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1 APARELHO RESPIRATÓRIO AVALIACAO DIAGNÓSTICA DA RESPIRATÓRIA - Exames Radiográficos: o tecido pulmonar é radiotransparente, por isso, opacificações produzidas por tumores, corpos estranhos ou infiltrados, podem ser detectadas nas radiografias por mostrarem regiões mais claras nesses locais. Radiografia do Tórax: revela patologias extensas nos pulmões mesmo na ausência de sintomas. As radiografias são tomadas após inspiração completa (profunda), pois os pulmões são bem mais demonstrados quando estão bem aerados, além disso, o diafragma está em seu nível mais baixo e uma maior área pulmonar é visível. Cuidado de Enfermagem: Posição correta, inspiração profunda e remoção de jóias e objetos metálicos. Tomografia computadorizada: é o método de construção de imagens, no qual camadas sucessivas dos pulmões são "scaneadas" por um estreito feixe de raios X, com finalidade de definir nódulos ou tumores pulmonares, lesões sólidas, calcificações pulmonares ou para anormalidades mediastinais e ERGIN Considerações de e Cuidados com o Paciente: Descrever o exame para o paciente / família e garantir o consentimento formal (quando a instituição exigir), pesquisando alergias do paciente a frutos do mar, medicamentos, etc. exame demora em torno de 30 min.; Ficar alerta para quaisquer alergias a iodo ou outro contraste que possa ser utilizado durante o exame, tendo material de emergência próximo; Considerar contra indicado o exame para gestantes, especialmente se contrastado. Angiografia Pulmonar: é um método de imagem utilizada para estudar a circulação pulmonar, através de um contraste radiopaco injetado na vasculatura pulmonar por meio de um cateter colocado na artéria pulmonar principal. Logo após a injeção são realizadas radiografias sucessivas, sendo considerado, ainda, o melhor método diagnóstico para embolia pulmonar, junto com a TC. Tem a finalidade de investigar doenças tromboembólicas e anormalidades vasculares congênitas da árvore brônquica ou, ainda, a vascularização anormal crescente em tumores. Considerações de Enfermagem e Cuidados com o Paciente: Determinar se o paciente é alérgico ao contraste radiopaco (geralmente à base de iodo); Instruir o paciente que a injeção de contraste pode provocar rubor, tosse e uma sensação de calor; Após o procedimento, manter pressão sobre o local de acesso e monitorar a cardíaca, pressão arterial e circulação distal ao local de punção (membro superior). Conceito: é a inspeção direta e observação da laringe, traquéia e brônquios através de um broncoscópio flexível ou rígido. o flexível é bem mais tolerado. 43,44 de 12 ESPUMA ROSEA, TOSSE Objetivos da Broncoscopia: Examinar tecidos e coletar Determinar a localização e extensão de um processo patológico; Determinar se um tumor pode ser ressecção cirurgicamente; pontos sangrantes (origem da hemoptise). ER Terapeuticamente a Broncoscopia é usada para: F.C Retirar corpos estranhos da árvore brônquica; Remover secreções que obstruem a árvore brônquica; Excisar lesões (biópsia). Assistência de Enfermagem na Broncoscopia: Autorização do paciente ou responsável; Explicar próteses procedimento paciente; o ao Remover dentárias e lentes de contato: Administrar sedativo (Valium e 7 para inibir a estimulação vogal bradicardia, disritmia e hipotensão; e também para suprimir os reflexos da tosse e ansiedade; - Suspender alimentos e líquidos 6 horas antes do exame; - exame pode ser feito com anestesia local ou geral; no caso de anestesia local a vaporizada com um anestésico tópico (xylocaína) e a solução é gotejada na do até a traquéia. Pode ser administrado Valium EV, para sedação adicional. Após o exame: Jejum até o retorno dos reflexos da tosse; Observar dificuldade respiratória, cianose, hipotensão, taquicardia, arritmias, mental, e letargia no idoso. ATENÇÃO: sedação administrada em pacientes com insuficiência respiratória a parada respiratória. Complicações Possíveis: reação ao anestésico local, infecção, aspiração, hipoxemia, sangramento Oximetria Capilar: é um método não invasivo para monitorização da de oxigênio pela um método eficaz para monitorar o quando as alterações súbitas ou sutis na saturação de oxigênio. É usada nas S, Unidade Geral e Cirúrgica. Os-valores-normais são de 95 a os inferiores indicam que os tecidos não estão recebendo oxigênio suficiente e que o paciente de avaliação Os resultados NÃO são confiáveis nas paradas choque, uso de medicamentos vasoconstritores e anemia grave. Nestes casos : realizado exame laboratorial, como níveis de hemoglobina, gases do sangue e outros para avaliar os resultados da oximetria *SAT DE C2 O2 OUTROS EXAMES: 1 Exame de Escarro (BK): colher a amostra em jejum, depois do paciente ter a boca com água (o paciente deverá tossir ou escarrar, não apenas cuspir no 2LAVADO 20 MINUTO ADOS ASPIRA SONDA SF E AMOSTA FAZER 3 10- DO esterilizado), e enviar ao laboratório ou unidade de Saúde, com requisição preenchida com os dados do paciente. 2 - punção feita na cavidade pleural para retirada de líquidos pleural para fins diagnósticos ou terapêutico. 3 - Teste de função respiratória: é feito com expirômetro (aparelho usado para ver se o oxigênio está chegando aos alvéolos). Avalia as medidas dos volumes pulmonares, a função ventilatória, a mecânica da respiração, a difusão e trocas gasosas. 4 - Gasometria: (exame de gases sanguíneos) - serve para medir o ph sanguíneo e as tensões arteriais ; oxigênio e dióxido de carbono de pacientes com problemas respiratórios. 5 - Biopsia Pleural: é feita com agulha ou pleuroscopia que a exploração visual do espaço pleural com fibroscópio. Feita quando há exsudato de origem desconhecida e quando é preciso investigar TB ou fungos. RESPIRATÓRIAS ASMA X Conceito: doença obstrutiva das vias aéreas, intermitente e caracterizada por ataques agudos e recorrentes de dispnéia, tosse e expectoração tipo mucóide. A falta de an ocorre devido ao edema da mucosa que reveste internamente os brônquios e ao acúmulo de secreção. Etiologia: Alergia; a Tensão emocional; Infecções das vias aéreas superiores; Causando estreitamento das vias aéreas Manifestações Clínicas: Caracterizam-se por dispnéia intensa; Respiração ruidosa; Angústia; Expectoração espessa; Palidez; Cianose de extremidades; Sudorese. As crises podem durar algumas horas, mas podem persistir durante dias. A excitação e emocional pode desencadear as crises asmáticas. Avaliação Diagnóstica: feito por ocasião da crise asmática, pois, fora destes períodos, o paciente, geralmente, apresenta as funções pulmonares normais. Exame fisico, anamnese, Rx de tórax, exames laboratoriais (sangue) apresenta eosinofilia (níveis elevados de eosinófilos - células sanguíneas). 50 Tratamento: Feito através de broncodilatadores, (Aminofilina e a Teofilina - relaxam a musculatura lisa dos sedativos, oxigenioterapia e quando o paciente não melhora com esse tratamento o médico poderá prescrever corticosteróide a 3 s/c age4 EV., Prednisona VO., Dexametaxona inalação) e o uso de respiradores artificiais; o tratamento de manutenção visa reduzir a frequência das Complicações: Enfisema pulmonar; Insuficiência respiratória aguda podendo levar a hipoxia e a morte ou ao estado de mal asmático (asma persistente que não responde ao tratamento convencional). X Diagnósticos de Enfermagem: Ineficiência do padrão respiratório relacionada ao bronco - espasmo; Ansiedade ligada ao medo de sufocação, dificuldade respiratória e morte. Intervenções de Enfermagem: 1 - Para o alívio da dispnéia: Monitorar sinais vitais, coloração da pele, grau de inquietação, que podem indicar hipóxia; Realizar nebulizações e oxigenioterapia, quando necessários e prescritos; - Monitorar função das vias aéreas através de oximetro de pulso, para avaliar a eficácia do tratamento; - Estimular ingesta hídrica para liquefazer as secreções, anotando coloração e aspecto das mesmas; se - Instruir o paciente ou auxiliá-lo a permanecer numa posição que facilite a respiração (ereto, sentado com o corpo inclinado para frente, em posição de fowler); Estimular e auxiliar o paciente em técnicas fisioterápicas (drenagem postural quando prescrito) e a utilizar técnicas que diminuem o trabalho respiratório (ex: lábios semicerrados); - Manter o ambiente aquecido e umidificado, livre de qualquer fator irritante (avisar pessoal da limpeza). 2 - Para aliviar a ansiedade: Sempre explicar o motivo das intervenções necessárias, para obter a cooperação e do paciente; - sobre os efeitos esperados dos medicamentos utilizados em broncos - espasmos: palpitações, taquicardia, nervosismo, tremores, edema e possível retenção hídrica; - Incentivá-lo a participar ativamente, do plano de tratamento e profilaxia das crises, para melhorar as condições de vida e aderência ao tratamento, especialmente após a alta * Orientar paciente e família para que evitem os fatores desencadeadores das crises alérgicas, como: travesseiros e colchão com revestimento antialérgico; Lavar semanalmente as roupas de cama em água quente; Manter roupas limpas em armários com portas fechadas, protegidas de poeiras e de umidade (importante que o quarto tenha ventilação natural e luz do sol), porém as janelas devem ser mantidas fechadas em estação de pólen e mofo; 45 - Trocar filtros de ar condicionado, se houver; - Eliminar móveis estofados, carpetes, cortinas de pano e sair de casa e utilizar máscaras faciais ao fazer limpeza da casa; Evitar contato com pêlos de animais, mantendo-os longe do convívio familiar. X * o paciente também deve ser orientado a evitar: Contato com pessoas portadoras de infecções - Ser estimulado a fazer exercícios que melhorem o condicionamento como natação, caminhadas; - Evitar situações estressantes constantes; Hidratar-se bem e fazer exercícios de relaxamento, para controle do estresse. BRONQUITE é uma doença caracterizada pela das membranas que revestem os e bronquiolos, um aumento da produção de muco Etiologia: - Alergia; - Poluição atmosférica; - Deficiência nutricional; Infecção viral; Bacteriana ou por fungos; - Fatores hereditários (crianças nascidas de mães fumantes têm maior pré - disposição); - Clima frio e úmido (as exacerbações de bronquite crônica são mais no inverno, pois a inalação de ar frio produz broncoespasmo). Tipos: Bronquite aguda: geralmente inicia-se com infecção das vias aéreas superiores le atinge o trato respiratório baixo, é de aparecimento súbito com uma duração média de uma a duas semanas. X- Bronquite caracteriza-se por infecções recorrentes, os sintomas desaparecem por algum tempo e retorna, podendo persistir durante anos e se agravar a complicações sérias do aparelho respiratório fazendo com que os alvéolos se tornem lesionados e fibrosados. Manifestação Clinica Tosse persistente e produtiva (crônica e mais no inverno), apresentando umas expectorações muco purulentas, espessas e de colocação amarelo-esverdeado. As crises de tosse aparecem pela manhã, ("ronços no peito"), febre e cansaço normalmente é fumante e tem infecções respiratórias. Avaliação Diagnóstica: Anamnese; etc Hemograma (hematócrito e hemoglobina aumentada) - Exame de escarro Rx de tórax; - Teste de sensibilidade alérgica. Escarro 5the 6 Bronquiectasia; Enfisema pulmonar; Diminuição da resistência orgânica predispondo a outros danos do aparelho respiratório. Repouso e apoio psicológico; Administração de medicamentos prescritos: broncodilatadores aliviam os espasmos brônquicos, sedativos da tosse são utilizados se necessário, Antibióticos se a bronquite for de infecciasa, Anti histamínicos utilizados na bronquite alérgica, corticosteróides utilizados em pacientes que não melhoram com outros medicamentos e nebulizações com agentes fluidificantes e broncodilatadores para auxiliar na expectoração. Tapotagem e drenagem postural; - Para alguns pacientes é recomendada a modificação dos hábitos de vida, local de trabalho e clima; indicado a prática de esportes que estimula a respiração, como: natação, ginástica aeróbica, caminhada Diagnóstico de Enfermagem: Limpeza ineficaz da via relacionada à produção de secreção; Avaliar as condições de vida e trabalho do paciente. Intervenções de Enfermagem: Manter o ambiente umidificado e aquecido, evitar poeiras, fumaças e qualquer fator irritante; Orientar drenagem postural, tapotagem, para estimular a saída de secreções; Observar e dados sobre o tipo de expectoração (coloração, aspecto, e quantidade); Incentivar e orientar exercícios respiratórios, estimular a ingestão de líquidos, como prevenção de desidratação e para auxiliar na expectoração; Controlar sinais vitais, especialmente a respiratória e temperatura, administrando medicamentos conforme prescrição médica e estar atento para possíveis efeitos colaterais dos mesmos. A enfermagem deve ter cuidados especiais de broncodilatadores, especialmente se forem administrados por via endovenosa (devem ser aplicados lentamente, mantendo vigilância maior dos dados vitais, pois estes medicamentos atuam sobre os vasos sanguíneos, provocando vasodilatação); Orientar o paciente fumante para que abandone o vício, pois o fumo exerce uma irritação constante na mucosa dos fazendo que ocorra maior produção de muco, predispondo a complicações pulmonares; Manter paciente calmo, pois a tensão emocional pode agravar o espasmo brônquico; Para alguns pacientes é recomendado modificar seus hábitos de vida; local de trabalho-e clima; Prática de esportes que estimula e fortalecem a musculatura respiratória, como e outros. BRONQUIECTASIA Conceito: doença infecciosa crônica onde ocorre uma dilatação anormal dos brônquios e nestes locais ocorre um acúmulo de secreção purulenta. 