3CaO.Al2O3 C4AF = 4CaO.Al2O3.Fe2O3
CONSTRUÇÃO CIVIL
• Gera grande quantidade de resíduos
ECO-HABITAÇÕES
RESÍDUOS
EVITAR
MINIMIZAR
REUTILIZAR
RECICLARDISPOR
EVITAR
• Desperdícios
• Retrabalhos desnecessários
Minimizar
• Desperdícios
Dispor corretamente o
resíduo gerado
• Boas Práticas de Canteiro
RECICLAGEM DE
RESÍDUOS DE
CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO
RESÍDUOS NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
PAVIMENTAÇÃO
AGREGADO
FABRICAÇÃO DE
CIMENTO
ADIÇÕES
OUTROSESTABILIZAÇÃO
DE SOLOS
MATERIAL
CERÂMICO
Esquema Geral da Produção de Cimento
COPROCESSAMENTO
Moagem de Cimento
A moagem muito fina do clínquer com gesso e outros
eventuais aditivos ("filler" calcário, cinzas volantes,
escórias siderúrgicas, etc.) vai dar origem aos diversos
tipos de cimento, de acordo com as Normas em vigor.
Cimentos
Clínquer
Silicato Tricálcico (CaO)3SiO2 45-75%
Silicato Dicálcico (CaO)2SiO2 7-35%
Aluminato Tricálcico (CaO)3Al2O3 0-13%
Ferroaluminato Tetracálcico (CaO)4Al2O3Fe2O3 0-18%
Gesso = CaSO4 · 2 H2O
Pozolanas: materiais silicicosos ou silico-aluminosos contendo sílica reativa
(SiO2), capaz de reagir com CaO, dando origem a silicatos amorfos de caráter
cimentante
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADlica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cimento
Cimento - CP II-E-32
Cimento Portland composto com escória, atende à norma
brasileira NBR* 11578 "Cimento Portland Composto".
O Bonfim Cimento CP II-E-32 traz escórias de alto-forno em sua
composição. Compõe-se, também, de silicatos de cálcio, alumínio
e ferro, sulfato de cálcio e filler carbonático, estando de acordo
com a norma reguladora NBR 11578/1991.
Cimento - CP III-Cimento Portland de Alto Forno
RESÍDUOS COMO ADIÇÕES MINERAIS
Profa. Angela Borges Masuero – NORIE – Eng. Civil – UFRGS – R. 3321
R
e
c
ic
la
g
e
m
:
U
ti
liz
a
ç
ã
o
d
e
r
e
s
íd
u
o
s
in
d
u
s
tr
ia
is
c
o
m
o
m
a
té
ri
a
p
ri
m
a
p
a
ra
m
a
te
ri
a
is
d
e
c
o
n
s
tr
u
ç
ã
o
c
iv
il
• Processos siderúrgicos
RESÍDUOS:
➢ Pó de aciaria
➢ Escória
Reciclagem de Escórias
• Escórias = Rocha Artificial (contendo FeO,
CaO, SiO2, MgO, Al2O3, MnO...)
– Construção de estradas
– Construção de Aterros
– Engenharia hidráulica
Pilha de escória de aço inox na GERDAU – Aços Finos Piratini (outubro 2002).
Pátio de Estocagem de Escória – Ipatinga, MG - 2001
Ipatinga, MG - 2001http://harscominerais.com.br/aempresa.aspx
http://www.agrosilicio.com.br/produtos.html
O AgrosilícioPlus® é um
Fertilizante Mineral Simples que
contém o micronutriente Silício e
os macronutrientes Cálcio e
Magnésio.
O AgroSilício® é um Corretivo
de Acidez do Solo na forma de
Silicato de Cálcio e Magnésio.
O AgroSilício S® é um ferilizante
multinutriente, que contém Cálcio,
Magnésio, Silício e Enxofre na
mesma partícula.
O AgroSilício Mg® é um fertilizante
multinutriente, que contém Cálcio,
Magnésio, Silício e Enxofre na
mesma partícula.
http://www.agrosilicio.com.br/produto/1
http://www.agrosilicio.com.br/produto/2
http://www.agrosilicio.com.br/produto/3
http://www.agrosilicio.com.br/produto/4
Ipatinga, MG - 2001
Obra na pista do Aeroporto de Vitória (Base de ACERITA
®
).
Obra no TIMS (Terminal Industrial Multimodal da Serra) - vias internas
ESCÓRIA EM PAVIMENTAÇÃO
Expansibilidade das Escórias
Reaproveitamento Externo
Adição PAE à blocos de pavimentação
•retardo no tempo de pega;
•melhora na resistência
à compressão;
•teores de 5% de PAE
não apresentaram
lixiviação nem solubilização
acima dos limites
estabelecidos pela norma
brasileira.
Estudo dos fenômenos físico-químicos envolvidos
– viabilizar o reaproveitamento externo
Blocos de pavimentação com adição de diversos
teores de PAE
Pós de Aciaria Elétrica (PAE)
RESÍDUOS SÓLIDOS DA
CONSTRUÇÃO CIVIL: RCD
RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA
Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos
para a gestão dos resíduos da construção civil.
Resíduos da construção civil são os provenientes de:
• construções,
• reformas,
• reparos
• demolições de obras de construção civil
tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral,
solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e
compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento
asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc.,
comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou
metralha;
Reutilização: é o processo de reaplicação de
um resíduo, sem transformação do mesmo;
Reciclagem: é o processo de reaproveitamento
de um resíduo, após ter sido submetido à
transformação;
Beneficiamento: é o ato de submeter um
resíduo à operações e/ou processos que
tenham por objetivo dotá-los de condições que
permitam que sejam utilizados como matéria-
prima ou produto;
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS
Classe A
Classe B
Classe C
Classe D
CLASSE A:
Resíduos beneficiáveis ou recicláveis como
agregados, tais como: solos provenientes de
terraplenagem, argamassa, blocos, tijolos, etc.
CLASSE B:
Resíduos recicláveis para outras destinações, tais
como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros,
madeiras e gesso; (redação dada pela Resolução n°
431/11).
42
CLASSE C:
são os resíduos para os quais
não foram desenvolvidas
tecnologias ou aplicações
economicamente viáveis que
permitam a sua reciclagem ou
recuperação; (redação dada pela
Resolução n° 431/11).
43
CLASSE D:
São o resíduos oriundos do processo de
construção, tais como tintas, solventes, óleos e
outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais
à saúde oriundos de demolições, reformas e
reparos de clínicas radiológicas, instalações
industriais e outros, bem como telhas e demais
objetos e materiais que contenham amianto ou
outros produtos nocivos à saúde. (redação
dada pela Resolução n° 348/04).
44
Normas Técnicas relacionadas:
• ABNT NBR 15.112
Resíduos da construção civil e resíduos volumosos. Áreas de
Transbordo e Triagem. Diretrizes para projeto, implantação e
operação;
• ABNT NBR 15.113
Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes.
Aterros. Diretrizes para projeto, implantação e operação;
• ABNT NBR 15.114
Resíduos sólidos da construção civil. Áreas de Reciclagem.
Diretrizes para projeto, implantação e operação;
• ABNT NBR 15.115
Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil.
Execução de camadas de pavimentação.
Procedimentos.
• ABNT NBR 15.116
Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil.
Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem
função estrutural. Requisitos
DESTINAÇÃO
DOS RESÍDUOS
X
CLASSE A:
Deverão ser reutilizados ou
reciclados na forma de agregados
ou encaminhados a aterro de
resíduos classe A de reservação de
material para usos futuros; (nova
redação dada pela Resolução
448/12).
47
CLASSE B:
Deverão ser reutilizados,
reciclados ou encaminhados a
áreas de armazenamento
temporário, sendo dispostos de
modo a permitir a sua utilização
ou reciclagem futura.
COLETA SELETIVA
48
CLASSE C:
Deverão ser armazenados,
transportados e destinados em
conformidade com as normas
técnicas especificas.
49
CLASSE D:
Deverão ser armazenados,
transportados e destinados em
conformidade com as normas
técnicas específicas. (nova
redação dada pela Resolução
448/12).
50
Estima-se que em cidades brasileiras
de médio e grande porte a massa de
RCD gerados varia entre 41% a 70% da
massa total de resíduos sólidos
urbanos.
Média de 510kg/hab. ano
CLASSE A:
FORMAS DE RECICLAGEM /
BENEFICIAMENTO:
Pavimentação é a forma mais simples
de reciclagem do entulho (base, sub-
base ou revestimento primário) na
forma de brita ou ainda em misturas
do resíduo com o solo.
FORMAS DE RECICLAGEM /
BENEFICIAMENTO:
Agregado para concreto não estrutural,
a partir da substituição dos agregados
convencionais (areia e brita).
FORMAS DE RECICLAGEM /
BENEFICIAMENTO:
Agregado para argamassa substituindo
a areia pelo entulho moído.
PRODUTOS
BRITA CORRIDA
AREIA RECICLADA
Areia Reciclada produzida em Campinas ( D’ LUCCA-2005)
PEDRISCO RECICLADO
BRITA RECICLADA
Brita reciclada produzida ATT Base Ambiental
Brita Reciclada produzida em Campinas ( D’ LUCCA-2005)
RACHÃO
Outros usos :
- cascalhamento de estradas
- preenchimento de vazios em
construções
- preenchimento de valas de
instalações
- reforço de aterros (taludes)
CLASSE B
CLASSE B
67
68
69
Fonte: Associação Brasileira de Drywall.
CLASSE B
70
O gesso é um dos materiais
mais difíceis de serem
reciclados, beneficiados ou
reutilizados. É um grande
poluente.
Curiosidades:
20-25% do gesso vira resíduo;
Consumo no Brasil:
Década de 90 ➔ 5 kg/hab/ano
Atualmente➔ 30 kg/hab/ano
CLASSE B
71
Reciclagem do Gesso
• Adição no cimento, 5%
• Uso Agrícola
– Fertilizante (Ca, S);
– Condicionador de solos;
– Condicionador de estercos.
• Indústria do Gesso
– Viável mas pouco utilizada.
72
Fonte: Associação Brasileira de Drywall.
Reciclagem do Gesso
73
CLASSE C
Resíduos que não possuem tecnologia ou
aplicações economicamente viáveis .
74
CLASSE D
tintas, solventes, óleos, ...
Obras com agregados
reciclados
• Edifício do meio ambiente - 1º
Edifício do Reino Unido a
incorporar a tecnologia de
concreto usinado com 500 m³
de agregados reciclados.
• Cimento utilizado C25 com 70%
escoria de alto forno e C35 com
50% escoria de alto forno
(COLLINS,2000)
Obras com agregados
reciclados
• Na Bélgica, Eclusa de
Berendrecht, ampliação do
porto de Antuérpia, totalizando,
650.000 m³ concreto com
80.000 m³ agregados reciclados
provenientes de demolição das
paredes da antiga eclusa.
(ROUSSEAU, 2000)
Obras com agregados reciclados
Reconstrução das
cidades alemãs.
Milhares de
condomínios e
conjuntos residenciais
em Berlim e em
outras grandes
cidades foram
reciclados para
produção de blocos
para alvenaria
(KROPP, 2000)
Obras com agregados reciclados
No Brasil, um dos casos que pode ser citado como exemplo de
produção em escala industrial ocorreu no período de 2003 a 2004, no
Rio de Janeiro. Para a construção do edifício “Torre Almirante”, houve
a necessidade da demolição do esqueleto de um prédio de nove
pavimentos que produziu cerca de 5000 m³ de entulho que foram
transformados em 600.000 blocos de 14x14x39 e utilizados na
construção de 600 casas populares (CAMPANILI, 2005).
Obras com agregados
reciclados
Outro caso que pode ser citado como exemplo brasileiro de
reciclagem para produção de blocos a partir de agregadosreciclados ocorreu em Guarulhos SP, para construção do
condomínio horizontal “Villagio Maia” com a demolição de 12 500
m³ de piso, a economia resultou em apenas 1%, porém evitou um
grande dano ambiental (CAPELLO, 2006).
RESÍDUOS AGRÍCOLAS
• Bagaço de cana-de-açúcar
• Madeira
• Casca de arroz
• Casca de castanha de caju
• Casca de castanha do Pará
• Coco da Bahia
• Coco babaçu
• Dendê (palma)
• Bagaço de laranja
Exemplos de resíduos:
PRINCIPAL FORMA DE REAPROVEITAR:
GERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DESTA BIOMASSA
BIOMASSA FLORESTAL: LENHA, CARVÃO VEGETAL
CANA-DE-AÇÚCAR E DERIVADOS: ÁLCOOL, BAGAÇO
DE CANA, VINHOTO
ÓLEOS VEGETAIS: BURITI, BABAÇU, MAMONA, SOJA,
AMENDOIM, DENDÊ
RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS: CASCA DE TORAS,
CASCA DE ARROZ, CAFÉ, CAPIM-ELEFANTE, SABUGO E
PALHA DE MILHO, RESÍDUOS DO CARVÃO VEGETAL,
LIXÍVIA, ....
Mas, também: Embalagens de agrotóxicos, fertilizantes,
fungicidas, algicidas, ...
Lei de crimes ambientais (Lei 9.605 de 13/12/98)
Art. 56. Produzir, processar, embalar, importar, exportar,
comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar,
ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica,
perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio
ambiente em desacordo com as exigências
estabelecidas em leis e seus regulamentos.
Pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa.
Cláusula 1º - Nas mesmas penas incorre quem
abandona os produtos ou substâncias referidos no
caput, ou os utiliza em desacordo com as normas de
segurança.
Lei 9.974 de 06/06/00 e
Decreto 3.550 de 27/07/00
Disciplinam a destinação final de
embalagens vazias de agrotóxicos,
determinando responsabilidades para o
agricultor, o revendedor e para o fabricante
Obrigações dos revendedores
• Dispor de locais e condições adequadas para o
recebimento das embalagens e promover o
devida destinação;
• No ato da venda do produto, informar aos
usuários/agricultores sobre os procedimentos
de lavagem, acondicionamento, armazenamento,
transporte e devolução das embalagens vazias;
• Informar junto com a nota fiscal o local de
devolução das embalagens vazias.
Obrigações dos usuários
(Agricultores)
• Lavar as embalagens vazias: tríplice
lavagem ou lavagem sob pressão;
• Armazenar temporariamente as
embalagens na propriedade de forma
correta e segura;
• Transportar as embalagens para a
unidade de recebimento de
embalagens indicada pelo revendedor;
-Devolver no prazo de 1 ano.
• Guardar os comprovantes de entrega
das embalagens por um ano.
Embalagens não laváveis
Não contaminadas:
São as embalagens que não entram
em contato direto com o
agrotóxico.
Exemplo: caixas secundárias de
papelão, que são usadas para
transportar outras embalagens
Flexíveis contaminadas:
São sacos ou saquinhos plásticos,
de papel, metalizadas, mistas ou de
outro material flexível
Rígidas contaminadas:
São as embalagens de produtos com formulação de
pronto uso, ultra baixo volume, tratamento de
sementes
RESÍDUOS DA INDÚSTRIA
MOVELEIRA
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.tomdaservas.com.br/ipepo.jpg&imgrefurl=http://www.tomdaservas.com.br/iperoxo.htm&h=388&w=324&sz=24&hl=pt-BR&start=1&sig2=fWOJ0-JXOyME2Ijrt39oRw&tbnid=MzgjEbGEIoyAIM:&tbnh=123&tbnw=103&ei=oNJtRuLOMZu0hATW0siKBw&prev=/images%3Fq%3Dserragem%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.aguademeninos.com.br/Madeireira/images/folheado.gif&imgrefurl=http://www.aguademeninos.com.br/Madeireira/folheado.html&h=162&w=132&sz=15&hl=pt-BR&start=9&sig2=sQLja65JbNaX7XPLpxYxug&tbnid=_aGW8hAgS_czhM:&tbnh=98&tbnw=80&ei=0dJtRouAE5u0hATW0siKBw&prev=/images%3Fq%3Dl%25C3%25A2minas%2Bde%2Bmadeira%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG
A CADEIA PRODUTIVA DE MÓVEIS NO BRASIL
➢ Privilegia os móveis de madeira: cerca de 80% das matérias primas
utilizadas na indústria
➢ Início da cadeia:
- Florestas nativas e plantadas (fornecem matéria-prima para serrarias
e indústria de painéis)
➢ Fornecedores para indústria de móveis:
- Produtores de madeira maciça: pode ser serrada ou torneada, verde
ou seca, ao ar ou em estufa
- Produtores de painéis: chapas de madeira compensada, madeira
aglomerada, chapas de fibras duras e MDF
- Química: resinas, adesivos, tintas e vernizes, plásticos, espumas,
puxadores, molduras e fitas
- Metalúrgica: aço plano e tabular, puxadores, dobradiças e corrediças
- Têxtil e couros: materiais para o recobrimento de móveis
FLORESTA
PLANTADA
FLORESTA
NATIVA
~
~
~
INDÚSTRIA
MADEIREIRA
MADEIRA
MACIÇA
PAINÉIS
TINTAS E
VERNIZES
PLÁSTICOS
METAIS
INDÚSTRIA
MOVELEIRA
VAREJO /
ATACADO
RESIDÊNCIAS
INSTITUIÇÕES
HOTÉIS /
AMBIENTE
ESCRITÓRIOS
ORIGEM INDÚSTRIA DISTRIBUIÇÃO CONSUMO
INSUMO
MATÉRIA-
PRIMA
Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis
➢Localização das empresas: Sudeste 42,6%, Sul 40,5%
➢ A produção concentra-se em móveis:
- Residenciais (60%)
- Escritório (25%)
- Institucionais, escolares, médico-hospitalares, restaurantes,
hotéis e similares (15%)
Indústria Moveleira no Brasil
➢Principais pólos moveleiros no Brasil:
- Bento Gonçalves (RS), São Bento do Sul (SC),
Arapongas (PR), Mirassol e Votuporanga (SP), Ubá (MG)
e Linhares/Colatina (ES)
➢ Mais de 81% das empresas estão localizadas na região
Sudeste (SP, MG, RJ) e na região Sul (RS, SC e PR)
➢ Empresas moveleiras fabricam:
- Móveis predominantemente de madeira (85%)
- Móveis com predominância em metal (7%)
- Colchões (2%)
- Móveis de outros materiais (6%)
Indústria Moveleira no Brasil
A QUESTÃO AMBIENTAL NA INDÚSTRIA MOVELEIRA
➢ Estima-se que menos de 5% das empresas praticam algum
esquema de conservação do meio ambiente, com prevenção de
impactos ambientais
➢ Há uma grande diversidade nos resíduos que podem ser gerados
em indústria típica de móveis
➢ Isto mostra dimensão e complexidade da gestão da questão
ambiental no setor moveleiro.
A QUESTÃO AMBIENTAL NA INDÚSTRIA MOVELEIRA
➢ Problema principal:
➢ É a complexa mescla destes resíduos, de
diferentes dimensões, granulometria e distintos
graus de limpeza ou contaminação
➢ Representa obstáculo à gestão, reciclagem ou
reuso, e a adequada disposição dos resíduos
que causam impactos ambientais
Resíduos Sólidos
➢ Constituem sobras de materiais empregados na produção
de móveis:
➢ Pedaços, recortes e aparas de madeira maciça, ou
madeira serrada e beneficiada
➢ Restos de todo tipo de painéis derivados da madeira
➢ Retalhos ou aparas de lâminas de madeiras decorativas
ou não, lâminas impressas, laminados plásticos...
