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aterial para uso exclusivo de aluno m
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 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
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ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo.
Capítulo 5
Avaliação e controle 
das exposições 
ocupacionais a 
agentes físicos, 
químicos e biológicos 
e Programa de 
Controle Médico de 
Saúde Ocupacional 
– PCMSO
Neste capítulo, realizaremos uma abordagem sobre os aspectos ge-
rais da avaliação da exposição ocupacional a agentes físicos, químicos 
e biológicos, trazidos no texto legal da Norma Regulamentadora n. 9 
(NR-9), sua função e integração dentro do gerenciamento dos riscos 
ocupacionais da organização.
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.Na sequência, discorreremos sobre os principais pontos do 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), o qual 
aborda questões intrínsecas à saúde do trabalhador em sua interação 
com o ambiente laboral.
Neste capítulo, conheceremos os conceitos relacionados a esse pro-
grama de gestão ocupacional, a legislação e as normas relacionadas, 
bem como os elementos para a gestão do programa.
1 Avaliação e controle das exposições 
ocupacionais aos agentes físicos, químicos 
e biológicos
A NR-9 está intrinsecamente relacionada ao gerenciamento dos 
riscos ocupacionais da organização previsto na NR-1 e integrado ao 
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
O texto principal da NR-9 foi constituído por um corpo simples, com 
regras gerais, considerando as especificidades e as diferenças para se 
avaliar as exposições de cada um dos agentes – físicos, químicos e 
biológicos. Há metodologias muito diferentes, de modo que o legislador 
optou por detalhar cada forma de avaliação em anexos específicos.
1.1 Identificação das exposições ocupacionais aos 
agentes físicos, químicos e biológicos
Como comentamos, a NR-9 está diretamente relacionada ao geren-
ciamento de riscos ocupacionais da organização e consolidado no PGR. 
Diversos requisitos da NR-1 se inter-relacionam com a avaliação das 
exposições ocupacionais prevista na NR-9.
Em seu requisito 9.3, a NR-9 aponta tudo aquilo que deverá ser consi-
derado no processo de identificação das exposições ocupacionais aos 
agentes físicos, químicos e biológicos (BRASIL, 2020c):
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 • Descrição das atividades: caracterizamos como são desenvolvi-
das as atividades com o foco em detalhes que possam ajudar a 
entender de que modo ocorre determinada exposição ocupacional.
 • Identificação do agente e formas de exposição: nesse ponto, 
rememoramos o processo de identificação de perigos; não basta 
colocar como classe de perigo, por exemplo, “exposição a tolue-
no”, faz-se necessário indicar se o perigo é em relação a um conta-
to com a pele ou por via respiratória, por exemplo. No caso de uma 
exposição a ácido sulfúrico, é necessário detalhar se essa exposi-
ção se refere a um possível contato com a pele causando queima-
duras graves ou se é uma exposição à névoa de ácido sulfúrico.
 • Possíveis lesões ou agravos à saúde relacionados às exposi-
ções identificadas: são os possíveis danos à saúde dos traba-
lhadores decorrentes da exposição a determinado agente físico, 
químico ou biológico.
 • Fatores determinantes da exposição: são circunstâncias e fon-
tes que podem facilitar a exposição, como de que maneira o 
agente se dissemina pelo ambiente.
 • Medidas de prevenção já existentes: são os controles já imple-
mentados para conter as exposições a esses agentes.
 • Identificação dos grupos de trabalhadores expostos: determi-
na-se o número de trabalhadores que possuem exposição simi-
lar àquele agente, considerando fontes e circunstâncias das ati-
vidades, bem como a duração e a frequência com que ocorrem 
tais exposições.
Esse requisito está diretamente relacionado aos requisitos 1.5.4.2 e 
1.5.4.3 da NR-1, de tal modo que somente se tem a necessidade de 
avaliar exposições ocupacionais se o perigo já foi identificado no am-
plo processo de identificação de perigos previsto no gerenciamento 
de riscos ocupacionais da organização. Temos que o perigo foi iden-
tificado, foram previstas as possíveis lesões ou agravos à saúde e 
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.agora avaliaremos a exposição ocupacional decorrente desse perigo. 
