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Unidade 2 Nós e mundo 148 ALIENAÇÃO alienação foi utilizado pelo inicialmente Hegel termo para designar potencialidades processo nos qual ob. A pessoa alheia a eles Significaria, uma ex- por colocam suas assim, si mesma jetos por da criatividade humana, de Nesse sua capa- teriorização de construir obras no senti- A palavra alienação vem do latim alienare, "tor- cidade mundo da cultura seria uma alienação do nar algo alheio a isto é, "tornar algo per- espirito do, o humano, uma criação do que tencente a outro". Hoje, esse termo é usado em dife- nela reconheceria. rentes contextos com significações Diferentemente se de Hegel, Marx identificou, nes- em direito, designa a transferência da propriedade processo de exteriorização da criatividade, dois de um bem a outra pessoa. Nesse sentido, costuma- se momentos O primeiro seria da objetiva- se dizer que "os bens do devedor foram ção, que se refere especificamente à capacidade da em psicologia, refere-se ao estado patológico do de se objetivar, de se exteriorizar nos objetos indivíduo que se tornou alheio a si próprio, sen- e pessoa nas coisas que cria, o que é algo próprio do saber- tindo-se como um estranho, sem contato con- -fazer sigo mesmo ou com o meio social em que vive; O segundo momento, para o qual Marx reserva o na linguagem filosófica correspon- termo alienação, seria aquele em que o de ao processo pelo qual os atos de uma pessoa são principalmente no capitalismo, transferir suas dirigidos ou influenciados por outros e se transfor- potencialidades para seus produtos, deixa de identi- mam em uma força estranha colocada em posição como obra sua. Os produtos "não superior e contrária a quem a produziu. Nesta acep- cem" mais a quem os produziu. Com isso, são "es- ção, a palavra deve muito de seu uso a Karl Marx. tranhos" a ele, seja no plano econômico, CO, seja no plano Na sociedade o processo de alienação atinge campos da vida humana, impregnando as relações das pessoas com o traba- lho, o consumo, o lazer, seus semelhantes e consigo Vejamos aspectos dessas relações alienadas, seguindo, em linhas gerais, a analise do psicanalista alemão Erich Fromm (1900-1980) em Psicanálise da sociedade (p. Trabalho alienado Observa-se nas sociedades de hoje que a produ- ção econômica transformou-se no objetivo imposto às pessoas, isto é, não são as pessoas objetivo da mas a produção em Esse processo acentuou-se no século XIX, quan- do o trabalho na maioria das tornou-se cada vez mais rotineiro, automatizado e especializa- do, subdividido em múltiplas Os empre- sários industriais visavam, com isso, economizar tempo e aumentar a produtividade Como exemplificou o economista Adam Smith (1723-1790), na fabricação de um operário puxava o outro um A pessoa alienada perde contato consigo mesma, com sua terceiro o cortava, um quarto o afiava, um quinto o identidade e valor. Só lhe resta a angústia, definida pelo esmerilhava na outra extremidade para a colocação filósofo contemporâneo Heidegger como uma situação da cabeça, um sexto colocava a cabeça e um sétimo afetiva fundamental que nos coloca diante do dava o polimento final Digitalizado com CamScanner149 Capítulo 80 trabalho Essa forma de organização do trabalho em linhas de operação e montagem aperfei- Produz-se "inteligência", mas também a estupi- coada pelo engenheiro e economista estado-unidense dez e bitolamento nos trabalhadores. Frederick Taylor cujo método ficou CO- Enfim, o trabalho alienado costuma ser marcado como taylorismo. A principal consequência pelo desprazer, pelo embrutecimento e pela explora- do taylorismo é que a fragmentação do trabalho con- ção do trabalhador. Vejamos como Marx, em Manus- duz a uma fragmentação do saber, pois o trabalhador critos descreveu esse processo: perde a noção de conjunto do processo Primeiramente, o trabalho alienado se apre- senta como algo externo ao trabalhador, algo que não faz parte de sua personalidade Assim, trabalhador não se realiza em seu trabalho, mas nega-se a si mesmo. Perma- nece no local de trabalho com uma sensação de sofrimento em vez de bem-estar, com um sentimento de bloqueio de suas energias fi- sicas e mentais que provoca cansaço físico e depressão. Nessa situação, o trabalhador se sente feliz em seus dias de folga en- quanto no trabalho permanece aborrecido. Seu trabalho não é voluntário, mas imposto e forçado. 