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Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Semiologia Cães e Gatos 
AULA 1: 
SEMIOLOGIA GERAL: Anamnese, inspeção, palpação, auscultação, olfação, 
SEMIOLOGIA ESPECIAL: sistema tegumentar, digestório, respiratório, circulatório, urogenital, 
neurológico, locomotor. 
EXAMES COMPLEMENTARES 
SEMIOLOGIA: Estuda e interpreta os métodos de exame clínico, os sintomas/ sinais bem como 
elabora diagnóstico e prognóstico. 
DIVISÕES: 
SEMIOTÉCNICA: CLÍNICA PROPEDÊUTICA: SEMIOGÊNESE: 
Recursos disponíveis para 
avaliar o paciente 
Reúne, identifica e interpreta 
os dados obtidos. 
Raciocínio/ Análise 
Explica os mecanismos pelos 
quais os sintomas aparecem/ 
desenvolvem 
CONCEITOS: 
SINTOMA SINAL 
Fenômeno anomal causado pela doença 
 
Ex: tosse, claudicação, dispneia 
Avaliação e conclusão do M.V a partir dos 
sintomas ou métodos físicos. 
Ex: Sinal de Godet positivo 
 
DIAGNÓSTICO: Importante para estabelecer o tratamento e o prognóstico 
• NOSOLÓGICO/ CLÍNICO: manifestações clínicas e prognóstico com base em anamnese, 
exame físico, exame complementar. 
• TERAPÊUTICO: suspeita com base anamnese e exame físico 
Tentativa do tratamento, se melhor, fecha o diagnóstico. 
• ANATÔMICO: doenças que causam modificação anatômica local e tipo de lesão. 
• ETIOLÓGICO: fator determinante da doença 
• HISTOPATOLÓGICO: análise microscópica dos tecidos. 
• ANATOMOPATOLÓGICO: exame macro e micro das peças 
• RADIOLÓGICO, SOROLÓGICO, LABORATORIAL, ULTRASSONOGRÁFICO, 
ELETROCARDIOGRÁFICO. 
PROGNÓSTICO: prever a evolução doença e suas consequências. 
FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL RESERVADO 
Evolução satisfatória Possibilidade óbito Curso imprevisível 
Pode ser prognostico: favorável quanto a vida e reservado em relação a recuperação do paciente. 
 TRATAMENTO: meios usados para combater a doença 
CAUSAL: SINTOMÁTICO: PATOGÊNICO: VITAL: 
Combate a causa da 
doença 
Visa combater 
sintomas ou abrandar 
Modifica mecanismo 
desenvolvimento. 
Evita complicações 
que possa colocar o 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Ex: doxiciclina- erliquia o sofrimento Tétano- soro antitetânico animal em risco 
IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: 
• ESPÉCIE: suscetibilidade de uma espécie varia com relação as doenças infecciosas e/ou 
parasitárias. Cães: cinomose; Gatos: leucemia felina 
• RAÇA: Grande: cardiomiopatia dilatada; Pequena: degeneração mixomatosa valva mitral 
• SEXO: Fêmea: adenocarcinoma mamário 
• IDADE: Jovem- cães: parvovirose; Idosos- felinos: hipertireoidismo 
• PESO 
• ORIGEM DO ANIMAL 
• NOME TUTOR, ENDEREÇO E CONTATO 
Estrutura da Anamnese: 
 ANAMNESE: (Anamnesis= recordação) 
• Fonte confiável de informação – deve ser o tutor ou uma pessoa que saiba informar sobre 
FONTE E CONFIABILIDADE: fonte costuma ser o tutor, fornecer entrevista, anotar nomes e 
relação 
QUEIXA PRINCIPAL: manifestação da doença 
HISTÓRICO MÉDICO RECENTE: alterações recentes 
COMPORTAMENTOS ÓRGÃOS: 
Revisão sistemática: 
1- Digestório 
2- Cardiorrespiratório 
3- Geniturinário 
4- Nervoso 
5- Locomotor 
6- Pele e Anexos 
AULA 2: 
Inspeção: 
Sentido da visão- começa antes da anamnese. Superfície corporal e partes mais acessíveis 
das cavidades Conselhos: local com boa iluminação, inspeção cuidadosa antes da contenção, 
descrever o que está vendo, oferecer informações para diagnóstico. 
Dividida em: 
PANORÂMICA LOCALIZADA DIRETA INDIRETA 
Paciente 
visualizado como 
um todo 
Alterações na 
região do 
corpo 
Visão: pele, mucosas, 
aumento volume, 
respiração, claudicações 
Otoscópio, laringoscópio, radiografia, 
microscópios, 
Registros gráficos (USG, Eletrocardiograma) 
 Palpação: 
Inspeção e palpação: se complementam 
Notar modificação: textura, espessura, consistência, temperatura, volume, percepção, fômites, flutuação, 
elasticidade, edema e outros fenômenos. 
Pode ser: 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
• Direta: uso das mãos ou dedos 
• Indireta: uso de aparelhos ou instrumentos- sondas, cateteres, pinça, agulha 
Tipos de consistência: 
MOLE: FIRME: DURA: PASTOSA: FLUTUANTE: CREPITANTE: 
Reassume a 
posição após 
pressão 
Macio, porém, 
flexível 
Após pressionada, 
oferece resistência 
e volta ao normal 
Não cede, por 
mais forte que 
seja a pressão. 
Estrutura cede 
a pressão e 
permanece 
impressão do 
objeto 
Acúmulo de 
líquidos como 
sangue, pus, 
urina 
Tecido contém ar 
ou gás em seu 
interior 
 
 Auscultação: 
Avaliação dos ruídos que os órgãos produzem 
Avaliar: Pulmão e Coração- ruídos anormais, sopros, arritmias cardíacas 
Pode ser: 
• DIRETA: aplica o ouvido, protegido por um pano na área examinada 
• INDIRETA: uso de aparelhos auscultação- estetoscópio, Doppler 
Cuidados: usar aparelho de boa qualidade, auscultar em ambiente tranquilo, atenção aos ruídos e 
individualizar, evitar acidentes (ausculte quando tiver contido). 
Ruídos: 
AÉREOS: HIDROAÉREO: LÍQUIDOS: SÓLIDOS: 
Movimentação massa 
gasosas 
Inspiração- passagem 
pelas vias gasosas 
Movimentação massas 
gasosas em meio líquido 
Borborismo intestinal 
Movimentação massas 
liquidas em estrutura 
Sopro anêmico 
Atrito de 2 superfícies 
rugosas. 
Roce pericárdico nas 
pericardites. 
 
Percussão: 
Método físico exame- sons produzidos pelo examinador 
Pequenos golpes ou batidas aplicadas no corpo 
Pode ser: 
• Direta/ Digital: diretamente com os dedos de uma das mãos a área examinada 
• Indireta: interpõe o dedo de uma das mãos (médio) ou outro instrumento (plexímetro) 
 Sons observados: 
CLARO TIMPÂNICO MACIÇO 
Órgão com ar 
Média intensidade, duração e 
ressonância 
Pulmão sadio, gases e paredes 
intestinais 
Órgão oco com grandes 
cavidades, repleta de gás. 
Varia conforme pressão do ar ou 
gás contido 
Regiões compactadas 
desprovidas de ar 
Pouca ressonância, curta duração 
e fraca intensidade. 
Olfação: 
Avaliação pelo olfato do clínico, avalia transpirações cutâneas, ar expirado e excreções 
 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
 
 
AULA 3: 
Exames complementares: 
• PUNÇÃO EXPLORATÓRIA: Pesquisa de órgãos ou cavidades internas 
Passagem de cateter, agulha, cânula 
Retirar material para examinar- aspecto físico, químico, citológico e bacteriológico 
Avaliar hematoma, abscessos, derrame cavitário 
Claro: ascite- não tira todo líquido; Escuro: sangue- trauma: emergência 
• BIÓPSIA: Coleta pequenos fragmentos para histopatológico 
Punch: retirada de pele para análise em biopsia 
• EXAMES LABORATORIAIS: EXAME FÍSICO- QUIMICO, HEMATOLÓGICO, BACTERIOLÓGICO, 
PARASITOLÓGICO E DETERMINAÇÕES ENZIMÁTICAS 
• INOCULAÇÕES DIAGNÓSTICAS: 
Inocula material proveniente do animal doente em animais do laboratório para verificar aparecimento da 
doença. 
Botulismo: inocula em camundongos (via intraperitoneal) 
REAÇÕES ALÉRGICAS: exames que causem sensibilidade mediante inoculação do antígeno 
Tuberculose: teste tuberculina 
Contenção física: 
Restinguir atividade para avaliar ou realizar procedimentos 
Objetivo: evitar mordeduras ou unhadas; maior segurança para avaliador e paciente; evitar movimentos 
bruscos. 
CÃES: Antes exames: informações sobre temperamento para escolha da melhor contenção 
Agressivos: focinheira, cambão e /ou contenção química 
Pequeno/ médio porte: contidos em uma mesa após colocar mordaça ou focinheira 
Grandes/ Gigantes: imobilização no chão 
GATOS: contenção + difícil 
Manter na caixa para pesar, fechar janelas e portas do consultório 
Contenção química: 
Uso tranquilizantes e sedativos para animais agressivos, agitados 
Conhecer efeito dos fármacos: para avaliar se os achados clínicos são do uso do medicamento. 
Considerar: espécie, raça, estado clínico geral, doenças concomitantes, dor e desconforto. 
Exame físicogeral ou de rotina: 
Fornecer visão do conjunto: necessário para modificar o cronograma de ações 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
NÍVEL DE CONSCIÊNCIA: inspeção, nível de estímulos 
• Diminuída- apático 
• Ausente- coma 
• Normal 
• Aumentada- excitado 
POSTURA: posicionamento do paciente, posição quadrupedal e durante locomoção 
Exemplos: tétano: paralisia estática; botulismo: paralisia flácida 
Dificuldade respiratória: pescoço + alongado, órgão apneico 
ESTADO NUTRICIONAL: 
Examinar estado nutricional: conforme espécie, raça, utilidade/aptidão 
Usar termos objetivos: caquético, magro, normal, gordo, obeso 
Obesidade: pode ter doença concomitante 
Avaliação geral da Pele: 
PELAGEM: indicador de saúde física 
Alterações de pele generalizada ou localizada 
Grau de desidratação: ressecamento e enrugamento da pele 
TESTE DE TUGOR CUTÂNEO (TTC): pinçar com os dedos a pele do paciente, 
Hidratado: pele elástica, 2 segundos em média 
Desidratado: maior tempo 
Avaliação Parâmetros Vitais: 
Conhecimento parâmetros: FC, FR, temperatura 
Necessário monitorar 2 x por dia 
Anotar quando a auscultação foi difícil na ficha clínica. Avaliar: arritmia, sopro 
Último procedimento: temperatura retal. 
TEMPERATURA CORPORAL: 
CÃES JOVENS 36,1-37,7 
 ADULTOS 37,5 -39,2 
GATOS 37,8-39,2 
 
 FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA FREQUÊNCIA CARDÍACA 
CÃES 60-160 BPM 18-36 MPM 
GATOS 120-240 BPM 20-40 MPM 
 Avaliação das Mucosas: 
Exame mucosas aparentes: enfermidade própria (inflamação, edema, tumores), alterações que refletem 
comprometimento sistema circulatório ou existência doenças em outras partes do corpo. 
Mucosas visíveis: oculopalpebrais, nasal, bucal, vulvar, prepucial e raramente anal. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Coloração depende: quantidade/ qualidade do sangue circulante, eficácia das trocas gasosas, existência ou 
não de hemoparasitos, função hepática adequada, medula óssea e outros 
Tonalidade: Róssea clara com variações matiz ; Avermelhada: fêmea no cio 
Algumas raças: Fila Brasileiro, Cocker Spanier, Bulldog, Boxer – coloração tende a ser + avermelhada 
Coloração anormal em uma mucosa: as demais devem ser observadas 
Palidez mucosa: hipoperfusão ou anemia- avaliar o volume globular (VG) ou hematócrito (Ht) e tempo de 
preenchimento capilar. 
Congestão: vermelho discreto até vermelho tijolo 
TPC: Tempo de preenchimento capilar 
Reflete o estado circulatório do animal (volemia). Normalmente feito na mucosa bucal 
Normal: até 2 segundos: palidez substituída pela cor observada 
Alto: acima 2 segundos: desidratação, vasoconstrição periférica, diminuição débito cardíaco 
Anemia: diminuição da quantidade de hemácias 
Causas: hemólise, hemorragia, diminuição produção hemácias, deficiência minerais (Fe) 
Mucosas: 
CONGESTAS CIANOSE ICTERÍCIA 
Ingurgitamento de vasos 
sanguíneos, por processo 
infeccioso ou inflamatório, local 
ou sistêmico 
Coloração azulada pela redução 
Hb no sangue, problemas 
cardíacos, pulmonares e 
vasculares e desidratação 
Retenção de bilirrubina 
Pré- hepática: hemólise 
Hepática: insuficiência hepática 
Pós hepática: colestase 
Não usar termos: hipoclorada e hiperclorada 
Avaliação dos Corrimentos: 
Verificar: quantidade, aspecto, se é uni ou bilateral 
FLUIDO SEROSO CATARRAL PURULENTO SANGUINOLENTO 
Líquido, aquoso, 
pouco viscoso, 
transparente 
+ denso que fluido 
+ transparente 
Processos virais, 
alérgicos e precede 
infecções ou 
inflamações 
+ viscoso 
Pegajoso 
esbranquiçado 
+ denso 
Coloração variável 
Vermelho vivo ou 
enegrecido 
Pode resultar de 
traumatismo e 
distúrbios 
hemorrágicos 
sistêmicos 
 
AULA 4: 
Exame clínico Geral: 
AVALIAÇÃO DOS LINFONODOS: 
Linfonodos: pequena estrutura ovoide espalhados pelo corpo, no trajeto vasos linfáticos. Normalmente forma 
de rim. 
Principais: submandibular, pré escapular, axilar, poplíteo e inguinal 
Apresentam alterações características em diversas doenças infecciosas. 
Hipertrofia dos linfonodos: processos infecciosos ou inflamatórios 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
EXAME SISTEMA LINFÁTICO: inspeção, palpação, citologia ou biopsia 
Tamanho: descrever termos comparativos. Exemplo: carroço azeitona, azeitona pequena ou grande, limão etc. 
Sensibilidade: sempre que possível (hipertrofia visível) 
Consistência: geralmente são firmes. Em inflamação, infecção crônica, neoplasia: consistência dura. 
Mole: ocorrência de flutuação, com ou sem separação representa estágio final das infecções. 
Temperatura: aumento de temperatura é acompanhado de dor a palpação 
 
Procedimentos complementares para avaliação do sistema linfático: 
BIOPSIA: biopsia por excisão ou aspiração 
• Excisão: remoção de uma parte ou de todo o linfonodo 
• Aspiração: punção com agulhas apropriada 
Avaliação da Temperatura Corporal: 
Fundamental para avaliar o estado geral do paciente. 
Pouco invasivo, baixo risco de danos à saúde do animal, rápida obtenção do resultado, baixo custo 
Obs: nariz seco não é sinônimo de febre 
Espécies domésticas: homeotermas (mantém temperatura dentro do limite) 
Avaliação: contenção adequada, termômetro digital, antes introduzir termômetro deve lubrificar o bulbo 
Febre: indica doença subjacente 
FEBRE: 
SÉPTICA ASSÉPTICA: NEUROGÊNICA HIPOTERMIA 
Processo infeccioso 
Localizado: empiema ou 
abscesso 
Generalizado: 
septicemia 
Não relacionado com 
infecções 
Agentes físicos: 
queimaduras 
Mecânicos: trauma 
Químico: vacina, alergia, 
anafilaxia 
Resultado de convulsões 
e contrações 
musculares (epilepsia, 
compressão hipotálamo 
por neoplasias) 
Decréscimo temperatura 
interna abaixo níveis de 
referência- perda 
excessiva calor ou 
produção insuficiente. 
Pode ser durante cirurgia 
 
Semiologia do Sistema Digestório: 
Conjunto de órgãos responsáveis pela captação, digestão e absorção de nutrientes. 
Boca, esôfago, estomago, alças intestinais, reto e ânus. Órgãos anexos: glândulas salivares, pâncreas, fígado e 
vesícula biliar. 
AVALIAÇÃO: 
Apetite: tipo alimento, forma, preparo, frequência 
Normorexia: apetite normal 
Na anamnese: saber marca, quantidade, frequência (ideal: cães- 2x por dia, gatos- ração disponível o dia todo) 
Ingestão de água: controlado pelo centro da sede no hipotálamo 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Urina + frequência, - volume: Rim ;Urina – frequência, + volume: Bexiga 
Hipodipsia ou oligodipsia: diminuição ingestão de água 
Preensão de alimentos: avaliar a cavidade oral 
Mastigação: reduz o tamanho dos alimentos e umedece para facilitar a deglutição 
Deglutição: passagem de líquidos e/ ou sólidos da boca, pela faringe, esôfago e estomago 
Disfagia: dificuldade durante deglutição 
Odinofagia: dor durante deglutição 
Gatos: frequente corpo estranho linear 
Endoscopia; dependendo do corpo estranho, é possível já fazer a remoção. 
Sistema Vascular: 
Exame físico: identificação, anamnese, inspeção, palpação, percussão e auscultação. 
Exames complementares: eletrocardiograma raio x, ecocardiograma, Holter 
Auscultação: ICC: direta- ascite, edema de membros; esquerda: estertores pulmonares 
Exames complementares: 
• Eletrocardiograma: ritmo cardíaco 
• Ecocardiograma: fechamento válvula 
• Raio X tórax: para avaliar pulmão 
• Holter: 24 horas – avaliar as arritmias que são esporádicas 
Espécie: 
Cães: raça pequena: valva cardíaca (sopro), raça grande: cardiomiopatia dilatada 
Gatos: cardiomiopatia hipertrófica 
GATOS: CÃES: 
CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA CARDIOMIOPATIA DILATADA 
Aumento espessura miocárdio, diminui volume 
ejetado, diminui câmara cardíaca 
Não aumenta força de contração 
Raio X: não observa cardiomegalia 
ECG 
Miocárdio fino, aumento câmara cardíaca,diminui 
D.C, diminui força 
Raças grandes 
Raio X: aumento de área cardíaca 
 