67 Complicação da pneumonia, Sinusite crônica; Obstrução dos brônquios e baixa resistência do aparelho respiratório. Manifestações Clínicas: is - Escarros abundantes, espessos, de coloração amarela esverdeada ou ferruginosa e fétida; Tosse, principalmente pela manhã; Anorexia, perda de peso, podendo ocorrer dificuldade respiratória e hemoptise ( sangue no escarro). Avaliação Diagnóstica: Anamnese; dads is Exame físico; - Rx de do - Exame de escarro. Tratamento Clínico: o tratamento geral visa à drenagem do material purulento e manutenção do estado geral do paciente. - Exercícios respiratórios; do - Tapotagem; - Expectorantes; - Antibióticos (se necessário); - Dieta nutritiva com muito líquido; - Repouso. - Tratamento Cirúrgico: é utilizado com raridade com o objetivo de conservar o tecido pulmonar normal e evitar as complicações infecciosas. a extirpação da área afetada indicada como meio de cura em pacientes que apresentam uma pequena parte ou apenas um pulmão lesado ou quando o paciente continua a expectorar grandes quantidades de escarro e tem repetido crises de pneumonia e Lobectomia: retirada de um pulmonar. de Ressecção Seguimentar: quando apenas um segmento de um lobo pulmonar e Pneumectomia: quando o pulmão todo é retirado. Os pacientes devido à extensão da doença ou quando não apresentam condições para tal,- tratamento é apenas paliativo, visto que os brônquios afetados não se recuperam. Preparo para a cirurgia: o preparo visa obter uma árvore administração de antibióticos. prevenir complicações, através de uma drenagem postural ou aspiração por broncoscópio e Complicações: Hemoptise (devido ao rompimento de bronquíolos e alvéolos); Empiema (acúmulo de pus na cavidade pulmonar por disseminação do processo infeccioso entre as pleuras); 7do 8 - Obstrução progressiva resultando em destruição pulmonar, Diagnóstico de Enfermagem: Limpeza ineficaz das vias aéreas relacionadas às secreções espessas e copiosas; História de tabagismo, infecções pulmonares recorrentes, hemoptise. Intervenções de Enfermagem: - Proporcionar repouso, conforto e higiene, especialmente higiene oral; - Orientar o paciente para drenagem postural e exercícios respiratórios; - Cuidados referentes à administração de medicamentos e oxigenioterapia; - Assistência específica a pacientes que estão submetidos a cirurgias pulmonares. PNEUMONIA Conceito: do tecido pulmonar. Etiologia: Pode ser causado por bactérias (estreptococos, pneumococos); Vírus e fungos. Fatores Pré - Disponentes: baixa resistência orgânica (surge da flora endógena do paciente ou resulta de aspiração de flora oral), principalmente em crianças e idosos. A pneumonia pode ainda ocorrer como complicação após doenças transmissíveis como: sarampo (vírus), coqueluche, escarlatina (doença infecciosa aguda provocada por estreptococos que se localizam na faringe, produzindo toxinas e difundindo-se pela circulação). Tipos de Pneumonia: - Pneumonia viral - Pneumonia bacteriana - Pneumonia lobar Pneumonia de base pulmonar Pneumonia dupla Bronquiectasia - significa que a infecção tem uma destruição em placas em torno dos brônquios, e alvéolos. Pneumonia - ocorre devido à imobilidade do paciente (pós - operatórios de grandes cirurgias, em pacientes gessados, em pacientes em coma, etc...). Pneumonia por aspiração - decorrente de aspiração de material estranho, como: vômito, alimentos. Manifestações Clínicas: Mal estar; - Febre; - Dores - Dor torácica (tipo pontada no tórax que aumenta com a respiração); - Taquipnéia; - Tosse (no ínicio seca passando para produtiva e apresentando escarro amarelo esverdeado podendo ainda apresentar-se sanguinolenta); 89 do Sudorese e cianose. (Avaliação Diagnóstica: Anamnese; - Exame físico; - Rx de tórax; - Hemocultura; - Exame de escarro. Tratamento: - Repouso no leito e exercícios respiratórios; - Oxigenioterapia; - Umidificação do ambiente; - Tapotagem e drenagem postural; - Expectorantes, antitérmicos, analgésicos e antibióticos. Complicações: e choque; - Atelectasia (colabamento com dilatação anormal dos - Derrame pleural; - Edema pulmonar; - Infecções: pericardite, meningite; - Hipóxia; - Insuficiência cardíaca. Diagnóstico de Enfermagem: Trocas gasosas comprometidas relacionadas à inflamação e infecção; - limpeza ineficaz de vias aéreas devidas excesso de secreções - Dor relacionada ao processo infeccioso e dispnéia; - Risco de lesão relacionada à infecção resistente; - infecciosa associada. Intervenções de Enfermagem: Manter o ambiente limpo, aquecido, umidificado e arejado, evitando correntes de ar; - Verificar sinais vitais, especialmente temperatura, respiração e pulso; - Manter paciente em repouso, na posição de Fowler (auxiliar na respiração); Encorajar o paciente a respirar profundamente e a tossir, para expectorar; Observar e sobre a expectoração; Orientar e auxiliar na coleta de material para exames e outros exames diagnósticos; - Administrar e orientar (quando da hospitalar) as medicações prescritas, atentando especialmente para horário de antibióticos; - Cuidados na oxigenioterapia e nebulizações pelo nariz); - Observar, anotar e comunicar sinais de complicações; - Manter e orientar cuidados higiênicos, especialmente H.O. - Encaminhar para serviços especializados, em casos de portadores de moléstias infecto- contagiosas; - Evitar uso de cigarros, especialmente durante o tratamento; 910 Informar paciente que a fraqueza, fadiga e depressão podem ser prolongadas após pneumonias, portanto, as atividades devem ser aumentadas gradativamente; evitar contato com pessoas portadoras de infecções respiratórias fortes, durante alguns meses após a pneumonia; Estimular a imunização para influenza e pneumonia, especialmente crianças, idosos e imunodeprimidos. ENFISEMA PULMONAR Conceito: doença pulmonar obstrutiva crônica, de caráter irreversível, em que existe uma dilatação permanente dos alvéolos e perda da elasticidade pulmonar, devido ao dos alvéolos e formação do tecido cicatricial. À medida que as paredes dos alvéolos são destruídas (um processo acelerado por infecções recidivantes) a área da superfície alveolar diminui continuamente causando um aumento do espaço morto (área do pulmão onde não pode haver troca gasosa) e resultante do comprometimento da difusão de oxigênio. pulmão enfisematoso não se contrai na expiração e os bronquiolos não são totalmente esvaziados de suas secreções. Classificação do Enfisema: há dois tipos principais, com base de alteração que ocorre no pulmão: Tipo Panlobular (panacinar) existe destruição dos respiratórios, ducto alveolar e alvéolos. Todos os espaços aéreos do centro do lóbulo estão mais ou menos dilatados, com pouca doença inflamatória. o paciente com esse tipo de enfisema tipicamente apresenta um tórax superinflado e dispnéia acentuada ao esforço, além de perda de peso. Algumas vezes, ele é referido como um "soprado Este paciente permanece róseo ou bem oxigenado, até que a doença se torne terminal. Tipo Centrolobular (centroacinar) as alterações patológicas ocorrem principalmente no centro do lóbulo secundario, e as porções periféricas são preservadas. Com existe um distúrbio nas proporções ventilação perfusão, produzindo hipóxia crônica, hipercapnia no sangue arterial), além de episódios de insuficiência cardíaca direita. Isto provoca cianose, edema e insuficiência o paciente é referido como um azulado", Este paciente recebe terapia diurética para o edema. Ambos os tipos de ocorrem com muita no mesmo paciente. Etiologia e Fatores Pré Disponentes: a causa exata é desconhecida, mas pode ocorrer como complicação de problemas respiratórios. o fumo e a poluição ambiental desempenham um papel importante no-aparecimento do enfisema fatores hereditários (a pessoa geneticamente é sensível aos fatores ambientais (fumaça, poluição agentes infecciosos; Deve ser orientado aconselhamento genético. Incidência: é maior em homens acima de 45 anos e fumantes. Manifestações Clínicas: início da doença é lento, o paciente vai perdendo gradualmente a função pulmonar, apresentando durante exercícios tosse produtiva, infecções respiratórias, anorexia, perda de peso, cansaço e nos estágios mais avançados aparecem deformação da caixa torácica 1011 "tórax em tonel", devido a distensão pulmonar, cianose de extremidades, deformação das pontas dos dedos ("dedos em baqueta de tambor"), sinal de doença pulmonar com taquipnéia, hipóxia, hipercapnia (1 de dióxido de carbono), dispnéia de Avaliação Diagnóstica: Anamnese; Exame físico; Rx de tórax; Determinação da capacidade vital; exames laboratoriais (hemograma completo, determinação dos gases sanguíneos). Não existe tratamento específico já que se trata de doença irreversível, o tratamento visa apenas os sintomas produzidos, evitar agravamento dos distúrbios pulmonares, melhorar a qualidade de vida, diminuir a progressão patológica e tratar as áreas obstrutivas para aliviar a hipóxia. - Antibióticos quando houver infecção; - Expectorantes broncodilatadores (dilatar vias aéreas, diminuição do edema e espasmo muscular ajudam na redução da obstrução e melhora a troca gasosa); Oxigenioterapia e exercícios respiratórios. Infecções agudas dos que se manifestam pelo agravamento da dispnéia; Febre e escarro purulento; - Hipóxia; - Pneumotórax espontâneo; Insuficiência cardíaca congestiva devido ao rompimento dos alvéolos. Diagnóstico de Enfermagem: Tosse ineficaz, produção excessiva de secreção, indicando possível infecção broncopulmonar; Padrão respiratório alterado devido à limitação crônica do fluxo de ar, levando a anormalidades de ventilação / perfusão; Nutrição alterada, relacionada ao trabalho aumentado da respiração, deglutição de ar e efeito dos medicamentos que levam à debilidade dos músculos respiratórios e esqueléticos. Intervenções de Enfermagem: Eliminar os irritantes principalmente o uso de cigarros; Administrar broncodilatadores e expectorantes prescritos, tendo o cuidado de avaliar e registrar colaterais dos mesmos, bem como, avaliar evolução do paciente; Auxiliar na fisioterapia respiratória, auxiliando nas posições de drenagem postural e hidratação do paciente Ensinar e supervisionar e demonstrando exercícios de relaxamento, para diminuir o estresse e ansiedade; Reconhecer as manifestações iniciais de infecção respiratória, relatando, o mais breve possível, em caso positivo; 1112 Observar e relatar a sonolência excessiva, inquietação, ansiedade ou confusão, cianose, dispnéia em repouso, que são sinais indicativos de insuficiência respiratória aguda, monitorar saturação de e instalar ou auxiliar na suplementar, não invasiva, quando necessário; - Controlar o peso do paciente, oferecendo suprimentos nutricionais e líquidos para melhorar a ingesta calórica; - com o paciente, a necessidade de realizar caminhadas, exercícios aeróbicos, natação, etc., a fim de aumentar a resistência física e a capacidade pulmonar; Fortalecer a auto - imagem do paciente, a dépressão e atitude positiva, já que é comum a disfunção sexual em portadores de DPOC, oferecendo apoio também ao cônjuge; Orientar para que evite a fadiga excessiva, ajustando suas atividades, já que o agravamento da função pulmonar pode ser amenizada pela melhoria da qualidade de vida, visto que esta doença não tem cura. PLEURISIA OU PLEURITE entre Conceito: é uma inflamação das pleuras pulmonares e visceral). Pode ser "seca", quando não existe aumento de líquido pleural. Caso haja aumento deste líquido é designado "derrame pleural"e se o líquido for purulento é chamado Etiologia: A pleurisia raramente é uma doença primária, de maneira geral ocorre como complicação de: Pneumonia; Tuberculose; Traumatismos torácicos; Cirurgias torácicas; - Abscesso pulmonar; Bronquiectasia e câncer de pulmão. Manifestações Clínicas: Dor intensa e aguda "tipo pontada no lado afetado do tórax"; que aumenta com o estímulo da respiração (principalmente na inspiração), devido ao atrito entre as pleuras ( no período inicial, quando pouco líquido se acumulou o atrito pleural pode ser ouvido com desaparecendo à medida que o líquido aumenta e separa as superfícies inflamadas) A dor pode irradiar-se para o ombro e abdômen e a respiração pode apresentar-se curta e superficial, tosse seca e dolorosa. A medida que aumenta a quantidade de líquido entre as pleuras, diminui a dor, mas agrava a dificuldade respiratória devido à compressão exercida sobre os pulmões que ficam impedidos de se expandir. Avaliação Diagnóstica: Anamnese, Exame físico; de Toracocentese para exame laboratorial do Híquido pleural Tratamento: Toracocentese (retirada do líquido em excesso) e drenagem pleural para aliviar a compressão e facilitar a respiração. 