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s é r i e l i v r o s d i d á t i c o s i n f o r m á t i c a u f r g s
volume 3 Linguagens Formais e Autômatos, 6.ed., 
de Paulo Blauth Menezes
volume 4 Projeto de Banco de Dados, 6.ed., de Carlos 
Alberto Heuser 
volume 5 Teoria da Computação: Máquinas Universais 
e Compu tabilidade, 3.ed, de Tiarajú Asmuz Diverio 
e Paulo Blauth Menezes
volume 6 Arquitetura de Computadores Pessoais, 2.ed., 
de Raul Fernando Weber
volume 7 Concepção de Circuitos Integrados, 2.ed., 
de Ricardo Augusto da Luz Reis e cols.
volume 9 Implementação de Linguagens de Programação: 
Compi ladores, 3.ed., de Ana Maria de Alencar Price 
e Simão Sirineo Toscani
volume 10 Tabelas: Organização e Pesquisa, de Clesio 
Saraiva dos Santos e Paulo Alberto de Azeredo 
volume 11 Sistemas Operacionais, 4.ed., 
de Rômulo Silva de Oliveira, Alexandre da Silva Carissimi 
e Simão Sirineo Toscani 
volume 12 Teoria das Categorias para Ciência 
da Computação, 2.ed., de Paulo Blauth Menezes 
e Edward Hermann Haeusler
volume 13 Complexidade de Algoritmos, 2.ed., 
de Laira Vieira Toscani e Paulo A. S. Veloso 
volume 15 Arquiteturas Paralelas, de César A. F. De Rose 
e Philippe O. A. Navaux
volume 16 Matemática Discreta para Computação 
e Informática, 3.ed., de Paulo Blauth Menezes
volume 17 Fundamentos de Circuitos Digitais, de Flávio 
Rech Wagner, André Inácio Reis e Renato Perez Ribas 
volume 18 Estruturas de Dados, de Nina Edelweiss 
e Renata Galante
volume 19 Aprendendo Matemática Discreta com 
Exercícios, de Paulo Blauth Menezes, Laira Vieira Toscani 
e Javier García López
volume 20 Redes de Computadores, 
de Alexandre Carissimi, Juergen Rochol 
e Lisandro Zambenedetti Granville
Volume 21 Introdução à Abstração de Dados, 
de Daltro J. Nunes
Volume 22 Comunicação de Dados, de Juergen Rochol
de computadores
de arquitetura 
fundamentos 
raul fernando weber
4ª edição
8
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fundam
entos de arquitetura de com
putadores
4ª e
d
içã
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A Bookman Editora é parte do Grupo A, uma empresa que engloba 
diversos selos editoriais e várias plataformas de distribuição de 
conteúdo técnico, científi co e profi ssional, disponibilizando-o como, 
onde e quando você precisar. 
8
Obra sem similar na área, fundamentos de arquitetura de 
 computadores apresenta quatro arquiteturas básicas e suas 
diversas variações para quem deseja analisar as capacidades 
potenciais de cada uma: o Neander e o Ahmes, computadores 
extremamente simples; o Ramses, computador com diversos 
modos de endereçamento; e o Cesar, inspirado na família de 
computadores PDP-11. Além dessas arquiteturas simuladas, 
o livro analisa a programação de baixo nível da família 80 x 86 
dos microprocessadores Intel, devido a sua larga difusão no 
mercado. Outros tópicos abordados são a representação 
de dados em sistemas de computação e os algoritmos 
básicos de soma, subtração, multiplicação e divisão em 
binário. São ilustradas as notações aritméticas de ponto fi xo 
e de ponto fl utuante, bem como os fundamentos de sistemas 
de codifi cação. Livro-texto para as disciplinas 
de introdução à arquitetura de computadores, introdução 
à informática, arquitetura de computadores, aritmética 
computacional, programação em linguagem de máquina 
e linguagem assembler nos cursos de ciência da computação, 
engenharia de computação e sistemas de informação. 
Material didático para professores
Visite www.bookman.com.br
raul fernando weber
de computadores
de arquitetura 
fundamentos 
 l i v r o s d i s p o n í v e i s
COMPUTAÇÃO/FUNDAMENTOS
www.grupoa.com.br
031132_serie-ufrgs-8-Weber-FINAL.indd 1031132_serie-ufrgs-8-Weber-FINAL.indd 1 19/abril/12 16:5819/abril/12 16:58
W373f Weber, Raul Fernando. 
