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<p>Semiologia de</p><p>pequenos</p><p>larivet.resumos</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. Introdução à semiologia.</p><p>2. Métodos de exploração clínica e contenção de pequenos animais..</p><p>3. Abordagem e contenção de pequenos animais.</p><p>4. Semiologia do sistema linfático.</p><p>5. Exame físico geral ou de rotina.</p><p>6. Semiologia do sistema digestório.</p><p>7. Glândula mamária.</p><p>8. Semiologia do sistema reprodutor feminino.</p><p>9. Semiologia do sistema reprodutor masculino.</p><p>10. Semiologia do sistema urinário.</p><p>11. Semiologia do sistema respiratório.</p><p>12. Semiologia do sistema cardiovascular.</p><p>13. Semiologia do sistema oftalmológico.</p><p>14. Semiologia do sistema nervoso.</p><p>15. Semiologia do sistema locomotor.</p><p>16. semiologia o sistema tegumentar</p><p>17. Semiologia do sistema auditivo</p><p>Introdução a semiologia</p><p>A semiologia veterinária é a parte da medicina veterinária que estuda os métodos do exame</p><p>clínico, estuda os sintomas e os interpreta, reunindo, dessa forma, os elementos necessários para</p><p>construir um diagnóstico e presumir a evolução da enfermidade.</p><p>Tríade da semiológica</p><p>Semiotècnica, propedêutico e semiogênese</p><p>Semiotécnica: utilização de todos os recursos disponíveis para se examinar o paciente enfermo,</p><p>desde a mais simples observação até a realização de exames modelos. Da arte de examinar o</p><p>paciente.</p><p>● Física: determina alterações anatômicas.</p><p>● Funcional: determina alterações funcionais dos órgãos e estruturas.</p><p>● Experimental: determina alterações no organismo a partir de experimentos.</p><p>Propedêutica: irá reunir e interpretar os grupos de dados obtidos através do exame clínico do</p><p>paciente. É uma etapa importante para a confecção de um diagnóstico.</p><p>Semiogênese: etapa que busca explicar os mecanismos pelos quais os sintomas aparecem e se</p><p>desenvolvem, buscando uma relação entre a causa da doença e seus sinais clínicos.</p><p>Sintoma X Sinais Clínicos</p><p>Sintoma: na veterinária, o sintoma é todo fenômeno animal, orgânico ou funcional, na qual as</p><p>doenças se revelam no animal. Ex: tosse e claudicação.</p><p>Sinal: Não se limita a observação da manifestação animal apresentada pelo animal, mas</p><p>principalmente, a avaliação e a conclusão que o clínico retira dos sintomas observados e/ou por</p><p>métodos físicos de exame. Ex: reflexo otopodal.</p><p>X</p><p>Existem classificações de acordo com o espectro de acometimento dos sinais clínicos, podendo</p><p>ter um acometimento Local (manifestações aparecem circunscritas e com estreita relação com</p><p>órgão envolvido), Geral (manifestação decorrente do comprometimento orgânico como um todo</p><p>ou acometimento em órgãos que levam prejuízos a demais funções do organismos), Principal</p><p>(fornece subsídios sobre o provável sistema envolvido) e Patognomônico (são sinais</p><p>característicos de uma doença, como por exemplo o mau cheiro que os ouvidos ficam que indica</p><p>uma otite e possível contaminação por Malassezia).</p><p>Além disso, há também as classificações de acordo com a evolução dos sintomas, podendo ser</p><p>Iniciais ( são os primeiros sintomas observados ou reveladores da doença), Tardios (sintomas que</p><p>aparecem no período de plena estabilização ou declínio de enfermidade), Residuais (são</p><p>aparentes durante a recuperação do animal ou após cura).</p><p>Por fim, existem as classificações quanto ao mecanismo de produção dos sintomas, podendo ser</p><p>Anatômico (onde ocorre alteração da forma de um órgão ou tecido), Funcionais (promovendo</p><p>alterações na função do órgão) e Reflexos (são originados longe da área que o principal sintoma</p><p>aparece e longe da origem da doença).</p><p>Síndrome</p><p>É o conjunto de sintomas clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas.</p><p>Ex’s:</p><p>● Síndrome da veia cava causada pela dirofilaria.</p><p>● Febre é a síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas (incluindo o aumento da t.). Já a</p><p>Hipertermia é o aumento da temperatura, ou seja, somente um sintoma.</p><p>Diagnóstico</p><p>É o ato de reconhecer uma dada enfermidade por suas manifestações clínicas, bem como prever</p><p>sua evolução (prognóstico/ cura, cronicidade, óbito). O diagnóstico possui cinco classificações</p><p>possíveis de acordo com o modo que chegamos a determinada conclusão, que são:</p><p>- Nosológico ou clínicas: quando o diagnóstico se dá por meio de exames de rotina somado</p><p>aos complementares.</p><p>- Terapêutico: quando ao suspeitar de determinada doença, realiza-se um procedimento</p><p>medicamentoso para avaliar a resposta do indivíduo, se for favorável, fecha-se o</p><p>diagnóstico.</p><p>- Anatômico: quando já se é possível observar modificações anatômicas no exame</p><p>macroscópico.</p><p>- Etiológico: conclusão do clínico a partir de um fator determinante da doença, ou seja, um</p><p>sinal patognomônico da doença.</p><p>- Radiológico: utilização de raio x como auxiliar para identificar patologias na rotina clínica e</p><p>cirúrgica veterinária</p><p>- Presuntivo: quando não se consegue estabelecer um diagnóstico de imediato e trata-se</p><p>dos sintomas até que se chegue a uma possível conclusão do caso..</p><p>Principais causas de erros no diagnóstico</p><p>Erros ao longo da consulta são a principal causa de erros no diagnóstico, gerando conclusões</p><p>precipitadas. Os erros mais comuns ocorrem durante a anamnese, fazendo-a de forma</p><p>incompleta ou preenchendo com dados incorretos. Durante o exame físico, fazendo-o de forma</p><p>superficial e rápida, deixando informações passarem despercebidas. A avaliação precipitada ou</p><p>com falsos achados clínicos, ocorre pela pressa do veterinário em fechar um possível diagnóstico.</p><p>E o último está relacionado com a falta de conhecimento ou domínio dos métodos de exame físico</p><p>a se realizar.</p><p>Elaboração de hipóteses para diagnóstico</p><p>Para a elaboração de um diagnóstico completo é preciso avaliar Idade, sexo, raça e queixa</p><p>principal do paciente, bem como construir uma anamnese detalhada, descrevendo o histórico</p><p>completo do paciente e observar os sintomas e/outros sinais ao longo dos exames físicos.</p><p>Assim a evolução procede para uma hipótese, o que é natural e necessária, já que propicia uma</p><p>conduta ou direção que deve ser adotada durante o exame clínico para se aproximar de um</p><p>possível diagnóstico efetivo.</p><p>Princípio de Hutchinson</p><p>Etapas no diagnóstico</p><p>1. Anamnese: 50%</p><p>2. Exame físico: 35%</p><p>3. Exames complementares: 15%</p><p>A anamnese é a parte mais importante para o fechamento do diagnóstico, sendo responsável por</p><p>cerca de 50% de todo o exame e etapas até que se feche um diagnóstico.</p><p>Tratamento</p><p>É o meio pelo qual é utilizado para combater ou evitar a progressão da doença, podendo ser</p><p>classificado em:</p><p>● Causal: quando se opta por um meio que combata a causa da doença.</p><p>● Sintomático: quando visa combater apenas os sintomas ou abrandar o sofrimento do</p><p>animal.</p><p>● Patogênico: modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no organismo.</p><p>● Vital: evitar o aparecimento de complicações que possam fazer o animal correr risco de</p><p>morte.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..</p><p>Métodos de exploração clínica e contenção em</p><p>pequenos animais</p><p>Materiais necessários: Ficha de atendimento, estetoscópio, martelo e plexímetro, termômetro</p><p>clínico, luvas de procedimento, otoscópio e oftalmoscópio, material para contenção.</p><p>No exame físico deve-se realizar Inspeção, palpação, percussão, ausculta e olfação tendo como</p><p>objetivo obter informações válidas sobre a saúde do paciente e seus sintomas.</p><p>Inspeção: inicia-se antes mesmo da anamnese e utiliza-se apenas da visão ou com auxílio de</p><p>equipamentos. Deve ser feito em um lugar bem iluminado, e devemos observar o animal</p><p>atentamente, tanto de longe quanto de perto e analisar postura e comportamento apresentado</p><p>pelo paciente.</p><p>● Panorâmica: animal visualizado como um todo.</p><p>● Localizada: atentando-se a alterações locais.</p><p>● Direta: utiliza-se somente da visão para inspeção.</p><p>● Indireta: utiliza-se de aparelhos como raio-x, ultrassom, eletrocardiograma, dentre outros.</p><p>Palpação: é a utilização do sentido tátil ou da força aplicada no animal, usando-se as mãos, as</p><p>pontas dos dedos, o punho, ou</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema respiratório</p><p>Resenha e anamnese devem conter informações como raça, idade, início e progressão da</p><p>enfermidade, informações sobre o ambiente e manejo do animal, vacinas e medicações.</p><p>As principais manifestações relacionadas a doenças do sistema respiratório são: corrimentos</p><p>nasal, espirro, tosse, fadiga durante o exercício, ruídos ouvidos durante a respiração e</p><p>auscultação, respiração rápida e superficial (taquipneia) e dificuldade respiratória (dispneia).</p><p>Tipo respiratório: durante algum processo patogênico do trato respiratório o animal pode alterar</p><p>sua respiração, de modo que ela possa estar normal (costo abdominal) ou anormal (só costal ou</p><p>só abdominal).</p><p>Inspeção</p><p>Devemos avaliar a frequência respiratória em 1 minuto. Os valores padrão para cães e gatos é de</p><p>10-40 movimentos respiratórios por minuto.</p><p>É possível vermos aumentos da frequência respiratória sem que tenhamos alguma doença, isso</p><p>ocorre em casos de animais jovens, gestantes, animais em ambientes quentes e úmidos e animais</p><p>estressados.</p><p>● Ritmo normal: inspiração, pequena pausa, expiração, pausa maior e volta a inspiração;</p><p>● Ritmo anormal, temos diferentes tipos e classificações para a anormalidade respiratória,</p><p>tais quais:</p><p>- Cheyne stokes: FR crescente até alcançar o auge, diminuindo em seguida até apneia,</p><p>acompanhada posteriormente de FR novamente crescente. Ocorre em fases finais de icc,</p><p>intoxicação por narcóticos e lesões cerebrais centrais</p><p>- Biot: dois ou três movimentos respiratórios, apneia, um ou dois movimentos respiratórios</p><p>apneia. Ocorrer em afecções cerebrais ou de meninges.</p><p>- Kussmaul: inspiração profunda e demorada, apeia, expiração prolongada. Ocorre em</p><p>animais em coma e na intoxicação por barbitúricos.</p><p>Termos Importantes:</p><p>- Taquipneia: aumento de FR;</p><p>- Bradipnéia: diminuição da FR;</p><p>- Apneia: ausência total da respiração;</p><p>- Hiperpnéia: aumento da amplitude respiratória;</p><p>- Hipopneia: diminuição da amplitude respiratória;</p><p>- Dispneia inspiratória: dificuldade na entrada de ar relacionada com alterações das vias</p><p>respiratórias anteriores que apresentam pouca sustentação e, por conseguinte, quando o</p><p>animal faz inspirações forçadas, a tendência das vias respiratórias, que estão fora da</p><p>cavidade torácica, é o “colabamento”. Ocorre em casos de corpos estranhos e inflamação</p><p>(processos que causam obstrução das vias respiratórias);</p><p>- Dispneia expiratório: dificuldade na saída do ar, ocorre no enfisema pulmonar , bronquite</p><p>e bronquiolite. Relaciona-se com processos mórbidos que diminuem a elasticidade de</p><p>retorno pulmonar ou que provocam obstruções das pequenas vias respiratórias;</p><p>Se houver corpos estranhos, muco e excesso ou qualquer outro problema que diminua o</p><p>lúmen das pequenas vias, haverá dificuldade de saída do ar alveolar e, em consequência</p><p>disso, maior espaço para expirar.</p><p>Inspeção Nasal: devemos observar alterações do espelho nasal, ressecamento (é um sinal de</p><p>febre, desidratação ou hipovolemia), erosões (sendo sinal de febre catarral maligna) e lesões que</p><p>possam indicar ou causar alterações na respiração.</p><p>Corrimento: O corrimento nasal pode ser causado por diferentes processos, como inflamações,</p><p>hemorragias, infecções e demais patologias. Os principais tipos de corrimento são:</p><p>● Seroso: significativo em excesso, geralmente em casos de alergia;</p><p>● Mucosos: produção exacerbada de muco pela glândula da narina, pode ser inflamações,</p><p>viroses e alegrias;</p><p>● Purulento: contaminação bacteriana e de células leucocitárias e restos celulares;</p><p>● Hemorrágico: lise vasculares provocados por corpos estranhos, úlceras, tumores;</p><p>Sinais</p><p>Os principais sinais clínicos visualizados no caso de doenças de acometimento do trato</p><p>respiratório são os espirros, que funcionam como um reflexo protetor. Além disso, observa-se</p><p>diversos outros sinais como o espirro reverso, que é um esforço inspiratório rápido (processos</p><p>envolvendo nasofaringe), a hemoptise que é a eliminação de sangue proveniente do trato</p><p>respiratório pela boca e pelas narinas, ortopneia, um quadro da dispneia quando o paciente está</p><p>em decúbito e extrema dificuldade respiratória, com isso ele adota a posição ortopneica para</p><p>melhor respirar e a tosse, que é um reflexo protetor pelo centro da tosse, podendo ser produtiva</p><p>ou não produtiva.</p><p>Porque o gato cardiopata não evolui com tosse para doença cardíaca dele?</p><p>Os gatos sofrem de um espessamento da parede interna do coração, fazendo com que ele não</p><p>aumente de tamanho e não venha a comprimir as vias aéreas. Diferente dos cães que possuem</p><p>um aumento do tamanho do coração, quando desenvolvem uma cardiopatia.</p><p>Tosse seca: é causada por alterações inflamatórias nas vias respiratórias superiores, como na</p><p>faringite e na laringite, podendo ocorrer também nas traqueítes;</p><p>Tosse úmida e produtiva: ocorre pelo aumento de exsudato broncopulmonar, como nas</p><p>broncopneumonias, pois o líquido inflamatório se movimenta nas vias respiratórias com a</p><p>respiração, estimulando a tosse;</p><p>Reflexo de tosse: exame que pode ser realizado de duas maneiras, a primeira é beliscando ou</p><p>esfregando-se os primeiros anéis traqueais logo abaixo da glote. A segunda é feita em animais</p><p>mais adultos com anéis cartilaginosos enrijecidos, tampando as narinas até que o animal comece</p><p>a reagir soltando-se em seguida. Pode-se fazer em animais com estenose de traqueia também.</p><p>Palpação</p><p>Palpar na procura de depressão como afundamento do osso nasal, fratura de anel traqueal,</p><p>fratura de costelas; aumentos de volume que possam ou não ter sido verificados na inspeção.</p><p>Sempre com a mão espalmada com a ponta dos dedos nos espaços intercostais fazendo pressão</p><p>nas costelas para ver se há presença de fratura e ver a temperatura que quando aumentada</p><p>pode indicar inflamação. Devemos saber identificar quais sintomas são fisiológicos e quais são</p><p>patológicos, para dessa forma tratar melhor da causa.</p><p>- Fisiológico: temperaturas ambientais elevadas, falta de ventilação, pós-exercícios;</p><p>- Patológicos: febre, pleurite, abcessos.</p><p>Ao realizarmos a palpação devemos sentir a vibração da laringe ou traqueia (Frêmitos laríngeo</p><p>ou traqueal).</p><p>Percussão</p><p>Realizada nos seios paranasais, a percussão deve ser feita com a ponta dos dedos (médio) digital</p><p>de modo comparativo entre o lado esquerdo e direito da fase do animal. Nos seios paranasais</p><p>pode ser de clara (normal) para o maciço (preenchido por alguma substância como em caso de</p><p>sinusites, tumores..)</p><p>Quando realizada no tórax, o som deve ser claro, em casos de sons submaciços ou maciços</p><p>indicam preenchimento do parênquima pulmonar por tecidos sólidos ou que pelo menos,</p><p>diminuam a quantidade de ar no órgão como nos casos de pneumonia, abcessos ou tumores</p><p>pulmonares. O animal deve estar em estação, ambiente silencioso, dorso ventral ou crânio caudal</p><p>em toda a área torácica deslocando-se nos EIC (9 pontos em cada lado).</p><p>Limites anatômicos para percussão:</p><p>● Anteriores: musculatura da escápula (som maciço);</p><p>● Superiores: musculatura dorsal (som maciço);</p><p>Auscultação</p><p>Realizada com o animal em estação ou repouso, podendo ser feita de modo direto ou indireto.</p><p>Todo tórax deve ser auscultado por no mínimo 2 movimentos respiratórios em seus respectivos</p><p>pontos de ausculta. (Total 18 pontos de ausculta).</p><p>Classificação dos ruídos: podem ser normais ou patológicos/anormais:</p><p>Normais:</p><p>- Laringotraqueal: ruído provocado pela vibração das paredes da traqueia e laringe quando</p><p>passa o ar;</p><p>- Traqueobrônquico: é a passagem do ar dos grandes brônquios para os pequenos</p><p>brônquios na chegada do ar no tórax;</p><p>- Murmuro acicular: é a vibração das paredes dos brônquios menores e bronquíolos.</p><p>Chegada do ar;</p><p>Anormais:</p><p>- Crepitação rigorosa ou estertor úmido: aumento do líquido no interior dos brônquios,</p><p>inflamatórios ou não. Ex: Pneumonia (mais grossa);</p><p>- Crepitação fina ou estertor crepitante: ruído semelhante ao esfregar de cabelos próximo a</p><p>orelha ou estourar pequenas bolhas. Ex: Edema pulmonar (crepitações mais discretas);</p><p>- Sibilo: manifestação sonora aguda, alta intensidade, que se</p><p>assemelha a um chiado ou</p><p>assobio. Indica estreitamento das vias respiratórias, causado por deposição de sedimentos</p><p>viscoso aderido (pode ocorrer no fim da inspiração ou na expiração);</p><p>- Outros: ruídos cardio pleural, ruído cardiopulmonar, roce pleural e ronco;</p><p>Olfação</p><p>O odor é variável, indo desde a ausência de cheiro até o odor pútrido. Vale salientar, também, que</p><p>o odor é relativo de veterinário para veterinário, onde cada um sentirá uma intensidade diferente.</p><p>Deve-se atentar para o odor da respiração e para o fluxo do ar exalado. Para tanto, é</p><p>interessante individualizar o ar expirado, promovendo o desvio do ar com a mão em forma de</p><p>concha.</p><p>Odor pútrido da respiração está relacionado a lesões em que há destruição tecidual, tais como na</p><p>laringite necrótica, em abscessos pulmonares ou na pneumonia por aspiração.