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<p>Semiologia de</p><p>Grandes</p><p>larivet.resumos</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. Introdução a semiologia de Grandes animais.</p><p>2. Exame físico geral ou de rotina.</p><p>3. Semiologia do sistema linfático.</p><p>4. Semiologia do sistema digestório.</p><p>5. Semiologia do sistema respiratório.</p><p>6. Semiologia do sistema cardiovascular.</p><p>7. Semiologia do sistema reprodutor masculino.</p><p>8. Semiologia do sistema reprodutor feminio.</p><p>9. Glândula mamária.</p><p>10. Semiologia do sistema urinário.</p><p>11. Semiologia do sistema locomotor.</p><p>12. Semiologia do sistema nervoso.</p><p>13. Neonatologia.</p><p>Introdução a semiologia de Grandes Animais</p><p>Semiotécnica é quando o examinador utiliza os recursos disponíveis para examinar o cliente. A</p><p>clínica propedêutica reúne e interpreta o grupo de dados obtidos do exame do paciente para</p><p>estabelecer o diagnóstico. E a Semiogênese explica os mecanismos pelo qual os sintomas aparecem</p><p>e se desenvolvem.</p><p>Sinal X Sintoma</p><p>Sinal é o que você vê e consegue aferir (objetivo) e o sintoma é a sensação relatada pelo paciente</p><p>(subjetivo). Os sinais podem ser;</p><p>- Locais: quando as manifestações aparecem claramente circunscritas e tem estreita relação</p><p>com órgão envolvido. Ex: claudicação nas artrites.</p><p>- Principais: fornecem subsídios sobre o provável sistema orgânico envolvido. Ex: dispneia nas</p><p>afecções pulmonares.</p><p>- Gerais: são manifestações por um sistema orgânico ou por um órgão causando prejuízo em</p><p>outros organismos. Ex: neoplasia que faz metástase.</p><p>- Patognomônicos: só pertencem a uma determinada doença. Ex: profuso de terceira pálpebra</p><p>em casos de tétanos em equinos.</p><p>Quanto a evolução do sintoma, podem ser Inicias, que são os primeiros a serem observados, tardios,</p><p>quando aparecem no período de estabilização ou declínio da enfermidade e residuais, quando se</p><p>verifica uma aparente recuperação do animal.</p><p>Quanto ao Mecanismo de produção;</p><p>Anatômico: diz respeito a alteração da forma de um órgão ou tecido (Ex: hepatomegalia)</p><p>Funcionais: estão relacionados com alteração na função dos órgãos. (Ex: claudicação)</p><p>Reflexo: conhecidos como sintomas distantes, por serem originados longe da área em que o</p><p>principal sintoma aparece. (Ex: sudorese em casos de cólica)</p><p>Diagnóstico</p><p>Nosológico (ou clínico): quando o diagnóstico se dá por meio de exames de rotina somados aos</p><p>complementares.</p><p>Terapêutico: quando suspeita determinada doença, realiza-se um procedimento medicamentoso</p><p>para avaliar a resposta do indivíduo, se for favorável, fecha-se o diagnóstico.</p><p>Etiológico: consegue identificar agente etiológico por meio cultura, esfregaço e outros.</p><p>Anatômico: realizado através de necropsia.</p><p>Histopatológico: retira um fragmento de órgão/ tecido e avalia as alterações visíveis pelo</p><p>microscópio.</p><p>Provável ou presuntivo: somente achismo sem tratar.</p><p>Prognóstico</p><p>Consiste em prever a evolução da doença e suas prováveis consequências. Deve considerar;</p><p>perspectiva de salvar a vida, perspectiva de recuperar a saúde ou curar e perspectiva de manter a</p><p>capacidade funcional dos órgãos acometidos.</p><p>Tratamento</p><p>Causal: quando se opta por um meio que combata a causa da doença.</p><p>Sintomático: quando visa combater apenas os sintomas e abrandar o sofrimento do animal.</p><p>Patogênico: procura modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no organismo .</p><p>Vital: quando procuramos evitar o aparecimento de complicações que possam fazer o animal correr</p><p>risco de morte.</p><p>Métodos de exploração física;</p><p>Inspeção; pode ser panorâmica, localizada, direta ou indireta (olho/lente de contato) Deve-se</p><p>avaliar estado mental, postura e marcha, condição física (escore corporal), pelos e pele, forma</p><p>abdominal.</p><p>Palpação; Pode ser feita de vários jeitos, por dígito-pressão para avaliar dor, edema, circulação</p><p>cutânea, por punho-pressão (grandes animais) e/ou vitropressão para avaliar eritema de púrpura. A</p><p>estrutura pode estar;</p><p>● Mole: quando uma estrutura reassume sua forma normal após cessar a aplicação de pressão.</p><p>● Firme: quando a estrutura oferece resistência à pressão mas acaba cedendo e voltando a sua</p><p>estrutura normal no fim.</p><p>● Dura: quando a estrutura não sede.</p><p>● Pastosa: quando a estrutura cede facilmente a pressão e permanece a impressão do objeto</p><p>que pressionava.</p><p>● Flutuante: Acúmulo de líquido tais como soro, sangue, urina, pus e outros…</p><p>● Crepitante: quando tecido contém ar ou gás no seu interior. Na palpação tem-se a sensação</p><p>de movimentação de bolhas gasosas.</p><p>Percussão; avalia o som das estruturas, bate e escuta o som de retorno. Ela pode ser direta (digital</p><p>ou dígito-digital) ou indireta, utilizando um martelo plexímetro. Existe tipos de sons;</p><p>● Timpânico (reais repleta de ar).</p><p>● Hipersonoro (pneumotórax e fase inicial do timpanismo gasoso).</p><p>● Claro (normal).</p><p>● Submaciço (sobrepondo uma área compacta).</p><p>● Maciço (percussão no limite entre vísceras maciças e ar).</p><p>Auscultação; Avaliação de ruído que os diferentes órgãos produzem. Esses ruídos podem ser;</p><p>● Aéreo: ocorre pela movimentação de massas gasosas. EX: movimentos inspiratórios.</p><p>● Hidroaéreos: causados pela movimentação de massas gasosas em meio líquido. Ex:</p><p>borborigmo intestinal.</p><p>● Líquidos: produzidos pela movimentação de massas líquidas em uma estrutura.</p><p>● Sólidos: deve-se ao atrito de duas superfícies sólidas rugosas como esfregar duas folhas de</p><p>papel.</p><p>Olfação;</p><p>Exames complementares</p><p>São feitos para confirmar a presença ou causa da doença, determinar a evolução de uma doença</p><p>específica, avaliar a severidade do processo mórbido, verificar a eficácia de um determinado</p><p>tratamento. Podem ser; Punção (centese), biópsia, exames laboratoriais, exames de imagem e</p><p>outros…</p><p>Abordagem e contenção de Grandes animais</p><p>Contenção mecânica; é feita para avaliação do paciente e/ou execução de outros procedimentos</p><p>(ex: curativo, administração de medicamento). Lembrando que, não se deve manipular um animal</p><p>sem que ele esteja adequadamente contido, as manipulações físicas devem ser com calma e evitar</p><p>movimentos bruscos pois podem causar alterações dos parâmetros vitais.</p><p>● Em equino há alguns instrumentos para fazer a contenção, como; Tronco (brete), cabrestos,</p><p>charuto, peia, prega de paleta, torção manual da orelha, mão de amigo, bridão, bucal e</p><p>outros.</p><p>● Em bovinos, alguns instrumentos para fazer a contenção são: Formiga, peia (mais utilizado</p><p>para conter membro posterior), tronco, argola.</p><p>Contenção química: deve-se fazer somente quando necessário. Ex: Sedação</p><p>Regra para contenção</p><p>Deve-se iniciar com padrões de contenção mais simples para espécie, e quando necessário, usar</p><p>métodos mais energéticos e radicais. Antes de abordar deve-se observar o comportamento do</p><p>animal para ter uma ideia da sua possível reação a um manuseio. Deve-se atentar a posição das</p><p>orelhas, se aproximar pela esquerda e colocar cabresto.</p><p>Contenção de Potros</p><p>Não estão acostumadas com manuseio de pessoas. Deve-se posicionar ao seu lado e passando-se</p><p>uma mao em volta da musculatura peitoral e outra por trás da coxa ou na base da cauda</p><p>suspendendo-a e imprensa-lo contra a parede .</p><p>Bovino</p><p>Os métodos de contenção para derrubar varia de sexo, idade, raça, temperamento e local do corpo</p><p>no qual se tende a tratar-lhes. Na maioria os métodos ocorre estrangulamento do tórax e abdome,</p><p>comprimindo o diafragma e dificultando a respiração.</p><p>→ Bovinos jovens: retirada do apoio dos membros por contenção pela prega inguinal e região axilar.</p><p>→ Método de Rue�: recomendado para fêmeas pois em macho tem a possibilidade de lesões no</p><p>penis e escroto pela compressão dos vasos abdominais e em vacas leiteiras pode causar</p><p>traumatismo no úbere.</p><p>→ Método de burley: Simples e eficiente, porém o animal deve permitir a aproximação do pessoal, o</p><p>que impede a sua utilização em animais hostis. Evitar em vacas leiteiras e machos reprodutores, por</p><p>evitar traumatismos ao úbere e a genitália do macho.</p><p>→ Método italiano: Semelhante ao de Burley, a diferença é que a corda após ser aplicada sobre o</p><p>pescoço deve ser cruzada sobre o peito. Pode causar enforcamento</p><p>→ Método de Jong: utilizado para derrubar novilhas mansas. Com uma corda realizar duas laçadas,</p><p>uma passando a frente do úbere e sobre</p><p>Urina</p><p>avermelhada ou acastanhada.</p><p>A Mioglobinúria é a presença de mioglobina na urina em decorrência da lesão muscular extensa.</p><p>Coloração avermelhada.</p><p>Glomerulonefrite pigmentada é quando essas proteínas intolerância o glomérulo e pode causar</p><p>insuficiência renal.</p><p>Coleta de Urina para Exames Laboratoriais</p><p>Micção espontânea: nesse caso, pode estimular a ingestão de água , utilizar soro e diuréticos. É</p><p>recomendada para urinálise. deve esperar o primeiro jato para depois coletar. Tem como</p><p>desvantagem a maior probabilidade de contaminação.</p><p>Cateterismo vesical: realizado por sonda. A sonda deve ter no mínimo de um metro para atingir a</p><p>bexiga. Serve para amostra, detecção de obstrução uretral, para realizar raio X contrastado. Tem-se</p><p>uma urina menos contaminada.</p><p>Cistocentese: não se faz em animal adulto, somente em jovens e é raramente feito devido ao</p><p>peritônio frágil a infecções. Faz-se na parede ventral ou ventrolateral da bexiga 45º.</p><p>O material deve ser estéril, acondicionado refrigerado por no máximo 2 horas e um adequado</p><p>transporte.</p><p>Obtenção de imagens</p><p>• Radiografias seriadas;</p><p>• Radiografias contrastadas;</p><p>• Ultrassonografia.</p><p>Semiologia do sistema locomotor</p><p>Componentes;</p><p>● Osso: tecido conjuntivo especializado, formado por células (osteoblastos, osteoclastos e</p><p>osteócitos).</p><p>● Cartilagem: constituída por células (condroblastos, condrócitos e condroblastos) imersas em</p><p>uma substância amorfa e gelatinosa.</p><p>● Articulação: maneira pela qual dois ou mais ossos se juntam. Tem como funções a</p><p>sustentação de peso, locomoção e estabilidade.</p><p>● Ligamentos: são bandas flexíveis e resistentes de tecido fibroso que unem os ossos.</p><p>● Tendões: compostos por tecido conjuntivo denso modelado, liga os músculos aos seus pontos</p><p>de inserção - ossos.</p><p>Os equinos têm problemas locomotores mais voltados para os tendões, ligamentos e articulações</p><p>por excesso de exigência (atleta) e os bovinos apresentam problemas mais voltados para o casco</p><p>por peso, estresse, sistema de criação.</p><p>Os problemas locomotores estão entre os três mais importantes problemas da pecuária leiteira,</p><p>juntamente com os problemas reprodutivos e mastites. Isso gera perdas econômicas por queda na</p><p>produção leiteira, aumento do IEP e concepção, aumento da taxa de descarte e redução da</p><p>capacidade reprodutiva de touros. Os problemas de cascos ocorrem por;</p><p>● Melhoramento genético de nossos rebanhos leiteiros e cruzamentos com raças européias.</p><p>● Modificações introduzidas nos sistemas de produção como piso abrasivo, umidade, acúmulo</p><p>de fezes e urinas, estresse, alimentação de concentrado gerando acidose metabólica, peso</p><p>alto, formaldeído e outros.</p><p>Distúrbios congênitos - Polimelia</p><p>Sistema de produção utilizado na propriedade</p><p>Confinamento associado a pisos úmidos e abrasivos: maior incidência de enfermidades podais.</p><p>Produtos utilizados para higienização das instalações: soluções a base de formol são lesivas para</p><p>as feridas podais, além de promoverem irritação no trato respiratório e olhos das pessoas</p><p>envolvidas no manejo dos animais.</p><p>Regime de semiconfinamento ou piquetes: avaliar o tipo de piso ao redor dos cochos. O acúmulo</p><p>de lama e água atua como fonte de infecção e produz enfraquecimento do casco em consequência</p><p>da umidade elevada.</p><p>Produção diária de leite do animal: Vacas de alta produção são pesadas, recebem uma</p><p>superalimentação e sofrem estresse causado pelo manejo intensivo.</p><p>Ocorrência de doenças infecciosas: mamites, pneumonias, diarreias e conjuntivites frequentes são</p><p>indicativo de condições de higiene e sanidade precárias.</p><p>Duração da claudicação: inícios súbitos indicam inflamação aguda; início lento e gradual pode</p><p>sugerir a ocorrência de doença degenerativa.</p><p>Grau de claudicação</p><p>Identificação do Animal</p><p>• Raça: fatores hereditários ou características raciais que predispõe a determinadas doenças;</p><p>• Sexo: em machos os problemas são voltados para os membros pélvicos por esforço monta e em</p><p>fêmeas leite, as adversidades dos pisos levam a enfermidades localizadas nos dígitos.</p><p>• Idade: animais jovens em crescimento e supernutridos podem ter doenças ortopédicas do</p><p>desenvolvimento – osteocondrose.