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COSMETOLOGIA E FORMULAÇÕES COSMÉTICAS Prof. Esp. Anderlan Oliveira SISTEMA TEGUMENTAR COSMETOLOGIA E FORMULAÇÕES COSMÉTICAS SISTEMA TEGUMENTAR Dá-se o nome de tegumento ou sistema tegumentar a tudo aquilo que reveste externamente o corpo dos animais, conferindo proteção ao organismo contra desidratação, hidratação excessiva, ação dos raios ultravioletas emitidos pelo sol, microrganismos patogênicos, choques mecânicos, entre outros. Pode apresentar apenas pelos, como nos mamíferos; penas, como nas aves e escamas nos peixes. Nos vertebrados, a pele, que é constituída de epiderme (EXTERNA) e derme (INTERNA). SISTEMA TEGUMENTAR A PELE É O MAIOR ÓRGÃO DO CORPO HUMANO ➢ Constitui cerca de 10-16% do nosso peso corporal, tem uma área de superfície de cerca de 2 m2 e pesa entre 4,0 – 9,0 Kg; ➢ Formada por 3 camadas básicas: A EPIDERME, DERME E A HIPODERME. A epiderme é formada por tecido epitelial (estratificado pavimentoso queratinoso), e a derme é formada por tecido conjuntivo. A hipoderme está localizada logo abaixo da derme, garantindo a união entre a pele e os outros órgãos subjacentes; SISTEMA TEGUMENTAR ➢ Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é semelhante. ➢ Desempenha funções PROTETORAS, SENSORIAIS e de HOMEOSTASIA que visam a defesa do organismo face a agressões químicas, físicas e microbiológicas. SISTEMA TEGUMENTAR A epiderme é a camada superficial, formada por tecido epitelial pluriestratificado pavimentoso (achatado), avascular (por ela não passam vasos sanguíneos) e apresenta células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento da pele. EPIDEDRME SISTEMA TEGUMENTAR CAMADA BASAL A camada basal está formada por uma única camada de células, denominadas queratinócitos, que repousam sobre a lâmina basal. Essas células estão em constante divisão mitótica, onde se movem para a camada seguinte, iniciando, assim, um processo de migração ascendente. Esse processo termina quando a célula se torna uma célula queratinizada madura, sendo finalmente descamada na superfície da pele. CAMADA ESPINHOSA A cama espinhosa está formada por vários queratinócitos que passam a ter prolongamentos citoplasmáticos ou espinhos, que dão nome a essa camada. Os prolongamentos estão unidos por desmossomos aos prolongamentos semelhantes e, a medida que as células amadurecem e migram para a superfície, elas aumentam de tamanho e tornam-se achatadas com seu maior eixo paralelo à superfície. CAMADA GRANULOSA A camada granulosa contém uma espessura que varia de uma a três células. Nessa camada, os queratinócitos contêm numerosos grânulos de querato hialina, que determinam o seu nome. Desses grânulos são formadas proteínas importantes para manter a lubrificação da pele, como a filagrina. CAMADA CÓRNEA Nessa camada, o ceratinócito torna-se totalmente achatado, sem núcleo e ceratinizado preenchidas com filamentos de queratina. Essa camada cornificada torna-se ainda mais espessa em locais sujeitos a níveis altos de atrito, como a formação de calos nas palmas das mãos e na ponta dos dedos. DESCAMAÇÃO DA PELE A descamação da pele é um processo contínuo e normal que ajuda a manter a integridade e a função da pele, contribuindo para a renovação celular e a remoção de células danificadas. A medida que vão se diferenciando, os ceratinócitos vão subindo e formando as camadas superiores da pele, até que se desprendam. DESCAMAÇÃO DA PELE Todo esse percurso leva 28 dias, entrando, alguns fatores como exposição excessiva ao sol, ressecamento, enfermidades ou produtos químicos podem influenciar a velocidade desse processo, levando, por vezes, a descamação excessiva ou irregular da pele. CÉLULAS DA EPIDERME Além dos queratinócitos, outras células estão presente na epiderme: ➢ Melanócitos; ➢ Células de Langerhans; ➢ Células de Merkel; SISTEMA TEGUMENTAR Peixes e anfíbios aquáticos apresentam glândulas mucosas na epiderme. Nos vertebrados, especialmente os terrestres, as células mais superficiais são mortas, graças à total impregnação da proteína queratina, substância impermeável que, formando a camada córnea, confere proteção ao animal, principalmente contra desidratação. Nos invertebrados, a epiderme é UNIESTRATIFICADA, ou seja, possui uma única camada de células, ao contrário dos vertebrados. SISTEMA TEGUMENTAR A derme, por sua vez, situa-se logo abaixo da epiderme, sendo mais espessa. Tem origem mesodérmica e é constituída por tecido conjuntivo, contendo terminações nervosas, vasos linfáticos e sanguíneos e porções basais de glândulas. Tem a função de apoiar a epiderme, dando à pele resistência e elasticidade. SISTEMA TEGUMENTAR A derme, por sua vez, situa-se logo abaixo da epiderme, sendo mais espessa. Tem origem mesodérmica e é constituída por tecido conjuntivo, contendo terminações nervosas, vasos linfáticos e sanguíneos e porções basais de glândulas. Tem a função