</p><p>Exames complementares:</p><p>Radiografia torácica: possibilita a visualização de estruturas densas, em contraste com ar</p><p>pulmonar. O aumento da radiodensidade pode indicar alteração vascular, brônquica, intersticial</p><p>ou alveolar;</p><p>USG: Pode detectar abcessos, tumores e demais estruturas. Além disso, auxilia no reconhecimento</p><p>de problemas de pleura, especialmente o acúmulo de líquido na cavidade torácica como no caso</p><p>de pleurite com efusão;</p><p>Endoscopia respiratória: permite a análise das característica físicas e funcionais do sistema</p><p>respiratório, além de facilitar a coleta de secreções durante sua realização, as quais poderão</p><p>servir para diagnóstico do agente causal.;</p><p>Lavado traqueobrônquico broncoalveolar: fornece acesso ao trato respiratório inferior,</p><p>permitindo coleta de células, de material para cultura microbiológica e exames</p><p>imuno-histoquímicos. Além disso, permite o diagnóstico de agente causal e determina a gravidade</p><p>da resposta inflamatória, auxiliando ainda na instituição do tratamento adequado e do</p><p>prognóstico das doenças respiratórias;</p><p>Toracocentese: promove a coleta de amostras de líquido pleural, para realização de exames</p><p>citológicos e microbiológicos, quanto como método terapêutico em animais com ventilação</p><p>comprometida pela compressão pulmonar por depósitos de líquido ao ar no espaço pleural;</p><p>Gasometria: é a medida de gases sanguíneos arteriais são indicadas para documentar</p><p>Insuficiência pulmonar, diferenciar hipoventilação de outras causas de hipoxemia, mudar a</p><p>determinar a necessidade de terapia de suporte com oxigênio e monitorar a resposta ao</p><p>tratamento;</p><p>Biópsia: é a obtenção de amostra tecidual para diagnóstico histológico ou para informações</p><p>prognósticas, principalmente em casos de moléstias pulmonar difusas;</p><p>Som crepitante em filhotes: é muito comum desenvolverem pneumonia por broncoaspiração.</p><p>Animais idosos: é muito comum desenvolverem pneumonia por decúbito, alérgenos, cardiopatias.</p><p>Ortopneia: dispneia mais grave no qual o animal adota uma posição para melhorar a respiração</p><p>(estende as vias aéreas).</p><p>Semiologia do Sistema cardiovascular</p><p>Principais estruturas do sistema circulatório e suas respectivas funções:</p><p>Coração: bombear o sangue para todo o organismo e para si mesmo;</p><p>Veias: conduzir sangue dos diferentes órgãos e tecidos para o coração – constitui o sistema</p><p>coletor sanguíneo;</p><p>Artérias: transportam sangue do coração para os órgãos e tecidos corporais – sistema</p><p>distribuidor sanguíneo;</p><p>Capilares: transportar o sangue de modo mais lento e possibilita a difusão de gases e a filtração</p><p>de substâncias;</p><p>Sangue: transportar oxigênio, hormônios, nutrientes e substâncias químicas e excretas -</p><p>necessitam ser eliminados e/ou metabolizados por via renal ou hepática;</p><p>Irrigação Cardíaca: composta por artérias e veias coronárias, que emergem da aorta e levam</p><p>sangue arterial para esse órgão;</p><p>O coração fica projetado para o lado esquerdo, bem como o seu ápice. O seu formato é</p><p>característico.</p><p>SNS: projeções dos ramos nos ventrículos;</p><p>SNP: ramos projetados nos átrios, exclusivamente nos nodos;</p><p>Anatomia Cardiovascular</p><p>Propriedades do coração:</p><p>O coração é uma estrutura complexa e que possui diversas características que o mantém</p><p>funcionando . Algumas das principais propriedades do coração são:</p><p>● Autoexcitável e contrátil: possui a capacidade de produzir e propagar impulsos elétricos e</p><p>de contrair-se;</p><p>● Autocontrole: funciona de modo que os batimentos sejam ininterruptos, fortes e rítmicos;</p><p>● Batmotropismo (autoexcitabilidade): possui a capacidade que o coração tem de se</p><p>autoexcitar e propagar os impulsos elétricos e, assim, se contrair;</p><p>● Cronotropismo (ritmicidade): capacidade cardíaca de ritmar suas contrações na</p><p>frequência necessária, de modo sincrônico;</p><p>● Dromotropismo (contratilidade): possui a capacidade que o coração tem de se contrair e</p><p>promover a propulsão sanguínea para os vasos;</p><p>● Inotropismo (força de contração): possui a capacidade cardíaca de proporcionar força de</p><p>contração necessária para que a pressão sanguínea obtida por essa capacidade;</p><p>Em casos em que a demanda circulatória é aumentada, o coração possui mecanismos</p><p>compensatórios imediatos, como o aumento da frequência cardíaca, aumentando o volume por</p><p>minuto, o aumento da força de contração, o que determina uma maior força de propulsão</p><p>sanguínea, aumentando a pressão arterial.</p><p>Exame clínico;</p><p>Deve seguir uma sequência metódica e conscienciosa, sendo um exame extremamente</p><p>meticuloso, cuidadoso, eficiente e completo. Outro cuidado que se deve ter é um ambiente calmo</p><p>e silencioso para realizar o exame. É necessário realizar a identificação do paciente e anamnese,</p><p>o exame físico (ausculta e avaliações gerais) e exames complementares (Eletrocardiograma,</p><p>Ecocardiograma, Raio-x, entre outros).</p><p>É importante registrar a espécie, raça, idade e sexo. Isso porque existem diversas cardiopatias que</p><p>ocorrem em determinadas raças, idade e sexo. Devemos então relacioná- las com as principais</p><p>doenças cardiovasculares para cada item da identificação do animal.</p><p>Anamnese</p><p>Deve ser registradas as principais queixas do tutor, analisando os sinais e sintomas, sendo os</p><p>principais sintomas em cardiopatias:</p><p>● Cansaço fácil, fraqueza, colapso, intolerância ao exercício, emagrecimento progressivo –</p><p>bastante observado em animais adultos;</p><p>● Desenvolvimento retardado e incompleto – observado principalmente em animais em</p><p>crescimento;</p><p>● Tosse (geralmente improdutiva geralmente por compressão), respiração ofegante</p><p>(taquipneia) e taquicardia;</p><p>● Edema de peito, barbela ou pescoço, além do abdome em sua porção ventral e,</p><p>ocasionalmente, de membros – mais comumente os torácicos;</p><p>● Fraqueza generalizada / Abdução de membros torácicos / Dilatação ou distensão de veia</p><p>jugular;</p><p>● Arritmias e alterações do pulso – que normalmente se torna rápido e irregular;</p><p>● Alteração na coloração das mucosas: palidez (que pode indicar anemia ou perda de</p><p>sangue) e cianose (mucosas ficam azuladas em consequência da maior quantidade de</p><p>dióxido de carbono acumulado no sangue);</p><p>Na anamnese devemos detalhar a evolução clínica da doença atual, principalmente sobre a</p><p>evolução dos sinais clínicos, quais surgiram primeiro e quais foram os últimos sinais a aparecer,</p><p>bem como seu grau e evolução de cada um deles.</p><p>Informações como a se são animais contactantes, manejo nutricional e higiênico-sanitário do</p><p>animal, condicionamento físico e carga de trabalho, medicamentos (dose e frequência) utilizados</p><p>devem todos ser descritos na anamnese com detalhes, para que auxilie na determinação de um</p><p>diagnóstico. Bem como a necessidade de construção de um histórico pregresso, analisando</p><p>doenças anteriores e quadros clínicos semelhantes já ocorridos.</p><p>Inspeção</p><p>Na inspeção de patologias do sistema cardíaco devem ser observados a coloração das mucosas,</p><p>verificando a quantidade e qualidade do sangue circulante/troca gasosa.</p><p>- Cianose significa hematose prejudicada como em casos de icc, anemias, desidratação,</p><p>choque e outros.</p><p>Outro importante exame na inspeção é a avaliação do comportamento, observando atitude,</p><p>postura, tipo respiratório, FR e presença de edemas (ascite e anasarca) podemos identificar</p><p>possíveis doenças cardíacas.</p><p>Palpação</p><p>A palpação é um importante exame</p><p>a ser realizado em casos de cardiopatias. Alguns dos</p><p>principais exames que podem ser realizados para auxiliar no diagnóstico são:</p><p>- Tempo de repercussão capilar ou tempo de preenchimento capilar dos vasos episclerais. É</p><p>realizado uma pressão sobre a mucosa e o tempo de retorno da coloração avermelhada</p><p>deve ser de até 2 segundos para indicar normalidade. Se o tempo estiver aumentado</p><p>significativamente, pode indicar que há um baixo volume sanguíneo e pode ocorrer em</p><p>casos de desidratação, choque e congestão;</p><p>- Reflexo de tosse: realiza-se movimentos nos anéis traqueais sentido crânio-ventrais para</p><p>poder identificar se há tosse. É rotineiro na clínica de pequenos animais e deve ser</p><p>realizado sempre ao final das consultas para não prejudicar o restante da consulta pelas</p><p>tosses;</p><p>- Avaliação do choque de ponta (PMI) – Choque Pré-cordial, iremos avaliar a presença do</p><p>choque (que deve estar presente em casos normais). Caso o choque não esteja presente,</p><p>as principais causas podem ser um deslocamento por compressões, por sobrecarga</p><p>ruminal e tumores.</p><p>É importante avaliar a intensidade do choque, que pode ser aumentada (hipertrofia) ou</p><p>diminuída (efusões). Bem como a detecção de frêmitos, que são as vibrações torácicas</p><p>(som mais audível).</p><p>- Avaliação do pulso arterial: realizado para avaliar os padrões de frequência/ritmo</p><p>(avaliação relativa) e amplitude, plenitude, dureza e celeridade (avaliação absoluta).</p><p>1. Locais de Avaliação do pulso arterial:</p><p>● Equinos: artéria maxilar externa / artéria zigomática;</p><p>● Bovinos: artéria coccígea média / artéria maxilar externa;</p><p>● Pequenos Ruminantes / Caninos / Felinos: artéria femoral;</p><p>● Suínos: artéria coccígea;</p><p>- Pulso Jugular (+): o pulso jugular pode ser patológico, onde ocorre com o animal em</p><p>repouso, tendo como possíveis causas a congestão cavitária do coração, geralmente por</p><p>ICC direita. E pode ser fisiológico também, onde a principal causa são os exercícios e a</p><p>avaliação após a realização de exercícios;</p><p>- Sinal de Gödert (+), um exame que irá avaliar a presença de edema, os edemas podem ser</p><p>gerados por Insuficiência Cardíaca Direita;</p><p>Percussão</p><p>Pode ser realizada para a determinação de área cardíaca, podendo ser direta (dígito-digital) ou</p><p>Indireta (plexímetro e plexor). Irá avaliar a macicez absoluta ou relativa da região cardíaca. Além</p><p>da área cardíaca, pode-se realizar a percussão de abdômen, sendo este o teste de piparote + ou</p><p>-, o teste consiste em percutir na barriga e no caso de presença de líquido na cavidade o teste é +.</p><p>Em bovinos, é comum a sensibilidade dolorosa aumentada na região cardíaca e xifóide, isso</p><p>porque é comum que ruminantes comam pregos e objetos perfurocortantes que venham a</p><p>perfurar o retículo e saco pericárdio, causando uma reticulopericardite traumática.</p><p>Ausculta</p><p>Realizada para avaliar a frequência/ritmo cardíacos e respiratórios do paciente. Além disso é</p><p>possível fazer a detecção de ruídos normais e anormais, ou seja, patológicos ou não patológicos,</p><p>bem como a detecção de bloqueios e desdobramentos.</p><p>Bulhas cardíacas:</p><p>- 1a Bulha (s1) : é a mais alta - contração do ventrículo (sístole ) com o fechamento da</p><p>mitral e tricúspide (fechamento das atrioventriculares - fecha ao mesmo tempo ambas).</p><p>- 2a Bulha (s2) - relaxamento de ventrículo (diástole) com o fechamento das válvulas</p><p>pulmonar e aórtica.</p><p>Sopros</p><p>Para fazer a avaliação de sopros, devemos auscultar os focos Pulmonar, Aórtico, Mitral e</p><p>Tricúspide. A ausculta deve ser feita tanto em momento de sístole quanto em momento de</p><p>diástole.</p><p>É importante saber que o grau de sopro não indica gravidade de doença, apenas a sua existência.</p><p>Intensidades de sopros:</p><p>● Grau 1: sopro muito suave, detectado somente após um longo período de auscultação em</p><p>um ambiente muito tranquilo;</p><p>● Grau 2: sopro suave, auscultado imediatamente em um foco valvar;</p><p>● Grau 3: sopro de intensidade leve a moderada;</p><p>● Grau 4: sopro de intensidade moderada a grave, sem a ocorrência de frêmito (sensação</p><p>tátil dada pelo sopro);</p><p>● Grau 5: sopro claro à auscultação, com um frêmito palpável e que não se detecta ao</p><p>afastar o estetoscópio do tórax;</p><p>● Grau 6: sopro grave, com frêmito detectável e auscultado mesmo quando o estetoscópio é</p><p>afastado um pouco do tórax;</p><p>Duração do sopro:</p><p>O período em que o sopro ocorre deve ser levado em consideração para melhor avaliação do</p><p>paciente. Sopros podem ser classificados em:</p><p>● Proto= início da sístole/diástole;</p><p>● Meso= metade da sístole/ diástole;</p><p>● Tele= terço final da sístole/diástole;</p><p>● Holo= durante toda sístole/ diástole;</p><p>● Pan= inicia com mais intensidade e diminui durante sístole/diástole;</p><p>● Contínuo= durante toda a sístole e diástole;</p><p>Outras alterações</p><p>- Desdobramentos, ocorrem na Primeira e Segunda Bulha;</p><p>- Hiperfonese ou hipofonese de bulhas S1 e S2;</p><p>- S3 e S4, é um ritmo de galope, frequente em gatos em caso de hipertrofia;</p><p>Aferição de Pressão Arterial</p><p>Pode ser aferida através de dois diferentes métodos, que são:</p><p>- Método Invasivo: O método invasivo consiste na introdução de um cateter heparinizado</p><p>em uma artéria periférica e conectado ao aparelho medidor e ao monitor.</p><p>- Métodos não-invasivos:</p><p>- Doppler: equipamento bastante usual na clínica de pequenos;</p><p>- Oscilométrico: realiza a medição automática;</p><p>- Fotopletismografia: utilização de raios infravermelhos. Funciona de maneira</p><p>semelhante a oximetria;</p><p>Exames complementares</p><p>- Eletrocardiograma: faz a mensuração da Frequência e Ritmo cardíacos, avalia as ondas P</p><p>e T do complexos QRS e possibilita a detecção de arritmias;</p><p>- Holter: faz a mensuração de frequência e ritmo cardíacos ao longo de 24 horas Utilizado</p><p>para detecção de prevalências das arritmias;</p><p>- Exame Radiográfico: possibilita a avaliação de silhueta cardíaca e Indícios de congestão,</p><p>como edema pulmonar (ICC);</p><p>- Exames Laboratoriais: faz-se a avaliação de CK e LDH, para as isoenzimas cardíacas, SDH,</p><p>AST e arginase (avaliação hepática), ureia e creatinina (avaliação renal);</p><p>● AST = aspartato aminotransferase;</p><p>● CK = creatinoquinase;</p><p>● LDH = lactato desidrogenase;</p><p>● SDH = succinato desidrogenase;</p><p>- Fonocardiograma: é feita a avaliação das bulhas cardíacas;</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Semiologia do sistema oftalmológico</p><p>Exame do sistema ocular</p><p>Deve-se preconizar a realização a partir do meio mais externo para o mais interno do</p><p>bulbo</p><p>ocular. O exame é feito com a utilização de alguns manejos e equipamentos como: sala escura,</p><p>fonte artificial de luz, lanternas, lupa com pala (aumento de 2 ou 4x), colírios (midriáticos e</p><p>corantes vitais)</p><p>- Transluminador: equipamento que realiza a iluminação de estruturas da câmara posterior.</p><p>Permite a visualização de exsudatos, corpos estranhos e até tumores.</p><p>- Oftalmoscópio: permite a visualização de estruturas no segmento posterior do globo</p><p>ocular. Existem dois métodos utilizados com o oftalmoscópio, ambos os métodos</p><p>necessitam da utilização da Tropicamida 0,5 ou 1%, um colírio midriático com duração de 2</p><p>a 3 horas. São os métodos:</p><p>- Método direto: oftalmoscópio posto direto no globo ocular. Exame de retina e</p><p>estruturas do segmento anterior do olho, formado a partir de um conjunto de lentes</p><p>que devem se ajustar as dioptrias e manter o equipamento a 2 cm do olho do</p><p>paciente;</p><p>- Método indireto: visualiza as estruturas por menos de outros equipamentos;</p><p>Tonometria: implica na avaliação da pressão intraocular (PIO). A PIO resulta na tensão na córnea</p><p>e esclera, existindo vários métodos aplicados para estimulá-la, como:</p><p>● Palpação digital: pouco precisa e serve para estimar aumento ou diminuição;</p><p>● Tonometria de indentação: utiliza-se o tonômetro de Schiotz, que deve ser colocado sobre</p><p>a córnea do paciente, sendo este previamente dessensibilizado com colírio anestésico. A</p><p>partir da distância que é preciso para alcançar a córnea, o equipamento realiza uma</p><p>escala de conversão para mmHg;</p><p>● Tonometria de Aplanação: usa-se uma caneta com medidor preciso capaz de aferir PIO,</p><p>por pressão e força por unidade/área;</p><p>● Lâmpada de fenda: fornece detalhes de estrutura extra e intra ocular, o que as lapas</p><p>comuns não podem fornecer. É especialmente útil ao exame de pálpebras, terceira</p><p>pálpebra, conjuntiva, córnea, íris e lente, ou seja, o segmento anterior do olho;</p><p>Principais patologias relacionadas a pressão intra ocular:</p><p>O glaucoma é uma patologia relacionada ao aumento da pressão intraocular, sendo muito</p><p>comum e ocorrendo com a pressão intraocular fica acima de 30 mmHg. Outra patologia muito</p><p>comum é a uveíte, sendo ela a diminuição da pressão intraocular ficando abaixo de 15 mmHg.</p><p>Contenção</p><p>É realizada por meio de sedativos, se for o caso, e anestésicos e bloqueios locais. O ambiente</p><p>deve ser tranquilo e com baixa luminosidade.</p><p>Primeiramente deve-se avaliar a reação do animal no ambiente desconhecido do exame. Se</p><p>houver histórico de cegueira, o animal deve ser estimulado a andar pela sala de exame, a fim de</p><p>observar se ele colide com obstáculos que podem ser colocados à sua frente ou se ele desvia,</p><p>indicando uma visão boa ou parcialmente boa.</p><p>Deve-se verificar:</p><p>● Simetria e aumento de volumes periorbital;</p><p>● Secreções oculares;</p><p>● Olho vermelho;</p><p>● Alopecia periocular;</p><p>● Corrimentos nasais (ducto nasolacrimal);</p><p>Exame neuroftalmológico</p><p>Um exame que irá avaliar a integridade neuroanatômica do sistema visual. As manobras de</p><p>reflexo realizadas nessa avaliação são:</p><p>- Reflexo de ameaça visual: tampa-se o olho contralateral e realiza-se um movimento sutil</p><p>em direção ao olho do animal para observar se haverá uma resposta. É importante</p><p>realizar o movimento de forma que não ocorra movimentação do ar, pois um animal cego</p><p>sentiria o ar e responderia ao reflexo de forma indireta;</p><p>- Reflexo de via visual: o veterinário ou tutor deve jogar no chão um objeto leve e que não</p><p>gere barulho ao cair. O animal com a vista boa deve acompanhar a queda desse objeto,</p><p>enquanto que o animal com alguma deficiência nos olhos não percebe a queda do objeto;</p><p>- Reflexo pupilar direto e consensual: o exame consiste na incidência de luz no olho do</p><p>paciente, ele pode ser direto ou consensual. No Direto a luz é incidida diretamente no olho</p><p>a ser testado. Enquanto que a Consensual a luz é incidida em um dos olhos e avalia-se a</p><p>constrição do olho contralateral, deve ocorrer uma resposta mais discreta devido o</p><p>quiasma óptico, um cruzamento entre as fibras dos nervos ópticos. Caso o olho não</p><p>responda, o problema está no ramo do nervo óptico.</p><p>O reflexo pupilar direto e consensual é realizado para avaliar a integridade da camada</p><p>fotorreportagem da retina, integridade do nervo óptico, via parassimpático do nervo</p><p>oculomotor, funcionalidade do músculo constritor da íris.</p><p>- Reflexo palpebral e corneal: consiste em aproximar os dedos ou um cotonete em direção</p><p>ao olho e observar a presença de reflexos ou não. Não se deve utilizar colírio anestésico</p><p>pois retira o reflexo.