➢Materiais de outra natureza: metais (aço, alumínio e
latão)
➢ Plásticos (fitas, puxadores, deslizadores, fixadores,
injeção)
➢ Resíduos de diferentes materiais: vidros e cristais;
tecidos e couros (naturais e sintéticos); pedras
ornamentais
➢ Produtos químicos (colas, tintas e vernizes)
Resíduos Sólidos
➢ Composição aproximada dos resíduos sólidos na
indústria de móveis:
- Resíduos de madeira e derivados (51,4%)
- Componentes metálicos (37,6%)
- Plasticos e outros componentes (7%)
- Outros (3,9%)
➢ Resíduos sólidos da indústria moveleira podem
estar puros (não contaminados entre si) ou
misturados: madeira, chapas e painéis; resinas, tintas
e vernizes; colas, plásticos, metal e óleos
Resíduos Sólidos
➢ Sobras de madeira e painéis, partículas, serragem e pó de
lixa são considerados resíduos Classe II A (NBR 10004 -
ABNT, 2004)
➢ Depósitos de resíduos de madeira e produtos derivados
constituem atração para insetos xilófagos (térmitas ou cupins)
- Tais depósitos funcionam como focos de atração e
disseminação dos insetos, facilitando a contínua
infestação da área ou da edificação
➢ Outro impacto, causado por má disposição de resíduos
sólidos:
- Possibilidade de contaminação do solo, através da
liberação de compostos químicos agregados à madeira e
seus derivados
INDÚSTRIA MOVELEIRA
RESÍDUOS DE MADEIRA E DERIVADOS (m3)
Quantificação por município – amostra = 30%
146843448.85077.36158.6Total
1559.5213.5851.0495.0Lagoa
Vermelha
7154.6599.53935.62619.5
Flores da
Cunha
836.3191.2159.2485.9
Caxias do
Sul
5134.32446.6131.52558.2
Bento
Gonçalves
TotalRetalhosMaravalhasSerragem/póMunicípio
Destino dos Resíduos de Madeira
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Doação
Venda
Aterro
Queima
Reaproveita
APROVEITAMENTO DOS RESÍDUOS DE MADEIRA E
DERIVADOS DA CADEIA PRODUTIVA
COMPÓSITOS POLÍMERO-FIBRAS
GERAÇÃO DE ENERGIA
AGLOMERADOS
COMPOSTAGEM
OUTROS USOS ALTERNATIVOS
➢ Dependentes do conhecimento do tipo e das quantidades
geradas.
➢ Grandes possibilidades de utilização em matérias-primas
para a própria indústria.
Alternativas Viáveis para Disposição de Resíduos
➢ Rotas tecnológicas, com diferentes graus de viabilidade técnica:
Primeiro Grupo:
- Refere-se à queima controlada de resíduos derivados da madeira e
produtos derivados
- Objetivo: produzir energia elétrica e vapor, em regime de co-geração;
▪ vapor produzido: geralmente usado nas próprias instalações
industriais
▪ energia elétrica excedente às necessidades próprias poderá ser
comercializada
- Alternativa é conhecida como “Combustão Energética“
▪ queima de resíduos de madeira para produção de energia requer
instalações em escala semi-industrial ou industrial
▪ o processo utiliza grande volume de resíduos, uniformes em
umidade e dimensões
Alternativas Viáveis para Disposição de Resíduos
Segundo Grupo:
- Envolve processos químicos de transformação de resíduos em outros
produtos, tais como:
▪ compostos para uso agrícola ou fertilização de solo em geral
▪ outros tipos de compostos químicos (matéria-prima industrial)
- Aproveitamento da serragem de madeira na fabricação de compósitos
com resinas (virgens e recicladas):
▪ para obter painéis de uso na construção civil e em mobiliário
▪ processo requer pureza uniforme e a manutenção dos volumes
gerados de resíduos, transformado em matéria-prima industrial
- Aproveitamento da serragem:
▪ através de sua liquefação, usando hidróxido de sódio (NaOH) e
enzimas na produção de espumas de poliuretano
Alternativas Viáveis para Disposição de Resíduos
Terceiro Grupo:
- Requer planejamento e implementação de programa de gestão de
resíduos entre indústrias participantes do grupo
▪ que podem ser indústrias moveleiras localizadas próximas umas às
outras e com um mínimo de organização e disposição de enfrentar esse
problema comum;
- Requer um cuidado comum: a segregação dos resíduos sólidos por tipo
e/ou granulometria, origem e grau de limpeza ou contaminação;
▪ resultam volumes uniformes de resíduos, que podem ser
comercializados como matéria-prima para outros processos industriais
ou não-industriais
▪ ex: virutas de plaina de madeira não-contaminadas vendidas como
forração para granjas de aves
Alternativas Viáveis para Disposição de Resíduos
▪ ex: pó de serra e pó de lixa não-contaminados, aproveitados em
indústrias de cerâmica refratária
▪ ainda que contaminados, os resíduos segregados segundo a sua
natureza podem ser comercializados como sucata, gerando renda
para terceiros
- Alternativa como esta encontram ótimos níveis de aceitação entre
empresários conscientes da necessidade de soluções ambientalmente
apropriadas
- Além disto, geram oportunidades de negócios,
- Até quando não existem alternativas de comercialização, a segregação
de resíduos é recomendável; traz economias até na incineração dos
resíduos ou qualquer outra forma de disposição dos mesmos
Década Estratégia
Ambiental
Objetivos Relação Economia-
Ambiente
Ferramentas
1970-1990 Negócio
convencional/
habitual
− Atendimento à
legislação
− Prevenção da
Poluição
−Orientada para o
Processo
−Custo fora da
empresa
−Estudos de
Impacto Ambiental
−Avaliação de
−Impacto Ambiental
−Auditorias
1990-2000 Responsabili-
dade do
produtor
− Eco-eficiência
− Eco-design
− Avaliação do
Ciclo de Vida
−Orientada para o
Produto
−Análise de Ciclo
de Vida
−Ecodesign
−Produção mais
Limpa
2000-....... Ecologia
Industrial
− Sustentabilidade
global
− Ecossistemas
Industriais
fechados
− Promoção de
troca de resíduos
−Sistêmica e integral:
materiais, produtos,
serviços, processos,
resíduos
−Análise de Fluxo
de Massa
−Análise de Fluxo
de Substância
Fonte: LUIZIO ,M.A. e FERRÃO, P. C. Ecologia Industrial: ferramentas para a gestão de resíduos,
aplicação aos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.Instituto Superior Técnico Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento, Lisboa, Portugal.(2003)
Evolução das Estratégias Ambientais
Década Estratégia
Ambiental
Objetivos Relação Economia-
Ambiente
Ferramentas
1970-1990 Negócio
convencional/
habitual
− Atendimento à
legislação
− Prevenção da
Poluição
−Orientada para o
Processo
−Custo fora da
empresa
−Estudos de
Impacto Ambiental
−Avaliação de
−Impacto Ambiental
−Auditorias
1990-2000 Responsabili-
dade do
produtor
− Eco-eficiência
− Eco-design
− Avaliação do
Ciclo de Vida
−Orientada para o
Produto
−Análise de Ciclo
de Vida
−Eco-design
−Produção mais
Limpa
2000-....... Ecologia
Industrial
− Sustentabilidade
global
− Ecossistemas
Industriais
fechados
− Promoção de
troca de resíduos
−Sistêmica e integral:
materiais, produtos,
serviços, processos,
resíduos
−Análise de Fluxo
de Massa
−Análise de Fluxo
de Substância
Fonte: LUIZIO ,M.A. e FERRÃO, P. C. Ecologia Industrial: ferramentas para a gestão de resíduos,
aplicação aos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.Instituto Superior Técnico Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento, Lisboa, Portugal.(2003)
Evolução das Estratégias Ambientais
1 2 3
ProcessoEnergia/Combustível
Matéria-Prima
Perda de Calor
Resíduos Sólidos
Efluentes Líquidos
Emissões Gasosas
Produto
ECOBALANÇO
Balanço de Massa
Linha de Produção
Sistema Linear:
m1
m2 m3
m4
E1 E2 E3
Energia Total = m2E1 + m3E2 + m4E3
Produção de
Aço
Produção de
Carvão
Transporte
Produção de
Coque
Distribuição de
Eletricidade
Geração de
Eletricidade
Rede:
Fases do Ecobalanço
1. Inventário (Quantitativo) ACV
2. Interpretação Análise do impacto
3. Melhorias
Eficiência do Processo Industrial:
•Viabilidade Econômica
•Viabilidade Ambiental
Análise do Ciclo de
Vida
• Descrição Quantitativa: Da
extração da matéria prima da
natureza até disposição final dos
produtos na natureza, quando a
utilidade termina.
– Material + Energia
– Emissões na Atmosfera, em
Águas e Solos
Análise do Impacto
• Descrição Quantitativa e Qualitativa: Efeitos no
Meio Ambiente, Poluição de ecossistemas,
Efeitos na saúde humana
Melhorias
Otimização de fatores econômicos e ambientais
– Pontos fracos
– Redução alimentação de energia, matérias primas
– Redução de emissões
– Avaliação troca produtos e processos
Década Estratégia
Ambiental
Objetivos Relação Economia-
Ambiente
Ferramentas
1970-1990 Negócio
convencional/
habitual
− Atendimento à
legislação
− Prevenção da
Poluição
−Orientada para o
Processo
−Custo fora da
empresa
−Estudos de
Impacto Ambiental
−Avaliação de
−Impacto Ambiental
−Auditorias
1990-2000 Responsabili-
dade do
produtor
− Eco-eficiência
− Eco-design
− Avaliação do
Ciclo de Vida
−Orientada para o
Produto
−Análise de Ciclo de
Vida
−Produção mais
Limpa
−Ecodesign
2000-....... Ecologia
Industrial
− Sustentabilidade
global
− Ecossistemas
Industriais
fechados
− Promoção de
troca de resíduos
−Sistêmica e integral:
materiais, produtos,
serviços, processos,
resíduos
−Análise de Fluxo
de Massa
−Análise de Fluxo
de Substância
Fonte: LUIZIO ,M.A. e FERRÃO, P. C. Ecologia Industrial: ferramentas para a gestão de resíduos,
aplicação aos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.Instituto Superior Técnico Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento, Lisboa, Portugal.(2003)Evolução das Estratégias Ambientais
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES
FÍSICAS E
QUÍMICAS,
TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
PROCESSOS DE
INCINERAÇÃO
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
TRATAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
• CICLO GLOBAL DOS MATERIAIS
MATÉRIA-PRIMA
BÁSICA
metal, papel, cimento,
fibras, produtos químicos
SUCATA
ou
RESÍDUOS
A TERRA
MATÉRIA-PRIMA
BRUTA
carvão, minérios, madeira,
petróleo, rochas,planta,
argilas
MATÉRIA-PRIMA
INDUSTRIAL
cristais, ligas, tecidos,
chapas, cerâmicos, plásticos
BENS DE
CONSUMO
carros, pontes, relógios,
equipamentos, máquinas, prédios
Transformação
ou
Processamento
Uso
ou
Serviço
ou
Desempenho
Fabricação
Montagem
Descarte
Extração
ou
Refino
ou
Processamento
Prospecção
ou
Mineração
ou
Colheita
Reciclagem
Ciência e
Engenharia
do
Meio Ambiente
Ciência e
Engenharia:
Materiais
aplicados na
Engenharia
ou
Fonte Geradora
Aterro
Resíduos
Matérias-
primas
Bens não
renováveis
Características
Semelhantes
Físicas
Químicas
Potencial de
Reutilização
Indústria Cerâmica
Indústria da Construção
Civil
Fatores que afetam a
Reciclagem de Resíduos:
• Contaminação
• Coleta
• Padrões/Especificações
TTAAXXAA DDEE RREECCIICCLLAAGGEEMM
Sucata → Liga Metálica
Restrições financeiras
Contaminações:
Plásticos,
Óleos,
Elementos Voláteis
TAXA DE RECICLAGEMTAXA DE RECICLAGEM
% Produção Secundária
f(Primária)
f(Ciclo de Vida,
Aumento/Diminuição da
Produção Primária)
f(Preço do Metal)
Au, Ag, Pt: Alta Taxa Reciclagem Etapa de Fabricação
Reciclagem de Produtos Obsoletos
Pb: Alta taxa Reciclagem (Baterias)
Taxa de Reciclagem = 50%
Fe/Aço:Alta taxa Reciclagem (Importação de Sucatas)
Taxa de Reciclagem = 38%
Al/Cu: Taxa de Reciclagem = 20%
Outros Metais: Pequena taxa de Reciclagem (Usados como
Ligantes, Revestimentos...)
O PROBLEMA DA RECICLABILIDADE
A Extensão da Vida dos Materiais
O QUE ATRAPALHA:
• Falta de conscientização (educação)
• Falta de legislação
• Falta de incentivo governamental
• Falta de gerenciamento dos resíduos
• Falha no projeto dos produtos
– Mistura de materiais
– Materiais incompatíveis
– Materiais não identificados
– Design não voltado para limpeza
– Design não voltado para desmontagem
• Falta de tecnologia disponível
LINHAS DE REFERÊNCIA
O que pode ser feito?
Adotar a reciclagem em efeito cascata
Escolher materiais visando
tecnologias de reciclagem eficientes
Escolher aqueles materiais que facilmente
recuperam as características das suas serventias
iniciais.
Exemplo: A Alpha Methals, do grupo Cookson,
desenvolveu um novo sistema de embalagem
para as suas soldas em pasta. Hoje a embala-
gem é feita em estanho puro e, após seu uso,
pode ser completamente reciclada (junto com
os resíduos da pasta de solda) no mesmo
processo produtivo.
Escolher materiais visando
tecnologias de reciclagem eficientes
Escolher de preferência os polímeros termoplásticos,
em vez dos termofixos.
Polímeros Termoplásticos Termofixos
Plásticos HDPE PEBD PP Resinas epóxi
PVC PET Poliéster insaturado
PS PC Resinas fenólicas
Elastômeros SBS SB NBR PU
NR SBR
Facilitar a coleta e o transporte após o
uso
Para que um produto projetado com a
finalidade de ser reciclado seja
efetivamente inserido, no final do seu ciclo
de vida, em um sistema que o recicle, é
importante planejar os percursos da
reciclagem e o uso dos materiais
secundários.
Projetar em relação ao sistema de recuperação
dos produtos eliminados.
Exemplo: O chumbo e o ácido sulfúrico das
baterias dos carros, por exemplo, por força
de lei em alguns países, devem ser
recuperados, neste ponto, é interessante
pensar em tornar recicláveis também as
partes poliméricas existentes na bateria,
aproveitando assim uma estrutura já
existente.
Facilitar a coleta e o transporte após o uso
Minimizar o peso do produto.
Exemplo: O uso de PEBDL nas sacolas de
supermercados em adição ao PEAD,
possibilitou uma redução drástica na
quantidade de material utilizado na
fabricação deste produto de larga escala e,
desta forma, manteve-se a resistência
mecânica exigida.
Facilitar a coleta e o transporte após o uso
Projetar considerando a facilidade de
compactação dos produtos eliminados.
Facilitar a coleta e o transporte após o uso
Fornecer ao usuário informações sobre como
descartar-se do produto.
Exemplo: Nas garrafas de água da Evian
apresentada são dadas informações
(imagens) compreensíveis para os
consumidores, sobre o modo correto de
esmagá-las.
Codificar os vários materiais para definir o seu tipo.
MATERIAL RECICLADO
MATERIAL RECICLÁVEL
Identificar materiais
alumínio aço vidro
Papel reciclado
PET
Papel reciclável
PEAD PVC PEBD
PP PS OUTROS
LIXO
Indicações para identificar materiais
Fornecer informações complementares sobre a idade
do material, o número de reciclagens já efetuadas e
os aditivos utilizados.
Exemplo: É comum na recapagem dos
pneus serem introduzidas marcas
características do número de recapagens já
realizadas.
Indicações para identificar materiais
Indicar a presença de componentes contaminantes
ou materiais tóxicos e danosos.
Exemplo: Dispor de indicações claras para
facilitar a correta eliminação das pilhas e
baterias. Idem para as lâmpadas como as de
vapor de mercúrio (fluorescentes).
Indicações para identificar materiais
Usar sistemas padrões de identificação.
Exemplo: No computador portátil Think Pad,
produzido pela IBM, todos os componentes
de peso superior a 25 gramas são
codificados segundo as normas UNI 11469
Indicações para identificar materiais
Posicionar os códigos em lugares bem visíveis.
Exemplo: Nas garrafas de plástico (como em
muitos outros objetos que têm uma base de
apoio) é aconselhável inserir o código na
base.
Indicações para identificar materiais
Evitar operações de codificação posteriores à
produção dos componentes.
Minimizar o número de materiais
incompatíveis entre si
Durante o processo de reciclagem devem ser
separados os materiais incompatíveis entre si.
≠
Indicações para minimizar o número de
materiais incompatíveis entre si
Integrar as funções, minimizando o número de
componentes e de materiais integrados.
Indicações para minimizar o número de
materiais incompatíveis entre si
Quando possível, usar somente um tipo de material em
um produto ou em um subconjunto do produto, isto é,
aplicar a estratégia do monomaterial.
Indicações para minimizar o número de
materiais incompatíveis entre si
Em estruturas modulares, usar materiais
homogêneos, com diferentes processos de
transformação.
Exemplo: A GEP Plastic apresentou um protótipo
de geladeira cujas paredes externas e internas
(inclusive a porta) são feitas de poliestireno – a
parte externa é em poliestireno injetado, a interna
(a isolante) é, por sua vez, em poliestireno
espumado -, obtendo assim componentes
diferentes oriundos de um mesmo polímero de
base. Neste caso, é possível reciclar essas
paredes, sem ser necessário separar suas partes.
Indicações para minimizar o número de
materiais incompatíveis entre si
Em um mesmo produto ou subconjunto, usar
materiais compatíveis entre si.
Exemplo: As diferenças de estabilidade
térmica e das temperaturas de
transformação entre o PET e o PVC não
aconselham a combinação destes dois
materiais juntos em um mesmo produto.
Neste caso, as possibilidades de reutilização
do material seriam de fato muito reduzidas.
Evitar acabamentos de difícil remoção
Exemplo: Algumas embalagens de PP
(massas, biscoitos, etc...) possuem um tipo
de tinta de impressão que torna muito difícil
a homogeneização com a resina durante a
reciclagem (extrusão).
Facilitar a limpeza
Indicações facilitara limpeza
Usar tratamento de superfície
compatível com o material subordinado
Exemplo: Na garrafa de PVC, hoje em dia, é
comum etiquetas virem confeccionadas em
papel e coladas com adesivo; mas a etiqueta
poderia ser feita com uma película de PVC e
fixada mecanicamente, ou encaixada na
garrafa.
Indicações facilitar a limpeza
Optar pela pigmentação dos polímeros e não pela
sua pintura.
Indicações facilitar a limpeza
Evitar processos de injeção contendo agentes
contaminantes
Indicações facilitar a limpeza
Evitar o acréscimo de materiais para assinalar e
codificar
Exemplo: Assinalar e codificar os
componentes diretamente no molde de
injeção do produto através do rebaixamento
ou relevo no interior do próprio molde.
Projeto: Montagem x Desmontagem
Indicações facilitar a desmontagem
Facilitar a compostagem
Evitar a inserção de materiais não
biodegradáveis nos produtos destinados à
compostagem
Exemplo: Na sua maioria, as fraldas e os
absorventes descartáveis são produtos
constituídos por materiais mistos. Para as
partes de impermeabilização, por exemplo,
deveriam ser evitados os polímeros não bio
degradáveis.
Indicações para facilitar a compostagem
Evitar a inserção de materiais não
biodegradáveis nos produtos destinados à
compostagem
Exemplo: Os sacos para os lixos úmidos
(alimentares) deveriam ser confeccionados
em filme de material biodegradável, de
modo que não fosse necessária a separação
entre o saco e o conteúdo interno,
simplificando assim todo o processo.
Indicações para facilitar a compostagem
Facilitar a separação dos materiais não
biodegradáveis.
Exemplo: embalagens para carnes
produzidas com polímeros e absorventes de
sangue, onde o último, além de estar
contaminado com materiais putrecíveis é de
difícil separação da embalagem polimérica
de PS expandido.
Todos estes procedimentos, na
verdade são:
ECODESIGN
Década Estratégia
Ambiental
Objetivos Relação Economia-
Ambiente
Ferramentas
1970-1990 Negócio
convencional/
habitual
− Atendimento à
legislação
− Prevenção da
Poluição
−Orientada para o
Processo
−Custo fora da
empresa
−Estudos de
Impacto Ambiental
−Avaliação de
−Impacto Ambiental
−Auditorias
1990-2000 Responsabili-
dade do
produtor
− Eco-eficiência
− Eco-design
− Avaliação do
Ciclo de Vida
−Orientada para o
Produto
−Análise de Ciclo de
Vida
−Ecodesign
−Produção mais
Limpa
2000-....... Ecologia
Industrial
− Sustentabilidade
global
− Ecossistemas
Industriais
fechados
− Promoção de
troca de resíduos
−Sistêmica e integral:
materiais, produtos,
serviços, processos,
resíduos
−Análise de Fluxo
de Massa
−Análise de Fluxo
de Substância
Fonte: LUIZIO ,M.A. e FERRÃO, P. C. Ecologia Industrial: ferramentas para a gestão de resíduos,
aplicação aos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.Instituto Superior Técnico Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento, Lisboa, Portugal.(2003)
Evolução das Estratégias Ambientais
ECODESIGN: A técnica Ecodesign
propõe uma nova estratégia para o
desenvolvimento de produtos, associando
o sistema de gestão ambiental aos
materiais e processos de fabricação.