de apoiar a epiderme, dando à pele resistência e elasticidade. SISTEMA TEGUMENTAR DERME Na derme também existem vasos linfáticos, glândulas, folículos capilares e nervos que proporcionam a sensação do toque, dor, pressão e temperatura. A quantidade de terminações nervosas na derme variam conforme a região do corpo, por isso, algumas áreas são mais sensíveis do que outras. DERME Estruturalmente, a derme é formada por fibras de colágeno e elastina e por uma matriz extracelular. As fibras de colágeno pode chegar a corresponder até 70% do peso seco da derme. O principal tipo de célula presente é o fibroblasto, responsável pela produção dos elementos mais importantes da derme, como as fibras e a substância amorfa. Também podem ser encontrados, em menor quantidade, macrófagos e mastócitos. DERME: Camadas CAMADA PAPILAR A camada papilar é a camada superior da derme, sendo formada por tecido conjuntivo frouxo. Ela recebe esse nome por apresentar regiões parecidas com dedos ou papilas em suas extremidades, os quais fazem a comunicação com a epiderme. Na camada papilar encontramos os capilares, fibras elásticas, fibras reticulares e o colágeno. DERME: Camadas CAMADA RETICULAR A camada reticular é a camada mais profunda da derme, formada por tecido conjuntivo denso não modelado. Nela encontramos os capilares sanguíneos, fibras elásticas e de colágeno, fibroblastos, vasos linfáticos e terminações nervosas. SISTEMA TEGUMENTAR Outra estrutura componente do sistema tegumentar de vertebrados é a hipoderme, esta, porém, apenas aves e mamíferos possuem. A hipoderme é uma camada localizada imediatamente abaixo da derme, constituída de tecido conjuntivo e extremamente rica em tecido adiposo. Além de ser uma reserva nutritiva (gordura), desempenha um importante papel auxiliar na regulação da temperatura corporal pois, devido à propriedade isolante da gordura, reduz a perda de calor do corpo para o meio. Por isso, aves e mamíferos são homeotérmicos (ou endotérmicos), ou seja, não têm a temperatura do corpo alterada com as variações térmicas do ambiente. SISTEMA TEGUMENTAR Além de conferir proteção, a pele também é responsável pela recepção de estímulos do meio externo (sensibilidade), devido à presença de corpúsculos sensoriais; excreção de catabólitos nos peixes e nos mamíferos; respiração cutânea nos anfíbios; regulação da temperatura do corpo em homeotermos (como dito anteriormente); manutenção da concentração de sais nos líquidos corpóreos (homeostase); nutrição de filhotes mamíferos; locomoção de peixes e alguns anfíbios devido às glândulas mucosas da epiderme, e das aves, devido às penas; ataque e defesa (presença de cornos e unhas) e identificação sexual. SISTEMA TEGUMENTAR O tegumento comum constitui o manto contínuo que envolve todo o organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro somente é interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca, olhos, orelha, ânus, vagina epênis) onde se prolonga pela respectiva mucosa. O tegumento comum constitui o manto contínuo que envolve todo o organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro somente é interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca, olhos, orelha, ânus, vagina e pênis) onde se prolonga pela respectiva mucosa. SISTEMA TEGUMENTAR Dependentes da cútis encontra-se uma série de estruturas chamadas anexos cutâneos, que são os pelos, as unhas e as glândulas (sebáceas, sudoríferas, ceruminosas, vestibulares nasais, axilares, circumanais e mamas). O sistema tegumentar é composto pela pele e anexos (glândulas, unhas, cabelos, pelos e receptores sensoriais) e tem importantes funções, sendo a principal agir como barreira, protegendo o corpo da invasão de microrganismos e evitando o ressecamento e perda de água para o meio externo. SISTEMA TEGUMENTAR Entre os vertebrados, o tegumento é composto por camadas: a mais externa, a epiderme é formada por tecido epitelial, a camada subjacente de tecido conjuntivo é a derme, seguida por um tecido subcutâneo, também conhecido como hipoderme. Há também uma cobertura impermeável, a cutícula. Há uma variedade de anexos, tais como pelos, escamas, chifres, garras e penas. SISTEMA TEGUMENTAR A pele é o maior órgão do corpo humano, recobrindo cerca de 7500 cm2 de um indivíduo adulto. Esse órgão protege nosso corpo contra atrito, patógenos, perda excessiva de água e atua em sua termorregulação. Além disso, contém receptores que permitem a percepção de dor, tato, temperatura e pressão. A pele e seus anexos (unhas, pelos e glândulas) fazem parte do sistema tegumentar. Ela é composta por três camadas: epiderme, derme e tela subcutânea. FUNÇÕES DA PELE 1. Regulação da temperatura corporal, pelo fluxo sanguíneo e pelo 2. Proteção, barreira física, infecções, desidratação e radiação UV. 3. Sensibilidade, através de terminações nervosas receptoras de tato, pressão, calor e dor. 4. Excreção, de água e sais minerais, componentes da transpiração. 