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COSMETOLOGIA 
E FORMULAÇÕES 
COSMÉTICAS
Prof. Esp. Anderlan Oliveira
SISTEMA 
TEGUMENTAR
COSMETOLOGIA E FORMULAÇÕES COSMÉTICAS
SISTEMA TEGUMENTAR
Dá-se o nome de tegumento ou sistema tegumentar a tudo aquilo que
reveste externamente o corpo dos animais, conferindo proteção ao
organismo contra desidratação, hidratação excessiva, ação dos raios
ultravioletas emitidos pelo sol, microrganismos patogênicos, choques
mecânicos, entre outros.
Pode apresentar apenas pelos, como nos mamíferos; penas, como nas
aves e escamas nos peixes.
Nos vertebrados, a pele, que é constituída de epiderme (EXTERNA) e
derme (INTERNA).
SISTEMA TEGUMENTAR
A PELE É O MAIOR ÓRGÃO DO CORPO HUMANO
➢ Constitui cerca de 10-16% do nosso peso corporal, tem uma área de
superfície de cerca de 2 m2 e pesa entre 4,0 – 9,0 Kg;
➢ Formada por 3 camadas básicas: A EPIDERME, DERME E A
HIPODERME. A epiderme é formada por tecido epitelial (estratificado
pavimentoso queratinoso), e a derme é formada por tecido conjuntivo. A
hipoderme está localizada logo abaixo da derme, garantindo a união
entre a pele e os outros órgãos subjacentes;
SISTEMA TEGUMENTAR
➢ Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais
melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é
semelhante.
➢ Desempenha funções PROTETORAS, SENSORIAIS e de
HOMEOSTASIA que visam a defesa do organismo face a agressões
químicas, físicas e microbiológicas.
SISTEMA TEGUMENTAR
A epiderme é a camada superficial, formada por tecido epitelial
pluriestratificado pavimentoso (achatado), avascular (por ela não passam
vasos sanguíneos) e apresenta células responsáveis pela produção de
melanina, o pigmento da pele.
EPIDEDRME
SISTEMA TEGUMENTAR
CAMADA BASAL
A camada basal está formada por uma única camada de células,
denominadas queratinócitos, que repousam sobre a lâmina basal. Essas
células estão em constante divisão mitótica, onde se movem para a
camada seguinte, iniciando, assim, um processo de migração ascendente.
Esse processo termina quando a célula se torna uma célula queratinizada
madura, sendo finalmente descamada na superfície da pele.
CAMADA ESPINHOSA
A cama espinhosa está formada por vários queratinócitos que passam a
ter prolongamentos citoplasmáticos ou espinhos, que dão nome a essa
camada. Os prolongamentos estão unidos por desmossomos aos
prolongamentos semelhantes e, a medida que as células amadurecem e
migram para a superfície, elas aumentam de tamanho e tornam-se
achatadas com seu maior eixo paralelo à superfície.
CAMADA GRANULOSA
A camada granulosa contém uma espessura que varia de uma a três
células. Nessa camada, os queratinócitos contêm numerosos grânulos de
querato hialina, que determinam o seu nome.
Desses grânulos são formadas proteínas importantes para manter a
lubrificação da pele, como a filagrina.
CAMADA CÓRNEA
Nessa camada, o ceratinócito torna-se totalmente achatado, sem núcleo e
ceratinizado preenchidas com filamentos de queratina. Essa camada
cornificada torna-se ainda mais espessa em locais sujeitos a níveis altos
de atrito, como a formação de calos nas palmas das mãos e na ponta dos
dedos.
DESCAMAÇÃO DA PELE
A descamação da pele é um processo
contínuo e normal que ajuda a manter a
integridade e a função da pele, contribuindo
para a renovação celular e a remoção de
células danificadas.
A medida que vão se diferenciando, os
ceratinócitos vão subindo e formando
as camadas superiores da pele, até que
se desprendam.
DESCAMAÇÃO DA PELE
Todo esse percurso leva 28
dias, entrando, alguns fatores como
exposição excessiva ao sol, ressecamento,
enfermidades ou produtos químicos podem
influenciar a velocidade desse processo,
levando, por vezes, a descamação
excessiva ou irregular da pele.
CÉLULAS DA EPIDERME
Além dos queratinócitos, outras células estão presente na epiderme:
➢ Melanócitos;
➢ Células de Langerhans;
➢ Células de Merkel;
SISTEMA TEGUMENTAR
Peixes e anfíbios aquáticos apresentam glândulas mucosas na epiderme.
Nos vertebrados, especialmente os terrestres, as células mais superficiais
são mortas, graças à total impregnação da proteína queratina, substância
impermeável que, formando a camada córnea, confere proteção ao
animal, principalmente contra desidratação.
Nos invertebrados, a epiderme é UNIESTRATIFICADA, ou seja, possui
uma única camada de células, ao contrário dos vertebrados.
SISTEMA TEGUMENTAR
A derme, por sua vez, situa-se logo abaixo da epiderme, sendo mais
espessa. Tem origem mesodérmica e é constituída por tecido conjuntivo,
contendo terminações nervosas, vasos linfáticos e sanguíneos e porções
basais de glândulas. Tem a função de apoiar a epiderme, dando à pele
resistência e elasticidade.
