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Antipsicóticos A psicose abrange um conjunto de sintomas que comprometem a capacidade mental, as respostas afetivas e a capacidade de o indivíduo reconhecer a realidade, de se comunicar e relacionar-se com as outras pessoas. Antes de adentrar nas doenças que são tratadas com essa classe de medicamentos é importante diferenciar os transtornos em que a psicose é uma característica definidora e os quais a psicose é uma característica que pode estar comumente associada. Posso ter paciente psicótico tratado somente com antipsicóticos, assim como associado a antidepressivos e também tenho antipsicóticos que são agrupados já com antidepressivos. Característica definidora • Esquizofrenia • T. psicóticos induzidos por substancias • Transtorno esquizoafetivo • Transtorno esquizofreniforme • Transtorno psicótico breve • Transtorno psicótico devido a outra condição médica Característica associada • Mania • Depressão • Transtornos cognitivos • Alzheimer • Transtorno de personalidade Esquizofrenia • É a doença psicótica mais comum. São pacientes que tem mais tendência a tentativas de suicido, por isso sua expectativa de vida é bem reduzida, além disso o tratamento farmacológico possui efeitos adversos graves. • Se caracteriza como um distúrbio do neurodesenvolvimento envolvido com fatores ambientais e genéticos (detalhar) • A expectativa de vida do paciente é de 20 a 30 anos a menos que a população em geral devido a suicídios e problemas cardiovasculares (medicamentos de 2ª geração) Na esquizofrenia, os sintomas são geralmente divididos em dois grupos principais: sintomas positivos e sintomas negativos. Essa classificação está relacionada também com os mecanismos de ação dos antipsicóticos Sintomas positivos Estão relacionados ao excesso de dopamina (núcleo de accumebs), causando excitabilidade do sistema límbico, com isso o paciente começa a apresentar quadros paranoides como delírio e alucinação. É nesses sintomas que agem os fármacos antipsicóticos, pra diminuir a dopamina liberada ou sua ação, objetivando não piorar os sintomas negativos. Sintomas comuns das fazes excitadas e paranoides: • Excesso das funções normais • Delírio e alucinações • Distorções ou exagero na linguagem e comunicação • Discurso e comportamento desorganizado • Hiperatividade • Agitação • Comportamento catatônico Sintomas negativos Estão relacionados com a redução da dopamina na região mesocortical (liga a área do tegumento com o córtex pré- frontal), originando esses sintomas. Sintomas comuns das fases depressivas: • Redução das funções normais • Embotamento do afeto e retraimento social • Falta de espontaneidade • Dificuldade no pensamento • Prejuízo na atenção • alogia: restrição na fluência e na produtividade do pensamento e da fala Alucinação e delírio • avolição: restrição na iniciação do comportamento dirigido para metas • anedonia: ausência de prazer • prejuízo cognitivo neurobiologia da psicose neurotransmissão dopaminérgica: A dopamina é produzida a partir de uma tirosina, que é armazenada em vesículas que é liberada nos terminais podendo se ligar em 5 tipos de receptores. receptores D1 e D5: aumentam Ampc, portanto são excitatórios. (família do receptor D1) D2, D3, D4: diminuem Ampc, aumentam as correntes de K e diminuem as correntes de Ca, portanto são inibitórios. (família do receptor D2) Receptores D2 são os que mais estão relacionados com a psicose. Vias dopaminérgicas no cérebro Relacionadas com os efeitos esperados e adversos dos medicamentos: A. via dopaminérgica nigroestriatal: controla os movimentos involuntários e não é modulada no paciente psicótico, mas no tratamento do paciente psicótico a ação da dopamina é antagonizada no núcleo estriado (tremores semelhantes ao Parkinson, por modulação do sistema extrapiramidal) B. via dopaminérgica mesolímbica: relacionada com os sintomas positivos, causada pelo excesso de dopamina C. via dopaminérgica mesocortical: relacionada aos sintomas negativos, causada pela redução de dopamina D. via dopaminérgica tuberoinfundibular: está relacionada a regulação da secreção de prolactina, em uma situação normal a prolactina está sendo inibida pela dopamina, por isso não há secreção, mas no caso do paciente em tratamento com antipsicótico, o medicamento bloqueia a ação da dopamina, que consegue exercer seu papel de impedir a secreção E. via dopaminérgica ao tálamo: o tálamo é um importante centro de retransmissão e integração de informações sensoriais e motoras, a dopamina ajuda a modular essas funções Sistema extrapiramidal: funções motoras e movimentos voluntários (A) Controla a liberação de prolactina; área promotora da