Aplicações
Processamento
Design
Escolha do
Material
Definição de Partes Desmontáveis
Facilidade de Remoção e desmonte
em partes e Materiais
Minimização de resíduos de processo
Preferência de Solda em Cantos com
relação à Colagem de Superfícies
Caracterização dos Materiais
Preferência por Macro-estruturas
Homogêneas
Minimização da Quantidade de Material Minimização de
Resíduos
Otimização da
desmontagem e
classificação de
Materiais
Possibilidade de
reciclagem
Reuso de Partes
Reprocessamento
e reuso em
Separado
Estágios de
Desenvolvimento
do produto Medidas para Otimizar a reciclagem
Efeitos na
Reciclagem
Design de Produtos Recicláveis
• Classificação
dos materiais
Metais
Polímeros
Cerâmicos
Aplicação pela
indústria
Classificação dos materiais pela indústria
Espessura de parede: 0,15 mm
%peso embalagem/conteúdo: 3,85
Densidade (g/cm3): 2,70
Espessura de parede: 0,30 mm
%peso embalagem/conteúdo: 2,90
Densidade (g/cm3): 1,35
Espessura de parede:
8,0 mm
%peso
embalagem/conteúdo:
46,80
Densidade (g/cm3): 2,70
SELEÇÃO DE MATERIAIS
Em resumo deve-se selecionar um material que:
1. Apresente as propriedades adequadas
Compromisso entre propriedades
2. Possa ser processado na forma desejável
3. Seja economicamente viável (matéria-prima e processo
de fabricação)
4. Possa ser reciclado (impacto ambiental)
Art. 32. As embalagens devem ser fabricadas com materiais que
propiciem a reutilização ou a reciclagem.
§ 1o Cabe aos respectivos responsáveis assegurar que as
embalagens sejam:
I - restritas em volume e peso às dimensões requeridas à
proteção do conteúdo e à comercialização do produto;
II - projetadas de forma a serem reutilizadas de maneira
tecnicamente viável e compatível com as exigências aplicáveis
ao produto que contêm;
III - recicladas, se a reutilização não for possível.
LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010
Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Cempre – Fev. 2005
Cempre – Fev. 2005
Cempre – Fev. 2005
Cempre – Fev. 2005
Cempre – Fev. 2005
Década Estratégia
Ambiental
Objetivos Relação Economia-
Ambiente
Ferramentas
1970-1990 Negócio
convencional/
habitual
− Atendimento à
legislação
− Prevenção da
Poluição
−Orientada para o
Processo
−Custo fora da
empresa
−Estudos de
Impacto Ambiental
−Avaliação de
−Impacto Ambiental
−Auditorias
1990-2000 Responsabili-
dade do
produtor
− Eco-eficiência
− Eco-design
− Avaliação do
Ciclo de Vida
−Orientada para o
Produto
−Análise de Ciclo de
Vida
−Eco-design
−Produção mais
Limpa
2000-....... Ecologia
Industrial
ECONOMIA
CIRCULAR
− Sustentabilidade
global
− Ecossistemas
Industriais
fechados
− Promoção de
troca de resíduos
−Sistêmica e integral:
materiais, produtos,
serviços, processos,
resíduos
−Análise de Fluxo
de Massa
−Análise de Fluxo
de Substância
Fonte: LUIZIO ,M.A. e FERRÃO, P. C. Ecologia Industrial: ferramentas para a gestão de resíduos,
aplicação aos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.Instituto Superior Técnico Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento, Lisboa, Portugal.(2003)
Evolução das Estratégias Ambientais
CICLO
HIDROGEOLÓGICO
ECOLOGIA INDUSTRIAL
A reestruturação dos sistemas industriais em direção à sustentabilidade deveria ter
como base os princípios organizacionais dos ecossistemas naturais.
A Ecologia Industrial e a Economia Ecológica, provenientes respectivamente
dos campos da engenharia e da economia, integram, cada uma a seu modo, o
paradigma do eco-desenvolvimento, que deve ser adotado em políticas de
desenvolvimento. Estas assumem assim a tarefa de transformação das
atividades produtivas e as combinam com a criação de novas estruturas de
organização dos sistemas econômicos balanceados com os ecossistemas
naturais.
Década Estratégia
Ambiental
Objetivos Relação Economia-
Ambiente
Ferramentas
1970-1990 Negócio
convencional/
habitual
− Atendimento à
legislação
− Prevenção da
Poluição
−Orientada para o
Processo
−Custo fora da
empresa
−Estudos de
Impacto Ambiental
−Avaliação de
−Impacto Ambiental
−Auditorias
1990-2000 Responsabili-
dade do
produtor
− Eco-eficiência
− Eco-design
− Avaliação do
Ciclo de Vida
−Orientada para o
Produto
−Análise de Ciclo de
Vida
−Eco-design
−Produção mais
Limpa
2000-....... Ecologia
Industrial
− Sustentabilidade
global
− Ecossistemas
Industriais
fechados
− Promoção de
troca de resíduos
−Sistêmica e integral:
materiais, produtos,
serviços, processos,
resíduos
−Análise de Fluxo
de Massa
−Análise de Fluxo
de Substância
Fonte: LUIZIO ,M.A. e FERRÃO, P. C. Ecologia Industrial: ferramentas para a gestão de resíduos,
aplicação aos resíduosde equipamentos eléctricos e electrónicos.Instituto Superior Técnico Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento, Lisboa, Portugal.(2003)
Evolução das Estratégias Ambientais
Análise de Fluxo de Substância (AFS)
Estudo da movimentação de material (ou substância) em uma cadeia de
processo produtivo (ou um empreendimento), compreendendo desde a
extração da natureza, transformações químicas, transporte, manufatura,
consumo, reciclagem e disposição final.
The contemporary European copper cycle: 1 year stocks and flows
S. Spatari, M. Bertram, K. Fuse, T. E. Graede and H. Rechberger
ECONOMIA CIRCULAR
DEMAT-EE-UFRGS
RECICLAGEM DE VIDROS
DEMAT-EE-UFRGS
Breve histórico:
fabricação de diferentes utensílios domésticos
armas rudimentares de defesa
amuleto e elementos decorativos
Aprox. 70 % SiO2, 12 a 13% Al2O3 e óxidos diversos - amorfa
Rochas vítreas formadas a partir de magmas
resfriamento
sem cristalização
OBSIDIANA Empregada desde o período neolítico 8000 a.C.
INTRODUÇÃO
DEMAT-EE-UFRGS
OBSIDIANA
Obsidiana negra
Obsidiana
‘floco de neve’
ou ‘nevada’
Obsidiana vermelha
(México)
Obsidiana verde
(Chile)
Cor: impurezas
Ex.: Fe e Mg cor verde
escuro ao preto
Padrão manchado:
cristais de cristobalita
(polimorfismo do quartzo )
Breve Histórico
DEMAT-EE-UFRGS
Lenda:mercadores fenícios que desembarcaram
nas costas da Síria e, necessitando de fogo, improvisaram
fogões, usando blocos de natrão para apoiar as panelas.
Fenícios
Egípcios
Disputam
a primazia
da
invenção
do vidro
Descobertas feitas em túmulos de 4000 a.C.
Pérolas de vidros de muitas cores
1400 a.C. Os egípcios confeccionavam
peças ocas
Produção de pequenos objetos
artísticos e decorativos
Aperfeiçoada
tecnologia de cores
Breve Histórico
Na2Al2SiO3O10.2H2O
300 a.C. uma grande descoberta revolucionou o vidro
SOPRO facilitou a obtenção
de frascos e
recipientes em
geral
OBS: o mesmo princípio ainda é utilizado para conformação
de embalagens, mesmo nas máquinas mais modernas
DEMAT-EE-UFRGSBreve Histórico
Queda
de Roma
O vidro praticamente desapareceu da Europa
Desenvolvimento
na Síria e Egito
Vitrais, lâmpadas e
objetos de fino
acabamento
Cruzadas Arte do vidro do Oriente para Veneza
FornosCausa de incêndios
1291 Ilha de Murano
Desenvolvimento do “CRISTALLO”
Vidro claro e transparente como um cristal
DEMAT-EE-UFRGSBreve Histórico
Com o desenvolvimento do
“Cristallo”
Criação das LENTES
Binóculos - 1590
Telescópios - 1611
Recipientes especiais
e termômetros
Desenvolvimento
da química
DEMAT-EE-UFRGSBreve Histórico
1880 produção mecânica
de garrafas
1900
produção vidro plano
contínuo através de
estiramento da folha
na vertical
DEMAT-EE-UFRGSBreve Histórico
Invenção do processo float, utilizado até hoje, em
que o vidro fundido é escorrido sobre um banho de
estanho líquido e sobre ele se enrijece.
destinado à construção civil e às indústrias
automobilística, de eletrodomésticos, móveis e outras
1952
Crystal-cathedral: a famosa igreja de vidro em Garden Grove, California
DEMAT-EE-UFRGSBreve Histórico
Para fazer frente à invasão dos campos tradicionais pelo uso do
vidro por similares, como o plástico, os fabricantes investem na
pesquisa de vidros para outras finalidades:
Atualmente
Vidros de alta densidade e que não escurecem pela ação de raios- –
vigias de observação em células nucleares de submarinos e laboratórios;
Vidros para janelas de observação das cápsulas espaciais – Vycor e vidro
de alumino-silicato;
Fabricação do nariz de mísseis – Pyroceram ( mais duros que o aço-
carbono, mais leves que o alumínio e até 9 vezes mais resistentes que o
vidro plano);
Vidros fluorescentes para amplificadores óticos, usados na região do
infravermelho e em lasers;
Fibras óticas
DEMAT-EE-UFRGSBreve Histórico
Vidros: se apresentam como sólidos
são duros
não mudam de forma
tem a mesma densidade dos cristais de mesma
composição
algumas propriedades comuns aos cristais
Primeira particularidade: os vidros não apresentam um
verdadeiro ponto de fusão ou temperatura liquidus como os
sólidos cristalinos
Transição vítrea
DEMAT-EE-UFRGSO Estado Vítreo
O termo vidro se refere aos sólidos amorfos que ao se fundirem tornam-
se líquidos viscosos e ao resfriarem se solidificam sem cristalizar
Vidro – pertence a um estado particular da matéria conhecido como
Estado Vítreo, que tem as seguintes propriedades:
Ausência de estruturas cristalinas (as substâncias do estado vítreo
são amorfas);
Não tem ponto de fusão definido (o vidro quando aquecido vai
amolecendo gradualmente até ter sua viscosidade tão reduzida que se
comporta como um líquido);
Não desvia o plano da luz polarizada quando é por esta atravessado;
Não é estável em temperaturas elevadas (pode cristalizar se mantido
por longo tempo a uma temperatura acima do seu ponto de
amolecimento)
É geralmente transparente (embora existam vidros translúcidos e até
opacos);
São maus condutores de calor e eletricidade.
DEMAT-EE-UFRGSO Estado Vítreo
Vidro Composto Cristalino
Ordem em pequenas
distâncias
Ordem em grandes e
pequenas distâncias
Estrutura típica dos vidros:
DEMAT-EE-UFRGS
Tetraedro de sílica
SiO4
Silício
Vidros de Silicatos Alcalinos
Para reduzir a viscosidade do vidro de sílica
Adição de modificador de rede
Óxidos alcalinos (Sódio – Ligação iônica
com o oxigênio).
Geração de oxigênios não pontantes (que
não formam pontes entre átomos de silício)Mas,
diminuem a resistência química
em altas concentrações de álcalis, o vidro se torna solúvel em água
Si
Estruturas de alguns tipos de vidros:
DEMAT-EE-UFRGS
“amolecem” a estrutura do vidro - Fundentes
Interrupção na continuidade da rede: alguns dos átomos de oxigênio não
são mais compartilhados entre dois tetraedros, mas ligados somente a um
átomo de silício - quebram algumas ligações (pontes).
Na
O
Quantidades apreciáveis de muitos óxidos inorgânicos podem ser
incorporados aos vidros.
•Elementos que podem substituir o silício são chamados
"formadores de rede".
• A maioria dos cátions mono e bivalentes não entram na rede,
mas formam ligações iônicas com oxigênios não pontantes e são
chamados "modificadores de rede".
•Alguns íons bivalentes, como magnésio e zinco, podem tanto
ser formadores ou modificadores de rede,dependendo da
natureza e quantidades dos outros constituintes na composição
do vidro.
Vidros sodo-cálcicos
reduzir a solubilidade dos vidros de silicatos alcalinos
mantendo-se a facilidade de fusão
Adição de estabilizantes
CaO
MgO
Na
Si
O
Ca
adição de pequenas quantidades
de Al2O3 (0,6 a 2,5%)
aumenta a durabilidade química
DEMAT-EE-UFRGSEstruturas de alguns tipos de vidros
Vidros sodo-cálcicos
COMPOSIÇÕES TÍPICAS DE VIDROS SODO-CÁLCICOS (% em peso)
Vidro sodo-
cálcico
SiO2 Na2O K2O CaO MgO BaO Al2O3
Janelas 71 - 73 12 - 15 8 - 10 0,5 - 1,5
Pratos 71 - 73 12 - 14 10 - 12 0,5 - 1,5
Recipientes 70 - 74 13 16 10 13 0 - 0,5 1,5 - 2,5
Lâmpadas 73,6 16 0,6 5,2 3,6 1
DEMAT-EE-UFRGSEstruturas de alguns tipos de vidros
Por suas características, os vidros são um grupo à parte dos cerâmicos
Classificação:
DEMAT-EE-UFRGS
Quanto à composição química:
• Vidro de Sílica
• 96% de Sílica
• Sodo-cálcico
• Vidro de alto teor de chumbo
• Silicato de Chumbo
• Vidros de boro
• Alumino-Silicato
• Baixo teor de álcalis
DEMAT-EE-UFRGSClassificação
DEMAT-EE-UFRGS
Quanto ao processo de conformação:
Classificação
Quanto ao processo de fabricação:
Soprados: embalagens, potes, garrafas
Moldados/Prensados: artigos de mesa. Neste grupo
encontram-se as louças comuns (soda-cálcico) e artigos de forno
(boro-silicatos)
Estirados e Float: vidro liso ou chapas
Processo de Fibras
Processo de lã de vidro
Pode-se ainda dividir entre vidros comuns e vidros de engenharia
Quanto ao tratamento térmico posterior,tem-se ainda os vidros temperados
Ainda vidros reforçados por tratamento químico
Outras classificações:
DEMAT-EE-UFRGSClassificação
Tipos de vidro - Comerciais:
Tipo
Principais componentes (%)
Observações
SiO2 Al2O3 CaO Na2O B2O3 MgO PbO outros
Sílica fundida 99 Dilatação
térmica muito
baixa
Pyrex 81 2 4 12 Dilatação
térmica muito
baixa
Vidro de
janela
72 1 10 14 2 Alta
durabilidade
Fibra 54 14 16 10 4 Baixo teor de
álcalis
Termômetro 73 6 10 10 Estabilidade
dimensional
Vidraria de
mesa (ao Pb)
67 6 17 10
K2O
Alto índice de
refração
DEMAT-EE-UFRGS
DEMAT-EE-UFRGS
Matérias-primas:
Composição: Vidros Comuns, Sodo-Cálcicos:
(Na2O)x.(CaO)y .(SiO2)z
Matérias-Primas:
Areia - Fonte de SiO2
Calcários - Fonte de CaO e MgO
Soda Barrilha - Fonte de Na2O
Outras (Em menor proporção):
Feldspatos (Fonte de Al2O3) e Oxidantes (Nitratos, Sulfatos, etc.)
DEMAT-EE-UFRGS
Processamento:
Reação dos componentes
Dissolução do excedente de sílica que não reagiu
Refino e homogeneização
Repouso e acondicionamento térmico
ELABORAÇÃO DOS VIDROS
Etapas:
GASES
Devem ser eliminados
para que o vidro
apresente o grau de
homogeneização que
um vidro pronto requerPerdas de Fusão:
Gases: CO2, CO, SO3, SO2, NO2, H2O, O2, etc.
Matérias-Primas arrastadas pelos gases de combustão.
DEMAT-EE-UFRGS
2. RECICLAGEM DO VIDRO
Vidro Reciclado (Sucata) - A fusão da sucata não apresenta perdas.
- 100% reciclável
- pode ser reutilizado inúmeras vezes
- caco de vidro: oriundo de engarrafadoras, bares, residência, própria fábrica
- EUA e Europa – reciclam vidro desde a década de 70
- Brasil – 1985 – 1º Programa Nacional de aproveitamento de vidro
BENEFÍCIOS:
- Proteção do ambiente – vidro não é perecível
- Redução da poluição atmosférica – redução da temperatura de operação – redução de
emissões
- Economia de energia em até 22% - CONSUMO COMBUSTÍVEL
- Redução do desgaste dos refratários – MANUTENÇÃO FORNOS
- Redução do consumo de matéria-prima - CUSTO
- Facilita o processo de fusão e refino
DEMAT-EE-UFRGSReciclagem
Para retorno ao forno, o vidro deve estar isento de:
- Papel
- plásticos
- madeira
- louça
- tijolos
- ferro
- alumínio
- cobre
• Substâncias orgânicas:
alteram o equilíbrio Redox do banho fundido
• Partículas refratárias:
diminuem a resistência mecânica
• Metais e ligas:
podem variar a cor e, em alguns casos,
contribuem para aumentar o desgaste dos refratários
Não podem ser misturados vidros de composições diferentes
Vidros coloridos não devem ser misturados em vidros incolor
Cacos de vidros oriundos da própria fábrica – redução tamanho
Cacos de vidros oriundos de outras fontes – processo de seleção
DEMAT-EE-UFRGSReciclagem
Taxa de utilização: 15 a 65% do peso total da mistura
• Estudos revelam que pode ser utilizado até 90% sem perda da qualidade do vidro
Beneficiamento:
• lavagem
• separação granulométrica
• separação magnética
• trituração
• aspiração
• separação por cor
Vidros que não são reutilizados no processo de fabricação do
próprio vidro podem ser empregados em usos alternativos
FILME
Vantagens Econômicas
• Custo da composição.
• Consumo do combustível.
• Temperatura de Fusão
• Manutenção dos fornos.
• Equipamentos de precisão
para pesagem e mistura
das matérias-primas.
• Equipamentos
despoluidores
TUBOS DE RAIOS CATÓDICOS (CRT)
Óxido Painel (wt%) Funil (wt%) Pescoço
(wt%)
SiO2 66,50 59,30 56,20
PbO 0,03 19,60 22,10
Na2O 7,38 5,78 5,55
K2O 6,65 6,98 6,69
BaO 6,25 nd 0,17
SrO 6,79 0,06 0,08
Reciclagem de Papel
Processo de Fabricação
CELULOSE
Fibra retirada da madeira através de processos químicos industriais.
Matéria-prima fundamental para a produção de papel.
•Madeira: Celulose (45 a 50%) + lignina (28 a 30%)
•Praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir
celulose.
•Cada espécie produz fibras de celulose com características
específicas, o que confere ao papel propriedades especiais.
•A partir dos anos 60 a espécie eucalipto tornou-se amplamente
utilizada como a principal fonte de fibra para fabricação do papel.
• O país tem importância destacada na fabricação de celulose de
fibra curta derivada de eucalipto.
•Vantagens:
•tempo de crescimento das árvores – sete anos em média no
Brasil, ante 30 a 40 anos dos pinheiros plantados nos países
do norte da Europa – devido as condições climáticas.
•eficiência obtida no manejo florestal.
• Principais fontes de madeira utilizadas para a produção de
celulose: florestas plantadas de pinus e de eucalipto, responsáveis
por mais de 98% do volume produzido
Fibra longa – A celulose de fibra longa, originária de espécies coníferas como o pinus
– plantada no Brasil –, tem comprimento entre 2 e 5 milímetros. É utilizada na
fabricação de papéis que demandam mais resistência, como os de embalagens, e nas
camadas internas do papelcartão, além do papel jornal.
Fibra curta – A celulose de fibra curta, com 0,5 a 2 milímetros de comprimento, deriva
principalmente do eucalipto. Essas fibras são ideais para a produção de papéis como
os de imprimir e escrever e de fins sanitários (papel higiênico, toalhas de papel,
guardanapos). As fibras do eucalipto também compõem papéis especiais, entre outros
itens. Elas têm menor resistência, com alta maciez e boa absorção.