Idade: Filhote de 3 meses: alteração congênita; Cão de 10 anos: cardiopatia adquirida 
Sexo: fêmeas: persistência ducto arterioso, 
 machos: degeneração mixomatosa valva mitral, cardiomiopatia dilatada 
Raças: 
Poodle, Pastor Alemão, Collies: persistência ducto arterioso 
Boxer, Dobermann, Dogue- alemão: cardiomiopatia dilatada idiopática 
Fox, Pinscher, Pequinês, Lulu Pomerânia: degeneração mixomatosa valva mitral. 
Meio ambiente: 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Litoral: dilofilariose (diagnostico: teste rápido) 
Nordeste: doença de chagas 
Sinais clínicos de ICC: 
Direita: ascite, edema membros, efusão pleural, efusão pericárdica 
Esquerda: edema pulmonar 
Padrão respiratório: 
Dificuldade expiratória ou mista: Dificuldade inspiratória: Dificuldade expiratória 
Inspiração e expiração 
Doenças porções intratorácicas do 
trato respiratório 
Trato superior 
 
Trato inferior 
Doenças: bronquite crônica 
(cães), Asma (gatos) 
 
Padrão restritivo: diminuição complacência pulmonar devido a doenças (pleura ou parede torácica) 
Aumento frequência respiratória, aumento esforço respiratório, aumento movimentos superficiais. 
Angústia respiratória: casos + graves 
Postura que otimizam oxigenação e minimizam resistência ao fluxo de ar 
Aula 5: 
Semiologia do Sistema Circulatório: 
Tosse: mecanismo de defesa que serve para prevenir inalação de partículas estranhas 
Intensidade tosse: classificada como alta ou baixa 
Alta: regiões de alta concentração – traqueia até brônquios 
Baixa: extremidade distais vias respiratórias 
Paciente cardiopata: tosse atribuída ao edema pulmonar e compressão do brônquio principal esquerdo 
devido ao aumento do AE 
Aumento do AE: tosse devido a compressão do brônquio principal esquerdo 
Tosse cardíaca: pode ocorrer em repouso ou em exercícios (piora com exercício) 
Ascite: líquido livre no abdômen, causas cardíacas ou extracardíacas 
Pode ser: verminose, ICCD, desnutrição, insuficiência hepática, doença glomerular 
Ascite grave: taquipneia e dificuldade respiratória 
Síncope: perda súbita e transitória de consciência e do tônus postural 
Causas cardíacas: cardiopatias congênitas, cardiopatia adquiridas, arritmias cardíacas ou taquiarritmias 
Perguntas detalhes: diferenciar sincope de convulsão 
Causas extracardíacas: colapso traqueia, distúrbios neurológicos, hemorragias, anemia, transtornos 
metabólicos, hipoglicemia, diuréticos 
Cardiopatia crônica: perda de peso – paciente magro ou caquético 
Exame Físico do paciente cardiopata: 
Cardiopata: relacionado gravidade do quadro 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Iniciar o exame: avaliar cabeça, pescoço, tórax, abdômen, simetria estruturas, narinas (secreção), cor e 
perfusão membranas. 
Perfusão das mucosas: circulação periférica 
Avaliar orofaringe e glândulas salivares 
Região pescoço: inspecionar aumento volume, pulso jugular 
Pulso jugular: apenas patológico, em paciente cardiopata. 
Auscultação cardíaca: 
Base do exame cardiológico 
Objetivo: identificar paciente cardiopata, FC, ocorrência sopro, intensidade e foco de origem 
Usar bom estetoscópio e em um ambiente tranquilo 
• Lado esquerdo: PAM- 3,4,5 espaços intercostais 
• Lado direito: tricúspide 
Iniciar localização dos focos valvares 
Mitral: localizar com a mão a área com + intensidade, local choque precordial 
Depois de localizar a mitral, é necessário aórtica e pulmonar 
Determinação bulhas cardíacas 
S1: fechamento mitral e tricúspide 
S2: fechamento aórtica e pulmonar 
Classificação dos sopros: 
Grau 1: Grau 2 : Grau 3: Grau 4: Grau 5: Grau 6: 
Sopro muito 
suave, 
detectado 
somente 
durante 
longo 
período de 
auscultação 
Sopro suave, 
auscultado 
imediatamente 
em um foco 
valvar 
Sopro 
intensidade 
média a 
moderada 
Sopro 
intensidade 
média a 
moderada, 
sem 
ocorrência 
frêmito 
Sopro claro a 
auscultação, 
com um 
frêmito 
palpável e 
que não se 
detecta ao 
afastar o 
estetoscópio 
do tórax 
Sopro grave, com 
frêmito detectável 
e auscultado 
mesmo quando o 
estetoscópio é 
afastado um 
pouco do tórax 
 
Válvula + acometida: Mitral 
Auscultação de outros tipos de sons: arritmias, som de fricção e abafamento de bulhas 
Ausência de sopro: cardiomiopatia dilatada congestiva, dirofilariose, efusão pericárdica 
Determinação do pulso femoral: sempre que possível 
Déficit de pulso: arritmia cardíaca 
Hipercinético: pulso proeminente 
Hipocinético: pulso fraco 
 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
 
Exames complementares: 
PRESSÃO ARTERIAL: pressão exercida pelo sangue sobre superfície interna de um vaso arterial 
PA- método invasivo: cateter heparinizado, método não invasivo- Doppler 
MÉTODO DOPPLER: não invasivo, princípio físico semelhante ao ecocardiograma 
Pequeno transdutor que emite um sinal de ultrassom. Aparecimento som: pressão sistólica 
MÉTODO OSCILOMÊTRO: 
Pode ser 
• Automático – sem interferência do avaliador 
• Semiautomático- insuflação do manguito 
ELETROCARDIOGRAMA: ritmo cardíaco 
Bombeamento do sangue: ação mecânica com enchimento das câmaras cardíacas durante diástole e 
expulsão do sangue durante sístole 
AULA 6: 
Eletrocardiograma: 
Avalia ritmo cardíaco 
Indicações: detecção arritmias, alterações anatômicas câmaras, resposta medicação antiarrítmica, 
monitoramento pré e transcirurgico, elaboração prognóstico. 
ELETROCARDIOGRÁFIA AMBULATORIAL (SISTEMA HOLTER): equipamento colocado no paciente, capaz de 
registrar atividade elétrica cardíaca durante longos períodos – 24 h a 48 h 
Indicações: síncopes, cardiomiopatia assintomática (Boxer, Doberman, Pinscher), intolerância exercício, 
correlação entre sinais clínicos e arritmias, arritmias esporádicas etc. 
Radiologia Torácica: 
Primeiro exame para pedir: + barato 
Informações: tamanho, forma coração etc. 
Avalia vasos pulmonares, examina pulmões, 
Sempre avaliar: 2 projeções 
Ecocardiograma: 
Método não invasivo: avalia anatomia e função coração 
Dopller: detecção e análise movimentação do sangue e miocárdio 
Semiologia do Sistema Respiratório: 
Funções: oxigenação sanguínea, eliminação CO2, equilíbrio acidobásico, termorregulação 
Narinas, fossa nasal, nasofaringe, orofaringe, laringe, traqueia, arvore brônquica, ductos alveolares, alvéolos 
AVALIAÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: 
Identificação do paciente: espécie, raça, idade, sexo e procedência, idade e vacina 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Cães pequeno porte: tosse pode ser causada por colapso de traqueia 
EXAME FÍSICO: 
Avaliar se problema respiratório ou compensação 
Localizar processo: trato respiratório superior ou inferior 
ANAMNESE: 
Individual ou coletivo (infeccioso). Início do processo: surto ou casos esporádicos 
Tempo e tipo evolução. Avaliar tratamentos anteriores 
SINAIS CLINICOS: corrimento nasal, espirro, tosse, fadiga durante exercício, ruídos ouvidos durante 
respiração, respiração rápida e superficial (taquipneia) e dificuldade respiratória (dispneia) 
Hemopitise: sangramento oral ou nasal devido ao trato respiratório inferior, pode ser ocasionado por 
hipertensão pulmonar, perda da integridade vascular e lesão pulmonar cavitária. 
Espirro: reflexo protetor. Objetivo: remoção dos agentes irritantes. 
Espirro reverso: é um esforço inspiratório rápido observado em cães, os episódios costumam ser curtos e está 
associado a processos envolvendo a nasofaringe ou ter natureza idiopática. 
Tosse: reflexo protetor deflagrado pelo centro da tosse. 
Ortopnéia: quadro grave respiratório de dispneia, importante primeiro estabilizar o paciente com oxigênio, 
podendo usarfolículo ovariano persistente, tumores ovarianos produtores de estrógeno, tumor 
venéreo transmissível (TVT), cistite, laceração vaginal, metrorragia, coagulopatias, corpo estranho vaginal, 
descolamento placentário durante a gestação, subinvolução dos locais placentários. 
SECREÇÕES VAGINAIS: 
Podem o problema conforme suas características. 
Podendo ser: 
• Corrimento verde-escuro: em puerpério inicial em cães. 
• Secreção marrom fétida: morte com decomposição fetal. 
• Secreção serossanguinolenta 
• Secreção purulenta: infecções. 
• Secreção marrom ou enegrecida: mumificação fetal. 
EXAME CLÍNICO: 
Identificação: 
Informações básicas: espécie, raça, nome, idade, peso, eventuais particularidades. 
Anamnese: 
Após realizar a anamnese e exames gerais como em todos os outros sistemas. 
Importante verificar se a fêmea teve alguma gestação, quando e quantas foram, ou se é nulípara (nunca pariu). 
Em caso de fêmeas que já deram à luz, verificar se o parto foi normal ou distócico 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
(parto difícil). 
Verificar quando foi o último cio e se esta fez ou faz uso de anticoncepcional. 
EXAMES ESPECÍFICOS 
Pode ser divido entre exame externo e interno 
Externo: realizado inspeção e palpação, avaliando se há distensão abdominal e a tensão abdominal. 
Cadelas prenhas: deve-se palpar para verificar sinais de movimentos fetais. 
Deve-se inspecionar a região perineal, a vulva, a cauda e as glândulas mamária, verificando se há presença de 
secreção tanto nas glândulas mamárias, quanto na vulva, caso tenha secreção verificar odor e cor da 
secreção vaginal. 
Glândulas mamárias: precisam ser avaliadas quanto a sua conformação, tamanho, coloração, observando se 
há nódulos, 
Vulva: posição, dilatação, relaxamento, aumento de volume, cicatrizes, prolapsos e lesões. 
Ossos da pelve: maior atenção para animais que tem histórico de trauma nesta região. 
Interno: 
Palpação abdominal, e a vaginoscopia. 
OBS – As gatas, de modo geral, não aceitam os exames vaginais. 
GESTAÇÃO: 
Gestação: ultrassonografia a partir de 18 a 20 dias de gestação. 
CADELAS: GATAS: 
60-63 dias 56 -65 dias 
 