termorregulação (D) Dopamina e GABA são moduladores inibitórios do SNC, geram inibições de comportamentos exagerados. Agentes antipsicóticos Tem a capacidade de abolir a psicose e aliviar a desorganização do processo mental nos pacientes esquizofrênicos. Os primeiros antipsicóticos partiram de uma observação de um medicamento pra tratar alergias. É importante lembrar que nenhum antipsicótico tem antídoto. Antipsicóticos típicos ou de primeira geração causam parkinsonismo farmacológico relacionado a efeitos extrapiramidais (movimentos involuntários) do medicamento. aumento da secreção de prolactina: causam galactorreia. O 1º antipsicótico a ser descoberto foi a Clorpromazina, que originalmente foi criado pra ser um anti-histamínico, mas por conta do seu bloqueio nos receptores de dopamina foram observados efeitos antipsicóticos. Os principais efeitos a serem observados são retardo psicomotor, tranquilização emocional e indiferença afetiva Substâncias neurolépticas: termo usado pra se referenciar a antipsicóticos de primeira geração Mecanismo de ação: antagonista dos receptores dopaminérgicos D2 na via dopaminérgica mesolímbica, controlando os sintomas positivos (reduzindo). • Clorpromazina (Amplictil®) • Haloperidol (Haldol®) • Flufenazina (Flufenan®) • Flupentixol (Fluanxol®) • Sulpirida (Equilid®): recomendada por muito tempo pra aumentar a produção de leite em mulheres. • Pimozida (Orap®) • Tioridazina (Melleril®) Objetivo é usar sempre o medicamento mais potente, pra que possa ser usado uma menor dose e ter menos efeitos adversos associados. Desafios do tratamento: • Redução dos sintomas positivos: nessa classe a grande dificuldade é minimizar os sintomas negativos • Bloqueio dos mecanismos de recompensa: ao bloquear os receptores D2 o paciente começa a sentir perda de prazer • Agravo dos sintomas negativos: em casos onde esses sintomas ficam muito intenso é preciso trocar o medicamento Farmacocinética: • São altamente lipofílicos: chegam no SNC e isso interfere no seu tempo de meia vida • Possuem absorção rápida, mas incompleta • Alto metabolismo de primeira passagem (fígado) • Alta ligação a proteínas plasmáticas: faz com que a meia vida seja prolongada • Uso oral ou intramuscular • Tempo de meia vida é de 24h • Excreção urinária (pacientes renais!) • Janela terapêutica estreita: por isso é comum que os pacientes cheguem na dose toxica O núcleo accumbens e estriado medeia os sintomas positivos pela modulação do centro do prazer, recompensa e esforço (a estimulação dos receptores D2 leva a experiencia do prazer), o bloqueio de RD2 causa diversos efeitos: Ocorre a lentificação ou ausência de movimentos motores, rigidez muscular severa, embotamento emocional (tranquilizante) e indiferença afetiva Sintomas extrapiramidais e discinesia Se a dopamina não está chegando, o corpo sensibiliza mais receptores, externalizando-os. No tratamento prolongado de antagonistaD2: vai haver aumento da expressão dos receptores dopaminérgicos, causando discinesia cardia e o paciente começa a ter movimentos involuntários exagerados: Esses movimentos podem ser rápidos, espasmódicos ou coreiformes (tiques) • Movimentos faciais e da língua • Mastigação constante • Caretas • Movimentação dos ombros Síndrome neuroléptica maligna Essa rigidez começa a causar lesões musculares que provocam um quadro de inflamação e febre exagerada, com isso o paciente pode vir a coma ou até mesmo morte. Complicações do uso crônico dos antipsicóticos de 1ª geração. • Lentificação ou ausência dos movimentos motores • Rigidez muscular severa • Febre alta • Coma e morte Elevação da prolactina • Galactorreia: secreção mamária • Amenorreia: menstruação irregular ou ausente • Desmineralização óssea • Disfunção sexual • Ganho de peso Na via mesolímbica há excesso de dopamina, relacionada aos sintomas positivos. Os antipsicóticos de 1ª geração são antagonistas de D2, então eles vão se ligar nos receptores e vão impedir a ação da dopamina. Dessa forma há a redução desses sintomas Além da via mesolímbica, a via nigroestriatal também vai ser afetada, paciente vai começar a ter perda de prazer. Além disso, vai haver lentificação ou ausência dos movimentos motores, provocando rigidez muscular severa e embotamento emocional e indiferença afetiva. Se os receptores dopaminérgicos estão sendo antagonizados, a célula pós-sináptica está entendendo que não tem dopamina, por conta da ligação impedida, então se a dopamina não está chegando, o mecanismo de regulação é começar a sensibilizar mais receptores, que vão ser bloqueados também. Então no tratamento prolongado com antipsicóticos de 1ª geração leva a uma supra regulação dos receptores, aumentando