Portanto, percebemos a ligação e a integração entre os diversos proces-
sos previstos no gerenciamento de riscos ocupacionais que culminarão 
com os resultados das avaliações ocupacionais, os quais, por sua vez, 
fornecerão novos dados ao sistema de gestão.
Assim, com os resultados obtidos, avaliaremos novamente o risco 
ocupacional (dessa vez somente os relacionados a agentes físicos, quí-
micos e biológicos), de modo que verificaremos os novos níveis de riscos 
ocupacionais obtidos. Em consequência, mais uma vez avaliaremos as 
medidas de prevenção implementadas, novas necessidades ou apenas 
manteremos o controle desses riscos, de modo a monitorar e melhorar 
continuamente o sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho.
Todo esse processo de identificação das exposições ocupacionais 
será evidenciado no inventário de riscos ocupacionais, previsto no requi-
sito 1.5.7.3 da NR-1. Todas as informações deverão constar obrigatoria-
mente no inventário. A alínea “d” do subitem 1.5.7.3.2 da NR-1 dispõe:
1.5.7.3.2 O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no 
mínimo, as seguintes informações:
(...)
d) dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposi-
ções a agentes físicos, químicos e biológicos (…) (BRASIL, 2020a)
1.2 Avaliação das exposições
O requisito 9.4 da NR-9 dispõe como deve ser conduzido o processo de 
avaliação das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e 
biológicos. Uma etapa importante é a análise preliminar das exposições. 
Ela tem como objetivo determinar se certa exposição a algum agente 
possa ser de imediato descartada, seja por ser trivial ou irrelevante, seja 
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em razão de possibilidade da adoção direta de uma medida preventiva 
que elimine a necessidade de uma avaliação da exposição.
Por exemplo, em um levantamento preliminar, verifica-se que há o 
perigo de exposição a um produto químico. Todavia, ao analisar com 
mais detalhes as características desse produto químico, constata-se 
que ele possui baixíssimo potencial para causar lesões ou agravos à 
saúde do trabalhador. Medidas administrativas de um modo geral po-
dem controlar essa exposição, a exemplo de medidas gerais de higiene, 
como a proibição de realizar pequenas refeições nolocal de trabalho, 
medidas de higiene pessoal, como lavar as mãos, entre outras. Quando 
nos deparamos com essa situação, podemos de imediato descartar 
avaliações quantitativas ou qualitativas dessa exposição.
Após realizar esse levantamento preliminar, conheceremos de fato 
quais exposições necessitam de avaliações qualitativas ou quantitati-
vas do agente. Quando identificada a necessidade de avaliações quan-
titativas, deve-se realizá-las com o objetivo de:
 • Comprovar o controle da exposição ocupacional aos agentes 
identificados.
 • Dimensionar a exposição ocupacional dos grupos de 
trabalhadores.
 • Subsidiar o equacionamento das medidas de prevenção.
Os dados obtidos das avaliações das exposições ocupacionais aos 
agentes físicos, químicos e biológicos serão também parte integrante 
do inventário de riscos e assim do PGR.
1.3 Medidas de prevenção e controle das exposições 
ocupacionais
As avaliações às exposições ocupacionais aos agentes físicos, quí-
micos e biológicos fornecerão dados para correto dimensionamento do 
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.risco ocupacional, resultando na escolha necessária e adequada das 
medidas protetivas, bem como no controle e monitoramento dos riscos 
ocupacionais decorrentes dessas exposições. Tais controles serão efe-
tivados de diversas maneiras, por meio de medidas de prevenção – agir 
sobre processos, produtos, instalações, práticas de trabalho, entre ou-
tros, de modo a reduzir as exposições a níveis toleráveis e consequente-
mente reduzir o nível de risco ocupacional.
