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Diagnóstico e 
tratamento das 
sindromes
depressivas e 
ansiosas 
Dra Renata Fáro Guerra
Sindromes 
depressivas 
Importância 
Mundialmente, a 
depressão é a 
principal ou a 
segunda maior causa 
de anos perdidos por 
incapacitação e morte 
prematura (Disability-
adjusted life years –
DALYs).
Problema de 
saúde pública
20% da 
população
Aspectos 
epidemiológicos
Início na idade de adultos jovens
Na população geral as prevalências-vida:
Depressão maior: 15 a 18% /nos últimos 12 meses, 
em 5,5 a 6%
Distimia (depressão crônica e mais leve do que a 
depressão maior) 4,3 a 6,3%.
Vem atingindo populações cada vez mais jovens, 
antes dos 20 anos 40% já tiveram o primeiro episódio.
A depressão afeta duas a três vezes mais mulheres 
em idade fértil do que homens.
Etiopatogenia
Complexa interação de:
Processos biológicos (resposta ao 
estresse, fatores neurotróficos)
Psicológicos (personalidade* e 
relacionamentos pessoais)
Ambientais (dieta, álcool, ritmos 
biológicos)
Genéticos
*Traços de
personalidade
que predispõe
a depressão
Neuroticismo: tendência a
experimentar emoções negativas como
tristeza, ansiedade e irritabilidade.
- maior propensão a desenvolver T.
do humor, incluindo depressão.
Extroversão: sociabilidade,
assertividade e busca por estímulos
externos.
- associados a um risco
aumentado de depressão (menor
suporte social e atividades prazerosas)
Teoria multissistêmica
Monoaminas
Neurotrofinas
Sistema glutamatérgico
Ritmo circadiano
Estresse oxidativo
Sistema inflamatório
Cascatas de sinalização intracelular
Sistema mitocondrial
Alterações nos canais de cálcio 
Mecanismos epigenéticos
Neurotransmissores envolvidos no T. 
Depressivo
1. Serotonina
• Função: regula o humor, sono, apetite e
outras funções comportamentais.
• Relação com a depressão: níveis
reduzidos de serotonina estão
associados a sintomas depressivos,
como tristeza persistente e perda de
interesse em atividades.
2. Noradrenalina (Norepinefrina):
• Função: envolvida na resposta ao
estresse, atenção e regulação do
humor.
• Relação com a depressão: baixos
níveis de noradrenalina podem levar a
falta de energia, diminuição da
concentração e desmotivação,
características comuns na depressão.
3. Dopamina
• Função: mediadora da motivação,
prazer e recompensa.
• Relação com a depressão:
deficiências na dopamina podem
resultar em anedonia (incapacidade
de sentir prazer), redução da
motivação e apatia.
4.Glutamato:
• Função: principal neurotransmissor
excitatório, crucial para a plasticidade
sináptica e funções cognitivas.
• Relação com a depressão: alterações
na neurotransmissão glutamatérgica
têm sido associadas a sintomas
depressivos e ao estresse crônico.
5. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
• Função: principal neurotransmissor
inibitório do sistema nervoso central,
promovendo relaxamento e reduzindo
a excitabilidade neuronal.
• Relação com depressão: níveis
reduzidos de GABA podem estar
relacionados a sintomas de
ansiedade e depressão.
Herdabilidade
• Depressão foi estimada em 40 a 50%
Fatores 
ambientais
Depressão
Gravidade 
Sem doença
Epigenética
Fatores de risco
• Ambientais: 
✓Uso de substâncias psicoativas (álcool, drogas, inibidores do apetite)
✓ Alteração dos ritmos biológicos (privação de sono) 
✓Os eventos adversos precoces:
▪ Perda parental
▪ Percepção de falta de carinho dos pais
▪ Baixo suporte social 
▪ Abuso físico e/ou sexual na infância
Quadro clínico
Sintomas 
afetivos 
Sentimentos persistentes de
tristeza, vazio, culpa ou
desesperança.
Anedonia: perda de interesse ou
prazer nas atividades anteriormente
apreciadas.
Irritabilidade: aumento da
irritabilidade ou frustração mesmo
em situações de pouca importância.
Sintomas 
cognitivos 
Dificuldade de concentração:
problemas de manter o foco ou tomar
decisões.