sua expressão, o que vai causar discinesia cardia que é o aumento dos efeitos provocados por esse antagonismo. Paciente vai começar a apresentar mov. involuntários exagerados. Outros efeitos adversos Bloqueio dos receptores colinérgicos muscarínicos M1: efeitos relacionados a esse receptor função? • Causa visão turva • Boca seca • Sonolência Bloqueio dos receptores histamínicos: só relembrando da clopromazina que era caracterizada como antialérgico • Ganho de peso • Sonolência Bloqueio dos receptores adrenérgicos a1: estão presentes nos vasos sanguíneos, fazem vasoconstrição, mas como estão bloqueados acontece a vasodilatação e hipotensão • Tontura • Hipotensão Comprometimento da condução elétrica: arritmias cardíacas e são substâncias pró convulsivantes Há necessidade de atenção especial ao ministrar esses medicamentos pra pacientes que já tenham depressão pois há a potencialização dos sintomas negativos. Pacientes com Parkinson também devem receber atenção pois os medicamentos já causam parkinsonismo farmacológico e no paciente epilético por conta de os medicamentos serem pró convulsivantes. Antipsicóticos atípicos ou de segunda geração Tem ações antipsicóticas iguais sobre os sintomas positivos, porém com menos sintomas extrapiramidais e menos hiperprolactinemia Também possuem uma janela terapêutica maior, o que possibilita menos riscos ao paciente Além de antagonizar os receptores D2 como os fármacos de primeira geração, antagoniza também os receptores serotoninérgicos 5HT2A. Esse antagonismo deixa a janela terapêutica mais espaçada, por isso apresentar muito pouco sintomas extrapiramidais e aumento da prolactina Mecanismo de ação Clozapina Primeiro antipsicótico atípico conhecido, antagonista 5-HT2A-D2. Padrão ouro para o tratamento da esquizofrenia. • Possui pouco ou nenhum sintoma extrapiramidal • Sem discinesia tardia • Sem elevação de prolactina • Utilizado no tratamento da agressão e violência em pacientes psicóticos • Único que reduz o risco de suicídio na esquizofrenia • Agranulocitose em até 2% dos pacientes (monitorar com hemograma) • Convulsões em doses altas • Aumento do peso (bloqueio histamínico) • Bloqueio muscarínico causa salivação excessiva e constipação intestinal grave, também há aumento da dislipidemia • Risco de convulsões • Resistência à insulina • Risco grande de interações enzimáticas Olanzapina Mais potente que a clozapina, antagonista 5-HT2A-D2. • Não causa SEP em doses baixas até altas • Melhora o humor no transtorno bipolar (associados a fluoxetina) • Antagonista histamínico e 5-HT2C, causando aumento de peso. • Dislipidemia e resistência à insulina. Quetiapina Ações pelo metabólito: norquetiapina Antagonista 5-HT2A-D2 Antidepressivo efetivo, muitos pacientes fazem uso como antidepressivo ou pra indução do sono. Pode ser usada pra tratar a depressão associada a psicose. Tem sido utilizada pra tratar a psicose no paciente com Parkinson, por não ter alterações no SEP, é o medicamento que menos interfere na doença. Liberação imediata: níveis plasmáticos caem rapidamente e com isso ocorre uma menor ocupação dos receptores D2 Liberação prolongada: ocupação dos receptores D2 por 24h, o que retarda o início do sono e causa ressaca Naturalmente a dopamina liberada se liga em receptores dopaminérgicos D2. O interneurônio serotoninérgico chega nessa conexão entre os outros dois e na membrana do neurônio pré-sináptico tem em sua constituição um heteroreceptor (5HT2A), que é um receptor de outro neurotransmissor presente nesse neurônio, gerando um mecanismo inibitório, impedindo a liberação de dopamina. Em relação aos sintomas extrapiramidais, há o mecanismo de antagonizar D2. No antipsicótico atípico, além de antagonizar os receptores dopaminérgicos, também antagoniza o serotoninérgico que é o que inibia a liberação da dopamina quando ativado, mas quando ele é antagonizado, acaba liberando dopamina. Esse mecanismo de antagonista D2 é competitivo, o D2 está bloqueando, mas a liberação de dopamina está aumentando, então parte vai ter receptores antagonizados e parte vai ter receptores ligados a dopamina. Esse neurônio pós-sináptico que era ativado e causava o Parkinson é reduzido parcialmente sua atividade Fisiologicamente a dopamina inibe a liberação de prolactina, só que enquanto a dopamina inibe, quando a serotonina se liga aumenta a secreção de prolactina. Nos fármacos de 1ª geração há o bloqueio da ação da dopamina então vai haver hiperprolactinemia. Já nos fármacos de 2ª geração, temos outro mecanismo, que é o antagonismo dos receptores serotoninérgicos, enquanto o antagonismo de D2 aumenta a secreção de prolactina, também bloqueia a serotonina que aumenta essa