1213 Tratamento etiológico; analgésicos e antiinflamatórios, Diagnóstico de Enfermagem: Padrão respiratório ineficaz relacionado à dor penetrante no tórax; Observação de sinais de agravamento do quadro do paciente. Intervenções de Enfermagem: Auxiliar o paciente a procurar uma posição confortável, orientando para que se deite sobre o lado afetado, isto auxilia no alivio da dor e facilita a expansão do outro pulmão, melhorando a respiração; Cuidados com drenagem torácica, se houver; (Não se esquecer de tomar o máximo falta de cuidado para evitar pneumotórax ou hidrotórax por refluxo, e infecção secundária, por de técnica asséptica, ao ligar com a drenagem); - Estimular exercícios respiratórios (respirações profundas), controlar sinais vitais, relatando sinais de complicações como dispnéia, aumento da dor, calafrios, náuseas e sinais - Administrar ou ensinar o uso das medicações prescritas e orientar intervenções não de choque; farmacológicas para alivio da dor, como aplicação de calor local, relaxamento muscular, etc. (a mesma diminui com o tratamento e o tempo). Conceito: dilatação ou expansão ou incompleta dos pulmões (de um alvéolo, de ATELECTASIA um lóbulo ou de uma grande parte do pulmão), levando os mesmos em provocado obstrução de um brônquio, determinado fechamento dos alvéolos. bloqueio impede a por passagem de ar para os alvéolos: ar encarcerado nos alvéolos é absorvido pela corrente de sanguínea e sua substituição pelo ar ambiente é impossível devido à obstrução. A porção isolada do pulmão fica sem ar e diminui de tamanho fazendo com que o resto do pulmão se expande em demasia. Etiologia: Pode resultar de pressão sobre o tecido pulmonar a qual restringe a expansão normal na inspiração; essa pressão pode ser por: Pneumotórax; - Derrame pleural; Cardiomegalia; ICC Tumores; Infecções pleurais; Diafragma elevado resultante de pressão abdominal e obstrução dos por corpo estranho ou por um tampão de exsudato espesso que é causa habitual do "colapso em pacientes acamados e debilitados. Manifestação Clinica: Dispnéia intensa; Cianose; Dor torácica; Prostração; 13du da 14 Avaliação Diagnóstica: Anamnese; Exame físico; - Rx de tórax; - Broncoscopia; Exame de escarro e exames laboratoriais - bacteriológicos (infecção) e citológico Tratamento: - Exercícios respiratórios; Drenagem pleural e postural; - Oxigenioterapia; - Antibioticoterapia; Complicações: Pneumonias; - Abscessos pulmonares. tratamento rápido evita esses riscos. Diagnóstico de Padrão respiratório ineficaz relacionado ao colapso e obstrução dos brônquios; Observação de sinais de agravamento do quadro do paciente. Intervenções de Enfermagem: - Auxiliar na fisioterapia respiratória, como drenagem postural, estimular a tosse, mobilização no leito, exercícios respiratórios, especialmente, inspiração profunda, aspiração de secreções, se necessário, com rigorosa técnica asséptica; Controlar sinais vitais, especialmente temperatura (avaliar complicações); - Administração e orientação de medicamentos prescritos; oxigenioterapia, com monitoração de saturação de através de oxímetro; - Cuidados com drenagem se houver; - Estar atento aos sinais de agravamento do quadro, tomando as providências cabíveis e registrando em E QUILOTORAX presença ou entrada de ar, sangue, pus, exsudato e linfa na caixa torácica. Etiologia: pode ser por causa-acidental ou espontânea. Acidental: Espontânea: Abscessos; enfisema, fístulas (aparecimento súbito de ar no espaço pleural, com esvaziamento do pulmão afetado na ausência de um traumatismo). Tipos: Aberto: traumas (ferida torácica aspirativa) - Fechado: ex.: rompimento dos alvéolos - Hipertensivo: pneumotórax de tensão. Acúmulo de ar sob pressão no espaço pleural que interfere no enchimento dos = pressão interna 1415 = ar atmosférico X Clínicas: Dispnéia; Cianose; Aumento da frequência cardíaca; Diminuição da P.A; Dor; Sudorese; - Agitação; - Aumento da temperatura; Colabamento dos pulmões. Avaliação Diagnóstica: Anamnese; Exame Rx de tórax; Ausculta torácica. Tratamento: Toracocentese; Drenagem torácica contínua Punção torácica. (DPOC) DOENCA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA Conceito: é uma classificação ampla para distúrbios, inclusive bronquite crônica, bronquiectasia, enfisema pulmonar e asma. É uma condição irreversível, associada à dispnéia ao esforço e fluxo aéreo reduzido para dentro ou fora dos Afeta cerca de 25% da população adulta. A obstrução da via aérea que causa a redução do fluxo de an varia de acordo com a doença. Na bronquite crônica, o acúmulo excessivo de muco e secreção bloqueia a via aérea. No enfisema a obstrução à troca de oxigênio e dióxido de carbono resulta em desnutrição das paredes dos alvéolos causada pela hiper expansão dos espaços aéreos nos Na asma, os brônquios estreitam-se e restringem a de que entra nos A D.P.O.C. é considerada uma doença de interação genética e fumo, a poluição do ar e a exposição ocupacional ( carvão + "pulmão negro" pneumoconiose do minerador de carvão), algodão, poeira), são importantes fatores de risco que contribuem para seu desenvolvimento. Este processo pode ocorrer durante um período de 20 a 30 anos Com a D.P.O.C. apresenta-se assintomática durante a meia idade e vai aumentando com a idade. Embora certos aspectos da função pulmonar, como a capacidade vital e o volume expiratório forçado diminuem com a idade, a D.P.O.C. acentua muitas das alterações fisiológicas associados ao envelhecimento e resulta na obstrução das vias aéreas (na-bronquite) e na da pulmonar Conseqüentemente, existem alterações adicionais na ventilação - perfusão (V = entrada e saída de ar nos eP = enchimento dos capilares pulmonares com sangue - a troca gasosa adequada depende de uma adequada ventilação perfusão). 1516 Complicações: -Insuficiência e falência respiratória; Atelectasia; Pneumonia; Diagnóstico de Enfermagem: Idem ao Enfisema Pulmonar. Intervenções de Enfermagem: Idem ao Enfisema Pulmonar. 03/04/06 é um procedimento que é realizado uma abertura na traquéia e um cateter rígido é inserido. Pode ser temporária ou permanente CA E realizada para desviar-se de uma obstrução das vias aéreas, para remover secreções traqueobrônquicas, para permitir o uso prolongado de ventilação mecânica (ventilador mecânico é dispositivo de com pressão positiva ou negativa, que pode manter a ventilação e a liberação de prolongado quando existe uma redução na oxigenação, um aumento de dióxido de carbono nos níveis arteriais e uma persistência de acidose (um pH diminuído), para prevenir a aspiração de secreções orais ou gástricas no paciente inconsciente ou paralisado (pelo fechamento da traquéia em relação ao e para substituir um tubo endotraqueal. Existe, muitos processos patológicos e condições de emergência que tornam necessária a traqueostomia Em geral é realizado em sala de cirurgia ou em onde a ventilação do paciente pode ser bem controlada e a técnica asséptica pode ser mantida. É feita uma abertura no segundo e terceiro anéis traqueais, inserida uma cânula de traqueostomia com balão, de tamanho apropriado. balão é um dispositivo ligado à cânula que se destina a ocluir espaço entre as paredes da traquéia e a cânula para permitir uma boa ventilação mecânica. - A cânula é mantida no local através de fitas fixadas ao redor do pescoço do paciente. Uma compressa de gaze esterilizada é entre a cânula e a pele do paciente para absorver a drenagem e evitar infecção. Complicações: podem ocorrer no início ou ou ainda até mesmo anos após ter sido removida a cânula. sangramento, pneumotórax, embolia gasosa, aspiração, enfisema subcutâneo, lesão do nervo laríngeo ( penetração da parede traqueal posterior). Complicações a longo prazo obstrução da via aérea em virtude do acúmulo de secreções ou protusão do balão sobre a abertura do fistula traqueoesofagica, dilatação traqueal ou isquemia e necrose traqueais. Depois que Q tubo for removide pode desenvolver uma estenose traqueal. 10 dias pode 16 do17 Cuidados com a - Aspiração traqueal (cânula de traqueostomia ou tubo endotraqueal): Como o mecanismo de tosse está diminuido pela presença do tubo endotraqueal, é necessário aspirar às secreções do paciente. A aspiração é realizada quando os ruídos anormais são auscultados ou sempre que as secreções estiverem nitidamente presentes. A aspiração desnecessária pode iniciar o e provocar trauma mecânico na mucosa traqueal. Todo o equipamento que entra em contato direto com a via aérea inferior do paciente deve estar esterilizado, para prevenir infecções sistêmicas e pulmonares. Controle do Como regra geral, o balão em tubo endotraqueal deverá ser inflado. A pressão dentro do no entanto, ser a menor possível, de modo a permitir a liberação dos volumes correntes adequados e prevenir a aspiração pulmonar. Comumente, a pressão é mantida abaixo de 25 cm, de H2O, para prevenir a lesão, e acima de 20 cm, de para prevenir a aspiração. Material para Realização da Traqueostomia: - Caixa de pequena cirurgia; Campo Fenestrado; Xylocaina 2% s/vasoconstritor; - Agulha 30x07, 40x12, 13x4,5 Gazes; - Anti-sépticos; - Lamina de bisturi 15 ou 22; Cânula de traqueostomia descartável: Ex.: 7.5 e 8.0 ; Luvas Cirúrgicas; - Seringa 10cc; - Fio cirúrgico; Máscara - Gorro - Óculos de proteção; Aspirador e sonda de aspiração; Cadarço. do TRATAMENTO GERAL Toracotomia Exploratória: é usado unicamente para confirmar lesão e fazer uma biópsia. Pneumonectomia: é a exérese de um pulmão inteiro, empregada para operar um carcinoma broncogênico Lobectomia: é usado para tratar cirurgicamente uma bronquiectasia, um C. A localizado e vesículas enfisematosas T.B e tumores benignos. Ressecção Segmentectomia: usada para as mesmas indicações anteriores quando a lesão permite efetuar uma ressecção que possa preservar boa parte do pulmão. Ressecção em refetua-se quando a é bem Deixa-se um dreno na cavidade CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS 1718 Cuidados Pré operatória: Liberar vias aéreas de secreções para evitar atelectasia e prevenir infecção pós-operatória, se necessário com antibióticos. Estimular o paciente a parar de fumar; Administrar para diminuir broncoespasmo e antimicrobianos, se prescritos; Orientar o paciente para eventos que ocorrem em P.O., como necessidade de tosse e respiração profunda, aspiração, presença de drenos torácicos, oxigenioterapia e nebulizações, controle da dor, exercicios para MMII, e exercícios de amplitude de movimento para o ombro afetado; Certificar-se de que o paciente está emocionalmente preparado para o ato cirúrgico e se o consentimento formal foi obtido. Cuidados Pós Usar respirador mecânico, até que a função respiratória e o estado cardiovascular se estabilizem, auxiliando no desmame e extubação; Auscultar tórax, monitorar sinais vitais, saturação de 02 por e ECG, bem como, avaliar a e profundidade respiratória. Em geral, são utilizadas PVC; Monitorar e controlar drenagem torácica, não esquecendo de registrar tudo em prontuário, pois a mesma deve diminuir progressivamente, nas primeiras 12 a 24 horas. Complicações: observar sinais de inquietação, taquicardia, taquipnéia e P.A. elevada; Hemorragia pós - operatória: estar atento a sinais de choque; Pneumonia e atelectasia. Diagnóstico de Enfermagem: Padrão respiratório ineficaz relacionado ao fechamento das feridas cirúrgicas; Risco de déficit hídrico relacionado à drenagem torácica e perda sanguínea; Dor relacionada à incisão e presença de drenos; Mobilidade fisica comprometida de ombro e braço afetados, devido