 Fundamentos de arquitetura de computadores [recurso 
 eletrônico] / Raul Fernando Weber. – 4. ed. – Dados eletrônicos. 
 – Porto Alegre : Bookman, 2012. 
 Editado também como livro impresso em 2012. 
 ISBN 978-85-407-0143-4
 1. Ciência da computação. 2. Arquitetura dos computadores. 
 I. Título. 
CDU 004.2
Catalogação na publicação: Fernanda B. Handke dos Santos – CRB 10/2107
 o autor
Raul Fernando Weber é engenheiro eletrônico e mestre em ciência da computação pela 
UFRGS e doutor em ciência da computação pela Universidade de Karlsruhe, Alemanha. É 
professor associado do Instituto de Informática da UFRGS. Participa ativamente da comissão 
de graduação do curso de ciência da computação, da câmara de graduação e do conselho 
de ensino, pesquisa e extensão, todos da UFRGS. Suas áreas de interesse são arquitetura de 
computadores, segurança de sistema de computação, criptografia, programação segura e 
história da computação.
■ ■ Os números são representados no sistema 
decimal, mas os computadores utilizam o sistema 
binário. Embora empreguem símbolos 
distintos, os dois sistemas formam números 
a partir das mesmas regras e podem ser 
facilmente convertidos entre si. De fato, os 
números podem ser representados em qualquer 
base maior ou igual a dois, e essas 
representações podem ser facilmente 
convertidas de uma frase para outra. Os 
principais métodos de conversão, baseados em 
aritmética decimal, são apresentados neste capítulo.
bases numéricas
capítulo 1
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2 Fundamentos de Arquitetura de Computadores
1.1
 introdução
Quando o homem aprendeu a contar, ele foi obrigado a desenvolver símbolos que repre-
sentassem as quantidades e grandezas que ele queria utilizar. Esses símbolos, os algarismos, 
constituem a base dos sistemas de numeração.
Nos tempos pré-históricos o homem utilizou uma correspondência um para um entre os obje-
tos a serem contados e os seus dedos, ou então para pedrinhas ou mesmo para “riscos”. Um 
sistema deste tipo seria um “sistema unário” (com um único símbolo):
Os primeiros algarismos encontrados consistiam em marcas horizontais ou verticais (como 
as mostradas) com traços de ligação entre elas para definir as quantidades superiores a um. 
Os símbolos romanos básicos podem ser considerados como uma evolução desse sistema. 
Os algarismos romanos são basicamente aditivos: assim, por exemplo, III = I + I + I. Para 
facilitar a representação de grandes quantidades, foram introduzidos símbolos especiais para 
grupos:
I = 1 V = 5 X = 10 L = 50 C = 100 D = 500 M = 1000
Além disso, havia uma série de regras (como a posição relativa dos símbolos aos seus vizi-
nhos), que permitiam interpretar estes símbolos e determinar o número que estava sendo 
representado:
VI = 5 + 1 = 6 CXVI = 100 + 10 + 5 + 1 = 116
IV = 5 – 1 = 4 MCMLIX = 1000 + (1000 – 100) + 50 + (10 – 1) = 1959
A realização de cálculos com este sistema, especialmente para operações como multiplicação 
e divisão, era extremamente complexa e de aplicação praticamente impossível. Posteriormen-
te, os árabes utilizaram um sistema originário da Índia, que possuía 10 algarismos (0 a 9), 
com os seguintes símbolos (da esquerda para a direita, 1234567890):
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Capítulo 1 Bases Numéricas 3
Este sistema começou a ser utilizado na Europa no século 12 e é conhecido atualmente como 
sistema de numeração arábica (mas com outros algarismos), destacando-se pelas seguintes 
características:
 ■ existe um símbolo para o valor nulo.
 ■ cada algarismo utilizado é uma unidade maior que o seu predecessor.
 ■ a notação é posicional, ou seja, o valor de um algarismo é determinado pela sua posição 
dentro do número. Cada posição possui um determinado peso.