Fabricação de celulose
Etapas de cozimento
– Processo Contínuo
Processo Kraft
Licor Branco: Hidróxido de sódio + sulfeto de sódio + outros
tipos de sais de sódio em pequenas quantidades
Licor do cozimento anterior, contendo constituintes de
madeiras não dissolvidos, bem como reagentes não
consumidos.
Este licor é usado como diluente para assegurar uma
boa circulação da carga, sem introduzir quantidade extra
de água
Branqueamento
Objetivos do branqueamento
➢ A lignina é responsável pela tonalidade escura da polpa
de celulose.
➢ Dependendo do grau de cozimento efetuado, a polpa
pode conter até 5% de lignina.
➢ A remoção da lignina é necessária, não só para se obter
uma celulose pura, mas também para dar um aspecto de
alvura elevado, característica fundamental de um produto
final com alta qualidade.
➢ Branquear a celulose é levar a fibra ao seu estado natural
de alvura, que é o branco.
Simbologia
ESTÁGIOS CÓDIGO PRODUTO QUÍMICO
Cloração C Cloro gasoso
Extração alcalina E Soda cáustica
Hipocloração H Hipoclorito de Na ou Ca
Dióxido de cloro D Dióxido de cloro
Peróxido P Peróxido de hidrogênio
Oxigênio O Oxigênio (O2)
Ozônio Z Ozônio (O3)
Extração oxidativa EO NaOH e O2
Extração alcalina com
peróxido
EP Soda cáustica e peróxido de
hidrogênio
TENDÊNCIAS
Até pouco tempo atrás, o cloro era o agente alvejante
mais empregado nas indústrias.
O aumento das pressões ambientais, tem provocado
uma considerável redução no consumo do cloro e o
aumento do consumo de outros alvejantes (peróxido de
hidrogênio, oxigênio, hipoclorito de sódio, entre outros).
Problema das sequências
com alto índice de cloro
➢ A quantidade de compostos organoclorados
liberados para o meio ambiente nas águas de
lavagens.
➢ A quantidade desses compostos é agrupada pela
sigla AOX = Adsorbable Organic Halogen
➢ AOX: São compostos halogenados não
hidrofóbicos mais solúveis em água que em
solventes orgânicos e que apresentam a tendência
de serem adsorvidos em superfícies sólidas
Pressões Ambientais
➢ Primeiro houve a eliminação do cloro livre (Cl2) ou
elementar, sendo adotadas sequências ECF
➢ Elemental Chlorine Free
➢ Atualmente, o objetivo é eliminação total do cloro das
sequências de branqueamento= TCF
➢ Totally Chlorine Free
Conceito TEF
➢ Total Effluent Free
➢ Prevê unidades com mínima geração de
efluentes. A água de lavagem ficaria em circuito
fechado
➢ Atualmente
60m3 de H2O /tonelada de polpa
Com o conceito TEF é previsto uma redução para
20 a 25m3 de H2O /tonelada de polpa
Emissões Atmosféricas
Processos de produção de celulose:material particulado e
de compostos reduzidos de enxofre.
Caldeiras de geração de vapor: emanações dependentes do
combustível usado.
Os compostos reduzidos são uma mistura dos gases sulfeto
de hidrogênio, metil mercaptana, sulfeto de dimetila e
dissulfeto de dimetila e são chamados de TRS.
Composição qualitativa dos poluentes
atmosféricos
Resumo das emissões por fonte
Celulose
Desagregada ou Desfibrada
PAPEL
FABRICAÇÃO DO PAPEL
DEFINIÇÃO:
O termo papel é dado a uma folha formada, seca e acabada,
de uma suspensão de fibras vegetais, as quais foram
desintegradas, refinadas e depuradas e tiveram ou não a
adição de outros ingredientes, para dar ao produto final,
características de utilização.
FABRICAÇÃO DO PAPEL
MANUFATURA DO PAPEL:
É quase uma operação mecânica , apesar
dos aspectos físicos e químicos serem
importantes.
O princípio da fabricação do papel é a
tendência das fibras celulósicas se unirem e
assim permanecerem após secas.
FABRICAÇÃO DO PAPEL
HISTÓRIA DO PAPEL:
Foi no ano 105, oficialmente, que se
utilizou o papel pela primeira vez,
embora ainda não fosse exatamente o
papel como hoje é conhecido. O processo
de fabricação era todo artesanal, mas
supria as necessidades da época.
Ts'Ai Lun, oficial do Império Chinês, foi
quem desenvolveu a técnica.
FABRICAÇÃO DO PAPEL
MÁQUINA DE PAPEL:
Em 1799 – O francês Nicolas Louis Robert inventa a primeira
máquina contínua de fazer papel.
FABRICAÇÃO DO PAPEL
MÁQUINA DE PAPEL:
Em 1803 - Os irmãos Fourdrinier, adquirirem a patente de
Louis Robert e aperfeiçoaram a máquina de papel.
MÁQUINA DE PAPEL
MÁQUINA DE PAPEL
MÁQUINA DE PAPEL
MÁQUINA DE PAPEL
http://www.alibaba.com/catalog/11003991/Paper_Manufacturing_Machine_Complete_Plant_Working_Cond/showimg.html
FABRICAÇÃO DO PAPEL
PREPARAÇÃO PARA A FABRICAÇÃO DO PAPEL:
FARDOS DE CELULOSE
DESAGREGADOR
HYDRAPULPER
MÁQUINA DE PAPEL
FABRICAÇÃO DO PAPEL
PREPARAÇÃO PARA A FABRICAÇÃO DO PAPEL:
DESAGREGADOR - HYDRAPULPER
FABRICAÇÃO DO PAPEL
EXPLORAÇÃO
DESCASCAMENTO PICAGEM CLASSIFICAÇÃO
DIGESTOR E
TANQUE DE
DESCOMPRESSÃOREFINO,
DEPURAÇÃO
E LAVAGEM
BRANQUEAMENTO
LAVAGEM
TANQUE DE
MASSA
FABRICAÇÃO DO PAPEL
FABRICAÇÃO DO PAPEL
CAIXA DE ENTRADA:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
FORMAÇÃO DA FOLHA::
FABRICAÇÃO DO PAPEL
MESA PLANA:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
DESAGUADORES:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
ROLOS DE SUCÇÃO:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
PRESAGEM:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
PRÉ-SECAGEM:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
CALIBRAGEM DE ESPESSURA:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
SECAGEM FINAL:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
CALANDRAGEM:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
ROLO JUMBO:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
BOBINAS:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
CORTADEIRA:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
EMPACOTAMENTO:
Embalagem/Armazenagem
FABRICAÇÃO DO PAPEL
ARMAZENAGEM:
FABRICAÇÃO DO PAPEL
TRANSPORTE:
Adição de Cargas Processo Extremamente Antigo
Antigamente Papéis adulterados
Atualmente imprescindíveis para a fabricação de papel
•Aumentam a opacidade
•Lisura
•Absorção
Aditivos
•Reciptividade à tinta de impressão
Benefícios
Requisitos
•Ter brancura compatível com o papel
•Alto índice de refração
•Baixa abrasividade
•Quimicamente Inerte
•Não promova reações desfavoráveis com os outros constituintes da
formulação
Alguns Exemplos
• Silicato de alumínio hidratado - diversos depósitos naturais - É a carga mais
empregada na indústria papeleira
• Aumento da opacidade
• Redução das características físicas e mecânicas
Caulim
• Aumento de lisura, brilho e da imprimibilidade
Carbonato de Cálcio
•Melhor alvura, opacidade, lisura e boa recepção de tintas de impressão.
FILME
Efluentes Líquidos
Os efluentes líquidos gerados pela tipologia celulose-papel
são extremamente variáveis, tanto em características
qualitativas quanto em quantidades por unidade de produto.
Branqueamento etapa do processo mais crítica
Os despejos líquidos da fabricação e papel originam-se na
máquina de papel, refinadores, caixas de regulagem de
consistência e mistura de massa nas peneiras
depuradoras.
As cargas poluidoras dependem fundamentalmente do tipo
de papel fabricado e da prática ou não da recirculação da
água branca.
Com as fibras reaproveitadas a partir da reciclagem das
aparas, podem ser produzidos vários tipos de papel, como:
papel para impressão, papel para escrever, papel para
embalagem, papel para fins sanitários, cartões e cartolinas
e papelão (miolo, capas...).
Podem ser utilizados desde processo artesanal até
processos industriais para permitir a reciclagem do papel.
RECICLAGEM DE PAPEL
FABRICAÇÃO DO PAPEL
PREPARAÇÃO PARA A FABRICAÇÃO DO PAPEL:
DESAGREGADOR
HYDRAPULPER
APARAS
MÁQUINA DE
PAPEL
◦ Brasil: 75% de papel reciclado é pré-consumo, e apenas 25%
pós-consumo → sobras de produção de indústrias de celulose,
papel e/ou gráficas.
EXPLORAÇÃO
DESCASCAMENTO PICAGEM CLASSIFICAÇÃO
DIGESTOR E
TANQUE DE
DESCOMPRESSÃOREFINO,
DEPURAÇÃO
E LAVAGEM
BRANQUEAMENTO
LAVAGEM
TANQUE DE
MASSA
FABRICAÇÃO DO PAPEL
FABRICAÇÃO DO PAPEL:
Com a reciclagem não é necessário a retirada da
lignina, o que economiza energia e reagentes químicos.
Reduz emissões e resíduos
FABRICAÇÃO DO PAPEL
PROCESSO INDUSTRIAL
Produtos
Somente alguns tipos de papéis podem ser reciclados, e todos eles perdem parte de
suas propriedades com o processo → deve-se buscar a melhor rentabilidade da
matéria-prima reciclada.
Coleta
Resíduo sólido urbano:
• Coleta seletiva domiciliar;
• Catadores;
• Postos de coleta;
• Postos de troca $$$
Padrão de cor
Papel = azul
Reciclagem de embalagem Tetra Pack
Plástico + Papel + Metal
artesanal industrial
telhas
canetas
Reciclagem
Outra opção
embalagens
hidrapulper
Recuperação
das fibras de celulose
FILME
RECICLAGEM
DE POLÍMEROS
Fonte: http://www.suzanopetroquimica.com.br/website/home/SobreaEmpresa/osetorpetroquimico.cfm
Estrutura do Setor Petroquímico
http://www.suzanopetroquimica.com.br/website/home/SobreaEmpresa/osetorpetroquimico.cfm
Cadeia Produtiva
Uso do Petróleo
Fonte: http://www.plastivida.org.br
Consulta: 02/11/13
*
Plásticos também podem ser obtidos da cana-de-açúcar (via
desidratação do etanol) e do milho (amido).
http://www.plastivida.org.br/
Plásticos / Polímeros
➢ Do grego plastikós, que significa adequado à moldagem.
Classificação dos polímeros
1. Estrutura Química: cadeia carbônica / cadeia
heterogênea.
2. Método de Preparação: adição/condensação.
3. Comportamento Mecânico:
plástico/fibra/elastômero.
4. Comportamento Térmico:
Termoplástico/Termofixo.
5. Aplicação.
Classificação Plásticos / Polímeros
1. ESTRUTURA QUÍMICA
➢ Cadeia carbônica
➢ Cadeia heterogênea
2. MÉTODO DE PREPARAÇÃO
➢ Adição
➢ Condensação
Classificação Plásticos / Polímeros
3. COMPORTAMENTO MECÂNICO
➢ Fibra
➢ Plástico
➢ Elastômero
Classificação Plásticos / Polímeros
4. COMPORTAMENTO TÉRMICO
➢ Termoplásticos
- Fundem e formam fluxo viscoso;
- Solidificam por resfriamento;
- Processo reversível;
- PE, PP, PVC, PS, PET.
➢ Termofixos
- Infusíveis;
- Formam ligações cruzadas intermoleculares;
- Não podem ser reprocessados após a cura;
- Resina epóxi, fenólicas, PU, Poliéster.
Classificação Plásticos / Polímeros
Usos Plásticos / Polímeros
Plásticos / Polímeros: Porque são problema?
➢ A partir da década de 1960: modernização das embalagens para
produtos industrializados (antes papéis, papelão, latas e vidros).
➢ Plásticos: Baixo custo, impermeáveis, flexíveis, resistentes, amplo uso.
➢ PORÉM suas cadeias longas e complexas dificultam a degradação (100
– 150 e até 500 anos).
➢ Descarte em aterros sanitários.
➢ Contaminam rios, oceanos.
Pneus
Plásticos Recicláveis Plásticos Não Recicláveis
Garrafas (refrigerante, suco, água) Cabos de panelas
Embalagens de material de limpeza Tomadas elétricas
Embalagens de material de higiene Embalagens de biscoitos
Copinhos de café Fraldas descartáveis
Embalagens de margarina
Canos e tubos
Sacos plásticos em geral
Plástico-bolhaBaldes e bacias
Brinquedos
Carcaça de computadores
CD's
Carcaças de eletrodomésticos
Códigos de identificação de materiais
recicláveis
COLETA E SEPARAÇÃO
➢ Catação ou coleta.
➢ Triagem dos diferentes tipos de materiais
(papel, metal, plásticos, madeiras, etc.).
➢ Separação dos diferentes tipos de plásticos
(aspecto visual, ensaios de chama, densidade,
simbologia, tipo de embalagem).
Importância da separação: na refusão de misturas, alguns plásticos se
degradam em temperaturas nas quais outros ainda nem sequer fundiram.
Temperaturas de fusão
Reciclagem
Reciclagem Mecânica
SELEÇÃO MANUAL
Reciclagem Mecânica
• aspecto visual (cor, brilho, barulho);
• ensaios de chama;
• densidade;
• simbologia;
• tipo de embalagem.
Separação e Triagem por tipo de Plástico
Etapas - Separação
Densidade
Material Densidade (g/cm3)
Madeira 0,400-0,800
Polipropileno 0,900-0,910
Polietileno de Baixa Densidade 0,910-0,930
Polietileno de Alta Densidade 0,940-0,960
Água 1,000
Poliestireno 1,040-1,080
Poli(cloreto de vinila) 1,220-1,300
Poli(tereftalato de etileno) 1,220-1,400
Vidro 2,400-2,800
Alumínio 2,550-2,800
Reciclagem
Reciclagem Mecânica
A reciclagem mecânica consiste na conversão dos
descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo
em grânulos, que podem ser reutilizados na produção
de outros produtos.
Produtos
• sacos de lixo, solados, pisos, mangueiras;
• componentes de automóveis, fibras;
• embalagens não-alimentícias e muitos outros.
Reciclagem Mecânica
Etapas básicas da reciclagem mecânica:
• Sistema de coleta dos descartes (coleta seletiva,
triagem dos diferentes tipos de plásticos;
• Limpeza para retirada de sujeiras e restos de
conteúdos;
• Revalorização (produção do plástico granulado).
Reciclagem Mecânica
Reciclagem primária ou pré consumo
Reciclagem secundária ou pós consumo
Resíduos
Plásticos
Separação Moagem Lavagem Secagem Aglutinação
Extrusão
Granulação
Produto
finalColeta
Materiais
Contaminantes
primária
secundária
Reciclagem Mecânica
• materiais termorrígidos;
• aço, alumínio, vidro, papel, tintas, vernizes, resíduo
de alimentos ou sujidades;
Materiais Contaminantes:
Diminuem o valor relativo da
reciclabilidade
Reciclagem Mecânica
Moagem
Moinho de facas
Reciclagem Mecânica
LAVADORES E SECADORES
Reciclagem Mecânica
AGLUTINAÇÃO
Reciclagem Mecânica
EXTRUSÃO
Reciclagem Química
A reciclagem química re-processa plásticos
transformando-os em produtos petroquímicos básicos:
monômeros ou misturas de hidrocarbonetos que
servem como matéria-prima, em refinarias ou
centrais petroquímicas, para a obtenção de outros
produtos.
Reciclagem Química
Recuperação dos componentes químicos individuais
para serem reutilizados como produtos químicos ou
para a produção de novos plásticos.
Objetivo da reciclagem química
Reciclagem Química
HIDROGENAÇÃO: cadeias são quebradas mediante o
tratamento com hidrogênio e calor, gerando produtos
capazes de serem processados em refinarias.
GASEIFICAÇÃO: os plásticos são aquecidos com ar
ou oxigênio, gerando-se gás de síntese contendo
monóxido de carbono e hidrogênio.
QUIMÓLISE: consiste na quebra parcial ou total dos
plásticos em monômeros na presença de
glicol/metanol e água.
PIRÓLISE: é a quebra das moléculas pela ação do
calor na ausência de oxigênio. Este processo gera
frações de hidrocarbonetos capazes de serem
processados em refinarias.
Reciclagem Energética
Reaproveitamento dos resíduos
plásticos como combustível na
geração de energia elétrica.
Via
Reciclagem Energética
Usina de Saint-
Queen (França)
15400
MW/ano
70000
pessoas
Reciclagem
energética
gera
*
Reciclagem
Plásticos Biodegradáveis (intrinsicamente biodegradáveis)
Pesquisados desde a
década de 30
Plásticos
Biodegradáveis
Características
Podem ser destruídos por microrganismos do próprio meio,
transformando-se em gás carbônico e água.
Brasil (PHB) Sacarose da cana
de açúcar
Produção, ainda pequena, é voltada para o mercado externo de
embalagens, vasos e materiais descartáveis.
poli-b-(hidroxibutirato)
Fonte: MADISON e HUISMAN, 1999.
Degradação de frascos de P(3HB-co-3HV) em esgoto
Plásticos degradáveis
Fonte: www.biomater.com.br, consulta 02/11/13
➢ Resinas Biomater são produzidas a partir de
matérias primas renováveis como amido de
mandioca, milho ou batata, que são utilizadas
para a produção de embalagens da indústria dos
plásticos.
Fonte: www.reciclaveis.com.br, consulta 02/11/13
http://www.biomater.com.br/
http://www.reciclaveis.com.br/
Plásticos degradáveis
➢ Linha de biodegradáveis da BASF:
- Ecoflex®, plástico desenvolvido na Alemanha, não deixa nenhuma
substância tóxica no solo ao se decompor, o que torna o produto
biocompatível e completamente compostável.
- Ecobras™, desenvolvido no Brasil em parceria com a Corn Products
International, é uma blenda de Ecoflex® com amido de milho.
- Ecovio® é uma resina com base renovável, o PLA (Ácido Polilático),
derivado do milho.
*
Podem ser processados da mesma maneira que os plásticos
convencionais (extrusão de filmes, chapas, monofilamentos, sopro,
termoformação a vácuo, injeção e colaminação com papel).
Usos em embalagens injetadas, filmes para a produção de tubetes,
sacolas plásticas, embalagens para cosméticos, embalagens alimentícias,
além de outras alternativas.
Reciclagem em números
Demanda de plásticos na Europa – 2012
Reciclagem em números
Disposição em aterro, reciclagem e recuperação energética em 2012,
na Europa
Reciclagem em números
Iniciativa: Zero Plastic to Landfill até 2020 na Europa. 15 membros da comunidade
Européia ainda descartam em aterro 60% de seu lixo plástico.
Reciclagem em números
Reciclagem mecânica de materiais plásticos no Brasil 2011
Reciclagem em números
*
www.plastivida.org.br, consulta em 02/11/13
http://www.plastivida.org.br/
Pneus
O QUE FAZER?
Devolva para a
loja de pneus
para que ela
envie ao
fabricante
LEGISLAÇÃO
RESOLUÇÃO CONAMA No 258, DE 26 DE AGOSTO DE 1999
determina que os fabricantes e importadores de pneus ficam
obrigadas a coletar e dar destinação final, ambientalmente
adequado aos pneus descartados no território nacional. A
partir de 01-01-2002 para cada quatro pneus novos
colocados no mercado nacional, um pneu descartado deveria
ser recolhido. Em 2003 deveriam ser recolhidos dois pneus
descartados para cada quatro novos pneus. Até que em 2005
deverão ser recolhidos cinco pneus descartados para cada
quatro novos pneus produzidos ou importados. A partir de
02-12-1999 está proibida a disposição de pneus descartados
em aterros sanitários, mar, rios, lagos ou riachos, terrenos
baldios ou alagadiços e queima a céu aberto.