</p><p>- Reflexo vestibular: movimenta-se a cabeça do animal de um lado pro outro, devemos</p><p>observar se os olhos deslocam-se, acompanhando o movimento da cabeça. O método</p><p>avalia a funcionalidade dos nervos oculomotor e abducente, bem como o sistema</p><p>vestibular e os músculos extra oculares.</p><p>- Teste de lágrima de Schirmer (TLS): teste semi quantitativo que avalia a produção de</p><p>lágrima (mm) produzida pelo olho durante um minuto. O método visa identificar e prevenir</p><p>patologias como a obstrução do ducto nasolacrimal, irritação da córnea e olho seco.</p><p>O teste é realizado com fita, onde a lágrima se move por osmose/capilaridade e atinge o</p><p>filtro de papel. Existem dois tipos de testes para avaliação do volume de lágrima, que são:</p><p>● O TLS I, avalia-se a quantidade de lágrima produzida sem colírio anestésico, sem</p><p>dessensibilização da superfície ocular;</p><p>● O TLS II, a sensação corneal é impedida por meio da administração tópica de colírio</p><p>anestésico, que bloqueia a secreção reflexa das glândulas lacrimal principal e da</p><p>terceira pálpebra, avaliando-se os valores basais de lágrima produzida;</p><p>- Teste de floculação de lágrimas: avalia a integridade funcional do filme lacrimal,</p><p>observando o padrão de distribuição de mucina sobre a superfície ocular. Deve-se colher</p><p>uma pequena quantidade de lágrima com o uso de um tubo de microhematócrito.</p><p>- Teste de canulação e lavagem do ducto lacrimal: vai avaliar a patência do ducto ou</p><p>imperfuração dos pontos lacrimais. O líquido posto no canal deve sair pela narina do</p><p>mesmo lado do olho em que foi aplicado.</p><p>- Teste para avaliação da superfície ocular: é um teste rosa bengala, avalia e diagnóstico</p><p>de distribuídos da superfície ocular causados principalmente por deficiência lacrimal (ccs).</p><p>- Teste de fluoresceína: é um teste que serve de diagnóstico das úlceras das cenas,</p><p>avaliando-se a extensão da que está na córnea, e também em pequenos defeitos epiteliais</p><p>que não são visíveis ao exame da córnea.</p><p>- Tempo de ruptura ou rompimento do filme lacrimal: registra-se o tempo, em segundos,</p><p>até que a primeira área seca apareça.</p><p>- Teste de potência de custo lacrimal ou teste de Jones: registra o tempo de passagem da</p><p>lágrima pelo aparelho lacrimal até seu aparecimento nas narinas.</p><p>- Teste de seidel: irá detectar a saída de humor aquoso pela perfuração corneal, úlceras</p><p>profundas e locais de sutura. É importante afirmar que o uso de corticoide vai atrapalhar</p><p>no processo de cicatrização/reepitelização do olho.</p><p>Tonometria</p><p>A tonometria é uma estimação da PIO, é essencial nos testes diagnósticos para todos os exames</p><p>oftalmológicos. Para realizar a tonometria a córnea deve ser anestesiada com 1 ou 2 gotas de</p><p>colírio anestésico (cloridrato de proximetacaína 0,5%). O tonômetro é posicionado sobre a região</p><p>central da córnea, enquanto as pálpebras são contidas pelos dedos do examinador.</p><p>O saco conjuntival só consegue absorver só de 1 a 2 gotas a cada 24 horas.</p><p>Alterações do Exame Oftálmico</p><p>Pálpebras e margens palpebrais: podem ser examinadas com auxílio da lupa com pala e fonte de</p><p>luz artificial ou ampara de fenda, deve investigar se há:</p><p>- Entrópio: inversão das pálpebras;</p><p>- Ectrópio: eversão das pálpebras;</p><p>- Epífora: lacrimejamento decorrente de drenagem da lágrima deficiente ou por aumento</p><p>da secreção lacrimal;</p><p>- Alterações dos cílios: distiquíase, triquíase, cílio ectópico;</p><p>- Blefarite: inflamação palpebral, normalmente acompanhada por secreção ocular, edema</p><p>de pálpebra, alopecia, discromia e eritema;</p><p>- Blefarospasmo: contração espasmódica das pálpebras</p><p>decorrente da contração do</p><p>músculo orbicular, sendo importante indicador de dor ocular local ou intra ocular ou por</p><p>estimulação do nervo palpebral;</p><p>Terceira pálpebra: deve ser extruída por pressão do globo ocular pela pressão da pálpebra</p><p>inferior. Para o exame da face interna, há a necessidade de dessensibilização com colírio</p><p>anestésico.</p><p>Conjuntiva: pode apresentar problemas como:</p><p>● Eritreia conjuntivas: é o ingurgitamento dos vasos superficiais;</p><p>● Quemose: é o edema conjuntival;</p><p>● Secreção ocular: tipos de secreção devem ser investigados;</p><p>● Espessamento, Hemorragias e neoformações.</p><p>Córnea: o aspecto normal é avascular, não pigmentada, transparente e brilhante. Sendo as</p><p>principais alterações relacionadas com a perda dessas características, sendo as principais</p><p>alterações na córnea: a perda da transparência, vascularização corneal e alterações de contorno</p><p>da superfície corneal.</p><p>- A perda da transparência pode ocorrer por desorganização das fibras colágenas</p><p>estromais em cicatrizes corneais. Podendo formar nébula (pouca opacidade), mácula</p><p>(moderada opacidade) ou leucoma (severa opacidade);</p><p>- Vascularização corneal pode ser de dois tipos: superficial e profunda. A superficial possui</p><p>um padrão arborizado e profunda apresenta-se mais limitada à periferia;</p><p>- Alterações de contorno da córnea;</p><p>● Ceratoconus: cornea se curva para fora;</p><p>● Ceratoglobo: aspecto globoso e afilada;</p><p>● Córnea plana;</p><p>● Aumento do diâmetro da córnea;</p><p>● Depressão no estroma da córnea;</p><p>Esclera: a principal alteração que acomete a esclera é a Ectasia escleral, que consiste no</p><p>adelgaçamento escleral, no qual se observa o trato uveal pigmentado com coloração azulada e</p><p>resultando em uma assimetria escleral.É indicativo de doença escleral primária ou neoformação</p><p>uveal em crescimento.</p><p>Sistema lacrimal: o sistema lacrimal é avaliado através dos testes: TLS, teste de floculação da</p><p>lágrima, teste de canulação e lavagem de ducto lacrimal.</p><p>Câmara anterior: devemos procurar por alterações na profundidade da câmara anterior</p><p>(profunda, em casos de luxação ou sublimação posterior da lente), microfacia, glaucoma crônico</p><p>com atrofia de íris; rasa, luxação anterior da lente, tumores uveal, íris bombé e glaucoma de</p><p>ângulo fechado, uveíte anterior crônica, sinéquia anterior (aderência da íris com o endotélio da</p><p>córnea) e corpos estranhos.</p><p>● Hipópio: é a presença de material purulento, normalmente rico em neutrófilos, linfócitos,</p><p>macrófagos e células plasmáticas,na câmara anterior que, por gravidade, acumula-se na</p><p>porção ventral da câmara;</p><p>● Hifema: é a presença de sangue na câmara anterior;</p><p>Íris e espaço pupilar: o encontro de persistência da membrana pupilar, midríase, meiose,</p><p>anisocoria, iridodenese e ausência do reflexo pupilar direto e consensual, sinéquia posterior total</p><p>360° (íris bombé), constituem alterações de significado visual de íris e espaço pupilar.</p><p>Lente: Podem ser encontradas alterações na transparência da lente. Quando há opacificação da</p><p>lente, denomina-se catarata. A diabetes na catarata ocorre pois, por osmose, puxa-se açúcar</p><p>precipitando-o na lente.</p><p>Podem ainda, haver alterações referentes a tamanho e posição, sendo elas:</p><p>- Alterações do tamanho da lente:</p><p>● Afacia – Ausência de lente;</p><p>● Microfacia – Lente pequena;</p><p>● Esferofacia – Aspecto esférico e globular;</p><p>● Lenticonus – Protrusão de cristalino;</p><p>● Lentiglobo – Deformação cônica;</p><p>- Alterações na posição da lente:</p><p>● Luxação (anterior e posterior);</p><p>● Subluxação (anterior ou posterior);</p><p>Vítreo: pode possuir anormalidades congênitas, a persistência da artéria hialóide e seus</p><p>remanescentes, a persistência do vítreo primário, hemorragia vítrea e bandas de tração de tecido</p><p>fibroso, em geral, aderidas à retina. Essas são as principais patologias relacionadas ao vítreo do</p><p>olho.</p><p>Retina e nervo óptico: deve-se investigar a possibilidade de descolamento de retina (parcial ou</p><p>completo) e atenuação dos vasos retinais. Investiga-se, ainda, a ocorrência de papiledema</p><p>(edema da papila óptica) e atrofia do nervo óptico.</p><p>Exames especializados</p><p>● Gonioscopia: Ela é recomendada quando há suspeita de glaucoma ou quando massas</p><p>neoplásicas;</p><p>● Ultrassonografia Ocular: está indicada, principalmente, quando há opacificação dos meios</p><p>transparentes, principalmente da córnea, o que impossibilita a visualização e o exame das</p><p>estruturas intraoculares;</p><p>● Eletrorretinografia: A atividade elétrica provocada por várias porções da retina após</p><p>estímulo luminoso dos fotorreceptores pode ser avaliada pela eletrorretinografia (ERG) e</p><p>por potenciais oscilatórios;</p><p>● Dacriocistografia: Radiografia contrastada do sistema lacrimal;</p><p>● Angiografia fluoresceínica;</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Semiologia do Sistema nervoso</p><p>Exame neurológico (objetivos):</p><p>Determinar se existe alguma disfunção no sistema, determinar a localização e extensão do</p><p>envolvimento neurológico e tentar direcionar o diagnóstico e o prognóstico do animal.</p><p>É importante realizarmos a anamnese completa, fazendo a identificação do animal (raça,</p><p>espécie, idade), descrever o início e evolução da doença e seus fatores predisponentes e</p><p>descrever os principais sinais relatados (mudança de comportamento, convulsões, andar em</p><p>círculos (gira do lado oposto da lesão) e “head pressing”).</p><p>Inspeção</p><p>Nível de consciência: o animal deve estar alerta aos estímulos extrínsecos. Porém, caso haja</p><p>alterações o animal pode se apresentar:</p><p>● Alerta: percepção consciente do meio exterior e de si;</p><p>● Obnubilação: quando a consciência e comprometida de modo pouco intenso;</p><p>● Sonolência: animal facilmente acordado mas logo volta a dormir;</p><p>● Estupor: nesse estágio, o animal pode ser acordado por um estímulo doloroso;</p><p>● Coma: animal não pode ser acordado, mesmo com estímulo doloroso;</p><p>Avaliação de locomoção: devemos analisar a movimentação do paciente, identificando se ele</p><p>está cambaleante, desorientado ou normal. Quando o animal está normal, ele mantém</p><p>a cabeça</p><p>em um plano paralelo ao chão, membros penicilinas ao cão. Enquanto que, em casos de</p><p>anormalidade, o animal apresenta uma orelha mais próxima ao chão que outra, isto é, se há</p><p>inclinação lateral (head tilt), membros com déficit proprioceptivo (dor, fraqueza).</p><p>Coordenação: traduz o bom funcionamento de pelo menos dois setores do sistema nervoso, o</p><p>cerebelo e a propriocepção. A falta de coordenação pode ser caracterizada em:</p><p>● Paresia: perda incompleta da função motora voluntária e, muitas vezes, é evidenciada</p><p>como fraqueza dos membros;</p><p>● Paralisia ou plegia: perda total da função motora voluntária. Nesse caso, o animal é</p><p>incapaz de andar;</p><p>● Hemiparesia ou hemiplegia: acometem todo um lado do corpo;</p><p>● Paraplegia ou paraparesia: afetam apenas os membros pélvicos;</p><p>● Monoparesia ou monoplegia: quando acomete um único membro;</p><p>● Tetraparesia ou tetraplegia: os quatro membros estão envolvidos;</p><p>Nervos cranianos:</p><p>Olfatórios: para fazer a avaliação devemos vendar os olhos do animal e colocar uma substância</p><p>não irritante ou um alimento próximo, para verificar se ele percebe. O uso de substâncias</p><p>irritantes, tais como amoníacos ou éter, estimula terminações do nervo trigêmeo na mucosa</p><p>nasal.</p><p>Ópticos: realizado deixando cair um chumaço de algodão e ver se o animal acompanha a queda</p><p>do objeto com os olhos.</p><p>Podemos também utilizar o método de resposta à ameaça para testar o nervo óptico, o nervo</p><p>facial e suas conexões no córtex central. O teste é realizado fazendo um gesto com a mão em</p><p>direção a face do animal e deve-se realizar devagar para não gerar corrente de ar e fazer o</p><p>animal responder ao movimento do ar e não ao movimento de fuga pelo “ataque” iminente.</p><p>● Reflexo Pupilar: examinado por meio do feixe luminoso em ambiente de pouco</p><p>luminosidade, o examinador incide o feixe de luz em uma pupila e observar a resposta dos</p><p>dois lados (reflexo pupilar direto - olho principal- e reflexo pupilar indireto -olho oposto-).</p><p>Quando um olho recebe estímulo luminoso, o outro olho deve realizar uma contração em</p><p>menor grau;</p><p>Oculomotor, troclear, abducente.</p><p>Esses três nervos são testados pela observação da posição e da mobilidade ocular. Lesões no</p><p>nervo troclear causam estrabismo dorsomedial e lesões no nervo abducente causam estrabismo</p><p>medial, alterando a posição e a mobilidade ocular, desse modo o teste pode ser realizado, de</p><p>maneira geral, somente pela inspeção. Para avaliar a mobilidade do globo ocular e verificar a</p><p>existência de estrabismo, deve manter a cabeça na posição anatômica normal, e, em seguida,</p><p>movimentá-la para cima, para baixo e para os lados, sempre observando as alterações no</p><p>posicionamento dos globos oculares.</p><p>Trigêmeo: A porção sensitiva do nervo trigêmeo age em conjunto com a porção motora do nervo</p><p>facial. Quando provocamos um estímulo sensitivo na face, a resposta motora que ocorre é uma</p><p>ação do nervo facial. A avaliação é feita estimulando com as unhas ou com uma agulha no</p><p>interior do pavilhão auricular, o canto medial do olho, o lábio ou três locais da face.</p><p>Lesão da porção motora do nervo trigêmeo acarreta em atrofia dos músculos mastigatórios,</p><p>diminuição do tônus mandibular e até na incapacidade de fechar a boca para apreender os</p><p>alimentos. O animal acaba se mantendo com a boca flácida e com movimentação prejudicada.</p><p>Facial: são os nervos que fornecem a função motora para os cultos da expressão facial. Os</p><p>nervos são testados observando-se a simetria facial, reflexo palpebral e além disso, testando</p><p>junto o nervo trigêmeo.</p><p>Lesões do nervo facial geralmente resultam na paralisia das orelhas, ptose labial e paralisia do</p><p>nariz. O animal fica com um aspecto como se estivesse com o rosto “torto”.</p><p>Vestibulococlear: nervo que permite a audição, podendo ser testada se, com o animal de olhos</p><p>vendados, deve-se lançar objetos barulhentos (Ex.: Chaves) ou bater palmas ou assobiar e</p><p>observar se o animal apresentará resposta. O animal deve virar a cabeça em direção ao som.</p><p>Lesões bilaterais resultam em ausência de resposta, no entanto, lesões unilaterais são mais</p><p>difíceis de determinar.</p><p>A porção do nervo vestibular é testada por meio de reação postural, denominada aprumo</p><p>vestibular e, também, pela avaliação da mobilidade extra ocular (ocorrência de estrabismo</p><p>posicional ou nistagmo), postura da cabeça e locomoção.</p><p>Lesão no nervo pode causar surdez, inclinação de cabeça para o lado da lesão (quando for</p><p>unilateral), queda, rolamento para o lado da lesão, andar em círculos para o lado da lesão,</p><p>estrabismo posicional e nistagmo espontâneo.</p><p>Nervo Glossofaríngeo: Responsável pelo paladar, pela deglutição e está envolvido no reflexo do</p><p>vômito. Pode ser testado através do reflexo de deglutição (por compressão externa da faringe) e</p><p>reflexo de vômito (por estímulo digital direto da faringe).</p><p>Lesões do nervo glossofaríngeo causam ausência do reflexo de vômito, diminuição do tônus</p><p>faringeano, disfagia e regurgitação.</p><p>Nervo vago: É testado junto com o nervo glossofaríngeo. Lesões unilaterais no nervo vago</p><p>causam a ausência do reflexo de vômito, disfagia, vocalização alterada, sinais gastrointestinais e</p><p>cardiopulmonares. Já lesões bilaterais podem causar paralisia laríngea com respiração</p><p>estertorosa e dispneia inspiratória, além de megaesôfago.</p><p>Nervo acessório: Não há uma maneira de testar este par de nervos a não ser por</p><p>eletrodiagnóstico. Lesões podem causar atrofia da musculatura do pescoço.</p><p>Nervo hipoglosso: par de nervos responsável pela inervação motora da língua. Ele pode ser</p><p>testado através da observação do animal usando a língua, devemos induzir o animal a lamber os</p><p>lábios ou focinho, fazendo fricção nas narinas. Lesões do nervo hipoglosso causam assimetria,</p><p>atrofia e desvio da língua. No início da paralisia unilateral do hipoglosso, o desvio da língua ocorre</p><p>para o lado oposto da lesão.</p><p>Estudo dos Resultados</p><p>Após a avaliação da postura, locomoção e dos nervos cranianos, deve-se tentar correlacionar as</p><p>anormalidades observadas com a localização da lesão.</p><p>Mudanças comportamentais podem ser indícios de problemas nas regiões de córtex cerebral,</p><p>sistema límbico, hipotálamo e mesencéfalo. Já incoordenação da cabeça ou tremor de intenção</p><p>são acometimentos de comprometimento do cerebelo cerebelo.</p><p>A disfunção dos nervos cranianos (diencéfalo ou tronco encefálico) são todas as alterações no</p><p>qual o animal apresenta “sinais de cabeça” (Ex.: tilt, head pressing). Quando não há sinal de</p><p>cabeça, a lesão deve estar abaixo do forame magno, na medula espinal, nos nervos periféricos ou</p><p>nos músculos.</p><p>Exames Neurológicos</p><p>Reações posturais: é feita a avaliação da propriocepção consciente, ou seja, avalia-se a</p><p>habilidade do sistema aferente em reconhecer uma posição alterada de um membro e a</p><p>capacidade do sistema eferente retornar o membro a posição normal. Em geral, a extremidade</p><p>do meio é refletida de modo que sua superfície dorsal toque a mesa ou o chão.</p><p>Hemiestação e Hemilocomoção: os membros de um lado do corpo são erguidos do chão e o</p><p>paciente é forçado a se manter parado sobre dois membros (hemiestação) e em seguida, andar</p><p>sobre os mesmos (hemilocomoção).</p><p>Animais com lesão neurológica podem apresentar incapacidade de suportar o peso do corpo,</p><p>além de preservar tropeços (cerebelo), hipermetria (cerebelo) queda (sistema vestibular) ou</p><p>respostas lentas (cerebelo). Muitas vezes animais com lesões unilaterais no córtex cerebral ou na</p><p>cápsula interna podem apresentar locomoção aparentemente normal. É importante repartir o</p><p>peso para cada um dos membros e confrontar as respostas.</p><p>Saltitamento: Neste teste, o clínico eleva três membros e deixa somente um apoiado, fazendo o</p><p>animal saltar em um único membro para a frente, para trás e para os lados. Um animal normal</p><p>deve saltar na direção do deslocamento do corpo e suportar o peso sobre o membro. É</p><p>importante repetir o teste com cada um dos membros e confrontar as respostas.</p><p>Os membros pélvicos devem ser comparados entre si e nunca com os torácicos, pois as respostas</p><p>não ocorrem de maneira semelhante. Essa reação postural envolve cérebro, cerebelo, tronco</p><p>encefálico, medula e receptores de tato e pressão em articulações, músculos e tendões.</p><p>Lesões neurológicas podem causar incapacidade para suportar o peso do corpo, tropeços,</p><p>hipermetria, quedas e respostas lentas, do mesmo modo que se observa na estação e</p><p>locomoção bipedal.