incisão e drenos. Interverções de Enfermagem: Auscuftar o tórax para a eficiência da movimentação do ar, a fim de detectar broncoespasmo ou consolidação; Monitorar rigorosamente os níveis de consciência e o esforço inspiratório, para iniciar desmame do respirador, assim que possível; Elevar-cabeceira- do de 30 a quando o paciente já está orientado e a P.A. estabilizada, para melhorar movimento do diafragma, auxiliar na saída do residual para parte superior do espaço pleural e facilitar a drenagem torácica; - Devido às secreções estarem aumentadas em pacientes após toracotomia, deve-se estar atento às alterações na coloração e consistência das mesmas (secreção incolor e Híquida é ou coloração do escarro podem significar desidratação ou infecção); Estimular tosse e respiração profunda, movimentação no leito, deambulação precoce, deitar, de preferência do lado operado, mesmo com drenos e presença de dor (administrar 181) No can 19 analgésicos se necessário), a fim de prevenir atelectasia, pneumonias e promover a expansão do pulmão operado; Auxiliar e estimular a fisioterapia respiratória e drenagem (após retirada dos drenos e mantê-la quando receber alta hospitalar). DISTÚRBIOS DO APARELHO GASTROINTESTINAL Avaliação Diagnóstica do Aparelho Digestivo: 1-) Exames Radiológicos: a-) Rx contrastado de Estômago e Duodeno (EED) e Trânsito Intestinal: Permite, através da ingestão do contraste (Bário), a visualização, análise de anatomia e a fisiologia e patologias presentes nos órgãos a serem examinados. Preparo do Paciente: Jejum de 08 a 12 horas anterior ao exame, inclusive de água; Preparo psicológico, com orientação da utilizada no exame e como o paciente pode colaborar com a mesma; Preparo e administração do contraste em grandes goles, a critério e solicitação do radiologista; Os Rx são efetuados em série, até análise dos órgãos desejados (ex: Trânsito Intestinal analisa-se todo o aparelho gastrintestinal); Após o exame orientar o paciente e avaliar a eliminação do contraste, através das fezes (esbranquiçadas), estimulando a ingesta Conceito: é o Rx contrastado do intestino grosso (colon, sigmóide e reto), através da Enema Opaco: introdução do contraste de Bário por via retal, é usado um fluoroscópio e então os filmes são obtidos permitindo avaliação destas estruturas para presença de tremores, pólipos, ulcerações, inflamações, etc. Preparo do Paciente: Dieta c/ pouco resíduo um ou dois dias antes do exame. Anti - 4 comprimidos dulcolax (laxativo) - 17 horas; Véspera: 60 gotas V.O. ás 17 horas, jejum após ás 24 horas; Dia do exame: 7 horas lavagem intestinal através do clister Obs: Se o paciente tiver uma doença de colón, sangramento GI ativo, sinais de perfuração ou obstrução o exame é contra indicado. Endoscópicos: Endoscopia Digestiva: a introdução de aparelho endoscópico via oral que permite a visualização, análise das estruturas internas do estômago e duodeno, de maneira direta, com finalidade de se mucosas, etc.), colher para exames microscópicos e histológicos, testes de acidez, etc. (secreções, biopsias, teste de IgG sérico para H. pilori, etc). 1920 Preparo do Paciente: Jejum absoluto, inclusive de água, de 08 a 10 horas anterior ao exame; Preparo do paciente em relação à técnica do exame, como pode colaborar com a realização do mesmo; Aplicação de anestésico spray em garganta (geralmente 03 borrifadas), sedativos, e atropina por via IM. e / ou EV (sempre verificar sinais vitais do paciente antes da aplicação da medicações); - Permanecer na sala, ao lado do paciente para bem como assistir o médico; Após exame, deixar o paciente em repouso, com a cabeça lateralizada (pode ocorrer vômito), controlar SSVV (devido medicação sedativa), até que o mesmo se recupere totalmente, já que é um procedimento ambulatorial, não necessitando internação, normalmente; E a introdução do aparelho endoscópico, via retal, permitindo a visualização interna e análise direta do reto, sigmóide e porção ascendente do intestino grosso, a fim de se detectar lesões, fazer biópsia, quando necessário e coleta de muco para exames. do Paciente: Na véspera do exame, o paciente deve ser orientado para uma dieta líquida, sem resíduos; fará uso de laxantes ou enteroclisma, se necessário, para promover uma boa limpeza do intestino; Durante o exame, o paciente será colocado em posição genupeitoral, e faz-se a limpeza da região anal (S/N), com uso de luvas; Lubrificar o aparelho com vaselina, auxiliando o médico durante todo o procedimento, e dando apoio ao paciente, visto que a posição é incomoda e o exame doloroso; não há necessidade de secreção; Após o exame, o paciente é retirado da posição, com auxilio e observado por alguns minutos (pode haver lipotimia) e depois liberado. 3-) Ultra Abdominal: Conceito: E uma técnica diagnóstica não invasiva na qual as ondas de som são passadas pelas estruturas internas do corpo, produzindo uma imagem dos órgãos e estruturas abdominais em um osciloscópio. Este procedimento é geralmente usado para indicar o tamanho e a configuração dessas estruturas abdominais. Vantagens: não requer radiação ionizante, não existe efeito colateral e é relativamente barato. Desvantagens: essa técnica não pode ser usada para examinar estruturas situadas atrás dos ossos, que impedem a passagem das ondas de som para as estruturas mais profundas. Gases e líquidos no abdômen ou ar nos pulmões também são problemas porque o Ultra a=somenão é bem transmitido atrayés de gases, ou líquidos Tomografia Computadorizada Conceito: E um método diagnóstico que fornece imagens em cortes de sessão para permitir que órgãos ou estruturas abdominais sejam observadas mais diretamente. Múltiplos são tirados de diferentes ângulos, computadorizados, reconstruídos e, então, observados em 2021 um monitor de computador. São indicações para T.C. abdominais as doenças do fígado, baço, rins, e órgãos pélvicos. A T.C. não é útil para pessoas muito magras ou pacientes caquético, pois é necessária a presença de gordura para melhor adequação dos no exame. Este procedimento é completamente indolor, entretanto doses de radiações são Obs: se os exames com o bário forem realizados, eles devem ser agendados após a T.C., evitando-se assim, interferência na imagem. 5-) Outros Exames Complementares em Gastroenterologia: Pesquisa de sangue oculto nas can É a pesquisa em laboratório de possível presença de sangue nas fezes, com a finalidade de pesquisar pequenas hemorragias em trato digestivo alto (fezes escuras, cor de pixe) ou pequenos sangramentos em trato intestinal baixo (fezes vermelhos escuras ou com estrias de sangue). - Preparo do Paciente: pedir ao mesmo que não coma carnes vermelhas ou outros alimentos que possam dar coloração escura ou avermelhada nas fezes, por dias antes da realização do mesmo. b Exames É o estudo das fezes em laboratório, para detecção de parasitas (vermes, protozoários). Orientação ao paciente: colher, de preferência, três amostras, em latinhas próprias, identificadas, colhendo das porções finais das fezes (as ultimas). * Avaliação das fezes feitas através de alguns aspectos: Melena: Enterorragia; Fezes acólicas (Cinza claro, por ausência de urobilina); Fezes esteatorréicas (gordurosa, espumante, prateada e com certo brilho); deve-se anotar, em prontuário, cheiro, cor, consistência, volume, etc. É utilizado para estimativa secretória da mucosa e verificação da presença de acidez ou - Estudo de secreção grau de produção e retenção gástrica. 2 PRINCIPAIS DO APARELHO GASTRITESTINAL 06 Conceito: É uma inflamação aguda ou crônica do pl tomar Tipos de Esofagite Esofagite Infecciosa: Causada por 50% de paciente com cândida, HIV to Herpes Esofagite Causada por ingestão de substâncias químicas, medicamentosos e ácidos. Manifestações Clínicas: Disfagia; Odinofagia (dor subesternal aguda na deglutição); agude on para Pirose; - Sufocação; = e suco Ocore quando repetidamente Y (candide 2122 Parar de (reducin as Redução de ingesta de álcool; - Dieta branda;-D - Antiácidos; - Bloqueadores do receptor da histamina (H2), como ranitidina, cimetidina; Adição de um inibidor da bomba de próton, como omeprazol ou lansoprazol. Complicações: Formação de estenose esofágica; Ulceração do com ou sem formas de fistula. Intervenções de Ensinar o paciente sobre os medicamentos prescritos, efeitos colaterais e quando notificar o médico. Informar o paciente em relação aos medicamentos que podem exacerbar os sintomas. - Orientar o paciente a sentar-se ou ficar em pé, quando ingere medicamentos sólidos (pílula, cápsula); enfatizar a necessidade de acompanhar o medicamento com uma quantidade minima de 100ml de líquido. - Enfatizar ao paciente e a família os alimentos e atividades que devem ser evitados; alimentos gordurosos, alho, cebola, álcool, café, e chocolate; esforço, inclinação para diante, roupas apertadas, fumo. - Estimular o paciente a dormir com a cabeceira do leito elevada (não elevação por travesseiro). - Estimular um programa de redução de peso, quando o paciente estiver com excesso de peso - para diminuir a pressão intra - abdominal. 02/05/06 and CÂNCER DE ESOFAGO Conceito: As malignas do ocorrem em quatro tipos em nível mundial: células escamosas, adenocarcinoma, carcinosarcoma e sarcoma. mais comum nos homens do que nas mulheres. Etiologia: A causa é desconhecida, porém é associada em: Uso crônico ao tabaco e álcool; Predisposição genética: cor negra; - Acalasia: falha de relaxar o esfincter para permitir a passagem do Manifestações Clínicas: Disfagia; - Dor torácica branda; - Dor na deglutição; - Perda de peso progressiva; - - Soluços; - Hálito azedo; - Regurgitação de alimento ou saliva. can 22CA 23 Avaliação Diagnóstica: Endoscopia com citologia e biopsia; oral A esofagografia baritada; - A radiografia do tórax (para detectar metástase mediastinal); Tomografia Tratamento: Seu objetivo pode ser a cura ou alívio, dependendo do estágio do tumor. 1 - Cirúrgico Sem metástases: 1° Tempo: esofagostomia cervical com gastrostomia 2° Tempo: parte do intestino grosso é colocado no local do seccionado (retira-se a gastrostomia e passa a sonda Com metástase: Gastrostomia para poder se alimentar Diagnóstico de Enfermagem: Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais que se relaciona ao processo patológico e ao tratamento; - Risco de infecção ligado à doença crônica, procedimentos invasivos e tratamento; Adequação individual ineficaz. de Enfermagem: No pós operatório, administrar líquidos IV de acordo com a prescrição. A princípio, paciente pode necessitar de grandes volumes, caso a excisão extensa de linfonodos tenha sido realizada. A NPP pode ser prescrita. - Avaliar a peristalse; administrar líquidos por SNG conforme a prescrição. - Lembrar o paciente que permaneça em posição ereta aproximadamente por duas horas após a alimentação, para promover a digestão. Observar a drenagem da incisão e / ou dreno para sangramento ou purulência. Orientar o paciente a evitar a ingesta excessiva, ingerir pequena quantidade de cada vez, mastigar bem o alimento; evitar pedaços grandes de carne e frutas bem como vegetais crus fibrosos. GASTROSTOMIA Comunicação do estomago com meio externo por meio de sonda. um procedimento cirúrgico realizado para criar uma abertura no estomago com o propósito de administração de líquidos e alimentos. Tipos: Temporária: Tem a finalidade de fornecer calorias ao Usada para nutrição prolongado no paciente idoso ou realizada nos casos de tumores, para alimentação do paciente para o resto da vida. Também em caso de veneno ou soda e ainda em pacientes em coma para prevenir lesão de esfincter gastresofagiano (no lugar de SNG). 