0 caráter alienado desse trabalho é facil- mente atestado pelo fato de ser evitado como uma praga; só é realizado à base de imposição. Afinal, trabalho alienado é um trabalho de sacrifício, de mortificação. É um trabalho que não pertence ao trabalha- dor mas sim à outra pessoa que dirige a pro- Mulheres trabalham em linha de produção de fábrica na A rotina e a taylorização podem empobrecer o dução. (Primeiro manuscrito, XXIII). envolvimento afetivo e intelectual do indivíduo com seu trabalho. Atingido pela alienação, o ser humano perde contato com seu eu com sua individuali- Essa forma de organização do trabalho que dade. Transformado em mercadoria como obser- conduz ao trabalho alienado ainda pode ser ob- you Fromm sente-se como uma "coisa" que preci- servada atualmente em muitas indústrias, onde a sa alcançar sucesso no "mercado das personalida- função do operário se restringe ao cumprimento de des": sucesso financeiro, profissional, intelectual, ordens relativas à qualidade e à quantidade da pro- social, sexual, político, esportivo etc. O tipo de su- dução. Tudo transcorre sem que o trabalhador possa cesso perseguido depende do mercado em que a decidir sobre o resultado final de seu trabalho e sem pessoa quer "vender" sua personalidade. que tenha controle algum sobre a finalidade do que produz. Sempre repetindo as mesmas operações Como homem moderno se sente ao mes- mecânicas, ele produz bens estranhos à sua pessoa, mo tempo como o vendedor e a mercadoria aos seus desejos e às suas necessidades. a ser vendida no mercado, sua autoestima Ao executar a rotina do trabalho alienado, o traba- depende de condições que escapam a seu lhador submete-se a um sistema que, em grande par- controle. Se ele tiver sucesso, será "valioso"; te, não lhe permite desfrutar financeiramente dos se não, imprestável. 0 grau de insegurança benefícios de sua própria atividade. Assim, no plano dai resultante dificilmente poderá ser exage- rado. (FROMM, Análise do homem, p. 73). econômico, a meta é produzir para satisfazer as ne- cessidades do mercado e não propriamente do traba- Fabricam-se, por exemplo, coisas maravilho- Dominado por essa orientação mercantil alienan- sas para uma elite enquanto o trabalha- te, conforme definição de Fromm, o indivíduo não dor mantém-se modesta ou miseravelmente. Erguem- mais se identifica com o que é, sabe ou faz. Para ele, -se mansões para os mais abastados, enquanto grande não conta sua realização íntima e pessoal, apenas o número de trabalhadores mora em condições sucesso em vender socialmente suas qualidades.Unidade 2 Nós e o mundo 150 Tanto suas forças quanto que elas criam se Enquanto boa parte da humanidade enfrenta afastam, tornam-se algo diferente de si, algo drama agudo da fome, da falta de moradia, do de- para os outros julgarem e usarem; assim, sua samparo à saúde e à educação, sem o mínimo neces- sensação de identidade torna-se tão frágil sário para sobreviver, uma minoria pode se dar quanto sua autoestima, sendo constituida luxo de consumir quase tudo e esbanjar supérfluo do total de papéis que ele pode desempe- e é que entra o conceito de consumo "Eu sou como você quer que eu seja". como veremos adiante. (FROMM, Análise do homem, p. 74). Assim, é principalmente entre a parcela da popu- lação de bom poder aquisitivo que ocorre esse As relações sociais também ficam seriamente