</p><p>Carrinho de mão: Animais normais apresentam locomoção simétrica, alternada e com a cabeça</p><p>estendida na posição normal. No caso de lesões neurológicas, os animais podem apresentar</p><p>movimentos assimétricos (cerebelo), queda (sistema vestibular), tropeço (cerebelo) e flexão da</p><p>cabeça com a região nasal próxima ao solo (lesão cervical grave). Se o distúrbio for discreto,</p><p>pode-se erguer a cabeça do animal, o que acentuará a disfunção.</p><p>Tônica do pescoço: A cabeça é erguida com o animal na estação. Resposta normal e aumento do</p><p>tônus muscular nos membros torácicos e diminuição nos membros pélvicos.</p><p>Quando a cabeça é girada para um lado, há aumento do tônus extensor nos membros do lado</p><p>para o qual houve a rotação. Esse teste avalia principalmente centros vestibulares, musculatura</p><p>do pescoço e receptores articulares.</p><p>● Lesões do lobo frontal podem causar anormalidades contralaterais;</p><p>● Lesões vestibulares, anormalidades ipsilaterais.</p><p>● Lesões medulares cervicais causam alterações nos quatro membros, podendo haver flexão</p><p>das articulações, de modo que o peso do corpo seja sustentado sobre a superfície dorsal</p><p>das patas.</p><p>Aprumo vestibular: avalia a capacidade de o animal manter-se em uma posição normal em</p><p>relação à gravidade envolve três sistemas: o visual, o vestibular e o proprioceptivo. Ao testar o</p><p>aprumo vestibular, é necessário eliminar um ou dois desses sistemas, com o objetivo de avaliar</p><p>isoladamente o(s) outro(s).</p><p>O animal é suspenso pela pelve, inicialmente com as patas dianteiras tocando o solo e o corpo,</p><p>formando um ângulo de aproximadamente 90° com o solo.</p><p>Em indivíduos normais, a posição da cabeça deve ser de 45° em relação à linha horizontal, sem</p><p>haver inclinação para nenhum dos lados. Em lesões vestibulares unilaterais, há inclinação da</p><p>cabeça para o lado da lesão.</p><p>Em seguida, o animal é erguido de modo que os membros anteriores fiquem afastados do solo,</p><p>com o objetivo de eliminar a compensação proprioceptiva e verificar se aparece ou acentua-se</p><p>alguma alteração.</p><p>Colocação Tátil e Colocação Visual:</p><p>Propulsão Extensora: Para a realização desta reação postural, o animal é suspenso pelo tórax e</p><p>abaixado até os membros pélvicos tocarem o solo ou a mesa.</p><p>Deve haver contração dos músculos extensores, isto é, extensão dos membros pélvicos para</p><p>suportar o peso. O animal pode dar um ou dois passos para trás.</p><p>Reflexos medulares: Os reflexos medulares são testados para determinar se a lesão está</p><p>localizada no neurônio motor inferior (NMI) ou no neurônio motor superior (NMS) e, assim,</p><p>localizá-la melhor.</p><p>Lesões no NMI causam:</p><p>● Perda da atividade motora voluntária</p><p>● Perda dos reflexos medulares</p><p>● Perda do tônus muscular</p><p>● Atrofia muscular por denervação</p><p>● Paralisia flácida.</p><p>Lesões no NMS causam:</p><p>● Perda da atividade motora voluntária</p><p>● Reflexos exagerados, hiperativos</p><p>● Aumento do tônus muscular</p><p>● Atrofia muscular por desuso</p><p>● Aparecimento de reflexos espinais anormais.</p><p>● Paralisia espástica (não confundir com rigidez extensora).</p><p>Reflexos Miotáticos nos membros torácicos:</p><p>Os reflexos nos membros torácicos são difíceis de obter em animais normais e, portanto,</p><p>considerados de pouca valia no momento da realização de um exame neurológico em cães e</p><p>gatos. Os reflexos são:</p><p>1. Bicipital: Hiperativo em lesões acima do C6.</p><p>2. Tricipital: Hiperativo em lesões acima do C7.</p><p>3. Extensor carporadial: Reação diminuída ou ausente em lesões dos segmentos medulares</p><p>C7-T1 e de raízes do nervo radial. Hiperativo em lesões acima do C7.</p><p>Reflexos Miotáticos nos membros posteriores:</p><p>1. Patelar: Este reflexo fica diminuído ou ausente em lesões dos segmentos medulares de</p><p>L4-L5 e acentua-se em lesões acima de L4.</p><p>2. Gastrocnêmio: Torna-se deprimida ou ausente em doenças que afetam os segmentos</p><p>medulares de L6-S2 e raízes nervosas, ou os nervos ciático e tibial, e acentua-se em lesões</p><p>medulares acima do L6.</p><p>3. Tibial Cranial: Essa resposta torna-se deprimida ou ausente em doenças que afetem os</p><p>segmentos medulares de L6-S2 e raízes nervosas, ou os nervos ciático e peroneal, e</p><p>acentua-se em doenças da medula espinal acima do segmento L6.</p><p>Reflexo Flexor: O reflexo flexor ou de retirada é iniciado pela compressão do espaço interdigital</p><p>com os dedos ou com uma pinça hemostática, e a resposta normal é a retirada do membro em</p><p>direção ao corpo, com flexão de todas as articulações. A ocorrência desse reflexo não significa</p><p>que o animal sente conscientemente o beliscão; indica apenas que a medula e as raízes nervosas</p><p>dos segmentos C6-T2 (membros torácicos) e de L6-S1 (membros pélvicos) devem estar intactos.</p><p>Reflexo de Dor Profunda: A avaliação da integridade da medula espinal pode ser executada</p><p>aumentando-se a força do estímulo e observando-se uma reação comportamental, tal como o</p><p>choro do animal com dor, ou tentativa de morder o examinador.</p><p>Essa resposta é conduzida por pequenos axônios não mielinizados, os quais são os mais</p><p>resistentes aos efeitos da compressão. Em geral, a perda da dor profunda e do reflexo de retirada</p><p>é causada por uma lesão da porção sensitiva dos nervos periféricos ou dos segmentos medulares</p><p>correspondentes ao plexo braquial e ao plexo lombossacral.</p><p>Reflexo de Dor Superficial</p><p>● Hipoalgesia ou hipoestesia</p><p>● Diminuição discreta da capacidade de perceber dor</p><p>● Analgesia ou Anestesia</p><p>● Perda total da capacidade de perceber dor.</p><p>● Hiperestesia</p><p>● Resposta exagerada a um estímulo doloroso.</p><p>A sensibilidade superficial pode ser avaliada com uma agulha ou com uma pinça hemostática, em</p><p>toda a superfície dos membros; o animal normal contrai a musculatura subcutânea. Uma ligeira</p><p>alfinetada é mais útil para detectar hiperestesia, enquanto beliscar a pele é mais útil para</p><p>detectar anestesia.</p><p>● Lesões em nervos periféricos costumam causar perda sensorial focal, confinada ao</p><p>território de inervação do nervo afetado;</p><p>● Lesões medulares causam perda sensitiva, bilateral e simétrica, caudalmente à lesão;</p><p>● Lesões cerebrais produzem somente hipoalgesia;</p><p>Reflexo de Perineal: É obtido por uma estimulação tátil da região perineal e a resposta normal é</p><p>uma contração do esfíncter anal externo.</p><p>● Segmentos medulares S1-S3 estão lesados - o ânus torna-se dilatado e arresponsivo;</p><p>● Segmentos medulares C1-C5 estão lesados - a cauda fica flácida e arresponsiva.</p><p>O abano voluntário da cauda em resposta à voz do dono ou do examinador é um sinal de</p><p>integridade da medula espinal.</p><p>Reflexo Cutâneo do Tronco: É feito desde a região lombossacral até a altura de T2.</p><p>Em casos de lesão medular, há ausência de resposta caudalmente ao local de estímulo e uma</p><p>resposta normal cranialmente à lesão.</p><p>Sinal de Babinski: É obtido ao se provocar um estímulo ascendente na face plantar dos</p><p>metatarsos, com uma superfície de metal. Em animais normais, os dedos não se movem ou</p><p>sofrem discreta flexão. No caso de lesão de neurônio motor superior, os dedos se afastam e se</p><p>elevam (dorsoflexão), o que é conhecido como Babinski positivo.</p><p>Sistema Locomotor</p><p>Introdução:</p><p>Os principais componentes do sistema locomotor são:</p><p>● Osso: tecido conjuntivo especializado, formado por células (osteoblastos, osteoclastos e</p><p>osteócitos);</p><p>● Cartilagem: constituída por células (condroblastos, condrócitos e condroclastos) imersas</p><p>em uma substância amorfa e gelatinosa;</p><p>● Articulação: maneira pela qual dois ou mais ossos se juntam. Tem como funções a</p><p>sustentação de peso, locomoção e estabilidade;</p><p>● Ligamentos: são bandas flexíveis e resistentes de tecido fibroso que unem os ossos;</p><p>● Tendões: compostos por tecido conjuntivo denso modelado, liga os músculos aos seus</p><p>pontos de inserção;</p><p>Exame Clínico:</p><p>● Anamnese: Sistema de produção utilizado na propriedade Produção diária de leite da</p><p>vaca Quantidade e qualidade da alimentação fornecida Tipo de manejo Ocorrência de</p><p>doenças infecciosas</p><p>Duração, tipo e intensidade da claudicação Tratamentos realizados e</p><p>resultados obtidos com os tratamentos,</p><p>● Exame Físico Geral: avalia a frequência cardíaca , frequência respiratória, coloração das</p><p>membranas mucosas, turgor da pele Ausculta pulmonar, cardíaca e do trato digestivo</p><p>Palpação de linfonodos.</p><p>● Exame Físico Específico: Inspeção em posição quadrupedal e em movimento Contenção</p><p>física e/ou medicamentosa Inspeção e palpação do espaço interdigital Pinçamento dos</p><p>cascos Palpação dos ossos, articulações, tendões e músculos Bloqueios anestésicos.</p><p>● Exames Complementares: Hemograma, líquido sinovial, raio X e ultrassonografia.</p><p>Analisar o Grau de Claudicação:</p><p>Identificação do animal:</p><p>● Raça: fatores hereditários ou características raciais que predispõe a determinadas</p><p>doenças;</p><p>● Sexo;</p><p>● Idade: em jovens geralmente são de caráter genético displasias e em cães idosos</p><p>degenerações (artroses). Animais jovens em crescimento e supernutridos (doenças</p><p>ortopédicas do desenvolvimento – osteocondrose);</p><p>Exame Ortopédico do paciente</p><p>Faixa Etária</p><p>Jovem</p><p>● Luxação congênita medial de patela;</p><p>● Necrose asséptica da cabeça do fêmur;</p><p>● Não-união do processo ancôneo;</p><p>● Osteocondrite dissecante da cabeça do úmero;</p><p>● Displasia coxofemoral;</p><p>● Hiperparatireoidismo secundário nutricional;</p><p>● Osteodistrofia hipertrófica;</p><p>Adulto</p><p>● Displasia coxofemoral;</p><p>● Ruptura do ligamento cruzado cranial;</p><p>Idoso</p><p>● Neoplasias ósseas (osteossarcoma);</p><p>● Doenças do disco intervertebral (protrusão ou extrusão);</p><p>● Osteoartropatia hipertrófica pulmonar;</p><p>Raças:</p><p>Poodle, Yorkshire, Lhasa Apso, Pinscher</p><p>● Luxação congênita medial de patela;</p><p>● Necrose asséptica da cabeça do fêmur;</p><p>Pastor alemão, Rotweiler, Labrador</p><p>● Displasia coxofemoral</p><p>● Osteocondrite dissecante da cabeça do úmero.</p><p>Fila brasileiro Golden retriever</p><p>● Displasia coxofemoral.</p><p>● Osteodistrofia hipertrófica.</p><p>● Não-união do processo âncora.</p><p>Dachshund</p><p>● Doenças do disco intervertebral (protrusão ou extrusão).</p><p>Histórica Clínica: avaliar o habitat como ocorrências brigas, atropelamentos (acesso à rua),</p><p>presença de escadas, hipovitaminose D (raquitismo) devido à confinamento, etc. ademais, avaliar</p><p>frequência de exercícios, alimentação, doenças sistêmicas (cinomose, erlichiose, leishmaniose,</p><p>etc.)</p><p>Inspeção</p><p>Avaliar alterações ou hematomas na pele causados por traumatismos por mordeduras ou por</p><p>atropelamento. Em cães e gatos de pelos longos deve-se realizar tricotomia no local da suspeita.</p><p>Onicogrifose (crescimento exagerado das unhas) pode indicar o desuso e/ou leishmaniose</p><p>(generalizada).</p><p>Ademais, avaliar assimetrias, alterações posturais, decúbito, elevação do membro ao solo, déficit</p><p>proprioceptivo, claudicação, impotência funcional e outros…</p><p>Palpação: tem como finalidade ter um auxílio na localização da dor, na avaliação de tumefações,</p><p>de mobilidades ósseas e de instabilidades articulares.</p><p>Superficial - Tumefações</p><p>Flutuação é o acúmulo de líquidos em cavidades neoformadas (seromas, hematomas ou</p><p>processos supurativos), na região articular indica efusão articular (artrites).</p><p>Sinal de Godet positivo significa edema decorrente de processos inflamatórios ou processos</p><p>compressivos secundários a neoplasias.</p><p>Para avaliar a temperatura deve-se usar o dorso da mão, comparar membro contralateral pode</p><p>estar aumentada ou diminuída.</p><p>Para avaliar os ossos longos deve ser da extremidade mais distal do membro, das falanges até o</p><p>fêmur ou até a escápula. Toda avaliação óssea deve ser acompanhada pelos exames</p><p>radiográficos, e quando há suspeita de neoplasias realizar a biópsia por punção aspirativa.</p><p>Palpação de Articulações: Explorar os movimentos que são permitidos em condições normais. As</p><p>alterações mais comuns são:</p><p>● restrição de movimento articular</p><p>● mobilidade exacerbada</p><p>● aumento da sensibilidade e de temperatura locais</p><p>● tumefações</p><p>● crepitações.</p><p>Articulação Coxofemoral: Problemas mais comuns são luxação coxofemoral e Fraturas de colo e</p><p>cabeça do fêmur.</p><p>Quando realizados os exames são observadas restrições de um ou mais movimentos e</p><p>crepitação. deve-se fazer teste de hiperextensão para avaliação do comprimento dos membros,</p><p>ocorre o encurtamento do membro luxado.</p><p>Articulação Femorotibial</p><p>Principais testes</p><p>● Avaliação de instabilidade patelar : objetivo de diagnosticar subluxações ou luxações de</p><p>patela.</p><p>● Teste de “Gaveta”: instabilidades (distensão ou ruptura) dos ligamentos cruzados cranial e</p><p>caudal .</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema Tegumentar</p><p>Os exames complementares devem ser rotina na análise do sistema complementar, uma vez que</p><p>a maioria das patologias só podem ser confirmadas e diagnosticadas através de exames</p><p>histopatológicos e laboratoriais.</p><p>Pré disposições:</p><p>Coloração do pelame - Animais de coloração mais clara possuem maior propensão a possuírem</p><p>câncer e dermatites. Enquanto os de pelagem escura tendem aos problemas hormonais.</p><p>Anamnese</p><p>Introdução:</p><p>● A queixa principal: coceira/prurido;</p><p>● Tempo de evolução: Agudo (de um dia para o outro); Crônico (mais tempo);</p><p>● Início do quadro</p><p>● Tratamentos efetuados (periodicidade, ambiente, manejo, hábitos). Se já fez uso de</p><p>corticoide, medicamentos tópicos;</p><p>● Consequência do tratamento efetuado, houveram sinais de melhora? de piora?</p><p>● Contactantes: ver o ambiente, os demais animais animais do ambiente, a presença de</p><p>ectoparasitas que podem gerar a dape (dermatite alérgica por picada de ectoparasitas);</p><p>Prurido (coceira): Ver se há presença de prurido, a intensidade, a localização e sua manifestação.</p><p>No hiperadrenocorticismo não existe coceira, pela presença dos corticóides no organismo. Outro</p><p>fato que pode causar a ausência da coceira é o aumento do cortisol no organismo, o que causa o</p><p>cessamento da coceira.</p><p>Exame físico de pele</p><p>Palpação: Determinar aspectos de sensibilidade das lesões, volume, espessura, elasticidade,</p><p>temperatura, consistência e características como umidade e untuosidade da pele.</p><p>A característica natural da pele é ser elástica e ela é utilizada para determinar o grau de</p><p>desidratação do paciente durante a clínica do dia a dia.</p><p>● Digitopressão: pôde-se diferenciar o Eritreia da púrpura, duas lesões cutâneas de</p><p>coloração vermelha.</p><p>● O eritema volta a adquirir a coloração normal da pele após a pressão, e a púrpura não</p><p>cede a essa compressão, permanecendo com a coloração avermelhada.</p><p>A palpação é realizada para estimular o prurido. Tem fundamental importância quando o</p><p>veterinário percebe que não pode confiar plenamente nas informações relatadas na anamnese</p><p>ou, ainda, quando quer confrontar suas observações com as informações passadas referentes à</p><p>presença do prurido.</p><p>Reflexo otopodal: friccionar a borda do pavilhão auricular ou coçar a região do animal que se</p><p>quer investigar e analisar a resposta do paciente.</p><p>Olfação</p><p>Meio semiológico muito utilizado na clínica dermatológica. Porém está muito ligado à experiência</p><p>profissional e extremamente particular. Requer treinamento e memória clínica.</p><p>O exemplo mais clássico de diagnóstico por olfação é a miíase e otites agudas, isso devido ao</p><p>forte cheiro que emana das feridas.</p><p>Inspeção direta</p><p>Observar o comportamento do animal e a presença ou não de prurido. A ausência de prurido no</p><p>momento do atendimento não significa que o quadro não seja pruriginoso, pois, em condições de</p><p>estresse e medo, é frequente que os animais não apresentem esse sintoma. E isso ocorre devido</p><p>às altas liberações de cortisol, que vão inibir o prurido.</p><p>Alopecia fisiológicas/ lugares que naturalmente não tem pelos:</p><p>● Caninos: região abdominal ventral, axilar, e face interna do pavilhão auricular.</p><p>● Gatos: ausência de pelota face interna do pavilhão auricular.</p><p>O principal enfoque na inspeção</p><p>direta é a observação direta das lesões e sua caracterização de</p><p>diferentes aspectos.</p><p>Classificações das Lesões Cutâneas:</p><p>1. Distribuição/Quantidade</p><p>Localizada: de uma a cinco;</p><p>Disseminada: mais de cinco;</p><p>Generalizada: várias na superfície;</p><p>Universal: quase que no corpo inteiro;</p><p>2. Topografia:</p><p>Simétricas: Mesma lesão no membro ou posição colateral. Quadros hormonais geralmente</p><p>apresentam perdas e lesões simétricas.</p><p>Assimétricas: Mesma lesão, ou não, sem associação colateral;</p><p>3. Profundidade:</p><p>Superficiais: Quadros mais brandos;</p><p>Profundas: Quadros mais graves;</p><p>4. Morfologia: as lesões cutâneas podem ser agrupadas em cinco grupos distintos de acordo</p><p>com sua respectiva morfologia. Alteração da coloração: são representadas pelas manchas</p><p>ou máculas planas sem relevo ou depressão.</p><p>● Manchas vasculossanguíneas: são manchas ocasionadas por vasodilatação e</p><p>extravasamento de hemácias.</p><p>● Eritema:coloração vermelha da pele decorrente da vasodilatação. Quando submetido a</p><p>digitopressão a coloração normaliza. Associada a quadros de coceira.</p><p>● Púrpura:coloração vermelha da pele devido ao extravasamento de hemácias na derme.</p><p>Quando feita a digitopressão a coloração não se altera. (Ex: Petéquias, Equimoses e</p><p>Víbices);</p><p>● Telangiectasia: evidenciação dos vasos cutâneos através da pele, decorrente do seu</p><p>adelgaçamento. Mais comum em síndrome de hiperadrenocorticismo Cushing.</p><p>Manchas Pigmentares ou discrômicas:</p><p>● Hipopigmentação ou hipocromia: diminuição do pigmento melânico.</p><p>● Acromia: ausência do pigmento melânico, também denominada leucodermia.</p><p>Ambas geram perda da pigmentação por lesão dos melanócitos ou imunidade contra os</p><p>melanócitos. Hiperpigmentação ou hipercromia: aumento do pigmento de qualquer natureza na</p><p>pele.