SISTEMA TEGUMENTAR
A derme, por sua vez, situa-se logo
abaixo da epiderme, sendo mais
espessa. Tem origem mesodérmica e
é constituída por tecido conjuntivo,
contendo terminações nervosas,
vasos linfáticos e sanguíneos e
porções basais de glândulas. Tem a
função de apoiar a epiderme, dando à
pele resistência e elasticidade.
SISTEMA TEGUMENTAR
DERME
Na derme também existem vasos linfáticos, glândulas, folículos capilares e
nervos que proporcionam a sensação do toque, dor, pressão e
temperatura.
A quantidade de terminações nervosas na derme variam conforme a região
do corpo, por isso, algumas áreas são mais sensíveis do que outras.
DERME
Estruturalmente, a derme é formada por fibras de colágeno e elastina e por
uma matriz extracelular. As fibras de colágeno pode chegar a corresponder
até 70% do peso seco da derme.
O principal tipo de célula presente é o fibroblasto, responsável pela
produção dos elementos mais importantes da derme, como as fibras e a
substância amorfa. Também podem ser encontrados, em menor
quantidade, macrófagos e mastócitos.
DERME: Camadas
CAMADA PAPILAR
A camada papilar é a camada superior da derme, sendo formada
por tecido conjuntivo frouxo. Ela recebe esse nome por apresentar regiões
parecidas com dedos ou papilas em suas extremidades, os quais fazem a
comunicação com a epiderme.
Na camada papilar encontramos os capilares, fibras elásticas, fibras
reticulares e o colágeno.
DERME: Camadas
CAMADA RETICULAR
A camada reticular é a camada mais profunda da derme, formada por
tecido conjuntivo denso não modelado. Nela encontramos os capilares
sanguíneos, fibras elásticas e de colágeno, fibroblastos, vasos linfáticos e
terminações nervosas.
SISTEMA TEGUMENTAR
Outra estrutura componente do sistema tegumentar de vertebrados é a
hipoderme, esta, porém, apenas aves e mamíferos possuem. A hipoderme
é uma camada localizada imediatamente abaixo da derme, constituída de
tecido conjuntivo e extremamente rica em tecido adiposo.
Além de ser uma reserva nutritiva (gordura), desempenha um importante
papel auxiliar na regulação da temperatura corporal pois, devido à
propriedade isolante da gordura, reduz a perda de calor do corpo para o
meio. Por isso, aves e mamíferos são homeotérmicos (ou endotérmicos),
ou seja, não têm a temperatura do corpo alterada com as variações
térmicas do ambiente.
SISTEMA TEGUMENTAR
Além de conferir proteção, a pele também é responsável pela recepção de
estímulos do meio externo (sensibilidade), devido à presença de
corpúsculos sensoriais; excreção de catabólitos nos peixes e nos
mamíferos; respiração cutânea nos anfíbios; regulação da temperatura do
corpo em homeotermos (como dito anteriormente); manutenção da
concentração de sais nos líquidos corpóreos (homeostase); nutrição de
filhotes mamíferos; locomoção de peixes e alguns anfíbios devido às
glândulas mucosas da epiderme, e das aves, devido às penas; ataque e
defesa (presença de cornos e unhas) e identificação sexual.
SISTEMA TEGUMENTAR
O tegumento comum constitui o manto contínuo que envolve todo o
organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro
somente é interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca,
olhos, orelha, ânus, vagina epênis) onde se prolonga pela respectiva
mucosa.
O tegumento comum constitui o manto contínuo que envolve todo o
organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro
somente é interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca,
olhos, orelha, ânus, vagina e pênis) onde se prolonga pela respectiva
mucosa.
SISTEMA TEGUMENTAR
Dependentes da cútis encontra-se uma série de estruturas chamadas
anexos cutâneos, que são os pelos, as unhas e as glândulas (sebáceas,
sudoríferas, ceruminosas, vestibulares nasais, axilares, circumanais e
mamas).
O sistema tegumentar é composto pela pele e anexos (glândulas, unhas,
cabelos, pelos e receptores sensoriais) e tem importantes funções, sendo
a principal agir como barreira, protegendo o corpo da invasão de
microrganismos e evitando o ressecamento e perda de água para o meio
externo.
SISTEMA TEGUMENTAR
Entre os vertebrados, o tegumento é composto por camadas: a mais
externa, a epiderme é formada por tecido epitelial, a camada subjacente de
tecido conjuntivo é a derme, seguida por um tecido subcutâneo, também
conhecido como hipoderme.
Há também uma cobertura impermeável, a cutícula. Há uma variedade de
anexos, tais como pelos, escamas, chifres, garras e penas.
SISTEMA TEGUMENTAR
A pele é o maior órgão do corpo humano, recobrindo cerca de 7500 cm2
de um indivíduo adulto. Esse órgão protege nosso corpo contra atrito,
patógenos, perda excessiva de água e atua em sua termorregulação. Além
disso, contém receptores que permitem a percepção de dor, tato,
temperatura e pressão.
