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Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Semiologia Cães e Gatos AULA 1: SEMIOLOGIA GERAL: Anamnese, inspeção, palpação, auscultação, olfação, SEMIOLOGIA ESPECIAL: sistema tegumentar, digestório, respiratório, circulatório, urogenital, neurológico, locomotor. EXAMES COMPLEMENTARES SEMIOLOGIA: Estuda e interpreta os métodos de exame clínico, os sintomas/ sinais bem como elabora diagnóstico e prognóstico. DIVISÕES: SEMIOTÉCNICA: CLÍNICA PROPEDÊUTICA: SEMIOGÊNESE: Recursos disponíveis para avaliar o paciente Reúne, identifica e interpreta os dados obtidos. Raciocínio/ Análise Explica os mecanismos pelos quais os sintomas aparecem/ desenvolvem CONCEITOS: SINTOMA SINAL Fenômeno anomal causado pela doença Ex: tosse, claudicação, dispneia Avaliação e conclusão do M.V a partir dos sintomas ou métodos físicos. Ex: Sinal de Godet positivo DIAGNÓSTICO: Importante para estabelecer o tratamento e o prognóstico • NOSOLÓGICO/ CLÍNICO: manifestações clínicas e prognóstico com base em anamnese, exame físico, exame complementar. • TERAPÊUTICO: suspeita com base anamnese e exame físico Tentativa do tratamento, se melhor, fecha o diagnóstico. • ANATÔMICO: doenças que causam modificação anatômica local e tipo de lesão. • ETIOLÓGICO: fator determinante da doença • HISTOPATOLÓGICO: análise microscópica dos tecidos. • ANATOMOPATOLÓGICO: exame macro e micro das peças • RADIOLÓGICO, SOROLÓGICO, LABORATORIAL, ULTRASSONOGRÁFICO, ELETROCARDIOGRÁFICO. PROGNÓSTICO: prever a evolução doença e suas consequências. FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL RESERVADO Evolução satisfatória Possibilidade óbito Curso imprevisível Pode ser prognostico: favorável quanto a vida e reservado em relação a recuperação do paciente. TRATAMENTO: meios usados para combater a doença CAUSAL: SINTOMÁTICO: PATOGÊNICO: VITAL: Combate a causa da doença Visa combater sintomas ou abrandar Modifica mecanismo desenvolvimento. Evita complicações que possa colocar o Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Ex: doxiciclina- erliquia o sofrimento Tétano- soro antitetânico animal em risco IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: • ESPÉCIE: suscetibilidade de uma espécie varia com relação as doenças infecciosas e/ou parasitárias. Cães: cinomose; Gatos: leucemia felina • RAÇA: Grande: cardiomiopatia dilatada; Pequena: degeneração mixomatosa valva mitral • SEXO: Fêmea: adenocarcinoma mamário • IDADE: Jovem- cães: parvovirose; Idosos- felinos: hipertireoidismo • PESO • ORIGEM DO ANIMAL • NOME TUTOR, ENDEREÇO E CONTATO Estrutura da Anamnese: ANAMNESE: (Anamnesis= recordação) • Fonte confiável de informação – deve ser o tutor ou uma pessoa que saiba informar sobre FONTE E CONFIABILIDADE: fonte costuma ser o tutor, fornecer entrevista, anotar nomes e relação QUEIXA PRINCIPAL: manifestação da doença HISTÓRICO MÉDICO RECENTE: alterações recentes COMPORTAMENTOS ÓRGÃOS: Revisão sistemática: 1- Digestório 2- Cardiorrespiratório 3- Geniturinário 4- Nervoso 5- Locomotor 6- Pele e Anexos AULA 2: Inspeção: Sentido da visão- começa antes da anamnese. Superfície corporal e partes mais acessíveis das cavidades Conselhos: local com boa iluminação, inspeção cuidadosa antes da contenção, descrever o que está vendo, oferecer informações para diagnóstico. Dividida em: PANORÂMICA LOCALIZADA DIRETA INDIRETA Paciente visualizado como um todo Alterações na região do corpo Visão: pele, mucosas, aumento volume, respiração, claudicações Otoscópio, laringoscópio, radiografia, microscópios, Registros gráficos (USG, Eletrocardiograma) Palpação: Inspeção e palpação: se complementam Notar modificação: textura, espessura, consistência, temperatura, volume, percepção, fômites, flutuação, elasticidade, edema e outros fenômenos. Pode ser: Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu • Direta: uso das mãos ou dedos • Indireta: uso de aparelhos ou instrumentos- sondas, cateteres, pinça, agulha Tipos de consistência: MOLE: FIRME: DURA: PASTOSA: FLUTUANTE: CREPITANTE: Reassume a posição após pressão Macio, porém, flexível Após pressionada, oferece resistência e volta ao normal Não cede, por mais forte que seja a pressão. Estrutura cede a pressão e permanece impressão do objeto Acúmulo de líquidos como sangue, pus, urina Tecido contém ar ou gás em seu interior Auscultação: Avaliação dos ruídos que os órgãos produzem Avaliar: Pulmão e Coração- ruídos anormais, sopros, arritmias cardíacas Pode ser: • DIRETA: aplica o ouvido, protegido por um pano na área examinada • INDIRETA: uso de aparelhos auscultação- estetoscópio, Doppler Cuidados: usar aparelho de boa qualidade, auscultar em ambiente tranquilo, atenção aos ruídos e individualizar, evitar acidentes (ausculte quando tiver contido). Ruídos: AÉREOS: HIDROAÉREO: LÍQUIDOS: SÓLIDOS: Movimentação massa gasosas Inspiração- passagem pelas vias gasosas Movimentação massas gasosas em meio líquido Borborismo intestinal Movimentação massas liquidas em estrutura Sopro anêmico Atrito de 2 superfícies rugosas. Roce pericárdico nas pericardites. Percussão: Método físico exame- sons produzidos pelo examinador Pequenos golpes ou batidas aplicadas no corpo Pode ser: • Direta/ Digital: diretamente com os dedos de uma das mãos a área examinada • Indireta: interpõe o dedo de uma das mãos (médio) ou outro instrumento (plexímetro) Sons observados: CLARO TIMPÂNICO MACIÇO Órgão com ar Média intensidade, duração e ressonância Pulmão sadio, gases e paredes intestinais Órgão oco com grandes cavidades, repleta de gás. Varia conforme pressão do ar ou gás contido Regiões compactadas desprovidas de ar Pouca ressonância, curta duração e fraca intensidade. Olfação: Avaliação pelo olfato do clínico, avalia transpirações cutâneas, ar expirado e excreções Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu AULA 3: Exames complementares: • PUNÇÃO EXPLORATÓRIA: Pesquisa de órgãos ou cavidades internas Passagem de cateter, agulha, cânula Retirar material para examinar- aspecto físico, químico, citológico e bacteriológico Avaliar hematoma, abscessos, derrame cavitário Claro: ascite- não tira todo líquido; Escuro: sangue- trauma: emergência • BIÓPSIA: Coleta pequenos fragmentos para histopatológico Punch: retirada de pele para análise em biopsia • EXAMES LABORATORIAIS: EXAME FÍSICO- QUIMICO, HEMATOLÓGICO, BACTERIOLÓGICO, PARASITOLÓGICO E DETERMINAÇÕES ENZIMÁTICAS • INOCULAÇÕES DIAGNÓSTICAS: Inocula material proveniente do animal doente em animais do laboratório para verificar aparecimento da doença. Botulismo: inocula em camundongos (via intraperitoneal) REAÇÕES ALÉRGICAS: exames que causem sensibilidade mediante inoculação do antígeno Tuberculose: teste tuberculina Contenção física: Restinguir atividade para avaliar ou realizar procedimentos Objetivo: evitar mordeduras ou unhadas; maior segurança para avaliador e paciente; evitar movimentos bruscos. CÃES: Antes exames: informações sobre temperamento para escolha da melhor contenção Agressivos: focinheira, cambão e /ou contenção química Pequeno/ médio porte: contidos em uma mesa após colocar mordaça ou focinheira Grandes/ Gigantes: imobilização no chão GATOS: contenção + difícil Manter na caixa para pesar, fechar janelas e portas do consultório Contenção química: Uso tranquilizantes e sedativos para animais agressivos, agitados Conhecer efeito dos fármacos: para avaliar se os achados clínicos são do uso do medicamento. Considerar: espécie, raça, estado clínico geral, doenças concomitantes, dor e desconforto. Exame físicogeral ou de rotina: Fornecer visão do conjunto: necessário para modificar o cronograma de ações Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu NÍVEL DE CONSCIÊNCIA: inspeção, nível de estímulos • Diminuída- apático • Ausente- coma • Normal • Aumentada- excitado POSTURA: posicionamento do paciente, posição quadrupedal e durante locomoção Exemplos: tétano: paralisia estática; botulismo: paralisia flácida Dificuldade respiratória: pescoço + alongado, órgão apneico ESTADO NUTRICIONAL: Examinar estado nutricional: conforme espécie, raça, utilidade/aptidão Usar termos objetivos: caquético, magro, normal, gordo, obeso Obesidade: pode ter doença concomitante Avaliação geral da Pele: PELAGEM: indicador de saúde física Alterações de pele generalizada ou localizada Grau de desidratação: ressecamento e enrugamento da pele TESTE DE TUGOR CUTÂNEO (TTC): pinçar com os dedos a pele do paciente, Hidratado: pele elástica, 2 segundos em média Desidratado: maior tempo Avaliação Parâmetros Vitais: Conhecimento parâmetros: FC, FR, temperatura Necessário monitorar 2 x por dia Anotar quando a auscultação foi difícil na ficha clínica. Avaliar: arritmia, sopro Último procedimento: temperatura retal. TEMPERATURA CORPORAL: CÃES JOVENS 36,1-37,7 ADULTOS 37,5 -39,2 GATOS 37,8-39,2 FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA FREQUÊNCIA CARDÍACA CÃES 60-160 BPM 18-36 MPM GATOS 120-240 BPM 20-40 MPM Avaliação das Mucosas: Exame mucosas aparentes: enfermidade própria (inflamação, edema, tumores), alterações que refletem comprometimento sistema circulatório ou existência doenças em outras partes do corpo. Mucosas visíveis: oculopalpebrais, nasal, bucal, vulvar, prepucial e raramente anal. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Coloração depende: quantidade/ qualidade do sangue circulante, eficácia das trocas gasosas, existência ou não de hemoparasitos, função hepática adequada, medula óssea e outros Tonalidade: Róssea clara com variações matiz ; Avermelhada: fêmea no cio Algumas raças: Fila Brasileiro, Cocker Spanier, Bulldog, Boxer – coloração tende a ser + avermelhada Coloração anormal em uma mucosa: as demais devem ser observadas Palidez mucosa: hipoperfusão ou anemia- avaliar o volume globular (VG) ou hematócrito (Ht) e tempo de preenchimento capilar. Congestão: vermelho discreto até vermelho tijolo TPC: Tempo de preenchimento capilar Reflete o estado circulatório do animal (volemia). Normalmente feito na mucosa bucal Normal: até 2 segundos: palidez substituída pela cor observada Alto: acima 2 segundos: desidratação, vasoconstrição periférica, diminuição débito cardíaco Anemia: diminuição da quantidade de hemácias Causas: hemólise, hemorragia, diminuição produção hemácias, deficiência minerais (Fe) Mucosas: CONGESTAS CIANOSE ICTERÍCIA Ingurgitamento de vasos sanguíneos, por processo infeccioso ou inflamatório, local ou sistêmico Coloração azulada pela redução Hb no sangue, problemas cardíacos, pulmonares e vasculares e desidratação Retenção de bilirrubina Pré- hepática: hemólise Hepática: insuficiência hepática Pós hepática: colestase Não usar termos: hipoclorada e hiperclorada Avaliação dos Corrimentos: Verificar: quantidade, aspecto, se é uni ou bilateral FLUIDO SEROSO CATARRAL PURULENTO SANGUINOLENTO Líquido, aquoso, pouco viscoso, transparente + denso que fluido + transparente Processos virais, alérgicos e precede infecções ou inflamações + viscoso Pegajoso esbranquiçado + denso Coloração variável Vermelho vivo ou enegrecido Pode resultar de traumatismo e distúrbios hemorrágicos sistêmicos AULA 4: Exame clínico Geral: AVALIAÇÃO DOS LINFONODOS: Linfonodos: pequena estrutura ovoide espalhados pelo corpo, no trajeto vasos linfáticos. Normalmente forma de rim. Principais: submandibular, pré escapular, axilar, poplíteo e inguinal Apresentam alterações características em diversas doenças infecciosas. Hipertrofia dos linfonodos: processos infecciosos ou inflamatórios Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu EXAME SISTEMA LINFÁTICO: inspeção, palpação, citologia ou biopsia Tamanho: descrever termos comparativos. Exemplo: carroço azeitona, azeitona pequena ou grande, limão etc. Sensibilidade: sempre que possível (hipertrofia visível) Consistência: geralmente são firmes. Em inflamação, infecção crônica, neoplasia: consistência dura. Mole: ocorrência de flutuação, com ou sem separação representa estágio final das infecções. Temperatura: aumento de temperatura é acompanhado de dor a palpação Procedimentos complementares para avaliação do sistema linfático: BIOPSIA: biopsia por excisão ou aspiração • Excisão: remoção de uma parte ou de todo o linfonodo • Aspiração: punção com agulhas apropriada Avaliação da Temperatura Corporal: Fundamental para avaliar o estado geral do paciente. Pouco invasivo, baixo risco de danos à saúde do animal, rápida obtenção do resultado, baixo custo Obs: nariz seco não é sinônimo de febre Espécies domésticas: homeotermas (mantém temperatura dentro do limite) Avaliação: contenção adequada, termômetro digital, antes introduzir termômetro deve lubrificar o bulbo Febre: indica doença subjacente FEBRE: SÉPTICA ASSÉPTICA: NEUROGÊNICA HIPOTERMIA Processo infeccioso Localizado: empiema ou abscesso Generalizado: septicemia Não relacionado com infecções Agentes físicos: queimaduras Mecânicos: trauma Químico: vacina, alergia, anafilaxia Resultado de convulsões e contrações musculares (epilepsia, compressão hipotálamo por neoplasias) Decréscimo temperatura interna abaixo níveis de referência- perda excessiva calor ou produção insuficiente. Pode ser durante cirurgia Semiologia do Sistema Digestório: Conjunto de órgãos responsáveis pela captação, digestão e absorção de nutrientes. Boca, esôfago, estomago, alças intestinais, reto e ânus. Órgãos anexos: glândulas salivares, pâncreas, fígado e vesícula biliar. AVALIAÇÃO: Apetite: tipo alimento, forma, preparo, frequência Normorexia: apetite normal Na anamnese: saber marca, quantidade, frequência (ideal: cães- 2x por dia, gatos- ração disponível o dia todo) Ingestão de água: controlado pelo centro da sede no hipotálamo Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Urina + frequência, - volume: Rim ;Urina – frequência, + volume: Bexiga Hipodipsia ou oligodipsia: diminuição ingestão de água Preensão de alimentos: avaliar a cavidade oral Mastigação: reduz o tamanho dos alimentos e umedece para facilitar a deglutição Deglutição: passagem de líquidos e/ ou sólidos da boca, pela faringe, esôfago e estomago Disfagia: dificuldade durante deglutição Odinofagia: dor durante deglutição Gatos: frequente corpo estranho linear Endoscopia; dependendo do corpo estranho, é possível já fazer a remoção. Sistema Vascular: Exame físico: identificação, anamnese, inspeção, palpação, percussão e auscultação. Exames complementares: eletrocardiograma raio x, ecocardiograma, Holter Auscultação: ICC: direta- ascite, edema de membros; esquerda: estertores pulmonares Exames complementares: • Eletrocardiograma: ritmo cardíaco • Ecocardiograma: fechamento válvula • Raio X tórax: para avaliar pulmão • Holter: 24 horas – avaliar as arritmias que são esporádicas Espécie: Cães: raça pequena: valva cardíaca (sopro), raça grande: cardiomiopatia dilatada Gatos: cardiomiopatia hipertrófica GATOS: CÃES: CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA CARDIOMIOPATIA DILATADA Aumento espessura miocárdio, diminui volume ejetado, diminui câmara cardíaca Não aumenta força de contração Raio X: não observa cardiomegalia ECG Miocárdio fino, aumento câmara cardíaca,diminui D.C, diminui força Raças grandes Raio X: aumento de área cardíaca Idade: Filhote de 3 meses: alteração congênita; Cão de 10 anos: cardiopatia adquirida Sexo: fêmeas: persistência ducto arterioso, machos: degeneração mixomatosa valva mitral, cardiomiopatia dilatada Raças: Poodle, Pastor Alemão, Collies: persistência ducto arterioso Boxer, Dobermann, Dogue- alemão: cardiomiopatia dilatada idiopática Fox, Pinscher, Pequinês, Lulu Pomerânia: degeneração mixomatosa valva mitral. Meio ambiente: Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Litoral: dilofilariose (diagnostico: teste rápido) Nordeste: doença de chagas Sinais clínicos de ICC: Direita: ascite, edema membros, efusão pleural, efusão pericárdica Esquerda: edema pulmonar Padrão respiratório: Dificuldade expiratória ou mista: Dificuldade inspiratória: Dificuldade expiratória Inspiração e expiração Doenças porções intratorácicas do trato respiratório Trato superior Trato inferior Doenças: bronquite crônica (cães), Asma (gatos) Padrão restritivo: diminuição complacência pulmonar devido a doenças (pleura ou parede torácica) Aumento frequência respiratória, aumento esforço respiratório, aumento movimentos superficiais. Angústia