23 BI was go24 Fatores Pré - Disponentes: - dificuldade na deglutição da boca ao devido a fistula ou alteração funcional (TU, Carcinomatoso). Complicações: - Sutura deficiente (suco gástrico cai na cavidade abdominal) - Sonda pode sair após algum tempo (deve ser trocada cada 2 meses ) - Sangramento gastrintestinal - Infecção da ferida - Abscesso de parede abdominal. Cirurgia: Sob anestesia local; É realizado uma incisão na parede gástrica anterior e no músculo reto abdominal esquerdo. - A sonda é introduzida e mantida no local dentro da parede gástrica com várias suturas. - realizado fechamento da pele ao redor do tubo para prevenir vazamento. Clampeamento permanente da sonda, exceto para as refeições. Diagnóstico de Enfermagem: Dor devida ao processo cirúrgico. - Risco para infecção relacionado alprocedimentos invasivos. Ansiedade relacionada situação atual. Intervenções de Enfermagem: - Administrar analgésico cpm; - Realizar procedimentos com técnicas assépticas; - Encorajar o paciente a verbalizar seus medos, dúvidas. SANGRAMENTO GASTRODUODENAL Conceito: o sangramento gastroduodenal não apenas é um distúrbio gastroduodenal, mas também pode ocorrer em qualquer ponto ao longo do trato alimentar. o sangramento é um sintoma de distúrbio GI alto ou baixo. Ele pode ser evidente no vômito ou nas fezes, ou estar oculto. Manifestações Clínicas: Sangramento maciço Hematêmese aguda, ou grande quantidade de melena com nas fezes; hipovolemia e choque. Sangramento sub agudo ou em borra de café intermitente; - tonteira. Sangramento crônico - Aparecimento intermitente de sangue; Fraqueza aumentada, palidez ou falta de ar; 24 was25 Sangue Avaliação Diagnóstica: - Não é difícil diagnosticar sangramento, mas pode ser dificil localizar sua origem; - Hemograma completo, incluindo os estudos da coagulação, pode mostrar diminuição do hematócrito e da hemoglobina, tempo de protombina anormal; Endoscopia para visualização direta da mucosa; - Imageologia pode detectar etiologia do sangramento; Exame de fezes para pesquisa de sangue oculta. Tratamento: Baseado na Etiologia - Quando a aspirina é a causa, eliminá-la e tratar o sangramento; - Quando a úlcera é a causa, prescrever um medicamento contra úlcera, juntamente com alterações dietéticas e no estilo de vida. - Quando o CA é a causa, o tumor deve ser removido. Intervenções de Urgência - paciente permanece em dieta zero - São iniciadas hidratação venosa e oxigenioterapia - Quando ocorrer um sangramento que ameace a vida, tratar do choque, administrar reposição sanguínea. Introdução de Sonda Nasogástrica Pode ser usada uma sonda de levin, inserida na maioria dos pacientes com sangramento GI agudo ou superior; - A eletrocoagulação e a fotocoagulação (laser) podem ser o tratamento preferido; - Endoscopia utilizada juntamente com medidas terapêuticas, bem como para avaliação diagnóstica; A farmacoterapia depende da causa: pode incluir bloqueadores da histamina tanto por via IV contínua ou em dose única para bloquear a ação secretora de ácido da histamina. - A cirurgia está indicada quando falham medidas mais conservadoras. Complicações: - Hemorragia; - Choque; - Óbito Diagnóstico de Enfermagem: - Deficiência do volume hídrico, devido à - Nutrição alterada, inferior às exigências corporais, devido a náuseas, vômito, Intervenções de Enfermagem: - Manter a SNG e dieta zero para o repouso do trato GI para avaliar o sangramento; Monitorar os sinais vitais, quando-prescrito; - Observar para alterações indicativas de choque, como taquicardia, hipotensão, taquipnéia, oligúria, alteração no estado mental; 2526 começar com líquidos, quando os pacientes não estão mais em dieta zero. Progredir a dieta conforme tolerado. A dieta pode ser hipercalórica e hiperprotéica. Refeições pequenas e freqüentes podem ser indicadas don ÚLCERA PÉPTICA Conceito: A úlcera péptica refere-se ás ulcerações na mucosa do inferior, estomago ou duodeno. Etiologia: A causa exata é desconhecida porém temos vários fatores predisponentes tais como: Infecção por Helicobacter Pylori - mecanismo exato é desconhecido; come Distúrbics Emocionais ("Stress Emocional"); - Erros alimentares, hábitos como: fumo, cafe, álcool, chá em excesso; - Refrigerantes que contem cola c - medicamentos como antiinflamatórios, alguns antibióticos etc. X Manifestações Clínicas: Dor epigástrica em queimação ou constritiva que ocorre uma a três horas após uma refeição; - Queimação ou dor abdominal epigástrica noturna; - Saciedade precoce, anorexia, perda de peso, azia, eructação (podem indicar doença do refluxo); - Tonteira, sincope, hematêmese ou melena (podem relevar hemorragia); - Anemia. X Avaliação Diagnóstica: Endoscopia GI com possível biópsia; EED - Exame Radiológico GI alto (estudo baritado); - Amostra fecal seriadas, para detectar sangue oculto; - Estudos da secreção gástrica. Tratamento: Eliminar de o uso aspirina, anticoagulantes, antiinflamatórios; - Evitar o fumo, café, chá e os refrigerantes; Evitar as situações de "stress", reduzindo as atividades profissionais; - Dieta equilibrada com refeições em intervalos regulares; - Antiácidos para neutralizar a ação do suco gástrico Droxaine; - Uso de antagonistas do receptor H2, como: cimetidina, ranitidina, inibem a ação da histamina sobre os H2 das a produção e a concentração de ácido gástrico. N N Cirúrgico: As intervenções cirúrgicas podem ser indicadas para hemorragia; obstrução e recebendo o nome de gastrectomia parcial ou total. Gastrectomia Parcial: Gastroduodenostomia ( Billroth quando a anastomose é feita entre o colo do estomago e o duodeno. and 26 CA27 Gastrojejunostomia (Billroth II) quando a anastomose é feita com o jejuno. Gastrectomia Total: Esofagojejunostomia + retirada do estômago com a ligação do ao jejuno ou duodeno Complicações: Hemorragia (Melena / Hematêmese); - Perfuração da úlcera; - Estenose pilórica (estreitamento do piloro); - Caquexia; - Anemia; - da úlcera. Diagnóstico de Enfermagem: Deficiência de volume hídrico relacionado à hemorragia; - Dor que se liga ao desconforto epigástrico secundário à hipersecreção de ácido, erosão da mucosa ou perfuração; - Diarréia que se relaciona ao sangramento GI; - Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais relacionadas ao processo da doença; - Deficiência de conhecimento ligada ao tratamento físico, dietético e farmacológico da doença. Intervenções de Enfermagem: Administrar os líquidos IV de acordo com a prescrição e reposição sanguínea, quando prescrita; - Administrar medicamentos através da SNG, para neutralizar acidez, quando prescritos; - Administrar o medicamento prescrito; - Monitorar os sinais vitais e observar para os sinais de hipovolemia; - Fornecer dieta hipercalórica e hiperprotéica com suplementos nutricionais, quando prescrita; - Explicar todos os exames e procedimentos, para aumentar o conhecimento e a cooperação; minimizar a ansiedade. CÂNCER GÁSTRICO Conceito: Tumor maligno do estômago. Etiologia: XOs fatores de risco Gastrite atrófica crônica com metaplasia intestinal; - Anemia bravo) Manifestações Clínicas: Perda progressiva do apetite; - Dispepsia que dura mais de quatro semanas; - Sangue (geralmente oculto) nas fezes; - Dor, induzida pela alimentação e aliviada pelo vômito; 27 onemia 128 Perda de peso, perda de força, anemia, metástase (geralmente no figado, hemorragia, obstrução); Massa abdominal ou epigástrica. Avaliação Diagnóstica: - Radiografia GI; - Endoscopia GI alta. Tratamento: único tratamento bem sucedido do câncer gástrico é a retirada cirúrgica, podendo ser gastrectomia parcial ou total. Obs.: A cirurgia pode ser combinada à quimioterapia, radioterapia a fim de prolongar a vida do paciente Complicações: Quando a cirurgia é realizada, pode haver risco de hemorragia ou infecção; - Metástase e morte. Diagnóstico de Enfermagem: - Dor relacionada ao processo da doença ou cirurgia; Risco de lesão, choque e outras complicações que se ligam à cirurgia e ao comprometimento da função do tecido gástrico - Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais ligadas a malignidade e tratamento Intervenções de Enfermagem: - Administrar analgésicos, quando prescritos; Observar o paciente para evidência de alteração no estado mental, palidez, pele pegajosa, tonteira; - Verificar curativos e drenos de aspiração com para evidencia de sangramento; - Estimular o paciente a tossir e fazer respirações profundas, para promover a troca ventilatória e estimular a circulação; Sugerir uma dieta rica em proteína e gordura, assim como pobre em carboidratos, além de evitar refeições ricas em açucares, leite, chocolate e sal. AFECCÕES INTESTINAIS HERNIA Conceito: uma protusão de um órgão, com saída da primeira através da parede abdominal, onde está normalmente contida. Localização: Inguinal: Mais nos homens, devido à fraqueza da parede abdominal no ponto através do qual cordão ligamento redondo na mulher. Através desta abertura a estende para baixo pelo-canal inguinal e o escroto-ou-os grandes lábios. Umbilical: Falha no fechamento do orifício umbilical. Ventral ou Incisional: Fraqueza da parede abdominal e dificuldade no fechamento da parede em cirurgias. 2829 Femural: Abaixo das virilhas, mais comum em mulheres. Etiologia: Resulta da fraqueza congênita ou adquirida (lesão traumática, envelhecimento) da parede abdominal; - Pode ocorrer devido ao aumento da pressão intra-abdominal em decorrência de levantamento de peso, obesidade, gestação, esforço, tosse. De acordo com a gravidade pode ser: Redutível: quando a massa protusa pode ser recolocada no abdômen Com tempo forma- se aderências entre o saco e seu conteúdo e a hérnia torna-se Irredutível: a massa protusa não pode ser recolocada de volta ao abdômen, tornando-se encarcerada. Encarcerada: hémia irredutível na qual o fluxo intestinal pode ficar completamente obstruído. Estrangulada: encarcerada no qual os fluxos sanguíneos e intestinais ficam completamente obstruídos. A alça intestinal fica torcida ou edemaciada podendo levar a gangrena intestinal. Manifestações Clínicas: Sensação de peso abdominal; - Dor local (esforço físico tosse e peso); - Náuseas e vômitos; - Intumescimento no local; - Dor intensa na estrangulada, tipo cólica e edema de saco herniário. Avaliação Diagnóstica: - Exame físico, anamnese; - Radiografia abdominal; Exames laboratoriais (hemograma completo, eletrólitos). Tratamento: - Mecânico - apenas para a hémia - Cirúrgico - herniorrafia ou hernioplastia (s/n telas sintéticas). Complicações: Obstrução intestinal; Recidiva da Diagnóstico de Enfermagem: Dor à abaulada (mecânica); - Dor decorrente do procedimento cirúrgico; Risco de que se liga ao procedimento de emergência para hémia estrangulada ou encarcerada = 2930 Intervenções de Ensinar sobre o repouso no leito, compressas de gelo intermitentes e elevação escrotal como medidas usadas para reduzir o edema ou edema escrotal após a reparação de hérnia inguinal; - Administrar analgésicos de acordo com a prescrição; - Esclarecer ao paciente que a dificuldade em urinar é comum após a cirurgia; promover a eliminação, para evitar o desconforto e, quando necessário, caracterizar; Verificar o curativo para drenagem e a incisão para rubor e edema; - Monitorar para outros sinais / sintomas de infecção: febre, calafrios, indisposição, sudorese; - Administrar antibióticos, quando apropriado. INTESTINAL Conceito: A obstrução intestinal é uma interrupção no fluxo normal do conteúdo intestinal ao longo do trato intestinal. o bloqueio pode acontecer no intestino delgado ou grosso, ser completo ou incompleto, mecânico ou paralítico, e pode comprometer, ou não, aporte vascular. Normalmente, a obstrução acontece no jovem e no idoso. Etiologia: Tipos e Causas: 1-) Obstrução mecânica: - - aderências de cirurgia, hémia, deiscência de sutura, vólvulo (alça intestinal torcida); - - hematoma, tumor, ivaginação (entrada da parede intestinal para dentro de si mesma), estenose congênita (atresia, ânus imperfurado), trauma, doenças inflamatórias ( de Crohn, diverticulite, colite ulcerativa); Intraluminal - corpo estranho impactação fecal, por bário ou pólipo. 2-) Paralítico - Diminuição do peristaltismo por causa de distúrbio tóxico ou traumático: 3-) Estrangulamento A obstrução compromete o suprimento sanguíneo, levando à gangrena da parede intestinal; de Manifestações Clínicas: 1-) Obstrução do Intestino Delgado: Inicialmente dor em semelhantes a ondas e cólicas; Vômitos fecalóides, se a obstrução é no íleo; - Vômito bilioso, se a obstrução é no duodeno e jejuno; sede interna, tontura, mal estar; Choque; Obstrução do Intestino Grosso: Constipação Intestinal a dias; fecal; Abdome torna-se muito distendido e o paciente sofre dolorosas no abdome inferior; - Diminuição dos sons intestinais (Rha +1) on 3031 Avaliação Diagnóstica: - Radiografias abdominais e de - Exame Contrastado; Exames Tratamento: Correção dos desequilíbrios hidroeletrolíticos com soro fisiológico ou Ringer Lactado S/N; - Descompressão por SNG longa no intestino proximal; - Tratamento do choque e peritonite; - Analgésicos, sedativos, antibióticos; - A cirurgia consiste no alivio da obstrução através da ressecção intestinal, se necessário colostomia temporária ou permanente. S. Complicações: Desidratação devida à perda de água, sódio e cloreto; Peritonite; - Choque devido à perda de eletrólitos e desidratação; - Óbito devido ao choque. Diagnóstico de Enfermagem: Dor relacionada à obstrução, distensão e estrangulamento; - Risco de deficiência de volume hídrico que se liga ao comprometimento da ingesta hídrica, vômito e diarréia da obstrução intestinal; Diarréia ligada à obstrução; - Padrão respiratório ineficaz que se relaciona à distensão abdominal, interferindo com a expansão pulmonar normal; - Ansiedade relacionada às complicações e gravidade da doença. Intervenções de Enfermagem: Administrar os analgésicos prescritos; - Fornecer apoio, enquanto introduzir a SNG, ajudando, assim, a diminuir o desconforto; Medir e registrar a ingesta e débito através do balanço hídrico; - Monitorar o débito urinário, para avaliar a renal detectar a retenção urinária decorrente das compressões da bexiga pelo intestino distendido; - Registrar a quantidade e consistência das fezes; - Manter o paciente na posição de fowler, para promover a ventilação e aliviar a distensão abdominal; - Observar para os sinais de choque - palidez, taquicardia, hipotensão; Reconhecer as preocupações do paciente e iniciar-medidas para promover o apoio emocional conforme prescrição médica. COLOSTOMIA Conceito: abertura do cólon e fixação na parede abdominal para manter o cólon em comunicação com meio exterior. Pode ser Temporária ou Definitiva. 