5. Imunidade, células epidérmicas são importantes para a imunidade. 6. Síntese de vitamina D, em função à exposição aos raios UV. 7. Absorção de substâncias, principalmente gordurosa, como hormônios, vitaminas e medicamentos. FUNÇÕES DA PELE CÚTIS Cútis ou pele é constituída por duas membranas que se justapõem e aderem intimamente e que são a epiderme (por fora) e a derme ou cório (por dentro). A epiderme é a parte mais externa e a única que está em contato com o meio ambiente, por esta razão, ela possui também a importante função de proteger o organismo contra os danos causados por agentes externos. CÚTIS A derme é formada por tecido conjuntivo, que ao contrário do tecido epitelial é ricamente vascularizado. Nela encontram-se as fibras colágenas, elásticas e reticulares, além das células formadoras de sua composição (fibroblastos, linfócitos, mastócitos...). Ainda na derme, estão presentes algumas glândulas (sudoríparas, sebáceas), terminações nervosas e folículos pilosos. CÚTIS É importante saber que quando se pensa em epiderme, derme e hipoderme, deve-se ter em mente que uma depende da outra para o equilíbrio deste importante órgão que é a pele humana, e também para o “perfeito” funcionamento de nosso organismo. CÚTIS Epiderme, delgada túnica superficial derivada do ectoderma embrionário, formada por várias camadas de células achatadas (epitélio pavimentoso estratificado). A camada mais periférica da epiderme é constituída por células mais resistentes, queratinizadas, as quais se acham em constante descamação, sendo substituídas pelas subjacentes, do que decorre constante renovação. A epiderme é mais espessa ao nível da palma e da planta e mais delgada nas pálpebras, prepúcio, pequenos lábios vaginais e escroto. CÚTIS A melanina é o principal pigmento epidérmico, controlado pelo hormônio melanócito-estimulante (MSH) da adenohipófise (lobo anterior). Derme ou cório, do latim corium = couro, significando a membrana espessa que resulta após ter sido curtida a pele de certos animais e que se subpõe à epiderme. Constituída de tecido conjuntivo (mesodérmico) denso. Na palma e planta a derme é percorrida por cristas e sulcos, utilizáveis para identificação individual (papiloscopia ou dactiloscopia). CÚTIS É na derme que encontramos a raiz dos pelos e a maioria das glândulas anexas a ainda é aqui que termina pelo menos uma das extremidades das fibras musculares dos músculos cutâneos da cabeça, pescoço, palma, dartos escrotal e grandes lábios, músculo aureolo-papilar da mama e eretores dos pelos. CÚTIS Tela subcutânea ou tecido celular subcutâneo (TCSC), encontrada profundamente à derme, formado por tecido conjuntivo frouxo (areolar) e gordura (panículo adiposo). Permite o deslizamento da pele sobre os planos subjacentes, oferece proteção (amortecedor) e constitui-se em verdadeiro sistema de armazenamento de gordura (energia). Em alguns locais o TCSC é exíguo ou inexistente, como nas pálpebras, pavilhão da orelha, prepúcio, escroto, e pequenos lábios vaginais. CÚTIS Couro cabeludo é um tipo especial de cútis que recobre a calvária caracterizada por duas lâminas densas (cório externamente e pericrânio internamente, aderido ao periósteo). Entre essas duas lâminas ocorre um tecido frouxo, não gorduroso que é o tecido subaponevrótico. Pêlos, filamentos flexíveis formados por células queratinizadas que se implantam na derme. Dividido numa parte externa (haste) e numa raiz. A raiz está contida no folículo piloso, no fundo do qual encontramos uma dilatação chamada bulbo do pelo. Como anexos do pelo temos as glândulas sebáceas e os músculos eretores dos pelos. CÚTIS Distribuição dos pêlos, chamados lanugem ao nascimento, são substituídos pelos vilos. Denominações especiais por região: 1. Cabelos: 2. Supercílios: 3. Cílios: 4. Vibrissas: 5. Tragos 6. Bigode: 7. Barba: 8. Hircos: 9. Pubes: 1. Couro cabeludo. 2. Órbitas. 3. Pálpebras. 4. Vestíbulo nasal. 5. Meato acústico externo. 6. Lábio superior. 7. Face. 8. Axilas. 9. Monte púbico. CÚTIS Não há pelos na palma, na planta e no dorso das falanges distais. Os cabelos crescem meio mm por dia. Unhas, lâminas queratinizadas que recobrem parcialmente o dorso das falanges distais de mãos e pés, com a função precípua de protegê-las. Duas faces (superficial e profunda) e quatro bordas (laterais, proximal e distal). A face profunda assenta sobre o cório que a esse nível se chama leito ungueal. A face superficial é convexa. A borda proximal constitui a raiz da unha. CÚTIS Glândulas sebáceas, vistas com o pelo, situadas junto ao folículo piloso aonde se abre por curto e largo ducto. A contração do músculo eretor ajuda a expelir o conteúdo gorduroso. Nas pálpebras encontramos dois tipos de glândulas sebáceas modificadas: as glândulas társicas e as glândulas ciliares sebáceas. Na aréola mamária também encontramos outra modificação