Pensamentos negativos: ruminações
sobre fracassos passados, visão de si
com autoestima diminuída/
inutilidade.
Ideação suicida: pensamentos de
morte ou suicídio.
Sintomas 
Psicomotores 
Retardo psicomotor
Inquietação psicomotora 
(mais raro)
Sintomas 
Físicos 
Alteração do sono: insônia ou hipersonia. 
Dores e desconfortos físicos: dores de 
cabeça, problemas digestivos ou dores
no corpo.
Alteração do apetite: perda ou aumento 
significativo
Fadiga: cansaço constante mesmo sem 
esforço físico significativo
Os principais sintomas são, pelo menos 
por 2 semanas: 
1. Redução de energia e da capacidade de sentir prazer (anedonia)
2. Tristeza constante (às vezes irritabilidade) ou desinteresse com
apatia
3. Retardo psicomotor (lentidão de raciocínio, queda na
concentração, cansaço)
4. Pensamentos e sentimentos enviesados para o polo negativo
(p. Ex., Baixa autoestima, culpa, pessimismo, tédio,
desesperança, morte).
5. A realidade é distorcida para o negativo e os deprimidos
aumentam ou criam problemas.
6. Sintomas físicos, como insônia (inicial ou com despertar
precoce; sono não reparador) e alterações no apetite e no peso
são comuns.
Curso e 
evolução
As depressões são condições clínicas
heterogêneas, de apresentação clínica e
curso variáveis.
Tendem a ser recorrentes em 50% e
persistentes em torno de 20% dos casos.
Ainda que leves, os sintomas depressivos
crônicos podem causar morbidade e
prejuízo funcional significativos.
T Depressivo Maior 
(DSM-5 )
• Pode ser codificado como único ou 
recorrente, em remissão parcial ou total, de 
intensidade leve, moderada ou grave, e 
grave com sintomas psicóticos
• Depressão leve: não incapacita, mas 
acarreta sofrimento significativo
• Moderada: afeta parcialmente o 
desempenho profissional ou doméstico
• Grave: incapacita social e/ou 
profissionalmente.
Distimia
• Passou a ser denominada 
Transtorno depressivo persistente 
(TDP)- DSM-5
• Duração de pelo menos 2 anos 
independentemente da gravidade 
dos sintomas
• Mau humor
• Desânimo
• Infelicidade
• Pessimismo
Transtorno De Desregulação Disruptiva 
Do Humor
Esta categoria diagnóstica foi criada em razão do receio de excessos no 
diagnóstico do TAB em crianças.
Presença de irritabilidade persistente
Episódios frequentes de extremo descontrole comportamental associado ao 
transtorno depressivo em crianças até 12 anos de idade.
Evidências preliminares de que crianças com essa sintomatologia desenvolvem 
transtornos depressivos ou ansiosos, ao invés de TAB,quando entram na 
adolescência ou na idade adulta.
Transtorno Disfórico Pré-menstrual
O sintomas têm seu pico na fase pré-menstrual do ciclo e remitem nos primeiros 
dias da menstruação
Crises repetidas de labilidade do humor
Irritabilidade
Disforia 
Sintomas ansiosos
DIAGNÓSTICO 
DIFERENCIAL
• TAB, clinicamente 
indistinguível, mas de pior 
prognóstico.
TRATAMENTO 
A eficácia do tratamento é definida pela capacidade de promover a remissão e 
a completa resolução dos sintomas depressivos
Por falta de resposta adequada ou intolerância aos efeitos colaterais:
50% dos deprimidos necessitam trocar de AD depois de um primeiro ensaio
90% dos remitidos mantém sintomas residuais, principalmente distúrbios do 
sono, fadiga e anedonia.
Manutenção desses sintomas se correlaciona com recaídas mais precoces, 
portanto o tratamento necessita ser incisivo.
Os antidepressivos de segunda geração
Tratamento de primeira escolha: inibidores seletivos de 
recaptura de serotonina (ISRS)
Amplo espectro de ação (p. ex., venlafaxina, mirtazapina, 
duloxetina).
Antidepressivos de primeira geração
• Tricíclicos (ADT)
• Inibidores da monoaminoxidase
(IMAOs)
• Boa eficácia
• Porém maior taxa de eventos
adversos e toxicidade em
superdosagem, vêm sendo menos
utilizados.