As medidas, portanto, devem eliminar ou, quando não possível, con-
trolar as exposições ocupacionais. As medidas para controlar as expo-
sições são estabelecidas em anexos da NR-9. Cada anexo trata sobre 
um agente específico. Por exemplo, os anexos I e III tratam, respectiva-
mente, sobre a exposição à vibração e ao calor.
Os referidos anexos da NR-9, além de estabelecerem parâmetros 
técnicos para as avaliações das exposições, preveem ainda medidas 
preventivas e corretivas, com o objetivo de controlar a exposição.
De um modo geral, as medidas preventivas previstas nos anexos es-
tabelecem linhas gerais para que a organização:
 • Avalie periodicamente as exposições ocupacionais.
 • Oriente seus trabalhadores a respeito dos riscos ocupacionais a 
que estarão expostos, formas de prevenção e mitigação da expo-
sição, organização do trabalho, inclusive com orientações sobre 
a utilização de equipamentos de proteção.
 • Faça o monitoramento da saúde ocupacional dos trabalhadores, 
entre outras.
Em relação às medidas corretivas, o enfoque é o controle da expo-
sição propriamente dito, eliminando se possível a exposição ou, em 
relação àqueles riscos considerados toleráveis, torná-los irrelevantes. 
Quando verificada a impossibilidade das alternativas anteriores, deve-se 
estabelecer a hierarquia de controle prevista na NR-1, qual seja, adoção 
de medidas de proteção coletiva, medidas de caráter administrativo ou 
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de organização do trabalho e, por fim, como última alternativa, a utiliza-
ção de equipamento de proteção individual (EPI).
Todavia, nem todas as espécies de agentes físicos, químicos e bio-
lógicos possuem anexos específicos, de modo que a NR-9 estabeleceu 
disposições transitórias a serem seguidas pela organização. Para fins 
de medidas de prevenção, foi estabelecido que devem ser adotados: os 
critérios e os limites de tolerância constantes na NR-15 e seus anexos 
e, em sua ausência, os limites estabelecidos pela American Conference 
of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH), como nível de ação para 
agentes químicos, a metade dos limites de tolerância, e como nível de 
ação para o agente físico ruído, a metade da dose.
Definidas todas as medidas de controle dos riscos ocupacionais ne-
cessárias, elas passarão a fazer parte do plano de ação, consolidado no 
PGR da organização.
2 Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional – PCMSO
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) tem 
previsão legal na Norma Regulamentadora n. 7 (NR-7), aprovada pela 
Portaria n. 3.214, de 8 de junho de 1978, a qual instituiu a obrigatorieda-
de do desenvolvimento e implementação do programa, além de regula-
mentar algumas disposições dos arts. 168 e 169 da Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT) (SZABÓ JR., 2018). Contemporaneamente, a nor-
ma foi atualizada por meio da Portaria SEPRT n. 6.734/2020, de modo 
a compatibilizá-la com o novo formato da NR-1, consequentemente 
 integrando-a ao gerenciamento de riscos ocupacionais da organização.
Conforme determina a normativa, as organizações e os órgãos públi-
cos da administração direta e indireta, bem como os órgãos dos poderes 
legislativo, judiciário e o Ministério Público, que admitam trabalhador como 
empregado, regidos pela CLT, deverão obrigatoriamente elaborar o PCMSO.
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.O PCMSO possui, assim, um viés preventivo quanto aos agravos à 
saúde dos trabalhadores, de modo que estes possam ser diagnostica-
dos precocemente, bem como as doenças do trabalho e outros danos 
irreversíveis à saúde.
A dinâmica do programa requer o conhecimento do inventário de 
riscos ocupacionais da organização, estudos nos próprios locais de 
trabalho quando necessário, entre outras práticas médicas, de modo 
a reconhecer antecipadamente os riscos ocupacionais existentes, 
fundamentando seu planejamento na preservação da saúde dos 
trabalhadores.