meno, já que não tem muito sentido falarmos em comprometidas. Cada pessoa vê a outra segundo consumo alienado entre a multidão de famintos, es- critérios e valores definidos pelo "mercado de perso- nalidades". O outro passa a valer também como um magada pela miséria. objeto, uma mercadoria. Um dos princípios que orientam as relações alie- Relação produção-consumo nadas nas sociedades pode ser tra- Karl Marx observou que produção é ao mesmo duzido nestas palavras: "Não se envolva com a vida tempo consumo, pois quando o trabalhador pro- interior de ninguém". Esse não envolvimento pode levar a situações extremas de ausência de solidarie- duz algo, além de consumir matéria-prima e os pró- dade social. prios instrumentos de produção, que se desgastam ao serem utilizados, ele também consome suas for- ças vitais nesse trabalho. CONEXÕES Por outro lado, completa Marx, consumo é tam- 1. Você consegue observar o processo de alie- bém produção, pois os homens se produzem atra- nação em sua vida? em você ou em ou- vés do consumo. Isso se verifica de forma mais tros conhecidos uma busca desenfreada de diata na nutrição, processo vital pelo qual consumi- sucesso no "mercado de personalidades"? mos alimentos para "produzir" nosso corpo. Porém, Em que situações concretas? Comente cada o consumo nos produz não apenas no plano uma delas. mas também nos aspectos intelectual e emocional, como ser total. Há, portanto, uma relação dialética entre consu- Consumo alienado mo e produção. A produção cria não bens mate- Como podemos definir o termo consumo? Con- riais e não materiais, mas também o consumidor sumir significa utilizar, gastar, dar fim a algo, para para esses Se não fosse assim, a produção não alcançar determinado objetivo. teria sentido. Ou seja, quando se produz algo, é pre- ser humano necessita de objetos exteriores ciso que alguém consuma essa produção. para a sua sobrevivência e realização. Por isso, os Por isso, a publicidade (divulgação de produtos indivíduos produzem, em sociedade, os objetos nas diversas como jornal, volantes etc.) é para seu consumo. elemento fundamental das sociedades E o que seria consumo alienado? Antes de refle- tirmos sobre esse conceito, consideremos primeira- vez duos necessidade impulsiona capitalistas, nos E aí uma co- que é por meio delas que se indivi- a de consumir mente o brutal abismo socioeconômico que separa meça uma a produção cria o consumo, ricos e pobres no mundo consumo cria a necessidade de uma nova produção, e assim por Essa dupla criação de necessidades (a Os 2,5 bilhões de indivíduos mais pobres produção criando o consumo e consumo criando a ou seja, 40% da população mundial de- produção) gera a "reprodução" do sistema capitalista. têm 5% da renda global, ao passo que os Se Mas onde está a alienação no consumo? 10% mais ricos controlam Um a cada entendemos que os homens se formam intera- dois indivíduos vive com menos de 2 dó- gindo com mundo objetivo, consumir significa lares por dia (patamar de pobreza) e um a cada cinco, com menos de 1 dólar por dia participar de um pela socie- (patamar de pobreza absoluta). (DURAND e viduais, Assim, além de atender às necessidades indi- outros, Atlas da mundialização, p. 32). pela consumo expressaria também forma qual individuo está integrado à sociedade. a Digitalizado com CamScanner151 Capítulo 8 0 trabalho servamos a exclusão da maior parte das ob- No entanto, nas sociedades em meio à multidão. É como se a posse de um obje- consumo efetivo do pessoas do to satisfizesse a perda da própria das desigualdades econômicas e Além em vista Os mestres da propaganda sabem disso e se em- é possível constatar que o circuito disso, penham em oferecer produtos que se sucedem em mo não visa atender prioritariamente produção-consu- as uma rapidez impressionante, como substitutos para des individuais, mas sim as necessidades necessida- de essa