produção. Logo o bloqueio da serotonina reduz a produção de prolactina. • Sem SEP • Sem aumento da prolactina • De preferência pra pacientes com Parkinson • Causa ganho de peso, dislipidemia e resistência à insulina • Na dose de 300mg age com hipnótico (induzindo o sono) • Na dose de 300mg pode agir como antidepressivo também • Na dose de 800mg age como antipsicótico • Obs: como vai aumentando a dose, vai somando-se os efeitos, então a dose de 800mg apresenta além do efeito antipsicótico, efeito antidepressivo e hipnótico Risperidona Antagonista 5-HT2A -D2 • Antipsicótico atípico em doses baixas. Quando aumenta a dose, os efeitos em 5HT2A não são aumentados, mas os efeitos em D2 são potencializados, deixando de ser um medicamento atípico e passando a ser um típico, com sintomas extrapiramidais e aumento da prolactina. • Convencional em doses altas • Único aprovado para tratamento pediátrico: usada no autismo (5 a 16 anos)com agressividade e autolesão • Bipolaridade • Mais sintomas extrapiramidais mesmo em doses baixas, quando comparado aos outros fármacos de 2ª geração • Aumento da prolactina • Ganho de peso principalmente em crianças • Dislipidemia Aripiprazol Tem três mecanismos de ação: é primariamente Agonista parcial D2, em menor grau atua como agonista parcial 5-HT1A e com uma menor potência de ação é um antagonista 5-HT2A. No neurônio serotoninérgico há a liberação de serotonina que é controlada pelos receptores 5HT1A que são inibitórios. Quando a serotonina é liberada e se liga a esse receptor inibe a liberação de dopamina. Na psicose há o excesso de dopamina na fenda sináptica. primeiro mecanismo (D2): se liga no receptor dopaminérgico só que ao invés de se ligar ao receptor de forma total como a dopamina faz, vai ativar o receptor de forma parcial, então vai reduzir parcialmente os sintomas psicóticos. Vai agravar os sintomas negativos de forma parcial também. Na via mesocortical tenho falta de dopamina, só que com o agonista parcial, vou ter uma ativação parcial daquela área, tendo melhora do quadro dos sintomas negativos segundo mecanismo (5HT1A): esses receptores são inibitórios que ao serem ativados vão inibir a liberação de serotonina, mas como são agonistas parcial, vai reduzir parcialmente a liberação de serotonina terceiro mecanismo (5HT2A): aumentando a liberação de dopamina, mas de forma mais fraca, não causando uma inibição tão forte, melhorando os mecanismos relacionados a via dopaminérgica esses 3 mecanismos que ficam modulando fazem com que o paciente tenha redução dos sintomas positivos, melhora dos sintomas negativos, não tem efeitos extrapiramidais, não tem liberação de prolactina nem discinesia cardia, mas tem efeitos cardiometabólicos. • Geralmente não causa sedação • Não foi observado ganho de peso • Menor risco cardiometabólico • Diminuição da neurotransmissão dopaminérgica na via mesolimbica • Aumento de atividade dopaminérgica na via mesocortical • Tem risco menor de SEP e hiperprolactinemia comparado aos outros Como fazer a escolha do antipsicótico • Dieta do paciente e estilo de vida • Paciente obeso em uso de antipsicótico atípico precisa ter controle do IMC, das taxas de gordura e de glicose • Cuidar a administração de antipsicóticos de 2ª geração em pacientes com DM e dislipidemia Antagonista parcial D2 Estriado: Redução dos efeitos extrapiramidais Agonista parcial 5-HT1A - Aumento parcial da liberação DA no córtex estriado e pré-frontal-frontal Antagonista 5-HT2A - Mesolímbica: Neutraliza aumento de DA que causam sintomas positivos = Redução sintomas positivos; - Mesocortical: Aumento DA e Glutamato melhora sintomas negativos; Como fazer a troca de medicamento em pacientes psicóticos Esses pacientes não podem ficar sem tratamento farmacológico, ou seja, não pode ter intervalo sem tratamento Por conta disso precisa ocorrer o desmame e introdução do novo psicótico ao mesmo tempo. No intervalo aumenta o risco de agitação, insônia, efeitos rebotes e inclusive ideação suicida. ao mesmo tempo que ocorre o desmame do medicamento que o paciente estava usando, é introduzido o novo fármaco. Por um período, como pode ser visto na imagem, o paciente vai estar usando os 2 antipsicóticos, um em processo de redução de dose e outro em aumento. Quando o paciente chegar na janela terapêutica adequada do novo medicamento, o antigo pode ser retirado. Pra cada tipo de troca há uma orientação especifica de esquema de tratamento. Quando paciente faz a troca de medicamentos que são do mesmo grupo: troca é orientada com período de pelo menos uma semana. Classes diferentes tem espaço de troca maior: por conta de um desmame maior e introdução da nove classe (período de 2 semanas).