</p><p>• Nutrição: Vacas de alta produção, alimentadas com altos níveis de carboidratos e fibra de baixa</p><p>digestibilidade, podem apresentar alterações estruturais nas diversas camadas que constituem o</p><p>casco.</p><p>Exame Físico Específico</p><p>Inspeção em posição quadrupedal: observar desvios nos eixos ósseos dos membros, alterações das</p><p>angulações articulares, deformações nos cascos decorrentes de crescimento exagerado da região</p><p>apical ou bulbar, lesões no espaço interdigital, edemas, feridas, fístulas e atrofias musculares,</p><p>especialmente dos músculos glúteos.</p><p>Inspeção do animal em movimento: deve-se respeitar o temperamento do animal. O objetivo do</p><p>exame é tentar localizar a origem da lesão e determinar a intensidade da claudicação.</p><p>Exame do Dígito: Deve fazer a limpeza com água e sabão, pinçamento dos cacos, casqueamento</p><p>corretivo e remoção de uma fina camada para inspeção da sola</p><p>Espaço interdigital: deve-se realizar inspeção e palpação.</p><p>Articulação interfalângica distal: deve-se fazer movimentos de flexão, extensão e rotação.</p><p>Ademais, deve-se fazer palpação do membro afetado e observação de contração muscular,</p><p>retração do membro, mugidos e coices. Observar também edemas, crepitações, calor e a presença</p><p>de feridas.</p><p>Exames Complementares</p><p>• Exame Radiográfico</p><p>• Exame Ultra-sonográfico</p><p>• Análise do líquido sinovial. Objetivo: diferenciar artrites sépticas de asépticas ou degenerativas. O</p><p>normal tem coloração amarelo-pálida, claro e desprovido de flocos ou debris. Se tiver presença de</p><p>sangue no líquido aspirado deve fazer cultura e antibiograma.</p><p>A maioria das claudicações dos equinos está presente nos membros torácicos/ anteriores (maior</p><p>peso).</p><p>● 95% localizadas no carpo ou abaixo dele.</p><p>● Nos MPS 80% das claudicações tem origem nos jarretes.</p><p>Fatores a serem considerados como causas de claudicação: ferrageamento inadequado, tipo de</p><p>piso e de trabalho; fadiga muscular.</p><p>Defeito de aprumos</p><p>Claudicação</p><p>É uma indicação de um distúrbio estrutural ou funcional em um ou mais membros, manifestada</p><p>durante a progressão ou em estação. Tipos de Claudicação:</p><p>● Claudicação dos membros de apoio: É evidente quando o animal está suportando o peso no</p><p>membro afetado ou quando ele toca o solo durante o movimento. Principais causas: lesões</p><p>nos ossos, articulações, ligamentos colaterais, nervos motores e sola. Se for de membro</p><p>anterior ele levanta a cabeça e de membro posterior levando o membro pélvico para aliviar a</p><p>dor.</p><p>● Claudicação do membro em suspensão: É evidente quando o membro está em movimento</p><p>(suspenso). Principais causas: alterações que envolvem cápsula articular, músculos, tendões e</p><p>bainhas tendíneas.</p><p>● Claudicação Mista: É evidente tanto quando o membro está em movimento (suspenso) como</p><p>quando está suportando o peso.</p><p>● Claudicação Complementar: Ocorre quando a dor em um dos membros causa uma</p><p>distribuição de peso desigual em outro(s) membro(s), podendo provocar claudicação em um</p><p>membro previamente sadio.</p><p>Alterações no arco do movimento da pata em suspensão causadas por má conformação dos cascos</p><p>e/ou ferrageamento incorreto.</p><p>Como a pata toca o solo? No passo normal, quando o membro avança, o primeiro que se eleva são</p><p>os talões, e quando o membro é apoiado os talões são colocados no chão antes da pinça.</p><p>Quando há uma lesão dolorosa o animal indica o local doloroso apoiando seu peso no lado oposto.</p><p>Como exemplo, lesão nos talões, apóia na pinça; lesão na pinça apóia nos talões; lesão medial apóia</p><p>lateral e vice-versa.</p><p>Simetria e duração da elevação dos glúteos: Deve comparar a simetria e a duração da elevação</p><p>dos glúteos.</p><p>Exame Visual</p><p>Em repouso: Observar por todos os ângulos, alterações posturais, distribuição do peso e</p><p>posicionamento dos membros; comparar com o membro oposto, inspecionar sola, cascos, tendões e</p><p>articulações.</p><p>Em movimento: Identificar o(s) membro(s) afetado(s), identificar o grau de claudicação (Obel -</p><p>quanto maior, pior.), observar</p><p>ao passo, ao trote e galope (raro). Ademais observar: o balanço de</p><p>cabeça, alterações no arco de suspensão da pata, fases do passo, ângulo de flexão das</p><p>articulações, colocação das patas e simetria na duração e elevação dos glúteos</p><p>A condução do animal para fazer o exame visual, deve ser com cabeça bem solta com o cabo do</p><p>cabresto fazendo uma curva. Ademais, deve fazer a seleção das superfícies, o ideal são superfícies</p><p>duras.</p><p>Palpação e manipulação</p><p>Cascos: avaliar assimetrias no tamanho, desgaste anormal, contração de bulbos, atrofia de ranilha,</p><p>fendas e inchaços.</p><p>Deve-se fazer a palpação da intensidade do pulso digital, flexão e extensão do membro, flexão com</p><p>rotação e teste de flexão.</p><p>Testes Auxiliares</p><p>● Radiografias e US</p><p>● Ressonância</p><p>● Termografia</p><p>● Bloqueios perineurais</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema nervoso</p><p>Quando realizar o exame neurológico??? Sempre que existir suspeita de uma anormalidade do SN.</p><p>Indicativos de anormalidade neurológica:</p><p>● Apatia muito mais grave do que anormalidades em outros sistemas poderiam causar;</p><p>● Padrão locomotor diferente do produzido por tendinite ou anormalidade óssea;</p><p>● Atonia de cauda associada à diminuição do tônus anal no momento da aferição da</p><p>temperatura;</p><p>● Posicionamento anormal da cabeça; Assimetria da musculatura; Decúbito prolongado</p><p>Divisão do Sistema Nervoso</p><p>O sistema nervoso central (SNC) está localizado dentro do esqueleto axial (cavidade craniana e</p><p>canal vertebral) e o sistema nervoso periférico (SNP) está fora.</p><p>Lobo frontal: responsável por atividades motoras finas e precisas; influencia o estado de alerta e a</p><p>integração do animal com o meio ambiente.</p><p>Lobo parietal: responsável pelas informações sensitivas (dor, propriocepção e toque). Pouco</p><p>importante nos animais, sendo o tálamo responsável por esta função.</p><p>Lobo occipital: responsável pela visão e informação visual.</p><p>Lobo temporal: responsável pela informação auditiva e é também responsável por alguns</p><p>comportamentos complexos.</p><p>OBS: partes do córtex do lobo frontal e temporal estão incluídas no sistema límbico</p><p>(comportamentos inatos de sobrevivência, tais como proteção, reações maternas e sexuais).</p><p>Medula Espinhal</p><p>Região cervical: C1 a C5.</p><p>Região cervicotorácica (plexo ou intumescência braquial): C6 a T2.</p><p>Região toracolombar: T3 a L3.</p><p>Região lombossacral (plexo ou intumescência lombossacral): L4 a S2.</p><p>Região sacrococcígea: S3 ao último segmento medular.</p><p>Cauda Equina: meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinais dispostas em torno do</p><p>cone medular e filamento terminal.</p><p>Meninges e LCR</p><p>• Dura-máter: meninge mais superficial, espessa e resistente.</p><p>• Aracnóide: membrana muito delicada, justaposta à dura-máter, contendo pequena quantidade de</p><p>líquido.</p><p>• Pia-máter: mais interna das meninges e dá resistência aos órgãos nervosos.</p><p>• Espaço epidural localiza-se entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral.</p><p>• Espaço subdural localizado entre a dura-máter e a aracnóide, é uma fenda estreita, contendo uma</p><p>pequena quantidade de líquido, suficiente apenas para evitar a aderência das paredes.</p><p>• Espaço subaracnóide é o mais importante e contém o líquido cefalorraquidiano ou líquor.</p><p>Objetivos do Exame Neurológico</p><p>• Confirmar a existência de um problema neurológico;</p><p>• Localizar o problema;</p><p>• Definir uma lista de diagnósticos diferenciais;</p><p>• Escolher os exames complementares;</p><p>• Estabelecer o diagnóstico mais provável e o prognóstico e realizar o tratamento.</p><p>É realizado tendo como base a resposta obtida em provas específicas da avaliação funcional (as</p><p>estruturas do sistema nervoso são estimuladas e observa-se a resposta, que deve ser classificada</p><p>como normal ou anormal); É baseado na avaliação do comportamento, nível de consciência,</p><p>postura e movimentos (andar, trotar e galopar), pares de nervos cranianos, reações posturais e,</p><p>quando possível, na realização de reflexos espinais.</p><p>Exames complementares: análise do líquido cefalorraquidiano, radiografias simples ou contrastadas</p><p>(mielografia), eletroencefalografia, eletroneuromiografia, tomografia computadorizada e</p><p>ressonância magnética.</p><p>Sequência Exame Neurológico</p><p>• Identificação do animal;</p><p>• Anamnese;</p><p>• Exame clínico geral;</p><p>• Exame clínico específico sistema nervoso;</p><p>• Avaliação da integridade encefálica (nível de consciência, postura e locomoção), além da presença</p><p>de comportamentos anormais;</p><p>• Avaliação dos nervos cranianos;</p><p>• Avaliação da medula espinhal.</p><p>Exame clínico geral.</p><p>A impotência funcional de um membro pode ser por fratura ou paralisia nervosa periférica. Animal</p><p>em decúbito lateral com grande apatia pode ser por lesão medular ou anemia e desidratação</p><p>grave.</p><p>Ptialismo ou disfagia pode ser por encefalites, botulismo ou existência de um corpo estranho na</p><p>faringe/esôfago. E, dificuldade visual pode ser por encefalopatias de diferentes origens,</p><p>deslocamento de retina ou de catarata.</p><p>Início e progressão dos sinais</p><p>● Agudo não progressivo: enfermidades traumáticas e vasculares;</p><p>● Agudo progressivo e simétrico: enfermidades metabólicas nutricionais e tóxicas;</p><p>● Agudo progressivo e assimétrico: enfermidades inflamatórias (infecções), degenerativas e</p><p>neoplásicas.</p><p>Avaliação da Integridade Encefálica</p><p>• Comportamento;</p><p>• Nível de consciência;</p><p>• Posição da cabeça;</p><p>• Integridade nas funções dos nervos cranianos.</p><p>Em geral, quando existem anormalidades encefálicas, ao menos dois dos itens devem apresentar</p><p>alterações.</p><p>Comportamentos anormais</p><p>• Emitir sons anormais e andar de modo compulsivo, andar em círculos, apoiar a cabeça contra</p><p>obstáculos, morder animais ou objetos inanimados e adotar posturas bizarras.</p><p>Posição da cabeça: a rotação da cabeça (head tilt) é um sinal indicativo de lesão vestibular. A</p><p>pressão da cabeça contra obstáculos (head pressing) pode ser por encefalopatias que afetam a</p><p>função cerebral (polioencefalomalacia de ruminantes, a encefalopatia hepática dos equinos ou o</p><p>trauma craniano).</p><p>Em geral, o andar em círculos pode ser observado em lesões unilaterais ou assimétricas na região</p><p>frontal.</p><p>Avaliação dos nervos cranianos</p><p>Principais sinais neurológicos de diferentes áreas encefálicas</p><p>Síndrome cerebral: anormalidades locomotoras, nível de consciência (depressão) e comportamento</p><p>alterados, respiração irregular, cegueira, pressão da cabeça contra obstáculos, andar em círculos</p><p>(geralmente, lesões unilaterais).</p><p>Síndrome mesencefálica: anormalidades locomotoras, depressão mental,</p><p>midríase não responsiva</p><p>ou miose (visão normal), estrabismo.</p><p>Síndrome pontobulbar: anormalidades locomotoras, alteração em diversos nervos cranianos,</p><p>depressão mental.</p><p>Síndrome vestibular central: nistagmo horizontal, rotatório, vertical ou posicional, anormalidades</p><p>nos nervos cranianos: V, VI e VII; podem ocorrer sinais cerebelares.</p><p>Síndrome vestibular periférica: nistagmo horizontal ou rotatório, possível anormalidade no VII par</p><p>de nervo craniano.</p><p>● OBS: Tanto a síndrome central quanto a periférica podem apresentar perda de equilíbrio,</p><p>quedas, rotação de cabeça e estrabismo.</p><p>Cerebelar: tremores de intenção na cabeça, anormalidades locomotoras (hipermetria), nistagmos,</p><p>alteração na resposta de ameaça visual, aumento da área de sustentação do corpo (ampla base).</p><p>Multifocal: ocorrência de sinais clínicos que refletem mais de uma síndrome. É a mais comum em</p><p>grandes animais.</p><p>Lesões Medulares</p><p>Paciente com anormalidade locomotora sem alteração encefálica. Tem como objetivo localizar a</p><p>lesão em determinada região da medula espinal, para que os diagnósticos diferenciais possam ser</p><p>definidos com maior segurança.</p><p>Lesões graves causam incapacidade locomotora e consequente decúbito, enquanto processos mais</p><p>brandos acarretam anormalidade locomotora, caracterizada por diminuição proprioceptiva e</p><p>motora (incoordenação motora).</p><p>O que observar no exame neurológico para detectar anormalidades na medula;</p><p>● Simetria da musculatura corporal;</p><p>● Simetria de pescoço e tronco;</p><p>● Tônus anal e da cauda;</p><p>● Posturas adotadas em descanso e</p><p>● Padrão de locomoção.</p><p>Objetivos do Exame Neurológico</p><p>Confirmar a existência ou não de anormalidades neurológicas e verificar a localização anatômica do</p><p>problema (focal ou multifocal). A medula pode ser funcional e morfologicamente dividida em C1-C5,</p><p>C6-T2, T3-L3, L4-S2, S3-Co.