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Diagnóstico e
tratamento das
sindromes
depressivas e
ansiosas
Dra Renata Fáro Guerra
Sindromes
depressivas
Importância
Mundialmente, a
depressão é a
principal ou a
segunda maior causa
de anos perdidos por
incapacitação e morte
prematura (Disability-
adjusted life years –
DALYs).
Problema de
saúde pública
20% da
população
Aspectos
epidemiológicos
Início na idade de adultos jovens
Na população geral as prevalências-vida:
Depressão maior: 15 a 18% /nos últimos 12 meses,
em 5,5 a 6%
Distimia (depressão crônica e mais leve do que a
depressão maior) 4,3 a 6,3%.
Vem atingindo populações cada vez mais jovens,
antes dos 20 anos 40% já tiveram o primeiro episódio.
A depressão afeta duas a três vezes mais mulheres
em idade fértil do que homens.
Etiopatogenia
Complexa interação de:
Processos biológicos (resposta ao
estresse, fatores neurotróficos)
Psicológicos (personalidade* e
relacionamentos pessoais)
Ambientais (dieta, álcool, ritmos
biológicos)
Genéticos
*Traços de
personalidade
que predispõe
a depressão
Neuroticismo: tendência a
experimentar emoções negativas como
tristeza, ansiedade e irritabilidade.
- maior propensão a desenvolver T.
do humor, incluindo depressão.
Extroversão: sociabilidade,
assertividade e busca por estímulos
externos.
- associados a um risco
aumentado de depressão (menor
suporte social e atividades prazerosas)
Teoria multissistêmica
Monoaminas
Neurotrofinas
Sistema glutamatérgico
Ritmo circadiano
Estresse oxidativo
Sistema inflamatório
Cascatas de sinalização intracelular
Sistema mitocondrial
Alterações nos canais de cálcio
Mecanismos epigenéticos
Neurotransmissores envolvidos no T.
Depressivo
1. Serotonina
• Função: regula o humor, sono, apetite e
outras funções comportamentais.
• Relação com a depressão: níveis
reduzidos de serotonina estão
associados a sintomas depressivos,
como tristeza persistente e perda de
interesse em atividades.
2. Noradrenalina (Norepinefrina):
• Função: envolvida na resposta ao
estresse, atenção e regulação do
humor.
• Relação com a depressão: baixos
níveis de noradrenalina podem levar a
falta de energia, diminuição da
concentração e desmotivação,
características comuns na depressão.
3. Dopamina
• Função: mediadora da motivação,
prazer e recompensa.
• Relação com a depressão:
deficiências na dopamina podem
resultar em anedonia (incapacidade
de sentir prazer), redução da
motivação e apatia.
4.Glutamato:
• Função: principal neurotransmissor
excitatório, crucial para a plasticidade
sináptica e funções cognitivas.
• Relação com a depressão: alterações
na neurotransmissão glutamatérgica
têm sido associadas a sintomas
depressivos e ao estresse crônico.
5. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
• Função: principal neurotransmissor
inibitório do sistema nervoso central,
promovendo relaxamento e reduzindo
a excitabilidade neuronal.
• Relação com depressão: níveis
reduzidos de GABA podem estar
relacionados a sintomas de
ansiedade e depressão.
Herdabilidade
• Depressão foi estimada em 40 a 50%
Fatores
ambientais
Depressão
Gravidade
Sem doença
Epigenética
Fatores de risco
• Ambientais:
✓Uso de substâncias psicoativas (álcool, drogas, inibidores do apetite)
✓ Alteração dos ritmos biológicos (privação de sono)
✓Os eventos adversos precoces:
▪ Perda parental
▪ Percepção de falta de carinho dos pais
▪ Baixo suporte social
▪ Abuso físico e/ou sexual na infância
Quadro clínico
Sintomas
afetivos
Sentimentos persistentes de
tristeza, vazio, culpa ou
desesperança.
Anedonia: perda de interesse ou
prazer nas atividades anteriormente
apreciadas.
Irritabilidade: aumento da
irritabilidade ou frustração mesmo
em situações de pouca importância.
Sintomas
cognitivos
Dificuldade de concentração:
problemas de manter o foco ou tomar
decisões.