dessas estruturas que são as glândulas areolares. CÚTIS Glândulas sudoríferas, constituídas por um fino e longo tubo que no início se enovela, chamado corpo da glândula, profundamente situado no cório, chegando mesmo a ultrapassa-lo atingindo o tecido celular subcutâneo. SECRETAM O SUOR ATRAVÉS DO PORO SUDORÍFERO. CÚTIS ➢ GLÂNDULAS CERUMINOSAS: situadas no meato acústico externo, secretam o cerúmen. ➢ GLÂNDULAS VESTIBULARES NASAIS: localizadas no vestíbulo nasal. ➢ GLÂNDULAS AXILARES: região axilar, cujo produto sofre decomposição exalando cheiro próprio e individual, o qual é mais acentuado em certas raças ou por ocasião da puberdade. ➢ GLÂNDULAS CIRCUMANAIS: localizadas na cútis que circunda o ânus. ➢ GLÂNDULAS MAMÁRIAS OU MAMAS: foram tratadas em sistema genital feminino. EPIDERME QUERATINÓCITOS Os queratinócitos, também conhecidos como ceratinócitos, são células diferenciadas que compõem o tecido epitelial e invaginações da epiderme para a derme, como é o casodas unhas e cabelos, responsáveis pela produção de queratina. Estas são as células mais comumente encontradas na epiderme, representando 80% das células epidérmicas. Os queratinócitos compõem o epitélio estratificado pavimentoso queratinizado que é formado por cinco regiões ou estratos discretos. EPIDERME QUERATINÓCITOS A primeira região, localizada mais internamente, recebe o nome de camada basal ou estrato basal, que sintetiza constantemente novas células para a epiderme, bem como conecta a epiderme na derme por meio da lâmina basal que ela origina e dos hemidesmossomas fixados a ela. EPIDERME QUERATINÓCITOS A camada basal é formada por uma única camada de células-tronco, que pode apresentar formato colunar ou cuboide, e passa por mitose certas vezes com uma das células resultantes contribuindo para o estrato remanescente da epiderme. Estas células estão envolvidas numa produção inicial de tonofilamentos, e alguns dos tonofilamentos estão ligados aos hemidesmossomas que fixam a base da epiderme na derme. EPIDERME QUERATINÓCITOS Os tonofilamentos formados não estão apenas ligados aos diversos dermossomas que compõem a estrutura de fixação primária de uma célula na outra na epiderme, eles também originam corpos de pré-queratina ou placas que amadurecem na queratina das células de outros estratos. DERMOSSOMAS EPIDERME QUERATINÓCITOS Os queratinócitos provenientes da camada basal ou germinativa formam a camada espinhosa, que apresenta de uma a três camadas de células espessas na pele pilosa e, certos casos, de quatro a cinco camadas de células espessas em peles desprovidas de pelo (PELE GLABRA), mas podem ser proeminentes nas áreas onde a pele torna-se mais grossa. EPIDERME QUERATINÓCITOS A principal característica morfológica dessa região é conferida pelos processos celulares espinhosos que estendem para todas as células adjacentes. Cada processo igualmente a um desmossomo deixa esta região da pele altamente resistente a efeitos mecânicos de estiramento e pressão. Os espaços presentes entre estes processos podem conferir conduto para substâncias que são secretadas ocasionalmente por queratinócitos ao passo que eles se aproximam do seu desenvolvimento total. EPIDERME QUERATINÓCITOS Os corpos de Odlando, também conhecidos como pequenos grânulos e trata-se de estruturas encontradas fixadas à membrana lamelar e tornam-se mais evidentes nas camadas mais velhas e externas deste estrato. Com o aumento da quantidade de grânulos lamelares, os queratinócitos espinhosos transformam-se em células granulares e, deste modo, originam a terceira epiderme, denominada camada granulosa. Esta, por sua vez, caracteriza-se pela presença de grânulos ligados aos queratinócitos. EPIDERME QUERATINÓCITOS Os grânulos preenchem o citoplasma, na maioria das vezes, por completo. Estas estruturas consistem em pró-filagrina, que é um precursor da filagrina. Esta última, é a proteína responsável pela associação de filamento de ceratina no processo de cornificação (formação da unha). Além disso, a formação no citoplasma do grânulo lamelar continua. EPIDERME QUERATINÓCITOS Histologicamente, o núcleo não é claramente diferenciado devido à grande quantidade de grânulos, que contêm, em seu interior, componentes lipídicos, bem como enzimas hidrolíticas e outras proteínas. Certas quantidades de lipídios e enzimas são liberadas no espaço intercelular, passando a ficar preenchidos com ceramidas, colesterol e ácidos graxos. Como consequência, a mistura intercelular lipídica gera uma proteção à prova d’água. EPIDERME QUERATINÓCITOS As células mais antigas da camada granulosa passam por um processo necrobiótico que abrange a degeneração nuclear e de todo o aparelho metabólico relacionado, havendo liberação e posterior digestão por enzimas lisossômicas. A conciliação entre este evento com o empacotamento de grânulos e a liberação de lipídios, resulta no processo final da ceratinização. EPIDERME