Quanto à competência para o planejamento, a elaboração e a im-
plementação do PCMSO, ela é função do médico do trabalho, na figura 
do médico responsável pelo programa. A norma estabelece que é de 
responsabilidade do médico responsável a realização dos exames mé-
dicos previstos no PCMSO, ou delegá-los a profissionais médicos fami-
liarizados com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, 
bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que 
está ou será exposto cada trabalhador da empresa a ser examinado.
O PCMSO é orientado por diretrizes delineadas na NR-7 (BRASIL, 
2020b), sendo as principais:
 • Rastreamento e detecção precoce de agravos à saúde relaciona-
dos aos riscos ocupacionais, bem como sua análise epidemioló-
gica e estatística e sua relação com os riscos ocupacionais.
 • Detecção de exposições excessivas potenciais aos agentes noci-
vos ocupacionais.
 • Determinação da aptidão do trabalhador em relação a funções e 
atividades que irá exercer.
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• Fornecimento e auxílio para a implantação e o monitoramento 
das medidasde prevenção e sua eficácia.
• Fundamentação das decisões sobre o afastamento de trabalha-
dores em condições que possam comprometer sua saúde.
• Acompanhamento diferenciado aos trabalhadores especialmente 
afetados em seu estado de saúde pelos riscos ocupacionais.
• Fornecimento de dados de agravos à saúde dos trabalhadores 
relacionados ao trabalho ao aparato governamental.
A figura 1 a seguir apresenta a estrutura do fundamento jurídico do 
PCMSO.
Figura 1 – Fundamento jurídico do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT) – arts. 168, 
169 e 200
Portaria MTb n. 3.214/1978 e 
Portaria SEPRT n. 6.734/2020
Constituição Federal de 1988
Norma Regulamentadora n. 7
Programa de Controle Médico 
de Saúde Ocupacional – 
PCMSO
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.Em relação às empresas de pequeno porte, microempresas e micro-
empreendedores individuais, a NR-1 dispõe que, caso possuam graus 
de risco 1 e 2 e não identifiquem riscos físicos, químicos, biológicos 
e riscos relacionados a fatores ergonômicos, ficarão dispensadas da 
elaboração do PCMSO.
Todavia, mesmo dispensadas da elaboração do PCMSO, essas em-
presas deverão realizar os exames médicos e emissão do atestado de 
saúde ocupacional (ASO) admissional e periódico a cada dois anos e 
exames demissionais.
2.1 Planejamento e desenvolvimento do programa
O PCMSO possui um rol de ações voltadas à vigilância passiva e ati-
va da saúde ocupacional dos trabalhadores. A vigilância passiva bus-
ca atender necessidades voluntárias dos trabalhadores que procuram 
espontaneamente o atendimento médico ocupacional da organização.
A vigilância ativa tem como parte do escopo a realização de exames 
previstos no contexto do programa. Também, por meio de dados cole-
tados no âmbito do programa, busca informações que indiquem sin-
tomas de agravos à saúde dos trabalhadores relacionados aos riscos 
ocupacionais.
O PCMSO será elaborado tendo como base de dados as informações 
sobre os riscos ocupacionais classificados e consolidados no inventá-
rio de riscos presente no PGR. Mais adiante, discorreremos com mais 
detalhes a respeito da integração do PCMSO com o gerenciamento de 
riscos da organização.
No programa, o médico do trabalho responsável, após analisar os 
riscos ocupacionais, descreverá de que maneira esses riscos podem 
causar agravos à saúde dos trabalhadores, planejando e determinan-
do exames médicos clínicos e complementares indicados para cada 
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atividade relacionada aos riscos ocupacionais. Ainda, os anexos da 
NR-7 dispõem sobre regras e exames a serem realizados para alguns 
desses riscos ocupacionais específicos.