</p><p>● Melanodermia ou Aumento da melanina: indica dermatopatias, pois o aumento da</p><p>melanina não ocorre de maneira natural. Ela ocorre em resposta a uma dermatopatia</p><p>crônica.</p><p>● Mancha senil: decorrente da maior deposição de melanina em animais de idade mais</p><p>avançada.</p><p>Formações sólidas: As formações sólidas resultam de processo inflamatório, infeccioso ou</p><p>neoplásico, atingindo, isolada ou conjuntamente, a epiderme, derme e hipoderme.</p><p>● Pápulas: lesão sólida circunscrita, elevada, que pode medir até 1 cm de diâmetro.</p><p>● Placa: área elevada da pele com mais de 2 cm de diâmetro, geralmente pelo</p><p>coalescimento de pápulas.</p><p>● Nódulos: lesão sólida circunscrita, saliente ou não, de 1 a 3 cm de diâmetro.</p><p>● Tumor ou nodosidade: lesão sólida circunscrita, saliente ou não, de mais de 3 cm de</p><p>diâmetro. O termo tumor deve ser utilizado preferencialmente para neoplasia.</p><p>● Goma: Nódulo que sofre depressão ou ulceração na região central e pode liberar exsudato</p><p>e material necrótico.</p><p>● Vegetação: lesão sólida que cresce distanciando-se da superfície da pele de coloração</p><p>avermelhada e brilhante, pode ocorrer aumento da camada espinhosa</p><p>● Verrucocicose: lesão sólida, exofítica, acinzentada, áspera, dura e inelástica, que ocorre</p><p>pelo aumento da camada córnea. Lesão clássica da papilomatose e do sarcoide equino.</p><p>Coleções líquidas: Entre as coleções líquidas, incluem-se as lesões com conteúdo seroso,</p><p>sanguinolento ou purulento.</p><p>● Vesículas: Elevação circunscrita de até 1 cm de diâmetro, contendo líquido claro. Esse</p><p>conteúdo inicialmente claro (seroso) pode tornar-se turvo (purulento) ou avermelhado</p><p>(hemorrágico).</p><p>● Bolhas: elevação circunscrita maior que 1 cm de diâmetro, contendo líquido claro.</p><p>● Pústulas: elevações circunscritas que contém pus. Pode-se utilizar antibióticos para realizar</p><p>o tratamento.</p><p>● Cisto: formações elevadas ou não constituídas por um epitélio e contendo líquido ou</p><p>substância semi sólida.</p><p>● Abcessos: formação circunscrita encapsulada, com sinais de dor, de tamanho variável,</p><p>proeminente ou não, contendo líquido purulento na pele ou tecidos subjacentes. Há calor,</p><p>dor e flutuação. Indica infecção por perfuração ou via hematógena.</p><p>● Flegmão: aumento de volume de consistência flutuante, não encapsulado, de tamanho</p><p>variável, proeminente ou não, contendo líquido purulento na pele ou tecidos subjacentes.</p><p>Há calor e dor. Significado clínico: infecção por perfuração ou via hematógena.</p><p>● Hematoma: lesão circunscrita proveniente de derramamento sanguíneo em que o sangue</p><p>não retorna de maneira natural. O mais observado é o otohematoma, trauma causado</p><p>pela coceira em excesso.</p><p>Alterações e espessura.</p><p>● Hiperqueratose ou Queratose: Espessamento de pele decorrente do aumento da camada</p><p>córnea. A pele torna-se áspera, inelástica, dura e de coloração acinzentada. Denominada</p><p>leucoplasia quando ocorre em mucosas.</p><p>● Liquenificação ou lignificação: ocorrem devido a processos inflamatórios crônicos. É o</p><p>espessamento da pele decorrente do aumento da camada malpighiana com acentuação</p><p>dos sulcos cutâneos, dando à pele aspecto quadriculado ou de favos de mel.</p><p>● Edema: Aumento da espessura, depressível (sinal de Godet), sem alterações de coloração,</p><p>decorrente do extravasamento de plasma na derme e/ou hipoderme. Indica inflamação</p><p>aguda, irrigação linfática deficiente, hipoproteinemia ou cardiopatias.</p><p>● Esclerose: Aumento da consistência da pele, que se torna lardácea ou coriácea, não é</p><p>depressível, e o pregueamento é difícil ou impossível; pode apresentar-se hipo ou</p><p>hipercromia, decorrente de fibrose do colágeno.</p><p>● Cicatriz: aumento da espessura da pele, decorrente de uma reparação do processo</p><p>destrutivo que a pele passou. Associa-se a atrofia, fibrose e discromia.</p><p>Perdas teciduais e reparações</p><p>● Escama: placas de células da camada córnea que se desprende da superfície cutânea por</p><p>alteração da queratinização. Podem ser classificadas em farinácea, furfurácea ou micácea.</p><p>Indicam queratinização precoce ou aumento da epidermopoiese, decorrentes de fatores</p><p>genéticos, processos inflamatórios ou metabólicos.</p><p>● Escoriação: erosão linear geralmente decorrente de lesão autotraumática pruriginosa.</p><p>● Erosão ou exulceração: perda superficial da epiderme ou de camadas da epiderme.</p><p>● Ulceração: perda circunscrita da epiderme e derme, podendo atingir a hipoderme e os</p><p>tecidos subjacentes.</p><p>● Colarinho epidérmico: fragmento de epiderme circular que resta aderido à pele após a</p><p>ruptura de vesículas, bolhas ou pústulas.</p><p>● Fissura ou rágade: perda linear da epiderme, ao redor de orifícios naturais ou em área de</p><p>prega ou dobras.</p><p>● Crosta: concreção amarelo-clara (crosta melicérica), esverdeada ou vermelho-escura</p><p>(crosta hemorrágica), que se forma em área de perda tecidual, decorrente do</p><p>dessecamento de serosidade, pus ou sangue, além de restos epiteliais.</p><p>● Escara: área de cor lívida ou preta, limitada por necrose tecidual. O termo também é</p><p>empregado para designar a eliminação do esfacelo (porção central e necrosada da</p><p>escara). Indica morte tecidual por reação a injeção, crioterapia ou decúbito prolongado.</p><p>● Fístulas: canal com pertuito na pele, que drena foco de supuração ou necrose e elimina</p><p>material purulento ou sanguinolento. Indica existência de foco infeccioso ou corpo estranho</p><p>em tecidos subjacentes.</p><p>Lesões particulares</p><p>● Corno: excrescência cutânea circunscrita e elevada, formada por queratina. É o grau</p><p>máximo de hiperqueratose</p><p>● Milium: pequeno cisto de queratina brancoamarelado na superfície da pele.</p><p>Sinais específicos da dermatologia:</p><p>Sinal de nkolsky: pressão friccional sobre a pele, determinando a separação da epiderme.</p><p>Característico dos pênfigos e dermatoses por acantólise.</p><p>Sinal de Gödert: pressão sobre a pele, obtendo-se depressão; na presença de edema, a</p><p>depressão permanece, mesmo quando não se exerce mais a pressão.</p><p>Sinal de Auspitz: surgimento de pontos ou ponteado hemorrágico quando se raspam as escamas,</p><p>em uma área recoberta por escamas.</p><p>Sinal de Larsson: fricção dos pelos contra o sentido de crescimento, evidenciando acúmulos</p><p>paralelos de escamas, característicos dos quadros de disqueratização.</p><p>Inspeção indireta</p><p>De maneira geral, são os exames complementares. SÃO INDISPENSÁVEIS no diagnóstico das</p><p>dermatopatias.</p><p>Diascopia ou Vitropressão: Feita com lâmina de vidro ou lupa. Exerce-se pressão</p><p>sobre a lesão</p><p>que se quer investigar, a fim de provocar sua isquemia. Indicada para diferenciar eritema de</p><p>púrpura.</p><p>Luz de Wood: Emite radiação ultravioleta. O exame deve ser realizado em sala escura, para a</p><p>verificação de fluorescência, e a lâmpada deve ser ligada e aquecida durante 5 min antes do</p><p>exame propriamente dito. É empregada na diagnose das dermatofitoses. Nos casos de</p><p>dermatofitose provocada pelo Microsporum canis, a luz de Wood pode provocar a fluorescência</p><p>verde brilhante dos pelos acometidos por essa espécie fúngica, provocada por alguns pigmentos</p><p>existentes nas hifas.</p><p>É usada como triagem, pois é um processo que pode ter falha pois a fluorescência não estará</p><p>presente em todos os animais, uma vez que o agente que emite a fluorescência é somente o</p><p>microsporângio canis e existe a possibilidade de dar falso positivo pelo uso de produtos tópicos</p><p>no animal.</p><p>Exame direto do pelame: observando esporos fúngicos, proveniente de dermatófito parasitando</p><p>o pelo do animal.</p><p>Os pelos devem ser removidos da periferia das lesões alopécicas, pois se sabe que o substrato do</p><p>dermatófito é a queratina. Assim, as lesões alopécicas apresentam crescimento centrífugo, e os</p><p>pelos da periferia são os mais acometidos pela micose.).</p><p>Tricograma: remove o pelame pela raiz e observa-se o ciclo biológico do pelo, suas alterações</p><p>fisiológicas e anatômicas. É o exame detalhado do bulbo, da haste, do telógeno e de todos os</p><p>pelos em anágeno.</p><p>Parasitológico de raspado cutâneo: pode identificar os parasitas dos gêneros Demodex,</p><p>Sarcoptes, Psoroptes, Notoedris e Cheyletiella. Após o início do sangramento, a região deve sofrer</p><p>grande pressão na tentativa de expulsar os ácaros que ocupam os folículos pilosos e, em seguida,</p><p>continuar a coleta. Posteriormente, o material coletado deve ser posto sobre a lâmina, diluído</p><p>com KOH a 10% e coberto por lamínula.</p><p>Citologia: exame que fornece rápidos resultados, importantes na orientação do diagnóstico ou,</p><p>muitas vezes, capazes de determinar o diagnóstico definitivo de diferentes enfermidades. O</p><p>método de coleta do material deve ser realizado na dependência da lesão examinada. O material</p><p>coletado deve ser distribuído na superfície da lâmina de vidro e, posteriormente, corado.</p><p>Biópsia e exame histopatológico: São os instrumentos mais poderosos de diagnóstico na</p><p>dermatologia. Todavia, é necessário que uma união de esforços seja feita para que esses exames</p><p>sejam bem-sucedidos. O clínico veterinário deve selecionar cuidadosamente, coletar e preservar o</p><p>fragmento de tecido coletado, e o histopatologista deve processar e escolher a coloração ideal,</p><p>além de interpretar as alterações teciduais. Diagnóstico preciso em até 90% dos casos.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema Auditivo</p><p>Sistema auditivo</p><p>Anamnese</p><p>Informações referentes a parte otológica</p><p>● Meneios de cabeça;</p><p>● Prurido (esfregar a cabeça contra o chão) = auto-traumatismos;</p><p>● Sensibilidade: pavilhão e região parotídea;</p><p>● Secreções aderidas próximo do meato acústico;</p><p>● Déficits auditivos;</p><p>Casos graves de problemas otológicos podem gerar:</p><p>● Conjuntivite;</p><p>● Ptosepalpebral;</p><p>● Distúrbios de equilíbrio;</p><p>● Paralisia palpebral;</p><p>Tempo de evolução da patologia;</p><p>Recidivas, ou seja, se já ocorreu outras vezes;</p><p>Produtos utilizados em tratamentos prévios;</p><p>Na semiologia do sistema auditivo deve haver uma íntima associação entre a anamnese do</p><p>aparelho auditivo e a anamnese dermatológica, visto que grande parte das afecções otológicas</p><p>tem como causa primária uma dermatopatia. Ex.Malassezia spp.; Staphylococcus spp.; ou</p><p>associações.</p><p>Inspeção direta: na inspeção direta devemos começar com o simples processo de observar e</p><p>analisar os seguintes aspectos:</p><p>● Observar o aspecto do ouvido</p><p>● Presença de secreções</p><p>● Presença de edema</p><p>● Presença de otohematoma</p><p>● Observação da simetria.</p><p>Palpação: cuidado com mordeduras, o animal está com dor e estará perto do rosto do</p><p>veterinário.</p><p>● Pavilhão: flexível e homogêneo;</p><p>● Palpação da região parotídea: observar a presença de abcessos;</p><p>● Palpação do cone cartilaginoso: observar a presença de otite média;</p><p>Inspeção Indireta:</p><p>Otoscopia - Contenção deve ser realizada física ou químicamente dependendo do animal. O</p><p>aparelho otoscópio veterinário possui um espéculo longo e luz halógena. O paciente pode ficar</p><p>em decúbito ou estação para o exame. Deve-se tracionar o pavilhão de modo dorsal para melhor</p><p>visualização.</p><p>Não deve realizar movimentos bruscos, o animal está assustado e com dor, sem falar que o</p><p>sistema auditivo é extremamente sensível. Durante o exame de otoscopia devemos observar:</p><p>● Porção inicial = aspecto liso e homogêneo;</p><p>● Presença de cerúmen normal = castanho-claro;</p><p>● Porção final = epitélio delgado = pouco cerúmen;</p><p>Variação do cerúmen</p><p>● Aumento de volume;</p><p>● Alteração de coloração = ocre ao marrom-escuro;</p><p>● Presença de parasitos = Otodectes spp;</p><p>● Verificação de pólipos e corpos estranhos;</p><p>● Talcos usados em lojas pet;</p><p>● Otites agudas - eritema;</p><p>● Otites crônicas - edemas, estenose de ducto;</p><p>Verificação dos tímpanos</p><p>● Normalmente translúcidos;</p><p>● Pode apresentar-se rompidos;</p><p>● Variação esbranquiçada da membrana;</p><p>Otoscopia vídeo assistidas</p><p>● Fibras ópticas de baixo calibre;</p><p>● Amplificação da imagem no monitor;</p><p>● Exame menos acessível pelo alto preço;</p><p>Exame complementar</p><p>Radiografia</p><p>Indicado para ouvido médio, deve ser realizado em 3 posições:</p><p>● Dorso-ventral = trajeto do canal e bulhas timpânicas;</p><p>● Látero-lateral direito e esquerdo = bulhas timpânicas;</p><p>● Cavidade oral com 30-40 graus = bulhas;</p><p>Tomografia: É o exame de eleição para visualização de sistema auditivo, porém é um exame caro</p><p>e pouco acessível. O aparelho de tomografia realiza imagens com cortes transversais ao longo de</p><p>toda a estrutura auditiva, permitindo uma visualização de diâmetro e trajeto do conduto auditivo.</p><p>Além disso, é possível realizar a visualização de glândula parótida e nervo facial.</p><p>Parasitológico, citológico e meio de cultura</p><p>É realizado com amostras de cerúmen coletadas direto do ouvido dos animais. Colocado sob</p><p>lâmina e coberto por lamínula = Otodectes spp.</p><p>Nos casos de secreções liquefeitas = citologia; Coloca-se o material sob lâmina e realiza-se o</p><p>panótico, ocorre a visualização de cocos, bastonetes e leveduras.</p><p>Nos casos de cultura = swabs pelo espéculo. Deve-se evitar contaminação da entrada do conduto.</p><p>- Isolar o agente etiológico.</p><p>Histopatológico</p><p>Deve ser realizado em casos de suspeita de neoplasias. Exames na parte externa são mais fáceis</p><p>de se realizar, basta aplicar anestesia tópica e punçar;</p><p>No ouvido médio é um processo mais complicado, requer</p><p>até instrumentos para melhor determinar as características de um</p><p>sistema orgânico ou da área explorada. A consistência analisada pode ser mole, firme, dura,</p><p>pastosa, flutuante e crepitante.</p><p>● A técnica pode ser realizada com mão espalmada, usando apenas as polpas digitais e a</p><p>parte ventral dos dedos, com o polegar e o indicador (pinça) e/ou com o dorso dos dedos</p><p>ou das mãos (temperatura). Sendo cada técnica mais eficiente para examinar uma</p><p>determinada área.</p><p>● Digito pressão: utiliza-se a polpa do polegar ou indicador, faz-se a compressão da área.</p><p>● Punho pressão: feita com a mão fechada em formato de punho, usada mais em animais</p><p>de maior porte.</p><p>● Vitropressão: utiliza-se uma lâmina de vidro que é comprimida contra a pele, é usada para</p><p>avaliar eritema e púrpura, por exemplo.</p><p>● Pesquisa de flutuação: aplica-se a palma sobre um lado da tumefação enquanto a mão</p><p>oposta exerce sucessivas compressões perpendiculares à superfície cutânea, dessa forma</p><p>se houver acúmulo de líquido na região serão formadas flutuações semelhantes a</p><p>movimentos de ondas.</p><p>Percussão: é a aplicação de pequenos golpes ou batidas em determinada áreas do corpo para se</p><p>ter informações sobre a condição dos tecidos adjacentes e porções mais profundas. Analisa-se a</p><p>resposta sonora da região para avaliar o grau de acometimento da região.</p><p>- Órgãos mesenquimais terão sons diferentes de órgãos cavitários.</p><p>O objetivo da percussão é fazer observações com relação a delimitação topográfica dos órgãos</p><p>(mais antigamente) e fazer comparações entre as mais variadas respostas sonoras obtidas e</p><p>avaliar a anatomia do paciente em busca de anormalidades.</p><p>A percussão pode ser direta (realizada com as mãos, dedos e punho) ou indireta (interpõe o dedo</p><p>da mão ou algum tipo de instrumento entre a área ser repercutida e o objeto precursor).</p><p>Tipos de sons:</p><p>● Claro: o som consegue atravessar claramente, comum em uma cavidade preenchida de ar.</p><p>Ex: pulmão sadio.</p><p>● Timpânico: ocorre em órgãos ocos com grandes cavidades repletas de ar ou gás e com as</p><p>paredes semi distendidas. Produz um som de maior tenuidade e ressonância, semelhante a</p><p>um tambor.. Ex: broncopatia (excesso de ar no pulmão).</p><p>● Maciço: comum em regiões compactas desprovidas de ar, produz-se um som de pouca</p><p>ressonância. Ex: órgãos parenquimatosos e músculos.</p><p>● Hipersonoro: um som entre o claro e o timpânico, comum em pneumotórax.</p><p>● Submaciço: um som entre timpânico e maciço, ocorre na porção do fígado onde o</p><p>rebordo pulmonar repousa. (sobreposição de órgãos).</p><p>Ausculta: realizamos a avaliação dos ruídos que os diferentes órgãos produzem. A diferença da</p><p>ausculta e da percussão é que na percussão os sons são produzidos pelo examinador a fim de ter</p><p>uma resposta sonora, enquanto que na auscultação os sons são os naturais gerados pelo próprio</p><p>organismo do animal. É muito comum a auscultação dos pulmões, coração e cavidade abdominal.</p><p>A auscultação pode ser Direta ou Imediata, quando se utiliza do ouvido posicionado diretamente</p><p>na área examinada. Ou, Indireta ou Mediata, quando se utilizam aparelhos de ausculta, como o</p><p>estetoscópio e o Doppler.</p><p>Focos de auscultas cardíacas:</p><p>No lado esquerdo é possível verificar os seguintes pontos de ausculta: Válvula mitral ou bicúspide</p><p>(quinto espaço intercostal), Valva pulmonar (segundo espaço intercostal) e Valva aórtica</p><p>(segundo espaço intercostal).</p><p>Já no lado direito é possível verificar o ponto de ausculta da valva tricúspide (quinto espaço</p><p>intercostal).</p><p>Tipos de ruídos:</p><p>Durante a auscultação é possível identificar diferentes ruídos, tais quais:</p><p>● Aéreos: ocorrem pela movimentação de massa gasosa. Ex: movimentos inspiratórios.</p><p>● Hidroaéreos: movimentação de massas gasosas em meio líquido. Ex: borborigmo intestinal.</p><p>● Líquidos: movimentação de massas líquidas em uma estrutura. Ex: sopro por anemia.</p><p>● Sólidos: atrito de duas superfícies sólidas rugosas. Ex: roce pericárdico, nas pericardites.</p><p>Olfação: utiliza-se o olfato para determinar algo característico. É pouco utilizado, devido a</p><p>individualidade de cada veterinário, a incerteza e necessidade de experiência para reconhecer os</p><p>cheiros. Porém, é possível identificar alguns cheiros característicos, como por exemplo: uremia,</p><p>secreção de glândulas adanais, odor de fezes dos cães com gastroenterite hemorrágica.</p><p>Exames complementares</p><p>Os exames complementares são essenciais para confirmar a presença ou causa da doença,</p><p>avaliar severidade do processo mórbido, determinar evolução de uma doença específica, verificar</p><p>a eficácia de determinado tratamento. Alguns dos principais exemplos de exames</p><p>complementares são: Punção, Biópsia (exame histopatológico) , Exames laboratoriais e Exames de</p><p>imagem.