respiratória: casos + graves Postura que otimizam oxigenação e minimizam resistência ao fluxo de ar Aula 5: Semiologia do Sistema Circulatório: Tosse: mecanismo de defesa que serve para prevenir inalação de partículas estranhas Intensidade tosse: classificada como alta ou baixa Alta: regiões de alta concentração – traqueia até brônquios Baixa: extremidade distais vias respiratórias Paciente cardiopata: tosse atribuída ao edema pulmonar e compressão do brônquio principal esquerdo devido ao aumento do AE Aumento do AE: tosse devido a compressão do brônquio principal esquerdo Tosse cardíaca: pode ocorrer em repouso ou em exercícios (piora com exercício) Ascite: líquido livre no abdômen, causas cardíacas ou extracardíacas Pode ser: verminose, ICCD, desnutrição, insuficiência hepática, doença glomerular Ascite grave: taquipneia e dificuldade respiratória Síncope: perda súbita e transitória de consciência e do tônus postural Causas cardíacas: cardiopatias congênitas, cardiopatia adquiridas, arritmias cardíacas ou taquiarritmias Perguntas detalhes: diferenciar sincope de convulsão Causas extracardíacas: colapso traqueia, distúrbios neurológicos, hemorragias, anemia, transtornos metabólicos, hipoglicemia, diuréticos Cardiopatia crônica: perda de peso – paciente magro ou caquético Exame Físico do paciente cardiopata: Cardiopata: relacionado gravidade do quadro Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Iniciar o exame: avaliar cabeça, pescoço, tórax, abdômen, simetria estruturas, narinas (secreção), cor e perfusão membranas. Perfusão das mucosas: circulação periférica Avaliar orofaringe e glândulas salivares Região pescoço: inspecionar aumento volume, pulso jugular Pulso jugular: apenas patológico, em paciente cardiopata. Auscultação cardíaca: Base do exame cardiológico Objetivo: identificar paciente cardiopata, FC, ocorrência sopro, intensidade e foco de origem Usar bom estetoscópio e em um ambiente tranquilo • Lado esquerdo: PAM- 3,4,5 espaços intercostais • Lado direito: tricúspide Iniciar localização dos focos valvares Mitral: localizar com a mão a área com + intensidade, local choque precordial Depois de localizar a mitral, é necessário aórtica e pulmonar Determinação bulhas cardíacas S1: fechamento mitral e tricúspide S2: fechamento aórtica e pulmonar Classificação dos sopros: Grau 1: Grau 2 : Grau 3: Grau 4: Grau 5: Grau 6: Sopro muito suave, detectado somente durante longo período de auscultação Sopro suave, auscultado imediatamente em um foco valvar Sopro intensidade média a moderada Sopro intensidade média a moderada, sem ocorrência frêmito Sopro claro a auscultação, com um frêmito palpável e que não se detecta ao afastar o estetoscópio do tórax Sopro grave, com frêmito detectável e auscultado mesmo quando o estetoscópio é afastado um pouco do tórax Válvula + acometida: Mitral Auscultação de outros tipos de sons: arritmias, som de fricção e abafamento de bulhas Ausência de sopro: cardiomiopatia dilatada congestiva, dirofilariose, efusão pericárdica Determinação do pulso femoral: sempre que possível Déficit de pulso: arritmia cardíaca Hipercinético: pulso proeminente Hipocinético: pulso fraco Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Exames complementares: PRESSÃO ARTERIAL: pressão exercida pelo sangue sobre superfície interna de um vaso arterial PA- método invasivo: cateter heparinizado, método não invasivo- Doppler MÉTODO DOPPLER: não invasivo, princípio físico semelhante ao ecocardiograma Pequeno transdutor que emite um sinal de ultrassom. Aparecimento som: pressão sistólica MÉTODO OSCILOMÊTRO: Pode ser • Automático – sem interferência do avaliador • Semiautomático- insuflação do manguito ELETROCARDIOGRAMA: ritmo cardíaco Bombeamento do sangue: ação mecânica com enchimento das câmaras cardíacas durante diástole e expulsão do sangue durante sístole AULA 6: Eletrocardiograma: Avalia ritmo cardíaco Indicações: detecção arritmias, alterações anatômicas câmaras, resposta medicação antiarrítmica, monitoramento pré e transcirurgico, elaboração prognóstico. ELETROCARDIOGRÁFIA AMBULATORIAL (SISTEMA HOLTER): equipamento colocado no paciente, capaz de registrar atividade elétrica cardíaca durante longos períodos – 24 h a 48 h Indicações: síncopes, cardiomiopatia assintomática (Boxer, Doberman, Pinscher), intolerância exercício, correlação entre sinais clínicos e arritmias, arritmias esporádicas etc. Radiologia Torácica: Primeiro exame para pedir: + barato Informações: tamanho, forma coração etc. Avalia vasos pulmonares, examina pulmões, Sempre avaliar: 2 projeções Ecocardiograma: Método não invasivo: avalia anatomia e função coração Dopller: detecção e análise movimentação do sangue e miocárdio Semiologia do Sistema Respiratório: Funções: oxigenação sanguínea, eliminação CO2, equilíbrio acidobásico, termorregulação Narinas, fossa nasal, nasofaringe, orofaringe, laringe, traqueia, arvore brônquica, ductos alveolares, alvéolos AVALIAÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: Identificação do paciente: espécie, raça, idade, sexo e procedência, idade e vacina Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Cães pequeno porte: tosse pode ser causada por colapso de traqueia EXAME FÍSICO: Avaliar se problema respiratório ou compensação Localizar processo: trato respiratório superior ou inferior ANAMNESE: Individual ou coletivo (infeccioso). Início do processo: surto ou casos esporádicos Tempo e tipo evolução. Avaliar tratamentos anteriores SINAIS CLINICOS: corrimento nasal, espirro, tosse, fadiga durante exercício, ruídos ouvidos durante respiração, respiração rápida e superficial (taquipneia) e dificuldade respiratória (dispneia) Hemopitise: sangramento oral ou nasal devido ao trato respiratório inferior, pode ser ocasionado por hipertensão pulmonar, perda da integridade vascular e lesão pulmonar cavitária. Espirro: reflexo protetor. Objetivo: remoção dos agentes irritantes. Espirro reverso: é um esforço inspiratório rápido observado em cães, os episódios costumam ser curtos e está associado a processos envolvendo a nasofaringe ou ter natureza idiopática. Tosse: reflexo protetor deflagrado pelo centro da tosse. Ortopnéia: quadro grave respiratório de dispneia, importante primeiro estabilizar o paciente com oxigênio, podendo usarfolículo ovariano persistente, tumores ovarianos produtores de estrógeno, tumor venéreo transmissível (TVT), cistite, laceração vaginal, metrorragia, coagulopatias, corpo estranho vaginal, descolamento placentário durante a gestação, subinvolução dos locais placentários. SECREÇÕES VAGINAIS: Podem o problema conforme suas características. Podendo ser: • Corrimento verde-escuro: em puerpério inicial em cães. • Secreção marrom fétida: morte com decomposição fetal. • Secreção serossanguinolenta • Secreção purulenta: infecções. • Secreção marrom ou enegrecida: mumificação fetal. EXAME CLÍNICO: Identificação: Informações básicas: espécie, raça, nome, idade, peso, eventuais particularidades. Anamnese: Após realizar a anamnese e exames gerais como em todos os outros sistemas. Importante verificar se a fêmea teve alguma gestação, quando e quantas foram, ou se é nulípara (nunca pariu). Em caso de fêmeas que já deram à luz, verificar se o parto foi normal ou distócico Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu (parto difícil). Verificar quando foi o último cio e se esta fez ou faz uso de anticoncepcional. EXAMES ESPECÍFICOS Pode ser divido entre exame externo e interno Externo: realizado inspeção e palpação, avaliando se há distensão abdominal e a tensão abdominal. Cadelas prenhas: deve-se palpar para verificar sinais de movimentos fetais. Deve-se inspecionar a região perineal, a vulva, a cauda e as glândulas mamária, verificando se há presença de secreção tanto nas glândulas mamárias, quanto na vulva, caso tenha secreção verificar odor e cor da secreção vaginal. Glândulas mamárias: precisam ser avaliadas quanto a sua conformação, tamanho, coloração, observando se há nódulos, Vulva: posição, dilatação, relaxamento, aumento de volume, cicatrizes, prolapsos e lesões. Ossos da pelve: maior atenção para animais que tem histórico