</p><p>Postura e Locomoção</p><p>Paresia é a perda incompleta da função motora voluntária e, muitas vezes, é evidenciada como uma</p><p>fraqueza dos membros.</p><p>Paralisia ou Plegia é perda total da função motora voluntária. Nesse caso, o animal é incapaz de</p><p>andar.</p><p>Hemiparesia ou Hemiplegia é a perda de função motora que acomete todo um lado do corpo;</p><p>Paraparesia ou Paraplegia é a perda de função motora quando afetam apenas os membros</p><p>pélvicos;</p><p>Monoparesia ou Monoplegia é a perda de função motora quando acomete um único membro;</p><p>Tetraparesia ou Tetraplegia é a perda de função motora que acomete os quatro membros</p><p>envolvidos.</p><p>Síndrome de Horner</p><p>Determinadas lesões na região cranial da medula espinal torácica podem provocar a síndrome de</p><p>Horner, no qual o animal apresenta ptose da pálpebra superior, miose e protrusão da 3a pálpebra,</p><p>geralmente acompanhada de sudorese unilateral da região facial.</p><p>Pode acontecer por lesão dos nervos simpáticos do tronco vagossimpático, que cursa da medula</p><p>espinal torácica cranial até próximo à órbita e também devido a lesões da bolsa gutural.</p><p>Propriocepção</p><p>É a capacidade de percepção do posicionamento dos membros, sendo realizada pela integração</p><p>das informações obtidas por receptores periféricos com os núcleos encefálicos. Deve-se colocar os</p><p>membros em posições diferentes das habituais e observar se o animal recoloca na posição original.</p><p>Incoordenação motora: Pode ocorrer devido a anormalidades neurológicas proprioceptivas e</p><p>motoras, causando alterações no padrão normal de locomoção.</p><p>Slap Test (Resposta Toracolaríngea)</p><p>Avalia a integridade medular e do nervo laríngeo recorrente.. Aplica-se um “tapa” na região anterior</p><p>do costado, observando-se a movimentação da cartilagem aritenóide contralateral. (Palpação</p><p>externa ou endoscopia)</p><p>A diminuição ou ausência da movimentação significa a impossibilidade de chegada de estímulos</p><p>aferentes ao bulbo, anormalidades na transmissão de estímulos eferentes até a musculatura,</p><p>cavalos tensos ou assustados.</p><p>Ex. Complementares</p><p>• Coleta de LCR: Cisternal ou ventricular.</p><p>• Avaliação do LCR</p><p>• Macroscópica (aspecto, cor, coagulação)</p><p>• Densidade</p><p>• pH</p><p>• Citologia</p><p>• Contagem diferencial de células</p><p>• Dosagem de ptn, glicose, uréia, CK, AST e LDH</p><p>• Eletroneuromiografia</p><p>• Raio X simples e contratado (crânio e coluna vertebral)</p><p>• Mielografia (espaço subaracnóideo)</p><p>• Epidurografia (espaço epidural)</p><p>• Cintilografia</p><p>• TC</p><p>• RM</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Neonatologia</p><p>NEONATO nas diferentes espécies dos grandes animais é do nascimento até 28 dias.</p><p>Principais características dos recém-nascidos</p><p>● Reserva de gordura limitada: pequena termorregulação e reserva energética;</p><p>● Rápida utilização do seu estoque de energia após o nascimento;</p><p>● Pequena capacidade gliconeogênico;</p><p>● Hipo ou agamaglobulinemia: pelo tipo de placenta não passa anticorpo, são dependentes do</p><p>colostro;</p><p>● Alta atividade da renina (enzima que precipita a caseína para a formação do coágulo);</p><p>● Capacidade aumentada da lactase e lipase salivar (quebra de triglicerídeos no leite).</p><p>● Imaturidade intestinal;</p><p>● Diminuição da atividade de todas as enzimas digestivas (pepsina estomacal, etc): para não</p><p>degradar o anticorpo.</p><p>● Limitada digestão de proteínas vegetais.</p><p>Acompanhamento da mãe</p><p>Pode haver descolamento de placenta causando falha na circulação sanguínea fetal e asfixia.</p><p>Ademais um cordão umbilical curto faz com que a primeira respiração do feto seja ainda na via</p><p>fetal causando um estresse respiratório e se for longo, pode prender em membro ou pescoço,</p><p>rompimento no útero causando hemorragia e hipoxia/anoxia fetal.</p><p>Comportamento maternal atípico: Depende do tipo de concepção (cobertura natural, inseminação</p><p>artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro, etc). Ademais, depende de fatores como;</p><p>● Idade da mãe e número de partos;</p><p>● Tipo de parto (eutócico ou distócico) - A facilidade do parto está relacionada positivamente</p><p>com a taxa de sobrevivência de recém-nascidos ruminantes;</p><p>● Possíveis intercorrências (utilização de hormônios, ATB, AINES, vermifugações, traumas</p><p>externos e oriundos de palpações retais);</p><p>● Fatores desencadeantes como estresse como mudança de tratador, mudança de</p><p>alimentação.</p><p>A letalidade em bezerros machos (7,6%) é maior que em fêmeas (5,6%) pois macho é maior. A taxa</p><p>de mortalidade de bezerros é o dobro em primíparas comparada a multíparas.</p><p>Colostro</p><p>É uma emulsão de gotículas de gordura e proteína, totalmente diferente do leite, rico em IgG, IgA,</p><p>IgM e IgE (65% a 90% é</p><p>de IgG). É rico em linfócitos que sobrevivem até 36 h no intestino de bezerros,</p><p>é fonte de nutrientes (Vitaminas A, E, carotenóides, minerais, carboidratos, lactose, gordura e</p><p>proteínas) e possui fatores de crescimento, hormônios, citocinas e bioativos com atividade</p><p>antimicrobiana inespecífica – lactoferrina, lisozima e lactoperoxidase.</p><p>Avaliação da transferência de imunidade passiva e colostro</p><p>Pode ser feita por métodos qualitativos ou quantitativos, diretos ou indiretos, dos teores de</p><p>imunoglobulinas no sangue/soro do neonato ou no colostro.</p><p>Testes quantitativos</p><p>● Diretos: avalia a concentração sérica de Ig por imunodifusão radial simples em gel de ágar e</p><p>ELISA (mais usados em pesquisa).</p><p>● Indiretos: avcalia as proteínas totais, globulinas, gamaglobulinas e atividade da GGT.</p><p>Testes qualitativos: Turvação do sulfato de zinco.</p><p>Avaliação da densidade do colostro: utiliza-se o colostrômetro.</p><p>Fatores importantes a serem considerados: quantidade de animal (superpopulação), separação dos</p><p>animais por faixa etária, fezes diarreicas com ocorrência de sangue (hematoquezia) e</p><p>disponibilidade/qualidade de água.</p><p>Exame clínico geral</p><p>Nível de postura e consciência: comportamento normal e com tentativa de levantar-se. Periniquio é</p><p>o casco do animal que muda logo após de +/- 10 minutos de nascido.</p><p>Esquema Apgar: Determinar, de maneira simples (por meio de pontuação), o grau de vitalidade,</p><p>permitindo com facilidade de aplicação a detecção de sinais precoces de asfixia periparto.</p><p>Determina as condições clínicas dos recém-nascidos nos primeiros minutos de vida. Em geral,</p><p>existem quatro critérios de julgamento, que recebem nota individualizada, de 0 a 2 com pontuação</p><p>total interpretada do seguinte modo:</p><p>● 7 a 8 apresenta boa vitalidade;</p><p>● 4 a 6 caracteriza animal deprimido</p><p>● 0 a 3 é indicativa de pouca vitalidade, devendo receber colostro por meio do uso de sonda</p><p>naso ou esofágica.</p><p>Bezerros</p><p>Potros</p><p>Prematuridade</p><p>Prematuro é o recém-nascido com período gestacional mais curto que o normal para a espécie e o</p><p>dismaturo é o animal nascido a tempo, porém com pequeno tamanho e/ou peso</p><p>Exame das mucosas</p><p>Coloração normal das mucosas é rósea clara, úmida, com TPC entre 1 e 2 s.</p><p>● Vermelho intenso (congestão): pode ser indício de sepse.</p><p>● Petéquias: fases iniciais de sepse;</p><p>● Alaranjada ou amarelada (icterícia): em potros que ingeriram colostro pode ser indicativa de</p><p>isoeritrólise neonatal (incompatibilidade com o fator sanguíneo da mãe e do potro) e, em</p><p>bezerros recém-nascidos, de anaplasmose congênita. Também pode estar relacionado a</p><p>doenças hepáticas, resultado do aumento nas concentrações séricas de bilirrubina (direta).</p><p>● Azulada ou arroxeada (cianose): Hipoxia grave ou colapso circulatório.</p><p>Sistema Linfático</p><p>Em animais jovens, os linfonodos são proporcionalmente maiores que os de animais adultos. Avalia</p><p>tamanho, simetria, sensibilidade, temperatura, consistência, mobilidade, lobulação e consistência.</p><p>● Linfonodos: mandibulares, retrofaríngeos, cervicais superficiais (pré-escapulares) e sub ilíacos</p><p>(pré-crurais).</p><p>Sinais vitais</p><p>● FC: animais jovens tem maior FC;</p><p>● FR: animais jovens tem maior FR;</p><p>● Temperatura: diminuição nas primeiras horas após o nascimento pois tem menor eficiência</p><p>dos mecanismos de regulação térmica nos neonatos e a perda de calor para o meio externo.</p><p>Hipertermia nos Recém-Nascidos</p><p>● Endógena: ocorre por invasão orgânica de agente patogênico – hipertermia séptica – febre.</p><p>● Exógena: ocorre em recém-nascidos colocados em ambientes quentes e sem ventilação –</p><p>hipertermia por retenção de calor.</p><p>É importante um local sombreado para o abrigo dos animais em regiões quentes, no entanto,</p><p>deve-se evitar o excesso de sombreamento, pois o sol é importante para o metabolismo de vitamina</p><p>D e cálcio, além de ajudar na descontaminação do ambiente.</p><p>Frequência Respiratória</p><p>Os pulmões são responsáveis pela troca gasosa e manutenção do equilíbrio ácido-básico. Após um</p><p>parto eutócico a respiração se inicia em até 60 segundos após o nascimento e é totalmente</p><p>estabelecida após alguns minutos. Deve-se avaliar a frequência, a profundidade e o tipo de</p><p>respiração. Os ruídos respiratórios são bem evidentes, sendo mais fácil para avaliar que nos animais</p><p>adultos.</p><p>Frequência Cardíaca</p><p>O sistema circulatório é caracterizado por volume sanguíneo, pressão e resistência vascular</p><p>periférica. A FC dos neonatos é bastante variável, sendo bem aferida com estetoscópio, com valores</p><p>mais elevados que os animais adultos. O pulso pode ser avaliado na artéria femoral.</p><p>Sistema Digestório</p><p>Inspeção externa – verificar a coaptação, lesões aparentes, assimetria da mandíbula e os</p><p>lábios.verificar se há extravasamento de leite pelos cantos da boca ou narinas (pode ser fenda</p><p>palatina causando falsa via), aumento da produção de saliva (ptialismo) ou saída de saliva pela</p><p>rima bucal (sialorréia)</p><p>Inspeção – abaliar o contorno abdominal, lembrando que o recém-nascido tem o abdome</p><p>proporcionalmente maior que o adulto e que as alterações podem ser localizadas ou difusas</p><p>(hérnias, eventração, evisceração, distensões de abomaso e rúmen).</p><p>Palpação externa abdominal – palpar tanto com o animal em estação e em decúbito lateral.</p><p>Qualquer condição que interfira na motilidade pode resultar em retenção de mecônio, mais</p><p>frequente em machos devido ao menor diâmetro da pelve. O mecônio deve ser eliminado nas</p><p>primeiras 48 horas de vida nos potros e 24 horas nos bezerros.</p><p>Para completar a avaliação podem ser realizadas radiografia e ultrassonografia abdominal.</p><p>Sistema Cardiovascular</p><p>Doenças cardíacas congênitas não são comuns. Se tiver arritmias, pode ser primárias, problemas</p><p>cardíacos (miocardite, alteração valvar e pericardite) ou secundárias (excitação, febre, desequilíbrios</p><p>eletrolíticos, problemas gastrintestinais e toxemia).</p><p>Sistema Respiratório</p><p>Inspeção: verificar presença de secreção nasal (acastanhada, esverdeada – indício de aspiração de</p><p>mecônio); movimentos respiratórios rápidos e duradouros, dilatação das narinas e abertura da boca</p><p>para respirar.</p><p>Palpação de tórax – verificar se existe fraturas de costelas.</p><p>Avaliação do padrão respiratório: realizar antes de qualquer manipulação, examinador a distância</p><p>olhando o animal de cima para baixo. Taquipneia transitória é normal em animais de partos</p><p>eutócicos e a termo, pois durante o nascimento há compressão dos vasos umbilicais e baixo</p><p>suprimento de oxigênio.</p><p>Sistema Urogenital</p><p>Deve fazer a avaliação da genitália externa (visualização e palpação do escroto, prepúcio, pênis ou</p><p>vulva e períneo). Machos devem ser observados quanto a criptorquidismo, pseudo- hermafroditismo</p><p>e desvio de pênis.</p><p>Região Umbilical: A veia umbilical transporta sangue rico em O2 e as artérias ricas em CO2. Os</p><p>excretores do feto são eliminados pela mãe pelo fígado, rins e pulmões.</p><p>Inflamações/infecções são bem frequentes e ocorrem quando as estruturas umbilicais entram em</p><p>contato com materiais contaminados.</p><p>● Onfalite simples: restrito à pele do umbigo (aumento de volume, calor, rubor e sensibilidade).</p><p>● Onfalite apostematosa: os mesmo sinais acompanhados de exsudato seroso ou purulento</p><p>com consistência flutuante.</p><p>● Onfaloflebite: quando além da onfalite há a inflamação da veia umbilical e é possível palpar</p><p>no sentido crânio dorsal cordões intra-abdominais espessados e sensíveis.</p><p>● Onfaloarterite: quando além da onfalite há a inflamação da artéria umbilical. É possível</p><p>palpar no sentido caudo dorsal cordões intra-abdominais espessados e sensíveis.</p><p>Sistema Músculo Esquelético</p><p>Defeitos mais comuns são ausência (parcial ou total) do membro (agenesia), hipoplasia dos tecidos</p><p>ósseos e polidactilia (dígitos supranumerários). Deve-se avaliar todos os membros em busca de</p><p>contraturas ou frouxidão de tendões/ligamentos e deformidades angulares. E avaliar a coluna</p><p>vertebral em busca de desvios (escoliose, cifose e lordose).