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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Amostragem
Prof Manoel Robério Ferreira Fernandes
roberiofernandes@pucminas.br
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IMPORTÂNCIA DA AMOSTRAGEM
A determinação de uma dada propriedade ou característica de um fluxo só pode ser
realizada em uma pequena fração do mesmo, denominada amostra, que represente,
da melhor forma possível, o fluxo amostrado.
Com base nessas análises, são feitas estimativas que servirão para avaliação de
depósitos minerais, controle de processos em laboratórios, unidades piloto, indústrias
e comercialização de produtos. Ressalta-se, dessa forma, a importância da
amostragem para o sucesso de um projeto industrial (Allen, 1981).
Para garantir a qualidade da avaliação, o procedimento de amostragem deve ser
acurado e preciso, garantindo a representatividade. A acuracidade pode ser entendida
como sendo a minimização do erro sistemático da amostragem.
A reprodutibilidade ou precisão é a medida da dispersão dos resultados de qualidade
obtidos para um mesmo lote.
A representatividade de uma amostra ocorre quando a combinação desses dois fatores
possui valores menores que o máximo estabelecido entre as partes interessadas,
usualmente, o produtor e o consumidor.
Existem alguns erros de amostragem que não podem ser eliminados:
Erro fundamental, Erro de segregação e grupamento e Erro de integração.
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• Amostragem é o conjunto de operações destinadas à obtenção de uma amostra
representativa de uma dada população ou universo.
• Uma amostra é considerada representativa quando as propriedades do universo (teor
dos diversos elementos, constituintes mineralógicos, massa específica, distribuição
granulométrica, etc.), estimadas com base nessa amostra, inserem uma variabilidade
estatisticamente aceitável. A amostragem pode ser probabilística ou não. Na
amostragem probabilística, os procedimentos são realizados de forma a garantir que
todos os elementos da população tenham uma probabilidade conhecida de integrar a
amostra;
• A amostragem não probabilística poderá ser intencional, quando realizada com
objetivos específicos do investigador, ou não intencional, regida por critérios de
conveniência e/ou de disponibilidade
Amostra é a quantidade representativa do universo que se deseja amostrar.
Incremento é uma quantidade modular de material retirada do universo que se
deseja amostra, para composição de uma amostra.
Lote é uma quantidade finita de material separada para uma utilização
específica.
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A amostragem deve ser planejada respondendo a quatro objetivos:
Elaboração do plano de amostragem – este fundamenta-se na determinação da
qualidade necessária para a amostragem, participando das definições do universo, do
objetivo e da seqüência de operações utilizadas. O
sistema de amostragem a ser utilizado depende de diversos fatores, dentre os quais
podem ser destacados o tamanho das partículas,a massa específica, a umidade, etc.
Obtenção da amostra – consiste na determinação da seqüência e do número de
coletas das amostras, que depende do tipo e da precisão requerida para a amostragem,
das características dos fluxos, etc.
Preparação da amostra – trata-se do conjunto de operações necessárias à
adequação da amostra ao método de determinação do parâmetro de
qualidade. Dentre essas atividades, podem ser ressaltadas a secagem, a
redução de tamanho, a homogeneização, o quarteamento, etc.
Determinação de um parâmetro de qualidade – inserem-se as análises
dos parâmetros que irão determinar a qualidade do universo. Dentre
eles podem ser citados os teores de diversos elementos, a umidade, a
distribuição granulométrica, etc.
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Seleção da Amostra
Um sistema ideal de amostragem requer a análise individual de partículas coletadas
aleatoriamente, de forma que todas as partículas tenham igual probabilidade de
serem escolhidas. Entretanto, esse tipo de amostragem torna-se, na maioria das
vezes, impraticável devido às dificuldades inerentes a esse processo. Os métodos de
partilhas sucessivas, utilizados no quarteamento por meio dos quarteadores Jones
ou em cone, quando corretamente aplicados, buscam uma aproximação com o
sistema ideal de amostragem.