insatisfação que o indivíduo sente em relação a são do sistema capitalista. de busca permanente expan- de si próprio. Isso se traduz na busca ansiosa por ad- lucratividade, o que levou à mercantilização de to- quirir o que se deseja; ignora-se a possibilidade de das as coisas. se desejar o que já se adquiriu. Nesse sistema, como aponta o historiador con- Immanuel Wallerstein em O capitalismo histórico, há algo de absurdo na "lógica [...] acumula-se capital a fim de se acumular mais capital. Os capitalistas são como camun- dongos numa roda, correndo sempre mais de- pressa a fim de correrem ainda mais depressa. Nesse processo, algumas pessoas sem dúvida vivem bem, mas outras vivem miseravelmen- te, e mesmo as que vivem bem pagam um preço por isso. (p. 34). Cultura do consumo CONEXÕES Esses dois aspectos a exclusão da maior parte das pessoas da possibilidade de consumir e a per- 2. Analise e interprete a charge acima. Seu per- manente busca por mais lucro estão entrelaçados sonagem é feliz? O que mais importante, o ter ou ser? Por Que elementos a tal ponto que o filósofo francês ricos indicam isso? Jean Baudrillard considera que a lógica do consumo baseia-se exatamente na impossibilidade de que todos consumam. De acordo com sua análise, o consumo funciona Em outras palavras, o consumidor alienado age como uma forma de afirmar a diferença entre os in- como se a felicidade consistisse, apenas, em uma divíduos. Veja um exemplo simples: o fato de que questão de poder sobre as coisas, ignorando o pra- alguém possuir um automóvel de luxo só tem senti- zer obtido com aquilo que verdadeiramente ama. Como afirmou o filósofo alemão Max Horkheimer do se poucos indivíduos puderem ter. O objeto dife- adquirido funciona, assim, como um signo da (1885-1973), "quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mais as rença de status. Nas palavras do filósofo, prazer coisas o dominarão, mais lhe faltarão os traços indi- de mudar de vestuário, de objetos, de carro, vem sancionar psicologicamente constrangimentos de viduais (Eclipse da razão, p. 141). Assim, no consumo alienado não existe uma re- diferenciação social e de prestígio" (Para uma crítica lação direta e real entre o consumidor e o verdadeiro da economia política do signo, p. 38). A propaganda trata de assegurar essa distinção e pa- prazer da coisa adquirida. O consumidor compra rótulos e grifes. Escova os dentes com a pasta que associar marcas e grifes a comportamentos mais ao drões inacessíveis à maioria da população e, lhe garante a certeza de eliminar todas as causas dos isso, impossíveis de serem alcançados em escala em problemas que podem afetar sua saúde bucal. Usa o xampu que promete cabelos hidratados e mundial, que devido ao impacto que isso significaria é, termos do meio ambiente. Essa impossibilidade Induzidos pela propaganda que promove o feti- che das mercadorias, os consumidores acabam por evidentemente, escamoteada. Esse tipo de consumo alienado é movido pelo se transformar em seres passíveis, cujo gosto é con- dicionado pela rotina de produção daquilo que têm. desejo do consumidor de sentir-se uma Digitalizado com CamScannerUnidade 2 Nós e mundo 152 O consumo deixa de ser um meio de expressão do nais e revistas como qualquer outra mercadoria. E prazer pessoal e transforma-se em um fim em si consumidor alienado compra seu lazer da mesma ma- Torna-se um ato obsessivo alimentado pelo neira como compra sua pasta dental ou seu xampu, apetite de novidade e de distinção Consome os "filmes da moda" e frequenta os "lugares Fetiche objeto a que se presta culto ou adoração ou que causa badalados", sem um envolvimento autêntico com o fascinação em um que faz. Agindo desse modo, muitos se esforçam e até Para o consumidor alienado, comprar a coleção pensam que estão se divertindo, querem acreditar de roupa as inovações em informáti- que estão se divertindo. No