QUERATINÓCITOS Cada queratinócito, que adota a forma escamosa, neste ponto encontra- se isento de organelas, sendo preenchido com queratina e sua forma agregada, a queratoialina. Estas células ainda se encontram recobertas pela membrana celular rica em lipídios. As células que estão passando por este processo final, recebem o nome de camada lúcida e, histologicamente, pode ser observada somente na pele espessa. EPIDERME QUERATINÓCITOS Quando o processo de queratinização encontra-se completo, as células se juntam com outras células que já passara, pelo processo anteriormente para dar origem à camada córnea, a mais externa da epiderme. Nesta, os filamentos de queratina de cada célula estão rearranjados paralelamente à superfície epitelial. No interior de suas camadas mais profundas, as células opostas adjacentes apresentam-se firmemente comprimidas umas às outras, juntamente com vários desmossomas e depósitos intercelulares, o que confere uma forte proteção à camada. EPIDERME QUERATINÓCITOS Entre as células mais externas, a vedação não é tão forte, pois nesta estão presentes desmossomas e depósito intercelulares em menor quantidade. Com a ocorrência do processo de abrasão natural (descamação), estas células podem ser removidas. Esta camada superficial de células que está sendo constantemente removida é denominada camada disjunta. EPIDERME MELANÓCITO O melanócito é uma célula dendrítica, especializada na produção de melanina, um pigmento de coloração marrom-escura. Estas células encontram-se na junção da derme com a epiderme ou entre os queratinócitos da camada basal da epiderme, além de estarem presentes também na retina. Originam-se da crista neural embrionária, apresentando um citoplasma globoso, de onde partem prolongamentos que penetram em reentrâncias das células das camadas basal e espinhosa, transferindo, deste modo, melanina para as células presentes nestas camadas. EPIDERME MELANÓCITO EPIDERME MELANÓCITO O melanócito é uma célula dendrítica, especializada na produção de melanina, um pigmento de coloração marrom-escura. Estas células encontram-se na junção da derme com a epiderme ou entre os queratinócitos da camada basal da epiderme, além de estarem presentes também na retina. Originam-se da crista neural embrionária, apresentando um citoplasma globoso, de onde partem prolongamentos que penetram em reentrâncias das células das camadas basal e espinhosa, transferindo, deste modo, melanina para as células presentes nestas camadas. EPIDERME MELANÓCITO A melanina é uma proteína produzida com o auxílio da enzima tirosinase, pois através dela o aminoácido tirosina é transformado primeiro em 3,4diidroxifenilalanina, agindo também sobre este composto, convertendo-a em melanina. Esta enzima é produzida nos polirribossomos, introduzidas nas cisternas do retículo endoplasmático rugoso e acumulada em vesículas produzidas pelo sistema de Golgi, que recebem o nome de melanossomos, onde é iniciada a produção da melanina. EPIDERME MELANÓCITO Quando o melanossomo está cheio de melanina, passa a receber o nome de grânulo de melanina. Este último migra pelos prolongamentos dos melanócitos e são depositados no citoplasma dos queratinócitos, que por sua vez, servem como depósito de melanina. Os grânulos de melanina irão se fundir com os lisossomos dos queratinócitos, sendo assim, as células mais superficiais da epiderme não possuem melanina. Nas células epiteliais os grânulos de melanina ficam em localização supernuclear, protegendo, deste modo o DNA contra os danos causados pelos raios solares. EPIDERME MELANÓCITO Existem alguns distúrbios que podem afetar os melanócitos, gerando doenças, como: vitiligo, melasma ou cloasma, hipercromias, nervos melanocíticos e melanoma. EPIDERME CÉLULAS DE LANGERHANS Também chamadas de células dendríticas (apresentadoras de antígeno), originam-se da medula óssea e estão localizadas no estrato espinhoso, onde seu número pode chegara 800 por milímetro quadrado. Mostram um núcleo denso, citoplasma claro e prolongamentos citoplasmáticos longos que se irradiam do corpo celular para o espaço intercelular entre os queratinócitos. Localizadas na epiderme, têm forma de estrela e são responsáveis pela defesa imunológica. EPIDERME CÉLULAS DE LANGERHANS São capazes de se locomover através do tecido e funcionam como uma espécie de "sentinela" imunológica, alertando as outras células do sistema imunológico quanto à presença de um organismo invasor. A célula de Langerhans é capaz de fagocitar (englobar) partículas estranhas como vírus e bactérias. A exposição à radiação UV pode induzir a uma queda em sua função, diminuindo a atividade imunológica da pele. EPIDERME CÉLULAS DE LANGERHANS EPIDERME CÉLULAS DE MERKEL A célula de Merkel consiste em um não-queratinócito que faz parte da camada basal do epitélio bucal e epiderme e que é especializada na transdução sensorial. Contrariamente às