A pele e seus anexos (unhas, pelos e glândulas) fazem parte do sistema
tegumentar. Ela é composta por três camadas: epiderme, derme e tela
subcutânea.
FUNÇÕES DA PELE
1. Regulação da temperatura corporal, pelo fluxo sanguíneo e pelo
2. Proteção, barreira física, infecções, desidratação e radiação UV.
3. Sensibilidade, através de terminações nervosas receptoras de tato,
pressão, calor e dor.
4. Excreção, de água e sais minerais, componentes da transpiração.
5. Imunidade, células epidérmicas são importantes para a imunidade.
6. Síntese de vitamina D, em função à exposição aos raios UV.
7. Absorção de substâncias, principalmente gordurosa, como hormônios,
vitaminas e medicamentos.
FUNÇÕES DA PELE
CÚTIS
Cútis ou pele é constituída por duas membranas que se justapõem e
aderem intimamente e que são a epiderme (por fora) e a derme ou cório
(por dentro).
A epiderme é a parte mais externa e a única que está em contato com o
meio ambiente, por esta razão, ela possui também a importante função de
proteger o organismo contra os danos causados por agentes externos.
CÚTIS
A derme é formada por tecido conjuntivo, que ao contrário do tecido
epitelial é ricamente vascularizado. Nela encontram-se as fibras
colágenas, elásticas e reticulares, além das células formadoras de sua
composição (fibroblastos, linfócitos, mastócitos...).
Ainda na derme, estão presentes algumas glândulas (sudoríparas,
sebáceas), terminações nervosas e folículos pilosos.
CÚTIS
É importante saber que quando se pensa em epiderme, derme e
hipoderme, deve-se ter em mente que uma depende da outra para o
equilíbrio deste importante órgão que é a pele humana, e também para o
“perfeito” funcionamento de nosso organismo.
CÚTIS
Epiderme, delgada túnica superficial derivada do ectoderma embrionário,
formada por várias camadas de células achatadas (epitélio pavimentoso
estratificado).
A camada mais periférica da epiderme é constituída por células mais
resistentes, queratinizadas, as quais se acham em constante descamação,
sendo substituídas pelas subjacentes, do que decorre constante
renovação.
A epiderme é mais espessa ao nível da palma e da planta e mais delgada
nas pálpebras, prepúcio, pequenos lábios vaginais e escroto.
CÚTIS
A melanina é o principal pigmento epidérmico, controlado pelo hormônio
melanócito-estimulante (MSH) da adenohipófise (lobo anterior).
Derme ou cório, do latim corium = couro, significando a membrana
espessa que resulta após ter sido curtida a pele de certos animais e que
se subpõe à epiderme. Constituída de tecido conjuntivo (mesodérmico)
denso. Na palma e planta a derme é percorrida por cristas e sulcos,
utilizáveis para identificação individual (papiloscopia ou dactiloscopia).
CÚTIS
É na derme que encontramos a raiz dos pelos e a maioria das glândulas
anexas a ainda é aqui que termina pelo menos uma das extremidades das
fibras musculares dos músculos cutâneos da cabeça, pescoço, palma,
dartos escrotal e grandes lábios, músculo aureolo-papilar da mama e
eretores dos pelos.
CÚTIS
Tela subcutânea ou tecido celular subcutâneo (TCSC), encontrada
profundamente à derme, formado por tecido conjuntivo frouxo (areolar) e
gordura (panículo adiposo).
Permite o deslizamento da pele sobre os planos subjacentes, oferece
proteção (amortecedor) e constitui-se em verdadeiro sistema de
armazenamento de gordura (energia).
Em alguns locais o TCSC é exíguo ou inexistente, como nas pálpebras,
pavilhão da orelha, prepúcio, escroto, e pequenos lábios vaginais.
CÚTIS
Couro cabeludo é um tipo especial de cútis que recobre a calvária
caracterizada por duas lâminas densas (cório externamente e pericrânio
internamente, aderido ao periósteo).
Entre essas duas lâminas ocorre um tecido frouxo, não gorduroso que é o
tecido subaponevrótico. Pêlos, filamentos flexíveis formados por células
queratinizadas que se implantam na derme. Dividido numa parte externa
(haste) e numa raiz.
A raiz está contida no folículo piloso, no fundo do qual encontramos uma
dilatação chamada bulbo do pelo. Como anexos do pelo temos as
glândulas sebáceas e os músculos eretores dos pelos.
CÚTIS
Distribuição dos pêlos, chamados lanugem ao nascimento, são
substituídos pelos vilos. Denominações especiais por região:
1. Cabelos:
2. Supercílios:
3. Cílios:
4. Vibrissas:
5. Tragos
6. Bigode:
7. Barba:
8. Hircos:
9. Pubes:
1. Couro cabeludo.
2. Órbitas.