1.2
 representação de números
Os sistemas atuais formam os números pela fórmula a seguir, em que a representa o 
número propriamente dito, B, a base do sistema de numeração (B≥2), xi, os algarismos 
(0≤xiPara i com valores positivos, tem-
-se pesos maiores que a unidade; para i=0 tem-se exatamente o peso unitário (B0=1). Para 
valores negativos de i, tem-se pesos menores que a unidade (fracionários). Para o caso espe-
cífico de números inteiros, utilizando-se n dígitos (ou “casas”), indexados de 0 (dígito menos 
significativo) até n–1 (dígito mais significativo), a fórmula fica:
ou, por extenso, expandindo-se o somatório:
a = xn–1.Bn-1 + xn–2.Bn–2 + . . . . + x2.B2 + x1.B1 + x0.B0
ou ainda, simplificando-se a expressão:
a = xn–1.Bn–1 + xn–2.Bn–2 + . . . . + x2.B2 + x1.B + x0
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4 Fundamentos de Arquitetura de Computadores
Para os sistemas de numeração utilizam-se as seguintes regras:
 ■ a base B de um sistema é igual à quantidade de algarismos distintos utilizados. Para a base 
decimal, tem-se dez algarismos distintos (de 0 a 9).
 ■ quando uma posição é ocupada pelo maior algarismo e ela deve ser aumentada de uma 
unidade, esta posição recebe o símbolo nulo e a posição seguinte deve ser aumentada de 
uma unidade. Assim, 9+1=10, 19+1=20, 99+1=100, 1999+1=2000.
 ■ o algarismo mais à direita (denominado de dígito menos significativo) tem peso um. O al-
garismo imediatamente à esquerda tem o peso da base B, o seguinte à esquerda tem peso 
de B ao quadrado, depois B ao cubo, e assim por diante.
 ■ o valor de cada algarismo de um número é determinado multiplicando-se o algarismo pelo 
peso de sua posição.
 ■ o valor de um número é determinado pela soma dos valores de cada algarismo.
1.3
 transformação entre bases
Os computadores atuais utilizam internamente somente um sistema de numeração: o sistema 
binário (B=2), com os algarismos 0 e 1. Este sistema foi estudado profundamente pelo mate-
mático alemão Leibniz, no século 17. Somente com o advento dos computadores eletrônicos 
digitais, entretanto, tal sistema começou a ser utilizado na prática. Atualmente, todos os 
computadores usam internamente o sistema binário para armazenamento e manipulação de 
números e dados. O tratamento de números representados em outras bases ocorre por meio 
de rotinas de codificação e decodificação. O mesmo ocorre com símbolos alfanuméricos.
1.3.1 método polinomial
Como cada número pode ser representado por um polinômio em uma certa base, tudo o que 
se deve fazer para transformar um número de uma base para outra é interpretar este número 
como um polinômio utilizando a aritmética da base de destino:
1100012 = 1.25 + 1.24 + 0.23 + 0.22 + 0.21 + 1.20 = 32 + 16 + 0 + 0 + 0 + 1 = 4910
1100012 = 1.25 + 1.24 + 0.23 + 0.22 + 0.21 + 1.20 = 408 + 208 + 0 + 0 + 0 + 18 = 618
Nesses exemplos, simplesmente foi aplicada a fórmula:
a = xn–1.Bn-1 + xn–2.Bn–2 + . . . . + x2.B2 + x1.B + x0
em que B é a base de origem, e a, o número resultante na base de destino. Observe que todos 
os cálculos são realizados na aritmética da base de destino.
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Capítulo 1 Bases Numéricas 5
1.3.2 método de subtrações
Sabendo que um número em uma determinada base B é representado pela fórmula
a = xn–1.Bn–1 + xn–2.Bn–2+ . . . . + x2.B2 + x1.B + x0
a conversão para a determinação dos coeficientes xi é iniciada da esquerda (xn–1) para a direita 
(até x0). Inicia-se determinando os valores de n (a quantidade de dígitos necessária) e de xn–1 
(o dígito mais significativo). Para tanto procura-se o produto (na base de origem) do maior 
coeficiente pela maior potência da nova base, que está contido no número a ser convertido, 
ou seja, procura-se o maior produto xn–1.Bn–1 que seja menor (ou igual) que a. Este coeficiente 
xn–1 é o algarismo a ser utilizado na posição mais à esquerda (dígito mais significativo) do 
número na nova base. Subtrai-se este produto do número a ser convertido. Com isso tem-se:
a’ = a – xn–1.Bn–1 = xn–2.Bn–2 + . . . . + x2.B2 + x1.B + x0
Para determinar o algarismo seguinte à direita (xn–2), repete-se o processo, usando agora a di-
ferença do passo anterior (a’) e a potência imediatamente inferior (se no passo anterior usou-
-se a potência Bi, utiliza-se agora Bi–1), e assim sucessivamente até todos os n dígitos terem 
sido determinados. Note que o resultado das diversas subtrações sempre deve ser positivo (ou 
zero). Se a subtração não for possível, isso indica que o coeficiente xi é zero.