Pensamentos negativos: ruminações
sobre fracassos passados, visão de si
com autoestima diminuída/
inutilidade.
Ideação suicida: pensamentos de
morte ou suicídio.
Sintomas
Psicomotores
Retardo psicomotor
Inquietação psicomotora
(mais raro)
Sintomas
Físicos
Alteração do sono: insônia ou hipersonia.
Dores e desconfortos físicos: dores de
cabeça, problemas digestivos ou dores
no corpo.
Alteração do apetite: perda ou aumento
significativo
Fadiga: cansaço constante mesmo sem
esforço físico significativo
Os principais sintomas são, pelo menos
por 2 semanas:
1. Redução de energia e da capacidade de sentir prazer (anedonia)
2. Tristeza constante (às vezes irritabilidade) ou desinteresse com
apatia
3. Retardo psicomotor (lentidão de raciocínio, queda na
concentração, cansaço)
4. Pensamentos e sentimentos enviesados para o polo negativo
(p. Ex., Baixa autoestima, culpa, pessimismo, tédio,
desesperança, morte).
5. A realidade é distorcida para o negativo e os deprimidos
aumentam ou criam problemas.
6. Sintomas físicos, como insônia (inicial ou com despertar
precoce; sono não reparador) e alterações no apetite e no peso
são comuns.
Curso e
evolução
As depressões são condições clínicas
heterogêneas, de apresentação clínica e
curso variáveis.
Tendem a ser recorrentes em 50% e
persistentes em torno de 20% dos casos.
Ainda que leves, os sintomas depressivos
crônicos podem causar morbidade e
prejuízo funcional significativos.
T Depressivo Maior
(DSM-5 )
• Pode ser codificado como único ou
recorrente, em remissão parcial ou total, de
intensidade leve, moderada ou grave, e
grave com sintomas psicóticos
• Depressão leve: não incapacita, mas
acarreta sofrimento significativo
• Moderada: afeta parcialmente o
desempenho profissional ou doméstico
• Grave: incapacita social e/ou
profissionalmente.
Distimia
• Passou a ser denominada
Transtorno depressivo persistente
(TDP)- DSM-5
• Duração de pelo menos 2 anos
independentemente da gravidade
dos sintomas
• Mau humor
• Desânimo
• Infelicidade
• Pessimismo
Transtorno De Desregulação Disruptiva
Do Humor
Esta categoria diagnóstica foi criada em razão do receio de excessos no
diagnóstico do TAB em crianças.
Presença de irritabilidade persistente
Episódios frequentes de extremo descontrole comportamental associado ao
transtorno depressivo em crianças até 12 anos de idade.
Evidências preliminares de que crianças com essa sintomatologia desenvolvem
transtornos depressivos ou ansiosos, ao invés de TAB,quando entram na
adolescência ou na idade adulta.
Transtorno Disfórico Pré-menstrual
O sintomas têm seu pico na fase pré-menstrual do ciclo e remitem nos primeiros
dias da menstruação
Crises repetidas de labilidade do humor
Irritabilidade
Disforia
Sintomas ansiosos
DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
• TAB, clinicamente
indistinguível, mas de pior
prognóstico.
TRATAMENTO
A eficácia do tratamento é definida pela capacidade de promover a remissão e
a completa resolução dos sintomas depressivos
Por falta de resposta adequada ou intolerância aos efeitos colaterais:
50% dos deprimidos necessitam trocar de AD depois de um primeiro ensaio
90% dos remitidos mantém sintomas residuais, principalmente distúrbios do
sono, fadiga e anedonia.
Manutenção desses sintomas se correlaciona com recaídas mais precoces,
portanto o tratamento necessita ser incisivo.
Os antidepressivos de segunda geração
Tratamento de primeira escolha: inibidores seletivos de
recaptura de serotonina (ISRS)
Amplo espectro de ação (p. ex., venlafaxina, mirtazapina,
duloxetina).
Antidepressivos de primeira geração
• Tricíclicos (ADT)
• Inibidores da monoaminoxidase
(IMAOs)
• Boa eficácia
• Porém maior taxa de eventos
adversos e toxicidade em
superdosagem, vêm sendo menos
utilizados.