No âmbito do programa, o responsável também definirá todos os 
critérios para interpretar os resultados de cada tipo de exame médico 
que foi planejado. Em organizações maiores, nem sempre haverá ape-
nas um médico do trabalho. Assim, o médico responsável pelo PCMSO 
da organização define esses critérios e planeja quais ações devem ser 
tomadas em relação a cada achado médico, de modo que outros mé-
dicos internos ou externos à organização sigam os mesmos critérios 
estabelecidos no programa. Resulta que médicos e outros profissionais 
envolvidos com a realização dos exames contidos no programa devem 
ter conhecimento do conteúdo do PCMSO.
Outro ponto importante considerado no PCMSO são as atividades 
consideradas críticas exercidas na organização. A norma dita que são 
atividades críticas “aquelas que exijam avaliação médica específica 
para definir a aptidão do empregado” (BRASIL, 2020b). São exemplos: 
trabalho em altura, trabalho em condições hiperbáricas e trabalhos em 
espaços confinados. Por meio de exames específicos, o médico do tra-
balho determinará se determinado trabalhador possui aptidão quanto 
aos aspectos de saúde para exercer tais atividades.
2.1.1 Espécies de exames médicos
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional prevê a reali-
zação dos seguintes exames médicos (BRASIL, 2020b):
 • Exame médico admissional: é o exame realizado antes que o tra-
balhador inicie suas atividades na empresa, verificando sua ap-
tidão em termos de saúde física e mental para desempenhar as 
atividades do cargo que ocupará, bem como ao local de trabalho 
e os riscos ocupacionais inerentes à função.
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 • Exame médico periódico: é o exame realizado em ciclos de tem-
po determinados, de acordo com regras gerais ou específicas 
para determinados riscos ocupacionais, com o objetivo de avaliar 
alterações na saúde física e mental do trabalhador, bem como 
identificar se algum agravo possui relação com as atividades de-
sempenhadas pelo trabalhador no âmbito da empresa. Eles são 
realizados com a seguinte periodicidade:
 ◦ trabalhadores expostos a riscos ocupacionais e para pesso-
as com doenças crônicas que aumentem a susceptibilidade a 
tais riscos – anualmente ou em intervalos menores, conforme 
critério estabelecido pelo médico responsável;
 ◦ trabalhadores expostos a condições hiperbáricas – de acor-
do com a periodicidade especificada no anexo IV da NR-7 (há 
previsão para realização de exames complementares, depois 
de 6 meses do início das atividades e outros em periodicidade 
anual e bienal);
 ◦ demais trabalhadores – o exame clínico deve ser realizado a 
cada dois anos.
 • Exame médico de retorno ao trabalho: é o exame realizado nas 
situações em que o trabalhador permanece durante determinado 
tempo afastado de suas atividades laborais, por período igual ou 
superior a 30 (trinta) dias, seja por motivo de doença ou acidente, 
com causa ocupacional ou não. O exame é realizado antes que 
o trabalhador reassuma suas atividades. O exame indicará se há 
necessidade de retorno gradual do trabalhador às funções nor-
malmente desenvolvidas.
 • Exame médico de mudança de riscos ocupacionais: anterior-
mente denominado exame médico de mudança de função, é o 
exame realizado quando o trabalhador realizará suas atividades 
em local ou função diversa daquela para a qual se encontra apto 
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no momento, fundando-se a necessidade de sua realização quan-
do a atividade futura possua riscos ocupacionais diferentes da 
atividade atual do trabalhador. O exame é realizado antes que o 
trabalhador assuma as novas funções, devendo ser considerado 
apto para tais atividades e adequando-se o controle médico aos 
novos riscos ocupacionais.
 • Exame médico demissional: é o exame realizado quando o traba-
lhador tem seu vínculo empregatício terminado com o emprega-
dor,de maneira voluntária ou não. O exame deverá ser realizado 
em até 10 dias contados do término do contrato. O exame demis-
sional pode ser dispensado desde que o último exame médico 
ocupacional tenha sido realizado há menos de 135 dias para as 
organizações de graus de risco 1 e 2, segundo o quadro I da NR-4, 
e 90 dias para as organizações de graus de risco 3 e 4, segundo o 
mesmo quadro da norma regulamentadora.