</p><p>Sistema Nervoso</p><p>Determinar se existe alteração do SN e depois localizar a origem dessa alteração, para então</p><p>estabelecer o diagnóstico presuntivo e o tratamento apropriado.</p><p>Na anamnese investigar</p><p>o início dos sinais clínicos, a evolução, os tratamentos realizados, a</p><p>ocorrência de doenças anteriores, a morbidade, a mortalidade, o ambiente e o tratamento dos</p><p>animais.</p><p>Avaliar: comportamento, nível de consciência, postura e movimentos, pares de nervos cranianos,</p><p>reações posturais e reflexos espinhais.</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Considerações</p><p>● Essa apostila foi feita baseada em aulas de graduação.</p><p>● A maioria das fotos inseridas na apostila são do Google imagens.</p><p>● A apostila pode conter erros de grafia, sendo assim, ao observá-los, entre em contato com</p><p>o instagram por favor.</p><p>● A apostila é para uso pessoal e é feita para auxiliar nos estudos e o valor da mesma é</p><p>apenas pelos conteúdos digitados.</p><p>● Nem todas as faculdades passam os mesmo conteúdos, podendo assim, faltar algo. Como</p><p>descrito anteriormente, a apostila é realizada para auxiliar nos estudos, sendo necessário</p><p>estudar o conteúdo dado em sua graduação também.</p><p>os flancos e a outra contornando o tórax. Posicionar no</p><p>costado direito ou esquerdo do animal e tracionar fortemente as extremidades da corda,</p><p>pressionando os antebraços sobre a região do dorso, até que se tenha conseguido o decúbito</p><p>lateral.</p><p>→ Método Almeida Barros: Técnica de fácil execução, porém não é indicada para vacas leiteiras e</p><p>reprodutores, devido à possibilidade de causar lesão. Com uma única corda argolada (de metal ou</p><p>com a própria corda) deve aplicar uma laçada contornando os flancos, circular os membros pélvicos</p><p>com outra laçada passando através da argola e tracionar lateralmente.</p><p>→ Método de Almeida Barros Modificado – 2: Recomendada para vaca leiteira. Deve aplicar uma</p><p>peia acima do jarrete (como na ordenha manual) e com a corda do cabresto contornar a peia. Ao</p><p>tracionar a corda para frente o animal flexiona o pescoço sobre o costado, ocasionando o decúbito.</p><p>Exame físico Geral ou de Rotina</p><p>Realizado pela impossibilidade de estabelecer comunicação verbal entre o veterinário e o paciente,</p><p>em casos que a história é vaga, quando a queixa principal não apresenta relação direta com o</p><p>sistema comprometido. Avalia o estado atual de saúde do paciente. Deve-se observar postura e</p><p>comportamento, nível de consciência, condição física ou corporal, pelame, formato abdominal,</p><p>características respiratórios e outros…</p><p>Situações que obrigam o clínico a modificar o cronograma do exame: casos de emergências,</p><p>pacientes agressivos, condições ambientais que impeçam o exame adequado e outros…</p><p>1. Postura e Comportamento: Pode estar em estação ou decúbito e o comportamento pode</p><p>estar ativo, alerta, calmo, apático, agressivo…</p><p>2. Frequência Cardíaca (28 - 40 bpm): Pode ser avaliada por estetoscópio, pulsação da artéria</p><p>digital do pulso, artéria femoral e carótida (pescoço)</p><p>3. Frequência Respiratória (8 - 16 irpm): Pode ser avaliada por auscultação (estetoscópio),</p><p>avalia o movimento costo-abdominal, movimento da narina ou traqueia. Cavalos tem</p><p>restrição nasal para respiração, não oxigena pela boca.</p><p>4. Temperatura Corporal (37,5 - 38,9C): Avaliar pelo termômetro no reto</p><p>5. Grau de Hidratação: Grau de umidade da mucosa, prega de pele (turgor cutâneo), TPC.</p><p>Quanto maior o hematócrito e as proteínas plasmáticas mais desidratado o animal está.</p><p>Causas da desidratação: sudorese excessiva, diarréia, vômito, ingestão inadequada de água.</p><p>6. Coloração da mucosa: Avaliar a mucosa oral (gengival e labial), ocular (pálpebras superior,</p><p>pálpebras inferior e bulbar), vulvar, prepucial, anal. Pode ser normocorada (rosa claro), pálida</p><p>(esbranquiçado), congesta (avermelhada), icterícia (amarelada), cianótico (roxa).</p><p>7. Escore corporal: Avalia o corpo do animal em escala de ⅕ ou 1/10.</p><p>8. Ausculta TGI: Faz-se a escuta direta ou com estetoscópio.</p><p>9. Palpação: Pode ser feita por dígito-pressão, punho-pressão, vitropressão.</p><p>10. Cronologia dentário e estado dentário: Para avaliar a cronologia dentároa, observa-se a</p><p>muda e após a observação da muda, observa-se o desgaste da mesa dentária. O cavalo</p><p>possui dentição episidonte (o dente vai sendo extrusado para fora da gengiva com o passar</p><p>do tempo) e com a mastigação do mesmo, que é lateral, vai desgastando o dente. Com isso,</p><p>ele vai diminuindo seu diâmetro (fecha estrela dentária).</p><p>Pinça: muda com 2 anos e meio / estrela fecha até os 6 anos (desgaste).</p><p>Médios: muda com 3 anos e meio / estrela fecha até os 7 anos.</p><p>Cantos: muda com 4 anos e meio / estrela fecha até os 8 anos.</p><p>Semiologia do sistema linfático</p><p>Componentes dos sistema:</p><p>Linfa: derivado do líquido intersticial que flui para os vasos linfáticos. Antes de atingir o sangue</p><p>passa por pelo menos um linfonodo.</p><p>Vasos linfáticos: drenam a linfa dos tecidos para todo o corpo e devolvem os líquidos para o</p><p>sistema venoso através dos dutos coletores e macrófagos.</p><p>Linfonodo: remove partículas estranhas e as destrói, filtrando a linfa antes de chegar ao sangue.</p><p>Eles estão distribuídos por todo o organismo no trajeto dos vasos linfáticos. Os linfonodos contém</p><p>células do sistema imunológico que ajudam a combater infecções e cada linfonodo drena uma</p><p>determinada região. Ex: sub mandibular ou maxilar drenam a parte inferior da cabeça.</p><p>Exames dos linfonodo</p><p>Palpação: avalia tamanho, consistência, sensibilidade (dor), mobilidade e temperatura.</p><p>- Retrofaríngeos: são palpáveis só quando aumenta de volume;</p><p>- Pré crurais: são difíceis de ser palpado;</p><p>- Inguinais superficiais ou escrotais: podem ser palpados por via retal;</p><p>- Poplíteo: ausente em equinos.</p><p>Tamanho: apresentam forma de grão de feijão ou rim e são maiores de acordo com a exposição a</p><p>agentes patogênicos</p><p>Consistência: geralmente são firmes, porém, se tiver inflamado fica mais macio (dependendo do</p><p>estágio da inflamação). Em casos crônicos começa grande e depois diminui de tamanho, ficando</p><p>mais duro que o normal (fibrose) e começa a perder a função.</p><p>Mobilidade: normalmente é móvel e quando está grande ou na fase crônica perde a mobilidade.</p><p>Temperatura: possui a mesma temperatura da pele e quando o mesmo está muito reativo, fica</p><p>quente. Na fase crônica, ele perde a função e com isso sua irrigação, ficando mais frio.</p><p>Exames complementares:</p><p>Biópsia</p><p>● Excisão: remoção cirúrgica de todo o linfonodo.</p><p>● Incisão: remoção parcial de um linfonodo, um pedaço.</p><p>● Aspirativa: faz-se a punção com uma agulha apropriada, após acoplada em uma seringa</p><p>aspira-se o material proveniente do linfonodo.</p><p>USG abdominal e local: Verificação do baço</p><p>Doenças</p><p>● Linfoadenopatia (íngua - linfonodo infartado).</p><p>● Mormo.</p><p>● Adenite equina (garrotilho).</p><p>● Linfadenite caseosa (ovino).</p><p>● Linfangite.</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………��…</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema digestório</p><p>Alterações no apetite</p><p>Aumento: polifagia. Pode ser fisiológico, que é compensatório como em casos após exercícios,</p><p>gestação, dieta pobre em nutrientes e fase de crescimento. Ou pode ser patológico como nos casos</p><p>de parasitismo, diabetes.</p><p>Diminuído: inapetência. Pode ocorrer por lesões orais e faríngeas, enfermidades tóxicas, dolorosas e</p><p>febris</p><p>Pervertido: ocorre em casos de osteofagia (geralmente é pela falta de fósforo e cálcio epode</p><p>causar botulismo), infantofagia, fitofagia, pilofagia, pterofagia, xilofagia, geofagia, aerofagia e</p><p>coprofagia.</p><p>Ingestão de água: pode ocorrer normodipsia, polidíssima,</p><p>hipodipsia ou adipsia</p><p>Aparelho digestório dos Ruminantes</p><p>Estômago dividido em 4 compartimentos, sendo eles, o rúmen, retículo, omaso e abomaso. O</p><p>rúmen é a maior câmara fermentativa seguida de retículo. O abomaso é considerado o estômago</p><p>verdadeiro ou glandular.</p><p>Cavidade bucal</p><p>Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado e possui glândulas mucosas, serosas ou mistas. A</p><p>cavidade bucal é composta por:</p><p>- Lábios, bochechas, dentes, e Língua. A língua por sua vez, é uma superfície áspera, com</p><p>papilas, que impedem o retrocesso do alimento. Língua e pulvino ajudam na maceração e</p><p>apreensão do alimento por não possuírem incisivos superiores.</p><p>Papilas: estão presentes na língua e são voltadas para trás e dificulta a separação dos alimentos.</p><p>São elas;</p><p>- Filiformes: possuem funções mecânicas e são queratinizadas em formas de espinhos de rosa.</p><p>- Cônicas: possuem função mecânica.</p><p>- Fungiformes: possuem forma de cogumelos, exercem função mecânica e gustativa.</p><p>- Valadas: Possuem muitos corpúsculos gustativos.</p><p>- Folheadas: possuem corpúsculos gustativo.</p><p>Anamnese</p><p>Deve-se observar:</p><p>● Estágio de prenhez-lactação;</p><p>● Período pós parto;</p><p>● Natureza da alimentação;</p><p>● Velocidade de início e natureza da doença;</p><p>● Evidências de dor abdominal;</p><p>● Natureza e o volume das fezes;</p><p>● Apetite, ingestão de alimentos, apreensão (língua), mastigação, deglutição, sede….</p><p>Quanto mais concentrado o animal come, menos ele rumina e a ruminação/salivação é importante</p><p>para manutenção da microbiota. As bactérias crescem/diminuem de acordo com a oferta de</p><p>nutrientes. Ademais, a saliva tampona o rúmen, aumenta o ph do mesmo pela presença de</p><p>bicarbonato.</p><p>Respiração- odor: pode estar normal, amoniacal, fétido, pútrido. Na língua pode-se apresentar</p><p>actinobacilose, úlcera, copos estranhas..</p><p>Defecação: deve-se avaliar a quantidade, consistência, odor e/ou presença de misturas anormais.</p><p>Avalia-se o formato, umidade, coloração, tamanho, muco, tipo de alimento, trânsito, diarréia, odor.</p><p>Esôfago: O esôfago na região cervical pode ser avaliado através da palpação, já, o esfogafo na</p><p>região torácico deve-se ser avaliada com sonda, endoscopia e/ou raio X.</p><p>Paralombar: deve-se fazer a inspeção da Fossa paralombar, o normal apresenta-se uma ligeira</p><p>depressão).</p><p>O lado esquerdo (ruminante) tem um aumento normal pelo presença do rúmen, porém, pode</p><p>ocorrer por presença de ar (timpanismos - 5 graus)</p><p>Na palpação deve-se avaliar a tensão, podendo ser:</p><p>● Tensão elástica: geralmente em casos de timpanismo gasoso ou espumoso.</p><p>● Tensão firme: geralmente por compactação.</p><p>● Líquido: geralmente causado por acidose ruminal, indigestão vagal..</p><p>Na Auscultação, o normal tem-se sons em cascata (crescente e decrescente). O número de</p><p>contrações são de 2-3 em 2 minutos. Pode-se ter Hipermotilidade, hipomotilidade, ou atonia.</p><p>Na Percussão, pode-se estar;</p><p>● Normal: Parte superior com som timpânico e demais camadas com som maciço.</p><p>● Timpanismo gasoso: parte superior do rumen com som sub timpânico.</p><p>● Timpanismo espumoso: todo o rúmen com som sub timpânico.</p><p>Provas da dor</p><p>Prova do bastão Passa por debaixo do peito do boi (sob a região xifoide) com dois</p><p>assistentes (um em cada extremidade) e traciona ela pra cima. Se o</p><p>animal reagir o mesmo estará apresentando dor.</p><p>Percussão dolorosa</p><p>É realizada com mão fechada ou martelo, dê batidas leves perto do</p><p>coração. Deve-se evitar sobre costelas e veia epigástrica caudal pois pode</p><p>causar hematoma.</p><p>Planos inclinados</p><p>Bovino com reticulite traumática reluta em percorrer uma descida</p><p>fazendo-a vagarosamente já que o corpo estranho penetra mais</p><p>profundamente na mucosa reticular , em virtude da grande compressão</p><p>de órgãos abdominais mais pesados como rúmen e retículo. Com isso o</p><p>animal mostra grande alívio na subida pelo efeito inverso que a postura</p><p>promoverá sobre o corpo estranho.</p><p>Exames complementares: Paracentese abdominal, laparotomia exploratória, exame do líquido</p><p>ruminal, detector de metais, exame de fezes, provas de avaliação hepática, hemograma e</p><p>bioquímica.</p><p>● Sondas especiais: Schambye (serve para avaliar o líquido ruminal ou administrar</p><p>medicamento) e Thygesen (sonda para retirar coisas entaladas, geralmente frutas).</p><p>● Determinar ph, Phmetro ou fita de PH: valores normais 6,0 a 7,0. Pode ser feita com fita de</p><p>pH ou então pode fazer a prova de azul de metileno, uma atividade dedutiva por bactéria (se</p><p>demorar por mais de 30 minutos é porque não tem ação das bactérias, ou seja, acidose</p><p>aguda. Se demorar de 3 a 6 minutos a microflora está normal normal).