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Abordagem e contenção de pequenos animais</p><p>O nível de contenção adequada depende: comportamento do animal, ambiente, maneira de</p><p>abordagem e desconforto causado pelo exame/manipulação.</p><p>Contenção física: finalidade de restringir os movimentos para avaliação ou realização de exames,</p><p>medicamentos e outros..</p><p>Objetivo: proteger o examinador, auxiliador e o animal, facilitar o exame físico, evitar fugas e,</p><p>permitir procedimentos diversos</p><p>- O procedimento incorreto pode levar o paciente a óbito devido ao estresse ou gerar</p><p>alterações nos parâmetros dificultando o diagnóstico.</p><p>- Animais de médio e pequeno porte podem ser contidos com maior facilidade em cima da</p><p>mesa com superfície não escorregadia.</p><p>- Animais de grande a gigante o ideal é realizar no chão.</p><p>Algumas dicas que podem ser utilizadas para facilitar o manejo dos animais durante o exame são:</p><p>Segurar o animal pelas patas em contato com a mesa para não levantar</p><p>Colocar a mão debaixo do abdome para o animal não sentar</p><p>Mordaça: pode ser de corda, atadura ou focinheira, porém a focinheira impossibilita o exame da</p><p>cavidade oral. São equipamentos de segurança importantes para garantir a segurança do</p><p>veterinário em caso de animais agressivos e permitir a realização do exame sem intercorrências.</p><p>Colar elizabetano: colocado para impedir o animal a lamber ou mordiscar ferimentos, mas</p><p>também pode ser utilizado para impedir mordidas na falta de focinheiras ou mordaças.</p><p>Contenção química</p><p>É realizada com o uso de fármacos com efeito sedativo, para acalmar o animal e relaxar a</p><p>musculatura, possibilitando uma melhor examinação do paciente. Alguns exemplos dos fármacos</p><p>mais utilizados na contenção química são:</p><p>Acepromazina: pode causar hipotensão e bradicardia.</p><p>Diazepam: pode causar agressividade em alguns casos (efeito rebote).</p><p>Butorfanol: pode causar dispneia em alguns casos.</p><p>Contenção de gatos</p><p>Os gatos são mais imprevisíveis e mais difíceis de manipular, devem ficar onde foram</p><p>transportados até o momento do exame. Além disso, devem ser manipulados com o mínimo de</p><p>contenção e o mais rápido possível, visto que os gatos se estressam facilmente e esse estresse</p><p>pode vir a alterar os parâmetros do exame. A contenção deve ser realizada em decúbito esternal.</p><p>Métodos: caixinha, toalha, manual com luva, bolsas,</p><p>procedimento invasivo.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Considerações</p><p>● Essa apostila foi feita baseada em aulas de graduação.</p><p>● A maioria das fotos inseridas na apostila são do Google imagens.</p><p>● A apostila pode conter erros de grafia, sendo assim, ao observá-los, entre em contato com</p><p>o instagram por favor.</p><p>● A apostila é para uso pessoal e é feita para auxiliar nos estudos e o valor da mesma é</p><p>apenas pelos conteúdos digitados.</p><p>● Nem todas as faculdades passam os mesmo conteúdos, podendo assim, faltar algo. Como</p><p>descrito anteriormente, a apostila é realizada para auxiliar nos estudos, sendo necessário</p><p>estudar o conteúdo dado em sua graduação também.</p><p>máscaras.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema linfático de pequenos animais</p><p>Conceito: o sistema linfático constitui uma via acessória pela qual os líquidos podem fluir dos</p><p>espaços intersticiais para o sangue ou vice-versa. Com exceção de pele, SNC, nervos periféricos e</p><p>ossos, quase todos os tecidos corporais possuem canais linfáticos que tem como função realizar</p><p>a drenagem de líquido dos espaços intersticiais e funcionar como uma espécie de filtro para o</p><p>organismo do animal, retendo concentrados inflamatórios e agentes tóxicos.</p><p>Além disso, o sistema linfático é responsável por realizar o transporte de grandes materiais</p><p>particulados que não podem ser removidos diretamente do capilar sanguíneo (evitando a</p><p>hipoproteinemia sistêmica circulante que atrai líquido e gerando ascite…).</p><p>A principal via de absorção de nutrientes é no TGI (inclusive gorduras) - placa de peyer.</p><p>Linfa: é o derivado do líquido intersticial que flui para os vasos linfáticos. A linfa antes de atingir o</p><p>sangue atravessa ao menos um linfonodo para realizar uma “filtração”, por assim dizer.</p><p>- Ducto torácico é um grande desembargador de linfas.</p><p>Linfonodo: componente do sistema linfático que age como um filtro e remove partículas</p><p>estranhas e as destrói, filtrando linfa antes de chegar no sangue.</p><p>Os linfonodos possuem tamanhos pequenos e variados, apresentam um formato que se</p><p>assemelha ao de um feijão, além disso, possuem uma porção chamada hilo, que é o local por</p><p>onde entram as artérias e saem as veias e vasos linfáticos eferentes. Dentro do linfonodo há uma</p><p>rede de filtro para debelar infecções. (O aumento do linfonodo está relacionada com a área</p><p>afetada).</p><p>Timo: é a glândula linfóide primária responsável pelo desenvolvimento e seleção do linfócito T.</p><p>Mais observado em animais jovens, pois depois que crescem o papel de selecionar os linfócitos T</p><p>passa para a medula óssea.</p><p>O timo também produz tirosina, responsável pela maturação dos linfócitos e dos órgãos linfóides</p><p>(baço e linfonodo).</p><p>Tonsilas: localizam na entrada das vias respiratórios e digestivos como função de barrar entrada</p><p>de microrganismos invasores. Existem as tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas (amígdala) e</p><p>tonsilas linguais (amígdalas línguas).</p><p>Placas de Peyer: são grupos de folículos linfóides na mucosa do intestino delgado. Elas podem</p><p>induzir tolerância imunológica ou de defesa contra antígenos utilizando uma complexa interação</p><p>entre células do sistema imunológico.</p><p>Baço: órgão linfático rico em linfonodos que irá realizar a filtração do sangue, retirando</p><p>substâncias estranhas, promovendo reação contra agentes infecciosos, armazenando hemácias</p><p>e lançando-os na corrente sanguínea em momentos de emergência.</p><p>Leishmaniose e linfoma faz a ingurgitação de todos os linfonodos</p><p>Palpação</p><p>Na palpação iremos avaliar o tamanho, consistência, mobilidade, temperatura, sensibilidade</p><p>(dor) dos linfonodos. Deve-se examinar bilateralmente para que se possa determinar se o</p><p>processo é localizado ou generalizado. Os linfonodos que devem ser analisados a partir da</p><p>palpação são:</p><p>- Retrofaríngeos: não são palpáveis, apenas em infecções, onde ocorre o aumento de</p><p>volume.</p><p>- Pré-cruciais: não palpáveis em animais de companhia, somente grandes animais.</p><p>- Inguinais: palpáveis em cães</p><p>- Ilíacos: palpáveis em cães com distúrbios pontuais Ex: carcinoma prostático por palpação</p><p>digital.</p><p>- Poplíteos: palpáveis em cães, mesmo sadios.</p><p>- Mandibulares: palpáveis quando aumentados.</p><p>Características a serem avaliadas na palpação:</p><p>1. Tamanho: São maiores em cães jovens já que são expostos a uma grande variedade de</p><p>estímulos antigênicos (ex; vacinação).</p><p>- Dependendo da localização e estado nutricional do animal podem induzir uma falsa</p><p>sensação de alteração. Ex.: caquéticos podem induzir a uma falsa impressão de</p><p>adenopatia.</p><p>2. Sensibilidade: palpar para verificar se há resposta de dor. Nos processos inflamatórios</p><p>e/ou infecciosos agudos os linfonodos tornam-se mais sensíveis.</p><p>- Em animais com processo crônico diminui a percepção de dor.</p><p>3. Consistência: normalmente apresenta consistência firme. Nos processos inflamatórios/</p><p>infecciosos agudos a consistência não se altera, mas pode-se observar o aumento de</p><p>volume e sensibilidade. Já nos processos crônicos e neoplásicos os linfonodos ficam duros.</p><p>4. Mobilidade: normalmente são móveis e quando ocorre um processo infeccioso ficam mais</p><p>aderentes. A perda de mobilidade é um achado comum nos processos inflamatórios</p><p>bacterianos agudos devido ao desenvolvimento da celulite localizada.</p><p>5. Temperatura: próxima a temperatura da pele, quando há um processo inflamatório em</p><p>curso ocorre o aumento do linfonodo e de sua temperatura. A temperatura se eleva para</p><p>destruir os agentes infecciosos que estão nos linfonodos.</p><p>Exames complementares</p><p>● Biópsia por excisão (retirada de todo linfonodo), incisão (retirada de apenas uma parte do</p><p>linfonodo) ou aspiração (com agulha fina apropriada).</p><p>● USG abdominal ou local: iremos verificar o baço, linfonodos reativos, se há</p><p>extravasamento de líquido…</p><p>● Palpação externa: tanto dos linfonodos quanto do baço, se houver esplenomegalia</p><p>torna-se mais fácil a sua palpação. A esplenomegalia é causada pela torção do baço,</p><p>hematomas ou enfartamento.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Exame físico geral ou de rotina</p><p>O exame físico geral torna possível avaliar, rotineiramente, o estado atual de saúde do paciente</p><p>e se houve melhora, piora ou estagnação em relação a uma doença já tratada ou em tratamento.</p><p>Ele possibilita, também, a identificação do comprometimento de outros sistemas ou estruturas do</p><p>corpo do animal. O exame deve sempre seguir uma ordem, a qual o veterinário estabelece de</p><p>acordo com suas preferências, porém em casos de emergência e risco o clínico vai acabar</p><p>mudando o cronograma do exame físico para</p><p>melhor atender ao caso do paciente.</p><p>O exame físico geral deve observar:</p><p>Nível de consciência (inspeção): o animal pode estar com a consciência alerta, diminuída,</p><p>aumentada ou ausente.</p><p>Deve-se observar reações a estímulos, tais como: palmas, estalos de dedo e o chamar do dono.</p><p>Animais sadios respondem aos estímulos e apresentam um estado de consciência alerta no</p><p>consultório veterinário.</p><p>Postura e locomoção: observar o padrão de postura que o animal apresenta, podendo estar em</p><p>decúbito, repouso, em estação e em locomoção. Devemos reconhecer anormalidades na postura</p><p>para que possamos identificar possíveis problemas e patologias.</p><p>Posições do tipo esfinge são normais, pois os animais flexionam os membros anteriores e</p><p>posteriores apoiando o esterno sobre o piso para perder calor.</p><p>Condição corporal: deve considerar a espécie, raça e aptidão. Pode ser classificado de 1 até 5</p><p>(obeso, gordo, normal, magro, caquético) ou de 1 até 10.</p><p>- Além disso, devemos ficar atentos às causas que levaram o animal a emagrecer. Pode</p><p>estar magro por não receber alimentação adequada ou por doença. A perda de 30 a 50%</p><p>da massa corporal costuma ser fatal.</p><p>- A obesidade pode ser causada por fator exógeno (superalimentação) ou distúrbio</p><p>endócrino (ex. Hipotireoidismo).</p><p>Avaliação da pele: nos animais o estado do manto piloso é um bom indicador de saúde física,</p><p>uma vez que a pele acaba refletindo o estado de saúde geral do animal. É possível avaliar o</p><p>estado de hidratação do paciente através do turgor cutâneo, onde avaliamos a elasticidade da</p><p>pele e o tempo que ela demora para retornar à posição inicial, não podendo ser superior a 2</p><p>segundos. O primeiro e mais importante sinal de desidratação é o ressecamento e o enrugamento</p><p>da pele.</p><p>Principais causas da desidratação: perda excessiva de líquido promovida pela ocorrência de</p><p>diarreia e/ou vômito, ingestão inadequada de água e demais patologias.</p><p>Avaliação dos parâmetros vitais: é um importante exame que antecede o exame físico específico.</p><p>É avaliado a frequência cardíaca, frequência respiratória, coloração de mucosas e temperatura</p><p>corporal do animal.</p><p>Avaliação da mucosa: a coloração das mucosas pode revelar a existência de enfermidades</p><p>próprias (inflamação, tumores, edema), auxiliar a inferir conclusões a respeito da possibilidade de</p><p>alterações no sistema respiratório e existência de doenças em outras partes do corpo.</p><p>É necessária especial atenção às alterações de coloração, como também à ocorrência de</p><p>ulcerações, hemorragias e secreções durante o exame visual.</p><p>Congestão: ocorre devido ao ingurgitamento dos vasos sanguíneos, por processo inflamatório ou</p><p>infeccioso, congestão pulmonar, endocardite, pericardite, septicemia... Podendo ser local ou</p><p>sistêmico.</p><p>Cianose: coloração azulada da pele e das mucosas causada pela redução de hemoglobina</p><p>oxigenada no sangue. Pode ser causada por anafilaxia, obstrução das vias respiratórias, edema</p><p>pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, pneumopatias.</p><p>Icterícia: retenção de bilirrubina nos tecidos, ocorre devido ao aumento da bilirrubina sérica, que</p><p>ficará acima dos níveis de referência. Pode aparecer em doenças hepáticas e do sistema biliar e</p><p>em afecções hemolíticas.</p><p>Pálida: coloração esbranquiçada podendo ser causada por anemia, por parasitoses, hemorragias,</p><p>choque hipovolêmico, aplasia medular, insuficiência renal e outros…</p><p>TPC é o teste realizado para promover a avaliação do tempo de preenchimento capilar, utilizado</p><p>para avaliar a volemia geral do animal. Em animais sadios demora de 1 a 2s e acima disso o</p><p>animal está desidratado.</p><p>Avaliação da temperatura : a termometria (estudo da variação térmica) é importante para</p><p>avaliar o estado geral do paciente. A principal fonte de calor é derivada de processos</p><p>metabólicos oxidativos. A temperatura dos animais domésticos pode ser obtida tanto por</p><p>palpação externa, quanto pela utilização dos chamados termômetros clínicos, que serão inseridos</p><p>via retal para uma boa aferição. Deve-se introduzir 1/3 do termômetro, de preferência por meio</p><p>de movimentos giratórios no esfíncter anal, deslocando-o depois, lateralmente, para que o</p><p>mesmo se mantenha em contato com a mucosa retal. Caso contrário, o termômetro ficará</p><p>contido dentro da massa fecal, o que elevará a temperatura, devido à intensa atividade</p><p>bacteriana.</p><p>Fatores fisiológicos x temperatura corporal</p><p>Fatores que podem promover alterações na temperatura normal do animal são:</p><p>● Variação nictemeral (circadiano): a variação entre as temperadas matinais e vespertinas</p><p>podem variar entre 0.5° e. 1.5°. Durante o dia os cães apresentam temperaturas mais altas,</p><p>enquanto que a noite mais baixas. Em gatos o ciclo ocorre de maneira inversa, onde as</p><p>temperaturas mais baixas são durante o dia e as mais altas durante a noite.</p><p>● Ingestão de alimento: o aumento do metabolismo basal depois de se alimentar aumenta a</p><p>temperatura corporal.</p><p>● Ingestão de água: se ingerida em grandes quantidades causa a redução de temperatura.</p><p>● Idade: Quanto mais jovem maior a temperatura interna, isso porque os animais jovens</p><p>possuem um metabolismo mais acelerado.</p><p>● Sexo: fêmeas em gestação e no cio apresentam temperatura mais elevada</p><p>● Gestação: No terço final da gestação a temperatura diminui até 0,5 nas 24 a 48hrs.</p><p>● Estado nutricional: Os desnutridos tendem a apresentar menor temperatura, uma vez que</p><p>o metabolismo é reduzido.</p><p>● Temperatura ambiental: mudanças de temperatura externas são acompanhadas por</p><p>alterações na temperatura interna dos animais.</p><p>● Esforços físicos: elevam a temperatura do animal por aumento do metabolismo.</p><p>Glossário termômetro</p><p>Normotermia: Ocorre quando os valores da temperatura corporal do animal encontram-se</p><p>dentro dos limites estabelecidos para a espécie.</p><p>Hipertermia: Consiste, basicamente, na elevação da temperatura corporal, sem que haja, no</p><p>entanto, alteração no termostato hipotalâmico.</p><p>Hipotermia: É o decréscimo da temperatura interna abaixo dos níveis de referência, que ocorre</p><p>por perda excessiva de calor ou por produção insuficiente, bem como pela introdução excessiva</p><p>de toxinas, as quais paralisam a regulação térmica central.</p><p>Febre: A febre corporal é a elevação da temperatura acima do normal, ela ocorre pelo</p><p>aparecimento de doenças e a resposta do corpo ao combatê-la. Ela pode ser causada por</p><p>diversos motivos, podendo ser: febre de origem séptica (processos infecciosos), febre asséptica</p><p>(processos físicos e químicos) e febre neurogênica (convulsões). Além disso, o animal pode</p><p>apresentar temperatura acima do normal em dias muito quentes ou após exercícios, e isso é</p><p>facilmente confundido e tratado como febre, porém os medicamentos não surtirão efeito uma vez</p><p>que não se trata de febre!</p><p>Durante quadros de febre as mucosas estão congestas, devido a vasodilatação, e estarão secas e</p><p>sem brilho, pela tentativa do organismo de reter o máximo de água possível. A pele e o focinho</p><p>estão ressecados e sem brilho para tentar ao máximo reter água.</p><p>O sistema circulatório irá apresentar taquicardia, um aumento de 10 a 15 batimentos</p><p>cardíacos/min, para cada grau de temperatura elevado.</p><p>● É possível ouvir sopros cardíacos funcionais em virtude da rápida passagem do sangue</p><p>pelas válvulas.</p><p>O sistema respiratório irá apresentar taquipneia, sendo a resposta do organismo com objetivo</p><p>de perda de calor e aumento do processo de hematose.</p><p>Tipos de febre: existem diferentes tipos de febre de acordo com a temperatura que o animal</p><p>atinge e com a frequência com que ele se mantém nessa zona de temperatura. As classificações</p><p>são:</p><p>● Simples ou típica: A temperatura permanece elevada, mas flutuando dentro de pequenos</p><p>limites (até 1°C).</p><p>● Remitente: A temperatura permanece elevada durante grande parte do dia (geralmente</p><p>maior que 1°C), caindo em intervalos de tempo curtos e irregulares, sem voltar aos valores</p><p>normais.</p><p>● Intermitente: Períodos que perduram por um ou vários dias, sendo intercalados por</p><p>períodos normotérmicos ou mesmo hipotérmicos.</p><p>● Atípica: Apresenta curso irregular, às vezes com grandes oscilações de temperatura em um</p><p>mesmo dia.</p><p>Sistema digestório</p><p>Alterações no sistema digestório dos pequenos animais são comuns e ocorrem em decorrência de</p><p>uma série de fatores. O mais comum é identificarmos que o animal está com dores, e os indícios</p><p>de dor abdominal em cães analisados são: recusa se mover, postura de cavalete ou de prece e</p><p>inquietação.</p><p>Termos Importantes</p><p>Disfagia: representa a dificuldade ou impossibilidade de deglutir o alimento ou água.</p><p>Regurgitação: é a eliminação retrógrada e passiva, ou seja sem forças abdominais, do conteúdo</p><p>esofágico. Ocorre antes que o alimento adentre no estômago e não está associada aos sinais de</p><p>vômito.