Duração do tratamento 
• Preconiza-se manter a dose eficaz por 1 ano para evitar
recaídas e durante anos, se a depressão for recorrente.
• A manutenção do AD reduz 70% o risco de novos episódios.
Em depressões resistentes a pelo menos dois ensaios com
AD.
POTENCIALIZAÇÃO:
• Lítio
• Antipsicóticos de nova geração (aripiprazol,olanzapina e
quetiapina)
• Eletroconvulsoterapia (ECT)
• Cetamina ("off-label”)
Diagnóstico e 
tratamento de: 
Síndromes 
Ansiosas 
Conceito
A ansiedade pode ser caracterizada como um estado emocional aversivo
Uma inquietação interna, uma preocupação exagerada com o futuro
Acompanhada de sensações corporais como tontura, secura na boca, vazio no estômago, aperto no peito, 
batimentos cardíacos acelerados, suores, calafrios, tremores, formigamentos, cãibras, urgência para 
urinar e cólicas abdominais. 
O medo é uma reação a um perigo específico. Medo e ansiedade são estados emocionais muito comuns. 
Tornam-se patológicos quando passam a ser disfuncionais, ou seja, a trazer prejuízos sociofuncionais 
e/ou sofrimento importante para o indivíduo.
Etiopatogenia
Principais modificações do sistema nervoso central (SNC) nos estados ansiosos são:
Ativação autonômica e aumento do estado de alerta por ativação do locus ceruleus (LC), 
Inibição de comportamentos em andamento (sistema de inibição comportamental septo-
hipocampal) 
Ativação do sistema executivo do medo: 
1. áreas laterais e centrais da amígdala
2. hipotálamo anterior e medial 
3. áreas específicas da substância cinzenta periaquedutal
Etiopatogenia
• O principal fator de risco para um TA na
infância*: ter pais com algum TA ou
depressão.
• A presença de TA em pais confere maior risco
ao espectro de TA, mais do risco para algum
TA específico.
*Com exceção do transtorno de estresse pós-
traumático (TEPT), um fator externo traumático
é a causa primária.
Etiopatogenia
vulnerabilidade genética 
TAG e TD
traço de 
comporta-
mento de 
caráter 
hereditário
inibição 
do 
comportam
ento diante 
do 
desconhe-
cido
em 
crianças 
predispõe 
ao 
surgimento 
de TA 
posterior.
Neurotransmissores envolvidos nos TA
1. SEROTONINA
• Função: Regula o humor, o
sono e o apetite.
• Relação com a
ansiedade: níveis baixos de
serotonina estão
associados ao aumento da
ansiedade.
2. NORADRENALINA
• Função: Envolvida na resposta
de “luta ou fuga”, aumentando a
frequência cardíaca e a pressão
arterial em situações de estresse.
• Relação com a ansiedade:
desequilíbrio na noradrenalina
podem contribuir para sintomas de
ansiedade, como hiperatividade e
alerta excessivo.
3. Dopamina
• Função: regula a motivação,
o prazer e o sistema de
recompensa.
• Relação com a ansiedade:
Alterações nos níveis de
dopamina podem influenciar
sintomas de ansiedade,
especialmente em transtornos
onde há comorbidade com
depressão.
4. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)
• Função: principal
neurotransmissor inibitório do
sistema nervoso central,
promovendo relaxamento e
reduzindo a excitabilidade
neuronal.
• Relação com a ansiedade: níveis
reduzidos de GABA estão
associados ao aumento da
ansiedade e dificuldade em relaxar.
Quadro Clínico e 
Diagnóstico
Ansiedade deve ser
desproporcional ao
perigo real da situação,
levando-se em
consideração aspectos
culturais.
Ataques de pânico
• Crises súbitas de intensos
sintomas ansiosos que
atingem um pico em até 10
minutos.
• Podem ocorrer em qualquer
TA ou mesmo em outros
transtornos mentais.
Transtorno de pânico e agorafobia
• DSM-5 e devem ser diagnosticados 
separadamente
TRANSTORNO DE PÂNICO (TP): 
• Exige a ocorrência de ataques de pânico 
recorrentes e inesperados e que os ataques 
sejam seguidos de pelo menos um dos 
seguintes:
1) preocupação persistente sobre a 
possibilidade de ter novos ataques.