3. Pálpebras.
4. Vestíbulo nasal.
5. Meato acústico externo.
6. Lábio superior.
7. Face.
8. Axilas.
9. Monte púbico.
CÚTIS
Não há pelos na palma, na planta e no dorso das falanges distais. Os
cabelos crescem meio mm por dia.
Unhas, lâminas queratinizadas que recobrem parcialmente o dorso das
falanges distais de mãos e pés, com a função precípua de protegê-las.
Duas faces (superficial e profunda) e quatro bordas (laterais, proximal e
distal).
A face profunda assenta sobre o cório que a esse nível se chama leito
ungueal. A face superficial é convexa. A borda proximal constitui a raiz da
unha.
CÚTIS
Glândulas sebáceas, vistas com o pelo,
situadas junto ao folículo piloso aonde
se abre por curto e largo ducto. A
contração do músculo eretor ajuda a
expelir o conteúdo gorduroso. Nas
pálpebras encontramos dois tipos de
glândulas sebáceas modificadas: as
glândulas társicas e as glândulas
ciliares sebáceas. Na aréola mamária
também encontramos outra
modificação dessas estruturas que são
as glândulas areolares.
CÚTIS
Glândulas sudoríferas, constituídas
por um fino e longo tubo que no
início se enovela, chamado corpo da
glândula, profundamente situado no
cório, chegando mesmo a
ultrapassa-lo atingindo o tecido
celular subcutâneo. SECRETAM O
SUOR ATRAVÉS DO PORO
SUDORÍFERO.
CÚTIS
➢ GLÂNDULAS CERUMINOSAS: situadas no meato acústico externo,
secretam o cerúmen.
➢ GLÂNDULAS VESTIBULARES NASAIS: localizadas no vestíbulo
nasal.
➢ GLÂNDULAS AXILARES: região axilar, cujo produto sofre
decomposição exalando cheiro próprio e individual, o qual é mais
acentuado em certas raças ou por ocasião da puberdade.
➢ GLÂNDULAS CIRCUMANAIS: localizadas na cútis que circunda o
ânus.
➢ GLÂNDULAS MAMÁRIAS OU MAMAS: foram tratadas em sistema
genital feminino.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Os queratinócitos, também conhecidos como ceratinócitos, são células
diferenciadas que compõem o tecido epitelial e invaginações da
epiderme para a derme, como é o casodas unhas e cabelos,
responsáveis pela produção de queratina.
Estas são as células mais comumente encontradas na epiderme,
representando 80% das células epidérmicas. Os queratinócitos
compõem o epitélio estratificado pavimentoso queratinizado que é
formado por cinco regiões ou estratos discretos.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
A primeira região, localizada mais internamente, recebe o nome de
camada basal ou estrato basal, que sintetiza constantemente novas
células para a epiderme, bem como conecta a epiderme na derme por
meio da lâmina basal que ela origina e dos hemidesmossomas fixados a
ela.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
A camada basal é formada por uma única camada de células-tronco, que
pode apresentar formato colunar ou cuboide, e passa por mitose certas
vezes com uma das células resultantes contribuindo para o estrato
remanescente da epiderme. Estas células estão envolvidas numa
produção inicial de tonofilamentos, e alguns dos tonofilamentos estão
ligados aos hemidesmossomas que fixam a base da epiderme na derme.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Os tonofilamentos formados não estão
apenas ligados aos diversos dermossomas
que compõem a estrutura de fixação
primária de uma célula na outra na
epiderme, eles também originam corpos de
pré-queratina ou placas que amadurecem
na queratina das células de outros estratos.
DERMOSSOMAS 
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Os queratinócitos provenientes da camada basal ou germinativa formam
a camada espinhosa, que apresenta de uma a três camadas de células
espessas na pele pilosa e, certos casos, de quatro a cinco camadas de
células espessas em peles desprovidas de pelo (PELE GLABRA), mas
podem ser proeminentes nas áreas onde a pele torna-se mais grossa.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
A principal característica morfológica dessa região é conferida pelos
processos celulares espinhosos que estendem para todas as células
adjacentes. Cada processo igualmente a um desmossomo deixa esta
região da pele altamente resistente a efeitos mecânicos de estiramento e
pressão.
Os espaços presentes entre estes processos podem conferir conduto
para substâncias que são secretadas ocasionalmente por queratinócitos
ao passo que eles se aproximam do seu desenvolvimento total.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Os corpos de Odlando, também conhecidos como pequenos grânulos e
trata-se de estruturas encontradas fixadas à membrana lamelar e
tornam-se mais evidentes nas camadas mais velhas e externas deste
estrato.
Com o aumento da quantidade de grânulos lamelares, os queratinócitos
espinhosos transformam-se em células granulares e, deste modo,
originam a terceira epiderme, denominada camada granulosa. Esta, por
sua vez, caracteriza-se pela presença de grânulos ligados aos
queratinócitos.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Os grânulos preenchem o citoplasma, na maioria das vezes, por
completo. Estas estruturas consistem em pró-filagrina, que é um
precursor da filagrina.