</p><p>Vômitos: é a ejeção forçada do conteúdo gástrico e ocasionalmente, duodenal, pela boca. É um</p><p>reflexo complexo controlado pelo centro emético e requer atividade gastrointestinal, muscular,</p><p>respiratória e neurológica.</p><p>Anamnese</p><p>É a parte mais importante de todo exame, e na anamnese do sistema digestório podemos</p><p>identificar diversas doenças e distúrbios, tais quais:</p><p>Doença oral: são diversas as doenças que acometem a cavidade oral, porém elas possuem uma</p><p>sintomatologia muito semelhante. Para avaliarmos a cavidade oral devemos ver se o animal tem</p><p>halitose, sialorréia, dificuldade de apreensão, mastigação e deglutição;</p><p>Distúrbios esofágicos: são distúrbios que acometem apenas o esôfago, um exemplo é o</p><p>MegaEsôfago. Para verificarmos possíveis distúrbios devemos analisar se o animal tem</p><p>regurgitação, disfagia e ptialismo;</p><p>Distúrbios do estômago e ID: devemos avaliar se há vômito, melena (fezes com sangue digerido),</p><p>anorexia e dor abdominal. Todos esses são sinais de possíveis patologias de estômago e intestino</p><p>delgado;</p><p>Icterícia é o principal sintoma de doenças de causa hepática;</p><p>Em animais jovens é mais comum associarmos problemas no sistema digestivo a endoparasitas,</p><p>ingestão de corpos estranhos ou produtos tóxicos. Já, em animais idosos é mais comum</p><p>acharmos tumores de TG, que podem obstruir e realizar constipação. Ou insuficiência renal,</p><p>gerando hálito urêmico, aftas, corrosão de mucosa.</p><p>Cavidade oral</p><p>Para avaliar a cavidade oral deve-se usar equipamentos de proteção individual e realizar a</p><p>inspeção, palpação e olfação da cavidade oral. Em caso de animais agitados ou agressivos usar</p><p>sedativos para auxiliar, uma vez que a focinheira impediria a examinação adequada. .</p><p>Analisar as mucosas, verificando cor, tpc e a umidade. Além disso, devemos verificar se existe</p><p>oclusão mandibular, braquignatismo (mandíbula retraída) ou prognatismo (mandibular mais a</p><p>frente).</p><p>Alterações possíveis: alterações no palato, na língua, dentes e gengivas e glândulas salivares</p><p>(zigomática, parótida, mandibular e sublingual) que podem inflamar e evoluir para mucocele.</p><p>Região abdominal</p><p>A inspeção deve ser realizada ao redor do contorno do abdômen, que pode estar aumentado ou</p><p>reduzido. As principais causas são:</p><p>● Prenhez (causa fisiológica)</p><p>● Hepatomegalia</p><p>● Esplenomegalia</p><p>● Dilatação gástrica por gás</p><p>● Obstrução intestinal</p><p>● Peritonite</p><p>● Obesidade</p><p>● Retenção de fezes.</p><p>Visão lateral do abdome dividido em campos:</p><p>D = dorsal; M = medial; V = ventral;</p><p>1 = diafragma; 2 = estômago; 3 = fígado; 4 = baço; 5 = intestino delgado; 6 = intestino grosso; 7 = cólon descendente.</p><p>Palpação de região abdominal</p><p>Epigástrio: região que encontraremos o intestino delgado, fígado (quando aumentado),</p><p>estômago (quando distendido).</p><p>Mesogástrio: região que encontraremos o intestino delgado, intestino grosso, linfonodos</p><p>mesentéricos (quando aumentados), rins (especialmente em felinos), baço, estômago (quando</p><p>distendido).</p><p>A palpação de mesogástrio pode ser realizada para identificar aumento de fígado, intestino</p><p>grosso e delgado, distensão de estômago, rins e baço. Tais aumentos podem indicar desde</p><p>inflamações até severas obstruções ao longo do trato gastrointestinal.</p><p>Hipogástrio: região que compreende o intestino delgado, cólon descendente ou reto, útero</p><p>(quando distendido), bexiga (quando moderadamente distendida), próstata (quando muito</p><p>aumentada).</p><p>A palpação de hipogástrico pode ser realizada para identificar anormalidades no colo</p><p>descendente ou reto, útero, bexiga e próstata.</p><p>Avaliação de fígado: Fazer a palpação com o animal em estação ou decúbito para analisar o</p><p>fígado. Deve ser realizada com calma e delicadeza, pois o animal pode estar com dor e</p><p>assustado.</p><p>Devem ser analisados os sinais de dor, a consistência do órgão, o tamanho e estado da</p><p>superfície.</p><p>Feita a avaliação podemos realizar exames complementares como hemogramas, para verificar</p><p>enzimas, proteínas e possível grau de comprometimento do fígado. Em filhotes é esperado um</p><p>aumento de fosfatase alcalina sem ser sinal de patogenia. Isso ocorre pelo fato de o animal</p><p>estar em crescimento, então ele dissemina fosfatase alcalina na circulação.</p><p>Avaliação do pâncreas: Feita para avaliar alterações endócrinas e exócrinas, sendo as exócrinas</p><p>relacionadas ao trato gastrointestinal. Os principais sintomas de alterações do pâncreas são</p><p>diarreias, vômitos, má nutrição e deficiências metabólicas que levam ao desenvolvimento da</p><p>diabetes mellitus.</p><p>A palpação do pâncreas é mesogástrica e de difícil palpação e localização. Pode-se utilizar</p><p>ultrassonografia, hemogramas e análises bioquímicas para auxílio.</p><p>Avaliação de fluido peritoneal: é feita através da abdominocentese, onde retira-se um pouco de</p><p>líquido, pode ser feita uma anestesia local para amenizar a dor ou não, fica a critério do</p><p>veterinário analisar a situação. A abdominocentese é a inserção de uma agulha, sendo feita a</p><p>punção logo abaixo da cicatriz umbilical.</p><p>O líquido cavitário é analisada no laboratório. As características do líquido esperado em caso de</p><p>animais jovens é hipoproteinemia, isso devido a endoparasitas, ingestão de corpos estranhos ou</p><p>produtos tóxicos, ocorrendo devido a uma quebra na pressão oncótica, por isso o líquido sai dos</p><p>vasos e vem a causar ascite no animal. Quando se faz uma punção desse líquido, ele sai</p><p>branco/translúcido, pelo animal ter pouca proteína e a albumina está presente ali.</p><p>Já em animais idosos é esperado alterações relacionadas ao sistema renal, isso porque é mais</p><p>comumente encontrado tumores no TGI ou insuficiência renal. A insuficiência renal faz a ureia e a</p><p>creatinina estarem aumentadas, logo faz com que o animal tenha hálito urêmico, aftas e úlceras</p><p>gástricas, pois a ureia leva a corrosão. Além disso, aumenta a pressão intravascular, e por</p><p>diferença de pressão, o sangue extravasa do vaso e causa uma ascite. Quando se faz uma</p><p>punção desse líquido, ele terá um aspecto serosanguinolento, pois quando a pressão está muito</p><p>alta o sangue extravasa, rompendo hemácias e levando consigo a hemoglobina para o meio</p><p>extravascular. Contudo, isso não é sangue uma vez que não coagula – tem apenas hemoglobina.</p><p>A drenagem deve ser feita por completo devagar, para que não haja descompensação do animal.</p><p>Glossário</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Glândula mamária</p><p>O sistema mamário tem como objetivo a produção do leite para alimentação das crias. A</p><p>estimulação da liberação do leite se dá a partir do estímulo tátil/ amamentação /ordenha, que</p><p>levará a transmissão do impulso nervoso até o hipotálamo, onde será liberado a prolactina e</p><p>ocitocina que seguirão pelas veias e artérias para todo o corpo. Chegando nas glândulas</p><p>mamárias os alvéolos farão a produção e secreção do leite, respectivamente.</p><p>Agalaxia: é a ausência de secreção láctea;</p><p>Galactostasia: acúmulo e estase de leite nas glândulas;</p><p>Galactorreia: é a produção de leite sem estar no ciclo de amamentação. Bastante comum em</p><p>gravidez psicológica.</p><p>Polimático: animais que possuem mais de duas glândulas mamárias. As glândulas estão</p><p>presentes sempre em pares, o número de glândulas é proporcional ao número de filhotes.</p><p>● Cadelas e gatas = 6 a 10 glândulas mamárias</p><p>Embora seja basicamente similar em todos os mamíferos, há amplas variações entre as espécies</p><p>quanto a sua aparência e à quantidade relativa dos componentes secretados.</p><p>A cadela tem de quatro a cinco glândulas mamárias em cada lado da linha média, que se</p><p>estendem desde a região ventral do tórax até a região inguinal.</p><p>Cada teta pode conter até 20 aberturas distintas, cada uma correspondendo a um sistema</p><p>específico de glândulas.</p><p>Cadeias mamárias</p><p>É normal que cadelas tenham apenas 4 pares de glândulas mamárias. Cerca da metade das</p><p>cadelas não apresenta um dos pares da glândula abdominal.</p><p>Histórico e anamnese</p><p>Antes de realizar o exame de cadeia mamária devemos conhecer o histórico do paciente e</p><p>informações importantes, tais como:</p><p>- Espécie;</p><p>- Raça;</p><p>- Nome;</p><p>- Número chip;</p><p>- Idade;</p><p>- Peso;</p><p>- Eventuais particularidades</p><p>- Quantos partos o animal já teve e se houve</p><p>dificuldades no parto;</p><p>- Se já realizou cirurgia;</p><p>- Se faz uso de injeções anticoncepcionais;</p><p>Alguns conceitos importantes relacionados ao parto em animais e que devem ser adicionados</p><p>a anamnese são:</p><p>Nulípara é a fêmea que nunca pariu;</p><p>Primípara é a fêmea que teve apenas um trabalho de parto;</p><p>Plurípara é a fêmea que teve dois ou mais trabalhos de parto;</p><p>Exame físico</p><p>Inicia-se com a inspeção de coloração de pele, existência de lesões e secreções e quantidade de</p><p>glândulas mamárias. A cor da glândula pode variar bastante de acordo com a raça da cadela ou</p><p>gata.</p><p>Em geral o aumento das mamas ocorre apenas em casos de gestação avançada, por acúmulo de</p><p>colostro, e é mantido durante a lactação, fora isso alterações no volume das mamas podem ser</p><p>indícios de gestação, neoplasias, abscessos, infecções ou pseudociese.</p><p>Para realizar a palpação das mamas, devemos colocar o animal em decúbito lateral e iniciar a</p><p>palpação pelas glândulas aparentemente normais e partir para as anormais. A palpação pode</p><p>ser digital ou espalmada.</p><p>Logo após o parto, na gestação, pseudociese ou falsa gestação, é normal que as glândulas</p><p>fiquem mais sensíveis e quentes em decorrência de alterações hormonais.Com isso, devemos ter</p><p>mais cautela para não gerar dor no animal.</p><p>Em felinos existe a hiperplasia mamária, um crescimento anormal de tecido. É mais comum em</p><p>gatas jovens, o seu aspecto lembra uma neoplasia mamária, sendo necessária uma avaliação</p><p>histológica para que seja realizado o diagnóstico diferencial entre ambas e seja possível</p><p>diagnosticar como hiperplasia.</p><p>A mamite/mastite é um processo inflamatório extremamente doloroso que irá causar rubor e</p><p>vermelhidão. É de origem infecciosa e causa um aumento de volume, isso porque o tecido cutâneo</p><p>fica mais exposto a entrada de bactérias e o leite é um ótimo meio de cultura bacteriano. O</p><p>quadro está associado ao histórico de parto recente (entre 1 e 3 semanas) e abandono dos</p><p>filhotes pela mãe. Além disso, o leite contará com altas concentrações leucocitárias e de aspecto</p><p>purulento e hemorrágico.</p><p>Os microrganismos mais frequentemente isolados são estreptococos e estafilococos.</p><p>As neoplasias de mama irão alterar a estrutura das glândulas mamárias. Sendo mais comum em</p><p>cadelas com mais de 5 anos de idade.</p><p>O tamanho das neoplasias é variável e tem estímulo causado pelo estro/cio. Pode ocorrer a</p><p>metástase da neoplasia para demais órgãos, podendo se espalhar por via linfática, aos nódulos</p><p>linfáticos locais ou pelo sistema cardiovascular para fígado e pulmões, por exemplo.</p><p>A incidência de tumores mamários em cadelas castradas ou de primeiro cio é baixa, o que</p><p>afirma a hipótese de que a castração é um método de se evitar possíveis neoplasias mamárias. É</p><p>mais comum ver cadelas mais velhas e não castradas com neoplasias mamárias.</p><p>O tamanho dos linfonodos inguinais e axilares devem ser considerados para que seja possível</p><p>detectar eventuais metástases.</p><p>O plano diagnóstico deve incluir exames radiográficos da região torácica, para verificar se há</p><p>metástase pulmonar. Bem como a varredura abdominal por meio de ultrassonografia para</p><p>verificar possíveis novos nódulos e metástases.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema Reprodutor feminino</p><p>Estruturas;</p><p>● Ovários;</p><p>● Ovidutos ou Tubas Uterinas;</p><p>● Cornos uterinos;</p><p>● Corpo uterino;</p><p>● Cérvix;</p><p>● Vagina;</p><p>● Vestíbulo;</p><p>● Vulva;</p><p>Sinais clínicos observados</p><p>Os principais sinais clínicos observados nas fêmeas que possuem alguma disfunção ou patologia</p><p>no sistema reprodutor são o anestro prolongado, ciclos irregulares, ninfomania e</p><p>comportamento masculinizados. Tais sinais podem ser causados devido a defeitos anatômicos</p><p>internos ou externos, bem como neoplasias e alterações hormonais.</p><p>Demais sinais como aumento de volume no períneo ou projeções anormais exteriorizadas pela</p><p>vulva, distensão abdominal, dor, contrações e esforços expulsivos e corrimentos vaginais</p><p>sanguinolentos também são comuns em patologias do sistema reprodutor feminino. Em caso de</p><p>corrimentos é necessário fazer o diagnóstico diferencial com proestro e estro em cães.</p><p>O tumor venéreo transmissível também está presente, porém em maior grau e quantidade nos</p><p>machos.</p><p>Em fêmeas, o mais comum são as cistites recorrentes, e isso ocorre devido ao hábito de</p><p>se abaixarem para urinar e acabar encostando a vulva no chão e contaminando com bactérias.</p><p>Formato dos ovários</p><p>Gata: tem tamanho e forma semelhantes a um grão de arroz, tendo aproximadamente 1 cm de</p><p>comprimento. Eles são parcialmente ocultos na bolsa ovariana.</p><p>É muito comum ocorrer o ovário remanescente/ alteração policio, ou seja, o animal apresenta cio</p><p>depois da castração Isso ocorre devido a não retirada completa do tecido ovariano, é comum de</p><p>ocorrer devido ao tamanho extremamente pequeno dos ovários das gatas.</p><p>Cadela: tem um tamanho e forma semelhantes a um grão de feijão e com formato elipsóide,</p><p>tendo aproximadamente 2 cm de comprimento. Eles são ocultos nas bolsas ovarianas.</p><p>Mais difícil de apresentar ovário remanescente, isso porque os ovários são maiores e mais</p><p>facilmente visualizados.</p><p>Secreções vaginais:</p><p>As secreções vaginais são comuns em algumas patologias e se apresentam com diversos</p><p>aspectos e características, sendo eles:</p><p>● Corrimento verde escuro, indicando puerpério inicial em cadelas;</p><p>● Secreção marrom fétida, indica morte com decomposição fetal;</p><p>● Secreção sero-sanguinolenta indicando possíveis infecções e hemorragias;</p><p>● Secreção purulenta, indício de infecções;</p><p>● Secreção marrom ou enegrecida, indica mumificação fetal;</p><p>Polidipsia e poliúria são os sinais mais relatados nos casos de piometra em pequenos animais,</p><p>isso porque a inflamação comprime a bexiga e não permite o armazenamento de um grande</p><p>volume de urina, fazendo com que o animal urine a toda hora.</p><p>A piometra pode ocorrer até depois da castração, sendo chamada de piometra do coto uterino.</p><p>Ela pode aparecer após o cio, devido a distensão do aparelho reprodutor, e em animais com mais</p><p>idade pode aparecer devido ao abaixar para urinar em ambiente contaminado, animais mais</p><p>idosos não tem mais tanta força na musculatura e ossos para se manterem longe do chão, com</p><p>isso acabam encostando a vulva no solo.</p><p>Exame específico Externo</p><p>No exame específico externo do sistema reprodutor feminino realiza-se os seguintes exames:</p><p>Inspeção e palpação externa: analisando a distensão e tensão abdominal, se há sinais de</p><p>movimentos fetais ou contrações musculares;</p><p>Na região perineal verifica-se a vulva, cauda e glândulas mamárias, procurando</p><p>por edemas, odor e cor da secreção vaginal, cheiros anormais e possíveis</p><p>alterações anatômicas. Deve-se, também, analisar a posição, forma, grau de</p><p>dilatação e relaxamento da vulva.</p><p>Avaliar aumentos de volume, prolapsos e lesões, além de inspecionar o</p><p>recobrimento muscular da região pélvica.</p><p>Em cadelas de pequeno porte: pode-se realizar palpação abdominal e a vaginoscopia, uma vez</p><p>que a inspeção e palpação interna e direta seria muito invasiva para o tamanho dos animais.</p><p>Solicita-se a USG como primeiro exame complementar e de eleição.</p><p>Em cadelas de grande porte, quando a manipulação do abdome for difícil, se solicita diretamente</p><p>exames complementares de USG, em primeira escolha e depois o raio x, endoscopia, dosagem</p><p>hormonal, exames hematológicos e bioquímicos, dependendo da suspeita clínica. Em cadelas de</p><p>grande porte a palpação e inspeção se torna mais fácil, uma vez que a área a ser analisada é</p><p>maior.</p><p>No exame vaginal nas cadelas pode realizar toque digital munido de luva ou espéculos tubulares</p><p>metálicos, plásticos, de acrílico ou do tipo bico de pato. Já as gatas, de forma geral, não aceitam</p><p>os exames vaginais.</p><p>Animais em Trabalho de Parto</p><p>Devemos realizar a palpação pelo toque digital e observar as vias fetais ( se há abertura e grau</p><p>de lubrificação da via), Bolsas fetais (se houve ruptura, cor, odor e quantidade de líquido) e Feto</p><p>(se estão vivos, tamanho e apresentação, posição e atitude). Desse modo conseguiremos analisar</p><p>a situação e saber se devemos ou não intervir e se há risco para a mãe.</p><p>Duração da Gestação</p><p>Em cadelas a duração é de 60 a 63 dias. Já nas gatas a duração é de 56 a 65 dias.</p><p>O tutor deve receber o mais precoce possível informações e orientações de manejo, para saber</p><p>como lidar com a cadela e identificar intercorrências. Devendo receber também, orientações com</p><p>o puerpério, para que o tutor saiba se está perto do parto e próximo do cio seguinte.</p><p>Exames pré-natais, como hematológicos, bioquímicos e de Imagem devem ser realizados para</p><p>assegurar a saúde da mãe e dos filhotes. Dessa maneira é possível a visualização de possíveis</p><p>intercorrências. O tutor pode optar pela cesariana e/ou pela castração após parto.</p><p>Exames que possibilitam a identificação dos fetos:</p><p>Ultrassonografia Abdominal: Tem baixo custo, é menos invasiva e indolor. Permite a visualização</p><p>dos filhotes a partir de 18 a 20 dias de gestação.</p><p>Palpação abdominal: permite a identificação da gravidez entre 25 a 30 dias de gestação.</p><p>Radiografia abdominal: é muito utilizada para identificar a quantidade de filhotes, podendo ser</p><p>realizada entre 40 e 45 dias de gravidez.</p><p>Exames complementares</p><p>Dosagem hormonal: é feita a análise de soro, plasma, leite, fezes e urina (situações especiais). É</p><p>um método complementar de diagnóstico de um estado fisiológico ou distúrbios endócrinos.</p><p>Microbiologia e sorologia: realizada em casos de infecções graves, não responsivas ao</p><p>tratamento, em episódios de abortamento e partos prematuros. É feita visando a saúde animal e</p><p>a saúde pública, uma vez que diversas zoonoses causam abortos espontâneos nos animais.