Processos de Reciclagem
Controle de Entrada
Desmontagem Inicial (Manual)
Retirada de Contaminantes
Documentação dos Resultados
Estudo da Possibilidade de Automatização
Determinação da Possibilidade de Venda das
Partes
Projeto: Montagem x Desmontagem
Soweto – África do Sul - 2018
Nova Deli
Outubro de 2019
Porto Alegre, Av. Bento Gonçalves - 2018
https://www.seda-international.com/
http://www.sedabrasil.com.br/SEDA
Alameda Terracota 215 sala 906 - Bairro Cerâmica
São Caetano do Sul - SP
09531-190
SEDA-Umwelttechnik GmbH
Schwendter Straße 10
6345 Kössen
AUSTRIA
https://youtu.be/ZVeV8C6cZ8A
https://youtu.be/ZVeV8C6cZ8A
Filtro
C
ic
lo
n
e
Pó
Alimentação
Fração
Pesada
Fração
Leve
Entrada de Ar
Cominuição
Separação por Tamanho de Partícula
Separação por Diferença de Densidade
Separação por Diferença de Propriedades Magnéticas
Processamento Mecânico
Separação por Diferença de Condutividade
Cominuição
• Moinho de Bolas
• Britador de Mandíbulas
• Fragilização Criogênica
• Moinho de Facas
• Moinho de Martelos (Shredder)
Moinho de Facas
Beneficiamento
Operações Unitárias
Cominuição:
Britador de
Mandíbulas
Britador
Giratório
Moinho de
Bolas/Barras
WORKSHOP: GERENCIAMENTODE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Equipamentos de Moagem
TAMANHO DE PARTÍCULA
(mm)
MATERIALPROCESSO PRINCÍPIO
ALIMENTAÇÃO PRODUTO
CAPACIDADE
(th-1)
ENERGIA
REQUERIDA
(kWht-1)
APROPRIADO NÃO
APROPRIADO
Britador de
Mandíbulas
Pressão 150-3000 25-250 10-1000 0,2-0,7 Dureza elevada
a média
Dúcteis, viscosos
Britador
Rotatório
Pressão 150-1800 25-250 35-3500 0,15-0,5 Dureza elevada
a média
Dúcteis, viscosos
Britador de
Rolos dentados
Cisalhamento 75-500 50-200 5-1000 0,15-0,4 Friável Dureza elevada
Moinho de
Impacto
Impacto 2-250 0,3-50 0,2-600 0,4-7 Dureza elevada
a média
Moinho de
Martelos
Impacto e
Cisalhamento
0,8-500 0,04-50 0,05-400 0,7-150 Não Abrasivos Abrasivos
Moinho de
Bolas
Impacto
Abrasão
5-20 0,05-0,5 2-12 10-30 Dureza elevada
a média
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Fe
NFFinos
1 - Correia Transportadora
2 - Rolos Compressores
3 - Shredder
4 - Grade
5 - Grossos
6 - Correia Vibratória
7 - Sucção
8 - Lavador de Gases/Ar
9 - Finos
10 - Separador Magnético
11 - Correias Transportadoras
SHREDDER
The monster eats: https://youtu.be/T5wetWXtkNo
Car shredder: https://youtu.be/hpErNhaMfx0
https://youtu.be/T5wetWXtkNo
https://youtu.be/hpErNhaMfx0
https://youtu.be/1o2OCir23lg
https://youtu.be/1o2OCir23lg
CARRO VELHO
FRAÇÃO
MAGNÉTICA
FRAÇÃO
LEVE
FRAÇÃO NÃO-MAGNÉTICA
MÉTODOS DE SEPARAÇÃO FÍSICA
•Classificação Manual
•Separação por Peneiras
•Separação por Diferença de Densidade
•Separação Magnética
•Separação por Diferença de Condutividade Elétrica
•Classificadores (Fotometria, Raio X, Código de Barras)
Beneficiamento
Operações Unitárias
Peneiramento:
Peneiras Vibratórias
Peneira Estática
Peneira Rotativa (Trommel)
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Separação Gravimétrica: Meios densos
https://youtu.be/eO-X8Gw2nXY?t=38
https://youtu.be/eO-X8Gw2nXY?t=38
Separação Gravimétrica: Meios densos
Separador Estático
Cônico
Cone de Chance
Separador Dinâmico: Ciclone
Water-Only-Ciclone
Mesa concentradora (filmes d´água)
Beneficiamento
Operações Unitárias
Classificação:
Espiral
Hidrociclone
Espiral c/ moinho
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Beneficiamento
Operações Unitárias
Concentração Gravimétrica:
Jigue Mesa
Vibratória
Concentrador
Centrífugo
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Separação: Propriedades
Magnéticas
https://youtu.be/esy0LclzLNg
https://youtu.be/esy0LclzLNg
Beneficiamento
Operações Unitárias
Separação Magnética:
Tambores
Magnétic
os
Overband
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
•Separação Magnética
https://www.youtube.com/watch?v=RaOh3ol6RFQ
Separador Magnético
Separação: Propriedades
Elétricas
https://youtu.be/ixLSLmvlP1I?t=103
https://youtu.be/ixLSLmvlP1I?t=103
Beneficiamento
Operações Unitárias
Separação Eletrostática:
Separador
de Coluna Precipitador Precipitador (esquemático)
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Classificação: Corrente Eddy
Metal Condutividade Elétrica
(ohm/m)
Densidade
(kg/m3)
/
Alumínio 0,36 x 108 2,7 x 103 13,0 x 103
Cobre 0,59 x 108 8,9 x 103 6,7 x 103
Prata 0,63 x 108 10,5 x 103 6,0 x 103
Zinco 0,17 x 108 7,1 x 103 2,4 x 103
Latão 0,14 x 108 8,5 x 103 1,7 x 103
Estanho 0,09 x 108 7,3 x 103 1,2 x 103
Chumbo 0,05 x 108 11,3 x 103 0,4 x 103
Sensor de forma, composição química, densidade, cor, etc...
Separador Ótico
METAIS CROSTA TERRESTRE:
1. Óxidos (Fe2O3, Cu2O, ...)
2. Sulfetos (PbS, ZnS, Cu2S...)
3. Carbonatos, Silicatos (FeCO3, ZrSiO3,...)
4. Não Combinados (Ag, Au, Pt)
Minério
Processamento
Mineral:
Moagem,
Classificação,
Aglomeração...
Ganga
(Rejeito)
Concentrado
(Matéria-Prima
Primária)
Sucata
Processamento
Mecânico
Matéria-Prima
Secundária
Desmontagem
Processos Pirometalúrgicos,
Hidrometalúrgicos, Eletrometalúrgicos
METAL
Minério = minerais metálicos associados
a outros minerais indesejados (ganga)
Metalurgia Extrativa
Hidrometalurgia Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Produção de Metal Bruto
Processos de Refinação
Preparação do Minério
Mineração
Desmonte –
Explosões de Rochas
Mina a Céu Aberto
Drenagem ácida: mina abandonada de San
Quintín (Ciudad Real, Espanha)
http://verbetes.cetem.gov.br/verbetes/ExibeVerbete.aspx?verid=110
http://verbetes.cetem.gov.br/verbetes/ExibeVerbete.aspx?verid=110
Fonte: Jornal O Globo, 07/07/1974.
FONTE: BRANDT, 2008
FONTE: GOOGLE EARTH
C
H
U
Q
U
IC
A
M
A
T
A
-
C
H
IL
E
CHUQUICAMATA -
CHILE
CHUQUICAMATA: (a 16
km de Calama – CHILE)
Início Operações: 1913
Dimensões: 8.000.000 m² e
+ de 1000m de profundidade
https://www.terram.cl/2019/08/chuquicamata-subterranea-el-mayor-proyecto-de-codelco-en-su-historia-ya-es-una-realidad/
https://www.terram.cl/2019/08/chuquicamata-subterranea-el-mayor-proyecto-de-codelco-en-su-historia-ya-es-una-realidad/
MINAS SUBTERRÂNEAS
Operações de carga de mineral. Mina de cobre Zaldivar (Chile)
PREPARAÇÃO DO MINÉRIO
METALURGIA PRIMÁRIA
Hidrometalurgia Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Produção de Metal Bruto
Processos de Refinação
Preparação do Minério
Mineração
METALURGIA SECUNDÁRIA
Hidrometalurgia Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Processos de Refinação
Sucata metálica
Resíduos
Caracterização
Pré-Tratamento
Processos
Pirometalúrgicos
Processos
Eletro-Hidrometalúrgicos
Metais (Ligas, Soluções)
Resíduos
Metal
Pirólise
Destilação
Concentrado
Secagem/Calcinação
RESÍDUO
SUCATA
Fundição
Hidrometalurgia
Eletrometalurgia
Metal
Resíduo
Cementação
Precipitação
Extração por
Solventes
Solução
Lixiviação
RESÍDUO
SUCATA
Eletrólise
Emissões
Pirometalurgia
Hidrometalurgia
– Extração de Metais simulando processos naturais de lavagem superficial
de rochas: lixiviação ou dissolução de metais
– Processo de lixiviação em água: muito lento
– Aceleração do processo com ácidos, álcalis, temperatura, pressão
• Vantagem:
– Processos baratos
• Desvantagens:
– Geração de efluentes
– Falta de seletividade
– Processo Lento
https://www.bonitoway.com.br/public/posts/bonito_ms_lama_e.png?1555095504
https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/2015/02/17/a-agua-que-escorre-pelo-vale-do-pati-quase-
sempre-tem-coloracao-vermelha-essa-fica-em-uma-nascente-nos-gerais-do-rio-preto-
1424180249892_956x500.jpg
Bonito
Chapada Diamantina
Esta coloração típica dos rios desta região da Chapada Diamantina deve-se a presença de matéria
orgânica dissolvida na água 45 adquirida nos topos das serras e morros adjacentes, cujo solos
arenosos e afloramentos rochosos possuem baixa capacidade de reter e fixar a matéria orgânica,
que acaba sendo dissolvida na água.
Chapada Diamantina
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/92758/cezar_rv_me_rcla.pdf;jsessionid=44D1B2593E
2BE9F6812A222EF627F49F?sequence=1https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/92758/cezar_rv_me_rcla.pdf;jsessionid=44D1B2593E2BE9F6812A222EF627F49F?sequence=1
https://gauchazh.clic
rbs.com.br/porto-
alegre/noticia/2019/0
2/da-origem-da-
poluicao-a-
recuperacao-das-
aguas-pesquisa-
revela-aspectos-
desconhecidos-
sobre-o-guaiba-
cjrmc74rb000e01oy
0l1t2gtz.html
https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2019/02/da-origem-da-poluicao-a-recuperacao-das-aguas-pesquisa-revela-aspectos-desconhecidos-sobre-o-guaiba-cjrmc74rb000e01oy0l1t2gtz.html
Hidrometalurgia
Metal
Resíduo
Cementação
Precipitação
Extração por
Solventes
Solução
Lixiviação
Eletrólise
1. Metal: solúvel em um solvente econômico
2. Recuperação do metal da solução:
econômica
3. Impurezas co-extraídas (co-dissolvidas):
passíveis de separação da solução
4. Solvente: recuperável para reutilização
5. Taxa de dissolução: alta (material poroso)
LIXIVIAÇÃO
1. IN SITU: Percolação da solução por gravidade no
mineral no solo
• Perigo contaminação águas
subterrâneas
• Perigo contato com explosivos
2. EM PILHAS OU DEPÓSITOS: Minério (0,1mm < d < 1mm)
3. POR PERCOLAÇÃO: Minério (5 mm < d < 20mm)
Percolação de solução em contra-corrente com o
minério colocado em tanques
4. COM AGITAÇÃO: Polpa de Finos (< 200 m)
Concentrados. Tanques com agitação a ar ou
mecânica.
TÉCNICAS DE
LIXIVIAÇÃO
H
id
r
o
m
e
ta
lu
r
g
ia
:
c
ia
n
e
ta
ç
ã
o
e
m
p
il
h
a
-
M
in
a
E
l
S
o
ld
a
d
o
(
C
h
il
e
)
.
H
id
r
o
m
e
ta
lu
r
g
ia
:
L
ix
iv
ia
ç
ã
o
d
e
c
o
b
r
e
e
m
p
il
h
a
-
M
in
a
E
l
S
o
ld
a
d
o
(
C
h
il
e
)
.
México – San Luis Potosi - Proceso de Cianuración por montones - Minera San
Xavier S.A. de C.V., producción de mineral 32,000 t/día, movimiento de tepetate
30,000 t/día, Producción anual 100,000 onzas de oro, 2.5 millones de onzas de
plata.
Lixiviação em tanques – Zinco – San Luis Potosi - México
LIXIVIAÇÃO SOB PRESSÃO: AUTOCLAVES
• Processos de Lixiviação: Lentos
– Dependem de Difusão do Meio Lixiviante no Sólido
• Lixiviante: disponível, barato
• Dissolução de óxidos de Co, Cu, Fe, Ni, Zn: H2SO4
– CuO + 2H+ = Cu2+ + H2O (pH: 1,2 a 2,2)
• Lixiviação de Bauxita em Soda Cáustica:
– Al2O3 + 2NaOH = 2NaAl2O3 + H2O
– Resíduo: Fe, Si, Ti
• Dissolução de Ouro em Cianeto:
– 4Au + 8NaCN +2H2O + O2 = 4NaAu(CN)2 + 4NaOH
Lixiviação
• Processos de Lixiviação: Lentos
– Dependem de Difusão do Meio Lixiviante no Sólido
• Lixiviante: disponível, barato
• Dissolução de óxidos de Co, Cu, Fe, Ni, Zn: H2SO4
– CuO + 2H+ = Cu2+ + H2O (pH: 1,2 a 2,2)
• Lixiviação de Bauxita em Soda Cáustica:
– Al2O3 + 2NaOH = 2NaAl2O3 + H2O
– Resíduo: Fe, Si, Ti
• Dissolução de Ouro em Cianeto:
– 4Au + 8NaCN +2H2O + O2 = 4NaAu(CN)2 + 4NaOH
Lixiviação
• Processos de Lixiviação: Lentos
– Dependem de Difusão do Meio Lixiviante no Sólido
• Lixiviante: disponível, barato
• Dissolução de óxidos de Co, Cu, Fe, Ni, Zn: H2SO4
– CuO + 2H+ = Cu2+ + H2O (pH: 1,2 a 2,2)
• Lixiviação de Bauxita em Soda Cáustica:
– Al2O3 + 2NaOH = 2NaAl2O3 + H2O
– Resíduo: Fe, Si, Ti
• Dissolução de Ouro em Cianeto:
– 4Au + 8NaCN +2H2O + O2 = 4NaAu(CN)2 + 4NaOH
Lixiviação
• Processos de Lixiviação: Lentos
– Dependem de Difusão do Meio Lixiviante no Sólido
• Lixiviante: disponível, barato
• Dissolução de óxidos de Co, Cu, Fe, Ni, Zn: H2SO4
– CuO + 2H+ = Cu2+ + H2O (pH: 1,2 a 2,2)
• Lixiviação de Bauxita em Soda Cáustica:
– Al2O3 + 2NaOH = 2NaAl2O3 + H2O
– Resíduo: Fe, Si, Ti
• Dissolução de Ouro em Cianeto:
– 4Au + 8NaCN +2H2O + O2 = 4NaAu(CN)2 + 4NaOH
Lixiviação
Hidrometalurgia
Metal
Resíduo
Cementação
Precipitação
Extração por
Solventes
Solução
Lixiviação
Eletrólise
https://i.ytimg.com/vi/WPzErdAYifo/sddefault.jpghttps://i.ytimg.com/vi/WPzErdAYifo/sddefault.jpg
Cementação
Deposição Granular de Cobre
quando em contato com uma Chapa de Aço:
CuSO4 + Fe= Cu + FeSO4
Lixiviação com
Ácido Sulfúrico:
CuO + H2SO4 = CuSO4 + H2O
Minério de Cobre
CuO
https://youtu.be/7jzKNQCGdTg
https://youtu.be/7jzKNQCGdTg
Cementação
Título do Organograma
Deposição Granular de Cobre
quando em contato com uma Chapa de Aço:
CuSO4 + Fe= Cu + FeSO4
Lixiviação com
Ácido Sulfúrico:
CuO + H2SO4 = CuSO4 + H2O
Minério de Cobre
CuO
https://i.ytimg.com/vi/vZIG7z336UU/hqdefault.jpg
https://youtu.be/yO9sl60XAZo
https://youtu.be/yO9sl60XAZo
1. Controle de pH
2. Controle de Temperatura (cristalização)
3. Precipitação química (adição de reagentes
químicos. Ex: gases como SO2, H2)
Ni(NH3)n
2+
(aq) → nNH3(g) + Ni
+2
(aq)
Ni
+2
(aq) + H2(g) → Ni(s) + 2H
+
(aq)
H
+
(aq) + NH3(g) → NH4
+
(aq)
PRECIPITAÇÃO SELETIVA
Extração por Solventes
Reagente e Complexo formado com
o metal= solúveis na fase orgânica e
insolúveis em água
Recuperação do íon metálicoda fase orgânica
Mistura do Lixiviado com um Líquido orgânico
contendo uma substância capaz de
formar um composto com o íon metálico
Processo de Lixiviação
M2+(aq) + 2RH (org) = R2M (org) + 2H
+
(aq)
Hidrometalurgia
Metal
Resíduo
Cementação
Precipitação
Extração por
Solventes
Solução
Lixiviação
Eletrólise
Eletrometalurgia
• Altos consumos de energia: baixa eficiência reações
eletroquímicas
• Processo: Célula eletroquímica:
– Corrente elétrica entre dois eletrodos imersos em uma solução
contendo o metal
– Deposição do metal sobre o cátodo
• Solução:
– Aquosa: Produzida em operações hidrometalúrgicas
– Sais fundidos: Extração de Alumínio e Magnésio
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://environmental.phelpsdodge.com/images/mining_process/electrorefining.GIF&imgrefurl=http://environmental.phelpsdodge.com/mining_process/5BElectrowinning.html&h=300&w=300&sz=32&hl=pt-BR&start=3&um=1&tbnid=FlIGkJmaSYLD2M:&tbnh=116&tbnw=116&prev=/images?q=ELECTROWINNING&svnum=10&um=1&hl=pt-BR&rls=GGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR&sa=X
Eletrometalurgia
• Eletrorefino:
– Metal impuro = Anodo
– Purificação do Metal no Cátodo
• Eletroobtenção:
– De metal a partir de uma solução
• VANTAGEM: Possibilidade de
obtenção de metais de alta pureza
MINÉRIOS
SULFETADOS
C
H
U
Q
U
IC
A
M
A
T
A
-
C
H
IL
E
h
tt
p
:/
/w
w
w
.n
u
e
v
a
m
in
e
ri
a
.c
o
m
/r
e
v
is
ta
/f
u
n
d
ic
io
n
-d
e
-c
o
n
c
e
n
tr
a
d
o
s
-d
e
-c
h
u
q
u
ic
a
m
a
ta
-l
le
v
a
-a
d
e
la
n
te
-c
in
c
o
-
p
ro
y
e
c
to
s
-d
e
-m
e
jo
ra
/
http://www.nuevamineria.com/revista/fundicion-de-concentrados-de-chuquicamata-lleva-adelante-cinco-proyectos-de-mejora/
O PRODUTO INTERMEDIÁRIO :
ANODO
CHUQUICAMATA - CHILE
MINÉRIOS
OXIDADOS
E
L
S
O
L
D
A
D
O
-
C
H
IL
E
h
tt
p
s:
//
yo
u
tu
.b
e/
ZV
O
O
vb
M
K
FU
s
https://youtu.be/ZVOOvbMKFUs
AS TRÊS ETAPAS DA FABRICAÇÃO DO ALUMÍNIO
ALUMINA (Primeira Etapa)
Processo
Bayer
Lodo Vermelho
Al2O3
Calcinação
Filtração
Precipitação
Al(OH)3
Solução
Al(OH)4-
Filtração
Dissolução
com NaOH
Moagem (<1mm)
Bauxita
Alumina
• Grande estabilidade
• Redução Al2O3 com CO → T>2000
oC, Carbetos
• Redução Al2O3 com H2: Não realizável
• Produção de Alumínio: Eletrólise
Eletrólise
(Segunda Etapa)
Produção de Alumínio
• Ponto de Fusão
– Al2O3 = 2045oC
– Criolita (Na3AlF6 = 60% NaF + 40% AlF3) = 1009oC
– Mistura (90% criolita+ 10% Al2O3) = 962oC
– Influência de aditivos (AlF3, CaF2, Li3AlF6) = 940 a 960oC
• Diferença de densidade
– Separação do banho fundido (criolita) e banho de alumínio metálico por
diferença de densidade. Influência dos aditivos para alcançar a maior
diferença de densidade possível.