É possível na ultrassonografia realizar a auscultação cardíaca dos fetos e esta deve ser alta, cerca de 200bpm. 
EXAMES COMPLEMENTARES 
Exames microbiológicos e sorológicos: 
Suspeita de infecção ou um processo inespecífico, 
 Confirmação: cultivo e antibiograma do material e por testes sorológicos, 
O antibiograma indica a sensibilidade ou resistência bacteriana auxiliando na decisão da melhor terapia a ser 
administrada. 
Exame citológico e histológico: 
Células são colhidas com o uso de cotonete, escova ginecológica ou lavado vaginal (realizado com injeção de 
solução sorológica e colhido o conteúdo) com auxílio de espéculo, depositadas em lâmina (esfregaço) e 
observadas em laboratório. 
GLÂNDULA MAMÁRIA: 
Cadelas: 4-5 glândulas mamárias em cada lado da linha média, que se iniciam na região ventral do tórax até a 
região inguinal. 
Cada teta pode conter até 20 aberturas, cada uma correspondendo a um sistema específico de glândulas. 
Gatas: 4 pares de glândulas mamárias e a sua nomenclatura é similar à usada para cadelas. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
De acordo com a sua localização anatômica são denominadas: torácica cranial, torácica caudal, abdominal 
cranial, abdominal caudal, inguinal. 
OBS – Cerca da metade das cadelas não apresenta um dos pares da glândula abdominal cranial. 
Deve-se inspecionar: aparência e depois realizar a palpação, iniciando das com aspecto sadio para as com 
aspecto alterado, para isso o animal precisa estar em decúbito lateral. 
Existe o aumento de volume fisiológico devido a gestação e formação de colostro, porém, há 
Aumento patológico: podendo ser por infecção, abcesso ou neoplasia. 
Em felino: a hiperplasia mamária caracteriza- se por rápido crescimento anormal de tecido. 
Mastite: não é comum em cadelas e gatas; quando ocorre, é provavelmente como sequela de danos 
traumáticos prévios. 
De todos os animais domésticos, a cadela é o que apresenta maior incidência de tumores. 
 A neoplasia do tecido mamário é uma entidade patológica comum em cadelas com mais de 5 anos de idade e 
corresponde, aproximadamente, à metade de todos os tumores em fêmeas. 
Embora sejam menos prevalentes em gatas, ainda constituem o terceiro tumor mais comum em felinos. 
• Agalaxia: ausência total de secreção láctea. 
• Galactostasia: acúmulo e a estase de leite caracterizados por glândulas firmes, quentes e 
edemaciadas. 
• Galactorréia: lactação não associada à prenhes, sendo o indício mais comum de pseudociese. 
AULA 9: 
Sistema Reprodutor Masculino: 
SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO 
Anatomia: escroto, testículos, epidídimo, cordões espermáticos, pênis e prepúcio 
Glândulas acessórias: cão: próstata e gato: próstata e glândula bulbouretrais. 
Órgãos responsáveis pela produção de hormônios androgênicos, espermatozoides e líquido seminal, bem 
como pelo transporte de sêmen durante a ejaculação. 
Bolsa testicular: presente em nos animais domésticos, é uma evaginação do períneo, composta por pele, 
fáscia escrotal e uma camada fibroelástica subcutânea e muscular, fundida ao folheto parietal da túnica 
vaginal, localizados na região inguinal ou subinguinal. 
Pele: epiderme fina e poucos pelos. 
Bolsa testicular: regula a temperatura testicular. 
Criptorquidismo: 
Cães: nascem com ambos os testículos no interior do abdome e estes passam pelo canal inguinal por volta do 
4º dia após o nascimento, chegando a sua localização definitiva, no interior do escroto, até 60 dias após o 
nascimento, quando isso não ocorre eles devem ser removidos da cavidade abdominal cirurgicamente. 
Descida testicular: 
Cães: até os 6 meses. 
Gatos: o testículo já está no escroto ao nascerem, porém, conseguem movimentar-se para fora e para dentro 
até que o canal se feche, evento que ocorre entre o 7º e 10º mês. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Testículo da cavidade: tendencia a neoplasia. 
CÃO: GATO: 
Uretra maior- obstrução por cálculo Obstrução uretral- por plug 
Espermatogênese: 
Cães: inicia com 4 meses de vida, porém o animal só vai atingir a puberdade com 7 ou 8 meses e a maturidade 
a partir de 10 meses, podendo variar conforme a raça. 
Gatos: processo inicia com 6 ou 7 meses, porém os testículos deste só estarão prontos com 1 ano de vida. 
Pênis: 
Formato cilíndrico em todas as espécies, estendendo-se, exceto no gato,do arco isquiático até as 
proximidades do umbigo, na parede abdominal ventral. 
Gatos possuem algumas espículas (papilas queratinizadas), e estão voltadas para a base do pênis, em gatos 
castrados, as espículas penianas são atrofiadas. 
EXAME CLÍNICO: 
Deve ser realizado a anamnese como qualquer outro sistema, verificando todos dados de identificação do 
animal e observando a queixa principal e histórico do animal. 
Deve-se questionar quanto a fatores relacionados a acasalamento, libido e se já teve filhos. 
Questionar: algumas doenças pertinentes, Como brucelose para cães e leishmaniose, sendo este último tanto 
para cães quanto para gatos. 
Verificar: animal recebe administração de contraceptivos ou passou por procedimento esterilizante (remoção 
cirúrgica dos testículos, vasectomia ou injeção intratesticular de agente esclerosante). 
Exame físico completo: se refere a todos os órgãos e sistemas, com intuito em avaliar a fertilidade do animal 
ou possíveis alterações que em alguns casos, é secundaria a outro processo, tal como o escore corporal do 
animal pois, tanto a subnutrição quanto a obesidade interferem negativamente nos processos reprodutivos. 
EXAMES ESPECÍFICOS: 
Escroto: 
Realizar a inspeção buscando anormalidades em suas características tais como edema, feridas, aumento de 
volume, e palparpara verificar espessamento de pele, presença de massas que possam interferir na 
reprodução. 
Testículos: 
Verificar se ambos estão dentro do saco escrotal, pois pode ocorrer a descida de apenas um ou nenhum da 
cavidade abdominal: (criptorquidismo unilateral ou bilateral), 
Anorquidismo: quando não há testículo, situação rara. 
Inicia-se pela inspeção, observando seus tamanhos, sendo normal uma diferença de até 10% entre um e 
outro. Casos de diferenças superiores podem sugerir degeneração testicular, orquite ou hipoplasia. 
Consistência normal: tenso-elástica ao palpar, 
+ firmes: sugerir uma possível neoplasia ou fibrose, 
Podem estar flácidos, que pode ser devido à idade avançada do paciente. 
Mobilidade: Ainda na palpação deve ser observado se os testículos estão soltos dentro do saco escrotal, caso 
estes estejam – mobilidade: pode indicar um processo inflamatório. 
Simetria: deve ser de tamanho similar. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
OBS – o epidídimo não é palpável quando em estado normal, sendo possível sentir apenas 
Cordões espermáticos: podem ser palpados com os dedos em forma de pinça, sendo eles delgados em cães 
de raças pequenas e mais espessos em raças grandes. 
Prepúcio e pênis: 
Inspecionado quanto a possíveis anormalidades, sendo normal uma secreção esverdeada em cães. 
Observar o animal sentado para ver se o prepúcio cobre todo o pênis além de verificar se há algum processo 
que esteja dificultando 
A exposição do pênis tal como fibrose, neoplasia ou estenose de óstio. 
Secreção sanguinolenta: problemas na próstata ou TVT (tumor venéreo transmissível). 
Após avaliar o prepúcio: deve-se retrair o mesmo até depois do bulbo peniano de maneira a exteriorizar todo o 
pênis observando se há presença de lesões, neoplasias, verificar a abertura da uretra e se há sensação de dor 
na região do osso peniano. 
Osso peniano: pode ter fratura. 
Próstata: 
Cães idosos: acometimento de doenças. Exame digital próstata: 7-8 anos 
A alteração da mudança pode ser também devido a inflamação (prostatite), a presença de cistos ou abcessos. 
AVALIAÇÃO SEMINAL: 
 Exame chamado espermograma 
Objetivo: verificar se há anormalidades no sêmen que interfiram na fertilidade do animal. 
Coleta de cães: pode ser feita manualmente, 
Gatos: vagina artificial ou por eletroejaculação. 
Análise macroscópica: 
Avaliar: volume, odor, coloração e pH. 
Odor: deve ser sui generis, 
Cor: branca acinzentada 
pH : 6,3 a 7,0 para cães e 6,6 a 8,8 para gatos, 
Volume :cães de 1,5 a 80,0mL, e em gatos, de 10 a 200μL na eletroejaculação a 20 a 40μL na vagina artificial e 
10 a 400μL na cateterização uretral. 
O sêmen é classificação quanto ao aspecto: 
• Aquoso 
• Opalescente 
• Leitoso 
• Cremoso 
Análise microscópica: 
Avaliar: motilidade, vigor e concentração espermática. 
A amostra deve ser aquecida a 35ºC e depois colocado em lâmina e observado em microscópio. 
Motilidade: determinado em porcentagem, sendo aceitável uma motilidade de 70% ou mais. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Velocidade: classificação de 0 a 5, sendo aceitável valores acima de 3. 
Concentração: determinada quanto a quantidade de espermatozoides por mL, para determinar este valor, 
deve diluir a amostra (1 parte de sêmen para 20 de soluto para cães e 1:50 ou 1:100 para gatos) e colocado na 
câmara de Neubauer. 
Câmara de Neubauer: olhar no microscópio e contar os espermatozoides em 5 quadrados. 
Contagem em L. 
25 quadrados. Cada quadrado:16 
EXAMES COMPLEMENTARES: 
Ultrassonografia: 
Avaliação: próstata, testículo, epidídimo e cordões espermáticos. 
Além de auxiliar a encontrar o local exato onde estão os testículos com criptorquidismo. 
Dosagem hormonal: 
Perfil endócrino do animal, promovendo a avaliação dos hormônios do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, 
como o hormônio folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), a testosterona, o 17β-estradiol, e 
outros. 
Radiografia: 
Avaliar: integridade do osso peniano. 
Exame bacteriológico: 
Dosagem fosfatase alcalina (FA): obstrução de epidídimo 
Enzima muito produzida no epidídimo, quando sua concentração está baixa e não é encontrado 
espermatozoides pode sugerir obstrução epididimária, ejaculação retrógrada (quando o sêmen cai na bexiga) 
ou ejaculação incompleta. 
Citologia: 
Citologia aspirativa agulha fina e biopsia testicular: realizado quando já esgotaram as demais técnicas 
diagnosticas. 
Citologia aspirativa: identificação de células espertogonias, espermatócitos, espermátides, espermatozoides. 
Cariotipagem: 
 Avaliar alteração nos cromossomos 
 Casos: hermafroditas ou pseudo-hermafroditas. 
Aula 10: 
Sistema Urinário: 
Doença renal x Insuficiência renal 
Altera morfologia e arquitetura, não tem perda de 
função 
Urinálise: diminuição densidade urinária 
Perda de função 
Aumento creatinina e ureia 
 