Duração do tratamento
• Preconiza-se manter a dose eficaz por 1 ano para evitar
recaídas e durante anos, se a depressão for recorrente.
• A manutenção do AD reduz 70% o risco de novos episódios.
Em depressões resistentes a pelo menos dois ensaios com
AD.
POTENCIALIZAÇÃO:
• Lítio
• Antipsicóticos de nova geração (aripiprazol,olanzapina e
quetiapina)
• Eletroconvulsoterapia (ECT)
• Cetamina ("off-label”)
Diagnóstico e
tratamento de:
Síndromes
Ansiosas
Conceito
A ansiedade pode ser caracterizada como um estado emocional aversivo
Uma inquietação interna, uma preocupação exagerada com o futuro
Acompanhada de sensações corporais como tontura, secura na boca, vazio no estômago, aperto no peito,
batimentos cardíacos acelerados, suores, calafrios, tremores, formigamentos, cãibras, urgência para
urinar e cólicas abdominais.
O medo é uma reação a um perigo específico. Medo e ansiedade são estados emocionais muito comuns.
Tornam-se patológicos quando passam a ser disfuncionais, ou seja, a trazer prejuízos sociofuncionais
e/ou sofrimento importante para o indivíduo.
Etiopatogenia
Principais modificações do sistema nervoso central (SNC) nos estados ansiosos são:
Ativação autonômica e aumento do estado de alerta por ativação do locus ceruleus (LC),
Inibição de comportamentos em andamento (sistema de inibição comportamental septo-
hipocampal)
Ativação do sistema executivo do medo:
1. áreas laterais e centrais da amígdala
2. hipotálamo anterior e medial
3. áreas específicas da substância cinzenta periaquedutal
Etiopatogenia
• O principal fator de risco para um TA na
infância*: ter pais com algum TA ou
depressão.
• A presença de TA em pais confere maior risco
ao espectro de TA, mais do risco para algum
TA específico.
*Com exceção do transtorno de estresse pós-
traumático (TEPT), um fator externo traumático
é a causa primária.
Etiopatogenia
vulnerabilidade genética
TAG e TD
traço de
comporta-
mento de
caráter
hereditário
inibição
do
comportam
ento diante
do
desconhe-
cido
em
crianças
predispõe
ao
surgimento
de TA
posterior.
Neurotransmissores envolvidos nos TA
1. SEROTONINA
• Função: Regula o humor, o
sono e o apetite.
• Relação com a
ansiedade: níveis baixos de
serotonina estão
associados ao aumento da
ansiedade.
2. NORADRENALINA
• Função: Envolvida na resposta
de “luta ou fuga”, aumentando a
frequência cardíaca e a pressão
arterial em situações de estresse.
• Relação com a ansiedade:
desequilíbrio na noradrenalina
podem contribuir para sintomas de
ansiedade, como hiperatividade e
alerta excessivo.
3. Dopamina
• Função: regula a motivação,
o prazer e o sistema de
recompensa.
• Relação com a ansiedade:
Alterações nos níveis de
dopamina podem influenciar
sintomas de ansiedade,
especialmente em transtornos
onde há comorbidade com
depressão.
4. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
• Função: principal
neurotransmissor inibitório do
sistema nervoso central,
promovendo relaxamento e
reduzindo a excitabilidade
neuronal.
• Relação com a ansiedade: níveis
reduzidos de GABA estão
associados ao aumento da
ansiedade e dificuldade em relaxar.
Quadro Clínico e
Diagnóstico
Ansiedade deve ser
desproporcional ao
perigo real da situação,
levando-se em
consideração aspectos
culturais.
Ataques de pânico
• Crises súbitas de intensos
sintomas ansiosos que
atingem um pico em até 10
minutos.
• Podem ocorrer em qualquer
TA ou mesmo em outros
transtornos mentais.
Transtorno de pânico e agorafobia
• DSM-5 e devem ser diagnosticados
separadamente
TRANSTORNO DE PÂNICO (TP):
• Exige a ocorrência de ataques de pânico
recorrentes e inesperados e que os ataques
sejam seguidos de pelo menos um dos
seguintes:
1) preocupação persistente sobre a
possibilidade de ter novos ataques.