Essas cinco espécies de exames médicos citados envolvem tanto 
o exame clínico quanto os exames complementares, os quais são rea-
lizados de acordo com as especificações da NR-7 e em outras normas 
regulamentadoras específicas, ou, ainda, outros exames a critério do 
médico responsável pelo PCMSO, caso tenham relação com os riscos 
ocupacionais.
Com relação aos exames médicos complementares, a NR-7 esta-
belece sua realização obrigatória nas seguintes situações: quando o 
levantamento preliminar dos perigos indicar a necessidade de medidas 
de prevenção imediatas; quando a classificação dos riscos ocupacio-
nais prevista no gerenciamento de riscos ocupacionais da organização 
assim indicar; ou ainda quando houver exposições ocupacionais acima 
dos níveis de ação determinados na NR-9.
Segundo a NR-7 e seus anexos, os exames complementares se re-
lacionam às especificidades das atividades desempenhadas pelos 
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.trabalhadores. O texto legal descreve os exames a serem realizados, sua 
periodicidade, momento de coleta, entre outras regras técnicas. Os exa-
mes são diferentes para cada tipo de risco ocupacional a que está ou será 
exposto o trabalhador, além daqueles determinados pelo médico respon-
sável necessários para monitorar riscos ocupacionais específicos.
Assim como os trabalhadores devem ser informados sobre os riscos 
ocupacionais a que estarão expostos conforme estabelecido na NR-1, 
também deverão ser cientificados a respeito dos motivos para a realiza-
ção dos exames complementares a que serão submetidos, bem como 
de seu resultado e seu significado.
Realizadas quaisquer das espécies de exames, o médico emitirá o 
atestado de saúde ocupacional (ASO). Ele deve ser disponibilizado ao 
trabalhador e fornecido em meio físico caso solicitado.
O atestado de saúde ocupacional pode ser feito sob quaisquer mo-
delos ou formulários, desde que contenha as informações mínimas pre-
vistas na NR-7. São elas:
 • Razão social e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou 
Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) da 
organização.
 • Nome completo do trabalhador, número de seu CPF e sua função.
 • Descrição dos perigos ou fatores de risco identificados e classi-
ficados que necessitem de controle médico previsto no PCMSO, 
ou a sua inexistência.
 • Indicação e data de realização dos exames ocupacionais clínicos 
e complementares a que foi submetido o trabalhador.
 • Definição de apto ou inapto para a função do trabalhador, inclusi-
ve com anotação específica para a aptidão a exercer atividades 
críticas (por exemplo, trabalho em altura, trabalho em espaços 
confinados, etc.).
93Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos e Programa de...
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 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo.
 • Nome e número de registro profissional do médico responsável 
pelo PCMSO, se houver.
 • Data, número de registro profissional e assinatura do médico que 
realizou o exame clínico (BRASIL, 2020b).
2.1.2 Documentação do programa
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional é composto 
pelos seguintes documentos:
 • Prontuário médico: para cada trabalhador, será constituído um 
prontuário médico individual. Nele, serão agrupadas todas as in-
formações e evidências dos exames clínicos e complementares, 
sob responsabilidade do médico responsável pelo PCMSO, ou do 
médico responsável pelo exame, quando a organização estiver 
dispensada da elaboração do PCMSO.
O prontuário médico pode ser organizado e mantido em meio ele-
trônico, desde que atendidas as exigências do Conselho Federal 
de Medicina, e devem ser mantidos por no mínimo 20 anos após 
o término do contrato de trabalho do trabalhador. A NR-7 excep-
ciona o prazo de guarda do prontuário médico individual no caso 
de exposição do trabalhador a determinados riscos ocupacio-
nais. Por exemplo, o prazo é de 40 anos quando há exposição 
a substâncias químicas cancerígenas; em caso de exposição a 
radiações ionizantes, os prontuários médicos devem ser manti-
dos até a data em que o trabalhador completará 75 anos e, pelo 
menos, por período mínimo de 30 anos após o término do contra-
to de trabalho.