Para converter o número decimal 681 para binário, por exemplo, tem-se os seguintes cálculos:
681 – 1.29 = 681 – 512 = 169
169 – 0.28 = 169 – 0.256 = 169
169 – 1.27 = 169 – 128 = 41
41 – 0.26 = 41 – 0.64 = 41
41 – 1.25 = 41 – 32 = 9
9 – 0.24 = 9 – 0.16 = 9
9 – 1.23 = 9 – 8 = 1
1 – 0.22 = 1 – 0.4 = 1
1 – 0.21 = 1 – 0.2 = 1
1 – 1.20 = 1 – 1 = 0
Ou seja, o número final, em binário, é 1010101001.
Se o resultado de uma subtração produzir resultado zero, isso significa que todos os dígitos 
restantes são zero, como no exemplo a seguir.
680 – 1.29 = 680 – 512 = 168
168 – 0.28 = 168 – 0.256 = 168
168 – 1.27 = 168 – 128 = 40
40 – 0.26 = 40 – 0.64 = 40
40 – 1.25 = 40 – 32 = 8
8 – 0.24 = 8 – 0.16 = 8
8 – 1.23 = 8 – 8 = 0
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6 Fundamentos de Arquitetura de Computadores
Os coeficientes restantes (x2, x1 e x0) são iguais a zero, e o número final, em binário, é 
1010101000.
O método também se aplica para números com frações. Se não for possível chegar a zero 
após um certo número de posições, interrompe-se o método após obter-se o número de 
casas desejado.
6,125 – 1.22 = 6,125 – 4 = 2,125
2,125 – 1.21 = 2,125 – 2 = 0,125
0,125 – 0.20 = 0,125 – 0.1 = 0,125
0,125 – 0.2 – 1 = 0,125 – 0.0,5 = 0,125
0,125 – 0.2 – 2 = 0,125 – 0.0,25 = 0,125
0,125 – 1.2 – 3 = 0,125 – 0,125 = 0
Ou seja, o número final é 110,001.
O método também se aplica para outras bases. Seja a conversão de 6,8125 de decimal para 
octal:
6,8125 – 6.80 = 6,8125 – 6 = 0,8125
0,8125 – 6.8 – 1 = 0,8125 – 0,7500 = 0,0625
0,0625 – 4.8 – 2 = 0,0625 – 0,0625 = 0
Ou seja, 6,812510=6,648. Note que sempre se utiliza a aritmética da base de origem.
1.3.3 método das divisões
O número a ser convertido é dividido pela nova base (na aritmética da base de origem). O res-
to desta divisão forma o algarismo mais à direita (menos significativo) do número convertido. 
O quociente é novamente dividido, e assim sucessivamente, até o resto ser zero. A sequência 
de todos os restos forma o novo número.
Note que ao dividir o número a pela base B obtém-se:
a /B = (xn–1.Bn–1 + xn–2.Bn–2 + . . . . + x2.B2 + x1.B + x0)/B
ou seja
a /B = xn–1.Bn–2 + xn–2.Bn–3 + . . . . + x2.B1 + x1, com resto igual a x0
A divisão seguinte por B produz como resto x1, e assim sucessivamente até xn–1.
53 ÷ 2 = 26, resta 1
26 ÷ 2 = 13, resta 0
13 ÷ 2 = 6, resta 1
6 ÷ 2 = 3, resta 0
3 ÷ 2 = 1, resta 1
1 ÷ 2 = 0, resta 1
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Capítulo 1 Bases Numéricas 7
Número binário resultante: 110101
Para frações, o método se modifica um pouco: a fração é multiplicada pela nova base; a parte 
inteira resultante forma o algarismo mais à esquerda da nova fração e a parte fracionária é 
submetida novamente ao método, até o resultado ser zero (ou até atingir-se o número de 
dígitos significativos desejado).