de trauma nesta região. Interno: Palpação abdominal, e a vaginoscopia. OBS – As gatas, de modo geral, não aceitam os exames vaginais. GESTAÇÃO: Gestação: ultrassonografia a partir de 18 a 20 dias de gestação. CADELAS: GATAS: 60-63 dias 56 -65 dias É possível na ultrassonografia realizar a auscultação cardíaca dos fetos e esta deve ser alta, cerca de 200bpm. EXAMES COMPLEMENTARES Exames microbiológicos e sorológicos: Suspeita de infecção ou um processo inespecífico, Confirmação: cultivo e antibiograma do material e por testes sorológicos, O antibiograma indica a sensibilidade ou resistência bacteriana auxiliando na decisão da melhor terapia a ser administrada. Exame citológico e histológico: Células são colhidas com o uso de cotonete, escova ginecológica ou lavado vaginal (realizado com injeção de solução sorológica e colhido o conteúdo) com auxílio de espéculo, depositadas em lâmina (esfregaço) e observadas em laboratório. GLÂNDULA MAMÁRIA: Cadelas: 4-5 glândulas mamárias em cada lado da linha média, que se iniciam na região ventral do tórax até a região inguinal. Cada teta pode conter até 20 aberturas, cada uma correspondendo a um sistema específico de glândulas. Gatas: 4 pares de glândulas mamárias e a sua nomenclatura é similar à usada para cadelas. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu De acordo com a sua localização anatômica são denominadas: torácica cranial, torácica caudal, abdominal cranial, abdominal caudal, inguinal. OBS – Cerca da metade das cadelas não apresenta um dos pares da glândula abdominal cranial. Deve-se inspecionar: aparência e depois realizar a palpação, iniciando das com aspecto sadio para as com aspecto alterado, para isso o animal precisa estar em decúbito lateral. Existe o aumento de volume fisiológico devido a gestação e formação de colostro, porém, há Aumento patológico: podendo ser por infecção, abcesso ou neoplasia. Em felino: a hiperplasia mamária caracteriza- se por rápido crescimento anormal de tecido. Mastite: não é comum em cadelas e gatas; quando ocorre, é provavelmente como sequela de danos traumáticos prévios. De todos os animais domésticos, a cadela é o que apresenta maior incidência de tumores. A neoplasia do tecido mamário é uma entidade patológica comum em cadelas com mais de 5 anos de idade e corresponde, aproximadamente, à metade de todos os tumores em fêmeas. Embora sejam menos prevalentes em gatas, ainda constituem o terceiro tumor mais comum em felinos. • Agalaxia: ausência total de secreção láctea. • Galactostasia: acúmulo e a estase de leite caracterizados por glândulas firmes, quentes e edemaciadas. • Galactorréia: lactação não associada à prenhes, sendo o indício mais comum de pseudociese. AULA 9: Sistema Reprodutor Masculino: SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO Anatomia: escroto, testículos, epidídimo, cordões espermáticos, pênis e prepúcio Glândulas acessórias: cão: próstata e gato: próstata e glândula bulbouretrais. Órgãos responsáveis pela produção de hormônios androgênicos, espermatozoides e líquido seminal, bem como pelo transporte de sêmen durante a ejaculação. Bolsa testicular: presente em nos animais domésticos, é uma evaginação do períneo, composta por pele, fáscia escrotal e uma camada fibroelástica subcutânea e muscular, fundida ao folheto parietal da túnica vaginal, localizados na região inguinal ou subinguinal. Pele: epiderme fina e poucos pelos. Bolsa testicular: regula a temperatura testicular. Criptorquidismo: Cães: nascem com ambos os testículos no interior do abdome e estes passam pelo canal inguinal por volta do 4º dia após o nascimento, chegando a sua localização definitiva, no interior do escroto, até 60 dias após o nascimento, quando isso não ocorre eles devem ser removidos da cavidade abdominal cirurgicamente. Descida testicular: Cães: até os 6 meses. Gatos: o testículo já está no escroto ao nascerem, porém, conseguem movimentar-se para fora e para dentro até que o canal se feche, evento que ocorre entre o 7º e 10º mês. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Testículo da cavidade: tendencia a neoplasia. CÃO: GATO: Uretra maior- obstrução por cálculo Obstrução uretral- por plug Espermatogênese: Cães: inicia com 4 meses de vida, porém o animal só vai atingir a puberdade com 7 ou 8 meses e a maturidade a partir de 10 meses, podendo variar conforme a raça. Gatos: processo inicia com 6 ou 7 meses, porém os testículos deste só estarão prontos com 1 ano de vida. Pênis: Formato cilíndrico em todas as espécies, estendendo-se, exceto no gato,do arco isquiático até as proximidades do umbigo, na parede abdominal ventral. Gatos possuem algumas espículas (papilas queratinizadas), e estão voltadas para a base do pênis, em gatos castrados, as espículas penianas são atrofiadas. EXAME CLÍNICO: Deve ser realizado a anamnese como qualquer outro sistema, verificando todos dados de identificação do animal e observando a queixa principal e histórico do animal. Deve-se questionar quanto a fatores relacionados a acasalamento, libido e se já teve filhos. Questionar: algumas doenças pertinentes, Como brucelose para cães e leishmaniose, sendo este último tanto para cães quanto para gatos. Verificar: animal recebe administração de contraceptivos ou passou por procedimento esterilizante (remoção cirúrgica dos testículos, vasectomia ou injeção intratesticular de agente esclerosante). Exame físico completo: se refere a todos os órgãos e sistemas, com intuito em avaliar a fertilidade do animal ou possíveis alterações que em alguns casos, é secundaria a outro processo, tal como o escore corporal do animal pois, tanto a subnutrição quanto a obesidade interferem negativamente nos processos reprodutivos. EXAMES ESPECÍFICOS: Escroto: Realizar a inspeção buscando anormalidades em suas características tais como edema, feridas, aumento de volume, e palparpara verificar espessamento de pele, presença de massas que possam interferir na reprodução. Testículos: Verificar se ambos estão dentro do saco escrotal, pois pode ocorrer a descida de apenas um ou nenhum da cavidade abdominal: (criptorquidismo unilateral ou bilateral), Anorquidismo: quando não há testículo, situação rara. Inicia-se pela inspeção, observando seus tamanhos, sendo normal uma diferença de até 10% entre um e outro. Casos de diferenças superiores podem sugerir degeneração testicular, orquite ou hipoplasia. Consistência normal: tenso-elástica ao palpar, + firmes: sugerir uma possível neoplasia ou fibrose, Podem estar flácidos, que pode ser devido à idade avançada do paciente. Mobilidade: Ainda na palpação deve ser observado se os testículos estão soltos dentro do saco escrotal, caso estes estejam – mobilidade: pode indicar um processo inflamatório. Simetria: deve ser de tamanho similar. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu OBS – o epidídimo não é palpável quando em estado normal, sendo possível sentir apenas Cordões espermáticos: podem ser palpados com os dedos em forma de pinça, sendo eles delgados em cães de raças pequenas e mais espessos em raças grandes. Prepúcio e pênis: Inspecionado quanto a possíveis anormalidades, sendo normal uma secreção esverdeada em cães. Observar o animal sentado para ver se o prepúcio cobre todo o pênis além de verificar se há algum processo que esteja dificultando A exposição do pênis tal como fibrose, neoplasia ou estenose de óstio. Secreção sanguinolenta: problemas na próstata ou TVT (tumor venéreo transmissível). Após avaliar o prepúcio: deve-se retrair o mesmo até depois do bulbo peniano de maneira a exteriorizar todo o pênis observando se há presença de lesões, neoplasias, verificar a abertura da uretra e se há sensação de dor na região do osso peniano. Osso peniano: pode ter fratura. Próstata: Cães idosos: acometimento de doenças. Exame digital próstata: 7-8 anos A alteração da mudança pode ser também devido a inflamação (prostatite), a presença de cistos ou abcessos. AVALIAÇÃO SEMINAL: Exame chamado espermograma Objetivo: verificar se há anormalidades no sêmen que interfiram na fertilidade do animal. Coleta de cães: pode ser feita manualmente, Gatos: vagina artificial ou por eletroejaculação. Análise macroscópica: Avaliar: volume, odor, coloração e pH. Odor: deve ser sui generis, Cor: branca acinzentada pH : 6,3 a 7,0 para cães e 6,6 a 8,8 para gatos, Volume :cães de 1,5 a 80,0mL, e em gatos, de 10 a 200μL na eletroejaculação a 20 a 40μL na vagina artificial e 10 a 400μL na cateterização uretral. O sêmen é classificação quanto ao aspecto: • Aquoso • Opalescente • Leitoso • Cremoso Análise microscópica: Avaliar: motilidade, vigor e concentração espermática. A amostra deve ser aquecida a 35ºC e depois colocado em lâmina e observado em microscópio. Motilidade: determinado em porcentagem, sendo aceitável uma motilidade de 70% ou mais. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Velocidade: classificação de 0 a 5, sendo aceitável valores acima de 3. Concentração: determinada quanto a quantidade de espermatozoides por mL, para determinar este valor, deve diluir a amostra (1 parte de sêmen para 20 de soluto para cães e 1:50 ou 1:100 para gatos) e colocado na câmara de Neubauer. Câmara de Neubauer: olhar no microscópio e contar os espermatozoides em 5 quadrados. Contagem em L. 25 quadrados. Cada quadrado:16 EXAMES COMPLEMENTARES: Ultrassonografia: Avaliação: próstata, testículo, epidídimo e cordões espermáticos. Além de auxiliar a encontrar o local exato onde estão os testículos com criptorquidismo. Dosagem hormonal: Perfil endócrino do animal, promovendo a avaliação dos hormônios do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, como o hormônio folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), a testosterona, o 17β-estradiol, e outros. Radiografia: Avaliar: integridade do osso peniano. Exame bacteriológico: Dosagem fosfatase alcalina (FA): obstrução de epidídimo Enzima muito produzida no epidídimo, quando sua concentração está baixa e não é encontrado espermatozoides pode sugerir obstrução epididimária, ejaculação retrógrada (quando o sêmen cai na bexiga) ou ejaculação incompleta. Citologia: Citologia aspirativa agulha fina e biopsia testicular: realizado quando já esgotaram as demais técnicas diagnosticas. Citologia aspirativa: identificação de células espertogonias, espermatócitos, espermátides, espermatozoides. Cariotipagem: Avaliar alteração nos cromossomos Casos: hermafroditas ou pseudo-hermafroditas. Aula 10: Sistema Urinário: Doença renal x Insuficiência renal Altera morfologia e arquitetura, não tem perda de função Urinálise: diminuição densidade urinária Perda de função Aumento creatinina e ureia Azotemia: Uremia Aumento dos compostos nitrogenados não proteicos no sangue. Aumento dos compostos nitrogenados não proteicos no sangue Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Não tem sinal clínico – achado laboratorial Tem sinal clínico: melena, vômito Poliúria Polaciúria/ Polaquiúria Urina + vezes, volume grande Urina + vezes, volume pequeno Anúria Obstrução uretral Não produz urina Necessário palpação bexiga e exame imagem Palpação indireta usando sonda DRC- Doença renal crônica: IRA- Insuficiência renal aguda Irreversível e progressiva Causa conhecida Diminuição tamanho rins Anemia regenerativa/ arregenerativa (se diminuir produção MO) sedimento urinário inativo escore corporal ruim Potencialmente reversível Causa desconhecida Anemia regenerativa Sedimento urinário ativo Escore corporal bom SISTEMA URINÁRIO Composto: por rins, ureteres, vesícula urinária e uretra. RINS: homeostase de água, de eletrólitos e de substâncias derivadas do metabolismo e do catabolismo. Também possuem funções renais endócrinas relacionadas com o metabolismo de cálcio e fósforo, participam da produção de hemácias por meio da eritropoietina e controle da pressão arterial. Rim direito + cranial Os rins: camadas muito distintas + externa para a mais interna: córtex e medula renal Unidade funcional: néfrons que tem início no glomérulo (corpúsculo renal) e segue até o ducto coletor. Corpúsculo renal: cápsula glomerular, que envolve uma rede capilares, denominada glomérulo, onde ocorre a filtração. Lesão glomerular: pode ocorrer extravasamento de proteína e está vai para a urina (proteinúria) e ocorre diminuição de albumina sérica, causando ascite e edema de membros. Rins cães e gatos: grão de feijão Exames: ultrassom, raio x contratado Rim esquerdo + caudal = mais fácil palpação URETERES: Transporta urina dos rins para a bexiga Penetram camada serosa da parede dorsal da bexiga Inserção ureter: no trígono vesical Ureter muito fino: não é possível palpar Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Exames: raio X constatado, urografia excretora, cistoscopia (visualização entrada uretra) Ureter ectópico: ureter não está inserido no trígono vesical. VESÍCULA URINÁRIA: Órgão cavitário de alta capacidade de distensão, de tecido musculomembranoso. Cães: a vesícula fica no espaço pélvica e ao se distender alcança o abdome Gatos: constantemente no abdome. URETRA: Leva a urina para meio externo Machos: leva urina e secreções seminais para orifício uretral Fêmeas: origina na bexiga e adentra o trato genital. CONTROLE DE MICÇÃO: Micção: armazenamento e eliminação urina. Ocorre um processo de relaxamento do musculo detrusor, onde possibilita armazenar a urina eesta não extravasa devido a existência de um esfíncter uretral que permanece contraído. Vesícula cheia: ocorre a contração vesical, junto com o relaxamento uretral para a passagem da urina. Alterações neurológicas podem interferir e dificultar a micção. Micção: função reflexa que envolve ações integradas de vias parassimpáticas, simpáticas e somáticas. EXAMES CLÍNICO: Identificação: raça, idade, espécie, sexo e a procedência. Observar posicionamento do animal pois a alteração pode indicar uma dificuldade em urinar que pode ser por obstrução. Fêmeas com castração precoce: pode vir a desenvolver incontinência, devido a vulva pediátrica ou cistite, em pacientes que apresentam a incontinência desde filhotes pode-se suspeitar de ureter ectópico. Anamnese Algumas doenças renais: secundarias a outras situações sistêmicas tais como lúpus, erliquiose, diabetes, toxemia, ou por infecção localizada tal como a piometra. Importante: investigar o histórico do paciente. Pacientes diabéticos: glicosúria (glicose na urina) EXAMES ESPECÍFICOS: Urinálise: Diagnóstico de praticamente todas as afecções renais, realizado com amostra de urina do paciente que pode ser coletada por micção espontânea, sondagem ou cistocentese. Exames radiográficos, ultrassonografia, uretrocistoscopia. Palpação: avaliar sensibilidade ou dor. Radiografia: auxilia a identificar alguns problemas tais como cálculos. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Em alguns casos é necessário o uso de contraste, tal como localizar rupturas, hérnia perineal ou obstruções. Cistografia: radiográfica contrastada da bexiga EXAME FÍSICO DOS RINS: Palpar os rins com a ponta dos dedos Avaliar: tamanho, formato, características da superfície, consistência e sensibilidade dos rins. Azotemia: Pode ser renal, pré-renal ou pós-renal. É a alta concentração de compostos não nitrogenados no sangue, • Pré renal: desidratação e hipotensão • Renal: lesão nos rins, insuficiência renal • Pós renal: perda patência das vias urinarias e ruptura bexiga Glomerulonefrite crônica: Os rins perdem a capacidade de conservar a proteína, e esta condição sistêmica denominada síndrome nefrótica, é caracterizada por proteinúria, hipoalbuminemia, edema e ascite. Para se determinar :exame para mensurar os níveis de proteína na urina, chamado de UPC. EXAME FÍSICO URETER: Cão e gato: inspeção por ultrassom e raio X Ureter é fino: difícil palpação. Ureter ectópico: Condição congênita onde o indivíduo nasce com a inserção do ureter no local errado, causando incontinência. Pode ser: • Unilateral: incontinência + micção normal • Bilateral: total incontinência AULA 11: Exame da Bexiga e Uretra: Pequenos animais: palpação externa bexiga – em estação ou decúbito lateral Palpação vesical: palpação feita com única mão BEXIGA: Avaliada por radiografia e ultrassonografia Grandes distensões da bexiga causadas por retenção de urina: detectada inspeção direta da bexiga. URETRA: Inspeção meato urinário externo, inspeção e palpação da uretra perineal. Acometida por processo inflamatório: traumático ou infeccioso. AVALIAÇÃO DA MICÇÃO: Transtorno de micção: Primeiro precisa observar a postura do animal, Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Problema mais comum em gatos. Aumento de micção: pode sugerir cistite. Diminuição de frequência com dificuldade: pode indicar obstrução. Para se avaliar tem que saber a média frequência por dia e isso varia conforme o tamanho do animal. Postura de esforço. ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS DA URINA: Aspecto da urina Analisar: em até 2 horas Urina avermelhada: hematúria (sangue), mioglobinúria (lesão), hemoglobinúria (hemólise) Sinais clínicos cistite: disuria, polácúria, hematúria COLETA URINA: Micção espontânea, cateterização transuretral ou cistocentese. CASOS PARA PEDIR URINÁLISE: Sinais de doença trato urinário, sinais doença sistêmica, quadro clínico doença grave desconhecida, paciente geriátrico, avaliação pré-anestésica, sempre após check up Necrose tubular aguda: Precisa fazer hemodiálise até eliminar todas as toxinas e o rim voltar a produzir urina, caso não seja possível, tratar com manitol e furosemida, sendo este diurético. Obstrução: Pode ser parcial ou total, pode ocorrer devido à presença de urólitos desprendidos da pelve renal, infecção renal e ureteral, compressão por massas neoplásicas ou granulomas ureterais ou de estruturas adjacentes, dentre outras causas. Cálculo: Pode estar presente nos rins ou ureteres Displasia Renal: Afecção que acomete mais a raças especificas, tais como lhasa apso e shih tzu. AULA 12: Sistema Nervoso: AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA: Objetivos: determinar disfunção no sistema, estabelecer localização e extensão, tentar direcionar o diagnostico e prognóstico Identificação paciente: Espécie, raça, sexo, idade Raça: Pequena- convulsões generalizadas sem perda consciência Grande- convulsões + graves e difícil controlar Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Malformações congênitas: animais menos 1 ano Intoxicações, trauma, infecções: + frequente animais jovens Pouco distúrbios neurológicos com predisposição sexual: Fêmeas: adrenocarcinoma mamário- metástase no SNC Macho: adrenocarcinoma prostático- metástase no SNC Distúrbios neurológicos genéticos: Cor da pelagem: gatos brancos de olhos azuis podem ser surdos. ANAMNESE: Anamnese cuidadosa e detalhada Lesão tecido nervoso: reflete o local da lesão Evolução da doença Nível de consciência do animal, mudança comportamento, convulsões Descrição local que o animal vive: detectar fontes de substâncias intoxicantes como tintas, inseticidas. Manejo incorreto do animal pode ser a causa de um problema neurológico INÍCIO DA DOENÇA: Início súbito: Sinais desenvolvem rapidamente, geralmente alcançando intensidade máxima em 24 horas. Doenças subagudas: sinais progredindo por dias/ semanas Inflamação, infecção e doenças neoplásicas Doenças crônicas: sinais progredindo por semanas/meses Distúrbios nutricionais, doença degenerativa, algumas neoplasias Doenças neurológicas: EVOLUÇÃO DA DOENÇA: Anomalias congênitas do tecido nervoso: sinais estáticos sem alteração Inflamação, degeneração ou neoplasia: sinais progressivos, aumento gravidade Intoxicações não graves, lesões vasculares: melhora sem tratamento Medicamento, dosagens e resposta a terapia devem ser investigado CONVULSÕES: Distúrbios desencadeado por descarga elétrica neuronal anormal e excessiva. Provocando ou não perda de consciência, movimentos motores e fenômenos viscerais. Desencadeada por estímulo sensorial e fenômenos viscerais. Convulsão: Mais comum em raças grandes e nestes é mais severa, em pequenos é mais raro e mais leve e nem sempre com perda de consciência. Importante determinar a causa. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu OBS – o tratamento para convulsão pode causar lesão hepática, portanto, deve-se avaliar o caso e verificar se há a necessidade e vai valer a pena o uso de fenobarbital, considerando a frequência e intensidade das crises. CONVULSÃO GENERALIZADA: Distúrbios metabólicos, intoxicações, deficiência nutricional e epilepsia hereditária. Difusa no córtex cerebral, ocorrendo manifestações clínicas simétricas Pode ou não ter perda de consciência FASES DA CONVULSÃO: 4 FASES: PRÓDROMO, AURA, ICTO E PÓS-ICTO. Pródomo: Pode variar de minutos a dias que antecedem a convulsão, o animal altera seu comportamento, podendo ficar mais distante ou mais próximo do tutor, apresentar nervosismo, ansiedade, temor ou ficar em extrema atividade física. Isso ocorre, pois, o animal percebe quevai convulsionar. Aura: É o início da convulsão, muito descrita em humanos, porém não se considera na veterinária pois o animal não consegue comunicar que vai convulsionar. Icto: É a crise convulsiva propriamente que tem uma duração variável podendo ocorrer perda de consciência, queda, convulsões tônicas- clônicas, movimentos anômalos dos membros (pedalar), relaxamento de esfíncteres, salivação excessiva e movimentos mastigatórios. Pós-icto: É o momento após a convulsão, geralmente tem longa duração, podendo ficar prostrado com exaustão ou sonolência, apresentar agressividade, temor exagerado, não reconhecer seu tutor, ter cegueira transitória e desorientação, o animal pode estar extremamente ativo e deambular continuamente, urinar e defecar em grande quantidade e frequência, mostra-se sedento e esfomeado. Convulsão generalizada: Pode ser causada devido decorrência de distúrbios metabólicos, epilepsia hereditária, fator nutricional, intoxicação, insuficiência hepática que leve ao aumento de uréia e amônia, doença renal crônica que leve a azotemia, estes dois últimos causam lesão neurológica pois são compostos tóxicos ao organismo e que atravessam a barreira hematencefalica. Apresenta sinais claros com manifestações clínicas simétricas e sincrônicas em todo o corpo, podendo ocorrer ou não a perda de consciência. Convulsão parcial (focal): Originam-se de uma área focal de atividade neuronal anômala, no córtex cerebral e suas manifestações dependem da área afetada, podendo ser um correr atrás da cauda,,olhar para o nada, tentar pegar moscas invisíveis, por ser sutil muitas É um fator importante para determinar se é epilepsia verdadeira ou hereditária Na epilepsia adquirida: o primeiro episódio aparece semanas ou meses após o insulto original. Tratamento: Crise convulsão: diazepam ou IV ou intra-retal, OBS – não se usa diazepam para tratar convulsão, ele apenas serve para tirar da crise em uma emergência, Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Cães tratados com diazepam desenvolvem intolerância e numa emergência este não vai funcionar. Gatos não desenvolvem intolerância, mas desenvolvem hepatite. Manutenção: fenobarbital para cães e gatos, porém ele é hepatotóxico, e antes de realizar nova receita, deve-se avaliar o paciente, fazendo dosagem deste medicamento no organismo. Pode realizar associação com outros medicamentos Cães: pode-se associar o brometo de potássio Gatos: gabapentina e levetiracetam. Caso o paciente apresente insuficiência hepática devido ao tratamento, deve-se usar silimarina ou ussarcol, e parar de administrar fenobarbital, usando outro fármaco para a convulsão. Má formação congênita OBSERVAR LOCOMOÇÃO E POSTURA DO PACIENTE: Observar :presença de incoordenação, se o animal cai ao tentar se alimentar, se tenta se escorar em paredes ou anda em círculos, podendo pontar lesões neurológicas. Movimentos anormais com a cabeça podem indicar lesão cerebelar e mudança de postura lesão vestibular. Importante determinar se a doença é primaria ou secundaria a outra doença sistêmica, Saber distinguir se é neurológico ou ortopédico. AVALIAR OS NERVOS CRANIANOS Aula 13: Exame Neurológico: EXAME ESPECÍFICO DO SISTEMA NEUROLÓGICO Após realizar exame físico geral e anamnese. Sequência sugerida: Nível de consciência do paciente, postura, locomoção, nervos cranianos, reflexos medulares e do tônus muscular e avaliação sensitiva. Avaliação do nível de consciência: Resposta a estímulos nocivos. Verificar se o animal está