Em algumas circunstâncias, as amostras podem ser analisadas
separadamente, gerando informações sobre a heterogeneidade da mistura e
sobre a extensão dos problemas amostrais.
Tamanho da Amostra
Para calcular o tamanho da amostra teórica, é necessário estabelecer previamente o
nível de confiança e o grau de precisão. Uma vez realizada a amostragem, o grau de
precisão depende do tamanho da amostra, do nível de confiança pretendido para as
generalizações e do erro-padrão das estatísticas amostrais (Ladeira, 1987).
O tamanho mínimo da amostra deve ser tal que cada constituinte possa estar incluído
em um dado número de partículas
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Intervalo de Amostragem.
O intervalo de amostragem é o tempo transcorrido entre a coleta dos diversos
incrementos que compõem a amostra primária.
Universo
O universo pode ser definido como a massa original de um dado material do qual se
deseja conhecer propriedades específicas, segundo as análises realizadas em uma
amostra.
No caso dos processos de tratamento de minérios e hidrometalúrgicos, o universo a
ser amostrado pode ser o material que está em trânsito em alguma etapa do
processamento ou estocado em tanques e pilhas. Freqüentemente, o universo é
denominado lote,
Incremento
Ao considerar a variabilidade das características dos materiais nos diversos tipos de
fluxo, tanto em relação à posição quanto ao tempo, muitas vezes são necessárias
coletas de diversas porções em posições ou intervalos de tempo diferentes, de forma
a compor a amostra. Cada porção retirada do lote é denominada incremento.
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Amostra Primária
A composição dos vários incrementos retirados ao longo de um determinado intervalo
de tempo constitui a amostra primária, que é a quantidade de material manipulável
resultante da amostragem propriamente dita.
Amostra Final
A amostra primária freqüentemente possui massa superior àquela adequada para a
realização das análises, ou mesmo dos testes de processo. Em função disso,
usualmente, a amostra primária passa por processos de redução de tamanho dos grãos
e de massa, sendo a amostra resultante denominada amostra final
Quarteamento
Para obtenção da amostra final, é necessário dividir a amostra primária em alíquotas
de menor massa. A operação realizada com esse objetivo é denominada
quarteamento. Essa operação pode ser feita manualmente ou com auxílio de
quarteadores mecânicos.
Na figura a seguir está ilustrado, no diagrama de blocos, um exemplo genérico do
processo de amostragem
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D
ia
g
ra
m
a
d
e
b
lo
c
o
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in
é
ri
o
s
.
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A amostragem divide-se em três estágios:
• A amostragem pode ser aleatória (também chamada de
probabilística) ou não probabilística.
• Na amostragem aleatória existe igual probabilidade de que
cada item da população venha a ser extraído para fazer parte
da amostra,portanto o universo deve estar totalmente
homogêneo.
estágios de amostragem propriamente dito;
estágios de fragmentação;
estágios auxiliares (homogeneização, secagem, manuseio,
etc.)
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SETE Erros de amostragem
• EO - erro de operação ocorre quando a operação de amostragem não é bem feita ou
durante as etapas de preparação ocorre contaminação, perda de material, alteração de
composição química ou física, sabotagem ou erros não intencionais;
• ET - erro total resultante da soma de todos os outro erros ;
• EF - erro fundamental depende da massa fundamental para representar o todo;
• ES - erro de segregação advêm da formação de agregados do material antes de se efetuar a
amostragem (evitado fazendo-se uma eficiente homogeneização do lote a ser amostrado);
• EG - erro de grupamento depende dos recipientes utilizados na amostragem (pode ser
reduzido utilizando-se ferramentas adequadas para o manuseio da amostra, exemplo se o
maior fragmento tem dimensão d o recipiente para coleta deverá ter dimensão de 2,5 a 3 d
;
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• EI - erro de integração de incrementos em instalações contínuas é o erro devido
a coleta de amostras em fluxos variáveis ou a retirada de amostras de vários
lotes, o somatório dos erros de n incrementos, retirados por amostragens
sucessivas de n alíquotas em que se divida a amostra (pode ser reduzido no caso
de um fluxo e ou composição de minério variável aumentando o número de
coletas de amostras);
• ED - erro de flutuação de densidade cometido quando há alteração na densidade
da polpa ao se retirar de uma instalação de tratamento contínuo (pode ser
minorado este erro através do aprimoramento das técnicas de amostragem .