Exemplo:
0,828125 . 2 = 1,65625 Parte inteira = 1 Fração = 0,1
0,65625 . 2 = 1,3125 Parte inteira = 1 Fração = 0,11
0,3125 . 2 = 0,625 Parte inteira = 0 Fração = 0,110
0,625 . 2 = 1,25 Parte inteira = 1 Fração = 0,1101
0,25 . 2 = 0,5 Parte inteira = 0 Fração = 0,11010
0,5 . 2 = 1,0 Parte inteira = 1 Fração = 0,110101
1.3.4 método da substituição direta
Este é o método mais fácil, mas funciona somente para bases que são potências inteiras entre 
si, por exemplo, de octal para binário (e vice-versa), ou de hexadecimal para binário (e vice-
-versa). Seja B1=B2m; para um determinado m inteiro, tem-se as seguintes regras:
 ■ para converter de B1 (a maior base) para B2 (a menor base), cada algarismo de B1 é subs-
tituído por m algarismos equivalentes deB2:
5 1 78 = 101 001 1112
7 0 C16 = 0111 0000 11002
 ■ para converter de B2 para B1, agrupam-se os algarismos em grupos de m, tomando-se a 
vírgula como referência, ou seja, formam-se grupos de m algarismos tanto para a esquerda 
da vírgula (parte inteira) como para a direita (parte fracionária). Cada grupo é então trans-
formado no seu algarismo equivalente na nova base:
1110,011012 = 001 110 , 011 010 = 1 6 , 3 28
1110,011012 = 1110 , 0110 1000 = E , 6 816
Observe que este método também pode ser utilizado entre duas bases que não sejam dire-
tamente uma potência da outra, desde que ambas sejam potências inteiras de uma terceira 
base. Assim, por exemplo, pode-se converter da base octal para hexadecimal (usando a base 
2 como terceira base).
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8 Fundamentos de Arquitetura de Computadores
 ■ exercícios propostos
 1. Converter para a base decimal os seguintes números:
 a) 1010102 e) 21658
 b) 10103 f) 1FA216
 c) 10214 g) E1A16
 d) 10256 h) 7078
 2. Usando o método das divisões, converter os seguintes números decimais para a base 
indicada:
 a) 96 para a base ternária e) 49 para a base quaternária
 b) 96 para a base octal f) 57 para a base ternária
 c) 258 para a base hexadecimal g) 56 para a base binária
 d) 258 para a base binária h) 56 para a base hexadecimal
 3. Usando o método das subtrações, converter os seguintes números decimais para a base 
indicada:
 a) 96 para a base ternária e) 49 para a base quaternária
 b) 96 para a base octal f) 57 para a base ternária
 c) 258 para a base hexadecimal g) 56 para a base binária
 d) 258 para a base binária h) 56 para a base hexadecimal
 4. Usando o método das substituições, converter os seguintes números para a base indi-
cada:
 a) 1011000110102 para a base octal
 b) 1011000110102 para a base hexadecimal
 c) 001011001012 para a base octal
 d) 001011001012 para a base hexadecimal
 e) 3478 para a base binária
 f) 72418 para a base binária
 g) 3AF16 para a base binária
 h) 7E4B16 para a base binária
 5. Qual é o valor decimal de 011011012? Qual é a representação binária de 654?
 6. Converter para binário os seguintes números decimais:
 a) 39 c) 256,75
 b) 0,4475 d) 129,5625
 7. Converter para decimal os seguintes números binários:
 a) 01101 c) 0111011,1011
 b) 0,001101 d) 010110011
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Capítulo 1 Bases Numéricas 9
 8. Converter os seguintes números hexadecimais em decimais:
 a) B6C7 b) D2763 c) 9,1A
 9. Converter os seguintes números octais em binário:
 a) 56 c) 231,2
 b) 32,234 d) 3364
 10. Converter os seguintes números hexadecimais em binários:
 a) AB2 c) 649
 b) 12,A d) 0,D19
 11. Converter os seguintes números binários em hexadecimais:
 a) 010110111 b) 011110,01011 c) 01110100010101
Termos-chave
conversão de frações, p. 6
conversão direta, p. 6
conversão polinomial, p. 4
conversão por divisões, p. 5
conversão por subtrações, p. 5
representação polinomial, p. 4
sistema de numeração arábica, 
p. 3
Weber_01.indd 9Weber_01.indd 9 18/04/12 14:3318/04/12 14:33
capítulo
■ ■ Utilizando a base binária para representar 
números, e limitadas ainda pelo uso de somente 
dois símbolos distintos, as operações 
aritméticas básicas sofreram algumas 
adaptações nos computadores. A soma 
permanece a mesma, utilizando a mesma 
metodologia decimal, mas para a subtração e a 
consequente representação de quantidades 
negativas utiliza-se a representação em 
complemento de dois. Uma representação 
em sinal e magnitude, tal como usada no 
sistema decimal, é possível e é utilizada, mas a 
representação interna dos números nos 
computadores atuais é baseada na 
representação em complemento.