entanto, "através da ca, os eletrodomésticos de última geração e o mais máscara da alegria se esconde uma crescente inca- novo modelo de carro representa um sinal infalível pacidade para o verdadeiro prazer" (LOBSENZ, citado de status, correspondendo ao de em LOWEN, Prazer, p. 13-14). dões "ter" frequentam desejo projetar multi- o para substituir o vazio do "ser" Assim, Isso quer dizer que a lógica capitalista afeta até mesmo a relação do indivíduo com as obras de arte. avidamente os grandes shoppings das cidades para contemplar as novidades das vitri- Reduzidas ao nível de mercadorias, estas passam a nes e, se adquiri-las de obedecer à lei da oferta e da procura. Tornam-se pu- Esse desesperado neofilismo (amor obsessivo pe- ros "negócios" fabricados pela indústria las novidades) afeta praticamente todas as relações de expressão criada por Horkheimer e Theodor Ador- que o ser humano é capaz com o mundo exterior. no (1906-1969), pensadores da Escola de Frank- furt. E o que era fruto da espontaneidade criativa do Para as pessoas contaminadas por essa do- sujeito transforma-se em produção padronizada de ença cultural, um par de sapatos, uma rou- objetos de consumo com vistas à obtenção de lucros pa, um carro perdem o encanto com pouco tempo de uso, exatamente como a pessoa amada, o amigo ou até mesmo a pátria. (Lo- RENZ, Civilização e pecado, p. 60). A técnica da indústria cultural levou apenas à padronização e à produção em série, sacri- Evidentemente, o neofilismo desenfreado cor- ficando o que fazia a diferença entre a lógica responde aos interesses dos grandes produtores da obra [de arte] e a do sistema social. (ADOR- econômicos. Produzir objetos que logo se tor- NO e Dialética do esclarecimento, nam obsoletos é um princípio fundamental da in- p. 114). dústria capitalista. Escapar a essa armadilha do consumo não é um pro- blema a ser resolvido apenas pela consciência e pela vonta- de individuais. É uma tarefa ampla que envolve a transfor- mação dos valores dominan- tes em toda a sociedade. O lazer alienado E o que dizer do nosso lazer? Será que processo de alienação na sociedade in- dustrial afeta também a utili- zação de nosso tempo livre? Vejamos. A indústria cultural e de diversão vende peças de tea- Miragem (1998) Antônio tro, filmes, livros, shows, jor- Muitas vezes, o lazer não passa mesmo de uma miragem, uma153 Capítulo 80 trabalho Análise e entendimento 4. nação. Explique a diferença entre objetivação e alie- 7. Considerando exemplos da sua vida cotidiana, explique como processo de alienação afeta 5. "O trabalhador se sente feliz em seus de folga, enquanto no trabalho permanece dias a) em sua relação consigo mesmo; Interprete essa frase de b) em sua maneira de relacionar-se com citada no outras pessoas; 6. Que papel tem a propaganda no processo de em sua forma de consumir; alienação? Justifique sua resposta. d) em suas opções de lazer e entreteni- Conversa filosófica 2. Grifes e alienação Reúna-se com colegas para interpretar e discutir esta charge. MODA BRASILEIRA ATÉ POUQUÍSSIMO TEMPO ESTAVA EM ALTA o TOMARA-QUE-CAIA INFANTIL ISABELLA E TAMBÉM EM POUQUÍSSIMO TEMPO, NINGUÉM MAIS SE LEMBRA DE USAR ISABELLA ISABELLA ISABELLA NÃO ESTÁ MAIS NA MODA A MODA AGORA É E SE CHAMA A ORDEM É FAZER A CABEÇA DA JUVENTUDE ELOÁ É VIRAL ELOA POR TODA TODO MUNDO USANDO ELOÁ, HOJE, É A MODA. MESTRA, POR QUE ESSA DEIXE DE SER CRETINA PREOCUPAÇÃO? A NOVA SABE QUE LOGO MODA ESTÁ TODO MUNDO SE ESQUECE... É PRECISO SE REIVENTAR A CADA E NUM RITMO CADA VEZ MAIS FRENÉTICO, A SOCIEDADE DEVORA A MODA, ARROTA, PALITA DENTES E SEGUE A VIDA, SEM SE LEMBRAR DO QUE COMEU NO DIA ANTERIOR. 3. Fetiche e neofilia Reúna-se com colegas para trocar ideias e opinar sobre os temas fetiche e neofilia. O que os estimula? Quem ganha com eles? Quem perde? Digitalizado com CamScanner

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