</p><p>Aparelho digestório de Equinos</p><p>O cavalo possui entre 36 a 42 dentes (6 incisivos superiores e inferiores, 2 caninas superiores e</p><p>inferiores, 6 pré molares superiores e inferiores e 6 molares superiores e inferiores). Cavalo tem</p><p>muda dentária no qual pôde-se estimar a idade do mesmo</p><p>Sinais de problemas dentários: comportamento anormal ao comer, relutância em comer, perda de</p><p>escore, odor estranho na boca, sangue ou saliva excessiva na boca, balança de cabeça, excitação e</p><p>desconforto ao utilizar embocadura, trauma e/ou edema facial, drenagem da mandíbula ou maxila</p><p>descarga nasal fétida.</p><p>Trato digestório</p><p>A digestão química ocorre no estômago e no intestino delgado Já, a fermentação microbiana</p><p>ocorre no ceco e intestino grosso,</p><p>A celulose é convertida em ácido voláteis (ácido propiônico, butírico e acetato) pela enzima e são</p><p>digeridos.</p><p>Deve-se observar o número de descarga da válvula ílio cecal para ver se a motilidade está normal,</p><p>aumentada, diminuída.</p><p>Ordem Intestino Grosso:</p><p>CVD cólon ventral direito → flexura esternal → CVE cólon ventral esquerdo → flexura pélvica</p><p>CDE cólon dorsal esquerdo → flexura diafragmática → CDD cólon dorsal direito → Cólon transverso</p><p>Cólon menor → Reto</p><p>As compactações geralmente ocorrem na flexura por serem de menor espessura.</p><p>Características: Cavalos não vomitam, estômago possui uma capacidade ‘pequena’, tem-se</p><p>mesentério longo no ID, ocorre o movimento ascendente da ingesta e estreitamento do lúmen na</p><p>flexura pélvica.</p><p>Avaliar:</p><p>Histórico: avaliar alimentação, tipo de cama, pasto e solo, mudanças de treinamento, exercício,</p><p>transporte, cirurgia, vícios redibitório (coprofágico, aerofágico), histórico médico (doenças, perda de</p><p>peso, salivação intensa), histórico de vacinação e vermifugação</p><p>Histórico específico: avaliar início (se foi súbito ou lento), atitude (depressivo/alerta), possíveis sinais</p><p>(episódio e duração), avaliar possíveis causas, perguntar se houve alguma terapia antecedente,</p><p>avaliar defecação (frequência e composição) e se há Prenhez.</p><p>Sinais de dor: cheirar o chão, cavar, fleeming, rolar, expor o penis e não urinar.</p><p>Coloração de mucosa e tempo de preenchimento capilar:</p><p>Ausculta intestinal: deve-se fazer avaliação bilateral. Um aumento na peristalse pode-se indicar</p><p>cólica espasmódica, lesões verminóticas e/ou diarréia e uma redução pode indicar processos</p><p>estrangulantes, Íleo paralítico, obstruções.</p><p>Sondagem nasogástrica: Tem função diagnóstico e terapêutica. Deve-se direcionar pro esôfogo,</p><p>não pro pulmão.</p><p>Cavalos com dor intensa devem ter a sonda passada logo no início do exame. Em casos de refluxo</p><p>persistente a sonda deve ser deixada no local.</p><p>Palpação retal: deve-se ter cuidados na contenção e lubrificação No lado direito pode-se palpar o</p><p>corpo e base do ceco, tênias, ovário. Do lado esquerdo, o cólon maior dorsal, ventral, flexura pélvica,</p><p>baco e ovários. Na região dorsal pode-se sentir a aorta abdominal, artéria mesentérica cranial,</p><p>artéria ilíacas,, rim esquerdo e ligamento nefro esplênico E na região ventral, o útero, vesícula</p><p>urinária, anéis inguinais (machos).</p><p>Abdominocentese: É o ato de recolher líquido peritoneal, determinada pela condição dos órgãos que</p><p>são por ele banhados. É indicado para histórico de dor aguda ou recorrente perda de peso crônica e</p><p>diarréia crônica.</p><p>Sistema Respiratório</p><p>Deve-se diferenciar se é respiratório ou de outro sistema, por exemplo, anemia intensa gera</p><p>aumento da FC para aumentar a circulação e oxigenação. O sistema respiratório é dividido em vias</p><p>aéreas</p><p>anteriores, que é composto por narina, moana, seios paranasais, faringe, laringe, traqueia e</p><p>por vias aéreas posteriores, composto por brônquios principais, brônquios segmentares, bronquíolo,</p><p>alvéolos.</p><p>Exame semiológico</p><p>Deve-se avaliar histórico e fazer anamnese, realizar inspeção, palpação, percussão, ausculta e</p><p>olfação e localizar as alterações dentro do sistema respiratório e diagnosticar a natureza etiológica.</p><p>Quanto a incidência; Observar se foi individual (um único animal ou início da doença - surgira novos</p><p>casos) ou coletivo (avaliar a morbidade e letalidade).</p><p>Quanto ao início: avalia a gravidade do caso, patogenicidade e transmissibilidade do agente</p><p>etiológico.</p><p>Quanto ao tratamento anterior: se houve antibioticoterapia, manutenção ou alteração do plano</p><p>terapêutico conforme a evolução.</p><p>Quanto ao manejo: sinais percebidos e quando ocorrem com maior frequência. Ex: sinusite alérgica</p><p>na primavera.</p><p>Manifestações clínicas observados</p><p>● Tosse e/ou espirro;</p><p>● Corrimento nasal;</p><p>● Fadiga durante o exercício/prostração ;</p><p>● Sons respiratórios anormais (obstrução);</p><p>● Taquipneia (respiração rápida e superficial);</p><p>● Dificuldade respiratória (apneia);</p><p>● Febre;</p><p>● Posição ortopneica: postura no qual, o animal que está fazendo broncristrição, faz para</p><p>respirar com as musculaturas acessórias.</p><p>Dieta: avaliar se é fornecido ração pulverulenta ou peletizada, se é feno, capim fresco ou silagem.</p><p>Em caso de feno, se fornecido em locais altos, a via aérea fica mais aberta ao ingerir o alimento e</p><p>tem maior incidência de problemas respiratórios.</p><p>Confinamento; deve-se observar umidade, temperatura, ventilação e cama (em cama de palha</p><p>gera muita poeira).</p><p>Inspeção: faz-se avaliação da linha oblíqua observando a transição costoabdominal, ademais,</p><p>contar à Frequência Respiratória em minutos verificar tipo e ritmo.</p><p>Alteração patológicas da FR</p><p>● Taquipnéia: pode ser em casos de febre e/ou dor.</p><p>● Bradipneia: pode ser em casos de depressões do SNC.</p><p>● Apneia; ausência total da respiração.</p><p>Arritmias respiratórias</p><p>Cheyne- stokes: movimento crescente até o auge e diminuindo. Pode ocorrer em fases finais de</p><p>insuficiência cardíaca, em intoxicações por narcóticos e lesões cerebrais.</p><p>Biot; dois ou três movimentos respiratórios, apneia, um ou dois movimentos respiratórios, apneia.</p><p>Pode ocorrer em casos de lesões cerebrais ou das meninges.</p><p>Kussmaul: inspiração profunda e demorada, apnéia, expiração prolongada. Pode ocorrer em casos</p><p>de coma e intoxicação por barbitúricos.</p><p>Atividade respiratória</p><p>Normal (Eupnéia): respiração costo abdominal, inspiração ativa e mais rápida e expiração passiva e</p><p>mais lenta.</p><p>Dispneia (dificultada): ela pode ser;</p><p>● Inspiratória: indica problemas nas vias aéreas anteriores. Pode ser estenoses, corpos</p><p>estranhos, inflamações.</p><p>● Expiratórias: indica problemas nas vias aéreas posteriores com diminuição da elasticidade</p><p>pulmonar e obstrução de pequenas vias. Pode ocorrer em casos de enfisema, bronquites,</p><p>bronquiolites.</p><p>● Mista: geralmente em casos de edema no interstício (edema pulmonar, broncopneumonia).</p><p>Hiperpnéia: ocorre alteração da amplitude. Ocorre em casos de pneumotórax ou após exercício.</p><p>Respiração abdominal: geralmente o problema é voltado para o gradil costal (pleurite, fraturas de</p><p>costela).</p><p>Respiração costal: geralmente o problema é voltado para área abdominal (peritonites, dilatação</p><p>gástrica).</p><p>Inspeção</p><p>Muflo: avaliar se há ressecamento (febre, desidratação, hipovolemias) e/ou erosões (febre catarral</p><p>maligna).</p><p>Fossas nasais: avaliar se há presença de úlceras, erosões, pólipos, tumores, corpos estranhos</p><p>Corrimento nasal:</p><p>● Seroso: normal em bovinos, relevante quando aumentado.</p><p>● Mucoso: geralmente em inflamações virais, alergias.</p><p>● Purulento: geralmente por contaminação bacteriana e migração leucocitária.</p><p>● Hemorrágico: geralmente por corpos estranhos, ferimentos, úlceras, pólipos.</p><p>● Esverdeado: geralmente por defeitos de deglutição.</p><p>Ar exalado: ODOR</p><p>Normal ou pútrido: se houver alguma alteração, pode ser por laringite necrótica, abscessos</p><p>pulmonares, pneumonia aspirativa. Deve-se colocar a mão em concha do lado da narina.</p><p>Fluxo (ambos os lados): são alterados por obstruções. Deve-se colocar o dorso duas mãos em cada</p><p>narina para sentir o ar exalado.</p><p>Temperatura : se estiver aumentada, pode-se indicar algum processo de inflamação.</p><p>Bolsa guturais: tem como função fazer o resfriamento do ar para o sistema nervoso central.</p><p>Palpação</p><p>Procura de depressão: afundamento do osso nasal, fratura do anel traqueal ou costelas, ou</p><p>aumento do volume.</p><p>Sinais de inflamação: calor, dor, rubor, tumor.</p><p>Tórax: deve-se fazer com a mão espalmada e com pontas dos dedos apoiadas nos espaços</p><p>intercostais.</p><p>Linfonodo mandibulares reativos: pode ser em casos de faringite, laringite ou abscessos.</p><p>Frêmito laringeo traqueal: sentir a vibração na altura da laringe ou traqueia (líquido ou membranas).</p><p>Frêmito torácico: se estiver ocorrendo pode ser pela presença de líquido (inflamatório ou não) nos</p><p>brônquios, gera um atrito pleural (roce pleural).</p><p>Tosse</p><p>É um mecanismo de defesa das vias áreas. Posse ser seca ou com secreção Para realizar o estímulo</p><p>da tosse, pode ser feito por beliscamento dos primeiros anéis traqueais logo abaixo da glote ou por</p><p>tamponamento da narina .</p><p>Percussão</p><p>A percussão dos seios frontal, nasais e paranasais e espaço intercostal é feito para avaliar se tem</p><p>ar (ideal) ou secreção. É feita com o cabo do martelo de percussão, digital ou dígito digital, sempre</p><p>comparando os dois lados. Técnica; dorso ventral e crânio caudal</p><p>○ Som maciço: coleção de pus, tumoração (pneumonia, abscessos ou tumores</p><p>pulmonares) .</p><p>○ Timpânico: excesso de ar (enfisema pulmonar, pneumotórax).</p><p>Limites (torácico)</p><p>● Anteriores: musculatura da escápula - som maciço.</p><p>● Superiores: musculatura dorsal - som maciço.</p><p>● Posteriores: Observação de sons intestinais.</p><p>Auscultação</p><p>É realizada nos mesmos locais que da percussão. É o método diagnóstico que dá maiores</p><p>informações, local de maior intensidade corresponde a provável origem de sua produção.</p><p>Técnica: posição quadrúpede e em repouso, com estetoscópio, crânio caudal e dorso ventralmente</p><p>por toda área e por dois movimentos respiratórios. Um exercício leve e inibição temporária da</p><p>respiração intensifica sons respiratórios para auscultação.</p><p>Ruído normal: ruído laringotraqueal, traqueobrônquico, bronco-bronquiolar.</p><p>Ruído traqueobrônquico (bronquial, sopro glótico ou tubárío): tórax, passagem do ar pelos</p><p>grandes brônquios e porção final da traquéia (terço anterior do tórax, tanto na inspiração quanto na</p><p>expiração)</p><p>Ruído bronco-bronquiolar (mumúrio vesical): brônquios menores e bronquíolos (dois terços</p><p>posteriores do tórax, durante a inspiração)</p><p>Variações dos Ruídos Respiratórios Normais</p><p>Aumento dos ruídos normais: Aumento na quantidade de ar com maior vibração das paredes das</p><p>vias aéreas (aumento na frequência respiratória (taquipnéia), na amplitude (hiperpnéia) ou ainda</p><p>por dificuldade respiratória (dispneia)) ou facilitação de transmissão (líquido no interstício pulmonar:</p><p>pneumonias, congestão, edema pulmonar). Geralmente associado a aumento da área de</p><p>auscultação do ruído traqueobrônquico (notado em toda a área pulmonar).</p><p>Diminuição dos ruídos normais: Interferência na transmissão dos sons, diminuição da velocidade de</p><p>penetração de ar (obstruções ou diminuição da atividade respiratória), obstruções nas vias aéreas</p><p>anteriores. Pode ser;</p><p>● Fisiológico: animais gordos, de pelos longos, com maior espessura da parede torácica,</p><p>musculosos e em repouso prolongado.</p><p>● Patológico: afecções dolorosas do tórax, diminuição da elasticidade pulmonar, aderências</p><p>pulmonares, exsudatos fibrinosos, edemas ou enfisemas subcutâneos, coleções de ar ou</p><p>líquido na cavidade pleural.</p><p>● Estenoses de vias aéreas: área de silêncio pulmonar (alvéolos, bronquíolos e pequenos</p><p>brônquios cheios de exsudato, grande área de compressão, atelectasia pulmonar).</p><p>Inspiração interrompida (murmúrio vesicular interrompido): interrupção na inspiração (animais</p><p>sadios e nos excitados, enfermidades</p><p>dolorosas da pleura e na bronquite com exsudato).</p><p>Ruídos Patológicos ou Adventícios</p><p>Crepitação grossa (estertor úmido/bolhoso): Aumento de líquido no interior de brônquios,</p><p>formação de uma onda capaz de causar obstrução da luz. Assemelha-se ao estourar de bolhas.</p><p>Pode ocorrer em casos de broncopneumonia e edema pulmonar.</p><p>Crepitação fina (estertor crepitante): Ruído semelhante ao esfregar de cabelos próximo à orelha,</p><p>ou ao estourar de pequenas bolhas. Deduz-se que esse ruído seja produzido durante o</p><p>deslocamento das paredes das pequenas vias aéreas preenchidas por líquido ou muco em excesso.</p><p>Essas crepitações podem ser.</p><p>● Inspiratório: edema pulmonar ou pneumonia.</p><p>● Expiratório ou inspiratório/expiratório (misto): doença pulmonar obstrutiva crônica,</p><p>bronquiolite e enfisema pulmonar.