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Antipsicóticos e antidepressiv
os
Esquizofrenia 
Emergências comportamentais agudas
Comportamento antissocial desviante
Tiques motores
Soluço refratário
Depressão psicótica
Transtorno bipolar
Mania
Indicações clínicas de antipsicóticos:
A psicose é um sintoma de doença mental caraterizado por um senso
distorcido ou inexistente da realidade. Os fármacos antipsicóticos são
usados principalmente para tratar esquizofrenia, mas também são
eficazes em outros estados psicóticos e estados de mania. 
A esquizofrenia é um tipo de psicose crônica caracterizada por ilusões,
alucinações e transtornos de fala ou pensamento. Tem forte
componente genético e provavelmente reflete alguma anormalidade
bioquímica fundamental, possivelmente uma disfunção das vias
neuronais dopaminérgicas mesolímbicas ou mesocorticais.
Aparentemente, esquizofrênicos (sem uso de neurolépticos) produzem
uma liberação de dopamina maior que voluntários normais quando
expostos a anfetaminas (estimulante do SNC). Hiperatividade de
receptores da dopamina D2. Hipoatividade do córtex pré frontal, região
dorso lateral.
Os benefícios antipsicóticos significativos (crise controlada) são
geralmente observados em um período de 60-120 min após a
administração do fármaco.
Quantidade da dose em casos de crise:
1/4 da dose preconizada (EV)
2/4 da dose preconizada (IM)
Julyana Maria
Não se faz pela via
subcutânea!
Os pacientes com delírio ou demência podem apresentar relutância ou
dificuldade de engolir comprimidos, há opções de preparações com
comprimido de dissolução oral ou DEPOT parenteral. Deacanoato de
flufenazina, é um antipsicótico típico de depósito, útil nestes pacientes
relutantes a ingesta de medicamentos.
A dopamina ( DA ) é sintetizada e armazenada nas vesículas do
neurônio pré sináptico dopaminérgico.
Após exocitose a DA interage com receptores pós sinápticos de tipos
D1 e D2 e autoreceptores pré sinápticos D2 e D3.
O término da ação de DA ocorre por transporte ativo de DA para os
terminais pré-sinápticos através do transportador de DA – DAT sofre
deaminação secundária por monoaminoxidase mitocondrial (MAO).
Mecanismo de ação
O término da ação de DA ocorre por transporte ativo de DA para os
terminais pré-sinápticos através do transportador de DA – DAT sofre
deaminação secundária por monoaminoxidase mitocondrial (MAO).
Antipsicóticos:
1. Antagonismo da dopamina: 
Os fármacos bloqueiam os receptores D1 e D2 da dopamina no cérebro,
no trato dopaminérgico (atravessa a barreira hematoencefálica). A ação
é pré sináptica, hiperpolarizando o neurônio pós sináptico. Com esse
bloqueio, há uma ausência da fosforilação mediada pela proteína G e
consequentemente uma prevalência da via inibitória (através da prot. G
inibitória) e o neurônio seguinte terá uma ação inibitória. Isso diminui a
ação exacerbada da via dopaminérgica.
Antipsicóticos de primeira geração
Também denominados antipsicóticos tradicionais, típicos ou
convencionais, são inibidores competitivos em vários receptores, mas
seus efeitos antipsicóticos refletem o bloqueio competitivo dos
receptores D2 da dopamina. São os que mais provavelmente causam
transtornos de movimento conhecido como sintomas extrapiramidais
(SEPs), particularmente os fármacos que se ligam fortemente aos
neurorreceptores da dopamina, como o haloperidol. Os transtornos de
movimento são menos prováveis com medicações que se ligam
fracamente, como a clorpromazina.
Antipsicóticos de segunda geração
Também denominada de antipsicóticos atípicos, têm menor incidência de
SEP do que os de primeira geração, mas são associados com maior risco
de efeitos adversos metabólicos, como diabetes, hipercolesterolemia e
aumento de massa corporal. Agem em outras vias, além de D1 e D2,
mimetizando o D4.
Julyana Maria
Clorpromazina
Haloperidol
Flufenazina, flupentixol
Clopentixol
Antipsicóticos típicos:
1.
2.
3.
4.
Quetiapina
Clozapina
Risperidona
Olanzapina
Antipsicóticos Atípicos:
1.
2.
3.
4.
Os antipsicóticos são divididos em primeira e segunda
gerações. A primeira geração é subdividida em potência
baixa e potência alta. Essa classificação não indica a
eficácia clínica dos fármacos, mas especifica a afinidade
pelo receptor da dopamina D2 que, por sua vez, pode
influenciar o perfil de efeitos adversos do fármaco.