3132 Temporária - quando o objetivo é produzir descompressão do intestino grosso por algum tempo até ocorrer à cicatrização. Definitiva - quando ocorre tumor carcinomatoso. Complicações: Irritação da pele; Prolapso do estoma; Hemorragia; - Fezes na cavidade abdominal; - Necrose; - Choque; - Septicemia; - Morte e nas pessoas idosas e debilitadas; Complicações pulmonares. APENDICITE Conceito: É uma inflamação do apêndice vermiforme causada por uma obstrução. da luz intestinal decorrente de infecção, constrição, massa fecal, corpo estranho ou tumor. Etiologia: Apêndice torna-se inflamado, edemaciado como resultado de uma torção ou obstrução, ao nivel de sua luz, possivelmente por um fecaloma, tumor ou corpo estranho. processo inflamatório aumenta a pressão intraluminal, iniciando uma dor progressivamente intensa, generalizada ou na região abdominal superior, dentro de poucas horas tornando-se localizada no Q.I.D. Eventualmente, o apêndice inflamado fica cheio de pus. Manifestações Clínicas: Dor abdominal generalizada ou localizada na área epigástrica ou periumbilical, bem como no abdome superior direito. Dentro de duas a 12 horas, a dor localiza-se no quadrante inferior direito, e a intensidade aumenta; Anorexia, indisposição moderada, febre baixa, náusea e vômito; - Geralmente, ocorre constipação; ocasionalmente, diarréia; - Hipersensibilidade em defesa involuntária, rigidez abdominal generalizada. Avaliação Diagnóstica: - Exame compatível com as manifestações clínicas; Hemograma Completo (contagem dos leucócitos > a 16,000/mm); - Radiografia abdominal, ultra - sonografia pélvica; Urina tipo most Tratamento: A cirurgia é indicada assim que for diagnosticada e apendicite; Após o diagnóstico ser feito antibióticos, líquidos e analgésicos são prescritos. - Uma apendicectomia (remoção cirúrgica do apêndice) é realizada o mais cedo possível para diminuir o risco de perfuração. - A cirurgia pode ser feita sob anestesia geral ou peridural com uma incisão abdominal baixa ou por laparoscopia. 3233 Complicações: o que pode levar à peritonite ou a um abscesso. A incidência de perfuração é de 10 a com maior em crianças e idosos, e ocorre geralmente 24 horas após o ínicio da dor. Os sintomas incluem hipertermia, aparência e dor ou contínua. Diagnóstico de Enfermagem: Dor relacionada ao apêndice inflamado; Y Risco de infecção ligado à perfuração. Intervenções de Enfermagem: Colocar o paciente em posição semi = fowler; Manter o paciente em dieta zero p/ reduzir o peristaltismo; Registrar cuidadosamente a ingestão e eliminação, incluindo a medida de vômitos e drenagem nasogástrica; Monitorar quanto sinais de hipovolemia, mucosa seca, oligúria, hipotensão, taquicardia, turgor, diminuído; Administrar analgésico, antibioticoterapia, antiemético conforme prescrição médica. PERITONITE Conceito: A peritonite consiste na inflamação generalizada ou localizada do peritônio, a membrana que reveste a cavidade abdominal e cobre os órgãos viscerais. Etiologia: Contaminação da cavidade peritoneal por líquido GI e microrganismo; Complicação de apendicite, diverticulite, ulceração péptica, doença do trato biliar, inflamação do cólon, obstrução estrangulada, perfuração, cânceres abdominais; Pode acontecer como complicação pós - operatória, após extravasamento intestinal intra - operatório; Pode resultar da diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD). Manifestações Clínicas: Dor abdominal - se tornar constante, difuso e mais intenso); Rigidez muscular (abdome globoso); Febre, sede, oligúria, língua seca, sinais de desidratação; Pulso rápido e filiforme; Náuseas, vômitos-sudorese e pele fria; * Ausculta: peristalse diminuída; * Hipotensão, taquicardia, palidez. Avaliação Diagnóstica: Hemograma para mostrar-leucocitose; Exame de urina - pode indicar infecções - fonte primária; Aspiração peritoneal (paracentese) para mostrar sangue, pus, bile, bactérias; Radiografia abdominal, indica presença de líquido na cavidade; TC de abdome, USG abdominal; 3334 Laparotomia. Tratamento: * Antibioticoterapia: * Repouso no leito, dieta zero; Repouso parenteral de líquidos e eletrólitos; * Analgésicos para a dor; antieméticos para náuseas e vômitos; * Sonda nasogástrica para descomprimir o intestino; Intervenção Cirúrgica - para drenar abscessos e lavar a cavidade peritoneal. Complicações: Formação de abscesso intra-abdominal; Septicemia; Choque hipovolêmico; - Insuficiência respiratória; Diagnóstico de Enfermagem: * Dor relacionada à inflamação peritoneal; Déficit do volume hídrico relacionado ao vômito e deslocamento de líquido Intervenções de Enfermagem: Colocar o paciente em posição de semi fowler antes da cirurgia, para possibilitar a respiração menos dolorosa; Administrar analgésicos conforme a prescrição; - Manter o paciente em dieta zero, para reduzir a peristalse; Fornecer líquidos IV, a fim de estabelecer ingesta adequada e promover o débito urinário apropriado, conforme a prescrição; - Realizar hídrico rigoroso, incluindo a medição do vômito e da drenagem SNG; Minimizar a vômito e distensão por meio do uso de aspirações SNG, antieméticos. COLITE ULCERATIVA Conceito: É uma doença inflamatória e ulcerativa crônica da mucosa do cólon e reto cia é dos 30 aos 50 anos, de 10 a 15% dos pacientes desenvolvem CA de Ocorre sangramento como resultado das ulcerações por lesões uma após a outra. processo da doença começa no reto e, por vezes, pode envolver todo cólon. Eventualmente, intestino fica estreito, mais curto e endurecido em razão da hipertrofia muscular do do órgão ou tecido em virtude do 1 do volume da célula). Etiologia: A causa exata é desconhecida, porém as possíveis teorias incluem: Vírus ou bactérias; Distúrbios imunológicos; Distúrbios Clínicas: Diarréia (sanguinolenta ou conter pus e muco), tenesmo (esforços dolorosos); Peristalse aumentados; 34 in35 Perda de peso, febre, anorexia, e vômitos, anemia ferropriva e caquexia. Avaliação Diagnóstica: - Exame de fezes; - Hemograma Completo; - Retossigmoidoscopia ou colonoscopia com biópsia; - Radiografia com clister baritado. Tratamento: Repouso no leito, reposição IV de - Desidratação grave e diarréia excessiva, a NPP pode ser recomendada; - Tratamento da anemia; - Na terapêutica medicamentosa é usado: corticosteróides ex.: prednisolona EV, prednisona por via oral; - Medicamentos antidiarréicos; - A cirurgia é recomendada quando o paciente deixa de responder a terapêutica clínica. Ex.: colectomia e ileostomia. Obs: Objetivo cirúrgico é o de remover todo o cólon e o reto para curar o paciente da colite ulcerativa. Complicações: Perfuração, hemorragia, megacólon; - Formação de abscesso, estenose, fistula anal Malignidade do cólon; - Lesões cutâneas (eritema nodoso); - Lesões oculares Diagnóstico de Enfermagem: - Dor relacionada ao processo da doença; - Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais que se liga a diarréia, náusea e vômito; - Déficit de volume relacionado à diarréia bem como perda de líquido e eletrólitos; - Risco de infecção ligado ao processo da doença, procedimentos cirúrgicos; - Adequação individual ineficaz que se liga à fadiga, sensação de desesperança e falta de sistema de apoio. Intervenções de Enfermagem: Administrar sedativos e quando prescritos, não somente para proporcionar repouso geral como também diminui a peristalse; Fornecer dieta bem - equilibrada, com pouco e hiperprotéica, para corrigir a desnutrição. - Administrar os medicamentos prescritos para o alivio sintomático da diarréia; Manter os registros exatos da ingesta e débito através do balanço hídrico; Administrar os medicamentos antibacterianos de acordo com a prescrição; - Estimular o paciente a conversar; ouvi-lo e oferecer-lhe apoio psicológico. 3536 DOENCA DE CROHN (ENTERITE REGIONAL) Conceito: é uma doença inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do canal em geral intestino delgado e grosso. Conforme a doença avança, a parede intestinal espessa e fibrosa, com a luz intestinal mais Etiologia: Desconhecida para essa doença. As teorias incluem: Vírus e bactérias; Distúrbios imunológicos; Doença psicossomática; Fatores dietéticos (aditivos alimentares químicos, pequeno teor de fibras); Ocorre em qualquer idade, mas surge principalmente entre os 15 e 35 anos. Manifestações Clínicas: * Dor em cólica após as refeições no quadrante inferior direito; Diarréia crônica: podem ocorrer fezes sanguinolentas ou esteatorréia (fezes gordurosas); Febre e leucocitose; Urgência fecal e tenesmo; * Desnutrição, anemia e perda de peso. Avaliação Diagnóstica: Exames laboratoriais: hemograma, K, magnésio, cálcio; Retossigmoidoscopia para observar ulcerações e biópsia; - Enema de bário; Estudos baritados do GI superior; Fezes para sangue oculto. Tratamento: Não existe uma cura conhecida para essa doença; ela é principalmente tratada com medicamentos. A sulfasalazima (Azulfidina), corticosteróides - inibe o processo inflamatório, porém com alguns efeitos colaterais: náuseas, vômito, cefaléia. Antibióticos: metronidazol; - Agentes antidiarréicos; - procedimento cirúrgico: é indicada para as complicações da doença de crohn, onde 70% de pacientes com a doença de crohn irão necessitar, de mais operações, pois podem fistulas, fissuras, abscessos, hemorragia ou perfuração; A-) Colectomia sub - total ( remoção de quase todo o cólon) com anastomose (ligação do e reto). B-) Colectomia total (excisão de todo o cólon) com ileostomia). Complicações: Abscesso e fistulas; - Estenoses; - Hemorragia, perfuração intestinal, obstrução intestinal; Peritonite e sepse; - Incidência de câncer colateral. 3637 Diagnóstico de Enfermagem: Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporal relacionada a dor, náusea; Deficiência de volume que se liga à diarréia; Dor que se relaciona à doença inflamatória do intestino delgado; Adequação individual ineficaz ligada aos sentimentos de rejeição e vergonha. Intervenções de Enfermagem: Estimular dieta que é pobre em fibras, gordura e rica em calorias, proteínas e carboidratos, com suplementos de vitaminas e minerais; Monitorar diariamente o peso; refeições pequenas e para evitar a distensão; Preparar o paciente para a dieta elementar ou NPT, caso ele esteja debilitado. 