Produção de Alumínio
• Condutividade Elétrica
– Influência de Aditivos. Quanto maior a condutividade elétrica do banho,
menor consumo de energia
• Solubilidade de Al2O3
– Quanto mais aditivos, menor a solubilidade
Produção de Alumínio
OTIMIZAÇÃO:
Ponto de Fusão
Diferença de densidadeCondutividade Elétrica
Solubilidade
Composição usual: 2,5 a 4% Al2O3
3 - 4% CaF2
0 - 10% AlF3
0 - 5% LiF
Resto: Criolita (Na3AlF6)
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQXr3KWcmp663oin_zlTjrz6IXRVf-
CbPmpiQ&usqp=CAU
PROCESSO
Anodo
Óxido de Alumínio
Cátodo
Gas (CO2 + CO)
Eletrólito Fundido
Alumínio Líquido
Célula de Eletrólise
Eletrólise
Dissociação da Criolita:
Dissolução da Alumina:
Reação no Cátodo:
Reação no Anodo:
Gás no Anodo de Grafite:
Na3AlF6 = 3Na
+ + AlF6
3-
AlF6
3- = AlF4
- + 2F-
Al2O3 + AlF6
3- = 3AlOF2
-
3AlF4
- + 6e- = 2Al + 6F- + AlF6
3-
3AlOF2
- + 6F- = 3/2O2 + 3AlF4
- + 6e-
Al2O3 =
3/2O2 + 2Al
3/2O2 + xC = mCO2 + nCO
FUNDIÇÃO
(Terceira etapa)
Eletrometalurgia
• Eletroobtenção:
– De metal a partir de uma solução
• Eletrorefino:
– Metal impuro = Anodo
– Purificação do Metal no Cátodo
Metalurgia Extrativa
Hidrometalurgia Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Produção de Metal Bruto
Processos de Refinação
Preparação do Minério
Mineração
Pirometalurgia
PROCESSOS TÉRMICOS
✓ SECAGEM
T 110°C - Evaporação de H2O
✓ CALCINAÇÃO/
✓SINTERIZAÇÃO
Eliminação de H2O, CO2, SO2, Matéria Orgânica
Hidróxidos → Óxidos M(OH)2 → MO + H2O
Carbonatos → Óxidos: CaCO3 → CaO + CO2
Sulfetos → Óxidos: 2MS + 3O2 → 2MO + SO2
Sulfetos → Sulfatos: MS + 2O2 → MSO4
Resíduos
Resíduos, Sucatas (Cabos...)
✓DECOMPOSIÇÃO DE ÓXIDOS (METAIS NOBRES)
2Ag2O → 4Ag + O2 T>220°C
✓VOLATILIZAÇÃO DE IMPUREZAS: ZnO
✓ DESTILAÇÃO
Metais de baixo ponto de ebulição: Hg (357°C)
✓ PIRÓLISE
Decomposição Térmica em Ausência de Oxigênio
Indicado para Resíduos/Sucatas contendo Fração Orgânica
(Ex: Placas de Circuito Impresso)
•FUSÃO (REDUÇÃO/OXIDAÇÃO)
Metalurgia Primária:
Sulfetos, Carbonatos → Óxidos → Redução → Metal
Metalurgia Secundária :
Resíduos → Redução → Metal
Sucatas → Oxidação de Impurezas → Metal
Diagrama de Richardson-Ellingham
https://s2.glbimg.com/Rdp9i1UUZoHXI_L3DrHwPEIaCik=/
0x0:698x465/984x0/smart/filters:strip_icc()/s.glbimg.com
/jo/g1/f/original/2016/06/08/ferro.jpg
Energia livre de Gibbs padrão
(de formação de óxidos)
em função da temperatura
Diagrama de
Richardson-Ellingham
• Num sistema à pressão
constante, a energia livre de
Gibbs nos dá informações se
uma reação pode ocorrer ou
não, sendo definida através da
relação:
G = H - TS
G = Variação de energia livre
H =Variação de entalpia
S =Variação de entropia
Energia livre de Gibbs padrão
(de formação de óxidos)
em função da temperatura
Diagrama de
Richardson-Ellingham
Estabilidade dos óxidos diminui
com o aumento da temperatura
Estabilidade de CO2 = Independente Temperatura
Estabilidade de CO = Temperatura
Estabilidade de Óxidos Metálicos = Temperatura
Carbono como agente redutor de metais
1250°C
≅ -120
≅ -80
1250°C
≅ -120
≅ -80
2FeO 2 Fe + O2 G° ≅ +80
2C + O2 2CO G° ≅ -120
2FeO + 2C 2Fe + 2CO G° ≅ -40
2Fe + O2 2FeO G° ≅ -80
2C + O2 2CO G° ≅ -120
≅ -80
≅ -120
≅ -30
2FeO 2 Fe + O2 G° ≅ +80
2C + O2 2CO G° ≅ -120
2FeO + 2C 2Fe + 2CO G° ≅ -40
2Cu2O 4Cu + O2 G° ≅ +30
2C + O2 2CO G° ≅ -120
2Cu2O + 2C 4Cu + 2CO G° ≅ -90
2Fe + O2 2FeO G° ≅ -80
2C + O2 2CO G° ≅ -120
4Cu + O2 2Cu2O G° ≅ -30
2C + O2 2CO G° ≅ -120
Pó da Aciaria gera reclamações de moradores de Volta Redonda
https://diariodovale.com.br/regiao/po-da-aciaria-gera-reclamacoes-de-moradores-de-volta-redonda/
https://youtu.be/wcsYmiH_Wjw
https://diariodovale.com.br/regiao/po-da-aciaria-gera-reclamacoes-de-moradores-de-volta-redonda/
https://youtu.be/wcsYmiH_Wjw
https://www.youtube.com/watch?v=rcZe9RBPERM
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.naturalsciences.org/funstuff/faqs/meteorite/Fig-6-slag.jpg&imgrefurl=http://www.naturalsciences.org/funstuff/faqs/meteorite.html&h=334&w=620&sz=37&hl=pt-BR&start=3&um=1&tbnid=qaQksNsyIRx0OM:&tbnh=73&tbnw=136&prev=/images%3Fq%3Dslag%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rls%3DGGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR%26sa%3DG
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.naturalsciences.org/funstuff/faqs/meteorite/Fig-6-slag.jpg&imgrefurl=http://www.naturalsciences.org/funstuff/faqs/meteorite.html&h=334&w=620&sz=37&hl=pt-BR&start=3&um=1&tbnid=qaQksNsyIRx0OM:&tbnh=73&tbnw=136&prev=/images%3Fq%3Dslag%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rls%3DGGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR%26sa%3DG
https://www.youtube.com/watch?v=rcZe9RBPERM
Pirometalurgia
• Principal método de obtenção de metais
• Tratamento de minérios/concentrados a altas temperaturas
• Redução:
C + MO = M + CO
CO + MO = M + CO2
• Sulfetos Metálicos:
• Processos de Sinterização: atmosfera oxidante e temperatura elevada < temperatura de
fusão: transformação de sulfetos a óxidos.
Pirometalurgia
• Forno de Redução:
• Fundição
• Redução do Metal
• Formação da escória: óxidos não
reduzidos
• Separação da fase metálica da
escória: diferença de densidade
ESCÓRIA
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.nzsteel.co.nz/images/Slag-hires.jpg&imgrefurl=http://www.nzsteel.co.nz/popup.cfm%3Fobjectid%3D55827A6A-045B-DB02-BB7CA3B17F3C99F1&h=480&w=640&sz=96&hl=pt-BR&start=8&um=1&tbnid=wxyDTYmUHAfWwM:&tbnh=103&tbnw=137&prev=/images%3Fq%3Dslag%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rls%3DGGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR%26sa%3DG
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.bowkera.com/images/Homestake/Gold%2520Pour/Slag%2520Pour%252001%2520small.jpg&imgrefurl=http://www.bowkera.com/gold_pour.htm&h=480&w=640&sz=44&hl=pt-BR&start=11&um=1&tbnid=qHBFFI3ozLevOM:&tbnh=103&tbnw=137&prev=/images%3Fq%3Dslag%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rls%3DGGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR%26sa%3DG
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.uvm.edu/~cwrc/Slag%2520image.JPG&imgrefurl=http://www.uvm.edu/~cwrc/&h=306&w=408&sz=56&hl=pt-BR&start=13&um=1&tbnid=h-EyyPPwt0jykM:&tbnh=94&tbnw=125&prev=/images%3Fq%3Dslag%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rls%3DGGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR%26sa%3DN
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.naturalsciences.org/funstuff/faqs/meteorite/Fig-6-slag.jpg&imgrefurl=http://www.naturalsciences.org/funstuff/faqs/meteorite.html&h=334&w=620&sz=37&hl=pt-BR&start=3&um=1&tbnid=qaQksNsyIRx0OM:&tbnh=73&tbnw=136&prev=/images%3Fq%3Dslag%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rls%3DGGLO,GGLO:2006-01,GGLO:pt-BR%26sa%3DG
Pirometalurgia: Agentes redutores
• Minerais Metálicos:
• Óxidos, Sulfetos, Carbonatos, Hidróxidos
• Aquecimento:
• MCO3 = MO + CO2
• M(OH)2 = MO + H2O
• Extração: Redução de Óxidos e Sulfetos
• Termodinâmica:
• Dissociação Térmica
• Ex: 2Ag2O = 4Ag + O2 (T > 190
oC)
• Compostos mais estáveis: Redução
• Ex: MO + CO = M + CO2
Pirometalurgia: Agentes redutores
• Condições de utilização de agentes redutores:
• Disponível no Mercado
• Barato
• Pureza adequada ao processo
• Produtos da reação de redução:
• Insolúveis no metal
• Facilmente separáveis do metal formado
• Capaz de reduzir o metal em T < 2000oC
Carbono como agente redutor de metais
Pirometalurgia
• Funções da Escória:
• Menor temperatura de fusão do material
• Composição adequada para baixa solubilidade de metal
• Receptora de elementos indesejados.
Ex: Metalurgia do cobre
Concentrado contém Sulfetos de Cu e Fe
2FeS2 + SO2 = 2FeO + 4SO2
2FeO + SiO2 = 2FeO.SiO2
Escória
Funções da escória:
• Redução na temperatura de operação do processo.
• Composição deve ser ajustada para garantir baixa solubilidade.
• A viscosidade da escória não deve ser muito alta pois pode acarretar
numa maior perda de metais na separação.
Pirometalurgia
• Refinação:
• Após separação de metal e escória: fundição
• Formação de nova escória
• Adição de elementos de liga
Pirometalurgia
• Refratários
• Materiais do forno e vasos contendo metais
fundidos: resistentes a altas temperaturase à
composição de metais e escórias
• Proteção: revestimento a base de óxidos e mistura
de óxidos de alta temperatura de fusão:
Óxidos Temperatura de Fusão
(OC)
Al2O3 2050
BeO 2570
CaO 2600
MgO 2800
SiO2 1710
ThO2 3050
ZrO2 2700
Pirometalurgia: Agentes redutores
Redução de Óxidos Metálicos
• Metais Preciosos
• Cu, Ni, Pb, Sn
• Zn, Cr, Mn
• Al - Redução com carbono em T>2000oC: Processo inviável comercialmente
• Mo, Nb, Ta, Ti, Zr: Formação de carbetos metálicos mais estáveis do que o
metal:
MO + 2C = MC + CO
Sulfetos Metálicos
• Redução com C ou CO = Inviável
• CS, CS2 e COS = Menos estáveis que sulfetos metálicos
• Oxidação: 2MS + 3O2 = 2MO + 2SO2
2MO + C = 2M + CO2
MO + CO = M + CO2
Pirometalurgia
Redução Metalotérmica
• Redução de óxidos pouco estáveis com metais
como Al, Si e Mg:
• Produção Primária de Al, Si e Mg: Cara
• Utilização como agentes redutores para metais mais
caros e que não possam ser obtidos por outro método
(formação de carbetos)
• Ex: 3TiO2 + 4Al = 3Ti + 2Al2O3
Diagrama de Ellingham
• Ex: A partir do diagrama de Ellingham diga se é conveniente usar um cadinho de sílica para fundir
alumínio? Porque?
Tf Al 700 °C
Tf Si 1500 °C
Tf SiO2 1800 °C
Diagrama de Ellingham
Na temperatura de 700°C o óxido de alumínio é mais estável do que a sílica.
G Al2O3 -950 kJ/mol e o
G SiO2 -720 kJ/mol.
• Portanto não é possível.
• O Al reduziria a SiO2 a Si + O2 ,formando Al2O3
P
ir
o
m
et
al
u
rg
ia
Metalurgia Primária X Secundária
METALURGIA PRIMÁRIA
Hidrometalurgia Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Produção de Metal Bruto
Processos de Refinação
Preparação do Minério
Mineração
METALURGIA SECUNDÁRIA
Hidrometalurgia Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Processos de Refinação
Sucata metálica
https://youtu.be/HKQ2GaXFI3w
https://youtu.be/Sdcy04z12lY
https://youtu.be/HKQ2GaXFI3w
https://youtu.be/Sdcy04z12lY
RECICLAGEM DE FERRO E AÇO
• Principais etapas do processo siderúrgico
Minério de
ferro
50-70% Fe
Ferro-gusa
94% Fe
Aço carbono
98,5% Fe
Produtos
siderúrgicos
diversos
Processos de
Conformação
Mecânica
Processos de
Redução
Processos de
Refino
1ª ETAPA:
Redução
(Alto-Forno)
2ª ETAPA:
Refino
(Aciaria)
3ª ETAPA:
Conformação
Mecânica
• Classificação das siderúrgicas quanto ao grau de integração
– Usinas integradas: Processo de fabricação constituído
pelas etapas de redução, refino e conformação.
– Usinas semi-integradas: Processo de fabricação
constituído pelas etapas de refino e conformação.
– Usinas não-integradas: Processo de fabricação
constituído de uma só etapa.
Matérias-primas
–Minérios de ferro
• Hematita - Fe2O3
• Magnetita - Fe3O4
Nota: São utilizados principalmente na forma de SÍNTER ou de
PELOTAS.
–Carvão mineral
• Coqueificável - como COQUE no alto-forno.
• Não coqueificável - na forma de finos é injetado com ar
aquecido nos altos-fornos. Como redutor em processos de redução
direta.
–Carvão vegetal - há no Brasil uma tradição de usar
carvão vegetal em altos-fornos.
-Calcário - CaCO3 - fornece CaO para a solubilização
das impurezas do minério e para formar uma escória fluida no alto-
forno.
Processos
–Alto-forno
• a coque
• a carvão vegetal
–Redução direta
• com redutor sólido (carvão )
• com redutor gasoso ( gás natural )
Etapa
de
Redução
Matérias-Primas Produtos
Processos
Minério de
ferro
50-70% Fe
Ferro-gusa
94% Fe
1ª ETAPA:
Redução
(Alto-Forno)
• Etapa de redução
Alto-Forno
• O alto-forno é responsável por cerca de
95% da produção mundial de ferro primário
.
• No Alto-forno ocorre:
- redução dos óxidos de ferro para
ferro metálico;
- separação da ganga do minério de
ferro dada à imiscibilidade na fase líquida
entre escória (menor densidade) e ferro;
- refino parcial do ferro-gusa através
dos aditivos que escorificam
contaminantes;
- produção de gás, que normalmente
é reutilizado como gás combustível na
própria usina .
REDUÇÃO DIRETA
FERRO
ESPONJA
R
E
A
T
O
R
TERMINAL MARÍTIMO
VAPOR
COMBUSTÍVE
L
GÁS NATURAL
REFORMADOR DE GÁS
PRÉ-
AQUECEDOR DE
GÁS
H2O
VAPOR
Redução Direta
Etapa de refino
Etapa
de
Refino
Matérias-Primas Produtos
Processos
Ferro-gusa
94% Fe
Aço carbono
98,5% Fe
2ª ETAPA:
Refino
(Aciaria)
Tipos de aciaria
Participação(%)
Mundo Brasil
Aciaria a oxigênio 59 79
Aciaria elétrica 33 19,5
Outras 8 1,5
Aciaria LD ( L= Linz e D= Donawitz )
•São sinônimos :
–Aciaria BOF - Basic Oxygen Furnace.
–Aciaria BOS - Basic Oxygen Steelmaking.
–Aciaria BOP - Basic Oxygen Process.
–Há variações do Processo LD, exemplos:
•Processo OBM ou Q-BOP.
•Processo com sopro combinado.
Aciaria LD
Aciaria Elétrica
ACIARIA
LINGOTAMENTO
CONTÍNUOFERRO
ESPONJA
SUCATA
Aciaria Elétrica
Primária - Secundária
Primária: Alto forno + Conversor
Altas Temperaturas
Menor Consumo de Energia
Processo em bateladas : Maior controle
Problema: Escória pode conter cromo
Secundária: Forno de Arco Elétrico
PÓ DE ACIARIA ELÉTRICA
ACIARIA ELÉTRICA- FORNO ELÉTRICO
A ARCO
Carregamento de sucata no conversor
Carregamento de ferro-gusa no conversor
Consumo de Energia
Processo Carga Consumo de
Energia
Alto Forno
+ Conversor
100%
Minério
32 GJ/t
Forno de
Arco
Elétrico
100% Ferro
Esponja
31 GJ/t
Alto Forno
+ Conversor
80% Minério
+ 20%
Sucata
26 GJ/t
Alto Forno
+ Conversor
70% Minério
+ 30%
Sucata
25 GJ/t
Forno de
Arco
Elétrico
50% Ferro
Esponja +
50% Sucata
20 GJ/t
Forno de
Arco
Elétrico
100% Sucata 7 GJ/t
Matéria prima Secundária
Problemas: Cu e Sn!
Pós, Lodos, Resíduos da Indústria Química
Shredder
Sucatas de Incineração e Separação de Lixo
Rebarbas
Sucatas de produtos de Aço
RESÍDUO
CARACTERIZAÇÃO:
PROPRIEDADES FÍSICAS E
QUÍMICAS, TOXICIDADE,
PERICULOSIDADE
DISPOSIÇÃO FINAL EM
ATERROS
PROCESSOS DE
ENCAPSULAMENTO
AJUSTES NO PROCESSO
PARA MINIMIZAR A
GERAÇÃO DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
PROCESSOS DE
RECICLAGEM
AJUSTES NO PROCESSO
PARA EVITAR A GERAÇÃO
DO RESÍDUO
TECNOLOGIAS LIMPAS
RECICLAGEM COMO
MATÉRIA PRIMA PARA
OUTRAS INDÚSTRIAS
RECICLAGEM NO PRÓPRIO
PROCESSO PRODUTIVO
TECNOLOGIAS LIMPAS
SUCATAS
PÓS
ESCÓRIAS
CAREPAS
LODO
REFRATÁRIOS
• Usinas Integradas
1 tonelada de aço
600 kg resíduos sólidos
Geração de Resíduos de
Processo na Siderurgia
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
• Escória de AF: 270 kg/t
• Escória de LD: 100 kg/t
• Pós e Lamas: 60 kg/t
• Carepas: 10 kg/t
• Finos de coque: 15 kg/t
• Outros: 140 kg/t
Geração de Resíduos de
Processo na Siderurgia
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Reciclagem de Escórias
• Escórias = Rocha Artificial (contendo FeO,
CaO, SiO2, MgO, Al2O3, MnO...)