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As características de um plano de amostragem deve levar em conta:
• i) a precisão requerida, que está relacionada ao custo envolvido;
• ii) o método de retirada da amostra primária, que depende do tipo de
material, como o mesmo é transportado e do objetivo da amostragem.
Na prática a amostragem nunca é rigorosamente justa, assim
dependendo dos objetivos tem-se:
Amostra comercial de rotina entre o mesmo comprador e um
mesmo vendedor. A principal qualidade deverá ser a eqüidade.
Amostra técnica de rotina (controle de qualidade), interessa
principalmente a fidelidade;
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Recomendações para este tipo de amostragem
• O material coletado deve estar caindo livremente e não
deslizando no shut;
• O tamanho da abertura da caneca de amostragem deve ser
proporcional ao tamanho da maior partícula da amostra;
• O movimento da caneca através do fluxo de material, deve
percorrer toda a seção transversal do fluxo;
• Deve-se mover a caneca a uma velocidade tal que ele não
transborde;
• A amostra final deve ser formada da mistura de mais de uma
passada pelo fluxo;
• A velocidade da correia deve ser considerada para se determinar
o comprimento da amostra. Numa correia lenta, o material
geralmente tem uma profundidade de leito maior e podemos
tomar uma amostra mais curta. Com o aumento da velocidade da
correia, aumenta-se o comprimento da amostra
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Características de instalação de um amostrador
• A abertura da “caneca de amostragem” deve ter um fator de 3 vezes o
tamanho da maior partícula, exceto para os casos em que o material
amostrado seja considerado muito fino, neste caso utiliza-se uma abertura
de 10 mm, conforme figura 09. Esta figura mostra também o lançamento de
partículas para fora da caneca caso esta abertura não seja respeitada.
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Correia Transportadora
medição do espaço amostrado. determinação do espaço para
amostragem
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Modelo de amostrador em shut de transferência
• onde,
• m1= massa do incremento, em Kg;
• G= fluxo de material, em t/h;
• a= abertura mínima entre facas do cortador, em m;
• vb= velocidade máxima da correia, em m/s;
b
I
v
aG
m
.6,3
.
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Amostra de material granular
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Pazada Fracionada
A pazada fracionada de ordem P é uma generalização da pazada alternada, a qual
consiste em retomar um lote de material com uma pá (manual ou mecânica) e colocar a
primeira pazada no topo de E1, a segunda no topo de E2, a terceira em E1 e assim
sucessivamente. Obtêm-se duas frações gêmeas em E1 e E2.
Assim, a dimensão média da pazada será dada pela expressão da Equação:
onde:
ML massa do lote;
P taxa de redução escolhida.
Quarteamento de amostra. Em (a), pazada fracionada, em (b), pazada alternada.
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Tabela – Características das pazadas manual e mecânica.
Esta técnica é também chamada de quarteamento em lona ou bancada. É utilizada
para pequenos volumes de amostras.
.
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Pilha alongada
Vantagens:
Aplicável a quase todas classes de minérios, equipamentos utilizados;
Possui custo baixo e em caso de pequenos lotes de material de alto teor não há
perigo de perdas significativas.
Desvantagens:
Susceptível a tantas manipulações durante a operação que uma amostra
representativa do todo pode não ser obtida;
Difícil obtenção de um cone vertical e quando o cone é achatado pode ocorrer
que o material fino do ápice do vértice espalhe-se de maneira irregular.
Este método é o menos indicado para amostragem de minérios muito
heterogêneos e de granulometria grossa
Pilha de Homogeneização
Essa técnica de amostragem é muito útil na obtenção de amostras para caracterizar e
alimentar um circuito contínuo de concentração mineral.