</p><p>Sibilo: Semelhante a chiado ou assobio. Ocorre pelo estreitamento de vias aéreas causado</p><p>(deposição de secreção viscosa aderida, broncoespasmo).</p><p>● Início da inspiração: processos extratorácicos (estenose da laringe, compressão da traquéia</p><p>ou muco espesso nesses locais).</p><p>● Fim da inspiração ou expiração: obstrução das pequenas vias aéreas (bronquite ou</p><p>bronquiolite e doença pulmonar obstrutiva crônica).</p><p>Ronco: Ruído grave, de alta intensidade devido a vibração de secreções viscosas aderidas às</p><p>paredes de grandes brônquios. Pode ocorrer por broncopneumonia (tórax), laringite ou</p><p>laringotraqueíte (região da laringe ou traquéia).</p><p>Roce Pleural: Atrito das pleuras visceral e parietal inflamadas. Não é audível em animais sadios e</p><p>em animais doentes parece um esfregar de duas folhas de papel, esfregar de duas lixas. Pode</p><p>ocorrer em casos de pleurite com deposição de fibrina.</p><p>Sopro, roce ou ruído cardiopleural: Som de raspar duas superfícies ásperas, a inspiração é</p><p>coincidente com a movimentação cardíaca. Isso ocorre quando há o atrito da pleura sobre o</p><p>pericárdio inflamado (pleurite associada a pericardite).</p><p>Sopro ou ruído cardiopulmonar: Baixa intensidade, semelhante ao soprar com os lábios apertados.</p><p>Relacionado em animais saudáveis com ciclo sístole diástole. Acontece em quadros de excesso de</p><p>produção de muco (bronquiolites).</p><p>Broncofonia: Ruídos acessórios que perturbam a auscultação como voz, gemidos, tosse, crepitações</p><p>ou estridores laríngeos.</p><p>● Ruídos acessórios que perturbam a auscultação: Contrações dos músculos cutâneos,</p><p>crepitações dos pelos, de deglutição e gastroentéricos. Dificultam o diagnóstico.</p><p>Percussão auscultatória</p><p>Percussão tranquila e auscultação pulmonar associada.</p><p>- Tecido normal: ruído débil, impreciso, distante e difuso.</p><p>- Tecido atelectásico ou congesto: ruído breve, seco, e preciso.</p><p>- Coleções líquidas no espaço pleural: ruído ao longe, mas preciso e breve.</p><p>Punção exploratória</p><p>Coleta de liquido pleural, diagnóstico de exsudato e transudato. Em equinos deve-se fazer no sexto</p><p>EIC esquerdo ou quinto EIC direito e, nos ruminantes, deve-se fazer no quinto EIC esquerdo e quarto</p><p>EIC direito</p><p>● Deve puncionar o bordo cranial devido os vasos (veias, artérias e nervos) passarem no bordo</p><p>caudal.</p><p>Exame complementar</p><p>• Hemograma (leucograma e fibrinogênio)</p><p>• Exame parasitológico das fezes</p><p>• Titulação de anticorpos</p><p>• Exame radiográfico (penetrância)</p><p>• Ultrassonografia</p><p>• Endoscopia</p><p>• Lavado traqueobrônquico e broncoalveolar</p><p>• Gasometria</p><p>• Biópsia pulmonar</p><p>• Toracocentese (citologia e microbiológico)</p><p>• Necrópsia</p><p>Sistema cardiovascular.</p><p>Os casos clínicos permanecem assintomáticos por muito tempo, devido o diagnóstico ser tardio e é</p><p>difícil obter sucesso no tratamento. Os casos podem ser de;</p><p>● Origem primária: afetam diretamente o sistema circulatório. Ex: alterações congênitas ou</p><p>malformações e as retículo pericardites traumáticas</p><p>● Origem secundário: afeta primeiro os outros órgãos e leva a um comprometimento</p><p>cardiovascular. Ex: acidose láctica.</p><p>Funções do sistema</p><p>O coração bombeia sangue para todo o organismo e para si mesmo, as veias conduzem sangue dos</p><p>diferentes órgãos e tecidos para o coração e as artérias transportam sangue do coração para os</p><p>órgãos e tecidos corporais. Os capilares transportam o sangue de forma mais lenta e possibilita a</p><p>difusão de gases e filtração de substâncias e o sangue tem como função transportar oxigênio,</p><p>hormônios, nutrientes e substâncias químicas e excretas - subprodutos do metabolismo celular que</p><p>necessitam ser eliminados e/ou metabolizados via renal ou hepática.</p><p>Particularidades das espécies</p><p>Os bovinos possuem coração de forma mais globosa, arredondada. Projeção entre 3 e 5 EIC. Maior</p><p>parte voltada para o lado esquerdo. O coração dos caprinos adultos possuem dois pequenos ossos</p><p>cardíacos, os quais se situam ao redor do arco aórtico (o coração é recoberto por pulmões).</p><p>● A arritmia sinusal respiratória é comum em caprinos, ocorrendo uma aceleração dos</p><p>batimentos no final da inspiração.</p><p>Em equinos o coração possui forma cônica, localizado do 3 ao 6 EIC. Não é totalmente recoberto</p><p>pelos pulmões (incisura cardíaca), onde o coração encontra na parede torácica, formando uma área</p><p>de macicez absoluta.</p><p>Propriedades do coração</p><p>Batmotropismo (auto excitabilidade): capacidade que o coração tem de se auto excitar e propagar</p><p>os impulsos elétricos e, assim, se contrair.</p><p>Cronotropismo (ritmicidade): capacidade cardíaca de ritmar suas contrações na frequência</p><p>necessária, de modo sincrônico.</p><p>Dromotropismo (contratilidade): capacidade que o coração tem de se contrair e promover a</p><p>propulsão sanguínea para os vasos.</p><p>Inotropismo (força de contração): capacidade cardíaca de proporcionar força de contração</p><p>necessária para que a pressão sanguínea seja obtida por essa capacidade.</p><p>Exame clínico</p><p>● Identificação do paciente (anamnese)</p><p>● Exame físico</p><p>● Exames complementares</p><p>Principais sinais</p><p>• Cansaço fácil, intolerância ao exercício ou fraco desempenho atlético;</p><p>• Emagrecimento progressivo, desenvolvimento retardado e incompleto;</p><p>• Tosse (geralmente improdutiva), respiração ofegante (taquipneia) e taquicardia;</p><p>• Febre variável (endocardite em bovinos), edema de peito, barbela ou pescoço, além do abdome e</p><p>de membros;</p><p>• Abdução de membros torácicos, dilatação ou distensão de veia jugular e, nos bovinos, da mamária.</p><p>• Alteração na coloração das mucosas: palidez (que pode indicar anemia ou perda de sangue) e/ou</p><p>cianose (mucosas ficam azuladas)</p><p>• Petéquias e Morte súbita.</p><p>1. Inspeção</p><p>Deve-se observar postura e atitude (se há presença de edemas ou pulso venoso positivo), avaliar se</p><p>há abdução de membros torácico pois isso ocorre na tentativa de respirar melhor nos quadro de</p><p>dispneia por edema pulmonar ou por insuficiência cardíaca, observar de há dilatação da veia jugular</p><p>e mamária e anoxia (mucosas aparentes revelando palidez ou cianose). Avaliar também o TPC, que</p><p>avalia a circulação periférica.</p><p>2. Auscultação</p><p>Possibilita o diagnóstico de diversos distúrbios cardíacos ou a detecção de alterações, tais como</p><p>arritmias, sopros, roce pericárdico, desdobramentos de bulha e outras alterações, tanto patológicas</p><p>quanto fisiológicas. Deve-se auscultar todos os focos cardíacos – pulmonar, aórtico, mitral e</p><p>tricúspide. Ademais, auscultar os pulmões e toda a cavidade torácica, para evitar perder</p><p>informações que possam auxiliar no diagnóstico.</p><p>A sequência da avaliação na auscultação cardíaca;</p><p>1. Mensuração da frequência cardíaca; em animais hígido a FC é igual a dos pulsos</p><p>2. Avaliação da intensidade e características dos ruídos cardíacos e da área de auscultação;</p><p>3. Avaliação individualizada dos ruídos cardíacos mediante referências topográficas das áreas</p><p>valvares em cada lado do tórax;</p><p>4. Avaliação dos sopros quanto às suas características e localização dos pontos de máxima</p><p>intensidade</p><p>PAM: lado esquerdo T: lado direito</p><p>Bulha (s1) é o fechamento das valvas atrioventriculares esquerda (mitral) e direita (tricúspide) e</p><p>distensão (tensão e vibração) das cordoalhas tendíneas.</p><p>Bulha (S2) é o fechamento das valvas semilunares (sigmóides) pulmonar e aórtica e desaceleração</p><p>da coluna de sangue nos grandes vasos.</p><p>Bulha (S3) ocorre em</p><p>decorrência de distensão e vibração dos ventrículos quando do início da</p><p>diástole. Enchimento rápido das câmaras cardíacas pelo sangue e o choque deste contra as paredes</p><p>internas ventriculares, que ocorre no início da diástole.</p><p>Bulha (S4) ocorre em consequência de contração atrial e sua vibração.</p><p>Sopro cardíaco: ocorre por incompetência da válvula. Possíveis causas são a diminuição da</p><p>viscosidade sanguínea (anemia), velocidade de fluxo alta - comunicação anormal entre as câmaras</p><p>cardíacas como no caso de insuficiência de valvas atrioventriculares, ocorrendo refluxo sanguíneo</p><p>do ventrículo para o átrio durante a sístole ventricular. Tal fenômeno é chamado de regurgitação</p><p>valvar.</p><p>Pode também ocorrer por diâmetro do vaso grande, pelo qual passa o sangue. Como os cavalos</p><p>dispõem de artérias calibrosas e ventrículos grandes, é comum encontrar muitos animais</p><p>considerados hígidos apresentando sopros, os quais, na maioria das vezes, são considerados</p><p>fisiológicos.</p><p>3. Palpação</p><p>Choque cardíaco: ocorre no 5 ou 6 EIC dos equinos e em bovinos no 4 EIC.</p><p>Pulso arterial: realiza com dedos indicador médio pressionando forte de depois direcionar a pressão</p><p>sobre ela, para sentir a pulsação. Pôde-se avaliar frequência, ritmo, amplitude (distensão para</p><p>passagem de sangue), tensão (firmeza da artéria), celeridade (tempo que a artéria leva para dilatar</p><p>e voltar ao normal) e, grau de repleção (quantidade de sangue dentro da artéria).</p><p>Locais: artéria facial ou submandibular, femoral (pequenos ruminante,s bezerros e potros), carótida</p><p>(equinos e ruminantes) safena (equinos), digital palmar (equinos), coccígea (bovinos).</p><p>4. Percussão</p><p>Pouco utilizada na avaliação cardíaca, para determinar a área cardíaca absoluta e relativa.</p><p>Cavalos apresentam “incisura cardíaca” – área em que o coração não é recoberto pelos pulmões</p><p>Exames Complementares</p><p>• Hemogasometria: avaliar Paco2 que reflete uma possível hipoxemia e shunts.</p><p>• Exame Eletrocardiográfico(ECG) simples ou por telemetria.</p><p>• Exame Radiográfico, angiográfico, angiocardio gráfico.</p><p>• Exame Ecocardiográfico–associado ou não Doppler.</p><p>• Mensuração da pressão sanguínea direta ou indireta.</p><p>• Pericardiocentese–punção saco pericárdico.</p><p>• Tomografia computadorizada.</p><p>• Ressonância Magnética.</p><p>•. Exames Laboratoriais: avaliação de CK e LDH (para as isoenzimas cardíacas) / SDH, AST e</p><p>arginase (avaliação hepática) / ureia e creatinina (avaliação renal).</p><p>Plantas tóxicas que causam alterações cardiovasculares</p><p>Senecio spp. (Tasneirinha, flor-das-almas e maria-mole). Gera agressividade, incoordenação,</p><p>tenesmo (prolapso retal), diarréia, falta de apetite, paralisia ruminal, fezes com sangue, elevada</p><p>atividade cardíaca.</p><p>Tetrapterys multiglandulosa spp. (Cipó-preto, Cipó-ruão, Cipó- vermelho). Gera edema de barbela e</p><p>na região esternal, jugular com pulso positivo, aborto, relutância do animal em andar,</p><p>emagrecimento progressivo, fezes ressecadas.</p><p>Palicourea marcgravi (Cafezinho, erva-de-rato, erva-café, café-bravo, roxa, roxinha, roxona e vick).</p><p>Gera desequilíbrio do trem posterior (os animais caem), tremores musculares, movimentos de</p><p>pedalagem, dispnéia, membros distendidos, taquicardia, convulsão e morte. O animal pode morrer</p><p>em 1 a 15 minutos).</p><p>Ck: enzima tirosina quinase e LDH - lactato desidrogenase avaliam músculos (inclusive cardíacos).</p><p>Sistema reprodutor masculino</p><p>Principais estruturas anatômicas</p><p>● Bolsa testicular</p><p>● Testículos</p><p>● Epidídimos</p><p>● Ductos deferentes</p><p>● Cordões espermáticos</p><p>● Glândulas prostática, vesiculares e bulbouretrais</p><p>● Prepúcio</p><p>● Pênis</p><p>Descida dos testículos (média): Em granhão ocorre entre 9 a 11 meses de gestação, no touro em até</p><p>4 meses de gestação e em carneiro até 80 dias de gestação.</p><p>Em animais domésticos, a descida é em média 2 semanas após o nascimento através do anel</p><p>inguinal e devem ser palpados na bolsa escrotal em até 8 semanas. Em bolsas escrotais muito</p><p>grandes pode ter mau fechamento e entrar uma parte do intestino na mesma formando uma hérnia</p><p>inguinal .</p><p>Em cavalo desde o nascimento até os dois anos de idade o testiculo sobe e desce da bolsa escrotal</p><p>e em bolsas maiores até 4 anos, depende do tamanho do anel inguinal.</p><p>Puberdade: Momento em que o macho é capaz de produzir espermatozóides pela primeira vez, em</p><p>número e quantidade suficientes para emprenhar a fêmea.</p><p>● Equinos: 18 meses</p><p>● Bovinos: 9 a 10 meses</p><p>● Ovinos: 6 a 8 meses</p><p>Características anatômicas dos órgãos reprodutores em algumas espécies domésticas</p><p>Ovina e caprina: possuem uma próstata difusa e o pênis com um apêndice vermiforme e flexura</p><p>sigmóide. Não passa sonda uretral devido ao apêndice filiforme, para passar e acessar a uretra</p><p>deve amputar o mesmo.</p><p>Equina: pênis extremamente vascular com a uretra projetando alguns centímetros além da glande</p><p>peniana.</p><p>Bovina: possuem flexura sigmóide.</p><p>Glossário Semiológico</p><p>Espermatocele: é a distensão do epidídimo com acúmulo de esperma.</p><p>Hematocele: é o extravasamento e acúmulo de sangue na cavidade da túnica vaginal.</p><p>Hidrocele: é o acúmulo de líquido no saco da túnica vaginal.