</p><p>Esfregaço Vaginal: é um excelente complemento diagnóstico, utilizado para identificar a</p><p>descamação do epitélio vaginal, além de acompanhar as mudanças hormonais do ciclo estral. A</p><p>análise da morfologia celular, muco, leucócitos e bactérias, auxiliam no diagnóstico da fase do</p><p>ciclo reprodutivo e fornecem fortes indícios dos processos inflamatórios e tumorais.</p><p>Biópsia: Normalmente guiada por ultrassom, com auxílio de pinças e agulhas específicas. É um</p><p>exame complementar mais demorado, porém indispensável em determinadas patologias.</p><p>Citologia aspirativa: exame simples e seguro, realizado em lesões sólidas ou líquidas. Pode ser</p><p>direto ou guiado por USG.</p><p>Sistema reprodutor masculino</p><p>Estruturas:</p><p>● Bolsa testicular</p><p>● Testículos</p><p>● Epidídimos</p><p>● Ductos deferentes</p><p>● Cordões espermáticos</p><p>● Glândulas prostática, vesiculares e bulbouretrais</p><p>● Prepúcio</p><p>● Pênis</p><p>Pênis com presença de espículas Apresenta osso peniano e próstata como uma única</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………glândula acessória</p><p>Descenso testicular</p><p>O descenso testicular nada mais é do que a descida dos testículos da cavidade abdominal para a</p><p>bolsa testicular. O descenso depende da ação hormonal, pressão intra-abdominal, temperatura e</p><p>tração do Gubernáculo Testicular.</p><p>● Cão: ocorre a partir de 5 dias após o nascimento. Quando não há descida após 6 meses de</p><p>idade, o cão pode ser criptorquida (ambos testículos não descem) ou monorquida (um dos</p><p>testículos ficam na cavidade abdominal).</p><p>● Gato: ocorre de 2 a 5 dias após o nascimento.</p><p>Puberdade</p><p>É o momento em que o macho é capaz de produzir espermatozóides pela primeira vez, em</p><p>número e quantidade suficientes para emprenhar a fêmea. Em cães ocorre entre 7 a 11 meses, já</p><p>em felinos entre 9 a 10 meses.</p><p>Fatores que alteram a reprodução</p><p>Os principais fatores que irão alterar a capacidade de reprodução dos machos são as afecções</p><p>inerentes ou não ao sistema reprodutor, comportamento sexual, o estado sanitário do animal e</p><p>seu estado nutricional.</p><p>A idade também altera a capacidade reprodutiva, isso porque jovens podem ter anomalias</p><p>congênitas/hereditárias, como o criptorquidismo e frênulo persistente. Já idosos possuem</p><p>tumores testiculares e baixa capacidade reprodutiva.</p><p>A Raça Scottish terrier tem a próstata 4 vezes maior do que cães de outras raças. Relatos em</p><p>Schnauzers.</p><p>Anamnese</p><p>Avalia a cronologia da vida reprodutiva como falhas de manejo, traumas, vacinações,</p><p>tratamentos e outros.</p><p>A anamnese deve conter informações como Idade, Certificado andrológico, antecedentes, filhos,</p><p>anormalidades, desejo sexual, índice de prenhez, comportamento anormal (se</p><p>é agressivo ou</p><p>afeminado), mudança no manejo (alimentação, mudança tratador), Medicamentos e Infertilidade</p><p>É a redução temporária ou permanente da capacidade de conceber e produzir descendentes</p><p>viáveis. A manifestação pode ser na cópula ou na ausência de fertilização.</p><p>O manejo inadequado pode levar a um baixo desempenho reprodutivo: Em cães, principalmente</p><p>consanguinidade</p><p>O diagnóstico de fertilidade pode ser dado através de palpação, exame andrológico e US.</p><p>Indiferença sexual x ausência de libido</p><p>A Indiferença sexual é a rejeição à fêmea, podendo ocorrer devido a um trauma psíquico como</p><p>coices, mordidas e outros. Já, a ausência de libido é a falta de interesse ou estímulo sexual,</p><p>causado por fatores hereditários, ambientais e/ou patológicos.</p><p>Aumento do instinto sexual = satiríase</p><p>Pode ser por alta produção de esteróides, desencadeada por superalimentação ou</p><p>criptorquidismo. Indícios de aumento do instinto sexual são ereções frequentes, hábito de montar</p><p>sobre outros animais e masturbação, que costuma estar associado a animais jovens.</p><p>Exame físico geral</p><p>Observar condições corporal e muscular</p><p>- Exemplos: Cães por vezes exteriorizam o pênis durante a micção. A protrusão intermitente</p><p>sem micção pode ser indício de cálculo urinário e dificuldade de monta pode ser por</p><p>subnutrição, parasitose, traumas, lesões locomotoras, obesidade.</p><p>Exame físico específico</p><p>Bolsa testicular: Inspeção e Palpação (animal em estação e por trás). Ela deve ser elástica, lisa,</p><p>fina com poucos pêlos e quase sempre pendulosa (exceto em gatos e em menores temperaturas).</p><p>● Observar: Cor, parasitas, micoses Livres de escaras, cicatrizes, granulomas, edemas,</p><p>fístulas, dermatites e assimetrias graves (aumento: hipertrofia, líquido, tumores)</p><p>A circunferência Escrotal está relacionada à produção espermática e é utilizada para seleção de</p><p>animais reprodutores, muito realizado em canis de reprodução.</p><p>Testículos e Epidídimos: Avaliar a simetria, se existe atrofia ou hipoplasia ou hiperplasia em algum</p><p>dos testículos. Avaliar o tamanho, verificando se há hipo ou hiperplasia testicular, sinais de</p><p>inflamação como dor, rubor, calor. Procurar por endurecimento, que pode ser um indício de</p><p>neoplasia ou orquite crônica. Flacidez, indicando processos degenerativos, disgenesia,</p><p>endocrinopatias. O deslocamento excessivo para o canal inguinal indica anormalidade, Por fim</p><p>deve-se checar se há monorquidismo ou criptorquidismo.</p><p>Os cordões espermáticos compreendem as artérias e veias espermáticas, que devem estar em</p><p>forma emaranhada (plexo pampiniforme), devem ter consistência firme e simétrica.</p><p>Varicocele é a dilatação local da veia espermática, em 50% dos casos a dilatação é bilateral.</p><p>Prepúcio e pênis: O exame deve ser realizado em local iluminado, com contenção física adequada</p><p>e realizado com o animal em decúbito lateral.</p><p>A pele deve ser fina, elástica e móvel, sem evidências de inflamação. Os principais achados</p><p>durante o exame de prepúcio e pênis são: Edemas, Hemorragias e abscessos.</p><p>Também é possível localizar inflamações, que podem estar em localização anterior: (próximo ao</p><p>orifício prepucial): abscesso. Ou posterior: hematoma no pênis (cópula violenta).</p><p>Principais anomalias do Pênis e Prepúcio:</p><p>● Hipospadia: abertura uretral ventral ao pênis e caudal ao orifício da uretra;</p><p>● Nódulos, pústulas, granulomas, papilomas, carcinomas, feridas;</p><p>● Balanite: inflamação da glande;</p><p>● Balanopostite: inflamação da glande e prepúcio;</p><p>● Parafimose: consegue expor a glande, mas não consegue recobri-la, isto é, trazê-la de</p><p>volta à posição original;</p><p>● Priapismo: ereção involuntária e persistente sem manifestação de desejo sexual;</p><p>● Fimose: incapacidade de expor o penis;</p><p>● Protrusão insuficiente do pênis;</p><p>● Fratura de osso peniano;</p><p>Hipospadia perineal canina Balanite</p><p>Exploração manual ou digital retal</p><p>Examinar estruturas internas quando houver presença de pus, sangue, células inflamatórias no</p><p>sêmen. As estruturas internas que podem ser inspecionadas de maneira manual e com palpação</p><p>são as Glândulas acessórias, 2 glândulas bulbouretrais nos gatos (ausente nos cães), 1 próstata e</p><p>1 par glândulas vesiculares (difícil palpação).</p><p>Próstata</p><p>Em cães a palpação é feita via retal e é rotina no exame clínico. Está localizada na entrada da</p><p>sínfise pélvica. A palpação é digital e associada a transabdominal externa.</p><p>O adenocarcinoma de próstata é o tumor mais frequentemente encontrado durante a palpação</p><p>de próstata.</p><p>Em felinos a palpação só é realizada com o paciente contido quimicamente, uma vez que são</p><p>animais mais ariscos e menos suscetíveis a contenção. A palpação é digital utilizando o dedo</p><p>mínimo, associada a transabdominal externa.</p><p>Exames Complementares</p><p>- Biópsia testicular;</p><p>- Biópsia por excisão;</p><p>- Biópsia por aspiração;</p><p>- USG testicular;</p><p>- Avaliação morfológica: visualização de cistos; estimativa da irrigação;</p><p>- Avaliação de parênquima;</p><p>- Colheita de Sêmen: por excitação mecânica do pênis (cães);</p><p>- Análise Espermática (Espermograma): avaliar volume, aspecto, odor, cor, motilidade,</p><p>concentração e morfologia do esperma e dos espermatozoides;</p><p>Volume de ejaculado:</p><p>Caninos: 2 – 35 mL;</p><p>Felinos: 0,1 – 7,4 mL;</p><p>Concentração Espermática:</p><p>Caninos: 60.000 – 300.000 mm³;</p><p>Felinos: – 12.000 – 61.000 mm³;</p><p>Cor:</p><p>Caninos e felinos: de límpido a esbranquiçada;</p><p>Odor:</p><p>Caninos e felinos: por conta da alcalinidade = característico;</p><p>Morfologia:</p><p>Caninos e felinos: > 70 % espermatozóides normais;</p><p>Motilidade:</p><p>Caninos e felinos: > 60 %;</p><p>Vigor: (de 0 a 5)</p><p>Caninos e felinos: acima de 3;</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Semiologia do Sistema Urinário</p><p>Superior/Anterior: Rins;</p><p>Inferior/Posterior: Ureteres, Bexiga e Uretra</p><p>Rins: produção de urina;</p><p>Ureteres: levam a urina até a bexiga;</p><p>Bexiga: armazenamento temporário de urina;</p><p>Uretra: conduz a urina da bexiga até o meio</p><p>externo;</p><p>Funções do sistema Urinário:</p><p>Os rins filtram o plasma, extraindo o ultrafiltrado, que é processado para reabsorção de</p><p>substâncias úteis e concentração dos dejetos a serem eliminados.</p><p>A maior parte da água do ultrafiltrado é reabsorvida para manutenção do volume plasmático.</p><p>Além disso, os rins terão como funções a regulação da composição iônica e pH do sangue, do</p><p>volume sanguíneo e da P.A, a manutenção da osmolaridade do sangue, a liberação dos</p><p>hormônios, a regulação do nível de glicose no sangue e a excreção de resíduos e substância</p><p>estranhas.</p><p>Manifestações Clínicas</p><p>O animal que apresenta alguma disfunção ou patologia renal terá como sinais clínicos:</p><p>- DIsúria: emissão de urina com diferentes graus de desconforto (geralmente de origem</p><p>uretral);</p><p>- Estrangúria: quando a dor acentua-se no final da micção (geralmente de origem vesical);</p><p>- Piúria: presença de leucócitos degenerados na urina;</p><p>- Azotemia: aumento da concentração sanguínea de substâncias nitrogenadas;</p><p>- Poliúria: aumento do volume urinário;</p><p>- Polaciúria: aumento da frequência de micções;</p><p>- Oligúria: diminuição da diurese, pela falta de ingestão de líquidos, formação de edemas</p><p>por processos inflamatórios ou hipovolemia;</p><p>- Anúria: ausência total de urina;</p><p>Localização</p><p>A localização dos rins nos cães é no lado</p><p>direito entre a 13ª vértebra torácica e a 1ª vértebra</p><p>lombar, enquanto o esquerdo entre a 2ª e a 4ª vértebra lombar.</p><p>Já em gatos os rins são mais frouxos e mais fáceis de palpar, estando localizados no lado direito</p><p>entre a 1ª e 4ª vértebra lombar, e o esquerdo da 2ª até a 5ª vértebra lombar.</p><p>Exame Clínico</p><p>Na realização do exame clínico de sistema renal deve-se construir uma boa resenha e anamnese,</p><p>uma vez que a maior parte dos casos tem curso crônico. Devemos realizar também um bom</p><p>exame Físico Geral, exames específicos do TU, Exames Complementares do TU, Exame dos Rins,</p><p>Exame da Bexiga e uretra, Avaliação da Micção e Avaliação da Urina.</p><p>Anamnese</p><p>Na anamnese devem ser anotados as seguintes informações:</p><p>● Sinais urinários e sistêmicos</p><p>● Doença urinária primária e secundária</p><p>● Tipo, frequência e duração do</p><p>problema;</p><p>● Apetite, vômito, alimentação;</p><p>● Comportamento;</p><p>● Funções e transtornos reprodutivos;</p><p>● Doenças e tratamentos anteriores;</p><p>● Vacinação e vermifugação;</p><p>● Tratamentos, cirurgias</p><p>Sinais Clínicos de Afecções Renais</p><p>Os principais sinais em pacientes com doenças renais são: Caquexia, Apatia e/ou Úlceras no trato</p><p>gastrointestinal.</p><p>Avaliação da Micção</p><p>Devemos avaliar a frequência (24h)</p><p>- Cães: Muito variável;</p><p>- Cadelas: 2 a 4 vezes;</p><p>- Gatos: 2 a 4 vezes;</p><p>É importante avaliar o volume (24 h)</p><p>- Cães Grandes: 0,5 a 2L;</p><p>- Cães pequenos e gatos: 40 a 200 mlv;</p><p>Exames dos Rins</p><p>Exame físico de ambos os órgãos e do seu produto mais acessível (urina). Os exames</p><p>complementares dos rins incluem tanto avaliações feitas por inspeção e palpação, como exames</p><p>laboratoriais e provas de função renal.</p><p>Azotemia: é o aumento das concentrações séricas de uréia e creatinina, indicando o</p><p>comprometimento da função de depuração (filtração glomerular).</p><p>Uremia: é o conjunto de sinais e sintomas que caracterizam as manifestações sistêmicas</p><p>resultantes de mau funcionamento dos rins. Há comprometimentos gastrointestinais,</p><p>neuromusculares, cardiopulmonares, endócrinos, hematológicos e oftálmicos.</p><p>Tipos de Azotemia</p><p>A azotemia pode ocorrer devido a três principais causas, que são:</p><p>Causas Pré-Renais:</p><p>● Desidratação severa;</p><p>● Insuficiência cardíaca;</p><p>Causas Renais</p><p>● Doença renal com comprometimento de função;</p><p>Causas Pós Renais</p><p>● Obstrução Uretral (Parcial ou Total);</p><p>● Ruptura de bexiga;</p><p>Técnicas para Exame dos Rins</p><p>Os exames físicos renais de rotina são simples, consistem em palpação externa (cães e gatos) e</p><p>exames laboratoriais como análise bioquímica.</p><p>Exames específicos e complementares:</p><p>● Inspeção direta ou diagnóstico por imagens: para animais de pequeno porte;</p><p>● Urinálise: para todos animais;</p><p>● Prova da função renal: sempre que houver suspeita de insuficiência renal em todos os</p><p>animais;</p><p>● Cultura de urina: suspeita de infecção do trato urinário;</p><p>● Biópsia renal: definição da doença renal;</p><p>● Perfil bioquímico sérico: Dosagens da concentração sérica de creatinina, uréia, proteína,</p><p>potássio, fósforo, dentre outros;</p><p>● Avaliação da função glomerular: Clearance de creatinina;</p><p>● Avaliação da função túbulo-intersticial: Excreção fracionada de sódio, densidade ou</p><p>osmolalidade urinária, teste de privação de água;</p><p>Exames de ureteres</p><p>É um exame restrito a inspeção indireta, devendo ser realizado o diagnóstico por imagem, através</p><p>da urografia contrastada.</p><p>Exames de Bexiga</p><p>São realizados exames específicos e complementares, tais quais:</p><p>Palpação interna digital combinada com palpação externa: em cães pequenos deve-se palpar</p><p>as paredes laterais da porção mais caudal do abdome, à frente do púbis, comumente entre as</p><p>virilhas, com o animal em estação ou em decúbito lateral.</p><p>Cateterismo vesical: consiste na inserção de sonda flexível através da uretra até atingir a bexiga,</p><p>realizado para coleta de urina.</p><p>Diagnóstico por imagem: pode ser através de raio-x, ultrassonografia contrastada, ressonância e</p><p>demais métodos.</p><p>Urinálise: é realizada a coleta de urina e enviada para análise laboratorial para visualizar os níveis</p><p>de creatinina, ureia e demais componentes da urina.</p><p>Citopatologia: feito na cateterização ou lavados. Tem como objetivo detectar células neoplásicas.</p><p>Inspeção indireta: utiliza-se ferramentas como o raio x contrastado e a US para alguns</p><p>segmentos. É feita para a visualização do meato urinário externo.</p><p>Inspeção direta por ureteroscopia: faz-se a avaliação interna da uretra e biópsia para procurar</p><p>por neoplasias e demais anormalidades que o tecido e estruturas possam apresentar.</p><p>Palpação indireta por meio de sonda uretral</p><p>Palpação retal: em machos é possível avaliar a uretra pélvica, porém em fêmeas e animais de</p><p>pequeno porte não é possível realizar a palpação retal.</p><p>Exame de Uretra</p><p>Realizado através de sonda para verificar o estado da estrutura e buscar por anormalidade e</p><p>sinais que sejam indícios de patologias.</p><p>Localização da Hematúria na urina</p><p>Hemoglobinúria X Mioglobinúria</p><p>● Hemoglobinúria: é a presença de hemoglobina na urina em decorrência de hemólise</p><p>intravascular (Babesiose, Leptospirose, anemia hemolítica, acidente ofídico,</p><p>envenenamento, etc. Urina avermelhada ou acastanhada.</p><p>● Mioglobinúria: é a presença de mioglobina na urina em decorrência da lesão muscular</p><p>extensa. Coloração avermelhada.</p><p>Urinálise</p><p>Deve ser realizada sempre que houverem sinais sugestivos de doença do trato urinário, sinais de</p><p>doenças sistêmicas, doença grave de causa desconhecida, paciente geriátrico e/ou avaliação</p><p>pré-operatória. Deve ser um exame incorporado ao protocolo de exame físico geral, uma vez que</p><p>fornece importantes informações a respeito da saúde do paciente.</p><p>Coleta de Urina</p><p>Pode ser realizada de três principais métodos, que são:</p><p>Micção espontânea: é coletado um jato médio e tem desvantagem, como a grande</p><p>contaminação da amostra;</p><p>Cateterismo vesical: é coletada uma amostra diretamente da bexiga, tem como vantagem a</p><p>amostra ser completa estéril. Porém é um método mais invasivo e que pode gerar desconforto no</p><p>animal, além de poder gerar lesões na uretra.</p><p>Cistocentese; feita na parede ventral ou ventrolateral da bexiga em um ângulo de 45º. Deve-se</p><p>coletar material estéril sempre que possível, pois é essencial para realização de cultura e</p><p>antibiograma; É um método invasivo e que deve ser realizado com o animal sob contenção</p><p>química para evitar grandes estresses para o paciente.</p><p>O acondicionamento deve ser refrigerado por no máximo 2 horas para manter a qualidade da</p><p>amostra.</p><p>Podem haver alterações macroscópicas, da urina tais quais a presença de sangue ou pus. Caso se</p><p>tenha a presença de sangue ou pus pode ser indício de cistite hemorrágica e pielonefrite,</p><p>respectivamente.</p><p>Exames Complementares</p><p>● Diagnóstico por Imagem</p><p>● Radiografias seriadas</p><p>● Radiografias contrastadas</p><p>● Ultrassonografia</p><p>Glossário</p><p>Disúria ou Micção dolorosa: durante os esforços de micção, o animal apresenta gemidos,</p><p>desassossego, movimentos de um lado para o outro, olhares dirigidos para o ventre, agitação da</p><p>cauda, "sapateado“. No início da micção.</p><p>Estrangúria: caracteriza-se por esforços prolongados, com intervenção enérgica da prensa</p><p>abdominal, sem ou com pouca eliminação de urina, acompanhados de manifestação de dor</p><p>(gemidos), geralmente no final da micção.</p><p>Tenesmo vesical: é um esforço constante, prolongado e doloroso para emissão de urina. Nesse</p><p>quadro, a vontade de urinar é constante, mesmo que a bexiga contenha volume de urina pequeno</p><p>ou esteja vazia.</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p>