Esta última, é a proteína responsável pela associação de filamento de
ceratina no processo de cornificação (formação da unha). Além disso, a
formação no citoplasma do grânulo lamelar continua.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Histologicamente, o núcleo não é claramente diferenciado devido à
grande quantidade de grânulos, que contêm, em seu interior,
componentes lipídicos, bem como enzimas hidrolíticas e outras
proteínas.
Certas quantidades de lipídios e enzimas são liberadas no espaço
intercelular, passando a ficar preenchidos com ceramidas, colesterol e
ácidos graxos. Como consequência, a mistura intercelular lipídica gera
uma proteção à prova d’água.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
As células mais antigas da camada granulosa passam por um processo
necrobiótico que abrange a degeneração nuclear e de todo o aparelho
metabólico relacionado, havendo liberação e posterior digestão por
enzimas lisossômicas.
A conciliação entre este evento com o empacotamento de grânulos e a
liberação de lipídios, resulta no processo final da ceratinização.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Cada queratinócito, que adota a forma escamosa, neste ponto encontra-
se isento de organelas, sendo preenchido com queratina e sua forma
agregada, a queratoialina. Estas células ainda se encontram recobertas
pela membrana celular rica em lipídios.
As células que estão passando por este processo final, recebem o nome
de camada lúcida e, histologicamente, pode ser observada somente na
pele espessa.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Quando o processo de queratinização encontra-se completo, as células
se juntam com outras células que já passara, pelo processo
anteriormente para dar origem à camada córnea, a mais externa da
epiderme. Nesta, os filamentos de queratina de cada célula estão
rearranjados paralelamente à superfície epitelial.
No interior de suas camadas mais profundas, as células opostas
adjacentes apresentam-se firmemente comprimidas umas às outras,
juntamente com vários desmossomas e depósitos intercelulares, o que
confere uma forte proteção à camada.
EPIDERME
QUERATINÓCITOS
Entre as células mais externas, a vedação não é tão forte, pois nesta
estão presentes desmossomas e depósito intercelulares em menor
quantidade. Com a ocorrência do processo de abrasão natural
(descamação), estas células podem ser removidas.
Esta camada superficial de células que está sendo constantemente
removida é denominada camada disjunta.
EPIDERME
MELANÓCITO
O melanócito é uma célula dendrítica, especializada na produção de
melanina, um pigmento de coloração marrom-escura. Estas células
encontram-se na junção da derme com a epiderme ou entre os
queratinócitos da camada basal da epiderme, além de estarem presentes
também na retina.
Originam-se da crista neural embrionária, apresentando um citoplasma
globoso, de onde partem prolongamentos que penetram em reentrâncias
das células das camadas basal e espinhosa, transferindo, deste modo,
melanina para as células presentes nestas camadas.
EPIDERME
MELANÓCITO
EPIDERME
MELANÓCITO
O melanócito é uma célula dendrítica, especializada na produção de
melanina, um pigmento de coloração marrom-escura. Estas células
encontram-se na junção da derme com a epiderme ou entre os
queratinócitos da camada basal da epiderme, além de estarem presentes
também na retina.
Originam-se da crista neural embrionária, apresentando um citoplasma
globoso, de onde partem prolongamentos que penetram em reentrâncias
das células das camadas basal e espinhosa, transferindo, deste modo,
melanina para as células presentes nestas camadas.
EPIDERME
MELANÓCITO
A melanina é uma proteína produzida com o auxílio da enzima tirosinase,
pois através dela o aminoácido tirosina é transformado primeiro em
3,4diidroxifenilalanina, agindo também sobre este composto,
convertendo-a em melanina.
Esta enzima é produzida nos polirribossomos, introduzidas nas cisternas
do retículo endoplasmático rugoso e acumulada em vesículas produzidas
pelo sistema de Golgi, que recebem o nome de melanossomos, onde é
iniciada a produção da melanina.
EPIDERME
MELANÓCITO
Quando o melanossomo está cheio de melanina, passa a receber o
nome de grânulo de melanina. Este último migra pelos prolongamentos
dos melanócitos e são depositados no citoplasma dos queratinócitos,
que por sua vez, servem como depósito de melanina.
Os grânulos de melanina irão se fundir com os lisossomos dos
queratinócitos, sendo assim, as células mais superficiais da epiderme
não possuem melanina. Nas células epiteliais os grânulos de melanina
ficam em localização supernuclear, protegendo, deste modo o DNA
contra os danos causados pelos raios solares.
EPIDERME
MELANÓCITO
Existem alguns distúrbios que podem afetar os melanócitos, gerando
doenças, como: vitiligo, melasma ou cloasma, hipercromias, nervos
melanocíticos e melanoma.
EPIDERME
CÉLULAS DE LANGERHANS
Também chamadas de células dendríticas (apresentadoras de antígeno),
originam-se da medula óssea e estão localizadas no estrato espinhoso,
onde seu número pode chegara 800 por milímetro quadrado.
Mostram um núcleo denso, citoplasma claro e prolongamentos
citoplasmáticos longos que se irradiam do corpo celular para o espaço
intercelular entre os queratinócitos.
Localizadas na epiderme, têm forma de estrela e são responsáveis pela
defesa imunológica.