Azotemia: Uremia 
Aumento dos compostos nitrogenados não 
proteicos no sangue. 
Aumento dos compostos nitrogenados não 
proteicos no sangue 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Não tem sinal clínico – achado laboratorial Tem sinal clínico: melena, vômito 
 
Poliúria Polaciúria/ Polaquiúria 
Urina + vezes, volume grande Urina + vezes, volume pequeno 
 
Anúria Obstrução uretral 
Não produz urina 
Necessário palpação bexiga e exame imagem 
Palpação indireta usando sonda 
 
DRC- Doença renal crônica: IRA- Insuficiência renal aguda 
Irreversível e progressiva 
Causa conhecida 
Diminuição tamanho rins 
Anemia regenerativa/ 
arregenerativa (se diminuir produção MO) 
sedimento urinário inativo 
escore corporal ruim 
Potencialmente reversível 
Causa desconhecida 
Anemia regenerativa 
Sedimento urinário ativo 
Escore corporal bom 
 
SISTEMA URINÁRIO 
Composto: por rins, ureteres, vesícula urinária e uretra. 
RINS: 
homeostase de água, de eletrólitos e de substâncias derivadas do metabolismo e do catabolismo. 
Também possuem funções renais endócrinas relacionadas com o metabolismo de cálcio e fósforo, participam 
da produção de hemácias por meio da eritropoietina e controle da pressão arterial. 
Rim direito + cranial 
Os rins: camadas muito distintas 
+ externa para a mais interna: córtex e medula renal 
Unidade funcional: néfrons que tem início no glomérulo (corpúsculo renal) e segue até o ducto coletor. 
Corpúsculo renal: cápsula glomerular, que envolve uma rede capilares, denominada glomérulo, onde ocorre a 
filtração. 
Lesão glomerular: pode ocorrer extravasamento de proteína e está vai para a urina (proteinúria) e ocorre 
diminuição de albumina sérica, causando ascite e edema de membros. 
Rins cães e gatos: grão de feijão 
Exames: ultrassom, raio x contratado 
Rim esquerdo + caudal = mais fácil palpação 
URETERES: 
Transporta urina dos rins para a bexiga 
Penetram camada serosa da parede dorsal da bexiga 
Inserção ureter: no trígono vesical 
Ureter muito fino: não é possível palpar 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Exames: raio X constatado, urografia excretora, cistoscopia (visualização entrada uretra) 
Ureter ectópico: ureter não está inserido no trígono vesical. 
VESÍCULA URINÁRIA: 
Órgão cavitário de alta capacidade de distensão, de tecido musculomembranoso. 
Cães: a vesícula fica no espaço pélvica e ao se distender alcança o abdome 
Gatos: constantemente no abdome. 
URETRA: 
Leva a urina para meio externo 
Machos: leva urina e secreções seminais para orifício uretral 
Fêmeas: origina na bexiga e adentra o trato genital. 
CONTROLE DE MICÇÃO: 
Micção: armazenamento e eliminação urina. 
Ocorre um processo de relaxamento do musculo detrusor, onde possibilita armazenar a urina eesta não 
extravasa devido a existência de um esfíncter uretral que permanece contraído. 
 Vesícula cheia: ocorre a contração vesical, junto com o relaxamento uretral para a 
passagem da urina. 
 Alterações neurológicas podem interferir e dificultar a micção. 
Micção: função reflexa que envolve ações integradas de vias parassimpáticas, simpáticas e somáticas. 
EXAMES CLÍNICO: 
Identificação: raça, idade, espécie, sexo e a procedência. 
Observar posicionamento do animal pois a alteração pode indicar uma dificuldade em urinar que pode ser por 
obstrução. 
Fêmeas com castração precoce: pode vir a desenvolver incontinência, devido a vulva pediátrica ou cistite, em 
pacientes que apresentam a incontinência desde filhotes pode-se suspeitar de ureter ectópico. 
Anamnese 
Algumas doenças renais: secundarias a outras situações sistêmicas tais como lúpus, erliquiose, diabetes, 
toxemia, ou por infecção localizada tal como a piometra. 
Importante: investigar o histórico do paciente. 
Pacientes diabéticos: glicosúria (glicose na urina) 
EXAMES ESPECÍFICOS: 
Urinálise: 
Diagnóstico de praticamente todas as afecções renais, realizado com amostra de urina do paciente 
que pode ser coletada por micção espontânea, sondagem ou cistocentese. 
Exames radiográficos, ultrassonografia, uretrocistoscopia. 
Palpação: avaliar sensibilidade ou dor. 
Radiografia: auxilia a identificar alguns problemas tais como cálculos. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Em alguns casos é necessário o uso de contraste, tal como localizar rupturas, hérnia perineal ou obstruções. 
Cistografia: radiográfica contrastada da bexiga 
EXAME FÍSICO DOS RINS: 
Palpar os rins com a ponta dos dedos 
Avaliar: tamanho, formato, características da superfície, consistência e sensibilidade dos rins. 
Azotemia: 
Pode ser renal, pré-renal ou pós-renal. 
 É a alta concentração de compostos não nitrogenados no sangue, 
• Pré renal: desidratação e hipotensão 
• Renal: lesão nos rins, insuficiência renal 
• Pós renal: perda patência das vias urinarias e ruptura bexiga 
Glomerulonefrite crônica: 
Os rins perdem a capacidade de conservar a proteína, e esta condição sistêmica denominada síndrome 
nefrótica, é caracterizada por proteinúria, hipoalbuminemia, edema e ascite. 
Para se determinar :exame para mensurar os níveis de proteína na urina, chamado de UPC. 
EXAME FÍSICO URETER: 
Cão e gato: inspeção por ultrassom e raio X 
Ureter é fino: difícil palpação. 
Ureter ectópico: 
Condição congênita onde o indivíduo nasce com a inserção do ureter no local errado, causando incontinência. 
Pode ser: 
• Unilateral: incontinência + micção normal 
• Bilateral: total incontinência 
AULA 11: 
Exame da Bexiga e Uretra: 
Pequenos animais: palpação externa bexiga – em estação ou decúbito lateral 
Palpação vesical: palpação feita com única mão 
BEXIGA: 
Avaliada por radiografia e ultrassonografia 
Grandes distensões da bexiga causadas por retenção de urina: detectada inspeção direta da bexiga. 
URETRA: 
Inspeção meato urinário externo, inspeção e palpação da uretra perineal. 
Acometida por processo inflamatório: traumático ou infeccioso. 
AVALIAÇÃO DA MICÇÃO: 
Transtorno de micção: Primeiro precisa observar a postura do animal, 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Problema mais comum em gatos. 
Aumento de micção: pode sugerir cistite. 
Diminuição de frequência com dificuldade: pode indicar obstrução. 
Para se avaliar tem que saber a média frequência por dia e isso varia conforme o tamanho do animal. 
 Postura de esforço. 
ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS DA URINA: 
Aspecto da urina 
Analisar: em até 2 horas 
Urina avermelhada: hematúria (sangue), mioglobinúria (lesão), hemoglobinúria (hemólise) 
Sinais clínicos cistite: disuria, polácúria, hematúria 
COLETA URINA: 
Micção espontânea, cateterização transuretral ou cistocentese. 
CASOS PARA PEDIR URINÁLISE: 
Sinais de doença trato urinário, sinais doença sistêmica, quadro clínico doença grave desconhecida, paciente 
geriátrico, avaliação pré-anestésica, sempre após check up 
Necrose tubular aguda: 
Precisa fazer hemodiálise até eliminar todas 
as toxinas e o rim voltar a produzir urina, caso não seja possível, tratar com manitol e furosemida, sendo este 
diurético. 
Obstrução: 
Pode ser parcial ou total, pode ocorrer devido à presença de urólitos desprendidos da pelve renal, infecção 
renal e ureteral, compressão por massas neoplásicas ou granulomas ureterais ou de estruturas adjacentes, 
dentre outras causas. 
Cálculo: 
Pode estar presente nos rins ou ureteres 
Displasia Renal: Afecção que acomete mais a raças especificas, tais como lhasa apso e shih tzu. 
AULA 12: 
Sistema Nervoso: 
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA: 
Objetivos: determinar disfunção no sistema, estabelecer localização e extensão, tentar direcionar o 
diagnostico e prognóstico 
Identificação paciente: 
Espécie, raça, sexo, idade 
Raça: 
Pequena- convulsões generalizadas sem perda consciência 
Grande- convulsões + graves e difícil controlar 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Malformações congênitas: animais menos 1 ano 
Intoxicações, trauma, infecções: + frequente animais jovens 
Pouco distúrbios neurológicos com predisposição sexual: 
Fêmeas: adrenocarcinoma mamário- metástase no SNC 
Macho: adrenocarcinoma prostático- metástase no SNC 
Distúrbios neurológicos genéticos: 
Cor da pelagem: gatos brancos de olhos azuis podem ser surdos. 
ANAMNESE: 
Anamnese cuidadosa e detalhada 
Lesão tecido nervoso: reflete o local da lesão 
Evolução da doença 
Nível de consciência do animal, mudança comportamento, convulsões 
Descrição local que o animal vive: detectar fontes de substâncias intoxicantes como tintas, inseticidas. 
Manejo incorreto do animal pode ser a causa de um problema neurológico 
INÍCIO DA DOENÇA: 
Início súbito: 
Sinais desenvolvem rapidamente, geralmente alcançando intensidade máxima em 24 horas. 
Doenças subagudas: sinais progredindo por dias/ semanas 
Inflamação, infecção e doenças neoplásicas 
Doenças crônicas: sinais progredindo por semanas/meses 
Distúrbios nutricionais, doença degenerativa, algumas neoplasias 
Doenças neurológicas: 
EVOLUÇÃO DA DOENÇA: 
Anomalias congênitas do tecido nervoso: sinais estáticos sem alteração 
Inflamação, degeneração ou neoplasia: sinais progressivos, aumento gravidade 
Intoxicações não graves, lesões vasculares: melhora sem tratamento 
Medicamento, dosagens e resposta a terapia devem ser investigado 
CONVULSÕES: 
Distúrbios desencadeado por descarga elétrica neuronal anormal e excessiva. Provocando ou não perda de 
consciência, movimentos motores e fenômenos viscerais. 
Desencadeada por estímulo sensorial e fenômenos viscerais. 
Convulsão: 
Mais comum em raças grandes e nestes é mais severa, em pequenos é mais raro e mais leve e nem sempre 
com perda de consciência. 
Importante determinar a causa. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
OBS – o tratamento para convulsão pode causar lesão hepática, portanto, deve-se avaliar o caso e verificar se 
há a necessidade e vai valer a pena o uso de fenobarbital, considerando a frequência e intensidade das crises. 
CONVULSÃO GENERALIZADA: 
Distúrbios metabólicos, intoxicações, deficiência nutricional e epilepsia hereditária. 
Difusa no córtex cerebral, ocorrendo manifestações clínicas simétricas 
Pode ou não ter perda de consciência 
FASES DA CONVULSÃO: 
4 FASES: PRÓDROMO, AURA, ICTO E PÓS-ICTO. 
Pródomo: 