A amostragem dessas pilhas é importante para determinação das características
granulométrica, química e mineralógica da alimentação das usinas de beneficiamento.
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Divisor Jones ou de Rifles
É o amostrador mais utilizado em laboratórios, sua faixa normal de utilização:
• Tamanho máximo de partículas cerca de 15 mm, entretanto podem ser
construídos com aberturas maiores em função do uso pretendido, neste caso
aumenta-se também o número de rifles de 8 para 10, 12 ou 16;
• Peso do lote algumas centenas de quilogramas a centenas de gramas;
• Natureza do material sólidos secos;
• Peso do material abaixo de poucas gramas.
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Quarteador de polpas
Amostragem de Polpas
Uma vez que a maioria das usinas de concentração mineral e de hidrometalurgia
processam os minérios a úmido, a amostragem de fluxos de polpa é muito
utilizada para acompanhamento da qualidade dos fluxos intermediários e finais
nos circuitos piloto e industrial.
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Amostragem de polpas
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Carretel
Na maioria dos pontos de amostragem de rotina, usa-se um
carretel quarteador, operando continuamente e instalado na
tubulação principal, com o objetivo de reduzir o volume do fluxo
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A mesa homogeneizadora e divisora proporciona a formação de uma pilha circular,
com seção triangular, que pode ser quarteada utilizando umdispositivo constituído de
dois interceptores triangulares, articulados e reguláveis pelo deslizamento de seu
suporte em um aro graduado.
Esse aro pode ser colocado em qualquer posição da mesa
Mesa Homogeneizadora/Divisora
Mesa homogeneizadora de amostra Mesa divisora de amostra (Luz et al., 1984).
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Tipo Especiais – Amostrador de Ouro acoplado em perfuratriz
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TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM EM LOTES MANUSEÁVEIS
A obtenção de amostras de material particulado proveniente de fluxos, pilhas,
caminhões, etc. é dificultada pela segregação, que ocorre em duas situações:
(i) tendência do material fino a se concentrar no centro, quando o mesmo é
depositado em pilha;
(ii) tendência do material grosso a se concentrar na superfície, mesmo que tenha
maior densidade, quando submetido à vibração.
As técnicas de amostragem manual podem ser realizadas com materiais em
movimento ou estáticos. Embora sejam largamente utilizadas na indústria mineral,
são técnicas pouco recomendáveis, uma vez que estão usualmente associadas a
uma série de pequenos erros, tais como:
(i) variação no intervalo de tempo de coleta das amostras ou incrementos;
(ii) variação na velocidade de coleta dos incrementos;
(iii) perda de partículas durante a coleta dos incrementos;
(iv) contaminação por material diferente e heterogeneidade do material;
(v) segregação localizada do material
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Especificações de pás utilizadas nas partilhas de amostras.
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Assunto: METROLOGIA
Bibliografia:
Managing the Metrology System” – C.Robert Pennella ASQC, 1992;
Quality Control handbook – J.M. Juran
Measurement & Calibration for Quality Assurance – Alan S. Morris
Prentice Hall, 1991
Concepts for R&R Studies – Larry B. barrentine, ASQC, 1991
Standard Calibration & Pratctice - Flukee
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Variação Real do
Processo
Variações Dentro das Amostras
Expressas por Valores Numéricos denominados Desvios
Fontes de variação do Processo
VARIAÇÃO OBSERVADA DO PROCESSO
Variação do Sistema
de Medição
De curto prazo
De longo prazo
Operadores
Medidores
Método
INTRODUÇÃO Fontes de Erro
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Os estudos R&R se prestam a quantificar a variabilidade do Sistema de
Medição, acessando Repetibilidade e Reprodutividade do Sistema.
Para entender sua importância basta lembrar-nos que o objetivo do
Controle de Processo é reduzir a variabilidade no Processo e no
Produto.