</p><p>Monorquidismo: é a presença de um único testículo no escroto (criptorquidismo unilateral).</p><p>Orquite: é a inflamação do testículo.</p><p>Orquiocele: tumor ou herniação completa de um testículo.</p><p>Orquiopatia: é um processo patológico do testículo.</p><p>Balanite: é a inflamação da glande peniana.</p><p>Balanopostite: é a inflamação simultânea da glande e da mucosa prepucial.</p><p>Fimose: é a incapacidade de exteriorização do pênis em virtude do alongamento ou estenose do</p><p>prepúcio.</p><p>Frênulo persistente: é a permanência anormal de tecido conjuntivo entre a glande do pênis e</p><p>prepúcio.</p><p>Hipospadia: é uma abertura da uretra ventralmente ao pênis e caudalmente ao orifício uretral</p><p>normal.</p><p>Postite: é a inflamação do prepúcio.</p><p>Fatores que podem afetar capacidade reprodutiva: Afecções inerentes ou não ao sistema</p><p>reprodutor, estado sanitário, estado nutricional, idade e comportamento sexual.</p><p>Exame clínico</p><p>Idade: animais mais jovens podem possuir anomalias congênitas/hereditárias como criptorquidismo</p><p>e frênulo persistente. Animais idosos podem apresentar tumores testiculares, diminuindo sua</p><p>capacidade reprodutiva.</p><p>Anamnese: Observar se há falhas de manejo, ocorrência de traumas, se as vacinações estão</p><p>corretas e se houve algum possível tratamento.</p><p>Perguntas que devem ser feitas:</p><p>Anormalidades do SRM</p><p>Infertilidade: é a redução temporária ou permanente da capacidade de conceber e produzir</p><p>descendentes viáveis, pode-se manifestar na cópula ou ausência de fertilização.</p><p>Mudança de comportamento sexual: Pode ser indiferença sexual (rejeição a fêmea por traumas</p><p>psíquicos como coices, mordidas..) ou por ausência de libido (falta de interesse ou estímulo sexual</p><p>causado por fatores hereditários, ambientais ou patogênicos). Pode ocorrer também em casos de</p><p>desequilíbrio hormonal ou atividade sexual excessiva. Um indicativo é de relutância ou lentidão ao</p><p>copular</p><p>Ausência ou falha na manutenção da ereção: é controlado pelo sistema nervoso vegetativo,</p><p>associado a indiferença sexual. É causado por disfunção orgânica, hereditária ou experiências</p><p>passadas. Os equinos podem ser decorrentes de doenças neuromusculares ou vasculares.</p><p>A avaliação do potencial reprodutivo pode ser feita pela avaliação andrológica e teste de</p><p>comportamento sexual.</p><p>Condições corporal e muscular: os equinos exteriorizam pênis durante micção e se houver uma</p><p>protrusão intermitente sem micção pode ser indicativo de cálculo urinário.</p><p>A dificuldade de monta pode ser por subnutrição, parasitose, traumas, lesões locomotoras,</p><p>obesidade e outros.</p><p>Exame Físico Específico Externo</p><p>Avaliar prepúcio e pênis: podem apresentar casos de parafimose e priapismo, fimose,</p><p>balanopostite, protrusão insuficiente do pênis e/ou fratura do pênis. Deve ser feito em local</p><p>iluminado com contenção física adequada. A avaliação dos touros e garanhões deve ser feita</p><p>lateralmente</p><p>No prepúcio pode ocorrer edemas, alterações congênitas (frênulo persistente), hemorragias e</p><p>abscessos. A Pele deve ser fina, elástica e móvel, sem evidências de inflamação.</p><p>Para</p><p>avaliar a bolsa testicular deve ser feita a inspeção e palpação, observando cor, se há</p><p>parasitas ou micoses.. A mesma deve ser elástica, lisa, fina, poucos pelos e quase sempre pendular,</p><p>livres de escaras, cicatrizes, granulomas, edemas, fístulas, dermatites e assimetrias graves. Deve-se</p><p>examinar os bovinos pelo tronco (por trás) e equinos lateralmente.</p><p>● A circunferência escrotal está relacionada a produção espermática, utilizada para seleção de</p><p>animais, porém, o aumento pode ocorrer por hipertrofia, líquido, tumores. Deve-se ser</p><p>investigado.</p><p>Testículos e Epidídimos: deve-se avaliar os seguintes itens;</p><p>● Simetria: atrofia ou hipoplasia, hiperplasia.</p><p>● Tamanho: hipo ou hiperplasia testicular.</p><p>● Sinais de inflamação (dor, rubor, calor).</p><p>● Endurecimento: neoplasia, orquite crônica.</p><p>● Flacidez: processos degenerativos, disgenesia, endocrinopatias.</p><p>● Deslocamento excessivo para o canal inguinal: anormalidade.</p><p>● Monorquidismo e criptorquidismo (condição hereditária, garanhões: só após dois anos de</p><p>idade).</p><p>Palpação do Epidídimo: entre o polegar e o indicador. Existem três segmentos: cabeça, corpo e</p><p>cauda</p><p>Palpação dos Cordões Espermáticos: Artéria e veias espermáticas em forma emaranhada (plexo</p><p>pampiniforme). A consistência deve ser firme e simétrica.</p><p>A varicocele é uma dilatação local da veia espermática, é bilateral em 50% dos casos.</p><p>Exame Físico Específico Interno</p><p>Exploração manual ou digital retal , deve-se examinar estruturas internas quando observar a</p><p>presença de pus, sangue, células inflamatórias no sêmen.</p><p>Glândulas acessórias</p><p>● 2 glândulas bulbouretrais (não existem nos cães): Posição caudodorsal à uretra pélvica.</p><p>Difícil palpação por via retal devido ao espesso músculo isquiocavernoso.</p><p>● 1 próstata: Em equinos é difícil palpação por via retal, avaliação ideal via US. E, em bovinos é</p><p>possível fazer a palpação do corpo da próstata (1,5 cm de largura).</p><p>● 2 ampolas (palpáveis em equinos e bovinos): Elas armazenam o esperma proveniente dos</p><p>testículos e epidídimos. São palpáveis por via retal em bovinos e equinos e estão localizadas</p><p>na porção terminal do ducto deferente.</p><p>● 1 par de glândulas vesiculares: estão situadas uma em cada lado da uretra pélvica. Em</p><p>bovinos são lobuladas e em equinos lisas, pode ocorrer infecção por bactérias do gênero</p><p>Brucella.</p><p>Exames complementares</p><p>Biópsia testicular</p><p>Biópsia por excisão</p><p>Biópsia por aspiração</p><p>Métodos para colheita de sêmen</p><p>● Eletroejaculação (ruminantes).</p><p>● Excitação mecânica do pênis (suínos).</p><p>● Massagem das ampolas e ductos deferentes (equinos e bovinos).</p><p>● Camisa peniana (equinos).</p><p>● Colheita da cavidade vaginal ou uterina.</p><p>● Esponja inserida na cavidade vaginal.</p><p>● Coletor vaginal.</p><p>● Vagina artificial.</p><p>Análise Espermática</p><p>Espermograma = análise do sêmen. Deve observar: vigor, volume, aspecto, odor, cor, motilidade,</p><p>concentração e morfologia.</p><p>● Volume espermático:</p><p>- Bovinos: 0,5 – 20 mL</p><p>- Equinos: 30 – 340 mL</p><p>- Ovinos: 0,5 – 3 mL</p><p>- Caprinos: 0,2 – 2,5 mL</p><p>- Suínos: 100 – 500 mL</p><p>● Concentração espermática</p><p>- Touro: 300.000 – 2.000.000 mm3</p><p>- Garanhão: 30.000 – 800.000 mm3</p><p>- Carneiro: 2.000.000 – 5.000.000 mm3</p><p>- Bode: 1.000.000 – 5.000.000 mm3</p><p>Glossário Semiológico (relacionado ao sêmen/ejaculado)</p><p>Acinesia: ausência de motilidade</p><p>Aspermia: ausência de ejaculado</p><p>Astenospermia: debilidade de movimentação</p><p>Azoospermia: ausência de espermatozóides</p><p>Hemospermia: presença de sangue no ejaculado</p><p>Necrospermia: totalidade ou quase todos os espermatozóides mortos</p><p>Oligospermia: pequeno volume de ejaculado</p><p>Oligozoospermia: número baixo de espermatozóides</p><p>Piospermia: presença de pus.</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sistema reprodutor feminino</p><p>Principais estruturas anatômicas: ovários, oviduto, cornos uterinos, corpo uterino, cérvix vagina</p><p>vestíbulo e vulva.</p><p>A palpação é transretal e avalia o trato reprodutivo, final do digestório e parte do trato urinário.</p><p>Palpar o reto é melhor do que palpar vagina pois na vagina deve ter todos os cuidados estéril pois</p><p>pode levar a mietrite, vaginite, aborto (se tiver prenhez) e outros.</p><p>Ovários</p><p>Sinais indicativos de problemas no sistema reprodutor feminino.</p><p>● Anestro prolongado, ciclos irregulares, ninfomania, estros curtos, comportamento</p><p>masculinizado;</p><p>● Defeitos anatômicos da genitália externa;</p><p>● Aumento de volume no períneo ou projeções anormais exteriorizadas pela vulva;</p><p>● Distensão abdominal, dor, contrações e esforços expulsivos;</p><p>● Corrimento vaginal sanguinolento;</p><p>● Cistite;</p><p>● Laceraçãovaginal;</p><p>● Corpo estranho vaginal;</p><p>Secrecoes vaginas:</p><p>● Secreção marrom fétida: pode ser indicativo de morte com decomposição fetal.</p><p>● Secreção serossanguinolenta;</p><p>● Secreção purulenta: ocorre em casos de infecções .</p><p>● Secreção marrom enegrecida: pode ocorrer em casos de mumificação fetal.</p><p>Material básico para exame do aparelho reprodutor: luva plástica descartável, lubrificante, faixa o</p><p>plástico para forrar a cauda solução fisiológica, espéculo metálico ou descartável compatível,</p><p>bandeja metálica estéril, pinça de biópsia uterina, aparelho para coleta de amostra para</p><p>microbiológico (swab), escovas para coleta citológica, lanterna e seringas, álcool e solução</p><p>anti-séptica</p><p>Para avaliar se uma vaca já está prestes a parir e observar se o úbere está cheio, se tem</p><p>relaxamento dos ligamentos sacro ilíacos (garupa afunda) e edema vulvar. O escore corporal</p><p>influencia na prenhez/cio., vacas muito magras e muito gordas têm dificuldade.</p><p>Exame específico externo</p><p>Inspeção e palpação externa: avaliar a distensão e tensão abdominal, sinais de movimentos fetais</p><p>ou contrações musculares e de timpanismo.</p><p>Região perineal: avaliar a vulva, cauda e glândula mamária, verificando o edema e a quantidade,</p><p>qualidade, odor e cor da secreção vaginal. Avaliar aumentos de volume, cicatrizes, prolapsos e</p><p>lesões, além de inspecionar os ossos pélvicos.</p><p>Em casos de gestação deve-se avaliar também posição, forma, grau de dilatação e relaxamento da</p><p>vulva e ligamentos sacro isquiáticos.</p><p>Exame específico interno</p><p>Em equinos e bovinos é feita palpação via retal. Já, em suínos, ovinos e caprinos, a manipulação do</p><p>abdome é difícil, sendo necessário, em alguns casos, a realização de exames complementares (raio</p><p>x, US, dosagem hormonal, exames hematológicos e bioquímicos).</p><p>Animais em trabalho de parto</p><p>● Grandes animais: o exame obstétrico interno deve ser realizado por via vaginal com</p><p>manipulação direta com luva;</p><p>● Pequenos</p><p>ruminantes e porca: é feito o toque digital e palpação vaginal (se possível) de</p><p>forma cuidadosa e sob intensa lubrificação, devido ao seu tamanho e riscos de laceração e</p><p>ruptura uterina.</p><p>Observar:</p><p>● Vias fetais: abertura e grau de lubrificação;</p><p>● Bolsas fetais: ruptura, cor, odor e quantidade dos líquidos;</p><p>● Feto: viabilidade, tamanho e apresentação, posição e atitude.</p><p>Exame retal em grandes animais</p><p>A exploração retal deve atingir a cérvix, o útero e os ovários. A localização e o tamanho dos ovários</p><p>dependem da idade, da raça, da estação do ano (éguas) e da fase do ciclo estral.</p><p>Para avaliar os ovários deve ser feito movimentos de dedilhamento para verificar se há presença de</p><p>folículos, de corpo lúteo ou aumentos de volume anormais.</p><p>Exame vaginal</p><p>Deve fazer a bandagem da cauda, higienização de períneo e lábios vulvares. Após isso, realizar a</p><p>Introdução do espéculo, obedecendo à curvatura dorsal cranial da vagina. Para éguas utiliza-se o</p><p>espéculo tubular ou de Polanski</p><p>DIagnóstico de gestação</p><p>Deve ser o mais precoce possível para realizar as orientações medidas de manejo. A</p><p>ultrassonografia em bovinos pode dar o diagnóstico em 4 dias de gestação, em águas de 12 a 15</p><p>dias e em porcas é difícil por palpação abdominal e retal, sendo o melhor indicativo e o não retorno</p><p>do cio.</p><p>● É possível determinar o sexo a partir da visualização do tubérculo genital pela US em</p><p>diferentes períodos gestacionais.</p><p>Exames Complementares</p><p>Dosagem hormonal: Soro, plasma; Leite, fezes e urina (situações especiais). Método complementar</p><p>de diagnóstico de um estado fisiológico ou distúrbios endócrinos.</p><p>Microbiologia e sorologia: Nos casos de infecções graves, não responsivas ao tratamento; Episódios</p><p>de abortamento e partos prematuros, visando a saúde animal e a saúde pública.</p><p>Esfregaço Vaginal: excelente complemento diagnóstico (descamação do epitélio vaginal</p><p>acompanha as mudanças hormonais do ciclo estral).</p><p>Colpocitologia: Cotonete, escova ginecológica ou lavado vaginal com auxílio de espéculo,</p><p>depositadas em lâmina (esfregaço), fixadas e coradas trichome ou di�-quick® para exame ao</p><p>microscópio óptico. A Análise da morfologia celular, muco, leucócitos e bactérias, auxiliam no</p><p>diagnóstico da fase do ciclo reprodutivo e fornecem fortes indícios dos processos inflamatórios e</p><p>tumorais.</p><p>Biópsia: Uterina e vaginal - com pinça de biópsia específica. Exame complementar mais demorado,</p><p>porém indispensável em determinadas patologias.</p><p>Citologia aspirativa: exame simples e seguro (lesões sólidas ou fluidas). Direto ou guiado por US.</p><p>Endoscopia: Visualização interna da vagina e do útero; Quando inserido pela parede abdominal,</p><p>observa-se a porção serosa dos órgãos e os ovários.