Pode variar de minutos a dias que antecedem a convulsão, o animal altera seu comportamento, podendo ficar 
mais distante ou mais próximo do tutor, apresentar nervosismo, ansiedade, temor ou ficar em extrema 
atividade física. Isso ocorre, pois, o animal percebe quevai convulsionar. 
Aura: 
É o início da convulsão, muito descrita em humanos, porém não se considera na veterinária pois o animal não 
consegue comunicar que vai convulsionar. 
Icto: 
É a crise convulsiva propriamente que tem uma duração variável podendo ocorrer perda de consciência, 
queda, convulsões tônicas- clônicas, movimentos anômalos dos membros (pedalar), relaxamento de 
esfíncteres, salivação excessiva e movimentos mastigatórios. 
Pós-icto: 
É o momento após a convulsão, geralmente tem longa duração, podendo ficar prostrado com exaustão ou 
sonolência, apresentar agressividade, temor exagerado, não reconhecer seu tutor, ter cegueira transitória e 
desorientação, o animal pode estar extremamente ativo e deambular continuamente, urinar e defecar em 
grande quantidade e frequência, mostra-se sedento e esfomeado. 
Convulsão generalizada: 
Pode ser causada devido decorrência de distúrbios metabólicos, epilepsia hereditária, fator nutricional, 
intoxicação, insuficiência hepática que leve ao aumento de uréia e amônia, doença renal crônica que leve a 
azotemia, estes dois últimos causam lesão neurológica pois são compostos tóxicos ao organismo e que 
atravessam a barreira hematencefalica. 
Apresenta sinais claros com manifestações clínicas simétricas e sincrônicas em todo o corpo, podendo 
ocorrer ou não a perda de consciência. 
Convulsão parcial (focal): 
Originam-se de uma área focal de atividade neuronal anômala, no córtex cerebral e suas manifestações 
dependem da área afetada, podendo ser um correr atrás da cauda,,olhar para o nada, tentar pegar moscas 
invisíveis, por ser sutil muitas 
É um fator importante para determinar se é epilepsia verdadeira ou hereditária 
Na epilepsia adquirida: o primeiro episódio aparece semanas ou meses após o insulto original. 
Tratamento: 
Crise convulsão: diazepam ou IV ou intra-retal, 
OBS – não se usa diazepam para tratar convulsão, ele apenas serve para tirar da crise em uma emergência, 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Cães tratados com diazepam desenvolvem intolerância e numa emergência este não vai funcionar. 
Gatos não desenvolvem intolerância, mas desenvolvem hepatite. 
Manutenção: fenobarbital para cães e gatos, porém ele é hepatotóxico, e antes de realizar nova receita, 
deve-se avaliar o paciente, fazendo dosagem deste medicamento no organismo. 
Pode realizar associação com outros medicamentos 
Cães: pode-se associar o brometo de potássio 
Gatos: gabapentina e levetiracetam. 
Caso o paciente apresente insuficiência hepática devido ao tratamento, deve-se usar silimarina ou ussarcol, e 
parar de administrar fenobarbital, usando outro fármaco para a convulsão. 
Má formação congênita 
OBSERVAR LOCOMOÇÃO E POSTURA DO PACIENTE: 
Observar :presença de incoordenação, se o animal cai ao tentar se alimentar, se tenta se escorar 
em paredes ou anda em círculos, podendo pontar lesões neurológicas. 
Movimentos anormais com a cabeça podem indicar lesão cerebelar e mudança de postura lesão vestibular. 
Importante determinar se a doença é primaria ou secundaria a outra doença sistêmica, 
Saber distinguir se é neurológico ou ortopédico. 
AVALIAR OS NERVOS CRANIANOS 
Aula 13: 
Exame Neurológico: 
EXAME ESPECÍFICO DO SISTEMA NEUROLÓGICO 
Após realizar exame físico geral e anamnese. 
Sequência sugerida: 
Nível de consciência do paciente, postura, locomoção, nervos cranianos, reflexos medulares e do tônus 
muscular e avaliação sensitiva. 
Avaliação do nível de consciência: 
Resposta a estímulos nocivos. 
Verificar se o animal está responsivo ou alheio 
Pode ser: alerta, em depressão, estupor ou coma, 
• Estrupor: acorda com o estímulo 
• Coma: não acorda com estímulo 
Alerta ou vígilia: percepção consciente do meio externo e de si mesmo 
• Obnubilação: consciência é pouco comprometida 
• Sonolência: animal facilmente acordado, mas logo volta a dormir 
Medida que a lesão aumenta: paciente desenvolve stuptor 
Lesões no tronco encefálico ou lesões 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Lesões muito grave: animal entra em coma (não acorda com estímulo doloroso) 
Comportamento do animal: controlado, principalmente, pelo sistema límbico. 
Lesão em tronco encefálico e lesões cerebrais difusas: produzir anormalidades de consciência 
Mobilididade ocular e nistagmo vestibular: usado para avaliar integridade fascículo longitudinal medial por 
meio tronco encefálico. 
Globos oculares: pesquisar existência estrabismo 
Lesão oculomotor: desvio ventrolateral 
Mesencéfalo: núcleo rubro 
Lesão núcleo rubro: tônus flexor fica diminuído, rigidez músculos. 
Sinais que o quadro está agravando e que há lesão mesencefálica: 
• Diminuição nível de consciência de semicromatoso para cromatoso 
• Pupilas vão da normalidade ou miose para midríase 
• Aparência estrabismo ventrolateral e rigidez extensora dos membros 
AVALIAR POSTURA E LOCOMOÇÃO: 
Normal: cabeça em plano paralelo ao chão 
Head- tild: orelha + próxima do chão, inclinação lateral cabeça 
É alteração postural com inclinação da cabeça podendo ser sutil ou muito evidente, geralmente ocorre devido 
lesão vestibular ou cerebelar. 
Postura: 
Avaliada: conforme posicionamento da cabeça e do tronco durante o repouso e deve ser classificada em 
normal ou inadequada. 
Existem diversas estruturas responsáveis pela manutenção de uma postura adequada como o sistema visual 
e sistema vestibular. 
Sistema vestibular: altera posição dos olhos, cabeça e membros em resposta a mudança posição do animal. 
Coordenação cabeça: regulada pelo cerebelo. 
Midríase: Dilatação da pupila estimulada pelo sistema simpático. 
Miose: Contração da pupila estimulada pelo sistema parassimpático. 
Postura membros: 
• Normal: membros perpendiculares ao chão 
• Anormal: propriocepção alterada, fraqueza, dor. 
Posição que o animal mantém membros muito afastados: revela perda equilíbrio – lesões cerebelares, 
tronco encefálico, distúrbios vestibulares periféricos. 
Animais com lesões cerebelares permanecem em estação com as patas muito afastadas e oscilação 
corporal. 
AVALIAR LOCOMOÇÃO: 
Andar ao lado do animal 
Exame deve ser realizado em superfície áspera. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Deve-se avaliar seu andar, se há alterações, tal como o andar em círculos, o que pode ser uma degeneração 
natural em animais muito velhos (demência) ou neoplasia. 
Deve-se andar ao lado do animal e ouvir as unhas tocando no solo e verificar os coxins para ver se um está 
com mais desgaste que outro. 
COORDENAÇÃO ADEQUADA: 
Bom funcionamento: 
1- Cerebelo: centro coordenador 
2- Propriocepção- sensibilidade, proprioceptiva 
Ataxia: perda coordenação motora 
• Cerebelar 
• Sensorial 
• Vestibular 
Lesão cerebelar: 
Pode causar incoordenação, movimentos espasmódicos, interrompidos, dismetria, hipermetria ou 
hipometria, não necessariamente dos 4 membros, podendo acometer só os torácicos ou só pélvicos, ou um 
mais que o outro. 
Lesão sensorial: 
Lesão que afeta as vias proprioceptivas no nervo periférico, raiz dorsal, medula espinal, tronco encefálico e 
cérebro. 
O animal não tem a sensibilidade correta e não consegue ter uma noção clara do ambiente, apresentando 
desequilíbrio, 
teste tampando seus olhos e observando se há piora do quadro ou não, se não houver mudança, 
possivelmente a lesão é cerebelar, se houver piora é sensorial. 
Disfunções vestibulares: 
Disfunções vestibulares unilaterais: ataxia vestibular 
Inclinação e queda para um dos lados 
Inclinação cabeça e nistagmo 
Nistagmo: movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, resultando, muitas vezes, em redução da 
acuidade visual, podendo ser mais ou menos fortes ou bruscos, e assumir várias direções. 
Pode ser: vertical, horizontal e rotatório. 
Lesão de lobo frontal: + complicadoAnimal não reconhece mais o tutor. 
Anda compulsivamente em círculos, preciona a cabeça em estruturas, mas diferente da lesão vestibular este 
animal não vai ter inclinação de cabeça. 
Paresia: perda incompleta função motora. 
• Paresia com algum movimento 
• Paresia com capacidade suportar peso, sem dar passos. 
• Paresia com capacidade suportar peso, dar alguns passos 
• Paresia leve com apenas tropeços ocasionais 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
AULA 14: 
Avaliação dos nervos cranianos: 
AVALIAÇÃO DE NERVOS CRANIANOS: 
Testados em pares, de maneira bilateral. 
Lesões periféricas: unilaterais e apenas um nervo craniano está envolvido. 
I Par –Nervo olfatório 
Difícil avaliação- distúrbios de olfação são raros 
Observa se o paciente cheira o recinto tentando identificar cheiros, porém, apenas isso não é uma boa 
avaliação. 
• Hiposmia: é a diminuição da capacidade olfatória. 
• Anosmia: é a perda total da olfação. 
Cães com cinomose podem ter anosmia. 
Avaliar nervo olfatório: 
Vendar os olhos do animal e colocar substância não irritante ou um alimento para verificar se percebe 
Evitar substâncias irritantes: estimula terminações nervo trigêmeo. 
II Par –Nervo óptico 
Avaliação deste par de nervos: 
Pode-se realizar movimento com a mão frente 
Derrubar algo que não faça barulho e verificar se o animal acompanha o movimento. 
Teste de resposta a ameaça: 
 Testa a parte sensitiva do nervo óptico e a motora do nervo facial 
Estímulo com a mão sem provocar corrente ar e observa a reação do animal. 
Normal: fechar o olho estimulado. 
Reflexo pupilar à luz: 
Examinar por meio de feixe de luz em ambiente de pouca luminosidade. 
Contração pupilar interna no olho que recebeu estímulo luminoso e contração menor grau no olho 
contralateral. 
Realiza-se teste com foco de luz nos olhos, um por vez, onde se espera com o estímulo que ocorra miose em 
ambos. 
Olho com o foco de luz: uma miose direta e o outro olho: miose consensual 
• Estimulado: reflexo pupilar direto 
• Outro olho: reflexo pupilar indireto ou consensual 
Anisocoria: quando uma pupila esta dilatada e a outra não e pode ser produzida tanto por lesão do sistema 
nervoso simpático como parassimpático. 
 