Seleção do fármaco: Os fármacos de segunda geração são usados como
tratamento de primeira escolha contra esquizofrenia, para minimizar o
risco de SEP debilitante, associado com os de primeira geração, que
atuam primariamente no receptor D2 da dopamina. Os antipsicóticos de
segunda geração exibem eficácia equivalente e ocasionalmente até
maior do que a dos de primeira geração. Contudo, as comorbidades
devem ser usadas como guia na escolha do fármaco.
Fármacos
Julyana Maria
85% dos pacientes esquizofrênicos
respondem mal aosantipsicóticos
tradicionais, além de apresentarem
efeitos motores adversos (reações
extrapiramidais) com estes antagonistas
semelhantes da DOPAMINA.
Efeitos antipsicóticos: Todos os
antipsicóticos podem diminuir as
alucinações e ilusões associadas à
esquizofrenia (conhecidas como sintomas
“positivos”), bloqueando os receptores
D2 no sistema mesolímbico do cérebro.
Os sintomas “negativos”, como falta de
afeto, apatia e falta da atenção, bem
como déficit cognitivo, não respondem
particularmente ao tratamento com os
antipsicóticos de primeira geração.
Vários fármacos de segunda geração,
como a clozapina, aliviam os sintomas
negativos em alguma extensão.
Efeitos extrapiramidais: Distonias (contrações sustentadas dos músculos levando
a posturas distorcidas), sintomas tipo Parkinson, acatisia (intranquilidade motora)
e discinesia tardia (movimentos involuntários geralmente de língua, lábios,
pescoço, tronco e membros) podem ocorrer com o tratamento agudo e crônico.
O bloqueio dos receptores de dopamina na via nigroestriatal provavelmente
causa esses movimentos indesejados. Os antipsicóticos de segunda geração
exibem menor incidência de SEP.
Efeitos anticolinérgicos: Alguns dos antipsicóticos, particularmente tioridazina,
clorpromazina, clozapina e olanzapina, produzem efeitos anticolinérgicos, que
incluem visão turva, boca seca (com exceção da clozapina, que aumenta a
salivação), confusão e inibição dos músculos lisos dos tratos gastrintestinal (GI)
e urinário, causando constipação e retenção de urina. Tais efeitos
anticolinérgicos podem reduzir o risco de SEP desses fármacos.
Observações terapêuticas dos fármacos
Clorpromazina 
Potencial moderado a alto para SEP; potencial moderado a alto para
aumento de massa corporal, ortostasia, sedação e efeitos antimuscarínicos
Flufenazina
A formulação oral tem alto potencial para SEP; baixo potencial para
aumento de massa corporal, sedação e ortostasia; potencial baixo a
moderado para efeitos antimuscarínicos; o uso comum é da formulação
LAI administrada a cada 2 a 3 semanas em pacientes com esquizofrenia e
anamnese de não aderência aos regimes antipsicóticos orais.
Haloperidol 
Alto potencial para SEP; baixo potencial para eventos adversos
antiadrenérgicos (ortostasia) ou antimuscaríncios; baixo potencial para
aumento de massa corporal ou sedação; disponível em formulações LAI
administrado a cada 4 semanas
Típicos:
Julyana Maria
Atípicos:
Olanzapina
Baixo potencial para SEP; potencial moderado a alto para aumento de
massa corporal e sedação; baixo potencial para ortostasia; aprovado
também para o tratamento do transtorno bipolar; disponível com
formulação LAI administrada a cada 2 a 4 semanas
Quetiapina
Baixo potencial para SEP; potencial moderado para aumento de massa
corporal; potencial moderado para ortostasia; potencial moderado a alto
para sedação; aprovado também para o tratamento de transtorno bipolar
e como tratamento auxiliar contra a depressão.
Clozapina
Potencial muito baixo para SEP; risco de discrasias do sangue (p. ex.,
agranulocitose = ~1%); risco de convulsões; risco de miocardite; alto
potencial para:sialorreia, aumento de massa corporal, efeitos
antimuscarínicos, ortostasia e sedação.
Risperidona
Potencial baixo a moderado para SEP; potencial baixo a moderado para
aumento de massa corporal; potencial baixo a moderado para ortostasia;
potencial baixo a moderado para sedação; aprovado também para o
tratamento do transtorno bipolar; aprovado também para o transtorno
autista em crianças; disponível como formulação LAI administrada a cada
2 semanas.
Efeitos adversos dos antipsicóticos
O bloqueio muscarínico causa: Embaçamento visual, aumento da pressão
intraocular, secura de boca e olhos, constipação e retenção.
 Icterícia -clorpromazinaeleva a fosfatasealcalina.
 Leucopenia e agranulocitosereversível, incidência de 1/103, maior
com a CLOZAPINA.
 Síndrome maligna dos antipsicóticos: rigidez muscular, alta
temperatura. Insuficiência renal e cardiovascular em 10 a 20% dos
casos.
1.
2.
3.