2) preocupação sobre as implicações ou 
consequências dos ataques.
3) mudança comportamental significativa.
Agorafobia
• A etimologia da palavra remete ao grego, em
que a junção das palavras αγορά (ágora), que
quer dizer praça pública, e φοβία (fobia), que
significa terror, passou a designar essa
condição que, ao pé da letra, significaria o
temor de praça pública.
• É o medo de desenvolver sintomas ansiosos
em lugares cuja saída pode ser difícil ou
embaraçosa ou em que não haja ajuda
disponível
• Os critérios diagnósticos atuais exigem a
ocorrência de sintomas em pelo menos duas
situações diferentes
Tratamento 
T Pânico
Os ISRS são considerados
medicações de primeira escolha.
Os pacientes são mais suscetíveis aos
efeitos de hiperexcitação inicial
causados pelos ISRS.
A introdução e a escalada das doses
devem ser mais cautelosas, iniciando
com metade ou até um quarto das
doses iniciais usadas para depressão.
Transtorno de ansiedade 
generalizada(TAG)
• É um transtorno crônico que envolve
ansiedade excessiva e preocupações sobre
diversos eventos ou situações na maioria dos
dias por pelo menos 6 meses.
1. Dificuldade para controlar as preocupações
2. Queixas físicas são comuns (tensões
musculares e cefaleia)
3. Irritabilidade
4. Insônia
5. Dificuldade de concentração
6. Falhas de memória
Tratamento farmacológico TAG
#TAG Primeira linha:
• Inibidores seletivos da recaptura de serotonina (ISRS)
Paroxetina e o escitalopram são os ISRS aprovados até o momento
pelo (FDA) sendo a paroxetina o ISRS mais estudado.
Outros estudos controlados mostraram a eficácia da sertralina,
fluvoxamina, citalopram e escitalopram.
• Inibidores da recaptura de serotonina e noradrenalina (IRSN)
venlafaxina/desvenlafaxina.
Diagnóstico diferencial em idosos
Com que condições médicas gerais mimetizem um TA, entre elas:
angina do peito
dores localizadas ou generalizadas
condições incapacitantes
intoxicações ou abstinência por substâncias (inclusive medicamentos).
hipertireoidismo
Tratamento farmacológico TAG
Benzodiazepínicos (BZD): 
são mais eficazes nos sintomas somáticos e autonômicos do 
TAG e menos eficazes nos sintomas cognitivos primários 
(preocupações excessivas, antecipação catastrófica). 
Como o TAG tem um curso flutuante, os BZD podem ser 
utilizados de maneira intermitente em períodos de exacerbação 
dos sintomas.
Transtorno De Estresse Pós-
traumático (TEPT) 
Quatro agrupamentos de sintomas (em vez dos três do DSM-IV):
1. Rememoração
2. Esquiva
3. Alterações negativas persistentes no humor e na cognição
4. Alterações no alerta e na reatividade. 
O limiar diagnóstico foi reduzido para crianças e adolescentes, e foram 
criados critérios distintos para crianças com até 6 anos.
Tratamento medicamentoso TEPT
• Primeira escolha no TEPT:
• Os ISRS e a venlafaxina/desvenlafaxina
• As elevadas taxas de recaídas - adequar a dose da medicação até se atingir a 
remissão e mantê-la por pelo menos 1 ano. 
• Quando persiste insônia ou pesadelos: usar doses baixas de antipsicóticos ou 
antidepressivos sedativos como os tricíclicos e a mirtazapina, ou ainda, a prazosina
(um antagonista alfa-1-adrenérgico). 
• Os BZD= evitar.