 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Distúrbio visual ou cegueira unilateral: Lesão nervo optico 
Distúrbio visual ou a cegueira bilateral: 
Irresponsivas à luz direta ou consensualmente, devido possível lesão do nervo óptico ou do quiasma óptico, 
Não tem miose em nenhum olho. 
Nervo III oculomotor, IV troclear e VI abducente 
Responsável pelo posicionamento ocular, testados juntos. 
Posição globo ocular: funcionamento hormônico dos vários músculos extraoculares. 
Nervo III inerva os músculos extraoculares junto com os nervos IV e VI. 
LESÃO NOS NERVOS: 
• Nervo III: estrabismo ventrolateral, ptose palpebral e midríase. 
• Nervo IV – estrabismo dorsomedial 
• Nervo VI – estrabismo medial 
Estrabismo: também pode ser observado nas doenças do sistema vestibular. 
Nervo oculomotor, troclear e abducente: observação da mobilidade e posição globo ocular 
V Trigêmeo 
Porção sensitiva do nervo trigêmeo age em conjunto com a porção motora do nervo facial. 
Estimulo: estimula com a pinça ou agulha e observa se tem contração muscular no local. 
Testa trigêmeo e face motora nervo facial 
Sem resposta: diferenciar alteração sensibilidade ou motora 
Com resposta: sensitivo trigêmeo e motor facial normal 
Lesões: 
Lesão nervo facial: orelha e lábios paralisados 
Animal sente estímulo, mas não realiza a contração 
Pode vocalizar e/ ou retirar cabeça para lado ou para trás. 
Lesão nervo trigêmeo: 
Não tem resposta, pois o animal não percebe o estímulo. 
Lesão porção motora trigêmeo: 
Quando há lesão motora, vai ocorrer alteração no tônus mandibular, com incapacidade para fechar a boca e 
atrofia dos músculos mastigadores, com dificuldade de alimentação e beber agua. 
Lesão irreversível: tem que usar sonda esofágica ou gástrica para se manter. 
VII Facial 
Nervo facial: função motora para músculos de expressão facial 
Observar simetria facial e reflexo palpebral. 
Lesão nervo facial: orelha e o lábio podem estar paralisados e caídos 
Pode haver desvio de posição do nariz e não haverá reflexo palpebral. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
VIII Vestibulococlear 
Responsável pela audição 
Testar: vendar o animal e fazer estímulo barulhento e observar sua reação, porém, não é possível determinar 
se a lesão é unilateral ou bilateral. 
Lesão nervo vestíbulococlear: 
Surdez, inclinação de cabeça, andar em círculos, nistagmo. 
Pode ser causado por infecção, inflamação, doença congênita, neoplasia que cause compressão, trauma. 
Nistagmo: 
• Horizontal e rotatório: doenças agudas do canal semilunar 
• Vertical: lesões vestibulares, afetando núcleos vestibulares e lobo flocunodular do cerebelo 
• Nistagmo espontâneo vertical: lesões vestibulares centrais. 
IX –Glossofaríngeo 
Responsável por paladar e deglutição e está envolvido no reflexo de vômito 
Teste de pressão em faringe para reflexo de vômito. 
Lesões do nervo glossofaríngeo: 
Ausência do reflexo de vômito, diminuição do tônus faringiano, disfagia e regurgitação. 
X -Vago 
O nervo vago é testado com nervo glossofaríngeo. 
Lesões no nervo vago: 
Ausência do reflexo de vômito, disfagia, vocalização alterada e sinais gastrintestinais e cardiopulmonares. 
Lesões bilaterais: paralisia de laringe com respiração estertorosa e dispnéia inspiratória, além de 
megaesôfago. 
XI –Acessório 
Não há uma maneira de testar este nervo, apenas por eletrodiagnóstico. 
Lesões: atrofia da musculatura do pescoço. 
XII –Hipoglosso 
Responsável pela inervação motora da língua. 
Testar indiretamente: observando o animal usar a língua. Induzir o animal a lamber lábios ou o focinho. 
Lesão hipoglosso: assimetria, atrofia e desvio da língua. 
Alteração na língua pode ser lesão neste nervo, sendo a causa de paralisia desta, dependendo do caso há 
reversão. 
Lesão unilateral: o desvio da língua ocorre para o lado oposto. 
A paralisia flácida dos músculos do lado lesado possibilita que a musculatura contralateral desvie a língua.Animal não reconhece mais o tutor. 
Anda compulsivamente em círculos, preciona a cabeça em estruturas, mas diferente da lesão vestibular este 
animal não vai ter inclinação de cabeça. 
Paresia: perda incompleta função motora. 
• Paresia com algum movimento 
• Paresia com capacidade suportar peso, sem dar passos. 
• Paresia com capacidade suportar peso, dar alguns passos 
• Paresia leve com apenas tropeços ocasionais 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
AULA 14: 
Avaliação dos nervos cranianos: 
AVALIAÇÃO DE NERVOS CRANIANOS: 
Testados em pares, de maneira bilateral. 
Lesões periféricas: unilaterais e apenas um nervo craniano está envolvido. 
I Par –Nervo olfatório 
Difícil avaliação- distúrbios de olfação são raros 
Observa se o paciente cheira o recinto tentando identificar cheiros, porém, apenas isso não é uma boa 
avaliação. 
• Hiposmia: é a diminuição da capacidade olfatória. 
• Anosmia: é a perda total da olfação. 
Cães com cinomose podem ter anosmia. 
Avaliar nervo olfatório: 
Vendar os olhos do animal e colocar substância não irritante ou um alimento para verificar se percebe 
Evitar substâncias irritantes: estimula terminações nervo trigêmeo. 
II Par –Nervo óptico 
Avaliação deste par de nervos: 
Pode-se realizar movimento com a mão frente 
Derrubar algo que não faça barulho e verificar se o animal acompanha o movimento. 
Teste de resposta a ameaça: 
 Testa a parte sensitiva do nervo óptico e a motora do nervo facial 
Estímulo com a mão sem provocar corrente ar e observa a reação do animal. 
Normal: fechar o olho estimulado. 
Reflexo pupilar à luz: 
Examinar por meio de feixe de luz em ambiente de pouca luminosidade. 
Contração pupilar interna no olho que recebeu estímulo luminoso e contração menor grau no olho 
contralateral. 
Realiza-se teste com foco de luz nos olhos, um por vez, onde se espera com o estímulo que ocorra miose em 
ambos. 
Olho com o foco de luz: uma miose direta e o outro olho: miose consensual 
• Estimulado: reflexo pupilar direto 
• Outro olho: reflexo pupilar indireto ou consensual 
Anisocoria: quando uma pupila esta dilatada e a outra não e pode ser produzida tanto por lesão do sistema 
nervoso simpático como parassimpático. 
 