EPIDERME
CÉLULAS DE LANGERHANS
São capazes de se locomover através do tecido e funcionam como uma
espécie de "sentinela" imunológica, alertando as outras células do
sistema imunológico quanto à presença de um organismo invasor.
A célula de Langerhans é capaz de fagocitar (englobar) partículas
estranhas como vírus e bactérias. A exposição à radiação UV pode
induzir a uma queda em sua função, diminuindo a atividade imunológica
da pele.
EPIDERME
CÉLULAS DE
LANGERHANS
EPIDERME
CÉLULAS DE MERKEL
A célula de Merkel consiste em um não-queratinócito que faz parte da
camada basal do epitélio bucal e epiderme e que é especializada na
transdução sensorial. Contrariamente às outras células do mesmo tipo
(não-queratinócitos), que são os melanócitos e as células de
Langerhans, esta não constitui uma célula dendritica, apresentando, por
sua vez, tonofilamentos de ceratina e desmossomos que as conectam a
células adjacentes.
Morfologicamente, esta célula apresenta formato oval a elíptico, com
comprimento paralelo à superfície da epiderme.
EPIDERME
CÉLULAS DE MERKEL
EPIDERME
CÉLULAS DE MERKEL
Habitualmente possui citoplasma claro quando observado
histologicamente. O núcleo pode ser polimorfo ou profundamente
recorta, encontra-se envolto por densos grânulos, que também são
observados nos prolongamentos celulares que se estendem em direção
à camada espinhosa. A função desses grânulos ainda não foi elucidada.
EPIDERME
CÉLULAS DE MERKEL
É possível que cada célula de Merkel possua uma comunicação com
uma terminação nervosa aferente desmielinizada, sendo eu esta última
origina um complexo, conhecido como célula de Merkel-axônio, referido
também como um disco tátil capilar. Existem hipóteses que sugerem que
este complexo ou disco de junção atue como um receptor para o toque,
pois trata-se de um mecanorreceptor de baixo ajuste.
Pele espessa é aquela encontrada nas regiões de pele glabra.
DERME
A derme é o tecido conjuntivo onde a epiderme se apoia e se une ao
tecido celular cutâneo ou hipoderme. Apresenta espessura variável de
acordo com a região onde se encontra e tem no máximo 3 mm na planta
dos pés.
A superfície externa é irregular, observando-se saliências chamadas de
papilas dérmicas. Essas papilas são mais frequentes nas zonas sujeitas
à pressão e atrito. A derme tem origem mesodérmica, e é constituída
pela camada papilar superficialmente e pela camada reticular, mais
densa e mais profunda.
CAMADA PAPILAR: é a camada mais superficial, delgada, constituída
por tecido conjuntivo frouxo que forma as papilas dérmicas.
DERME
CAMADA RETICULAR: é a camada mais espessa, constituída por
tecido conjuntivo denso e contem estruturas derivadas da epiderme
incluindo glândulas, folículos pilosos e glândulas sebáceas.
Ambas as camadas contêm muitas fibras do sistema elástico
responsável em parte, pela elasticidade da pele. Possuí vasos
sanguíneos, vasos linfáticos e nervos.
DERME
VASOS SANGUÍNEOS
A pele é composta por uma vasta rede de vasos sanguíneos, que lhe
proporcionam os elementos nutritivos, recolhem as substâncias residuais
e contribuem, igualmente, para o controlo da temperatura do corpo, e por
inúmeras artérias, que lhe transportam o sangue rico em oxigénio e
nutrientes, que penetram pela hipoderme e permanecem adjacentes à
superfície cutânea no limite com a derme.
DERME
VASOS SANGUÍNEOS
A partir daí surgem, verticalmente, pequenas arteríolas que, ao unir-se
às papilas dérmicas, se transformam em finos capilares, que se
encarregam das trocas entre o sangue e a pele.
Estes capilares vão posteriormente unir-se e transformar-se em vénulas
que se alastram a um plexo de veias dispostas em paralelo com a rede
arterial. É importante referir que como os vasos sanguíneos apenas
chegam até à derme, as células da epiderme apenas podem manter as
suas trocas com o sangue através da membrana basal que a separa da
camada subjacente.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
Também conhecidas como glândulas de suor, são células epiteliais
presentes na pele dos mamíferos, inclusive dos seres humanos. –
FUNÇÃO DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
Estas glândulas possuem a importante função de secretar o suor,
possibilitando a regulação da temperatura corporal e a eliminação de
substâncias tóxicas ao organismo.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS DOS SERES HUMANOS:
GLÂNDULAS ÉCRINAS
Em maior quantidade no corpo humano do que as glândulas apócrinas,
as écrinas estão presentes em quase todas as partes da pele. Atuam,
principalmente, no processo de regulação da temperatura do corpo
através da evaporação. Isto acontece, pois com a evaporação do suor o
corpo perde energia térmica.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS ÉCRINAS
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS ÉCRINAS
Elas são encontradas em maior quantidade na pele das palmas das
mãos, plantas dos pés e fronte. Começam a funcionar logo após o
nascimento da criança.