Transtorno De Estresse Agudo
1
Os sintomas ocorrem em um período de até 4 semanas após o evento traumático
Critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição, Texto Revisado (DSM-5-
TR)
Devem ter sido expostos direta ou indiretamente a um evento traumático, e ≥ 9 dos seguintes sintomas 
de qualquer uma das 5 categorias (intrusão, humor negativo, dissociação, esquiva e excitação) devem 
estar presentes por um período de 3 dias a 1 mês (1):
1. Sintomas de intrusão
Memórias recorrentes, involuntárias, angustiantes e invasivas do evento
Sonhos aflitivos e recorrentes com o evento
Reações dissociativas (p. ex., flashbacks em que os pacientes sentem como se o evento traumático 
estivesse acontecendo novamente)
Sofrimento psicológico ou fisiológico intenso ao lembrar do evento (p. ex., ao entrar em um local similar, 
ouvir sons semelhantes aos escutados durante o evento)
file:///pt-br/profissional/transtornos-psiquiátricos/ansiedade-e-transtornos-relacionados-a-estressores/transtorno-de-estresse-agudo
Transtorno De Estresse Agudo
2. Humor negativo
Incapacidade persistente de experimentar emoções positivas (p. ex., felicidade, satisfação, sentimentos amorosos)
3. Sintomas dissociativos
Sensação alterada da realidade (p. ex., sentir-se atordoado, o tempo desacelerando, percepções alteradas)Incapacidade de lembrar uma parte importante do evento traumático Sintomas de esquiva
Esforços para evitar memórias, pensamentos ou sentimentos angustiantes associados com o evento
Esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) associadas ao 
evento
4 .Sintomas de excitação
Distúrbio do sono
Irritabilidade ou explosões exacerbadas
Hipervigilância
Dificuldade de concentração
Resposta exagerada de sobressalto
Tratamento do Estresse agudo 
Segurança e autocuidado
Psicoterapia
Papel limitado da farmacoterapia
Fobias específicas
Determinado objeto ou situação gera no indivíduo extrema ansiedade 
ou medo, acompanhada de comportamentos de fuga/esquiva do objeto 
temido. O paciente teme um ou mais objetos ou situações causadoras 
de ansiedade (ex.):
• Sangue
• Injeção
• Altura
• Animais
• Voar
Transtorno De Ansiedade 
Social
• Medo das situações sociais.
• Desconforto -sintomas somáticos de
ansiedade ou pode manifestar-se na
forma de crises de choro ou de raiva,
irritabilidade ou imobilidade.
• Pelo seu comportamento de esquiva,
crianças e adolescentes com TAS não
desenvolvem bem suas habilidades
sociais e podem se tornar pessoas
restritas e solitárias.
• Participar em festas, reuniões sociais,
manter um diálogo mais prolongado com
autoridades, escrever, telefonar e comer
em público são alguns exemplos do que
o idoso com TAS procura evitar.
Tratamento medicamentoso Fobia social e 
Fobias específicas 
Tratamento de escolha: a TCC.
No TAS, o tratamento farmacológico de primeira escolha são os
ISRS (escitalopram, fluvoxamina, paroxetina e sertralina
apresentam eficácia comprovada em estudos controlados) e a
venlafaxina/desvenla.
Transtorno De Ansiedade De 
Separação
• Está entre os quadros psiquiátricos mais
comuns na infância e na adolescência.
• Caracteriza-se pelo medo excessivo acerca
da separação dos pais ou seus substitutos ou
de sua casa.
• Ocorre um apego excessivo a seus
cuidadores, evitando o afastamento deles ou
telefonando repetidamente como forma de
assegurar seu bem-estar.
• No DSM-5, esse transtorno passou a fazer
parte do grupo de TA e passou a ser possível
diagnosticá-lo após os 18 anos.
Mutismo seletivo
• Transtorno bastante raro da infância
• Capacidade de compreender a linguagem e de falar, mas de não o fazer em certas
situações.
• Crianças podem ter desempenho escolar inferior e comprometimento dos
relacionamentos em razão da falta da fala.
• Em geral, é diagnosticado na pré-escola.
• Se comunicam por gestos, acenos ou balanços de cabeça, puxando ou empurrando
ou, em alguns casos, por monossílabos ou sussurros.
• Um ponto crítico para o diagnóstico é estabelecer se há ou não anormalidade
significativa da compreensão ou da produção da linguagem que possa levar ao
mutismo. Na maioria dos casos, o exame neurológico e audiológico são normais.
Diagnóstico diferencial sd ansiosas 
Recomenda-se avaliar e excluir condições como:
• Angina
• Episódios agudos de asma brônquica
• Agravamento de doença pulmonar obstrutiva crônica
• Piora de insuficiência cardíaca congestiva
• Diabetes mellitus descompensado
• Distúrbios tireoidianos
• Crises epilépticas parciais complexas
• Crises epilépticas parciais simples psíquicas
• Intoxicação aguda por substâncias
• Crises de abstinência de drogas – sobretudo, álcool, benzodiazepínicos e estimulantes. 