2) preocupação sobre as implicações ou
consequências dos ataques.
3) mudança comportamental significativa.
Agorafobia
• A etimologia da palavra remete ao grego, em
que a junção das palavras αγορά (ágora), que
quer dizer praça pública, e φοβία (fobia), que
significa terror, passou a designar essa
condição que, ao pé da letra, significaria o
temor de praça pública.
• É o medo de desenvolver sintomas ansiosos
em lugares cuja saída pode ser difícil ou
embaraçosa ou em que não haja ajuda
disponível
• Os critérios diagnósticos atuais exigem a
ocorrência de sintomas em pelo menos duas
situações diferentes
Tratamento
T Pânico
Os ISRS são considerados
medicações de primeira escolha.
Os pacientes são mais suscetíveis aos
efeitos de hiperexcitação inicial
causados pelos ISRS.
A introdução e a escalada das doses
devem ser mais cautelosas, iniciando
com metade ou até um quarto das
doses iniciais usadas para depressão.
Transtorno de ansiedade
generalizada(TAG)
• É um transtorno crônico que envolve
ansiedade excessiva e preocupações sobre
diversos eventos ou situações na maioria dos
dias por pelo menos 6 meses.
1. Dificuldade para controlar as preocupações
2. Queixas físicas são comuns (tensões
musculares e cefaleia)
3. Irritabilidade
4. Insônia
5. Dificuldade de concentração
6. Falhas de memória
Tratamento farmacológico TAG
#TAG Primeira linha:
• Inibidores seletivos da recaptura de serotonina (ISRS)
Paroxetina e o escitalopram são os ISRS aprovados até o momento
pelo (FDA) sendo a paroxetina o ISRS mais estudado.
Outros estudos controlados mostraram a eficácia da sertralina,
fluvoxamina, citalopram e escitalopram.
• Inibidores da recaptura de serotonina e noradrenalina (IRSN)
venlafaxina/desvenlafaxina.
Diagnóstico diferencial em idosos
Com que condições médicas gerais mimetizem um TA, entre elas:
angina do peito
dores localizadas ou generalizadas
condições incapacitantes
intoxicações ou abstinência por substâncias (inclusive medicamentos).
hipertireoidismo
Tratamento farmacológico TAG
Benzodiazepínicos (BZD):
são mais eficazes nos sintomas somáticos e autonômicos do
TAG e menos eficazes nos sintomas cognitivos primários
(preocupações excessivas, antecipação catastrófica).
Como o TAG tem um curso flutuante, os BZD podem ser
utilizados de maneira intermitente em períodos de exacerbação
dos sintomas.
Transtorno De Estresse Pós-
traumático (TEPT)
Quatro agrupamentos de sintomas (em vez dos três do DSM-IV):
1. Rememoração
2. Esquiva
3. Alterações negativas persistentes no humor e na cognição
4. Alterações no alerta e na reatividade.
O limiar diagnóstico foi reduzido para crianças e adolescentes, e foram
criados critérios distintos para crianças com até 6 anos.
Tratamento medicamentoso TEPT
• Primeira escolha no TEPT:
• Os ISRS e a venlafaxina/desvenlafaxina
• As elevadas taxas de recaídas - adequar a dose da medicação até se atingir a
remissão e mantê-la por pelo menos 1 ano.
• Quando persiste insônia ou pesadelos: usar doses baixas de antipsicóticos ou
antidepressivos sedativos como os tricíclicos e a mirtazapina, ou ainda, a prazosina
(um antagonista alfa-1-adrenérgico).
• Os BZD= evitar.