responsivo ou alheio Pode ser: alerta, em depressão, estupor ou coma, • Estrupor: acorda com o estímulo • Coma: não acorda com estímulo Alerta ou vígilia: percepção consciente do meio externo e de si mesmo • Obnubilação: consciência é pouco comprometida • Sonolência: animal facilmente acordado, mas logo volta a dormir Medida que a lesão aumenta: paciente desenvolve stuptor Lesões no tronco encefálico ou lesões Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Lesões muito grave: animal entra em coma (não acorda com estímulo doloroso) Comportamento do animal: controlado, principalmente, pelo sistema límbico. Lesão em tronco encefálico e lesões cerebrais difusas: produzir anormalidades de consciência Mobilididade ocular e nistagmo vestibular: usado para avaliar integridade fascículo longitudinal medial por meio tronco encefálico. Globos oculares: pesquisar existência estrabismo Lesão oculomotor: desvio ventrolateral Mesencéfalo: núcleo rubro Lesão núcleo rubro: tônus flexor fica diminuído, rigidez músculos. Sinais que o quadro está agravando e que há lesão mesencefálica: • Diminuição nível de consciência de semicromatoso para cromatoso • Pupilas vão da normalidade ou miose para midríase • Aparência estrabismo ventrolateral e rigidez extensora dos membros AVALIAR POSTURA E LOCOMOÇÃO: Normal: cabeça em plano paralelo ao chão Head- tild: orelha + próxima do chão, inclinação lateral cabeça É alteração postural com inclinação da cabeça podendo ser sutil ou muito evidente, geralmente ocorre devido lesão vestibular ou cerebelar. Postura: Avaliada: conforme posicionamento da cabeça e do tronco durante o repouso e deve ser classificada em normal ou inadequada. Existem diversas estruturas responsáveis pela manutenção de uma postura adequada como o sistema visual e sistema vestibular. Sistema vestibular: altera posição dos olhos, cabeça e membros em resposta a mudança posição do animal. Coordenação cabeça: regulada pelo cerebelo. Midríase: Dilatação da pupila estimulada pelo sistema simpático. Miose: Contração da pupila estimulada pelo sistema parassimpático. Postura membros: • Normal: membros perpendiculares ao chão • Anormal: propriocepção alterada, fraqueza, dor. Posição que o animal mantém membros muito afastados: revela perda equilíbrio – lesões cerebelares, tronco encefálico, distúrbios vestibulares periféricos. Animais com lesões cerebelares permanecem em estação com as patas muito afastadas e oscilação corporal. AVALIAR LOCOMOÇÃO: Andar ao lado do animal Exame deve ser realizado em superfície áspera. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Deve-se avaliar seu andar, se há alterações, tal como o andar em círculos, o que pode ser uma degeneração natural em animais muito velhos (demência) ou neoplasia. Deve-se andar ao lado do animal e ouvir as unhas tocando no solo e verificar os coxins para ver se um está com mais desgaste que outro. COORDENAÇÃO ADEQUADA: Bom funcionamento: 1- Cerebelo: centro coordenador 2- Propriocepção- sensibilidade, proprioceptiva Ataxia: perda coordenação motora • Cerebelar • Sensorial • Vestibular Lesão cerebelar: Pode causar incoordenação, movimentos espasmódicos, interrompidos, dismetria, hipermetria ou hipometria, não necessariamente dos 4 membros, podendo acometer só os torácicos ou só pélvicos, ou um mais que o outro. Lesão sensorial: Lesão que afeta as vias proprioceptivas no nervo periférico, raiz dorsal, medula espinal, tronco encefálico e cérebro. O animal não tem a sensibilidade correta e não consegue ter uma noção clara do ambiente, apresentando desequilíbrio, teste tampando seus olhos e observando se há piora do quadro ou não, se não houver mudança, possivelmente a lesão é cerebelar, se houver piora é sensorial. Disfunções vestibulares: Disfunções vestibulares unilaterais: ataxia vestibular Inclinação e queda para um dos lados Inclinação cabeça e nistagmo Nistagmo: movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, resultando, muitas vezes, em redução da acuidade visual, podendo ser mais ou menos fortes ou bruscos, e assumir várias direções. Pode ser: vertical, horizontal e rotatório. Lesão de lobo frontal: + complicadoAnimal não reconhece mais o tutor. Anda compulsivamente em círculos, preciona a cabeça em estruturas, mas diferente da lesão vestibular este animal não vai ter inclinação de cabeça. Paresia: perda incompleta função motora. • Paresia com algum movimento • Paresia com capacidade suportar peso, sem dar passos. • Paresia com capacidade suportar peso, dar alguns passos • Paresia leve com apenas tropeços ocasionais Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu AULA 14: Avaliação dos nervos cranianos: AVALIAÇÃO DE NERVOS CRANIANOS: Testados em pares, de maneira bilateral. Lesões periféricas: unilaterais e apenas um nervo craniano está envolvido. I Par –Nervo olfatório Difícil avaliação- distúrbios de olfação são raros Observa se o paciente cheira o recinto tentando identificar cheiros, porém, apenas isso não é uma boa avaliação. • Hiposmia: é a diminuição da capacidade olfatória. • Anosmia: é a perda total da olfação. Cães com cinomose podem ter anosmia. Avaliar nervo olfatório: Vendar os olhos do animal e colocar substância não irritante ou um alimento para verificar se percebe Evitar substâncias irritantes: estimula terminações nervo trigêmeo. II Par –Nervo óptico Avaliação deste par de nervos: Pode-se realizar movimento com a mão frente Derrubar algo que não faça barulho e verificar se o animal acompanha o movimento. Teste de resposta a ameaça: Testa a parte sensitiva do nervo óptico e a motora do nervo facial Estímulo com a mão sem provocar corrente ar e observa a reação do animal. Normal: fechar o olho estimulado. Reflexo pupilar à luz: Examinar por meio de feixe de luz em ambiente de pouca luminosidade. Contração pupilar interna no olho que recebeu estímulo luminoso e contração menor grau no olho contralateral. Realiza-se teste com foco de luz nos olhos, um por vez, onde se espera com o estímulo que ocorra miose em ambos. Olho com o foco de luz: uma miose direta e o outro olho: miose consensual • Estimulado: reflexo pupilar direto • Outro olho: reflexo pupilar indireto ou consensual Anisocoria: quando uma pupila esta dilatada e a outra não e pode ser produzida tanto por lesão do sistema nervoso simpático como parassimpático. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Distúrbio visual ou cegueira unilateral: Lesão nervo optico Distúrbio visual ou a cegueira bilateral: Irresponsivas à luz direta ou consensualmente, devido possível lesão do nervo óptico ou do quiasma óptico, Não tem miose em nenhum olho. Nervo III oculomotor, IV troclear e VI abducente Responsável pelo posicionamento ocular, testados juntos. Posição globo ocular: funcionamento hormônico dos vários músculos extraoculares. Nervo III inerva os músculos extraoculares junto com os nervos IV e VI. LESÃO NOS NERVOS: • Nervo III: estrabismo ventrolateral, ptose palpebral e midríase. • Nervo IV – estrabismo dorsomedial • Nervo VI – estrabismo medial Estrabismo: também pode ser observado nas doenças do sistema vestibular. Nervo oculomotor, troclear e abducente: observação da mobilidade e posição globo ocular V Trigêmeo Porção sensitiva do nervo trigêmeo age em conjunto com a porção motora do nervo facial. Estimulo: estimula com a pinça ou agulha e observa se tem contração muscular no local. Testa trigêmeo e face motora nervo facial Sem resposta: diferenciar alteração sensibilidade ou motora Com resposta: sensitivo trigêmeo e motor facial normal Lesões: Lesão nervo facial: orelha e lábios paralisados Animal sente estímulo, mas não realiza a contração Pode vocalizar e/ ou retirar cabeça para lado ou para trás. Lesão nervo trigêmeo: Não tem resposta, pois o animal não percebe o estímulo. Lesão porção motora trigêmeo: Quando há lesão motora, vai ocorrer alteração no tônus mandibular, com incapacidade para fechar a boca e atrofia dos músculos mastigadores, com dificuldade de alimentação e beber agua. Lesão irreversível: tem que usar sonda esofágica ou gástrica para se manter. VII Facial Nervo facial: função motora para músculos de expressão facial Observar simetria facial e reflexo palpebral. Lesão nervo facial: orelha e o lábio podem estar paralisados e caídos Pode haver desvio de posição do nariz e não haverá reflexo palpebral. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu VIII Vestibulococlear Responsável pela audição Testar: vendar o animal e fazer estímulo barulhento e observar sua reação, porém, não é possível determinar se a lesão é unilateral ou bilateral. Lesão nervo vestíbulococlear: Surdez, inclinação de cabeça, andar em círculos, nistagmo. Pode ser causado por infecção, inflamação, doença congênita, neoplasia que cause compressão, trauma. Nistagmo: • Horizontal e rotatório: doenças agudas do canal semilunar • Vertical: lesões vestibulares, afetando núcleos vestibulares e lobo flocunodular do cerebelo • Nistagmo espontâneo vertical: lesões vestibulares centrais. IX –Glossofaríngeo Responsável por paladar e deglutição e está envolvido no reflexo de vômito Teste de pressão em faringe para reflexo de vômito. Lesões do nervo glossofaríngeo: Ausência do reflexo de vômito, diminuição do tônus faringiano, disfagia e regurgitação. X -Vago O nervo vago é testado com nervo glossofaríngeo. Lesões no nervo vago: Ausência do reflexo de vômito, disfagia, vocalização alterada e sinais gastrintestinais e cardiopulmonares. Lesões bilaterais: paralisia de laringe com respiração estertorosa e dispnéia inspiratória, além de megaesôfago. XI –Acessório Não há uma maneira de testar este nervo, apenas por eletrodiagnóstico. Lesões: atrofia da musculatura do pescoço. XII –Hipoglosso Responsável pela inervação motora da língua. Testar indiretamente: observando o animal usar a língua. Induzir o animal a lamber lábios ou o focinho. Lesão hipoglosso: assimetria, atrofia e desvio da língua. Alteração na língua pode ser lesão neste nervo, sendo a causa de paralisia desta, dependendo do caso há reversão. Lesão unilateral: o desvio da língua ocorre para o lado oposto. A paralisia flácida dos músculos do lado lesado possibilita que a musculatura contralateral desvie a língua.Animal não reconhece mais o tutor. Anda compulsivamente em círculos, preciona a cabeça em estruturas, mas diferente da lesão vestibular este animal não vai ter inclinação de cabeça. Paresia: perda incompleta função motora. • Paresia com algum movimento • Paresia com capacidade suportar peso, sem dar passos. • Paresia com capacidade suportar peso, dar alguns passos • Paresia leve com apenas tropeços ocasionais Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu AULA 14: Avaliação dos nervos cranianos: AVALIAÇÃO DE NERVOS CRANIANOS: Testados em pares, de maneira bilateral. Lesões periféricas: unilaterais e apenas um nervo craniano está envolvido. I Par –Nervo olfatório Difícil avaliação- distúrbios de olfação são raros Observa se o paciente cheira o recinto tentando identificar cheiros, porém, apenas isso não é uma boa avaliação. • Hiposmia: é a diminuição da capacidade olfatória. • Anosmia: é a perda total da olfação. Cães com cinomose podem ter anosmia. Avaliar nervo olfatório: Vendar os olhos do animal e colocar substância não irritante ou um alimento para verificar se percebe Evitar substâncias irritantes: estimula terminações nervo trigêmeo. II Par –Nervo óptico Avaliação deste par de nervos: Pode-se realizar movimento com a mão frente Derrubar algo que não faça barulho e verificar se o animal acompanha o movimento. Teste de resposta a ameaça: Testa a parte sensitiva do nervo óptico e a motora do nervo facial Estímulo com a mão sem provocar corrente ar e observa a reação do animal. Normal: fechar o olho estimulado. Reflexo pupilar à luz: Examinar por meio de feixe de luz em ambiente de pouca luminosidade. Contração pupilar interna no olho que recebeu estímulo luminoso e contração menor grau no olho contralateral. Realiza-se teste com foco de luz nos olhos, um por vez, onde se espera com o estímulo que ocorra miose em ambos. Olho com o foco de luz: uma miose direta e o outro olho: miose consensual • Estimulado: reflexo pupilar direto • Outro olho: reflexo pupilar indireto ou consensual Anisocoria: quando uma pupila esta dilatada e a outra não e pode ser produzida tanto por lesão do sistema nervoso simpático como parassimpático. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu Distúrbio visual ou cegueira unilateral: Lesão nervo optico Distúrbio visual ou a cegueira bilateral: Irresponsivas à luz direta ou consensualmente, devido possível lesão do nervo óptico ou do quiasma óptico, Não tem miose em nenhum olho. Nervo III oculomotor, IV troclear e VI abducente Responsável pelo posicionamento ocular, testados juntos. Posição globo ocular: funcionamento hormônico dos vários músculos extraoculares. Nervo III inerva os músculos extraoculares junto com os nervos IV e VI. LESÃO NOS NERVOS: • Nervo III: estrabismo ventrolateral, ptose palpebral e midríase. • Nervo IV – estrabismo dorsomedial • Nervo VI – estrabismo medial Estrabismo: também pode ser observado nas doenças do sistema vestibular. Nervo oculomotor, troclear e abducente: observação da mobilidade e posição globo ocular V Trigêmeo Porção sensitiva do nervo trigêmeo age em conjunto com a porção motora do nervo facial. Estimulo: estimula com a pinça ou agulha e observa se tem contração muscular no local. Testa trigêmeo e face motora nervo facial Sem resposta: diferenciar alteração sensibilidade ou motora Com resposta: sensitivo trigêmeo e motor facial normal Lesões: Lesão nervo facial: orelha e lábios paralisados Animal sente estímulo, mas não realiza a contração Pode vocalizar e/ ou retirar cabeça para lado ou para trás. Lesão nervo trigêmeo: Não tem resposta, pois o animal não percebe o estímulo. Lesão porção motora trigêmeo: Quando há lesão motora, vai ocorrer alteração no tônus mandibular, com incapacidade para fechar a boca e atrofia dos músculos mastigadores, com dificuldade de alimentação e beber agua. Lesão irreversível: tem que usar sonda esofágica ou gástrica para se manter. VII Facial Nervo facial: função motora para músculos de expressão facial Observar simetria facial e reflexo palpebral. Lesão nervo facial: orelha e o lábio podem estar paralisados e caídos Pode haver desvio de posição do nariz e não haverá reflexo palpebral. Resumo desenvolvido pela Monitora Raissa Siqueira com orientação da professora Angela Akamatsu VIII Vestibulococlear Responsável pela audição Testar: vendar o animal e fazer estímulo barulhento e observar sua reação, porém, não é possível determinar se a lesão é unilateral ou bilateral. Lesão nervo vestíbulococlear: Surdez, inclinação de cabeça, andar em círculos, nistagmo. Pode ser causado por infecção, inflamação, doença congênita, neoplasia que cause compressão, trauma. Nistagmo: • Horizontal e rotatório: doenças agudas do canal semilunar • Vertical: lesões vestibulares, afetando núcleos vestibulares e lobo flocunodular do cerebelo • Nistagmo espontâneo vertical: lesões vestibulares centrais. IX –Glossofaríngeo Responsável por paladar e deglutição e está envolvido no reflexo de vômito Teste de pressão em faringe para reflexo de vômito. Lesões do nervo glossofaríngeo: Ausência do reflexo de vômito, diminuição do tônus faringiano, disfagia e regurgitação. X -Vago O nervo vago é testado com nervo glossofaríngeo. Lesões no nervo vago: Ausência do reflexo de vômito, disfagia, vocalização alterada e sinais gastrintestinais e cardiopulmonares. Lesões bilaterais: paralisia de laringe com respiração estertorosa e dispnéia inspiratória, além de megaesôfago. XI –Acessório Não há uma maneira de testar este nervo, apenas por eletrodiagnóstico. Lesões: atrofia da musculatura do pescoço. XII –Hipoglosso Responsável pela inervação motora da língua. Testar indiretamente: observando o animal usar a língua. Induzir o animal a lamber lábios ou o focinho. Lesão hipoglosso: assimetria, atrofia e desvio da língua. Alteração na língua pode ser lesão neste nervo, sendo a causa de paralisia desta, dependendo do caso há reversão. Lesão unilateral: o desvio da língua ocorre para o lado oposto. A paralisia flácida dos músculos do lado lesado possibilita que a musculatura contralateral desvie a língua.