A parte que excreta suor das glândulas écrinas encontra-se,
principalmente, na derme profunda. O ducto excretor do suor passa pela
derme, epiderme e termina nos poros da superfície da pele.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS DOS SERES HUMANOS:
GLÂNDULAS APÓCRINAS
Estão presentes, principalmente, nas axilas, aréolas das mamas e nas
áreas do rosto onde nasce barba (nos homens). O ducto que conduz o
suor deste tipo de glândula está presente na tela subcutânea, terminando
nos folículos pilosos.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS APÓCRINAS
O suor produzido por estas glândulas é composto por água, ions,
amônia, aminoácidos, proteínas, lipídios, ureia, ácido láctico e glicose.
Porém, este suor tem a consistência um pouco viscosa. Estas glândulas
começam a produzir suor somente na fase da puberdade. Entram em
ação, principalmente, nas relações sexuais e em momentos de estresse.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS DOS SERES HUMANOS:
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
As glândulas são estruturas formadas a partir de tecido epitelial que se
caracterizam por sua capacidade de secretar substâncias. Essas
estruturas podem ser divididas em dois grandes grupos: as exócrinas e
as endócrinas.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
As glândulas endócrinas lançam sua secreção — nesse caso, também
denominada de hormônio — diretamente na corrente sanguínea. Já as
glândulas exócrinas liberam sua secreção na superfície do corpo ou na
luz dos órgãos. Como exemplo desse último tipo, podemos citar as
glândulas sebáceas.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
As glândulas sebáceas estão localizadas na derme e são anexas aos
pelos, formando unidades pilossebáceas. São glândulas do tipo
acinosas, ou seja, apresentam porção secretora com formato
arredondado, e holócrinas, uma vez que a secreção é eliminada levando
juntamente toda a célula, ou seja, a própria célula constitui a secreção.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
As glândulas sebáceas produzem uma secreção, denominada de sebo,
que é rica em lipídios, tais como os triglicerídeos, ácidos graxos e
colesterol. É essa substância que garante a lubrificação da pele, evita o
ressecamento de pelos e impede a perda de água de maneira excessiva.
Além disso, essa substância garante uma leve ação bactericida.
O sebo não apresenta nenhum cheiro, entretanto, o desenvolvimento de
bactérias nesse local pode levar à produção de odores.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
As glândulas sebáceas estão presentes em todo o corpo humano, não
sendo encontradas apenas nas palmas das mãos e dos pés e no dorso
dos pés. Os locais onde ocorrem com maior frequência são o rosto,as
costas e o tórax.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
Até a puberdade as glândulas sebáceas produzem pouco sebo,
entretanto, a partir dessa fase, os hormônios, principalmente a
testosterona, começam a agir e inicia-se uma grande produção de
secreção. Os hormônios atuam apenas na produção de sebo, não
influenciando o número de glândulas, que permanece praticamente
constante durante toda a vida. A síntese de sebo tende a diminuir em
mulheres após a menopausa; em homens, no entanto, não ocorre
nenhuma alteração significativa até os 80 anos de idade.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
A acne é um dos principais problemas que afetam a unidade
pilossebácea e geralmente ocorre na puberdade, quando a glândula
sebácea inicia sua maior produção. Esse problema caracteriza-se pelo
acúmulo de queratinócitos, hiperprodução de secreção pelas glândulas
sebáceas, colonização por bactérias e inflamação, que provoca o
surgimento de uma lesão característica. A acne, além de provocar uma
aparência ruim na pele, pode desencadear problemas emocionais nos
acometidos, que se sentem envergonhados em razão das lesões.
DERME
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
GLÂNDULAS SEBÁCEAS
Entretanto, é importante destacar que não é somente a produção
exagerada de sebo que pode desencadear aspecto ruim na pele. A
pouca produção dessa secreção pode deixá-la opaca, desidratada e com
pouca elasticidade, o que pode desencadear até mesmo o
envelhecimento precoce. Além disso, os cabelos também se tornam mais
opacos e quebradiços.
DERME
FOLÍCULO ESPINHOSO
O folículo piloso é a estrutura que dará origem ao pelo, possui
componente epitelial (matriz, bainha externa, bainha interna e haste) e
componentes dérmicos (papila dérmica e bainha dérmica).
Podemos dividi-lo em segmento superior e segmento inferior que são
constituídos pelo: O istmo, que vai desde a desembocadura do músculo
eretor até a glândula sebácea.
DERME
FOLÍCULO ESPINHOSO
O infundíbulo que se estende da abertura da glândula sebácea até a
superfície da pele, a saída o infundíbulo na superfície da pele é chamado
de óstio folicular.
ACROTRÍQUIO é a porção intraepidérmica do folículo.
A GLÂNDULA sebácea.
BULBO PILOSO, que é a porção mais espessa e profunda do folículo e
contém a matriz germinativa do pelo.
DERME
FOLÍCULO ESPINHOSO
DERME
VASOS LINFÁTICOS
Circulação da linfa, resto de liquido intersticial. Os vasos pequenos são
muito pequenos e com parede muito fina, só são enxergados na
histologia. Possuem válvulas, assim como as veias.
