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Bioquímica das proteínas Introdução Proteínas Formadas por aminoácidos unidos por ligações peptídicas Funcionalidade Composição de aminoácidos Disposição das ligações que estabilizam a estrutura Segundo sua funcionalidade podem ser Estruturais, com atividade biológica, com valor nutritivo Estão presentes em quantidades significativas em produtos de origem animal e vegetal Propriedades funcionais das proteínas Toda propriedade não nutricional que influi no comportamento dos alimentos Propriedades funcionais afetam as características sensoriais Propriedades físicas e químicas influem na funcionalidade das proteínas Tamanho, sequência de aminoácidos, conformação, etc Estrutura inicial das proteínas sofre modificação durante o processamento Isso também afeta a sua funcionalidade Essas modificações são influenciadas por fatores como pH, temperatura, condição de processo, componentes do alimento Podem ser divididas em dois grupos Propriedades hidrodinâmicas: incluem propriedades onde ocorre a interação proteína-água e proteína-proteína Hidratação, solubilidade, viscosidade, geleificação, formação de massa Propriedades ligadaa a características de superfície: relacionadas com a tensão superficial Capacidade de formação de espuma, emulsificação Propriedades de Hidratação A textura e as propriedades reológicas dos alimentos Interação da água com outros componentes alimentares: proteínas e polissacarídeos Comportamento das proteínas na presença de água Modificação nas propriedades físico-químicas dos produtos alimentícios Influencia na aceitabilidade final do alimento Fatores intrínsecos Composição de aminoácidos: Cadeias laterais hidrófobas/ hidrófilas Maior proporção de aminoácidos com cadeias laterais hidrófobas implica em proteínas com menor poder de hidratação Conformação Estrutura secundária e terciária o Menor interação com a água Fatores extrínsecos Concentração de proteínas Está diretamente ligada a quantidade total de água que elas podem absorver pH Quanto mais distante do ponto isoelétrico maior a capacidade de hidratação No ponto isoelétrico a interação entre as proteínas é máxima Temperatura A capacidade de fixar água diminui com o aumento da temperatura Desnaturação seguida de agregação reduz a superfície protéica exposta a água Força iônica Se a concentração iônica é baixa a hidratação das proteínas pode aumentar Se a concentração salina é elevada os íons concorrem com as proteínas para captar água Solubilidade Equilíbrio entre as interações proteína/proteína e proteína/solvente Importante em molhos, bebidas, purês, etc Podem ser divididas em grupos conforme solubilidade Albuminas: água a pH 6,6; globulinas: soluções salinas diluídas a pH 7 Prolaminas: etanol 70%; glutelinas: soluções muito ácidas ou muito alcalinas Depende pH, forças iônicas e temperatura Viscosidade Relacionada com o diâmetro aparente das moléculas de proteínas dispersas Sofre influência do pH, da temperatura, da concentração salina Modificam o diâmetro das moléculas Propriedade importante em alimentos líquidos, cremes, sopas, molhos, etc Conhecimento da viscosidade processamento Refrigeração, atomização, operações de mistura, etc Geleificação Importante em produtos lácteos, produtos de carne cozidos, gelatina, massa de pão, etc Formação de uma rede protéica ordenada a partir de proteínas previamente desnaturadas Predomínio das interações proteína–proteína Influi em outras propriedades funcionais Absorção de água, formação e estabilização de espumas, e emulsões Géis reversíveis x géis irreversíveis Obtenção do gel proteico Desnaturação protéica Separação das moléculas protéicas Interação proteína-proteína Agregação posterior pH, concentração protéica, concentração salina, e temperatura interferem na formação do gel A velocidade com que se produz a agregação gera tipos diferentes de gel Rápida: géis desordenados, pouco elásticos, opacos e com capacidade de retenção de água reduzida Lenta: géis ordenados, elásticos, transparentes, estáveis a sinérese e à exsudação A geleificação tem grande aplicação na tecnologia de alimentos Aumento de viscosidade, aumento de absorção de água, adesão entre partículas, estabilizar emulsões e espumas Proteínas que apresentam melhor capacidade geleificante Proteínas miofibrilares Micelas de caseína Proteína do soro do leite Proteína da clara do ovo Formação de massa proteica As proteínas do glúten são capazes de formar uma massa viscoelástica com propriedades especiais Gluteninas e gliadinas Ao serem amassadas se orientam e se separam parcialmente O equilíbrio entre os dois tipos de proteínas é importante para se obter uma boa massa de pão Propriedades surfactantes Emulsões e espumas Sistema de duas fases imiscíveis e instáveis Substância anfifílica diminui a tensão interfacial evitando a coalescência Proteínas : diminuem a tensão superficial Atual na interface ar/água ou óleo/água A formação de espumas e emulsão são muito parecidas Proteínas com boa capacidade emulsificante podem não ser um bom agente espumante Propriedades emulsificante Emulsões alimentícias em que as proteínas atuam Leite, manteiga, margarina, maionese, salsichas, sorvetes, molhos, etc Podem ser do tipo óleo /água ou do tipo água /óleo As emulsões alimentares tendem a se desestabilizar de forma rápida Agente emulsificante: amplia a vida útil da emulsão Nas emulsões estabilizadas por proteínas Influência de fatores extrínsecos Equipamento utilizados para formar a emulsão, aporte energético, velocidade de adição da fase hidrófoba Influência de fatores intrínsecos Solubilidade da proteína, pH, temperatura, concentração de proteínas Propriedades espumantes As espumas alimentícias são dispersões de gotas de gás em fase contínua líquida ou semi-sólida Proteínas com propriedade espumante Clara de ovo, hemoglobina, gelatina, proteínas do soro do leite, proteínas do trigo Para a formação da espuma é necessário força mecânica e um agente de superfície As proteínas ajudam na formação e estabilização As espumas alimentícias são bastante instáveis devido a grande superfície na interface As propriedades espumantes da proteínas podem ser avaliadas observando-se três critérios Capacidade de formação de espuma, estabilidade da espuma e firmeza da espuma Propriedades espumantes comparação com a clara de ovo Fatores que influenciam Concentração de proteínas, pH, presença de sais, açúcares e lipídios