Transtorno De Estresse Agudo
1
Os sintomas ocorrem em um período de até 4 semanas após o evento traumático
Critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição, Texto Revisado (DSM-5-
TR)
Devem ter sido expostos direta ou indiretamente a um evento traumático, e ≥ 9 dos seguintes sintomas
de qualquer uma das 5 categorias (intrusão, humor negativo, dissociação, esquiva e excitação) devem
estar presentes por um período de 3 dias a 1 mês (1):
1. Sintomas de intrusão
Memórias recorrentes, involuntárias, angustiantes e invasivas do evento
Sonhos aflitivos e recorrentes com o evento
Reações dissociativas (p. ex., flashbacks em que os pacientes sentem como se o evento traumático
estivesse acontecendo novamente)
Sofrimento psicológico ou fisiológico intenso ao lembrar do evento (p. ex., ao entrar em um local similar,
ouvir sons semelhantes aos escutados durante o evento)
file:///pt-br/profissional/transtornos-psiquiátricos/ansiedade-e-transtornos-relacionados-a-estressores/transtorno-de-estresse-agudo
Transtorno De Estresse Agudo
2. Humor negativo
Incapacidade persistente de experimentar emoções positivas (p. ex., felicidade, satisfação, sentimentos amorosos)
3. Sintomas dissociativos
Sensação alterada da realidade (p. ex., sentir-se atordoado, o tempo desacelerando, percepções alteradas)Incapacidade de lembrar uma parte importante do evento traumático Sintomas de esquiva
Esforços para evitar memórias, pensamentos ou sentimentos angustiantes associados com o evento
Esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) associadas ao
evento
4 .Sintomas de excitação
Distúrbio do sono
Irritabilidade ou explosões exacerbadas
Hipervigilância
Dificuldade de concentração
Resposta exagerada de sobressalto
Tratamento do Estresse agudo
Segurança e autocuidado
Psicoterapia
Papel limitado da farmacoterapia
Fobias específicas
Determinado objeto ou situação gera no indivíduo extrema ansiedade
ou medo, acompanhada de comportamentos de fuga/esquiva do objeto
temido. O paciente teme um ou mais objetos ou situações causadoras
de ansiedade (ex.):
• Sangue
• Injeção
• Altura
• Animais
• Voar
Transtorno De Ansiedade
Social
• Medo das situações sociais.
• Desconforto -sintomas somáticos de
ansiedade ou pode manifestar-se na
forma de crises de choro ou de raiva,
irritabilidade ou imobilidade.
• Pelo seu comportamento de esquiva,
crianças e adolescentes com TAS não
desenvolvem bem suas habilidades
sociais e podem se tornar pessoas
restritas e solitárias.
• Participar em festas, reuniões sociais,
manter um diálogo mais prolongado com
autoridades, escrever, telefonar e comer
em público são alguns exemplos do que
o idoso com TAS procura evitar.
Tratamento medicamentoso Fobia social e
Fobias específicas
Tratamento de escolha: a TCC.
No TAS, o tratamento farmacológico de primeira escolha são os
ISRS (escitalopram, fluvoxamina, paroxetina e sertralina
apresentam eficácia comprovada em estudos controlados) e a
venlafaxina/desvenla.
Transtorno De Ansiedade De
Separação
• Está entre os quadros psiquiátricos mais
comuns na infância e na adolescência.
• Caracteriza-se pelo medo excessivo acerca
da separação dos pais ou seus substitutos ou
de sua casa.
• Ocorre um apego excessivo a seus
cuidadores, evitando o afastamento deles ou
telefonando repetidamente como forma de
assegurar seu bem-estar.
• No DSM-5, esse transtorno passou a fazer
parte do grupo de TA e passou a ser possível
diagnosticá-lo após os 18 anos.
Mutismo seletivo
• Transtorno bastante raro da infância
• Capacidade de compreender a linguagem e de falar, mas de não o fazer em certas
situações.
• Crianças podem ter desempenho escolar inferior e comprometimento dos
relacionamentos em razão da falta da fala.
• Em geral, é diagnosticado na pré-escola.
• Se comunicam por gestos, acenos ou balanços de cabeça, puxando ou empurrando
ou, em alguns casos, por monossílabos ou sussurros.
• Um ponto crítico para o diagnóstico é estabelecer se há ou não anormalidade
significativa da compreensão ou da produção da linguagem que possa levar ao
mutismo. Na maioria dos casos, o exame neurológico e audiológico são normais.