2
em computação
sistemas de numeração
Weber_02.indd 11Weber_02.indd 11 18/04/12 14:3218/04/12 14:32
12 Fundamentos de Arquitetura de Computadores
2.1
 introdução
Em todas as fórmulas usadas a seguir, ‘B’ representa a base do sistema de numeração, ‘n’, a 
quantidade de dígitos disponíveis para representar os números, e ‘a’, ‘b’ e ‘c’ indicam núme-
ros quaisquer. A fórmula utilizada para representar um número inteiro
será expressa por a = Σn–1xiB
i, ficando implícita a variação de i desde 0 até o limite (n–1).
Para uma determinada base B, empregando n dígitos, pode-se representar Bn combinações 
distintas, ou seja, Bn números distintos. Assim, para uma base decimal com três dígitos é 
possível representar 1000 números distintos (incluindo o zero!). Entretanto, com os mesmos 
três dígitos e base 2, representa-se somente oito números distintos. Assim, números binários 
vão exigir muitos dígitos, e normalmente se trabalha com grandes cadeias de zeros e uns, 
o que leva a erros visuais. Logo, são empregadas as notações em base 8 e em base 16 para 
representar números binários, por serem mais compactas.
A Tabela 2.1 lista os primeiros dezesseis números em binário, decimal, octal e hexadecimal.
tabela 2.1 Números em binário, decimal, octal e hexadecimal
binário decimal octal hexadecimal
0000 0 00 0
0001 1 01 1
0010 2 02 2
0011 3 03 3
0100 4 04 4
0101 5 05 5
0110 6 06 6
0111 7 07 7
1000 8 10 8
1001 9 11 9
1010 10 12 A
1011 11 13 B
1100 12 14 C
1101 13 15 D
1110 14 16 E
1111 15 17 F
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Capítulo 2 Sistemas de Numeração em Computação 13
Em computação trabalha-se normalmente com quatro bases: a decimal, para a entrada e 
saída dos dados (já que nossa sociedade é baseada no sistema decimal); a binária, para os cál-
culos internos; a hexadecimal, como forma compactada de representação interna; e a octal, 
também por este motivo. Note que a escolha das bases 8 e 16 não é ocasional: as transforma-
ções entre as bases 2, 8 e 16 podem ser feitas facilmente pelo método da substituição direta. 
Embora a base hexadecimal seja de representação mais complexa (utiliza letras e dígitos), ela 
é preferida sobre a base octal por ser mais compacta, ou seja, requerer menos espaço para 
representar os resultados.
Os números do sistema binário são formados como quaisquer outros números do sistema 
de numeração arábico (inclusive em octal ou hexadecimal): cada novo número é obtido por 
enumeração, somando-se um ao seu antecessor (e observando a regra do “vai-um”).
Cada dígito do sistema binário (0 e 1) é denominado de bit, a contração de binary digit. 
A determinados conjuntos de bits são empregados nomes específicos. Assim, um quarteto (4 
bits) é frequentemente denominado de nibble, e um octeto (8 bits) recebe a denominação de 
byte (ou o termo aportuguesado baite). Os múltiplos destes conjuntos utilizam os mesmos 
denominadores que no sistema decimal (K para kilo, M para Mega, G para Giga, T para Tera, 
P para Peta), mas o fator multiplicativo não é 1000 (103), e sim 1024 (210). Assim, um kilobit 
(abreviado 1Kb) contém 1024 bits, e um kilobyte (abreviado 1KB), 1024 bytes. Um megabyte 
(1MB) contém 1024 KB, um gigabyte (1GB), 1024 MB, um terabyte (1TB), 1024 GB, e assim 
por diante.
2.2
 soma de números binários
A soma de dois números binários utiliza as mesmas regras da soma no sistema decimal. Entre-
tanto, como existem somente dois símbolos, a tabela de soma é simples:
tabela 2.2 Tabela verdade de um 
meio-somador (half adder)
a c d = a + c
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 0 e “vai-um”
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da Instituição, você encontra a obra na íntegra.

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