O que leva a linfa das extremidades para o centro do corpo é a
musculatura estriada esquelética (movimentação) e pela expansão do
tórax. As válvulas não deixam a linfa voltar para as extremidades. Não
está presente em todas as regiões: sistema nervoso central, parênquima
do fígado, parênquima do vaso, cartilagem hialina. Só nas meninges tem
os vasos linfáticos, a massa mesmo encefálica não tem. Cordão
umbilical, membranas embrionárias.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
GRANDES VASOS LINFÁTICOS: cisterna do quilo e ducto torácico.
QUILO: após a digestão onde é absorvido muita gordura, dando uma
coloração esbranquiçada a linfa.
Ao lado da A. Aorta, direita, fica no abdome, quando entra no tórax ela
vira ducto torácico. Todos os vasos linfáticos desembocam nesses dois,
e vão desembocar na veia cava cranial.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
São pequenos vasos, com diâmetro inferior a 3 mm, encarregados de
conduzir a linfa, líquido incolor composto de água e outros elementos,
como proteínas e às vezes bactérias. Os vasos linfáticos fazem parte do
sistema circulatório.
As artérias distribuem o sangue que nutre as células e tecidos - nos
capilares há a troca de nutrientes e o sangue que sai pobre em oxigênio,
retorna pelas veias. Líquidos e substâncias que as veias não retiram dos
tecidos formam a linfa. Esta é levada pelos linfáticos aos gânglios e, daí
a linfáticos maiores que a devolvem a circulação na veia subclávia,
localizada no tórax.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇAS ENVOLVENDO OS VASOS LINFÁTICOS
Os linfáticos podem apresentar alterações em consequência de
agressões físicas, químicas, infecciosas ou por radiações. Estas doenças
se caracterizam principalmente pela inchação, ou edema.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇAS ENVOLVENDO OS VASOS LINFÁTICOS
Pode também ocorrer febre, calafrios e aumento de volume dos gânglios,
conhecidos popularmente como "ínguas". Os edemas (inchaço), mais
frequentes nas pernas, às vezes nos braços, são denominados
linfedemas - microorganismos podem causar uma infecção chamada
linfangite.
Existem ainda distúrbios de condução da linfa ou do quilo chamados de
refluxos linfáticos ou quilosos.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
É a linfangite aguda, habitualmente dos membros inferiores. Arranhões,
frieiras, calos, rachaduras no calcanhar são as 'portas de entrada" para
os germes causarem uma infecção caracterizada por febre elevada (39º
C), náuseas, vômitos, mal-estar geral, inchação, dor e vermelhidão na
parte atingida.
Os pacientes cuja safena foi retirada para cirurgia no coração
(revascularização do miocárdio) também estão mais sujeitos a linfangites
agudas.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
Linfangite aguda e erisipela são sinônimos?
Linfangite designa inflamação dos vasos linfáticos, sem qualquer
preocupação com a causa. A erisipela é uma linfangite determinada por
um tipo especifico de estreptococo.
No momento do diagnóstico é difícil especificar o agente agressor, sendo
melhor chamar de linfangite o processo inflamatório dos vasos linfáticos.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
No tratamento das linfangites pode haver complicações
Habitualmente o tratamento é realizado em casa. Entretanto, pode estar
indicada a internação hospitalar, pela intensidade do quadro clinico ou
quando se observa a presença de vesículas, bolhas ou pequenas lesões
de pele capazes de evoluir para danos teciduais extensos e graves. A
forma mais grave é a linfangite gangrenante, em cujo tratamento é
fundamental a assistência do cirurgião vascular.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
Quais os cuidados a serem tomados depois de uma linfangite aguda?
Sem exame especifico não se sabe a real situação dos vasos linfáticos
do paciente. Às vezes, um único episódio de linfangite pode determinar
uma sequela, o linfedema. Além disso, cada novo surto favorece a
instalação do linfedema pós-inflamatório.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
Quais os cuidados a serem tomados depois de uma linfangite aguda?
É importante que o paciente que teve linfangite, ou seja, portador de
linfedema evite a ocorrência de novos surtos. Manter a higiene rigorosa
dos pés e mãos, evitar traumatismos e cortes, evitar a ocorrência de
edema, manter os pés da cama elevados e evitar a permanência
prolongada em pé, são cuidados importantes para a prevenção da
doença.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
É preciso usar meia elástica após um quadro de linfangite de membro
inferior?
Após a fase aguda esta contenção é recomendável. Na forma
gangrenante é imprescindível, pois sempre ocorre linfedema como
sequela.
DERME
VASOS LINFÁTICOS
DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS
As linfangites podem ser evitadas?
Sim, na maioria dos casos, pois a penetração dos micro-organismos
geralmente ocorre através de ferimentos, calos, frieiras ou fissuras nos
pés. Manter os pés secos, limpos, livres de micoses e bem cuidados são
medidas essenciais para se evitar infecções.
ATÉ QUARTA, ESTUDAAAAAA QUE TEM MUITO MAIS.
DÚVIDAS?

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