– Construção de estradas
– Construção de Aterros
– Engenharia hidráulica
Reciclagem / Recuperação
de Resíduos
Escória de Aciaria, em substituição aos agregados
naturais:
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Rio de Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Ipatinga, MG - 2001
Ipatinga, MG - 2001
Reciclagem / Recuperação
de Resíduos
Tijolos refratários moídos para produção de chamotas e
concretos:
WORKSHOP: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SETOR MÍNERO-METARLÚGICO -24 de novembro de 2004 – Riode Janeiro
Panorama da Gestão de Resíduos - Evolução e Tendências - Luiz Cláudio Pinto Oliveira, Divisão Técnica de Meio Ambiente da ABM
Carepa
CAREPAS
• Carepas e outros resíduos
compostos de óxidos, resultantes
de processos de conformação
mecânica: reusados diretamente
na planta de sinterização ou na
forma de briquetes e adicionados
ao alto forno
ANÁLISE QUÍMICA
Al2O3 0,54-0,68
Cr2O3 0,05-0,06
Fe
Total
85,0-92,0
Fe2O3 88,7-93,4
MgO 0,19-0,23
P2O5 0,046-0,05
SiO2 0,38-0,44
Umidade 2,0-2,44
Oléo e graxas 0,10-0,13
Densidade
(g/cm3)
2,29
Emissões geradas no vazamento do carro torpedo
PLANTA DE
PELOTIZAÇÃO DE PÓ
DE ACIARIA
PLANTA DE CAPTAÇÃO
DE GÁS DE UMA
ACIARIA ELÉTRICA
FILTRO DE MANGAS DE
UMA ACIARIA ELÉTRICA
PARA COLETA DO PÓ
ZINCO
OCORRÊNCIA
• MINERAIS DE ZINCO
ZnS (associado a PbS)
ZnCO3
(Zn, Fe)S
Zn2SiO4
ZnO
Produção de
Zinco
PRODUÇÃO PRIMÁRIA
MINÉRIOS DE ZINCO
PRODUÇÃO PRIMÁRIA
Zn
REDUÇÃO COM C
ZnO
SINTERIZAÇÃO
ZnS
Zn
REDUÇÃO COM C
ZnO
CALCINAÇÃO
ZnCO3
Zn
REDUÇÃO COM C
ZnO
Redução de ZnS
com C não é
viável:
termodinâmica
Redução de ZnCO3
com C: geração de
CO2: Maior
consumo de C
Redução com C: ocorre
em temperaturas em
que Zn encontra-se na
fase gasosa: Curto-
circuito
Ponto Fusão = 419ºC
Pto Ebulição = 906ºC
80% da produção mundial - ELETRÓLISE
PRODUÇÃO PRIMÁRIA
MINÉRIO > 2% ZN
CONCENTRADO (ZnS ou ZnCO3)
ZnOHIDROMETALURGIA PIROMETALURGIA
Zn
ELETRÓLISE
LIXIVIAÇÃO COM H2SO4
ZnO Zn
DESTILAÇÃO/CONDENSAÇÃO
SINTERIZAÇÃO/CALCINAÇÃO
CONCENTRAÇÃO:
COMINUIÇÃO
FLOTAÇÃO
MINERAÇÃO
UTILIZAÇÃO
• Proteção contra a corrosão
• Latão (Cu-Zn)
• Outras ligas de Zinco
• Vidros e cristais (ZnO)
MATÉRIA-PRIMA
SECUNDÁRIA
• 32% Sucata de Latão
• 26% Sucata de outras ligas de zinco
• 23% Resíduos da Zincagem
• 8% Pó gerado na fabricação de aços
• 4% Resíduos da indústria química
Emissões geradas no vazamento do carro torpedo
PLANTA DE
PELOTIZAÇÃO DE PÓ
DE ACIARIA
PLANTA DE CAPTAÇÃO
DE GÁS DE UMA
ACIARIA ELÉTRICA
FILTRO DE MANGAS DE
UMA ACIARIA ELÉTRICA
PARA COLETA DO PÓ
RECICLAGEM DE PÓ - ACIARIA ELÉTRICA
EX: PROCESSO KAWASAKI
Processo Waelz
http://www.recylex.fr/en,nos-activites,zinc,oxydes-waelz,presentation.html
http://www.befesa.com/web/en/prensa/historico_de_noticias/2012/bma_20120418.html
Befesa Zinc Freiberg GmbH
http://www.befesa.com/web/en/prensa/historico_de_noticias/2012/bma_20120418.html
Befesa Zinc Freiberg GmbH
http://www.befesa.com/web/en/prensa/historico_de_noticias/2012/bma_20120418.html
Befesa Zinc Freiberg GmbH
Cobre: História
Descoberta do cobre: pré-história (há mais de 6000 anos)
Principais depósitos de cobre da Antigüidade: no Sinai, na Síria, no
Afeganistão, em Chipre, na Macedonia, na Ibéria e na Europa Central.
Principais minas européias da Era do Bronze: Áustria, Alemanha,
França, Espanha, Portugal, Grécia e Tirol.
Área de extração de minério de cobre da Mina do Sossego, no Pará
CHUQUICAMATA - CHILE
CHUQUICAMATA: (a 16
km de Calama – CHILE)
Início Operações: 1913
Dimensões: 8.000.000 m² e
900 m de profundidade
CHUQUICAMATA - CHILE
1960
2003
2002
HOSPITAL ROY H. GLOVER
CAMPAMENTO MINERO
CHUQUICAMATA
2003
HOSPITAL ROY H. GLOVER
Campamento Minero
Chuquicamata
MINÉRIOS DE COBRE
CALCOPIRITA - CuFeS2
PRINCIPAIS ROTAS PARA
PRODUÇÃO DE COBRE
• A PARTIR DE MINÉRIOS SULFETADOS DE
COBRE : CONCENTRAÇÃO, FUNDIÇÃO E
ELETROREFINO
• A PARTIR DE MINÉRIOS OXIDADOS DE
COBRE : CONCENTRAÇÃO, LIXIVIAÇÃO,
EXTRAÇÃO POR SOLVENTE E
ELETROOBTENÇÃO
MINÉRIOS
SULFETADOS
Kennecott-Outokumpu smelter/converter
Eletrólise:
→ Solubilização de Ânodos de Cobre em Eletrólitos de H2SO4
→ Deposição Catódica de Cu
Elementos Dissolvidos Anodicamente:
→ Deposição no Cátodo: Cu
→ Formação de compostos insolúveis e precipitação na lama: Pb, Sb, Sn, Bi, As, Ni
→ Sem deposição no cátodo: solubilização no eletrólito: Fe, Co, Zn, As, Ni
Elementos Não Dissolvidos Anodicamente:
Precipitação como Lama: Au, Ag, Pt, Se, Te
FUNDIÇÃO
DA CMSA
O PRODUTO INTERMEDIÁRIO :
ANODO
ELETRÓLISE
DA CMSA (ELETRO-REFINO)
O PRODUTO FINAL :
CATODO
LAMINAÇÃO
DA CMSA
PRODUTO FINAL:
BOBINA DE VERGALHÃO
CHUQUICAMATA - CHILE
MINÉRIOS
OXIDADOS
CHILE – EL SOLDADO
Vantagens do Cobre
• Resistência a altas temperaturas
• Não se deforma pela ação da água quente ou
intempéries
• Resistência aos choques mecânicos, vibrações e
pressões dos sistemas de sucção e recalque
• Boa resistência à corrosão
• Maior condutibilidade térmica e elétrica,
permitindo alto rendimento
• Facilidade de conformação
• Soldabilidade
• Função bactericida
Utlização de Cobre
Produtos
Químicos 2%
Transportes
9%
Consumo
Doméstico
4%
Construção
Civil
14%
Mecânica
10%
Eletrônica
61%
COBRE
Minério (> 0,4% Cu)
Sinterizado (20%S) Mate de Cu
Cobre Bruto
Mate de Cu
Cobre Bruto
Anodos de Cobre (99,5% Cu)
Catodos de Cobre (99,96% Cu)
Cobre Bruto
Conversor de Mate
Eletrólise
Forno de Anodos
Fundição
Forno Poço
Sinterização Sinterização +
Fundição
Forno Flash
Outokumpu
Processo
Direto
Mitsubishi
Flotação
Mineração
Produção Primária
Concentrado (20 - 30% Cu)
Reciclagem
Sucatas +
Resíduos
oxidados
Forno Conversor
Forno Poço
Sucatas Selecionadas
SUCATA ELETRÔNICA
O QUE PODE SER CONSIDERADO
REEE?
O QUE ACONTECE
COM OS
EQUIPAMENTOS
QUANDO ESTRAGAM
OU TORNAM-SE
OBSOLETOS?
SUCATAS
ELETRÔNICAS
Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos - REEE
WEEE Man
EDEN PROJECT –
Cornwall, UK
Estrutura de 3,3 toneladas:
Representa a quantidade
de REEE que uma família
britânica descarta em
média durante sua vida.
REEE
“REEE é todo aquele resíduo
gerado a partir de aparelhos
eletroeletrônicos e seus
componentes, incluindo os
acumuladores de energia (pilhas
e baterias), de uso doméstico,
comercial, industrial e de serviços,
que estejam em desuso e sujeitos
a disposição final.”
Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS
Linha Marrom Linha Branca
Linha Azul
Linha Verde
Universidade da
Pensilvania -
1946
Década de 80
3 ANOS é o tempo
que o aparelho leva
para ser descartado
(em média)
255 MILHÕES de aparelhos
celulares em uso no Brasil
1,5 ANOS é o tempo que o
aparelho leva para ser jogado
fora (em média)
CELULAR –Brasil
Vendas (Mi) Ano
30 2008
46 2009
60 2012
64 2013
72 2014
COMPUTADOR –Brasil
Vendas (Mi) Ano
12 2008
12 2009
13,3 2010
15,5 2012
10,3 2014
REEE
Eletroeletrônicos
Computadores
Televisores
Tablets
Aparelhos de Som
DVD’s/Vídeo-Cassete
Celulares
Aparelhos de Fax
Impressoras
TIPOS DE REEE
MP3/MP4/iPod
Linha Branca:
- Geladeiras
- Fogões
- Lava-louça
- Lava-roupa
- Microondas
- ...
Resíduos ou Matéria-Prima??
Resíduos ou Matéria-Prima??
Obsolescência tecnológica
Além do equipamento danificado, estragado...
Espaço - Ergonomia
Qualidade (imagem/som)
Após o consumo...
• Equipamento não funciona mais (estragou)
• Equipamento danificado
• Obsolecência tecnológica
• Qualidade de produto (imagem, som, etc)
• Ergonomia
• […]
Importância
• MATERIAIS PERIGOSOS
• MATERIAIS VALIOSOS
http://www.thefifthestate.com.au/articles/green-mashup-the-urban-mining-revolution/68400
http://farm7.staticflickr.com/6085/6073011082_1f56fec5cf_z.jpg
https://investorshub.advfn.com/New-Generation-Consumer-Group-Inc-NGCG-15499/
http://www.koreadaily.com/news/read.asp?art_id=1054107
http://payload248.cargocollective.com/1/14/479452/7269612/LargeImageIcon_UMD_1600x960px_09_1340.jpg
Metais Perigosos:
Cádmio
Mercúrio
Chumbo
Cromo, ...
Metais Interessantes:
Cobre
Ferro
Níquel
Alumínio
Estanho
Metais Preciosos (Au, Ag, Pd)
Terras raras (Nd, La, Pr, Ce, ...)Polímeros:
Policarbonato
ABS
PVC
Epóxi, ...
Compostos de Bromo
Vidros (com e sem chumbo)
ImportânciaUrban Mining??
By Jay Akbar (April 2015) no DailyMail
Aterro “Agbogbloshie”
em Accra (Gana)
Urban Mining?????
Técnicas de
Processamento??
LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010
SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA
São obrigados a estruturar e implementar SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA ,
mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma
independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos
sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:
I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens
II - pilhas e baterias;
III - pneus;
IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
SUCATA DE EQUIPAMENTOS
ELETRÔNICOS
• 47% Fe
• 9% Metais Não-Ferrosos
• 22% Plásticos
• 9% Vidro
• 3% Placas de Circuito Impresso
• 3% Madeira
• 7% outros Materiais (Condensadores,
Baterias, Cabos, Capacitores, HD’s, Fones
de ouvido, Interruptores com Mercúrio...)
Reciclagem + simples
Reciclagem + complexa
PCI
RESÍDUOS
AÇO ALUMÍNIO
CARCAÇA
POLIMÉRICA
PLACA DE CIRCUITO
IMPRESSO
TUBO DE RAIOS
CATÓDICOS
Placa de circuito
impressa
Bateria
Carcaças
Poliméricas
HD’s
(Nd, Dy, Tb, Pr)
Al, Fe, Cu Baterias Ni-MH
(La, Ce, Nd, Pr)
Ni
Fones
(Nd, Dy, Pr)
Capacitores/Condensadores
(Al, Cu, Ce)
Lampadas
(Eu, Tb, Y, Ce, Gd, La)
Al, Vidro, Hg
PLACAS DE CIRCUITO IMPRESSO (PCI)
PLACAS DE CIRCUITO IMPRESSO (PCI)
COMPOSIÇÃO MÉDIA DAS
PCI
➢ MATERIAIS CERÂMICOS, VIDROS
E ÓXIDOS: 49%
➢ PLÁSTICOS: 19%
➢ BROMO: 4%
➢ METAIS: 28%
polímero metal
cerâmico
bateria
capacitor
Solda = liga Pb/SnTrilhas = Cobre
Polímero = epóxi = não-reciclável
FRAÇÃO METÁLICA DAS PCI
(Em Média)
• 14 % Cu
• 6 % Fe
• 2 % Ni
• 2 % Zn
• 2 % Sn
28% Metais
• 0,3% Ag
• 0,04% Au
• 0,02% Pd
CONCENTRAÇÕES RELATIVAS DE METAIS
(PCI x Minérios)
Metais Au Pd Pt Ag Cu Sn Ni
% PCI 0,04 0,02 0,004 0,3 14,5 1,9 1,3
% Minério 0,0003 0,0002 0,0005 0,025 1,0 0,82 2,2
133
100
8 12
15
2 1
Au Pd Pt Ag Cu Sn Ni
Resíduos ou Matéria-Prima??
• Resolução Européia 2002/96/EG
– Coleta de WEEE (Waste Electrical and
Electronic Equipment) em diferentes grupos
de materiais
– Padrões Mínimos de Tecnologias de
Reciclagem
– Separação seletiva de partes perigosas
• Exportação de WEEE é restrita
• Exportação de resíduos plásticos é
restrita
Hamos GmbH
Im Thal 17 - D-82377 Penzberg - Phone: +49 8856
9261-0 - Fax: +49 8856 9261-99
Planta para Reciclagem de
Sucata eletrônica pesada
Esteira
Separador
Magnético
Filtro Separador
Magnético
Separação
Manual
Shredder
ERP I heavy Fractions
Shredder (Noise protection)
+ Magnet
Sifter, Screen and Cyclone
Immediate de-dusting of material is essential
Manual handpicking station
Mesa
Vibratória
Alimentação Separação
Magnética
Despoeiramento
Ciclone
Moinho de
martelos
Hamos GmbH
Planta para Reciclagem de Sucata
eletrônica leve
Hammermill for shredding
and material forming to
spheric shape
Transforming into spheric shape in
hammer mill for better
liberation and separation
Powerful de-dusting system
Electrode system (approx. 25 kV DC)
Corona field
charges metal &
plastic
Rotating steel drum
vibrator
metal plastic
splitter
Metallic Particles
discharge quickly
and fall off the drum
Plastic particles
discharge slowly
(stick on the drum by
Coulomb forces)
Physics of a KWS Electrostatic Separator
PC-boards
Fraction < 1,6mm
clean Residues
clean metal
KWS Electrostatic separators for separation of fine metals
• standard system for recycling
• 3/4 drums 1.500 mm
• throughput up to 1000 kg/hr
• fully automatic 3 shift operation
• low energy / manpower
• +180 machines in 26 countries
Electrostatic Separator KWS 1521-1
O que são
TERRAS RARAS?
ESCÂNDIO (Sc)
+
ÍTRIO (Y)
+
GRUPO DOS LANTANÍDEOS
Nd-Fe-B magnets - Green Technology
Maiores usuários de ímãs de NdFeB em
produtos eletroeletrônicos
Elementos terras raras
JORDENS et al. (2012)
MASSARI, S., RUBERTI, M. (2012)
Demanda em crescimento →
novas tecnologias
Rejeitos radioativos
Alto investimento em novas
plantas → processamento difícil
85,2% da produção mundial é
chinesa → preços elevados (2010)
Elementos críticos
EUA + EU
Reciclagem
Por que reciclar?
Matriz de criticidade a médio prazo (2015 – 2025)
Por que reciclar?
Critical raw materials for the EU - 2010
Departamento de Energia dos EUA (2011)
Taxa de reciclagem de alguns elementos
Etapas da reciclagem
Coleta Desmontagem
Separação ou
pré-
processamento
Processamento
Fatores que interferem na reciclagem
Econômicos → valor do material precisa ser maior que o
custo
Tecnológicos → know-how do processo
Sociais → conhecimento sobre os benefícios da reciclagem
Componentes
resultants do processo.
Mesa de desmontagem
de HDs com ferramentas
pneumáticas
Ímãs contendo metais terras raras
Pré-processamento
Schluep et al., 2009
Processamento
Hidrometalurgia
Pirometalurgia +
Eletrometalurgia
Pirometalurgia
Decrepitação por Hidrogênio
Extração na fase gás
Lixiviação
Precipitação Seletiva →
NaOH, KOH, NH4 ou Ácido
Oxálico
Extração por Solventes →
DEHPA, TBP.
Líquidos Iônicos
Electroslag Refining
Extração por metal líquido
Políticas/Programas de incentivo para reciclagem
de ETR
EUA: Departamento de Energia (2011) anunciou que fornecerá US$ 30 milhões
para pesquisas → reduzir a dependência dos ETR buscando suas substituições.
EUA: O “Responsable Electronics Recycling Act” (2011) → proibir EUA de
exportar resíduos eletrônicos para países em desenvolvimento.
Além disso, financiar projetos de: 1) remoção, separação e reciclagem de
ETR; 2) novas tecnologias no design de eletrônicos que facilitem a
reciclagem; 3) otimização de coleta e logística.
Japão: subsídios (US$ 300 milhões em 160 projetos) e facilitação na
cooperação inter-indústrias → incentivar reciclagem de ETR.
União Europeia: lei (2011) que exige que os fabricantes de automóveis e
eletrônicos comecem a reciclar ETR.
Panorama
Brasileiro
• Grande gerador de REEE
• Falta de informações e dados
• Falta de COLETA específica
• Falta de conscientização
Panorama
Brasileiro
• Estágio Inicial
• Reciclagem Seletiva
• Exportação das partes mais valiosas
• “Virada” da balança eminente
O Caminho do REEE
No Brasil
BÉLGICA
FRANÇAUSA
ÁSIA
REEE NO
BRASIL
SUÍÇAGuiyu*
CHINA
MUNDO
NIGÉRIA
Resíduos ou Matéria-Prima??
Matéria-Prima !!!!!
ALUMÍNIO
• Custo Competitivo
• Alta condutividade térmica e elétrica
• Ótima resistência à corrosão
• Reciclável
• Elevada resistência mecânica
• Baixo peso específico
• Excelente aspecto estético
RECICLAGEM DE ALUMÍNIO
Propriedades físicas
típicas
Alumínio Aço Cobre
Densidade (g/cm³) 2,70 7,86 8,96
Temperatura de fusão
(°C)
660 1500 1083
Módulo de
elasticidade (MPa)
70000 205000 110000
Coeficiente de
dilatação térmica
(L/°C);
23.10-6 11,7.10-6 16,5.10-6
Condutividade
térmica a 25°C
(Cal/cm/°C)
0,53 0,12 0,94
Condutividade elétrica
(%IACS)
61 14,5 100
Alumínio: História
1761: Alumina: Identificada por Morveau.
1787: Lavoisier identificou o óxido do metal ainda por descobrir
1807 Sir Humphey Davy propôs o nome de aluminum.
1825: Hans Christian Oersted foi o primeiro a preparar alumínio
metálico, através do aquecimento de cloreto de alumínio anidro
com uma amálgama de potássio.
1886: Charles Martin Hall de Oberlin (Ohio) e Paul L. T. Héroult
de França, ambos com 22 anos, descobriram e patentearam,
quase simultaneamente, o processo em que alumina é dissolvida
em criolita fundida e decomposta eletroliticamente. Este técnica
de redução subsistiu até aos nossos dias, sendo atualmente o
único processo de produção de alumínio em quantidades
comerciais.
• Minério: Bauxita• Brasil: terceira maior reserva mundial de
Bauxita: 4,4 bilhões de toneladas
• Brasil: 6º maior produtor mundial
PRODUÇÃO PRIMÁRIA
Alumínio
Gibsita Al2O3.3H2O 65,4% Al2O3
Diáspora Al2O3.H2O 85,4% Al2O3
Corundum Al2O3. 100% Al2O3
Caolinita Al2O3.2SiO2.2H2O 39,5% Al2O3
Cianita Al2O3.SiO2 63,2% Al2O3
Leucita K2O.Al2O3.4SiO2 23,5% Al2O3
Alunita K2O.3Al2O3.4SO3.6H2O 37,0% Al2O3
Minerais de Alumínio
Minério de Alumínio
•BAUXITA: Rocha contendo óxidos hidratados de
alumínio: gipsita e diáspora
Depósito formado próximo à superfície:
intemperismo de rochas de silicato de
alumínio em climas tropicais ou sub-
tropicais. (Climas temperados: argila.
Mineral típico: caolinita)
Alumínio
• Composição da Bauxita:
– 50 a 70% Hidróxido de Alumínio:
-Al(OH)3: Hidrargilita
-AlOOH: Boemita
-AlOOH: Diaspora
Al2O3: Alumina
– 2 a 6% Sílica (Caolomita: Al2O3.2SiO2.2H2O)
– 2 a 30% Hidróxido/Óxido de Ferro
– Minerais de Ti, Ga, ...