5 Monitorar a e a consistência das fezes; Observar para arritmias cardíacas e fraqueza muscular devido à perda de eletrólitos; Administrar os medicamentos para o processo inflamatório de acordo com a prescrição. Estimular o comportamento de promoção da DOENÇA DIVERTICULAR Conceito: o divertículo é como uma bolsa que extravasa da camada interna do intestino que se estende por um defeito na camada muscular. Pode ocorrer em qualquer lugar ao longo do trato gastrintestinal. Diverticulose existe quando múltiplos divertículos estão presentes sem inflamação ou sintomas. Diverticulite resulta quando a retenção de alimentos e de bactérias em um divertículo produz infecção e inflamação que pode impedir a drenagem e levar a perfuração ou formação de abscessos. E mais comum no (95%). Normalmente 20% dos pacientes com diverticulose desenvolve diverticulite. Sua incidência é de aproximadamente 60% nas pessoas acima de 60 anos. D Etiologia: As causas da doença diverticular não estão esclarecidas, mas os dados sugerem que a pressão intraluminar excessiva representa um papel principal. Outro fator contribuinte pode ser uma dieta pobre em que reduz os resíduos fecais, estreita a luz intestinal e leva a pressão intra-abdominal mais elevada durante a defecação. Manifestações Clínicas: Pode ser assintomática; Dor abdominal em cólicas, intermitente ou crônica; Distensão abdominal; Constipação e/ ou diarréia; Náuseas, gases, febre de baixo grau, calafrios; Com o rompimento dos divertículos produzem abscessos ou peritonite com rigidez abdominal; sinais de choque e sepse; (hipotensão, febre elevada) Avaliação Diagnóstica: Hemograma Completo; - Radiografia simples do abdome, ultra-sonografia e T.C.; Colonoscopia; d 37a 38 Enema baritado; Tratamento: Dieta rica em fibras; - Antibiótico de amplo espectro ex. levofloxacina; - Uso de analgésicos e os espasmos musculares (CPM); - Administração de líquidos IV; - Transfusão sanguínea S/N; - Introdução de SNG quando existem sinais / sintomas de peritonite ou sangramento - Tratamento cirúrgico - quando existe pouca resposta ao tratamento clínico ou acontecem complicações, como hemorragia, obstrução ou perfuração, é necessária a cirurgia. Complicações: Hemorragia dos divertículos (sangramento retal); - Obstrução intestinal; - Formação de fistulas; - Septicemia; - Peritonite; Diagnóstico de Enfermagem: - Dor relacionada ao desconforto intestinal, diarréia e / ou constipação; - Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais que se liga à diarréia, perda de líquidos e eletrólitos, náusea e - Constipação ou diarréia ligadas ao processo da doença; - Deficiência de conhecimentos da relação entre a dieta e a doença diverticular. Intervenções de Enfermagem: Administrar os analgésicos não opiáceos (morfina) conforme a prescrição (os opiáceo podem mascarar os sinais de perfuração); - Auscultar a peristalse, a fim de monitorar a motilidade intestinal; - Palpar o abdome, visando determinar a rigidez ou hipersensibilidade decorrente de perfuração ou peritonite. - Seguir dieta prescrita, rica em resíduos macios e pobre em açucares; - Monitorar a ingesta e o débito, bem como pesar diariamente, para determinar o estado calórico; - Observar e registrar a coloração, consistência e das fezes; - Estimular os líquidos, quando constipado, para promover a estimulação intestinal; - Encaminhar ao nutricionista, quando necessário. CÂNCER COLORRETAL no Conceito: colorretal refere-se as malignidades do cólon e reto. Etiologia: Os fatores de risco compreendem: - Idade: o risco aumenta depois dos 40 anos de idade, 90% dos casos em pessoas com mais de 50 anos; 3839 História prévia de câncer colorretal ressecado; História familiar de câncer colorretal; Síndrome de polipose Ex: Síndrome de Gardner, doença hereditária caracterizada por em - múltiplos pólipos adenomatosos, nos quais o câncer se desenvolverá todos os indivíduos; Colite ulcerativa crônica; Doença de Crohn; Dieta rica em gorduras, incluindo a carne vermelha e baixo teor de - Doença de - é assintomático, quando presente, a varia de acordo com a Manifestações Clínicas: Frequentemente localização da lesão e a extensão do comprometimento; Lesões do cólon direito: mudança nos hábitos intestinais, desconforto abdominal, - fezes alcatroadas, anemia, astenia, perda de peso, massa palpavel no Q.S.D. Lesões pretas do cólon mudança nos hábitos intestinais, frequentemente constipação de com surtos de diarréia, sangue vivo vermelho nas fezes, dores em cólica, perda peso, anemia, Lesões massa retais: mudança nos hábitos intestinais, constipação e calibre estreitado das fezes, sangue vermelho vivo nas fezes, sensação de evacuação incompleta. Avaliação Diagnóstica: Exame retal detecta 15% de lesões; Exames de fezes para sangue (hemocultura); - Colonoscopia com Tratamento: Reposição de sangue; trânsito - Cirúrgico: fecal, ou permanente para lesões retais baixas, que já existe comprometimento colostomia por alça temporária para descomprimir o intestino e desviar dos o esfincteres anais; Irradiação: como tratamento auxiliar para tratar a doença residual. Quimioterapia: para melhorar o tempo de sobrevida. Complicações: Obstrução; - Hemorragia; - Anemia. Diagnóstico de Enfermagem: Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais relacionada aos efeitos da malignidade e a perda de peso; Constipação e / ou diarréia que se liga à alteração na luz - Dor que se relaciona a malignidade, inflamação e possível obstrução intestinal; Fadiga ligada a anemia, radiação, quimioterapia e doença metastásica; Medo relacionado ao diagnóstico, prognóstico, potencial para complicações. 3940 Intervenções de Enfermagem: - Observar e registrar as perdas hídricas, inclusive do vômito e diarréia; - Manter a hidratação através de acesso venoso e registrar o débito - Monitorar a quantidade, consistência, e coloração das fezes; - Para a constipação, usar laxativos ou enema, quando necessário, e incentivar o exercicio e a ingesta apropriada de fibras / de modo a promover a motilidade intestinal; - Avaliar o tipo e a intensidade da dor, bem como administrar analgésicos, quando necessário; Permitir períodos de repouso, para recuperar a energia; - Estimular paciente e a familia a expressar os sentimentos e temores em conjunto e separado. HEMORRÓIDAS Conceito: São varizes dos plexos venosos do reto e do canal anal. Podem ser internas, externas ou mistas. São de condição principalmente acima dos 50 anos. Quando o sangue dentro das se torna coagulado devido a obstrução, são chamadas como trombosadas. Etiologia: Os fatores predisponentes são: pl - Gestação; - Constipação, diarréia crônica; - Infecção anal; - Fator hereditário; - Perda de tônus muscular devido ao envelhecimento; - Relação sexual anal. Manifestações Clínicas: Sensação de esvaziamento fecal incompleto; - Massa visível e palpável (quando externa); Sangramento durante a defecação; - Infecção ou ulceração, descarga de muco; - Prurido, dor. Tratamento: Clínico: Dieta rica em fibras para manter as fezes moles; Banhos de assento para aliviar a dor e combater o edema; - Introdução de supositórios anais emolientes 2 a 3 vezes por dia; - Controle do prurido por melhorar a higiene e controlar a Cirúrgico (Hemorroidectomia): Indicada quando existem as seguintes condições: Sangramento prolongado; - Dor incapacitante; Prurido intolerável; Desconforto geral. 4041 Complicações: - Hemorragia, anemia; - - Prolapso e estrangulamento. Diagnóstico de Enfermagem: - Risco para constipação relacionado ao medo da Risco para infecção relacionado incisão cirúrgica e a contaminação fecal; - Risco para controle ineficaz do regime terapêutico relacionado ao conhecimento insuficiente sobre os cuidados com incisão, a prevenção da recorrência, as exigências nutricionais (dieta e líquidos), ao programa de exercícios, aos sinais e aos sintomas de complicações. Intervenções de Enfermagem: - Administrar analgésicos com; Administrar emolientes fecais, laxativos para ajudar com as evacuações logo após a cirurgia; - Instruir paciente banhos de assento, após as eliminações fecais; - Incentivar regulares, dieta rica em fibras e ingestão adequada de líquidos (8 a copos / dia) para evitar os esforços e a constipação. DISTÚRBIOS BILIARES E PANCREÁTICOS Conceito: Fígado, biliar, canais biliares e pâncreas são chamados glândulas acessórios no sistema gastrintestinal, sua função é na digestão através do fluxo de enzimas para o intestino delgado. fígado auxilia na desintoxicação de substância química, síntese e armazenamento de importantes nutrientes. pâncreas também funciona como uma endócrina. Manifestações Clínicas: - Icterícia; - Prurido; - Urina escura cor de chá; - Fezes brancas; - Dispnéia, anorexia, náuseas, vômitos; - Dor no quadrante superior D ou que pode irradiar-se para as costas ou ombro; - Perda de peso; - Formação fácil de equimose; - Febre, calafrio, Provas Diagnósticas: A-) Exames Laboratoriais - Bilirrubina sérica; - Dosagem de albumina e - Proteínas totais - Tempo de Protombina(PT) 4142 B-) Radiologia / Imageologia Cintigrafia hepatobiliar estudo não invasivo de medicina nuclear, usando-se materiais radioativos para ajudar no diagnóstico de distúrbios, como: obstrução do canal colédoco, colecistite aguda e crônica, extravasamento biliares. C-) Orientações Gerais ao Paciente Administrar contraste oral (ex. telepaque), contendo iodo que é excretado pelo fígado e concentrado na biliar para ajudar no exame radiográfico da vesicula para detectar cálculos biliares. Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) Visualização endoscópica dos canais colédoco, pancreático e hepático com um endoscópio flexível introduzido no até o duodeno e contraste é a base de iodo (ex. Hipaque) é injetado no canal colédoco e pancreático, permitindo a visualização e avaliação radiográfica. Permite detectar tumores do canal biliar, estenoses, doença pancreática, obstrução biliar DE-) Colangiografia Percutânea (CTP) Exame fluoroscópio dos canais biliares e extra hepáticos após injeção de contraste IV na árvore biliar, ajuda a diferenciar a icterícia obstrutiva por doença hepática daquela devida a obstrução biliar, lesões do canal colédoco. Pode deixar um cateter biliar no local a fim de drenar a árvore biliar denominada de (DBTP Drenagem Biliar Percutânea) alivia a icterícia. Biópsia Hepática Amostragem do tecido hepático através de uma aspiração por agulha, para estabelecer um diagnóstico da doença hepática. DG-) Laparoscopia Inserção de endoscópio de fibra óptica por pequena incisão abdominal, para examinar e outras estruturas pélvicas, fazer biópsia hepática, determinar etiologia de ascite e para diagnosticar o estágio de tumores do figado e outros órgãos. Distúrbios Hepáticos Hepatite é uma infecção viral- do fígado associada com um espectro de manifestações clínicas, podendo ser desde infecção assintomática, a hepatite ictérica até a necrose hepática: Foram identificadas 5 tipos de vírus da hepatite. 1-) Hepatite do tipo A (HAV) produzida por um vírus ARN. Transmissão: fecal Manifestações clinicas: anorexia, mal febre, náuseas e 2-) Hepatite do tipo B (HBV) - duplamente protegida, contendo ADN Transmissão: por via sanguínea (percutânea ou através da mucosa) 4243 Manifestações clínicas: náuseas, vômitos, desconforto abdominal, urticária, erupções 3-) Hepatite tipo C (HCV) Transmissão: Transfusão de sangue, plasma, em geral doadores sanguíneos, através de relações sexuais. Manifestações clinicas: idem (HBV) 4-) Hepatite do tipo D - agente ARN defeituoso que replica na presença do virus da hepatite B Transmissão: Idem (HBV), mas é mais grave Manifestações clinicas: Idem (HBV), mas é mais grave. 5-) Hepatite do Tipo E (HEV) - ARN monofilamentar e sem Transmissão: fecal - oral. Manifestações clinicas: Idem (HAV) HEPÁTICA Conceito: Doença crônica na qual existiu uma destruição difusa e regeneração fibrótica de celulas hepáticas, o figado incapaz de cumprir suas inúmeras funções, prejudicando o fluxo sanguíneo e linfático, levando a insuficiência hepática. causa Etiologia: Alcoolismo crônico e subnutrição; Fibrose ao redor das veias centrais e canais biliares; Hepatite aguda viral anterior. Manifestações Pode ser assintomática durante vários anos. Fadiga; Anorexia; Edema e dor no tornozelo tarde; Epistaxe; Gengivas sangrantes; Perda de peso; - Dores abdominais; - Varizes esofagianas; Hernorragias digestivas; - Ascite; - Avaliação Diagnóstica: hepatica destruição e fibrose do tecido hepático; - Tomografia computadorizada - tamanho do fígado e sua irregular nodular; - Esofagoscospia - detectar varizes; Paracentese - ex. líquido ascitico 4344 Tratamento: Supressão de substância tóxica, álcool e medicamentos; Correção de deficiências nutritivas com vitaminas e suprimentos nutritivos,- dieta rica em calorias e moderada em proteínas; - Restringir a ingestão de sódio e água, dependendo da quantidade de retenção de - Repouso no leito; - Terapêutica diurética; Paracentese abdominal S/N; Analgésico, antieméticos, antiácidos cpm. Complicações: Hiponatremia e retenção de água; Varizes esofágicas sangrantes; Coagulopatias; Peritonite. Diagnóstico de Enfermagem: Intolerância a atividade decorrente da fadiga, debilidade geral e desconforto; Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais que se relaciona à anorexia e aos distúrbios GI; Diminuição da integridade cutânea relacionada a edema, ictericia e comprometimento do estado imunológico; Risco de lesão que se liga aos mecanismos de coagulação alterados. Intervenções de Enfermagem: Manter alguns períodos de repouso no leito com as pernas elevadas, para mobilizar edema e a ascite; Com quantidade moderada de proteína, bem como fazer alimentações suplementares; e registrar o grau de icterícia da pele assim como escleras e arranhaduras no corpo; - Observar as fezes e vômitos quanto á coloração, consistência e quantidade; testar cada um deles quanto a