O bloqueio H1 e 5-HT causa: Ganho de peso, risco de diabetes, dislipidemia
e doença cardiovascular.
Antidepressivos:
Os sintomas da depressão são sensação de tristeza e desesperança, bem
como incapacidade de sentir prazer em atividades usuais, alterações nos
padrões de sono e apetite, perda de vigor e pensamentos suicidas. A
mania é caracterizada pelo comportamento oposto, ou seja, entusiasmo,
raiva, pensamentos e fala rápidos, extrema autoconfiança e diminuição
de autocrítica.
Mecanismo de ação
A maioria dos fármacos antidepressivos úteis clinicamente potencializa,
direta ou indiretamente, as ações da norepinefrina e/ou da serotonina
(5-HT) no cérebro.
Mecanismos adaptativos ou reguladores :
1.Aumento da densidade ou sensibilidade do receptor adrenérgico ou
serotonérgico,
2.Aumento do acoplamento receptor-proteína G e sinalização de
nucleotídeos cíclicos,
3.Indução de fatores neurotróficose aumento da neurogêneseno
hipocampo.
Os efeitos antidepressivos resultam na inibição contínua de
transportadores de 5-HT ou NE, ou ↑da neurotransmissão serotonérgica
e da noradrenérgica. Alguns antidepressivos ISRSs, IRSNsou inibidores da
recaptaçãoda NE que interagem com os transportadores de monoaminas,
↓a expressão e a atividade da 5-HTou transportadores de NEno cérebro
≂↑da neurotransmissão serotoninérgica.
Julyana Maria
A maioria dos fármacos antidepressivos potencializam, direta
ou indiretamente, as ações da norepinefrina e/ou da
serotonina no cérebro.
Interação sinérgica com L-5-hidroxitriptofano, causa intensa
ativação das respostas serotoninérgicas. 
São os mais usados no tratamento da depressão endógena.
A SIBUTRAMINA, um inibidor da captação de5-HT, NE e DAé
usado como um supressor do apetite no tratamento da
obesidade.
ISRS
Potencializam e prolongam a ação da 5-HT liberada na atividade
neuronal.
 ISRSISRS Uso ClínicoUso Clínico DuraçãoDuração
Citalopram
Excitalopram
Paroxetina
Sertralina
Fluvoxamina
Fluoxetina
Efeito menos
prolongado
Ansiedade,
abstinência de álcool
Convulsões
Ansiedade, depressão ou
os dois juntos
Ansiedade, epilépsia,
anestésico geral IV
Depressão
Ansiedade, epilépsia, relaxamento
muscular, abstinência de álcool e
anestésico geral IV
Efeito pouco prolongado
Efeito muito prolongado
Efeito pouco prolongado
Efeito pouco prolongado
Efeito pouco prolongado
(Deve ser evitada em gestantes)
M
ai
s 
se
g
ur
os
Critérios de escolha:Critérios de escolha:
Efeitos Anti-colinérgico: Boca seca, visão turva, retenção urinária, constpação,
taquicardia.↓ fluvoxamina, fluoxetina, citalopram e ↑ paroxetina.
Efeitos Anti-histamínico: Sedação.↓ fluvoxamina e sertralina e ↑ citalopram e
escitalopram.
Efeitos Anti-α1 adrenérgico: Hipotensão ortostática.↓ paroxetina, fluvoxamina
e ↑ sertralina, citalopram.
ICSN
Duloxetina: Depressão, neuropatia periférica e fibromialgia.
Venlafaxina: Depressão, ansiedade e doença do pânico.
Desvenlafaxina: Depressão.
Milnafipram: Fibromialgia.
Inibidores da MAO
Bloqueiam a principal via de degradação, assim, aumentam os níveis de
5-HT.
Isocarboxazida
Fenelzina
Selegilina
Tranilcipromina
O IMAO pode inativar reversível ou irreversivelmente a enzima,
permitindo que as moléculas do neurotransmissor fujam da degradação e,
assim, se acumulem dentro do neurônio pré-sináptico e vazem para o
espaço sináptico. Os quatro IMAOs disponíveis atualmente para o
tratamento da depressão incluem fenelzina, tranilcipromina,
isocarboxazida e selegilina. (Nota: a selegilina é usada também no
tratamento da doença de Parkinson. Ela é o único antidepressivo
disponível em sistema de administração transdérmico.) O uso de IMAOs é
limitado devido às complicadas restrições de dieta exigidas durante a
utilização desses fármacos.
Antidepressivos tricíclicos (ADT)
Inibem a captação tanto da norepinefrina quanto da serotonina, exceto
a clomipraminamais seletiva para a inibição da captação da serotonina.
A modificação química da estrutura do ADT levou ao primeiro ISRS,
A FLUOXETINA e a fluvoxamina foram os primeiros ISRSs amplamente
utilizados.
São eles: Amitriptilina, doxepina, imipramina.

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