 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
Distúrbio visual ou cegueira unilateral: Lesão nervo optico 
Distúrbio visual ou a cegueira bilateral: 
Irresponsivas à luz direta ou consensualmente, devido possível lesão do nervo óptico ou do quiasma óptico, 
Não tem miose em nenhum olho. 
Nervo III oculomotor, IV troclear e VI abducente 
Responsável pelo posicionamento ocular, testados juntos. 
Posição globo ocular: funcionamento hormônico dos vários músculos extraoculares. 
Nervo III inerva os músculos extraoculares junto com os nervos IV e VI. 
LESÃO NOS NERVOS: 
• Nervo III: estrabismo ventrolateral, ptose palpebral e midríase. 
• Nervo IV – estrabismo dorsomedial 
• Nervo VI – estrabismo medial 
Estrabismo: também pode ser observado nas doenças do sistema vestibular. 
Nervo oculomotor, troclear e abducente: observação da mobilidade e posição globo ocular 
V Trigêmeo 
Porção sensitiva do nervo trigêmeo age em conjunto com a porção motora do nervo facial. 
Estimulo: estimula com a pinça ou agulha e observa se tem contração muscular no local. 
Testa trigêmeo e face motora nervo facial 
Sem resposta: diferenciar alteração sensibilidade ou motora 
Com resposta: sensitivo trigêmeo e motor facial normal 
Lesões: 
Lesão nervo facial: orelha e lábios paralisados 
Animal sente estímulo, mas não realiza a contração 
Pode vocalizar e/ ou retirar cabeça para lado ou para trás. 
Lesão nervo trigêmeo: 
Não tem resposta, pois o animal não percebe o estímulo. 
Lesão porção motora trigêmeo: 
Quando há lesão motora, vai ocorrer alteração no tônus mandibular, com incapacidade para fechar a boca e 
atrofia dos músculos mastigadores, com dificuldade de alimentação e beber agua. 
Lesão irreversível: tem que usar sonda esofágica ou gástrica para se manter. 
VII Facial 
Nervo facial: função motora para músculos de expressão facial 
Observar simetria facial e reflexo palpebral. 
Lesão nervo facial: orelha e o lábio podem estar paralisados e caídos 
Pode haver desvio de posição do nariz e não haverá reflexo palpebral. 
 Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu 
 
VIII Vestibulococlear 
Responsável pela audição 
Testar: vendar o animal e fazer estímulo barulhento e observar sua reação, porém, não é possível determinar 
se a lesão é unilateral ou bilateral. 
Lesão nervo vestíbulococlear: 
Surdez, inclinação de cabeça, andar em círculos, nistagmo. 
Pode ser causado por infecção, inflamação, doença congênita, neoplasia que cause compressão, trauma. 
Nistagmo: 
• Horizontal e rotatório: doenças agudas do canal semilunar 
• Vertical: lesões vestibulares, afetando núcleos vestibulares e lobo flocunodular do cerebelo 
• Nistagmo espontâneo vertical: lesões vestibulares centrais. 
IX –Glossofaríngeo 
Responsável por paladar e deglutição e está envolvido no reflexo de vômito 
Teste de pressão em faringe para reflexo de vômito. 
Lesões do nervo glossofaríngeo: 
Ausência do reflexo de vômito, diminuição do tônus faringiano, disfagia e regurgitação. 
X -Vago 
O nervo vago é testado com nervo glossofaríngeo. 
Lesões no nervo vago: 
Ausência do reflexo de vômito, disfagia, vocalização alterada e sinais gastrintestinais e cardiopulmonares. 
Lesões bilaterais: paralisia de laringe com respiração estertorosa e dispnéia inspiratória, além de 
megaesôfago. 
XI –Acessório 
Não há uma maneira de testar este nervo, apenas por eletrodiagnóstico. 
Lesões: atrofia da musculatura do pescoço. 
XII –Hipoglosso 
Responsável pela inervação motora da língua. 
Testar indiretamente: observando o animal usar a língua. Induzir o animal a lamber lábios ou o focinho. 
Lesão hipoglosso: assimetria, atrofia e desvio da língua. 
Alteração na língua pode ser lesão neste nervo, sendo a causa de paralisia desta, dependendo do caso há 
reversão. 
Lesão unilateral: o desvio da língua ocorre para o lado oposto. 
A paralisia flácida dos músculos do lado lesado possibilita que a musculatura contralateral desvie a língua.