outras células do mesmo tipo (não-queratinócitos), que são os melanócitos e as células de Langerhans, esta não constitui uma célula dendritica, apresentando, por sua vez, tonofilamentos de ceratina e desmossomos que as conectam a células adjacentes. Morfologicamente, esta célula apresenta formato oval a elíptico, com comprimento paralelo à superfície da epiderme. EPIDERME CÉLULAS DE MERKEL EPIDERME CÉLULAS DE MERKEL Habitualmente possui citoplasma claro quando observado histologicamente. O núcleo pode ser polimorfo ou profundamente recorta, encontra-se envolto por densos grânulos, que também são observados nos prolongamentos celulares que se estendem em direção à camada espinhosa. A função desses grânulos ainda não foi elucidada. EPIDERME CÉLULAS DE MERKEL É possível que cada célula de Merkel possua uma comunicação com uma terminação nervosa aferente desmielinizada, sendo eu esta última origina um complexo, conhecido como célula de Merkel-axônio, referido também como um disco tátil capilar. Existem hipóteses que sugerem que este complexo ou disco de junção atue como um receptor para o toque, pois trata-se de um mecanorreceptor de baixo ajuste. Pele espessa é aquela encontrada nas regiões de pele glabra. DERME A derme é o tecido conjuntivo onde a epiderme se apoia e se une ao tecido celular cutâneo ou hipoderme. Apresenta espessura variável de acordo com a região onde se encontra e tem no máximo 3 mm na planta dos pés. A superfície externa é irregular, observando-se saliências chamadas de papilas dérmicas. Essas papilas são mais frequentes nas zonas sujeitas à pressão e atrito. A derme tem origem mesodérmica, e é constituída pela camada papilar superficialmente e pela camada reticular, mais densa e mais profunda. CAMADA PAPILAR: é a camada mais superficial, delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo que forma as papilas dérmicas. DERME CAMADA RETICULAR: é a camada mais espessa, constituída por tecido conjuntivo denso e contem estruturas derivadas da epiderme incluindo glândulas, folículos pilosos e glândulas sebáceas. Ambas as camadas contêm muitas fibras do sistema elástico responsável em parte, pela elasticidade da pele. Possuí vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos. DERME VASOS SANGUÍNEOS A pele é composta por uma vasta rede de vasos sanguíneos, que lhe proporcionam os elementos nutritivos, recolhem as substâncias residuais e contribuem, igualmente, para o controlo da temperatura do corpo, e por inúmeras artérias, que lhe transportam o sangue rico em oxigénio e nutrientes, que penetram pela hipoderme e permanecem adjacentes à superfície cutânea no limite com a derme. DERME VASOS SANGUÍNEOS A partir daí surgem, verticalmente, pequenas arteríolas que, ao unir-se às papilas dérmicas, se transformam em finos capilares, que se encarregam das trocas entre o sangue e a pele. Estes capilares vão posteriormente unir-se e transformar-se em vénulas que se alastram a um plexo de veias dispostas em paralelo com a rede arterial. É importante referir que como os vasos sanguíneos apenas chegam até à derme, as células da epiderme apenas podem manter as suas trocas com o sangue através da membrana basal que a separa da camada subjacente. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS Também conhecidas como glândulas de suor, são células epiteliais presentes na pele dos mamíferos, inclusive dos seres humanos. – FUNÇÃO DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS Estas glândulas possuem a importante função de secretar o suor, possibilitando a regulação da temperatura corporal e a eliminação de substâncias tóxicas ao organismo. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS DOS SERES HUMANOS: GLÂNDULAS ÉCRINAS Em maior quantidade no corpo humano do que as glândulas apócrinas, as écrinas estão presentes em quase todas as partes da pele. Atuam, principalmente, no processo de regulação da temperatura do corpo através da evaporação. Isto acontece, pois com a evaporação do suor o corpo perde energia térmica. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS ÉCRINAS DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS ÉCRINAS Elas são encontradas em maior quantidade na pele das palmas das mãos, plantas dos pés e fronte. Começam a funcionar logo após o nascimento da criança. A parte que excreta suor das glândulas écrinas encontra-se, principalmente, na derme profunda. O ducto excretor do suor passa pela derme, epiderme e termina nos poros da superfície da pele. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS DOS SERES HUMANOS: GLÂNDULAS APÓCRINAS Estão presentes, principalmente, nas axilas, aréolas das mamas e nas áreas do rosto onde nasce barba (nos homens). O ducto que conduz o suor deste tipo de glândula está presente na tela subcutânea, terminando nos folículos pilosos. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS APÓCRINAS O suor produzido por estas glândulas é composto por água, ions, amônia, aminoácidos, proteínas, lipídios, ureia, ácido láctico e glicose. Porém, este suor tem a consistência um pouco viscosa. Estas glândulas começam a produzir suor somente na fase da puberdade. Entram em ação, principalmente, nas relações sexuais e em momentos de estresse. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS DOS SERES HUMANOS: GLÂNDULAS SEBÁCEAS As glândulas são estruturas formadas a partir de tecido epitelial que se caracterizam por sua capacidade de secretar substâncias. Essas estruturas podem ser divididas em dois grandes grupos: as exócrinas e as endócrinas. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS As glândulas endócrinas lançam sua secreção — nesse caso, também denominada de hormônio — diretamente na corrente sanguínea. Já as glândulas exócrinas liberam sua secreção na superfície do corpo ou na luz dos órgãos. Como exemplo desse último tipo, podemos citar as glândulas sebáceas. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS As glândulas sebáceas estão localizadas na derme e são anexas aos pelos, formando unidades pilossebáceas. São glândulas do tipo acinosas, ou seja, apresentam porção secretora com formato arredondado, e holócrinas, uma vez que a secreção é eliminada levando juntamente toda a célula, ou seja, a própria célula constitui a secreção. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS As glândulas sebáceas produzem uma secreção, denominada de sebo, que é rica em lipídios, tais como os triglicerídeos, ácidos graxos e colesterol. É essa substância que garante a lubrificação da pele, evita o ressecamento de pelos e impede a perda de água de maneira excessiva. Além disso, essa substância garante uma leve ação bactericida. O sebo não apresenta nenhum cheiro, entretanto, o desenvolvimento de bactérias nesse local pode levar à produção de odores. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS As glândulas sebáceas estão presentes em todo o corpo humano, não sendo encontradas apenas nas palmas das mãos e dos pés e no dorso dos pés. Os locais onde ocorrem com maior frequência são o rosto,as costas e o tórax. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS Até a puberdade as glândulas sebáceas produzem pouco sebo, entretanto, a partir dessa fase, os hormônios, principalmente a testosterona, começam a agir e inicia-se uma grande produção de secreção. Os hormônios atuam apenas na produção de sebo, não influenciando o número de glândulas, que permanece praticamente constante durante toda a vida. A síntese de sebo tende a diminuir em mulheres após a menopausa; em homens, no entanto, não ocorre nenhuma alteração significativa até os 80 anos de idade. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS A acne é um dos principais problemas que afetam a unidade pilossebácea e geralmente ocorre na puberdade, quando a glândula sebácea inicia sua maior produção. Esse problema caracteriza-se pelo acúmulo de queratinócitos, hiperprodução de secreção pelas glândulas sebáceas, colonização por bactérias e inflamação, que provoca o surgimento de uma lesão característica. A acne, além de provocar uma aparência ruim na pele, pode desencadear problemas emocionais nos acometidos, que se sentem envergonhados em razão das lesões. DERME GLÂNDULAS SUDORÍPARAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS Entretanto, é importante destacar que não é somente a produção exagerada de sebo que pode desencadear aspecto ruim na pele. A pouca produção dessa secreção pode deixá-la opaca, desidratada e com pouca elasticidade, o que pode desencadear até mesmo o envelhecimento precoce. Além disso, os cabelos também se tornam mais opacos e quebradiços. DERME FOLÍCULO ESPINHOSO O folículo piloso é a estrutura que dará origem ao pelo, possui componente epitelial (matriz, bainha externa, bainha interna e haste) e componentes dérmicos (papila dérmica e bainha dérmica). Podemos dividi-lo em segmento superior e segmento inferior que são constituídos pelo: O istmo, que vai desde a desembocadura do músculo eretor até a glândula sebácea. DERME FOLÍCULO ESPINHOSO O infundíbulo que se estende da abertura da glândula sebácea até a superfície da pele, a saída o infundíbulo na superfície da pele é chamado de óstio folicular. ACROTRÍQUIO é a porção intraepidérmica do folículo. A GLÂNDULA sebácea. BULBO PILOSO, que é a porção mais espessa e profunda do folículo e contém a matriz germinativa do pelo. DERME FOLÍCULO ESPINHOSO DERME VASOS LINFÁTICOS Circulação da linfa, resto de liquido intersticial. Os vasos pequenos são muito pequenos e com parede muito fina, só são enxergados na histologia. Possuem válvulas, assim como as veias. O que leva a linfa das extremidades para o centro do corpo é a musculatura estriada esquelética (movimentação) e pela expansão do tórax. As válvulas não deixam a linfa voltar para as extremidades. Não está