Diagnóstico diferencial sd ansiosas
Recomenda-se avaliar e excluir condições como:
• Angina
• Episódios agudos de asma brônquica
• Agravamento de doença pulmonar obstrutiva crônica
• Piora de insuficiência cardíaca congestiva
• Diabetes mellitus descompensado
• Distúrbios tireoidianos
• Crises epilépticas parciais complexas
• Crises epilépticas parciais simples psíquicas
• Intoxicação aguda por substâncias
• Crises de abstinência de drogas – sobretudo, álcool, benzodiazepínicos e estimulantes.
Diagnóstico diferencial sd ansiosas
Em idosos, considerar:
Agitação nas síndromes demenciais
Excluir um episódio de engasgo ou congelamento da
marcha na doença de parkinson.
TRATAMENTO não medicamentoso
• Mudanças de hábitos também podem ser úteis
como eliminar o uso de estimulantes (p. ex.,
cafeína e nicotina) e a prática regular de
exercícios.
• A eficácia da terapia cognitivo comportamental
(TCC) foi demonstrada em diversos estudos
controlados.
• Em crianças e adolescentes, deve haver uma
abordagem múltipla, incluindo psicoeducação,
TCC, consultoria escolar, terapia familiar e
farmacoterapia.
Bibliografia
Slide 1: Diagnóstico e tratamento das sindromes depressivas e ansiosas
Slide 2: Sindromes depressivas
Slide 3: Importância
Slide 4: Aspectos epidemiológicos
Slide 5: Etiopatogenia
Slide 6: *Traços de personalidade que predispõe a depressão
Slide 7: Teoria multissistêmica
Slide 8: Neurotransmissores envolvidos no T. Depressivo
Slide 9: 1. Serotonina
Slide 10: 2. Noradrenalina (Norepinefrina):
Slide 11: 3. Dopamina
Slide 12: 4.Glutamato:
Slide 13: 5. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
Slide 14: Herdabilidade
Slide 15: Fatores de risco
Slide 16: Quadro clínico
Slide 17: Sintomas afetivos
Slide 18: Sintomas cognitivos
Slide 19: Sintomas Psicomotores
Slide 20: Sintomas Físicos
Slide 21: Os principais sintomas são, pelo menos por 2 semanas:
Slide 22: Curso e evolução
Slide 23: T Depressivo Maior (DSM-5 )
Slide 24: Distimia
Slide 25: Transtorno De Desregulação Disruptiva Do Humor
Slide 26: Transtorno Disfórico Pré-menstrual
Slide 27: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Slide 28: TRATAMENTO
Slide 29: Os antidepressivos de segunda geração
Slide 30: Antidepressivos de primeira geração
Slide 31: Duração do tratamento
Slide 32
Slide 33: Diagnóstico e tratamento de: Síndromes Ansiosas
Slide 34: Conceito
Slide 35: Etiopatogenia
Slide 36: Etiopatogenia
Slide 37: Etiopatogenia
Slide 38: Neurotransmissores envolvidos nos TA
Slide 39: 1. SEROTONINA
Slide 40: 2. NORADRENALINA
Slide 41: 3. Dopamina
Slide 42: 4. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
Slide 43: Quadro Clínico e Diagnóstico
Slide 44: Ataques de pânico
Slide 45: Transtorno de pânico e agorafobia
Slide 46: Agorafobia
Slide 47: Tratamento T Pânico
Slide 48: Transtorno de ansiedade generalizada(TAG)
Slide 49: Tratamento farmacológico TAG
Slide 50: Diagnóstico diferencial em idosos
Slide 51: Tratamento farmacológico TAG
Slide 52: Transtorno De Estresse Pós-traumático (TEPT)
Slide 53: Tratamento medicamentoso TEPT
Slide 54: Transtorno De Estresse Agudo
Slide 55: Transtorno De Estresse Agudo
Slide 56: Tratamento do Estresse agudo
Slide 57: Fobias específicas
Slide 58: Transtorno De Ansiedade Social
Slide 59: Tratamento medicamentoso Fobia social e Fobias específicas
Slide 60: Transtorno De Ansiedade De Separação
Slide 61: Mutismo seletivo
Slide 62: Diagnóstico diferencial sd ansiosas
Slide 63: Diagnóstico diferencial sd ansiosas
Slide 64: TRATAMENTO não medicamentoso
Slide 65: Bibliografia
Slide 66