Diagnóstico diferencial sd ansiosas
Em idosos, considerar:
Agitação nas síndromes demenciais 
Excluir um episódio de engasgo ou congelamento da 
marcha na doença de parkinson.
TRATAMENTO não medicamentoso
• Mudanças de hábitos também podem ser úteis 
como eliminar o uso de estimulantes (p. ex., 
cafeína e nicotina) e a prática regular de 
exercícios.
• A eficácia da terapia cognitivo comportamental 
(TCC) foi demonstrada em diversos estudos 
controlados. 
• Em crianças e adolescentes, deve haver uma
abordagem múltipla, incluindo psicoeducação,
TCC, consultoria escolar, terapia familiar e
farmacoterapia.
Bibliografia 
	Slide 1: Diagnóstico e tratamento das sindromes depressivas e ansiosas 
	Slide 2: Sindromes depressivas 
	Slide 3: Importância 
	Slide 4: Aspectos epidemiológicos
	Slide 5: Etiopatogenia
	Slide 6: *Traços de personalidade que predispõe a depressão
	Slide 7: Teoria multissistêmica
	Slide 8: Neurotransmissores envolvidos no T. Depressivo
	Slide 9: 1. Serotonina
	Slide 10: 2. Noradrenalina (Norepinefrina):
	Slide 11: 3. Dopamina
	Slide 12: 4.Glutamato:
	Slide 13: 5. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico) 
	Slide 14: Herdabilidade
	Slide 15: Fatores de risco
	Slide 16: Quadro clínico
	Slide 17: Sintomas afetivos 
	Slide 18: Sintomas cognitivos 
	Slide 19: Sintomas Psicomotores 
	Slide 20: Sintomas Físicos 
	Slide 21: Os principais sintomas são, pelo menos por 2 semanas: 
	Slide 22: Curso e evolução
	Slide 23: T Depressivo Maior (DSM-5 ) 
	Slide 24: Distimia
	Slide 25: Transtorno De Desregulação Disruptiva Do Humor 
	Slide 26: Transtorno Disfórico Pré-menstrual 
	Slide 27: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
	Slide 28: TRATAMENTO 
	Slide 29: Os antidepressivos de segunda geração 
	Slide 30: Antidepressivos de primeira geração
	Slide 31: Duração do tratamento 
	Slide 32
	Slide 33: Diagnóstico e tratamento de: Síndromes Ansiosas 
	Slide 34: Conceito
	Slide 35: Etiopatogenia
	Slide 36: Etiopatogenia
	Slide 37: Etiopatogenia
	Slide 38: Neurotransmissores envolvidos nos TA
	Slide 39: 1. SEROTONINA
	Slide 40: 2. NORADRENALINA
	Slide 41: 3. Dopamina
	Slide 42: 4. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico) 
	Slide 43: Quadro Clínico e Diagnóstico
	Slide 44: Ataques de pânico
	Slide 45: Transtorno de pânico e agorafobia 
	Slide 46: Agorafobia
	Slide 47: Tratamento T Pânico
	Slide 48: Transtorno de ansiedade generalizada(TAG)
	Slide 49: Tratamento farmacológico TAG 
	Slide 50: Diagnóstico diferencial em idosos
	Slide 51: Tratamento farmacológico TAG
	Slide 52: Transtorno De Estresse Pós-traumático (TEPT) 
	Slide 53: Tratamento medicamentoso TEPT
	Slide 54: Transtorno De Estresse Agudo 
	Slide 55: Transtorno De Estresse Agudo
	Slide 56: Tratamento do Estresse agudo 
	Slide 57: Fobias específicas 
	Slide 58: Transtorno De Ansiedade Social 
	Slide 59: Tratamento medicamentoso Fobia social e Fobias específicas 
	Slide 60: Transtorno De Ansiedade De Separação 
	Slide 61: Mutismo seletivo
	Slide 62: Diagnóstico diferencial sd ansiosas 
	Slide 63: Diagnóstico diferencial sd ansiosas
	Slide 64: TRATAMENTO não medicamentoso 
	Slide 65: Bibliografia 
	Slide 66

Mais conteúdos dessa disciplina