sangue oculto. VARIZES ESOFÁGICAS HEMORRÁGICAS Conceito: As varizes esofágicas são veias dilatadas e tortuosas geralmente encontradas na submucosa da parte inferior do entretanto, podem desenvolver-se um ponto mais elevado no esôfago ou estender-se para dentro do estomago. Etiologia: Devido a hipotensão porta, que pode resultar de obstrução da circulação portal e cirrose hepática; Anomalias da circulação na veia esplênica ou veia cava superior e trombose venosa Manifestações Clínicas: - Hematêmese - vômito de sangue vermelho - vivo; - Melena - eliminação das fezes negras, ferruginosas; 4445 Sangramento vermelho vivo decorrente da hipermotilidade do intestino e varizes retais; A perda sanguínea pode ser súbita e causando choque. Avaliação Diagnóstica: Endoscopia GI, para identificar a causa e o local do sangramento; Provas da função hepática no soro, incluindo nível de amônia - Tratamento: Restabelecimento do volume sanguíneo circulante com sangue e líquido IV; Vasopressina (Pitressin) IV, para reduzir a pressão porta, diminuindo assim, o fluxo sanguíneo; Lavagem gástrica com SF gelada a fim de remover o sangue do tubo GI, para produzir a vasoconstrição dos vasos; - Tamponamento por balão esofagiano, distal e estomago proximal para colabar as varizes e induzir a hemostasia; - Escleroterapia é injetado diretamente nas varizes com um endoscópio de fibra ótica flexível que promove trombose e esclerose dos locais sangrantes; Ligadura cirúrgica de varizes, onde amarra os vasos no local do sangramento; Intervenção cirúrgica para diminuir a pressão porta desviando o sangue ao redor do fígado. Complicações: - Hemorragia ou recidivante; Encefalopatia porto - sistêmica. Diagnóstico de Enfermagem: Perfusão tecidual alterada relacionada ao sangramento GI; Risco de aspiração que se liga ao sangramento GI e intubação; Ansiedade que se relaciona ao medo de procedimentos desconhecidos e do sangramento Intervenções de Enfermagem: Avaliar a pressão arterial, cardíaca, condições cutâneas e debito urinário para sinais de hipovolemia e choque. Observar e comunicar a ocorrência de sinais de obstrução da via aérea ou ruptura de decorrente do balão alterações na coloração da pele, respirações, sons respiratórios, nível de consciência ou sinais vitais; dor torácica; Explicar todos os procedimentos ao paciente; Prover alternativa para comunicação, se tubos ou equipamentos interferem na possibilidade de CÂNCER DO FÍGADO Tumor maligno do No inicio quando o médico consegue detectar, já tem metástase. Etiologia: Cirrose, a hepatite por vírus B e a hepatite por vírus C; 4546 - A incidência do câncer primário do está aumentando nos Estados Unidos na população mais jovem e nas mulheres; - Causas mais raras associadas a hemocromatose, (erro congênito no metabolismo de no pâncreas e fígado, resultando na coloração bronze da pele), toxinas químicas; XManifestações Clinicas: - Dor abdominal no podendo irradiar-se para o ombro direito à palpação; - Perda de peso; - Ascite, fadiga, anorexia, mal - - Febre inexplicada. (só se houver obstrução). Avaliação Diagnostica: - Níveis séricos de bilirrubina, fosfatase alcalina e enzimas hepáticas aumentadas; - Ultra-sonografia e, a TC, Juntamente com a ressonância magnética; - Pode fazer biópsia por agulha percutânea; - Laparoscopia com Tratamento: Não Cirúrgico: - Quimioterapia sistêmica: é o único tratamento aplicável; - Irradiação: ajuda a reduzir a dor e o desconforto. Cirúrgico: - A cirurgia é o melhor tratamento, mas é variável apenas em 25% dos casos. obstrução biliar com icterícia; Insuficiência hepática, metástase. Diagnóstico de Enfermagem: - Dor relacionada ao crescimento tumoral; - Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais que se liga à anorexia; - Excesso do volume hídrico ligado a ascite e a formação de edema. Intervenções de Enfermagem: - Administrar os agentes farmacológicos conforme a prescrição, para controlar a dor, considerando o metabolismo de um figado comprometido; Estimular o paciente a fazer pequenas refeições e tomar as alimentações suplementares; Monitorar os sinais vitais e registrar a ingesta e débitos hídricos através de balanço hídrico rigoroso; Medir e registrar diariamente o perímetro abdominal. DE ENFERMAGEM NA PARACENTESE ABDOMINAL Fase Preparatória: - Explicar procedimento ao paciente; - Registrar os sinais vitais do paciente; 4647 Fazer com que ele urine, antes de iniciar o tratamento. Ver se o consentimento formal foi assinado; Posicionar o paciente na posição de Fowler com as costas, braços e pés apoiados (sentar- se sobre lado do leito é posição confortável); Cobrir paciente com lençol expondo o abdome. Fase da Realização: Auxiliar na preparação da pele com a solução anti-séptica; Abrir a bandeja estéril e a embalagem das luvas estéreis; fornecer solução anestésica; Disponibilizar o frasco e equipo de coleta; Avaliar pulso e o estado respiratório com durante o procedimento; observar se há palidez, cianose ou síncope (desmaio); médico administra a anestesia local e introduz a agulha ou trocarte; A agulha, ou trocarte é conectada ao equipo e ao frasco a vácuo ou seringa, sendo o líquido lentamente drenado da cavidade peritoneal; Aplicar o curativo, quando a agulha for retirada. Fase de Acompanhamento: Auxiliar o paciente em obter posição confortável após tratamento; Registrar a quantidade e as características do líquido removido, número de amostras enviadas ao laboratório bem como condição do paciente durante o tratamento; Verificar a pressão arterial e os sinais vitais a cada 30 minutos durante duas horas, a cada uma hora durante quatro horas, e a cada quatro horas durante 24 horas; Em geral, um curativo é o suficiente; entretanto, se o trocarte parece grande, o médico pode fechar a ferida com suturas; Observar se há extravasamento após a paracentese. do D. DISTÚRBIOS BILIARES COLECISTITE AGUDA Conceito: É uma inflamação da biliar, é causada normalmente por obstrução por cálculo biliar. Quando a esta cheia de pus, existe impiema da biliar, levando à e invasão bacteriana. COLECISTITE CRÔNICA Conceito: Ocorre quando a vesícula biliar se espessada, rígida e fibrótica e funciona precariamente. COLECISTITE-ACALCULOSA Conceito: É uma inflamação aguda da vesícula biliar na ausência de obstrução por cálculo Etiologia: Infecção por: Clostridium e E. Coli. COLELITÍASE Conceito: É a presença de cálculos na vesícula biliar. Pedro al 47 do para detector48 Etiologia: - A bile, saturada por colesterol predispõe a formação de cálculos biliares e age como um irritante, produzindo alterações inflamatórias na vesicula biliar Os anticoncepcionais, estrogênio, medicamentos que colesterol, aumenta a formação de cálculos; Ocorrem cálculos pigmentares quando a bilirrubina livre combina com cálcio, formando os cálculos que não podem ser dissolvidos. COLEDOCOLITÍASE Conceito: Consiste na presença de cálculo no canal do Manifestações Clínicas: Dor repentina, intensa e contínua ou sensação de compressão epigástrico ou quadrante direito, superior direito, que pode irradiar-se para área escapular direita ou ombro persistindo por 1 a 3 horas; Náuseas, vômitos, febre baixa e icterícia, ocorrer obstrução do ducto biliar); Azia, flatulência e indigestão; Intolerância aos alimentos gordurosos. Avaliação Diagnóstica: Colecistografia oral, ultra - sonografia e a cintigrafia hepatobiliar; Exames laboratoriais: bilirrubina. Tratamento: o tratamento de apoio inclui: repousos, líquidos EV, sonda Nasogástrica, tratamento da dor, antibióticos, dieta alimentar. Cirúrgico: Colecistectomia é a remoção cirúrgica da biliar para casos de colecistite aguda e crônica, a intervenção pode ser feita através de uma laparotomia aberta ou por laparoscopia (a vesícula biliar é removida por uma pequena abertura acima do umbigo pelo uso de um para a visão), outras 3 pequenas punções são realizadas no abdome, para inserir outros instrumentos especiais, usados para auxiliar na manipulação e retirada da vesicula biliar. Coledocotomia e retirada de cálculos da vesícula e vias biliares. Colocação de um tubo em T (dreno de Kerr) no canal biliar comum, a fim de descomprimir a árvore biliar e permitir um acesso no período pós - operatório. Litotripsia Intracorporea Pode ser utilizada para fragmentar os cálculos retidos no canal biliar comum laser pulsátil, ou da litotripsia hidráulica aplicada diretamente aos cálculos por meio endoscópico. Complicações: - Colangite: - Necrose, impiema ou perfuração ou perfuração da biliar; Adenocarcinoma da biliar. Diagnóstico de Enfermagem: Dor relacionada ao procedimento cirúrgico; 484.9 - Integridade cutânea comprometida ligada ao procedimento cirúrgico, - Nutrição alterada: inferior aos requisitos corporais que se liga ao procedimento cirúrgico, dor incisional ou drenagem por tubo em T (Kerr); Intervenções de Enfermagem: - Administrar os medicamentos analgésicos prescritos ou monitorar a analgesia controlada pelo paciente. - Avaliar os curativos das feridas para qualquer aumento na drenagem purulenta. - Avaliar o dreno da ferida ou local do tubo em T (Kerr) para qualquer secreção, e anotar quantidade, coloração e odor; - Avaliar as feridas para a cicatrização; - Realizar os cuidados com as feridas, quando prescritos; - Avaliar se há náuseas e vômitos, bem como administrar os antieméticos de acordo com a prescrição; Administrar os líquidos de reposição para a drenagem biliar com o tubo em T (Kerr), quando indicado. 7 DISTÚRBIOS PANCREÁTICOS PANCREATITE AGUDA Conceito: A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que varia desde o edema discreto até a hemorragia extensa, resultante de várias agressões ao pâncreas. / a Co 80 Etiologia: - Consumo de álcool excessivo; - Doenças do trato biliar tais como: colelitíase, colecistite aguda e crônica; - Causas menos comuns: infecção bacteriana ou viral, contusões abdominais, doença ulcerosa péptica, hiperlipidemia. X Manifestações Clinicas: Depende da intensidade da lesão pancreática; - Dor abdominal, em geral constante, mesoepigástrica, irradiando-se para as costas ou flanco; - Náuseas, febre baixa; - Mucosas secas, hipotensão, pele fria, cianose e taquicardia. X Avaliação Diagnóstica: Ex. Amilase sérica, bilirrubina, fosfatase alcalina, e colesterol, cálcio sódio; - Radiografia abdominal e torácica; - Ultra - sonografia e T.C. X Tratamento: o tratamento focaliza-se no alívio dos sintomas e apoio ao paciente para evitar complicações. - Restabelecimento do volume sanguíneo circulante com soluções IV cristalóides, - Manutenção adequada da oxigenação, devido à ansiedade, derrames pleurais e dor; 4950 - a dor com sedativos e - Repouso do trato GI, para diminuir as secreções pancreáticas; - Intubação nasogástrica e a fim de aliviar a estase gástrica e distensão abdominal; - Uso de antiácidos para a manutenção do pH alcalino gástrico; - Antibioticoterapia e insulina; Intervenção cirúrgica quando ocorrem pancreatectomia (para remover tecido pancreático necrosado), colecistectomia (para pancreatite por cálculos biliares). Complicações: - Ascite, abscesso; - Infiltrados pulmonares, derrame pleural, síndrome da angústia respiratória do adulto; - Hemorragia com choque hipovolêmico; Insuficiência renal aguda; - Sepse e síndrome de falência múltipla de órgãos. Diagnóstico de Enfermagem: Dor relacionada ao processo da doença; - Deficiência de volume hídrico ligada ao vômito, ingesta auto-restringida, febre e deslocamentos de líquidos; - Padrão respiratório ineficaz decorrente da dor intensa e complicações pulmonares. Intervenções de Enfermagem: - Administrar analgésicos narcóticos conforme prescrito, para controlar a dor; Manter dieta zero, para diminuir a secreção das enzimas pancreáticas; - Administrar antiácidos, quando prescritos; - Monitorar a ingesta e débito e pesar diariamente; - Observar e medir o perímetro abdominal, quando se suspeita de ascite pancreática; - Avaliar a respiratória e ritmo, esforço, saturação de oxigênio e sons respiratórios com PANCREATITE CRÔNICA Conceito: é definida como a persistência da lesão celular pancreática com várias recidivas, levar ao edema, necrose e calcificação do Etiologia: Abuso de álcool excessivo; Inflamação crônica devido a obstrução dos canais pancreáticos; Manifestações Clinicas: - Dor localizada no epigástrico, ou no Q.S.E, irradiando-se para as costas; - Perda de peso, náuseas, vômito e anorexia, esteatorréia (fezes gordurosas / brancas), ascite, caquexia e aumento da taxa de glicemia, etc. Avaliação Diagnóstica: Exames laboratoriais Ex. Amilase e bilirrubina e fosfatase alcalina; - Exames de fezes (para análise da gordura fecal); 50