 • Relatório analítico: elaborado anualmente, é um documento de 
gerenciamento que retrata a saúde coletiva dos trabalhadores da 
organização. Ele traz uma visão ampla sobre as características 
e a incidência de doenças ocupacionais relacionadas aos riscos 
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.ocupacionais, fornecendo dados em relação à evolução histórica 
da saúde dos trabalhadores. O relatório deve conter:
 ◦ número de exames clínicos realizados;
 ◦ número e tipos de exames complementares realizados;
 ◦ estatística de resultados anormais dos exames complementa- 
res, categorizados por tipo do exame e por unidade operacio-
nal, setor ou função;
 ◦ incidência e prevalência de doenças relacionadas ao trabalho, 
categorizadas por unidade operacional, setor ou função;
 ◦ informações sobre o número, tipo de eventos e doenças in-
formadas nas Comunicações de Acidente do Trabalho (CAT) 
emitidas pela organização referentes a seus empregados;
 ◦ análise comparativa em relação ao relatório anterior e discus-
são sobre as variações nos resultados (BRASIL, 2020b).
As organizações de graus de risco 1 e 2 com até 25 empregados e 
as organizações de graus de risco 3 e 4 com até 10 empregados podem 
elaborar relatório analítico apenas com as informações a respeito do nú-
mero de exames clínicos realizados e do número e dos tipos de exames 
complementares realizados. O relatório analítico também não é exigido 
para microempreendedores individuais e para as microempresas e em-
presas de pequeno porte dispensadas da elaboração do PCMSO.
2.2 Gestão do programa
Para assegurar a efetividade da implementação do PCMSO, bem 
como atender aos requisitos legais, relacionamos na sequência aspec-
tos a serem observados na gestão do programa:
 • Todos os custos relacionados ao programa deverão ser total-
mente suportados pelo empregador. Ou seja, todos os exames 
95Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos e Programa de...
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 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
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ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo.
previstos no programa, custos com profissionais, entre outros, 
não poderão de modo algum ser repassados ao trabalhador.
 • O programa não deve ser utilizado em hipótese nenhuma comouma ferramenta de seleção de pessoal, de modo a constituir um 
exame pré-admissional, sob pena de discriminar indevidamente 
o trabalhador.
 • Quando um médico responsável encarregar outro médico de rea-
lizar os exames, recomenda-se que essa delegação seja feita por 
escrito, e esse documento fique arquivado no estabelecimento.
 • Observar e controlar o prazo mínimo de guarda do prontuário 
com todos os seus registros.
 • As empresas contratantes de mão de obra prestadora de servi-
ços devem informar os riscos ocupacionais existentes e auxiliar 
na elaboração e na implementação do PCMSO nos locais de tra-
balho onde os serviços estão sendo prestados. É recomendável 
que as empresas contratantes de prestador de serviço coloquem 
como critério de contratação a realização do PCMSO nos casos 
em que ele é obrigatório.
2.2.1 Integração do PCMSO ao gerenciamento de riscos 
ocupacionais
O PCMSO possui toda a sua base de informações no inventário de 
riscos consolidado no PGR, ou seja, o programa busca as informações 
sobre os riscos ocupacionais identificados e classificados quanto ao 
nível de risco ocupacional no PGR.
O PCMSO prevê, nesse mesmo raciocínio de integração entre os 
programas, que o médico do trabalho, ao avaliar os riscos ocupacio-
nais elencados no PGR, caso possua dúvidas ou incertezas quanto a 
esses riscos, deve agir em conjunto com os responsáveis pelo PGR a 
fim de reavaliá-los.
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.O médico do trabalho também deverá informar aos responsáveis pelo 
PGR quando constatar por meio de indicadores biológicos de exposição 
(IBE) que há uma exposição ou possibilidade de exposição excessiva de 
grupos de trabalhadores a determinados agentes químicos.