presente em todas as regiões: sistema nervoso central, parênquima do fígado, parênquima do vaso, cartilagem hialina. Só nas meninges tem os vasos linfáticos, a massa mesmo encefálica não tem. Cordão umbilical, membranas embrionárias. DERME VASOS LINFÁTICOS GRANDES VASOS LINFÁTICOS: cisterna do quilo e ducto torácico. QUILO: após a digestão onde é absorvido muita gordura, dando uma coloração esbranquiçada a linfa. Ao lado da A. Aorta, direita, fica no abdome, quando entra no tórax ela vira ducto torácico. Todos os vasos linfáticos desembocam nesses dois, e vão desembocar na veia cava cranial. DERME VASOS LINFÁTICOS São pequenos vasos, com diâmetro inferior a 3 mm, encarregados de conduzir a linfa, líquido incolor composto de água e outros elementos, como proteínas e às vezes bactérias. Os vasos linfáticos fazem parte do sistema circulatório. As artérias distribuem o sangue que nutre as células e tecidos - nos capilares há a troca de nutrientes e o sangue que sai pobre em oxigênio, retorna pelas veias. Líquidos e substâncias que as veias não retiram dos tecidos formam a linfa. Esta é levada pelos linfáticos aos gânglios e, daí a linfáticos maiores que a devolvem a circulação na veia subclávia, localizada no tórax. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇAS ENVOLVENDO OS VASOS LINFÁTICOS Os linfáticos podem apresentar alterações em consequência de agressões físicas, químicas, infecciosas ou por radiações. Estas doenças se caracterizam principalmente pela inchação, ou edema. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇAS ENVOLVENDO OS VASOS LINFÁTICOS Pode também ocorrer febre, calafrios e aumento de volume dos gânglios, conhecidos popularmente como "ínguas". Os edemas (inchaço), mais frequentes nas pernas, às vezes nos braços, são denominados linfedemas - microorganismos podem causar uma infecção chamada linfangite. Existem ainda distúrbios de condução da linfa ou do quilo chamados de refluxos linfáticos ou quilosos. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS É a linfangite aguda, habitualmente dos membros inferiores. Arranhões, frieiras, calos, rachaduras no calcanhar são as 'portas de entrada" para os germes causarem uma infecção caracterizada por febre elevada (39º C), náuseas, vômitos, mal-estar geral, inchação, dor e vermelhidão na parte atingida. Os pacientes cuja safena foi retirada para cirurgia no coração (revascularização do miocárdio) também estão mais sujeitos a linfangites agudas. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS Linfangite aguda e erisipela são sinônimos? Linfangite designa inflamação dos vasos linfáticos, sem qualquer preocupação com a causa. A erisipela é uma linfangite determinada por um tipo especifico de estreptococo. No momento do diagnóstico é difícil especificar o agente agressor, sendo melhor chamar de linfangite o processo inflamatório dos vasos linfáticos. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS No tratamento das linfangites pode haver complicações Habitualmente o tratamento é realizado em casa. Entretanto, pode estar indicada a internação hospitalar, pela intensidade do quadro clinico ou quando se observa a presença de vesículas, bolhas ou pequenas lesões de pele capazes de evoluir para danos teciduais extensos e graves. A forma mais grave é a linfangite gangrenante, em cujo tratamento é fundamental a assistência do cirurgião vascular. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS Quais os cuidados a serem tomados depois de uma linfangite aguda? Sem exame especifico não se sabe a real situação dos vasos linfáticos do paciente. Às vezes, um único episódio de linfangite pode determinar uma sequela, o linfedema. Além disso, cada novo surto favorece a instalação do linfedema pós-inflamatório. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS Quais os cuidados a serem tomados depois de uma linfangite aguda? É importante que o paciente que teve linfangite, ou seja, portador de linfedema evite a ocorrência de novos surtos. Manter a higiene rigorosa dos pés e mãos, evitar traumatismos e cortes, evitar a ocorrência de edema, manter os pés da cama elevados e evitar a permanência prolongada em pé, são cuidados importantes para a prevenção da doença. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS É preciso usar meia elástica após um quadro de linfangite de membro inferior? Após a fase aguda esta contenção é recomendável. Na forma gangrenante é imprescindível, pois sempre ocorre linfedema como sequela. DERME VASOS LINFÁTICOS DOENÇA MAIS FREQUENTE DOS VASOS LINFÁTICOS As linfangites podem ser evitadas? Sim, na maioria dos casos, pois a penetração dos micro-organismos geralmente ocorre através de ferimentos, calos, frieiras ou fissuras nos pés. Manter os pés secos, limpos, livres de micoses e bem cuidados são medidas essenciais para se evitar infecções. ATÉ QUARTA, ESTUDAAAAAA QUE TEM MUITO MAIS. DÚVIDAS?