</p><p>Glândula mamária</p><p>A formação do leite é feita pelas células mioepiteliais (final da gestação devido ao aumento da</p><p>prolactina). A ocitocina é um hormônio responsável pela descida do leite após estímulo.</p><p>Agalaxia é o termo que se refere a ausência total de secreção láctea e galactostasia é o acúmulo e</p><p>estase de leite, caracterizado por glândulas firmes, quentes e edemaciadas. Grandes chances de</p><p>gerar mastite pois o leite é um ótimo meio de cultura.</p><p>Classificação de acordo com o número de glândulas mamárias</p><p>● Dimásticos: caprinos, ovinos e equinos (até duas).</p><p>● Polimásticos: bovinos (4).</p><p>Exame Físico Específico</p><p>Inspeção: observar a coloração da pele, presença de lesões, secreções, o número e o tamanho das</p><p>glândulas mamárias e das tetas. A cor da glândula mamária varia com a pelagem e depende do</p><p>número de melanócitos. A pele da glândula mamária das éguas é invariavelmente escura.</p><p>O Aumento de volume das mamas pode ser fisiológico em casos de gestação avançada (acúmulo</p><p>de colostro) ou patológico em casos de infecção (mastite), abscesso e neoplasia.</p><p>Palpação: em éguas deve ser realizado lateralmente ao animal com uma das mãos no dorso do</p><p>animal e estendendo o braço da outra mão na direção da mama.</p><p>Importância do exame semiológico</p><p>É importante em casos de produção de leite para consumo humano. Pode ocorrer perdas</p><p>econômicas e transmissão de doenças devido a falha na produção higiênica do leite e derivados.</p><p>Características higiênico- organolépticas do leite</p><p>● Leite higiênico: produzido em condições ideais, por animais saudáveis, com manejo</p><p>adequado e cuidados específicos na ordenha.</p><p>● Leite anti-higiênico: leite produzido, manipulado e/ou industrializado em condições</p><p>higiênico-sanitárias inadequadas e indesejáveis.</p><p>● Leite mamitoso: leite proveniente de úbere com processo inflamatório instalado.</p><p>Úbere</p><p>Possui glândulas mamárias independentes, morfologicamente e funcionalmente. Pode ser dividida</p><p>em anteriores, posteriores, direita e esquerda. São localizados na região inguinal e existem casos de</p><p>tetos supranumerários que são afuncionais.</p><p>A forma e volume são influenciadas por fatores extrínsecos e intrínsecos como raça, espécie, idade,</p><p>constituição individual e condições de manejo latoeiro, alimentação e criação.</p><p>Forma e volume</p><p>Produz de 11 a 15kg/dia e as glândulas anteriores são menores e produzem entre 25 a 50% menos</p><p>quantidade de leite que as posteriores.</p><p>Implantação da glândula mamária</p><p>● Ligamento suspensor lateral da mama;</p><p>● Ligamento médio;</p><p>● Cordões conjuntivos;</p><p>● Fáscia superficial;</p><p>● Pele: proteção do parênquima glandular e de recepção de estímulos.</p><p>Quando examinar a glândula mamária? Para diagnosticar enfermidades da mama, para</p><p>estabelecer a razão de quebra de produção leiteira, para avaliar a causa de recusa do leite pela</p><p>indústria de laticínios — leite ácido ou alcalino ou por excesso de cloretos. Ademais, para estabelecer</p><p>profilaxia das mamites nos rebanhos, para fazer levantamentos regionais das formas clínicas de</p><p>mamites, prevalência e sensibilidade dos agentes etiológicos.</p><p>Exame da Glândula Mamária</p><p>Deve-se fazer identificação do animal e Anamnese (individual e do rebanho), exame físico geral e</p><p>exame da glândula mamária (Inspeção, Palpação, Exame macroscópico do leite) e exames</p><p>complementares do leite (Microscópicos, Bioquímicos e Microbiológicos).</p><p>Para fazer uma amostra para exames deve ser estéril, fazer a higienização do leite, e deixar sair os 3</p><p>primeiros jatos.</p><p>Anamnese individual</p><p>Antecedentes distantes: doenças anteriores, decurso da última lactação, distúrbios metabólicos,</p><p>doenças infectocontagiosas, etc.</p><p>Antecedentes recentes: produção leiteira (anterior e atual), fase da lactação, início e evolução da</p><p>enfermidade, etc.</p><p>Apetite, ruminação e atitudes (estação e locomoção)</p><p>Tratamentos realizados.</p><p>Anamnese do Rebanho</p><p>Sistema de criação, características do estábulo, tipo e condições de ordenha, normas para secar</p><p>a vaca.</p><p>Produção leiteira: produção leiteira média dos animais e do plantel (por dia e por lactação);</p><p>ocorrência de doenças da mama.</p><p>Alimentação: normas características da ração, suplementação, mineralização, etc.</p><p>Condições sanitárias do rebanho.</p><p>Exame fisico geral</p><p>● FC e FR (1);</p><p>● Motilidade Ruminal (2);</p><p>● Frequência e características do pulso e/ou batimentos cardíacos (3);</p><p>● Temperatura (4);</p><p>● Apetite (5) e defecação;</p><p>● Micção.</p><p>(1), (3) e (4) - nas mamites agudas, apostematosas e principalmente flegmonosas há evidente</p><p>taquipnéia, taquicardia e febre alta, com até 41 °C.</p><p>(2) e (5) - nas mamites flegmonosas, quando se instala o quadro de toxemia altera-se a função</p><p>digestiva, manifesta por hipotonia do rúmen e diminuição do apetite.</p><p>Exame específico da glândula mamária</p><p>● Exame físico - realizar a inspeção e palpação.</p><p>● Aspecto macroscópico do leite - avaliar as características da secreção láctea.</p><p>● Pesquisa de leite mamitoso - avaliação clínica de modificações do leite como alcalinidade e</p><p>celularidade.</p><p>● Exame microscópico de leite - fazer a contagem e diferenciação das células somáticas.</p><p>● Exame microbiológico do leite - realizar isolamento de cepas e antibiograma.</p><p>Inspeção</p><p>Observar em posição quadrupedal e como o animal deita e levanta. Observar se há desconforto,</p><p>abdução e desvio posterior, se ocorre movimento com membros afastados e outros.. Na inspeção</p><p>direta do úbere deve-se observar se há</p><p>modificação de forma, disposição e simetria dos tetos,</p><p>aumento de volume da glândula e tetos, diminuição de volume da mama e tetos e outros..</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Semiologia do sistema urinário</p><p>Trato Urinário</p><p>● Superior/Anterior: rins</p><p>● Inferior/Posterior: ureteres, bexiga e uretra</p><p>Rins: Faz a produção de urina. O rim esquerdo consegue ser palpado e é mais caudal e o direito</p><p>consegue ser palpado apenas em animais jovens.</p><p>Ureteres: Faz a condução da urina até a bexiga.</p><p>Bexiga: Realiza o armazenamento temporário de urina.</p><p>Uretra: Conduz a urina da bexiga até o meio externo. A uretra de macho é maior com mais chance</p><p>de urolitíase, em animais jovens caso de inflamação e animais idosos tumor e/ou calculos.</p><p>Funções do sistema urinário</p><p>● Regulação da composição iônica do sangue</p><p>● Manutenção da osmolaridade do sangue</p><p>● Regulação o volume sanguíneo</p><p>● Regulação da pressão arterial</p><p>● Regulação do pH do sangue</p><p>● Liberação de hormônios</p><p>● Regulação do nível de glicose no sangue</p><p>● Excreção de resíduos e substâncias estranhas</p><p>Produção de Urina</p><p>Os rins filtram o plasma, extraindo o ultrafiltrado, que é processado para reabsorção de substâncias</p><p>úteis e a concentração dos rejeitos são eliminados. A maior parte da água do ultrafiltrado é</p><p>reabsorvida para manutenção do volume plasmático.</p><p>Manifestações Clínicas do SU</p><p>Disúria: É a emissão de urina com diferentes graus de desconforto (geralmente de origem uretral).</p><p>Estrangúria: É quando na emissão de urina, a dor acentua-se no final da micção (geralmente de</p><p>origem vesical).</p><p>Piúria: é a presença de leucócitos degenerados na urina.</p><p>Azotemia: é o aumento na concentração sanguínea de substâncias nitrogenadas.</p><p>Poliúria: é o aumento do volume urinário.</p><p>Polaciúria: é o aumento da frequência de micções.</p><p>Oligúria: é a diminuição da diurese, pela falta de ingestão de líquidos, formação de edemas por</p><p>processos inflamatórios ou hipovolemia.</p><p>Anúria: é a ausência total de urina.</p><p>A disúria é quando ocorre no começo micção (uretra) e estrangúria no final da urina (bexiga)</p><p>Nos equinos, os rins possuem formato de coração e o esquerdo mais caudal (apófise transversa da</p><p>3ª lombar - palpável por via transretal)</p><p>Nos bovinos possuem formato lobulado e posição variável (de acordo com o grau de repleção do</p><p>rúmen). O Rim direito é mais caudal (segundo Feitosa).</p><p>Em pequenos ruminantes e suínos, possuem formato de feijão (pequenos rum e suínos). A posição</p><p>varia com o grau de repleção do rúmen no caso dos pequenos ruminantes.</p><p>Exame do paciente</p><p>• Resenha</p><p>• Anamnese</p><p>• Exame Físico Geral</p><p>• Exames Específicos do TU</p><p>• Exames Complementares do TU</p><p>• Exame dos Rins</p><p>• Exame da Bexiga e uretra</p><p>• Avaliação da Micção</p><p>• Avaliação da Urina</p><p>Anamnese</p><p>Observar se há sinais urinários e sistêmicos, doença urinária primária e secundária, tipo, frequência</p><p>e duração do problema. Avaliar apetite, vômito, alimentação, comportamento; funções e transtornos</p><p>reprodutivos; doenças e tratamentos anteriores; vacinação e vermifugação; tratamentos, cirurgias e</p><p>outros…</p><p>● Muitas doenças do trato urinário resultam em comprometimento sistêmico e muitas doenças</p><p>sistêmicas podem causar problemas renais.</p><p>Coloração das mucosas</p><p>Geralmente são pálidas e podem apresentar ulcerações</p><p>Micção nas diversas espécies</p><p>Frequência (24h)</p><p>• Equinos e bovinos: 5 a 7 vezes</p><p>• Ovinos e caprinos: 1 a 4 vezes</p><p>Volume (24 h)</p><p>• Equinos: 3 a 6L (máximo de 10L)</p><p>• Bovinos: 6 a 12L (máximo de 25L)</p><p>• Caprinos e ovinos: 0,5 a 2L</p><p>Exame dos Rins</p><p>Observar se tem alterações congênitas e adquiridas, fazer exame físico de ambos os órgãos e do</p><p>seu produto mais acessível - a urina.</p><p>Os exames complementares dos rins incluem tanto avaliações feitas por inspeção e palpação, como</p><p>exames laboratoriais e provas de função renal</p><p>● Azotemia: é o aumento das concentrações séricas de uréia e creatinina, indica</p><p>comprometimento da função de depuração (filtração glomerular).</p><p>● Síndrome Urêmica (Uremia): é um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam as</p><p>manifestações sistêmicas resultantes de mau funcionamento dos rins. Há comprometimentos</p><p>gastrointestinais, neuromusculares, cardiopulmonares, endócrinos, hematológicos e</p><p>oftálmicos.</p><p>Técnicas para o Exame dos Rins</p><p>Pode-se fazer a inspeção direta (região renal) e palpação retal e Percussão dolorosa.</p><p>Prova de função renal</p><p>● Perfil bioquímico sérico: Dosagens da concentração sérica de creatinina, uréia, proteína,</p><p>potássio, fósforo, dentre outros;</p><p>● Avaliação da função glomerular: Clearance de creatinina;</p><p>● Avaliação da função tubulointersticial: Excreção fracionada de sódio, densidade ou</p><p>osmolalidade urinária, teste de privação de água.</p><p>Exames específicos e complementares:</p><p>● Inspeção direta ou diagnóstico por imagens: para animais de pequeno porte ou alguns</p><p>filhotes de Animais de grande porte;</p><p>● Palpação retal: ideal para animais de grande porte;</p><p>● Urinálise: para todos animais;</p><p>● Prova da função renal: sempre que houver suspeita de insuficiência renal em todos os</p><p>animais.</p><p>● Cultura de urina: suspeita de infecção do trato urinário</p><p>● Biópsia renal: definição da doença renal.</p><p>Técnicas para o Exame dos Ureteres</p><p>Nos pequenos animais: é restrito a inspeção indireta (diagnóstico por imagem – urografia</p><p>contrastada). Já nos grandes animais pode-se fazer por palpação retal.</p><p>Técnicas semiológicas para o exame da bexiga</p><p>Pode ser feita por exames específicos e complementares como; palpação reta, palpação interna</p><p>digital combinada com palpação externa, cateterismo vesical (com sonda flexível), diagnóstico por</p><p>imagem (potros e bezerros, pequenos ruminantes), urinálise, citopatologia.</p><p>Técnicas semiológicas para o exame da uretra</p><p>● Inspeção indireta: meato urinário externo.</p><p>● Inspeção direta por ureteroscopia: avaliação interna da uretra e biópsia (todos os animais).</p><p>● Inspeção indireta: raio x contrastado; US para alguns segmentos.</p><p>● Palpação indireta por meio de sonda uretral.</p><p>● Palpação retal: em machos é possível avaliar a uretra pélvica.</p><p>Tipos de Disúria</p><p>Disúria ou Micção dolorosa: ocorre esforços de micção, o animal apresenta gemidos, desassossego,</p><p>movimentos de um lado para o outro, olhares dirigidos para o ventre, agitação da cauda,</p><p>"sapateado“. Ocorre no início da micção.</p><p>Estrangúria: caracteriza-se por esforços prolongados, com intervenção enérgica da prensa</p><p>abdominal, sem ou com pouca eliminação de urina, acompanhados de manifestação de dor</p><p>(gemidos), geralmente no final da micção.</p><p>Tenesmo vesical: é um esforço constante, prolongado e doloroso para emissão de urina. Nesse</p><p>quadro, a vontade de urinar é constante, mesmo que a bexiga contenha volume de urina pequeno</p><p>ou esteja vazia</p><p>Hemogloninúria X Mioglobinúria</p><p>Hemoglobinúria é a presença de hemoglobina na urina em decorrência de hemólise intravascular</p><p>(Babesiose, Leptospirose, anemia hemolítica, acidente ofídico, envenenamento, etc).</p>