Conforme já abordamos brevemente, outro ponto de integração 
ocorre quando os processos de gerenciamento de riscos ocupacio-
nais da organização indicam circunstâncias em que a realização de 
exames complementares será obrigatória no âmbito do PCMSO. Os 
exames serão obrigatórios quando ocorrer uma das seguintes situa-
ções: o levantamento preliminar de perigos previsto na NR-1 indicar 
a necessidade de medidas de prevenção imediatas; constatando-se 
exposições ocupacionais acima dos níveis de ação determinados na 
NR-9; ou se a classificação de riscos do inventário de riscos ocupa-
cionais indicar a sua necessidade.
Os responsáveis pelo PGR também deverão ser comunicados pelo 
médico do trabalho caso este constate a ocorrência de uma doença 
relacionada ao trabalho ou mesmo uma alteração significativa em exa-
mes complementares dos trabalhadores. Como vimos em capítulo an-
terior, essa constatação deverá ser objeto de análise e investigação, a 
fim de subsidiar um novo processo de identificação do perigo e avalia-
ção do nível de risco ocupacional relacionado a essa doença do trabalho 
verificada, de modo a confirmar ou afastar o nexo causal entre a doença 
ou a alteração com a atividade realizada pelo trabalhador.
Outro aspecto de integração entre os programas é o relatório ana-
lítico produzido no contexto do PCMSO. Ele é levado para uma ampla 
discussão de seus dados com os profissionais do SESMT (Serviços 
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), 
da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e os responsá-
veis pelo PGR. Como resultado, espera-se ser utilizado como importante 
ferramenta de gestão, de modo que, caso os dados apontem uma maior 
incidência de determinada doença em uma atividade ou setor laboral, tal 
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indicativo levará a agir com maior prioridade sobre o risco ocupacional 
envolvido. Consequentemente, teremos a reorganização, uma nova aná-
lise e adequação das medidas de prevenção implementadas.
Considerações finais
A avaliação da exposição ocupacional aos agentes físicos, químicos 
e biológicos e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
se integram continuamente no contexto do gerenciamento dos riscos 
ocupacionais da organização.
Informações produzidas no âmbito dos processos de gerenciamen-
to de riscos ocupacionais e presentes no PGR alimentam o PCMSO, as-
sim como as informações obtidas nos processos previstos no PCMSO 
alimentam o PGR, de modo a controlar os riscos ocupacionais e melho-
rar continuamente o sistema.
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF, 
5 out. 1988.
BRASIL. Lei n. 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Altera o Capítulo V do Título 
II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo a segurança e medicina do 
trabalho, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 
dez. 1977.
BRASIL. Ministério da Economia. Portaria n. 6.730, de 9 de março de 2020. 
Aprova a nova redação da Norma Regulamentadora n. 1 – Disposições gerais e 
gerenciamento de riscos ocupacionais. (Processo n. 19966.100073/2020-72.) 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 mar. 2020a.
BRASIL. Ministério da Economia. Portaria n. 6.734, de 9 de março de 2020. 
Aprova a nova redação da Norma Regulamentadora n. 7 – Programa de Controle 
Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. (Processo n. 19966.100069/2020-12.) 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 mar. 2020b.
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.BRASIL. Ministério da Economia. Portaria n. 6.735, de 10 de março de 2020. 
Aprova a nova redação da Norma Regulamentadora n. 9 – Avaliação e con-
trole das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos. 
(Processo n. 19966.100181/2020-45.) Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 
mar. 2020c.
BRASIL. Portaria n. 3.214, de 8 de junho de 1978. Aprova as Normas 
Regulamentadoras – NR – do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do 
Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 6 jul. 1978.
SZABÓ JR., Adalberto Mohai. Manual de segurança, higiene e medicina do 
trabalho. 12. ed. São Paulo: Rideel, 2018.

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