Para a quantificação da Variabilidade Real do Processo, a variabilidade
do Sistema de Medição deve ser Conhecida e dela Separada.
Para que o Sistema de Medição seja efetivo sua variabilidade deve ser
reduzida até que se torne desprezível em relação à Variação do Processo
O Planejamento dos estudos de R&R deve ser feito de tal forma a evitar
confusão com as outras fontes de variação.
Porém deve-se ter em mente que as mesmas não podem ser ignoradas.
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Repetibilidade(r)
Diferença máxima permitida entre medidas obtidas
DENTRO DO MESMO dia/operador
Reprodutibilidade(R)
Diferença máxima permitida entre medidas obtidas
em dias/operadores DIFERENTES
Ambas Relacionadas com PRECISÃO
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Precisão
Grau de concordância entre repetidas medidas da
mesma propriedade.
Orienta quanto à probabilidade da dispersão em
laboratórios usuários do método estudado.
Exatidão
Grau de concordância entre o valor médio obtido
de uma série de resultados de testes e um valor
de referência aceito.
Validação
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Precisão e Exatidão
Preciso e não Exato Exato e não Preciso
Não Preciso e não Exato Preciso e Exato
Precisão e Exatidão
Preciso e não Exato Exato e não Preciso
Não Preciso e não Exato Preciso e Exato
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Medidor
Operador
Método
Variação dentro da Amostra
Referência
Fontes de Variação do Sistema de Medição
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Fontes de Variação provocada pelo Medidor
( equipamento) se devem à :
Calibração
Precisão
Linearidade
Estabilidade
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Uma das formas mais usuais de realizar o estudo de R&R é
o método apresentado a seguir - Long Form:
Este método utiliza-se de no mínimo 10 amostras e 2
operadores. Cada operador mede cada amostra no mínimo
2 vezes, todos usando a mesma peça.
Cada rodada medidas de todas as amostras por um
operador é denominada TRIAL.
Esta forma permite que a Repetibilidade seja separada da
Reprodutividade, sendo definido para um intervalo de 99%
de confiança.
II - Procedimento
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Calibrar o medidor
Tomar as medidas do primeiro operador, no primeiro
TRIAL, de forma que o operador, não conheça a ordem
das amostras.
Repetir o procedimento para o segundo operador
Continuar até que todos os operadores tenham medido
todas as amostras
Perfazer o número de TRIALS desejados
Realizar os Cálculos e Analisar os resultados obtidos
Tomar ações corretivas, se necessário.
Descrição do procedimento:
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TRIAl 2 3 4
K1 4,56 3,05 2,50
Operador 2 3 4
K2 3,65 2,70 2,30
N – Nº de amostras
Z – Nº TRIALS
REPETIBILIDADE:
TV = K1R
%EV = 100 [ TV / TOLERÂNCIA]
REPRODUTIBILIDADE:
AV= { ( K2 Xdif)
2 – ( EV2 / NxZ)} ½
%AV = 100 [ AV/ TOLERÂNCIA]
R&R:
R&R = { ( TV )2 + ( AV)2} ½
%R&R = 100 [ R&R/ TOLERÂNCIA]
III Fórmulas
Equipament Variacion
Avaliator Variacion
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R&R Análise
Os Resultados serão considerados aceitáveis através de
uma análise interativa com o processo
R&R < 10 %
10 % < R&R < 30 %
R&R > 30 %
ACEITÁVEL
Marginalmente Aceitável
INACEITÁVEL
IV RESULTADOS
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Como selecionar os Operadores?
O nº de operadores deve ser uma amostra representativa
dos operadores ( forma aleatória).
Como selecionar Amostras?
Deve-se tentar cobrir a maior parte do range de medição,
ou agrupamentos homogêneos ( range de Voltímetros,
diferentes precisões)
Como minimizar o erro dentro do subgrupo?
Em caso de amostras destrutivas estas devem ser
tomadas da forma mais homogênea possível.
V Planejamento Geral
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Qual o método de medição a ser empregado?