AS TRÊS ETAPAS DA FABRICAÇÃO DO
ALUMÍNIO
ALUMINA
(Primeira Etapa)
Processo
Bayer
Lodo Vermelho
Al2O3
Calcinação
Filtração
Precipitação
Al(OH)3
Solução
Al(OH)4-
Filtração
Dissolução
com NaOH
Moagem (<1mm)
Bauxita
Alumina
• Grande estabilidade
• Redução Al2O3 com CO → T>2000
oC, Carbetos
• Redução Al2O3 com H2: Não realizável
• Produção de Alumínio: Eletrólise
Eletrólise
(Segunda Etapa)
PROCESSO
Produção de Alumínio
• Ponto de Fusão
– Al2O3 = 2045oC
– Criolita (Na3AlF6 = 60% NaF + 40% AlF3) = 1009oC
– Mistura (90% criolita+ 10% Al2O3) = 962oC
– Influência de aditivos (AlF3, CaF2, Li3AlF6) = 940 a 960oC
• Diferença de densidade
– Separação do banho fundido (criolita) e banho de alumínio metálico por
diferença de densidade. Influência dos aditivos para alcançar a maior
diferença de densidade possível.
Produção de Alumínio
• Condutividade Elétrica
– Influência de Aditivos. Quanto maior a condutividade elétrica do banho,
menor consumo de energia
• Solubilidade de Al2O3
– Quanto mais aditivos, menor a solubilidade
Produção de Alumínio
OTIMIZAÇÃO:
Ponto de Fusão
Diferença de densidade
Condutividade Elétrica
Solubilidade
Composição usual: 2,5 a 4% Al2O3
3 - 4% CaF2
0 - 10% AlF3
0 - 5% LiF
Resto: Criolita (Na3AlF6)
Eletrólise
Dissociação da Criolita:
Dissolução da Alumina:
Reação no Cátodo:
Reação no Anodo:
Gás no Anodo de Grafite:
Na3AlF6 = 3Na
+ + AlF6
3-
AlF6
3- = AlF4
- + 2F-
Al2O3 + AlF6
3- = 3AlOF2
-
3AlF4
- + 6e- = 2Al + 6F- + AlF6
3-
3AlOF2
- + 6F- = 3/2O2 + 3AlF4
- + 6e-
Al2O3 =
3/2O2 + 2Al
3/2O2 + xC = mCO2 + nCO
FUNDIÇÃO
(Terceira etapa)
Laminação
Extrusão
Forjamento
Fundição
•Fundição em areia
•Fundição em Coquilha
•Fundição sob pressão
Sistema de classificação
The Aluminum Association Inc., associação dos produtores norte-americanos.
Aplicações
· Liga 1xxx: Indústrias química e elétrica
· Liga 2xxx: Aeronaves (graças a sua elevada resistência mecânica)
· Liga 3xxx: Aplicações arquitetônicas e produtos de uso geral
· Liga 4xxx: Varetas ou eletrodos de solda e chapas para brasagem
· Liga 5xxx: Produtos expostos à atmosfera marinha como cascos de barcos
· Liga 6xxx: Produtos extrudados de uso arquitetônico
· Liga 7xxx: Componentes estruturais de aeronaves e outras aplicações que
necessitam de elevados requisitos de resistência. Esta liga é a que possui a
maior resistência mecânica entre as ligas de alumínio.
Exemplo de aplicação do Alumínio na
indústria automobilística
• Série 1100: Alumínio Puro
• Série 2000: Al + Cu
• Série 3000: Al + Mn
• Série 4000: Al + Si
• Série 5000: Al + Mg
• Série 6000: Al + Mg + Si
• Série 7000: Al + Zn
• Série 8000: Al + Fe ou Ni ou Sn
Alumínio: Aplicações
Alumínio: Aplicações
◼ Aplicações de decoração (Resistência à Corrosão)
◼ Linhas de transmissão elétricas (elevada condutividade
elétrica, ductilidade e baixa massa atômica)
◼ Embalagem de alimentos (folha de alumínio)
◼ Ligas com cobre, manganês, silício, magnésio e zinco (Al
puro tem uma resistência mecânica limitada): na
construção civil, estrutura de aviões e de automóveis,
sinais de trânsito, dissipadores de calor, depósitos de
armazenamento, pontes e utensílios de cozinha.
Relação entre Sucata Recuperada e Consumo
Doméstico - 2012
Índice de Reciclagem de Latas de Alumínio (%)
RECICLAGEM DE ALUMÍNIO
Produção Secundária de
Alumínio
KCl, NaCl Resíduo Salino
Alumínio
Fundição em Sais
Preparação:
Moagem
Prensagem
Separação magnética
Dross
Rebarbas
Sucatas
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://a-finger.com/images/fornorotativo17.jpg&imgrefurl=http://a-finger.com/Forno-Rotativo-Para-Aluminio.php&usg=__IEsgBE0-Tq2uldcZYNQUT8Ot508=&h=450&w=600&sz=49&hl=pt-BR&start=3&um=1&tbnid=3uH7mBLk9WjD9M:&tbnh=101&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3Dforno%2Brotativo%2Baluminio%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1T4ADBF_pt-BRBR282BR324%26sa%3DN%26um%3D1
Fundição de Alumínio no Amapá
Realizada de forma artesanal. Os principais
produtos produzidos pelos artesãos são:
panelas, churrasqueiras, hélices para
embarcações e arpões para pescaria.
Alimentação: Sucatas + Vários materiais não metálicos: papel,
vernizes, óleos
• Emissões
– Pó: Al, Al2O3, NaCl, KCl
– Gás: HCl, HF, CO, COV, Dioxinas e Furanos
• Filtros: Eliminação dos Pós
• Lavagem Gases com Ca(OH)2: Eliminação HCl, HF
• Redução da Emissão de Dioxinas e Furanos: Adsorção em Carvão Ativado
» PESQUISAS: PÓS-QUEIMA DOS GASES
Porta e Alimentação
Queimador
Gases Residuais
Sucata + Sais
ALUMÍNIO
Al2O3
SAL
Secagem
Cristalização
Separação Sólido/Líquido
Solubilização
Moagem
RESÍDUO SALINO
Al, Al2O3, NaCl, KCl
Reciclagem de Alumínio
Comportamento do resíduo em
contato com água
• 2 AlN + 3H2O →Al2O3 + 2NH3
• Al4C3 + 6H2O → 2Al2O3 + 3 CH4
• Al2S3 + 3H2O →Al2O3 + 3H2S
Latas
Shredder
Retirada da
Laca:
-Calcinação
-Dissolução
Química
Fusão
Latas
Prensagem
Fusão em Sais
Fusão sem Sais
SUCATA LIMPA
PREPARAÇÃO:
PRENSAGEM
FUSÃO SEM SAIS (Forno sidewell – Revérbero;
Forno de Indução; Forno Plasma)
Consumo de Energia
0
50
100
150
200
kg/t Al
Alumínio
Primário
Alumínio
Secundário
7 9 ,2 % Ele tr ó lis e
1 6 ,9 % C a lc in a ç ã o
5 7 ,1 % Fu n d iç ã o
Emissões Atmosféricas
0
50
100
150
200
250
kg/t Al
Alumínio Primário Alumínio
Secundário
Geração de Resíduos Sólidos
0
1000
2000
3000
4000
kg/t Al
Alumínio
Primário
A lumínio
Secundário
8 7 ,3 % L o d o v e r m e lh o
7 4 ,9 % R e s íd u o S a lin o
Consumo de Água
0
10
20
30
40
50
60
kg/t Al
Alumínio
Primário
A lumínio
Secundário
7 3 ,1 % G e r a ç ã o d e En e r g ia - Ele tr ó lis e
7 5 ,9 % G e r a ç ã o d e En e r g ia
PILHAS E BATERIAS
• PILHA: Menor sistema produtor de energia elétrica.
• BATERIA: conjunto de pilhas
agrupadas em série ou paralelo,
dependendo da tensão ou
capacidade desejada.
Sancionada em agosto de 2010: Lei nº 12.305 de 2 de Agosto de
2010
- Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605,
de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
Regulamentada em dezembro de 2010: Decreto nº 7.404 de 23 de
Dezembro de 2010
- Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui
a Política Nacional de Resíduos Sólidos; cria o Comitê
Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o
Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística
Reversa; e dá outras providências.
- O Governo Federal instalou, no dia 17 de março de 2011, o
Comitê Interministerial para Acompanhamento da Política
Nacional de Resíduos Sólidos.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
- O Governo Federal instalou:
- no dia 17 de fevereiro de 2011, o Comitê Orientador
para Implementação de Sistemas de Logística
Reversa: finalidade elaborar propostas de modelagem
da Logística Reversa e subsídios para o edital de
chamamento para o Acordo Setorial.
Política Nacionalde Resíduos Sólidos
LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010
SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA
São obrigados a estruturar e implementar SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA ,
mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma
independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos
resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e
comerciantes de:
I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens
II - pilhas e baterias;
III - pneus;
IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Acumuladores (Chumbo): Taxa de Reciclagem = 95%
Composição Típica de uma Coleta Seletiva de
Baterias Menores (por tonelada de Baterias):
MnO2 = 250 kg
Fe/Ni = 200 kg
Zn = 150 kg
Cu = 25 kg
Hg = 10 kg
Pb = 3 kg
Cd = 1 kg
Ag = 1 kg
Li = 1 kg
Baterias Pequenas: Taxa de Reciclagem = 30%
Peso
Tamanho
• Difíceis de Separar
• Processadas em
Conjunto
Pb Metal – Grades e Pontes (6 a 12% Sb –
Melhoria das Propriedades Mecânicas)
PbO e PbSO4 – Pasta
H2SO4 – Eletrólito
Polipropileno – Caixa da Bateria
Diferentes Plásticos ou Celulose: Separadores
ACUMULADORES
DE CHUMBO
Chumbo: Ocorrência
• Minerais de Pb:
– Galena (PbS), 86.6% Pb (+ Importante)
– Cerusita (PbCO3)
– Anglesita (PbSO4)
• Nos depósitos minerados atualmente, chumbo
é encontrado em minérios contendo zinco,
prata, e cobre. Neste caso: Pb = subproduto
• Mais de 50% do Pb consumido = Metalurgia
secundária
Propriedades
• Resistente à corrosão
• Denso
• Maleável e Dúctil
• Baixo Ponto de Fusão
• Bom condutor de eletricidade
• Tóxico
Chumbo: Utilização
• Acumuladores - Carros
• Proteção para Raio X - Alta densidade
• Isolante acústico
• Pigmentos em tintas
• Vidros e cristais
FUNDIÇÃO APÓS PREPARAÇÃO
Forno Rotativo
• Fração Metálica: fundida diretamente,
formando liga de enxofre livre de antimônio
• Pasta: fundida em separado. Geração de liga
de chumbo e escória rica em enxofre
(Resíduo perigoso!!)
PILHAS E BATERIAS
RECICLAGEM DE
BATERIAS DE CHUMBO
RECICLAGEM DE BATERIAS
Desenho esquemático de uma bateria de Ni-Cd fechada cilíndrica
BATERIAS
PILHAS E BATERIAS
PILHAS E BATERIAS
• Baterias Secudárias
PILHAS E BATERIAS
Exemplos de técnicas de reciclagem usadas para pilhas e baterias em
alguns países
– Técnicas Hidrometalúrgicas
• TNO, Batenus
– Técnicas Pirometalúrgicas
• SUMITOMO: processo japonês
• SNAM-SAVAM- Processo Francês
• RECYTEC - Processo Suíço
• SAB-NIFE- Processo Sueco
• INMETCO- Processo Norte Americano da INCO
• WAELZ - Processo alemão
Processos desenvolvidos principalmente para
baterias primárias de Zinco e Alcalinas
e para baterias secundárias de NiCd e NiMH
PILHAS E BATERIAS
Sistemas e metas de coleta
• Rechargeable Battery Recycling Corporation (RBRC) – EUA
→Envia para a Inmetco
• European Portable Battery Association (EPBA) – EUROPA
→estimula a coleta seletiva com palestras e propagandas
PILHAS E BATERIAS
Contexto atual
Presença Umicore: 75 sites industriais, 25 escritórios comerciais,
36 países. Matriz: Bruxelas - Bélgica. FONTE: UMICORE
PILHAS E BATERIAS
Técnicas de Reciclagem - Brasil
MERCÚRIO: OCORRÊNCIA
• Raramente ocorre no estado livre. Livre,
aparece incluso em rochas, na forma de
gotas. Combinado, aparece principalmente na
forma de HgS (cinábrio).
MERCÚRIO: Produção
primária
•Mineral: HgS (86,2% Hg)
•Maior Produtor: Espanha
•HgS - T > 500ºC - Instável
•Hg - Tambiente - Metal Líquido (com grande pressão de vapor)
•Pode ser Processado por destilação
•Hg - Ebulição - T=357ºC
PRODUÇÃO PRIMÁRIA
OXIGÊNIO
Hg + SO2 + Pó (Emissões Gasosas)
Pó + HgHg
Hg Líquido Hg Pó
RESFRIAMENTO DESTILAÇÃO
T > T cond
FORNO ROTATIVO
HgS
Aplicações do elemento
As maiores aplicações do mercúrio são em
equipamentos elétricos e em dispositivos de controle,
onde a estabilidade fluidez, elevada densidade e
condutividade elétrica são essenciais.
•Termômetros, barômetros e outros instrumentos
de medida.
•Amálgamas usados na obturação de cáries
dentárias.
•Separação do ouro das areias auríferas.
•Lâmpadas de mercúrio. Lâmpadas fluorescentes.
•Baterias (recarregáveis).
Aplicações do elemento
As maiores aplicações do mercúrio são em
equipamentos elétricos e em dispositivos de controle,
onde a estabilidade fluidez, elevada densidade e
condutividade elétrica são essenciais.
•Termômetros, barômetros e outros instrumentos
de medida.
•Amálgamas usados na obturação de cáries
dentárias.
•Separação do ouro das areias auríferas.
•Lâmpadas de mercúrio. Lâmpadas fluorescentes.
•Baterias (recarregáveis).
LÂMPADA FLUORESCENTE
• Uma típica é composta por um tubo selado de vidro
preenchido com gás argônio à baixa pressão (2,5 Torr) e
vapor de mercúrio, também à baixa pressão parcial. O
interior do tubo é revestido com uma poeira fosforosa
composta por vários elementos.
Composição da poeira fosforosa de uma lâmpada
fluorescente (mg/kg).
Elemento Concentração Elemento Concentração
Alumínio 3000 Ferro 1900
Antimônio 2300 Magnésio 1000
Bário 610 Manganês 4400
Cádmio 1000 Mercúrio 4700
Cálcio 170000 Níquel 130
Chumbo 75 Sódio 1700
Cobre 70 Zinco 48
Cromo 9
• Eletrodos: Espirais de tungstênio
• Aplicação de uma diferença de potencial: arco voltaico
ou descarga elétrica.
• Os elétrons chocam-se com os átomos de argônio, os
quais, por sua vez, emitem mais elétrons.
• Os elétrons chocam-se com os átomos do vapor de
mercúrio e os energizam, causando a emissão de
radiação ultravioleta (UV).
• Quando os raios ultravioleta atingem a camada
fosforosa, que reveste a parede do tubo, ocorre a
fluorescência, emitindo radiação eletromagnética na
região do visível.
LÂMPADA FLUORESCENTE:
FUNCIONAMENTO
Reciclagem de Lâmpadas
GASES
MERCÚRIO
VIDROS (85%)
QUEIMA
LÂMPADAS SEM TERMINAIS
METAIS (7%)
ATERROS
NÃO METAIS (5%)
SEPARAÇÃO
DESTILAÇÃO DO MERCÚRIO
COMINUIÇÃO
TERMINAIS
SEPARAÇÃO DOS TERMINAIS DAS LÂMPADAS
LÂMPADAS QUEIMADAS
As lâmpadas fluorescentes
queimadas devem ser entregues
(devolvidas) para as lojas que as
comercializam, preferencialmente
onde foram adquiridas. As empresas
e redes autorizadas de assistência
técnica que as distribuem são
responsáveis legais pela destinação
final segura que a elas deve ser
dada.
A Lei municipal nº 9.851/2005 obriga
as empresas a receberem tais
resíduos em devolução. Pela
definição do Código Municipal de
Limpeza Urbana (Lei Complementar
nº 234/1990), eles se enquadram
como especiais. A Lei estadual nº
11.187/1998 proíbe o descarte de
tais lâmpadas em aterros sanitários,
por isso o DMLU está impedido de
fazer essa coleta.
http://www.apromac.org.br/20070620001.jpg
Locais para descontaminação de
lâmpadas fluorescentes
• Apliquim (Paulínia, SP)
(19) 3884-8140 / 8141
Fax: (19) 3884-7562
Brasil Recicle (Indaial, SC)
(47) 333-5055
Hg Descontaminação (Nova Lima, MG)
(31) 3581-8725 e 3541-8696
Mega Reciclagem (Curitiba, PR)
(41) 268-6030 e 268-6031
Recitec (Pedro Leopoldo. MG)
(31) 3213-0898 e 3274-5614
http://www.apliquim.com.br/
http://www.brasilrecicle.com.br/siteflash.htm
http://www.hgmg.com.br/informacao.htm
http://www.megareciclagem.com.br/
http://www.recitecmg.com.br/
Recebimento de lâmpadas Desembalagem,
contagem e estocagem
em pallets
Ruptura Controlada
Separação dos soquetes/terminais
das lâmpadas e encaminhamento
para reciclagem.
APLIQUIM
BRASIL RECICLE
Ruptura Controlada
APLIQUIM
BRASIL RECICLE
Separação do vidro
Desmercurização Térmica e Destilação
Hg
Aplicações do elemento
As maiores aplicações do mercúrio são em
equipamentos elétricos e em dispositivos de controle,
onde a estabilidade fluidez, elevada densidade e
condutividade elétrica são essenciais.
•Termômetros, barômetros e outros instrumentos
de medida.
•Amálgamas usados na obturaçãode cáries
dentárias.
•Separação do ouro das areias auríferas.
•Lâmpadas de mercúrio. Lâmpadas fluorescentes.
•Baterias (recarregáveis).
Produção de Ouro:
1. Lixiviação (cianetação) + adsorção ou eletroobtenção
Cianetação em pilha -
Mina El Soldado (Chile)
Cianetação em pilha –
San Luis Potosi
(México)
2. Garimpo + Amalgamação
GARIMPOS
IMPACTOS AMBIENTAIS DECORRENTES DE GARIMPOS NO ESTADO
DO AMAPÁ
Elys da Silva Mendes
Marcos Vinicius Rodrigues Quintairos
Pablo Francisco Honorato Sampaio
O fenômeno Serra Pelada
Fonte: paginas.terra.com.br/educacao/geopoliticanaweb/Serra_Pelada.htm
Garimpo clandestino de cassiterita, na Vila Taboca, em São
Félix do Xingu .
Fonte: IBAMA, 2012
GARIMPO TOCANTIZINHO
BRAZAURO
Fonte: Google Earth
Beneficiamento – britador
operado por uma criançaCava - galeria vertical
Galeria horizontal – meio mineralizado
F
on
te
:
B
R
A
N
D
T
,
2
0
11
Ação no garimpo ilegal na Guiana Francesa
Fonte: Tv Amapá, 2014
IMPACTOS AMBIENTAIS DA
ATIVIDADE DE GARIMPO
a) desmatamentos e queimadas;
b) alteração nos aspectos qualitativos e no regime hidrológico dos cursos de
água;
c) queima de mercúrio metálico ao ar livre;
d) desencadeamento dos processos erosivos;
e) turbidez das águas;
f) mortalidade da fauna;
g) fuga de animais silvestres;
h) poluição química provocada pelo mercúrio metálico na biosfera e na
atmosfera.
Estrutura da Mineração de Ouro no Mundo:
• Poucas companhias internacionais
• Poucas empresa de pequeno e médio porte
• Milhões de garimpeiros (e centros de processamento ilegais)
Centros de processamento extraem o ouro para os garimpeiros:
• Usando técnicas rudimentares
• Recuperam 20 a 30% do ouro para o garimpeiro com amalgamação
• Entregam o amalgama para o garimpeiro “queimar” e ficam com o rejeito
• Usam NaCN para recuperar o ouro do “rejeito” contaminado com Hg
• Hg(CN)2 é formado e descartado em rios