O método a ser utilizado deve ser o mais fiel possível
àquele empregado normalmente.
Como fazer em caso de tolerâncias unilaterais?
Deve-se usar uma especificação interna apropriada
documentando-a.
Considerar a tolerância do processo.
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Material Método
Medida
Instrumento
Meio
Ambiente
(Machine)
Equipamento
Vidraçaria
Limpeza
Reagentes/Matéria-prima
Pureza
Amostra
Homogeneidade
Interferências
Matriz
Aferição
Calibração
Iluminação
Ventilação
Contaminação Capacitação
Habilidade
Temperatura
Umidade
Pressão
Manutenção
Valor da
Medida
(Man)Analista/
Operador
VIExemplo:
Avaliação das Variáveis - Diagrama de Causa e Efeito
Causas Efeito
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Equipamento: Paquímetro / Característica: Espessura / Tolerância: 200 - 400
Sist. Med. A- Manoel B - Maria C- Gilson
Amostra 1 2 R 1 2 R 1 2 R
1 344 342 2 344 341 3 344 340 4
2 306 305 1 306 303 3 307 303 4
3 307 306 1 305 303 2 308 302 6
4 323 321 2 322 320 2 323 318 5
5 305 304 1 304 302 2 306 303 3
6 325 323 2 324 322 2 325 321 4
7 341 340 1 340 338 2 342 339 3
8 329 327 2 328 326 2 330 328 2
9 318 317 1 318 315 3 322 314 8
10 342 340 2 341 339 2 344 338 6
TOTAL 3240 3225 15 3232 3209 23 3251 3206 45
XA = 323,25
RA =1,50
XB = 322,05
RB =2,30
XC = 322,85
RC =4,50
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RA 1,50
RB 2,30
RC 4,50
Soma 8,30
Rmed 2,77
MAX X 323,25
MIN X 322,05
X dif 1,20
N – Nº de amostras ( 10 )
Z – Nº TRIALS ( 2 )
Tolerância - ( 200 )
REPETIBILIDADE:
VE = 4,56Rmed = 12,62
%VE = 100 [ VE/ TOLERÂNCIA] = 6,31%
REPRODUTIBILIDADE:
VA= { ( 2,70xXdif)
2 – ( EV2 / NxZ)}½ =
=(10,5 - 7,96) ½ = 1,59
%VA = 100 [ VA/ TOLERÂNCIA] = 0,79%
R&R:
R&R = { ( VE )2 + ( VA)2} ½ = 12,52
%R&R = 100 [ R&R/ TOLERÂNCIA] = 5,13%
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1- Resolva individualmente o exercício proposto
2- Forme um grupo com mais um ou dois colegas,
proponha um cenário e desenvolva um estudo de R&R,
analise os dados e comente o resultado.
VII EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
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Equipamento: Régua / Característica: Comprimento / Tolerância: 100 - 150
Sist. Med. A- B - C-
Amostra 1 2 R 1 2 R 1 2 R
1 334 332 332 331 334 334
2 316 315 316 313 317 315
3 317 316 305 303 318 316
4 323 321 322 320 323 318
5 315 314 314 312 316 316
6 327 323 322 322 325 321
7 331 330 330 328 332 329
8 329 327 328 326 330 328
9 318 317 318 315 322 314
10 322 330 331 329 334 328
TOTAL
XA =
RA =
XB =
RB =
XC =
RC =
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
RA
RB
RC
Soma
Rmed
MAX X
MIN X
X dif
N – Nº de amostras ( )
Z – Nº TRIALS ( )
REPETIBILIDADE:
EV = 4,56Rmed =12,63
%EV = 100 [ EV/ TOLERÂNCIA] = 25,26%
REPRODUTIBILIDADE:
AV={ ( 2,70Xdif)2 – ( EV2 / NxZ)}½ =
%AV = 100 [ AV/ TOLERÂNCIA] =
R&R:
R&R = { ( EV )2 + ( AV)2} ½ =
%R&R = 100 [ R&R/ TOLERÂNCIA] =